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DEPARTAMENTO DAS CIENCIAS SOCIAIS E HUMANAS LLC-ESTUDOS FRANCESES

DISCIPLINA: ADMINISTRAÇÃO EDUCACIONAL E ESCOLAR DOCENTE: ELVIRA REIS

DISCENTES: IVALDIR SILVA JOSÉ FIDÉLIO ANDRADE MARIA DUARTE PIRES MARIA DO ROSÁRIO GOMES MARIA HELENY ALVES VÂNE ARAÚJO VÂNIA TAVARES

UniCV, 2012

Administração educacional como processo de mediação interna e externa à escola.
Recensão crítica do texto de José Camilo dos Santos Filho1; Maria Lúcia R. D. Carvalho2; clara Germana de Sá Gonçalves.3

1. A administração Educacional como processo mediador
Segundo (Mello,1982) a mediação apresenta um papel instrumental entre partes ou fenómenos substantivos de determinada realidade. Neste caso o director e o professor têm desempenhado um papel fundamental na administração escolar. No entender do autor (Sander,1984:103), a mediação é um processo essencial e substantivo, pois ela é parte intrínseca do conjunto de fenómenos componentes de todo o social. Ela limite e determina as forças componentes dos sistemas sociais. A mediação ocorre em dois momentos: a mediação interna que refere-se aos processos recíprocos entre aos diversos elementos intrínsecos à organização. A interna, que indica as relações recíprocas entre as organizações e o meio ambiente. Dentro do Sistema Educacional existe os agentes interna e externa como a docência, a supervisão do ensino, a orientação educacional e a administração da educação. Para Sander, a educação é uma das práticas sociais e particulares da política mas também é um ato político e pedagógico. Ainda o administrador da educação é um político e precisa de exercer suas funções com legitimidade, responsabilidade social e ter espírito público, mas tem que estar tecnicamente preparado para exercer qualquer função a fim de dar uma resposta eficaz e eficiente. Para tal, os critérios políticos e culturais para uma formação com preparação técnica, são eles: a eficiência, a eficácia, a efetividade, e a relevância.

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Docente da Faculdade de Educação da Unicamp. Docente da Faculdade de Educação da Unicamp. 3 Doutoranda da Faculdade da Educação da Unicamp.

Ele concluiu de uma forma concreta de Administração escolar poderá contribuir de forma positiva e negativa a qualidade de educação e incutir um estilo de vida aos administradores e administrados a relação com pessoas com uma certa visão do mundo.

2. Administração educacional como mediação de relação de poder
Foucault (1984), estuda o poder não como uma «dominação centralizada» que se pluraliza, se difunde e repercute nos outros factores sociais de forma homogénea, mas como uma rede de dispositivos ou mecanismos a que nada ou ninguém escapa. Para este autor, o poder está sempre presente e se exerce e funciona como uma multiplicidade de relações de força. A ideia básica é mostrar que o poder é luta, afrontamento, relação de força e não uma relação unilateral que impõe limites, oprime e castiga ao nível da lei ou da repressão. O conceito de positividade tem uma implicação fundamental de que o processo educacional e a própria prática da administração sejam tais, que possibilitem aos educandos e aos educadores desenvolverem e aprimorarem suas capacidades de acção e de participação no poder, a fim de contribuírem para a melhoria da qualidade de sua vida colectiva. Neste sentido, nas condições históricas actuais do país, a alternativa de poder viável possível e mais adequada para as escolas é a cogestão. Em fim, no sistema de congestão escolar, haverá lugar para a autoridade do professor, para a participação do aluno e para o envolvimento dos pais e da comunidade no processo de decisão da escola.

3. Mediação participativa e graus de participação no processo decisório.
A participação na gestão escolar consiste num consenso ou equilíbrio entre os subordinados de uma organização e os seus superiores. Assim, na visão dos autores, a participação na gestão da escola, através do processo educacional, implica um envolvimento forte de todos os agentes educativos, a saber: os alunos, pais dos alunos,

professores, administradores do sistema educacional e da escola e, ainda, grupos sociais organizados. Relativamente à esta participação na gestão escolar proposta pelos autores, pensamos que será benéfica para a organização na medida em que teremos uma decisão democrática. Pois, a decisão tomada é fruto de uma reflexão conjunta, isto é, de vários agentes educativos. Ainda, concernente à participação, os autores sublinham graus variados da intensidade: da simples informação passando pela consulta, elaboração comum, colegialidade, delegação até autogestão que é o apogeu de participação e autonomia. Na mera participação ou reação, os administrados conhecem uma decisão tomada sem consultá-los previamente. Relativamente à consulta, ela pode assumir duas formas: facultativa, quando a administração solicita sugestões dos administrados; obrigatória, quando os administrados tem direito a serem ouvidos. A participação na forma de elaboração/recomendação permite aos administrados de participar activamente na elaboração de opções, cabendo sempre a ultima instancia tomar a decisão final no sentido de aceitar, modificar ou rejeitar as propostas encaminhadas. A participação na forma de colegialidade ou cogestão implica que os administrados tenham influência suficientemente de modo a determinar a escolha ou rejeição de um plano de acção e, mesmo, tomada de decisão. Através da delegação do poder os administrados possuem a decisão de tomar decisões sem consulta prévia dos seus superiores. No que toca a autogestão ou autonomia plena a pessoa ou entidade traça por si só as suas directrizes. Tendo em conta os diferentes graus de participação, pensamos que o ideal seria uma articulação e dialogo entre os administradores e administrados de modo a proporcionar uma decisão mais democrática possível. Podemos ainda sublinhar varias formas possíveis no modelo de gestão participativa: directa, indirecta, formal e informal.

4. Administração participativa como administração de qualidade
A qualidade é identificada como o mais importante para a criação politica. A falta de participação gera uma pobreza politica, que esta ao lado da pobreza socioeconómica. O pobre politicamente é facilmente dominado e manipulado, sempre recorrem eles para lhes tentar dominar, e eles muitas vezes são tidos como escravos. A pobreza política é falta de participação, neste caso a nossa sociedade é miserável, mas acho que nos somos capazes de conquistar o nosso próprio espaço, apesar de que é o governo que detém todos os poderes. Para uma boa qualidade de vida o mais importante é o ser e não o ter, o melhor e não o maior, e não se da grande relevo a quantidade, e a liberdade e autonomia é que da sentido a qualidade de vida humana. A identidade cultural distingue uma comunidade de um bando de gente, e num grupo é importante a coesão. A participação é direito e dever de todo o cidadão que integra qualquer comunidade ou sociedade democrática, e é de uma importância relevante tendo em conta que ganhara uma experiência enorme e passara a conhecer as contribuições e os benefícios. Se queremos construir uma sociedade com qualidade de vida humana para todos, teremos que participar democraticamente na sociedade e na escola, e ali é possível construir a democracia juntamente com as outras instâncias, mas para isso é preciso que haja um engajamento de todos e adoptar práticas democráticas. A tomada de decisão é um dos pontos importantes na participação na administração da educação e do governo da sociedade. Salienta-se que participar na administração educacional é essencialmente, tomar parte efetiva no processo das decisões que afetam a vida da escola e as aspirações e interesses de seus integrantes. Uma participação de todos serve como um modelo para a administração escolar e com a interferência democraticamente é o mais adequado para o exercício do poder e para poder atingir os objetivos e ter uma qualidade de vida humana para todos na sociedade. Na tradição brasileira gerava um sistema político menos rentável, que é de autocracia na escola e do governo da sociedade mas a solução é passar para a democracia, onde a população possa participar na resolução de problemas que dizem respeito.

5. Educação de qualidade.
A preocupação de vários países, no entender dos educadores e pesquisadores eram de melhorar a qualidade da educação, visto que o problema da quantidade era insuficiente e não estava totalmente resolvido para levar a uma autêntica democratização do ensino público do país. A educação tem a sua «qualidade», no qual constitui um critério que se utiliza para avaliar determinadas características dos objetivos, das condições, dos processos e de desempenho de um sistema educacional. Posto isto, a educação vê-se a sua qualidade na estrutura, no currículo, na pratica pedagógica e no próprio sistema de avaliação que esta inserido dentro do sistema educativo. A qualidade da educação nos proporciona o desenvolvimento das capacidades que permitam aos indivíduos a participarem do modo crítico, uma vez que o sistema educativo não tem poder sobre este. No entanto, todos os papéis que fazem parte do sistema educativo assentam nas mãos dos sistemas políticos, ou seja esta qualidade da educação depende totalmente da forma da gerência do próprio sistema politica. Caso contrario, esse sistema não fornece condições necessários, é óbvio que não teríamos um ensino de qualidade. Atualmente, podemos presenciar que o nosso sistema educativo está mais assentada no número de quantidade do que a da qualidade. Isto, é uma preocupação que todos os estudantes deverão levar em conta a melhor forma de adquirir um ensino de qualidade.