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Literário, sem frescuras!
1664ISSN 1664-5243

Ano 3 - Dezembro- 2012 - Edição Especial Natal e Ano Novo 18B

Varal do Brasil, Literário sem frescuras! - Especial Natal e Ano Novo 2012/13

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EXPEDIENTE
Revista Literária VARAL DO BRASIL Edição especial de Natal - Genebra - CH Dezembro 2012 - 18B Copyright Vários Autores O Varal do Brasil é promovido, organizado e realizado por Jacqueline Aisenman Site do VARAL: www.varaldobrasil.com Blog do Varal: www.varaldobrasil.blogspot.com Textos: Vários Autores Ilustrações: Vários Autores Foto capa: Foto contracapa: © Igor Stepovik - Fotolia.com © N-Media-Images - Fotolia.com Essa é a hora da esperança, de ajudar a todos ao redor. Essa é a hora da mudança tornando o nosso mundo melhor Enfim essa é a hora não existe hora igual. É a hora da felicidade, afinal, hoje é Natal. Essa é a hora do comprometimento de rever nossos conceitos. De amar, como o mais puro sentimento, de acabar com nossos preconceitos. Essa é a hora do arrependimento, de pedir perdão, de abraçar quem está ao seu lado e apenas chamá-lo de irmão. Por Carlos Alberto Omena

NATAL

Muitas imagens encontramos na internet sem ter o nome do autor citado. Se for uma foto ou um desenho seu, envie um e-mail aqui para a gente e teremos o maior prazer em divulgar o seu talento. Revisão parcial de cada autor Revisão geral VARAL DO BRASIL Composição e diagramação: Jacqueline Aisenman

A distribuição ecológica, por e-mail, é gratuita. A revista está gratuitamente para download em seus site e blog.

Se você deseja participar do VARAL DO BRASIL NO. 19 envie seus textos até 10 de dezembro de 2012 para: varaldobrasil@gmail.com O tema da edição no. 19 será Declaração de Amor à Natureza, ao Planeta e à vida!

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LITERÁRIO, SEM FRESCURAS
Genebra, Natal e Ano Novo de 2012/13 Edição Especial 18B

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Comemorar as festas de Natal e Ano Novo é tradição que atravessa os tempos e penetra os corações. É a época onde se procura esquecer as desavenças e tristezas para colocar um foco no mais importante: o amor comum, aquele que toca a todos os cidadãos do mundo independentemente de credos e culturas. Aqui do Varal do Brasil, esta revista eletrônica que há três anos vem singrando os mares da literatura, só temos a agradecer este ano de 2012. Iniciamos o ano preparando o livro Varal Antológico 2, que foi lançado com muita alegria e sucesso em Brumadinho (MG), Belo Horizonte (MG) e Salvador (BA) nos meses de maio e junho. E terminamos este mesmo ano preparando o livro Varal Antológico 3 que será lançado em Genebra (Suíça) durante o Salão Internacional do Livro e no Brasil em 2013. Passamos pelo evento cheio de êxito que foi o 26o. Salão Internacional do Livro de Genebra, onde apresentamos a literatura brasileira e portuguesa para um público sedento de cultura e que foi receptivo e caloroso. Neste Salão pudemos ver que nossos livros, mesmo em Português, atravessam fronteiras. Muitos autores se apresentaram, se conheceram, se lançaram. O Varal do Brasil também é ponte! Agora é Natal. Tempo de paz, de amor, de reconciliação. Tempo de deixar para trás o que possa ter sido dor e reivindicar da vida mais esperança e realizações para o novo ano que chegará. Tempo de estender os braços e o coração e lembrar que precisamos amar todos os dias e que, só amando muito, poderemos ultrapassar as barreiras de duras realidades que muitas vezes se erguem entre nós e nossos sonhos. Neste momento, tudo o que se pode desejar é que a VIDA volte a ter importância! Que o ser humano não esqueça dos seus semelhantes e nem da VIDA que o cerca em nosso Planeta. Que haja respeito e amor entre todos os seres. Que os sentimentos de paz e amor natalinos perdurem e preencham todos os dias do ano de 2013. Quem escreve sabe: não há limites, não há fronteiras, não existe um verdadeiro fim. Então sigamos! Continuemos a escrever e a florir este mundo com nossas palavras. Continuemos a caminhar juntos, vamos levar nossos sonhos onde for possível! O Varal do Brasil deseja que em 2013 o sucesso e a realização pessoal estejam presentes em sua jornada. E que você, leitor, escritor, esteja sempre por perto para que possamos dar continuidade ao nosso projeto: Literário, mas sem frescuras! Feliz Natal, Feliz Ano Novo! Jacqueline Aisenman Editora-Chefe da revista Varal do Brasil

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ANA ROSENROT ANGELA GUERRA ANTONIO CABRAL ANTONIO MIGUEL CESTARI AUDELINA MACIEIRA CARLOS ALBERTO OMENA CAROLINE BAPTISTA AXELSSON CIDA MOREIRA CLEO REIS CRISTIANO SOUSA CRISTINA CACOSSI EDIANE SOUZA EDNALDO MUNIZ EMANUEL MEDEIROS VIEIRA FÁBIO SIQUEIRA DO AMARAL FELIPE CATTAPAN FLÁVIA ASSAIFE FLÁVIO RODRIGUES HELENA SCANFERLA HENRIETTE EFFENBERGER HILDA MENDONÇA ISABEL CRISTINA SILVA VARGAS IVANE PEROTTI JACQUELINE AISENMAN JOAREZ DE OLIVEIRA PRETO JOSÉ CAMBINDA DALA JOSÉ HILTON ROSA JOSÉ SOLHA JOSELI PEREIRA ALVES ROSA JOSSELENE MARQUES JULIA REGO KARINE RIBEIRO LEDA MONTANARI LENIVAL NUNES ANDRADE

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LEONILDA SPINA LÓLA PRATA LUNNA FRANK LY SABAS LYRSS CABRAL BUOSO MAGNO OLIVEIRA MARIA CESTARI MARINA VALENTE MÁRIO REZENDE MARLUCE PORTAGAELS MYRTHES NEUSALI S. DE MORAES NORÁLIA DE MELLO CASTRO NORBERTO DE MORAES ALVES ODETE BIN OLIVEIRA CARUSO RENATA IACOVINO RENÉ ZMEKHOL ROBERTO ARMORIZZI ROBERTO FERRARI ROBINSON SILVA ALVES SANDRA M. FERRARI RADICH THEREZINHA RAMOS DE ÁVILA URDA ALICE KLUEGER VALQUIRIA GESQUI MALAGOLI VALQUIRIA IMPERIANO VANESSA LAÍS ROBERTI VARENKA DE FÁTIMA ARAÚJO VERA RIBERIRO VLADIMIR INOKOV VÓ FIA WADAD NAIEF KATTAR WILTON PORTO YARA DARIN

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Recomeço
Por Ana Rosenrot

Pela janela do meu quarto, vejo o colorido dos fogos de artifício, única luz a iluminar a escuridão do céu naquela noite escura; marcando o início de um novo ano. Até aquele instante, podia-se ouvir apenas o barulho da chuva que começou a cair forte durante à tarde e prolongou-se noite à dentro. Agora, bastou a mudança de um simples segundo para que saudações e vivas ecoassem pelos corredores do prédio e os fogos surgissem de várias direções; tão próximos da minha janela no sétimo andar, que me assustam. Estou só, cercada por sombras; presenciei o início e o fim de tantos anos – uns bons, outros ruim, de tragédias e de conquistas −, que já nem sei separar os acontecimentos por datas. Champanhes estouram nos apartamentos vizinhos e minha mente se enche de recordações, a saudade começa a doer no peito; o que eu não daria para que o tempo voltasse... Quase posso ouvir o burburinho alegre das pessoas que participavam das festas de Réveillon aqui em casa: o cheiro gostoso de pratos elaborados de acordo com a mais sofisticada culinária internacional, as risadas, os brindes, o farfalhar da seda dos longos vestidos, as joias brilhantes, os saltos altos... Que contraste fariam com meu prato de macarrão instantâneo e refrigerante, minha camisola de algodão barato e meus chinelos velhos. Daqueles dias gloriosos restaram somente as lembranças e os fantasmas. Um a um todos se foram como promessas não cumpridas e simpatias que não deram certo. O pior de se viver muito tempo é ver os amigos e familiares partirem e perdermos – como eu perdi – a coragem de se enturmar, procurar novos convívios, fazer novos amigos, enfim, achar que não temos nada a oferecer e taxarmos a nós mesmos de ultrapassados. Eu devia parar de me lamentar e abrir aquela porta, descer até a rua, na chuva, como uma louca, me misturar a outros loucos que estiverem lá e afogar minhas mágoas com alegria roubada... Talvez eu ainda venha a fazer isso essa noite... Fogos azuis caem em cascatas, densas e claras como tantas ondas do mar que já sal-

tei; em minha juventude sonhadora não existiam limites para os pedidos de Ano Novo, por mais fúteis que fossem. Somos poderosos e afortunados nos momentos de alegria; sementes de uva são guardadas como pedras preciosas; acreditamos poder mudar o mundo oferecendo (solenes) flores ao sabor das ondas; a simples cor de uma peça de roupa tem o poder de alterar os acontecimentos; juramentos imersos em álcool são leis e as paixões eternas duram somente uma noite; pena que tudo acabe em tão pouco tempo. Mas o que seria do mundo sem um pouco de esperança e alguma ilusão? Depois que deixei tudo isso para trás é que me tornei essa pessoa amarga, a chata do prédio − como sou conhecida −, por implicar com as pessoas e me irritar por qualquer barulhinho, esperando que todos vivam na tumba que criei para mim. Ninguém conversa comigo por medo de reprimendas e como saio muito pouco de casa, chego a ficar dias sem ouvir minha própria voz. Isso está me deixando cansada...Muito cansada... De repente, um carro para na rua, dá algumas buzinadas e começa a tocar antigas marchinhas, que imediatamente passam a ser acompanhadas em coro por um grupo cada vez maior de pessoas. O som tão familiar destas velhas canções toca meu coração de tal forma, que esqueço definitivamente a postura rígida, atiro longe os chinelos, corro – o mais rápido que posso na minha idade – abro o guardaroupa, vou jogando tudo no chão até alcançar uma caixa azul, onde guardei – com sais perfumados – meu último vestido de festa – cor creme com um lindo e elegante drapeado −, vistome depressa, ajeito os cabelos grisalhos o melhor possível, dou um leve colorido aos lábios, calço meu sapato branco de tiras e vou para à rua disposta a me divertir, nem que seja pela última vez... As pessoas me recebem em silêncio, temem que eu tenha vindo acabar com a comemoração – como já fiz tantas vezes −, mas relaxam quando os cumprimento sorridente e desejo feliz Ano Novo. A musica continua pela madrugada, ninguém se importa com a chuva, todos cantam dançam e se abraçam, como uma grande família. Estão felizes, cheios de expectativas com o ano que começa e depois de tantos anos, eu também estou...É Ano Novo...Vida nova...Recomeço...Também para mim...
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Pinheiro de Natal
Por Angela Guerra

É quase dezembro... O Natal se aproxima... A estrela de Belém – ainda tímida – prenuncia o nascimento do Menino Jesus... É tempo de Paz, Esperança, Fraternidade, Amor... Aqui e ali já se veem motivos natalinos.

Os verdes das encostas e da orla da Lagoa, patrimônio natural do Rio de Janeiro, se engalanan para receber, uma vez mais, com toda a pompa, sua irmã de outras plagas, embora artificial...

A imponente Árvore de Natal da Lagoa – pinheiro, que já vem todo decorado e ilumina tudo ao seu redor, adiciona glamour aos reflexos de sempre, que se debruçam sobre a escuridão, e tentam alcançar os que se debruçam de lá pra cá... Quem sabe, num esforço fraterno de se unirem as mãos?...

A cada ano mais alta e mais bela, deslumbra a todos, que reduzem a marcha ou até estacionam, para melhor observarem todas as suas fases, que incluem, por vezes, um chafariz e o som inspirador de música instrumental, imortal!....

Sim, Papai Noel já vem!... Blim!... Blão!... Blim!... Blão!... É NATAL!...

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NATAL E ANO NOVO
Por Antonio Cabral

NATAL Natal é renascimento, de quem vive com Jesus, é doar-se cem por cento para alcançar sua luz. ANO NOVO Para o próximo Ano Novo, não peço nada demais: Toda alegria do povo com o mundo inteirinho em paz.

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Mas assim mesmo teve tempo para curar os doentes e ressuscitar os mortos. E ensinou às pessoas que elas eram livres e deveriam aprender a ser iluminadas como Ele, já que todos soPor Caroline Baptista Axelsson mos parte da mesma criação. Até pessoas que não são cristãs concordam que Cristo foi a maiAs pessoas do Exército da Salvação são incrí- or e melhor pessoa que nos deu a honra de viveis! Não tem a astúcia e o engano dos evansitar nosso planeta. Mas Ele ainda está espegelistas de televisão que tentam forçar seus rando pelo verdadeiro Natal. A celebração pontos de vista sobre todos por dinheiro e poquando Ele próprio poderá nos encarar e dizer der. Não, eles ficam na chuva e no frio trazen- “bem cumprido”. O Natal de Cristo infelizmente do o verdadeiro significado do Natal para as ru- ainda não chegou. as, convidando as pessoas a dar uma contribuiNão há Papai Noel, não, há algo melhor. Toda ção que eles usam para ajudar diretamente aos véspera de Natal um Grande Espírito vem a esmais necessitados. Quando eles ajudam fazem te mundo e voa em torno dele e dispersa enerisso com compaixão e com verdadeira humildagia sobre a terra, e onde quer que a energia de. As pessoas ajudadas não são obrigadas a caia, como pó de fada, ela muda lágrimas em cantar um hino ou fazer uma oração, elas simalegria. Quando toca um coração duro o amoplesmente ficam sabendo que alguém realmenlece, e quando toca uma alma de ódio, procura te se importa com elas. Estes soldados são remudá-la. Se você ouvir atentamente, antes da almente Cristãos, mudando as coisas ruins em meia-noite na véspera de Natal, ouvirá o Espíricoisas boas. Criam magia onde não há nenhuto, e você será abençoado. Mas esse Espírito ma, dando esperança onde tudo é miséria. está cansado, o tempo se esgota e logo não “Vá e faça algo” é ótima ideia, um pensamento virá mais se as coisas aqui não melhorarem. O inspirador. Não importa onde começamos, o Espírito do Natal cai em corações que não queimportante é começar agora. Não podemos dar rem sentir, em feridas que as pessoas não persossego a inimigos da bondade. Vamos formar mitem curar, cai sobre a corrupção que se peras leis deste mundo em conformidade com as petua. Ele fica triste, espíritos também choram. leis universais de causa e efeito, e vamos nos O Espírito está em todos nós, se nos lembraropor aos maus onde quer que os encontremos. mos de como era ser uma criança e se retomarTodos temos a responsabilidade de mudar e mos nossa inocência perdida e os nossos sofluir com a ordem natural da vida, nossa obriga- nhos abandonados reviveremos. Por que paração é banir o mau e não tentar entendê-lo. O mos de rir? Onde foi nossa alegria? Por que as que a maldade tem para ensinar além da dor? pessoas ainda está chorando? O vasto mar da Eu particularmente quero ser guerreira atrevida existência está procurando um barco de cura. não permitindo que a energia negativa alheia Participe! venha a me sufocar! Mas você lute como achar O verdadeiro Natal de Cristo ainda não chegou, melhor, cada um tem sua maneira. mas ainda não é muito tarde. Ele ainda não Cristo morreu em agonia para que pudéssemos veio receber os presentes que somos nós. Se ele vier e se não gostar dos presentes não volviver, entender, e nos fortalecer. Malfeitores tará mais. Ninguém volta onde é mal recebido. cuspiram em Cristo e se você deixar eles vão Agora é a hora de festejar com Ele. Você vai cuspir também no seu Natal. Cristo foi um hofazer alguma coisa? Por favor faça! mem amoroso e perfeito. Ele sabia como iria

Quando vem o Natal?

morrer e porque. As vezes sentia medo, sentia solidão, chorava pensando no fim que teria.

FELIZ NATAL

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CAMINHO CRÍSTICO
Por Cléo Reis O Evangelho é meu imã com o Universo meu clima , minha Luz. Sou forte porque tudo passa. Ao carregarmos a Cruz só fica o Amor doado, Fé, resignação, Perdão O Evangelho é meu Elo com o Coração do Criador. Flutuo na Paz e pela Redenção chegarei ao Redentor.

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A mistura que faz o Natal brasileiro
Publicado em 01/12/2010 Reprodução: http://mais.uol.com.br/

Derivado de diversas culturas, o dia 25 de dezembro é comemorado conforme as influências europeias Pinheirinhos que se transformam em árvores de Natal, Papai Noel, panetone, e até boneco de neve (que não é de neve). A festa natalina no Brasil é comemorada em pleno verão. Mas muitas imagens e tradições dessa época são importadas de outras regiões do planeta. É o caso do próprio velhinho de roupa vermelha e barba branca que toda criança aguarda a chegada no dia 25 de dezembro. Detalhe: a maioria das casas brasileiras nem sequer tem chaminé. Diz a lenda que é por onde Papai Noel entra nas casas, para deixar presentes. Segundo o livro Mistérios do Natal de Desmond Morris, autor que estuda o comportamento humano e publicou o livro em 1993 pelas Publicações Europa-América, o Papai Noel na verdade, é São Nicolau Taumaturgo, um arcebispo turco que ajudava as pessoas em dificuldades financeiras. Nicolau, ou, como se chama nos EUA, Santa Claus, ganhou a imagem conhecida hoje de um cartunista político na Alemanha em 1866, e ficou popular no mundo graças a uma campanha da Coca Cola. Os falsos bonecos de neve e os shows com neve artificial também dominam a paisagem natalina no Brasil em pleno mês de dezembro, um dos mais quentes do ano. Assim como as árvores de Natal. Pinheiros, típicos do hemisfério norte, tem lugar garantido nas casas até mesmo nas regiões mais quentes do país. Segundo Morris, o delicioso panetone tão popular nos supermercados brasileiros, nasceu na Itália. A versão mais conhecida de sua origem conta que um falcoeiro fingiu ser confeiteiro e criou um pão especial na tentativa de impressionar a mulher amada. O peru, outra comida presente nas mesas natalinas, foi descoberto pelos espanhóis na dieta dos índios astecas e no século XVI ocupou um lugar nas mesas dos nobres na noite de Natal. Também com influências europeias os brasileiros se inspiram musicalmente. A popular “Noite Feliz” foi composta pelo padre Joseph Mohr, na Áustria, e tem versões em 45 línguas. A religião foi grande responsável pelos costumes natalinos espalhados pelo mundo. Enquanto a troca de presentes é uma tradição cristã, a guirlanda, encontrada nas portas das casas, teve sua origem antes do cristianismo. Para os gregos pagãos, elas representavam uma oferenda aos deuses e um sinal de boas-vindas.

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NATAL
Por Marina Valente Vamos cantar o Natal com trovas do coração; a rima é fundamental para expressar a emoção. Natal é festa de amor, Natal é a noite querida. Cada trova é um louvor a Jesus, autor da vida. Natal é noite feliz, inspira amor e poesia, a UBT, trovando, diz: - Seja Natal todo dia!

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Natal no condomínio
Por Cristiano Sousa

“Botei meu sapatinho”... Alegria, alegria! É natal na Bahia! As noites estão mais enfeitadas, as estrelas parecem ter um brilho diferente, as flores também, aparentam estar mais coloridas. A paz está no ar!... No brilho das coisas ao nosso redor, nas vitrines enfeitadas; os Papais Noeis estão bombando com suas vestimentas vermelhas por toda cidade, efervescendo o comercio, as renas e trenós nem se fala; a árvore que é montada no meio da praça custa caro mas vale a pena, faz a alegria de baianos e turistas, e do bolso dos empresários. Por falar em árvore.

guém quer fazer feio na hora da ceia. Conheci uma pessoa, há anos, que no dia vinte e quatro convidava toda família pra comer o peru em seu recinto, na maior reverencia à data simbólica; terminado aquele momento sagrado, praia e muita cerveja pra todos. Até que era uma boa patroa, não me deixava de fora da festa, me dando um litro de vinho e um panetone pra que o meu natal não passasse em branco. As pessoas costumam esperar dezembro para arrumar suas casas, já virou mania, na rua onde moro existem vários assim, como, por exemplo, meu vizinho de frente, que deixa o portão da dele todo azulzinho, fica brilhando. Uma vez, atravessou a avenida que separa nossas moradias, pra me perguntar: _ Você não vai arrumar a sua também? _ Pra quê? quando passar esse mês tudo volta a ficar como antes.

_ Mas os papelões tão precisando ser troca_ Esta tá legal, não é amor? Falou a mulher pa- dos! Estes são muito velhos!... (risos) ra o marido _ Os ‘papelão são importante’, mas o que pro_ Eu gostei também! tege mesmo é o viaduto que tá em cima da Que bom ver mais um casal, como este, feliz, gente. por não deixar faltar em sua casa o enfeite de _ E a barriga? todos os anos. Esta cena aconteceu junto de mim, que estava observando a árvore que eles _ O que tem a barriga? compraram, com o desejo de poder fazê-lo _ Tá tudo bem? Você tá indo ao médico? também, mas já acostumei com o fato de estar _ Vez ô outra... perto e ao mesmo tempo longe, como foi o caso. Meu pai, quando eu era pequena, me disse _ Ói lá!... Tá com quantos meses? pra acostumar, que no mundo em que vivemos _ Já tá perto de nascer. é assim, as coisas estão próximas dos seus _ Tome! É o seu presente de natal. (me deu olhos, mas podem estar longe da sua capacidez reais, isso porque me conhecia, sabia que dade financeira. eu não ia empregar o dinheiro em besteira) Observei tudo isso ao som da musica no iníPor causa de gente como esta o natal me faz cio, que escutamos todos os anos. Ia andando pela Baixa dos Sapateiros e não precisava dar feliz, as pessoas se transformam, ficam boas, cinco passos para ouvi-la numa grande loja ou amolecem o coração. Vocês precisavam ver mesmo na banquinha dos ambulantes, se não como um outro vizinho, desta vez, morador do mesmo condomínio que eu, me tratou só pela fosse esta seria: ocasião da festa. “Gingombel! gingombel!” ou “Bate o sino”... E _ Ana. outras mais que conhecemos, que acabam dando no mesmo. _ Que foi? Meu nome é Ana; como podem perceber, moro em Salvador, cidade turística e cheia de belezas naturais. Minha casa – literalmente. Esta é a época do ano que mais curto, vocês puderam observar por tudo que descrevi aqui (Quem não gosta do natal, diga-se de passagem). A agitação está também nos lares, pois ninwww.varaldobrasil.com 14

_ Tá com raiva de mim? _ Devia estar! _ Sabe... eu gosto de você, mas as vezes... sabe... eu tenho aqueles ataques e te ofendo sem querer.

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_ Tá bom, ‘Seu’ Guto, mas não me irrite mais. O homem calou por instantes. _ Olhe! Eu tenho aqui alguns colchões novos que uma ricona me deu, se quiser... _ Tô precisando mesmo! Respondi. Passados mais alguns segundos. _ Ana. _ Que foi dessa vez? _ Feliz natal! _ Pra você também! As musiquinhas natalinas não param, desta vez as ouvia no celular que comprei de Bebéu, um garoto do condomínio, que costuma passear pela Barroquinha e adjacências. Como sou pessoa honesta, quis saber a procedência do produto. _ Onde você achou isso aqui, moleque? _ Comprei! _ Quem te deu dinheiro? _ Aaaah!... Aí você quer saber demais! _ Menino!... Não me bote ne rabo de foguete, viu? Eu sou preta mas sou honesta! _ E quem aqui é desonesto? Alguma vez entrou roubo em nosso condomínio? É verdade, os moradores do condomínio preferiam a fome que a desonestidade. A quantidade exata de famílias eram oito: A de ‘Seu’ Gustavo (Guto) - ele, a mulher e seis filhos; A de ‘Seu’ Pedro - ele, a mulher e dois filhos; A de ‘Seu’ André - ele, a mulher, uma filha e três vira latas; A de Dona Cacau - ela e dois filhos; A de Dona Estela - ela e uma filha; A do meu vendedor, que ocupava um apartamento sozinho; A de três irmãs, que também ocupavam um apartamento; E a minha, que consistia apenas em Dragão, o meu amado e companheiro gatinho, e eu. Todos vivendo na mais perfeita harmonia. O natal contagiava a todos ali, e este final de ano foi especial porque resolvemos fazer algo diferente. A nossa ceia! _ Que boa ideia! Exclamou ‘Seu’ André, o primeiro a apoiar minha iniciativa. Claro! Como sindica eu tinha que inovar. Então todos se mobilizaram. Os homens arranjaram madeira e as ferramentas necessárias para construir mesas, cadeiras e cobrir a parte do viaduto que ficávamos, para que, caso chovesse, não molhasse; as mulheres mostraram seus dotes, costurando remendos de panos, quando não eram cedidos pelas lojas próximas, e assim tínhamos o que vestir e cobrir as mesas; até os Jovens e crianças ajudaram, pedindo doações de alimentos nos supermercados (só pedindo) para termos o que comer com fartura. Assim, tudo saiu além do que imaginamos. _ E aí pessoal? Perguntei. _ Tá muito lindo, Ana! Respondeu por todos a Dona Cacau.
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E assim fizemos a nossa ceia de natal, que aconteceu numa paz jamais vista por nós. Tudo era de todos. Rolou até amigo secreto, e com presentes bons! Mas a comida e bebida não foi o que prevaleceu, houve o momento da reflexão. Peguei minha velha bíblia que, mesmo caindo aos pedaços, serviu como ponto de partida. _ Gente. Tenho certeza que essa vida não foi feita pra nenhum de nós, vamos nos analisar e ver se estamos no caminho certo... No final, com muita dificuldade por causa do pouco estudo, consegui ler um versículo pra fechar com chave de ouro. Bem, meus amigos, estou chegando ao final destas palavras radiante de alegria, pois o que foi dito naquela noite surtiu efeito, quem morava no condomínio porque gostava voltou para o seu verdadeiro lar, quem era viciado em drogas procurou ajuda; eu mesma, tive meu primeiro filho, pensei que nasceria na rua, mas Deus me abençoou com um lar digno, sem que esperasse; foi o meu vizinho, aquele do outro lado da avenida, que decidiu morar no interior e deixou a casa pra mim, com papel e tudo (era solteiro e não tinha filhos), então voltei a ter uma vida honrosa, trabalhando de novo e abandonando a prostituição. Enfim, as coisas se transformaram. Sei que no início do ano as pessoas retornarão a sua mesmice, porque não houve o verdadeiro nascimento nelas, como houve com a turma do condomínio. Mas, para você que viveu realmente o prazer deste dom, sem a mascara da falsidade que costuma cobrir a face de muitos, um feliz natal e tudo de bom. FIM Esta obra faz parte da 37ª ciranda mensal CAPPAZ

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É NATAL DO MENINO JESUS
de ouvir se abrir transmitir e construir

Por Cristina Cacossi

É momento ... de aconchegar se doar acarinhar e abraçar É hora ... de compreender perceber acolher e crer É tempo ... de refletir se redimir distinguir e interagir É momento .. . de ajudar se relacionar compartilhar e acompanhar É hora ... de querer se entender aprender e agradecer É tempo ...

É momento ... É tempo ...

É hora ...

de ousar amar de servir e praticar e cumprir

de reaver e fazer

É momento ... É tempo ... É hora ... de barreiras transpor de harmonia repor saber se opor e se propor a expor ... ... “O AMOR”

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VARAL DO BRASIL E VOCÊ NO 27o SALÃO INTERNACIONAL DO LIVRO DE GENEBRA/ SUÍÇA 2013
O Varal do Brasil estará presente com um stand no prestigiado 27o Salão Internacional do Livro de Genebra em 2013. Estão abertas vagas para sessões de autógrafo e vagas para exposição de livros. Todas as vagas serão preenchidas mediante a seleção de títulos e pagamento de participação cooperativa. As pessoas interessadas deverão escrever para o e-mail varaldobrasil@gmail.com mail solicitando mais informações. Adiantamos que as associadas da REBRA e os associados da LITERARTE, assim como os participantes regulares da revista VARAL DO BRASIL, receberão descontos especiais para suas participações.

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Natal e Ano novo: Meu momento de Saudade
Por Ediane Souza

Tenho saudade do Natal e Ano Novo dos meus tempos de juventude. Tinham pessoas em volta da mesa; celebrávamos com festa, fartura e saúde. Arrumávamos a casa, enfeitávamos os vasos de flores, pendurávamos lâmpadas coloridas. Desembalávamos novas cortinas, toalhas de mesa, jogos de cama, roupa nova, nova vida.

Tenho saudade do Natal e Ano Novo, dos abraços sinceros, dos desejos trocados. Nossa mesa era farta, nossa casa visitada, gente chegando por todo lado. Discos tocando na vitrola, música boa para ouvir, cantar e dançar. Preparávamos os incensos, chamávamos as boas energias para o ano que iria começar.

Tenho saudades do Natal e Ano Novo, das pessoas que não estão mais aqui. Esta é a hora mais triste: não poder abraçar quem se foi, não poder vê-los sorrir. O mundo gira, os costumes vão se perdendo, perde-se o sentido da comunhão. Em minha memória guardo aqueles dias, que jamais sairão do meu coração.

Tenho saudade do Natal e Ano Novo dos meus tempos de menina. Tudo parece distante, nada é mais como antes, mas tudo é vivo em mim ainda. Naquele tempo éramos seis, tal qual romance de José Maria Dupré. Nossa casa era simples, mas amor não faltava e alegria era tudo que se podia ver.

Meu Natal e Ano Novo tinham a casa mais alegre e mais comentada da rua. Reuníamos os amigos, dançávamos a noite inteira, víamos o nascer do sol, o cair da lua. Ensaiávamos uma cantoria, brindávamos ao novo dia, vivíamos um tempo de paz.

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Receita de Rabanada:
Ingredientes 1 pão para rabanada ou 1 pão brioche comprados dois dias antes e deixados em cima da geladeira para murchar e ficar seco 250 ml de leite 1/2 lata de leite condensado 1 fava de baunilha 2 colheres de sopa de vinho do Porto 4 ovos 2 colheres de sopa de manteiga 2 colheres de sopa de açúcar 2 colheres de sopa de canela em pó Modo de fazer Separe 3 vasilhas: - Na primeira, coloque o ovos e bata-os para deixar uma mistura bem uniforme. - Na segunda, misture o leite, o leite condensado, o vinho do Porto e a fava da baunilha (abra a fava e raspe com a ponta da faca só o centro, que parece uma areia negra, é só isso que deve ir na mistura). - Na terceira, misture o açúcar e a canela. Corte o pão amanhecido em rodelas grossas. Passe-o primeiro na mistura de leite, por todos os lados, e deixe 1 minuto para absorver bem. Retire o pão com um garfo e deixe escorrer o excesso de leite. Depois, passe a fatia de pão pelo ovo, dos dois lados. Repita o procedimento com todas as fatias. Leve ao fogo uma frigideira com a manteiga e deixe derreter. Frite cada fatia de rabanada na manteiga. Vire para deixar todos os lados dourados. Fique de olho na cor da rabanada para deixar mais “branquinha” ou mais tostada, conforme seu gosto. Deixe preparada uma vasilha com papel absorvente. Retire as rabanadas da frigideira e coloque sob o papel para absorver o excesso de gordura. Quando estiver bem sequinha, passe na mistura de açúcar e canela, de todos os lados. E sirva.
Fonte: h p://colunistas.ig.com.br

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NATAL
Por Antonio Miguel Cestari Homens que lutam na guerra! Uma trégua, por favor. Quero harmonia na Terra e um Natal cheio de amor. Numa velha manjedoura na cidade de Belém, para vida imorredoura nasce Jesus, nosso bem. Homens de toda nação atentos ao festival que busca transformação para a Terra no Natal. É Natal! É noite quente, todos querem passear. Em Bragança, toda gente quer o amigo abraçar.

Com sua mente serena, Papai Noel decidiu mandar seu carro de rena para a polícia civil.

Foi naquela estrebaria misto de alegria e dor que uma criança nascia para ser o Redentor.

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Noite Feliz
Por Ednaldo Muniz

Que adormece na manjedoura Pura noite toda iluminada Cor, brilho, alegria De feliz natal!

Queria um papai Noel Que não fosse esse Que tem aí. Queria apenas um Que me desse à verdade, E o presente cantaria Pra liberdade.

Pois a mesa arrumada, No lugar a ceia Já preparada Em torno também da alegria, Gira o mundo expectativa Há esperar o ano novo Com que cara aparecerá?

Como seria bela Se na noite Transformasse-me nela Assim como diz a canção: Noite feliz...

Alguém já anunciou, Natal chegou! Não parou. Passou, levou Nem notou O pedido Na árvore lá deixou.

Na luz da clara estrela De onde vieram? Onde estão? Pra onde vão? Ouro, incenso, mirra Ó senhor, Deus amor Muito amor o menino
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AGREGAR
Por Emanuel Medeiros Vieira

sou bom. Na internet, a solidão é planetária., mas do abismo – fragmento – irrompe um menino eterno,

“Não Matarás”: não basta. Teu mandamento será este: farás tudo para que o outro viva. É vero sim o que quero: não me importa o estoque de teu capital, Brasil, mas tua capacidade de: amar lavrar aspirar compreender.

e sentes o cheiro de uma manhã fundadora. (A Morada do Ser é mais importante que o poder/glória.) E o poema resiste, singra a eternidade, despista a morte, seu estatuto não é mercantil. Já não esqueces o essencial: Na estrada de pó e de esperança, acolhes o outro.

*Este texto obteve o Primeiro Lugar no Concurso Nacional de Poemas, promovido pela Associação de Cultura Luso-Brasileira, de Juiz de Fora, Minas Esse estatuto de miséria não é o nosso, Gerais, sendo contemplado com a Medalha de Oue a tecnologia da última geração não me sacia: ro “Jacy Thomaz Ribeiro.” O tema do concurso foi “Solidariedade: Por um Mundo Melhor.”

meu coração navegador quer mais.

A Ética – cuspida, debochada, no reino do simulacro, Virou produto supérfluo porque não tem valor contábil. Tempo dessacralizado e sem utopia: a esperança é um cavalo cansado? A aventura acabou no mundo? Seremos apenas meros grãos de areia na imensa praia global? Habitantes de um mundo virtual neste mercado sem cara? Soará pomposo, eu sei: (e que acolhamos o outro). Ser gente: não mera massa abúlica, informe, com os olhos colados no retângulo luminoso de todas as noites. O tempo é apenas dos alpinistas sociais? Sou bom porque apareço, não apareço porque
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NATAL
Por Cida Moreira A manjedoura... o pastor... O presépio é poesia. Deus escreveu com amor e renova neste dia. Tão bela e meiga Maria com seu mistério profundo: leva consigo a alegria, o salvador deste mundo! Eis que o Natal se aproxima, renove seus sentimentos; dê aquela volta por cima, distribua cumprimentos! Pobre ou rico, não importa, ninguém esquece jamais, os instantes de magia, o encanto dos Natais! Olho o céu, escuto o sino, imagino muito bem: Maria afaga o menino naquela gruta em Belém... Tomara que a estrela-guia, que tanta esperança encerra, sempre a partir deste dia brilhe para a nossa Terra. Feliz Natal! que se diz sem refletir no sentido, pois nesse dia feliz, o Cristo havia nascido!

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AGENDA DO VARAL

Desde primeiro de outubro estamos recebendo inscrições para o Salão Internacional do Livro de Genebra (exposição de livros e sessões de autógrafos) 2013 Até dez de dezembro estaremos recebendo textos para a revista Varal de janeiro (com tema Planeta Terra: fale sobre o planeta, sobre a natureza, os animais, os seres humanos, a vida) Até vinte de dezembro estaremos recebendo textos para a seleção para o livro Varal Antológico 3 Dia dez de janeiro serão anunciados os úl mos selecionados para o livro Varal Antológico 3 e também o vencedor do concurso da “orelha” do livro.

Até dez de fevereiro estaremos recebendo textos para a revista Varal do Brasil de março (com o tema MULHER, UM UNIVERSO)

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Por que festejamos o Ano-Novo?
Reprodução fonte: h p://mdemulher.abril.com.br/

Essa celebração está simbolicamente associada à renovação da vida e faz parte da tradição de diversos povos. O Ano-Novo nem sempre acontece no dia 1º de janeiro. Essa data é válida para a maioria dos países, mas em algumas nações, como China e Vietnã, que seguem o calendário lunar, a passagem do ano não tem uma data fixa. Um dos registros mais antigos de comemoração do Ano-Novo é um festival chamado Zagmuk, realizado há cerca de 4 mil anos na Mesopotâmia, região do Oriente Médio que abrigava uma das mais antigas civilizações do planeta. Para eles, esse era um momento crucial de suas vidas. Com a chegada do inverno, os mesopotâmios acreditavam que os monstros ficavam irados e que tal fúria só seria aplacada por sua maior divindade, conhecida como Marduk – além dele, os mesopotâmios adoravam vários outros deuses. Assim, o festival de Ano-Novo, que tinha 12 dias de duração, era realizado com o objetivo de ajudar Marduk em sua batalha contra as forças do mal. Ritual semelhante foi incorporado por outros povos, como persas e babilônicos. Gregos e romanos também se inspiraram na cultura da Mesopotâmia e passaram a comemorar o Ano-Novo. Os romanos, por exemplo, tinham um festival chamado Saturnália, em homenagem a Saturno, que se estendia de 17 de dezembro a 1º de janeiro.

Imagem: h p://www.france-voyage.info/

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Peru de Natal
Ingredientes · · · · · · · · · · · · · · 1 peru congelado com cerca de 4 kg 6 pãezinhos amanhecidos picados 2 xícaras de chá de leite 3 colheres de sopa de margarina 3 cebolas picadas 6 dentes de alho, alho amassados 200 g de presunto picado fino 100 g de bacon, picado 1 maço de manjericão picado 1 maço de cheiro verde, picado 2 ovos 1 sal e pimenta-do-reino a gosto 1 margarina para besuntar 900 ml de vinho branco seco

Modo de preparo Descongele o peru. Separe e pique os miúdos. Coloque os pãezinhos de molho no leite. Aqueça a margarina e refogue os miúdos. Cubra com água até amolecerem. Misture os pãezinhos espremidos, as cebolas, o alho, o presunto, o bacon, o manjericão, o cheiro-verde, os ovos, o sal, a pimenta-do-reino e os miúdos. Recheie o peru com esta mistura, besunte com margarina, regue com o vinho, cubra com papel-alumínio e leve ao forno por 3 horas. Retire o papel e deixe por mais 30 minutos para dourar. Passe para um travessa. Leve a assadeira ao fogo alto e dissolva o molho que se formou no fundo. Acrescente mais vinho, se necessário. Deixe ferver bem. Junte aos poucos uma mistura de farinha de trigo e margarina amassada. Deixe encorpar e sirva com peru. Fonte: h p://www.osacarolha.info/

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Vozes
Por Felipe Cattapan

cantamos sem vibrato as vibrantes aventuras que não vivemos

A voz distante de um amigo de infância me atinge metálica por telefone: monofônica divaga... polifônica evoca... uma vaga península itálica na nostalgia de uma Antiguidade esquecida... onde a poesia só era lida quando declamada cantada exaltada - em voz alta vivenciada.

e todas as outras que jamais ousaremos; repetimos aos espelhos as crenças que já perdemos nas teses em que nos perdemos; sufocamos em pigarros os derradeiros desejos dos últimos suspiros soluçados com lirismo na fumaça do romantismo dos cigarros pós-modernos; evocamos paixões contidas e distorcidas em velhas gravações

O passar dos séculos nos decantou... amadurecidos, emudecemos: a necrose do tempo nos sedando, nos silenciou - (o que algum dia foi canção hoje é abstração ou mania).

de canções antigas

relembrando em solitária litania - em uma desbotada boemia que algo de saudoso se perdeu, que a melodia da nossa voz

Afônicos sem som nem saudade sem ritmo nem timbre proclamamos a liberdade vociferando-a em versos livres:

desapareceu ao desencantarmos a poesia...

- “O mio bambino caro”, “Ne me quitte pas”!...

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Desejo de Natal
Por Flávia Assaife

“Querido Papai Noel, Imagino quantas cartas o senhor deve receber por ano e que, talvez não consiga ler a todas elas. Eu acho que o senhor nunca leu as minhas cartas, mas mesmo assim, continuo tentando e ainda tenho esperança que esta possa ser lida.

Artur era um menino muito estudioso e educado, porém vinha de uma família de pouca posse. O pai não havia podido estudar e tentava de todas as formas proporcionar ao filho todas Sabe Papai Noel, meu pai trabalha muito para as oportunidades que não teve ao longo de que a nossa família (eu, minha mãe e minha sua vida. irmãzinha) possamos ter o que comer e estuA mãe cuidava da casa e de sua irmãzinha dar. Ele é um bom homem e um ótimo pai, mas mais nova. Todo ano, na época de natal, a fa- perdeu seu emprego porque precisava faltar mília de Artur fazia uma ceia muito simples e para levar minha irmã ao hospital. trocavam singelos presentes. Seus pais diziam Todos os outros anos em que escrevi minha que o maior dos presentes que eles possuíam carta, sempre pedi uma bicicleta para que eu era estarem unidos e felizes. pudesse ir para a escola e também entregar Artur gostava deste momento, mas como toda criança, tinha sonhos e desejos e, não entendia muito o motivo pelo qual algumas crianças ganhavam tudo o que desejavam e outras nada do que pediam, ganhavam outras coisas que ele não sabia como Papai Noel poderia errar tanto. Anualmente ele escrevia sua cartinha e colocava no correio endereçada a Papai Noel, mas ele tinha a sensação que o bom velhinho recebia tantas cartas que não conseguia ler todas e, a dele, nunca era lida. Isso o deixava um pouquinho triste. Aquele ano tinha sido muito difícil para a família de Artur porque sua irmãzinha foi diagnosticada com uma doença muito grave. Os pais procuravam fazer o impossível para dar o mínimo necessário aos filhos, no entanto, os remédios eram muito caros, eles moravam muito longe e o pai havia perdido o emprego porque precisava faltar muito para levar a irmãzinha ao hospital na cidade vizinha. O natal seria ainda mais simples. Na escola, a professora pediu aos alunos que fizessem uma redação direcionada a Papai Noel com seu maior desejo de natal. Artur escreveu:
Imagem Morvanart (Fotolia) www.varaldobrasil.com 29

jornais para ajudar meu pai, mas este ano, eu queria pedir outra coisa: eu queria um emprego para o meu pai, que minha irmãzinha possa ter os remédios que precisa para ficar boa e que minha mãe volte a sorrir. Sei que cada criança deve pedir apenas um presente, mas não estou pedindo nada para mim, por isso, Papai Noel, por favor, abra uma exceção, leia esta cartinha e me ajude a fazer com que minha família e eu possamos ter o único presente que sempre tivemos no natal: a união e a felicidade! Artur.”

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Ao ler a cartinha de Artur lágrimas rolavam pela face da Profª. Anita, enquanto todas as outras crianças pediam brinquedos, Artur queria um emprego para o pai, os remédios para a irmã e o sorriso de sua mãe. Comovida a professora decidiu que faria tudo para que o desejo de Artur fosse atendido. Começou a conversar com várias pessoas na cidadezinha em que moravam e a mostrar a cartinha de Artur.

emprego! Artur olha para o Papai Noel e sorri. Em seguida, entrega para sua mãe o outro envelope. Ao abrir a mãe exclama: Meus Deus! Obrigada! E Artur pergunta: - O que é mamãe?

- O Sr. José da farmácia irá nos fornecer gratuitamente todos os remédios de sua irmã durante o tratamento. Artur abraça a mãe com força e Uma semana antes do Natal a professora foi na vê um belo sorriso em sua face, orvalhado pecasa de Artur e mostrou a cartinha dele aos las lágrimas da felicidade. seus pais que emocionados não sabiam o que Olha para o bom velhinho cujas lágrimas tamdizer para a professora, foi então que ela pediu bém descem pela face, abre a porta e vai até lá que na noite de natal, fizessem a ceia com os fora, os pais e a irmã também vão. A frente da mantimentos que ela ofertava a família como casa, a professora Anita e a vizinhança montapresente de natal e que aguardassem que o ram uma enorme árvore de natal toda iluminaPapai Noel iria passar na casa deles. da e cheia de presentes. Na véspera de natal aquela família simples fez, pela primeira vez, uma ceia com tudo que tinha direito. O cheirinho da comida era um perfume novo naquela humilde casa, mas Artur tinha o olhar triste, pois não tinha certeza que seus pedidos seriam atendidos. Extasiado Artur não sabe o que fazer ou dizer. Olha novamente para o Papai Noel que lhe sorri faz um sinal para que ele vá até a árvore e abra os presentes.

Artur e sua família tiveram um natal excepcional: ele e sua irmãzinha ganharam vários brinDe repente, no meio da ceia, alguém bate a quedos, além da tão sonhada bicicleta. porta. Artur se assusta e o pai calmamente se Artur não cabe em si de tanta felicidade! Novalevanta para abrir. O menino com os olhos arremente foi até o bom velhinho, abraçou-o carigalados parece não acreditar no que vê: papai nhosamente e disse em seu ouvido: noel, em pessoa, em sua casa, quase não acreditou, deu um salto e correu para abraçá- - Obrigada por me dar o maior dos presentes: a lo. O bom velhinho abraça o menino carinhosa- união, a felicidade e a generosidade! mente e diz: Papai Noel apenas retribuiu o abraço enquanto - Artur, este ano eu resolvi vir pessoalmente em lágrimas rolavam em sua face e pensou: eu sua casa para lhe entregar o maior dos presen- quem ganhei o maior dos presentes, a prática da caridade! tes: a generosidade. Artur olhava o bom velhinho um pouco decepcionado, porque ele não havia pedido generosidade. O bom velhinho continuou: - Pegue este envelope e entregue ao seu Pai e este outro é para sua mãe, e lá fora, há mais dois, um para você e outro para sua irmã. Artur entregou o primeiro envelope ao pai e perguntou o que havia dentro. - O pai com lágrimas no rosto diz: é uma proposta de emprego na sua escola! Consegui um
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Historiazinha de Natal
Por Hilda Mendonça

24 de dezembro. Lá fora o vai e vem das pessoas. Compras, presentes, todos se aprontam, para a Grande Festa. À noite, as ruas ficam quase vazias. Todos se recolhem às suas casas para a comemoração com os familiares. Clarita,5 anos, observa a tudo. Os convidados vêm chegando, alegres, trazendo presentes para a brincadeira do “amigo oculto”. Na praça, próxima à casa da menina, há uma igreja onde os sinos tocam, convidando a orações. A casa está linda, a árvore de Natal ali, cheia de presentes, só esperando a meia-noite para a brincadeira do “Amigo oculto”. A mesa posta com delícias próprias da Grande Ceia. De repente a mãe exclama assustada: -Meu Deus, onde está Clarita! Foi um corre- corre geral e nada de encontrar a menina. A mãe começa a chorar, procuraram nas proximidades e nada. A mãe lamentava dizendo que alguém raptara sua filha. A alegria desapareceu do rosto de todos. E foi aí que o pai se lembrou da igreja, Clarita já fugira para lá uma vez. Correm todos e encontraram a menina. Esta tirara seu casaquinho pois a noite estava fria após a chuva, retirara o Menino Jesus do Presépio e lá estava, embalando o Menino, cantando bem baixinho cantigas de ninar que aprendera com sua mãe. _Clarita, o que é que você está fazendo? grita a mãe. E a menina leva a mãozinha aos lábios pedindo silencio: Fale baixo. Ele estava com frio e agora acaba de dormir. Ninguém contestou. A mãe recolocou o Menino no Presépio e voltaram para casa e antes que começassem os festejos se deram as mãos e fizeram uma oração de agradecimento e só após as orações passaram a comemorar. Juro que vi uma ternura maior nos olhares e na saudação de FELIZ NATAL!

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TRANSFORMAÇÃO
Por Isabel C. S. Vargas

...sou parte de toda humanidade. Vou morrer, mas também vou continuar vivo. De alguma outra forma? Quem sabe? Mas acredito que faço parte de um todo maior. Morrie Schwartz

O ano findou. Para muitas pessoas de maneira calma, tranquila, sem novidades ou atropelos. Para outras, cheio de expectativas de mudança, planos de conquistas a serem buscadas no decorrer dos meses. Há quem tenha tido mudanças significativas, inesperadas e ruins, suficientes para causarem impacto emocional e afetivo e que por isto só serão absorvidas ao longo do tempo, uma vez que são perdas profundas. As surpresas boas, positivas são muito mais facilmente assimiláveis. É necessário reaprender a viver. Certas perdas reafirmam a nossa transitoriedade e a nossa condição de aprendizes. Demonstra a inutilidade de tudo aquilo que é supérfluo, pomposo, denotativo de status, de aparências. Nada disso tem significação com relação ao que é essencial e eterno. Não importa a beleza do olho, mas o tipo de olhar que cada um tem para com a vida e com aqueles que lhe são caros. Não tem sentido uma mão cheia de joias se não servir para afagar o rosto de um filho, de um neto ou de qualquer outra pessoa que seja objeto de um sentimento mais profundo. De nada serve o conhecimento se não for utilizado para o bem, para crescimento espiritual ou promoção de bem estar para o ser humano. Alguma coisa material que se perca pode ser substituída, reposta até em melhores condições. Ás vezes é a oportunidade de se perceber que nem era verdadeiramente importante ou necessária e sim mais um entulho para preencher espaços, nos preocuparmos ou atrapalhar no dia a dia. Mas com gente é diferente, como já dizia o poeta. Eles partem e levam muito de nós, ao mesmo tempo em que ficamos com muito de cada um, quer na aparência externa, como na parte espiritual. Não é necessário nem olharmos uma foto para nos lembrarmos de seu sorriso, da maneira de falar, do que pensavam de suas manias, do temperamento, das preferências, dos gestos que muitas vezes são reconhecidos em cada um dos que ficaram. Não é necessário ter pressa nem ficarmos ansiosos. A dor cede lugar à saudade e a aceitação. Não é porque o sol ou as estrelas estão encobertos que eles não existem. Alguém pode não estar mais visível ou materializado ,mas estar muito presente em nossa vida. Tudo é uma questão de fé.

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Pudim especial de natal
ingredientes 1/2 kg de nozes descascadas 2 latas de leite condensado 1 copo de leite 6 gemas 6 colheres de sopa de chocolate em pó 4 colheres de açúcar (para caramelizar a forma)

Publicado em: 22/12/2010 modo de preparo Caramelize a forma com o açúcar. Bata os demais ingredientes no liquidificador coloque na forma e asse ao forno, em banho maria até ficar durinho, espete um palito para ver se secou. Depois de frio leve a geladeira, só desenforme na hora de servir, decore com raspas de chocolate, cerejas e nozes. Rende um pudim grande, caso deseje faça meia receita, 250g de nozes, 1 lata de leite condensado e assim por diante, só mantenha o açúcar para caramelizar na mesma quantidade.
Fonte: http://www.clickgratis.com.br/

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DESABRIGO
Por Ivane Laurete Perotti - pelas crianças perdidas-

Não esperou pela minha resposta. Olhou para dentro da lata e me disse: _ Você precisa de lenha! De quê? Lenha? Onde eu encontro isso? _ E tem muita água para uma batata só. E era ela que sabia? _ Sua panela deveria ser menor. Panela? A dona estava a fim de me encher. _ Posso sentar? Não olhava para a mulher estranha. Aquele cheiro de alguma coisa boa me fazia mal. Lembranças misturavam sentimentos que eu preferia apagar. _ Quantos anos você tem? Ai! Que saco! Mais uma daquelas que acreditam que o lugar de criança é na escola. _ Você sabe que dia é hoje? Dia de você encher o meu saco! Vá se danar, dona! Vá se... _ Onde você mora? PQP! Que porcaria de mulher é essa? Deixa fazer o fogo e esperar a minha batata! É muito? É? _ Imagino que você tenha no máximo 16 anos! Saco! _ Posso ficar aqui? Prometo não atrapalhar! Saco! Saco! Saco! Dá o fora, dona! Dá o fora! Para ajudar, o vento que vinha do mar trazia o cheiro dela para mais perto de mim. Só queria comer a batata em paz! Ela tinha muitas batatas em casa, com certeza! _ Eu nunca vi você por aqui antes. Claro! Não dava para dormir em plena avenida todos os dias! _ Você está sozinha? Saco! Saco! Saco! Me dá alguma coisa e vai logo embora!

Saí de onde estava procurando uma lata que não estivesse furada. As que eu juntara durante a semana não serviam para colocar sobre o fogo. Além disso, já as passara adiante. Na verdade, eu queria cozinhar a batata inglesa que encontrara perdida perto do mercado. Era perfeita: fresca, fresquinha. Alguém derrubara sem perceber. Bom para mim. Muito bom! Iria cozinhá-la bem devagar, esperando a hora de cutucá-la para saber se amolecia. A lata era grande, mas servia. Fiz o fogo como de costume, juntando o que estava seco. Do outro lado da calçada via as ondas batendo na areia. Estava quente e ensolarado, como sempre, mas os poucos carros que passavam me deixavam à vontade. Não era o lugar onde eu dormia nos últimos dias. Mas encontrara uma batata só e se fosse dividi-la, não sobraria nem a casca fina para eu comer. Sentei alimentando o fogo e vendo o mar chegar mais perto. Minha cabeça ainda não voltara da última "escapada". Estava ficando cada vez mais difícil conseguir um bagulho de qualidade. Os "homens" aumentavam as batidas na cidade e quem sabia que precisava, aceitava qualquer negócio. Eu precisava. Não ficava sem uma "pedra" de jeito nenhum. Mas a fome, uma vez ou outra, aparecia assim, diante de uma batata inglesa encontrada por acaso. Sabia o que era uma batata inglesa. Lembrava-me dos dias com minha família e de todos os pratos que se poderia fazer com elas. O fogo, teimoso, pedia mais, mais, mais para esquentar a água. Ajeitava o papelão grosso embaixo da lata, quando vi aquela senhora parar ao meu lado. Era estranha. Vestia uma roupa esquisita. Cheirava a sabonete... eu acho! Muito estranha. Olhava diretamente para mim. Perguntou, como se não soubesse:

Minha cabeça embrulhava tanto quanto o meu estômago. Aquele cheiro... aquele cheiro de coisa boa já estava incomodando. Andava as_ O que faz aí? Posso olhar? sim fazia alguns meses. Não lembrava desde Não respondi. Olhar a batata coberta pela água quando. Sem nada, eu enjoava. Era culpa dos dentro da lata? Coisa sem graça! bagulhos misturados. Vai embora dona. Vai embora! _ Posso?
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_ Você sabe que dia é hoje? Eu acho que essa nha pele estava molhada. A camiseta suja grubatata vai demorar a cozinhar. Você está com dava na minha barriga. fome? _ Com quantos meses você está? Que dúvida, dona! Que dúvida! Meses? Que meses, dona? Que meses? Te_ Vou buscar algo para você. Me espere aqui. nho dezesseis anos e há dois eu vivo na rua. Saco! Vômito outra vez. Acho que a comida da Volto logo! dona não estava boa. O suor foi aumentando e Ela levantou e foi embora, mas aquele cheiro eu já não queria mais ter acendido aquele fogo. ficou ali. Entrava dentro de mim virando enjoo. O mar distanciava-se de mim como que se eu Saco! Nem o fogo estava ajudando. A água não merecesse olhar para ele. A rua parecia ainda não esquentara o suficiente para ferver. molenga, feito o que eu colocava para fora do Vomitei uma vez, duas, três. Não havia o que estômago. Queria uma "pedra". Queria voltar colocar para fora. Só aquele líquido amargo para a rua dos fundos e... que subia queimando meu estômago e minha _ Qual é o seu nome? garganta. Saco! Tudo culpa daquele cheiro de... Precisava de uma "pedra". Já. Mas antes que A senhora estranha voltou antes da quarta vo- eu pensasse em levantar, senti que a calçada mitada. Quando eu me ajeitei, ela sentou outra embaixo de meus pés subia até o meu rosto. Saco! Precisava cheirar antes que... vez. A lata grande demais ficou perto de meus _ Sabe que dia é hoje? olhos. Pude sentir o fogo me espiando por enTudo outra vez! Lá estava eu me importando tre as pequenas chamas. Queria levar a batata com o dia? para... Poderia guardar a batata para...por que, de repente, eu vomitava ainda deitada? _ Eu trouxe carne de peru, algumas frutas e bolo... para você comer. Apaguei. Quando senti aquele cheiro outra vez, Hã? Carne de peru? A dona deve ser rica ou está fazendo dieta. _ Coma! É tudo para você! Comi olhando a batata começar a se revolver nas primeiras borbulhas da água. _ Você sabe que dia é hoje? Saco! Eu não sabia e nem queria saber. Mas ao invés de responder, vomitei parte do que havia engolido. Saco! Quando ganhava alguma coisa ainda tinha que acontecer isso? E a mulher que não ia embora? Ela me estendeu um copo grande cheio de refrigerante, desconfiei. Aquilo ajudou. Ela percebeu e serviu mais. Gostei. Parecia diminuir o enjoo. A batata dava sinais de cozimento. Pensei no que faria com ela depois de cozida. Poderia guardar para... A vontade de outra "pedra" já dava sinais. Era assim mesmo. Cada vez ficava mais perto a vontade de... cada vez o efeito era menor... _ Você sabe que dia é hoje? abri os olhos. Estava sobre uma cama estreita, e alguém dizia: "Não vai ter jeito. Não vai aguentar." Um suor frio escorria pelo meu rosto e alguma coisa a mais molhava minha roupa. As vozes pareciam zumbido, mas eu sentia o cheiro daquele... daquele perfume? Todo o meu corpo doía. Precisava de uma "pedra" antes que... _ Você ficará bem! Aguente firme! Era aquela senhora estranha, segurando minha mão e sorrindo para mim. _ Qual o seu nome? Meu nome? _ Posso chamar alguém de sua família? Família? Onde estava a minha batata? _ Você sabe de quantos meses está?

De novo isso? Apaguei querendo uma "pedra". Ouvi outras vozes misturando-se com a voz Não sei se foi a pergunta, se foi a fruta que ela daquela dona que ainda estava ali: "Não adianme estendeu, se foi o cheiro que ela ainda tra- ta! Estamos acostumados a isso.", "Mas, ela é só uma menina!", "Tem que tentar!", "A única zia, ou se foi a falta da "pedra", mas sei que junto com o vômito veio uma tontura ruim. Mi- coisa a fazer é esperar...".
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Não sei quanto tempo se passou. Mas de um jeito estranho fui lembrando meu nome. Lembrei-me de minha casa, de meus pais, meus irmãos... eu já gostara de peito de peru. Nós o comíamos na véspera do... "Agora é questão de horas"... "Impossível conter a hemorragia.", "Não podemos fazer nada!"... "Ela ..." "Ficarei aqui com ela." "A senhora é quem sabe!" As vozes diminuíram e eu fui sentindo uma leveza boa. Desligava de tudo...melhor do que a "pedra". Muito melhor. Abri bem os olhos para aquela senhora que voltara a segurar minha mão. Parecia alguém que eu não lembrava quem. Eu estava em um lugar muito tranquilo e limpo. O cheiro que saía dela não me causava mais enjoos. Acho que consegui abrir a boca junto com os olhos, pois ouvi que a dona dizia: _ Você pode falar. Estou aqui. Vou ficar com você. Não falei. Queria dizer meu nome, mas... A leveza que sentia era tanta que eu sabia que iria dormir para sempre. Dormiria, dormiria, dormiria! E a água na lata? Alguém apagara o fogo? A mão daquela senhora limpava meu rosto. Não via mais os seus olhos, mas ainda conseguia ouvir sua voz: _ Você sabe que dia é hoje? Sim. Eu lembrava! _ Consegue me dizer seu nome, querida? Não! Eu não conseguia mais dizer o meu nome. Queria que ela soubesse... Queria pedir a ela que procurasse... _ Você deve ter um nome bonito. Tão bonito quanto você! Nome... "Maria!" Fui embora sem conseguir dizer!

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Fim de Ano
Por José Cambinda Dala

Ele nunca me deixou mal Tenho certeza que realizarei Só preciso de calma na caminhada

Inspiração para escrever Está terminando o ano Daqui a pouco o presente será passado Sempre vou buscar No quotidiano das pessoas

Com o Ano Novo vou nascer Em pensamentos e actos Mantendo continuamente a minha mente

Não me desligarei do antigo Para mim sempre tem valor Tudo que é bom Roupa, sapatos, amigos… Não serão substituídos Pois ainda necessito Por isso vou acrescentar Salvo aqueles que já não servem

No trabalho vou me dedicar Sempre na rectidão das normas

Com a família pretendo estar mais próximo Vou pedir a Deus que me transfiram… Não quero mais deixar a casa Com o filho a chorar Por causa do trabalho

Sonhos meus Vou depositar nas mãos do Senhor

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Oferendas de natal
Por José Hilton Rosa

à mãe de meu pai; à mãe de minha mãe.

Os braços que o aquece Que a fumaça dos olhos em chamas não ofusca o brilho da sua bondade querido pai leva o saber de sua bondade para o leito de sua família. Sente o calor da união. Com o suspiro da vontade O sono do aconchego.

Com as mãos tremulas tenta acariciar as ondas revoltas que preza a humilde sabedoria que o filho lhe deu.

A fome do leite da mãe À vontade do beijo. Chamando no escuro O medo de estar sozinho.

Quero gritar olhando o céu sem ninguém para corrigir ensinar a ser bom menino falar sem malícia

Palavras de choro, Olhar de um filho, A confiança de estar juntos Cantigas de ontem.

Quero cantar o amor sem ser chamado de brega apaixonar pela beleza falar de meus sonhos

Sem nenhum instrumento, Cantam juntos, Compartilham as lágrimas Cantam o natal.

Quero pedir benção a meu pai à minha mãe; ao pai de meu pai; ao pai de minha mãe;

Com os fogos de animação Com as luzes do senhor Iluminam nosso futuro É o novo ano que nos brindam.

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O VARAL DO BRASIL estará presente com um stand no prestigiado Salão Internacional do Livro de Genebra de 1º a 5 de maio de 2013. Estão abertas vagas para sessões de autógrafo e vagas para exposição de livros. Todas as vagas serão preenchidas mediante pagamento de participação cooperativa. As pessoas interessadas deverão escrever para o e-mail varaldobrasil@gmail.com solicitando mais informações. Adiantamos que as associadas da REBRA e os associados da LITERARTE, assim como os participantes regulares da revista VARAL DO BRASIL, receberão descontos especiais para suas participações.

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Muita luz em gran cortejo, melodia angelical, a vocês todos desejo Paz e Bem neste Natal! Sob um céu monumental, sons de harpas e de banjos, nesta noite de Natal “Boas Festas”, cantam anjos! Boas festas, fim de ano... Mude agora sua vida, pense que no mundo insano coisa alguma está perdida!

NATAL

José, Maria e Jesus, o presépio está feito no coração que é só luz nasce o Deus – Amor Perfeito...

Por Fábio Siqueira do Amaral

No Natal que se cultua, o Santo de Deus esqueces; já que a festa nem é tua por que a barriga intumesces?! Enche tua alma de paz! Canta feliz de alegria! Chegou o Natal e nos traz o Menino Sol do Dia! Quer você dar um presente no Natal do bom Jesus? Qualquer criança acalente, tire-a da sombra da cruz!

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Como é Comemorado o Natal em Diferentes Países
Reprodução dos textos : http:// equattoria.blogspot.com/

Polônia

Nesse país, a ceia de Natal no dia 24, inicia quando surge no céu a primeira estrela. A família reúne-se à mesa, enfeitada a manjedoura. O momento culminante da ceia é a "Oplatek’’. É o momento de aproximação dos afastados física e espiritualmente, e, portanto, o momento de perdoar e afastar todos os pêsames, pois não se pode ficar próximo de alguém, perante a história, com desavenças no Alemanha coração. Na ceia não se come carne vermelha, mas sim peixes, acompanhados de vinho branco, sopa de cogumelo, pão, doces de mel, e torta de sementes de papoula. Após a família sentar-se à mesa, somente a dona de casa se levanta para servir as iguarias, e deixa-se sempre uma luta. A meia noite, os poloneses assistem à missa do galo. No dia 25, a festa começa no café da manhã, quando então pode ser servido presunto e carnes à vontade. Este desjejum é a refeição mais festiva do dia. Já os presentes são trocados na data de seis de Novembro, dia de São Nicolau. Na Polônia, o ferro a história o presépio trazem a memória que não se trata apenas de um banquete, mas sim de uma verdadeira conciliação com Deus. O Natal na Polônia também não precisa o pinheiro enfeitado, semelhante ao nosso, no Brasil.

Na Alemanha, país rico em tradições natalinas, o momento mais importante do Natal constituise na reunião da família, durante a ceia ou o almoço também são tradicionais as chamadas "Feiras de Natal", onde se pode comprar tudo para as festividades: enfeites, pães, a árvore, figuras de presépio, pães de mel, amêndoas torradas, brinquedos de madeiras, artigos de lã, caramelos, chocolates. Os musicais são uma constante, cada sete de dezembro, as crianças tiram uma "Prêmio" para o Natal, quando recebem presentes ou guloseimas, trazidas por "São Nicolaos" Ou Papai Noel, como conhecido entre nos. Na noite de Natal, todos se reúnem nas suas casas, entoam cânticos e acendem as velas da árvore geralmente no Natal torcem para que neve forte, para eles um Natal sem neve é impossível, aqui no Brasil, as famílias de origem alemão perderam o costume de pinheiro natural muitos enfeites , o presépio, as canções e a reunião familiar. A neve ficou apenas como uma saudosa lembrança de seu país de origem.

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França

dias 16 e 24 de Dezembro) - essa missa é chamada de Missa de Agrinalda.

Em Caracas, a capital do país, é com um que Como não poderia deixar de ser um dos pon- as crianças e adolescentes sigam para a missa tos fortes do Natal francês é a qualidade e di- de patins. Em muitos bairros, chega - se a feversidade dos alimentos servidos na ceia. char as ruas Cada região tem o seu prato tradicional: na para os carros no período até às oito horas da Acácia, o prato principal é o ganso. Para os manhã, para que as crianças possam ir patiparisienses, Natal é sinônimo de ostras e patê nando para a missa. de foie gras. Mas o mais curioso é um habito que antecede a ida para a missa. De noite, na hora de dormir, muitas crianças amarram um barbante no dedão do pé, e colocam a outra extremidade do barbante pendurado para a fora da janela. Assim, os primeiros patinadores que passam para ir para a missa, vão dando um puxão nos barbantes atados nos pés dos mais preguiçoOs franceses gostam muito do presépio, frutas, sos, para acordá-los. geralmente em peças de cerâmica. Há uma longa tradição, no sul do país, de artesãos especializados nos confecções de peças do pre- Índia sépio. No mês de dezembro as figuras do presépio podem ser adquiridas nas feiras realizadas em Marselha e AIX. Enquanto os Brasileiros optaram por uma árvoMas o Natal Francês não se limita à ceia. Também há o Papai Noel ,o "Papai Noel". Só que, lá, ele vem acompanhado de um outro personagem, o "Père Fouetard". Que é encarregado de informar ao Papai Noel como foi o comportamento de cada criança durante o ano. re de Natal que não é nativa do país o pinheirinho, os indianos elegeram as árvores nativas para decorarem durante o natal. Na índia, as bananeiras, mangueira é que são enfeitadas e, em algumas casas usam-se as folhas de mangueiras para fazer decorações Natalinas. Em diversas regiões indianas usam-se pequenas lamparinas como enfeites que são colocadas sobre os telhados é muros. Mas, nas igrejas utilizam-se velas é uma flor que, embora mexicana, tornou-se a flor do Natal de vários locais o bico-de-papagaio ou pointsettia.

Venezuela

Uma das mais divertidas tradições de Natal do mundo é da Venezuela, e é praticada pelas crianças locais. A população da Venezuela tem o hábito de ir a primeira missa do dia (entre os
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também penduram os seus pés de meia para que o PAPAI NOEL coloque ali os presentes. Mas lá o seu nome é um pouco mais complicado. O velhinho é chamado de Dun Lhe dao Ren, que significa ‘velho Natal’. Neste instante a grande maioria do chineses não é cristã. Para essa população a principal festividade deste período é a comemoração do Ano Novo chinês que acontece em uma data variável no final de janeiro.

México

Durante a festa as crianças recebem novas roupas e brinquedos e há inúmeros shows de Durante o Natal no México, a população apro- fogos de artifícios. veita não só para distribuir presentes mas para relembrar os difíceis movimentos que antece- Um espetáculo importante da comemoração do deram o nascimento de Jesus. Isto é feito em Ano Novo na chuva é a homenagem que se procissões . As pousadas que reproduzem o presta aos ancestrais. Retratos e pinturas dos drama de Maria e Jesus procurando represen- ancestrais da família são colocadas na princitar um local onde ficaram quando chegaram pal peça da casa para serem vistos e lembraem Belém . dos pelo seus atuais membros. As procissões começam nove dias antes do Natal . Porque a ida da sagrada família de Nazaré para Belém levou nove dias. Hong Kong Grupos de amigos e familiares se dividem em dois lados representam a Sagrada Família a Belém. Os dois peregrinos pediam abrigo aos donos de pousadas sendo recusados friamente em cada uma delas. Enfim chegam a casa que foi escolhida para abrigar um altar com um presépio onde são recebidos com festa. Então são feitas orações e tem início a comemoração do Natal.

Dois dias depois do Natal, em 27 de dezembro , é que a população de Hong Kong faz sua grande festa . É a Chiu, uma comemoração taoísta voltada para a limpeza e renovação local. Os participantes dessa festividade convocam todos os seus poderes conjunto traga renovação para vidas. Sima dos Deuses patronais de cada templo da cidade são reunidas em um único local onde a população deposita oferendas .

China

Os chineses cristãos comemoram o Natal de- No final da comemoração os sacerdotes dos corando suas casas com coloridas lanternas de diversos templos leem em voz alta o nome de papel. cada um dos moradores do bairro onde está o templo. Então, pegam essa lista extensa de noTambém as árvores de Natal que são chamames, e a prendem em uma pandorga que codas de "árvores de luz’, são decoradas com meça a subir, colocando fogo na lista, deixando lanternas, flores e outros enfeites de papel. que suba em chamas, para o Céu. Como as crianças americanas, as chinesas
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Japão A festividade do natal foi introduzida no Japão pelos missionários cristãos e, durante muito tempo, a data era comemorada apenas pelos cristãos. Mas ultimamente, a grande maioria da população japonesa, que não é cristã, também passou a comemorá-lo. Isto se deve ao fato de que há, na cultura Japonesa, uma longa tradição de troca de presentes. E uma data que oficializa essa troca tornou-se um forte apelo para os japoneses.

Inglaterra - Comemorando o Natal há mais de mil anos, a Inglaterra pode ser considerada expert em festejar a data. Assim como no Brasil, a tradição do país engloba a troca de presentes, pinheiros decorados e músicas natalinas. Austrália – O Natal dos australianos lembra a origem britânica do país. Sendo assim, os elementos festivos remetem à cultura inglesa. Há, porém, uma diferença interessante. Por ser um país quente, alguns costumam comemorar o Natal nas belas praias australianas. Suécia – Na Suécia e nos demais países escandinavos, o Natal coincide com as comemorações do Dia de Santa Luzia. Por conta disso, as festas começam no dia 13 de dezembro. Esta data é marcada por devotos, que participam de uma procissão empunhando tochas acesas.

Finlândia – Neste país há pelo menos dois costumes que causam estranhamento. O priUm outro hábito relativo ao Natal também ter- meiro é que os finlandeses costumam frequentar saunas na véspera de Natal. O segundo é a minou por encontrar abrigo entre os japoneses. tradição de homenagear os entes falecidos nos Como as bonecas sempre foram muito valorizacemitérios. das em suas tradições, o presépio acabou também por encantar os japoneses--especialmente Rússia – Durante o regime comunista, as árvoas meninas, que gostam de montar os seus res de Natal foram banidas da Rússia para sepróprios presépios. Há, no Japão, a figura mitorem substituídas por árvores de Ano Novo. O lógica de um monge que se assemelha muito à Natal é comemorado 13 dias após a festividade do Papai Noel. Ele é ohoteiosho, um bom velhi- ocidental. Segundo a tradição do país, a ceia nho que como Papai Noel, também leva um sa- deve ter mel, grãos e frutas, mas sem a degusco nas costas. Mas, diferentemente deste, ele tação de carnes. tem um segundo par de olhos na parte de trás da cabeça, e as crianças são advertidas a se Iraque – O Natal do Iraque também é comemocomportarem bem pois, caso contrário, rado de forma acanhada. Os poucos cristãos o hoteiosho estará vendo--tudo--tudo o que fa- do local festejam a data com a leitura da Bíblia zem. Mas a data mais importante para os japo- em família. Outros realizam o “toque da paz”, neses, em tudo a seu calendário de comemora- uma espécie de bênção que as pessoas receções, é a do Ano Novo. Para marcar a sua che- bem de um padre. gada, as casas são totalmente limpas e decoradas no dia anterior. Depois dessa grande limpeza, as famílias colocam suas melhores roupas, Fontes: http://educadi.psico.ufrgs.br e http:// e o pai, seguido de toda a família, caminha por www.icrvb.com toda a casa, exortado os maus espíritos a se retirarem, e chamando a boa sorte.
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O PRIMEIRO NATAL

Por Joseli Pereira Alves Rosa

ANTES DO PRINCÍPIO HAVIA SIDO RESOLVIDO APÓS CONSELHO DIVINO TUDO,TUDO...GARANTIDO! EUFORIA, ALEGRIA OH! QUANTA EMOÇÃO! OS ANJOS TODOS SORRIAM CANTAVAM NOITE E DIA ASSIM ESTAVA O CÉU: CORRERIA, AGITAÇÃO.

CHEGARA ENTÃO O MAIS BELO DIA DERRAMAMENTO DE AMOR DURANTE A SANTA REUNIÃO ELE DISSE : - SIM, EU VOU! PAZ NA TERRA ENTRE OS HOMENS , NASCEU,JESUS, O SALVADOR GLÓRIAS A DEUS NAS ALTURAS. NESSE DIAT ÃO ESPECIAL O MUNDO JAMAIS FOI O MESMO. HOUVE O PRIMEIRO NATAL.

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O verdadeiro sentido do Natal

Por Josselene Marques

A celebração do Natal é uma oportunidade anual que todos os cristãos têm para refletir sobre o seu modo de pensar, sentir e agir em relação ao presente que o Criador deu a cada um de nós: a vida. Se ela é fácil ou difícil, alegre ou triste, quase sempre, depende das escolhas que fazemos, da determinação e da disposição com as quais a encaramos. A cada Natal podemos realizar a mágica de renascer junto com o Menino Jesus. Não devemos deixar passar mais essa chance de corrigirmos nossos erros, eliminando o que não está em conformidade com a Lei de Deus. O verdadeiro sentido do Natal é este. Se você é um dos privilegiados que têm condições de preparar uma mesa farta, inaugurar uma roupa, distribuir e trocar presentes, procure ver tudo isso como coisas secundárias ou meros detalhes de uma festa cristã. Jamais esqueça de que, nesta data, o mais importante é o aniversariante: Jesus. Certamente, seremos mais felizes se procurarmos viver em harmonia, se formos solidários, se nos conscientizarmos de que a vida – este valioso presente do Pai Celeste – tem prazo de validade e que não podemos viver como se fôssemos eternos, sempre adiando as mudanças que nos colocam no caminho do bem. Enfim, precisamos nos conscientizar de que o ser humano nasce para servir, fazer a diferença, cumprir uma missão de amor e não para explorar e prejudicar os seus semelhantes.

Imagem: O Menino Jesus e Sua mãe – Chttp://imagensbiblicas.wordpress.com/category/jose-pai-de-jesus

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NATAL
Por Julia Rego

O Natal está chegando. Aventuro-me a ir às ruas, pensando em comprar alguns presentes, afinal é a época em que nos deixamos tomar pelo tal espírito natalino. Entro numa loja e a impressão que tenho é que não estamos num período em que se deveria pensar em paz. Há, literalmente, uma guerra ali. Disputa-se uma peça de roupa, um lugar na fila, um vendedor que lhe atenda, enfim... Sinto-me mal, procuro algo que nem sei o que é, nem para quem vou dar. É incrível como o apelo comercial, mais forte nesta época, leva as pessoas ao consumismo desenfreado em detrimento das relações fraternas e solidárias que não são buscadas o ano inteiro. Como podemos ficar imunes a isso? Quando ligo a televisão, dez entre dez comerciais induzem-me a comprar um presente para a mamãe, para o filhinho, para o esposo, para o amigo, para o chefe, para o cachorro, para, para... Se saio às ruas, os outdoors acenam para mim, mostrando-me o caminho dos shoppings centers, sim porque as compras devem ser feitas nos shoppings centers , é mais moderno, mais chic e, acreditamos, mais seguro. A parafernália está montada para aqueles que dispõem, e para os que não dispõem, também, de recursos, para comprar uma “lembrancinha”, afinal é Natal... É Natal, ou é época de comprar roupas, sapatos, perfumes ou objetos dos quais não estávamos precisando? A multidão vai às compras, cegamente, impulsionada pelo poder da mídia, arrastando consigo suas frustrações, seus desejos contidos o ano todo, expostos, agora, em função do décimo terceiro salário. Volto para casa, não consigo comprar nada, apesar da listinha que eu havia feito: perfume de “marca” para José, vestido de seda para Maria, relógio de ouro para Jesus. Mas será que era isso mesmo de que eles estavam precisando? O Natal, mais que tudo isso, é a rechegada do Menino Jesus, que, de quando em quando, volta para nos lembrar de que estamos cada vez mais distante do coração do próximo.

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Natal
Por Karine Alves Ribeiro

Vai chegando o final do ano, as vitrines enfeitadas, o vermelho e o branco, o verde e o dourado e todas as cores que se possa imaginar, vestem as bolinhas brilhantes que acendem o nosso olhar. Pisca-pisca de estrelinhas, brilho emprestado do céu... Com muita ansiedade e alegria esperamos Papai-Noel. Gosto do Natal, não porque acredito que um velhinho barrigudo e de barbas longas, vai descer pela lareira... Mas porque a cada véspera desse dia, durmo, sem querer dormir e acordo sem preguiça de levantar. Desembrulho meu sonho de novo e isso me dá paz. Re-olho as coisas que fiz, as boas e as ruins. Jogo fora os brinquedos velhos da vida que não mais quis. Renovo a minha esperança nos sorrisos das crianças. Lembrando que um dia eu fui tão pequeno, tão puro e alegre, que nem mesmo a mais pura neve conseguia me entristecer... É Natal, a celebração da vida. É Natal, a manifestação do amor. É Natal, a união da família É Natal, o nascimento do mártir dos mártires: Jesus, o rei dos reis!

Pilatos, se o soubesse tão grande se curvaria, se ajoelharia, aos seus pés, suplicando uma nova chance: Mandaria queimar todos os açoites, cruzes e espinhos, e cobriria Jesus de flores, as mais brancas, lírios, talvez... Construir-lhe-ia um grande palácio e seria seu mais fiel servo até seus últimos dias... Mas não lembremos de morte, Deus não quer assim... Porque, Natal é tempo de vida, de ter a certeza que somos mais que um amontoado de carne... Debaixo dos galhos compridos e fortes, repletos de folhas verdes e brilhantes [guardados pela mãe Terra, nós, sementes, crescemos. Filhos da grande árvore universal! Por isso, no dia 25 de dezembro, oro e ainda espero, Santa Claus... E no silêncio de minha oração, escuto o assovio de Deus, feliz, com seu filho amado sentado ao seu lado na noite de Natal.

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NATAL E ANO NOVO
Por Lenival de Andrade

Nessa época maravilhosa Tornando tudo legal e real O modo como nos tratam é gostoso Com jeito e gente especial Portanto nunca esqueceremos O dia e a noite de natal

Logo após vem outra data Que não sai da nossa memória A época que marca o fim do ano Ficando para sempre na nossa história Seria apenas mais um dia e uma noite No céu e na terra para nossa glória

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NATAL
Por Flávio Rodrigues Na tal pobre estrebaria, Na tal divina criança, Na tal luz da estrela-guia, Natal de nossa esperança! Quero aprender a viver com fé, amor, devoção, para Jesus renascer dentro do meu coração! No espírito fraternal rogarei para o meu povo as bênçãos deste Natal para um feliz Ano Novo! Por mais que os séculos passem, multiplicam-se as Marias... e os Cristos ainda nascem, em velhas estrebarias...

Respeito, prece, emoção; Natal, na velha Matriz; ao órgão, Noé Julião, solando Noite Feliz Com jingle bell, jingle bell!, muita festa, muita luz, todos esperam Noel... ...alguém espera Jesus...

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MENSAGEM DE NATAL
Por Lunna Frank Dezembro o Natal se aproxima Pinheiros, arvores artificiais Guirlandas, pisca -pisca, Papai Noel Presentes, a família reunida a ceia, mesa farta O espirito do natal toma conta Precedendo o ano novo Você faz planos para Mudar algumas coisas realizar sonhos Simpatia da uva, da romã Pular as 7 ondas, vestir-se de branco Tomar champanhe na taça com cerejas Todos os rituais que nos deixam Cheios de esperanças para o ano novo Alegria , fogos de artificio, promessas Mais se puder compre um presente para você mesmo Faça uma ceia e leve a um morador de rua que sente fome Ou faça uma visita para os velhinhos no asilo Compre um brinquedo para aquela criança Que pede uns trocados no farol Eles só querem um abraço e um carinho Com certeza na hora da confraternização com sua família Você entenderá que um simples gesto como esse Você vai refletir e entender a verdadeira mensagem da palavra NATAL Amar, compartilhar, dividir, bondade e fé o verdadeiro sentido do nascimento do menino Jesus

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Tender com Purê
Ingredientes: • 1 tender • 2 colher (sopa) de azeite de oliva • 1 colher (sopa) de molho inglês • 3 colher (sopa) de mel • 1 colher (sopa) de amido de milho • 2 xícara (chá) de suco de laranja Ingredientes do Purê: • ½ xícara (chá) de vinagre • ½ xícara (chá) de açúcar • 2 colher (sopa) de mostarda em grãos • 6 maçãs vermelhas médias • Salsinha para decorar Modo de preparo: Primeiro você deverá ligar o forno à temperatura média, coloque o tender em uma forma de 20 cm x 20 cm untada com 1 colher (sopa) de azeite de oliva. Coloque o suco de laranja, o molho inglês, o azeite de oliva restante e o mel em uma tigela grande, por fim, misture bem. Leve o tender ao forno por cerca de 35 minutos. Durante este tempo, regar com o molho de laranja. O tender estará pronto quando, ao enfiar um garfo, a carne não soltar nenhum líquido. Retire do forno, reservando o molho do cozimento.
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Curiosidade e prece

Por Ly Sabas

O presépio montado no chão, na entrada do hospital passava despercebido de todos que ali adentravam, menos do pequenino pardal. Ele foi chegando de mansinho, em tímidos saltos, beijando a fimbria da túnica de José, dando cabeçadas no pastor com a ovelha nos ombros curvados, passeando por entre as imagens estáticas até a bela manjedoura. Com um pequeno voo pousou entre os braços abertos do menino. Ali, no peito do pequenino Deus, a frágil avezinha distendeu as asas e curvando a cabeça para trás abriu o peito em sonora prece.

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NATAL
Por Lyrss Cabral Buoso

Eleve a Deus uma prece seja qual for sua crença. É Natal e a paz floresce. Permita que o amor vença! Tantas luzes, tantas cores, a cidade a se enfeitar, são sinais indicadores do Natal que vai chegar! Natal, uma noite de luz, de paz e fraternidade. O Deus do amor nos induz a sentir sua verdade. Você já pensou, amigo, Natal não é só presente. Por certo melhor artigo é o coração da gente.

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América em Festa
Por Magno Oliveira

América em festa, As crianças esperando papai Noel, Os homens se abraçando, Esquecem o machismo, Nós choramos, Nós sorrimos, É natal! É ano novo, Fogos no céu, Festa na Terra, A América faz festa, As pessoas fazem promessas, As pessoas mostram o quanto estão amando, Amigos mandam mensagens, Os namorados se beijam, os casais também. Os filhos com os pais desejam bem, Contam segredos, Todos mostram seus medos, Um momento especial, É ano novo, é natal! A América faz festa, A América está em festa, Porque virá o ano bom. Aumente o rádio e ouça o som, Deixe o espirito do natal, invadir sua casa. Vá em frente, vamos sorrir, Feliz natal sem você não iria existir.

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O Natal lá em casa
Por Marluce Portugaels Nossa casa sempre foi muito festiva. Como éramos muitos, não faltavam aniversários para comemorar. Os nossos e os de nossos amigos. Tudo centralizado em nossa casa. Tínhamos um aparelho de som, à época conhecido como eletrola, com discos de vinil que botávamos para tocar o tempo todo. E haja festa! Das festividades, porém, minhas favoritas eram as celebrações do Natal e do Ano Novo. Havia um encantamento em torno das festas de fim de ano. Uma magia que não sabíamos como explicar. Mais tarde, compreendi que era devido ao clima de felicidade de que gozávamos naquela época. Tudo começava com mamãe lembrando ao papai, no início de setembro, que era hora de começar a pintura da casa para o Natal. Papai seguia suas ordens e botava a mão na massa! A obra deveria estar concluída ao entrar o mês de dezembro, inteirinho festivo. Primeiro, por causa do próprio clima de fim de ano, com as crianças fechando o ano escolar, geralmente, com bom desempenho. Ninguém queria ficar de segunda época, como se dizia antigamente. Reprovação, nem pensar! Outra razão era a celebração mesmo do nascimento de Cristo. Assim, a festa teria que terminar antes da meia-noite, pois fazia parte do programa irmos à missa do galo com a Madrinha, logo depois da ceia. Era uma alegria sem igual participar dos preparativos para as festividades daquela semana abençoada. Naquele clima de expectativa, de repente pensávamos com um aperto no coração que tudo terminaria muito rápido, restando um vazio, passadas as celebrações. Mas, logo mudávamos o pensamento e acompanhávamos os movimentos de mamãe a dirigir as operações em casa. Além de pintar a casa, faziam parte da tradição, envernizar os móveis, lavar ou refazer as cortinas, renovar o estofado da sala, estocar os ingredientes para os quitutes das ceias, comprar os enfeites da árvore de natal e os presentes que seriam dados às crianças pelo Papai Noel, e aos adultos na brincadeira do amigo oculto. Já no iniciozinho de dezembro, mamãe armava a árvore de natal, rodeada das crianças que

acompanhavam aquele ritual com seriedade e euforia, dando seu voto sempre que havia oportunidade. Os presentes também começavam a ser embrulhados com papel enfeitado de motivos natalinos, geralmente à noite, quando as crianças estavam dormindo. Mamãe também costurava nossas roupas novas que deveriam ser estreadas nos dias das festas. Roupas coloridas com tons vermelhos, verdes, amarelos para o Natal, e brancas para o Ano Novo, conforme a tradição exigia. Na véspera de Natal, o ambiente em casa era de alegria contagiante, a própria natureza, com sua tradicional chuvinha, contribuindo com o “clima europeu” que a época exigia. Mamãe se revezando ora na sala fazendo a decoração, ora na cozinha comandando a preparação das comidas que incluíam galinha cheia com farofa e uva-passa, bacalhau a Gomes de Sá, arroz a grega, rabanada, bolo com aplicações de rodelas de abacaxi, torta de nozes com cobertura de doce de leite, gelatina cor-de-rosa feita com folhas de gelatina vermelha diluídas em leite condensado e creme de leite. As frutas da época natalina, importadas, estranhas ao nosso clima, uva, pera, maçã, ameixa, e as frutas secas, passas, amêndoas, castanhas, vinham completar esse cardápio sofisticado com “receitas europeias” adaptadas ao estilo da cozinha brasileira. Era tudo delicioso, pois havia o ingrediente principal, a harmonia daqueles momentos felizes vividos em família ao redor de nossos pais. Passada a apoteótica noite de Natal que culminava com a famosa missa da meia-noite, continuavam os preparativos para o réveillon do Ano Novo, celebrado talvez com menos euforia, mas com o propósito de cumprir as resoluções que não cansávamos de repetir a cada entrada de ano. Assim, todos os anos, celebrávamos a renovação da vida, simbolizada pelo nascimento do Menino Jesus, que, acreditávamos, viera ao mundo para nos liberar. Com o tempo, aprendemos que essa tradição recebida de nossos pais, teríamos a missão de passá-la às gerações que nos sucedessem.

BOAS FESTAS E FELIZ ANO NOVO!!!
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NATAL
Por Mário Rezende Linda festa cristã. Sinos repicam em todo canto, cintilantes estrelas, guirlandas e enfeites coloridos; ansiosas as crianças esperam sempre o Noel universal. O pulsar de alegria não afeta todos os corações, eu sei, mas festa e pesar batem às portas em qualquer ocasião e não escolhem lugar. Nesse espaço te tempo, é certo, corações bem próximos vão estar em congraçamento aconchegante e salutar.

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CONTO DE NATAL
A esperança não morre

em sua casa, espontaneamente. E seus oito membros se tornaram amigos para sempre. Eles virão visitá-la amanhã. Era o final do mês de fevereiro, quando se conheceram... Depois do Carnaval, ela fora fazer novos estudos. Num curso espiritualista, Dinha conheceu Delsa, Carlos e Zena. Logo se simpatizaram e começaram a papear temas que buscavam maiores conhecimentos. Noutro curso de estudos sobre minérios, encontrou Lena. Paulo veio para o grupo através de Carlos. Lorna, vendo aquelas pessoas em sua casa, agregou-se ao grupo espontaneamente. Fátima e Marcos vieram a convite para a primeira reunião. Quando todos os presentes ali se encontraram, a surpresa, sem surpresa: todos já se conheciam de outros encontros, de outros locais que frequentavam. Delsa era professora estadual, com estudos em sinagogas. Tinha belíssima voz de soprano. Carlos e Zena, funcionários públicos, namorados, crentes católicos fervorosos, que frequentavam muito a igreja da Boa Viagem. Ele era também radialista com uma voz poderosa. Lena bibliotecária por vocação, amante de livros e estudos, dona de uma voz de contralto. Paulo, dentista por vocação, em fim de carreira, perdido diante da eminência da aposentadoria. Lorna, artista plástica, restauradora de objetos antigos, interessada no sobrenatural. Fátima e Marcos - ela, cientista social e ele, médico - buscavam mais conhecimentos de vida, para harmonizar melhor sua convivência conjugal.

Por Norália de Mello Castro

Domingo nublado. Indica que a chuva virá. Dinha está só em sua casa. Pegou um calendário e foi folheando, olhando-o em o silêncio. Os sábios fizeram o calendário anual que rege a vida de todos. Curiosos o estudam. Ela tateia sua marcação, vagando pela sala. Esta semana será de lua cheia. Setembro vai chegando ao final e outubro se aproxima: tudo e todos estão envoltos nos meses das florações. As plantas rejubilam com a chegada da chuva, tão necessária para a sua vida. Sem água é impossível viver. E o calendário aponta que está chegando ao fechamento de mais um ano de vida planetária. Há uma mudança significativa no ar. Ela o sente alterado. Devido à floração? Devido à preparação de outra mudança de estação? Novo ciclo se fechará no Planeta: tudo acabará e recomeçará. Há um peso no ar. Dinha está só. Seus filhos voltaram para suas casas na Capital e levaram os netos, após dias de visita prolongada. Seu companheiro se fora há muito tempo: ele partira para outra dimensão, deixando um vazio enorme nela, que é preenchido de saudade e de carinho. Ela estremece. Agora, na casa vazia, tem apenas ela e duas auxiliares. Este é o preço que se paga por ter vida longa. Todos os demais seguem seus caminhos.

Esta semana tem lua cheia. Outubro está cheDinha, agregadora do grupo, também cientisgando e o fim de ano próximo: mais um ciclo se feta social, não se conformava com a morte recente do chará. Há um peso no ar... marido. Ela e estes amigos buscavam novas resposDinha aproxima-se da janela e olha para a tas para suas vidas. extensão imensa de terra à sua frente, sua fazenda de O grupo, sob a coordenação de Delsa, passou cultivo de trigo, seu gado, suas plantas e seu pomar. Amanhã. Que bom que seus amigos chegarão ama- a se reunir todas as quartas-feiras na casa de Dinha. nhã. Vai dando orientação para que suas ajudantes Oravam, meditavam e estudavam um tema. Os tópideixem a casa impecável, pois amanhã receberá vi- cos variados surgiam espontaneamente para cada um dar sua opinião e, no final, se fazia um fechasitas importantes. Sua casa ficará cheia. mento. Sempre terminavam a reunião com biscoitos Dinha não sabe explicar, até hoje, como e pães de queijo regados com um cafezinho. Era aquele grupo heterogêneo se formou, lá nos anos de uma alegria. 80, do século passado. Só sabe que ele se formou
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- Sim. - respondia Lena firmemente. Felizes, estes novos amigos se reuniam, desde fevereiro daquele ano, questionavam e buscavam Então, todos desceram dos carros e se puserespostas, aquelas sempre fundamentais, quando se ram a andar à beira da estrada. O sol rachava de tão pensa na vida: de onde viemos, por que estamos e quente. Os pedregulhos eram friccionados ao contapara onde vamos. to com os pés apressados, agitados, fazendo o único Quando setembro terminava e outubro des- barulho que ouviam ali, sem cantos de pássaros, movimentos de bichos rasteiros, sem água. Só plantas pontava, Delsa declarou: rasteiras e secas. Nenhuma casa, nenhuma outra voz. - Precisamos ir à montanha. - É por aqui! - gritou Delsa! - Me sigam... - Que montanha? O grupo a seguiu em fila indiana por um ca- Temos que ir lá... surpresas nos esperam. minho tosco, deixando a estrada principal, embre- Ir aonde? E quando? nhando mata adentro. Andaram por uns quarenta - O mais rápido possível, temos de ir à mon- minutos, subindo a montanha. tanha. Lá chegando, saberemos onde estar e o que fazer... Precisamos apenas seguir a estrada intermunicipal na direção da grande galeria de ouro, a leste da cidade. Precisamos localizar um lugar especial que nos espera... De repente, no meio do nada, surge uma ampla casa, branca e azul, toda fechada. Ilhada naquele matagal. Andaram mais um pouco e ouviram o borbulhar de um córrego que descia da montanha, aparecendo em partes da estradinha que seguiam: um Sem saber o porquê desse passeio, mas aten- borbulhar gratificante de água cristalina que banhava dendo à orientação de Delsa, no último sábado de alguns pés de eucalipto e, nas suas margens, um versetembro o grupo embarcou em dois carros, na dire- dor bonito de plantas rasteiras. ção da mina de ouro, a leste da cidade, da grande Dinha e Lena pararam perto dos eucaliptos. Capital. Paulo, Carlos e Zena pararam mais adiante, perto de Os amigos iam silenciosos, acomodados nos carros, por uma ampla estrada asfaltada. O dia estava ensolarado e demarcava nitidamente os contornos das montanhas daquela região. Havia uma ansiedade contida em cada um; falavam apenas o necessário para uma viagem. Não sabiam para onde iam e nem porquê iam. Mas, a Natureza os atraía. Sentiam sua energia atraindo cada vez mais. O silêncio predominava e a ansiedade se materializava. Em determinado local, após mais de hora de andança, a voz imperiosa de Lena determinou: outras árvores. Lorna subiu com Delsa mais um trecho. Cada um buscou seu cantinho, orando e meditando. Entenderam que estavam recebendo energias puras vindas da Natureza. Totalmente concentrados, andavam lentamente por ali.

Lorna foi apanhando folhas e flores silvestres que encontrava. Ela e Delsa depararam a segunda casa ampla, azul e branca, à esquerda da primeira, sem ninguém, toda fechada. Mais uma linda casa perdida no meio da mata. Delsa, não se contendo, - Parem os carros. Chegamos. É aqui. Parem soltou seu vozeirão de soprano, cantando uma ária os carros. em hebraico. A emoção dominou a todos. Sua voz Silenciosos, todos os demais olharam para alcançava alturas imensas e transformava as cores circundantes: o verde, o azul e o dourado predomiLena e as perguntas choveram: navam... Dourado por todo o lado: plantas, árvores e - Aqui? Só tem plantas rasteiras. bichinhos rasteiros, tudo dourado. A emoção aumentava no peito de cada um e as lágrimas desciam co- Tudo deserto. Aqui? piosas e gratificantes. Ao término do canto de Del- Não tem água. Não tem rio. Aqui? No meio sa, Lena, com seu vozeirão de contralto, fez uma do nada? linda saudação à Natureza e à Mãe Terra.
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Dinha viu, então, à beira do córrego, aqueles seres minúsculos obrando, limpando e carregando pedras. Limpavam folhas e plantas com suas picaretas, alinhavam as passagens das águas, retiravam tudo que sujava as águas, corriam daqui para ali sob o comando da Mãezinha e seu esposo, os donos daquela comunidade... Eles riam, mas eram brabos também, até careteiros! Cada serzinho foi se mostrando com o rosto dos amigos que estavam ali naquele ritual sagrado de oração e meditação. E Mãe Terra, poderosa, no comando de tudo, nas vozes amigas do canto e da oração.

- Senti que não somos sós e que podemos enfrentar nossos medos.- Senti que ali vive uma comunidade de seres elementares a nos ajudar a descobrir nossos caminhos: só nós podemos saber que posicionamento tomar... e que não estamos sós. - Senti que a natureza é além do que observamos. Muito além. Milhares de seres vivem nela se articulando e se interligando. Que nosso olhar vai além, aumenta a nossa percepção quando enfrentamos o silêncio e ouvimos nosso interior.

- Senti que fomos privilegiados para esta experiência e que estamos agora iniciando o nosso NaSilenciosamente, retornaram aos carros na tal, em comunhão com os seres que nos interligam e estrada. Nenhuma palavra foi dita. A emoção contanos preparam para nossa missão de vida: estamos giara a todos. Silenciosamente, regressaram para sumais fortes. as casas. Só voltaram a conversar na quarta-feira, Dinha sorri diante de tais lembranças. A vida outro dia de reunião do grupo. dela e de seus amigos floresceu, cresceu, articulou Cada um contou o que sentiu e como sentiu: para melhor. Desde aquela experiência, continuaram - Senti que lavaram minhas mãos e que estou amigos, mas, sem mais reuniões das quartas-feiras. pronta a trabalhar com energia de cura nas mãos. Eles se viram vez por outra ao longo dos anos. Che- Senti que me deram um banho geral e lava- garão amanhã para visitá-la. O grupo quis se reunir ram minha garganta e que estou pronta para novos para novos papos, contar todas as mudanças boas de suas vidas. Amigo é amigo para sempre, mesmo que cantos. os caminhos os obriguem a se distanciar. - Senti que lavaram meus dedos e que estou Paulo não virá; já partiu para outra dimensão. pronto para novos tratamentos e nova vida. Delza e Lena virão e cantarão com suas vozes pode- Senti que mergulharam minha cabeça no rosas e belas. Fátima e Marcos trarão seus netos para córrego e me encheram de novas energias de sabe- que Dinha os conheça. Fátima trará suas toalhas nadoria. talinas, confeccionadas especialmente para o grupo. - Senti que molharam meus livros, mergu- Carlos e Zena se desculparam por não poderem estar lhando-os no córrego e que deverão sair mais lim- neste encontro, pois têm compromissos na sua igreja. Lorna disse que restaurou um quadro barroco pos. com a Madona, que está belíssimo, e será sorteado - Senti que o poder da palavra se faz mais entre os presentes. E ela, Dinha, prepara a casa com forte e que as palavras devem ser ditas com mais plantas, flores e pães de queijo. Quer uma casa limpa verdades. e alegre para receber tão caros amigos. Será um en- Senti que estes serzinhos corriam pela estra- contro muito feliz! da indicando mais e mais caminhos a serem seguidos. Fato é que, naquele ano, o Natal foi minguado. Poucas vendas. Poucas participações nos feste- Senti que estamos fatalmente interligados a jos. Mas, aquele pequeno grupo estava abençoado e todos os seres viventes da Terra: plantas, bichos, ar, preparado desde outubro a dar alegria aos que o rodeavam... nem que fosse um simples: FELIZ NAsopros, água... tudo unificado. TAL! - Senti uma alegria no ar, reavivando aquelas plantas secas e que nova era começará.
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O encontro de cada um consigo mesmo deu- humanas e a vaidade transcende imperiosa. lhes força para continuar vivendo a vida intensamenMas, se de um lado existe esta tristeza, por te, buscando realizações. outro lado vem à consciência que muito há que se Olhando suas terras, que cercam sua casa ho- fazer para tornar um mês mais belo. Esta avaliação je, na expectativa de novo encontro com aqueles conduz a um novo recomeço de ações mais humanas amigos tão caros, a faz mergulhar nas águas do e amigas. Está no ar o peso da tristeza e da alegria de Grande Rio, que sobem na lua cheia, arremessando dezembro: assim como o aprofundar de raízes de água sobre as margens onde as pedras contêm o uma árvore amiga. avanço do rio. Sempre nas luas cheias, a águas so“Aprofundamos no pensar humano, sob rebem nos rios e no mar. E dizem que a lua cheia não gência de mestres de outras dimensões. Não somos faz mudanças significativas no ser humano, mas pro- sós nesta vida: estamos interligados a milhares de voca nos animais, nas águas e no ar. Os ciclos preci- outras energias pensantes.” - lembra-se ela do rosto sos das fases da lua são determinantes para plantios da Mãezinha, lá na comunidade da montanha... - “E e colheitas. Não falham também para os preparativos o grande mestre Jesus aparece inteiro a nos direciode Natal e do fim de ano... Há um peso no ar... nar.” Sem água, não pode haver vida na Terra. Somos terra, somos um composto idêntico a todo o Planeta. Mas, temos uma capacidade única: rimos, sorrimos, demonstramos nossos sentimentos por palavras: pensamos e palavreamos... E o Planeta sorri para nós. Em outubro, a grande preparação para o fechamento de mais um ciclo terrestre, mais um ano no cronômetro do tempo. Chuvas, estrelas, sinos, árvores, papais noéis, mamães noéis, anjos, trabalhos acirrados de luzes e enfeites. Tudo que os canhões das guerras não podem destruir. Novas crianças e Sorrindo, ela diz para si mesma: anjos em coros, casas iluminadas, igrejas decoradas, “Preciso pensar mais leve, já que amanhã se- árvores enfeitadas, milhões delas, e o ritual dos cânrá um dia ímpar. Vou colocar flores naquele vaso ticos mais lindo, mais presente. Os sinos badalam. junto à janela. Estamos chegando em outubro, mais Chamam. Convidam sempre. próximos do final de ano: mais um ciclo se fechará.” O ar está terrivelmente pesado e chamativo: pensamentos voam, desejos de bons fluidos se espaQue bom que seus amigos chegarão amanhã. lham, cantos e mais cantos ressurgem. O pipocar de Vai dando orientação para que suas ajudantes deiestrelas está pronto: o pensamento humano está conxem a casa impecável, pois receberá visitas imporcentrado. Tudo preparado para o grande final do dia tantes. 31 de dezembro: a grande ESPERANÇA predomina “Há um peso no ar...” - vai ela pensando e e o ser humano continua com a vida planetária reforajeitando o vaso de flores. mulada, recomeçada... A esperança de melhores dias Setembro e outubro têm sempre este poder nunca morre e o homem continua a sua jornada em busca da felicidade ampliada, pois o Natal assim cosobre ela. É quando sua mente fervilha e começa a manda o caminhar. trabalhar para o Natal. A preparação para o Natal começa em setembro. Amanhã, ela reencontrará com Dinha pronuncia lentamente: amigos muito amados... Há um peso no ar... - E s p e r a n ç a... que ressurja sempre! Dezembro é um mês triste, quando nitidaEla, após estas reflexões, se dirigiu ao quinmente mergulhamos mais nas diferenças humanas, tal, cavoucou um pedaço de um canteiro, pegou a num aprofundamento do não igualitário, e o sofriterra por entre suas mãos, alisou-a, movimentou-a à mento de fomes e frios se destaca. Mergulhamos esquerda e à direita, cheirou-a, olhou-a enmais. Avaliamos mais. Sentimos que mais trabalho é ternecida, e disse: exigido para aliviar a dor provocada por ganâncias
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- Eis aqui a vida... toda a vida está impregnada aqui... Entrou novamente na casa, dirigiuse à cozinha e foi trabalhar junto das auxiliares, para fazer mais pães de queijo. Amanhã será outro dia. Amanhã será nova esperança. É Natal.

NATAL
Por Helena Scanferla Oh, Maria Imaculada, sem pecado original por todos nós almejada no doce e santo Natal. Todo Natal esperamos nascer Menino Jesus e juntos comemoramos em festa cheia de luz.

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Criança de Belém
Por Odete Bin

- É natal ! – palavra proferida por todos. Cabe-nos prestar mais atenção na criança, naquela que nascera em Belém. Não devemos guardá-la só na lembrança. É que ela nos traz o amor desde que o ódio entre em esquecimento ; traz-nos o dom da paz, mas pede da guerra, o desarmamento. A proposta de partilha por norte, mas, do egoísmo, o abandono, a promessa de vida sem fim por abono se acabarmos com o domínio da morte. O natal carrega as mesmas mensagens desde o primeiro até hoje e não cansa, propondo-nos os mesmos desafios e exigências de conversão, de renovação, de mudança. A criança de Belém nunca para : está no rosto de cada criança, na voz e no olhar de cada humano, na beleza, na fragilidade e no abandono.

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Natal
Por Audelina Macieira Que dia é esse? Que me faz chorar Me faz sentir a vida Natal Que dia é esse? Que me faz parar E sorrir E abraçar Me faz ser Feliz! Me faz ser Humano Natal Coração Paz Harmonia Solidão Que dia é esse? Respondam-me Se puderem Guarde nos olhos As mãos se entrelaçando A música no ar Inalando um perfume Pasmem Parem de gritar Parem de lamentar Parem Parem Agora É natal Vamos me responda
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Que dia é esse Ou então Sinta-o Respire Sonhe Durma bem Jesus Nasceu Para todos O bem Nasceu.

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Dia de Reis
Artigo: Reprodução No dia 06 de janeiro comemora-se o dia de Reis, que na tradição cristã foi o dia em que os três reis magos levaram presentes a Jesus Cristo. Cada um dos reis magos saiu de sua localidade de origem, ao contrário do que pensamos que viajaram juntos. Baltazar saiu da África, levando para o menino mirra, um presente ofertado aos profetas. A mirra é um arbusto originário desse país, onde é extraída uma resina para preparação de medicamentos. O presente do rei Gaspar, que partiu da Índia, foi o incenso, como alusão à sua divindade. Os incensos são queimados há milhões de anos para aromatizar os ambientes, espantando insetos e energias negativas, além de representar a fé, a espiritualidade. Melchior ou Belchior partiu da Europa, levando ouro ao Messias, rei dos reis. O ouro simbolizava a nobreza e era oferecido apenas aos deuses. Em homenagem aos reis magos, os católicos realizam a folia de reis, que se inicia em 24 de dezembro, véspera do nascimento de Jesus, indo até o dia 06 de janeiro, dia em que encontraram o menino. A folia de reis é de origem portuguesa e foi trazida para o Brasil por esses povos na época da colonização. Durante os festejos, os grupos saem caminhando pelas ruas das cidades, levando as bênçãos do menino para as pessoas que os recebem. É tradição que as famílias ofereçam comidas aos integrantes do grupo, para que possam levar as bênçãos por todo o trajeto. Os integrantes do grupo da folia de reis são: mestre, contramestre, donos de conhecimentos sobre a festa, músicos e tocadores, além dos três reis magos e do palhaço, que dá o ar de animação à festa, fazendo a proteção do menino Jesus contra os soldados de Herodes, que queriam matá-lo. Além desses persona-

gens, os foliões dão o toque especial, seguindo o cortejo. Uma tradição bem diferente da nossa acontece na Espanha, onde as crianças deixam sapatos nas janelas, cheios de capim ou ervas, a fim de alimentar os camelos dos Reis Magos. Contam as lendas que em troca, os reis magos deixam doces e guloseimas para as crianças. Em alguns países fazem a comemoração repartindo o Bolo Rei, que tem uma fava no meio da massa. A pessoa que for contemplada com a fava deve oferecer o bolo no ano seguinte. Na Itália a comemoração recebe o nome de Befana, uma bruxa boa que oferece presentes às crianças. No país não existe a tradição de se presentear no dia 25 de dezembro, mas no dia 06 de janeiro, dia de reis. O dia de reis é tão importante na Europa que se tornou feriado em todo o continente.
Por Jussara de Barros Graduada em Pedagogia Equipe Brasil Escola
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Aldravia ao Natal das crianças
Por Oliveira Caruso

meias ou sapatos na janela Natal

Indriso de passagem de ano
Por Oliveira Caruso Céu atro a esta hora. Minutos de pratear, de doirar e de bronzear. Céu agora incandescente, fogoso, sulfúreo. Estoura a cada átimo. Figuras momentâneas. Cores da intensidade.

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NATAL
Por Henriette Effenberger Noite de luz e esplendor, noite de cor e magia. Natal do Menino – Amor. É o que diz a estrela - guia. Pelo Pai abençoada, bendita sejas, Maria! Que nesta data sagrada reine o amor e a alegria. Cada hora, cada dia do ano que se inicia seja de brilho e magia como a luz da estrela-guia. O anjo, a estrela, o menino, a prece, o sinal, a luz... A cada toque de sino, louvado sejas, Jesus! Pois foi tanta correria, tantas compras a fazer, que o povo mal percebia do Cristo, seu renascer. Sob a estrela que cintila em algum canto do céu, o Menino-Deus cochila junto de Papai-Noel. Se eu pudesse acreditar que Papai-Noel existe, iria lhe encomendar um Natal não muito triste.

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Tempo bom
Por Renata Iacovino Nessa brincadeira de tempo bom vai, tempo bom vem... eu também vou! Vou colhendo as cores que esse senhor deixa no céu, vou bordando amores ao vento e ao léu... De lá pra cá, de cá pra lá, espero o tempo passar, a contagem regressiva minguar. Nessa tentação de acreditar que os ponteiros podem correr mais do que na vida se pode crer, eu vou pagando... vou pagando pra ver um quadro velho amarelando, um sorriso onde não cabe, é, qualquer alegria morna que me invade. Tudo vale pra fazer desse mistério um gozo incessante. E quando menos esperar, em algum oculto instante, eu terei sobrevivido àquilo que poderia ter sido um passo para o vão, um descompasso, um impensado “não”.

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PROSA POÉTICA DO NATAL E ANO NOVO DA TURMA DA CANCELA.
Por Roberto Armorizzi

Um princípio de chuva me pega na curva aqui na Rua da Cancela. Isto não me perturba, ando na tarde turva debaixo de minha umbela, só para ver como está, ela, minha querida Maristela, que me olha de sua fria janela. Não consigo entender porque toda vez que passo em frente à casa de Maristela, e ela sempre está na janela, cai uma chuva nada singela. Por isso, sempre que vou para lá, levo debaixo do braço a minha umbela. Sou apaixonado, não sei se por ela ou por Maristela, que para mim não dá nenhuma olhadela. Minha querida Maristela, aquela que adora ficar na janela, sem me dar nenhuma trela, ganhou um prêmio, pois foi sorteada sua cartela, mas gastou tudo em pão, queijo e mortadela. Do que recebeu, só lhe sobrou bagatela, o que só deu pra comprar uma blusa amarela. Que azar o dela. Ficou tão triste, que chorumela! Fez mais água que a chuva na cancela. Teve que tomar chá de pimpinela para evitar sequela. Mais uma vez eu usei minha umbela, desta vez com mais cautela, para não molhar minha canela. Resolvi deixar de paquerar Maristela, que nunca sai do "trono" de sua janela. Agora só tenho olhos para Anabela, uma criativa artista que se estabelece e mora na Mirandela, onde faz seus trabalhos em óleo, acrílica e aquarela, por vezes à luz do sol, e outras vezes sob branda luz de vela. Agora estou na dela! Eu estava assistindo um jogo de futebol no campo da viela, quando, no mesmo momento em que o atacante do meu time fez um gol com um belo chute de trivela, apareceu de repente, em minha frente, Maria Manuela, com jeito galhofeiro, e fumando uma fedorenta filterela, lançando para mim uma marota piscadela. Abastada, é ela, pois tem dois empregos, sendo um deles na feira de domingo vendendo berinjela, e outro no boteco da esquina, fritando moela. Dizem as más línguas que, há muito tempo, sobrevivo do soldo dela, mesmo sob a dura vigilância de Anabela. Por isso, vou me mandando, pois a mesma me escalpela se me pegar nessa flagrante escorregadela. Mas, mesmo assim, vou dar um jeito de passar o Natal na casa de Rafaela, e o Ano Novo em companhia Gabriela. Hoje em dia, é assim que rola, vejam só, que mazela!

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Minha Razão
Por Roberto Ferrari o Poeta do Amor Como a noite necessita da Lua Meu coração precisa do seu, Nossas almas derramam lágrimas de felicidade, Quando se encontram pelo amor. Meu corpo vive por você e em você, Minhas noites são iluminadas pelo seu amar, Nossa bocas se desejam, Nossas mãos percorrem de forma desalinhada os caminhos Que nos levam ao prazer, Corações unidos, almas em delírio, Tudo isso só é possível com você, Eterno amor, Na noite nos amamos com tal intensidade e volúpia, Que o tempo parece parar, para admirar esta paixão louca, Esta loucura se torna razão, quando pronuncio teu nome, A vida nos reserva momentos intensos e de grande prazer, Teu coração reserva moradia para o meu amor, E quando canto versos de paixão, Até a noite admira esta loucura intensa, Que nos leva a desejar a eternidade para os nossos sentimentos, E te amar para todo o sempre.

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Simpatias e Superstições para Ano Novo
Artigo: Reprodução Fonte: http://www.mulherdeclasse.com.br/

A MODA MUDA PRA DAR SORTE

CALCINHA OU CUECA NOVAS: Dão sorte no amor, porque deixam os mal-entendidos para trás. São recomendadas principalmente para quem está começando namoro, para garantir o futuro. ......A virada de um ano para outro, já é, por si ROUPA BRANCA: é um hábito relativamente só, um acontecimento mágico. Em uma fração recente, trazido para o Brasil com a popularizade segundos terminamos um ano e começação das religiões africanas. O branco represenmos outro. ta luz, pureza, bondade. ......Acrescentar a esse momento algumas po- QUALQUER PEÇA AMARELA: pode ser uma ções de encantamento pode trazer mais ener- peça íntima, um lenço, uma faixa ou um pequegia positiva e, quem sabe, até ajudar a realizar no lacinho amarelo (que deve ficar sempre na alguns sonhos. sua bolsa). O amarelo representa o poder do ......Começar o ano novo com o pé direito já é ouro e, dizem, atrai dinheiro. uma regra. Fazer algumas simpatias poderá ser UMA NOTA DE DINHEIRO DENTRO DO SAdivertido e mal não vai fazer, certo? PATO: os orientais dizem que a energia entra ......Então escolha aqui aquela ou aquelas que no nosso corpo pelos pés. Vai daí, o dinheiro você mais gostou e... no sapato atrai mais e mais riquezas. LENÇÓIS NOVOS: a dica é especial para recém-casados. Dizem que os lençóis novos, na COMIDAS QUE DÃO SORTE primeira noite de ano, deixam as possíveis ameaças do ano passado na máquina de laLENTILHAS: uma colher de sopa é suficiente var. para assegurar um ano inteiro de muita fatura à mesa. A origem desta superstição é italiana e foi trazida para o Brasil pelos imigrantes. OS CUIDADOS COM A CASA ROMÃS: para atrair dinheiro, coma sete partes, guardando as sementes na carteira. BAGOS DE UVA: para os portugueses, comer ......A casa deverá ser limpa, varrendo-a de trás 3, 7 ou a quantidade correspondente ao seu para frente, e o lixo deve ser deixado fora. As número de sorte garante prosperidade e fartura vassouras devem ser queimadas e as cinzas de alimentos. Para garantir também dinheiro, enterradas. guarde as sementes na carteira ou na bolsa, ......Nada quebrado deve ser deixado na casa até a troca do próximo Ano-Novo. (jarros de planta, garrafas, copos, pratos e esCARNE DE PORCO: deve ser o prato principal pelhos). da ceia, servida à meia-noite. Como o porco ..... Lave os batentes da casa com sal grosso e fuça pra frente, garante armários cheios o ano água, ou água do mar. todo. Evite o peru, que cisca para trás. ......Borrife a casa com água-benta nos quatro NOZES, AVELÃS, CASTANHAS E TÂMAcantos. O ideal é pintar toda a casa, colocar RAS: estas, trazidas para cá pelos imigrantes lâmpadas novas (não deixar lâmpadas queimade origem árabe, são recomendadas para ga- das). rantir fartura. ......Verifique se os sapatos estão em ordem e se as roupas não estão pelo avesso. ......As flores da casa devem ser amarelas para chamar ouro. ......As portas e janelas das casas devem estar abertas e as luzes acesas. ......Tudo isso atrai boa sorte e bons fluidos no Ano Novo que vai chegar.

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PARA NUNCA FALTAR DINHEIRO ......Compre um lenço e na noite de 31 de dePULAR SÓ COM O PÉ DIREITO: atrai boas zembro, exatamente na hora da passagem do coisas para a sua vida, pois, segundo a Bíblia, ano novo, molhe-o e coloque-o para setudo que está à direita é bom. car. ......Antes de o sol nascer, recolha o lenço JOGAR MOEDAS, da rua para dentro de casa. e amarre dentro dele alguns níqueis. Só abra Atrai riqueza para todos que moram no lugar. esse embrulho na meia-noite do próximo 31 de DAR TRÊS PULINHOS, com uma taça de dezembro. Daí para frente, nunca mais há de champanhe na mão, sem derramar uma gota. faltar dinheiro. Depois, jogar todo o champanhe para trás, de uma vez só, sem olhar. Deixa para trás tudo de ruim. Não se preocupe em molhar os outros: SUPERSTIÇÕES quem for atingido pelo champanhe terá sorte ......1 - Não passe o Ano Novo com os bolsos vazios. garantida o ano todo. ......2 - Coma doze uvas verdes, à meia-noite SUBIR NUM DEGRAU numa cadeira, enfim, do Ano Novo, para ter dinheiro em todos os em qualquer coisa num nível mais alto. Diz o folclore que isso dá impulso à sua vontade de meses do ano. subir na vida. Comece, é claro, com o pé direi- ......3 - Guarde em lugar seguro, para ninguém achar, a tampa da garrafa de champanhe, que to. FAZER BARULHO: Os povos antigos acredita- tenha feito muito barulho, usada na festa de Ano Novo, chama dinheiro. vam que afugenta maus espíritos. Vale apito, batucada, bater panelas, desde que seja exata- ......4 - Defume a casa, na véspera do Ano Nomente à meia-noite. Dizem que não há mal que vo, com um defumador feito com carvão, xerém e açúcar. Além de chamar sorte e dinheiro, tira, resista. também, o azar do ano velho. ACENDER VELAS NA PRAIA ou jogar rosas nos espelhos de água, em intenção de Ieman- ......5 - No dia de Reis (6 de janeiro), coloque já. A deusa africana protege seus fiéis, com sa- três caroços de romã dentro da carteira, para úde, amor e dinheiro o ano todo, dia o candom- ter dinheiro durante o Ano Novo. blé. (CRUZ,89). ......Há ainda o costume de receber o Ano Novo, à meia-noite, com fogos de artifícios, sinos tocando e muita música. Baseado nas informações contidas em soldeamor.com http://www.mulherdeclasse.com.br/ PARA TER SAÚDE E DINHEIRO O ANO TODO ......Para ter paz, saúde, aumentar o dinheiro e preservar a harmonia no lar o ano todo, vale a simpatia das três rosas brancas. ......Pegue três rosas brancas, e coloque-as em um vaso virgem branco ou de vidro transparente. Coloque dentro dele seis moedas, uma cebolinha, água e deixe ficar assim durante sete dias. ......Depois dos sete dias, troque a água, tire a cebolinha e troque as rosas. Só deixe ficar as moedas. ..... Essa prática deve ser repetida de sete em sete dias, de preferência nas sextas-feiras, o ano todo.

À MEIA NOITE, DEPOIS DOS ABRAÇOS

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NATAL
Por Joarez de Oliveira Preto O Natal é das crianças e dos adultos também, pois Deus nos deu esperanças quando nasceu em Belém. Natal é tempo de festa, Natal, as almas conduz, então, nada mais nos resta, senão, louvar a Jesus.

Para participar do Varal do Brasil é muito simples:

Peça o formulário de inscrição através de nosso e-mail

varaldobrasil@gmail.com e envie seu texto, acompanhado do formulário, para este mesmo e-mail! Toda participação é gratuita!
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QUER FAZER DIFERENTE?
Neste Natal e Ano Novo, onde mais do que de festas se ouve falar de tristeza e solidão, faça diferente! Abra seu coração, suas portas! Convide alguém que passaria estas datas sozinho para passar as festas ao seu lado e de sua família! Está sozinho (a)? Não sabe onde passar as festas? Está pressentindo noites frias de solidão? Mude isto: vá a uma casa de idosos, um orfanato, um hospital, um abrigo para animais. Leve alguma coisa, se não puder, leve o seu amor! Onde você for vai com certeza sentir a alegria de poder estar compartilhando aquilo que existe de melhor na vida: o sentimento de fraternidade, a emoção de amar! Seja feliz fazendo feliz! Não fique só, não deixe só quem precisa tanto de você! Família a gente também pode escolher! Faça viver em você o espírito de Natal!

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UM DIA
Por Robinson Silva Alves (Hiatus) UM DIA O HOMEM, RESPIROU, E APRENDEU A IMPORTÂNCIA DO AR UM DIA O HOMEM, SOUBE OUVIR, DOS PASSAROS O BELO CANTAR UM DIA O HOMEM, PRESERVOU, ÁS ARVORES,SEU HABITAT UM DIA O HOMEM, CONTEMPLOU, O QUE NUNCA MAIS EXISTIRÁ UM DIA O HOMEM SE BANHOU, NAS ÁGUAS CRISTALINAS DO MAR UM DIA O HOMEM, AMOU, TODAS AS ESPÉCIES QUE HÁ UM DIA O HOMEM, FOI HOMEM. E APRENDEU A RESPEITAR A TERRA,Á ÁGUA, O AR. UM DIA.

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NATAL
Por José Solha Foi o anjo Gabriel quem anunciou certo dia, à prima de Izabel, a santa virgem Maria... Na manjedoura escolhida de Belém, pouco afastada, nascia mais uma vida por Gabriel anunciada...

NATAL
Por Leda Montanari (Céu) O pobre menino pobre vive o Natal com tristeza. Não espera que lhe sobre uma migalha da mesa.

Dos muitos Natais passados, guardo lembranças infindas. Dos avós já sepultados vêm as lembranças mais lindas!

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Torta de Sorvete

Para servir aos seus convidados uma deliciosa sobremesa após o banquete, que tal uma deliciosa torta de sorvete que rende 10 poções. Para o Preparo Dela, Você Irá Precisar de: 4 ovos; 1 lata de creme de leite; 500 ml e + 100 ml de leite; 1 lata de leite condensado; 2 colheres de maisena 3 colheres de chocolate em pó Modo de Preparo Bata no liquidificador somente as gemas com 500 ml leite, a maisena e o leite condensado, leve ao fogo até engrossar. Faça a calda com os 100 ml de leite e o chocolate em pó, coloque em uma forma de furo no meio. Bata as claras em neve e misture o creme de leite, e acrescente ao creme reservado, bata por 5 minutos na batedeira, coloque na forma com a calda, deixe no congelador por 4 horas.
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Natal divertido

Por Sandra Ferrari Radich

Natal é uma data que alegra muito meu coração, quando vejo as luzes coloridas, as cores vibrantes e tudo o mais que representa o natal é como se vivesse numa terra encantada, toda a cidade brilha. Meus pais são pobres, não tem dinheiro para nos dar muitos presentes, porém da forma que eles planejam nosso Natal é como se eles fossem muito ricos não de dinheiro, mas de muito amor. Quando se aproxima o dia do Natal, meus pais pegam o dinheirinho que conseguiram juntar durante todo o ano para comprar brinquedos, roupas e comida para a ceia. Ao chegar em casa eles escondem os brinquedos embrulhados em papel de presente debaixo da cama. Eles gostam de fazer surpresa, nós não escolhemos os brinquedos, eles dizem que se soubermos perde a graça. Aos poucos eu e meu irmão vamos rasgando pedacinhos bem pequenos do papel do embrulho de forma que meus pais não percebam, na tentativa de descobrir o que tem lá dentro. A curiosidade é muita, normalmente não conseguimos descobrir é sempre uma surpresa. Todo dia entramos debaixo da cama sem que eles percebam com o coração na mão. É uma verdadeira aventura. Nossa casa é pequena e não tem outro lugar para esconder os brinquedos. De vez em quando minha mãe pega a gente com a boca na botija, ela briga e nós saímos correndo para o quintal. Eu e meu irmão ficamos tentando adivinhar o que tem dentro do embrulho dando palpites que achamos estar correto é muito divertido. Na hora de montar a árvore de natal é uma verdadeira festa, gostamos muito de ajudar minha mãe. Depois pegamos varias caixas de diversos tamanhos e embrulhamos com papel de presente e colocando-as embaixo da árvore para parecer que tem bastante presente e ficar bem bonito. Por último colocamos o pisca-pisca com luzes coloridas e uma estrela cadente na ponta. Sempre montamos o presépio no mesmo lugar, em cima de um armário antigo. Pegamos o menino Jesus e colocamos no berço de palha, o João, a Maria e os três reis magos, os boizinhos, as ovelhas, pedras, matinhos, estrelas e outros apetrechos que compõe o presépio, o resultado final é perfeito, muito lindo. Minha mãe ensina onde devemos colocar cada um dos objetos. Véspera de natal começam os preparativos para a ceia desde cedo, minha mãe faz rabanada, peru assado, farofa e enfeita a mesa com uma toalha bem bonita, coloca muitas frutas, nozes e avelãs e só podemos comer todas aquelas delícias quando dá meia-noite em ponto. Ficamos contando os minutos ansiosos e sonolentos, o melhor da festa seria abrir nossos tão aguardados presentes. Quanta emoção, meia-noite chega e todos saem para a rua e se abraçam desejando feliz Natal comemorando o nascimento de Jesus, fogos de artifícios explodem no céu, nessa hora coitados dos cachorros, quem ia para debaixo da cama eram eles tremiam de medo, depois passava. Desejo do fundo do meu coração que todas as crianças do mundo tenham um Natal muito Feliz.

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NATAL
Por Leonilda Spina No Natal ecoa um hino, de divina suavidade, anunciando o Deus Menino: - Redentor da humanidade! Intenso clarão divino irrompe na imensidade. É o Natal do Deus Menino, - Salvador da humanidade! Nasceu Jesus na pobreza, em meio à simplicidade. Belo exemplo de nobreza para toda a humanidade.

Refulgente, a estrela-guia no Natal veio anunciar que uma vida de harmonia no mundo iria reinar.

A menina, no Natal, colocou no sapatinho um bilhete original: - Peço a Deus um irmãozinho.

Nesse clima aconchegante de Natal no coração, tratemos o semelhante como verdadeiro irmão.

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Hoje é Natal
Por Sandra Nascimento A vida anda mais elegante... Por certo é Natal! As crianças ficaram felizes As luzes tornaram-se mais intensas E um aroma adocicado seduz a pães que se multiplicam... Divinamente Note Ninguém mais espera pelo milagre Segue fazendo o que pode E a própria ação é o que surpreende Há confiança Caridade Amizade Sorrisos Sim, é Natal Festa de cores distribuindo bênçãos e dons Aos filhos do Criador do Universo Agora o dia apenas ilumina a Paz E tudo se harmoniza com um Jesus, pequenino e silencioso Que repousa em pensamentos

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Feliz natal
Por Sarah Venturim Lasso Tudo em vermelho E verde também Bolas coloridas E fitilhos brilhantes Todas as brigas afogadas em panetone E todos felizes cantam canções de natal Feliz natal pra mim E pra você Para todos aqueles que amamos Ou não Feliz natal Com muito amor E muitos presentes também

Ano novo
Por Sarah Venturim Lasso Todos de branco Com champanhe na mão Olhando os fogos que brilham no céu 10 -9-8 Vamos esquecer o ano que passou 7-6-5 E seremos todos como crianças Puras e sem pecados Nesse ano que vai chegar 4-3-2-1 Feliz ano novo E vida nova

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em cada docinho, enquanto que nós, crianças, ficávamos encarregadas de enfeitar os doces com açúcar colorido. Cada cor de açúcar era colocado num tigelinha de pirex, e nós íamos escolhendo as cores Por Urda Alice Klueger e enfeitando os doces. E claro que botávamos tanto açúcar colorido na boca quanto no glacê fresco, ficando com a língua azul, roxa e verde, e antes de Hoje em dia, qualquer supermercado venacabar a atividade, todos já tínhamos apanhado de de doces-de-Natal, em saquinhos de plástico ou novo. bandejinhas, de modo que as donas-de-casa já não Formas e mais formas de doces enfeitadas precisam mais gastar um precioso domingo de Devoltavam ao forno, para secar o glacê, e lá pelo final zembro para fazê-los. da tarde estávamos com um gloriosa coleção de Na minha infância, porém, fazer doces-dedoces-de-Natal prontos. Com um suspiro, minha Natal era um dos rituais do Advento. Eles eram feimãe os guardava em grandes latas que existiam tos num Domingo, quando toda a família estava em exclusivamente para isso, onde eles se manteriam casa e podia ajudar, e gastava-se um dia inteiro na como novos por muito tempo, e a cada dia comeríasua confecção. mos alguns, e eles durariam até lá por Janeiro ou Eu nunca gostei de acordar cedo, e, assim, Fevereiro. quando saía da cama, minha mãe já estava prepaCansada de se incomodar conosco o dia rando a primeira massa do doce-de-Natal, misturaninteiro, minha mãe nos mandava para o banho e ia do os ingredientes de uma receita que ainda posfazer o jantar. Continuávamos com as língua roxas, suo, antiga receita que, calculo, tenha séculos de azuis e verdes, e tínhamos, cada um, apanhado diexistência. Era uma massa amarela, em que ia triversas vezes naquele dia, mas que dia feliz que tigo, ovos, açúcar e outras coisas, e que levedava nha sido! Aquele dia de fazer doces-de-Natal era a com sal amoníaco, estranha coisa que se comprava certeza de que o Natal estava chegando mesmo, de por grama, na venda mais próxima, à qual chamáque Papai Noel logo viria, de que a magia chegara vamos de “salamonico”. definitivamente e estava no ar, acima de nós, espeA casa da gente virava de pernas para o rando pela noite de Natal. ar, no dia de fazer doces-de-Natal, com a mãe da Depois do banho, já com roupas limpas, gente a fazer massas e mais massas, o pai da genbem passadas a ferro, dávamos um jeito de nos cote a esticar as massas com o rolo de macarrão, e a municarmos com os primos da vizinhança – docegente a fazer confusão, cortando as massas esticade-Natal era uma coisa que se fazia em quase todas com forminhas de ferro, transformando-a em das as casas no mesmo dia – e todos eles estavam pinheirinhos, papai-noéis, anjos e estrelas. Cada com as língua coloridas, todo tinham apanhado, e figura cortada era colocada em formas de fazer cutodos estávamos felizes. Então ouvíamos as cigarca, velhas formas enegrecidas pelo tempo e pelo ras cantando nas árvores próximas, e sabíamos o forno, nas quais se passava gordura e se polvilhava quanto aquele dia fora bom! com farinha-de-trigo, antes de deitar nelas os dociFico com muita pena quando vejo, hoje, os nhos. doces-de-Natal prontos, nos supermercados. PerChegava, então, a vez do forno, grande demos um dia lindo das nossas tradições – as noforno de tijolos onde se fazia pão nos tempos norvas gerações já não lambem mais tigelas de glacê, mais, nas que naquele dia de confusão ficava lotanem apanham mais das mães num dia de Dezemdo de formas e mais formas de doces-de-Natal. Era bro cheio de cigarras cantando. necessário vigiar-se o forno para que os docinhos não assassem demais, ao mesmo tempo que se continuava fazendo massa, esticando massa, cortando massa, a mãe da gente brigando porque se estava cortando errado a massa, todo mundo ficanBlumenau, 08 de Dezembro de 1997. do nervoso dentro de casa quando a coisa se acelerava com as primeiras formas saindo do forno.

O DIA DE FAZER DOCES-DE-NATAL

De tarde, vinha a parte melhor: docinhos assados, era tempo de enfeitá-los. Havia uma receita de glacê própria para eles, e punha-se todo o mundo a bater glacê, e nós, crianças, lambíamos mais glacê do que batíamos, e de novo a mãe da gente ficava braba e a gente saia apanhando. Glacê pronto, gente grande, responsável, como minha mãe e meu pai, passavam o glacê cuidadosamente
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O Dia Mais Mágico do Ano
Por Urda Alice Klueger Nós começávamos a esperá-lo muitos dias antes, lá pelo começo de Dezembro, quando, diariamente, na hora do almoço fazíamos um xis sobre o calendário pendurado na parede, perto da mesa, e depois contávamos quantos dias faltavam para o Natal. Outro sinal era o do canto das cigarras, infalíveis anunciadoras de Papai Noel – Ouvir a primeira cigarra era a certeza de que a magia começara! Depois, havia outros sinais, como meu pai instalando o velho pisca-pisca num pessegueiro que havia diante da nossa casa, e a faxina geral que se fazia na casa, e a coroa do Advento na mesa da sala, o dia de se fazer doces-de-Natal, os cantos de Advento na Igreja, o vestido novo a ser provado, a ida à cidade para se comprar novos sapatos... parecia que o dia não iria chegar nunca, mas, numa manhã, ele estava lá! 24 de Dezembro sempre foi, para mim, o dia mais mágico do ano. Eu me lembro, na infância, do grande nervosismo que tomava conta de todos nós desde a manhã desse dia. Minha mãe amanhecia cuidando dos últimos detalhes, deixando a casa impecavelmente limpa, e dando bronca na gente, que estávamos tão excitados que derramávamos o Toddy na toalha da mesa e deixávamos o cachorro entrar em casa e outras coisas assim. Meu pai, nesses alturas, estava no jardim, cortando um pinheiro, e corríamos para vê-lo. Ele plantava o pinheiro cortado num lata cheia de terra, e carregava tudo para dentro, para a sala de assoalho rebrilhante de tão encerado, e é claro que alguma terra acabava caindo no brilho do assoalho, e que nós pisávamos em cima incontinenti, e saíamos sujando a casa toda, e ai vinha o motivo para apanharmos a primeira vez naquele dia. Ninguém ligava quando apanhava, o que a gente queria era ver o pinheiro enfeitado, e quando meu pai buscava a caixa com os enfeite de Natal, havia um frenesi de excitação tomando conta de nós. Até aí, minha mãe já havia limpado a terra que caíra no chão encerado, e tudo era muito solene, com eles pendurando cuidadosamente as bolas coloridas de forma simétrica pelos galhos do pinheiro, e nós a queremos ajudar. Sempre conseguíamos derrubar alguma bola no chão, que se estilhaçava espalhando miríades de cacos de vidro colorido pela sala toda, os quais tentávamos ajuntar antes que minha mãe ficasse muito braba, eu, totalmente encantada pelo brilho do vidro quebrado, e nessa horas sempre um caco de vidro entrava no dedo de alguém e produzia abundante sangramento, o que deixava minha mãe mais nervosa do que

já estava. Nunca esqueço que, o tempo todo, nesses dias de Natal, o rádio estava ligado na Rádio Nereu Ramos, que transmitia músicas natalinas entremeadas com votos de boas festas de todas as casas comerciais da cidade e, mais que tudo, eu gostava daquelas musiquinhas tocadas pela harpa paraguaia de Luís Bordón, e o dia fugia dentro dos muitos afazeres, ao mesmo tempo que parecia que nunca iria anoitecer. No final da tarde, enfim, estava tudo pronto, tudo no seu lugar, e era hora de tomarmos banho e botarmos roupas limpas. Era dia claro, ainda, e jantávamos frugalmente, pão com sardinha e nata, enquanto lá fora, as cigarras quase arrebentavam de tanto cantar, emissárias certas de que a magia só iria aumentar com o cair da noite. Nessas refeições de prelúdio de Natal, era mister que comêssemos uma melancia, e a degustávamos nervosamente, loucos para que a noite caísse e as coisas começassem a acontecer. E então escurecia. Estava chegando a hora. Minha mãe pegava seu melhores pratos de porcelana, enchia-os de doces-de-Natal e os levava para a sala. Ela e meu pai acendiam as velinhas coloridas do pinheiro enfeitado, dando-lhe um ar de magia que só poderia existir, mesmo, numa noite assim. E nós nos sentávamos, angustiados, expectantes, quase explodindo de tensão, porque sabíamos que logo logo Papai Noel iria bater na porta. O mundo ficava tomado de tal encanto que era difícil de suportar, enquanto as cigarras continuavam cantando e o pisca-pisca do pessegueiro continuava piscando. As velas do nosso pinheirinho ardiam misteriosamente, quando ouvíamos o portão bater, certeza inconfundível que o bom velhinho viera. E então tínhamos certeza de que não poderia haver no mundo nada melhor do que aquilo, aquele dia de nervosismo e aquela noite de magia! Blumenau, 13 de Dezembro de 1991.

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Rendição
Por Valquíria Gesqui Malagoli

Há uma árvore que brilha, pois, nela uma luz acende. Basta só um farol à trilha... Nisso a escuridão se rende.

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Natal dos Expatriados

Por Valquíria Imperiano

A mesa é farta, as cores são vivas, as roupas bem passadas novas e reluzentes algumas ainda com etiquetas que foram esquecidas de serem cortadas. Estamos sentados, a conversa rola alegre, longe do meu país, longe dos meus pais ou melhor da minha irmã, pois meu pai, creio, está festejando sentado junto ao próprio Cristo. Um certo ar de nostalgia contamina o ambiente, cada um tem suas próprias razões secretas e silenciosas para não se afetar demais com o clima natalino. Imagino o que se passa na cabeça que protege tristezas e as alegrias de cada um. O riso mostra os dentes e esconde a alma atrás dos olhos camuflados. Procuro adivinhar o que ficou para trás de cada personagem, famílias pobres, doenças, luta para sobreviver, trabalhos mal pagos, amores distorcidos, desilusões e misérias que cada um tenta apagar das lembranças e encobri-las com a nova situação que o novo país oferece. Quantas histórias, dramas e traumas foram deixadas além dos mares; de quantas dores tentamos escapar e extirpar da memória. Qual o peso dos sofrimentos que nos empurraram e nos deram a coragem de atravessar o Atlântico em busca da felicidade. Dou uma olhada de soslaio e percebo pela primeira vez que a maioria destes desertores do passado são mulheres. Somos mulheres! Minha atenção redobra e minha constatação me enche de certa forma de orgulho, orgulho por ser mulher e de constatar que as mulheres, em não importa que situação são corajosas e destemidas. São a maioria sim, que teve a coragem de encher as malas com mínimo de pertences para enfrentar um novo mundo, cheias de esperança, longe de saber a real dificuldade que enfrentariam, dificuldade da língua, da solidão, do mercado de trabalho, da habitação, da integração social em um pais onde tudo é oposto ao nosso próprio pais.

Bravo ! Nós mulheres somos realmente cheias de graça, a imagem da mãe de Deus, porque somos corajosas, nossa força vem da alma, da vontade de combater e de não se deixar abater. Aqui estamos em volta de uma mesa farta e bem decorada com um riso de nostalgia pensando talvez que no nosso país muitos nunca poderão preparar um Natal como o que vivemos no momento. Somos a família bem sucedida que mora na Suíça, o pais dos banqueiros, do dinheiro e por tabela herdamos a moeda, como se o fato de morarmos na Suíça nos transformasse automaticamente em milionários. Mal sabem que o sucesso e a estabilidade por muitos alcançados esconde uma luta constante e trabalho árduo, quantos estrangeiros ganharam ou ganham a vida fazendo o trabalho duro de limpar chão, fazendo horas de faxina, arrebentando as costas carregando idosos e doentes, cuidando de crianças, lavando pratos durante horas em restaurantes, levando cachorros para passear, se ocupando enfim de todo trabalho duro e não especializado que o suíço não faz e que permite ao imigrante aventureiro o sacrifício de deixar o sol e o calor anual em troca de um salário que lhe permite obter além de objetos pessoais sonhados, a possibilidade de comprar seu bilhete de avião e partir em ferias merecidas para países que visitariam apenas através da televisão se estivessem permanecidos no pais de origem. Mas para aliviar o próprio espírito enviamos depósitos afim de oferecer um pouco de alegria aos nossos queridos que ficaram para traz e que esperam da irmã, da mãe, da tia, da cunhada, ou da prima a ajuda esperada. Tornamo-nos a tábua de salvação da família na hora do aperto e da doença. Tomamos o nosso vinho, comemos e brindamos a nossa felicidade. Abrimos nossos presentes e a conversa discorre sobre o avanço econômico do Brasil, quem sabe faremos um dia as malas de voltamos para a nossa terra!. Muito tempo já passou, nossas dores amorteceram , levantamos sacudimos a poeira e demos a volta por cima mas a nossa esperança de voltar nunca morre.
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Somos quase todos imigrantes, com exceção de alguns maridos suíços, todos somos oriundos de países longínquos, Portugal, Brasil, Colômbia, Espanha, Inglaterra, França. As tristezas estão escondidas, as saudades abafadas com o vinho e durante o decorrer do jantar alguns desejos são expostos e me atiram o pensamento, o desejo do regresso e as qualidades da Pátria são exaltadas no superlativo. O mundo gira na minha mesa, viajo por vários países sem precisar de avião e intitulo o meu Natal « O Natal dos expatriados ».

VOCÊ NO SALÃO INTERNACIONAL DO LIVRO DE GENEBRA/SUÍÇA COM O VARAL DO BRASIL!

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Para Papai Noel
Por Varenka de Fátima Araújo

Chegou a hora de falar de muitas coisas Papai Noel. O tempo passa , mudam os tempos O meu pedido neste natal..... Que o cérebro sendo a maior riqueza, fosse desenvolvido Que construísse mais escolas para os pequeninos Que cada criança aprendesse a desenhar Que a literatura fosse uma disciplina curricular Que cada um plantasse uma muda para florir Que não adianta estudar sem ter cultura Que respeitem o desejo da criança dando limites Que aproveite o tempo enquanto pequeninos Que sejam bondosos com os mais velhos de cabelos branco Que não existe um pequenino totalmente mau Que o bem está dentro de cada um e vence Que devem se contentarem por terem escolhidos seus pais Que nunca desanimem com uma pedra Que virão outras pedras no caminho Que sendo ofendido, perdoe para ser feliz Que penetre nos sonhos sem tapetes e devaneios Que brinque e encham o ninho da infância com harmonia

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NATAL
Por Lóla Prata É emocionante o sino bimbalhando de alegria a festejar o Menino filho de Deus e Maria! Percebi que era Natal quando vi teu gesto amigo, de maneira especial, auxiliando um mendigo. Foi ao descer para a gruta onde o Menino nasceu que mudei minha conduta e o Natal me aconteceu. Na cidade de Belém Jesus teve seu Natal e aquele santo neném santificou o local. Somente doce e salgados que no Natal se organiza, não trazem aos batizados a festa que a fé precisa. Preenche-se de poesia a história de minha fé, com a presença de Maria com seu marido José. No presépio pobrezinho, grande riqueza existia, pois junto com seu filhinho

estão José e Maria. Ao nascer Jesus-Menino, a mãe sentiu a alegria pelo seu santo destino de ter com Deus, parceria! Uma virgem concebeu há dois mil e onze anos, um mistério que envolveu todos os seres humanos. Teria a Virgem chorado ante o angélico anúncio e na lágrima expressado o doloroso prenúncio? A todo ano em dezembro, nesta festa sem igual, o nascimento eu relembro, do menino divinal.

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O PRESENTE DE PAPAI NOEL
Por Jacqueline Aisenman

Acordaram e não viram o menino. Procuraram pela casa toda e nada. O desespero já começara a se instalar quando encontraram um bilhete perto da árvore: Mamãe, papai, já volto. Fui levar um presente para o Papai Noel. Assinado: Joel. Agonia completa! Presente para o Papai Noel? Que loucura era esta? De repente a porta se abre e ele entra, de pijamas, um pouco amassado e todo sorridente. Corre abraçar os pais ainda sem fala e sem espera começa a falar: Lembram ontem quando fomos à missa? Ele estava lá, lá na calçada o Papai Noel. A barba estava muito suja, a roupa puída e só o chapéu e o sininho na mão fizeram que visse que era realmente ele. Ah, e o saco ao lado dele. Era o Papai Noel. Fora falar com ele mas ele estava pedindo comida para os passantes com o saco vazio estendido. Foi quando pensou que desta vez ele tinha que ser o Papai Noel para aquele velhinho que todo ano vinha trazer coisas para ele no Natal. Mudos e estarrecidos os pais não conseguiam dizer palavra alguma. Mas o menino terminou seu discurso dizendo, todo feliz: Levei a comida do jantar, a estrela da árvore e aquelas roupas que o papai disse que não queria mais. Mamãe, papai, vocês não podem imaginar a felicidade dele! Disse que eu viesse pra casa correndo que meu presente ia estar aqui... Mas agora que o conheci pessoalmente nem preciso mais de presente! E naquela manhã de Natal três pessoas festejaram dentro de casa o que o Papai Noel festejava sozinho na rua: um Feliz Natal!

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NATAL
Por Maria Cestari Num crepúsculo divino surgem novas esperanças. Abençoa, Deus-Menino, nossas queridas crianças! Criança, nobre esperança..., infância que me seduz. Ao olhar cada criança, vejo o Menino Jesus. “Tu és o meu filho amado”, diz o Senhor do universo. Tu és o Deus revelado que se traduz em meu verso. Corre manso e sorrateiro o rio que nasce na serra como o amor de nosso Deus que nasce e abrasa a Terra. Neste Natal, seja o rei que ofertou o puro incenso. Que a justiça seja lei e que o amor seja imenso. Traga luz, traga alegria, oh, Jesus de Nazaré! Encha a Terra de harmonia, transborde a mente de fé. Estrela Dalva anuncia do nascimento, o local. Eis nos braços de Maria, Jesus menino. É Natal!
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A Verdadeira Magia do Meu Natal
Por Vanessa Laís Roberti

Naquele Natal, ao contrário dos anteriores, não haveria brinquedos ao pé da árvore natalina, nem luzes coloridas piscando na janela e muitos menos, cestas recheadas com guloseimas. Passávamos por grandes dificuldades financeiras na época, mas aquele fato não nos impediu de viver a magia do Natal. Lembro-me de passar horas forrando caixinhas de fósforos, com papel colorido usado e pendurando na singela árvore. Cada algodão, colocado entre os galhos, era como a neve fofa e branquinha do Polo Norte. Um laço vermelho, feito por minha mãe, enfeitava o topo. Para mim, aquela era a árvore mais linda de todo o mundo. Não pelos enfeites, mas pela alegria de ter passado horas ao lado dela. Os presentes, naquele ano, foram simples, mas de grande valor sentimental. Guardo até hoje, a gargantilha de pedrinhas coloridas, como um valioso tesouro. Meu melhor Natal não teve ceia requintada, nem roupa nova, nem boneca que canta. Mas teve a verdadeira magia do Natal, porque tínhamos amor. Até hoje, na noite de Natal, a magia toma conta de minha vida e lembro-me das dificuldades que passamos todos juntos. E isso, me faz ter força para continuar lutando todos os dias, ao lado das pessoas que amo. Feliz Natal!

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NATAL
Por Marina Valente Os anjos cantaram: - Glória! A estrela-guia brilhou. Um menino, uma história que a Virgem Mãe embalou.

Revestido de realeza, meu Menino de encantar, em meio a tanta pobreza, uma lição nos quis dar.

Cantemos com alegria hinos de paz e de amor; nasceu da Virgem Maria, Jesus, nosso Salvador! Vamos cantar irmanados a mensagem de Natal, proclamá-la entusiasmados, em corrente universal.

O Natal traduz beleza, união, fraternidade. Jesus é a nossa certeza: Caminho, Vida e Verdade.

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PAPAI E MAMÃE... NÃO HÁ PRESENTE MELHOR!!
Por Vera Ribeiro

Viajei pelas montanhas Visitei até o Egito Vi lagos, mares e castelos Muitos guardas com apitos Quer saber quanto custou Toda essa aventura? Imaginação e tempo dedicado Papai e mamãe brincando ao meu lado Como um sonho realizado Algo que eu sempre quis Passei horas de brincadeiras Com a minha família feliz!

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NATAL
Por Myrthes Neusali Spina de Moraes Em Belém nasceu Jesus, em modesta estrebaria. Saudemos o rei da Luz com amor e alegria. Anjos cantam em ciranda. Resplandece o céu de luz. Maria e José se encantam com o pequenino Jesus. Em manjedoura modesta a Virgem Mãe deu à Luz. Vestiu-se o mundo de festa para receber Jesus.

São José, feliz, ao lado da terna Virgem Maria contemplava, extasiado, Jesus que leve dormia.

Natal de Jesus Menino, Noite santa de alegria! Os anjos cantam um hino saudando a Virgem Maria.

Natal é noite de festa. Nasceu Menino Jesus! Os anjos fazem seresta ao Divino Rei da Luz.

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MINHA ORAÇÃO
Por Yara Darin

Senhor, eis que resplandece mais um Ano Novo. Dai-me toda a simplicidade e o sentimento de fraternidade para com todos. Reacenda em mim, a chama da bondade natalina e conceda-me o desejo real para em comunhão, viver os ensinamentos de Jesus. Naquele momento de alegria ,abraços e promessas, que eu possa sentir o Teu Poder , a Tua Paz e a Tua Luz, abrindo e iluminando cada passo do meu caminho. Renova minhas forças e esperanças no amanhã. Dai-me paciência suficiente, para aceitar o que não posso modificar e perseverança para os meus projetos de vida. Abençoe e proteja minha família, amigos , meus queridos irmãos necessitados e todos aqueles que precisam tanto de Ti . Senhor, torna-me capaz, para que eu seja digna de compreender a minha missão aqui na Terra e a Tua Obra Divina! Grata Amém Amor Glória Paz Luz Fé
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Anos se passaram e Maria Terezinha, já com dez anos de idade, não desistia e continuava com sua oração de todos os Natais pedinPor Vó Fia do só a volta do pai, porque nenhum presente lhe daria alegria sem o pai por perto; naquele Quando o Natal chega, a alegria e a paz che- ano a menina rezava com mais fé ainda, ela gam junto, porque aquela aura de luz que vem esperava que o Menino Jesus ouvisse. do céu, inunda a alma das pessoas que procuAs onze horas Rosa chamou a filha para ram perdoar pequenas coisas e as vezes até irem assistir a Missa do Galo e Maria Terezinha alguma ofensa maior e ao som dos hinos da época a alegria invade os lares e os planos de disse: vá a senhora mamãe, eu vou esperar o ceias e presentes são feitos por crianças e papai, tenho certeza que meu Jesusinho vai me atender hoje; Rosa saiu chorando e deixou adultos. a filha com sua ilusão, porque ela não acreditaComo sempre as diferenças financeiras va. falam mais alto e separa pobres e ricos e essa Mais uma vez Maria Terezinha rezou sua é a parte triste do Natal, porque nem todos tem dinheiro para ceias e presentes, mas as crian- pequena oração e junto com o som do sino da ças não sabem disso e continuam a sonhar igreja saudando o Nascimento de Jesus, ela com coisa impossíveis; Maria Terezinha era ouviu batidas na porta e foi abrir na certeza que uma menina pobre, que sonhava como as ri- era seu pai e era mesmo, Antonio chegou em um carro cheio de presentes e coisas boas pacas. ra a ceia e depois de abraços e beijos, foram Todas as noites ela se deitava em sua po- para a igreja. bre cama e de olhos abertos, pensava nas coiRosa nem acreditou em seus olhos quansas bonitas e gostosas que tinha visto nas vitrines das lojas e antes do sono chegar ela reza- do viu o marido chegando com a filha, ela chova para o Menino Jesus e fazia seu pedido, as- rava e ria ao mesmo tempo, toda a comunidade sim: Meu querido Jesuszinho, eu bem que que- veio abraçar Antonio e foram com ele e sua faria tudo de bom e bonito que vejo, mas só peço mília até sua modesta casa e comemoraram que traga meu pai Antonio de volta para casa. juntos aquele milagre conseguido com a fé e oração de uma criança e o melhor era que ele Amém. estava rico. Rosa e Antonio tinham dificuldades para Antonio disse que tinha prometido a si criar sua filha Maria Terezinha, em sua pequemesmo, só voltar quando conseguisse meios na cidade de Rio do Bagre, lá nos cafundós de Minas Gerais; eram lavradores e plantavam um de livrar sua família daquela pobreza e depois pouco de tudo em seu pequeno pedaço de ter- de tantos anos de luta, tinha encontrado um ra, mas cada ano que passava, alguma coisa grande veio de ouro e agora estava de volta de ruim acontecia para atrapalhar a vida deles. para cuidar bem de Rosa e de Maria Terezinha; mais uma vez a menina rezou, agora para Uma hora era sol demais e chuva de me- agradecer ao Deus Menino a graça alcançada nos ou chuva de granizo e no inverno vinha a e a alegria de volta. geada que acabava com tudo; eles moravam na periferia da cidadezinha em um barraco pequeno de madeira coberto com sapé, de madrugada Antonio ia trabalhar em sua terrinha e Rosa cuidava dos afazeres domésticos.

NATAL...LENDA E FÉ!

As vezes ela conseguia uma faxina ou alguma roupa para lavar e conseguia ganhar uns trocados, mas as dificuldades só aumentavam e Antonio resolveu ir para o norte trabalhar de garimpeiro, mas se foi e se perdeu no meio do mundo, nunca deu noticias e a pobre mulher se considerava viúva, mas a filha não perdia as esperanças.
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NATAL
Por Norberto de Moraes Alves

A luz brilhante em Belém trouxe paz à humanidade, mensagens de amor e bem aos que têm boa vontade! Pense na alma imortal, no sacrifício da cruz. Poetas, cantai Natal de sonho, alegria e luz! Quando Jesus veio ao mundo a estrela brilhou em Belém e um sentimento profundo brilhou sobre nós...Amém! Na época do Natal voltamos a ser criança, sonhos puros de cristal; na alma, fé e esperança. Que o Pai Noel diminua a violência ao menor; traga ao menino de rua pistas de um mundo melhor. Que este Natal de magia não seja só de presentes; que traga santa alegria aos corações mais carentes.

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NÃO NOS CUSTA MUITO
Por Wilton Porto Criei uma manjedoura gigante E dentro dela coloquei os Evangelhos. Todos os dias, tiro do meu tempo um instante, E no AMOR que emana dali, eu me espelho. Assim, tenho feito do cotidiano o meu Natal. E minha vida tem sido um foco de Luz. Por onde passo, eu deixo um tanto de fermento e sal, E bem mais fácil carrego então minha cruz. Seria ótimo, se todos seguissem o meu exemplo. O mundo teria menos violência e dor. Em vez de um ser feito de pedras – seríamos um templo E em vez de depressão, derramariam Amor. Não nos custa muito – é praticar para ver! No seu lugar, eu tentaria este ano, – se possível à vida inteira. Natal é transformação. É de novo nascer. É vivermos o nosso batismo. É não sermos do Evangelho, a figueira.

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NATAL
Por Therezinha Ramos de Ávila Vinde a Mim as criancinhas, já nos dizia Jesus. Neste Natal, pequeninas, que estejam cheias de luz. Traga-nos neste Natal, ó nosso Senhor querido, sonho de paz sem igual para este povo sofrido. Neste Natal, meu Jesus, perdoa nossos pecados. Ensina-nos com tua luz, perdoar... ser perdoado...

Contemplando o lindo céu, vejo uma estrela a brilhar, rompe das nuvens, o véu. É Jesus quem vai chegar. Jesus nasceu muito pobre na manjedoura sem luz; seu coração era nobre e por nós morreu na cruz. Que os sonhos da humanidade de uma união sem igual, de paz e prosperidade, completem-se no Natal!

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NATAL
Por Vladimir Inokov

No Natal da cristandade, é Jesus comemorado; festa da Natividade, o Divino é relembrado. Em Natal bem decorado, aceso e iluminado, com tudo bem preparado... êta, Natal abonado...

Árvores, cores, enfeites, com Papai-Noel do norte, muito frio e seus deleites, crianças com boa sorte.

NATAL: a Missa do Galo, Menino Jesus nasceu; segue ágape e regalo, cristianismo floresceu.

As crianças-esperanças, anseiam pelos presentes, festa, bem-aventuranças no universo de inocentes.

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NATAL
Um Feliz Natal a quem Por Wadad Naief Kattar Gosto muito do Natal, porque me quebra a rotina: mudo a frequência mental e tudo então, se ilumina. O ano inteiro pedi pra Jesus me socorrer. Tanta graça recebi que hoje venho agradecer. No Natal eu só desejo muita paz e alegria. Depois disso, só almejo sua boa companhia. No Natal não vou pedir, eu não quero incomodar, mas Jesus, vou insistir pra você me abençoar. É Natal! Reze comigo e que o coração-criança receba como herança a paz que tanto bendigo. Natal! A estrela anuncia e se cumpre a profecia; e Deus em homem se faz, para nos trazer a paz! Senhor, chegou o Natal! Apaga nossos pecados, livrai-nos de todo o mal. Queremos ser perdoados!
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no coração tem bondade, a quem só espalha o bem, desconhecendo a maldade. Você que sempre enfrentou suas agruras, sorrindo, verá que agora chegou dos seus Natais, o mais lindo! Tão modesto nascimento trouxe ao mundo muita luz. Tudo era encantamento na manjedoura, Jesus.

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NATAL
Por René Zmekhol (Céu) Neste Natal ofereço a amigos e conhecidos e àqueles que eu nem conheço, meus votos mais comovidos. Na manjedoura singela, iluminando Jesus, apenas há uma vela do nosso amor feito luz. Se o Natal é o natalício de Jesus, nosso Senhor, faça mais um sacrifício e só se lembre do amor!

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Um agradecimento especial aos trovadores de Bragança Paulista pela participação nesta edição especial de Natal e Ano Novo!

O VARAL DO BRASIL AGRADECE A PARTICIPAÇÃO DE TODOS OS AUTORES DESTA EDIÇÃO E DE TODAS AS EDIÇÕES REALIZADAS DESDE NOVEMBRO DE 2009! É VOCÊ, QUE ESCREVE COM O SEU CORAÇÃO QUE TRANSFORMA NOSSA REVISTA EM ALGO ESPECIAL DENTRO DA LITERATURA BRASILEIRA E PORTUGUESA. VOCÊ, COM SUAS EMOÇÕES, PINTA O MUNDO COM AS CORES DAS EMOÇÕES E FAZ DELE UM LUGAR MELHOR PARA SE VIVER! OBRIGADA! FELIZ NATAL, FELIZ 2013!

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Revista Varal do Brasil A revista Varal do Brasil é uma revista bimensal independente, realizada por Jacqueline Aisenman. Todos os textos publicados no Varal do Brasil receberam a aprovação dos autores, aos quais agradecemos a participação. Se você é o autor de uma das imagens que encontramos na internet sem créditos, façanos saber para que divulguemos o seu talento!

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