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A UHE SANTO ANTÔNIO E OS CONFLITOS SOCIOAMBIENTAIS A JUSANTE DA BARRAGEM

Por: Prof. Marco Antônio Domingues Teixeira/ colaborador do Projeto Nova Cartografia Social da Amazônia; GEPIAA/UNIR Bolsista: Flávio Alves de Freitas,GEPIAA/ UNIRON

No trecho situado entre a barragem da UHE Santo Antônio e a área de fundação da cidade de Porto Velho, o cais denominado Cai N’Água, situam-se comunidades específicas de moradores do município de Porto Velho. O antigo bairro ferroviário denominado Triângulo, a Vila de Candelária, formada nos sítios que antes compunham as terras do legendário Hospital Ferroviário da Candelária, a antiga Vila de Santo Antônio e uma pequena comunidade de sitiantes residente entre os quilômetros 2 a 5 da antiga EFMM. Além disso, recentemente o crescimento demográfico da cidade promoveu o loteamento e a urbanização do entorno, provocando a construção de residenciais verticalizados e também a criação de um enorme loteamento de luxo, em áreas imediatamente contiguas ao rio e aos trilhos da EFMM. Todas essas transformações ocorreram em função da enorme demanda imobiliária decorrente da impressionante entrada de migrantes atraídos pelas oportunidades de empregos, negócios e oportunidades criados pela construção das Hidrelétricas do Rio Madeira, Santo Antônio e Jirau. As populações residentes passaram a sofrer enormes impactos com a rápida transformação de seus locais de moradia, campos de trabalho e impactos de vizinhança diante das obras da UHE Santo Antônio e de todos os demais empreendimentos que estão situados na área. Ainda em função de todo o conjunto das obras acima referidas, a Prefeitura Municipal de Porto Velho tem promovido a construção de residenciais populares a fim de assegurar a remoção de moradores das margens do rio Madeira, atingidos diretamente pelas barragens e, também, àqueles que residiam na antiga área da Baixa da União, que passará por um processo de modernização e urbanização. Dessa forma, a área onde reside a comunidade de pequenos sitiantes da EFMM, nos quilômetros 2 a 5, tem sofrido alterações substanciais, quer na definição dos espaços, quer nas questões de vizinhança e mesmo nas questões ambientais ligadas ao rio e ao seu comportamento em relação às margens. Passemos pois a um breve estudo dessa área e de sua ocupação. A colonização dessas terras é antiga. Se remontarmos á questão indígena ela é datada em milhares de anos e foi estudada através dos trabalhos dos arqueólogos Eurico Miller e Josuel Ravani com o apoio do Instituto Smithsonian. A ocupação ibérica foi iniciada nos séculos XVII, com as primeiras expedições que apenas passaram pela região e tomaram posse da terra em nome de Suas Majestades da Espanha ou de Portugal. Os primeiros esforços de implantação de núcleos de colonização data, ainda do século XVIII, com a viagem de Francisco de Mello Palheta e o estabelecimento da Missão de Santo Antônio

Foi palco de todo tipo de atividades. que terminou inundado pelas fortes cheias do Madeira e foi posteriormente abandonado. Jackyl and Randolph CO e as obras de construção da EFMM foram finalmente levadas a diante. A localidade contava com dois portos. engenheiros e todo tipo de profissionais para a região. No entanto sua insalubridade era legendária e após a retomada das obras em 1907. o Porto das velas e dos remos. . sendo que em 1912 o sanitarista Oswaldo Cruz registrou 100% de óbitos infantis na comunidade. impulsionadas pela cachoeira que obrigava todos os viajantes a pararem para se abastecer e se prepararem para enfrentar as mais de duas dezenas de cachoeiras e corredeiras do Madeira e Guaporé nas viagens que rumavam para Vila Bela ou para as terras do Departamento de Beni. Além disso. onde ele e seus soldados ergueram um obelisco marcando a divisa entre os dois estados. com mais de 5000 moradores. a imagem do abandono e do esquecimento. Posteriormente. desde a abertura da floresta para o assentamento dos trilhos. Essa primeira empreitada fracassou por motivos diversos. Nessa mesma região nascia a cidade de Porto Velho. A população diminuta era assolada pela malária e por febres diversas. Entretanto. que foram dizimados. na área daquele porto velho foram implantados os canteiros de obras da Mey. A Missão dos padres Jesuítas deslocou-se Madeira abaixo terminando por fixar-se onde hoje situa-se a cidade de Borba. Iniciava-se a construção da UHE Santo Antônio. A construção da EFMM motivou um intenso movimento de operários e prestadores de serviços na vila. vagões e maquinários da ferrovia foram abandonados e reclamados pela floresta. malária e ataques indígenas. Mercadorias eram estocadas em barracões de comerciantes e regatões tanto bolivianos quanto brasileiros. Neste período a borracha e os produtos de procedência boliviana encontravam em Santo Antônio um porto seguro. Nessa área foram fixados destacamentos militares e postos de controle alfandegário e ao seu redor surgiu um pequeno vilarejo que viria a prosperar entre os anos 1850 a 1920. No século XIX outras tentativas de ocupação da região e sucederam. tais como desabastecimento. as empreiteiras contratadas por Percival Farqhuar optaram por deslocar o trecho inicial da ferrovia para uma região sete quilômetros abaixo. Trilhos. em fins do século XX um novo projeto de exploração do Madeira traria mais uma vez as febris atividades de trabalhadores. durante décadas. já no Amazonas. Durante as primeiras tentativas de construção da ferrovia a vila de Santo Antônio recebeu e alojou as equipes de trabalho de engenheiros e operários. já nas imediações da divisa com o Amazonas. nas proximidades com o Madeira.das Cachoeiras do Rio Madeira. nos anos 1940 esse mesmo município desapareceria vitimado pela crise da EFMM e da crônica insalubridade de suas terras cercadas de igapós. na área onde os militares haviam construído um porto durante a Guerra do Paraguai. entre 1722 e 1728. até confrontos violentos com os indígenas da nação Karipuna. na Bolívia. situado a montante da corredeira e o porto dos vapores situados a jusante. Ali. a vizinha rica e próspera da velha e insalubre Santo Antônio. Os anos se passaram e a vila de Santo Antônio foi elevada a categoria de município. que teve sua população ampliada para a casa dos milhares. a borracha impunha um ritmo de atividade frenético na região que era o local de pouso preferido de Rondon e suas tropas. O local foi. Ali ele instalaria seu último posto telegráfico de Mato Grosso.

arruinando moradias. duas décadas atrás a prefeitura municipal havia construído um lixão. ignorou os possíveis impactos da obra a jusante do reservatório e das comportas.Topógrafos percorreram despreocupados as pequenas propriedades. de enorme importância ambiental e histórica para a região. Toda essa faixa de terras foi inundada e desapareceu. passando pelos transportes de borrachas e cargas bolivianas no século XIX e princípio do século XX e atingindo seu ponto crítico durante as obras de construção da Estrada de Ferro Madeira Mamoré (EFMM). Ninguém se responsabilizou a direção do empreendimento se negou a reconhecer responsabilidades sobre os fatos alegando que explosões na área da cachoeira não causavam impactos nas propriedades a jusante. poços d’água e fossas assépticas. Barragistas e engenheiros explodiram as pedras da cachoeira e fizeram tremer e desabar as terras ao redor. o rio madeira rompeu as terras onde. após o abandono das obras da EFMM foi devastada. dos poços e cacimbas e das fossas. pois em um período de dois meses as águas do rio avançaram sobre as terras marginais ao Madeira numa distância de até 200m. Aí estava situada a primeira das cachoeiras do rio Madeira. veio a abertura de duas comportas da UHE Santo Antônio. constituindo-se em um terreno de transição para o planalto. Uma faixa de terra com largura de até 200 metros foi arrasada pelas águas. que. propriedade do prefeito da época e que pretendia encontrar uso imobiliário para a área então . Essa área é. Propriedades inteiras submergiram e a paisagem foi completamente redefinida pela força das águas na área da bacia de dispersão. O rio foi contido pela ensecadeira e a barragem tomou vulto. da mata onde buscavam frutos e do igapó onde pescavam no período das cheias do Madeira. Esse foi o principal cenário dos estudos da Comissão do rio Madeira e da expedição sanitária dos médicos Oswaldo Cruz e Carlos Chagas. O rio Madeira. exatamente o local onde vivem os sitiantes dos Kms 2 5 da EFMM e suas terras foram duramente impactadas. Contudo os incidentes se sucederam. com regime e força completamente alterados avançou célere rumo às margens e imediatamente emendou-se a um igapó que servia de berçário para peixes. O “banzeiro” nome utilizado pelos moradores mais antigos de Porto Velho e pela imprensa local. privando moradores de áreas de cultivo. medindo e demarcando as terras sem prestar satisfações. a cachoeira de Santo Antônio. A insalubridade local é proverbial e foi causa dos maiores transtornos por ocasiões sucessivas. Em uma situação ainda mais grave. Toda a floresta recomposta da região. Depois vieram as rachaduras das paredes das casas. entretanto. Por fim. Para o início das obras foram realizados todos os estudos de praxe contidos no EIA-RIMA. A princípio eram as ousadas incursões dos agentes do Consórcio e seus representantes pelas propriedades privadas dos moradores. A abertura das primeiras compotas provocou uma verdadeira devastação nas margens. Suas margens são formadas por igapós e florestas de diversos tipos. A região abordada é formada por terras que marcam a elevação da altitude da planície. fato inusitado até então. para registrar o fenômeno de dispersão das ondas e da força da água em queda nas compotas da UHE Santo Antônio. desde o estabelecimento da Missão de Santo Antônio das Cachoeiras do rio Madeira. nesse momento a situação tornou-se extremamente tensa. levando propriedades inteiras e destruindo tudo o que estava pela frente. ocorre com enorme intensidade na bacia de dispersão que fica imediatamente abaixo da barragem. em área situada exatamente sobre um igapó. répteis e quelônios na região.

carregadas pelas águas revoltas. pretendendo-se fixálas em 71. As margens do rio pareciam não resistir a sua nova correnteza e a UHE Santo Antônio iniciou às pressas e em total improviso. Com a queda dos barrancos. Vejamos os fatos como foram registrados. A abertura das duas primeiras compotas provocou o desmoronamento de barrancos pelos 10 quilômetros seguintes.5 metros. causando impactos que ainda nem foram estudados. A barragem criou uma muralha de mais de 15 metros de altura e a abertura das compotas promoveu a violenta queda da água contida pelo reservatório a partir de uma altura equivalente aos 15 metros. Por outro lado a administração da UHE Santo Antônio Energia não manifestou preocupação com os moradores dos quilômetros 2 a 5 da EFMM. a bacia de dispersão foi durante atingida pelas ondas de aproximadamente um metro de altura. Toda a área do lixão municipal de Santo Antônio foi inundada e o chorume proveniente do lixão foi levado pelo Madeira para dentro de seu curso. o mesmo não ocorreu com os moradores dos quilômetros 2 a 5 da EFMM. Casas desapareceram em questão de dias. que não residem imediatamente ás margens do rio. florestas e pomares dos ribeirinhos começaram os problemas. embora suas propriedades estejam todas situadas entre as margens do Madeira e os trilhos da antiga EFMM. mas que ainda mantiveram casas. Dezenas de famílias foram imediatamente retiradas de suas moradias e transferidas por prazo indefinido para pousadas. houve uma elevação das cotas. A partir daí. pressionada pelos MPs locais deu início a conversações sobre reassentamentos e indenizações. levando ao seu desmoronamento e alterando em questão de dias aquilo que a natureza havia levado milênios para moldar.natural e alagada. portanto mais de cinco vezes superiores aos da cachoeira que então existia e que por milênios havia moldado a paisagem à jusante. A força das águas eram ampliadas pelo “estrangulamento” do rio que serpenteava entre as ilhas locais. Com a construção da barragem. A UHE. palco de ocupação humana desde períodos paleolíticos. Com a nova dimensão da queda d’água e a enorme força do rio. embora duramente castigadas pelas ações da UHE Santo Antônio. quase que de forma imediata. Naturalmente a “cachoeira de Santo Antônio” era apenas uma corredeira com pouco mais de dois metros e meio de altura. Dias depois começavam a desmoronar as casas mais abaixo. Contudo. A alegação da administração da Hidrelétrica é que não houve impactos diretos. Alegando que o impacto da bacia de dispersão . Em primeiro lugar a abertura das compotas ocorrida entre o final de dezembro e o princípio de janeiro de 2012 provocou enormes ondas de dispersão da força d’água contida nos reservatórios da hidrelétrica. que perderam de imediato suas terras. principalmente a grande ilha de Santo Antônio. Essa violência e a enorme força do rio podem ser entendidas a partir de um fato simples. na vila da Candelária e no bairro do Triângulo. também sem nenhum estudo de impactos ambientais a construção de um enorme “enrocamento” a fim de conter a fúria do “banzeiro”. pensões e hotéis de qualidade questionável. as enormes pedras locais foram explodidas e construiu-se uma barragem que formou o reservatório de Santo Antônio. que se chocaram contra os barrancos argilosos do rio. marcando o fim das terras da Planície Amazônica e iniciando os aclives do Planalto Brasileiro na região. Os efeitos dessa rápida transformação motivada pela intervenção antrópica também foram imediatos.

igarapés. até então parcamente usada por veículos. para desviarem-se dos buracos realizavam manobras que colocaram em risco os moradores locais. igapós. representado por peças da EFMM e marcos erigidos pela Comissão Rondon também foram dragados pelas águas do Madeira em sua nova fúria. A situação ficou tensa quando casas de alguns moradores desmoronaram e a empresa responsável pela UHE se recusou a aceitar responsabilidade e. As autoridades locais nãos e manifestaram até que a imprensa os forçasse a tal. separando uma faixa de terra nas margens do rio alegando questões de segurança e impedimentos de acesso. A intensa circulação de veículos pesados destruiu o frágil asfaltamento da rodovia. uma vez que caminhões e outros veículos. matas. Como houve reação fortemente hostil dos moradores a proposta foi abandonada e o “cercamento” não foi executado. mas apenas parte das margens a empresa responsável se recusou a negociar com os moradores e com seu representante legal. O patrimônio histórico local. Mesmo a fauna natural da região sofre enormes desfalques. As obras seguiram seu curso até que chegou o momento de abertura das primeiras compotas. Foi necessária a contratação de uma advogado para representar os moradores e intervir junto ao Ministério Público que ordenou a imediata remoção e alojamento das famílias que estavam perdendo as moradias. Paralelamente a essa situação de tensões limitadas houveram problemas em relação à estrada de acesso à localidade de Santo Antônio. Em segundo lugar devemos entender os processos de conflito entre os moradores dos quilômetros 2 a 5 da EFMM e a administração da UHE Santo Antônio. Concomitantemente as casas locais começaram a apresentar rachaduras significativas e as cisternas e fossas locais desabaram causando toda série de transtornos aos sitiantes e demais moradores do entorno. A imprensa deu ampla cobertura à tragédia e a opinião pública se voltou contra a obra. Os impactos das obras da hidrelétrica foram sempre causa de queixas desses moradores desde o início da construção da barragem. Áreas foram demarcadas causando insegurança e dúvidas entre os residentes. A enorme força do rio provocou o desmoronamento dos barrancos e a destruição dos sítios locais com suas florestas. provocando buracos e acirrando a questão da insegurança. agora tentando fincar novas cercas nas propriedades locais. uma vez que as equipes de resgate foram insuficientes e os contratos foram interrompidos antes do termino desse resgate. agora fortemente utilizada por veículos pesados que provocaram situações de acidentes e conflitos com os residentes que sempre utilizaram a rodovia.não atingiu os moradores. Na cidade de Porto Velho os efeitos também se fizeram . Paralelamente a esses fatos. exceto turistas que iam á cachoeira ou então féretros que se deslocavam morosamente rumo ao cemitério local de Santo Antônio para realização de enterramentos. suas terras situadas nas margens do rio Madeira. ao menos remover os moradores diretamente atingidos. Depois disso vieram as explosões que destruíram a cachoeira. o advogado constituído pelos moradores. As primeiras queixas surgiram quando os topógrafos e engenheiros passaram a percorrer livremente e sem autorização expressa dos pequenos proprietários locais. os topógrafos e empreiteiros da UHE voltaram aos sítios. pedestres ou ciclistas que foram “jogados nos matos das margens da rodovia” após manobras imprudentes dos condutores de veículos motorizados. pomares e plantações.

Alguns moradores já se dispõem a abandonar a localidade e mudar seu estilo de vida. situado em um dos mirantes do rio Madeira. parcialmente contido pelo enrocamento construído de forma apressada pelas empreiteiras agora inicia seu trabalho de erosão do próprio enrocamento.sentir. Por outro lado. A situação de segurança doméstica foi dramaticamente alterada também com as incertezas em relação ao futuro das propriedades e do meio natural. pelas explosões contínuas e pela imposição da barragem que alterou o regime das águas e criou obstáculos intransponíveis aos peixes. que foi interditado após o desbarrancamento das terras que o sustentavam. quanto da própria administração da Hidrelétrica de Santo Antônio. . a questão em relação aos pequenos sitiantes dos quilômetros 2 a 5 da EFMM não avançou mesmo diante da ação intensiva do advogado da comunidade e de suas lideranças mais ativas. a comunidade tem diante de si a incerteza em relação ao futuro. uma vez que essas terras desapareceram levadas pelo rio. Embora a UHE Santo Antônio esteja realizando reuniões periódicas com os moradores removidos de suas casas por conta dos “banzeiros” do rio Madeira. O rio. com o desmoronamento de barrancos e a destruição de um dos mais notáveis pontos o Café Madeira. matas. Parte de suas atividades produtivas e de subsistência estão irremediavelmente perdidas. Os cultivos se encontram ameaçados e as atividades complementares já não podem ser realizadas por conta da perda de seus pomares. igapós e florestas. Composta por um total de mais 200 indivíduos. Para a pequena comunidade de sitiantes dos Kms 2 a 5 da EFMM o futuro é incerto e paira sobre suas famílias o medo de se perder todos os investimentos familiares de vidas inteiras. a própria pesca na localidade foi fortemente afetada pelo novo regime do rio. Como as queixas começaram a se avolumar e uma moradora de um dos pequenos sítios do Km 5 da EFMM ouviu do agente responsável pelas negociações entre a comunidade e o Consórcio Santo Antônio a seguinte afirmação “minha senhora. Todas as atividades que se realizavam nas áreas entre o igapó e o rio não poderão mais ocorrer. a culpa é da Santo Antônio” e com isso ele se escusou de levar adiante as queixas sobre a responsabilidade do Consórcio à cerca do que estava ocorrendo na vida e nas propriedades dos residentes locais. Chama a atenção o fato de inexistirem estudos dos impactos socioambientais à jusante do empreendimento e do total descaso das empreiteiras em relação aos infortúnios desses pequenos produtores do entorno da cidade de Porto Velho. Aguardam posições tanto da justiça local. que em alguns trechos começa a ceder em função da ação contínua das ondas da bacia de dispersão. agora até se um cachorro quebrar a perna na Bolívia.