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PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DO DIREITO RECURSAL Conceito de princípios: Segundo Miguel Reale: são "verdades ou juízos fundamentais, que servem

de alicerce o u de garantia de certeza a um conjunto de juízos, ordenados em um sistema de conce itos relativos à dada porção da realidade". E acresce: "Às vezes também se denominam princípios certas proposições que, apesar de não se rem evidentes ou resultantes de evidências, são assumidas como fundastes da validez de um sistema particular de conhecimentos, como seus pressupostos necessários.” [1] Princípios aplicáveis aos Recursos Duplo grau de jurisdição Taxatividade Singularidade Fungibilidade Voluntariedade Dialeticidade Consumação Complementaridade Proibição da reformatio in pejus 1. Princípio do Duplo grau de jurisdição: O princípio do duplo grau de jurisdição não se encontra expressamente consignado na Cons tituição Federal (art. 5 , LIV), mas decorre do devido processo legal, princípio do qual emanam todos os demais, segundo entendimento da doutrina. “o princípio do duplo grau de jurisdição, enquanto consectário do devido processo legal, consiste, em linhas gerais, na possibilidade de provocar o reexame da matér ia apreciada e decidida, isto é, de pleitear, mediante interposição de um recurso (o a dequado, segundo as normas constantes da legislação infraconstitucional), novo julga mento, por órgão hierarquicamente superior”. [2] “possibilidade de a sentença definitiva ser reapreciada por órgão de jurisdição normalmente hierarquicamente superior” (Nery) “consiste na possibilidade de submeter-se a lide a exames sucessivos, por juízes diferentes, ‘como garantia da boa justiça’’(Humberto Theodo ro Júnior) (a última citação se refere a Montesquieu que dizia ser uma garantia fundamen tal de boa justiça no seu livro O Espírito das Leis). Segundo Marcus Vinicius Rios Gonçalves, os recursos são regidos por princípios próprios, examinados nos itens seguintes. Dentre eles, destaca-se o do duplo grau de jurisdição, tratado entre os princípios VII Dos Recursos 483 fundamentais do proce sso civil, que diz respeito diretamente ao direito de recorrer. Conquanto a Constituição Federal não imponha como regra explícita e permanente a do duplo grau, o nosso sistema, ao prever a existência de órgãos cuja função é, entre outra s, a de reexaminar as decisões judiciais, em recurso, admitiu o duplo grau. TJPE - Agravo de Instrumento: AI 600307448 PE 0011324-32.2006.8.17.0000 Dados Gerais Processo: AI 600307448 PE 0011324-32.2006.8.17.0000 Relator(a): Adalberto de Oliveira Melo Julgamento: 06/03/2012 Órgão Julgador: 2 Câmara Cível Publicação: 52 Ementa AGRAVO DE INSTRUMENTO - PROCESSUAL CIVIL - INDENIZAÇÃO MORAL ARBITRADA PELO JUIZ - Q UANTUM QUE INSATISFAZ AUTOR - CABIMENTO RECURSO APELAÇÃO - PRINCÍPIO DO DUPLO GRAU DE JURISDIÇÃO. Acórdão Por unanimidade de votos, foi dado provimento ao Agravo, nos termos do voto do r elator. TJSP - Agravo de Instrumento: AI 3022938420118260000 SP 0302293-84.2011.8.26.000 0 Dados Gerais

 

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São eles o reexame necessário. 496 do CPC enumera os recursos cabíveis. No entanto. CPC. Recurso. entendimento que não destoa do enunci ado da Conclusão n 06 do Centro de Estudos do Tribunal de Justiça .26. tratar-se-á. 22.Processo: AI 3022938420118260000 SP 0302293-84. O art. Por razõe s metodológicas. [3] Por esse princípio somente são considerados recursos “os meios impugnativos as sim denominados e regulados na lei processual”. DECISÃO INDEFERITÓRIA DE EFEITO SUSPENSIVO A AGRAVO DE IN STRUMENTO. de alguns fenômenos processuais que não são re curso. parágrafo único. 2.CETJRS. portanto compreendidos nesse rol a correição parcial. o que justifica que sejam examinado s. o pe dido de reconsideração e a correição parcial. compete à União.     ¡ .8. Não estão.. ou seja.Agravo: AGV 70049859960 RS Processual Civil. o que não deixa de constar ex pressamente do artigo 527. portanto. e que. Dados Gerais Processo: AGV 70049859960 RS Relator(a): Armínio José Abreu Lima da Rosa Julgamento: 18/07/2012 Órgão Julgador: Vigésima Primeira Câmara Cível Publicação: Diário da Justiça do dia 26/07/2012 Ementa PROCESSUAL CIVIL. não estão incluídos no rol legal. A eles pod em ser acrescentados outros que venham a ser criados por leis especiais. RECURSO. assim como de antecipação da tutela recursal. não tem natureza recursal. a remessa necessária (art. mas condição de eficácia da sentença) e o pedido reconsideração. em numerus calusus. 475 do CPC – não é recurso. Descabe recurso da decisão que defere ou indefere efeito suspensivo a agravo de in strumento. (Agra vo N 70049859960. I. [4] TJRS . Aliás.. razão pela qual se impõe o não-conhecimento do recurso em atenção ao princípio da Taxatividade.Apelação interposta Indeferimento legação de que cabem embargos infringentes Matéria que versa sobre interesse de agir s ujeita ao duplo grau de jurisdição Agravo provido. legislar sobre direito processual civ il (art. podem ser confundidos com recursos. privativamente..0000 Relator(a): Marrey Uint Julgamento: 14/02/2012 Órgão Julgador: 3 Câmara de Direito Público Publicação: 14/02/2012 Ementa Exceção de pré-executividade Extinção da execução fiscal . IRRECORRIBILIDADE. Irrecorribilidade.2011. neste capítulo. da CF). Princípio da Taxatividade: Só são recursos aqueles que estão previstos em lei federal (princípio da reserva legal). Decisão Indeferitória de Efeito Suspensivo a Agravo de Instrumento. Não-conhecimento. NÃO-CONHECIMENTO. para que as semelhanças e distinções se evidenciem. em ro l exaustivo.

AGRAVO DE INSTRUMENTO. Da parte onde houv e unanimidade. QUE. e quer dizer que só se pode utilizar de um recurso de cada vez. Como por exemplo: autor e réu apelam (são dois recursos de apelação). SIMPLES PEDIDO DE "CHAMAMENTO DO FEITO À OR DEM". Ocorre que aí o julgado.807. UNÂNIME 3.0000 Relator(a): ARNOLDO CAMANHO DE ASSIS Julgamento: 25/04/2012 Órgão Julgador: 4 Turma Cível Publicação: 04/05/2012. POR FORÇA DO PRINCÍPIO DA TAXATIVIDADE. o juiz resolve. até o julgamento dos embargos infringente. A doutrina afirma que prepondera o conteúdo finalístico do ato. o acórdão comporta decisões distintas. o seu recurso da mesma decisão. [5] Barbosa Moreira usa unicidade. INTEMPESTIVIDADE.2011. via de regra tem o duplo efeito. sentença que julga a lide antecipadamente e dentro da sentença indefere uma perícia. porque a apelação. pode haver recurso especial e/ ou extraordinário. NÃO CONHECIMENTO DO RECURSO. Faz-s e importante esclarecer que isto não implica que não possam as partes interpor cada uma.. Po r isso surge o problema do recurso cabível. Caso a parte proponha dois recursos simultâneos. tudo será objeto de apelação.807.0000 Dados Gerais Processo: AI 245033620118070000 DF 0024503-36.. EXATAMENTE POR ISSO. entretanto o proc essamento destes ficará suspenso. 496. A vantagem que tem de antecipar na sentença é a produção imediata de efeitos. O princípio da Singularidade ou Unirrecorribilidade possui relação com o press uposto da adequação. NÃO INTERROMPE. PEDIDO DE "CHAMAMENTO DO FEITO À ORDEM". nos termos do artigo 498.Agravo de Instrumento: AI 70050613892 RS Agravo de Instrumento. Acórdão NÃO CONHECER DO RECURSO.Agravo de Instrumento: AI 245033620118070000 DF 0024503-36.TJDF . De acordo com esse princípio. E ste princípio veda a utilização de mais de um recurso para atacar a mesma decisão. 1. por isso que se admite antecipar tutela na sentença. NÃO É RECURSO (ART . Não caberão dois recursos. Ação Declaratória de Inexistência de Débito com Pedido de Cancelamento e Sustação de Protesto e Indenização Por Danos Morais. onde um fica suspenso aguardando a decisão do outro. sujeitando-se o recorr ente a eventuais prejuízos daí decorrentes. NÃO RENOVA E NEM REA BRE O PRAZO PARA O RECURSO PRÓPRIO. [6] TJRS . 2. Antecipação de Tutela. através de um único recurso que poderá modi ficá-las. na hipótese de ter ocorrido sucumbência recíproca. Interposição Dúplice de. caso não se decida. EM BOA VERDADE. DJ-e Pág. os provimento s jurisdicionais são atacados. NADA MAIS É DO QUE PEDIDO DE RECONSIDERAÇÃO. conforme o entendimento dominante. Direito Privado Não Especificado. AGRAVO NÃO CONHECIDO. sendo uma unânime e outra por maioria . Como também há casos de interposição paralela. deverá ela ser intimada a d ecidir por um ou outro. Da decisão proferida por maioria cabem embargos infringentes. Ex. CPC) E. Se em uma se ntença tiver no interior dela interlocutórias. 132 Ementa PROCESSUAL CIVIL. ¡ Princípio da Singularidade: . ou simultânea de recursos. via de regra.2011. NÃO SUSPENDE.

PRINCÍPIO DA UNIRRECORRIBILIDADE . de mais de um r ecurso. Princípio da Fungibilidade: O princípio traduz a possibilidade da interposição de um recurso por outro que seria o correto para o ataque da decisão judicial. 4. INTERPOSIÇÃO DÚPLICE DE AGRAVO DE INSTRUMENTO EM FACE DA MESMA D ECISÃO QUE INDEFERIU LIMINAR DE SUSTAÇÃO DE PROTESTO.PR ECLUSÃO CONSUMATIVA .0223.. Havendo reconhecimento do prin cípio.13.RECURSO NÃO CONHECIDO. cumulativamente para análise do mesmo decisório.2010.026976-8/003 0269768-56. também denominado "singularidade" ou " unicidade".(a) Selma Marques Órgão Julgador / Câmara Câmaras Cíveis Isoladas / 11 CÂMARA CÍVEL Súmula NÃO CONHECER DO RECURSO Comarca de Origem Divinópolis Data de Julgamento 05/09/2012 Data da publicação da súmula 17/09/2012 Ementa EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO.Segundo o princípio da unirrecorribilidade. o segundo não pode ser conhecido. . TJMG Processo Embargos de Declaração-Cv 1. Princípios da singularidade ou da.Dados Gerais Processo: AI 70050613892 RS Relator(a): Pedro Celso Dal Pra Julgamento: 31/08/2012 Órgão Julgador: Décima Oitava Câmara Cível Publicação: Diário da Justiça do dia 03/09/2012 Ementa AGRAVO DE INSTRUMENTO. Na hipótese de a parte v aler-se de dois recursos. IMPOSSIBILIDADE. contra um mesmo ato decisório. ¡ . É defeso à parte a interposição cumulativa. ANTECIPAÇÃO DE TUTELA.10..8.NÃO CONHECIMENTO .0223 (1) Relator(a) Des. DIREITO PRIVADO NÃO ESPECIFICADO. MALFERIMENTO AO S PRINCÍPIOS DA UNIRRECORRIBILIDADE OU DA SINGULARIDADE DAS DECISÕES. porque alcançado pelo instituto da preclusão consumativa. AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE DÉBITO COM PEDIDO DE CANCELAMENTO E SUSTAÇÃO DE PROTESTO E INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAI S. deve-se encaminhar o processo ao juízo competente para o julgamento do recurs o. cada decisão jurisdicional desafia um só recurso. PRECLUSÃO CONSUM ATIVA.

porque o legislado r imaginou que. por se tratar de erro grosseiro e não escusável. ¡ . a) Não pode haver erro grosseiro ou má-fé na interposição do recurso. com ou sem resolução do mérito.AGRAVO DE INSTRUMENTO: AI 8485769 PR 848576-9 (Acórdão) Dados Gerais Processo: AI 8485769 PR 848576-9 (Acórdão) Relator(a): Shiroshi Yendo Julgamento: 07/03/2012 Órgão Julgador: 16 Câmara Cível Ementa AGRAVO DE INSTRUMENTO. ou Turma. Dúvida objetiva é aquela que resulta da existência de controvérsia efetiva. cabível o recurso de agravo de instrumento. O sistema recursal no Código de 1939 não era tão bem organizado como o atual. majorita riamente. ainda. 810). se refira a eles como sentença. Outros exemplos são os relativas à decisão que indefere o processamento de rec onvenção ou ação declaratória incidental ou que exclui um dos litisconsortes. havendo necessidade de que ela se objetive pela controvérsia. Quando houver a dúvida objetiva. Inaplicável. portanto. Mas nem sempre caberá a aplicação da fungibilidade. Por isso. valendo-se da fungibilidade. a que compet ir o julgamento”. a respeito do ato. É o que ocorre. Para haver a aplicação desse princípio. tem que observar o prazo do recurso correto para que seja aplicado o p rincípio da fungibilidade. RRO GROSSEIRO.Não é expresso no CPC 73. em negar provimento ao agravo de instrumento. estariam afastadas as hipóteses de dúvida objetiv a. Nery é o que melhor comenta esse princípio. tendo feito as distinções entre os vários tipos de ato judicial de for ma mais clara que na lei anterior. 395. a parte não será prejudicada pela interposição de um recurso por outro. [8] TJPR . NATUTEZA DE DECISÃO INTERLOCUTÓRIA. [7] Vinha previsto expressamente no CPC de 1939. b) Deve haver uma dúvida objetiva. pelo que não há que se falar em s sendo. e a fungibilidade seria desnecessária. por unanimidade de votos. que. que é a existência de dúvida objetiva a respeito da natureza da decisão. Não basta a dúvida subjetiva. nos julgamentos dos incidentes de fal sidade. c) observar o prazo do recurso correto (não é pacífico). o juiz ou o tribunal poderão receber um rec urso por outro. teriam natureza de deci são interlocutória. o p rincípio da fungibilidade. por exemplo. RECURSO CABÍVEL. Relator. Acordão ACORDAM os Desembargadores integrantes da DÉCIMA SEXTA CÂMARA CÍVEL DO TRIBUNAL DE JUS TIÇA do Estado do Paraná. É amplamente ace ito atualmente pelo STF (já recebeu embargos de declaração como se agravo fosse). não pondo fim ao processo ou à fase condenatória. Não houve extinção da ação. RECONHECIMENTO DE OFÍCIO DE INCOMPETÊNCIA ABSOLUTA. 810 estabelecia: “S alvo a hipótese de má-fé ou erro grosseiro. Além da dúvida objetiva. e havia casos de dúvida objetiva a respeito do recurso adequado. que justifica a aplicação do princípio. RECURSO NÃO PROVIDO. embora fosse no de 1939 (art. Há um requisito indispensável. o legis lador estabeleceu que o juiz ou o tribunal poderiam conhecer de um recurso pelo outro. INTERPOSIÇÃO DE APELAÇÃO. devem ser observados alguns requisitos. nos termos do voto do Sr. devendo os autos ser enviados à Câmara. na doutrina ou na jurispru dência. embora o art. O CPC atual não repetiu o dispositivo do Código anterior. NÃO INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DA FUNGIBILIDADE. Daí a dúvida sobre qual a efetiva natureza do ato. cujo art. AGRAVO DE INSTRUMENTO. pessoal.

de não recorrer. o juiz não pode. pois evidente o erro grosseiro. EXECUÇÃO EXTINTA. tomar a iniciativa de interpor r ecurso pela parte.Apelação Com Revisão: CR 6465145500 SP Dados Gerais Processo:   . que. NEGADO SEGUIMENTO AO RECURSO. IMPUGNAÇÃO AO CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. à remessa voluntária. mesmo que esta seja incapaz ou hipossuficiente. Não tem como fa zer uso desse expediente se a vontade do recorrente não ficar induvidosamente mani festada. o recurso é composto de duas partes distintas. que constitui o elemento voliti vo. Por outro lado. uma vez que o recurso cabível. É por essa razão que não é conferida. PRINCÍPIO DA FUNGIBILIDADE RECURSAL INAPLICÁVEL. [9] Segundo Castro Filho. Sob o aspecto de conteúdo. o recurso não pode ser conhecido. b) os motivos dessa insatisfação.Agravo de Instrumento: AI 70047851373 RS Dados Gerais Processo: AI 70047851373 RS Relator(a): Antônio Maria Rodrigues de Freitas Iserhard Julgamento: 13/03/2012 Órgão Julgador: Décima Primeira Câmara Cível Publicação: Diário da Justiça do dia 26/03/2012 Ementa AGRAVO DE INSTRUMENTO. Relator: Antônio Maria Rodrigues de. necessariamente. ser expressa.. (Agravo de Instrumento N 70047851373. Princípio da Voluntariedade: Basicamente. não basta afirmar o incontentamento. Décima Prim eira Câmara Cível. por parte do reco rrente. precisa. é preciso dar as razões do inconformismo.TJRS . É dizer. À vontade. como se vê. está estritamente ligado ao princípio dispositivo. DE PLANO. por ue o magistrado não manifesta vontade de recorrer ao determinar a subida dos autos . [10] TJSP . de ofício. Inaplicável o princípio da fungibilidade. RECURSO IN ADEQUADO. quais seja m: a) declaração expressa sobre a insatisfação com a decisão. é ap elação. Nisso consiste o princípio da voluntariedade. 5. ERRO GROSSEIRO. no caso. ao juízo ad quem. podemos afirmar que o princípio da voluntariedade constituísse no imperativo de que não haja dúvida acerca da vontade de o recorrente em impugnar o decisum recorrida. Não merece conhecimento o recurso de agravo de instrumento que ataca decisão que ext inguiu a fase de cumprimento de sentença. para o reexame. para que possa um recurso ser apreciado. é imprescin dível a presença de dois elementos de suma importância: a declaração expressa de insatisfação com a decisão impugnada e a exposição das razões que levam o recorrente a se inconformar com a decisão atacada. Inexistindo um d esses dois elementos.. o caráter de recurso. que é o elemento razão ou descritivo. Tribunal de Justiça do RS.

APLICAÇÃ INCÍPIO DA DIALETICIDADE e da voluntariedade do recurso.053704-1 Dados Gerais Processo: AC 537041 SC 2010. Manual de direito processual civil. derivado do princípio di spositivo. FUNDAMENT O NÃO INTEGRANTE DA CAUSA" PETENDI " . 6. 2010. 3.Apelação Cível: AC 537041 SC 2010. APELAÇÃO . EXTINGUINDO O FEITO COM RESOLUÇÃO DO MÉRITO. A apelação deve estar fundame ntada.aplicação do Decreto n"20. AUSÊNCIA DE REGULARIDADE FORMAL A DETERMINAR A INADMISSIBILIDADE.Inadmissibilidade de exame nesta sede sob p ena de julgamento extra petita .00o a 2. de Itajaí Parte(s): Apelante: Aymoré Crédito Financiamento e Investimento S/A Apelado: Maicon Rogers Martins Taborda Ementa APELAÇÃO CÍVEL. sendo a voluntariedade um princípio recursal. DEMANDA REVISIONAL DE CONTRATO DE FINANCIAMENTO. OPO SIÇÃO DE ACLARATÓRIOS NÃO ANALISADOS PELO JUÍZO A QUO. p. São Paulo: Método.AÇÃO DE REPETIÇÃO DE INDÉBITO . INEXISTÊNCIA DE RECURSO A SER ENFOCAD O.004.053704-1.Matéria não alegada na inicial.053704-1 Relator(a): José Carlos Carstens Köhler Julgamento: 26/10/2010 Órgão Julgador: Quarta Câmara de Direito Comercial Publicação: Apelação Cível n. 2. . sendo que a sua existência depende de expressa manife stação de vontade da parte. é determinante. Daniel Amorim Assumpção. Principio da Dialeticidade: O princípio da Dialeticidade está consubstanciado na exigência de que o recorr ente apresente os fundamentos pelos quais está insatisfeito com a decisão recorrida. Sentença mantida. TJSC . A vontade da parte. o porquê do pedido de prolação de outra decisão. A formulação de razões de apelação em desconformi dade com o contexto da decisão eqüivale à ausência de motivação. 2 ed . 2010.910/32 . A apresentação das razões recursais também é fundamental para que o recorrido poss ¡ ¡ . REQUISITO DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO NÃO PREENCHIDO. não sendo possível mera reiteração dos argumentos expendidos na contestação. O oferecimento das razões recursais é imprescindível para que o órgão julgador pos sa apurar a matéria que foi transferida ao seu conhecimento por força do efeito devo lutivo.violação da regra da adstrição ou da congruência. por meio de sua interposição. "o recurso é um ônus processual." (NEVES. SENTENÇA QUE HOMOLOGA A CORDO CELEBRADO ENTRE OS CONTENDORES. O sistema recursal civil or ienta-se pelo princípio da dialeticidade. portanto. 4. Recurso não conhecido. Prescrição . de modo que se torna impossível também o con hecimento do recurso cujas razões não guardam relação com o contexto do decisório e da matér ia versada nos autos.CR 6465145500 SP Relator(a): Daniella Carla Russo Greco de Lemos Julgamento: 05/12/2008 Órgão Julgador: 15 Câmara de Direito Publico A Publicação: 26/01/2009 Ementa 1.ISSQN dos exercícios de 2. 524). INCONFORMISMO NÃO CONHECIDO. RAZÕES RECURSAIS DISSOCIADAS DO CONTEXTO DO JULGAMENTO.

a necessidade de sua reforma ou anulação”. Aqueles preceitos devem ser observad os na elaboração da peça recursal. 523. inciso II. demonstrar por que a decisão está errada. Visualizado o procedimento recursal. e im plícita no que tange aos embargos infringentes (art. sob pena de o inconformismo não cumprir o requisito d e admissibilidade da regularidade formal. a petição recursal deve. 514. É que sem explicitar os motivos da impugnação. “É absolutamente correta a exigência de que as razões do recurso guardem estreit a relação com o ato judicial impugnado. os artigos 514. aliás. n I e II). § 3 . colhe-se da doutrina de Humberto Theodoro Júnior: “Constitui. 536). não se conhec e do recurso”. “Por isso é que todo pedido. Por refletir a jurisprudência predominante acerca do assunto. as razões recursais que transcrevem manifestação pretérita carecem de atualidade. Disse muito bem Seabra Fagundes que. ser formulada nos moldes da petição inicial. “quanto aos fundamentos de fato e de direito que devem ser demonstrados pelo recorrente. recurso extraordinário e ao especial (art. modo de argumentar e discutir ou debat er com fundamento na lógica. A positivação do princípio referido consta do artigo 514. Aliás. o Tribunal não tem sobre o que de cidir e a parte contrária não terá de que se defender. 524. conseqüentemente. que. “Fundamentar nada mais significa que expor as razões do inconformismo e esta s. A conclusão n. Motivar ou fundamentar um recurso é criticar a decisão recorrida. indicando os erros que ela contém. em muit o similares ao artigo 282 do mesmo diploma. Ensina Flávio Cheim Jorge. a s quais devem ser apresentadas desde logo no momento da interposição. n III). consoante a co mbinação dos princípios da dialeticidade e da consumação. no sistema recursal cível todos os recursos devem conter razões. É o que revelam. exercendo as garantias previstas no inciso LV do artigo 5 da Constituição Federal. aos embargos de declaração (art. discutido e solucionado a partir da causa de pedir (isto é. II). é sempre apreciado. Daí estar expressa essa exigência no tocante à a pelação (art.a oferecer resposta ao recurso. deduzir e persuadir com método e justeza. [11] Consubstancia-se a “dialética”. do Código d e Processo Civil. e 541. pois a própria finalidade dos recursos é permiti r ao cidadão criticar os provimentos públicos. 541. pressuposto do recurso a motivação. 62 do 6 Encontro dos antigos Tribunais de A lçada: “Não se conhece de apelação desacompanhada dos fundamentos”. Por tais motivos. todos do Código de Processo Civil. engenhosa e fundamentada: dialética ju diciária”. pois recurso interpost o sem motivação constitui pedido inepto . E mais. de sua motivação)”. 531). seja i nicial ou recursal. Se a s razões ofertadas são inteiramente divorciadas do que a sentença decidiu. 524. não se conh ece do recurso por formulado sem um dos requisitos essenciais . por questão de ordem lógica. A ausência das razões recursais impede a prolação de juízo positivo de admissibili dade do recurso. só podem referir-se ao contido na sentença atacada. mer ece ser conferido o enunciado n. ao agravo de instrumento (art. e. tornan do inepta a petição de insurgência”. se o recorrente não dá as razões do pedido de novo julgamento. ¢ ¢   ¢     . Argumentação segura. como: “Arte de raciocinar . Em síntese. deverá ainda. 536. ainda. parece evidente que o recorrente de ve indicar exatamente quais são os errores in judicando e/ou errores in procedendo que maculam a decisão. na visão de Pedro Nunes. mutatis mutandis (mudando o que t em de ser mudado). 4 da Súmula do antigo Primeiro Tribunal de Alçada C ivil de São Paulo: “Não se conhece e apelação quando não é feita a exposição do direito e das do pedido de nova decisão”.

TJSP . o ad itamento ou a correção do recurso anteriormente já interposto. AO RECURSO DE APE LAÇAO QUE FERIU O PRINCÍPIO DA DIALETICIDADE AO REPETIR A CONTENSTAÇAO . não é ad sível a interposição de novo recursocontra o decisum recorrido. DE PLANO.0071 Relator(a): Antonio Rigolin Julgamento: 31/07/2012 Órgão Julgador: 31 Câmara de Direito Privado Publicação: 31/07/2012 Ementa RECURSO.8.2011. REGULARIDADE FORMAL NÃO VERIFICADA.NEGA PROVIMENTO. RAZÕES RECURSAIS DISSOCIADAS DO CONTEÚDO DA SENTENÇA.Apelação: APL 189531320118260071 SP 0018953-13.Por conseqüência. que justifique a modif icação dela. à l uz do artigo 501 do Código de Processo Civil. O legitimado tem o direito de impugnar a decisão causadora do gravamemedia nte recurso.NAO CONHE CIDO. há a respectiva consumação.Agravo Regimental em Apelação Cível: AGR 12517 MS 2012. exercido o direito. Porém. Se as razões forem completamente diversas do objeto litigioso não há como se admitir o recurso”[12].OFENSA AO PRINCÍPIO DA DIALETICIDADE . É possível apenas a desistência do inconformismo. de modo que s e torna impossível o conhecimento do recurso cujas razões não guardam relação com o contex to do decisório.26. APELAÇÃO.012517-2/0001.26. 7. vedação que igualmente impede a correção e complementação do recurso interposto. O sistema recursal civil orienta-se pelo princípio da dialeticidade. RECURSO NÃO CONHECIDO. TJMS .00 Relator(a): Des. O princípio da consumação con siste na impossibilidade de o legitimado oferecer novo recurso — ainda que da mesm a espécie do anterior — contra a decisão atacada. nem a complementação. A falta de questionamento específico a respeito do conteúdo da sentença implica ausência de fundamentação. PRINCÍPIO DA DIALET ICIDADE.2011. ¡ ¡ Princípio da Consumação: . ou a outro fato.REGIMENTAL QU E NAO ATACA A DECISAO RECORRIDA .012517-2/0001.00 Dados Gerais Processo: AGR 12517 MS 2012.E salienta: “Situação que se assemelha à ausência de fundamentação é aquela em que as zões são inteiramente dissociadas do caso concreto. As razões devem ser pertinentes e dizer respeito aos fundamentos da decisão.8. Joenildo de Sousa Chaves Julgamento: 11/07/2012 Órgão Julgador: 1 Câmara Cível Publicação: 18/07/2012 Parte(s): Agravante: Banco Santander S/A Agravado: Marcelo Scaliante Fogolin Ementa AGRAVO REGIMENTAL EM APELAÇAO CIVEL .0071 Dados Gerais Processo: APL 189531320118260071 SP 0018953-13.

invalida qualquer juízo de conhecimento. mesmo que seja de forma distinta. exe rcido o direito com a concretização do ato processual. não prevaleceu no código atual. [13] O Código de Processo Civil é bastante claro no sentido de estabelecer a form a e o prazo para a interposição de um recurso. a o primeiro. Por tal razão. que em face do instituto da preclusão consumativa. não importa se com mau ou bom êxito. PREVIDÊNCIA PÚBLICA. No entanto. também cognominado. porque cada parte é havida. encontramos a lição de Moniz de Aragão. ao re corrente. fazendo conclui r-se que a apresentação do segundo ou demais recursos. O atual Estatuto adotou o princípio da consumação recursal que estabelece que o recurso inadmissível não pode ser reproposto.Agravo de Instrumento: AI 70046626081 RS Dados Gerais Processo: AI 70046626081 RS Relator(a): Laís Ethel Corrêa Pias Julgamento: 17/12/2011 Órgão Julgador: Terceira Câmara Especial Cível Publicação: Diário da Justiça do dia 16/01/2012 Ementa AGRAVO DE INSTRUMENTO. Não obedecidos esses requisitos. RECURS O DEFICIENTEMENTE INSTRUÍDO. as partes têm a oportunidade de praticar os diversos atos processuais no tempo previamente designado. que permitia. Essa faculdade. AUSÊNCIA DE PEÇAS ÚTEIS E NECESSÁRIAS AO EXATO CONHECIMENTO D AS QUESTÕES OBJETO DE CONTROVÉRSIA. complementar ou corrigir o recurso interposto. d entro do prazo. PROCESSUAL CIVIL. como uma decisão per ser.A adoção do princípio é justificada pela necessidade de o processo demorar o men os possível. Barbosa Moreira não acolhe essa orientação ao afirmar que “a impugnação sucessiva. seja ele em substituição. No entendimento de Chiovenda. . realizar ato já praticado. a fim de que a paz social afetada pelo litígio seja restabelecida o qua nto antes. De concluir-se. de princípio da absorção de princípio da exclusão dos recursos complementares. art. muito embora não tenha ocorrido a preclusão temporal. Nessa linha. 908. impede que o vencido ofereça no vo recurso – mesmo que seja do mesmo tipo – contra a decisão recorrida. pois não foi concedida permis são para evitar-se a preclusão recursal consumativa. Na doutrina pátria. desse ponto de vista. desistir do recurso interposto para substituí-lo por outro. se a parte obedecesse o prazo da interposição poderia variar de recur so. ocorre a preclusão consumativa pelo fato “di a vere già uma volta validamente esercitato la facoltà (consumazione propriamente dett a)”. de partes distintas da decisão não ofende a preclusão consumativa. não sendo possível tornar a realizá-lo”. PRINCÍPIO DA CONSUMAÇÃO. portanto. ou não. ocorre a preclusão e o ato judicial não pode mais ser impugnado. assim corporificada: “a preclusão consumativa se origina de já ter sido realizado um ato. nem vulnera o princípio da unicidade. tampouco realizar ato já praticado. a jurisprudência tem apresentado várias decisões. consistente no princípio da variabilidade. assim como o i mpede de aditar. por Pontes de Miranda. não é possível exercer direito já consumado. dá-se início à prática dos atos ulter iores. EXECUÇÃO DE SENTENÇA. desde que o fizesse dentro do prazo. E por força do instituto da preclusão consumativa. por que apenas quanto à(s) parte(s) originariamente impugnada(s) se exercera o poder d e recorrer” . não é pos sível exercer direito já consumado. Essa assertiva não encontra grande acolhida porque fere dois princípios: o p rincípio da singularidade recursal e o princípio da consumação. O princípio da consumação. No revogado Estatuto de 1 939. geralmente pela lei. ao tempo em que afronta o instituto da preclusão consumativa. [14] TJRS .

IMPOSSIBILIDADE ENQUANTO NÃO SE TORNAR INCONTROVERSO O VALOR COBRADO. Caio interpõe desde logo recurso de apelação pleiteando reformar a sentença de procedência da pretensão do autor. Princípio da Complementariedade: O primeiro e indeclinável mandamento é que os recursos devem ser interpostos no prazo legal. Acordão NEGOU-SE PROVIMENTO. INTERPOSTO O RECURSO. a parte não poderá mais praticar o ato processual de fundamentar o recurso por haver perdido a oportunidade de fazê-lo. em razão do acolhimento de embargos declaratórios. sob pena de não conhecimento do recurso. RECURSOS DESPROVIDOS.2007. Além disso. PRECEDENT E. A P ARTIR DA EC N. QUE IMPOSSIBILITA A APRESENTAÇÃO DE UM NOVO RECURSO CONTRA UMA DECISÃO JÁ ATACADA. o recorrente poderá complementar a fundamentação de seu recurso. ESTA SE CONS IDERA EXTINTA. A P ARTE EXERCITA O SEU DIREITO DE RECORRER.807. 3 E 5 DO ART. O QUE SE SUBMETE AO TRÂNSITO EM JULGADO DOS EMBARGOS DO DEVEDOR. PROSSEGUIMENTO DO FEITO. Luiz Orione Neto apresenta o seguinte exemplo: Tício promove ação de indenização por perdas e danos e lucros cessantes contra Caio. não há espaço para. VIGORA EM NOSSO ORDENAMENTO JURÍDICO O PRINCÍPIO DA CONSUMAÇÃO. NÃO ATENTA CONTRA ESSA DETERMINAÇÃO A DECISÃO DO RELATOR QUE RESTABELECE O REGULAR T RÂMITE DO FEITO. AGRAVO REGIM ENTAL..DOS VALORES DEVIDOS PELA FAZENDA PÚBLI CA. BENEFÍCIO ALIMENTAÇÃO.. porém. O mag istrado condena este a pagar indenização a título de perdas e danos.É ônus de o agravante juntar ao agravo. Inconformado.0000 Dados Gerais Processo: 83826920078070000 DF 0008382-69.30 DE 2000. DESNECESSIDADE. TJDF . EXECUÇÃO. PRETENSÃO DE SOBRESTAMENTO DA EXECUÇÃO. 39 Ementa MANDADO DE SEGURANÇA. outras úteis e necessárias ao exato conhecimento das questões objeto de controvérsia. diferentemente do que ocorre no Processo Pen al. depois. POIS EXERCITADA A FACULDADE PROCESSUAL. EXPEDIÇÃO DE PRECATÓRIO OU RP V. DJ-e Pág. POIS . Por sua v ez.807.0000 Relator(a): LÉCIO RESENDE Julgamento: 14/02/2012 Órgão Julgador: Conselho Especial Publicação: 28/02/2012. além das peças obrigatórias. interpostos juntamente com as razões do inc onformismo. o que faz concluir que não é permitido o expediente de interpor-ser o re curso num primeiro momento e. A PRECLUSÃO CONSUMATIVA. previstas no artigo52 5. Pelo princípio da Complementariedade. do CPC. I.2007. se houver modificação da decisão. DECISÃO UNÂNIME 8.POR PRECATÓRIO OU RPV .EXE: 83826920078070000 DF 0008382-69. No Processo Civil. Tício opõe embargos de declaração contra aquela mesma sentença. OPERANDO AS SIM. 100 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. porque o juiz quedou s       . restando omisso s obre o pedido de lucros cessantes. também e necessariamente. O EFETIVO PAGAMENTO . Por tratar-se de preclusão consumativa. em observância ao pri ncípio da consumação adotado no agravo de instrumento. devem ser. EX IGIDO PELOS §§ 1 . QUANDO ENTÃO DEFINIDO O QUANTUM DEBEATUR. deduzir as razões que fundamentam o pedido d e nova decisão. ENTRETANTO DEVERÁ SER AGUARDADO O TRÂNSITO EM JULGADO DOS RESPECTIVOS EMBARGOS PARA QUE SE PROCEDA AO DEVIDO PAGAMENTO.

DEDUÇÃO DE NOVO APELO QUE EXTRAPOLA A MATÉRIA COMPLEMENTADA .ICMS .SENTENÇA QUE FOI COMPLEMENTADA POR DECISÃO EM EM BARGOS DE DECLARAÇÃO .VALOR DA CAUSA INFERIOR A SESSE NTA SALÁRIOS MINÍMOS . [15] Uma vez estabelecida essa situação. trazendo novos fundamentos e pedindo a reforma da s entença no que se refere à matéria que foi objeto da integração. a complementação do recurso não poderá atingir a matéria já preclusa. AGRAVO CONHECIDO E PROVIDO. EMBARGOS DE TERCEIRO. [16] TJPR: 9186130 PR 918613-0 (Acórdão) Dados Gerais Processo: 9186130 PR 918613-0 (Acórdão) Relator(a): Francisco Eduardo Gonzaga de Oliveira Julgamento: 12/09/2012 Órgão Julgador: 16 Câmara Cível Ementa AGRAVO DE INSTRUMENTO.INTELIGÊNCIA DO ART. TJPR . em conhecer e dar provimento ao recurso. pleiteado na exordial. nos termos do voto Relator. DECISÃO QUE NÃO RECEBE O ADITAMENTO À APE LAÇÃO CÍVEL INTERPOSTA PELO AGRAVANTE.COMPROVAÇÃO DE QUE AS EMPRESAS BADOTTI ALIM   ¡ ¡ . DECISÃO REFORMADA.NÃO CABIMENTO . Teresa Arruda Alvim Wambier arremata esse assunto esclarecendo que “quanto o autor. Ao julgar os embargos declaratórios.SENTENÇA ILÍQUIDA . até por ue operou-se a preclusão consumativa.RECUR SO NESTE PONTO NÃO CONHECIDO . A DITAMENTO RESTRITO ÀS MATÉRIAS ALTERADAS OU INTEGRADAS À SENTENÇA.SUPOSTO APR OVEITAMENTO INDEVIDO DE CRÉDITO TRIBUTÁRIO . PRINCÍPIO DA COMPLEMENTARIEDADE. que ainda não havia interposto recurso algum quando embargara de declaração. estará reservado o direito de apelar da sentença já complementada pela decisão dos emba rgos”.PR IO DA COMPLEMENTARIEDADE RECURSAL .PARÁGRAFO 2 . Caso ocorra da apelação ser parcial. ACOLHIMENTO DE EMBARGOS DE DECLARAÇÃO COM EFEITOS I NFRINGENTES POSTERIORMENTE À INTERPOSIÇÃO DO RECURSO. restando-lhe.Apelação Cível e Reexame Necessário: APCVREEX 6125104 PR 0612510-4 Dados Gerais Processo: APCVREEX 6125104 PR 0612510-4 Relator(a): Paulo Roberto Vasconcelos Julgamento: 04/05/2010 Órgão Julgador: 3 Câmara Cível Publicação: DJ: 394 Ementa REEXAME NECESSÁRIO . Acordão ACORDAM os Magistrados integrantes da Décima Sexta Câmara Cível do Tribunal de Justiça d o Estado do Paraná. porém.APELAÇÃO CONHECIDA APENAS EM PARTE . 475. o juiz sana a omissão e também condena Caio a pagar indenização p or lucros cessantes.AÇÃO DECLARATÓRIA . o réu não poderia oferecer nova apelação. a possibilidade de comple mentar o recurso interposto.ilente quanto ao pedido de lucros cessantes. DO CPC . por unanimidade. POSSIBILIDADE.

que é pressuposto de admissibilidade de todo recurso. Os recur sos valem pela aptidão que tenham de possibilitar à parte a remoção do gravame sofrido p elo ato judicial. em detrimento d o autor. Acordão ACORDAM os Senhores Desembargadores integrantes da Terceira Câmara Cível do Egrégio Tr ibunal de Justiça do Estado do Paraná. só se exige do comprador a comprovação de que a nota fiscal corresponde a u m negócio efetivamente realizado e de que o vendedor estava regularmente inscrito na repartição fazendária como contribuinte do tributo1". os julgadores vão se limitar a apr eciar aquilo em que o recorrente sucumbiu. nenhum merece ser conhecido.ENTOS LTDA. ESTAVAM REGULARMENTE INSCRITAS NA REPARTIÇÃO FAZENDÁRIA COMO CONTRIBUINTES DO ICMS AO TEMPO DAS OPERAÇÕES TRIBUTÁVEIS . por unanimidade de votos. Sua utilidade. ainda que não sejam alegadas. mas pode. detectar uma questão de ordem pública. 9. Não é à-toa ue o art. sendo vedada a reformati o in pejus. em conhecer em part e do apelo e dar-lhe PARCIAL PROVIMENTO. que ainda não tinha si do ventilada. recorrendo para obter dos tribunais uma sol ução pior. no exame do recur so de um dos litigantes. Nessa utilidade é que resid e o interesse em recorrer. Portanto. A situação só pode ser piorada se houver recurso de seu adversário. podendo. quais sejam “princípio do efeito devolutivo” e “princípio . por exemplo. E NOSEAP PRODUTOS DE PECUÁRIA LTDA. Daí decorre que. P or força dele. q ue o autor de ação condenatória tenha obtido êxito parcial em sua pretensão. na pior das hipóteses. não será possível que o tribunal reduza essa conden ação.APELO VOLUNTÁRIO CONHECIDO EM PARTE E PARCIALMENTE PROVIDO. nos termos do voto do relator. Recebendo outros nomes. que permite ao órgão ad quem examinar de ofício matérias de ordem pública. Mas os recursos em geral são dotados de efeito translativo. do que aquela que já existia no processo. a situação do recorrente pode até ser piorada. para o seu próprio direito. como sendo exatamente o contrár do que se pretendeu com o recurso. no mundo jurídico. 499 do CPC diz: o recurso pode ser interposto pela parte vencida. sendo vedada a via recursal ao venc edor. s em o interesse.NÃO COMPROVAÇÃO DE QUE AS OPERAÇÕES REALIZADAS COM A COMERCIAL DE RAÇÕ CANTINS LTDA.POSSIB ILIDADE DE REPETIÇÃO . consiste na abertura de vias p rocessuais destinadas à possível obtenção de solução favorável quanto às situações instrument se configuram no processo ou no próprio meritum causae. "Para aproveitar os créditos de ICMS embutidos no valor das mercadorias que entram no seu estabelecimento. Se só ele recor rer para aumentar a condenação obtida. Imagine-se.REEXAME NECESSÁRIO NÃO CONHECIDO. por exemplo. dá-se a “piora”. etc. e manter a sentença tal como lançada. Como o recurso devolve ao Tribunal a penas o conhecimento daquilo que foi impugnado. o comprador não depende da prova de que o vendedor pagou o tributo. pois. Essa expressão reformatio em pejus é contraditória. ao mesmo tempo em qu e a reforma se constitui no objetivo principal do recorrente para que tenha uma situação mais vantajosa à decisão impugnada. como a falta de uma das condições da ação ou de um dos pressupostos proces suais. Proibição da reformatio in pejus: Guarda relação direta com a extensão do efeito devolutivo dos recursos. não acolh er o recurso. SE DERAM AO TEMPO EM QUE ESTA AINDA POSSUÍA CADASTRO JUNTO A SEFA IMPOSSIBILIDEADE DE REPETIÇÃO OU COMPENSAÇÃO DESTES SUPOSTOS CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS . só impugna aquela parte da decisão ou da sentença que lhe foi desfavorável. do que resultará a extinção do processo sem julgamento de mérito. reputa-se reformatio in pejus: O agravamento da situação do recorrente no julgamento de seu próprio recurso. A ninguém é lícito contra se venire. Aquele que recorre só o faz para melhorar a sua situação. [17] Na visão de Cândido Rangel Dinamarco. a sua situação não poderá ser piorada.

807. a proibição da reforma visa evitar que o tribunal que recebe o recurso decida de molde a criar para o recorrente uma situação desfavo rável.2002. de conteúdo d iverso.Apelação Cí¬vel: APL 45769420108070008 DF 0004576-94. Na lição de Walter Vechiato Júnior: O efeito devolutivo. A reformatio in pejus indica a reforma em prejuízo do recorrente.0008 (tjdf) TJSP . não pode o órgão jurisdiciona l julgador do recurso modificar a decisão impugnada para pior a situação de quem recor reu (ou beneficiar a de quem não recorreu). ofendendo a personalidade recursal. Embora a vedação não conste expressis verbis de texto de lei.2002.2010.267 INC.807.26.2010. inerente a todos os recursos.Embargos de Declaração: ED 16707720028260075 SP 0001670-77. pode ser qualitativa ou qu antitativa.8. 198 Ementa EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Acordão CONHECIDO. transfere ao tribunal o conhe cimento da matéria impugnada. DJ-e Pág. dá-se a desvantagem quali tativa. [18] TJDF .2010.de defesa da coisa julgada parcial”.5 • 0000FF"> ART.807. ou seja. REFORMATIO IN PEJUS. É VEDADA A REFORMA DO JULGADO EM PREJUÍZO D O ÚNICO RECORRENTE (PRINCÍPIO DA PROIBIÇÃO DA REFORMATIO IN PEJUS).0075 Dados Gerais Processo: ED 16707720028260075 SP 0001670-77. e que acarreta menos vantagem para o recorrente. EMBARGOS NÃO PROVIDOS.0075 ¡ . Quando se substitui a providência jurisdicional por outra.0008 Dados Gerais Processo: APL 45769420108070008 DF 0004576-94.0008 Relator(a): JAIR SOARES Julgamento: 25/04/2012 Órgão Julgador: 6 Turma Cível Publicação: 04/05/2012. NEGOU-SE PROVIMENTO. Essa desvantagem. o princípio da proibição da re formatio in pejus não é consagrado no sistema civil brasileiro.26. UNÂNIME Resumo Estruturado VIDE EMENTA Referências Legislativas • CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/1973 FED LEI-5869/1973 • 0000FF"> ART. considerada diferença para pior.467 Citam essa decisão » Apelação Cí¬vel Apl 45769420108070008 Df 0004576-94.8.

. o que os fez confundir a possibilidade amento da matéria debatida nos autos com reformatio in pejus Recurso ¡ Insubsistência Os embarg intensidade do de aprofund rejeitado. no seu exato alcance.Relator(a): Luiz Sérgio Fernandes de Souza Julgamento: 17/09/2012 Órgão Julgador: 7 Câmara de Direito Público Publicação: 20/09/2012 Ementa EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Alegação de contradição e reformatio in pejus ntes não apreenderam. o conceito de extensão e efeito devolutivo do recurso.