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M A T E M Á T I C A

1

NÚMEROS INTEIROS:

NA D I Ç Ã O: - Os termos da adição (2+4+6) chamam-se
parcelas e o resultado (12) chama-se soma o total. A
ordem das parcelas não altera a soma. Exs.:
2 + 4 + 6 = 12
2 + 6 + 4 = 12
6 + 2 + 4 = 12
6 + 4 + 2 = 12
4 + 2 + 6 = 12
4 + 6 + 2 = 12

O resultado de uma soma de várias parcelas não sofre
alteração, quando substituímos algumas dessas parcelas
pela respectiva soma. Ex.:
2 + 4 + 6 = 12
2 + 10 = 12

NS U B T R A Ç Ã O: - É a operação pela qual se encontra a
diferença (resto ou excesso) entre dois números dados
numa certa ordem, sendo o primeiro (minuendo) maior ou
igual ao segundo (subtraendo). A soma da diferença com
o segundo número é igual ao primeiro número. Ex.:
8 – 2 = 6
8 = minuendo
2 = subtraendo
6 = diferença

2 (subtraendo) + 6 (diferença) = 8 (minuendo). Para, de um
número, proceder-se uma operação de sub-tração, soma-
se o subtraendo e subtrai -se o minuendo, ou então opera-
se primeiro a subtração entre parênteses e subtrai -se
depois o resultado do minuendo. Ex.:

20 – (5 – 3) =
20 – 5 + 3 = 18 ou
20 – (5 – 3) = 5 – 3 = 2
20 – 2 = 18

NMULTIPLICAÇÃO: - É a operação pela qual, dados dois
números, encontra-se um terceiro número que é igual à
soma de tantas parcelas iguais ao primeiro quantas forem
as unidades do segundo. Ex.:

3 x 4 = 12
3 x 4 = 3 + 3 + 3 + 3 = 12

O primeiro número (3) chama-se multiplicando e o segundo
(4) chama-se multiplicador. O resultado denomina-se
produto. A operação é chamada de multiplicação e os
números podem ser chamados de termos ou fatores.

Na multiplicação de uma soma por uma outra, efetua-se
cada parcela da primeira por todas as parcelas da
segunda e somam-se os resultados. Ex.: (5 + 2) x (5 + 3) = 5 x
5 + 5 x 3 + 2 x 5 + 2 x 3 = 25 + 15 + 10 = 56.

ND I V I S Ã O: - É a operação que tem por fim saber
quantas vezes um número (menor) está contido em outro
(maior) ou o número de vezes em que um número é parte
de outro. Ex.:
8 : 2 = 4
8 = dividendo
2 = divisor
4 = quociente

Observe que o número 2 (divisor) está contido quatro vezes
(quociente) no número maior 8 (dividendo). Se multipli -
carmos o quociente pelo divisor encontraremos o divi-
dendo. Ex.:
8 : 2 = 4 (divisão)
4 x 2 = 8 (multiplicação)

Quando a divisão não é exata, encontramos uma dife-
rença, que é o resto da divisão. O quociente de uma
divisão não exata é o maior número que, multiplicado pelo
divisor, seja inferior ao dividendo, seno que o resto é a
diferença entre o dividendo e o resultado da multiplicação
do divisor pelo quociente.

Ex.: 37 : 5 = 7 (resto = 2)
Onde:

Dividendo = divisor x quociente + resto
Resto = dividendo – divisor x quociente.

EXPRESSÕES ARITMÉTICAS – SOMA E SUBTRAÇÃO:

1º Ex.: 28 – {4+3 – [2+5–4–(8–5 +3–4)+5} +1-2 =

OBS.: A eliminação de parênteses, colchetes e chaves
(apenas nos casos de soma e subtração) pode ser f eita de
modo prático, pela simples troca dos sinais respectivos, a
cada operação de eliminação do sinal negativo. Assim:

1º) Eliminam-se os parênteses (trocam-se apenas nos casos
de soma e subtração) pode ser feita de modo prático,
pela simples troca dos sinais respectivos, a cada operação
de eliminação do sinal negativo: 28 – {4+3-[2+5-4-8+5-
3+4+5]+1-2} =

2º) Eliminam-se os colchetes (traçam-se apenas os sinais
contidos dentro dos colchetes): 28 – {4+3-2-5+4+8-5+3-4-
5+1-2} =

3º) Eliminam-se as chaves (traçam-se apenas os sinais
contidos nas chaves): 28-4-3+2+5-4-8+5-3+4+5-1+2 = 28

2º Ex.: 20 : 10 + {[3x4-6:1] + [10+2x (81-4x20)]}
2 + {[12-6] + [10+2x81-80]}
2 + {6+[10+2x1]}
2 +{6+12}
2 + 18 = 20

EXPRESSÕES ARITIMÉTICAS – MULT. E DIVISÃO:
[27 X (6X4)]: 3 x {(6x8) : [2 x (6x1)]} =
[27 x 24] : 3 x {48 : [2 x 6]} =
648 : 3 x {48 : 12} =
648 : 3 x 4 =
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2
648 ; 12 = 54.

EXPRESSÕES ARITIMÉTICAS:

Soma, Subtração, Multiplicação e Divisão:
37 – 2 x {5+8:2 – [4x6-20 x (9-8)]} =
37 – 2 x {5+8:2 – [3x6-20x1]} =
37 – 2 x {5+8:2 – [24-20]} =
37 – 2 x {5+8:2-4} =
37 – 2 x {5+4-4} =
37 – 2 x 5 =
37 – 10 = 27.

PONTENCIAÇÃO: Potência de um número é o produto de
fatores iguais a esse número.

Ex.: 4
3
= 4 x 4 x 4 = 64. No exemplo dado, temos:
4 = base
3 = expoente
64 = potência

Potências semelhantes são aquelas que têm o mesmo
expoente. Ex.: 5
3
e 2
3
são potências semelhantes.
Propriedades das potências:
1º) a potência de um número positivo é sempre positiva.
Exs.:
2
3
= 2 x 2 x 2 = 8
1
3
= 1 x 1 x 1 = 1
12
2
= 12 x 12 = 144.

2º) a potência de um número negativo é positiva se o
expoente for par.
Exs.:
(-2)
4
= (-2) x (-2) x (-2) x (-2) = 16
(-1)
2
= (-1) x (-1) = 1

3º) a potência de um número negativo é negativa se o
expoente for ímpar.

Exs.:
(-2)
3
= (-2) x (-2) x (-2) = -8
(-1)
5
= (-1) x (-1) x (-2) x (-1) x (-1) = -1
4º) a potência da unidade base positiva é sempre igual a
1(um).
Exs.:
1
3
= 1 x 1 x 1 = 1
1
0
= 1
1
2 ÷
= 1

5º) todo número elevado a expoente zero é igual a 1 (um).
Exs.:
3
0
= 1; (
3
2
)
0
= 1;
3
1
3
2
0
=

6º) todo número elevado a expoente negativo é igual a
uma fração que tem para numerador a unidade e para
denominador o próprio número com o expoente positivo.
Exs.:

a)5
2 ÷
=
25
1
5
1
2
=


b)(-2)
4 ÷
= (-
4
2
1
) =
16
1


MÚLTIPLOS E DIVISORES:

Observe: a . b – c ·
“c” é múltiplo de “a” e de “b”
“c” é divisível por “a” e por “b”
“a” e “b” são fatores de “c”
“a” e “b” são divisores de “c”.
Observações: Ser múltiplo é o mesmo que ser divisível; ser
fator é o mesmo que ser divisor.

DIVISIBILIDADE E NÚMEROS PRIMOS:

1.MÚLTIPLO DE UM NÚMERO

Múltiplo de um número inteiro é o produto deste número
por um inteiro qualquer. Todo número inteiro não nulo tem
infinitos múltiplos. Assim, sendo n um número inteiro positivo
qualquer, podemos indicar o conjunto dos múltiplos de n
por: M(n) ={0, ± 1n, ± 2n, ± 3n, ± 4n, ± 5n ...}

Qualquer número inteiro é um múltiplo de “1”, pois 2 é
múltiplo de 1, 3 é múltiplo de 1, 4 é múltiplo de 1, e assim
por diante. Somente o próprio zero é múltiplo de zero, pois
é múltiplo de todos os números inteiros (zero é o múltiplo
universal).

2.DIVISOR DE UM NÚMERO

Divisor de um número inteiro a é qualquer inteiro d tal que
a = d x n para algum inteiro n. Dessa forma, podemos
indicar o conjunto dos divisores de um inteiro a por: D(a) =
{d eZ/ -n eZ, d x n = a). Observações: 1ª)Quando d é um
divisor de n diz-se que n é divisível por d. 2ª) O menor divisor
positivo de um inteiro n qualquer é 1. 3ª) O maior divisor de
um inteiro n qualquer é n . 4ª) O número 1 é divisor de
todos os números (1 é divisor universal). 5ª) O zero não
pode ser divisor de qualquer número inteiro.

3.CRITÉRIOS DE DIVISIBILIDADE

Um critério de divisibilidade é uma regra que permite
decidir se uma divisão é exata ou não, sem que seja
preciso executar a divisão.

DIVISIBILIDADE POR 2

Um número é divisível por 2 sempre que o algarismo das
unidades for 0,2,4,6 ou 8. Assim, 10.356 é divisível por 2, pois
seu algarismo das unidades é 6.


DIVISIBILIDADE POR 3

Um número é divisível por 3 quando a soma dos valores
absolutos dos algarismos do número é divisível por 3. O
número 573 é divisível por 3 pois 5 + 7 + 3 = 15, que é
divisível por 3.
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3

DIVISIBILIDADE POR 4

Um número é divisível por 4 quando os seus dois últimos
algarismos formam um número divisível pro 4. O número
60.996 é divisível por 4, pois 96 é divisível por 4.

DIVISIBILIDADE POR 5

Um número é divisível por 5 sempre que o algarismo das
unidades for 0 ou 5. Dessa forma, 50. 310 é divisível por, pois
seu algarismo das unidades é zero.

DIVISIBILIDADE POR 6

Um número é divisível por 6 quando for divisível por 2 e
também por 3. O número 317.100 é divisível por 2 porque é
par e também, divisível por 3, já que 3+1+7+1 +0+0=12.

DIVISIBILIDADE POR 7

Um número é divisível por 7 quando a diferença entre as
suas dezenas e o dobro do valor do seu algarismo das
unidades é divisível por 7. Desta maneira, em 819 temos 81
dezenas e 9 unidades. Já que 81-(9x2) = 81 – 18 = 63, que é
divisível por 7, logo o número 819 também é divisível por 7.

DIVISIBILIDADE POR 8

Um número é divisível por 8 quando os seus três últimos
algarismos formarem um número divisível por 8. Sendo
assim, 158,960 é divisível por 8 por que os seus três últimos
algarismos formam o número 960 que é divisível por 8.

DIVISIBILIDADE POR 9

Um número é divisível por 9 quando a soma dos valores
absolutos dos algarismos do número é divisível por 9.
Portanto o número 8.514 é divisível por 9 porque
8+5+1+4=18, que é divisível por 9.

DIVISIBILIDADE POR 10, 100, 1000, ETC.

Um número é divisível por 10, 100, 1.000, etc. quando
termina, respectivamente, em 1,2,3, etc., zeros à direita.
Logo, 2.900, 14.000 e 780 são divisíveis, respectivamente,
por 100, por 1.000 e por 10.
DIVISIBILIDADE POR 11


Um número é divisível por 11 quando a diferença entre a
soma dos valores absolutos dos algarismos de ordem ímpar
(a partir das unidades) e a soma dos valores absolutos dos
algarismos de ordem par é um múltiplo de 11. Por exemplo,
o número 23.859, os algarismos de ordem par são 5 e 3 cuja
soma nos dá 5 + 3 = 8. Como a diferença entre estas duas
somas é 19-8=11, o número 23.859 é divisível por 11.

DIVISIBILIDADE POR 12

Um número é divisível por 12 quando for divisível por 3 e
também por 4. O número 231.456 é divisível por 4 porque os
dois últimos algarismos formam o número 56, que é divisível
por 4. Sendo assim, 0 número 231.456 é divisível por 12.

DIVISIBILIDADE POR 13

Um número é divisível por 13 quando a soma das suas
dezenas com o quádruplo do valor do seu algarismo das
unidades é divisível por 13. Logo o número 351 é divisível
por 13, porque 35+(1x4) = 35+ 4+39, que é divisível por 13.

DIVISIBILIDADE POR 25

Um número é divisível por 25 quando os seus dois últimos
algarismos formam 25, 50, 75 ou 00. Como exemplo, os
números 17.475, 854.325, 79.000 e 123.450 são todos
divisíveis por 25.

4.NÚMEROS PRIMOS

Um número inteiro é primo quando ele tem exatamente
apenas dois divisores, sendo ele divisível somente por si e
pelo número 1. Veja que o número 17 é primo, pois tem
exatamente, como di visores, o próprio número 17 e o
número 1. Observações: o número 1 não é primo, pois tem
apenas um divisor positivo: ele mesmo. Também o número
91 não é primo, pois apresenta mais de 2 divisores inteiros:
1,7,13 e 91. Existem infinitos números primos, aqui , citamos
apenas os primeiros números primos positivos, que são 2, 3,
5, 7, 11, 13,17, 19, 23, 29, 31,37, ...

5. NÚMEROS COMPOSTOS

“Número composto” é todo número que tenha mais de
dois divisores positivos. Exs.: O número 18 é composto pois
tem mais que dois divisores positivos: 1, 2, 3, 6, 9 e 18. O
número 1 não é composto pois tem apenas um divisor
positivo: ele próprio.

6.PROCESSO DE RECONHECIMENTO DE NÚMEROS PRIMOS

Para sabermos se um número inteiro é primo ou não, pode-
se proceder da seguinte forma: 1º) Consideramos as
divisões de n por todos os números primos p, tais que o
quociente da divisão de n por p seja, em valores absolutos,
maior que o próprio número primo. 2º) n será primo se, e
somente se, nenhuma destas divisões for exata. Exs. Deseja-
se saber se o número 131 é ou não primo. Ao
considerarmos as divisões 131 por 2, 131 por 3, 131 por 5,
131 por 7 e 131 por 11, observamos, aproveitando os
critérios de divisibilidade apresentados, que nenhuma delas
é exata e que a divisão 131 por 13 já apresenta quociente
menor que o próprio 13. Neste caso, 131 é primo.


7.DECOMPOSIÇÃO DE UM NÚMERO EM FATORES PRI-MOS

Todo número composto pode ser expresso com um pro-
duto de dois ou mais fatores, todos primos. Para decompor
M A T E M Á T I C A

4
um número composto qualquer em fatores primos, de-
vemos:
- dividir o número dado pelo menor de seus divisores
primos positivos;
- repetir este procedimento com cada um dos
quocientes obtidos, até que o quociente encontrado
seja ± 1;
- o número composto será igual ao produto de todos os
divisores primos utilizados.

Ex.: Seja decompor o número 126 em fatores primos.
Adotando o menor divisor primo sempre à direita de cada
valor considerando e cada quociente imediatamente
abaixo do dividendo anterior, poderemos apresentar a
fatoração assim:

126
63
21
7
1
÷ 2
÷ 3
÷ 3
÷ 7
Logo a decomposição de 126 em fatores primos nos
apresenta 2x3x3x7 =
1 2 1
7 3 2 x x .

PROBLEMAS RESOLVIDOS:

1.Determinar o algarismo de menor valor pelo qual se pode
substituir a letra x em cada um dos números abaixo, de
modo que se obtenha o que é afirmado:
- 872x é divisível por 2 somente se x for 0, 2, 4, 6 ou 8. O
menor valor para x é 0.
- Se 872x é divisível por 2, então x é 0, 2, 4, 6 ou 8. Por
outro lado, se 872x é divisível por 3, então 8+7+
2+x=17+x também é divisível por 3. Então x é 4, pois é
o único valor de x que faz a soma divisível por 3: 17+
4=21.
- 514x será divisível por 4 somente se 4x for divisível por
4. Temos 4 x = 0, 44 x = 4, ou 48 x = 8. Por
outro lado, se 514x é divisível por 9, então 5 + 1 + 4 + x
= 10 + x também é divisível por 0. Então x deverá ser
8, pois é o único valor de x que faz a soma divisível
por 9: 10 + 8 = 18.

2.Qual é o menor número que se deve subtrair de 56.638
para que se obtenha um múltiplo de 4?

Solução: A divisão de 57.638 por 4 tem resto igualo ao resto
da divisão de 38 (são os dois últimos algari smos) por 4, ou
seja, tem resto 2. Se subtraíssemos este 2 ao 57.638, a
diferença, 57.636, seria divisível por 4 e, portanto, seria um
múltiplo de 4. Sendo assim, deve-se subtrair 2.

3.Qual é o menor número que se deve adicionar a 3.421
para que se obtenha um múltiplo de 3?

Solução: A divisão de 3.421 por 3 tem resto igual ao resto
da divisão de 10 que é 3 + 4 + 2 + 1) por 3, ou seja, tem
resto 1. O menor valor que se pode acrescentar a este 1 de
modo que a soma seja divisível por 3 é 2, pois 1 + 2 = 3.
Assim, deve-se adicionar 2.
4.Determinar se o número 343 é primo ou se é composto.

Solução: Utilizando os critérios de divisibilidade concluímos
que 343 não é divisível por 2, nem por 3, nem por 5, mas a
divisão dele por 7 será exata. Então 343 não pé primo.

MÍNIMO MÚLTIPLO COMUM: É o menor múltiplo comum
entre dois ou mais números, diferente de zero. Seja calcular
o M.M.C dos números 4, 6 e 9.

M (4) = 0, 4, 8, 12, 16, 20, 24, 28, 32, 36, 40 ...
M (6) = 0, 6, 12, 18, 24, 30, 36, 42 ...
M (9) = 0, 9, 18, 27, 36, 45 ...

Como se observa, o número 36 é o menor múltiplo comum
entre 4, 6, e 9. Para o M.M.C., de forma prática, basta
dividir cada número pelos fatores primos, até chegar à
unidade. Essa divisão deve ser feita em ordem crescente,
começando pelo 2, em seguida pelo 3, depois suces-
sivamente pelo 5, 7, 11, etc. Terminada a divisão, o M.M.C.
será o resultado da multiplicação dos fatores primos
encontrados. Seja o M.M.C. de 4, 6 e ).
4, 6, 9 2
2, 3, 9 2
1, 3, 9 3
1, 1, 3 3
1, 1, 1, 2 x 2 x 3 x 3 =36
(M.M.C)

Divisor de um número é aquele que o divide exata-mente.
Seja calcular os divisores de 16.

16 : 1 = 16
16 : 2 = 8
16 : 4 = 4
16 : 16 = 1 D (16) = 1, 2, 4, 16.

Convém saber que:
- todo número diferente de zero é divisor de si mesmo;
- o conjunto dos divisores de um número é o conjunto
infinito;
- o 1 (um) é divisor de qualquer número;
- o número zero não é divisor de qualquer número.

MÁXIMO DIVISOR COMUM

O (M.D.C.) de dois ou mais números é o maior dos divisores
comuns dos números envolvidos. Exemplo: 18 e 30.
D (18) = 1, 2, 3, 6, 9, 18 (6divisores)
D (30) = 1, 2, 3, 5, 6, 10, 15, 30 (8div.)
D (18, 30) = 1, 2, 3, 6 (4 divisores comuns) Logo, o M.D.C. de
18 4 30 é 6.

Podemos determinar o M.D.C. entre dois números pelo
método das divisões sucessivas. Seja calcular o M.D.C. de
36 e 24.
36 24 1
36 24 2
18 12 2
9 6 2
M A T E M Á T I C A

5
9 3 3
3 1 3
1 1 o M.D.C de 36 e 24 é 12

Comprovando:
D (36) = 1, 2, 3, 4, 6, 12, 18, 36
D (24) = 1, 2, 3, 4, 6, 8, 12, 24
D (36, 24) = 1, 2, 3, 4, 6, 12 (divisores comuns)
M.D.C. (36 e 24) = 12.


NÚMEROS RACIONAIS

Fração é uma ou mais partes de um inteiro que se divide
em partes iguais. Numerador e denominador são os termos
da fração. Em uma fração, o traço indica que houve uma
divisão. O número que fica acima do traço é chamado
numerador. O numerador indica o número de partes que
tomamos do inteiro. O número abaixo do traço chama-se
denominador. O denominador indica em quantas partes foi
dividido o inteiro.

Nas frações com denominadores até 9, lemos o numerador
e depois o denominador, seguido das palavras: meio,
terço, quarto, quinto, sexto, sétimo, oitavo ou nono.


Exemplos:
2
1
um meio
5
2
dois quintos.

Nas frações com denominadores acima de 10, primeiro
lemos o numerador, em seguida o denominador, acom-
panhado da palavra avos.
Exemplos:

12
5
cinco doze avos


16
12
doze dezesseis avos


Nas frações com denominador 10, 100 ou 1000, lemos o
numerador depois o denominador, acompanhado das
palavras: décimo, centésimo e mil ésimo.


Exemplo:
10
3
três décimos.


OFRAÇÕES DE NÚMEROS INTEIROS

Para se obter uma fração de um número inteiro basta
dividirmos o número pelo denominador da fração e multi -
plicar o quociente obtido pelo numerador.

Exemplo: Calcular
4
2
de 12 pães:

6 2 3 3 4 12 12
12
2
= · = · x x de


OFRAÇÃO DE FRAÇÃO
Fração de fração é aquela que é menor do que a fração
que a originou. Para obtermos uma fração de outra fração,
basta subtrairmos uma da outra. Exemplo:

9
3
9
3
9
6
= ÷ = uma fração obtida de outra fração. Se os
denominadores forem diferentes, basta reduzir -se ao
mesmo denominador:


15
14
15
10
15
24
15
5 . 3 : 15
15
8 . 5 : 15
3
2
5
8
= ÷ = = · ÷


OFRAÇÕES PRÓPRIAS

Fração própria é aquela que é menor que o inteiro ou a
unidade. O numerador é menor que o denominador.

Exemplos:


5
3

8
5

12
2



OFRAÇÕES IMPRÓPRIAS

Fração imprópria é aquela que é maior que o inteiro. O
numerado é maior ou igual ao denominador. Ex.:


3
5

4
9

10
10


ONÚMEROS MISTOS

Número misto é um número formado por uma parte inteira
e outra fracionária.

Exemplo:
5
3
2 dois inteiros e três quintos.

Este é um número misto porque é formado por uma parte
inteira e uma parte fracionária. Podemos transformar um
número misto em uma fração imprópria e uma fração
imprópria em número misto

5
17
5
2
3 = (um número misto em fração imprópria)


Para transformar um número misto em fração imprópria,
multiplicamos o inteiro pelo denominador e somamos o
produto com o numerado. O denominador permanece o
mesmo.

Exemplo:
7
4
3

Multiplicamos 3 por 7 = (3 x 7 = 21).
Somamos o numerado (21 + 4 = 25).
E colocamos sobre o denominador 7.


Ficará assim:
7
25
7
4
2 = .

M A T E M Á T I C A

6
Para transformar uma fração imprópria em número misto
dividimos o numerador pelo denominador.

3
5
· 5 : 3 = 1 e resto 2


A parte inteira será o quociente (neste caso, o número 1).
O numerador será o resto (2). E o denominador permanece
o mesmo:

3
2
1
3
5
= .


OFRAÇÕES EQUIVALENTES

Frações equivalente são frações diferentes que represen-
tam a mesma porção do inteiro. Observe as seguintes
frações:


8
4
,
4
2
,
2
1
embora os seus termos sejam diferentes, repre-
sentam a mesma parte do inteiro e têm o mesmo valor. Pois
são frações equivalentes. Indica-se assim:


8
4
4
2
2
1
8
4
~
4
2
~
2
1
= = ou

Para achar uma fração equivalente, basta multiplicar ou
dividir tanto o numerador como o denominador por um
mesmo número natural diferente de zero. Exemplo:

4
3
é equivalente a
=
=
2 4
2 3
x
x
8
6
.


Para verificar se duas frações são equivalentes, multi -
plicamos o numerador da 1ª fração pelo denominador da
2ª fração, multiplicando, também, o denominador da 1ª
fração pelo numerador da 2ª fração. Exemplo:

4
2
e
8
4


Multiplicamos o 2 (numerador da 1ª fração) por 8
(denominador da 2ª fração), o 4 (denominador da 1ª
fração) por 4 (numerador da 2ª fração).

4
2
e
16
16
4 4
8 2
8
4
= ·
x
x
Então, as frações
4
2


e
8
4
são equivalentes porque os produtos das
multiplicações são iguais.

OADIÇÃO DE FRAÇÕES Observe as operações:

7
5
7
2 3
3
2
7
3
=
+
= +

Estas frações têm o mesmo denominador. Na adição de
frações com denominadores iguais somamos os numera-
dores e conservam-se o denominador comum.
Exemplo:


18
31
18
4
18
20
18
7
= + +

As frações com o mesmo denominador são chamadas
homogêneas.

Observe:
6
1

5
2


As frações acima têm denominadores diferentes. São
chamadas frações heterogêneas. Na adição de frações
com denominadores diferentes, reduzimos as frações ao
menor denominador comum.

Exemplo: = +
6
1
5
2


M (5) = {0, 5, 10, 15, 20, 25, 30, 35 ...}
M (6) = {0, 6, 12, 18, 24, 30, 36 ...}
M.M.C. (5, 6) = {30}

O menor denominador comum é 30.

Dividimos o denominador comum (30) pelo denominador
de cada fração. Multiplicamos o quociente obtido pelos
respectivos numeradores, para depois somá-las.


30
17
30
5
30
12
30
1 6 : 30
30
2 5 : 30
= + = =
x x


Adição de fração com número misto: ÷ Neste caso,
transformamos os números mistos em frações impróprias.
Em seguida, reduzimos as frações ao menor denominador
comum e efetuamos a adição.


Exemplo:
3
7
5
16
3
1
2
5
1
3 + = +

Multiplicamos o inteiro pelo denominador e somamos com
o numerador.

Veja:
3
7
3
1 3 2 (
5
16
5
1 5 3 (
=
+
· =
+ x x


Agora, vamos achar o menor denominador comum de:

5
16
e
3
7


M(5) = (0, 5, 10, 15, 20, 25 ...)
M(3) = (0, 3, 6, 9, 12, 15, 18 ...)
M.M.C. (5, 3) = (15)
O M.M.C. é 15.

15
8
5
15
83
15
35 48
3
7
5
16
= =
+
= + (extraindo os inteiros).

M A T E M Á T I C A

7

OSUBTRAÇÃO DE FRAÇÕES

Na subtração de frações há os mesmos casos que na
adição.
1º CASO: Subtração de frações homogêneas, isto é, que
têm denominadores iguais. Na subtração de frações com
denominadores iguais, subtraímos os numeradores e repe-
timos o denominador comum.

Exemplo:
9
3
9
3
9
6
= ÷

2º CASO: Subtração de frações heterogêneas (denomina-
dores diferentes). Na subtração de frações com deno-
minadores diferentes, reduzimos as frações ao menor de-
nominador comum e efetuamos a subtração.

Exemplo: = ÷
3
2
5
8

M (5) = (0, 5, 10, 15, 20, 25 ...)
M (3) = (0, 3, 6, 9, 12, 15, 18 ...)
M.M.C. (5, 3) = (15)


15
14
15
10
15
24
15
2 3 : 15
15
8 5 : 15
= ÷ = =
x x


3º CASO: Subtração de frações com números mistos. Neste
caso, transformamos os números mistos em frações im-
próprias:

5
16
5
1
3 =
3
7
3
1
2 =

Em seguida, reduzimos as frações ao menor denominador
comum.

M (5) = (0, 5, 10, 15, 20, 25, 30, 35 ...)
M (3) = (0, 3, 6, 9, 12, 15, 18, 21 ...)
M.M.C. (5, 3) = 15

15
48
15
16 5 : 15
15
16
= =
x


15
35
15
7 3 : 15
3
7
= =
x



Efetuando a subtração:

15
13
15
35 48
=
÷


OMULTIPLICAÇÃO DE FRAÇÕES

Na multiplicação de fração por fração, multiplicamos os
numera-dores entre si e os denominadores também entre si.


Exemplo:
42
12
7 6
3 4
7
3
6
4
= =
x
x
x

Na multiplicação de números mistos, transformamos o
número misto em fração imprópria e multiplicamos os
numeradores e os denomina-dores entre si.

Exemplos: x
4
3
2
5
4
1 ·


20
99
5
9
4
11
5
4
1
4
3
2 = = x x

Multiplicações de frações inversas: As frações são inversas,
quando o numerador de uma é o denominador da outra.
Exemplo:
=
9
8
8
9
x

Na multiplicação de duas frações inversas efetua-se a
multiplicação e extraem-se os inteiros. O resultado será a
unidade.

Exemplo: 1
15
15
3
5
5
3
= = x

Multiplicação de inteiro por fração ÷ se um dos fatores for
um número inteiro, o transformamos em fração colocando
1 no denominador. Em seguida, multiplicamos os nume-
radores e denominadores entre si.

Exemplo: 3 x
7
2
=

7
6
7 1
2 3
7
2
1
3
= =
x
x
x

ODIVISÃO DE FRAÇÕES

Divisão de fração por fração ÷ para dividir uma fração por
outra fração, multiplica-se a primeira fração pelo inverso
da segunda.

Exemplo:
10
21
2
7
5
3
7
2
:
5
3
= = x

Divisão de números mistos ÷ na divisão de nu-meros mistos,
transformamos primeiro os números mistos em frações
impróprias, e depois multiplicamos a primeira fração pelo
inverso da segunda.


Exemplo:
65
44
13
4
5
11
4
13
:
5
11
4
1
3 :
5
1
2 = = = x


Divisão de inteiro por fração ou fração por inteiro ÷ na
divisão de inteiro por fração ou fração por inteiro, damos
ao inteiro a forma de fração (colocando 1 como deno-
minador) e multiplicamos a primeira fração pelo inverso da
segunda.
M A T E M Á T I C A

8

Exemplo: 4 : 6
2
12
2
3
1
4
3
2
:
1
4
3
2
= = = = x

O TRANSFORMAÇÃO DE NÚMEROS FRACIONÁRIOS EM
DECIMAIS: Vimos que existem frações do tipo:




3
2
1
10 1000
1000
41
10 100
100
25
10 10
10
17
= ·
= ·
= ·





Observe que, nessas frações, o denominador é uma pó-
tência de 10; assim, definimos: Uma fração cujo denomi -
nador é 10 ou potência de 10 é denominada “fração
decimal”.

Consideremos a fração decimal
100
372
. Observando

que 372 = 300 + 7= + 2, podemos escrever:



100
2
10
7
3
100
2
100
70
100
300
100
2 70 300
100
372
+ +
= + + =
+ +
=




Onde lemos: 3 unidades, sete décimos e 2 centésimos.

Daí 72 , 3
100
372
= . O número 3,72 lê-se: três inteiros e
setenta e dois centésimos.


E X E R C Í C I O S

O Roberto e Socorro têm juntos 120 bolas. Socorro tem a
terça parte de Roberto. Quantas bolos tem cada um?
( ) a) Roberto: 45 bolas e Socorro: 75;
( ) b) Roberto: 15 bolas e Socorro: 105;
( ) c) Roberto: 115 bolas e Socorro: 5;
( ) d) Roberto: 90 bolas e Socorro: 30

O A soma de dois números é 850; a quinta parte do número
menor é 70. Quais são esses números?
( ) a) os números são 350 e 500;
( ) b) os números são 300 e 550;
( ) c) os números são 400 e 450;
( ) d) os números são 250 e 600.


OVende-se o triplo de uma centena de dúzia de laranjas
por R$ 72.000,00. Sabendo-se que havia 4 dúzias de cen-
tena estragadas, dizer quanto valem as restantes, consi -
derando o preço de venda igual ao das primeiras.
( ) a) as restantes valem R$ 30.000,00;
( ) b) as restantes valem R$ 25.000,00;
( ) c) as restantes valem R$ 24.000,00;
( ) d) as restantes valem R$ 35.000,00.
OUm operário ganha R$ 12,00 por dia de trabalho e paga a
multa de R$ 5,00 por dia de falta injustificada. Depois de 60
dias recebe a quantia de R$ 635,00. Quantos dias efeti-
vamente trabalhou?
( ) a) trabalhou 45 dias;
( ) b) trabalhou 55 dias;
( ) c) trabalhou 39 dias;
( ) d) trabalhou 28 dias.

O Rodrigo e Leonardo têm juntos 30 anos. Rodrigo tem o
quádruplo da idade de Leonardo. Quais são suas idades?
( ) a) Leonardo: 6 anos, Rodrigo: 24;
( ) b) Leonardo: 12 anos, Rodrigo: 18;
( ) c) Leonardo: 14 anos, Rodrigo: 16;
( ) d) Leonardo: 11 anos, Rodrigo: 19.

OLourdes é 16 anos mais velha que sua sobrinha. Qual a
idade de Lourdes se é o triplo da de sua sobrinha?
( ) a) Lourdes tem 35 anos de idade;
( ) b) Lourdes tem 28 anos de idade;
( ) c) Lourdes tem 26 anos de idade;
( ) d) Lourdes tem 24 anos de idade.


G A B A R I T O
O=D O=A O=C O= B O= A O= D


NÚMEROS
REAIS

Números reais são todos os números possíveis, incluindo,
portanto, os números irracionais (aqueles que não são
escritos sob a forma:

(
b
a
); 2 ; 3 ; 5 ...

R = {-3, -2, -1, 0, 1, 1/5, 2, 2...,}

Assim, são números reais:
os números naturais
os números inteiros
os números racionais
os números irracionais.

Todo número real, seja racional ou irracional, tem um ponto
correspondente na reta numerada e, reciprocamente,
todo ponto na reta numerada tem um correspondente que
é um número real. Desse modo, os subconjuntos dos
números reais recebem o nome de conjuntos lineares, em
razão dessa correspondência que têm com os pontos da
reta.
Um conjunto pode ser representado por meio de uma
expressão que caracteriza os seus elementos.

Ex.: (x x = é tal que x) = A {x x N e x } Lê-se: x é tal que
x pertence ao conjunto de números naturais e x é menor
que 8.

Logo: A = {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7}.
M A T E M Á T I C A

9
Problema: Em uma cidade existem 2 clubes de futebol, A e
B. Exatamente 80% dos habitantes torcem pelo time “A” e
60% pelo time “B”. Sabendo que todo habitante torce, pelo
menos, por um dos times, deter mine o percentual dos que
torcem igualmente pelos dois clubes.

Resolução: O percentual total de torcedores é de 100%, já
que todos são torcedores.

n = número de torcedores
A B = união dos conjuntos de torcedores
A · B = intersecção dos dois conjuntos de torcedores
(para apurar os que torcem pelos dois clubes).
n(A B) = n(A) + n(B) – n(A · B)
100% = 80 + 60 – n(A · B)
n(A · B) = 140 – 100
n(A · B) = 40

Portanto, o percentual dos que torcem igualmente pelos
dois clubes é de 40%.

RELAÇÃO DE ORDEM NO CONJUNTO: Consideremos dois
números reais quaisquer a e b:

1º) entre a e b poderá ocorrer uma, e somente uma, das
relações:
- a = b ( a igual a b)
- a > b (a maior que b)
- a < b (a menor que b)
2º) a > b se a é maior que b, geometricamente então está
situado à direita de b na reta real.





Ex.: Represente na reta o seguinte conjunto linear: c = {x
eR x > 2}
3º) a < b se a é menor que b, geometricamente está
situado à esquerda de b na reta real.




Exemplo:

Represente na reta A = {x e R x s 5}




4º)Um número real c está entre a e b se, e somente se, a <
c e c < b. Ocorre então uma dupla desigualdade a< c < b.

INTERVALOS NUMÉRICOS: Se a e b são números reais, com a
< b, são denominados intervalos os seguintes subconjuntos
de R:
1º) Intervalo aberto de extremos a e b:
A = {x e R a < x < b}
Sua representação na reta real é feita do seguinte modo:





O = a bolinha vazia indica que a e b não pertencem ao
intervalo

2º) intervalo fechado de extremos a e b:
A = {x e R a s x s b}
Sua representação na reta real é feita do seguinte modo:





A bolinha cheia indica que a e b pertencem ao intervalo.

3º) Intervalo aberto à direita e fechado à esquerda.
A = {x e R a s x < b}

Sua representação na reta real é feita do seguinte modo:





4º) Intervalo aberto à esquerda e fechado à direita:
A = {x e R a < x s b}

Sua representação na reta real é feita do seguinte modo:




OPERAÇÕES COM INTERVALOS:

1º) Intersecção:

Se A = {x e R 2 < x < 5} e
B = {x e R 3 s x < 8}
Determine A · B










Logo: A · B = {x e R 3 s x > 5}


2º Reunião ou união:
Se A = {x e R -2 s x s 3} e
B = {x e R 1 < x s 4}
Determine A B
Logo: A B = {x e R -2 s x s 4}.
M A T E M Á T I C A

10












Logo: A B = {x e R -2 s x s 4}.


PROBLEMAS DE CONTAGEM:

01. Rodrigo e Leonardo têm juntos 30 anos. Rodrigo tem o
quádruplo da idade de Leonardo. Quais são as suas
idades?

Resolução:
Rodrigo + Leonardo = 30 anos
Rodrigo: 4 (vezes)
Leonardo: 1(uma vez)
5 é igual a soma das idades.
30 : 5 = 6 anos (idade de Leonardo)
4 x 6 = 24 anos (idade de Rodrigo).

02. Lourdes é 16 anos mais velha que sua sobri nha. Qual a
idade de Lourdes se é o triplo da de sua sobrinha?

Resolução:
Diferença de idades = 16 anos
Lourdes: 3
Sobrinha 1
Diferença de idades 2 (3-1 = 2)
16 : 2 = 8 (idade da sobrinha)
16 + 8 = 24 (idade de Lourdes) ou
8 x 3 = 24 (idade de Lourdes).


03. Um pai tem 37 anos e o filho 4. Daqui a quantos anos a
idade do pai será igual ao quádruplo da do filho?

Resolução:
37 – 4 = 33 anos (diferença de idades atual)
Diferença (de idades) entre pai e filho: 3 vezes (4-1=3)
33 : 3 = 11 anos (idade do filho)
11 – 4 = 7 anos

Resposta: Daqui a 7 anos, o pai terá 44 anos (quádruplo) e
o filho, 11 anos.
Se “A” é a quinta parte de “B” podemos dizer que:
a) “B” é o quíntuplo (5 vezes) de “A”;
O quociente entre “B” e “A” é 5;
b) “A” e “B” juntos podem ser representados por 6 (1 + 5);
c) A diferença entre “B” e “A” corresponde a 4 (5 – 1).
Baseando nestas afirmações, vejamos o seguinte
problema:
04. Roberto e Socorro têm juntos 120 bolas. Socorro tem a
terça parte de Roberto. Quanto tem cada um?

Resolução:
Roberto + Socorro = 120 bolas;
120 : 4 = 30 (valor de 1 parte);
Roberto é representado por 3;
Socorro é representada por 1;
Roberto: 3 x 30 = 90
Socorro: 1 x 30 = 30
90 + 30 = 120
Resposta: Roberto: 90 bolas e Socorro: 30 bolas.

05. A soma de dois número é 84 e um deles é igual 6 vezes
o outro. Quais são os números?

Resolução:
Representando o número menor por 1 e o outro por 6 (seis
vezes maior que o primeiro). Logo, os dois juntos
representam 1 + 6 = 7;
Dividindo-se a soma dos números por 7, encontraremos o
número menor : 84 : 7 = 12 (número menor);
Para se encontrar o número maior basta multi plicar o
menor por 6, já que aquele é seis vezes maior que este: 12 x
6 = 72 (número maior).

06. Uma pessoa vendeu certo objeto por R$ 5.842,00 com
um lucro de R$ 1.253,00. Por quanto deveria vender se
quisesse ganhar o triplo?

Resolução:
Preço de venda: R$ 5.842,00
Lucro: 1.253,00
Custo: 5.842,00 – 1.253,00 = 4.589,00
R$ 1.253 x 3 = R$ 3.759,00 (lucro triplicado)
R$ 4.589,00 (custo) + R$ 3.759,00 (lucro) = R$ 8.348,00
(venda).

07. Distribuiu-se certa quantia entre 3 pessoas. A primeira
recebeu R$ 5.000,00, a segunda recebeu tanto quanto a
primeira e mais R$ 1.200,00; a terceira tanto quanto as duas
outras menos R$ 450,00. Qual a quantia total distribuída?

Resolução:
A = R$ 5.000,00
B = R$ 5.000,00 + R$ 1.200,00 = R$ 6.200,00
C = R$ 11.200,00 – R$ 450,00 = R$ 10.750,00
A + B + C = 5.000,00 + 6.200,00 + 10.750,00 = 21.950,00.
Resposta: a quantia total distribuída foi R$ 21.950,00.

08. A soma de quatro números consecutivos é 206. Quais
são esses números?

Resolução:
Os números consecutivos se formam acrescentado uma
unidade ao número anterior.
Assim: 0 + 1 + 2 + 3 = 6 unidades
206 – 6 = 200
200 : 4 = 50 (1º número)Logo:
o primeiro número será = 50
M A T E M Á T I C A

11
o segundo número será = 50 + 1 = 51
o terceiro número será = 50 + 2 = 52
o quarto número será = 50 + 3 = 53
Prova: 50 + 51 + 52 + 53 = 206.

09. A soma de quatro números consecutivos pares é 220.
Quais são esses números?

Resolução:
Os números consecutivos pares se formam acrescentasse 2
unidades ao número anterior. Assim:
0 + 2 + 4 + 6 = 12 unidades
220 – 12 = 208
208 : 4 = 52 (1º número), logo:
1º = 52
2º = 52 + 2 = 54
3º = 52 + 4 = 56
4º = 52 + 6 = 58
Prova ou soma: 52 + 54 + 56 + 58 = 220

10. A soma de dois números é 52 e a diferença entre eles é
28. Quais são os números?
Resolução:
A diferença entre 2 números corresponde ao que falta ao
menor para se i gualar ao maior. Dessa forma, se adi -
cionarmos essa diferença à soma de dois números, nós os
igualaremos, obtendo um resultado que será o dobro do
número maior. Logo: 52 + 28 = 80 (dobro do maior); 80 : 2 =
40 (maior); 40 – 28 = 12 (menor).

11. Calcular dois números sabendo que sua diferença é 45
e que o maior é o quádruplo do menor.

Resolução:
Número menor = 1
Número maior = 4 (4 x 1)
A diferença entre eles será 4 – 1 = 3
45 : 3 = 15 (uma parte), Assim:
Número menor: 1 x 15 = 15
Número maior: 4 x 15 = 60
Respostas os números são: 15 e 60.

12. A diferença entre dois números é 144 e o quociente
entre eles é 5. Calcular os dois números.

Resolução:
O quociente entre dois números indica quantas vezes o
menor estás contido no maior, ou quantas vezes um é
maior que o outro. Assim:
Número maior = 5;
Número menor = 1;
A diferença entre eles será 5 – 1 = 4;
144 : 4 = 36;
Número menor = 1 x 36 = 36;
Número maior = 5 x 36 = 180;
Resposta: Os números são 36 e 180.

13. A soma de dois números é 850, a quinta parte do
número menor é 70. Quais são esses números?

Resolução:
a + b = 850. Calculemos o valor de “b”. Se a quinta parte
de um número é 70, esses números será o quíntuplo (cinco
vezes) de 70. Assim 5 x 70 = 350 (valor de “b”); logo: 850 –
350 = 500 (valor de “a”).
Resposta: Os números são 350 e 500.

14. Rodrigo deposita no Banco, mensalmente, a quantia de
R$ 18. 000,00. Que quantia possuirá dentro de 30 meses,
tendo retirado, de uma vez R$ 20.000,00 e de outra R$
15.000,00 mais do que a primeira, e sabendo que, ao final
ainda creditaram R$ 72.500,00 de juros?

Resolução:
30 x 18.000,00 = 540.000,00 (depósito)
540.000,00 + 72.500,00 = 612.500,00 (depósito + juros)
20.000,00 + 15.000,00 = 35.000 (2ª retirada)
20.000,00 + 35.000,00 = 55.000,00 (retirada total)
612.500,00 – 55.000,00 = 557.500,00 (saldo)
Resposta: R$ 557.500,00.

15. Vende-se o triplo de uma centena de dúzia de laranjas
por R$ 72.000,00. Sabendo-se que havia 4 dúzias de
centena, dizer quanto valem as restantes, considerando o
preço de venda igual ao das primeiras.

Resolução:
100 x 12 = 1.200 (centena de dúzia)
3 x 1.200 – 3.600 (triplo)
72.000,00 : 3.600 = R$ 20,00 (preço de 1 laranja)
4 x 12 x 100 = 4.800 (4 dúzias de centena)
4.800 – 3.600 = 1.200 (restantes)
1.200 x 20,00 = R$ 24.000,00
Resposta: R$ 24.000,00.

16. Quatro pessoas receberam juntas R$ 18. 000,00. A
primeira recebeu R$ 5.000,00, a segunda menos R$ 1.000,00
que esta; a terceira recebeu tanto quanto a primeira,
acrescida de R$ 2.000,00. Quanto recebeu a quarta?

Resolução:
A = 5.000
B = 5.000 – 1.000 = 4.000
C = 5.000 + 2.000 = 7.000
5.000 + 4.000 + 7.000 = 16.000 (3 primeiras)
18.000 – 16.000 = 20.000 (a quarta)
Resposta: A quarta pessoa recebeu R$ 2.000,00.


17. Eliane comprou 25 metros de cambraia e 12 metros de
seda por R$ 48.000,00; Pergunta-se quanto custou o metro
de cada fazenda, sabendo-se que o metro de cambraia
custa menos R$ 300,00 que o metro de seda?

Resolução:
Se a cambraia custasse o mesmo preço da seda, a
importância total ficaria acrescida de:
25m x 300,00 = 7.500,00
48.000,00 + 7.500,00 = R$ 55.500,00
M A T E M Á T I C A

12
Dividindo esse total R$ 55.500,00 pela soma dos metros de
fazenda comprados (25 + 12 = 37 metros), obteremos o
preço de custo da seda:
R$ 55.500,00 : 37m = R$ 1.500,00 (seda)
R$ 1.500,00 – 300,00 = R$ 1.200,00 (cambrai a)
Resposta: o preço da seda é R$ 1.500,00 e o preço da
cambraia é R$ 1.200,00.

18. Um operário ganha R$ 12,00 por dia de trabalho e paga
a multa de R$ 5,00 por dia de falta injustificada. Depois de
60 dias recebe R$ 635,00. Quantos dias efetivamente
trabalhou?

Resolução: Se tivesse trabalhado os 60 dias, receberia 60 x
12,00 = R$ 720,00. Como não trabalhou, recebeu a menos:
720,00 – 635,00 = R$ 85,00
Cada dia que falta, perde (salário do dia + multa):
12,00 + 5,00 = 17,00
Faltou então:
R$ 85,00 : R$ 17,00 = 5 dias, Logo:
60 – 5 = 55 dias.
Resposta: trabalhou 55 dias.

19. Uma senhora comprou 10 dúzias de ovos e 3 galinhas
por R$ 150,00. Quanto lhe custou cada ovo e cada galinha,
sabendo-se que cada galinha custa tonto quanto 10 ovos?

Resolução:
Se cada galinha custa tanto quanto 10 ovos, as 3 galinhas
custaram: 3 x 10 = 30 ovos
Com os R$ 150,00, ela poderia comprar:
10 dz x 12 = 120 ovos
120 + 30 = 150 ovos
Portanto, cada ovo custou
R$ 150,00 : 150 = 1,00 (um ovo) e cada galinha
10 x 1,00 = R$ 10,00 (uma galinha)
Resposta: 1 ovo custou R$ 1,00 e 1 galinha, R$ 10,00.

20. Trinta pessoas, rapazes e moças, resolvera, fazer um
passeio de ônibus pela cidade, pelo qual pagaram R$
3.000,00. Como os rapazes tiveram que arcar sozinhos com
a despesa, a quantia a pagar de cada um ficou aumen-
tada de R$ 150,00. Quantas moças havia?

Resolução:
Se todos pagassem, a despesa de cada um seria:
3.000,00 : 30 = R$ 100,00
Como somente os rapazes pagaram, com acréscimo de R$
150,00, teremos:
R$ 100,00 + R$ 150,00 = R$ 250,00
Número de rapazes era pois:
3.000,00 : 250,00 = 12
O número de moças era: 30 – 12 = 18
Resposta: Havia 18 moças.

21. Se der R$ 120,00 a cada menino, ficarei ainda com R$
90,00. Para dar R$ 140,00, faltar-me-ão R$ 210,00. Quantos
são os meninos e quanto possuo?

Resolução:
Se aumentar em R$ 20,00 (140,00 – 120,00) a importância a
ser distribuída a cada menino, gastarei não só os R$ 90,00
como também mais R$ 210,00. Assim:
140,00 – 120,00 = 20,00 (aumento por garoto)
90,00 + 210,00 = 300,00 (aumento total), logo:
300,00 : 20,00 = 15 garotos
15 x 120,00 = 1.800,00
1.800,00 + 90,00 = R$ 1.890,00
Resposta: 15 meninos e R$ 1.890,00.

22. Certo cinema possui 1.200 lugares de duas categorias.
Lotado, rende R$ 12.400,00. Sabendo-se que os bilhetes
foram totalmente vendidos, sendo uns a R$ 15,00 e os
restantes renderam R$ 6.400,00. Calcular o número de
bilhetes de cada categoria, e o preço respectivo.

Resolução:
R$ 12.400,00 – R$ 6.400,00 = R$ 6.000,00
R$ 6.000,00 : R$ 15,00 = 400 bilhetes
1.200 – 400 = 800 bilhetes
R$ 6.400,00,00 : 800 = R$ 8,00
Resposta: 400 bilhetes de R$ 15,00 e 800 bilhetes de R$ 8,00.

23. Eliane comprou 5 galos e 2 galinhas por R$ 170,00. Mais
tarde comprou 5 galos e 8 galinhas por R$ 230,00. Qual o
preço de cada ave?

Resolução:
Como a quantidade de galos comprada foi a mesma, o
acréscimo de preço se deve ao acréscimo de galinhas
compradas:
5 galos e 2 galinhas = R$ 170,00
5 galos e 8 galinhas = R$ 230,00
8 – 2 = 6 galinhas
R$ 230,00 – R$ 170,00 = R$ 60,00
R$ 60,00 : 6 = R$ 10,00 (1 galinha)
2 x R$ 10,00 = 20,00
R$ 170,00 – R$ 20,00 = R$ 150,00
R$ 150 : 5 = R$ 30,00 (1 galo)
Resposta: o preço do galo é R$ 30,00 e o de galinha é R$
10,00.

24. Qual o dividendo de uma divisão cujo quociente é 13 e
o maior resto possível é 14?

Resolução:
O mai or resto possível é igual ao divisor menos a unidade
(d – 1); logo, podemos também afirmar que o divisor é
igual ao maior resto possível mais a unidade (mrp + 1)
Divisor = 14 + 1 = 15
Dividendo = d x q + r
Dividendo = 15 x 13 + 14 = 209
Resposta: o dividendo é 209.

25. Numa subtração, a soma do minuendo, subtraendo e
resto é igual a 90; o subtraendo excede o resto de 7
unidades. Calcule o subtraendo.


Resolução:
M A T E M Á T I C A

13
Sabendo que minuendo + subtraendo + resto é igual ao
dobro do minuendo, logo:
90 = dobro do minuendo
90 : 2 = 45 (minuendo)
Sabemos também que o minuendo é igual ao subtraendo +
resto. Assim sendo:
45 = subtraendo + resto
45 – 7 = 38 (tiramos o excesso)
38 : 2 = 19 (resto)
19 + 7 = 26 (subtraendo)
Resposta: o subtraendo é 26.

26. A diferença entre dois números é 96. Divi dindo-se o
maior pelo menor obtém-se o quociente 3 e o resto 18.
Calcular o maior.

Resolução:
Sabemos que quociente indica quantas vezes o dividendo
contém o divisor. Logo Dividendo = 3
Divisor = 1
3 – 1 = 2 (diferença entre ambos)
96 – 18 = 78 (diferença exata entre os números)
78 : 2 = 39 (número menor ou divisor)
Sabemos que o dividendo é igual ao divisor x quociente +
resto, logo:
39 x 3 + 18 = 135 (número maior ou dividendo).
Resposta: o número maior é 135.

27. Dois operário trabalham: “A” durante 45 dias e “B”
durante 33 dias. O primeiro, que ganha, por dia, mais R$
10,00 recebeu R$ 1.290,00 mais do que o segundo. Deter -
minar o salário diário de cada um.

Resolução:
Se os dois tivessem trabalhado apenas 33 dias a única
diferença seria a do salário diário (R$ 10,00), ou seja: 33
dias x R$ 10,00 = R$ 330,00.
Como “A”, porém, trabalhou mais 12 dias do que “B”, para
calcular o salário daquele basta efetuar a operação
abaixo:
1.200,00 – 330,000 = 960,00
45 – 33 = 13 dias
960,00 : 12 = R$ 80,00 (A)
80 – 10 = R$ 70,00 (B)
Resposta: o salário diário de cada um é “A” ganha R$ 80,00
e “B”, R$ 70,00.

28. Um gavião persegue um pombo que lhe leva de
vantagem 15.000 metros. A velocidade do pombo é de 30
Km/hora e a do gavião é de 45 Km/hora. Em quanto tempo
o gavião alcançará o pombo?

Resolução:
A cada hora de vôo, o gavião leva de vantagem sobre o
pombo 15 Km, como abaixo:
45 – 30 = 15 Km ou 15.000 metros.
Como a diferença entre os dois é de 15.000 metros,
conclui-se que o gavião alcançará o pombo em 1 hora:
15.000 : 15.000 = 1 hora.
Resposta: O gavião alcançará o pombo em 1 hora.
29. José Ribamar tem 42 anos e seus três filhos têm,
respectivamente, 9, 8 e 5 anos. Daqui a quantos anos a
idade do pai será igual à soma das idades dos filhos?

Resolução:
Somam-se as i9dades dos filhos:
9 + 8 + 5 = 22 anos
Vê-se a diferença de idades atual:
42 – 22 = 20 anos
Cada ano que passa, aumenta um ano na idade do pai e
3 anos na soma das idades dos filhos. Logo, daqui para a
frente, a diferença atual (20 anos) diminuirá, cada anos, de
2 anos (3 – 1 = 2).
Assim, 20 : 2 = 10 anos
Resposta: daqui a 10 anos.

30. Um reservatório de 300 litros de capacidade tem uma
torneira que jorra 20 litros em 2 minutos e uma válvula por
onde escapam 24 litros em 3 minutos. Em quanto tempo o
reservatório acabará de encher, se, já contendo 200 litros
de água, abrimos, ao mesmo tempo, a torneira e a
válvula?
Resolução:
300 – 200 = 100 (o que falta encher)
20 : 2 = 10 litros por minuto (enche)
24 : 3 = 8 litros por minuto (esvazia)
10 – 8 = 2 litros permanecem no tanque, em cada minuto.
Logo: 100 : 2 = 50 minutos.
Resposta: O reservatório encherá em 50 minutos.


31. O produto de dois números é 240. Multiplicando o pri -
meiro por 8 e o segundo por 5, qual será o novo produto?

Resolução:
Quando se multiplica um fator por 8 e o outro por 5, o
produto fica multiplicado por 40 (8 x 5).
Logo: 240 x 40 = 9.600 (novo produto).
Resposta: O novo produto será 9.600.

32. O produto de dois números é 720. Subtraindo-se 8
unidades de um deles, o novo produto fica igual a 576.
Quais são os números?

Resolução:
Subtraindo 8 unidades de um dos números, o produto fica
diminuído de 8 vezes o outro número. Logo:
720 – 576 = 144
144 : 8 = 18 (segundo número)
720 : 18 = 40 (primeiro número)
Resposta: Os números são 40 e 18.

33. Pedro comprou 2 calças e 5 camisas por R$ 165,00.
Quanto custou cada calça e cada camisa, sabendo-se
que o preço de 1 calça é igual a 3 camisas?

Resolução:
1 calça custa tanto quando 3 camisas. Logo:
2 calças = 6 camisas.
Substituindo as 2 calças por 6 camisas, temos:
M A T E M Á T I C A

14
6 + 5 = 11 camisas.
165,00 : 11 = R$ 15,00 (preço de 1 camisa)
5 x R$ 15,00 = R$ 75,00
R$ 165,00 – R$ 75,00 = R$ 90,00
R$ 90,00 : 2 = R$ 45,00 (preço de 1 calça).
Resposta: cada calça custou R$ 45,00 e cada camisa, R$
15,00.

34. Um porco e uma cabra valem R$ 75,00; a cabra e um
carneiro valem R$ 51,00 e o porco e o carneiro valem R$
66,00. Quanto vale cada animal?

Resolução:
75,00 + 51,00 + 66,00 = R$ 192,00
A soma R$ 192,00 contém duas vezes o valor de cada
animal. Logo, a metade desse total (R$ 192,00 : 2 = R$
96,00), que vai corresponder a uma vez o valor dos três
animais. Desse modo:
R$ 96,00 – R$ 75,00 = R$ 21,00 (carneiro)
R$ 96,00 – R$ 51,00 = R$ 45,00 (porco)
R$ 96,00 – R$ 66,00 = R$ 30,00 (cabra)

35. Um fazendeiro comprou 60 porcos e 5 vacas por R$
4.500,00. Quanto lhe custou cada animal, sabendo–se que
cada vaca custa tanto quanto 6 porcos?

Resolução:
Se cada vaca custa tanto quanto 6 porcos, logo as 5
vacas valem tanto quanto 30 porcos: 5 x 6 = 30.
Transformando, portanto, todos os animais em porcos
teremos: 60 + 30 = 90 porcos. Desse modo, cada porco
custou:
R$ 4.500,00 : 90 = R$ 50,00 (um porco)
Cada vaca custou:
R$ 50,000 x 6 = R$ 300,00 (uma vaca).

36. Se der 12 bolas a cada menino presente, ficarei com 9.
Para dar 14 bolas faltar-me-ão 21. Quantos são os
meninos?

Resolução:
Se aumentar o número de bolas de 12 para 14, gastarei
não só a sobra (9 bolas) como também precisarei de mais
21 bolas. Assim:
14 – 12 = 2 (aumento por garoto)
9 + 21 = 30 (aumento total)
30 : 2 = 15 (número de garotos)

37. Quando Leonardo nasceu, Cristina tinha 5 anos. Ambas
as idades somam hoje 11 anos mais que idade de Rodrigo
que tem 10 anos. Que idade tem Cristiano que nasceu
quando Leonardo tinha 2 anos?

Resolução:
Idades de Leonardo + Cristina: 21 (11+10).
Cálculo das idades de Leonardo e Cristina:
21 (soma das idades) – 5 (diferença de idade) = 16 anos.
16 : 2 = 8 anos (idade de Leonardo)
8 + 5 = 13 anos (idade de Cristina)
Logo: 8 – 2 = 6 anos (idade de Cristiano).
38. Três amigos reuniram-se para beber chope. Sabendo
que “A” e “B” beberam 13 copos, que “A” e “C” beberam
18 copos e “B” e “C” beberam 15 copos de chope, quantos
copos bebeu cada um?

Resolução:
13 + 18 + 15 = 46 (corresponde a duas vezes a quantidade
de cada um). Dividindo 46 : 2 = 23, encontramos o total de
copos de chope que os três amigos beberam juntos. Desse
modo:
23 – 13 = 10 copos (“C”)
23 – 18 = 5 copos (“B”)
23 – 15 = 8 copos (“A”)


SISTEMA LEGAL DE UNIDADES DE MEDIDAS
BRASILEIRAS:

MEDIDAS DE COMPRIMENTO

Para medir tecidos, rendas, fitas, nossa altura e outras
extensões, usamos o “metro”. O metro é a medida fun-
damental das medidas de comprimento. O símbolo do
metro é (m). O metro é utilizado para medir coisas de
tamanho médio como o comprimento de tecidos, fitas, a
altura de pessoas, casas, etc.

Para medir comprimento muito grande, como estradas,
avenidas, parques, etc., usamos medidas maiores que o
metro, que chamadas de múltiplos do metro. Os múltiplos
do metro são os seguintes:

Quilômetro – (km) vale 1.000 metros.
Hectômetro – (hm) vale 100 metros.
Decâmetro – (dam) vale 10 metros.

Para medir coisas pequenas como uma folha de papel um
lápis, etc., usamos medidas menores que o metro, que são
chamadas de submúltiplos do metro. Os submúltiplos do
metro são os seguintes:
- Decímetro – (dm) vale 0,1 m (a décima parte do
metro);
- Centímetro – (cm) vale 0,01 m (a centésima parte do
metro);
- Milímetro – (mm) vale 0,001 m (a milésima parte do
metro).

Observe o quadro abaixo:

MÚLTIPLOS
km hm dam
1.000m 100m 10m
UNIDADE
fundamental
1m
SUBMÚLTIPLOS
dm cm mm
0,1
m
0,01m 0,001
m
M A T E M Á T I C A

15
O múltiplo do metro mais usado é o quilômetro. O
submúltiplo do metro mais usado é o centímetro. As
unidades de comprimento são escritas e lidas como
números deci mais.

Exemplo: 2,36 = 2 metros e trinta e seis centímetros. Lê-se
primeiro, o número à esquerda da vírgula com a unidade
indicada depois o número à direita da vírgula com a
denominação da unidade da última casa. Exemplos:
2,345 m = 2 metros e 345 milímetros;
3,7 m = 3 metros e 7 decímetros;
4,25 m = 4 metros e 25 centímetros.

NTRANSFORAÇÃO DE UNIDADES

Para transformar uma unidade de comprimento maior em
outra menor, multiplicação por 10, 100 ou 1000, ou seja,
deslocamos a vírgula uma, duas ou três casas para direita,
sendo as casas vazias preenchidas com zeros.
Exemplo: Transformar 8 km em m.

km hm dam m
8 0 0 0

8 km = 8.0 0 0 m


Para transformar uma unidade menor em outra maior,
dividimos por 10, 100 ou 1.000, ou seja, deslocamos a
vírgula uma, duas ou três casas para a esquerda. As casas
vazias são preenchidas com zeros.

Exemplo:
Transformar 18 mm em m.

m dm cm mm
0 0 1 8

18 m m = 0, 0 1 8 m


Notificamos, aqui, que existem outras unidades de medidas
de comprimento também usadas, apesar de não perten-
cerem ao Sistema de Medidas, sendo elas:

- a POLEGADA ÷ equivale a 25 milímetros;
- a MILHA ÷ equivale a 1.609 metros;
- a LÉGUA ÷ equivale a 5.555 metros.


E X E R C Í C I O S

O Transformando 25 cm em metro, teremos:
( ) a) 0,25 m;
( ) b) 0,75 m;
( ) c) 225 m;
( ) d) 0,225 m.

O A expressão 3 x 18,5 m + 1,2 dm : 4, calculada em
centímetros, teremos como resultado:
( ) a) 6 553 cm;
( ) b) 4 463 cm;
( ) c) 3 553 cm;
( ) d) 5 553 cm.

OA expressão 9 x (15,6 m – 72 cm), calculada em
centímetros, terá como resultado:
( ) a) 10 392 cm;
( ) b) 13 392 cm;
( ) c) 11 442 cm;
( ) d) 12 552 cm.

G A B A R I T O
O = A O = D O = B

MEDIDAS DE SUPERFÍCIE

Para medirmos a superfície de figuras planas, como a
superfície do piso de uma sala, de u terreno, etc., usamos
as unidades de medidas de superfície.

A unidade fundamental das medidas de superfície é o
metro quadrado. O símbolo do metro quadrado é
2
m . A
medida de uma superfície chama-se área.

Como se vê acima, o metro quadrado é a área de um
quadrado que mede 1 m de lado. As medidas de superfície
variam de 100 em 100. Uma unidade é 100 vezes maior que
a unidade imediatamente inferior. Para medirmos grandes
superfícies, usamos medidas maiores que o metro qua-
drado, que são os múltiplos do metro quadrado:
- Decâmetro quadrado (dam
2
) = vale 100
2
m ;
- Hectômetro quadrado (hm
2
) = vale 10.000m
2
;
- Quilômetro quadrado (km
2
) = vale 1.000.000m
2
.

A medida mais usada é o quilômetro quadrado (km
2
), que
é aplicada para medir a superfície de um Estado, de um
país ou de um município.

Para medirmos pequenas superfícies, usamos medidas
menores que o metro quadrado, que são os submúltiplos
do metro quadrado:
-Decímetro quadrado (dm
2
) que vale 0,01m
2
;
-Centímetro quadrado (cm
2
) que vale 0,001m
2
;
-Milímetro quadrado (mm
2
) que vale 0,000001 m
2
.
Observe o quadro a seguir:

MÚLTIPLOS
km
2
hm
2
dam
2

1.000.00
0m
2

10.000m
2
100
m
2

1m
2

SUBMÚLTIPLOS
dm
2
cm
2
mm
2

0,01m
2
0,001m
2
0,000001m
2



OLEITURA E REPRESENTAÇÃO

M A T E M Á T I C A

16
Como as medidas de superfície variam de 100 em 100, os
números decimais que as exprimem devem possuir dois
algarismos para cada unidade. Exemplo: 65,36 m
2


Para se ler, divide-se a parte decimal em grupos de 2
algarismos: lê-se primeiramente a parte inteira e, a seguir, a
parte decimal, acompanhada da denominação do último
grupo ou lê-se grupo por grupo com a sua denominação.

Exemplo: 3,6743 dam
2


Lê-se: 3 dam
2
e 6743 dm
2


OTRANSFORMAÇÃO DE UNIDADES

Para passar de uma unidade maior para outra menor;
multiplica-se por 100, 10.000, 1000.000, sendo a vírgula
deslocada de 2 em 2 casas para a direita, completando-se
com zeros quando as casas decimais forem ímpares.

Exemplos: Vamos passar 6 m
2
para dm
2
·6 x 100 = 600
dm
2
; passar 5,67


m
2
para dm
2
· = 567 dm
2
.

Para passar de uma unidade menor para uma maior,
divide-se por 100, 10.000, 1.000.000, sendo a vírgula
deslocada de 2 em 2 casas para a esquerda, comple-
mentando-se com zeros quando as casas decimais forem
ímpares.

Exemplos: passar 4,3260 m
2
para dam
2
· 4,3260 : 100 =
0,043280 dam
2
;
passar 869,89 dm
2
para m
2
· = 8,6989 m
2
.

CMEDIDAS AGRÁRIAS:

Para medir as áreas de grandes porções de terra (sítios ou
fazendas), usamos as unidades agrárias, sendo elas:
E o CENTIARE, que se abrevia por (ca) e vale 1 metro
quadrado;
E o ARE, que se abrevia por (a) e vale 100 metros
quadrados, sendo sua medida igual à do decâmetro
quadrado;
E o HECTARE, que se abrevia por (há) e vale 10.000
metros quadrados, senso sua medida igual à do
hectômetro.


Para medir fazendas, é usada, em alguns estados bra-
sileiros, uma unidade não legal denominada “alqueire”:
- o ALQUEIRE MINEIRO é equivalente a 48.400 metros;
- o ALQUEIRE PAULISTA é equivalente a 24.200 metr os
quadrados.

Sendo assim, quando você ouvir dizer que uma fazenda
tem 10 alqueires paulistas, isto significa que a medida da
superfície da fazenda é 10 x 24.200 metros quadrados, que
equivalem a 242.000 metros quadrados.

E X E R C Í C I O S

O Uma plantação de cana-de-açúcar cobre uma exten-
são de 42 há. Qual é, em metros quadrados, a superfície
ocupada pela plantação?
( ) a) 420 m
2
;
( ) b) 380 m
2
;
( ) c) 400.000 m
2
;
( ) d) 480.000 m
2
.

OA medida da superfície do Parque Nacional de Brasília,
situado a noroeste do Distrito Federal, é 38.000 há. Qual é a
medida de sua superfície em km
2
?
( ) a) 150 km
2
;
( ) b) 380 km
2
;
( ) c) 180 km
2
;
( ) d) 250 km
2
.

O Numa fazenda de criação de gado, para engorda,
foram formados 50 alqueires mineiros de pasto de exce-
lente qualidade. Quantos m
2
de foram formados nessa
fazenda?
( ) a) 1.800.000 m
2
;
( ) b) 2.400.000 m
2
;
( ) c) 2.420.000 m
2
;
( ) d) 2.580.000 m
2
.

O A medida da superfície do Distrito Federal é 5.581 km
2
.
Qual é a medida de sua superfície em há?
( ) a) 620.400 ha;
( ) b) 580.000 ha;
( ) c) 385.000 ha;
( ) d) 581.400 ha.

OUm sítio com 3 alqueires paulistas de extensão, está à
venda. O preço do m
2
de terra na região é de R$ 10,00.
Qual é o preço do sítio?
( ) a) R$ 950.000,00;
( ) b) R$ 726.000,00;
( ) c) R$ 650.000,00;
( ) d) R$ 850.000,00.

G A B A R I T O
O = A O = B O = C O = D O = B


MEDIDAS DE VOLUME:

Nesta unidade, estudaremos as unidades para medir
volumes dos sólidos, ou seja, as unidades usadas para
medir a quantidade de espaço ocupado pelo concreto de
uma barragem, pela carga de um caminhão, pela água
de uma piscina, por uma peça de ferro fundido, etc. A
unidade fundamental para medir os sólidos é um sólido
geométrico denominado metro cúbico, que consiste em
um cubo de 1 metro de aresta, sendo sua abreviatura
representada pelo símbolo
3
m . Além do metro cúbico,
existem outras unidades maiores denominadas múltiplos do
metro cúbico, sendo elas as seguintes:
M A T E M Á T I C A

17
- o decâmetro cúbico, que se abrevia por dam
3
e vale
1000 metros cúbicos;
- o hectômetro cúbico, que se abrevia por hm
3
e vale
1.000.000 de metros cúbicos;
- o quilômetro cúbico, que se abrevia por km
3
e vale
1.000.000.000 de metros cúbicos.

Existem, também, as unidades menores que o metro cúbico
denominadas submúltiplos do metro cúbico, sendo elas as
seguintes:
- o decímetro cúbico, que se abrevia por dm
3
e vale
0,001 do metro cúbico;
- o centímetro cúbico, que se abrevia por cm
3
e vale
0,000001 do metro cúbico;
- o milímetro cúbico, que se abrevia por mm
3
e vale
0,000000001 do metro cúbico.



Observe o quadro das unidades para medir volume:

MÚLTIPLOS
km
3
hm
3
dam
3

1 000 000 000 m
3

1 000 000 m
3

1000 m
3

1 m
3

SUBMÚLTIPLOS
dm
3
cm
3
mm
3

0,001 m
3

0,000001 m
3
0,000000001 m
3



OEXERCÍCIOS RESOLVIDOS:

Lembre-se que cada unidade de volume é mil vezes maior
que a unidade imediatamente inferior. Vamos transformar
em centímetros cúbicos:
- 5.400 dm
3
= (5.400 x 1 000) = 5.400.000 cm
3
. Na
prática, desloca-se a vírgula três casas para direita.
- 2 m
3
= (2 x 1 000 000) = 2 000 000 cm
3
. Na prática,
desloca-se a vírgula seis casas para direita.

MEDIDAS DE MASSA:

Para pesar feijão, açúcar, batata, cebola, arroz, etc., e
saber nosso peso, usamos a balança. Há diversos tipos de
balanças. O que habitualmente chamamos peso de uma
corpo é, na realidade, a massa.

Peso é a força com que esse corpo é atraído para o centro
da terra. Então, o peso de um corpo varia de acordo com
o local da Terra em que ele se encontra.


Massa é a quantidade de matéria que esse corpo possui. A
massa de um corpo é sempre a mesma em qualquer lugar
da Terra ou fora dela.

O grama é a unidade fundamental das medidas de massa.
O símbolo do grama é (g). Para medirmos grandes quan-
tidades de massa, usamos medidas maiores que o grama:
os múltiplos do grama, que são os seguintes:
- Decagrama (dag) = 10 gramas (dez vezes maior que
o grama);
- Hectograma (hg) = 100 gramas (100 vezes maior que
o grama);
- Quilograma (kg) = 1.000 gramas (1.000 vezes maior
que o grama).

O múltiplo do grama mais usado é o quilograma. Para
grandes quantidades de massa, como cargas de navios,
caminhões, aviões, etc., usamos a tonelada, que é igual a
1.000 quilogramas.

1 t = 1.0 0 0 kg

Para pesar gado, algodão, etc., usamos a arroba que é
igual a 15 quilogramas.

1 (a) = 15 kg

A tonelada e a arroba são medidas de massa. Para
medirmos pequenas quantidades de massa, usamos me-
didas menores que o grama: os submúltiplos do grama, que
são os seguintes:
- Decigrama (dg) = 0,1 do grama (10 vezes menor que
o grama);
- Centigrama (cg) = 0,01 do grama (100 vezes menor
que o grama)
- Miligrama (mg) = 0,001 do grama (1.000 vezes menos
que o grama). Observe o quadro a seguir:


MÚLTIPLOS
kg hg dag
1.000 g 100 g 10 g
g
1 g
SUBMÚLTIPLOS
dg cg mg
0,1 g 0,01 g 0,001 g

OMUDANÇAS DE UNIDADES:

×CONVERSÕES DO MENOR PARA O MAIOR

Para reduzir uma unidade menor para outra maior, divide-
se por 10, 100, 1.000, deslocando-se a vírgula para a
esquerda e completando com zeros quando necessário.

Exemplo: 46,5 dg em g.
46,5 : 10 = 4,65 g.

×CONVERSÕES DO MAIOR PARA O MENOR
Para reduzir uma unidade maior a outra menor, multiplica-
se por 10, 100, 1.000 deslocando-se a vírgula para a direita
e completando com zeros quando necessário.
M A T E M Á T I C A

18
Exemplo: 7,59 dag em g.
7,59 x 10 = 75,9 g.

Veja outros exemplos:
1º exemplo:
Vamos transformar 1,2 dg em gramas: (1,2 x 1 000 = 1
200)g = 1 200 g.
2º exemplo:
Vamos transformar 3 200 g em quilogramas: (3 200 : 1 000
= 3,2) kg = 3,2 kg.
3º exemplo:
Vamos transformar 5,6 t em quilogramas: (5,6 6 x 1 000 =
5 600) kg = 5 600 kg.

OUNIDADES ESPECIAIS:

Além das unidades acima expostas, existem, ainda, outras
unidades especiais como:
- TONELADA (t) = 1 0 0 0 ÷ serve para medir grandes
massas;
- MEGATON = 1 0 0 0 toneladas ÷ também serve para
medir grandes massas;
- QUILATE = 0,2 g ÷ serve para medir pedras e metais
preciosos.

ORELAÇÃO IMPORTANTE:

Considerando-se as definições de litro e de quilo-grama,
pode-se estabelecer para a água destilada (pura), à
temperatura de 4ºC., a seguinte relação: 1 dm
3
(volume) =
1 litro (capa-cidade) = 1 kg (massa).


E X E R C Í C I O S

O Escreva como se lê 4,750 kg:
( ) a) quatro quilos e setecentas e cinqüenta gramas;
( ) b) 4 quilogramas 750 gramas.

OTransformando-se em gramas 0,250 kg, temos:
( ) a) 250 g;
( ) b) 2 500 g.

O Transformando-se em gramas 2/5 kg, temos:
( ) a) 400 g;
( ) b) 800 g.

OTransformando-se em kg 580 g, temos:
( ) a) 0,58 kg;
( ) b) 0,580 kg.

OTransformando-se em quilogramas 4 000 g, temos:
( ) a) 400 kg;
( ) b) 4 kg.

OTransformando-se em quilogramas 4,5 t, temos:
( ) a) 4 500 kg
( ) b) 450 kg.

OTransformando-se em quilogramas
2
1
t, temos:
( ) a) 1 000 kg;
( ) b) 500 kg.

O Transformando-se em miligramas 2,4 g, temos:
( ) a) 2 400 mg;
( ) b) 24 000 mg.

O Transformando-se em miligramas 30 g, temos:
( ) a) 30 000 mg;
( ) b) 3 000 mg.

GTransforme em miligramas 0,25 g:
( ) a) 2 500 mg;
( ) b) 250 mg.


G A B A R I T O
O= B O=A O= A O=A O= B
O= A O = B O = A O=A G = B


MEDIDAS DE CAPACIDADE

Um líquido, quando colocado num recipiente, toma a
forma deste. Chamamos de capacidade o volume do
interior do recipiente, ou suja, capacidade é a medida do
espaço interno do recipiente que pode ser preenchido por
um líquido.

Para medir capacidade, adotamos como unidade funda-
mental o litro. O litro é a medida do volume de um cubo de
1 dm de aresta, isto
3
1 1 dm l = .

O quadro abaixo nos mostra as unidades de capa-cidade,
seus símbolos e o valor de cada unidade em relação ao
litro.

MÚLTIPLOS
kl hg dag
1.000 l 100 l 10 l
Unidade
fundamental
1 l
SUBMÚLTIPLOS
dl cl ml
0,1 0,01 0,001


OTRANSFORMAÇÃO DE UNIDADES:

Cada unidade de capacidade é 10 vezes maior que a
unidade imediatamente inferior. Vamos transformar em
litros:
a) 15 da l = (15 x 10) = 150 l
b) 500 c l = (500 : 100) = 5 l

ORELAÇÕES IMPORTANTES:
Na definição de litro, vimos que:
1 l = 1 dam
3

Sendo 1 l = 1.000 ml e 1 dm
3
= 1.000 cm
3

M A T E M Á T I C A

19
Então 1.000 ml = 1.000 cm
3

Logo: 1 ml = 1 cm
3



E X E R C Í C I O S:
O 10 m
3
equivale a:
a) 10 litros
b) 10 decalitros
c) 10.000 litros
d) 100 litros.

O Um hidrômetro registrou o consumo mensal de água de
uma casa em 22 m
3
. Foram gastos:
a) 22 litros
b) 220 litros
c) 2.200 litros
d) 22.000 litros.

O Uma piscina tem 15 metros de comprimento, 6 metros de
largura e 1,80 metros de profundidade. Sua capacidade é
de:
a) 162.000 litros
b) 16.200 litros
c) 1.620 litros
d) 162 litros.


NMEDIDAS DE TEMPO

O relógio é o instrumento mais usado para medir o tempo.
O relógio indica segundos, minutos e hora. O segundo é a
unidade fundamental das medidas de tempo. O símbolo
do segundo é (s). As medidas maiores que o segundo são:

nomes Valores Símbolos
minuto 60 s min
hora 60 min h
Dia 24 h d

As medidas de tempo não são decimais, logo, não é
preciso usar a vírgula para separar as horas, minutos e
segundos.
Exemplos:

E 2 horas e 15 minutos = 2 h 15 min;
E 7 horas e 30 minutos = 7 h 30 min.

OOUTRAS RELAÇÕES IMPORTANTES:

E o dia tem 24 horas;
E a hora tem 60 minutos;
E o minuto tem 60 segundos;
E a semana tem 7 dias;
E a quinzena tem 15 dias;
E o mês tem 30 dias;
E o bimestre tem 2 meses ou 60 dias;
E o trimestre tem 3 meses ou 90 dias;
E o semestre tem 6 meses ou 180 dias;
E o ano tem 12 meses ou 365 dias;
E o biênio tem 2 anos
E o quadriênio tem 4 anos;
E o qüinqüênio ou lustro tem 5 anos;
E a década tem 10 anos;
E o meio século tem 50 anos;
E o século tem 100 anos;
E o milênio tem 1000 anos.
E os meses de abri, junho, setembro e novembro têm 30
dias;
E os meses de janeiro, março, maio, julho, agosto
outubro e dezembro têm 31 dias;
E o mês de fevereiro tem 28 dias e, no ANO BISSEXTO,
tem 29 dias;
E os anos são BISSEXTOS quando são divisíveis por 4 e
dão divisões exatas ÷ exemplos: 1992 : 4 = 498,
portanto, é bissexto; 1982 : 4 = 495 (resto = 2), portanto,
não é bissexto.

Para saber a QUE SÉCULO UM ANO PERTENCE, dividimos o
ano dado por 100. Se a divisão for exata, o ano pertence
ao resultado obtido. Exemplo: 1800 : 100 = 18 (século XVIII).
Se a divisão for inexata, acrescenta-se mais 1 ao resultado.
Exemplo: 1992 : 100 = 19 (resto 92), logo, 19 + 1 = 20 =
(século XX).



^PRESTE ATENÇÃO!

E 15 minutos = ¼ da hora;
E 45 minutos = ¾ da hora;
E 15 dias = 1/1 mês ou quinzena;
E 30 minutos = ½ hora;
E 3 meses = ¼ do ano;
E 6 meses = ½ ano.



E X E R C Í C I O S
O Numere a segunda coluna de conformidade com a
primeira:

Primeira
coluna
Segunda
coluna
( 1 ) minuto
( 2 ) 2 semanas
( 3 ) 3 dias
( 4 ) 1 semestre
( 5 ) 1 trimestre
( 6 ) 1 ano
( 7 ) 1 século
( 8 ) triênio
( 9 ) lustro
( 10 ) 25 anos
( 11 ) 50 anos
( ) 180 dias
( ) 72 horas
( ) 3 anos
( ) 14 dias
( ) 60 segundos
( ) 100 anos
( ) 3 meses
( ) 365 dias
( ) 5 anos
( ) bodas de prata
( ) bodas de ouro


O Um negociante vende 190 galinhas por dia. Quanto
venderia por quinzena?
( ) a) 3.000 galinhas;
( ) b) 2.500 galinhas;
M A T E M Á T I C A

20
( ) c) 4.000 galinhas;
( ) d) 2.850 galinhas;


OUm automóvel percorre 90 quilômetros por hora. Em
quantas horas percorrerá 990 quilômetros?
( ) a) 15 horas;
( ) b) 20 horas;
( ) c) 11 horas;
( ) d) 10 horas.


O O ano comercial tem 365. Quantos dias tem o ano
bissexto?
( ) a) 366 dias;
( ) b) 360 dias;
( ) c) 361 dias;
( ) d) 362 dias.


O Assinale a opção em que os meses são todos de 30 dias:
( ) a) abril, junho, novembro e dezembro;
( ) b) novembro, setembro e junho;
( ) c) novembro, dezembro e abri;
( ) d) abril, junho, julho e agosto.


O A alternativa que corresponde a um dia é:
( ) a) 25 horas;
( ) b) 36 horas;
( ) c) 20 horas;
( ) d) 24 horas.


O A assertiva que corresponde a 1 hora é:
( ) a) 90 minutos;
( ) b) 120 minutos;
( ) c) 70 minutos;
( ) d) 60 minutos.


O A opção que corresponde a 2 horas é:
( ) a) 180 minutos;
( ) b) 150 minutos;
( ) c) 120 minutos;
( ) d) 130 minutos.

O 9 (nove) horas tem:
( ) a) 760 minutos;
( ) b) 640 minutos;
( ) c) 540 minutos;
( ) d) 360 minutos.

G 1(um) minuto tem:
( ) a) 60 segundos;
( ) b) 24 segundos;
( ) c) 36 segundos;
( ) d) 90 segundos.

G A B A R I T O
O = ( 4 ) 180 dias
( 3 ) 72 horas
( 8 ) 3 anos
( 2 ) 14 dias
( 1 ) 60 segundos
( 7 ) 100 anos
( 5 ) 3 meses
( 6 ) 365 dias
( 9 ) 5 anos
( 10 ) 01 bodas de prata
( 11 ) bodas de ouro
O=4 O=C O=A O=B O=D O=D
O=C O=C G=A



RAZÕES E PROPORÇÕES:

Chama-se razão de um número racional para outro
(diferente de zero), o quociente indicado do primeiro pelo
segundo:
a)A razão de 10 para 5 é 2 (10:5=2);
b)A razão de 3 para 7 é

|
.
|

\
|
=
7
3
7 : 3
7
3
;


c)A razão de
5
1
para
7
3
é:


|
.
|

\
|
= =
15
7
3
7
5
1
7
3
:
5
1
15
7
x ;

Obs.: O 1º termo da razão chama-se ante-cedente e o 2º
termo, consequente, portanto, proporção é a igualdade
entre

duas razões. Se 3
6
18
= e , 3
4
12
= podemos


então dizer que:
4
12
6
18
= é uma proporção, pois 18:6 ::
12:4, que se lê 18 está para 6 assim como 12 está para 4.


OPROPRIEDADE FUNDAMENTAL – Em toda proporção, o
produto dos extremos é igual ao produto dos meios;

Exemplo:
8
12
:
6
9
, onde 9 e 8 são os extremos e 6 e 12 são
os meios.

Logo: 9x6=6x12 = 72.

Se os meios (ou os extremos) de uma proporção são iguais,
diz-se que esta proporção é contínua. Ex.: 3/12 = 12/48,
M A T E M Á T I C A

21
pois o meio ou extremo comum de uma proporção
contínua chama-se média proporcional dos extremos ou
dos meios. No ex. dado, o número 12 é a média
proporcional de 3 e 48.

Quando são dados três números quaisquer, chama-se
quarta proporcional desses três números, na ordem dada,
ao quarto termo x da proporção. Ex.: Achar a quarta
proporcional de 2, 6 e 12; 2/6 =


12/x, onde x = . 36
2
12 6
=
x
(36 é a quarta


proporcional de 2, 6 e 12).



DIVISÃO PROPORCIONAL:

A divisão proporcional pode ser direta ou inversa.

CDIVISÃO PROPORCIONAL DIRETA – Dividir um número em
partes diretamente proporcionais a dois outros, ou mais,
significa reparti-lo em quantidades tais que, divididas pelos
números dados, os quocientes sejam sempre iguais.

=REGRA: Divide-se o número pela soma dos outros,
multiplicando-se o quociente obtido por cada um deles.

CDIVISÃO COM NÚMEROS INTEIROS ÷ Seja re-partir o
número 150 em partes di retamente proporcionais a 5, 6 e 4.

×RESOLUÇÃO:




150 40 60 50
40 10 . 4
60 10 . 6
50 10 . 5
) ( 10 15 : 150
15 4 6 5
= + +
=
=
=
=
= + +
parâmetro




CDIVISÃO COM NÚMEROS FRANCIONÁRIOS ÷ Repartir 154
em partes diretamente proporcionais

a
6
1
5
1
,
4
1
,
3
2
e


×RESOLUÇÃO: ÷ A fim de igualar as frações, reduzimo-las
ao mesmo denominador comum, através do m.m.c. Assim:
3,4,5,6 2
3,2,5,3 2
3,1,6,3 3
3,1,6,3 3

1,1,5,1
60
5

1,1,1,1

20 15 12 10

3
2

4
1

5
1

60
10
,
60
12
,
60
15
,
60
40
6
1
=

Agora, desprezando o denominador comum 60, reparti-
mos o número dado 154 em partes proporcionais aos
numeradores 40, 15, 12 e 10 aplicando a regra já
conhecida:

40 + 15 + 12 + 10 = 77
154 : 77 = 2 (parâmetro)
a) 40 x 2 = 80
b) 15 x 2 = 30
b) 12 x 2 = 24
10 x 2 = 20
154

CDIVISÃO PROPORCIONAL INVERSA:÷ Dividir um número
em partes inversamente proporcionais a dois outros, ou
mais, significa reparti -lo em quantidades tais que, multi-
plicados pelos números dados, os resultados sejam sempre
iguais. =: Invertem-se os números dados (se são inteiros,
passa a fracionários e se são fracionários, inver tem-se as
frações) e aplica-se a mesma regra da divisão propor-
cional direta.

ODividir o número 1.100 em partes inversamente propor -
cionais a 3 e 8.
1ª etapa (invertem-se os números dados)

×Resolução: 3 e 8 passam a ser
3
1
e
8
1


2ª etapa (igualam-se os denominadores, através do m.m.c)

24
3
,
24
8
8
1
3
1
3 , 8
=


3,8 2
3,4 2
3,2 2
3,1 3
1,1 24

3ª etapa (desprezando o denominador comum 24, tra-
balha-se doravante apenas com os novos numeradores 8 e
3 para achar o parâmetro)

100 11 : 100 . 1
11 3 8
=
= +
) ( parâmetro

4ª etapa (multiplica-se o parâmetro encontrado pelas
partes consideradas

M A T E M Á T I C A

22
300 100 . 3
800 100 . 8
=
=


100 . 1
O Dividir o número 327 em partes inversamente propor -
cionais a

5
4
8
2
, 5 e

×Resolução:

5,
5
4
8
2
e passam a ser
4
5
2
8
,
5
1
e . Logo:

4 10 5

= =
20
25
,
20
80
,
20
4
4
5
,
2
8
,
5
1


Abandonando os denominares, teremos:

) ( 3 109 : 327
109 25 80 4
parâmetro =
= + +




327 75 240 12
75 3 . 25
240 3 . 80
12 3 . 4
= + +
=
=
=



CCASOS ESPECIAIS DE DIVISÃO PROPORCIONAL:
OInversa-inversa ÷ Dividir 2.920 em partes tais que sejam,
ao mesmo tempo, inversamente proporcionais a 3, 5, e 6 e
a 4, 6, e 9. ×Resolução: 3, 5, 6, e 4, 6, 9 passam a ser
respectivamente:

9
1
,
6
1
,
4
1
6
1
,
5
1
,
3
1
e

Multiplicando-se as frações na mesma ordem entre si,
obteremos os seguintes produtos:


12
1
4
1
.
3
1
=

30
1
6
1
.
5
1
=

54
1
9
1
.
6
1
=


45 18


12
1

30
1

54
1
540
10
,
540
18
,
540
45
=

Abandonando o denominador comum, temos:

920 . 2 400 720 800 . 1
400 40 . 10
720 40 . 18
800 . 1 40 . 45
) ( 40 73 : 920 . 2
73 10 18 45
= + +
=
=
=
=
= + +
parâmetro


ODireta-inversa ÷ Dividir 3.560 em três pares tais que sejam,
ao mesmo tempo, diretamente proporcionais a 3, 5 e 8 e
inversamente proporcionais a 4,6 e 9. ×RESOLUÇÃO: Os
números 4, 6 e 9 são invertidos, passando a

.
9
1
6
1
,
4
1
e Em seguida, multiplicam-se as partes
diretas a elas inversas. Assim:

4
3
4
1
. 3 =

6
5
6
1
. 5 =

,
4
3
,
6
5

9
8
= ,
36
27

36
30
,
36
32



280 . 1 40 . 32
200 . 1 40 . 30
080 . 1 40 . 27
) ( 40 89 : 560 . 3
89 32 30 27
=
=
=
=
= + +
parâmetro



560 . 3

E X E R C Í C I O S:

O Se repartirmos R$ 100.000,00 entre três pessoas, em
partes diretamente proporcionais a

28
5
14
1
,
7
3
e , caberá à terceira pessoa a quantia de:

a) 50.000,00
b) 60.000,00
c) 20.000,00
d) 80.000,00

O Se repartirmos 260 bolas em quatro partes diretamente
proporcionais a

,
7
1
, 2 2 , 0 e
3
1
2 ,

caberá à quarta parte o total de:
a) 100 bolas;
M A T E M Á T I C A

23
b) 25 bolas;
c) 125 bolas;
d) 130 bolas.

O Um pai deixou três herdeiros e um patrimônio líquido de
R$ 132.000,00 a ser reparti do entre eles na razão direta da
idade e do número de filhos de cada um. Os herdeiros têm:
“A” 50 anos e 3 filhos; “B”, 40 anos e 6 filhos; “C” 25 anos e
2 filhos. Qual a parte da herança que tocou ao primeiro
herdeiro?
a) 72.000,00
b) 45.000,00
c) 12.000,00
d) 15.000,00
e) 44.000,00

OSe dividirmos a quantia de R$ 1.700.00 em três partes tais
que sejam, ao mesmo tempo, diretamente proporcionais a
4, 5, 6 e

6
1
,
4
1
,
2
1
,

qual será a de menor valor?
a) 500,00
b) 800,00
c) 400,00
d) 600,00
e) 100,00

O Se dividirmos o número 680 em três partes que sejam, ao
mesmo tempo, diretamente proporcionais a 2, 3, e 5 e
inversamente proporcionais a 9,5 e 2, qual a maior parte?
a) 175
b) 204
c) 247
d) 306
e) 486


OCerta quantia foi repartida entre 3 pessoas em partes
diretamente proporcionais a 8, 9 e 6. A terceira pessoa
recebeu R$ 480.000. Qual a quantia repartida?
a) 11.040.000,00
b) 1.020.000,00
c) 1.840.000,00
d) 840.000,00
e) 960.000,00


O Se dividirmos 310 bolas entre A e B em partes que
estejam entre si com 3/5 está para 2/7, quanto receberá
“B”?
a) 100
b) 110
c) 210
d) 10
e) 50

ODividimos certa quantidade de balas inversamente pro-
porcionais às idades de três crianças, que conta, res-
pectivamente, 5, 6 e 8 anos. A mais velha recebeu 45
balas. Quanto recebeu a mais nova?
a) 60 balas
b) 105 balas
c) 72 balas
d) 25 balas
e) 19 balas

O Dividindo o número 490 em três partes tais que cada uma
seja os 3/5 da anterior, qual será a menor?
a) 250
b) 150
c) 18
d) 50
e) 90
G A B A R I T O
O=A O=C O=B O=C O=C
O=C O=A O=C O=E



REGRA DE TRÊS

Observe o seguinte problema: Se 4 bolas custam R$800,00,
quanto custarão 8 bolas?
As duas grandezas são números de bolas e custo. No
problema dado, aumentamos o valor de uma grandeza
(número de bolas) e desejamos saber qual o valor cor-
respondente da outra (custo), na mesma proporção.
Os problemas dessa natureza são conhecidos pelo nome
de regra de três e consistem em calcular um valor
desconhecido (incógnita) que designamos por (x), através
de outros valores conhecidos, todos eles guardando entre
si perfeita proporcionalidade.
Se no problema aparecem somente duas grandezas
proporcionais, como no exemplo apresentado (número de
bolas e custo), diz-se que a regra de três é simples. Se
compreende mais de duas grandezas (por exemplo,
número de operários, comprimento de um muro e tempo
gasto para construí -lo, a regra de três é composta.


REGRA DE TRÊS SIMPLES:
direta, quando as grandezas são diretamente proporcio-
nais, isto é, variam no mesmo sentido.
A regra de três é inversa quando as grandezas são
inversamente proporcionais, isto é, variam em sentido
contrário: enquanto uma aumenta a outra diminui (por
exemplo: número de operários e tempo para fazer certa
obra). Observe os seguintes princípios:
- Número de objetos e preço de custo (direta);
- Metro de tecido, peso de mercadorias, etc. com-
parando com preço de custo (direta);
M A T E M Á T I C A

24
- Quilômetros percorridos e tempo gasto (direta);
- Número de operários e trabalho produzido (direta);
- Duração do trabalho e remuneração percebida
(direta);
- Coeficiente de dificuldade e tempo gasto (direta);
- Habilidade e trabalho produzido (direta);
- Número de operários e tempo gasto (inversa);
- Velocidade e tempo gasto (inversa);
- Número de horas de trabalho por dia e tempo gasto
(inversa);
- Coeficiente de dificuldade e trabalho produzido
(inversa);
- Capacidade e tempo gasto para produzir (inversa);
- Habilidade e tempo gasto (inversa);
- Habilidade e número de operários (inversa).
Tomando-se os dados do problema enunciado, podemos
dispô-los da seguinte forma:

4 bolas ................. R$800,00
8 bolas ................. R$ x
OBSERVAÇÕES:
- na primeira linha horizontal, escrevemos os valores
conhecidos (4 bolas e R$800,00);
- na segunda linha horizontal, escrevemos o outro valor
conhecido (8 bolas) e o valor desconhecido (x =
incógnita);
- os valores respectivos de cada grandeza devem ficar
em perfeita correspondência vertical, como se
observa no problema bolas embaixo de bolas e reais
embaixo de reais;
- conforme estabelecido por conversão, marcamos em
seguida com seta para baixo a grandeza onde se
encontra a incógnita (x). Resta agora apurar se a
regra de três é direta ou inversa.
Analisemos o problema dado. Quando aumentamos o
número de bolas, é claro que o preço que deveremos
pagar (custo) será também maior. Assim, se aumentando o
valor da grandeza número de bolas, o valor correspon-
dente da grandeza custo tende a aumentar, concluímos
que estas duas grandezas são diretamente proporcionais,
isto é, variam no mesmo sentido. Logo, a regra de três é
direta. Marquemo-la, pois, com a seta voltada para baixo.
Assim:
4 bolas ..................... R$ 800,00
+
8 bolas ..................... R$ x
Calculemos agora o valor de x. Como já sabemos que a
regra de três é direta, podemos armar a seguinte
proporção entre os 3 elementos conhecidos e a incógnita,
bastando seguir o sentido das setas: 4 : 8 :: R$800,00 : x. Lê-
se: 4 está para 8 assim como 800 está para x. Os números 8
e 800,00 são os meios e 4 e x são os extremos da
proporção. Para calcular o valor de x, estando ele na
extremidade da proporção, multiplicam-se os meios e
divide-se o produto pelo outro extremo conhecido; quando
o x estiver no meio da proporção, multiplicam-se os
extremos e divide-se o produto pelo meio conhecido.
Assim, na proporção acima, teremos:

= = =
4
400 . 6
4
800 . 8
x R$1.600,00

Um modo prático de resolver a regra de três direta, a ser
adotado pelo candidato sempre que possível, consiste em
após armar a regra de três conforme já ensinamos, traçar
uma diagonal entre os valores opostos de cada grandeza
como abaixo demonstramos:

4 bolas ........................... R$ 800,00
+
8 bolas ........................... R$ x

Feito isto, calcula-se o valor da incógnita por meio de uma
fração que tem para numerador o produto dos valores
conhecidos que estão ligados pela diagonal (no caso, 8
bolas e R$ 800,00) e para denominador o outro valor
conhecido (4 bolas), que se acha unido à incógnita (x)
como segue:
4 bolas ............................ R$ 800,00
+
8 bolas ............................ R$ x

x = =
4
800 . 8
R$ 1.600,00

Chamamos a atenção do estudante agora para o seguinte
problema, em que as grandezas não está enunciadas na
mesma unidade: um carro percorre 120 quilômetros em 2
horas. Quantos quilômetros percorrerá em 40 minutos? Nos
problemas da espécie, antes de armar a regra de três,
deve-se reduzir a grandeza indicada a uma só unidade.
Assim, duas horas reduzidas a minutos nos dão 120 minutos.
Agora sim, podemos armar a regra de três e resolver o
problema.
120 minutos ............... 120 km
+
40 minutos ............... x

x =
120
120 . 40
= 40 km.
M A T E M Á T I C A

25

Examinemos o seguinte problema: se 6 homens executam
um trabalho em 24 dias, em quanto tempo 9 homens, nas
mesmas condições o executarão? Armando a regra de três
dentro do modelo já estabelecido, teremos:
6 homens ...................... 24 dias
^ +
9 homens ...................... x dias
Vejamos, em seguida, se a regra de três é direta ou inversa.
Assim, se 6 homens levaram 24 dias para fazer determinado
trabalho, é lógico que, aumentando o número de homens
para 9, estes precisarão de menos tempo para executá-lo
Verificamos, então, que as duas grandezas variam em
sentidos opostos, pois aumenta uma (número de homens) e
a outra (tempo gasto em dias) diminui. Logo a regra de três
é inversa, que indicaremos com a seta voltada para cima.
6 homens ........................ 24 dias
^ +
9 homens ........................ x dias
Para armar a proporção, basta seguir o mesmo sentido das
setas. Assim na grandeza homens a seta está voltada para
cima (no sentido de 9 para 6) na grandeza dias a seta está
volta para baixo (no sentido de 24 para x). Logo: as
diagonais ficarão assim colocadas:
9 .................................... 24

6 ..................................... x

x =
9
24 . 6
= 16
A regra de três inversa também pode ser resolvida de
forma prática, que consiste em, após armar a regra de três,
conforme já vimos, calcular o valor da incógnita através de
uma fração que tem para denominador o valor conhecido
que se liga horizontalmente ao x e para numerador o
produto dos demais valores conhecidos. Assim, no caso já
apresentado, teríamos: 9 está para 6, assim como 24 está
(x), ou seja, 6 . 24 = 9 . x.
OPROBLEMAS RESOLVIDOS:
OUm operário ganha R$720,00 por 20 dias de trabalho.
Quanto ganharia se tivesse trabalhado apenas 12 dias?
Resolução: Note que diminuindo os dias trabalhados,
também diminuirá o valor do salário, portanto, trata-se de
uma regra simples e direta.
20 dias ............................ 720
+ +
12 dias ............................. x

20:12::720:x ·x =
20
720 . 12
= R$432,00

OUm operário faz em 3 dias certa tarefa, cujo coeficiente
de dificuldade é de 1,2. Quantos dias levará para fazer
outra, se o coeficiente de dificuldade for de 0,8?
Resolução: Diminuindo a dificuldade, diminui o tempo
gasto, logo, trata-se de uma regra de três direta.
1,2 coef. de dif. ................ 3 dias
+ +
0,8 coef. de dif. ............... x

1,2:0,8::3:x · x =
2 , 1
3 . 8 , 0
= 2 dias.

OA habilidade de dois operários está na razão de 3 para 4.
O primeiro faz 6 metros de um muro. Quantos metros faria o
segundo, no mesmo espaço de tempo?

3 ..................................... 6 metros
+ +
4 .......................................... x

3:4::6:x ·x =
3
6 . 4
= 8 metros.

OSe 8 operários construíram um muro em 20 dias, 10
operários em quantos dias o farão?
Resolução:
Aumentando o número de operários, diminui o tempo, ou
seja, diminui o número de dias, para fazer a mesma tarefa.
Portanto, trata-se de uma regra de três inversa.

8 operários ............................ 20 dias
^ ^
10 operários ........................... x

10:8::20:x · x =
10
20 . 8
= 16 dias.

OVinte operários fazem 1/3 de uma obra em 12 dias.
Quanto tempo será necessário para fazer a obra toda, se
despedirmos 8 operários?
Resolução:
Note-se que despedindo 8 operários, gastar-se-á mais
tempo para realizará a obra. Portanto, trata-se de uma
regra de três inversa: 20 operários -8 operários = 12
operários.
20 operários ......................... 36 dias
^ ^
M A T E M Á T I C A

26
12 operários ......................... x dias

12:20::36:x · x =
12
36 . 20
= 60 dias.


REGRA DE TRÊS COMPOSTA:
A regra de três composta nada mais é do que uma reunião
de várias regras de três simples, em que a incógnita é uma
só. Desse modo, para resolver os problemas da espécie,
consideramos separadamente cada regra de três simples
ali contida, fazendo diversas comparações com a incóg-
nita comum. Assim, basta que raciocinemos separada-
mente com cada uma das grandezas do problema,
verificando que espécie de variação proporcional (direta
ou inversa) mantém cada uma delas, em relação à
grandeza (incógnita) cujo valor desejamos conhecer.
Vejamos o seguinte problema: Uma empresa cobra R$
20.000,00 para transportar 10 caixas a uma distância de 20
quilômetros. Quanto deverá cobrar para transportar 50
caixas a uma distância de 40 quilômetros? Tomando-se os
dados do problema podemos dispô-los horizontalmente da
seguinte forma:
10 caixas .....20 km ..........R$20.000
+ + +
50 caixas...40 km ..........R$ x
Em seguida, vamos comparar separadamente (como se
fossem várias regras de três simples, distintas uma das
outras) cada grandeza conhecida com a grandeza que
queremos conhecer (incógnita), a saber:
- Comparando inicialmente a grandeza referente a
quantidade de caixas com preço de frete teremos:
quanto mais caixas a trans-portar, maior frete pagará,
portanto, nesta primeira comparação, trata-se de
uma regra de três direta, pois as grandezas variam no
mesmo sentido (assinalar, portanto, a primei ra
comparação com a seta voltada para baixo);
- Comparando agora a grandeza percurso com preço
de frete teremos: se por 20km pagou R$ 20.000, por
40km pagará muito mais; aumentando o percurso,
aumentará também o frete. Logo, trata-se de uma
regra de três direta (assinalar com a seta voltada
para baixo);
- Na grandeza onde se encontra a incógnita, por
convenção, a seta ficará sempre voltada para baixo
(+).
Como dividimos o problema em duas regras de três simples
e já apuramos que ambas são diretas, podemos agora
estabelecer as segui ntes proporções, observando que,
para isso, é só observar o sentido das setas, começando da
esquerda para direita:
10:50::R$20.000:x
20:40::R$20.000:x
Armando as duas proporções inicialmente desse modo,
para facilitar o entendimento; entretanto a grandeza que
procuramos (preço do frete) somente deve figurar uma vez
nas proporções. Assim teremos:
10:50
::R$20.000:x
20:40
Calculando o valor de (x):

X =
20 . 10
000 . 20 . 40 . 50
= R$ 200.000,00.

OPROBLEMAS RESOLVIDOS:
OCinco operários fizeram uma obra em 24 di as, traba-
lhando 8 horas por dia. Quantos dias gastariam 12 ope-
rários trabalhando 10 horas por dia?
5 operários ..... 8 horas ..... 24 dias
^ ^ +
12 operários .... 10 horas ..... x dias

Se 5 operários levaram 24 dias, 12 operários (mais
operários) levariam menos dias. As grandezas variam em
sentido contrário. Logo, trata-se de regra de três inversa
(marcar com a seta voltada para cima).
Se trabalhando 8 horas por dia levaram 24 dias,
trabalhando 10 horas (mais horas de trabalho por dia)
levariam menos dias para fazer a obra. Logo, trata-se de
regra de três inversa (seta voltada para cima).
12:5
::24:x ·x =
10 . 12
24 . 8 . 5
= 8 dias.

ODez operários, em 36 dias, fizeram 600 metros de um jur o.
Em quantos dias, 18 operários farão 3.000 metros?
Resolução:
10 operários ..... 600 metros ..... 36 dias
^ + +
18 operários ...3.000 metros ...... x dias
- raciocínio: se 10 operários levaram 36 dias, 18
operários (mais operários) levarão menos dias. Logo,
trata-se de uma regra de três inversa (seta voltada
para cima);
- raciocínio: se para fazer 600 metros levaram 36 dias,
para fazer 3.000 metros (quantidade maior) levaram
mais dias. Logo, trata-se de uma regra de três direta
(seta voltada para baixo), então:

x =
600 . 18
36 . 000 . 3 . 10
= 100 dias.
M A T E M Á T I C A

27

PORCENTAGEM
Porcentagem é a porção de um valor dado, que se
determina, sabendo-se o quanto corresponde a cada 100.
Quando dizemos que um Banco cobrou 3% de comissão,
um comerciante lucrou 3% da venda de uma mercadoria,
ou simples-mente afirmamos que 3% dos alunos de um
colégio são do sexo masculino, estamos falando de
porcentagem e isto significa dizer, por exemplo, que, em
cada 100 reais, o banco e o comerciante ganharam,
respectivamente 3 reais e que, em cada alunos, 3 são do
sexo masculino.

Assim, 3% de 50 ou 3/100 equivalem a três centésimas
partes (0,03 de 500). Assim, se quisermos saber quanto é 3%
de 500, devemos estabelecer a seguinte comparação: Se
para cada 100 partes, correspondem 3; para 500 (5 x 100)
corresponderá “x”. Logo:

15
100
3 500
= =
x
x


Para calcular a porcentagem de forma prática, basta
multiplicar o valor principal pela taxa e dividir o resultado
por 100. Vejamos o seguinte exemplo: Calcular 3% de 500: 3
x 500 : 100 = 15. No exemplo dado, é como se dividíssemos
a quantidade conhecida (500) em 100 partes iguais e
multiplicássemos, em seguida, o valor encontrado pelo
número de partes (taxa) que se quer encontrar (operação
inversa da anterior, porém equivalente) como segue: 500 :
100 = 5 (valor de cada parte) 3 x 5 = 15 (porcentagem).
Assim, no exemplo:

3% de 500 = 15, sendo que:
500 = principal
3 = taxa
15 = porcentagem.

Partindo do princípio de que o valor principal (o todo) é
sempre igual a 100%, e mais ainda que, considerada essa
igualdade, a aplicação da taxa nos dá como resultado a
porcentagem, podemos estabelecer a seguinte proporção:
Principal (todo) = 100%
Porcentagem (parte) = x%
1.Vamos calcular 5% de 800.


Solução: Este problema nos dá o valor principal (800) e a
taxa (5%). Deseja-se saber a porcentagem. Assim, armando
a regra de três dentro do modelo já estabelecido, temos:

800 (principal) ...............100% (todo)

x .................................. 5% (taxa)


40
100
5 800
= =
x
x

OBS.: O candidato estudante somente deve usar a regra
de três quando for necessário. Sempre que possível, usar o
método prático como segue: 800 x 5 = 4.000 : 100 = 40.


2.Vamos calcular %
5
1
3 de R$ 2.000


Solução:
5
16
5
1
3 =

2.000 ..................100%

x .....................
% 5
16



64
5 100
16 000 . 2
= =
x
x
x

3.Em uma classe de 35 alunos, 40% são meninos. Quantas
são as meninas?

Solução: 100% - 40% = 60% (meninas)
Aplicando a fórmula, temos:

35 .......................100%

x ......................... 60%

21
100
60 35
= =
x
x meninas.


4.Em um concurso concorreram 80 moças e 240 rapazes.
Calcular quantos por cento os rapazes representavam do
total.
Solução: 80 + 240 = 320 (total) Aplicando a fórmula, temos:

320 ...................... 100%

240 ...................... x%


% 75
320
400 . 2
320
100 240
= = =
x
x


5.Na expedição de uma ordem de pagamento gastou-se a
quantia de R$ 60.250,00 nela estando incluídos o valor da
ordem, comissão do banco de 1/6% e mais despesas de
expedição no valor de R$ 150,00. Calcular o valor da
ordem.

Solução: 60.250,00 – 150,00 = 60.100,00

100% (valor da ordem + %
6
1
(comissão)

%
6
601
% 6
1
100 = +

Aplicando a fórmula, temos:

60.100 .......................
6
% 601


x ............................... 100%
M A T E M Á T I C A

28


6
601
100 100 . 60 x
x = =


00 , 000 . 60
601
6 100 100 . 60
= =
x x
x

x = R$ 60.000,00.


EXERCÍCIOS PROPOSTOS

ODe que número, 265 é 6% mais?
(a) 442
(b) 260
(c) 250
(d) 248
(e) 271

ODo 125 alunos de um colégio, 36% são maiores. Quantos
alunos menores há neste colégio?
(a) 89
(b) 80
(c) 45
(d) 42
(e) 77

ODas 80 aves que há em uma granja, 600 são galinhas e o
resto galos. Calcular o percentual destes.
(a) 13%
(b) 17%
(c) 21%
(d) 23%
(e) 25%

OA comissão de um viajante é de 4% das vendas que
realiza. Em um mês recebeu a comissão de R$ 80.000,00.
Quanto vendeu nesse mês?
(a) 2.320.000,00
(b) 23.200.000,00
(c) 15.400.000,00
(d) 14.500.000,00
(e) 5.800.000,00

OUma pessoa ganha numa transação 3/5 da quantia
aplicada. De quanto por cento foi seu lucro?
(a) 45%
(b) 48%
(c) 55%
(d) 60%
(e) 75%.
(f)
G A B A R I T O
O=C O= B O= E O= D O=D


EQUAÇÃO DE 1º GRAU

Dá-se o nome de igualdade ao conjunto de duas
expressões que têm o mesmo valor, separadas pelo sinal
de igualdade (=). Exemplo: 8 + 3 – 2 = 3 x 3. As igualdades
se dividem em identidades e equações.

OIDENTIDADE é uma igualdade que se verifica para
quaisquer valores que atribuamos às variáveis (incógnitas)
que nela figurem. Ex.: x + 1 ÷ 2x – (x – 1).
Fazendo x = 5, teremos:
5 + 1 = 2 . 5 – (5 – 1)
6 ÷ 6

OBS.: 1º) A “variável” (ou incógnita) no exemplo é o “x”. 2ª)
Indicamos uma identidade pelo sinal “÷”.
OEQUAÇÃO é uma igualdade entre duas expressões
algébricas ou entre uma expressões algébrica e um
número. Ex.: 3x –2 = 5x –8.

OMEMBROS de uma equação sãos as expressões algé-
bricas que a compõem:

3x –2 = 5x –8.
(1º memb.) (2º memb.)

OTERMOS de uma equação são os monômios ou os
números isolados que a compõem. Incógnita é a letra cujo
valor é desconhecido.

ORAIZ DE UMA EQUAÇÃO é um número ou expressão que
satisfaz ou verifica essa equação, isto é, quando substi -
tuímos na equação a incógnita pela raiz, obteremos em
ambos os membros da equação o mesmo valor numérico
ou expressões idênticas:

4x + 5 = 13 x = 2 (raiz)
4 . 2 + 5 = 13

OEQUAÇÃO ALGÉBRICA é aquela em que as incógni ta
estão submetidas a um número limitado de operações
algébricas (adição, subtração, multiplicação, divisão,
potenciação e radiciação). No caso de potenciação ou
radiciação o expoente e o índice do radical, respecti -
vamente, devem ser determinados, constantes e mensu-
ráveis.

Exs.: 3x + 1 =
3
4x
+ 6

5x – 2y = 3

x - 2x + 3 = 0

Quanto ao número de soluções, as equações se classificam
em:

OEQUAÇÃO DETERMINADA é aquela em que o número de
soluções é limitado.

Ex.: 5 3 = + x ÷ admite apenas uma raiz, o número 2.
0 4
2
= ÷ x ÷ admite apenas 2 raízes: 2 e –2.

M A T E M Á T I C A

29
OEQUAÇÃO INDETERMINADA é aquela que apresenta um
número ilimitado de soluções: 2x + y = 12 admite como
raízes:
X = 1 e y = 10
X = 2 e y = 8
X = 3 e y = 6 etc.

OEQUAÇÃO IMPOSSÍVEL é aquela que não admite solução.

1
2
÷ = x 2 3 ) (
2
÷ = + ÷ y x (qualquer valor que atri -
buamos a x e a Y, a igualdade não se verifica).

EQUAÇÃO RACIONAL INTEIRA (incógnita apenas no
numerador e elevadas a expoentes inteiros e positivos.

Ex.: 2x – 5 = 3;

3
8
2
3
3
5 x y x
= +

EQUAÇÃO RACIONAL FRACIONÁRIA (pelo menos uma
incógnita no denominador ou elevada à expoente inteiro e
negativo.

Ex. 3x + 2 x
x
y y 2 4
3
; 8
2
+ = + =

EQUAÇÃO IRRACIONAL (pelo menos uma incógnita
debaixo do radical ou elevada a expoente fracionário).

Ex.: 1 11
2
+ = + x x

A equação algébrica é numérica se os coeficientes de
seus termos são números. Ex.: 0 15 3 2
2
= ÷ + x x
(coeficientes numéricos: 2, 3, e –15)

A equação algébrica é literal se tem pelo menos um
coeficiente literal: ax + 2y + 4 = 0 (coeficiente literal): “a”

OEQUAÇÃO DO 1º GRAU COM UMA INCÓGNITA:
A resolução algébrica das equações racionais de 1º grau
baseia-se em dois princípios de equivalência que nos
permitem obter, como consequência, o seguinte:
a) podemos transpor qualquer termo de um dos membros
da equação para o outro membro, bastando para isso
trocar o seu sinal.

Ex.: x + 3 = 5
x = 5 – 3
x = 2
b) podemos suprimir dois termos idênticos, bastando que
cada termo esteja em membro diferente da equação. No
exemplo abaixo, o termo-2
a
será eliminado, como conse-
qüência lógica de sua transposição de um membro para
outro.

Ex.: 3x + 5 = 1 – 2ª
3x + 5 = 1 -2a + 2a (-2a + 2 = 0)
3x + 5 = 1

3x = 1 – 5
3
4
÷ = · x

Podemos multiplicar (ou dividir) ambos os Membros de uma
equação por um mesmo número diferente de zero, que
esta não se altera. Ex.: 2x = 6; dividindo-se ambos os
membros por 2, teremos:


3
2
6
2
2
= · = x
x
.


Quando o coeficiente da incógnita for negativo, após
serem efetuadas as transposições de termos de um Mem-
bro para outro e consequentes somas algébricas de termos
semelhantes, podemos trocar o sinal de todos os termos da
equação, bastando para isso multiplicarmos ambos os
membros por (-1). Ex.: -2x + 5 = 3 + 4x Transpondo os termos,
resulta: -2x – 4x = 3 –5. Somando os termos semelhantes,
vem: -6x = -2 Multiplicando por (-1), teremos:

-6x (-1) = -2 (-1) ÷ 6x = 2
3
1
6
2
ou x = .

Muitos problemas, alguns antes resolvidos por falsa posição,
podem ser solucionados pela aplicação de equação.
Sempre que encontramos, no enunciado, referência a
valores, números ou quantidades desconhecidas (ex.: um
número: o dobro de um número; a quinta parte de um
número; a soma de dois números; somando a um certo
número a sua metade; Leonardo e Rodrigo têm, juntos, 43
anos, etc., podemos representá-los por incógnitas (x,y,z
etc.), como segue:

Oum número = x
Oo dobro de um número = 2x

Oa quinta parte de um nº =
5
x

Oa soma de dois números = x + y
Osomando a um certo nº a sua metade = x +
2
x
.

Resolver um problema é achar os valores das incógnitas.
Senão vejamos: Qual é o número que, somado a sua terça
parte, resulta 16? Agora vamos resolver o seguinte
problema:

OSomadas as idades de pai e filho resulta 40 anos.
Sabemos que o filho nasceu quando o pai tinha 22 anos.
Calcular as idades dos dois.

Resolução:
Idade do pai = x
Idade do filho = y
x – y = 22
x + y = 40
x = 31 (idade do Pai)
2x = 62 e substituindo x na 2ª equação:
(x + y = 40) ÷ 31 + y = 40
y = 40
y = 9 (idade do filho)
Resposta: O pai tem 31 anos e o filho 9 anos.


M A T E M Á T I C A

30
E X E R C Í C I O S:

OResolvendo a equação:
2(-3x+4)+4(4x3x)=4, a resposta é:
a) x = 3
b) x = 4
c) x = 2
d) x = 1
e) x = 5

OResolvendo: 8 + 3x = x – 2, obteremos:
a) x = 2
b) x = -2
c) x = 5
d) x = - 5
e) x = 1

OResolvendo o sistema:
5x – 4y = -2
3x + 4y = 18

temos:
a) x = 1; x = 2
b) x = 2; y = 3
c) x = 3; y = 4
d) x = 4; y = 5
e) x = 5; y = 6

OResolvendo o sistema:
x + y = 14
5x + 3y = 18,

temos como resposta:
a) x = 5; y = 7
b) x = 6; y = 7
c) x = 7; y = 8
d) x = 8; y = 9
e) x = 8; y = 6

OQual o número que, diminuído de 12, é igual à sua
metade mais 2?
a) o número é 20
b) o número é 28
c) o número é 22
d) o número é 26
e) o número é 12


G A B A R I T O
O= C O=D O=B O=E O=B


INEQUAÇÕES DO 1º GRAU

Uma inequação é uma desigualdade entre duas expres-
sões algébricas:
3x + 5 > 7x – 8
4x – 8 < 3

Para resolvermos inequações usamos os seguintes princí-
pios:
O uma quantidade pode ser transposta de um lado para
outro de uma inequação, desde que a multipliquemos por
(-1), isto é, façamos a troca do sinal:

x + 3 > 0 ¬ Transpondo, temos: x > -3

O Uma inequação não se altera quando seus membros são
multiplicados (ou divididos) por uma mesma quantidade
positiva: 13x + 2 > 7x + 4

Transpondo, temos: 13x – 7x > -2 + 4
6x > 2 ¬ x > 2 : 6. Resposta: x > 1/3
O Quando multiplicamos (ou dividimos) ambos os membros
de uma inequação por um mesmo número negativo,
devemos inverter o sentido de desigualdade:
1 – x > 6 + 4

Transpondo, temos: –x –4 < 6 – 1
-5x < 5 dividindo por (-5), os dois lados, invertendo o sinal
de desigualdade, temos: -5x : -5 < 5 – 5.

Em outras palavras, podemos dizer que, ao multi plicarmos
uma desigualdade por (-1), devemos inverter o sentido
desta, trocando o sinal de desigualdade: 3x + 8 < 5x – 2 ¬
transpondo, temos: 3x –5x < -8 – 2 ¬ -2 < 10 (multiplicamos
por (-1) e invertemos o sinal) 2x < 10 · x > 10 : 2 ¬ x > 5.


E X E R C Í C I O S:

O Resolvendo a equação: 2(-3x+4)+4(4x-3x)=4, a resposta
é:
a) x = 3
b) x = 4
c) x = 2
d) x = 1
e) x = 5

OResolvendo: 8 + 3x = x – 2, obteremos:
a) x = 2
b) x = -2
c) x = 5
d) x = - 5
e) x = 1

OResolvendo o sistema:
5x – 4y = -2
3x + 4y = 18

temos:
a) x = 1; x = 2
b) x = 2; y = 3
c) x = 3; y = 4
d) x = 4; y = 5
e) x = 5; y = 6
O Resolvendo o sistema:
x + y = 14
5x + 3y = 18, temos como resposta:
M A T E M Á T I C A

31
a) x = 5; y = 7
b) x = 6; y = 7
c) x = 7; y = 8
d) x = 8; y = 9
e) x = 8; y = 6

O Qual o número que, diminuído de 12, é igual à sua
metade mais 2?
a) o número é 20
b) o número é 28
c) o número é 22
d) o número é 26
e) o número é 12

G A B A R I T O
O=C O=D O=B O=E O=B


EQUAÇÕES DO 2º GRAU

Uma equação é dita do 2º grau, quando seu ter de mais
alto grau for do 2º grau (o grau de um termo, como
sabemos, é a soma dos graus das incógnitas).
Exemplo: 0 1 4 5
2
= + ÷ x x

Trata-se, no exemplo acima, de uma equação de 2º grau
(5x
2
5x é seu termo de mais alto grau) a uma incógnita (x).
Uma equação do tipo x + 3xy + 4y = 5 é dita do 2º grua a
duas incógnitas (x e y). Seu termo de mais alto grau é 3xy.
Nas resoluções de equações do 2º grau, pode haver
necessidade de aplicar o que se segue:

CPRODUTOS NOTÁVEIS:

1º Caso – Quadrado do binômio – soma: (a + b)
2
÷ (a +
b)
2
=
2
a + 2ab +
2
b
2º Caso – Quadrado do binômio – diferença: (a – b)
2
÷
(a – b)
2
=
2
a - 2ab +
2
b
3º Caso – Produto da soma pela diferença de binômio (a +
b) (a –b) =
2 2
b a ÷

CFATORAÇÃO
Fatorar é colocar em evidência o fator comum aos termos
de uma operação.
Ex.: a(x + y) + b(x + y) + c(x + y) = (x + y) (a + b + c).

CMULTIPLICAÇÃO DE POLINÔMIO POR POLINÔ-MIO
Resolver: (2x + 1) (x – 2)
2x + 1 (x . 2x =
2
2x ) (-2.2x = - 4x)

x x
x
+
÷
2
2
2
(x.1 = x) (-2 . 1 = - 2)



2 3 2
2 4
2
÷ ÷
÷ ÷
x x
x


CEQUAÇÃO DO 2º GRAU A UMA INCÓGNITA

Uma equação racional é inteira e do 2º grau a uma
incógnita, quando pode ser reduzida à forma geral:
, 0
2
= + + c bx ax em que:
a) x é a incógnita;
b) “a”, “b” e “c” são coeficientes que podem aparecer
como números ou expressões algébricas.

Ex.: 0 1 3 5
2
= + + x x (a =5, b = 3, c = 1)

CEQUAÇÃO DE 2º GRAU, COMPLETA E INCOMPLETA

Uma equação do 2º grau a uma incógnita é completa
quando, depois de reduzida à forma geral, possuir todos os
seus termos (“a”, “b” e “c”).
Ex.: 0 4 3 5
2
= ÷ ÷ x x

Se faltar o termo “b” ou o termo “c”, ou ainda ambos, a
equação é incompleta:
0 4 3
2
= + x x (falta o termo “c”)
0 3 5
2
= + ÷ x (falta o termo “b”)
0 2
2
= x (faltam os termos “b” e “c”)

CRESOLUÇÃO DAS EQUAÇÕES COMPLETAS

Para resolver uma equação do 2º grau completa, usa-se a
seguinte fórmula:


a
ac b b
x
2
4
2
÷ ± ÷
=


Basta, portanto, substituir, na fórmula indicada, os valores
de “a”,”b” e “c” constantes da equação, depois de reduzi -
la, se houver necessidade, à forma geral já conhecida:

0
2
= + + c bx ax .
Para resolver uma equação do 2º grau na forma:

0
2
= + + c bx ax , calculamos inicialmente o valor do
discriminante: ) 4 (
2
ac b ÷ = A para, em seguida,
determinar as raízes da equação. Convém saber o
seguinte:
1) Se A> 0 a equação possui raízes reais e distintas ( x' e
x ' ' ).
2) Se 0 = A a equação possui raízes reais e iguais
( x x ' ' = ' ).
3) Se 0 = A a equação não apresenta raízes no campo
real.
4) A soma das raízes ( x x ' ' + ' ) é igual a
a
b ÷
.
5) Produto das raízes ( ) ' ' '. ( x x é igual a
a
c
.

CPROBLEMAS RESOLVI DOS:
1) Dada a equação: 0 5 4
2
= ÷ ÷ x x , determine as raízes.
ac b 4
2
÷ = A , sendo b = 4; a = 1 e c = 5.
) 5 .( 1 . 4 ) 4 (
2
÷ ÷ ÷ = A
A = A ¬ = A ¬ + = A // 6 36 20 16 > 0.


Então a equação tem duas raízes reais e distintas.

M A T E M Á T I C A

32

a
b
x
2
A ± ÷
=


x ’ = 5
2
6 4
1 . 2
6 ) 4 (
=
+
=
+ ÷ ÷
.


X’’= 1
2
6 4
1 . 2
6 ) 4 (
÷ =
÷
=
÷ ÷ ÷
.


Longo: x’ = 5
x’’ = -1

2) Determine as raízes da equação:

0 9 6
2
= + ÷ x x .
0 36 36 9 . 1 . 4 ) 6 (
2
= A ¬ ÷ = A ¬ ÷ ÷ = A

A equação apresenta duas raízes iguais:

. 3
2
6
1 . 2
) 6 (
2
' ' ' //
2
= =
÷ ÷
=
÷
= =
A ± ÷
=
a
b
x x
a
b
x

Logo: x’ = 3 e x’’ = 3.
3) Quais as raízes da equação:
? 0 15 5
2
= + + x x
0 // 35 60 25 15 . 1 . 4 5
2
= A ÷ ¬ ÷ = A ¬ ÷ = A

A equação não apresenta raízes no campo real, pois nesse
campo não há raiz quadrada de número negativo. Como
já dissemos, toda equação do 2º grau apresenta dois
valores para a incógnita. São as raízes da equação, que
podem ser “reais e distintas” (sinais contrários); “reais e
iguais” (sinais iguais) ou, então, a equação “não tem raízes
reais”.

Exemplo: Resolva: 0 2 5 3
2
= ÷ ÷ x x .
Sendo a = 3, b = -5, c = -2.

3 . 2
) 2 .( 3 . 4 ) 5 ( ) 5 (
2
÷ ÷ ÷ ± ÷ ÷
= x

=
÷ ÷ ±
=
6
) 2 ( 12 25
x

=
+ ± ±
=
6
24 25 5
x

6
49 5± ±
= x ¬


2
6
12
6
7 5
= '
+
= ' x x (1ª raiz)


3
1
6
2
6
7 5 ÷
= ' '
÷

÷
= ' ' x x (2ª raiz)

4) Resolva: 0 3 7 2
2
= ÷ ÷ ÷ x x .
Sendo: (a =-2, b = -7, e c =-3)

OBS.: Quando “a” for negativo, podemos multiplicar a
equação por (-1), mudando, em conseqüência, todos os
sinais. Logo, multiplicando a equação por (-1), temos:

0 3 7 2
2
= + + x x


=
÷ ± ÷
=
2 . 2
3 . 2 . 4 7 7
2
x

4
5 7
4
25 7 ± ÷
=
± ÷
= x

2
1
4
2
4
5 7
÷ = '
÷
= '
+
= ' x x x (1ª raiz)

3
4
12
4
5 7
÷ = ' ' ÷ = ' '
÷ ÷
= ' ' x x x (2ª raiz)

CRESOLUÇÃO DAS EQUAÇÕES INCOMPLETAS – temos três
tipos a considerar:

1º Tipo: Resolver a equação: 0 4 3
2
= ÷ x x (falta o termo
“c”). Inicialmente devemos por o fator comum em
evidência: x(3x – 4) = 0. Feito isto, raciocinemos, para que
um produto de dois fatores seja nulo, isto é, seja igual a
zero, basta que um dos fatores seja igual a ZERO.
Logo: x = 0 ou 3x – 4 = 0

Assim: x = 0 ¬ x’ = 0 (1ª raiz)

3x – 4 = 0 ¬ 3x = 4 ¬ x’’ =
3
4
(2ª raiz)


Resolva: 0 4
2
= ÷ x x
x(x – 4) = 0 ¬ x´ = 0 (1ª raiz)
x – 4 = 0 ¬ x = 4 ¬ x’’ = 4 (2ª raiz)
Note-se que este tipo de equação incompleta sempre tem
uma raiz “nula” (igual a zero).

2º Tipo: Resolver a equação:

0 16 4
2
= ÷ x (falta o termo “b”. Passa-se o termo “c”
para o 2º membro, trocando, como sempre, o sinal.

4
4
16
16 4
2 2 2
= ¬ = ¬ = x x x .

Neste ponto, transformamos a equação encontrada
( 4
2
= x ), igualando-se a incógnita simples (x) à raiz
quadrada do número (4); precedida dos sinais (+) e (-).
Assim:

4 4
2
± = ¬ = x x ¬ x = ± 2
M A T E M Á T I C A

33
Logo: x´= 2 (1ª raiz)
x´´ = - 2 (2ª raiz)

A equação em que falta o coeficiente “b” (b = 0) não
possui raízes no campo real se os co-eficientes “a” e “c”
possuírem o mesmo sinal. Exemplos:
a) 0 16 4
2
= + x a = + 4
b = + 16

16 4
2
÷ = x
4 4
2
÷ = ¬ ÷ = x x

b) 0 16 4
2
= ÷ ÷ x
a = - 4
b = - 16
Multiplicando por (-1) esta equação recai no caso acima.
3º Tipo: Resolva: 0 8
2
= x (faltam os termos “b” e “c”).

Neste caso, sendo (por definição) o termo “a” diferente de
zero, podemos afirmar que a condição necessária e
suficiente para que
2
8x seja igual a zero é que 0
2
= x , o
que é verificado somente quando x = 0. Assim, dizemos que
toda equação da forma 0
2
= ax admite duas raízes
iguais a zero. Assim:

0
0 8
2
= '
=
x
x


0 = ' ' x
CRESOLUÇÃO DE SISTEMAS SIMPLES DO 2º GRAU A DUAS
INCÓG-NITAS – Um sistema simples do 2º grau a duas
incógnitas é um conjunto de duas equações, cada uma a
duas incógnitas, ou uma das equações é do 2º grau e a
outra do 1º grau. Resolver um sistema desse tipo, é achar
um ou mais conjuntos de solução (x, y) que satisfaçam ao
sistema, isto é, se substituirmos os valores encontrados, nas
equações do sis-tema, teremos duas igualdades numéricas.
Como ex., resolva o sistema:

x + y = 7
xy = 12

Note: A equação (x + y = 7) é do 1º grau e a outra (xy = 12)
é do 2º grau. Nestes casos, devemos tirar o valor de uma
das incógnitas na equação do 1º grau e substituir esse
valor na equação do 2º grau. Assim, o valor de uma das
incógnitas na equação do 1º grau e substituir esse valor na
equação do 2º grau. Assim:

X + y = 6 ¬ x = 7 – y
Substituindo “x” em (xy = 12), vem:
(7 – 7)y = 12

0 12 7 12 7
2 2
= ÷ + ¬ = ÷ y y y y
Multiplicando por (-1), teremos:

0 12 7
2
= + ÷ y y

(forma geral da equação de 2º grau completa). Vamos
agora desenvolvê-la e encontrar as raízes da equação:

0 12 7
2
= + ÷ y y

a
ac b b
y
2
4
2
÷ ± ÷
= (a =1, b = 7 e c = 12)


2
1 7
2
1 7
2
48 49 ±
=
±
¬
÷ ± ÷
=
b
y

x = 4 ou x = 3
y - 3 y = 4

E X E R C Í C I O S:

OResolver a equação: 0 5
2
= + ÷ x x
a) x´= 1 e x´´ = 0
b) x’ = 1 e x´´ = -1
c) x´= 0 e x´´ = 5
d) x´= -1 e x´´ =-5
e) x´= 0 e x´´ = 1.

O Resolver a equação: 0 12 7
2
= + ÷ x x
a) x´= 4 e x´´ = 3
b) x´= 2 e x´´ = 2
c) x´= -3 e x´´ = 4
d) x´= -3 e x´´ = -4
e) x´= 2 e x´´ = -2

O Resolver a equação: 0 4
2
= x
a) x´= 2 e x´´ = 0
b) x´= 0 e x´´ = 2
c) x´= 4 e x´´ = 0
d) x´= 0 e x´´ = 0
e) x´= 0 e x´´ = -4

O A equação 0 20 5
2
= ÷ x é do tipo:
a) Equação do 2º grau a uma incógnita, completa;
b) Equação do 2º grau a duas incógnitas;
c) Equação do 2º grau a uma incógnita, incompleta;
d) Equação do 2º grau a duas incógnitas, incompletas;
e) Nenhuma das respostas acima.

O Calcular dois números cuja soma entre si seja 5 e o
produto igual a –6.
a) os número são 11 e –5;
b) nos números são 6 e –1;
c) os números são 12 e –6;
d) os números são –6 e 1;
e) os números são 1 e –5.
G A B A R I T O
01=C 02=A 03=D 04=C 05=B
M A T E M Á T I C A

34
INEQUAÇÃO DE 2º GRAU

Uma inequação quadrática é uma inequação que pode
ser escrita em uma das seguintes formas, onde 0 e a :

0 "
0
0
0
2
1 2
2
2
< + +
> + +
> + +
< + +
cd bx ax
c bx ax
c bx ax
c bx ax


Seja x uma variável em R, resolver uma inequação
quadrática significa encontrar todos os valores de x que
tornam a sentença verdadeira. Sema a função I f(x)
=a 0
2
= + + c bx x . Seu gráfico é uma parábola que se
comporta conforme demonstração abaixo – Interpretação
das 3 parábolas, quanto ao discriminante:
a) c bx ax x af + + = ¬ > A
2
) ( 0 intercepta o eixo dos x
em dois pontos;
b) c bx ax x af + + = ¬ ÷ < A
2
) ( intercepta o eixo dos x
em um ponto apenas;
c) c bx ax x af + + = ¬ = A
2
) ( 0 não intercepta o eixo
dos x.

Exemplo: Resolver . 0 3 2
2
< ÷ ÷ x x O problema pode ser
reformulado da seguinte maneira: entre que valores de x,
no gráfico, a função f(x) = 3 2
2
÷ ÷ x x fica menor do que
zero? ×Resolução: podemos utilizar dois métodos para
resolver : 0 3 2
2
< ÷ ÷ x x

1º) Por fatoração:
Fatorando a equação 3 2
2
÷ ÷ x x encontramos sua
equação equivalente em (x+1) (x-3) <0. Se o produto dos
dois termos entre parênteses for negativo (<0), então uma
raiz deve ser positiva e a outra negativa. Assim, podemos
achar as duas raízes (zeros) dessa equação:

(x+1) > 0 = x = -1 (uma raiz é negativa)
(x-3) < 0 = x = 3 (a outra é positiva)
Concluímos que entre x = -3 e x = 1 a f(x) < 0. Resposta: S =
{x I -3 < x < 1, x e R}.

(2º) Por análise gráfica: Observando as 3 parábolas acima,
verificamos que seus sinais se alteram conforme o
comportamento do discriminante.

A f(x( = 3 2
2
÷ ÷ x x enquadra-se no 1º caso: as raízes são
duas, mas com sinais contrários. Dá-se o nome de
igualdade ao conjunto de duas expressões que têm o
mesmo valor, separadas pelo sinal de igualdade (=). Ex.: 8
+ 3 – 2 = 3 x 3.

As igualdades se dividem em identidades e equações.
Identidade é uma igualdade que se verifica para
quaisquer valores que atribuamos às variáveis (incógnitas)
que figurem. Ex.: x + 1 ~ 2x – (x – 1)
Façamos x = 5 , teremos:
5 + 1 = 2.5 – (5 – 1)
6 ÷ 6

×Observações:
(1ª) a “variável” (ou incógnita) no exemplo é o “x”.
(2ª) indicamos uma identidade pelo sinal “ ÷”.
Exemplos: A equação 3x – 2y = 4z = 9 é linear, pois: x, y e z
são incógnitas de primeiro grau; 3, -2 e 4 são coeficientes
reais; 9 é o termo independente.


SISTEMAS LINEARES:

Consideremos a seguinte situação: Em um estacionamento,
entre carros e motos, há 23 veículos. Sabe-se que o número
total de rodas é 82. Nessas condições, quantos carros e
quantas motos há no estacionamento? Para resolvermos
este tipo de problemas, podemos indicar por:
x ¬o número de carros que há no Estacionamento.
y ¬o número de motos que há no Estacionamento.
Pelos dados do problema, podemos montar duas
situações: x + y = 23 e 4x + 2y = 82 Quando escrevemos
duas equações ligadas pelo conectivo “e”, na forma:


¹
´
¦
= +
= +
82 2 4
23
y x
y x


Temos um “sistema de equações do 1º grau com duas
incógnitas, x e y. Tomemos, por exemplo, a equação x + y =
23 da situação-problema apresentada:
a) O par ordenado (8,15) é uma solução da equação, pois:
x + y = 23 ¬ (8) + (15) = 23.
b) O par ordenado (18,5) é, também, uma solução da
equação, pois: x + y = 23 ¬(18) + (5) = 23.
c) O par ordenado (12, 11) é outra solução da equação,
pois: x + y = 23 ¬(12) + (11) = 23.

Consideremos a outra equação da situação-problema
apresentada, ou seja, 4x + 2y = 82, que também tem
infinitas soluções:
a) O par (1, 39) é uma solução dessa equação, pois: 4x +
27 = 82 ¬4(1) + 2 . (39) = 82 ¬ 4 + 78 = 82.
b) O par (13, 15) é outra solução dessa equação, pois: 4x +
2y = 82 ¬4(13) + 2 . (15) = 82 ¬52 + 30 = 82.

Quando duas equações formam um sistema, embora cada
equação apresente infinitas soluções, devemos procurar
aquela que verifica as duas equações ao mesmo tempo.
Então: A solução de um sistema de duas equações do 1º
grau, nas incógnitas x e y, é um par ordenado (x, y) que é
solução tanto da primeira como da segunda equação.
Assim: Será que o par (8, 15) é solução do sistema:

¹
´
¦
+ +
= +
82 27 4
23
x
y x


X + y = 23 ¬(8) + (15) = 23
4x + 2y = 82 ¬4(8) + 2(15) = 32 + 30 = 82 ¬(8, 15) não é
solução do sistema.
Será que o par (13, 10) é solução do sistema:

¹
´
¦
+ +
= +
82 27 4
23
x
y x


x + y = 23 ¬(13) + (10) = 23
M A T E M Á T I C A

35
4x + 2y = 82 ¬4 (13) + 2 (10) = 52 + 20 = 82 ¬(13, 10) não é
solução do sistema.

Será que o par (18, 5) é solução do sistema:

¹
´
¦
= +
= +
82 2 4
23
y x
y x


x + y = 23 ¬(18) + (15) = 23
4x + 2y = 82 ¬4(18) + 2 (5) = 72 + 10 = 82
¬(18, 5) é a solução do sistema.

MÉTODO DA SUBSTITUIÇÃO:

Consideremos o problema dado na introdução deste
capítulo. Em um estacionamento, entre carros e motos, há
23 veículos. Sabe-se que o número total de rodas é 82.
Nessas condições, quantos carros e quantas motos há no
estacionamento?

Resolução: Indicando por x o número de carros e por y o
número de motos, podemos montar o seguinte sistema:


¹
´
¦
= +
= +
82 2 4
23
y x
y x



Da 1ª equação, vamos determinar o valor de x, isolando x
no 1º membro:

x + y = 23
x + y – y = 23 – y
x = 23 – y

Vamos substituir, na outra equação, x por 23 – y:
4x + 2y = 82
4 . (23 – 7) + 2y = 82 ¬(equação do 1º grau na incógnita y).
Logo: 92 – 4y + 2y = 82
92 – 2y = 82
92 – 2y – 92 = 82 – 92
- 2y = - 10
2y = 10 ¬ y = 5 (número de motos).

Vamos substituir y por 5, na equação x = 23 – y, e teremos: x
= 23 – 5

x = 18 ¬ (número de carros). Logo, o par ordenado (18, 5) é
a solução do sistema, indicando que há 18 carros e 5
motos no estacionamento.


FUNÇÕES E GRÁFICOS:

A noção de função surge quando encontramos relações
entre duas grandezas variáveis. Se duas variáveis, isto é,
elementos genéricos do conjunto com o qual estamos
trabalhando, são relacionadas de modo que a cada valor
atribuído à primeira variável corresponde um ou mais
valores à segunda variável, dizemos que esta variável é
função da primeira. A primeira é chamada variável
independente e a segunda variável dependente. Ex.:
Medida do lado de um quadrado e respectivo perímetro.
Sabemos que o perímetro é igual a 4 x lado (lado + lado +
lado +lado).

Para existir função são necessários dois conjuntos e um
critérios de relacionamento (ou associação) entre os
elementos desses conjuntos. No tocante aos conjuntos
numéricos, observamos que: Dados os conjuntos A = {0,3,9}
e B = {0,3, 6,9, 12,15,20} seja a relação de A em B expressa
pela fórmula y = x + 3, com x Î A e y Î B

X Y
0 3
3 6
9 12










x = 0 →y = 0 + 3 = 3
x = 3 →y = 3 + 3 = 6
x = 9 →y = 9 + 3 = 12
Observamos que:
- todos os elementos de A estão associados a elemen-
tos de B;
- cada elemento de A está associado a um único
elemento de B.
Neste caso, a relação de A em B expressa pela fórmula y =
x + 3 é uma função de A em B. Pode-se escrever: f: A → B
(lê-se: f é uma função de A em B).
Como vimos, as relações desse tipo, em que todos ele-
mento x e A se associa a um único elemento y e B,
recebem o nome de aplicação de “A” em “B” ou função
definida sobre “A” com imagem em “B”. Podemos, para
representa a função, usar as seguintes notações: f: x → f(x);
f: x → y = F(x). Para haver função, é indispensável que:
- todo elemento do 1º conjunto tenha, obrigatória-
mente, associado ao 2º conjunto (se pelo menos um
elemento não se relacionar, não há função).
- cada elemento do 1º conjunto somente tenha um, e
apenas um, associado no 2º conjunto (se um
elemento do 1º conjunto se relacionar com mais de
um elemento do 2º, não há função).

ODOMÍNIO, IMAGEM E CONTRADOMÍNIO
M A T E M Á T I C A

36
Seja os conjuntos A = {0,1,2} e B = {0,1,2.3,4}. Se
considerarmos a função f: A → B definida por y = x + 1 ou
f(x) = x + 1, teremos:











Observando o diagrama da função acima, podemos
definir:

- o conjunto “A” é denominado domínio da função “f”,
que indicamos por D(f). No exemplo acima, D =
{0,1,2}. O domínio de uma função é, também,
chamado campo de definição ou campo de
existência da função.
- o conjunto {1,2,3}, pertencente ao conjunto “B”, é um
subconjunto de “B”, e recebe o nome de conjunto
imagem da função ou imagem de aplicação da
função, que indicamos por Im(f) ou, no caso, por Im =
{1,2,3}.
- o conjunto “B”, que é o conjunto de Chegada, é
denominado contradomínio da função (CD).
Simbólica-mente, uma função pode ser representada
por ¬= qualquer que seja; -= existe.

Toda função é uma relação binária de “A” em “B”, logo é
um conjunto de pares ordenados. Vejamos os exemplos
abaixo:
1) Dados os conjuntos A = {-3, -1, 0, 2} e B – {-1, 0, 1, 2, 3, 4},
determi nar o conjunto imagem da função f: A → B
definida, por f(x) = x + 2. Dizer também qual o domínio da
função e o contra-domínio. Resolução: f(-3)=(-3) +2= -1
f(-1)=(-1)+2=1
f(0)=0+2=2
f(2)=2+2=4







Observando o diagrama, temos:
-Imagem: Im = {-1,1,2,4}
-Domínio: D = {-3,-1,0,2}
-Contradomínio: CD = {-1,0,1,2,3,4}

2)Seja a função f: R → R (conjunto dos números reais)
definida por f(x)
2
x -13x = 11. Calcular os valores reais de x
para que se tenha f(x) = -1, ou seja, tenha imagem -1 pela
função dada.
Resolução: f(x) =
2
x - 13x + 11.
2
x - 13x + 11 = -1. Obs.: (-1) passa para o 1º membro +1;
logo: + 11 +1 = 12 (forma geral da equação do 2º grau)
2
b = A -4ac (discriminante)

12 1 4 13
2
x x ÷ = A
121 // 121 48 169 = ÷ = A = 11

2
11 13±
= x x’ = 12 e x’’ = 1.

Logo: x = 12 ou x = 1
Obs: A fórmula para resolver equação do 2º grau é a
seguinte:

a
ac b b
x
2
4
2
÷ ± ÷
= .

A conhecermos uma equação completa do 2º grau na
forma 0
2
= + + c bx ax , após substituir na fórmula acima
os valores de “a”, “b” e “c” constantes da equação,
calculamos o valor do discriminante:

ac b 4
2
÷ = A .

Sobre equação do 2º, convém saber que:
1º membro da equação: a
2º membro da equação: b
3º membro da equação: c
Ex.: Na equação: 4x
2
+ 4x – 1 = 0, temos
a = 4
b = 4
c = -1

ODOMÍNIO DE UMA FUNÇÃO:

Na definição de uma função, o domínio D, que é o
conjunto de todos os valores possíveis da variável inde-
pendente x, pode ser dado explícita ou implicitamente,
assim:
- Se é dado apenas f(x) = 2x-5, sem explicitar o domínio
D, é claro que x pode ser qualquer número real, ou
seja, D = R.
- Se é dado f(x)=2x-5, com 1 10 s s x , está explícito
que o domínio da função dada consiste de toso os
números reais entre 1 e 10, com eles também inclusos,
ou seja, D = {x R e │1 s s x 10}.


OFUNÇÕES DO 1º GRAU:

Uma função “f” de R em R é denominada de função
polinomial de 1º grau, quando é definida pela sentença
aberta: = ax + b (qualquer que seja “a” e “b” pertencente
a R e sendo a = 0 (“a” diferente de zero).

Se a função “f” de R em R [e definida, por exemplo, por y =
x + 2, podemos escrever a função de 1º grau: f(x)→x + 2. O
domínio de função do 1º grau é R (conjunto dos números
reais) e o conjunto-imagem também é R.
M A T E M Á T I C A

37
O gráfico de uma função desse tipo, no plano cartesiano,
resulta sempre em um “reta”. Por isso, basta obter dois
pontos para construir o gráfico no plano cartesiano,
escolhendo-se de preferência os pontos (pares ordenados)
em que a reta corta os eixos “x” e “y”.

ax + b = 0 // ax = -b // x =
a
b ÷
(raiz).
Para calcular a raiz, ou raízes, deve-se igual a função a
zeros e resolver a equação assim obtida, Seja a função f(x)
= 2x + 6:

2x + 6 = 0 // 2x = -6 // x =
2
6 ÷
//
x = -3 (raiz)

Obs.: A raiz ou zero da função de 1º grau, no plano
cartesiano, é a abscissa do ponto de interseção da reta
com o eixo dos “x”. Exemplo: Construir o gráfico da função
de 1º grau definida por y = x -1, achar a raiz da função,
dizer se ela é crescente ou decrescente e indicar o domínio
e a imagem da função.

Resolução: Toda função do 1º grau (tipo: y = ax + b) tem
por gráfico, traçado no plano cartesiano, uma reta. Basta
obter dois de seus pontos e traçar a reta. Se é dado
apenas f(x) = x-1, sem explicitar o domínio D, está implícito
que “x” pode ser qualquer número real, ou seja, D = R.
Vamos construir uma tabela, atribuindo valores arbitrários a
“x”.

x Y = x -1 Pontos
0
1
2
y = 0 -1 = -1
y = 1-1 = 0
y = 2-1= 1
0, -1
1, 0
2, 1











Como se vê, a reta corta o eixo dos “x” no ponto 1 da
abscissa (x=1) →x-1 = zero ou raiz da função = 1.
Resolvendo algebricamente a equação do 1º grau (y = x –
1), temos: x – 1 = 0 →x =1-1 = 0. Logo: raiz = 1. Trata-se de
função crescente: 0, 1, 2, ...
O domínio da função é D(f) = R e a imagem é Im = R.

Convém saber que:
- quando a = 0 e b = 0 a função do 1º grau recebe o
nome de função afim. Ex.: f(x) = x + 3 (a = 1 e b = 3);
- quando b = 0, a função de 1º grau recebe o nome de
função linear. Ex.: f(x) = 3x, (a =3).
- Quando a = 1 e b = 0, a função é expressa por f(x) =
b e recebe o nome de função crescente. Ex.: F(x) = 2;
f(x) = -3.

GRÁFICO DAS FUNÇÕES NO PLANO CARTESIANO:

O objetivo do plano cartesiano ou plano de Descartes é
representar, inicialmente, pontos, retas e figuras planas que
obedecem a certas leis algébricas (x + y = 4, por exemplo).
É um sistema (sistema cartesiano ortogonal) constituído por
dois eixos “x” e “y” perpendiculares entre si, conforme a
figura abaixo.

Obs.: Na figura está representado no plano cartesiano o
par ordenado (a, b). Convém observar que:
- o eixo horizontal de referência (eixo de x) é
denominado eixo das abscissas, onde se localizam os
primeiros elementos dos pares ordenados;
- o eixo vertical de referência (eixo do y) é
denominado eixo das ordenadas, onde se localizam
os segundos elementos dos pares ordenados;
- a interseção dessas duas retas é o ponto zero (0),
chamado origem, inicial de contagem das unidades,
onde os eixos cortam-se;
- na reta horizontal, os valores positivos dos pares
ordenados estarão à direita da reta e os valores
negativos à esquerda;
- a reta vertical, os valores positivos estarão acima do
ponto zero e os valores da reta e os valores negativos
abaixo desse ponto;
- os eixos horizontal e vertical dividem o plano em
quatro quadrantes;
- a origem “0” do sistema tem abscissa e ordenadas
nulas;
- a todo par ordenado (por exemplo: (a,b); (3,1); (-2,4),
etc., corresponderá um ponto no plano cartesiano
(chamado ponto P); assim na figura acima, o ponto P
(a,b) tem abscissa “a” e ordenada “b”. O par encon-
trado, no caso (a,b) recebe o nome de coordenadas
cartesianas do ponto do plano. Analogamente, a
todo ponto do plano cartesiano corresponderá um
par ordenado (x,y) de números reais.
- o conjunto de todos os pares ordenados (x,y) que
podem ser obtidos chama-se produto cartesiano de R
por R e se indica R x R.

GRÁFICO DE UMA FUNÇÃO NO PLANO CARTE-SIANO:
Vamos agora determinar o gráfico de uma função num
sistema de coordenadas cartesianas ortogonais: Dados M =
{0,1,2} e N = {0,1,2, 3,4,5}, construir o gráfico da função f:
M®N definida por y = x + 2, no plano cartesiano.

x y = x + 2 (x,y)
0 y = 0 + 2 = 2 (0,2)
1 y = 1 + 2 = 3 (1,3)
2 y = 2 + 2 = 4 (2,4)
M A T E M Á T I C A

38









Verificamos que:
- Domínio: D = {0,1, 2} = M
- Imagem: Im = {2,3,4} = subconj unto de N
- Contradomínio: CD = {0,1,2,3,4,5} + N.
Os pontos, no plano, A, B e C constituem o gráfico da
função dada. Os gráficos têm a propriedade essencial de
conter toso os pontos obtidos a partir da função; e todos os
pontos do gráfico satisfazem à função dada (quando subs-
tituímos as coordenadas do ponto na expressão algébrica
da função). Por exemplo, tomemos o ponto B sobre o
gráfico acima. Suas coordenadas são x = 1 e y = 3.
Substituindo esses valores na expressão da função y = x + 2,
resulta uma identidade, a saber: y = 1 + 2 = 3.

OFUNÇÃO LINEAR:
O gráfico da função linear (y = ax) é uma reta que contém
a origem (ponto 0). Para construir esse gráfico, basta
determinar apenas mais um ponto (x,y) do plano
cartesiano e traçar a reta. Vejamos o seguinte exemplo:
construir no plano cartesiano o gráfico da função f(x)=2x
(ou y = 2x). Nesse caso, vamos atribuir valores arbitrários
para “x”:

x Y = 2x (x, y)
-2
-1
0
1
2
y = 2(-2) = -4
y = 2(-1) = -2
y = 2(0) = 0
y = 2(1) = 2
y = 2(2) = 4
(-2, -4)
(-1, -2)
(0, 0)
(1, 2)
(2, 4)











Convém observar que o gráfico da função linear f(x) = ax
ou y = ax é uma reta que contém a origem (0,0) no plano
cartesiano. Função linear é toda função de R em R do tipo:
f(x) = ax. Características principais da função linear:
- Domínio: D = R;
- Imagem: Im = R;
- “a” é diferente de zero;
- Não possui o coeficiente “b” (b=0);
- O gráfico é uma reta que passa pela origem (0);
- Se o coeficiente “a” é positivo (a>0), a função linear
é crescente;
- Se o coeficiente “a” é negativo (a<0), a função linear
será decrescente.

DESIGUALDADES DO 1º GRAU:

Se a = 0, as desigualdades: ax + b < 0; ax + b s 0 são
denominadas desigualdades ou inequação do 1º grau.
Resolver, por exemplo, a inequação ax + b > 0, é responder
à pergunta: “existe x real, tal que f(x) = ax + b seja
positiva?”

Sendo a = 0, só duas situações podem ocorrer quando
procuramos o conjunto-solução dessa inequação:
1ª) Se a > 0

Ax + b > 0 = ax > -b = x >
a
b ÷


S = { x e R x >
a
b ÷


Dada a função do 1º grau f(x) = ax + b podemos
apresentar os sinais de f em esquemas como os que se
seguem:













x <
a
b ÷
= y < 0 Função crescente

x =
a
b ÷
= y = 0

x >
a
b ÷
= y > 0


2ª) Se a < 0

ax + b > ) = ax > -b = x <
a
b ÷



= S = { x e R x <
a
b ÷
}

M A T E M Á T I C A

39













X <
a
b ÷
= y > 0 Função decrescente

X =
a
b ÷
= y = 0

X >
a
b ÷
= y < 0

Exemplos:

1º) 2x – 7 > 0 = 2x > 7 = x =
2
7



= S = { x e R x >
2
7
}
2º) -2x + 8 > 0 = -2x > -8 = x< 4
= S = { x e R x < 4}


FUNÇÃO QUADRÁTICA:

A função F : R = R dada por f(x) = ax
2
+ bx + c, sendo a, b
e c reais a = 0, denomina-se função do 2º grau ou função
quadrática ou ainda função trinômio do 2º grau. Exemplos:
f(x) = x
2
- 4x – 3 (a = 1, b = -4, c = -3)
f(x) = x
2
-9 (a = 1, b = 0, c = -9)
f(x) = 4x
2
+ 2x -3 (a = 4, b = 2, c = -3)
f(x) 6x
2
(a = 6, b = 0, c = 0)
f(x) -2x
2
+ 5x + 1 (a = -2, b = 5, c = 1)
f(x) -4x
2
+ 2x (a = -4, b = 2, c + 0)

Convém saber que para determinar os zeros ou raízes de
uma função quadrática devemos resolver a equação do 2º
grau ax
2
+ bx + c = 0, sendo A = b
2
- 4ac (discriminante).

Da mesma forma que para as equações do 2º grau, temos:

1º) Se A > 0, a função y = ax
2
+ bx + c tem dois zeros ou
raízes reais desiguais (x’ e x”).

2º) Se A = 0, a função tem um zero ou raiz real dupla (x =
x”).

3º) Se A < 0, a função não tem zero ou raiz real.

4º) a soma das raízes é igual a x’ + x” =
a
b ÷
.

5º) o produto das raízes é dado por x’.x” =
a
c
.

Exemplos:
1º) Determinar os zeros ou raízes da função y = x
2
- 4x – 5.
Resolução: Devemos resolver a equação do 2º grau x
2
- 4x
– 5 = 0
A - b
2
- 4ªac = (-4)
2
- 4 (1) (-5) = 36 > 0 ( A = 0, logo: 2
raízes)


x =
2
6 4
) 1 ( 2
36 ) 4 (
2
±
=
± ÷ ÷
=
A ± ÷
a
b


x’ = 5
x” = -1

Logo, os zeros ou raízes da função y = x
2
- 4x -5 são x’ = 5 e
x” = -1.

2º) Determinar os zeros ou raízes da função y = -x
2
+ 2x -1.
Resolução: -x
2
+ 2x -1 = 0 = A = b
2
- 4ac =
(-2)
2
-4.1.1 = 4 – 4 = 0. Logo, A = 0, calcula-se o restante
da fórmula do 2º grau.

a
ac b b
2
4
2
÷ ± ÷
=

x’ e x” = 1
2
2
2 2
0
2
=
÷
÷
=
÷
=
± ÷
=
A ± ÷
a
b
a
b
a
b



3º) Determinar os zeros ou raízes da função:
y = x
2
- 2x + 4
Solução: f(x) - x
2
-2 + 4 = 0


Cálculo do A, sabendo que A = b
2
- 4ac:
Ab
2
-4ac = (-2)
2
-4.1.4 = 4 – 16 = -12 < 0

Sendo A (discriminante) < 0, a função não tem zeros reais.
Podemos definir a função quadrática como uma
aplicação f de R em R, quando associa a cada x e R o
elemento (ax
2
= bx + c) e R, onde a = 0. Isto é: (x, ax
2
+
bx + c) e f, ¬x e R. Convém saber que “gráfico” de uma
função quadrática é uma “curva aberta” ou “parábola”,
cujo eixo da simetria é perpendicular ao “eixo dos x”. Desse
modo, observando a equação do 2º grau:

1º) Se a (primeiro elemento da equação) é maior que zero
(a>0), a parábola representativa da função quadrática
tem a concavidade voltada para cima (vide as figuras F4,
F5 e F6).

2º) Sabendo que a fórmula da equação do 2º grau é:
a
ac b b
2
4
2
÷ ± ÷


e que b
2
-4ac é o discriminante da equação. Para resolver
a equação, desenvolvemos primeiro o A = b
2
- 4ac.
Desse modo:
1º) quando o resultado do discriminante é maior do que
zero ( A>0), a “parábola” intercepta o eixo dos x em dois
pontos distintos (vide figuras F4 e F7) designados por:

P1 ( ) 0 ,
2a
b A ÷ ÷


P2 = ) 0 ,
2
(
A + ÷b

M A T E M Á T I C A

40

2º) Quando o A = 0, a “parábola” tangencia o “eixo dos
x” no ponto designado:


P =
|
.
|

\
| ÷
0 ,
2a
b
(figuras F5 e F8).

3º) Quando o A < 0, a “parábola” fica fora do “eixo dos
x”, isto é, não tem ponto comum com o “eixo dos x”.
(Figuras F6 e F9).

4º) O vértice da parábola é o ponto:


V
|
.
|

\
| A
÷
a a
b
4
,
2
,


Que é “ponto de máximo”, se a < 0 ou é “ponto de
mínimo” se a > 0.
Observe os gráficos:







































































Exemplos:
1º) Construir o gráfico da função F: x ¬ x
2
-6x + 8.
a = 1 = a > 0 ¬ concavidade voltada para cima

Vértice V: Xv = 3
2 2
+ =
+
=
÷ b
a
b



Yv = 1
4
32 36
4
4
4
2
÷ =
÷ ÷
=
÷ ÷
=
A ÷
a
ac b
q


V = (3,-1). Corta o eixo dos x nos pontos que têm como
abscissas as raízes da equação y = 0, isto é, nos pontos:

P1=
) 0 , 2 (
2
4 6
0 ,
2
4
2
=
|
|
.
|

\
|
÷ +
=
|
|
.
|

\
|
÷ ÷ ÷
a
ac b b


P2 =

) 0 , 4 ( 0 ,
2
4 6
0 ,
2
4
2
=
|
|
.
|

\
|
+ +
=
|
|
.
|

\
|
÷ + ÷
a
ac b b


Tabela:
x y Pontos
-0
+1
2

3
4
5
6
8
3
0

-1
0
3
8
A
B
C

D=V
E
F
G

M A T E M Á T I C A

41













2º) Construir o gráfico da função f = ¬ x
2
. Essa função é
definida pela relação y = x
2
, isto é, a cada número x e R
associa o nº x
2
. Sabendo que o gráfico de “f” é uma
parábola com a concavidade voltada para cima,, eixo de
simetria vertical, tangente ou eixo dos x ( A = 0) no ponto V
tal que:


Xv = 0
2
=
÷
a
b
Yv + 0
4
=
A
a


Tabela:


X Y Pontos
-3
-2
-1
0
1
2
3
9
4
1
0
1
4
9
A
B
C
D=V
E
F
G
















DESIGUALDADE DO 2º GRAU:

A resolução de inequação do 2º grau, aplicamos o estudo
do sinal da função quadrática. Se a e 0, as
desigualdades:

ax
2
+ bx + c > 0;
ax
2
+ bx + c > 0;
ax
2
+ bx + c < 0;
ax
2
+ bx + c s 0.
São denominadas desigualdades ou inequações do 2º
grau.

Resolver uma inequação de 2º grau significa determinar os
valores reais de “x” que satisfazem à inequação dada:


Ex.: Resolver a inequação: -4x
2
+ 4x – 1 < 0.
a = -4 < 0
-4x
2
-4x + 1 = 0
A = b
2
-4ac = 16 = 16 = 0 = 0



X =
2
1
8
4
2 2
0
2
4
2
= =
÷
=
± ÷
=
÷ ± ÷
a
b
a
b
a
ac b b



Fórmula da equação do 2º grau:


X =
a
ac b b
2
4
2
÷ ± ÷


A = b
2
-4ac


Resolver, por exemplo, a inequação ax
2
+ bx + c > 0 é
responder à pergunta “existe x real tal que f(x) = ax
2
+ bx +
c seja positiva? A resposta a esta pergunta se encontra no
estudo do sinal de f(x), que pode inclusive, ser feito através
do gráfico da função. Assim, no nosso exemplo,
dependendo de “a” e de A, podemos ter uma das seis
respostas seguintes:




























M A T E M Á T I C A

42
























Exemplo:

Resolver a inequação: x
2
+ x + 1 < 0
Seja f(x) = x
2
+ x + 1


Temos: a = 1 > 0 e A = -3 < 0, então: f(x) > 0, ¬x e R.
Como a inequação exige f(x) < ), concluímos: S | .











¬SEQUÊNCIAS NUMÉRICAS

Uma seqüência de números reais é chamada de
progressão aritmética (PA) ou de seqüência aritmética
quando um de seus termos, a partir do segundo, é igual à
soma do anterior com uma constante “r”, chamada razão
da PA. Logo, pela definição dada, temos:

{ ,...} , ,..., , ,
3
1 3 2 1
n
n
a a a a a
÷
é uma PA
· n r a a
p n
, + = >1 e
r a a a a a a
n n
= = ÷ = ÷ = ÷
÷
... ...
1 2 3 1 2

Exemplos:

1)seqüência {3, 7, 11, 15, ... } é uma PA de razão 4, pois:
. 15 4 11
; 11 4 7
; 7 4 3
; 3
4
3
2
1
= + =
= + =
= + =
=
a
a
a
a


Veja outras seqüências que também são exemplo de PA:
- {7, 7, 7, 7, ...}
1
a = 7 e r = 0 (PA crescente)
- {9, 4, -1, -6, ...}
1
a = 9 e r = -5 (PA decrescente).
Toda PA pode ser classificada de acordo com o valor da
sua razão “r”:
- r > 0 ¬PA crescente ¬quando cada termo é maior
que seus antecessor.
- r = 0 ¬PA constante ¬quando todos os termos são
iguais.
- r < 0 ¬PA decrescente ¬quando cada termo é
menor que seu antecessor.

Pela lei de formação da seqüência, observamos cada
termo da PA é obtido adicionando-se ao primeiro um
número de razão “r” igual à posição do termo menos uma
unidade:

) 1 4 (
) 1 3 (
) 1 2 (
1 4
1 3
1 2
÷ + =
÷ + =
÷ + =
a a
a a
a a


Portanto, o termo geral
n
a da PA é dado pela fórmula:
r n a a
n
) 1 (
1
÷ + = . Exemplo: Vamos calcular o 12º termo
de uma PA sabendo que
1
a = 1 e r = 2.


Resolução:
12 2 . 11 1
). 1 12 (
12 12
1 12
= ¬ = =
· ÷ + =
a a
r a a



Soma dos termos de uma PA finita – o primeiro e último
termos, em uma PA finita, são chamado de extremos, e
dois termos são eqüidistantes dos extremos quando o
número de termos que antecedem um deles é igual ao
número de termos que sucedem o outro. Ex.: na PA{2, 4, 6,
8, 10, 12, 14,16} s termos extremos são; 2 e 16, e os pares, 4
e 14, 6 e 12, 8 e 10 são eqüidistantes de 2 e 16.

FUNÇÕES EXPONENCIAIS E LOGARITMICAS:

FUNÇÃO EXPONENCIAL:

No estudo da função exponencial, devemos ter presentes
os ensinamentos relativos a potenciação dos número reais
e do cálculo dos radicais. Denomina-se função exponen-
cial de base “a”, definida para todo “x” real, a função do
tipo:
f(x) = a
x
, a eR + e a = 1
f: x ¬ax (0 < a = 1)

Isto significa que dado um número real a, tal que a>0 e a =
1, chama-se função exponencial de base a a toda
aplicação f de R em R que associa a cada elemento x eR
o elemento a
x
, isto é: (x, a
x
)eR.

Demonstra-se que:

- Para cada valor atribuído a x, a
x
é uma potência
positiva, pois sua base é positiva e seu expoente real.
A imagem da função exponencial é R + (a curva está
acima do eixo dos x, a);
- Se a > 1, a função exponencial é crescente;
- Se 0 < a < 1, a função exponencial é decrescente;
M A T E M Á T I C A

43
- O gráfico de toda função exponencial corta o eixo
dos y no ponto de ordenada +1, pois: x = 0 ¬y = a
x
=
a
0
= 1.

Eis os 2 gráficos típicos de funções exponenciais:























Exemplo: Construir o gráfico da função exponencial
de base
2
1
, isto é, f: x ¬
x
|
.
|

\
|
2
1
.
Inicialmente construímos a tabela, lembrando que:

x
x
x
÷
= =
|
.
|

\
|
2
2
1
2
1

x Y=2
x
ponto
-3
-2
-1
0
1
2
3
8
4
2
1
½
¼
1/8
A
B
C
D
E
F
G













Observemos algumas propriedades da

função y =
x
|
.
|

\
|
2
1
:

- X eR, temos:
x
|
.
|

\
|
2
1
>0

- Se x eR+, então:
x
|
.
|

\
|
2
1
>1

- Se x
1
eR, x
2
eR e x
1
< x
2
, então 2
1
2
1
2
1
x x
|
.
|

\
|
<
|
.
|

\
|
(a função é decrescente)

- Se x ¬+ ·, então
x
|
.
|

\
|
2
1
¬0

- Se x ¬- ·, então
x
|
.
|

\
|
2
1
¬+ ·
Construir o gráfico da função exponencial de base 2, isto
é, F:x¬2
x
. Inicialmente fazemos a tabela:

x Y=2x ponto
-3
-2
-1
0
1
2
3
1/8
¼
½
1
2
4
8
A
B
C
D
E
F
G











Observemos algumas propriedades da função 7 - 2
x
:
- ¬xeR, temos 2
x
>0
- Se x eR
+
, então, 2
x
>1
- Se x
1
eR, x
2
eR e x
1
> x
2
, então 2x
1
< 2x
2
(a função
é crescente)
- Se x ¬então, 2
x
¬+ ·
- Se x ¬- ·, então, 2
x
¬0

FUNÇÃO LOGARITMICA
M A T E M Á T I C A

44
A função logarítmica é a função inversa da função
exponencial. Sabemos que o logaritmo de um número “N”
é o expoente a que se deve elevar a base “b” para que a
potência obtida seja igual a “N”, ou seja:
b
x
= N (potenciação)
x = log
b
N (logaritmação)
Obs.: A condição de existência do número log
b
N é: N > 0,
b > 0 e b = 1
Permutando as variáveis, teremos:
N = lob
b
x = N = Y = f(x), então
Y = lob
b
x = f(x) = log
b
x
Exemplos:
1º) Construir o gráfico da f(x) log
2
x
Tabela:
x Y = log
2
x
¼
½
1
2
4
8
-2
-1
0
1
2
3















2º) Construir o gráfico da função f(x) = log
2 / 1
x


Tabela:
x Y = log
2 / 1
x
8
4
2
1
½
¼
1/8
-3
-2
-1
0
1
2
3












1º) Para que valores reais de “x” está definida a função f(x)
log
2
(x-1) + log
2
(4 - x
2
)?

(a)D = {x e R 1 > x > 0}
(b)D = {x e R -1 < x < 0}
(c)D = {x e R -1> x > -2}
(d)D = {x e R 1 > x > -2}
(e)D = {x e R 1 < x < 2}

Resolução: Devemos ter simultaneamente x – 1 > 0 e 4 - x
2

> 0. Resolvendo estas inequações e fazendo a intersecção
das soluções, temos:

X – 1 > 0 = x > 1
4 - x
2
> 0 = -2 < x < 2













R: D = {x e R 1 < x < 2

Resposta “e”.

2º) Qual o domínio da função Y = log
x
(x
2
+ x – 6)?
(a)D = {x e R 0 < x < 1}
(b)D = {x e R x > 2}
(c)D = {x e R 0 < 2}
(d)D = {x e R 1 < x < 2}
(e)D = {x e R 0 > x > -1}
São duas condições simultâneas que devem ser impostas:
1ª) x
2
+ x – 6 > 0 (logaritmando)
2ª) 0 < x = 1 (base)

As raízes da equação x
2
+ x – 6 = 0 são:


X = =
÷ ÷ ± ÷
2
) 6 .( 1 . 4 1 1



X = =
+ ± ÷
2
24 1 1




X = =
± ÷
2
25 1



X =
2
5 1± ÷



X = 2 e x = -3 então:
x
2
+ x = 6 > 0 = x < -3 e x > 2
M A T E M Á T I C A

45


NOÇÕES DE PROBABILIDADE E ESTATÍSTICA:

Podemos classificar os dados em dois tipos fundamentais
Dados qualitativos e dados quanti tativos.


DADOS QUALITATIVOS: Representam a informação que
identifica alguma qualidade, categoria ou característica,
não susceptível de medida, mas de classificação,
assumindo várias modali dades, com, por exemplo, o
estado civil de um indivíduo é um dado qualitativo,
assumindo as categorias: solteiro, casado, viúvo e divor-
ciado.


Os dados qualitativos são organizados na forma de uma
tabela de freqüências que apresenta o número de
elementos – freqüência absoluta (ou só frequências) de
cada uma das categorias ou classes. Numa tabela de
freqüência, além das frequências absolutas, também se
apresentam as frequências relativas, da seguinte forma:



Freq. relativa =
ensão
frequência
dim amosra
absoluta




DODOS QUANTITATIVOS: representam a informação resul -
tante de características susceptíveis de serem medidas,
apresentando-se com diferentes intensidades, que podem
ser de natureza discreta (descontínua) – dados discretos,
ou contínua – dados contínuos, como, por exemplo:
Consideremos uma amostra constituída pelo nº de irmãos
de 10 alunos de uma determinada turma: 3, 4, 1, 1, 3, 1, 0,
2, 1, 2. Estes dados são de natureza discreta. Se para os
mesmos alunos consideramos as alturas (cm): 153, 157, 161,
160, 158, 155, 162, 156, 152, 159 obteremos dados do tipo
contínuo.

DADOS DISCRETOS: Este dados só podem tomar um número
finito ou infinito numerável de valores distintos, apre-
sentando vários valores repetidos é o caso, por exemplo,
do nº de filhos de uma família ou nº de acidentes, por dia,
em deter-minado cruzamento.



TABELAS E GRÁFICOS

Os dados são organizados na forma de uma tabela de
frequências, análoga à construída para o caso dos dados
qualitativos. No entanto, em vez das categorias apresen-
tam-se os valores distintos da amostra, os quais vão
constituir as classes. Por exemplo: Consideremos a amostra
constituída pelo nº de irmãos dos 20 alunos de uma
determinada turma: 1, 1, 2, 1, 0, 3, 4, 2, 3, 1, 0, 2, 1, 1, 0, 1, 1,
0, 3, 2.

Tabela de frequências
Classes Freq.absoluta Freq.relativa
0
1
2
3
4
4
8
4
3
1
0.20
0.40
0.20
0.15
0.05
Total 20 1.00

Diagrama de barras o distribuição de frequências é a
representação gráfica que consiste em marcar num siste-
ma de eixos coordenados, no eixo do x o valor das classes
e nesses pontos barras verticais de altura igual à
freqüência absoluta ou à frequência relativa. Exemplo:
Utilizando a tabela de freqüências obtida no ex.
anteriormente considerado, construa o diagrama de barras
e o polígono de frequências (utilize freqüências relativas):

DIAGRAMA DE BARRAS












Eis algumas considerações sobre a metodologia a seguir na
construção do diagrama de barras:
- Ordenar a amostra e considerar para classes os
diferentes valores aí considerados. Marcar essas
classes no eixo x, num sistema de eixos co-ordenados.
- Nos pontos onde se consideraram as classes, marcar
barras de altura igual à freqüência absoluta ou
relativa, da respectiva classe. De preferência utilizar
as freqüências relativas, pois se pretendermos com-
parar diagramas de barras de amostras diferentes,
temo a garantia de que a soma das barras em
qualquer dos diagramas, é i gual a 1.


DADOS CONTÍNUOS: No caso de uma variável contínua,
esta pode tomar todos os valores numéricos, inteiros ou
não, compreendidos no seu intervalo de variação – temos
por exemplo o peso, altura, etc.

ORGANIZAÇÃO DOS DADOS: Enquanto que no caso de
dados discretos, a construção da tabela de freqüência
não apresenta qualquer dificuldade, no caso das variáveis
contínuas o processo é um pouco mais elaborado,
distinguindo-se certas etapas principais, que se descrevem
a seguir.

Na construção da tabela de freqüências, de uma amostra
de dados contínuos, para exemplificar o processo descrito
M A T E M Á T I C A

46
a seguir, utilizaremos a amostra de notas obtidas num
ponto de Matemática de uma determinada turma:


12.1
14.5
16.1
12.5
8.9
13.4
15.2
13.2
16.2
14.7
13.5
11.0
8.2
7.5
14.6
10.5
9.8
8.8]
15.5
15.1
12.4
7.8

1ºDEFINIÇÃO DAS CLASSES:
a)Determinar a amplitude da amostra, isto é, a diferença
entre o valor máximo e o valor mínimo. No caso da amostra
considerada, amplitude = 16.2 – 7.5 = 8.7
b)Dividir essa amplitude pelo número k de classes
pretendido; tomar para essa amplitude de classe h um
valor aproximado por excesso do valor anteriormente
obtido. No caso da amostra considerada, escolhendo k =
5, h = 8.7 / 5 = 1.74 ~ 1.8
c) Construir as classes de modo que tenham todas a
mesma amplitude e cuja união contenha todos os ele-
mento da amostra.

2º CONTAGEM DO NÚMERO DE ELEMENTOS DE CADA
CLASSE: Conta-se o número de elementos da amostra, que
pertencem a cada classe. Analogamente ao que foi
considerado no caso dos dados discretos, esses valores
serão as freqüências absolutas das classes.

Existe uma regra empírica, que nos dá um valor apro-
ximado para o número de classes que se devem considerar
e que é a seguinte: Para uma amostra de dimensão n, k é o
menor inteiro tal que: 2 >
k
n.

Na representação gráfica de dados contínuos, usa-se um
diagrama de áreas ou histograma, formado por uma
sucessão de retângulos adjacentes, tendo cada um por
base um intervalo de classe e por área a freqüência
relativa (ou a freqüência absoluta). Deste modo a área
total será igual a 1 (resp. igual a n, a dimensão da amostra.
A representação obtida terá o seguinte aspecto:











O Gráfico de Setores é representado por meio de setores
em um círculo. É usado para representa valores absolutos
ou percentagens complementares. Este gráfico também é
conhecido como gráfico circular ou cartograma em
setores. Para construí -lo parte-se do fato de que o número
total de graus de uma circunferência é 360º. Cada uma
das parcelas componentes do total de valores, poderá ser
expressa em graus e a correspondência se fará através de
uma regra de três simples.


PRODUÇÃO AGRÍCOLA DO ESTADO X EM
2006
produto Quantidade (t)
café
açúcar
milho
feijão
400.000
200.000
100.000
20.000


Na construção, a legenda poderia ser dispensada, inscre-
vendo-se no interior de cada setor a percentagem ou a
quantidade correspondente de cada um:























Vamos estudar seguidamente algumas medidas de
localização, nomeadamente as que localizam o centro da
amostra: Média, Moda e Mediana.

MÉDIA







A média amostral ou simplesmente média, que se
representa por [X barra] é uma medida de localização do
centro da amostra, e obtém-se a partir da expressão onde:
x
, 1
, x
2
, ..., x
n
representam os elementos da amostra e n a
sua dimensão. Se as observações se encontram agru-
padas, então um valor aproximado para a média é dado
pela expressão:
onde:

k é o número de classes do agrupamento;
n
i
é a freqüência absoluta da classe i;
M A T E M Á T I C A

47
y
i
é o ponto médio da classe i, o qual é considerado como
elemento representativo da classe.

A média será sempre uma medida representativa dos
dados. Ao determinar a medida dos seguintes dados
obteve-se o valor = 24.1


12.4 13.5 13.0 11.2 15.1 10.6 12.4 14.0 13.5


Embora todos os dados, menos um, estejam no intervalo
[10.6, 15.1], o valor obtido para a média está “bem
afastado” daquele intervalo! O que aconteceu é que a
média é muito sensível a valores muito grandes ou muito
pequenos. No caso do exemplo foi o valor 113.5, digitado
um 1 a mais!.

Pode-se mostrar (e essa demonstração faz parte da
Estatística Indutiva), que quando a distribuição dos dados
é “normal”, então a melhor medida de localização do
centro, é a média.

Ora tendo a Distribuição Normal uma das distribuições mais
importantes e que surge com mais frequência nas apli -
cações, esse fato justifica a grande utilização da média.


MODA: Para um conjunto de dados, define-se moda como
sendo o valor que surge com mais freqüência se os dados
são discretos, ou, o intervalo de classe com maior
frequência se os dados são contínuos.

A moda dos seguintes dados é o valor = 13, pois é o que
aparece com maior frequência (3 vezes).

12 13 13 11 15 10 12 14 13

Esta medida é especialmente útil para reduzir a informação
de um conjunto de dados qualitativos, apresentados sob a
forma de nomes ou categorias, para os quais não se pode
calcular a média e por vezes a mediana (se não forem
susceptíveis de ordenação).


MEDIANA:

A mediana, m, é uma medida de localização do centro da
distribuição dos dados, definida do seguinte modo:
Ordenados os elementos da amostra, a mediana é o valor
(pertencente ou não à amostra) que a divide ao meio, isto
é, 50% dos elementos da amostra são menores ou iguais à
mediana e os outros 50% são maiores ou iguais à mediana.
Para sua determinação utiliza-se a seguinte regra, depois
de ordenada a amostra de n elementos:

Se n é ímpar, a mediana é o elemento médio.
Se n é par, a mediana é a semi-soma dos dois elementos
médios.
Se representarmos os elementos da amostra ordenada com
a seguinte notação X
n : 1
, X
n : 1
, ..., X
n n:
então uma expressão
para o cálculo da mediana será:


M =
¦
¦
¦
¹
¦
¦
¦
´
¦
+
+
+
) (
2
1
:
2
1
: 1
2
:
2
n
n
n
n
X X
n
n
X se n é ímpar


se n é par

Como medida de localização, a mediana é mediana é
mais robusta do que a média, pois não é tão sensível aos
dados.


MEDIDA DE DISPERSSÃO / DESVIO PADRÃO

Anteriormente vimos algumas medidas de localização do
centro de uma distribuição de dados. Veremos agora
como medir a variabilidade pré-sente num conjunto de
dados através da seguinte medida: Desvio Padrão, que é a
medida de dispersão mais usada, tendo em comum com o
desvio médio o fato de ambos serem considerados os
desvios em relação à média. É a raiz quadrada da média
aritmética dos quadrados dos desvios em relação à média
aritmética. Ex.: Calcular o desvio padrão do conjunto de
números:

A = {10, 12, 13, 20, 34, 45} onde x = 22,714
B = {17, 18, 19, 20, 21, 22, 23} onde x = 20


x
i
(x
2
1
) x ÷ (x
1
)
2

10
12
13
20
25
34
45
161.54
114.70
94.28
7.34
5.24
127.46
496.84
100
144
169
400
625
1156
2025
159 1007.4 4619

x = 22.71

a) S =
n
x x i
n
÷ =
E
( 1


S =
7
4 . 1007


S = 11.99

b)S =
(
(
(
(
(
¸
(

¸

=
E
÷ E
1
) (
) ( 1
2
2
i
n
i
x
x
n
n
n


S =
(
¸
(

¸

÷
7
159
4619
7
1
2


M A T E M Á T I C A

48

S =
7
4 . 1007

S = 11.99

M É D I A S:
Média aritmética simples de 2 ou mais números é o
quociente da divisão da soma desses números pelo total
de números considerados. Exemplos:

1) Achar a média aritmética de 7, 9 e 14.


Ma = 10
3
30
3
14 9 7
= =
+ +


2) Mistura-se a mesma quantidade de ouro R$ 2.500,00; R$
2.800,00; R$ 2.800,00 e R$ 3.700,00 o quilo. Por quanto se
deve vender cada quilo de mistura?


Resolução:

Ma
= 000 . 3
4
000 . 12
4
700 . 3 000 . 3 800 . 2 500 . 2
= =
+ + +


Resposta: Deve-se vender o quilo a R$3.000,00.

Média aritmética ponderada: Para calcular a média
ponderada, multiplica-se cada número pelo respectivo
peso e em seguida dividimos a soma desses produtos pela
soma dos pesos. Seja calcular a média ponderada das
notas de português e matemática de um aluno, que
obteve 7 e 9 e pesos 2 e 3 respectivamente.


Mp = 02 , 8
5
41
5
27 14
5
) 3 . 9 ( ) 2 . 7 (
= =
+
=
+


Média geométrica ou proporcional de dois números é igual
à raiz quadrada do produto desses números. Assim, a
média geométrica entre 8 e 32 será:

Mg = 256 = 16


J U R O S S I M P L E S

Denomina-se juro a quantia que o investidor recebe como
compensação, quando empresta ou aplica, por um
período determinado, uma certa importância. Para o
tomador, representa o custo do capital obtido por
empréstimo. O dinheiro depositado ou emprestado chama-
se Ca-pital. O juro, é, portanto, a remuneração do capital.

No sistema de juros simples, pode-se adotar o tradicional
processo de fórmulas, cuja regra básica é a seguinte: o juro
é igual ao produto do capital pela taxa anual e pelo
tempo, dividido por 100, a saber:

100
CIT
J =
Dessa fórmula geral, são deduzidas todas as demais
fórmulas que permitem encontrar os outros elementos que
ali figuram, a saber:

Cálculo da taxa:
CT
J
I
100 .
=

Cálculo do tempo:
CI
J
T
100 .
=


Cálculo do capital:
IT
J
C
100 .
=

No estudo deste ponto, entretanto, ao invés de fórmulas,
resolveremos os problemas através da regra de três simples,
eis que o problema de juros nada mais é do que um
problema de porcentagem acrescido de mai s um valor:
tempo.

Nos problemas de porcentagem, conforme vi mos, a taxa
incide diretamente sobre o capital sem qualquer outra
limitação (5% de R$ 200,00 = R$ 10,00). Já nos problemas de
juros a taxa está vinculada ao tempo durante o qual o
capital esteve empregado (5% a.a. x 1 x ano x R$ 200,00 =
R$ 10,00) tomando-se como base o período de 1 ano (12
meses ou 360 dias).

Convém observar, portanto, que, nos problemas de juros,
trabalhando sempre com a taxa ao ano, se o tempo dado
no problema for expresso somente em anos, o capital será
igual a 100 (100 x 1 ano); se em meses (ou ano e meses), o
capita será igual a 1.200 (100 x 12 meses); se em dias (ou
anos, meses e dias ou meses e dias), o capital será igual a
36.000 (100 x 360 dias).

O juro é o rendimento gerado pelo capital. Assim, se o
capital é igual a 100 (tempo em anos), 1.200 (tempo em
meses) ou 36.000 (tempo em dias), concluímos que o juro é
igual ao resultado da multiplicação da taxa (parte dos
100%) pelo tempo (ano, mês ou dia) durante o qual o
capi tal esteve empregado. Exemplificando:
CCapital = 100 (tempo em anos)
i = 5% a.a.
t = 3 anos
it = 5 x 3 = 15 (representativo dos juros)

CCapital = 1.200 (tempo em meses)
i = 3% a.m. ou 3 x 12 = 36 % a.a.
t = 4 meses
it = 36 x 4 = 144 (representativo dos juros)

CCapital = 36.000 (tempo em dias)
i = 0,2% a.d. ou 0,2 x 360 = 72% a.a.
t = 20 dias
it = 72 x 20 = 1.440 (representativo dos juros)
M A T E M Á T I C A

49
OBS.: Trabalhando com os valores representativos do
capital acima indicados (100.1.200 ou 36.000), sempre que
precisamos determinar a taxa, o resultado será sempre
taxa ao ano. Armando a proporção, encontramos:

Capital ........ 100.1.200 ou 36.000

Juros ............ taxa x tempo (it)

Com base nas igualdades acima, de onde também são
extraídas as fórmulas já conhecidas, resolveremos qualquer
problema de juros simples, através apenas da regra de três
simples.

CT A X A S: Taxa de juros é o índice que, incidindo sobre o
capital, determina a remuneração resultante (juros) num
determinado tempo (dias, meses, anos, etc.).

CTAXA UNITÁRIA E TAXA PERCENTUAL: Duas são as taxas
habitualmente usadas: taxa unitária e taxa percentual.
Taxa unitária representa o juro da unidade de capital num
determinado período considerado para unidade de temo.
Ex.: se o juro do capital R$ 1.000,00 em 1 ano é R$ 40,00,
diz-se que a taxa unitária anual é igual a 0,04. Taxa
normalmente utilizada nos problemas de juros compostos.

R$ 1.000,00 x 04 x 1 = R$ 40,00
Taxa percentual representa o juro do capital 100 no
período tomado para unidade de tempo. Exemplo: se o
capital R$ 1.000,00 rende R$ 40,00 em um ano, diz-se que a
taxa anual é igual a 4% (quatro em cada 100).

1.000,00 ............................ 100

x ........................................ 4

00 , 40
100
4 00 , 000 . 1
= =
x
x

Confrontando os exemplos acima, concluímos que a taxa
percentual é igual a 1000 vezes a taxa unitária cor -
respondente.

- Taxa percentual: 4%
- Taxa unitária: 0,04

CDUAS PROVIDÊNCIAS IMPORTANTES:
- Como nem sempre o tempo dado nos problemas
refere-se a um período completo ou há coincidência
entre o tempo dado e a taxa aplicada, devemos
adotar preliminarmente duas providências importan-
tes, antes de resolver qualquer problema de juros.
- Verificar se a taxa, por exemplo, vem referida ao ano
(a.a.), ao mês (a.m.) ou ao dia (a.d.), pois traba-
lharemos preferencial mente com a taxa ao ano, para
facilitar a resolução. Assim, quando a encontrarmos
referida ao mês, devemos imediatamente multiplicá-
la por 12 (1 ano = 12 meses), a fim de transformá-la ao
ano; se referida ao dia, devemos igualmente multi-
plicá-la por 360 (o ano comercial tem 360 dias) para
transformá-la ao ano. Exs.:

. . % 4 12 .
3
1
. %
3
1
a a m a = =

. . % 9 360 .
40
1
. .
40
1
a a d a = =

CVerificar se o tempo dado no problema vem expresso em
anos, meses ou dias para determinar se o capital
corresponderá a 100 (tempo em anos), 1.200 (tempo em
meses), ou 36.000 (tempo em dias). Não esquecer também
que, se o tempo vier expresso em número complexo (anos
e meses; anos, meses e dias; meses e dias), devemos
imediatamente reduzi -lo a incomplexo, como nos exemplos
abaixo:

×2

a 6m = 24 + 6 = 30 meses (usaremos o capital = 1.200);
×1

a 5m 10d = 360 + 150 + 10 = 520 dias (usaremos o capital
= 36.000);
×5m 20d = 150 + 20 = 170 dias (usaremos o capital =
36.000).

COBSERVAÇÃO IMPORTANTE

As providências preliminares acima devem ser adotadas
para resolver qualquer tipo de problema de juros. Contudo,
quando houver coincidência de taxa e tempo (por
exemplo: 5%a.a. em 3 anos, ou 5% a.m. em 8 meses ou 5%
a.m. em 1 ano e 4 meses = 16 meses), o problema pode ter
uma solução simplificada, como veremos a seguir: Calcular
os juros produzidos pelo capital de R$ 5.000,00 à taxa de 5%
a.a., em 5 ano?

×i = 5% a.a. (significa que, a cada período de 1 (um) ano,
haverá um ganho (juros) de 5% ou equivalente a 5/100 ou
1/20 do capital;
×t = 5 anos (significa que o capital ficará aplicado durante
5 anos completos);
×c = R$ 5.000,00 (capital, quantia principal aplicada e
sobre a qual vai incidir a taxa; é representada por 100).

RESOLUÇÃO:
5% x 5 a = 25% (juros totais)

25% de R$ 5.000,00 =
100
000 . 5 . 25
=

R$ 1.250,00 = juros

Se o mesmo capital fosse aplicado à taxa de 2%a.m.
durante 8 meses, assim calcularíamos os juros:
=RESOLUÇÃO:
2% x 8m = 16% (juros totais)

16% de R$ 5.000,00 =
100
000 . 5 . 16
=

M A T E M Á T I C A

50
¬R$ 800,00
No sistema tradicional de cálculo de juros simples, con-
forme ensinado, faríamos as seguintes operações:

×RESOLUÇÃO:
2% x 12 = 24& a.a.
24 x 8 = 192 (representa os juros – it)

5.000,00.....................................1.2000
x................................................. 192

00 , 800 $
200 . 1
192 . 00 , 000 . 5
R x = =

=PROBLEMAS RESOLVIDOS:
O Qual o juro produzido por R$ 2.000,00 em 5 meses à taxa
de ½% a.m.?

Como a taxa vem referida ao mês, podemos de imediato
transformá-la ao ano.

Assim: . . % 6 12 .
2
1
a a =

O juro corresponde ao produto da taxa x tempo. Logo: 5 x
6 = 30 (representa os juros) Como o tempo vem expresso
em meses, usaremos o valor 1.200 para representar o
capital.

2.000 .............................1.200 (capit.)

x .............................. .30 (juros)

) ( 00 , 50 $
200 . 1
30 . 000 . 2
juros R x = =

Outra resolução simplificada (tempo em meses e taxa ao
mês):

%
2
5
5 %.
2
1
= (juros totais)
%
2
5
de R$2.000,00 = R$ 50,00 (juros)
2000 x 5 = 10. 000 : 2 = 5000 : 100 = 50


OCalcular os juros de R$18.000,00 à taxa de 4% a.a. em 1
ano, 2 meses e 20 dias.
×RESOLUÇÃO:
1

a 2 m 20 d = 360 + 60 + 20 = 440 dias
440 x 4 = 1.760 (representa os juros)
capital = 36.000 (tempo em dias)

18.000 ................................. 36,000

x .................................... 1.760

00 , 880 $
0000 . 36
760 . 1 . 000 . 18
R x = =

OCalcular o capital que, em 1 ano 2 meses e 20 dias, à
taxa de 1/3% a.m., rende R$ 3.520,00 de juros.

×RESOLUÇÃO:
1 a 2 m 20 d = 440
a a. % 4 12 .
3
1
=
440 x 4 = 1760 (igual aos juros)

3.520 ............................... 1.760 (ju.)

x ............................... 36,000 (c.)

00 , 000 . 72 $
760 . 1
000 . 36 . 00 , 520 . 3
R x = =

OA que taxa esteve colocado o capital de R$ 12.000.000,
para em 1 ano e 4 meses, render R$ 800.000 de juros?

×RESOLUÇÃO:

1 a 4 m = 12 + 4 = 16 meses
12.000.000 ......... 1.200 (repres. do cap.)
800.000 ............ x

80
000 . 000 . 12
200 . 1 . 000 . 800
= = x


Atenção: ÷ Usamos 1.200 para representar o capital
porque o tempo foi dado em meses. O valor 80 é
representativo dos juros, isto é, o produto da taxa pelo
tempo. Logo: 80 : 16 = 5% a.a.

=MONTANTE E CAPITALIZAÇÃO

O montante resulta da soma do capital mais os juros
respectivos. sabendo que o capital é representado por 100,
1.200 ou 36.000 (conforme o tempo) e que os juros são
iguais ao produto da taxa pelo tempo (it), o montante
(capital + juros) será igual a:

100 + it (tempo em anos)
M A T E M Á T I C A

51
1.200 + it (tempo em meses)
36.000 + it (tempo em dias)

O Calcular o capita que, à taxa de 4% ao ano, durante
dois anos, elevou-se a R$ 2.160.000,00.

×RESOLUÇÃO:
4 x 2 = 8 (igual aos juros)
tempo em anos = 100. Logo:
100 (capital) + 8 (juros) = 108 (montante)

2.160.000 ......................... 108

x ........................................ 100

000 . 000 . 2
108
100 . 000 . 160 . 2
= = x

O Determinar o capital que, aplicado à taxa de 3,6% a.a.,
durante 1 ano e 3 meses, produziu um montante no total
de R$ 77.330,00.

×RESOLUÇÃO:
1 a 3 m = 12 + 3 = 15 meses
3,6 x 15 = 54 (juros)
1.200 + 54 = 1- 254
77.330 ........................... 1.254 (mont.)

x ........................... 1.200

00 , 000 . 74
254 . 1
200 . 1 . 330 . 77
= = x


E X E R C Í C I O S:

Ocapital de R$ 60.000,00 à taxa de 3 1/3% a.a. em 4 anos,
rende juros de:
a)5.000,00
b)1.800,00
c)8.400,00
d)60.000,00
e)21.000,00.

Ocapital de R$ 100.000,00 à taxa de 6 5/4% a.a. em 3 anos
e 4 meses, rendeu os juros de:
a)515.000,00
b)505.000,00
c)485.000,00
d)495.000,00
e)507.500,00.

Ocapital de R$ 1.800,00 à taxa de 5% a.a., em 3 anos 8
meses e 10 dias, rendeu juros de:
a)270.000,00
b)282.500,00
c)332.500,00
d)312,500,00
e)320.000,00

OQue capital produz R$ 295.,00 de juros, empregado a 4
4/3% em 1 ano, 7 meses e 20 dias?
a)4.125,00
b)4.025,00
c)3.725,00
d)3.925,00
e)3.750,00

OQual o capital que, aplicado à taxa de 1 ¾% a.m.. produz
R$ 35.700,00 em 5 meses e 20 dias?
a)365.000,00
b)355.000,00
c)360.000,00
d)375.000,00
e)380.000,00

GABARITO
O= C O= E O= C O= E O= C


JUROS COMPOSTOS
Diz-se que um capital está colocado a juros compostos ou
em regime de capitalização composta, quando, ao
término de cada período determinado, os juros produzidos
são adicionados ao capital para, for-mando um novo
capital, produzir juros nos períodos seguintes e, assim,
sucessivamente. Nos problemas de juros compostos,
encontrados os seguintes elementos:
×o capital inicial, representado por C;
×a taxa relativa a determinado período, denominada taxa
unitária (resultado da divisão da taxa nominal por 100) e
que representamos por J;

CAPITALIZAÇÃO:

CObservação importante: A taxa unitária deve guardar
perfeita correlação com os períodos de capitalização.
Assim, para uma taxa de juros, por exemplo, de 12% a.a., se
a capitalização é feita anualmente, a taxa unitária será
igual a 12/100; porém, se a capitalização for semestral,
representamos a taxa unitária por 6/100 (6% por semestre);
se trimestral, por 3/100 (3% por tri-mestre) e assim por
diante.


×O tempo (referido em anos, semestres, trimestre etc.) é
representado por t ou n;
M A T E M Á T I C A

52
CObservação importante: O tempo também está direta-
mente ligado aos períodos de capitalização. Assim, se a
capitalização dos juros é feita anualmente e o tempo é
dado somente em anos, o valor de t será igual ao número
de anos indicados no problema. Se capitalização é
semestral e o tempo é dado em anos ou em anos e meses,
o valor de t será igual a tantos semestres quanto os
contidos no tempo dado. Exemplo: para esse caso: 5 anos
= 10 semestres, logo, valor de t = 10.

×O montante é a soma do capital inicial com os
respectivos juros compostos; representamo-lo por M. Se
quisermos, poderemos ÷ através da aplicação sucessiva
de cálculos de juros simples ÷ chegar ao montante final de
capital colocado a juros compostos. Basta calcular os juros
iniciais, somá-los ao capital e repetir a operação inicial
tantas vezes quanto são os períodos de capitalização.

Tal processo, entretanto, é excessivamente moroso e
inadequado. Assim, resta-nos a aplicação do método mais
fácil e rápido que a seguir apresentamos. A fórmula geral
para resolver os problemas de juros compostos é a
seguinte:

t
i C M ) 1 ( + = sendo:
M = montante
C = capital
1 = a unidade representativa do capital
i = taxa unitária
t = períodos de capitalização (anuais, semestrais, trimes-
trais, etc.)

Para chegar à fórmula do montante, consideramos um
capita “C” colocado a juros compostos à taxa unitária “i”.
Ao final do 1º período, os juros produzidos por “C” serão
iguais a C x i. Logo:

100
taxa
i
Ci j
=
=


O montante relativo ao 1º período da capitalização, será
então: M = C + Ci ou C(1+i) O fator (1 + i) é chamado fator
de capitalização e será elevado à potência “t” (tempo)
tantas vezes quantos forem os períodos de capitalização.
Assim, se a capitalização dos juros é feita semestralmente
durante 8 anos por exemplo, o valor de “t” será igual a
16(8x2). A aplicação, pura e simples, da fórmula geral do
montante
t
i M ) 1 ( + = não é suficiente para resolver
todos os problemas de juros compostos.

Quando o valor de “t” (períodos de capitalização) é
pequeno, não encontramos qualquer dificuldade, Vejamos
o seguinte exemplo: Deter-minar o montante produzido por
um capital de R$ 2.000,00 a juros compostos de 6% a.a.,
Capitalizados semestralmente, durante 1 ano e 6 meses.


×RESOLUÇÃO: Como a capitalização é semestral, calcu-
lemos quantos semestres há no período de 1ano e 6 meses.
1a 6 m = 3 semestres. Logo: t = 3
Como a capitalização é semestral, a taxa 6% a.a.
transformada em taxa unitária, será igual a

100
6
= i (anual)


ou
100
3
(semestral).


Logo trabalharemos com a taxa semestral.

t
M
) 100
3
1 ( 2000 + =

092727 , 1 03 , 1 . 0609 , 1 03 , 1 . 03 , 1 = =

45 , 185 . 2
092727 , 1 . 2000
03 , 1 . 2000
3
=
= =
=
M
M
M


Entretanto, se o valor de “t” é muito elevado, o cálculo de
t
i) 1 ( + torna-se muito longo e demorado, o que é
desaconselhável. Neste caso, temos dois métodos para
calcul ar o montante. Utilizando as tabelas financeiras:
Empregando os logaritmos. As tabelas financeiras trazem
geralmente o valo de “i” e de “t”; elas fornecem, portanto,
os valores correspondentes ao fator de capitalização
t
i) 1 ( + . Basta procurar na coluna correspondente a “i” o
valor resultante do cruzamento com “t”. A tabela finan-
ceira fornece os fatores para cálculo do montante (fator
de valor futuro) e do capital (fator de valor atual). Ex.:
Calcular o montante produzido por R$ 10.000,00 colocado
a juros compostos de 4% a.a. capitalizados anualmente
durante 50 anos.


t
i C M ) 1 ( + =
Valor de
50
)
100
4
1 ( + encontrado na tabela: 7,10668
M = 10.000, x 7,10668
M = R$ 71.066,80

Podem ocorrer, contudo, as seguintes situações na
resolução dos problemas:
- Que o valor de i (taxa) figure na tabela financei ra (ou
seja conhecido), mas não alcance o prazo indicado
(t) no problema. Nesse caso, trabalha-se com duas ou
mais parcelas que totalizem o tempo estabelecido,
multiplicando-se, entre si, os fatores encontrados à
taxa referida na operação. Seja, por exempl o, o
seguinte problema:

Calcular o montante de R$ 5.000,00 à taxa de 5% a.a.
durante 40 anos (tabela financeira: 5% (30 anos) = 4.32194;
5% (10 anos) = 1,62889).

RESOLUÇÃO:
4,32194 x 1,62889 = 7,03996 (multiplicam-se os fatores)
5.000,00 x 7,03996 = R$ 35.199,80 (montante);

M A T E M Á T I C A

53
- que o valor de “i” (taxa) não figure na tabela (ou que
se conheça apenas duas taxas próximas, uma
superior e outra inferior à taxa conhecida. Seja o
seguinte problema: Calcular o montante do capital
inicial de 1.0000,00 a juros compostos de 5,4% a.a., no
fim de 8 anos.
- (tabela financeira: 5% = 1,4774554, 6% = 59384 81).

×RESOLUÇÃO:
1163927 , 0 % 1
4774554 , 1 % 5
5938481 , 1 % 6
=
=
=

Se 1% ................................... 0,11663927
0,,4% .............................. x
x = 0,4 x 0,1163927 = 0,0465570
5,4 = 1,467874554 + 0,0465570 = 1,5240124

×CÁLCULO DO CAPITAL:
Que quantia devemos aplicar hoje para que possamos
retirar daqui 1 ano e 6 meses o montante de R$ 20.000,00, à
taxa de 8% a.m. capitalizado mensalmente?
×Resolução: Podemos resolver este problema de duas
formas: utilizando o Fator para cálculo do valor futuro: (8%,
18 = 3,999602)
C = ?
I = 8% a.m.
t = 1 ano e 6 meses = 18 m
t
i C M ) 1 ( + =

20.000 =
18
) 08 , 1 ( C

18
) 08 , 1 (
000 . 20
= C



18
) 08 , 1 (
1
. 000 . 20 = C

99602 , 3
1
. 000 . 20 = C

00 , 005 . 5
25025 , 0 . 000 . 20
=
=
C
C


×CÁLCULO DOS JUROS

Para calcular os juros, é mais fácil calcular o montante e
dele subtrair o capital, ou inversamente, conhecendo-se o
montante, calcular o capi tal, e efetuar a subtração. Seja
determinar os juros produzidos pelo capital de R$ 1.000,00,
em 25 anos, à taxa de 3% a.a., sendo os juros capitalizados
anualmente.

×Resolução: Aplica-se a fórmula do montante:


t
i C M ) 1 ( + =


25
)
100
3 1
( 1000
+
= M

25
03 , 1 . 1000 = M

) ( 78 , 093 . 1 1000 78 , 093 . 2 ,
78 , 093 . 2
09378 , 2 . 1000
juros Logo
M
M
= ÷
=
=


DESCONTOS:

O pagamento do título de crédito (duplicata, nota
promissória, letra de câmbio, etc.) só é exigível no dia do
vencimento. Se, porventura, o legítimo possuidor do título
necessitar de dinheiro antes de tal data, pode recorrer a
um Banco, com o qual negocia o título, transferindo-lhe
seus direitos por meio de endosso.

O Banco, por sua vez, paga-lhe quantia equivalente à
diferença entre o valor registrado no referido título (valor
nominal) e os juros por este produzidos, levando em conta
o tempo que vai da data da operação à do respectivo
vencimento. A quantia a ser abatida do título chama-se
desconto.

Nas operações de desconto, adotaremos o mesmo pro-
cesso (regra de três) aplicado no cálculo de juros, já que
não existe diferença entre um e outro; convém lembrar,
contudo, que nas operações de juros simples, os juros são
acrescidos ao capital (gerando o montante) ou pagos pelo
devedor ao seu credor ao fim da operação, ao passo que,
nas operações de desconto, o valor deste é abatido do
valor nominal do tí tulo, no dia em que se realiza a
operação, gerando o valor líquido ou atual.

No cálculo do desconto, devemos considerar os seguintes
elementos: valor nominal, taxa, tempo, desconto e valor
atual ou líquido.

VALOR NOMINAL: É a quantia registrada no título de crédito
também chamado de valor de face; corres-ponde ao
capital nos problemas de juros. É representado por 100,
1.200 e 36.000, conforme o tempo a ser considerado.

TAXA: indica quantas partes se devem tomar em cada 100
partes em que o valor nominal é dividido, no período de
um ano.

TEMPO: É o prazo compreendido entre o dia em que o
título foi negociado e o dia de seu vencimento.

DESCONTO: Corresponde aos juros cobrados pelo Banco; a
multiplicação da taxa pelo tempo nos dá o valor repre-
sentativo do desconto (it).

M A T E M Á T I C A

54
VALOR LÍQUIDO ou ATUAL: É a diferença encontrada entre
o valor nominal e o desconto (VN-D = VA); é representado
por 100, 1.200 ou 36.000 menos o produto da taxa pelo
tempo (100 – it; 1.200 – it; 36.000 – it).

DESCONTO POR FORA E POR DENTRO:

Há duas espécies de descontos: desconto por fora ou
comercial e desconto por dentro ou racional . O desconto
por fora ou comercial é usado nas operações a prazo curto
e os cálculos são feitos sobre o valor nominal. O desconto
por dentro ou racional é usado nas operações a prazos
longos e os cálculos são feitos sobre o valor atual ou
líquido.

OBSERVAÇÃO IMPORANTE: Prestar muita atenção ao
enunciado do problema para saber se se trata de dês-
conto por fora (comercial) ou desconto por dento (Ra-
cional), pois as soluções são diferentes. Se nada informar, é
porque se trata de desconto por fora ou comercial, que é o
usual.

DESCONTO POR FORA ou COMERCIAL: O desconto por fora
ou comercial é o que os Bancos adotam usualmente para
descontar títulos de crédito. Nos problemas de desconto,
devemos empregar as mesmas normas aplicáveis aos
problemas de juros. Assim:
1º) Verificar se a taxa se refere ao ano, ao mês ou ao dia,
pois de modo geral, para simplificar, os problemas devem
ser resolvidos com a taxa ao ano, de for ma prática e
segura.
2º) O valor 100 representativo do valor nominal refere-se ao
tempo em anos; quando for meses, será 1.200; quando for
dias, 36.000.
3º) O tempo dado no problema pode vir expresso em anos,
meses e dias; quando for representado por número
complexo (por ex., 1 ano, 2 meses e 5 dias), deve ser
imediatamente reduzido a número incomplexo (360 + 60 +
5 = 425 dias). Se o tempo vier expresso no calendário civil
(por ex., de 15 de julho a 13 de outubro), a contagem de
dias será feita do seguinte modo:
- Data do desconto: 15 de julho; data do vencimento:
13/10; número de dias de julho: 31 dias. Logo, 31 – 15
= 16 dias.
- Em seguida, contam-se os dias contidos nos meses
subsequentes até a data do vencimento do título. –
agosto : 31 dias; setembro: 30 dias; outubro: 13 dias.
- Operação final: 16 + 31 + 30 + 13 = 90 dias (tempo).


PROBLEMAS RESOLVIDOS:

1º) Determinar o desconto por fora sofrido por uma letra de
R$ 5.000,000,00 à taxa de 5% a.a.; descontada 5 anos antes
do seu vencimento.

Solução: 5 x 5 = 25 (representa o desconto)
100 (representa o valor nominal)

5.000,000,00 ................... 100

x ..................................... 25

x = =
100
25 000 . 000 . 5 x
R$ 1.250.000,00
2º) Uma letra de R$ 24.000,00 foi apresentada a desconto
por fora 45 dias antes do seu vencimento, à taxa de 8%
a.a. Determinar o desconto.

Solução: 8 x 45 = 360 (desconto)
36.000 (valor nominal)

24.000 ............................ 36.000

x ..................................... 360


x = =
000 . 36
360 000 . 24 x
R$ 240,00

3º) Apresentou-se uma letra para desconto por fora, um
ano antes do seu vencimento, à taxa de 12% a.a., sofrendo
a mesma R$ 880,00 de desconto. Determina o valor da
letra.

Solução: 12 x 1 = 12 (representa o desconto)

2.880 .................................. 12

x ......................................... 100


x = =
12
100 880 . 2 x
R$ 24.000,00


4º) Um título no valor de R$ 9.000.000,00, foi descontado 45
dias antes do seu vencimento, sofrendo um desconto de R$
135.000,00. Deter-minar a taxa mensal empregada na
operação.

Solução:

9.000.000 ....................... 36.000

135.000 .......................... x


x =
000 . 000 . 9
000 . 36 000 . 135 x
= 540 (it)


Logo: 540 : 45 = 12% a.a. ou 1% a.m.


5º) Descontou-se um título de R$ 24.000,00 à taxa de 12%
a.a., tendo apresentado um desconto de R$ 2.880,00.
Determinar o tempo.

Resolução:

24.000 ........................... 36.000

2.800 ............................. x
M A T E M Á T I C A

55

X =
000 . 24
000 . 36 880 . 2 x
= 4.320 (it)

Logo: 4320 : 12 = 360 dias ou 1 ano.
6º) Em quantos meses uma letra de R$ 2.400,000 des-
contada por fora, à taxa de ¾% a.m., dá o desconto de R$
90.000,00?


Solução: ¾ x 12 =
4
36
= 9% a.a.

2.400.000 ...................... 1.200

90.000 ........................... x

X =
400 . 2
200 . 1 000 . 90 x
= 45 (it)

Logo: 45 : 9 = 5 m.

7º) Uma letra, descontada por fora, à taxa de ½ % a.am.,
produziu o desconto equivalente a 1/40 de si mesma.
Determinar o tempo.

Solução: ½ x 12 = 12/2 = 6% a.a.
nominal – 40
desconto = 1

40 ............................ 36.000
1 .............................. x

X =
40
000 . 36 1x
= 900

Logo: 900 : 6 = 150 dias // 150 : 30 = 5 meses.

8º) Uma letra de R$ 20.000,00 foi descontada à taxa de 5%
a.a. Qual o prazo da operação, se tendo havido a
comissão de 1 inteiro e ¼%, recebeu-se apenas R$
19.625,00?

Solução: 20.000 – 19.625 = R$ 375,00 (desc. coms.)

20.0000 x %
4
1
1 = R$ 250,00 (comissão)

375,00 – 250,00 = R$ 125,00 (desconto)

20.000 ........................ 36.000

125 ............................. x


X =
000 . 20
125 000 . 36 x
= 225 (it)

Logo: 225 : 5 (taxa) = 45 dias (tempo).



VALOR LÍQUIDO:

O valor nominal, conforme aprendemos, é representado
por 100 (tempo em anos), 1.200 (tempo em meses) ou
36.000 (tempo em dias). O desconto é representado pela
multiplicação da taxa pelo tempo. O valor nominal
deduzido do desconto nos dá o valor atual ou líquido (VN –
D = VA).
Vejamos os seguintes problemas:

1º) Uma duplicata descontada à taxa de 9% a. a., 90 dias
antes de seu vencimento, reduziu-se a R$ 5.865,00.
Determinar o valo nominal.
Solução: 9 x 90 = 810 (desconto)

VA = 36.000 – 810 = 35.190

5.865 ............................ 35.190 (valor líq.)

x ................................... 36.000 (v. nom.)

x =
190 . 35
000 . 3 865 . 5 x
= R$ 6.000,00

2º) Uma duplicata, que sofreu o desconto por fora de R$
500,00 à taxa de 9% a.a., produziu o líquido de R$ 49.500,00.
Determina o prazo da operação.
Solução: VA + D = valor nominal
49.500,00 + 500,00 = 50.000,00 (Vn)

50.000 ..................... 36.000

500 .......................... x

X =
000 . 50
000 . 36 500x
= 360 (taxa x tempo)

Logo: 360 : 9 = 40 dias ou 1 mês e 10 dias.

DESCONTO POR DENTRO: Nas operações de dês-conto por
fora, representamos o valor nominal por 100, 1.200 ou
36.000, porque o valor Registrado no título (valor nominal) é
que se efetuam os respectivos cálculos. Entretanto, nas
operações de desconto por dento, que estudaremos a
seguir, os cálculos são feitos sobre o valor atual ou valor
líquido. Observe bem que o valor atual ou valor líquido não
é o valor registrado no título. Isto quer dizer que, nas
operações de desconto por dentro, o valor nominal re-
gistrado no título engloba o valor atual e os juros incidentes
sobre este valor (VA + D = VN). Neste caso, representamos:

1º) o valor atual por 100 (tempo em anos), 1.2000 (tempo
em meses) e 36.000 (tempo em dias).

2º) o valor nominal (nos problemas de desconto por dentro)
por:
- 100 + desconto = 100 + it
- 1.200 + desconto = 1.200 + it
- 36.000 + desconto = 36.000 + it


3º) o desconto (juros), como já vimos, é representado por it
(taxa x tempo).
Seja resolver os seguintes problemas:

M A T E M Á T I C A

56
1º) Qual é o desconto por dentro de um título de R$
38.400,00 à taxa de 6% a.a., vencível em 1 ano e 1 mês e 10
dias?

Solução: 1ano + 1 mês + 10 dias = 360 + 30 + 10 = 400 dias
6 x 400 = 2.400 (representa o desconto)
36.000 (VA) + 2.400 (desconto) = 38.400 (VN)

38.400 ........................... 38.400

x .................................... 2.400

x =
400 . 38
400 . 2 400 . 38 x
= R$ 2.400,00

2º) Determinar o valor nominal de uma letra que sofreu um
desconto por dentro de R$ 560,00 à taxa de ½ a.m., 1 ano 6
meses e 20 dias antes do vencimento.

Solução: 1 ano + 6 meses + 20 dias = 560 dias
½ x 12 = 6% a.a. (taxa ao ano)
6 x 560 = 3.360 (corresponde ao desc.)
36.000 + 3.360 = 39.360 (v. nominal)

500,00 ....................... 3.360

x ................................ 39.360

x =
360 . 3
360 . 39 560x
= R$ 6.560,00


3º) Citar a data, mês e ano) do vencimento de uma nota
promissória de R$ 65.920,00, que submetida a desconto por
dentro em 12/04/2007, à taxa de 12% a.a., deu R$ 64.000,00
e valor líquido.

Solução: 65.920,00 – 64.000,00 = 1.920,00 (desc.)

64.000 ................... 36.000

1.920 ..................... x

X =
000 . 64
000 . 36 920 . 1 x
= 1.080 (it)

Logo: 1.080 : 12 = 90 dias
abril (30 – 12) = 18
maio = 31
junho = 30
julho = 11
Total .............. 90 dias ou seja: 11 de julho de 2007.


Relação entre desconto por fora e desconto por dentro – O
desconto por fora é igual ao desconto por dentro somado
aos juros produzidos por este, ou seja: desconto por dentro
+ juros respectivos = desconto por fora. Conhecer esta
equação é importante para resolver os problemas da
espécie.

Sempre que encontramos um problema que nos dê a
diferença entre os dois descontos, basta calcular o capital
que, à taxa e tempo dados no problema, produza de juros
importância i gual à diferença apontada. O capital
encontrado corresponde ao desconto por dentro. Soman-
do-se esse capital aos juros conhecidos, encontra-remos
um valor correspondente ao desconto por fora.
Vejamos o seguinte problema: “A diferença entre o dês-
conto por fora e o desconto por dentro de uma duplicata
vencível a 40 dias à taxa de 9% a.a., é de R$ 50,00.
Determinar o valor nominal.

Solução: Calcula-se o capital que renda de juros R$ 50,00 à
taxa de 9% a.a., em 40 dias.
9 x 40 = 360 (juros)

50,00 ......................... 360

x ................................ 36.000


x =
360
000 . 36 00 , 50 x
= 5.000,00 (capital)

Encontrado o capital (R$ 5.000,00), automaticamente
encontrado está também o valor do desconto por dentro.
Prosseguindo na resolução do problema: 5.000,00 + 50,00 =
5.050,00 (dês-conto por fora). Calcula-se agora o valor
nominal da duplicata: 9 x 40 = 360 (desconto)

5.050,00 ....................... 360

x ................................... 36.000

x = R$ 505.000,00 (VN)

PROVA REAL: Cálculo do desconto por fora:
VN = 505.000,00, i = 9% a.a., t = 40 dias

505.000,00 ...................... 36.000

x ...................................... 360

x = 5.050,00

Cálculo de desconto por dentro:
36.000 + 360 = 36.360 (valor nominal)

505.000,00 ................ 36.360

x ............................... 360

x = 5.000,00

PROBLEMAS RESOLVIDOS:

1º) Um banco credita a um cliente o líquido de R$
448,500,00, referente ao desconto comercial de um título,
60 dias antes do seu vencimento, à taxa de 12% a.m.
Sabendo que foram cobradas despesas fixas de R$ 3.000,00
e mais a comissão de 0,75%, qual o valor nominal do título?

Solução: R$ 448.500,00 + R$ 3.000,00 = R$451.000
M A T E M Á T I C A

57
12% x 2m = 24% (desconto total)
24% (desconto) + 0,75 (comissão) =
24,75%
100% (valor nominal) – 24,75% (desconto e
comissão) = 75,25% (valor líquido)

451.500,00 ................. 75,25%

x ................................ 100%

x = R$ 600.000,00 (valor nominal).

2º) Um título foi descontado por dentro à taxa de 48% a. a.,
no prazo de 50 dias antes do seu vencimento. Se o dês-
conto fosse por fora, o valor descontado estaria acrescido
de R$ 100,00. Qual o valor nominal do título?
Solução: R$ 100,00 (diferença entre descontos = juros do
desconto por dentro)
48 x 50 – 2.400 (representa o desconto)

2.400 ................... 100,00
36.000 ................. x

x =
400 . 2
00 , 100 000 . 36 x
= R$ 1.500,00 (desconto por dentro)

R$ 1.500,00 + R$ 100,00 = R$ 1.600,00 (desconto por fora)

1.600,00 ................. 2.400

x ............................. 36.000


x = R$ 24.000,00 (valor nominal do título).



TAXAS DE JUROS:

TAXA NOMINAL: É a taxa normal. Ou seja, aquela em que
a unidade de referência do período a que se refere
(normalmente um ano) não coincide geralmente com a
unidade de tempo efetiva de períodos de capitalização.

Quando o período de capitalização é um apenas, a taxa
efetiva é a própria taxa nominal.

Havendo períodos de capitalização intermediários, a taxa
final resultante difere da taxa nominal. Vejamos o seguinte
exemplo: Juros calculados à taxa de 10% a.a., no prazo de
1 (um) ano, capitalizados anualmente.

Taxa nominal: 10% a.a.
R$ 1.000,00 x 10% = 100,00 (juros)
R$ 100,00 : 1.000,00 = 10% (taxa efetiva)

Segundo exemplo: Juros calculados à taxa de 10% a.a., no
prazo de 1(um) ano, capitalizados semestral mente. Taxa
nominal: 10% a.a.

C = R$ 1.000,00
i = 10% a.a. ou 5% ao semestre ou 0,05
t = a ano ou 2 semestres.

Cálculo do montante:
M = C (1+i)
t

M = 1.000 (1+0,05)
M = 1.000,00 (1.1025)
M = 1.102,50
1.102,50 – 1.000,00 = 102,50 (juros)
102,50 : 1.000,00 = 10,25% (taxa efetiva)

Podemos dizer, portanto, no caso apresentado, que:
1º) para uma taxa nominal de 10% a.a., com capitalização
semestral, corresponde uma taxa efetiva de 10,25% a.a.
2º) a taxa nominal de 10% a.a. corresponde a uma taxa
semestral proporcional de 5%.
3º) a taxa semestral de 5% é equivalente à taxa efetiva de
10,25 a.a.


TAXA EFETIVA: Como vimos, é a que resulta da aplicação
da taxa nominal, no regime de capitalização composta.

No exemplo a seguir, verificamos que para uma taxa
nominal de 6% a.a., corresponde uma taxa efetiva de
6,09% a.a., capitalizados semestralmente, no prazo de
1(um) ano.

Taxa nominal: 6% a.a.
Cálculo do montante:
M = C(1+i)
t

M = 1.000 (1.000 (1 + 0,03)
2

M = 1.000 (1,03)
2

M = 1.000 x 1,0609
M = 1.060,90 – 1.000,00 = 106,90 (juros)
i = 6,09% a.a. (taxa efetiva anual

Concluímos, portanto, que a taxa efetiva anual é sempre
maior do que a taxa nominal correspondente. Essa dife-
rença entre as duas taxas crescerá e será tanto maior
quanto maior for o número de períodos de capitalização e
maior for o valor da taxa nominal. Basta ver que, para uma
taxa nominal de 12% a.a., corresponder á uma taxa efetiva
anual equivalente de 12,36% quando a capitalização for
semestral, 12,55% se trimestral e 12,68% se mensal. Para
uma taxa nominal de 36% ao ano, corresponderá uma taxa
efetiva anual de 42,58%, 41,16% e 39,24%, quando a
capitalização for, respectivamente, mensal, trimestral e
semestral.


TAXAS EQUIVALENTE: Duas taxas são equivalentes quando,
referindo-se a períodos de tempo diferentes (por exemplo,
5% ao trimestre e 21,55 ao ano), fazem com que um capital
produza o mesmo montante no mesmo intervalo de tempo,
no regime de juros compostos.

A taxa de 5% ao semestre é equivalente à taxa de 21,55%
a.a., pois um capital colocado a juros compostos à taxa de
M A T E M Á T I C A

58
5% ao trimestre produz o mesmo montante que produz
quando colocado a 21,55% a.a.

No regime de juros compostos em que a taxa final
resultante (taxa efetiva) difere da taxa nominal usada,
devido aos períodos de capitalização intermediários.
Para uma taxa trimestral de 1,5%, corresponde, no regime
de juros compostos, uma taxa anual equivalente de
6,134%, superior, portanto, à taxa normal proporcional
correspondente, ou seja, 6% a.a.

As taxas (1,5% ao trimestre, capitalizados trimestralmente, e
6,134% ao ano, capitalizados anual -mente) são equiva-
lentes porque se aplicadas ao mesmo capital, no mesmo
prazo (um ano por exemplo), produzem o mesmo
montante.

TAXAS PROPORCIONAIS: São duas ou mais taxas que
guardam entre si as mesmas proporções que os períodos
de tempo a que se referem, vale dizer, quando entre duas
taxas existe, no regime de juros simples, a mesma relação
dos períodos de tempo a que se referem.

Por exemplo, a taxa de 24% ao ano é proporcional à taxa
de 6% ao trimestre, no regime de juros simples, pois:

24% : 6% = 4 e 12 meses : 3 meses = 4

A taxa de 3% ao bimestre é proporcional à taxa de 18% ao
ano, pois:

3% : 18% = 1/6 e
1 bimestre : 6 bimestres = 1/6


A taxa de 6% ao semestre é proporcional à taxa de 12% ao
ano, no regime de juros simples, à qual sempre se referem.
Exemplos de taxas proporcionais:

1º) Juros do capital de R$ 1.000,00, à
taxa de 6¨ao trimestre, no prazo de 4
anos ..................
2º) Juros do capital de R$ 1.000,00, à
taxa de 12% ao semestre, no prazo de
4 anos .............
3º)Juros do capital de R$ 1.000,00, à
taxa de 24% ao ano, no prazo de 4
anos .....................

R$ 96,00

R$ 96,00

R$ 96,00

Logo, são proporcionais no regime de juros simples as taxas
6% ao trimestre, 12% ao semestre e 24% ao ano.


TAXAS REAL E APARENTE: A taxa real nada mais é do que a
taxa efetiva, expurgada dos efeitos inflacionários.

No caso da poupança, por exemplo, a taxa real de juros é
de 0,5% a.m (6% ao ano); mas as cadernetas são corrigidas
mensalmente por uma taxa superior (taxa aparente). Trata-
se de uma taxa unificada (multiplicação da taxa real pelo
índice de correção).
Suponhamos que a poupança tenha rendido 0,9483% no
dia 1º (taxa aparente) e que a inflação do período medida
pela TR foi de 0,4461%. Qual a taxa real no período?

Solução:


009483 , 1
100
9483 , 0
1 = + (taxa unificada)


004461 , 1
100
4461 , 0
1 = + (índice de correção)


|
.
|

\
|
÷1
004461 , 1
008483 , 1
x 100 = 0,49996 ou 0,5% (t.real)


RENDAS UNIFORMES
E VARIÁVEIS

Se quisermos constituir um capital, depositado periodi -
camente certa quantia, a juros compostos, temos o que se
chama capitalização. Pagando periodicamente certa
quantia, podemos também resgatar uma dívida. O proble-
ma, então, será de amortização.

Essa sucessão de pagamentos e desembolsos, seja para
constituir um capital ou para resgatar uma dívida, recebe o
nome de séries uniformes ou homogêneas, conhecidas
também como rendas certas, que são aquelas em que o
número de termos, os vencimentos dos termos e seus
respectivos val ores podem ser previamente fixados.

As séries de pagamentos e desembolsos podem:
1º) temporários (quando o número de termo é finito) ou
perpétuas.
2º) periódicas (quando os intervalos entre dois pagamentos
são i guais, ou seja, mensais, trimestrais, etc.).
3º) uniformes (quando todos os pagamentos são iguais) ou
variáveis (quando são desiguais).
4º) imediatas (quando o vencimento dá-se sempre no 1º
período) e diferidas (quando o venci- mento ocorre depois
do 1º período).

As séries uniformes classificam-se em postecipadas (ou
vencidas) ou antecipadas.

Série antecipada é aquela em que os pagamentos (ou
depósitos) são feitos com entrada e todos os demais
pagamentos (ou depósitos) de igual valor ocorrem no início
(primeiro dia) de cada período (mensal, bimestral, etc.)
ajustado. Diz-se que uma série é antecipada se, tendo a
renda n termos, o vencimento do último termo se dá no fim
de n-1 períodos.

Série postecipada é aquela em que os pagamentos (ou
depósitos) são feitos sem entrada e somente no fim (último
dia) de cada período. Nesse caso, o vencimento do último
termo, tendo a série n termos, ocorre no fim de n termos.
M A T E M Á T I C A

59
Entende-se como séries diferidas os depósitos ou paga-
mentos que se iniciarão depois de um certo número de
períodos de carência. Neste caso, n será representado
pela soma do prazo de carência mais o número de termos
da série. Ex.: pagamento em 12 meses com carência de 3
meses. N será igual a 15 (12 + 3).
Entende-se como valor atual de uma renda a soma dos
valores atuais dos termos da renda.

Entende-se como montante de uma renda a soma dos
montantes dos termos da renda, calculados na época do
vencimento do último termo, no caso de séries uniformes
postecipadas. Em se tratando, porém de séries uniformes
antecipadas, um período após esse vencimento.

Há dois métodos para efetuar as operações da espécie:

1º) Empregando os logaritmos no desenvolvimento das
fórmulas adotadas para cálculo do capital e da anuidade
ou prestação.
2º) Consultando as tabelas financeiras, que nos fornecem
os valores correspondentes i (taxa) no cruzamento com n
(prazo ou número de termos), seja no tocante ao cálculo
dos fatores de acumulação (capitalização) ou amortiza-
ção, seja no tocante ao cálculo dos fatores de recu-
peração de capital (amortização) ou de cálculo do valor
atual (rendas certas), sendo importante assinalar que as
tabelas fornecem sempre fatores correspondentes a séries
uniformes postecipadas (depósitos ou pagamentos ou
depósito no início do período), é necessário multiplicar o
fator encontrado pelo fator correspondente na tabela ao
cálculo do montante (juros compostos) para n-1 à mesma
taxa.

As tabelas Financeiras que serão utilizadas nas operações
da espécie são em número de seis:

1ª)Tabela Financeira de Juros Compostos (Fator de Cálculo
do Montante) ou (Fator de Valor futuro).
2ª)Tabela Financeira de Juros e Descontos Compostos
(Fator de Valor Atual).
3ª)Tabela Financeira de Séries Unifor mes (Fator de Cálculo
da Anuidade ou Prestação Fixa conhecido o Capital).
4ª)Tabela Financeira de Séries Uniformes (Fator “acumu-
lado” de Valor Atual, conhecida a anui dade ou prestação.
5ª)Tabela Financeira de Séries Uniformes (Fator de Capi -
talização, conhecido o valor da prestação).
6ª)Tabela Financeira de Séries Uniformes (Fator de Cálculo
da Anuidade ou Prestação Fixa, conhecido o Montante).


SÉRIES UNIFORMES POSTECIPADAS:

No problemas da espécie, envolvendo uma série uniforme
de pagamentos (recebimentos), encontramos os seguintes
elementos:
- “A” (unidade ou prestação;
- “C” (capital, dívida ou valor atual);
- “i” (taxa unitária);
- “t” ou “n” (prazo ou número de prestações ou
períodos);
- “M” (Montante).
O principal objetivo é obter fatores capazes de realizar
facilmente a capitalização e o desconto de uma série de
prestações iguais.

Cálculo do Valor Atual ou Valor Principal ou Capital,
conhecendo o valor da prestação:

Fórmula: C = A x
n
n
I i
i
) 1 (
1 ) 1 (
+
÷ +


Seja o seguinte problema: Calcular o valor atual do
seguinte fluxo de caixa para uma taxa de 8% a.a. (renda
postecipada).
0 ano:
1 ano: R$ 800,00
2 anos: R$ 800,00
3 anos: R$ 800,00
4 anos: R$ 800,00.

Podemos resolver o problema de duas formas, utilizando as
tabelas financeiras cujos fatores são extraí dos das fórmulas
respectivas apresentadas.

No primeiro caso, calculamos separadamente o valor atual
de cada parcela, utilizando o Fator de Valor Atual (Des-
contos Compostos) correspondente a cada período de
aplicação. Assim:
C = 800,00 (8%,1) + 800,00 (8%, 2) + 800,00 (8%,3) + 800,00
(8%, 4)
C = 800,00 (0,92593) + (800,00, x 0,85734) + (800,00 x
0,79383) + (800,00 x 0,73503)
C = 800,00 (0,92593 + 0,85734 + 0,79383 + 0,73503)
C = 800, x 3,31213 – R$ 2.649,70

No segundo caso, muito mais simples, procuramos na
tabela financeira, o Fator de Valor Atual (Séries Uniformes),
para uma taxa de 8% em 4 períodos e lá encontramos o
fator: 3,31213.
Logo: C = 800,00 x 3,31213 = R$ 2.649,70.

Vejamos o seguinte problema: Calcular o valor atual de
uma série uniforme anual postecipada de 20 termos iguais
a R$ 2.000,00, à taxa de 8% a.a.

Solução: Procurando na tabela financeira, encontramos
par 8% em 20 anos ou 20 prestações o seguinte Fator de
Valor atual de Séries Uniformes, conhecida a prestação
fixa: 9,81815. Desse modo: C = 2.000,00 x 9.81815 = R$
19.636,30

CÁLCULO DO MONTANTE:

No cálculo do montante M de uma série postecipada
uniforme, aplicamos a seguinte fórmula:

M = A x
i
i
n
1 ) 1 ( ÷ +


M A T E M Á T I C A

60
Problema: Depositando anualmente R$20.000,00 (série
uniforme postecipada) em um Banco, a juros compostos de
5% a.a., calcular que montante teremos ao fim de 8 anos
(Tabela Financeira: 5%, 8 anos, Fator de Capitalização
(conhecido o valor da prestação fixal0: 9,5492)

Solução: 20.000,00 x 9,5492 = 190.984,00
M = 20.000,00 x 9,5492 = 190.984,00
Outra solução: Partindo da fórmula do montante e
sabendo que, na tabela financeira, o Fator de Cálculo do
Montante (ou Fator de Valor Futuro) é igual a 1,47746 para
5% em 8 períodos, ou seja, 1,05
8
= 1,47746, assim faremos:

M = 20.000,00 x
05 , 0
1 47746 , 1 ÷


M = 20.00,00 x 9,5492 = R$ 190.984,00

Problema: Calcular o montante do fluxo de caixa abaixo, a
uma taxa de 5% ao ano.

5 Prestações Fixas de R$ 1.000,00

Solução:
n = 5 anos
i = 5% a.a.
A = R$ 1.000,00
M = ?

Quando se conhece o valor da prestação fixa e se quer
calcular o montante, utilizamos, na Tabela Financeira, o
Fator de Capitalização para 5%, 5 termos: 5,52563
M = 1.000,00 x 5,52563 = R$ 5.525,63

Também poderemos obter o montante pela capitalização
individual de cada parcela de R$ 1.000 no caso 4
capitalizações, excluída portanto a última parcela. Desse
modo, teremos:
1º) em primeiro lugar, procuramos na tabela financeira
para 5% (1,2,3 e 4 períodos) o Fator de Cálculo do
Montante (Juros Compostos). Lá encontramos n =
1(1,05000); n = 2(1,01250); n = (3(1,15762; n = 4(1,21551); n =
(0,0000).
2º) em segunda, calculamos o montante na forma abaixo:

M = 1.000,00 (1,21551 + 1,15762 + 1,10250 + 1,05000 + 1.0000)
M = 1.000,00 x 5.52563 – R$ 5.525,63


Problema: Uma pessoa deposita em Banco, no fim de cada
trimestre, a importância de R$ 2.000, à taxa de 24% a.a.
Quanto terá no fim de 4 anos e 6 meses?

Solução:
24% a.a. = 6% ao semestre
4 a 6 m = 16 + 2 = 18 trimestres
Procurando na Tabela Financeira, encontramos para 6%, 18
o Fator de Capitalização (conhecido o valor da prestação
fixa): 30,90565.
M = 2.000,00 x 30,90565 = R$ 61.811,30


CÁLCULO DA ANUIDADE:

No cálculo da anuidade “A” de uma série postecipada
uniforme, temos duas situações a considerar:
1ª) cálculo da anuidade ou prestação, dado o Capital ou
Principal e conhecidos i (taxa) e n (número de termos ou
períodos).
Problema: Calcular a anuidade postecipada uni -forme
capaz de, à taxa de 5% a.a., em 4 prestações anuais,
amortizam uma dívida de R$ 200.000

Solução: Utilizando a Tabela Financeira de amor tização,
encontramos para 5% em 4 anos (ou 4 prestações) o fator:
028201
A = 200.000,00 x 0,28201 = R$ 56.402,00

Outra solução: Utilizar o Fator de Valor Atual de Séries
Uniformes, que, no caso, para uma taxa de 5% em 4
prestações é igual a 3.54595. Neste caso, teremos:

A =
54595 , 3
00 , 000 . 200
) 05 , 1
4
=
C
= R$ 56.402,00


Problema: Calcular o valor da prestação para amortização
para amortizar um financiamento de R$ 3.000,00, a uma
taxa efetiva de 6% ao mês, em 8 prestações mensais iguais
(Tabela Financeira para i = 6¨e n = 8, Fator de Cálculo da
Prestação Fixa conhecendo o capital: 0,16104).

Solução:
A = 3.000,00 x 0,16104 = R$ 483,12

Outra solução: Fator de Valor Atual para uma taxa de 6%
em 8 prestações é i gual a 6.20979. Desse modo, teremos:

A = 11 , 483
20979 , 6
00 , 000 . 3
) 06 , 1
8
= =
C



2ª) Cálculo de anuidade ou prestação, dado o Montante e
conhecido i e n. Aplicamos a seguinte fórmula:


A = M x
1 ) 1 ( ÷ +
n
i
i



Observações: A fórmula acima é desdobramento da
fórmula de cálculo do Montante, já vista.

Problema: Determinar o valor dos depósitos tri mestrais de
um fluxo de caixa, capazes de produzir o montante de R$
15.000,00, com uma taxa de 8% ao trimestre, ao fim de
quatro trimestres.

Solução:
n = 4 trimestres
i = 8% ao trimestre
M = R$ 15.000,00
A = ?

M A T E M Á T I C A

61
Utilizando as tabelas financeiras, encontramos para 8% em
4 prestações o Fator de Cálculo da Anuidade ou Prestação
Fixa, conhecido o Montante; 0.22192.
A = 15.000,00 x 0,22192 = R$ 3.328,80

Outra solução: aplicando a fórmula e sabendo que o Fator
de Valor Futuro para 8% a.t., em 4 tri - mestres, é igual a
1,36049, assim procedemos:

A = M x
1 ) 1 ( ÷ +
n
i
i


(1+i)
n
= (1 + 0,08)
4
= 1,36049

A = 15.000,00 x
1 36049 , 1
08 , 0
÷


A = 15.000,00 x 0,22192
A = R$ 3.328,80


SÉRIES UNIFORMES ANTECIPADAS:

As séries uniforme antecipadas são aquelas que ocorrem
no início do período (pagamentos/ desembolsos efetuados
no 1º dia de cada período).

Como as tabelas financeiras registram apenas os fatores
relativos às séries uniformes postecipadas (pagamentos/
desembolsos efetuados no fim de cada período), utili -
zaremos também esses fatores para cálculo das rendas
certas antecipadas, procedendo, porém, da seguinte
forma:

Cálculo do valor atual: No cálculo do valor atual de uma
série antecipada uniforme, multiplica-remos o fator
encontrados na tabela financeira, (renda postecipada)
pelo fator de valor futuro (juros compostos) para 1(um)
período, tendo em vista que o montante apurado até o dia
do último pagamento; desembolso permanecerá rendendo
juros até o final do último período.

Exemplo: Fator de Valor Atual de Séries Uniformes,
conhecendo a prestação fixa, no caso, por ex., de uma
renda para 3% em 4 prestações: 3,71710 (tabela de série
uniforme postecipada).

Fator de Valor Futuro (Juros Compostos) para 3% em
1(uma) prestação: 1,03000

Para calcular o Valor Atual de uma série antecipada,
multiplicamos os dois fatores antes mencionados, a saber:
3,71710 x 1,0300 = 3.82861

Outra forma válida de encontrar o Valor Atual, conhe-
cendo a prestação fixa no caso de uma série uniforme
antecipada:

1º)Localiza-se na tabela financeira (série postecipada) o
Fator de Valor Atual correspondente a n-1(se são 4
prestações procura-se o Fator relativo a 3 prestações).
2º) Adiciona-se a unidade ao Fator encontrado.
No exemplo anteriormente mostrado, Fator de Valor Atual
para 3% em 4 prestações, o resultado seria o seguinte:
Fator de Valor Atual para 3% em 3 prestações: 2.82861;
2,82861 + 1 = 3,82861 (Fator p/Renda antecipada)

Cálculo do Valor ou Capital, conhecendo a prestação Fixa
Antecipada.

Fórmula: C = A x
1
) 1 (
1 ) 1 (
÷
+
÷ +
t
t
i i
i


Seja o seguinte problema: Calcular o valor atual de uma
série uniforme mensal antecipada de 10 termos de R$
2.000,00, à taxa de 2% ao mês.

Solução: Fator de Valor Atual de Séries Uniformes para 2% e
n-1, ou seja, para 9 termos: 8,16224.
Adiciona-se a esse fator a unidade, logo,
1 + 8,16224 = 9,16224
2.000,00 x 9,16224 = R$ 18.324,48

Problema: Calcular o valor atual de uma série antecipada
de 15 termos iguais a R$ 3.000,00, à taxa de 6% a.a.

Solução: Fator (6%, 14): 9,29498
1 + 9.29498 = 10.29498
3.000,00 x 10.29498 = R$ 30.884,94

CÁLCULO DO MONTANTE:

No cálculo do montante M de uma série uniforme
antecipada, conhecida a prestação fixa, adota-remos o
seguinte procedimento:
1º) procuramos na Tabela Financeira (série postecipada) o
Fator de Capitalização para n + 1.
2º) o Fator encontrado será diminuído da unidade.
3º) Multiplicamos o fator assim obtido pela prestação dada
no problema.

Seja o seguinte problema: calcular o montante de uma
série antecipada de 12 termos iguais mensais de R$
5.000,00, à taxa de 5% ao mês.

Solução: Fator de capitalização para 5% em 13 meses:
17,71298
17,71298 -1 = 16.71298
5.000,00 x 16,71298 = R$ 83.564,90

CÁLCULO DA ANUIDADE: No cálculo da anuidade A de
uma série uniforme antecipada, temos dois casos a
considerar:
1º) cálculo da anuída, conhecido o capital.
2º) cálculo da anuidade, conhecido o montante.

Cálculo da anuidade antecipada, conhecido o capital ou
valor atual: Adotaremos os seguintes procedimentos:
1º) procuramos na Tabela Financeira (rena postecipada) o
Fator de Valor Atual de Séries Uniformes para n-1;
2ºadicionamos a esse fator a unidade;
Dividimos o capital pelo fator assim obtido.
M A T E M Á T I C A

62
Seja o seguinte problema: Calcular a prestação mensal
antecipada necessária para liquidar, em 6 pagamentos,
uma dívida de R$ 8.000,00, com juros de 3% ao mês.
Solução:
C = R$ 8.000,00
i = 3% a.m.
n = 5 termos (6 – 1 = 5)
A = ?
Fator de Valor Atual para 3% em 5 prestações: 4,57971
4,57971 + 1 = 557971
8.000,00 : 5,57971 = R$ 1.433,77

Cálculo da anuidade antecipada conhecido o montante:
Adotaremos os seguintes procedimentos:
1º) procuramos na Tabela Financeira (rendas postecipa-
das) o Fator de Capitalização;
2º) o Fator encontrado será diminuído da unidade;
3º) dividimos o capital ou valor atual pelo fator assim
obtido.

Seja o seguinte problema: Quanto se deve depositar, no
início de cada trimestres, para constituir um montante de
R$ 12.000,00, no fim de 2 anos, à taxa de 16% a.a.?

Solução:
M = R$ 12.000,00
i = 16% a.a. ou 4% ao trimestre
n = 2 anos ou 8 trimestres
A = ?

Fator de Capitalização (série postecipada) para 4% em 8
termos: 9,21423
9,21423 – 1 = 8.21423
12.000,00 : 8,21423 = R$ 1.460,88.

SÉRIES DIFERIDAS OU COM CARÊNCIA:

Diz-se que uma série uniforme é diferida, quando seu
primeiro pagamento ocorre após um certo número de
períodos de carência. Pode ser diferida tanto uma série
postecipada, quanto uma série antecipada.

Cálculo do valor atual ou capital de uma série uniforme
postecipada diferida:

Fórmula: C = A x
m n
n
i i
i
+
+
÷ +
) 1 (
1 ) 1 (


C = Capital
i = taxa unitária
n – número de termos ou de prestações
m = período de carência
(1+i) = fator
As séries diferidas envolvem sempre cálculos relativos a
valor atual e prestação fixa.
Problema: Calcular o valor atual de uma dívida que será
resgatada em 12 prestações postecipadas anuais de R$
8.000,00 cada uma, com prazo de carência de 3 anos, à
taxa de 5% a.a., capi talizados anualmente.

Solução:
n = 12 prestações
i = 5% a.a.
m = 3 anos
m + n = 3 + 12 = 15 anos

Procura-se na Tabela Financeira o Fator de Valor Atual de
Séries Uniformes Postecipadas para 5%, a saber:
1º) Fator para m = 3, que é de 2,72325;
2º) Fator para n+m = 15, que é de 10,37966;
3º) Subtrai-se 15-3: 10.37966 – 2,72325 = 7,65641

C = A x 7.65641
C = 8.000,00 x 7,65641
C = R$ 61.251,28

Cálculo da prestação fixa postecipada diferida conhecido
o valor atual:

Problema: Calcular o valor das prestações fixas posteci-
padas trimestrais para amortizar um empréstimo de R$
24.000,00, em 20 prestações tri mestrais com 3 anos de
carência, à taxa de 6% ao trimestre.

Solução:
C = 24.000,00
i = 6% ao trimestre
m = 12 períodos
n = 20 períodos
m + n = 32 períodos

a)Fator de 6%, 12 = 8,38384
b)Fator de 6%, 32 = 14,08404
c)14,08404 -8,38384 = 5.7002


A = =
7002 , 5
00 , 000 . 24
R$ 4.210,38



SÉRIES HETEROGÊNEAS:

As rendas variáveis são aquelas cujos valores a serem
desembolsados periodicamente não são uniformes. A
renda assim estruturada possui normalmente duas taxas; a
taxa normal dos juros e taxa de crescimento dos seus
termos.

Vejamos o seguinte problema: Calcular o montante de
uma renda postecipada de 4 prestações mensais, sendo a
primeira de R$ 2.000,00 e cada uma das seguintes igual a
anterior, acrescida de 10% de seu valor. A taxa de juros da
operação é de 6% ao mês, capitalização mensal.
Solução:


M = A x
) 1 (
) 1 (
i P
i p
n n
+ ÷
+ ÷


Sendo:

M A T E M Á T I C A

63
P = 1 + taxa de crescimento da prestação, logo P = 1,1, já
que a taxa de crescimento é de 10%.
P
n
= (1,1)
4
= 1,46410
(1+i)
n
= (1,06)
4
= 1, 26248


M = 2.000,00 x =
÷
÷
06 , 1 1 , 1
26248 , 1 46410 , 1




0405 , 5
04 , 0
26248 , 0
=

M = 2.000,00 x 5,0405 = R$ 10.081,00.


PLANOS DE AMORTIZAÇÃO DE
EMPRÉSTIMOS E FINANCIAMENTOS

Seja o seguinte problema: elaborar um plano de
amortização, pelo Sistema Price, para resgatar uma dívida
de R$ 36.000, à taxa de 5% a.m. em 4 prestações.
Solução: Cálculo da prestação fixa postecipada.
Fator de amortização 95%,4): 0,28200
36.000,00 x 0,28200 = R$ 10.152,00.

PLANO DE AMORTIZAÇÃO – (sistema francês)

Período:
0
1
2
3
4

1(saldo devedor)
36.000
27.648
18.878
9.670
0

2(Amortizações)
8.352
8.770
9.208
9.670
36.000

3(Juros do Capital)
1.800
1.382
944
482
4.608

4(Prestações)
10.152
10.152
10.152
10.152
40.608


5(Capital amortizado) fixas Total
8.352
17.122
26.330
36.000

1 – Diferença entre coluna 1 e 2
2 – Obtém-se multiplicando o valor anterior por 1,05 (1+ i).
O primeiro obtém-se da diferença entre o valor da
prestação (10.152,00) e o juro do 1º período:
36.000,00 x 1,05 = 1.800).
3 – Diferença entre os valores das colunas 4 e 2.
4 – Soma dos totais das colunas 2 e 3.
5 – Valores acumulados da coluna 2:
8352 + 8770 + 17122)

Problema: Uma dívida de R$ 15.000,00 é amortizada por
prestações mensais conforme o sis-tema francês de
amortização, em 18 meses, à taxa de 4%¨ao mês. Calcular
o saldo devedor imediatamente após o pagamento da 8ª
prestação.

Solução: Calcula-se primeiro o valor da prestação fixa (em
função da taxa e do número total de períodos). Encon-
trado o valor da prestação fixa, calcula-se o saldo devedor
(em função da taxa e do número de períodos que faltam
para liquidar a dívida).

1º) Cálculo da anuidade:
Fator de amortização (4%,18) : 0,7899
15.000,00 x 0,07899 = 1.184,85.

2º) Cálculo do saldo devedor:
Fator de Valor Atual (4%,10):
1.184,85 x 8.11090 = R$ 9.606,95.

SISTEMA DE AMORTIZAÇÃO – TABELA PRICE:

Amortização é o meio pelo qual se pode liquidar uma
dívida, através de pagamentos periódicos. Várias são as
modalidades para saldar um em- préstimo. Cada moda-
lidade constitui um sistema. Entre os vários sistemas,
podemos citar os seguintes:

1º) Sistema Francês, também conhecido como Sistema
Price, que consiste em pagar, periodicamente, os juros
sobre o saldo devedor, e uma quota de amortização do
capital.

2º) Sistema de Amortização Constante (SAC), que consiste
em pagar, periodicamente, uma quota de amortização
constante e os juros sobre o saldo devedor. Nesse sistema,
as prestações são decrescentes, pois a quota de amor -
tização do capital é constante em todas elas, mas os juros
vão diminuindo a cada parcela e decrescem em função
do saldo devedor, que diminui a cada pagamento rea-
lizado.
M A T E M Á T I C A

64
Vejamos o seguinte problema: Calcular a prestação para
amortizar um empréstimo de R$ 10.000, em 3 meses, com
juros de 5% ano mês.

Sistema Francês (Sistema Price):

Solução: Tabela Financeira: Fator de Cálculo da Prestação
Fixa, conhecido o Capital: 5%, 3 = 0,36721.
10.000,00 x 0,36721 = 3.672,10 (prestação fixa)
Explicando: O primeiro pagamento de R$ 3.672, 10 é
constituído de uma parcela correspondente aos juros de
5% sobre o valor do empréstimo (R$ 500,00) e a diferença
corresponde à quota de amortização. Desse modos:
10.000,00 x 5% = 500,00 (juros)
3.672,10 – 500,00 = 3.172,10 (amortização do capital.

Após o 1º pagamento, o saldo devedor do empréstimo será
de R$ 6.827,90 (10.000,00 – 3.172,10). No 2º pagamento,
também de R$ 3.672,10, a prestação corresponderá aos
juros de 5% sobre o saldo devedor do capital (6.827,90 x 5%
= 34140) e a diferença corresponderá à quota de
amortização do capital. Assim:

3.672,10 -341,70 (amortização do capital)
6.817,90 -3.330,70 = 3.497,20 (saldo devedor do capital.

3º Pagamento:
3;408.2- x 5% = 174,86 (juros)
3.672,20 – 174,86 = 3.497,24 (amortização do cap.)
3.172,10 + 3.330,70 + 3.497,24 = 10.000,04 (cap.)
500,00 + 341,40 + 174,86 = 1.016,26 (juros)
3.672,10 x 3 = 11.016,30

Sistema de Amortização Constante (SAC):

Solução: Obtém-se a quota de amortização dividindo o
valor do empréstimo pelo número de pagamentos.
10.000,00 ÷3 = 3.333,33 (quota de amortização)
10.000,00 x 5% = 500,00 (juros)
3.333,33 + 500,00 = 3.833,33 (1º pgt.)
3.333,33 x 5% = 166,66 (juros)
3.333,33 – 166,66 = 3.666,67 (2º pgt.)
3.333,33 – 166,66 = 3.500,01 (3º pgt.)
3.833,33 + 3.666,67 + 3.500,01 = 11.000,01.
SISTEMA PRICE, de uso mais corrente no Brasil, consiste,
como vimos, em pagar um certo número de prestações
iguais (anuidades constantes postecipadas), constituídas
de duas parcelas: uma, juros vencidos sobre o capital;
outra, parte do capital emprestado. Ou seja, o devedor vai
pagando os juros sobre o saldo devedor e ao mesmo
tempo amortizando o capital. Como os pagamentos são
todos do mesmo valor, à me-dida que eles vão sendo
realizados, os juros tornam-se menores, enquanto aumen-
tam progressivamente as quotas de amortização. Com o
pagamento da última prestação, a dívida aaaba. Cui-
daremos aqui apenas do sistema francês ou sistema price.

Nos problemas de amortização, encontramos os seguintes
elementos:
C = dívida ou capital emprestado;
i = taxa unitária;
n = tempo ou número de prestações;
A = anuidade ou prestação.

Essa sucessão de pagamentos, como já vimos, recebe o
nome de séries uniformes ou homogêneas. No sistema
francês, cuida-se de série postecipada uniforme (os de-
pósitos ou pagamentos se efetuam no fim de cada
período).

CÁLCULO DA ANUIDADE:

Fórmula: A – C x
1 ) 1 (
) 1 (
÷ +
+
n
n
i
i i


Problema: Determinar a anuidade uniforme que se deve
pagar ao fim de cada ano, para amortizar uma dívida de
R$ 75.000,00 em 20 anos, sendo 4% a.a. a taxa de juros
compostos.

Solução: Consultando a Tabela Financeira de amortização
(série postecipada), encontramos o fator: 0,07358:
A = C x 0,07358
A = 75.000,00 x 0,07358
A = 5.518,50.


CÁLCULO FINANCEIRO: CUSTO REAL EFETIVO
DE OPERAÇÕES DE FINANCIAMENTO,
EMPRÉSTIMOS E INVESTIMENTOS

FLUXO DE CAIXA:

O fluxo de caixa de um empreendimento é o conjunto das
despesas e receitas de caixa, período por período, ao
longo do tempo. Para trabalhar com fluxo de caixa, temos
que capitalizar (obter um valor futuro (montante) a partir
de um valor presente (capital) e descapitalizar (obter um
valor presente a partir de um valor futuro).

Descontar um fluxo de caixa é a operação pela qual se
calcula o seu valor atual (ou presente). Esta operação
consiste basicamente em trazer para determinada data
anterior (zero da escala de tempo) as grandezas mone-
tárias que ocorrem no futuro, com a utilização de fatores
de desconto. Nesta operação, essas grandezas futuras são
diminuídas de valor, pois os fatores de dês-conto são
menores que um, e por isso se diz que as grandezas foram
descontadas.

CÁLCULO DO VALOR PRESENTE LÍQUIDO:

Para calcular o valor presente líquido de um fluxo de caixa
utilizamos as tabelas financeiras correspondentes ao Fator
de Valor Atual (Juros e Descontos Compostos), o que é
recomendável, pois permite o desconto de qualquer fluxo
de caixa, seja ele uniforme ou heterogêneo.

É evidente que o valor presente líquido depende da taxa
usada para o desconto das grandezas futuras.

M A T E M Á T I C A

65
Quanto maior for a taxa, menor o valor atual, pois as
grandezas futuras são mais descontadas. Vejamos os
seguintes exemplos:
1º) A que preço total ficará a compra de letras nos
seguintes prazos de vencimento, e valores, à taxa de 3%
a.m.?

Prazo Valor da Letra
3 meses 2.000,00
9 meses 5.000,00

Tabela Financeira Aplicável: (3%, 3 = 0,91514) e (3%, 9 =
0,76642)

Solução:

2.000,00 x 0,91514 = 1.830,28
5.000,00 x 0,76642 = 3.832,10
Valor Atual ........... = 5.662,38


Se o investidor resolver comprar os dois papéis pagará
pelos mesmos o total de R$ 5.662,38. Conclui -se, portanto,
que R$ 5.662,38 é o valor atual, a uma taxa de 3% a.m., do
fluxo de caixa formado por R$ 2.000,00 e R$ 5.000,00, daqui
a 3 e 9 meses respectivamente.
2º) Calcular o valor presente líquido ou valor atual, do fluxo
de caixa abaixo, para uma taxa de juros de 5% ao mês.

0 mês = R$ 2.000,00
1 mês = R$ 2.000,00
2 meses = R$ 2.000,00
3 meses = R$ 2.000,00
4 meses = R$ 6.000,00
R$ 14.000,00

Tabela Financeira pra 5%: 0 mês = 1,0; 1 mês = 0,95238; 2
meses = 0,90703; 3 meses = 0,86384; 4 meses = 0,82270.

Solução:

2.000,00 x 1,0 = 2.000,00
2.000,00 x 0,95238 = 1.904,76
2.000,00 x 0,90703 = 1.814,06
2.000,00 x 0,86384 = 1.727,68
6.000,00 x 0.82270 = 4.936,20
Valor atual ......... = 12.382,60

Como se observa, para um fluxo de caixa total de R$
14.000,00 obtém-se um valor atual de R$ 12.382,70.

3º) Em relação ao fluxo de caixa abaixo, representativo de
um empréstimo de R$ 50.000,00, a ser pago em duas
prestações: R$ 30.000,00 daqui a 1 mês e R$ 40.000,00
daqui a 2 meses, calcule o valor presente líquido ou valor
atual, sabendo que a taxa de desconto é de 15% a.m.

Solução: Trata-se de um fluxo de caixa consti tuído de uma
saída (50.000,00) e de duas entradas (30.000,00 e
40.000,00).
Descapitalizando os dois pagamentos para a data zero, a
uma taxa de 15% a.m., teremos:
Fator de Valor Atual: (2,15)
1
= 0,86957; (1,15)
2
= 0,75614
30.000,00 x 0,86957 = 26.087,10
40.000,00 x 0,75614 = 30.245,60
56.332,70

Valor Presente Líquido = - 50.000,00 + 56.332,70 = 6.332,70

Outra solução utilizando o Fator de Valor Futuro:


95 , 086 . 26
15000 , 1
00 , 000 . 30
) 15 , 1 (
2
= =
C



74 , 245 . 30
32250 , 1
00 , 000 . 40
) 15 , 1 (
2
= =
C


-50.000,00 + 26.086,95 + 30.245,74 = 6.332,69

CÁLCULO DO VALOR FUTURO:

Trata-se de calcular o montante que resultará da
aplicação do fluxo de caixa a determinada taxa, durante
certo período. Pode-se obter através da aplicação das
tabelas financeiras (Fator de Valor Futuro) de jur os
compostos, conhecendo o principal (valor atual).

No primeiro exemplo apresentado, encontramos os valores
atuais de R$ 1.830,28 e R$ 3.832,10 para serem aplicados à
taxa de 3% a.m., durante respectivamente 3 meses e 9
meses. Qual o valor futuro (montante) a ser apurado?

Tabela Financeira aplicável (3%, 3 = 1,09273 e 3%, 9 =
1,30477).

Solução:

1.830,28 x 1,09273 = 2.000,00
3.832,10 x 1,30477 = 5.000,00
5.662,38 = 7.000,00

O valor futuro encontrado é de R$ 2.000,00 e 5.000,00.


AVALIAÇÃO DE ALTERNATIVAS
DE INVESTIMENTO

A maioria das alternativas de investimento envolve receitas
e despesas. Para facilitar a interpretação de cada alter -
nativa, representam-se receitas e despesas através do dia-
grama do fluxo de caixa, que se constitui de um esquema
simplificado das entradas (receitas) e saídas (despesas)
que o investimento envolve.

A taxa de atratividade de um de um investi mento é a taxa
mínima de juros que convém ao investidor optar por
determinado projeto de investimento.
Os métodos empregados na análise e comparação das
alternativas são os seguintes:
1º) método do valor atual; e
M A T E M Á T I C A

66
2º) método da taxa de retorno.

MÉTODO DO VALOR ATUAL:

Calcula-se o valor atual das receitas e das despesas do
fluxo de caixa de cada alternativa de investimento, em-
pregando a taxa mínima de atratividade. Se a diferença
entre os valores atuais das receitas e despesas for positiva,
a taxa de retorno do capital investido é maior que a taxa
mínima de atratividade. Se for negativa, o investimento
não será atrativo, pois a taxa de retorno de capital será
menor do que a taxa mínima de atratividade. A melhor
alternativa de investimento será, então, aquela que
fornecer a mai or diferença positiva entre os valores atuais
das receitas e das despesas.

Seja o seguinte problema: Qual a melhor alternativa de
investimento de R$ 5.000,00, dentre as abaixo indicadas,
sabendo-se que a taxa mínima de atratividade é de 6%
a.a.?
1º)Receber 6 pagamentos de R$ 6.000 no fim de 2 anos.
2º)Receber 6 pagamentos trimestrais de R$950
3º)Receber 3 pagamentos semestrais de R$ 1.800.
4º)Receber 2 pagamentos anuais de R$ 2.800.

Alternativa 1:
Solução: Fator de Valor Atual (Juros e Descontos Com-
postos): 6%, 2 = 0,89000
6.000,00 x 0,89000 = R$ 5.340,00

Alternativa 2:
Solução: Fator de Valor Atual de Séries Unifor mes: 1,5%, 6 =
5,69719
950,00 x 5,69719 = R$ 5.412,33

Alternativa 3:
Solução: Fator de Valor Atual de Séries Uniformes: 3%, 3 =
2,82861
1.900,00 x 2,82861 – R$ 5.374,36

Alternativa 4:
Solução: Fator de Valor Atual de Séries Unifor mes: 6%, 2 –
1,83339
2.800,00 x 1,83339 – R$ 5.133,49
Resposta: A melhor alternativa é a 2.


TAXA DE RETORNO:

A taxa de retorno de um investimento é a taxa que anula a
diferença entre os valores atuais das receitas e das des-
pesas de sue fluxo de caixa. Numa análise de investi -
mentos, a escolha recai na alternativa de maior taxa de
retorno, ou seja, quando a taxa de retorno é maior que a
taxa mínima de atratividade.

Seja o seguinte problema: Considerando uma taxa mínima
de atratividade de 5% a.a., qual das alternativas seguintes
é a mais vantajosa para investir a quantia de R$ 2.400,00?

Alternativa 1: Investir R$ 2.400,00, com o retorno em 5
prestações anuais de R$ 562,02.
Alternativa 2: Investir R$ 1.200,00, com o retorno em 10
prestações semestrais de R$ 139,96 e a parcela restante (R$
1.200,00) aplicada no mesmo período, à taxa de
atratividade?

Solução: Alternativa I:

27031 , 4
02 , 562
00 , 400 . 2
=

Procurando na Tabela Financeira (Fator (Acumulado) de
Valor Atual, conhecida a prestação), encontramos para
4,27028 (a diferença de 0,00003 decorre de arredon-
damentos), em 5 prestações, a taxa de 5,5% (taxa de
retorno).

Solução: Alternativa 2:

(1ª aplicação)


57388 , 8
96 , 139
00 , 200 . 1
=

Procurando na Tabela Financeira, encontramos para
8,57390 (a diferença de 0,00002 decorre de arredon-
damentos), em 10 prestações, a taxa de 2,90% (semestral)
ou 5,88% (anual), que é a taxa de retorno parcial.


(2ª aplicação)
Capital: 1.200,00
i : 5% a.a. ou 2,5% ao semestre
n : 10 prestações

Procurando na Tabela Financeira (Fator para Cálculo da
prestação Fixa, conhecido o Capital), encontramos para
2,5%, 10 = 0,11426.
1.200,00 x 0,11426 = 137,11

Somando as duas prestações:

139,96 + 137,11 = 277,07


66207 , 8
07 , 277
00 , 400 . 2
=


Procurando na Tabela Financeira, encontramos para 2,60%
(8,70701) e para 2,75% (8,64008). Por interpolação, Che-
gamos à taxa de 2,70% ao se- mestre ou 5,47% a.a. (taxa
de retorno).

Reposta: A alternativa “1” é a mais vantajosa (taxa de
retorno de 5,5% a.a.).

Problema: Tenho R$ 4.000,00 para investir no prazo de 3
anos, sendo a taxa mínima de atratividade de 5% a.a. e as
seguintes alternativas de investimento:

M A T E M Á T I C A

67
A – Aplicar parte (R$ 2.000,00) e receber prestações anuais
de R$ 748,22 e investir os outros R$ 2.000,00 à taxa de
atratividade.
B – Aplicar o total (R$ 4.000,00) e recuperar o investimento
em prestações anuais de R$ 1.492,98. Qual o melhor
investimento?

Solução: Alternativa “A”

67301 , 2
22 , 748
00 , 000 . 2
=

2,67301 = 6% (taxa de retorno)
6% + 5% = 11% a.a.

Solução: Alternativa “B”
4.000,00 – 2.000,00 = 2.000,00
1.492,98 -748,22 = 744, 76 (diferença de receita)

68542 , 2
76 , 744
00 , 000 . 2
=

2,68542 = 5,75% (taxa de retorno)

6% + 5,75% - 11,75% a.a.

Resposta: A alternativa “B” é mais vantajosa.

Como vimos, a taxa de retorno ou taxa interna de um fluxo
de caixa é a taxa de juros compostos que anu8la o seu
valor atual, isto é, a taxa média de rentabilidade do
empreendimento.

A taxa de retorno pode ser obtida normalmente pelo
processo de tentativas, ou seja, arbitramos uma taxa de
juros e calculamos o valor do fluxo de caixa para essa taxa.
Se o valor atual for nulo, então a taxa arbitrária utilizada
para o desconto é a taxa de retorno. Caso contrário,
devemos arbitrar nova taxa de juros aproximada (para
mais ou para menos) e repetirmos o processo até
encontrarmos uma taxa que satisfaça essa condição.

A determinação da taxa exata de retorno nem sempre é
possível, por isso utilizamos a interpolação linear entre duas
taxas de juros que delimitam o valor procurado, para
chegar a uma valor aproximado.


Exemplos:

1º) Uma pessoa deseja investir um capital de R$ 50.000,00,
de modo a ter uma receita de R$ 28.000,00 no 2º ano e R$
32.000,00 no 5º ano. A que taxa de juros compostos deverá
esse capital ser aplicado?


Solução:
O que se deseja saber é a que taxa a receita de R$
28.000,00 daqui a 2 anos mais a receita de R$ 32.000,00
daqui a 5 anos serão iguais aos R$ 50.000,00 empregados
hoje. Utilizaremos a tabela financeira de juros compostos e
como não se pode saber, a priori, qual a taxa, usaremos o
método das tentativas, começando pela taxa de 5% a.a.,
capitalizados anualmente.

Na tabela financeira (Fator de Valor Atual) de juros
compostos (5%), encontramos: 2 a = 0,90703; 5 a = 0,78353

28.000,00 x 0,9073 = 25.396,84
32.000,00 x 0,78353 = 25.072,96
Valor atual = 50.469,80

Verifica-se que o valor atual encontrado (R$ 50.469,80) é
maior do que o capital a ser investido (R$ 50.000,00). Logo,
a taxa de 5% é insufici ente para gerar a receita desejada.

Experimentemos, agora, a taxa de 6% a.a.
Pela tabela financeira, temos: 2 a = 0,89000; 5 a = 0,74726

28.000,00 x 0,89000 = 24.920,00
32.000,00 x 0,74726 = 23.912,32
Valor atual ...... = 48.832,32

Como se observa, obteríamos as receitas desejadas se
aplicássemos R$ 50.469,80 a 5% a.a. ou R$ 48.832,32 à taxa
de 6% a.a.

Entretanto, como pretendemos aplicar exata-mente R$
50.000,00, a taxa necessária está contida entre 5% e 6%
a.a.. A taxa aproximada pode ser determinada por
interpolação, admitindo-se uma variação linear. Assim:

50.469,80 50.469,80
- 50.000,00 - 48.832,32
469,80 1.637,52

1.637,52 ..............1
469,80 .................x

X = % 287 , 0
52 , 637 . 1
80 , 469
=

5% + 0,287% = 5,287%

Logo, a taxa de retorno é 5,187% a.a., capitaliza- dos
anualmente.

A equação do fluxo de caixa (a soma dos valores absolutos
das receitas mais valor residual dever ser maior que a soma
dos valores absolutos dos investimentos mais despesas, ou
seja, necessários que haja lucro, além da recuperação do
capital) só se verifica para um deter-minado valor da taxa
de retorno.

Em certos investimentos, conhecidos por não-conven-
cionais, nos quais o sinal do fluxo de caixa acumulado
muda de menos para mais, várias vezes, poderá haver
tantas taxas que tragam o fluxo de caixa atualizado a zero
quantas forem as mudanças de sinal.

2º) Uma pessoa pretende comprar determinado equipa-
mento, mas deseja saber antes qual a rentabilidade do
investimento.
M A T E M Á T I C A

68
Preço do equipamento: R$ 24.000,00
Despesas anuais previstas: R$ 18.000,00
Receitas anuais previstas: R$ 25.500,00
Valor residual de equipamento ao fim de 5 anos: R$
9.000,00
anos receitas despesas Fluxo de
caixa
0
1
2
3
4
5
25.500,00
25.500,00
25.500,00
25.500,00
25.500,00
25.500,00
18.000,00
18.000,00
18.000,00
18.000,00
18.000,00
18.000,00
- 24.000,00
7.500,00
- 7.500,00
7.500,00
7.500,00
16.500,00 (x)

(x) 7.500,00 + 9.000,00 (resíduo) = 16.500,00
Solução: O cálculo da taxa de retorno é feito pro tentativa.
Comecemos com a taxa de 20% a.a., com os seguintes
Fatores de Valor Atual das Ta- belas Financeiras aplicados
aos fluxos de caixa.
0 ano = -24.000,00 x 1,00000 = -24.000,00
1 ano = 7.500,00 x 0,83333 = 6.250,00
2 anos = 7.500,00 x 0,69444 = 5.208,30
3 anos = 7.500,00 x 0,57870 = 4.340,25
4 anos = 7.500,00 x 0,48225 = 3.616,90
5 anos = 16.500,00 x 0,40188 = 6.631,00
Valor Atual................... = +2.046,45
A taxa de 20% a.a. é insuficiente para fazer com que o
fluxo de caixa seja nulo, razão pela qual tentaremos agora
com a taxa de 25%, aplicando os Fatores de Valor Atual
das Tabelas Financeiras:
0 ano = -24.000,00 x 1,00000 = -24.000,00
1 ano = 7.500,00 x 0,80000 = 6.000,00
2 anos = 7.500,00 x 0,64000 = 4.800,00
3 anos = 7.500,00 x 0.51200 = 3.840,00
4 anos = 7.500,00 x 0,40960 = 3.072,00
5 anos = 16.500,00
x 0,32768 = 5.406,72
Valor Atual .............. = -881,28

Como se vê, também a taxa de 25% não corresponde à
taxa efetiva de retorno do empreendimento. Para
encontrá-la, já que se situa entre 20 e 25%, calcularemos a
taxa aproximada por interpolação. Assim:
2.046,45 + 881,28 = 2.927,73
2.927,73 ........... 5
2.046,45 ........... x

x = % 49 , 3
73 , 927 . 2
5 45 , 046 . 2
=
x


20% + 3,49 = 23,49% a.a., capitalizados anual -mente (taxa
de retorno).

EXERCÍCIOS PROPOSTOS
01) Determinar o valor da prestação anual imediata para
se amortizar uma dívida de R$ 1.000.000,00, em 5 anos, à
taxa de 10% a.a. capitalizados anualmente. (Tabela
Financeira = 10% em 5 anos = 0,26380).
a)R$ 26.380,00
b)R$ 379.075,05
c) R$ 37.907,50
d) R$ 263.800,00
e0 R$ 276.380,00.
02) Qual o valor da prestação imediata a ser paga
anualmente, durante 9 anos, para liquidar um empréstimo
no valor de R$ 120.000,00, à taxa de juros compostos de 3%
a.a. (Tabela Financeira: 3% em 9: 0,12843).
a)R$ 15.411,60
b)R$ 22.409,00
c)R$ 1.810,00
d)R$ 17.432,00
e)R$ 15.385,00.
03) Que dívida se poderá saldar pelo pagamento, no fim
de cada ano, durante 8 anos, da quantia de R$ 20.000,00,
a juros compostos de 5% a.a. (Tabela Financeira: 5% em 8:
6.46321).
a)R$ 120.949,00
b)R$ 119.949,00
c)R$ 129.264,20
d)R$ 132.264,30
e)R$ 135.264,30.
04) Depositando em Banco a anuidade imediata e
constante de R$ 4.000,00, a juros compostos de 5% a.a.,
que montante teremos no fim de 8 anos? (Fator: 5% em 8:
9,549,11).
a)R$ 38.196,44
b)R$ 38.600,00
c)R$ 34.150,00
d)R$ 35.130,00
e)R$ 36.160,00.
05) Achar o valor atual do fl uxo de caixa abaixo indicado,
para uma taxa de juros compostos de 2% ao mês. (Tabela
Financeira; 2m = 0,96117; 5m = 0,90573; 7m = 0,87056; 8m =
0,85349).
Fluxo de Caixa:
2 meses – R$ 33.500,00
5 meses – R$ 72.500,00
7 meses – R$ 432.000,00
8 meses – R$ 826.000,00
(a) R$ 1.278,476,41
(b) R$ 1.440,635,00
(c) R$ 951.483,27
(d) R$ 1.178.929,27
(e) R$ 1.152.429,38

06) Determinar a taxa aproximada de retorno do seguinte
fluxo de caixa; seis pagamentos mensais de R$ 400.000,00,
começando no ponto zero, e recebimentos mensais de R$
700.000,00 a partir do 6º mês, durante 4 meses. (Tabelas
Financeiras: 3%; 0 mês = 1,000; 1m = 0,97087; 2m = 0.94260;
3m = 0,91514; 4m = 0.88849; 5m = 0,86261; 4%: 6m = 0.83748;
7m = 0.81309; 8m = 0,78941; 9m = 0.76642)
(a) 4,035% a.m. capitalizados mensalmente.
(b) 3,987% a.m. capitalizados mensalmente.
(c) 4,035% a.m. capitalizados anualmente.
(d) 3,120% a.m. capitalizados mensalmente.
(e) 3,137% a.m. capitalizados anualmente.

G A B A R I T O
01=D 02=A 03=C 04=A
05=D 06=D
M A T E M Á T I C A

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