RELATÓRIO DO PROCESSO PRODUTIVO

FAZENDA EXPERIMENTAL YAKULT/UFSC

SUMÁRIO
SUMÁRIO.............................................................................................................................. 2 1 - Processo produtivo da fazenda Yakult/UFSC................................................................... 3 1.1 – Espécie Cultivada ...................................................................................................... 3 1.2 - Sistema de Cultivo ..................................................................................................... 3 1.2.1 – Viveiros de engorda e de reprodutores. .............................................................. 4 1.3 - Sistema de captação e elevação de água .................................................................... 9 1.4 - Controle e tratamento de efluentes e sedimento. ....................................................... 9 1.5 - Recirculação da água................................................................................................ 10 2 - Programas de Biossegurança e Biosseguridade .............................................................. 10 2.1 - Cuidados na aquisição e transporte das PL’s ........................................................... 10 2.2 - Cuidados na recepção das PL’s................................................................................ 10 2.3 - Controle do acesso à fazenda. .................................................................................. 11 2.3.1 - Programação para receber visitantes. ................................................................ 11 2.3.2 - Controle da Entrada de Veículos....................................................................... 11 2.3.3 - Controle da Aquisição e Armazenamento de Insumos Utensílios e Equipamentos. .............................................................................................................. 11 2.3.4 - Freqüência das Operações de Limpeza e Desinfecção.................................... 12 2.3.5 - Exclusão de Patógenos ...................................................................................... 12 2.3.6 - Exclusão de vetores........................................................................................... 12 2.4 - Monitoramento da Sanidade dos Camarões. ............................................................ 12 2.4.1- Análises presuntivas........................................................................................... 13 2.4.2 – Acompanhamento oficial.................................................................................. 14 2.4.3 – Monitoramento do vírus WSSV através de PCR.............................................. 14 2.6.1 - Ações executadas de acordo com as análises PCR ........................................... 15 3. - Monitoramento Ambiental ............................................................................................. 15 3.1 - Elaboração do plano de amostragem........................................................................ 15 3.2 - Padrões de qualidade de água .................................................................................. 17 3.3 - Monitoramento dos parâmetros físico-químicos...................................................... 18 4 - Resultados dos cultivos realizados.................................................................................. 19

cujos náuplios eram provenientes dos estados da Bahia e do Rio Grande do Norte. Terminada a fase de engorda. até o estágio de juvenil. os juvenis são estocados nos viveiros de engorda. Após a fase de viveiro berçário. Para a reprodução em laboratório. especialmente no tocante ao fitoplâncton. especialmente por se estar ciente de que. mediante a redução do uso de rações complementares. Em 1998 a fazenda foi povoada com larvas oriundas do Laboratório de Camarões da UFSC. tal cadeia alimentar tem contribuição decisiva para a nutrição dos animais em cultivo. numa densidade de 1 – 7 camarões/m2. viveiros de engorda e de reprodutores.1 – Espécie Cultivada A espécie cultivada na fazenda é a Litopenaeus. 1. envolvendo o emprego de viveiros berçários. Durante o cultivo de engorda os viveiros são estocados entre 9 – 15 camarões/m2. A partir daí se procede à engorda propriamente dita. zooplâncton e zoobentos. vannamei. Isto permite uma pressão de seleção natural e induzida durante um período de 1.Sistema de Cultivo Nesta unidade de produção é adotado o mecanismo semi-intensivo e bifásico de produção. apenas 1 % dos animais que foram estocados nos viveiros serão utilizados. Central e Costa do México. colaborando de forma marcante para a redução dos custos. a fazenda mantém planteis de reprodutores destes animais e realiza seus cultivos de engorda com estas linhagens.1 . tempo necessário para os animais atingirem a idade reprodutiva.Processo produtivo da fazenda Yakult/UFSC 1. Desde então.4 anos de cultivo. No viveiro berçário é realizado a primeira fase de cultivo. até a fase de comercialização. fitobentos.2 . O processo de recria e engorda dos camarões estará fundamentado no programa de produção eficiente do alimento natural. Durante a fase de berçário os animais são estocados numa densidade de 150 camarões/m2. . quando os camarões atingem em média 2 g. tendo em vista a importância que esse conjunto de alimentos representa para a nutrição dos camarões em cultivo. O programa de produção da fazenda Yakult/UFSC envolve as etapas descritas a seguir. além da comunidade bacteriana. sendo encontrada na América do Sul. uma parcela dos animais é mantida na fazenda para a manutenção das linhagens de reprodutores. É nativa da costa do Pacífico.

ao final de cada cultivo.1 1 1 4 .5 6 6 1 2 . são efetuadas as análises de matéria orgânica e o mapeamento do pH do solo do viveiro.4 5 4 .9 9 9 . o revolvimento da camada superficial do solo (gradagem manual ou mecânica) e a incorporação de calcário dolomítico na proporção de 500 a 2.7 2 7 2 4 . Os viveiros da fazenda em questão.6 7 1 1 2 . os futuros efeitos danosos ao desenvolvimento dos camarões em cultivo. A configuração topográfica de seus leitos permite que os mesmos sejam drenados rápida e facilmente. é adotado como prática sistemática.0 0 m 3 O processo tecnológico de construção foi baseado na remoção de material do fundo dos mesmos para a confecção dos diques. A exposição do solo aos raios solares e a atmosfera.6 6 1 1 2 . ¦¤§ ¦¤§ ¦¤§ ¦     ¤ § ¡¦¤¥ ¡¡¢ ¡¦¤¥ ¢  ©¨©¨©¨©¨§§§§ ¦¥££££ ¡¡¢     ¡¦¤¥ ¢ ¡¤ $#¦¤¤§§§¢ $#¦¢ $#¦§¢ $#¦¢     ¤¤ ¦ ¥ ¡¡¡¡ ¦ ¤¥  ¦ ¥  ¦"¨"¨""¨¨ !§!§!§!§¡¡¡¡ ¤¤¥££££       ¤ ¦¤§§ ¦¤ ¦¤ ¦§§  ¤ ¦ ¡¦¤¥ ¡¡¢ ¦ ¡¦¤¥ ¡¢ ¦ ¡¦¤¥ ¢ ¦©¨©¨©¨©¨§§§§ ¦¥££££ ¢      ¡¤ ¡ 1 1 . possibilitando a secagem completa da camada superficial dos seus solos. a limpeza e a vedação completa de suas comportas de adução e drenagem. A constatação de níveis de matéria orgânica renascente superiores a 5%. Para se evitar a ocorrência dos problemas acima relatados. especialmente no que tange à preparação para o povoamento.500 kg/hectare.4 4 9 1 1 .1 0 6 1 2 . a mineralização da matéria orgânica existente na camada ligeiramente inferior do solo. por conseguinte.2 5 7 4 . bem como ao estado de redução dos solos. promovendo a intensificação das trocas e gasosas com as camadas mais profundas. estará via de regra. além da elevação do pH. a limpeza completa do fundo e dos taludes. implicando na necessidade de correções minimizando. ou ligeiramente ácidos. possibilita a oxidação da matéria orgânica acaso existente e o arejamento da camada superficial do solo. associada a potenciais hidrogeniônicos ácidos.5 9 9 1 2 .8 4 2 1 2 . possibilitando desse modo.9 4 8 1 1 . bem como a recomposição dos enrrocamentos nos taludes. Como atividades seqüentes. possuem abastecimento e drenagem independente.1. a – Preparação Inicialmente os viveiros são drenados totalmente.7 7 6 1 2 . procedendo-se ao mesmo tempo. expondo-se seus leitos aos raios solares.1 – Viveiros de engorda e de reprodutores. Cujas áreas são as seguintes: 1 2 3 4 5 6 1 2 .8 3 4 1 1 .5 9 7 1 1 . São representados por 19 dezenove tanques retangulares.8 5 4 13 14 15 16 17 18 19 T o ta l = 2 3 5 . realizando-se neste intervalo de tempo.2.5 6 1 1 8 .8 8 5 7 8 9 10 11 12 1 2 .3 2 6 1 1 . possibilitando um controle mais eficaz dos parâmetros de produção.

os viveiros serão inicialmente abastecidos e posteriormente fertilizados. b .9 5.5 -5. produzindo oxigênio.4 < 5. Uma vez conseguida a estabilização dos parâmetros físico-químicos e obtidas a disponibilidade adequada de alimentos naturais (cerca de 80 a 100.500 kg/ha As áreas alagadas acaso existentes.9 5. Os fertilizantes utilizados são o nitrato de cálcio e superfosfato triplo.Como regra geral. pH (as 00:00 e 14:00 horas) e as avaliações de transparência (às 14:00 horas). visualmente detectada pela mudança de coloração da água dos viveiros. são tratadas com cal virgem (500 kg/ha). impossibilitadas de drenagem e secagem total.0 6. Por outro lado. feitas a cada três dias. predadores e patógenos. efetuando-se em seguida. A aplicação da cal virgem. a comunidade planctônica e particularmente o fitoplâncton é extremamente importante na estabilização das condições hidrobiológicas dos viveiros.0 -6. principais ingredientes da dieta alimentar dos camarões na fase juvenil.0 -5. . Tabela 1– Correção de pH do solo. absorvendo gás carbônico e os resíduos nitrogenados. que por sua vez. A fertilização tem com objetivo o incremento dos níveis de nutrientes. salinidade.000 ind/l de zooplâncton). potencialmente danosos aos camarões em cultivo.000 cel/ml de fitoplâncton com predominância de diatomáceas. Valores de pH > 7. minimizando a proliferação de algas bentônicas e inibindo potencialmente a produção de bactérias patógenas. o revolvimento do solo por gradagem manual ou mecânica. se obedece aos seguintes critérios para correção do pH do solo.000 kg/ha 2.0 Qtde Calcário Dolomítico 500 kg/ha 1. o viveiro estará apto para ser estocado. proporcionará a reprodução em larga escala do zooplâncton e do zoobentos. e 100 a 2. é ratificada pelas análises hidrobiológicas rotineiramente realizadas. estimulando a proliferação em massa do fitoplâncton. compreendendo as medições de temperatura. oxigênio dissolvido. A eficácia das fertilizações. Tabela 1. além de promover a rápida elevação do pH do solo. funcionará também como mecanismo de erradicação dos organismos competidores.000 kg/ha 1.500 kg/ha 2. diariamente efetuadas além das determinações quali-quantitativas do fito e zooplâncton.Abastecimento e Povoamento Concluída a operação de esterilização. além de contribuir para a redução da luminosidade no substrato.

tamanho. juvenis de L. O fitoplâncton utiliza CO2 (dióxido de carbono) no processo de fotossíntese. é promovido uma maior recirculação de água do viveiro.0 a 9. através da utilização de um disco de Secchi. com face pintada alternadamente nas cores branca e preta o qual é afixado em uma vara graduada ou em cordão de nylon com escala graduada em centímetros. profundidades entre 30 e 40 cm. introduz-se o disco gradativamente na água. são analisados diariamente os parâmetros referentes a pH. pode haver um decréscimo no crescimento e abaixo de 1. alcalinidade.0 mg/ litro. até que o mesmo desapareça e em seguida puxa-se o disco até que ele reapareça e mede-se a profundidade na régua graduada. Na prática. trabalha-se a concentração o mais próximo possível de 5. concentração de oxigênio dissolvido. Os camarões são bastante tolerantes as baixas concentrações de oxigênio dissolvido. contudo são valores extremos e não praticados nesta unidade de produção.se a fase letal. Valores menores que 4 e maiores que 11 indicam pontos letais. procedendo-se à liberação dos juvenis. Com 50 cm de visibilidade. prévia e adequadamente adaptados às novas condições ambientais. procede-se novas fertilizações e completa-se o nível até atingir a lâmina desejada. as fertilizações são realizadas com menos freqüência e em doses menores. oxigênio dissolvido. para águas estuarinas. e procede-se a uma maior aeração da água.17 mg/litro de oxigênio dissolvido. e (2) causada pela suspensão de partículas sólidas. todos os viveiros recebem aeração artificial mediante o uso de aeradores de palhetas. De um modo geral. de alimentação e crescimento. A relação entre o pH e o cultivo de animais aquáticos é de grande importância. razão pela qual. nitrato. temperatura da água. considerando-se que a transparência é afetada por dois tipos de turbidez: (1) resultante do bloom de fitoplâncton e outros alimentos naturais. As taxas de oxigênio dissolvido requerido pelos animais aquáticos são bastante variáveis e dependem das espécies. As fertilizações são feitas como precaução para proporcionar o bloom de fitoplâncton. significa dizer que a concentração de íons H+ e – OH se encontram em igual concentração. Para observar a turbidez. vannamei podem sobreviver até 16 dias quando expostos continuamente a 1. afetando o seu processo de osmorregulação e conseqüentemente.Tratos culturais No decorrer do cultivo. Considera-se como visibilidade ótima. aproxima . alimento consumido. etc. c . atividade.0 mg/litro para as primeiras horas da manhã. salinidade. Abaixo de 30 cm as fertilizações são mais criteriosas.0 é considerado adequado. inclusive. Em pH = 7. transparência. pois baixas concentrações de oxigênio dissolvido causam estresse aos camarões. medindo 20 cm de diâmetro. A turbidez na água do viveiro é observada. o pH em torno de 8.0 mg/litro. além de análises periódicas da quantidade de alimento natural disponível e de parâmetros como: amônia. A alcalinidade é outro importante parâmetro que é observado no cultivo de camarões marinhos. Durante os cultivos determina-se o limite mínimo de 3. fosfato e silicato. Os . nitrito. Abaixo deste limite. É definida como a concentração total de bases solúveis na água.Os povoamentos e transferências são realizados sempre às primeiras horas da manhã. Quando a visibilidade do disco Secchi for menor que 40 cm. o que leva a alteração nos valores de pH no decorrer do dia.

001 mg/litro d .valores da alcalinidade deve se situar entre 70 e 150 mg/l de CaCO3. A ração representa 40-50 % dos custos de produção. Caso seja necessário. Nutron Alimentos. no decorrer do cultivo. quando a alcalinidade está abaixo de 50 mg/l. os camarões são mantidos em cultivo são alimentados com ração comercial. os camarões são alimentados com peletes de 1 mm.Sistema de Arraçoamento Desde larvas até atingirem o peso médio de 2g. o arraçoamento é feito através de comedouros (bandejas) fixos. sobras desses produtos podem acarretar a deposição de matéria no fundo dos viveiros. A taxa de arraçoamento inicial é de 6% da biomassa em cultivo. Nesse empreendimento. De 2 g até atingirem o tamanho comercial ou reprodutivo são alimentados com peletes de 2. que é ofertada duas vezes ao dia. podem ser empregados até 100 a 200 Kg/hectare/aplicação. A fazenda utiliza apenas uma marca comercial de ração. Parâmetros temperatura salinidade transparência cor profundidade oxigênio dissolvido pH alcalinidade dióxido de carbono amônia total nitrito gás sulfídrico Variação 28-32ºc 0. o que induz a proliferação de bactérias e fungos.4 mm. esse projeto adota a distribuição de ração por meio de comedouros. Considerando que no início do cultivo os juvenis ainda muitos pequenos não possuem a capacidade de se deslocar . de forma que esse valor se reduzirá a 1% ao final do cultivo. na razão de 25 unidades/hectare. redução dos níveis de oxigênio e uma série de fatores prejudiciais ao cultivo e ao meio ambiente. 35 % de proteína. distribuídos homogeneamente em todos os viveiros. De um modo geral. para correções.0 mg/litro < 0.1 mg/litro <0.0-2. Visando sanar esse problema.0m > 3 ppm 8-9 70-150 mg/litro < 20 mg/litro < 1. além do que. é feito através do conhecimento da biomassa e da estimativa das taxas de sobrevivência. aplica-se calcário dolomítico. trabalha-se para adequar a água do cultivo aos seguintes parâmetros Tabela 2. No sistema de arraçoamento tradicional o ajuste da quantidade de ração a ser ofertada pelo método de voleio. Nos viveiros de engorda.5-45 ppt 30-45 cm preferencialmente marrom 1. e gradativamente é ajustada pelos próprios camarões.

é distribuição igualmente em todos os comedouros. com valores arbitrados para. de acordo com a Tabela 3. cujos posicionamentos são demarcados por estacas de madeira e bóias de isopor atadas às mesmas por cordões de nylon. proporcionar aos animais em cultivo. Após este período. expressarem o total de ração colocado. As biometrias são realizadas semanalmente. de modo que. Tabela 3 . as correções só devem ocorrer a partir do segundo arraçoamento. Sobras Muita Média Pouca Nenhuma e . o alimento é distribuído por voleio até cerca de 20 dias de cultivo. os camarões serão capturados através do uso de tarrafas.Correção da dosagem de ração nos comedouros. Tais bandejas são confeccionadas em “virolas” de pneus usados com telado com malha de 1 mm. Para o primeiro arraçoamento. o saudável e rápido processo de desenvolvimento. baseando-se na quantidade fornecida no arraçoamento anterior e na visualização das sobras acaso existentes. tendo por objetivo maior. uma quantidade calculada em função da biomassa em estoque. Cada estaca. é exercido um rigoroso controle do ecossistema empregado.rapidamente para ir a busca do alimento e ainda estão se adaptando ao novo ambiente. quando os camarões deverão atingir um peso médio de 10 a 11 gramas. sendo as quantidades ajustadas como no sistema tradicional. é dado início ao processo de despesca. cujas avaliações serão procedidas de modo constante por meio das observações visuais e contabilizadas semanalmente através de biometrias. um marcador de madeira contendo dois semicírculos de nylon “100” contendo anéis de cores variadas. mediante o deslocamento para a direita.Despesca e Acondicionamento Passados cerca de 1200 dias de cultivo no viveiro de engorda.Biometrias Durante todo o processo de cultivo. O material biológico utilizado para esta análise é descartado. será utilizado o sistema de comedouros. contem em sua seção superior. utilizando-se “caiaques” confeccionados em fibra de vidro e movidos a remo. que são usadas para sua içagem no instante da aplicação da ração. Para tanto. f . Segue em anexo o modelo de acompanhamento semanal do crescimento dos camarões em cultivo. Os comedouros fixos são posicionados de modo eqüidistante formando seções alinhadas e paralelas aos diques. através da pesagem de uma amostra significativa da população dos camarões em cultivo. de ração Correção (%) Redução Adição 50% 20% 20% . Procedimento Retirado do alimento residual Retirado do alimento residual Retirado do alimento residual Acréscimo da qtde. A distribuição diária do alimento é feita em três horários distintos: 09:30 e 16:00 horas.

onde receberão choque térmico com água a 5ºC.Sistema de captação e elevação de água A hidráulica da fazenda está baseada no processo de recirculação total de água. a água passa a receber uma carga de matéria orgânica que se incrementa com a duração dos cultivos. Após tal processo. agravados por desmatamentos e práticas inadequadas na agropecuária. a turbulência diminui e grande parte dos sólidos em suspensão se decanta. Nos viveiros. associada à respiração dos demais seres vivos. em uma segunda etapa. especialmente no período da estação seca.3 .Controle e tratamento de efluentes e sedimento. ainda no viveiro. em camadas alternadas com gelo e transferidos para serem beneficiados.4 . A água utilizada na unidade é oriunda da lagoa da cruz e é elevada. proporcional à matéria orgânica e a biomassa. é de fundamental importância o controle da quantidade de ração que é ofertada. os camarões são colocados em caixas de transporte de pescado com capacidade de 15 kg. para o canal de abastecimento. a água do canal de abastecimento é fornecida aos viveiros. pH e a própria natureza da matéria orgânica. pode ser elevada novamente para os canais de abastecimento com auxilio de moto bombas. são muito mais pobres em material e partículas em suspensão. requerem uma determinada oferta de oxigênio. de modo que. . As águas dos rios. ao final dos ciclos de cultivo. Com o nível da água mais baixo. o que facilita a operação. Segundo a necessidade. Os camarões. em uma primeira etapa. Após a descarga da água dos viveiros para os canais de drenagem. 1. congelados e estocados para futura comercialização. são aprisionados nas redes. Após a adução da água por bombeamento para o canal de abastecimento. o sedimento geralmente possui uma maior quantidade de matéria orgânica. 1.A colheita é feita mediante a drenagem gradual do viveiro e a posição de redes tipo “bag-nets” em sua comporta de drenagem. os camarões são colocados em caixas isotérmicas com capacidade de 500 litros. o monitoramento do oxigênio dissolvido e da temperatura será realizado com mais freqüência. dada no canal de abastecimento. a água do viveiro é gradativamente diminuída. sendo coletados em intervalos variáveis com a freqüência de sua saída. ao contrário. Os fatores que afetam a taxa de decomposição da matéria orgânica são: temperatura. resultante do emprego de alimentos artificiais e das fertilizações. a água. As águas estuarinas geralmente possuem uma grande quantidade de sólidos em suspensão. no sentido de que não ocorram sobras excessivas. A despesca é iniciada com cerca de 30% do volume do viveiro. por diferenças de níveis. cuja mineralização por bactérias. Logo que capturados. Essas partículas se originam da erosão e do processo de lixiviação dos rios. que são representados por partículas de solos e de matéria orgânica. Por esse motivo. arrastados pelas correntes. Um dia antes da despesca. A transformação da matéria orgânica está associada à proliferação de microorganismos que a utilizam para sua alimentação. embora com muito menos sedimento.

devem estar devidamente higienizados. a revirada do solo.1 . a fazenda somente adquire larvas que apresentam laudos negativos ao vírus da mancha branca. Como o tempo de transporte do laboratório até a fazenda é de aproximadamente 4:00 hs a temperatura de transporte de 24 a 26ºC. oxigênio e as alterações no pH. 2 . desta forma o metabolismo dos animais é reduzido e.5 . A taxa de reuso do empreendimento está prevista para uma reutilização de 100 %. A recirculação é necessária devido a sazonalidade na disponibilidade de qualidade de água na lagoa adequada ao cultivo. e levará a água até os canais e viveiros. 2. • Toda área operacional.Recirculação da água. . bem como os aparelhos e equipamentos utilizados. 1. evitando a possibilidade de contaminação. • São utilizadas soluções de hipoclorito de cálcio ou iodo a 200 ppm para esterilização das caixas de aclimatação e depois são enxaguadas três vezes com água doce. A temperatura é adequada ao tempo de transporte. são adotadas para se evitar estresse e.Cuidados na recepção das PL’s Uma série de precauções.Cuidados na aquisição e transporte das PL’s Como rotina.Programas de Biossegurança e Biosseguridade 2. localizada no dique do canal de abastecimento. Como medida de Biosseguridade as densidades praticadas no transporte de PL’s foram diminuídas para minimizar o estresse provocado nos animais durante a realização desta operação. correção de pH . conseqüentemente. desde a chegada das PL’s até o povoamento nos tanques. O procedimento operacional concernentes à recepção de larvas na fazenda obedece as seguintes diretrizes: • Montagem da estrutura de recepção das PL’s com antecedência de 6 horas para evitar o desperdício de tempo quando da chegada das PL’s. conseqüentemente o aparecimento de enfermidades. O reuso será realizado por uma bomba centrífuga com potência individual de 20 CV.O controle do sedimento e a mineralização da matéria orgânica dos viveiros envolve inicialmente nesta fazenda. o consumo de alimento. exposição dos viveiros aos raios solares e à ação da atmosfera a cada final de ciclo produtivo.2 . O condutor e auxiliares responsáveis pelo transporte não devem entrar no setor de povoamento sem que sejam efetuados os procedimentos de higienização.

utensílios e equipamentos que entraram em contato com animais ou superfícies contaminadas devem ser higienizados imediatamente. Cada produto tem o seu local próprio de armazenamento que atende as recomendações do fabricante. oxigênio dissolvido. não podem ter acesso ao interior da fazenda por.Controle da Aquisição e Armazenamento de Insumos Utensílios e Equipamentos. Larviculturas ou áreas infectadas. Os visitantes devem se adequar às normas de Biossegurança da empresa utilizando fardamento e EPI’s .• O tempo de aclimatação é o menor possível para evitar o estresse.1 . . Veículos.3. Todos os insumos.3. 2.3. Pessoas que tiveram contato com outras Fazendas. • Durante o processo de aclimatação. No armazenamento é evitado que os insumos. 2.2 . Plantas de Processamento. as PL’s são alimentadas com náuplios de Artemia (40 náuplios/PL´s/h e dieta recomendada) • O monitoramento dos parâmetros de qualidade da água (temperatura. alcalinidade e dureza) é cuidadosamente acompanhado para se evitar estresse durante o processo de aclimatação. Esses locais são periodicamente higienizados. desinfetados e submetidos a um controle eficaz contra pragas e roedores. e que disponibilizem alguma forma de garantia de qualidade do produto.3 .3 . e não podem circular na área de produção. 2. entre a água de aclimatação e do viveiro estiver compatível. utensílios e equipamentos utilizados sofram algum tipo de perda de qualidade e contaminação química ou biológica. salinidade.Controle da Entrada de Veículos Todos os veículos de visitantes e funcionários são estacionados no pátio da área administrativa ou estacionamento externo à Fazenda.Programação para receber visitantes. pH. no mínimo 48 horas. Como estratégia para evitar que os visitantes tragam contaminação proveniente de outras fazendas. as visitas são previamente agendadas para o início da manhã.Controle do acesso à fazenda. • A colocação das PL’s nos viveiros a serem povoados só ocorre quando a diferença dos parâmetros qualidade da água (temperatura e pH). 2. utensílios e equipamentos são adquiridos de fornecedores idôneos que atendam as especificações de compra.

A cada despesca.4 . Stops logs . ou quando for necessário fazer transferência de equipamentos de um viveiro para outro.A cada troca de telas. como renovação da água.5 .500kg/há. após o processo de degradação da matéria orgânica. ostras.Monitoramento da Sanidade dos Camarões.3.Raspagem das incrustações semanal. 2. A exclusão de patógenos no solo e realizada mediante a aplicação de óxido de cálcio na proporção de 1. caiaques. Bandejas . 2. Higiene veículos . tarrafas.2. O monitoramento da sanidade dos camarões é realizado quinzenalmente através das análises presuntivas. • Esterilização de qualquer resquício de água remanescente do cultivo anterior com 20 ou 30ppm de hipoclorito de cálcio a 60% .Exclusão de vetores É feito a cada ciclo a remoção de todas as encrustações (cracas. medidas de manejo. De acordo com os resultados obtidos nestas análises. 2.) ou a cada entrada na Fazenda ou a cada contato com animais ou superfícies contaminadas com resíduos químicos ou biológicos. Telas das comportas . etc.Limpeza semanal.) – Semanalmente. Higiene dos utensílios dos viveiros (escovas. Limpeza e Desinfecção a cada ciclo As dependências administrativas e as Unidades de Apoio no Campo são limpas e sanitizadas diariamente.Exclusão de Patógenos A aplicação de princípios preventivos de saúde para o controle das doenças do camarão inclui a exclusão de potenciais agentes patógenos.Freqüência das Operações de Limpeza e Desinfecção Higiene pessoal – Diária. aplicação de calcáreo ou até mesmo despesca preventiva podem ser executadas.Semanal (quando somente em operações internas. telas e do enrocamento.) das comportas. remos. Higiene de utensílios da despesca . balanças de biometrias. varas.6 .4 .3. .3. etc. A fazenda também é monitorada semanalmente pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (CIDASC).

antena.Colocação em lamina ou lamínula fazendo-se peq. INTESTINO INTERIOR E POSTERIOR 1. 2. uropodo e abdômen. 4.1 uma gota de solução fisiológica e fazer ligeira pressão 3. 2. pereiópodos. Através de microscópio analisamos: infecções. Ainda observar o grau de deslocamento ou ausência de lipídeos nos túbulos do HP. cefalotórax. mantendo vivo sob aeração até a hora do exame. pontos negros ( necrose ). EXAMES EXAME EXTERNO 1. Colocação em lâmina e lamínula. BRANQUIAS 1. pressão para provocar a ruptura do tecido epitelial externo e expansão do tecido tubular. de lado e nado ). . 3. 1 gota de solução fisiológica e fazer ligeira pressão 3. Manchas e erosões no exoesqueleto HEMOLINFA Observar tempo de coagulação que deve ser inferior a 20 seg. Observar em microscópio a presença de ração.Análises presuntivas ROTEIRO PARA ANÁLISE PRESUNTIVA Amostragem: Coletamos 5 a 10 camarões por viveiro. coloração dos fluidos lipídicos e grau de degeneração do tecido tubular externo.Análise da posição do animal no balde de transporte: ( deitado. Extração de uma porção do HP 2. Conteúdo intestinal e formato 5. gregarinas e parasitas. antena.4. HEPATOPÂNCREAS ( HP ) 1. pleopodos e principalmente brânquias 3. Extração de uma porção do intestino anterior e da porção posterior. Observar em microscópio: sujidade. tecido epitelial tubular. Extração de uma porção da brânquia.2. Colocação em lamina e lamínula. parasitas. uropodo. 2. detritos. Deformações do corpo: rostro.Coloração do corpo.1. presença de bactérias filamentosas e parasitas. quantidade de lipídeos.

Em anexo o modelo de ficha de atendimento individual semanal executado pelo técnico responsável Dr. os resultados das análises PCR WSSV realizadas até a presente data: Resultado das análises de PCR para o vírus da mancha branca (WSSV) da Fazenda Experimental Yakult/UFSC desde 2005 Resultado LABCAI negativo negativo negativo negativo negativo/ positivo negativo 078/2007 036/2006 negativo 224 negativo (1. 19.4. A seguir. 12. pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (CIDASC).2 – Acompanhamento oficial A fazenda é monitorada desde 10/03/05 ate a presente data. 8) 075/2005 083086/2005 Resultado LARA Ano Data 22/1/2005 FORM FORM Amostra (Viveiros de Coleta) 2005 10/3/2005 22/3/2005 2/3/2006 1. Fulvio Goetten.2. as análises presuntivas realizadas e todo o histórico de sobrevivências nos cultivos realizados na fazenda desde 1998.3 – Monitoramento do vírus WSSV através de PCR Considerando o acompanhamento oficial existente na fazenda. 5) V*. 13 5 2006 6/3/2006 4/9/2006 2007 30/1/2007 . 15. 5.4. 2. 8. 7. as análises de monitoramento PCR foram realizadas de acordo com a necessidade de rastreamento da enfermidade efetuado pelos órgãos oficiais do estado e também por interesse na manutenção das linhagens de reprodutores por parte do setor produtivo. Tanque Circular positivo** (6. 5.

1 . foi realizada uma nova coleta em todas os viveiros de cultivo da fazenda em janeiro de 2007. como também na área de produção. 3. químicas e biológicas da água. no dia 14 de fevereiro de 2007 a fazenda foi desenterditada. projetadas para prevenir impactos ambientais adversos.1. a) Indicadores de Qualidade Física: . e que os 159 kg despescados ficaram na fazenda para consumo próprio. se houver. Consta que foi vendido 480 kg para Chico Pescados e que as medidas sanitárias foram tomadas não havendo sintomatologia da enfermidade. Após interdição. ficha de Atendimento individual 147234. bacias de decantação.2. separados sob os aspectos físicos. o viveiro foi eliminado. Na ocasião. Nesta. que demonstram faixas aceitáveis. no dia 13 de setembro de 2006 este viveiro foi eliminado. parâmetros mínimos aceitáveis das características físicas. De acordo como os resultados destas análises. químicos e biológicos. a fazenda foi interditada no dia 10 de agosto de 2006 através do auto: 0909 CIDASC.Monitoramento Ambiental Foi definido um Plano de monitoramento ambiental ( PMA ) no qual se faz um acompanhamento sistemático de parâmetros físico-químicos e biológicos no ambiente natural de entorno da fazenda. busca valores qualitativos e quantitativos. . isto é. foi acordada a realização de uma nova coleta de PCR para todos os viveiros de cultivo em andamento na fazenda.1 .Indicadores de qualidade de água Os principais indicadores de qualidade de água para a carcinicultura são discutidos a seguir. No dia. De acordo com os resultados destas análises o viveiro 06 foi positivo.Ações executadas de acordo com as análises PCR Para dar continuidade aos procedimentos necessários a manutenção das linhagens de reprodutores existentes na fazenda. ficha de atendimento individual 147426. incluindo canais de abastecimento e drenagem. Após os resultados obtidos.Elaboração do plano de amostragem O Plano de Monitoramento Ambiental executado pela fazenda esta em conformidade com a resolução 312 – CONAMA.6. A coleta foi realizada no dia 15 de agosto de 2006.1 . 3.viveiros de engorda e. consta que não havia sintomatologia e que as medidas sanitárias foram executadas. deu-se seguimento a coleta de uma amostra de animais do viveiro 08 para análise de PCR no dia 27 de julho de 2006. 19 de setembro de 2006. Numa outra tentativa de reproduzir as linhagens de animais existentes na fazenda e de viabilizar a desenterdição da propriedade. 3.

com reflexo sobre a vida aquática. o nitrito (NO2) e o nitrato (NO3). Alcalinidade: causada por sais alcalinos. quantidade de matéria orgânica. salinidade. Compostos nitrogenados: na água. Fósforo: encontra-se na água nas formas de ortofosfato. o íon amônio (NH4+). Indicadores de Qualidade Biológica: Coliformes e Algas (Mota. Este parâmetro representa o equilíbrio existente entre três compostos químicos. causa a eutrofização. neutra (pH igual a 7) ou alcalina (pH maior do que 7). 1997) . pressão atmosférica. oxigênio dissolvido). Salinidade: é quantidade de sais dissolvidos na água e é expressa como gramas de sais em um litro de água ou em partes por mil (‰). Os requerimentos de salinidade variam de acordo com a espécie cultivada. a amônia não ionizada (NH3). portanto. A solubilidade do oxigênio na água é afeada pela temperatura. Turbidez: presença de matéria em suspensão na água.Cor: resulta da existência. velocidade. de substâncias em solução. como também pelas taxas fotossintéticas. pirofosfato e fósforo orgânico. Temperatura: medida de intensidade de calor. varia de 7 a 14. pois influi em algumas propriedades da água (densidade. principalmente de sódio e de cálcio. Demanda bioquímica de oxigênio – DBO – é a quantidade de oxigênio necessária à oxidação da matéria orgânica. é essencial para o crescimento de algas. tanto o nitrogênio como a amônia aparecem em duas formas. b) Indicadores de Qualidade Química: pH: representa o equilíbrio entre os íons H+ e os íons OH. por ação de bactérias aeróbias. Representa. indica se água é ácida (pH inferior a 7). é a concentração total de bases na água (compostos com carga positiva). na água. mede a capacidade da água de neutralizar ácidos. expressa como mg/l de carbonato de cálcio (CaCO3). é um parâmetro importante. Oxigênio dissolvido: esta é a variável mais crítica de qualidade água de um empreendimento aqüicola. em exesso. para consumirem a matéria orgânica presente na água. mas. a quantidade de oxigênio que seria necessário fornecer às bactérias aeróbias..

turbidez – virtualmente ausentes Coliformes totais até 5000 em 100ml. sendo 5 de águas doces.4 mg/l NH3 5. Esta resolução estabeleceu 9 classes. e 2 de águas salinas. Esses teores constituem padrões de qualidade. Os padrões de qualidade de água variam para cada tipo de uso. classe também definida pela resolução conforme o seu uso: Criação natural e/ou intensiva (aquicultura) de espécies destinadas à alimentação humana. a classificação das águas foi definida pela Resolução Conama (Conselho Nacional de Meio Ambiente) Nº 357/2005. No Brasil. odor. 2 de águas salobras. Abaixo são descritos os parâmetros estabelecidos pelo CONAMA como limites: Viveiros: Efluentes: DBO 5 dias a 20ºC – até 5mg/l de O2 ne OD não inferior a 5mg/l de O2 ne PH 6.3.0 mg/l S - .0 mg/l N Nitrito não especificado (n e) ne Nitrato ne ne Sulfeto 0.5 a 8. segundo esta resolução.2 .002 mg/l S 1. em 80% das amostras Amônia não ionizada 0. Para a atividade de carcinicultura. com o objetivo de garantir que a água a ser utilizada para um determinado fim não contenha impurezas que venham a prejudica-lo. os quais são fixados por entidades públicas. a água utilizada para o desenvolvimento da atividade enquadra-se como salobra de classe 7 .5 5a9 Óleos e Graxas virtualmente ausentes 20 mg/l Materiais flutuantes virtualmente ausentes 1 ml/l/hora Substâncias que produzem cor.Padrões de qualidade de água Os teores máximos de impurezas permitidos na água são estabelecidos em função dos seus usos.

As análises desses parâmetros não serão feitas devido a não ter-se conhecimento de laboratórios que realizem esse tipo de análise. Os resultados do plano de monitoramento ambiental executado na fazenda foram publicados no Simbraq 2002 e Colacmar 2007. A exceção da análise de algas (fito e zooplancton) e de clorofila1. Sr. sendo apenas repostas as quantidades que são perdidas por infiltração e evaporação e manutenção das populações algais. caracterizando assim a qualidade da água captada e daquela que é enviada ao corpo receptor. nitrito. nos seguintes momentos: na captação (momento de enchimento do canal de abastecimento. nitrato. onde constarão se ocorreram alterações ambientais decorrentes do empreendimento e comparações feitas com as análises anteriores. temperatura. DBO. nitrato. Cabe salientar que a Fazenda Experimental Yakult/UFSC dispõe de canais de recirculação para o repouso e tratamento das águas. conforme planta em anexo. 2 canais laterais de drenagem. salinidade. logo após o recebimento deste. Também serão recolhidas amostras quinzenais de cada um dos viveiros. nitrito. que posteriormente enche os tanques). amônia. e no momento da despesca. segundo a resolução de que trata este Plano de Monitoramento e considerando-se as características da Fazenda. os parâmetros a serem analisados quinzenalmente serão os seguintes: transparência. As análises submetidas a laboratórios credenciados serão: oxigênio. pH. por sistema de GPS em coordenadas geográficas. analisados e interpretados. sólidos sedimentáveis. sendo as amostras recolhidas e enviadas a laboratórios credenciados (em cada cultivo). Jairo de Souza. podendo ser facilmente visualizados na planta do empreendimento que está em anexo. silicato. que realizará as análises das amostras e preencherá uma planilha de monitoramento interno do viveiro. visando assim uma melhor qualidade do efluente que retorna a lagoa. que ficará disponibilizada na Fazenda e será enviada a Fundação do Meio Ambiente – FATMA juntamente com as análises do laboratório credenciado. pH. alcalinidade e coliformes totais.3 . sulfeto e alcalinidade. 3 estações de coleta de água. pelo técnico responsável pela fazenda. profissional com habilitação e competência específica. Outro fator de relevada importância dá-se ao fato de que as águas são parcialmente renovadas. 1 .3. Os pontos de coleta das amostras para análise foram alocados. e mostrando a preocupação e o comprometimento com o meio ambiente. amônia. fosfato. em função de sua área útil e características. silicato. no caso desta fazenda. Conforme solicita a Resolução Conama 312 serão enviados ao órgão licenciador relatórios anuais com todos os dados. fosfato.Monitoramento dos parâmetros físico-químicos Para a Fazenda Experimental Yakult/UFSC serão dispostos. oxigênio.

Resultados dos cultivos realizados Segue em anexo os resultados de cultivo realizados na Fazenda após o evento da mancha branca em SC. Durante este período não tivemos problemas de mortalidades agudas por enfermidades ou por problemas de manejo. até a presente data realizamos 20 cultivos distribuídos em 8 anos. . Desde a aquisição da fazenda por parte da UFSC.4 . Os resultados dos demais cultivos estão disponíveis na biblioteca da fazenda.

ART N0 3110482-0 ___________________________________________ Jairo de Sousa Gerente de produção .TERMO DE COMPROMISSO PELAS INFORMAÇOES CONTIDAS NESTE DOCUMENTO ___________________________________________ Supervisor Fazenda Experimental Yakult/UFSC Prof. Walter Quadros Seiffert CREA.

ANEXOS .

0 100.328.50 12.20 1.923.30 Ve 1 Ve 2 Ve 3 Ve 4 Ve 9 Ve 10 Ve 11 Ve 16 Ve 17 1.25 1.00 2158.00 2.25 1.20 1.09 5.0 97.40 12.00 16.00 4250.0 75.00 5.694.747.775.25 1.00 ######## Peso Kg ração F.21 1.0 74. Médio consumida 14.00 2238.86 Total ciclo Média Ciclo . 3217.0 79.0 83.335.77 2.40 15.C.00 15.00 3620.45 1.10 21. 27/1/2004 27/1/2004 27/1/2004 27/1/2004 27/1/2004 27/1/2004 27/1/2004 27/1/2004 17/jul 25/jul 8/jul 22/jul 21/ago 14/jul 6/jul 24/jul 27/jul 60/172 60/181 60/162 577 60/170 60/168 60/159 60/180 60/182 22.70 2.75 1.64 5.23 2.00 20.18 1.00 2664.00 13.Relatório de Produção Fazenda Experimental YAKULT Viveiros Área Ciclo Data do Data da Dias de Densidade. cultivo.00 4.00 20. Povoamento.% Kg depes.A.00 3250.0 62.525.00 22/1/1900 Sobr.60 20.80 36.00 14.0 100.00 ######## 1. Despesca.99 1.00 4.1 20.80 36.00 10018.60 20.00 446.80 2.14 1.60 6.60 ######## 9.40 14.82 15 15 15 15 15 15 15 15 15 15 15 85.

04 2.93/1 e peso médio de 2.C.00 3.883. Médio consumida 12.14 1. A transferencia foi efetuada aos 56 dias de cultivos.14 24.0 86.637.00 ######## 1.38 Neste ciclo foi usado dois berçários intensivos : ve 19 e Ve 15 Ve 19 = Em 23/11/2004 foi efetuado o povoamento com 1. mais precisamente no dia 19/01/2005.985.5 g.70 1.0 162 1.00 12.A.12 13.45 1.0 102.Viveiros Área Ciclo Data do Data da Dias de Povoamento.00 20.00 2111.000 de pl's em uma área de 11753.19 2.01:1 e peso médio de 2.976.00 2.0 110.00 2100.4 1.30 13.26 Ve 5 1.47 1.00 m .00 12. 162 163 157 157 161 150 150 151 155 155 367 367 367 513 Dens.00 2061.28 1.18 1.00 12.8 15.25 Ve 01 Total ciclo Média Ciclo ######## 9/1/1900 99.25 1.500. Ve 15 = Em 24/11/2004 foi efetuado o povoamento com 1.27 16 16 16 16 16 16 16 16 16 16 16 16 16 16 16 16 13.00 1.671.00 2035.00 2.00 12.60 13. 2 2 .00 2017.46 2.68 25.0 73.25 Ve 8 1. Sobr. a conversão alimentar 1.916.00 1. % Kg depes.3 1.70 5.70 2. mais precisamente no dia 19/01/2005.214.277.50 1.40 2.50 1.40 13. Compondo uma densidade de 200 cam/m .5 13.82 1.00 12.780.00 3851.00 12.0 77.527.0 77.00 5. reprod. reprod. Despesca. 2444.00 3.23 1.00 1951.38 16.80 2. A transferencia foi efetuada aos 56 dias de cultivos. A sobrevivência foi de 86.0 103.00 2.00 3. Compondo uma densidade de 127.00 Peso Kg ração F.60 3.00 1.00 12.02%.070.360.00 4088.50 1.18 Ve 13 1.5 g.50 1. reprod.596.411.20 2.00 1.00 1935.60 13. A sobrevivência foi de 74.40 1.000.00 m2 .9 cam/m2 .00 12.22 119.4 %.50 1. 25/11/2004 25/11/2004 25/11/2004 25/11/2004 25/11/2004 25/11/2004 25/11/2004 25/11/2004 25/11/2004 25/11/2004 31/3/2004 31/3/2004 31/3/2004 26/12/2003 5/mai 6/mai 1/mai 1/mai 4/mai 24/abr 24/abr 25/abr 29/abr 4/mai reprod.60 13.00 12. cultivo.000 de pl's em uma área de 4989.00 3.19 Ve 11 ve 17 Ve 2 Ve 3 Ve 6 Ve 9 Ve 10 Ve 14 Ve 16 Ve 7 1.00 5.0 108.00 3.80 14. a conversão alimentar 0.25 1.70 30.

A.00 1.342.00 1.70 17. 1.00 3.00 1.82 17 17 17 17 17 17 17 17 17 17 17 17 17 17 17 18.597.00 37.30 1. Despesca.Viveiros Área Ciclo Data do Data da Dias de Povoamento.758.70 16.603.12 10. Médio consumida 9.174.30 1.00 1.C. reprod.50 1.00 9.30 3.191.50 10.30 16.00 88.70 91.60 80.23 1.21 1.00 Peso Kg ração F.40 17.00 3.00 2.98 1.70 17.00 1.00 17.361.45 0.00 1. 1.348.751. reprod.00 ######## 2.00 0.37 1.00 2.70 83.00 2.31 Ve 2 Ve 3 Ve 4 Ve 9 Ve 10 Ve 11 Ve 14 Ve 15 Ve 16 Ve 19 Ve 7 Ve 6 Ve 17 1.17 2.50 1.00 2. Sobr.00 82.00 3.17 10.415.00 80.25 1.00 ######## Total ciclo Média Ciclo .00 83.00 10.% Kg depes.37 1.30 17.00 16.70 26.332.31 1.946.49 1.30 35.095.40 84.33 1.00 2.605.44 2.18 1.25 1.14.03 5.00 2.00 2. 8/8/2005 8/8/2005 8/8/2005 8/8/2005 8/8/2005 8/8/2005 9/8/2005 9/8/2005 9/8/2005 6/12/2004 18/6/2004 18/9/2004 9/8/2005 19/1/2006 25/1/2006 26/1/2006 19/1/2006 26/1/2006 25/1/2006 24/1/2006 20/1/2006 20/1/2006 reprod. cultivo.50 9.00 1.40 1.19 1.70 16.70 1.00 2.683.610.00 9.773.90 6.30 10.115.187.301.00 17. 18/1/2006 133 139 140 133 140 139 138 134 134 399 611 611 132 Dens.04 2.36 1.291.00 77.50 80.27 1.00 4.091.00 76.25 1.426.

00 1.17 Ve 15 Total ciclo Média Ciclo 18 18 18 18 18 18 18 18 18 18 18 18 18 18 18 18 18 120.00 1472.00 1.9 14.45 Ve 16 0.00 10.21 Ve 4 1.00 1282.82 Ve 17 1.0 85.70 12.70 12.00 2.23 1.0 94.20 11. Médio consumida 10.00 ######## Peso Kg ração F.00 10.70 13/1/1900 Sobr.00 10.00 10.70 12.96 1. Povoamento.00 10.18 Ve 12 0.00 1335.0 122.C.00 1718.747.14 Ve 2 1.00 1.29 1.00 10.00 1110.70 12.41 ve 18 1.Viveiros Área Ciclo Data do Data da Dias de Densidade.00 1.00 3010.A.910.630.00 895.39 1.0 96.0 90.27 Ve 7 1.00 1.18 Ve13 1.095.18 1.20 12. 10/mai 106 106 117 123 126 126 130 131 133 134 138 154 139 151 112 10/5/1900 8.538.00 10.00 1. cultivo.00 2939.28 1. 18/1/2006 18/1/2006 18/1/2006 18/1/2006 18/1/2006 18/1/2006 18/1/2006 18/1/2006 18/1/2006 18/1/2006 18/1/2006 18/1/2006 18/1/2006 18/1/2006 18/1/2006 4/mai 4/mai 15/mai 21/mai 24/mai 24/mai 28/mai 29/mai 31/mai 1/jun 5/jun reprod.5 12.0 99.00 0.00 3.0 96.00 1.00 1.70 12. Despesca.0 85.18 Ve 3 1.70 12.70 12.00 10.232.430.00 895.0 91.08 1.0 96.00 10.70 12.752.00 10.0 96.96 0.00 2097.00 1650.23 Ve 11 2.785.777.00 10.00 1.20 109.00 1259.00 1481.49 Ve 19 1.03 1.00 3.310. % Kg depes.19 Ve 14 1.0 112.0 88.898.21 Ve 10 1.25 Ve 9 1.70 14. 6/jun reprod.31 1.00 2.00 10.00 ######## 10.00 .00 10.00 25. 1496.22 1.

11 1.00 1.A.00 2.84 :. O desbaste ocorreu no dia 12/09/2006.00 1. Tempo de cultivo: 222 dias.00 1.22 1.10 98.00 10.00 1.2006 onde foram esticados 1. Despesca. 18/12/2006 17/12/2006 218 223 227 228 228 218 221 221 229 227 226 Dens.000 pl’s em uma área de 12.23 1. .00 1.598.00 1. O cultivo em berçário intensivo foi de 132 dias com uma densidade de 119 cam/m2 .1.33 1.30 91.00 ######## 1.597 m.348.00 624.C.28 1.00 487.185.00 10.257.20 9.650.66 1.20 9/1/1900 Total ciclo Média Ciclo Ve 19 * = Despesca parcial.28 Ve 2 Ve 3 Ve 9 Ve 10 Ve 11 Ve 12 Ve 13 Ve 14 Ve 19 * Ve 16 Ve 18 1.00 95.00 10.00 10.20 9.22 1.45 0.0 g.00 ######## Peso Kg ração F.20 9.00 1.132.200.00 1.00 1.50 95.29 1.00 10.00 2.20 9.20 9.131.05.18 1.00 10. Restaram 34.25 1. 3/5/2006 3/5/2006 3/5/2006 3/5/2006 3/5/2006 3/5/2006 3/5/2006 3/5/2006 3/5/2006 3/5/2006 3/5/2006 7/12/2006 13/12/2006 18/12/2006 19/12/2006 19/12/2006 7/12/2006 12/12/2006 12/12/2006 reprod.102.242.26 1. A temperatura média durante esse período foi de 25 ºC. O início do ciclo 18 ocorreu com o povoamento em 03.00 1.20 9.00 1.500.00 10.80 95.00 10.70 90./m2. % 94. cultivo.00 10.A.50 100. F. com peso médio de 2.20 9. Após a transferência os animais permaneceram por 90 dias estocados com 9.00 1.00 192.00 9.34 1.12 1. A temperatura média foi de 20 ºC. 0.00 1.20 9.90 93.18 1.409.00 1.84 98.Viveiros Área Ciclo Data do Data da Dias de Povoamento.25 cam.28 0. Médio consumida 10.00 10. .415.245.20 7.00 1.396.598. A sobrevivência média foi de 88.080.19 0.95 1.00 10.676.867 animais para banco de reprodutores.41 19 19 19 19 19 19 19 19 19 19 19 19 19 9.18 1.00 98.148.C.5%.14 1.49 2. Kg Sobrevivência depes.

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