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GESTÃO DA QUALIDADE AMBIENTAL: SUA INFLUÊNCIA NA COMPETIVIDADE, PRODUTIVIDADE E LUCRATIVIDADE EMPRESARIAIS Graduandos em Gestão Empresarial 1º Semestre Ano 2012

Ednilson de Oliveira Daniele E. Nunes Ferreira Grazielli C. Nunes Ribeiro Pedro Henrique dos Santos Ferraz Weslley Moreira Barbosa

RESUMO: A repercussão dos problemas ambientais a partir da década de 60 culminou com a formulação do paradigma do Desenvolvimento Sustentável. O meio empresarial, através do exercício de suas atividades busca esse novo modelo de desenvolvimento. Este trabalho pretende avaliar, neste contexto, quais os fatores positivos e negativos que envolvem as empresas nacionais, principalmente do setor industrial, na execução das ações cumpridoras da legislação ambiental, e como resposta das pressões do mercado, considerando-se a internalização dos problemas ambientais, através da adoção do Sistema de Gestão Ambiental. Com base em pesquisas bibliográficas para analisar a atual situação das empresas brasileiras na conscientização e adoção de estratégias ambientais, sob a ótica das dimensões sociais, econômicas e ecológicas do Desenvolvimento Sustentável, tendo como seu objetivo a Implantação da Qualidade Ambiental para gerar Rendimentos a médio e longo prazos tanto Financeiramente e o principal Ambientalmente . Palavras-chave: Desenvolvimento Sustentável, Qualidade Ambiental e Legislação Ambiental. ABSTRACT: The impact of environmental problems from the 60's led to the formulation of the paradigm of Sustainable Development. The business community, through the exercise of their activities seeks this new developmental model. This work intends to evaluate what positive and negative factors are involved in national companies, mainly in the industrial sector, when they are implementing the environmental law-abiding actions. It also takes into consideration the response to the market pressures, given the internalization of environmental problems through the adoption of an Environmental Management System. This bibliographical research analyzes the current situation of Brazilian companies related to the awareness and adoption of environmental strategies from the social and economical perspective and ecological sustainable development. Its goal is the Implementation of Environmental Quality to generate income in the medium to long term booth financially and environmentally . Keywords: Sustainable Development, Environmental Quality and Environmental Law.

1 Introdução Muito se fala, principalmente sob perspectiva de um contexto hodierno, acerca dos aspectos relacionados ao meio ambiente e da proteção à biodiversidade. De acordo com Souza Júnior (2007, p.47), não somente sob exclusiva obrigatoriedade legal do Estado, a proteção do meio ambiente deve calcar-se, essencialmente, na iniciativa de todos. Insta, também, salientar que, a gestão da qualidade pode ser uma poderosa ferramenta competitiva e de aumento de lucratividade nas empresas (NEVES, COSTA, PINTO, 2009, p.127). Assim sendo, compreende-se que a gestão da qualidade ambiental, além dos benefícios que podem ser notados na gestão ambiental ordinária, pode dispor, outrossim, das vantagens corporativas da gestão da qualidade. Como aponta Donaire (2007, p.57), há muitos benefícios aos quais a empresa pode aderir quando se adota o sistema de gestão da qualidade ambiental, como: sentido de responsabilidade ecológica; requisitos legais; salvaguarda da empresa; imagem; proteção do pessoal; pressão do mercado; qualidade de vida e aumento de lucro e capacidade competitiva. Enfim, em meio a todas estas constatações de irrefutáveis vantagens corporativas condicionadas à adoção da gestão da qualidade ambiental, o tema do presente estudo baseiase na discussão dos reflexos da gestão da qualidade ambiental nas empresas na capacidade competitiva e no possível aumento na lucratividade. Além disso, destaca-se o aspecto legal da empresa, pois, como preconiza o § 3º, artigo 225, da Constituição Federal do Brasil, pessoas físicas e jurídicas serão responsabilizadas por ações que possam lesar o meio ambiente. Como um país está sempre sujeito a criação de novas legislações, inclusive as que são voltadas para proteção ecológica, a empresa com sistema de gestão da qualidade ambiental encontra-se mais preparada para adequação. O objetivo geral deste artigo é mostrar por quais maneiras a empresa pode tirar vantagem da gestão da qualidade ambiental. Ademais, tem-se, também, a finalidade de descrever as principais vantagens competitivas das empresas por meio dos instrumentos de gestão da qualidade ambiental, bem como averiguar a possibilidade de aumento de lucratividade. Em despeito à justificativa, nota-se a importância deste trabalho, pois o mesmo oferece subsídios primordiais para que a empresa possa verificar a possibilidade de adoção das estratégias de gestão da qualidade ambiental para aumentar a efetividade em seus processos administrativos, à luz da possibilidade do lucro e competitividade. Além disso, compreendese uma importância científica deste estudo, em razão da escassez de bibliografia a qual

submeta à análise a gestão da qualidade ambiental e seus reflexos e influências na lucratividade e nível competitivo corporativo. Metodologicamente, foi adotado o tipo de pesquisa de revisão bibliográfica, procedendo-se à elaboração de resumos e fichamentos das principais obras e doutrinas acerca do tema ostentado pelo trabalho. Pesquisas em legislações brasileiras, estaduais e federais, em vigência também servirão como base metodológica para elaboração do trabalho. Seguem, por fim, as considerações finais e as referências.

2 Revisão de literatura

2.1. A origem das normas ISO A ISO (International Organization for Standardization) é uma instituição formada por órgãos nacionais de normalização criada em 1947, formada por 25 países que se reuniram em Londres. Sua sede atual é Genebra, na Suíça, e dela participam atualmente 157 países, representados por seus organismos nacionais de certificação. Para fazer parte da ISO é necessário que o país tenha um único organismo normalizador (só temos a ABNT, fundada em 1940), sendo o Brasil um dos sócios fundadores, e com assento no Conselho Superior, representado pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) objetivando desenvolver a normalização e atividades relacionadas para facilitar as trocas de bens e serviços no mercado internacional e a cooperação entre os países nas esferas científicas, tecnológicas e produtivas. De acordo com MOURA, L. A.,2011.p.67 ’’...as normas provocaram uma verdadeira revolução na forma de atuação dos sistemas da qualidade, em todo o mundo, padronizando formas de trabalho de trabalho mais eficazes, além de permitirem a mobilidade de profissionais entre áreas industriais e de serviços completamente diferentes, colaborando significativamente para a obtenção de melhorias de desempenho nas áreas de qualidade e ambiental das organizações”. A elaboração da norma BS 7750,criada pelo British Standards Institution (BSI), em 1992. Segundo BARBIERI, J. C.,2012.p.152,essa norma define SGA (Sistema de Gestão Ambiental) como estrutura organizacional, responsabilidades, práticas, procedimentos, processos e recursos para implementar o gerenciamento global, incluindo o planejamento, que determinam e implementam a política ambiental. A norma BS 7750 estimulou a produção de outras normas sobre SGA por órgãos de normalização de vários países. Antecipando os problemas decorrentes da proliferação de normas sobre SGA que poderiam funcionar como obstáculos ao comércio internacional, a ISO

criou, em 1991, um grupo de assessoria denominado Strategic Advisory Group on the Environment (Sage) para estudar os impactos dessas normas ambientais sobre o comércio internacional. Ao final de 1992, o Sage recomendou a criação de um comitê específico para elaboração de normas sobre gestão ambiental. Normas ISO 14000 As normas que integram a família começaram a ser elaboradas em 1993 pelo Comitê Técnico 207 (TC 207), seus subcomitês (SC) e grupos de trabalhos (WG). Cada subcomitê é independente e administrado por uma entidade nacional de normalização, membro da ISO, em nosso caso a ABNT. O desenvolvimento de uma norma internacional pela ISO é feito mediante estágios sucessivos, começando por um item de trabalho preliminar e terminando com sua publicação. Estágios do desenvolvimento de uma norma internacional pela ISO

Fonte: ISO Central Secretariat. My ISO job: guidance for delegates and experts. Genebra: ISO,2005,p.11. A ISO 14000 pode ser visualizada em dois grandes blocos, um direcionado para a organização e outro para o processo, sendo que as Normas ABNT abrangem sete áreas bem definidas, as quais podem ser melhor observadas a seguir.

2.3 Requisitos gerais do Sistema de Gestão Ambiental Após o comprometimento da empresa com as questões ambientais e a avaliação inicial, começa-se a implantar os outros requisitos especificados pela norma, ainda que em aspectos gerais, é a Norma ISO 14001, que oferece diretrizes para o desenvolvimento e implementação de princípios e sistemas de gestão ambiental. Não são apresentados critérios específicos de desempenho ambiental, mas se exige que uma organização elabore uma política e tenha objetivos que levem em consideração os requerimentos legais e as informações referentes aos impactos ambientais significativos. Ela aplica-se aos efeitos ambientais que possam ser controlados pela organização e sobre os quais se espera que tenha influência. Segue conforme a norma NBR ISO 14001:2004 os Requisitos de SGA.

4.1 REQUISITOS GERAIS

4.2 POLÍTICA AMBIENTAL

4.3 PLANEJAMENTO

4.3.1 Aspectos ambientais 4.3.2 Requisitos legais e outros 4.3.3 Objetivos, metas e programas

4.4 IMPLEMENTAÇÃO E OPERAÇÃO 4.4.1 Recursos, funções, responsabilidades e autoridades 4.4.2 Competência, treinamento e conscientização 4.4.3 Comunicação 4.4.4 Documentação 4.4.5 Controle de documentos 4.4.6 Controle operacional 4.4.7 Preparação e resposta à emergências

4.5 VERIFICAÇÃO 4.5.1 Monitoramento e medição 4.5.2 Avaliação do atendimento a requisitos legais e outros 4.5.3 Não conformidade, ação corretiva e ação preventiva 4.5.4 Controle de registros 4.5.5 Auditoria interna

4.6 ANÁLISE PELA ADMINISTRAÇÃO

2.4 Selo verde A partir dos anos 70, a questão ambiental é um dos maiores desafios que o mundo enfrenta, diante das transformações econômicas, social, o mercado vem unindo forças para melhorar a qualidade do ambiente, com ajuda de padrões baseados no desempenho e no uso criterioso de instrumentos em um contexto econômico visando interagir com organizações éticas com boas imagens institucionais que atuam ecologicamente de forma responsável. A transformação e a influência ecológica nos negócios fazem sentir de maneira crescente os efeitos econômicos no mercado fazendo as indústrias tomarem decisões estratégicas, integradas à questão ambiental vantagens significativas, competitivas, na redução de custos e incremento nos lucros. A gestão ambiental vem gerenciando a capacitação e criação de condições de competitividade para as a organizações de qualquer seguimento econômico, ou seja, é uma resposta natural das empresas ao novo cliente e ao consumidor.

A gestão ambiental vem enxergando negócios duradouros e lucrativos no meio ambiente com o principal desafio fazer com que essas organizações estejam cada vez mais buscando esse mercado. As indústrias brasileiras vêm melhorando as praticas da gestão e marketing ecológico fazendo com que seus produtos tenham melhor aceitação no mercado. O selo verde é uns dos programas de rotulagem ambiental desde 1990 quando a ABTN, propôs ao instituto brasileiro de proteção ambiental a implementação de uma ação conjunta a certificação ambiental para os produtos e estabeleceu um programa-piloto aplicado a uma categoria de produto pré-selecionado. Esse programa tem a finalidade de fazer com que as indústrias de forma adequada desempenham o papel de instrumento na educação ambiental no mercado interno, ser compatível com os modelos internacionais para transformar-se em apoio aos exportadores brasileiros que seque os princípios das Normas Técnicas ABNT-NRB ISO 14000 (1996), que consiste em uma declaração da empresa quanto as suas intenções e princípios em relações a questão ambiental que cada vez mais torna-se importante fazer com que empresas de grande e médio porte iniciem estes programas tem sido um caminho muito ardo para o governo, principalmente para siderúrgicas, montadoras automobilísticas, indústrias de papeis celuloses e outros segmentos que para se adequar a essas normas tem investidos milhões em recursos e tecnologia visando também o incentivo do governo para sua empresa em descontos de água ,luz impostos. O mercado verde vem crescendo criando expectativas econômicas e seus produtos sendo cada vez mais aceito segundo Andrade, Tachiazava, Carvalho (2002 p215) No Brasil, o número de empresas que vem adotando medidas de gestão ambiental tem aumentado nos últimos anos. Empresas como Seeger Reno, do ramo de autopeças, Hospital Itacolomy, Sadia; Dana Albarus S.A. de industrialização e comercio de componentes mecânicos de precisão, constituem outras iniciativas empresariais de destaque no marketing ecológico. A sociedade atual está mais consciente e mais receptiva aos aspectos ecológicos, tem visados produtos com esses selos “consumidor verdes ecologicamente corretos” para o consumidor é importante saber se a empresa participa, qual inovação tem usado para identificar a empresa e seu produto e serviços “Consumidores Verdes”, que definem atualmente padrões de consumo após a comprovação da qualidade, eficiência, durabilidade, custo reduzido e produtos fabricados sem agressão ao meio ambiente, recicláveis, retornáveis com valores agregados e considerável custo x benefício. Relativas à empresa: 1. 2. Nova identidade empresarial – empresa eco sustentável; Redução de perdas e desperdícios do produto – economia na produção;

3.

Redução de insumos, matérias-primas, consumo consciente de energia e recursos Abertura para mercados nacionais e internacionais – adequações legais e ambientais; Redução de acidentes ambientais e custos para remedição dos mesmos; Aplicação da Gestão Integrada - economia na cadeia produtiva – ganhos ambientais e

naturais; 4. 5. 6.

financeiros; Relativa aos clientes: 1. 2. 3. 4. 5. 6. Consolidação do conceito – “Consumidor Verde e Ecologicamente correto” Fidelidade com a empresa e satisfação pela política verde implantada; Comparação com a concorrência e aceitação imediata; Produtos e serviços com alto custo x benefícios, qualidade e preservação ambiental; Incentivos à prática da reciclagem, coleta seletiva e logística reversa; Redução de gases de efeito estufa, emissão de CO2, disposição inadequada de lixo e

resíduos sólidos; Voltando ao custo e beneficio o Brasil vem se destacando nesse segmento varias reportagens, tratando das empresas que vêem procurando se adequar para não causar no futuro problemas no meio ambiente, segundo Ricardo de Oliveira, presidente da ABR em sua entrevista no dia 26/10/2011 a revista Exame deu ênfase à seguinte reportagem Brasil o primeiro país do mundo a criar selo verde para pneus, as empresas do segmento de reforma de pneus que apresentam o menor impacto ambiental receberão o certificado, ciclo vivo. Esse foi um grande passo para as indústrias brasileiras que em parcerias com Engenheiros tecnólogos ligados a questão ambiental tem tido muitos avanços, podemos constatar que a criatividade e competitividade faz criar vários produtos sem agredir o meio ambiente, sabemos que pneus, seriam descartados em vários terrenos viram chinelos, bancos, asfaltos, etc. Graças a conscientização da sociedade que cada vez mais se preocupa com o bem estar.

2.5 Sistemas de Gestão Ambiental (SGA) Um sistema de gestão ambiental requer a formulação de diretrizes, definições de objetivos, coordenação de atividades e avaliação de resultados. Também é necessário o envolvimento de diferentes o envolvimento de diferentes segmentos da empresa para tratar das questões ambientais de modo integrado com as demais atividades empresariais. Segundo Barbieri, 2007 p.153. Um dos benefícios da criação de um SGA é a possibilidade de obter melhores resultados com menos recursos, em decorrência de ações planejadas e coordenadas.

O governo do Estado de São Paulo junto a Secretaria do Meio Ambiente vem desenvolvendo um projeto “Município Verde Azul” objetivo incentivar a inserção de variável ambiental na agenda político-administrativa dos municípios a incorporar o planejamento ambiental em seu cotidiano Participação, democratização e descentralização: esta é a receita do Projeto Estratégico Município Verde Azul. Neste, o Governo do Estado de São Paulo e os municípios trabalham juntos na efetivação da agenda ambiental paulista critérios aplicados para avaliação. 1- Esgoto tratado 2- Lixo 3- Recuperação de Mata ciliar. 4- Arborizações urbanas. 5- Educações ambientais 6 - Habitações sustentáveis 7- Usos da água 8- Poluições do ar (Qualidade do Ar) 9 - Estruturas ambientais 10- Conselhos ambientais

Podemos concluir que a empresa vem sendo pressionadas pela sociedade, mercado e consumidores que exigem cada vez mais certos comportamentos que se reflete em normas e regulamentos, ISO que procura estabelecer normas através de acordos com padrões internacionais associando-se às entidades de normalização de cada país. No Brasil a ISO é representada pela ABNT – ASSOCIAÇAO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. A empresa recebe a certificação após implantar o sistema de gestão ambiental ligado a qualidade do ar da água e do solo essas empresas recebe o acompanhamento de auditorias manutenção uma vez por ano o mesmo acontece com o setor publico que recebe a fiscalização do governo estadual que usa a pontuação como estratégia para beneficiar cidades que estão se adequando as normas da gestão ambiental que promove o desenvolvimento sustentável que não gera grave problemas ambientais transformando assim um desafio para o setor produtivo também temos que ressaltar que as industrias vem se estruturar visando reduzir as pressões ambientais negativas de seus produtos e processos.

2.6. Impacto ambiental

Impacto Ambiental é a alteração no meio ou em algum de seus componentes por determinada ação ou atividade. Estas alterações precisam ser quantificadas, pois apresentam variações relativas, podendo ser positivas ou negativas, grandes ou pequenas. É importante saber avaliar as consequências de algumas ações, para que possa haver a prevenção da qualidade de determinado ambiente e poderá sofrer a execução de certos projetos ou ações, logo após a implementação dos mesmos. As ações humanas sobre o meio ambiente. Pode ser positivo ou negativo, dependendo da qualidade da intervenção desenvolvida. A identificação dos aspectos e impactos ambientais é importante para a realização de um processo de avaliação, onde traga fatores que poderão ser detectados prejudiciais financeiramente na empresa ou ao meio ambiente, para Moreira “impacto ambiental é qualquer modificação provocada no meio ambiente (poluição do ar da água, contaminação do solo, poluição sonora). Aspecto ambiental é o que provoca o impacto ambiental (poeira, efluente industrial, resíduos, ruído)” (MOREIRA, 2001, p.109). Há alguns anos, a sociedade apenas se preocupava com a qualidade de vida econômica, porém isso tem mudado significativamente, pois agora a preocupação também está voltada para o meio ambiente todo o trabalho realizado por equipes especializadas requer o máximo de eficiência, pois se tratam do futuro do planeta como os problemas globais que envolvem o aumento populacional e as condições de vida na terra, os regionais que estabelecem em uma determinada área e os problemas locais que atinge o local da empresa e toda área em seu redor (MOURA, 2011, p. 105-106). A empresa ou organização a quem é atribuído os estudos de impactos ambientais deve usufruir de todos os recursos disponíveis em tecnologia e administração de politica ambiental, que permita o processo de melhoria e aperfeiçoamento dos mesmos. Problemas globais: (105,106)
Destruição da camada de ozônio.........................................(6) Resíduos de pesticidas em alimentos..................................(18) Efeito estufa (aquecimento global).....................................(19) Destruição de florestas........................................................(21) Biotecnologia......................................................................(25) Problemas regionais:

Locais de despejo de resíduos sólidos (lixões ativos)..........(1) Locais abandonados de despejos de resíduo sólidos.............. (2) Poluição das águas por resíduos industriais............................(3) Despejo de óleo.......................................................................(5) Ocorrência de acidentes com usinas nucleares.......................(7) Acidentes industriais com liberação de poluentes..................(8) Radiação proveniente de resíduos nucleares..........................(9) Poluição do ar por fábricas....................................................(10) Vazamento de tanques para o subsolo...................................(11) Contaminação de água do mar na costa..............................(12) Poluição de água devido a agricultura..................................(15) Poluição de agua por esgoto..................................................(16) Poluição de ar por veículos....................................................(17) Contaminação da água potável..............................................(20) Chuva ácida...........................................................................(22) Poluição das águas por esgoto das cidades............................(23) Despejos de lixos não perigosos.............................................(24) Problemas locais: Exposição de trabalhadores e produtos Químicos e tóxicos...................................................................(4) Resíduos sólidos......................................................................(13) Riscos de pesticidas para trabalhadores do campo..................(14) Poluição do ar no interior das residências................................(26) Radiação por raio x..................................................................(27) Radiação pelo gás radônio.......................................................(28)

Para Moura (2011, p. 106) os números entre parênteses representa a prioridade diante de uma pesquisa realizada nos Estados Unidos (fonte “counting on Science at EPA”, revista science, 1990). Seu objetivo é melhorar as técnicas para a solução dos problemas, compreender os processos envolvidos em cada etapa e assim contribuir para uma análise se mais profunda e detalhada. De acordo com Moura (2011, p. 110), segundo a Organização Mundial de Saúde é recomendado que os seguintes níveis não devessem ser ultrapassados: POLUENTE CONCENTRAÇÃO TEMPO DE AMOSTRAGEM MONÓXIDO CARBONO DIÓXIDO DE ENXOFRE DIÓXIDO NITROGENIO OZÔNIO Fonte: Moura (2011, p. 110) 120mg/m3 8horas DE 125mg /m3 200mg/m3 24horas 1horas DE 10mg/m3 (9ppm) 8 horas

Se considerarmos as empresas entre elas a automobilística que contribuem como grande provedor de gases prejudiciais ao meio ambiente, os padrões impostos estão cada vez mais rigorosos fazendo com que cada empresa invista em melhorias para amenizar todos os agentes poluidores (MOURA 2011).

Quanto à natureza, um impacto ambiental pode ser benéfico, representar benefícios ao meio ambiente ou adverso, representar danos ao meio ambiente o fato é que existe a possibilidade de minimizar os efeitos de impacto ambiental com estudos tecnológicos e toda estrutura organizacional voltada para gestão de qualidade ambiental. Segundo Moreira (2001 p. 116) podemos citar alguns exemplos de atividades que causaram impacto ambiental mostrando que realmente precisa ser avaliada criteriosamente quanto os malefícios e os benefícios, pois os dois constituem elementos fundamentais para a preservação ou destruição como a

construção de aceiros que beneficia a proteção da floresta contra incêndios ,porém causa erosão ao solo e o tratamento de água (ETA)ajuda a eliminar as impurezas da água, porém se não utilizado adequadamente pode contaminar o solo com seus resíduos gerados. Para Moura (p.117 2001) a relevância do impacto adverso pode ser avaliada por meio de uma conjugação dos seguintes fatores: O grau de sua abrangência, gravidade, frequência e grau de probabilidade em sua ocorrência. Temos o exemplo de ineficiência em gestão de qualidade ambiental um acidente ocorrido no Paraná: segundo o jornal Ambiente Brasil escrito por Danielle Jordan completou cinco anos, O rompimento de uma das adutoras da Refinaria Getúlio Vargas-da Petrobras, no município de Araucária, perto de Curitiba, deu origem a um vazamento em milhões de litros e só depois de duas horas, vazamento mostrando o total despreparo da gestão foi constatado o

e até mesmo em relação aos

critérios envolvidos na certificação ISO1400,formou-se uma comissão para tentar minimizar os danos causados pelo vazamento, unindo o ministério público e ONGs em um trabalho realizado entre Brasil e Argentina, que deram suporte as famílias que residiam na área com trabalho de assistência monitoramento. Para Messala Alkmin, secretário geral da Mandala Sama, entidade que integrou o resgate, o trabalho de organização das ONGs foi louvável. “Não podemos

deixar esquecido o pronto atendimento”, diz. Apesar dos danos ambientais gravíssimos, Messala destaca um ponto positivo vivenciado na ocasião: “As ONGs viram que podem fazer um trabalho coordenado”. Sempre é lembrado esse desastre através de ações preventivas, para que fique na conscientização da população e das autoridades o quanto é de suma importância todo o cuidado com o meio ambiente Segundo os coordenadores das equipes ainda falta clareza quanto aos danos ambientais decorrentes do acidente. Com a iniciativa, espera-se fazer um levantamento geral da situação atual da região, além de relembrar o episódio comemorado o êxito dos trabalhados. Relatórios da ONGs: De acordo com o relatório conclusivo das ONGs atuantes no resgate do Iguaçu, realizado em 2000, entre os danos ambientais imediatos a água e a biota estão: -contaminação aguda ou crônica da fauna e da flora aquática e terrestre, resultando na mortalidade por intoxicação;

-o impedimento e o abafamento da difusão do oxigênio para água causou a morte por asfixia de peixes, zooplâncton, bentos, fitoplânction e da macro flora ; -comprometimento de recursos alimentares da fauna aquática; -Contaminação da água impedindo o abastecimento para alguns usos industriais e até mesmo para as populações ribeirinhas; O relatório ainda apontou em sua conclusão algumas falhas listadas abaixo: -o sistema informativo, que controla a pressão e fluxo das transferências do produto se mostrou ineficiente; -a qualidade do treinamento das equipes de manutenção e monitoramento dos processos provou não ser adequada para este tipo de acidente (fluvial); -colocou em dúvida questões sobre critérios, empresa e pessoas envolvidas no processo de certificação da série ISO14000; -não havia um sistema de alerta para as autoridades e população nas áreas envolvidas (entorno)

2.7 Legislação associada Disposição sobre a prevenção, o controle e a fiscalização da poluição causada por lançamento de óleo e outras substancias nocivas ou perigosas em águas sob jurisdição nacional. É aprovado o texto da convenção internacional sobre responsabilidade civil em danos causados por poluição por óleo, concluída em Bruxelas, a 29 de novembro de 1969. É importante ressaltar que: Ornstein e Bruna (2004, p. 1001)
a qualidade urbana pressupõe de alterações resultantes das atividades humanas que, conforme o artigo 1º da resolução nº 001/86 do conselho nacional do meio ambiente (Conama), afetem; “a saúde ,a segurança o bem estar da população; as atividades sociais e econômicas ;a biota; as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente ;e a qualidade de recursos ambientais “.fator principal de impacto ambiental seria a ocupação de áreas urbanas sem controle, monitoramento que consequentemente prejudicam toda estrutura populacional e ambiental. Há legislações que protegem a população de um lado, restringindo a ocupação ou construção em determinadas áreas e, de outros, protegendo o meio ambiente de ocupações que o agridam (ORNSTEIN; BRUNA, 2004, p. 1001)

3. Metodologia A revisão bibliográfica foi adotada como metodologia do presente trabalho. Procedeuse à análise, bem como à elaboração de resumos e fichamentos das principais obras as quais ostentam o tema desta pesquisa.

4. Conclusão Num contexto atual, muito se aborda sobre as questões de preservação da biodiversidade e aspectos ecológicos. Além disso, sabe-se também que todas as empresas visam, sempre, a buscar maior produtividade e consequente lucratividade ao longo do tempo. O presente trabalho analisou os dois aspectos como fatores que exercem mútua influência: a gestão da qualidade ambiental como influidor na lucratividade das empresas e a empresa como irrefutável papel social. Considera-se que com aumento de produtividade e capacidade competitiva gerados pela gestão da qualidade ambiental podem refletir, diretamente, na lucratividade. Reputa-se que a empresa obtém maior lucratividade por meio da adaptação de possíveis normas e legislações ambientais que venham a entrar em vigor. Como a organização já dispõe de normas ambientais, esta não terá gastos com uma regularização ambiental.

Ademais, a empresa com seu papel social, à luz de sua gestão de qualidade ambiental, pode garantir uma maior clientela por meio de marketing verde. O presente trabalho, porém, não pode ser considerado, totalmente, conclusivo em suas linhas de investigação, uma vez que abordou apenas algumas peculiaridades da gestão da qualidade ambiental e seus reflexos na lucratividade. Como se sabe que outros fatores e circunstâncias podem, também, gerar reflexo na lucratividade e em outros aspectos gerenciais da empresa, estudos paralelos que abordem um tema afim deste trabalho são necessários para complementação da investigação aqui apresentada.

REFERÊNCIAS

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DONAIRE, Denis. Gestão ambiental na empresa. 2.ed. reimpr. São Paulo: Atlas, 2007.

JORDAN, D. Exclusivo um dos piores acidentes do Brasil ocorrido no Paraná completa cinco anos: Ambiente Brasil, [S.l], 14 jul. 2005. Disponível em: <http://www.ambientebrasil.com.br>. Acesso em: 2 nov. 2012.

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MOURA, Luiz Antônio Abdalla de. Qualidade e gestão ambiental. Belo Horizonte: Del Rey, 2011.

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ORNSTEIN, S.W; BRUNA G. C. Uma abordagem interdisciplinar: avaliação pós-ocupação e impacto ambiental. In: FILIPPI JR. A. ROMÉRO, M. de A.; BRUNA G. C. (Ed.). Curso de gestão ambiental. Barueri: Manole, 2004.

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