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Corinthians estréia no mundial nesta quarta contra Al Ahly do Egito

Elenco garante que jogar para um grande público anima egípcios. Tragédia de Port Said motiva atletas na semifinal do Mundial de Clubes da Fifa GloboEsporte

Hossam El Badry se anima com duelo contra a Fiel (Foto: Marcos Ribolli/Globoesporte.com)

A Fiel corintiana não vai intimidar os jogadores do Ah Ahly, nesta quartafeira, às 8h30 (horário de Brasília), em Toyota, na primeira semifinal do Mundial de Clubes. De acordo com os jogadores do time egípcio, o duelo com o Timão por uma vaga na decisão empolga o elenco principalmente pelo fato de poder atuar diante de uma grande torcida. Nesta terça-feira, o meia Hossam Ashour e o técnico Hossam El Badry foram só elogios aos fanáticos brasileiros, que estão ganhando destaque no Japão por causa do apoio em grande número na cidade de Nagoya.

– Quando jogamos no Egito, não estamos tendo muita torcida. Tem sempre duas, três mil pessoas. Para nós não é fator de pressão jogar contra uma grande torcida. Pelo contrário, nós ficamos felizes de poder mostrar nosso futebol para mais gente – disse Hossam Ashour. – Nós sempre vínhamos jogando com o estádio vazio. Mas podemos agora mostrar o nosso futebol ao mundo. Gostaria que todos prestassem a atenção no desempenho perante o público – completou o técnico Hossam El Badry. Outro aspecto que motiva o Al Ahly diante do Corinthians é o triste episódio de Port Said. Em fevereiro deste ano, um confronto entre Al Ahly e Al Masry na cidade terminou em tragédia. Uma briga entre torcedores após a partida terminou com a morte de 73 pessoas e mais de mil feridos. Por causa do incidente, que originou grandes mudanças na estrutura do futebol local, a temporada do campeonato egípcio foi cancelada. – Realmente tivemos vários problemas no Egito. E um fato muito importante é que apesar de tudo nós conseguimos ser campeões da África. Isso é motivo de orgulho. Temos de entrar em campo com o pensamento de que somos os atuais campeões africanos. Houve uma tragédia, com muitos mortos e feridos, mas temos de transformar isso em motivação – disse o treinador. – O Egito está passando por muitas dificuldades políticos. Mas nós temos a chance de mostrar em campo um novo Egito. Temos a responsabilidade de representar bem o nosso país – completou Ashour. O país vive momento político conturbado desde 2011. Após diversas manifestações, protestos e confrontos com o exército egípcio, uma revolução popular derrubou o governo comandado pelo ditador Hosni Mubarak. Contra o Corinthians, o Al Ahly entrará novamente com uma faixa preta no uniforme para homenagear os mortos da tragédia de Port Said. A Fifa já havia autorizado o clube a jogar desta maneira diante do Sanfrecce Hiroshima, no último domingo.

Al Ahly se empolga com chance de jogar contra o Timão (Foto: Leandro Canônico/Globoesporte.com)