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DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-A ........................................ ........................................ ........................................ ........................................ ........................................ ........................................ ........................................ ........................................ . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .»

N.o 30 — 5-2-1999

Visto e aprovado em Conselho de Ministros de 3 de Dezembro de 1998. — António Manuel de Oliveira Guterres — José Veiga Simão — António Luciano Pacheco de Sousa Franco — José Eduardo Vera Cruz Jardim. Promulgado em 28 de Janeiro de 1999. Publique-se. O Presidente da República, JORGE SAMPAIO. Referendado em 22 de Janeiro de 1999. O Primeiro-Ministro, António Manuel de Oliveira Guterres. Decreto-Lei n.o 33/99
de 5 de Fevereiro

Os contratos relativos a armas, munições e outro material de guerra, referidos na alínea b) do n.o 1 do artigo 223.o do Tratado de Roma, não estão sujeitos às regras fixadas nas Directivas n.os 93/36/CEE, do Conselho, de 14 de Junho, e 92/50/CEE, do Conselho, de 18 de Junho, não lhes sendo, por conseguinte, aplicáveis as normas que disciplinam a escolha do procedimento e respectiva tramitação para a generalidade das aquisições de bens e serviços por parte das pessoas colectivas de direito público. A ausência de regras específicas tem determinado a criação de regimes casuísticos sempre que as pessoas colectivas de direito público no domínio da defesa precisam de adquirir aqueles bens e serviços, regimes estes que, por não estarem predefinidos, podem gerar falta de transparência e rigor, além de significarem um esforço acrescido por parte das entidades públicas contratantes, forçadas a conceber procedimentos que melhor estariam regulados por lei. Com o presente diploma ficam definidos os tipos de procedimentos a adoptar, não sendo mais necessário ou sequer possível à entidade contratante criar procedimentos caso a caso. A partir de agora, vigora, também nesta área, uma regra de tipicidade dos procedimentos pré-contratuais, pelo que, para adquirir os bens e serviços aqui em causa, apenas será possível à entidade adjudicante adoptar um dos procedimentos regulados pelo regime geral de realização de despesas públicas e contratação de bens e serviços, ou o procedimento especial regulado por este diploma denominado de concurso com selecção de propostas para negociação. Considera-se, contudo, que as aquisições de baixos montantes não justificam a adopção de um regime especial, determinando-se, assim, a sujeição de tais aquisições ao disposto no regime geral de despesas públicas e aquisição de bens e serviços.

Tem-se no entanto consciência de que nas aquisições de maior valor, as quais nesta área assumem por vezes montantes muito elevados, o procedimento previsto no regime geral, isto é, o concurso público, nem sempre se apresenta como adequado para assegurar as exigências do interesse público de defesa nacional. Na verdade, o concurso público, além de ser um procedimento rígido no que respeita às formalidades, não admite a negociação das propostas com os participantes, negociação que se afigura indispensável quando se pretendem adquirir certos bens que, pela sua natureza e funções, têm necessariamente de adaptar-se às exigências da entidade adjudicante. Não obstante estas características do concurso público, pode dar-se o caso de a entidade adjudicante considerar que aquele procedimento serve para atingir os mencionados objectivos, pelo que se lhe faculta a opção entre esse e o que agora se institui. O concurso com selecção de propostas para negociação, que ora se consagra, pode ser iniciado com a publicação de um anúncio ou através de convite dirigido a, pelo menos, três fornecedores de bens ou prestadores de serviços considerados idóneos. Cabe à entidade adjudicante optar livremente por uma ou outra forma de iniciar o procedimento, em função de uma avaliação que esta faça dos fornecedores de bens ou serviços que em cada caso se pretende adquirir. Concomitantemente, procurou-se densificar as regras relativas à fase anterior ao conhecimento das propostas e ulteriores negociações. Assim, exige-se sempre um programa de concurso e um caderno de encargos donde conste, por um lado, o procedimento a seguir no concurso e, por outro, as cláusulas a que devem obedecer as propostas, bem como as contrapartidas a exigir, como o conjunto de compensações económicas, que possam contribuir para o desenvolvimento da indústria portuguesa, quando a elas houver lugar. Sobretudo entendeu-se ser de extrema importância, à luz dos princípios da imparcialidade e transparência, estabelecer regras quanto ao momento da abertura das propostas. Nesta medida assumiu-se que tal momento se deve revestir de solenidade, pelo que, diferentemente do que se verifica no procedimento por negociação no regime geral, se criou agora uma fase de acto público, que segue de muito perto o correlativo momento no procedimento do concurso público. Todavia, ao contrário deste último, considera-se que as negociações poderão levar a uma melhoria substancial das propostas e à sua adequação aos interesses do Estado Português, pelo que o novo procedimento estabelece a obrigatoriedade de uma fase de negociações, antecedida de um momento onde se seleccionarão para essa fase um número limitado de propostas. Este é, sem dúvida, o aspecto mais inovador do regime de aquisição de bens e serviços no domínio da defesa que ora se publica. No mais, aplica-se o disposto no regime geral sobre a realização das despesas públicas e a aquisição de bens e serviços, tendo havido, porém, a preocupação de se reproduzirem nalguns casos certas normas desse regime, por se tratarem de regras fundamentais que permitem mais facilmente aos serviços determinar a sua actuação. Entendeu-se, também, não ser este o momento e sede para alterar as regras relativas à definição da entidade

o Abertura do concurso 1 — A celebração dos contratos aos quais se aplica este diploma será precedida de qualquer dos procedimentos regulados pelo diploma relativo ao regime de realização de despesas públicas e aquisição de bens e serviços. mesmo nestas circunstâncias. poderá optar-se pelo ajuste directo. Artigo 3. 2 — O presente diploma aplica-se ainda às aquisições destinadas à Guarda Nacional Republicana e à Brigada Fiscal. alínea b). f) Elaboração do relatório final e audiência prévia. alínea b). do Tratado de Roma.o Tipos de procedimentos O concurso com selecção de propostas para negociação tem as seguintes fases: a) Abertura do concurso mediante anúncio público ou convite. ou quando a protecção dos interesses essenciais de segurança do Estado Português o exigir. g) Adjudicação. Assim: Nos termos da alínea a) do n. com ou sem publi- O procedimento inicia-se: a) Com a publicação de um anúncio no Diário da República e em dois jornais nacionais de grande circulação. do Tratado de Roma. CAPÍTULO II Artigo 1. 3 — Independentemente do valor. que. quando haja lugar a intervenção do Ministério da Defesa Nacional.o Âmbito de aplicação Artigo 5. com o presente diploma não se pretendeu afastar os princípios gerais do regime jurídico em matéria de realização de despesas públicas e aquisição de bens e serviços. d) Avaliação e selecção das propostas para negociação. em que será escolhida uma ou mais propostas a negociar com a entidade adjudicante. Entendeu-se. com as especificidades previstas nos números seguintes. Na verdade. independentemente do valor. Objecto o Do concurso com selecção de propostas para negociação SECÇÃO I Abertura do concurso O presente diploma estabelece o regime jurídico relativo à celebração dos contratos abrangidos pelo disposto no artigo 223.o. mas apenas estabelecer as regras aplicáveis à celebração dos contratos abrangidos pelo disposto no artigo 223.o 30 — 5-2-1999 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-A 669 competente para autorizar a realização das despesas. pelo que se justifica o recurso ao ajuste directo. com base nos motivos indicados no número anterior. Artigo 2. continuando a aplicar-se o princípio contido no regime geral de que a escolha do procedimento cabe à entidade competente para autorizar a respectiva despesa. casos há em que.o Escolha do procedimento 1 — A escolha do procedimento rege-se pelo disposto no diploma contendo o regime de realização de despesas públicas e aquisição de bens e serviços. nos contratos declarados secretos ou cuja execução deva ser acompanhada de medidas especiais de segurança. nos termos definidos na Lei de Defesa Nacional e das Forças Armadas e nos respectivos estatutos orgânicos. b) Entrega das propostas.o.N. 4 — A opção por ajuste directo. por motivos de segurança. conforme modelo anexo ao presente diploma. exigindo-se a intervenção do Primeiro-Ministro e do Ministro da Defesa Nacional. que dele faz parte integrante. o Governo decreta o seguinte: CAPÍTULO I Disposições gerais cação prévia de anúncio.o 1. ou de um concurso com selecção de propostas para negociação. Em conclusão.o 1 do artigo 198. e para as quais não havia regulamentação legal específica. ou ainda em momentos de grave tensão internacional. com a ressalva decorrente da escolha do ajuste directo. todavia. n. e) Negociação. a entidade adjudicante não pode optar livremente pelo ajuste directo. certos contratos se devam revestir de um secretismo incompatível com o estabelecido no regime geral e no novo procedimento acolhido. Artigo 6. Artigo 4. n.o Concurso com selecção de propostas para negociação 1 — O presente diploma aplica-se às aquisições destinadas às entidades integradas no Ministério da Defesa Nacional e às entidades tuteladas por este Ministério. que esse próprio regime excepcionava.o 1. . c) Acto público. 2 — O concurso com selecção de propostas para negociação constitui um procedimento. o interesse público determina que.o da Constituição. depende de despacho conjunto do Primeiro-Ministro e dos Ministros da Defesa Nacional e das Finanças. 2 — Nas aquisições de valor igual ou superior ao previsto no regime de realização de despesas públicas e aquisição de bens e serviços para a realização de concurso público pode a entidade adjudicante optar por um concurso com selecção de propostas para negociação.

3 — Existirá também um caderno de encargos contendo as cláusulas jurídicas e técnicas.o e. o programa de concurso. nomeadamente. l) O critério de adjudicação.o Requisitos dos concorrentes 1 — Aplica-se a este concurso o disposto no diploma sobre realização de despesas públicas e aquisição de bens e serviços relativamente aos impedimentos dos concorrentes e às consequências das práticas restritivas da concorrência e da prestação de falsas declarações. hora e local do acto público.670 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-A b) Em alternativa. bem assim. d) As condições exigidas para apresentação das propostas. devendo tais pedidos ser respondidos por aquela no terço subsequente do referido prazo.o 30 — 5-2-1999 documentos do concurso devem ser enviados ou entregues aos interessados até dois dias após a recepção do pedido. o caderno de encargos e demais 1 — O concurso é conduzido por uma comissão constituída por um número ímpar de membros designados pela entidade adjudicante. incluindo a forma de representação dos participantes e da comissão nas mesmas e. mediante convite a pelo menos três fornecedores de bens ou prestadores de serviços. 2 — Em qualquer momento do concurso. aplica-se à comissão o disposto no Código do Procedimento Administrativo sobre os órgãos colegiais. a incluir no contrato. p) Os aspectos relevantes da metodologia das negociações. em particular tendo em vista a concretização dos objectivos estratégicos das indústrias ligadas à defesa. 2 — Compete à comissão. por escrito. um dos membros a designar pela entidade adjudicante nos termos do n. o N. a qual indicará também o membro que exercerá as funções de presidente. i) O dia. 4 — Nos casos previstos no programa de concurso poderão ser constituídos grupos técnicos de apoio à comissão. Artigo 7. Artigo 9. d) Proceder à elaboração de relatórios a submeter à entidade adjudicante. h) Os elementos da proposta e os documentos que a instruem. a sua duração. os candidatos que passam à fase das negociações. 4 — O programa de concurso e o caderno de encargos devem estar patentes no local indicado no anúncio desde a abertura do concurso e até ao dia e hora do acto público. 2 — A elaboração das condições referentes às contrapartidas deve reger-se pelas orientações a definir por despacho conjunto dos Ministros da Defesa Nacional e da Economia. Artigo 8. caso existam e sejam considerados idóneos.o Condução do processo Programa de concurso e caderno de encargos 1 — O programa de concurso destina-se a definir o procedimento do concurso e deve especificar. de forma que as contrapartidas exigidas possam contribuir para o desenvolvimento da indústria portuguesa. caso seja considerado conveniente. j) O prazo durante o qual o concorrente fica vinculado a manter a proposta para além do mencionado no artigo 15. e) Conduzir as negociações. a caução destinada a assegurar a não revogação da proposta. g) Os documentos que acompanham a proposta. Artigo 10. o disposto no diploma relativo à realização de despesas públicas e aquisição de bens e serviços aplica-se ainda aos documentos exigíveis para demonstração das habilitações profissionais e da capacidade financeira e técnica dos concorrentes. gerais e especiais. c) Os requisitos necessários à admissão dos concorrentes. os esclarecimentos que entender convenientes.o 1 deve ser um representante da comissão permanente de contrapartidas. propondo.o Esclarecimentos 1 — Os interessados poderão solicitar. esclarecimentos à comissão durante o primeiro terço do prazo fixado para a apresentação das propostas. quando a elas haja lugar. pode a comissão prestar. designadamente: a) A identificação do concurso e a designação da entidade adjudicante. e) As contrapartidas exigidas. explicitando-se os factores que nela intervirão por ordem decrescente de importância. por sua iniciativa. designadamente: a) Prestar os esclarecimentos solicitados pelos interessados. b) Proceder à admissão e exclusão dos concorrentes e das propostas no acto público. 3 — Deve juntar-se cópia dos esclarecimentos prestados aos demais documentos do concurso e publicar-se aviso ou comunicar-se às entidades convidadas a sua . f) As cláusulas do caderno de encargos que podem ser alteradas. n) As cláusulas do caderno de encargos insusceptíveis de negociação. 3 — Nas aquisições em relação às quais se verifique existirem contrapartidas. m) A composição da comissão prevista no artigo seguinte e a indicação do seu presidente. 2 — Quando o concurso se inicie por anúncio público. b) O endereço e designação do serviço. com menção do respectivo horário de funcionamento e a data e a hora limite de apresentação das propostas. 5 — Em tudo o que o programa de concurso ou o presente diploma não disponham. 5 — Desde que solicitado no prazo fixado no anúncio e mediante o pagamento dos respectivos custos. o) O número máximo de concorrentes a seleccionar para a fase de negociações. c) Proceder à avaliação das propostas.

devendo iguais anotações ser feitas pelos serviços de recepção nos invólucros exteriores que as contêm. da transparência e da imparcialidade. nomes dos titulares dos corpos sociais e de outras pessoas com poderes para a obrigarem. 3 — Na proposta. Declaração de que é titular das habilitações ou autorizações profissionais exigidas. filiais que interessem à execução do contrato. 5 — A proposta deve indicar expressamente que ao preço acresce o IVA à taxa legal em vigor. 4 — O preço. podendo fixar prazos para o efeito. 6 — Aplica-se às propostas condicionadas e variantes o disposto no regime de realização de despesas públicas e aquisição de bens e serviços. em cujo rosto se escreverá a palavra «Proposta». todos os documentos exigidos são substituídos por declaração sob compromisso de honra assinada pelos concorrentes.o Modo de apresentação da proposta 1 — A proposta e os documentos que a instruam são apresentados em invólucro opaco. o indicado por extenso. Documento comprovativo de não ter sido objecto de sanção administrativa ou judicial pela utilização ao seu serviço de mão-de-obra legalmente sujeita ao pagamento de impostos e contribuições para a segurança social não declarada nos termos das normas que imponham essa obrigação em Portugal ou no Estado membro da União Europeia de que seja nacional ou onde se encontre estabelecida.o Da proposta 1 — Na proposta os concorrentes devem apresentar: a) O preço total e condições de pagamento. devidamente fechado.o Entrega da proposta 1 — A proposta será acompanhada dos seguintes documentos: a) Declaração na qual a declarante indique a sua denominação social. os concorrentes podem indicar os elementos que considerem importantes para a avaliação da mesma. b) Certidão do registo comercial de constituição e das alterações do pacto social. em caso de divergência.o Documentos que acompanham a proposta i) de que é nacional e em Portugal. sem prejuízo de a apresentação dos mesmos ser exigida no momento da celebração do contrato. conforme o caso. prevalecendo. emitido nos termos do artigo 3. Artigo 14. caso aqui se encontre estabelecida.o do Decreto-Lei n. de 13 de Setembro. a entidade adjudicante indicará no programa de concurso quais os documentos que podem ser substituídos por declaração sob compromisso de honra assinada pelos concorrentes e determina quais os documentos exigidos para comprovação da capacidade económica. c) Documento comprovativo. o número de ordem de apresentação e. Documento comprovativo da entrega da declaração periódica de rendimentos mais recente para efeitos de IRC. de que a declarante tem sua situação tributária regularizada perante o Estado Português. é indicado em algarismos e por extenso. 2 — Nos procedimentos iniciados por convite. no programa de concurso. d) Declaração de que não se encontra em nenhuma das situações de impedimento previstas no regime de realização de despesas públicas e aquisição de bens e serviços.N. 3 — Nos procedimentos iniciados por anúncio. adequado à complexidade da mesma. domingos e feriados. 2 — O prazo para apresentação das propostas não se suspende aos sábados. e no estrito respeito pelos princípios da igualdade. indicando-se o nome ou a denominação do concorrente. que o preço apresentado não inclui aquele imposto. técnica e financeira dos concorrentes. consoante o concurso se tenha iniciado por anúncio público ou por convite. 2 — Fazem parte integrante da proposta todos os documentos exigidos para a instruir. entendendo-se. 2 — Em caso de apresentação de proposta com variantes. SECÇÃO II f) g) h) Da proposta Artigo 11. cada uma delas é apresentada em invólucro . que não deve incluir o IVA. Outros documentos exigidos no programa de concurso. e) Documento comprovativo de se encontrar regularizada a sua situação relativamente às contribuições para a segurança social no Estado 1 — Para apresentação da proposta deve ser fixado um prazo razoável. na falta daquela menção. número fiscal de contribuinte. nunca inferior a 30 dias contados da data da publicação do anúncio no Diário da República ou da data do envio dos convites. anotando-se a data e a hora em que as mesmas deram entrada. número de pessoa colectiva. caso essa prova não seja exigida nos termos da alínea i). Artigo 13. b) Todos os outros elementos e documentos exigidos para a instruir.o 236/95.o 30 — 5-2-1999 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-A 671 existência. sede. designadamente as contrapartidas oferecidas. 4 — A comissão pode contactar os concorrentes para aclarar aspectos formais das respectivas propostas. 3 — A entrega das propostas deve ser registada em impresso próprio e normalizado da entidade contratante. a identidade e morada das pessoas que as entregam. sempre que possível. ou membro de determinada organização profissional. Artigo 12. durante o prazo de prescrição legalmente previsto.

Artigo 18. 9 — Do acto público é elaborada acta. bem como dos admitidos condicionalmente e dos liminarmente excluídos. a comissão começa por rubricar. os invólucros interiores que contêm as propostas a que se referem os n. pode o acto público do concurso realizar-se dentro dos 30 dias subsequentes ao indicado no número anterior. 2 — O prazo de manutenção das propostas considera-se prorrogado por iguais períodos se os concorrentes nada requererem em contrário. 5 — Retomada a sessão pública. todos os documentos. 4 — Os referidos invólucros são por sua vez guardados num outro invólucro opaco.o 8 — Em qualquer momento. o presidente da comissão dá a conhecer a lista dos concorrentes admitidos. 6 — Os documentos oficiais emitidos em língua estrangeira.os 1 e 2 do artigo 14. em cujo rosto se escreverá a palavra «Documentos». se outro maior não for indicado no programa de concurso. apenas podendo nele intervir os concorrentes e os seus mandatários. devidamente fechado.o Acto público de abertura e admissão das propostas 1 — Interrompido o acto público. contado da data limite para a sua entrega. Artigo 15.o 1 do artigo seguinte. desde que a comissão considere a falta essencial. 4 — São admitidos condicionalmente os concorrentes que: a) Não entreguem a totalidade dos documentos exigidos. os 1 — No dia útil imediato à data limite para a apresentação das propostas procede-se à sua abertura pela comissão referida no artigo 8.o 3. fechado. indicando. podendo fazê-lo no acto público. fixando logo a data da sua continuação. em data a determinar pela entidade adjudicante. 3 — São liminarmente excluídos os concorrentes que: a) Não tenham entregue a proposta no prazo fixado. a comissão concede-lhes até cinco dias úteis para entregarem. nesta fase. a proposta e os documentos devem ser redigidos em língua portuguesa.o 3 — De seguida. para os esclarecimentos.o 2 — É feita depois a leitura da lista dos concorrentes.o. podendo a comissão reunir em sessão reservada de cujo resultado dará imediato conhecimento público. o presidente da comissão procede à identificação dos representantes dos concorrentes e interrompe o acto público para passar à sessão privada a que se refere o n. permitir-se a apresentação de documentos em língua estrangeira com dispensa de tradução.o. c) Na apresentação das propostas não tenham observado o disposto no artigo 14. devendo justificar os motivos por que o faz.o 3 do artigo 13. o presidente da comissão pode interromper o acto público ou a sessão privada. devem ser devidamente legalizados. que intervêm em seu nome. em cujo rosto se identifica o concurso. 5 — Os concorrentes ou os seus representantes podem. b) Nos documentos exigidos incluam qualquer referência que a comissão considere indiciadora do conteúdo da proposta. devidamente fechado.o 30 — 5-2-1999 opaco. 2 — Cumprida esta diligência. desde que o mesmo especifique as condições em que tal dispensa é admitida. elaborada de acordo com a ordem de entrada das propostas nos termos do n. 6 — No caso de existirem concorrentes admitidos condicionalmente. em cujo rosto se escreverá «Proposta variante». 4 — Para efeitos do disposto no número anterior.o Prazo de manutenção das propostas 7 — Das deliberações da comissão sobre eventuais reclamações cabe recurso para a entidade adjudicante. os concorrentes devem indicar. 6 — As reclamações serão decididas no próprio acto. pedir esclarecimentos.o Abertura dos invólucros 1 — Os concorrentes ficam obrigados a manter as suas propostas pelo prazo de 90 dias. a comissão delibera sobre a admissão e exclusão dos concorrentes. nos termos do disposto no artigo 27. as respectivas razões. 5 — Sem prejuízo do disposto nos números seguintes. . b) Na documentação apresentada omitam qualquer elemento exigido. 7 — No programa de concurso pode. solicitar o exame de documentos de natureza não confidencial e reclamar sempre que tenha sido cometido qualquer incumprimento ao disposto neste diploma ou demais legislação aplicável.o 2 — Por motivo justificado. ou ao programa de concurso.672 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-A N. nestes dois últimos casos. 3 — Os documentos que acompanham a proposta. até três representantes.o. a qual é assinada por todos os membros da comissão. n. Artigo 17. podendo as rubricas ser substituídas por chancelas. indicando-se o nome ou a denominação do concorrente. ou que decorra de prática restritiva da concorrência ou de falsas declarações. durante a sessão. por dois dos seus membros. exigidos nos termos do artigo 12. excepcionalmente.o Admissão dos concorrentes Artigo 16. mantendo-se fechados. contra a emissão do recibo. são apresentados em invólucro opaco. 3 — Ao acto público pode assistir qualquer interessado. a qual deve ser publicitada nos termos previstos no artigo 10. bem como a sua tradução. SECÇÃO III Do acto público 1 — O acto público inicia-se com a identificação do concurso e abertura dos invólucros exteriores e dos invólucros interiores com a palavra «Documentos».

para efeitos de negociação. 2 — Os factores de selecção são os mesmos que se encontrem fixados para efeitos de adjudicação.o 30 — 5-2-1999 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-A 673 documentos em falta ou completarem os elementos omissos. 2 — A entidade mencionada no número anterior pode delegar na comissão a competência para seleccionar as propostas que passam à fase das negociações. apresentados pelos concorrentes admitidos. elaborada de acordo com a 1 — A entidade adjudicante. nos termos do artigo 20. interrompe o acto público. 6 — Findo este prazo.o Fase de selecção 1 — Ocorrendo a situação prevista no n. procede-se de seguida à abertura dos invólucros interiores contendo as propostas. a prestação de falsas declarações. sem prejuízo do disposto no artigo 29.o. pelo menos. aplicando os factores de selecção que se encontrem estabelecidos e tendo em conta o número máximo fixado no programa. 4 — No relatório. da concorrência ou da transparência.o 3. e torna-se público o preço indicado em cada uma delas. b) Não sejam instruídas com todos os documentos exigidos ou contenham alguma outra irregularidade. a falsificação de documentos ou que tenham cometido alguma prática restritiva da concorrência nos termos previstos no diploma relativo à realização de despesas públicas e aquisição de bens e serviços e. desde que a falta ou irregularidade em causa afecte a clareza ou a inequivocidade das propostas. depois de ponderadas as observações dos concorrentes. propor a exclusão dos concorrentes relativamente aos quais não estejam devidamente comprovadas as capacidades financeira ou técnica. nesse caso. 3 — A comissão procede à avaliação das propostas e elabora um relatório fundamentado que submete a apreciação da entidade adjudicante. 7 — Decididas eventuais reclamações. podendo a rubrica ser substituída por chancela.N. 2 — Se o entender oportuno. devendo estes ser rubricados por. em invólucro fechado e devidamente identificado. 5 — A comissão concede um prazo aos concorrentes admitidos para consultarem as propostas dos outros concorrentes. a comissão dá por findo o acto público. bem como a lista definitiva dos concorrentes admitidos. da concorrência ou da transparência.o Selecção das propostas 1 — Cumprido o disposto nos artigos anteriores. Artigo 19. 6 do artigo anterior.o ou. a comissão delibera sobre a admissão definitiva ou exclusão dos concorrentes admitidos condicionalmente. b) Na nova documentação omitam qualquer elemento exigido. a comissão pode proceder em sessão privada ao exame formal da documentação referida no número anterior e aí deliberar sobre a admissão das propostas. ou não entreguem os elementos entretanto exigidos. devendo esta decisão ser notificada a todos os concorrentes no prazo máximo de cinco dias. no caso de existirem concorrentes admitidos condicionalmente. ou comprometa o respeito pelos princípios da igualdade.o Negociações 1 — As negociações das propostas admitidas são conduzidas pela comissão com cada concorrente individual- . quando o concurso se tenha iniciado por anúncio. n. dois membros da comissão. b) Propor a exclusão dos concorrentes cujas propostas sejam consideradas inaceitáveis. 2 — Verificados os documentos e os elementos entregues. 3 — São excluídos os concorrentes admitidos condicionalmente quando: a) Não entreguem os documentos em falta no prazo fixado. c) Na nova documentação entregue incluam qualquer referência que a comissão considere indiciadora do conteúdo da proposta. ainda. SECÇÃO IV Da avaliação e selecção das propostas Continuação do acto público no caso de admissão condicional de concorrentes Artigo 21. SECÇÃO V Das negociações Artigo 23. e resolvidas eventuais reclamações. e à verificação dos documentos aí inseridos. a comissão passa à abertura dos invólucros interiores contendo a proposta. e desde que a falta em causa comprometa o respeito pelos princípios da igualdade. Artigo 22. delegar igualmente a competência para realizar a audiência prévia. Artigo 20.o Admissão das propostas o 1 — A fase de selecção das propostas. o ordem de entrada das propostas. 4 — A comissão dá a conhecer as razões da exclusão dos concorrentes nesta fase do concurso. o acto público prossegue pelas 10 horas do dia útil imediato ao termo do prazo para entrega dos documentos e elementos em falta. selecciona as propostas que passam à fase das negociações. 3 — São excluídas as propostas que: a) Não indiquem o preço total do fornecimento ou as respectivas condições de pagamento. 4 — De seguida é feita a leitura pública da lista definitiva dos concorrentes. inicia-se logo após a deliberação sobre a admissão daquelas. a comissão deve: a) Propor a exclusão dos concorrentes relativamente aos quais se verifique alguma irregularidade contributiva. c) Indicar as propostas que propõe que passem à fase de negociações. devendo.

3 — O recurso deve ser interposto no prazo de oito dias a contar da notificação da deliberação ou da certidão donde esta conste.o e 104. desde que a mesma seja solicitada nos cinco dias subsequentes à notificação da deliberação. Referendado em 28 de Janeiro de 1999. Artigo 25. Publique-se.o Adjudicação. António Manuel de Oliveira Guterres. . 2 — A interposição de recurso suspende o procedimento de concurso. JORGE SAMPAIO. aplica-se o disposto no regime geral sobre a realização de despesas públicas e aquisição de bens e serviços. da transparência e da boa fé.o Decisão dos recursos Considera-se indeferido o recurso se o recorrente não for notificado da decisão no prazo de 15 dias após a sua apresentação. 3 — Não é permitido o acesso a terceiros.o Relatório 4 — O recurso interpõe-se por meio de requerimento no qual o requerente deve expor todos os fundamentos do mesmo. O Primeiro-Ministro. após a notificação do projecto de decisão. — António Manuel de Oliveira Guterres — José Veiga Simão — António Luciano Pacheco de Sousa Franco — Joaquim Augusto Nunes de Pina Moura. antes de proferir a decisão. 2 — Em qualquer caso. 4 — É aplicável o disposto nos artigos 103. 2 — Os concorrentes têm 10 dias. Artigo 30. aprovação da minuta e celebração do contrato À adjudicação.o do Código do Procedimento Administrativo. Artigo 27. proceder à audiência escrita dos concorrentes. só se aplicando aos procedimentos iniciados depois dessa data. Artigo 24. incluindo-se nestes os outros concorrentes. aprovação da minuta do contrato.o 30 — 5-2-1999 mente e nos termos estabelecidos no programa de concurso. para se pronunciarem por escrito. quanto ao conteúdo de documentos apresentados pelos concorrentes cuja natureza possa pôr em risco a segurança nacional ou segredos comerciais ou industriais. as negociações devem decorrer com estrito respeito pela igualdade entre os concorrentes e pelos princípios da imparcialidade.674 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-A N. 4 — As entidades públicas devem salvaguardar o carácter confidencial de todas as informações recebidas e prestadas pelos concorrentes nos termos do disposto na lei sobre acesso aos documentos da Administração.o Interposição de recursos 1 — Das deliberações da comissão cabe recurso para a entidade adjudicante. Artigo 28. acompanhado das respectivas actas.o Entrada em vigor O presente diploma entra em vigor 30 dias após a sua publicação. 2 — A comissão elabora um relatório fundamentado que submete a apreciação da entidade adjudicante. SECÇÃO VI Adjudicação e celebração do contrato 1 — Os concorrentes ficam obrigados a sigilo quanto ao conteúdo dos documentos classificados facultados pelas entidades públicas no âmbito dos procedimentos relativos a aquisições reguladas pelo presente diploma. quando existam. SECÇÃO VII Dos recursos Em tudo o que não esteja expressamente regulado no presente diploma. CAPÍTULO III Disposições finais Artigo 29. O Presidente da República.o Sigilo 1 — A comissão aprecia o mérito das propostas e ordena-as de acordo com o critério de adjudicação fixado. 3 — A entidade referida no n. 3 — De todas as negociações deve ser lavrada acta assinada por todos os intervenientes. 2 — O disposto no número anterior aplica-se igualmente aos membros das comissões que intervenham na contratação e dos grupos técnicos de apoio. Visto e aprovado em Conselho de Ministros de 19 de Novembro de 1998. Promulgado em 18 de Janeiro de 1999. prestação da caução e celebração do contrato aplicam-se as disposições do diploma contendo o regime de realização de despesas públicas e aquisição de bens e serviços relativas àquelas matérias.o Remissão para o regime geral Artigo 26.o 1 pode delegar na comissão a realização da audiência prévia.o Audiência prévia 1 — A entidade adjudicante deve. Artigo 31.

6 — Eventual exigência da indicação.o do Decreto-Lei n. Paralelamente revela-se adequado introduzir pequenas alterações ao referido diploma. publicado no Jornal Oficial das Comunidades Europeias. Agosto. de 22 de Outubro.o 34/99 de 5 de Fevereiro O Decreto-Lei n. 4 — Duração do contrato ou prazo da entrega dos bens ou da execução dos serviços. de 22 de Outubro. pelo prazo de 10 anos.o e 2. dos nomes e habilitações profissionais dos responsáveis pela prestação de serviços. designadamente quanto à prestação da caução. 12 — Indicação do número máximo de propostas que se pretende seleccionar. indicação da forma jurídica que deve revestir o agrupamento de concorrentes adjudicatário. considera-se que tal medida resultou na introdução de procedimentos inibidores da rápida resolução de situações que reclamam a adopção de medidas expeditas. 10 — Se for caso disso.o 327/90. o seguinte: Artigo único Os artigos 1. urbanizáveis e industriais na quase totalidade do território nacional. não faz sentido continuar a relacionar a origem do fogo com o propósito de alterar o uso do solo tendo em vista o seu aproveitamento urbanístico. Assim: Nos termos da alínea a) do n. números de telefone e telefax da entidade adjudicante. categoria dos bens ou dos serviços e sua descrição com referência à Classificação Estatística de Produtos por Actividade.o 1 do artigo 198. com a redacção dada pela Lei n.o 3696/93. 7 — Eventual admissibilidade de propostas relativas a parte dos bens ou dos serviços objecto do procedimento. para valer como lei geral da República. a que se refere o Regulamento (CEE) n. b) [Anterior alínea f) do n. que persistem boas razões para manter medidas cautelares neste domínio. 17 — Prazo durante o qual os concorrentes são obrigados a manter as propostas. matéria que se encontra regulada pelos planos directores municipais.o 1. nomeadamente a proibição.o 54/91.] d) [Anterior alínea h) do n. com actualização e reforço das que têm vigorado. razão pela qual não se persiste na sua manutenção. c) Indicação do preço e condições de pagamento dos documentos. endereço. entretanto. 3 — Local da entrega dos bens ou da prestação de serviços. pelos concorrentes. nos quais se identificam os vários espaços de uso dos solos. 8 — Eventual proibição de variantes ou de condições divergentes. ficam proibidas. 9 — Descrição dos documentos e formalidades necessários à apreciação das condições de carácter profissional.o 30 — 5-2-1999 ANEXO DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-A 675 Anúncio de concurso com selecção de propostas para negociação 1 — Designação. o caderno de encargos e documentos complementares.o 1. Assim. Foi ouvida a Associação Nacional de Municípios Portugueses.o da Constituição. o Governo decreta. 14 — Prazo de apresentação das propostas. 16 — Critério de adjudicação e ordenação dos respectivos factores.o 54/91. Para o efeito. MINISTÉRIO DO EQUIPAMENTO. urbanizáveis ou industriais. 11 — a) Designação e endereço da entidade a quem podem ser pedidos o programa de concurso. Por outro lado. de 29 de Outubro. introduz-se um condicionamento temporal à revisão.o L 342. as seguintes acções: a) A realização de novas construções ou a demolição de quaisquer edificações ou construções. b) Data limite de apresentação dos pedidos de documentos. DO PLANEAMENTO E DA ADMINISTRAÇÃO DO TERRITÓRIO Decreto-Lei n. passam a ter a seguinte redacção: «Artigo 1. de 8 de Agosto.] 2 — Para além das acções previstas nas alíneas b) a e) do número anterior. Em relação à proibição de remodelação e de reconstrução de quaisquer edificações ou construções situadas em áreas percorridas por incêndios.o 1 — Nos terrenos com povoamentos florestais percorridos por incêndios. de 31 de Dezembro de 1993. encontrando-se delimitadas as áreas urbanas.] c) [Anterior alínea g) do n. e durante o mesmo prazo. do Conselho. 13 — Designação e endereço da entidade a quem devem ser dirigidas as propostas.o 327/90. adoptou diversas medidas com vista à defesa do património florestal. não incluídos em espaços classificados em planos municipais de ordenamento do território como urbanos.o 1. Verifica-se. de várias acções nos terrenos com povoamentos florestais percorridos por incêndios.N. 18 — Outras informações. considerando que a grande maioria dos municípios dispõe de planos directores municipais eficazes. técnico e financeiro que os concorrentes devem preencher. e que os objectivos de prevenção pretendidos pelo diploma não contemplariam tais casos. 15 — Dia. 5 — Indicação de profissões específicas a que esteja reservada a prestação de serviços e respectiva fundamentação legal. pelo prazo de 10 anos. à alteração e à elaboração de novos planos municipais de ordenamento do território. tendo em vista uma mais eficaz e célere aplicação do mesmo. n. hora e local de realização do acto público do concurso. com as alterações introduzidas pela Lei n.] e) [Anterior alínea j) do n. de 8 de . 2 — Quantidade. importa reforçar as medidas de protecção às previsões contidas naqueles instrumentos de planeamento quando respeitem aos espaços onde se incluam os povoamentos florestais.o 1.