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Modernismo no Brasil

O movimento moderno baseou-se na ideia de que as formas "tradicionais" das artes plásticas, literatura, design, organização social e da vida cotidiana tornaram-se ultrapassadas, e que se fazia fundamental deixá-las de lado e criar no lugar uma nova cultura. Esta constatação apoiou a ideia de reexaminar cada aspecto da existência, do comércio à filosofia, com o objetivo de achar o que seriam as "marcas antigas" e substituí-las por novas formas, e possivelmente melhores, de se chegar ao "progresso"

No Brasil, os principais artíficios do movimento modernista não se opunham à realização artística anterior a deles. A grande batalha se colocava contra o preconceito, ou seja, tudo aquilo que impedisse a criação livre. Pode-se, assim, dizer que a proposta modernista era de uma ruptura estética quase completa com o melhoramento da arte encontrado nas escolas anteriores e de uma ampliação dos horizontes dessa arte antes delimitada pelos padrões académicos.

Semana de Arte Moderna de 22

A Semana de Arte Moderna representou uma verdadeira renovação de linguagem, na busca de experimentação, na liberdade criadora da ruptura com o passado. Poesias, maquetes de arquitetura, pintura, música e fotografia foram alguns dos temas expostos na semana. A nova intelectualidade brasileira dos anos 10-20 viu-se em um momento de necessidade de abandono dos antigos ideais estéticos do século XIX ainda em moda no país. Destaques para: Mário de Andrade, Manuel Bandeira, Villa-Lobos, Monteiro Lobato, Pagu, Oswald de Andrade, Di Cavalcanti, Tarsila do Amaral e Anita Malfatti.

Capa do Catálogo da Semana de 22

Capa da revista Klaxon

Mulheres, Anita Malfatti, 1915

Ceia eucarística, Vicente do Rêgo Monteiro, 1925

Baile popular, Di Cavalcanti, 1924

Operários, Tarsila do Amaral, 1933

Movimentos Nacionalistas

Antropofágico Seu nome origina-se da tela Abaporu (O que come) de Tarsila do Amaral. O Antropofagismo foi caracterizado pela assimilação (“deglutição”) crítica às vanguardas e culturas européias, com o fim de recriá-las, tendo em vista o redescobrimento do Brasil em sua autenticidade primitiva. Tem maior destaque na poesia ajudando a base de outros movimentos nacionalistas.

Abaporu, Tarsila do Amaral, 1928

Tropicalismo Movimento cultural brasileiro que surgiu sob a influência das correntes artísticas de vanguarda e da cultura pop nacional e estrangeira (como o pop-rock e o concretismo); misturou manifestações tradicionais da cultura brasileira a inovações estéticas radicais. Tinha objetivos comportamentais, que encontraram eco em boa parte da sociedade, sob o regime militar, no final da década de 1960

Núcleos, Helio Oiticica, 1960

Bossa Nova Derivado do samba e com forte influência do jazz bossa nova é um movimento da música popular brasileira do final dos ano 50 lançado por João Gilberto, Tom Jobim, Vinícius de Moraes e jovens cantores e/ou compositores de classe média da zona sul carioca. Com o passar dos anos, a Bossa Nova tornou-se um dos movimentos mais influentes da história da música popular brasileira, conhecido em todo o mundo.

Samba, ilustração de J. Carlos, 1949

Movimento Armorial Foi uma iniciativa artística cujo objetivo seria criar uma arte erudita a partir de elementos da cultura popular do Nordeste Brasileiro. Um dos fundadores e diretores foi o escritor Ariano Suassuna. Tem ligação com a literatura de cordel e a xilogravura, além da música de rabeca e de pífanos.

O retorno, Xilogravura de Gilvan Samico, 1995

Esculturas no Atelier de Francisco Brennand, 2000

Arquitetura Moderna

É uma designação genérica para o conjunto de movimentos e escolas arquitetônicos que vieram a caracterizar a arquitetura produzida durante grande parte do século XX (especialmente os períodos entre as décadas de 10 e 50), inserida no contexto artístico e cultural do Modernismo.

O Estilo Internacional traduz um conjunto de vertentes essencialmente européias (principalmente as arquiteturas de Walter Gropius, Mies Van der Rohe e Le Corbusier), ainda que figuras do mundo todo tenham participado do movimento, influenciados pelos avanços do ferro e do concreto armado. Uma outra vertente, de origem norte-americana, é relacionada à Frank Lloyd Wright e referida como arquitetura orgânica.

Casa da MichaelPlatz, Adolf Loos, 1911

Arranha-céu da PSFS, William Lescaze e George Howe, Filadélfia, 1932

Casa da Cascata, Frank Loyd Wright, 1936

Aalto House, Alvar Aalto, 1934

Oscar Niemeyer

É o arquiteto brasileiro de nome mais influente na Arquitetura Moderna. Foi pioneiro na exploração das possibilidades construtivas e plásticas do concreto armado, e por esse motivo teve grande fama nacional e internacional desde a década de 1940. Seus trabalhos mais conhecidos são os edifícios públicos que projetou para a cidade de Brasília, embora possua um grande corpo de trabalho desde sua graduação pela Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro em 1934.

Palácio Gustavo Capanema, Niemeyer, 1943, RJ

Igreja da Pampulha, Niemeyer, 1950, BH

Edifício Copan, Niemeyer, 1950, SP

Catedral de Brasília, Niemeyer, 1958

Congresso Nacional, Niemeyer, 1958

Museu de Niterói, Niemeyer, 1996

Mobiliário Moderno no Brasil

Cadeira 3 pés, Joaquim Tenreiro, 1940

Poltrona Pelicano, Michel Arnoult, 1950

Cadeira Bowl, Lina Bo Bardi, 1951

Poltrona Mole, Sérgio Rodrigues, 1957

Poltrona Chifruda, Sérgio Rodrigues, 1962

Espreguiçadeira, Paulo Mendes da Rocha, 1961

Poltrona Easy Chair, Niemeyer, 1971

Espreguiçadeira, Niemeyer, 1979

Espreguiçadeira, Zanine Caldas, 1979

Poltrona Astúrias, Carlos Motta, 1970

Cadeira Bossa, Jader Almeida, 2000