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GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO SECRETARIA DA AGRICULTURA E ABASTECIMENTO

AGÊNCIA PAULISTA DE TECNOLOGIA DOS AGRONEGÓCIOS

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM AQUICULTURA E PESCA

ANÁLISE ECONÔMICA DA RANICULTURA: VIABILIDADE INDIVIDUAL E INTEGRADA DE OPERAÇÕES

Carla Renata Moreira

Orientador: Cláudia Maris Ferreira Mostério Co-orientador: Marcelo Henriques Barbosa

Dissertação apresentada ao Programa de Pósgraduação em Aquicultura e Pesca do Instituto de Pesca – APTA – SAA, como parte dos requisitos para obtenção do título de Mestre em Aquicultura e Pesca.

São Paulo Novembro - 2011

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO SECRETARIA DA AGRICULTURA E ABASTECIMENTO
AGÊNCIA PAULISTA DE TECNOLOGIA DOS AGRONEGÓCIOS

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM AQUICULTURA E PESCA

ANÁLISE ECONÔMICA DA RANICULTURA: VIABILIDADE INDIVIDUAL E INTEGRADA DE OPERAÇÕES

Carla Renata Moreira

Orientador: Cláudia Maris Ferreira Mostério Co-orientador: Marcelo Henriques Barbosa

Dissertação apresentada ao Programa de Pósgraduação em Aquicultura e Pesca do Instituto de Pesca – APTA – SAA, como parte dos requisitos para obtenção do título de Mestre em Aquicultura e Pesca.

São Paulo Novembro – 2011

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) Elaborada pelo Núcleo de Informação e Documentação. Instituto de Pesca, São Paulo

M838a E

Moreira, Carla Renata Análise econômica da ranicultura : viabilidade individual e integrada de operações / Carla Renata Moreira. – São Paulo, 2011. iii, 56f. ; il. ; tab. . Dissertação(mestrado) apresentada ao Programa de Pós-graduação em Aquicultura e Pesca do Instituto de Pesca – APTA - Secretaria de Agricultura e Abastecimento. Orientadora: Cláudia Maris Ferreira Mostério 1 Custo de produção. 2. Investimento. 3. Raniculltura. 4. Modelo de integração. 5. Rã-touro. I. Mostério, Cláudia Maris Ferreira. II. Título. CDD 597.8

“Dedico a minha mãe que me ama mais do que a ela própria e me fez perceber isso em todos os momentos da minha vida.”

Cláudia Maris Ferreira e Marcelo Henriques Barbosa. a perseverança e dedicação da minha mãe. a paciência do meu pai e a atenção do meu irmão. Agradeço aos demais que fizeram parte da minha carreira. Agradeço aos amigos. Agradeço a todos do Instituto de Pesca. Agradeço aos meus orientadores. técnicos e pesquisadores. colaboradores. Obrigada a todos! . Agradeço a minha querida Mariana. que são muitos para listar.AGRADECIMENTOS Agradeço em primeiro lugar a família. E a Capes pelo apoio financeiro.

...............................SUMÁRIO RESUMO GERAL ................................................................................................................................................ 48 ..................... 11 CAPÍTULO 2 ............................................ 1 MODELO ECONÔMICO-FINANCEIRO DE INTEGRAÇÃO NA CADEIA PRODUTIVA DO SETOR DE RANICULTURA1...................................................................................................................................................................................................... 27 CONSIDERAÇÕES FINAIS ..........................iii INTRODUÇÃO GERAL..... 6 CAPÍTULO 1 .............................................................................. 1 A CRIAÇÃO DE RÃS COMO PROPOSTA DE AGRONEGÓCIO NA AQUICULTURA: VIABILIDADE ECONÔMICA1 ................................................. ii ABSTRACT GENERAL........................................................................................... 2 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ...............................................................................................................

melhoramento genético. transformou-se na a década de 80 em uma atividade comercial.RESUMO GERAL A ranicultura teve início no Brasil na década de 30 com a introdução da rã-touro no país e o que era apenas uma atividade rurícola. atraiu a atenção de investidores rurais e elevou o número de ranários no país (cerca de 2000 unidades em 1988). da temperatura. com a inadequação das instalações e técnicas de manejo. através de uma propriedade comercial no interior de São Paulo. da alimentação e do manejo das rãs é fundamental para viabilizar tecnicamente a produção e garantir sua rentabilidade. instalações adequadas. muitos destes novos produtores foram obrigados a abandonar a atividade. O modelo é uma alternativa de atuação para a atividade e um impulso para investimentos em indústrias de insumos. tecnologia de criação e como consequência o ganho de escala. ii . A ranicultura possui uma série de especificidades biológicas e técnicas em relação às demais atividades agrícolas. Porém. O seguinte trabalho procurou demonstrar a viabilidade econômico-financeira da atividade de maneira individual. O que motivou esta transformação foi à valorização da carne de rã no mercado nacional. a perspectiva de comercializar externamente e a proliferação de informações fantasiosas acerca da rentabilidade da atividade. A adequação das instalações. e integrada baseando-se na propriedade individual para geração de um modelo de integração vertical viável para integrador e integrado.

The frog culture has a number of specific biological and techniques in relation to other agricultural activities. became in the 80's in a commercial activity. The catalyst for this transformation was the appreciation of frog meat in the domestic market. temperature. The model is an alternative to activity and a boost to investments in industrial inputs. with the inadequacy of facilities and management techniques. iii . many of these newcomers were forced to abandon the activity. breeding. and consequently the creation of scale. through a commercial property in São Paulo and integrated. facilities. based on the individual property to generate a vertically integrated business model viable for integrating and integrated. feeding and handling of frogs is essential to enable the production technically and guaranteeing their profitability.ABSTRACT GENERAL The frog culture in Brazil began in the 30s with the introduction of the bull frog in the country and it was just a rural area activity. technology. the prospect of external trade and the proliferation of misleading information about the profitability of the activity attracted the attention of investors rural and increased the number of frog farms in the country (about 2000 units in 1988). The following paper was to demonstrate the economic viability of the Seen individually. However. The adequacy of facilities.

Introdução Geral .

distribuía gratuitamente girinos de rã-touro a qualquer interessado em iniciar a atividade (FONTANELLO. Estado do Rio de Janeiro. pelos entremeios da Nova Escócia e o Estado da Flórida (FROST. pertencente ao antigo Departamento da Produção Animal do Ministério da Agricultura. 1988).. A década de 1940 foi marcada pelo fomento à prática da ranicultura. na década de 30. a Divisão de Caça e Pesca. passando a atingir rapidamente maturidade sexual e peso de abate (7 meses e 1 ano em média. elevando o número de ranários no país (cerca de 2000 unidades em 1988). Na década de 1980. o Ranário Aurora. 1994). trouxe do Canadá para o nosso país os primeiros 300 animais da espécie Rana catesbeiana. mas geralmente funcionando com baixo nível técnico (FERREIRA et al. Os animais foram introduzidos no Brasil. que apresentaram um desempenho metabólico melhorado de acordo com o aumento da temperatura ambiente (FONTANELLO et al. a perspectiva de exportação e a proliferação de informações fantasiosas acerca da rentabilidade da ranicultura. Nesse período. 2002). 2008). a valorização da carne de rã no mercado nacional. nas proximidades da rodovia Presidente Dutra. 2006). é um ranídeo naturalmente distribuído no leste da América do Norte.INTRODUÇÃO GERAL A Rana catesbeiana conhecida popularmente como rã-touro e reclassificada recentemente como Lithobates catesbeianus (FROST et al. Em 1935 foi implantado o primeiro ranário comercial no Brasil. quando Tom Cyrril Harrison. respectivamente) (FERREIRA et al.. atraíram a atenção de investidores rurais. As condições climáticas tropicais do Brasil possivelmente favoreceram o desenvolvimento e reprodução desses animais. 2002).. A partir de 1975 outros empreendimentos foram construídos.. Possui porte avantajado e crescimento corpóreo no decorrer de quase todo período de vida (CUNHA e DELARIVA. Essa característica foi provavelmente uma das responsáveis por sua grande adaptação e seu desempenho em relação a reprodução e engorda. 2009). situado no município de Itaguaí. devido à inadequação das instalações e técnicas de manejo. 2 . Porém.

girinagem/metamorfose. 2001). 2001. FERREIRA et al. é um animal ectotérmico. fotoperíodo e iluminação são fatores que influem diretamente no desempenho dos animais no setor de reprodução (FIGUEIREDO et al. assim como todos os anfíbios. Isto.. ou seja. da alimentação e do manejo das rãs é fundamental para viabilizar tecnicamente a produção e garantir sua rentabilidade (FEIX et al. A adequação das instalações. deve-se observar o seguinte: a densidade dos animais deve ser de 3 rãs/m 2. Estes são divididos em setor de reprodução. pré-engorda e engorda. 1995. para se recuperarem do esforço reprodutivo. A temperatura. desenvolvimento embrionário. 1985). ainda.. eles são separados por sexo e tamanho... eventualmente algumas criações possuem o setor de estocagem (LIMA e AGOSTINHO. da temperatura. O setor de reprodução é a área do ranário onde os animais reprodutores (matrizes) devem permanecer durante os períodos não reprodutivos. um macho para uma fêmea ou um macho para duas fêmeas (VIEIRA. apresentando uma variação na estrutura e condição das instalações. seu metabolismo está inteiramente dependente da temperatura ambiente. AFONSO et al. A rã-touro. ou seja.. pois. Na ocasião do povoamento do setor pelos reprodutores. quando a alimentação e a nutrição ocorrem numa faixa de temperatura ótima. Os ranários comerciais são setorizados para abrigar as diversas fases do desenvolvimento do animal. 2002). possibilitando maior ganho de peso em menor espaço de tempo. 3 . ou repouso sexual. 2002). alimentados adequadamente e tratados quando apresentam algum dano externo ou fisiológico (FERREIRA et al. Esta característica influi grandemente na produção comercial. a proporção entre machos e fêmeas deverá ser de 1:1 ou 1:2. 2006). 2010). onde os reprodutores são colocados nas épocas mais frias do ano ou. Nestes locais. porque vários ranários comerciais trabalham com baias (tanques) de mantença.muitos destes novos produtores foram obrigados a abandonar a atividade (LIMA e AGOSTINHO. ocorre maior consumo de alimento por parte dos animais. A ranicultura possui uma série de especificidades biológicas e técnicas em relação às demais atividades pecuárias. 1995). que é o principal objetivo de uma criação zootécnica (BRAGA e LIMA.

em regiões mais quentes do país.. Então. É importante que o ranário possua abundância de água. onde os imagos (rãs recém metamorfoseadas) “aprendem a comer”. onde deverão permanecer até que os ovos eclodam (5 a 7 dias). 2002). O tempo de permanência dos animais nesse setor será de aproximadamente três meses durante a primavera e verão. 2002). nessa fase aquática (BROWNE et al. na época de reprodução.000 ovos. as desovas na região subtropical do Brasil ocorrem entre a primavera e o verão. para efeito de planejamento de um ranário. em quantidades mínimas. A densidade para povoamento desses tanques é de 1 girino para cada litro de água.A rã é um animal com baixo coeficiente de domesticação. conforme sua idade e peso. 2010). que geralmente ocorre em locais secos) e ser o fator gerador de diversos tipos de doenças. No sistema de reprodução coletivo. os animais permanecem no tanque de “start” no mínimo. é importante evitar situações de estresse para o animal em todas as fases. pois a qualidade da água mantém a saúde e o equilíbrio dos animais. Após a ocorrência das desovas e seu recolhimento. 1998. sendo que uma mesma fêmea. 2002). 1995.000 ovos um número viável em cada desova (RIBEIRO et al. 15 dias ou até atingirem o peso de 1g. considera-se 3. elas podem ocorrer durante o ano todo. até a metamorfose (FERREIRA et al. o estresse pode causar “abortos” (perda dos óvulos por extravasamento. aconselha-se nos criadores evitar barulho em excesso. devido à necessidade de espaço para crescimento. A alimentação oferecida pode ser constituída de ração farelada com 40% de proteína de origem animal e vegetal (LIMA e AGOSTINHO... limpeza muito frequente ou qualquer outra situação estressante (ROCHA et al. que sempre foge ou se esconde ao menor sinal de perigo... estas são transportadas para o setor de eclosão. Assim. São então realocados para os tanques de girinagem e metamorfose. troca constante de tratadores. No setor de pré-engorda os animais permanecem por um período de 30 dias. Contudo. quando as larvas atingem o estágio de nado livre. Na fase de girinagem propriamente dito. pode liberar 20.000 ovos por postura. inicia-se o fornecimento de alimento (ração) na forma farelada.. FERREIRA et al. 2007). 4 . FERREIRA et al. A desova da Lithobates catesbeianus tem em média cerca de 5.

será de aproximadamente 250 g (RODRIGUES et al. entre outras que não adotem sistemas de produção intensiva. 1999). o sistema denominado Inundado totalmente preenchido por água. é realizar a seleção dos animais que apresentam potencial de crescimento. além do condicionamento. 1993). Após. o sistema Anfigranja. seja qual for o sistema utilizado. onde permanecerão durante mais três meses ou até atingir peso de abate. 5 . Uma de suas principais vantagens é a necessidade de pouco espaço em relação às atividades de bovinocultura. eliminando a presença de abrigos e cochos. (LIMA e AGOSTINHO. eles apresentam um crescimento exponencial. que alterou a disposição de abrigos. E como desvantagens as especificidades biológicas e técnicas em relação às demais atividades agropecuárias. 2002). Isso será evidenciado nos primeiros 30 dias de engorda. foram propostos diversos sistemas de engorda dos animais. 1983). 1995. que se caracterizava por tanques de menor tamanho (OLIVEIRA.. conforme a conversão alimentar atingida pelo animal e pela procura (demanda) feita pelo mercado consumidor (LIMA et al. três meses de engorda.. O principal objetivo nesse setor. A densidade recomendada é de 100 rãs/m 2 e a taxa esperada de canibalismo. Desde o início da ranicultura no Brasil. que tem como característica básica a escavação na terra de um tanque com uma ilha central (FONTANELLO et al. o sistema em Gaiolas. maior precocidade. 1995) e por fim os sistemas híbridos. ou seja. FERREIRA et al. em média. 1988). o sistema denominado Confinamento. Como ilustrado anteriormente a criação de rãs é uma alternativa de empreendimento agroindustrial relativamente recente no Brasil. passando de 4 a 5 g para 20 a 30 g. mortalidade e de animais que não se desenvolvem adequadamente é em média de 30%. 2007). onde os animais permanecem com água até a “cintura” (5 cm) (MAZZONI et al. o peso esperado para realizar o abate. que envolvem adaptações de dois ou mais sistemas... Esse peso de abate foi determinado para as condições brasileiras. avicultura. o sistema Ranabox. cochos e piscinas nas instalações de engorda (LIMA e AGOSTINHO.Nessa fase. O Tanque-Ilha. As rãs com peso médio em torno de 20 a 30 g são então transferidas para o setor de engorda propriamente dito..

. F. e capítulo II é intitulado: “Modelo econômico-financeiro de Integração na Cadeia Produtiva do Setor de Ranicultura”.T.G. K.BRAGA.. T.. MAGALHÃES. e LIMA. ODUM.B. Perth. 1802) na fase de recria. A. S. 2010 Reprodução da exótica rã-touro Lithobates catesbeianus (Shaw.B.. . L. Revista Brasileira de Zootecnia.”. 23(3): 85-91. HERMAN. SANTOS.. 30(6):1659-1663. sanitário e reprodutivo para viabilizar a produção e garantir rentabilidade. R. Rana catesbeiana (Shaw. Esta dissertação encontra-se dividida em capítulos representados por artigos científicos que serão submetidos aos periódicos Acta Scientarium – Animal Science e Boletim do Instituto de Pesca. Brasil. Belo Horizonte.Nessa perspectiva as pesquisas na área de ranicultura procuram otimizar as técnicas de manejo alimentar. Viçosa. COELHO.L.G. . CARVALHO. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS . 48(3):188-202.BROWNE.AFONSO. 2001 Influência da temperatura ambiente no desempenho da rã touro. 1802) (Amphibia.M.L. ZIPPEL. 2007 Facility Design and Associated Services for the Study of Amphibians. Revista Biotemas. Ranidae) em riachos de Mata Atlântica no estado de Minas Gerais. R. L. O objetivo deste trabalho foi demonstrar os dados de investimento e custos operacionais de um ranário comercial para análise de viabilidade econômico-financeira do empreendimento e proporcionar alternativas de produção através de um modelo de produção com conceito de integração vertical.N.K. 6 . A.A. R. O capítulo I é intitulado: “A criação de rãs como proposta de agronegócio na aquicultura: viabilidade econômica. Anura. para atender a cadeia produtiva do setor de ranicultura.. ILAR Journal..

. C.. MOURA. CHANNING. 2006 Resultado econômico da criação de rã em regiões de clima temperado. Shaw. São Paulo. 3-6. B. 2009 Introdução da rã-touro. J. M.. In: LIMA. PIMENTA A. R.. 4(2):34-46. ARRUDA SOARES.H. AGOSTINHO.R. HAAS.C. propostas de soluções e pesquisas prioritárias. S. BAIN.. PENTEADO.C. Boletim Técnico do Instituto de Pesca. 36(3):70-80.. DE SÁ.R. Brasil. 1 .. BAÊTA.FONTANELLO. T. HADDAD.A.. 30(3S):916-923.. R.R. R. 1802). C. .FROST.. H. Informações Econômicas.L. J.R. Campo Mourão.E. WILKINSON.R. .D. SOARES.. MANDELLI JR. R.. 20 (único):43 – 58. São Paulo.C . S. Anfigranja e Gaiolas..B. P. 2 .FIGUEIREDO..S.. CAMPOS. 1802): Tanque-Ilha. FIGUEIREDO.E. FREITAS.M. Boletim Técnico do Instituto de Pesca.R. E. O.CUNHA. A...FONTANELLO. D. 2001 Efeito da temperatura e do fotoperíodo sobre o desenvolvimento do aparelho reprodutor de rã-touro (Rana catesbeiana. e DELARIVA.G.. CAMPOS.R. M.. . .C... Diagnóstico da ranicultura: problemas. 2002 Introdução à ranicultura.A. 33:1-15.. DONNELLAN. 1993 Comparação de quatro sistemas de engorda de Rãs-Touro (Rana catesbeiana Shaw.S. B. . M... A. Confinamento. C. WIRZ. D.C.F. SaBios: Revista de Saúde e Biologia. 15(1):45-49. D.M.C. FIGUEIREDO. H.. S.. ABDALLAH. 1994 Histórico da Ranicultura no Brasil. SHAW) criadas em gaiolas individuais de diferentes tamanhos.FERREIRA.FEIX. PAIVA NETO.L. LIMA.. p. Viçosa. J. São Paulo. Boletim Técnico do Instituto de Pesca. WIRS.. Lithobates catesbeianus (Shaw. São Paulo. FAIVOVICH.. L.. 7 . F.O.R.M. R.L. 1988 Ganho de peso de rãs-touro (Rana catesbeiana.N.Custo operacional. . C. E.FONTANELLO. D. . M. Revista Brasileira de Zootecnia.S.Desenvolvimento ponderal. R. 1802): uma revisão. Viçosa: ABETRA.. GRANT. FERREIRA.A.A.

1995. 8. e AGOSTINHO. . RJ. 170p. 6.FROST. Rana catesbeiana. Acesso em: 20 Ago. Viçosa. CARNEVIA. 1988... 1998 Estudo da desova de rã-touro.MAZZONI.L. C.. Viçosa: Folha de Viçosa.. In: ENCONTRO NACIONAL DE RANICULTURA.L..Viçosa: Academia Brasileira de Estudos Técnicos em Ranicultura e UFV. 1988 Sistema Anfigranja de criação de rãs. p. S.. C. Disponível em: <http://research. R.. S. p.html>.A. J. 1983.RAXWORTHY.L.D.121-122. 2008 Amphibian species of the world: an online reference. 8 . mediante indução do acasalamento. LYNCH.A.LIMA. ALTIERI. Viçosa (MG): Imprensa Universitária.amnh... S.T... 27(2):216-223... M.LIMA. Nova York. 2011. 1-291.L.P. . MOLER. 1999 Ranicultura: Análise da cadeia produtiva. B. CRUZ. 2006 The Amphibian Tree of Life.L.. experiencias en ranarios comerciales.org/herpetology/amphib ia/index. SEIXAS FILHO. Anais. Anais. . NUSSBAUM. 170p. LIMA. WHEELER.. Rio de Janeiro. GREEN. . 2ª.J. C. e AGOSTINHO.A. J. R.. CAMPBELL. New York. MATSUMURA. D. 3. MG. R. p. BLOTTO.. R.A. .M. D.O. D. 1983 Instalação de ranários. In: ENCONTRO NACIONAL DE RANICULTURA & TECHNOFROG’95. MA/MEC/UFU. Uberlândia..OLIVEIRA. 1995 Cría de ranas em “Sistema Inundado”.R. DREWES.D. Bulletin of the American Museum of Natural History. 1ª ed. In: ENCONTRO NACIONAL DE RANICULTORES. Anais. Revista Brasileira de Zootecnia.. S. Y. ANDRADE..ed. O. J. (297):p.A. MOURA.. 1995 A tecnologia da criação de rãs.. W. T. 29-34. P..Rio de Janeiro: Associação de Ranicultores do Estado do Rio de Janeiro (ARERJ).A. G.C.41-58. American Museum of Natural History. W.Uberlândia. Viçosa.LIMA. - RIBEIRO FILHO. .C..

LAURETTO. D. 2010 Physiological response of American bullfrog tadpoles to stressor conditions of capture and hypoxia..M. . M.L.P. Córdoba. MARCANTONIO. 1985 Rãs criação prática e lucrativa.F...RODRIGUES.L. 5ª ed. M. LIMA. A. Archivos de Zootecnia. F. 56:125-136.C. Rio de Janeiro. .M.S. CASALI. G..VIEIRA.C.. ANTONUCCI. C. A.ROCHA. DIAS.M. TEIXEIRA. São Paulo: Nobel. 230p. Pesquisa Veterinária Brasileira. S.. 9 . FERREIRA. M.. MOURA. M.. 2007 Curva de Crescimento de Rã-touro na fase de recria.O. A. 30(10):891-896..C. P... FRANÇA.

CAPÍTULO 1 .

renata. Apesar disto com o forte crescimento do consumo de carnes brancas e saudáveis vem se projetando como uma fonte alternativa de proteína. acarretando em pouco investimento tecnológico e de desenvolvimento nas indústrias de insumos. Carla Renata2. Programa de Pós Graduação do Instituto de Pesca (e-mail: c. é atingida apenas com bons índices zootécnicos (conversão alimentar ≤1. . APTA. Os resultados demonstraram custos elevados de implantação e operação. A viabilidade do empreendimento. Instituto de Pesca. Ferreira. RESUMO A ranicultura é uma atividade aquícola pouco representativa no perfil socioeconômico do país.A CRIAÇÃO DE RÃS COMO PROPOSTA DE AGRONEGÓCIO NA AQUICULTURA: VIABILIDADE ECONÔMICA1 THE FROG FARMS AS PROPOSED IN AGRIBUSINESS AQUACULTURE: ECONOMIC VIABILITY1 Moreira.com. investimento.5:1 na fase de engorda e ≤ 3:1 na fase de girino) e elevado preço de venda (R$31. sendo a ração e a mão de obra considerados os dois itens que definem o custeio do produto.06% e o pay back de 2.71 anos. A taxa interna de retorno (TIR) observada na condição mais viável foi de 35.br). a criação comercial de rãs torna-se atrativa se praticada com bons índices de conversão alimentar e preços favoráveis para o posicionamento na comercialização da carne como produto “gourmet”.moreira@uol. ranicultura. índices comumente praticados na aquicultura. O objetivo deste trabalho foi estimar a viabilidade econômica de um ranário comercial na região Sudeste do Brasil.50 kg – preços mínimos). 3 Pesquisador Científico. Lithobates catesbeianus. Henriques. SAA. Portanto.50-35. Marcelo Barbosa3. PALAVRAS-CHAVE: custo de produção. Cláudia Maris3 1 2 Parte da dissertação de mestrado da primeira autora.

Therefore. 2008). foi em torno de 44.S. no período de 2003 a 2009 (OSTRENKY et al. The internal rate of return (IRR) observed in the most viable condition was 35. a produção mundial de 73 milhões de toneladas. Mesmo com crescimento negativo da ordem de -1. Neste cenário a criação de rãs (ranicultura) projetou-se como uma fonte alternativa de proteína.1% (54 milhões de toneladas) (LOPERA-BARREIRO et al. atingindo em 2008 a produção de 85.5:1 feed conversion in fattening stage and ≤ 3:1 in the tadpole stage) and high selling price (U. A produção aquícola brasileira cresceu acima da média mundial a partir de 1995. frog farm.. 2010). Despite this strong growth with the consumption of white meat and healthy has been designed as an alternative source of protein.50 kg minimum prices). the commercial breeding of frogs becomes attractive if practiced with good feed conversion rates and favorable prices for positioning in the marketing of meat products as "gourmet. investment. resulting in little investment and technological development in the industries of inputs. The objective of this study was to estimate the economic viability of a commercial frog farms in Southeastern Brazil. com geração de renda de aproximadamente US$ 105 bilhões de dólares..000 toneladas anuais. A aquicultura veio de encontro a essa tendência e a representatividade do consumo nesse setor atingiu.06% and 2. is achieved only with good biological indices (≤ 1. economic viability." KEY WORDS: production cost. O Brasil 12 . indexes commonly practiced in aquaculture. durante o período de 1999-2008. esta atividade teve um incremento médio de 25%.4% entre os anos de 2003 e 2004. The results showed high costs of implementation and operation.000 toneladas. liderada pela China com 49. Lithobates catesbeianus. and the feed and labor as the two items that define the cost of the product.ABSTRACT The frog culture is an aquaculture activity in unrepresentative socioeconomic profile of the country. A produção mundial do cultivo da carne de rã.50 to 35. em 2008.71 years to pay back. enquanto o mundial foi de cerca de 10%. o consumo das carnes consideradas brancas aumentou substancialmente. The viability of the enterprise. $ 31. INTRODUÇÃO A partir dos anos 80 em função da busca pela alimentação saudável.

. A criação de rãs é uma alternativa de empreendimento agroindustrial relativamente recente no Brasil. da alimentação e do manejo das rãs é fundamental para viabilizar tecnicamente a produção e garantir sua rentabilidade (FERREIRA et al. 2006. A espécie mais utilizada para a criação de rã é a Rana catesbeiana. muitas vezes inviabilizando a prática (FERREIRA et al. a atividade ainda sofre uma série de limitações socioculturais. econômicas e de infraestrutura para o seu desenvolvimento. girinagem. avicultura. 2010). entre outras que não adotem sistemas de produção intensiva. com oscilação do número de produtores e alternância das tecnologias de criação. Uma de suas principais vantagens é a necessidade de pouco espaço em relação às atividades de bovinocultura. reclassificada como Lithobates catesbeianus (FROST et al. como os de acesso popular. O setor de engorda representa cerca de 70% das instalações em um ranário. da temperatura. Os ranários comercias. O objetivo deste trabalho foi estimar a viabilidade econômica de um ranário comercial na região Sudeste do Brasil. nativa da América do Norte (sul de Quebec no Canadá ao leste dos Estados Unidos). iniciada em 1970. mostrando que a produtividade no país se mantem estagnada a pelo menos dez anos (FAO. desenvolvimento embrionário. 2002. Essa espécie foi introduzida em muitas regiões da América Latina e Europa com a finalidade de ser criada comercialmente (CARRARO. 2006).. 13 . 2008). 2010). Esta constante demanda de mercado aliada a baixa oferta eleva o preço final do produto. são constituídos por vários setores como: reprodução. FEIX et al. FEIX et al.. produziu apenas 600 toneladas anuais. através dos custos de implantação e operação. A ranicultura possui uma série de especificidades biológicas e técnicas em relação às demais atividades agropecuárias. metamorfose e engorda.. a ranicultura brasileira passou por diversas fases. em sua maioria. A adequação das instalações. Mesmo com produtividade média de 100 animais por metro quadrado.no mesmo período. 2002... 2006). os tanques podem ser construídos em alvenaria com cobertura de tela de náilon (FERREIRA et al. 2002). popularmente conhecida como rã-touro americana.. Ao longo desses anos. DIAS et al. No Brasil a carne de rã é procurada tanto por restaurantes “gourmet”.

Planta baixa ilustrando as instalações das estufas do ranário comercial proposto no estudo. 1 estufa de 1625. 12 tanques de girinagem/metamorfose (8.MATERIAL E MÉTODOS Neste trabalho foram utilizados como dados de referência um ranário situado na região do Cinturão Verde do Estado de São Paulo (5°30’S 35°16’’W).00 mensais. que apresenta uma produção de 1.5 ciclos/ano (fase de ovo até peso de abate).500.00 m2.000 animais).82 m3 e capacidade de 10. dados obtidos no ranário comercial. Cada 14 . Na elaboração do projeto executivo consideramos como base. 1 setor de reprodução de 68. objetivando orientar os produtores em relação ao investimento necessário para iniciar e operar a atividade econômica da ranicultura nas condições brasileiras.000 m² sendo 3.00 m2) e 41 tanques de engorda (19.00 m2 com 8 tanques de postura de ovos (Figura 1).00 e mais sete auxiliares de produção com remuneração de R$ 700. foi prevista a contratação de um zootecnista com salário mensal de R$2. Para tanto. 34 tanques de girinagem (1. Esta área é composta por duas estufas agrícolas. 1 estufa de 1254.100m² de área construída. Suas instalações detêm uma área total de 10. Aspectos Zootécnicos Assumimos como premissa os índices zootécnicos obtidos no ranário comercial. Figura 1. 1 depósito de ração de 24.36 m3).00 m2).18 m3 e capacidade para 4000 animais).00 m2 com 32 tanques de desenvolvimento embrionário (0.00 m2 com 16 tanques de pré-engorda (13.

Para o desenvolvimento desse estudo. “8%” Energia). composta de “40%” de PB... com peso de abate estabelecido em 250 g e rendimento de carcaça de 55%. O sistema de engorda utilizado é inundado (FERREIRA et al. a renda e o lucro obtido para a produção de carne de rã. 2002). quando se tratar de mão-de-obra (contribuição ao INSS. a mortalidade atinge 35%. 15 . Na “condição A” utilizamos uma conversão de 4:1 para a fase de girinos e 2. utilizando-se para esse cálculo o valor de 40% do custo gasto com mão-deobra (SANCHES et al. material de limpeza e de escritório.ciclo inicia-se. Análise Econômica Nessa avaliação econômica foram considerados os custos. no qual são incluídas as despesas com: mãode-obra permanente. b) Custo operacional total (COT). com 40 desovas e rendimento mínimo de 3000 ovos por desova. encargos financeiros. impostos e taxas) e peças de reposição. A alimentação dos animais nessa fase é realizada através de dispensadores automáticos com ração para peixes carnívoros. férias e outras despesas). Na pré-engorda é utilizado um sistema misto de anfigranja para alimentação (cochos abrigo com adição de larva de mosca para o condicionamento da alimentação em movimento) e inundado para o ambiente. A alimentação dos animais é realizada manualmente com ração para alevinos (“55%” de Proteína Bruta (PB). A mortalidade neste período gira em torno de 10%. metamorfose e pré-engorda. telefone. ração. despesas de infraestrutura (energia elétrica. 1990).5:1 para engorda. Custo de produção A estrutura de custos considerada no presente estudo foi: a) Custo operacional efetivo (COE). e a depreciação dos equipamentos e matrizes.5:1 na fase de engorda. utilizando análises parciais do orçamento para comparar custos e variações de receitas em cada situação proposta (SHANG. 2006). em média. “10%” EE. Durante a fase de crescimento a mortalidade estimada é de 10% e durante as fases subsequentes. “7%” Extrato Etéreo (EE). optamos por duas condições de conversão alimentar “A” e “B”. inclui a soma do COE acrescida dos encargos sociais. Para a “condição B” usamos conversão de 3:1 na fase de girinos e 1. “8%” Energia. estimados como sendo uma taxa de juros anual que incide sobre a metade do COE no ciclo de produção.

com o investimento aplicado integralmente no ano zero. descontadas a taxa de juros. outros indicadores de viabilidade econômica como o payback period (PP) definido como o número de anos necessários para que a empresa recupere o capital inicial investido no projeto (NORONHA. Outros indicadores de avaliação de rentabilidade adotados no presente estudo foram descritos por Martin et al. dentro de intervalos regulares onde são efetuados pagamentos para cobrir todas as despesas com a criação e receitas obtidas com a venda do produto. tendo como fonte (http://www.1. que determina qual é a produção mínima necessária para cobrir o custo. foi considerado um horizonte de tempo de exploração de dez anos. que tem como base a taxa SELIC (Sistema Especial de Liquidação e Custódia) que é divulgada pelo Comitê de Política Monetária Brasileiro (COPOM). Foram utilizados além da TIR. Ao se avaliar um projeto pela TIR. é a soma do COT adicionada aos custos relativos à depreciação anual das instalações e juros anuais do capital referente ao investimento. conforme segue: PN = COT/Pkg. denominado Ponto de Nivelamento (PN). 16 . (1994): 1 Taxa referente a agosto de 2011.a. por um período.c) Custo total de produção (CTP). Retorno do investimento e indicadores de rentabilidade Para a análise econômica proposta. dado um preço de venda do quilo da carne de rã (Pkg). Segundo Allen (1984).bancocentral. Ela tem vital importância na economia. 1987) e o valor presente líquido (VPL) que é o valor atual da série de receitas futuras.00% a. Considerou-se também um indicador de custo em termos de unidades produzidas.gov. A taxa mínima de atratividade considerada nesse estudo foi de 12. subtraídas do investimento líquido. verifica-se que ele só é economicamente viável quando for superior a uma determinada taxa de atratividade.br/) acesso em 16/08/2011. o importante é a tentativa de estimar e avaliar a taxa de atração para que o projeto seja selecionado. A viabilidade do investimento foi avaliada a partir de indicadores como a taxa interna de retorno (TIR). Esse indicador pode ser considerado como a taxa de juros recebida para um investimento durante determinado período. equivalente aos juros que poderiam ser recebidos em aplicações financeiras. pois as taxas de juros cobradas pelo mercado são balizadas pela mesma.

(1994). Desse modo tem-se: LO = RB – COT. mostrando as condições financeiras e operacionais da atividade.a) Receita Bruta (RB): é a produção de carne de rã em kg. permite mostrar a situação do caixa da atividade e constitui o resultado para cobrir demais custos fixos. b) Lucro Operacional (LO): diferença entre RB e COT. retorno do capital e capacidade empresarial. Esse indicador mede a lucratividade no curto prazo. Para calcular o fluxo de caixa foram consideradas as despesas referentes ao investimento inicial no primeiro ano (considerado ano zero) e o custo operacional efetivo acrescido dos encargos financeiros. Formalizando. utilizados para a análise de viabilidade econômica. riscos. Então: IL = (LO/RB) x 100. Foram feitas estimativas com base em duas condições zootécnicas e dois preços de venda para o quilo da carne de rã (R$ 31. Indicador importante que mostra a taxa disponível de receita da atividade após o pagamento de todos os custos operacionais.50 e R$ 35. tem-se: MB = (RB – COT) /COT x 100. c) Margem Bruta (MB): margem em relação ao COT. d) Índice de Lucratividade (IL): relação entre LO e RB. É um instrumento que possibilita identificar um fluxo líquido financeiro a cada ano. isto é. considerando determinado preço de venda do quilo da carne de rã e a produtividade do sistema de produção. que será utilizado para o cálculo da TIR. em porcentagem. variação de valores comumente praticada pelos ranicultores do Estado de São Paulo. o resultado obtido após o produtor arcar com o custo operacional. Brasil. e) Fluxo de Caixa (FC): constitui a soma algébrica das entradas (receita bruta) e das despesas efetuadas durante o ciclo da atividade. Segundo Martin et al. multiplicada pelo preço de venda praticado no mercado. sociais de mão-de-obra e juros anuais do capital referente ao investimento. 17 .50). RESULTADOS Na Tabela 1 são apresentados os índices zootécnicos do modelo de ranário proposto.

840.00 333.00 12.00 6.13 14.00 2.300.a. B peso de abate/rã (kg) rendimento abate/rã (kg) total abatido/ano (kg) Fonte: Dados da Pesquisa Valores 1.00 1.00 800.00 20. Abril de 2011.00 420.00 57.Cond.170. Abril de 2011.523 67.00 13.000.3 .400.1 .00 4.00 9.1 .Baias de engorda 2.000 m 2 ) 2 . Na Tabela 3 são apresentados os custos do ranário.000.000.700.600.00 1.00 453.00 634.Cond.000. Tabela 2. T axa de 12% a.5 61 10 35 11 7. moscário.33 Juros anuais do capital 2(b) 1.644. A quantidade de ração engorda/ano (kg) .00 10.00 1.Implementos para manejo 4 . Para o cálculo de viabilidade utilizou-se a depreciação linear de cada item baseada em sua vida útil e juros anuais de 12% ao ano.800.00 31.Reservatório de água 3 .00 120.2 .000.00 3.00 11.333.Aquisição de terrreno (10.00 1.250.000. cerca e planta baixa 2.00 115.Tabela 1.00 1.33 1.269. 18 .00 1. o custo operacional total (COT) e o custo total de produção (CTP).00 240.00 2.00 466.000.Cond.384 0.2 .440. onde se considerou os custos de operacional efetivo (COE). Item nº ciclos/ano nº desovas/ano mortalidade fase girino (%) mortalidade fase imago (%) mortalidade fase engorda (%) quantidade de ração girino/ano (kg) .00 2.000.00 110.00 4.024.00 43.757.T anques de criação de girinos e metamorfose 2. B quantidade de ração engorda/ano (kg).857.2 .00 18.Baias de mantença de reprodutores e acasalamentos 2.Documentação e elaboração de Projeto (3%) Total 1 2 Quantidade Preço total Vida útil e Depreciação R$ 1 1 8 104 57 1 1 1 1 1 1 20 40 12.700.500.250.25 0. escritório e alojamento 2.33 1.500.Depósito de ração. Índices zootécnicos do ranário de estudo utilizados no estudo de viabilidade.800.4 .440.Componentes de informática 3.33 960.200. A quantidade de ração girino/ano (kg) .104.00 3.733.00 336.4 .00 25.290. sobre o capital inicial.00 5.000.240.Captação de água (bombas e instalações) 3.750.33 75.Construção civil 2.33 1.00 920.646.536.67 933.000 Na Tabela 2 encontram-se os dados de investimento inicial para a implantação do ranário com capacidade descrita anteriormente na Tabela 1.00 576.307 40.5 .67 reposição1 anual (a) Vida útil e reposição () em anos.Equipamantos e ferramentas 3. Projeção de investimento para produção da rã Lithobates catesbeianus.6 .000.Matrizes 4.00 168. Fonte: Dados da Pesquisa.00 372.67 20 10 10 10 20 15 5 (1) 3 (3) 2 (5) 2 (5) 3 (3) 3 (3) 5.200.1 Machos 4.67 1. Item 1.540.Cond.Material para manutenção 3.00 13.Fêmeas 5 .3 .364 5.00 2.T erraplanagem.00 3. Valores expressos em Reais.00 25.500.00 Total (a)+(b) 1. São Paulo. Brasil.

80 46.00 29.00 2.00 6.000.55 29. nas duas condições adotadas pelo estudo.55 933.94 166.520.00 2.Condição B Total anual .00 17. Brasil.19 27.96 60. Civil 12. Abril de 2011.101.479.695. Abril de 2011.788.592. Energia elétrica 5.101. Tabela 4.84 12.2. B Fonte: Dados da pesquisa.000 22. nas Condições A e B.564.136.648.600.680.59 Valores expressos em Reais.21 13.00 58. Material de limpeza 8.331.00 297.23 19.05 24. Ração Condição B 3.Cond.058. Impostos e taxas 7.917.1.999. sobre a metade do COE adicionado aos encargos sociais. A Custo operacional efetivo (R$/kg) .592. Zootecnista 1.479.200.1.960.00 160.68 12.30 27. T elefone 6.917.000.00 35.13 11.479.47 310.06 69.99 960.07 252. Depreciação Equip/Ferramentas.91 249.02 100. Encargos sociais = 40% do desembolso.200.00 18.89 44.680. 19 .00 18.Cond. Valores expressos em Reais.00 2.331.00 COT Outros Custos Fixos CTP 20.02 100.1.00 16.21 13. nas Condições A e B.33 29.01 31.088. Depreciação de Matrizes4 13.00 2.50 93.60 312.00 55.00 35.016. A Tabela 4 apresenta os custos de produção por quilograma de carne de rã.00 15.08 A Tabela 5 apresenta a análise dos custos e os indicadores de rentabilidade do ranário em questão.33 67.847.00 2.16 13. Depreciação/Const.000.695.468.83 12.556.00 7. Estado de São Paulo. Girino 2. Peças de reposição (hidráulica/elétrica) 10.Condição A Total anual . Auxiliar de Produção 2. São Paulo.00 29.00 543. Projeção de custo operacional por ciclo para produção da rã Lithobates catesbeianus.00 17.972.468.00 16.680.374.00 23.150. Valores 14.89 2. Valores expressos em Reais.80 379.181.96 4.76 15. Item Total abatido/ano (kg) Custo operacional efetivo (R$/kg) .887.09 446. Brasil.Cond.Cond. Material de escritório 9. B Custo operacional total (R$/kg) .000. Depreciação estimada de acordo com a vida útil.318. Item 1.00 7.102.400.030.600.00 192.331. Fonte: Dados da pesquisa.535.89 2. Engorda 4.98 207.40 23.152.475.160.734.977.00 200.53 378.00 216.00 17. Ração Condição A 2.556.83 12. A Custo total de produção (R$/kg) .600.Tabela 3.160.54 252. Girino 3.84 22.00 58.653. para efeito de cálculo assumiram-se duas faixas de valores que estivessem compatíveis com os valores de custo de produção para o calculo de fluxo de caixa.00 1.096. Engorda 3.466.52 7.Cond. A Custo operacional total (R$/kg) . Juros anual do capital do investimento Total ciclo .86 16.798.798. Custo de produção da carne de rã.000.00 3.2. Encargos financeiros = 24% a.Cond.86 16.90 17.016.10 1. Mão-de-obra permanente 1. 4 208.96 60.200.00 Encargos financeiros 3 1.2.Condição B 1 2 3 4 4 COE Encargos S ociais 2 8.690.a.Condição A Total ciclo .00 2. B Custo total de produção (R$/kg) .00 39.960.200.767.00 216.713.096.520.53 1.

911.5:1) foi de 20 .88 395.20 41.815.970.47% 35. enquanto a “condição B” (3:1/1.25 17. têm uma porcentagem majoritária dos gastos com ração. na sua maioria. A “condição A” (4:1/2.00 118.58 11. a partir do conhecimento das exigências nutricionais de peixes.000.00 por ciclo. Análise de custos e da rentabilidade do investimento na produção de rã Lithobates catesbeianus. ainda não se dispõe de informações suficientes acerca das necessidades nutricionais das rãs.24% (R$) Payback period (anos) Ponto de Nivelamento (PN) Fonte: Dados da pesquisa.00 497.12.094. as variáveis analisadas foram apenas quantitativas (alimentação).346.784.583. Segundo Marcantonio et al. mas ainda não se conseguiu obter resultados expressivos na área de melhoramento genético.96 33.00 130.53 16. acarretando maiores custos de produção. São Paulo. O melhoramento genético da espécie permitiria reduzir o tempo de conclusão do ciclo produtivo. principalmente.869.47 -72.53 186.76 13. Índices Valor de Venda (R$/kg) Receita Bruta (RB) (R$) Lucro operacional (LO) (R$) Margem bruta (MB) (%) Índice de lucratividade (IL) (%) Taxa Interna de Retorno (TIR) (%) Valor Presente Líquido (VPL) .80 133.000.03 -114. formuladas e balanceadas.99 4.911.64 16. no montante dos dados de custo total de produção (CTP) a ração varia de 30 a 40% (Tabela 3).54 41. Sendo assim.503.33 2.93 DISCUSSÃO No estudo em questão. Tratando-se de manejo alimentar as análises nos mostram que os custos operacionais. Brasil. De acordo com Fenerick Junior e Stefani (2005).99 26.20 31.00 62. aumentar o percentual de carne comercializável por animal e otimizar a conversão alimentar.50 441.5:1) apresentou um custo operacional efetivo (COE) de R$ 208. Condição A 31.154.06% 18. nas Condições A e B.569. Abril de 2011. (2002).16 Condição B 31.05 -14.78 Condição A Condição B 35.60 13. uma vez que.48% 82.313. o custo da ração é alto porque são utilizadas rações comerciais.50 497.346.Tabela 5. a ausência de rações específicas para cada fase do ciclo produtivo das rãs vem gerando ineficiência na conversão alimentar dos animais.50 35.71 11. Neste trabalho analisamos duas condições de conversão alimentar para quantificar a variável. pois ainda não há investimentos significativos nos ranários para contabilizarmos nos custos operacionais de produção.000. as demais variáveis qualitativas (melhoramento genético e tecnologia das instalações) não foram inferidas.25% (R$) Valor Presente Líquido (VPL) .68 -321.102.630. no aperfeiçoamento das instalações e técnicas de manejo.50 441.707.26 9.45 59.96 5. a ranicultura brasileira se desenvolveu rapidamente nos últimos anos.000.80% -294.

afirmam que o uso de rações comerciais extrusadas. ao mercado. o aperfeiçoamento nas técnicas de oferta de alimento e condicionamento adequado na fase pós-metamorfose é vital para melhorar a conversão alimentar e consequentemente diminuir custos. demonstrando que a melhoria da conversão alimentar em 1 kg de ração por kg de engorda traz uma redução em 20% nos custos operacionais. tanto para R$ 31. alterando a viabilidade econômica da atividade. 2005). o cultivo de bijupirá possui uma alta produtividade que reflete um custo por kg de peixe de 3 a 4 vezes menor que o da rã.R$ 166.50 por kg de carne comercializada. baseada em um conjunto de indicadores de retorno (VPL) e indicadores de risco (TIR e PAY-BACK) com flexibilidade de curso de ação (trajetórias). Para análise da viabilidade da criação de Lithobates catesbeianus no âmbito comercial na metodologia proposta. O estudo de produtividade considerou o kg do animal vivo. 21 . Esta condição só seria alcançada no ranário em questão se o uso das instalações fosse otimizado e houvesse um aumento do número de ciclos por ano (maior produtividade). No País.500.a.00 por ciclo.50 como R$ 35. o pequeno volume de produção de rãs reflete-se na reduzida tonelagem de ração consumida nas raniculturas e. que representa de 30 a 40% dos custos de operação efetivo (COE). 2008). Enfatizamos que a conversão alimentar dos girinos de 3:1 (“condição B”) utilizada neste trabalho é relativamente alta quando comparada a de outros ranários comerciais brasileiros que trabalham com criação de animais em taques de terra e/ou fontes alternativas de alimento através da adubação de tanques. A “condição A” tornou-se inviável ou pouco atrativa. entretanto. e significativamente 40% nos custos de ração (Tabela 3). Seixas Filho et al. (1998). sugerimos a “condição B” para os custos operacionais. quando comparada a taxa de atratividade de 12% a.50 por kg de animal vivo). Portanto. formuladas para peixes carnívoros ou onívoros é uma das poucas alternativas para a ranicultura. rações específicas e adequadas para esse anfíbio (CASALI et al. a diminuição do interesse da indústria em desenvolver e oferecer.. observamos que ambas possuem altos custos totais de produção e de investimento.. já no preço de venda foi somado os custos do abate de forma terceirizada (R$ 3. podendo resultar em diferentes desempenhos das rãs. Ao compararmos os custos de operação da ranicultura a criação de bijupirá (SANCHES et al. consequentemente. A falta de tecnologia da atividade se torna também um fator crítico de sucesso quando equalizamos os custos de mão de obra. (Tabela 5).

82) nos mostrando que apesar dos índices serem favoráveis para a ranicultura. outras atividades aquícolas ainda nos remetem uma lucratividade muito maior.66.53% (862. 22 . foram 2 anos de pay back e TIR de 36%. com índice de lucratividade de 30. Considerando a taxa de 12% (Selic) a rentabilidade do projeto demonstrou-se consideravelmente superior à rentabilidade da aplicação financeira de segurança (poupança) para os dois preços de comercialização.00. (2008). (2006).71 anos. obteve-se um pay back de 2. por altos preços e foco nos mercados de luxo. (2008).02% é superior a taxa de juros de 24% comumente praticada em empréstimos para essa atividade no mercado brasileiro. que. uma piscicultura de tilápias (Oreochromis spp. para criação de bijupirá em sistema offshore a um preço de venda de R$15.402.42% (66.93 kg de animal vivo (69% da renda bruta) refletindo que apesar da falta de tecnologia e do considerável investimento. pois inviabilizaria o projeto em qualquer inclusive na condição B.707. o VPL resultou em R$ 395. o acerto das variáveis zootécnicas proporciona uma segurança ao empreendedor.33. para produção de garoupa-verdadeira em tanque-rede no preço de venda de R$18. proporcionando lucratividade mediana. em curto prazo. corroborando de forma comparativa com os resultados apresentados no seguinte trabalho.) em tanque-rede apresentando um cenário desfavorável de lucratividade apresenta um ponto de equilíbrio de 53.5 anos e TIR de 27. o que demonstra que para o horizonte de planejamento estipulado de 10 anos proporciona que o investimento seja recuperado em um prazo de 2.00. Em Vera-Calderón e Ferreira (2004). sendo inicialmente de alto custo e reduzida escala de produção. Outra abordagem de Viera et al.50/kg. O break even point (ponto de nivelamento) do negócio na melhor condição encontrada foi de 9. Vale ressaltar que não foi considerado o risco de perda total em nenhum ano. seriam inacessíveis para consumidores de menor poder aquisitivo. enquanto um modelo rentável esta em torno de 14. e sua administração mercadológica frequentemente contradiz as regras. (2009). a carne de rã é comercializada em diversos países. Os indicadores de retorno apresentados em Sanches et al.000 kg de margem. A taxa interna de retorno (TIR) de 35. com mais de 4.443.84%. De acordo com Çaklı et al. Novamente em Sanches et al.Para a melhor condição encontrada. ao preço mínimo de venda de R$35. relata que o universo do luxo é extremamente propício para o desenvolvimento e experimentação de novas tecnologias. Os bens de luxo são produtos e serviços com comportamentos muito particulares no mercado.92 kg) da renda bruta.078.

. Rome: FAO. n. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALLEN..R. Resultado econômico da criação de rã em regiões de clima temperado. CARRARO. 1984.M. melhoramento genético. p.U.3. G. e passada a fase inicial de novidade. 41. P. 2008. Determination of Shelf Life in Fried and Boiled Frog Meat Stored in Refrigerator in 3. CADUN A.. STÉFANI. E. 2005.1.08°C. S.Após certo tempo. M. 2010. D. LIMA. R. p. 36.2± 1. Revista FAE. FERREIRA...T. FEIX. Rações Comerciais e o rendimento de carcaça e subprodutos de rã-touro. M. a profissionalização da atividade por grandes grupos de empreendedores pode torná-la uma demanda valorizada pelo mercado de luxo. para elevar a produtividade e os percentuais de lucratividade que margeiam a atividade. 2. Lithobates catesbeianus. CAĞLAK E.J. MOURA. v. p. Portanto.Y.R.. Mas não podemos desconsiderar que isto estará diretamente ligado aos investimentos em tecnologia. M. S. Journal of Fisheries & Aquatic Sciences. 35. Bioeconomics of aquaculture.D.P. ÇAKLI.. 70-80. 1064-1071. 2009. 4ª ed. ABDALLAH. SANTOS.. A.O.V.5:1 na fase de engorda e valor de preço de venda superior a R$ 35. A. com os dados atuais não é possível prever o rumo que a ranicultura irá tomar. ocorre o fenômeno de trickledown – as tecnologias ganham em custos de escala e passam a ser difundidas em outros segmentos.A. KIŞLA D. conquistando o mercado local e internacional. FRANÇA F. CONCLUSÃO Tomando-se como base os dados do cultivo comercial analisado a criação de rãs torna-se atrativa quando praticada com índices de conversão alimentar inferiores a 3:1 na fase de girinagem e 1.. FAO Fishery and Aquaculture Statistics.. C. n.L. CASALI. 1172-1178. K. 2006. p.: Elsevier. P. v. n. New York. FIGUEIREDO. Revista Ciência Rural.. M.C.50. v. Brasil. 2010. Informações Econômicas. v. DINÇER T.11. RANZANI-PAIVA.. 2008/FAO annuaire.C.M.111-118.115-119. Aquaculture Research. manejo alimentar e ambiência. p.. Haematologic and immunologic parameters of bullfrogs. N. v. 23 . fed probiotics. DIAS.36.C. Ranicultura: um bom negócio que contribui para a saúde.

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CAPÍTULO 2 .

modelo de integração. Concluiu-se portanto que o modelo de integração para a ranicultura. girinagem e metamorfose dos animais.2. Cláudia Maris FERREIRA3 1Parte da dissertação de mestrado da primeira autora. 3Pesquisador Científico.com. Marcelo Barbosa HENRIQUES3.br). Palavras-chave: Lithobates catesbeianus. instalações adequadas. Instituto de Pesca. aquicultura 27 . o integrador compraria a produção do integrado no preço de R$12. O modelo proposto foi baseado. Constituída de pequenos e médios ranicultores. de Pós Graduação do Instituto de Pesca (e-mail: 2Programa c. APTA. Esta situação dificultou ainda mais a sustentabilidade do pequeno produtor rural.00 o kg do animal vivo e o mesmo seria responsável pelo abate e a comercialização da carne. melhoramento genético. eclosão. revelando a urgente necessidade do desenvolvimento de culturas compatíveis com as características socioeconômicas vigentes.moreira@uol. implantando a integração vertical parcial. impulsionaria a atividade e os investimentos em indústrias de insumos.39% e o integrador com um pay back de 3. Nesse contexto o objetivo deste trabalho foi demonstrar um modelo de integração que seja factível a ranicultura. a maioria tem dificuldade de se associar para ganhar competitividade na comercialização. no integrador responsável pelas fases de reprodução. RESUMO A atividade de ranicultura tem enorme potencial de crescimento econômico nacional e mundial. rã touro.renata.34 e uma TIR de 41.MODELO ECONÔMICO-FINANCEIRO DE INTEGRAÇÃO NA CADEIA PRODUTIVA DO SETOR DE RANICULTURA1 MODEL OF ECONOMIC AND FINANCIAL INTEGRATION IN THE SUPPLY CHAIN SECTOR OF FROG FARM1 Carla Renata MOREIRA1. Após a engorda. Os imagos com peso aproximado de 20 g seriam vendidos aos integrados a preço reduzido para engorda do animal até atingir o peso de abate de 250g. tecnologia de criação e como consequência o ganho de escala. SAA.59%. A viabilidade do modelo foi demonstrada através do integrado atingindo um pay back inicial de 2.21 e uma TIR de 28.

Isso condiciona as decisões dos produtores. a curto prazo e longo prazo. A atividade de ranicultura tem enorme potencial de crescimento econômico nacional e mundial. internos e externos. In this context. quanto.ABSTRACT The frog farm has enormous potential for economic growth nationally and globally.59%. aquaculture INTRODUÇÃO Produzir alimentos. in charge of integrating reproductive stages until metamorphosis of animals.. the integrator would buy integrated into the production price of $ 12. Taiwan. Cingapura e Malásia) que tem uma taxa de consumo elevada (FAO. 2010). 28 . revealing the urgent need to develop cultures compatible with the existing socio-economic characteristics. This further complicates the sustainability of small rural producers. bullfrog. mas se configura cada vez mais como resposta à demanda dos consumidores. integration model. onde e como não é uma decisão autônoma do produtor rural. Japão. 2006). technology. The animals weighing approximately 20 g would be sold at a reduced price to the integrated fattening of the animal until slaughter weight of 250g. quais. It was concluded therefore that the integration model for frog culture. The proposed model was based. most have difficulty joining to gain competitiveness in trade.00 a kilo of the live animal and the same would be responsible for the slaughter and marketing of meat and implementing the partial vertical integration. Pode-se dizer que estes devem ter um olho na terra (hoje.39% and the integrator with a pay back of 3. sobretudo se considerarmos os mercados asiáticos (China. facilities. the objective of this study was to demonstrate a model of integration that is feasible to frog culture.21 and an IRR of 28. Consisting of small and medium frog farms. breeding. o que vai acontecer) (CONTINI et al. activity and boost investment in industries of inputs. The viability of the model was demonstrated by achieving an integrated pay back initial 2. and consequently the creation of scale. como estratégias de investimentos. After fattening. sobrevivência) e outro no horizonte (futuro. Key words: Lithobates catesbeianus. Vietnam.34 and an IRR of 41.

o cooperativismo. a integração vertical e o arranjo produtivo local (APL) são exemplos possivelmente aplicados. Para assegurar eficiência. por sua vez. industrialização e venda no mercado da produção. a maioria tem dificuldade de se associar para ganhar competitividade na comercialização. revelando a urgente necessidade do desenvolvimento de culturas compatíveis com as características socioeconômicas vigentes (FEIX et al. por micro produtores rurais cresceu. Institutos e outros (LIMA et al. A ranicultura paulista teve seu início em 1939. Na ranicultura o cooperativismo enfrentou sérias dificuldades de sobrevivência. através do fomento realizado pela Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo (FONTANELLO. 2006). Atualmente. O aporte financeiro necessário para garantir a viabilidade econômica de atividades ocupadas. Uma tentativa para ranicultura de adequar o modelo produtivo empresarial.. enquanto as fontes de crédito do período revelaram-se insuficientes. a integração horizontal.SP) que chegou ao fim em 2004 (LIMA et al. Um exemplo foi a Cooperativa do Estado do Rio de Janeiro (Itaboraí). O cooperativismo é um modelo que reúne produtores rurais ou agropastoris e de pesca. mais tarde com a efetiva participação de Instituições de Pesquisas. o Brasil. 29 . a cooperativa pode também.Ao contrário de outros países que praticam a caça ou cultivo extensivo. pode-se dizer que a rã-touro é a única espécie utilizada pelos ranários comerciais brasileiros. por questões de organização de governanças.. que trabalham de forma solidária na realização das várias etapas da cadeia produtiva: da compra de sementes e insumos até a colheita. promover a compra em comum de insumos com vantagens que. armazenamento. 2009). 1994). isoladamente. 1998). até então. 2008). Constituída de pequenos e médios ranicultores. Esta situação dificultou ainda mais a sustentabilidade do pequeno produtor rural em suas atividades tradicionais. como Universidades. que encerrou suas atividades em 2002 e a Cooperativa de Ranicultores do Vale do Paraíba (em Tremembé . procurou desenvolver a tecnologia de criação em cativeiro. primeiramente através dos esforços isolados de criadores independentes. o produtor não conseguiria (DE PAULA. com desenvolvimento socioeconômico local é o aproveitamento dos modelos de produção comumente adotados no agronegócio para a atividade.

caracterizados como aglomerações territoriais de agentes econômicos. que exige uma 30 . têm foco em um conjunto específico de atividades econômicas que apresentam vínculos entre si. As atividades associadas a competências não essenciais (periféricas) são transferidas a outros produtores. pode ser a principal competência dos produtores que as assumem.. Já a integração vertical ocorre quando uma empresa coordena todas as atividades produtivas. incorporações e aquisições no agronegócio brasileiro constitui um exemplo desse tipo de integração. desde a geração dos fatores de produção. No setor avícola o sistema que tem se tornado mais presente no Brasil é o de integração vertical. Na ranicultura pode-se afirmar que modelos de integração foram testados. A indústria de frangos. controle da atividade produtiva. enquanto processamento industrial. que nelas está presente uma "eficiência coletiva" que confere às aglomerações uma vantagem competitiva específica (ERBER. (COTTA. 2008). O processo dinâmico de fusões. 2010). 2003). aumentar escala e concentrar mercado em poucas grandes empresas (PADILHA JUNIOR et al. a produção das atividades complementares ao abate e o esquema contratual de criação das aves junto aos produtores avícolas.A integração horizontal é verificada quando uma empresa absorve outras empresas que executavam atividades similares às suas. Os APLs vêm ganhando importância crescente como objeto de estudo acadêmico e de políticas públicas. industrialização e colocação do produto final junto ao mercado consumidor. Como mais uma alternativa de modelo de produção os arranjos produtivos locais (APLs). a metamorfose do animal. Isto porque estes produtores podem ser especializados. Parte dessa atenção deriva da hipótese que essas aglomerações possibilitam ganhos de eficiência que os agentes que as compõem não podem atingir individualmente – ou seja. que busca reduzir competitividade. em função da instalação de grandes empresas oligopolistas e integradoras a partir de fins dos anos 70. políticos e sociais. por exemplo. processamento. surgiu em fins dos anos 60 e passou a constituir o principal segmento da indústria de carnes. A importação da tecnologia de processo permitiu a integração vertical. o que significa que eles podem executá-las melhor (em termos de custo e qualidade. sem quaisquer resultados tangíveis até o momento. Uma das vantagens deste processo é que a execução dessas atividades – secundárias em termos de importância para o ranicultor.

temperatura mínima e em algumas regiões mais frias só se atinge com aquecimento da água) que o próprio integrador (GUERRA.000/ha. Acesso em 27 ago. Sendo assim o objetivo deste trabalho foi evidenciar através de Estudo de Caso um modelo econômico financeiro que possa viabilizar a inserção de pequenos proprietários na cadeia produtiva da ranicultura como fonte de renda alternativa. Os dados de produtividade foram calculados hipoteticamente através de um estudo de capacidade de um ranário comercial. passando hoje a ser representada apenas por 144 ranários ativos no país. a proximidade do mercado consumidor e das indústrias de abate e processamento da carne. dados obtidos de um ranário comercial.gov. a dificuldade de manejo dos animais e os elevados custos de insumos. 2010). sendo adotada uma porcentagem comumente utilizada em estudos de viabilidade econômica. 2003). com pré-requisitos e estrutura para ser um integrador.sp. 2011. sendo 85 no Estado de São Paulo (RODRIGUES et al.iea. 2010). 31 .. culturais (receptividade dos consumidores) e de infraestrutura. dados do Instituto de Economia Agrícola (IEA)2. tendo como fonte <http://ciagri.br/bancoiea/precor. A ranicultura historicamente passou por um grande momento de crescimento na década de 90. atingindo o numero aproximado de 2. Com este histórico é necessário que o empreendedor rural que queira optar pela ranicultura considere atentamente aspectos socioeconômicos (estratégias de mercado). da média de valores da terra nua no Estado de São Paulo. a atividade entrou em declive rapidamente. Os custos com transporte dos animais. objetivando orientar os produtores em relação ao investimento necessário para iniciar a atividade econômica da ranicultura no modelo proposto. MATERIAL E MÉTODOS Na elaboração do projeto executivo consideramos como base inicial. Devido à falta de investimento no setor. Foi previsto o investimento necessário para aquisição do terreno de R$ 12. Estes valores podem variar de acordo com o contrato adotado na unidade de negócio.aspx?cod_tipo=1&cod_sis=8>.000 ranários em funcionamento no Brasil (LIMA e AGOSTINHO. 2 Valores referentes a agosto/2011. como a logística de transporte da produção. assistência zootécnica não estão previstos no modelo.

. a mais provável e a otimista. b) Custo operacional total (COT). ração. Os dados de produtividade foram calculados através da média de três anos em três condições.. Análise Econômica Investimento O investimento utilizado neste estudo foi composto pela aquisição do terreno. telefone. férias e outras despesas). com peso de abate estabelecido em 250 g e rendimento de carcaça de 55%. impostos e taxas) e peças de reposição. “10%” EE. e a depreciação dos equipamentos e matrizes. Custo de produção A estrutura de custos considerada no presente estudo foi: a) Custo operacional efetivo (COE). Durante a fase de crescimento (girinagem) a mortalidade estimada é de 10% e durante as fases subsequentes.5:1. composta de “40%” de PB. utilizando-se para esse cálculo o valor de 40% do custo gasto com mão-deobra (SANCHES et al. 2006). 2002). a pessimista. no qual são incluídas as despesas com: mão-de-obra permanente. metamorfose e préengorda. o custo de construção em alvenaria (R$160. A mortalidade neste período gira em torno de 10% e a conversão alimentar de 1.00/m2) e o custo de aquisição de equipamentos e ferramentas necessários para o funcionamento do ranário. A alimentação dos animais nessa fase é realizada através de dispensadores automáticos com ração para peixes carnívoros. “8%” Energia) e conversão alimentar de 3:1. a mortalidade atinge 35%. “8%” Energia. inclui a soma do COE acrescida dos encargos sociais. despesas de infraestrutura (energia elétrica. que configuram a movimentação do alimento. quando se tratar de mão-de-obra (contribuição ao INSS. Após a metamorfose os animais são condicionados a alimentação de ração granulada através da adição de larvas de mosca. estimados como sendo uma taxa de juros anual que incide sobre a metade do COE no ciclo de produção. 32 . O sistema de engorda utilizado é denominado inundado (FERREIRA et al.Aspectos Zootécnicos A alimentação dos animais até a metamorfose é realizada manualmente com ração para alevinos (“55%” de Proteína Bruta (PB). encargos financeiros. material de limpeza e de escritório. “7%” Extrato Etéreo (EE).

dado um preço de venda do quilo da carne de rã (Pkg) ou o milheiro de imagos. 1981) e o valor presente líquido (VPL) que é o valor atual da série de receitas futuras.bancocentral. 2011. Retorno do investimento e indicadores de rentabilidade Para a análise econômica proposta.gov. o importante é a tentativa de estimar e avaliar a taxa de atração para que o projeto seja selecionado. A taxa mínima de atratividade considerada nesse estudo foi de 12. por um período. que tem como base a taxa SELIC (Sistema Especial de Liquidação e Custódia) que é divulgada pelo Comitê de Política Monetária Brasileiro (COPOM). Esse indicador pode ser considerado como a taxa de juros recebida para um investimento durante determinado período. outros indicadores de viabilidade econômica como o payback period (PP) definido como o número de anos necessários para que a empresa recupere o capital inicial investido no projeto (NORONHA. com o investimento aplicado integralmente no ano zero. descontadas a taxa de juros. (1984). foi considerado um horizonte de tempo de exploração de dez anos. Segundo ALLEN et al. tendo como fonte <http://www. Foram utilizados além da TIR. que determina qual é a produção mínima necessária para cobrir o custo. A viabilidade do investimento foi avaliada a partir de indicadores como a taxa interna de retorno (TIR).c) Custo total de produção (CTP). 33 . verifica-se que ele só é economicamente viável quando for superior a uma determinada taxa de atratividade. é a soma do COT adicionada aos custos relativos à depreciação anual das instalações e juros anuais do capital referente ao investimento.br/>.3. denominado Ponto de Nivelamento (PN). subtraídas do investimento líquido. conforme segue: PN = COT/Pkg ou Pmi. Considerou-se também um indicador de custo em termos de unidades produzidas. Outros indicadores de avaliação de rentabilidade adotados no presente estudo foram descritos por MARTIN et al. pois as taxas de juros cobradas pelo mercado são balizadas pela mesma. (1994): 2 Taxa referente a julho de 2011. equivalente aos juros que poderiam ser recebidos em aplicações financeiras. Ao se avaliar um projeto pela TIR.00% a. Ela tem vital importância na economia. Acesso em 16 ago. dentro de intervalos regulares onde são efetuados pagamentos para cobrir todas as despesas com a criação e receitas obtidas com a venda do produto.a.

a mais provável e a otimista. (1994).000 324. 1. c) Fluxo de Caixa (FC): constitui a soma algébrica das entradas (receita bruta) e das despesas efetuadas durante o ciclo da atividade.333 213. multiplicada pelo preço de venda praticado no mercado.000 159.Imagos para os Integrados Engorda 34 . retorno do capital e capacidade empresarial. 2011.000 700.a) Receita Bruta (RB): é a produção de carne de rã em kg. Esse indicador mede a lucratividade no curto prazo. Ovos Condição Pessimista Quantidade de Animais Produção (kg) Condição Mais Provável Quantidade de Animais Produção (kg) Condição Otimista Quantidade de Animais Produção (kg) Fonte: Dados da pesquisa. que será utilizado para o cálculo da TIR. Estado de São Paulo.000 770.380. mostrando as condições financeiras e operacionais da atividade.000 1.000 639.000 476. Tabela 1. permite mostrar a situação do caixa da atividade e constitui o resultado para cobrir demais custos fixos.Engorda Compra .000 670.333 192. sociais de mão-de-obra e juros anuais do capital referente ao investimento. em três condições. b) Lucro Operacional (LO): diferença entre RB e COT.667 476. a pessimista.000 608. Para calcular o fluxo de caixa foram consideradas as despesas referentes ao investimento inicial no primeiro ano (considerado ano zero) e o custo operacional efetivo acrescido dos encargos financeiros.000 48. riscos.000 Girinos Metamorfose Pré . Agosto.000 984.000 233.250 405. RESULTADOS Na tabela 1 são apresentados os dados de produtividade anual da rã para o modelo proposto. Desse modo tem-se: LO = RB – COT.667 429. Segundo MARTIN et al.160. Dados de Produtividade do Modelo de Integração Vertical para ranicultura.000 360.000 107.750 778. É um instrumento que possibilita identificar um fluxo líquido financeiro a cada ano.

Aquisição de terrreno (10.138.Construção civil 3 .178.00 6.125.000 m2) 2 .400.80 3.588.716.93 74.16 1.216.00 1.53 4.68 406.6 Integrados 1.146.00 1.84 722.440.16 Integrados 1.700.209.62 11.00 41.393.93 65.00 7.000 m2) 2 .000.9 Integrados 1.713.716.197.833.36 1.138.Equipamentos e ferramentas Total Condição Otimista .500.807.63 10.074.Aquisição de terrreno (10.259.440.062.22 70.60 3.716.93 65.00 14.383.00 7.00 342.00 47.36 4.000.Equipamentos e ferramentas Total Condição Mais Provável .00 41.83 4.083.Aquisição de terrreno (10.440.720.00 10.Construção civil 3 .00 1.05 35.409.071.000 m2) 2 .Aquisição de terrreno (10.05 1 1 12.00 35.669.Equipamentos e ferramentas Total Condição Mais Provável . 35 .440.448.00 295.93 1.222.05 35.00 7.50 69.440.000.89 8.440.724.440.716.117.53 1 1 12.Construção civil 3 .33 5. 2011.00 207.49 Quantidade Preço total Vida útil e R$ reposição1 Depreciação anual (a) Juros anuais do capital2 (b) Total (a)+(b) 4.197.000 m2) 2 .05 29.496.00 35.500.500.56 45.07 1.000.440.Construção civil 3 .000.710.60 3.Equipamentos e ferramentas Total Condição Otimista .Construção civil 3 .22 5.25 866.00 2.00 254.213.840.00 33.200.057.314.05 5. Item Condição Pessimista .000.96 20.000 m2) 2 .00 24.141.200.000.485.43 7.16 1.856.00 1.700.000 m2) 2 .00 33.60 Na tabela 3 foram exemplificados os custos operacionais do modelo de produção de integração para Ranicultura.53 1 12.00 24.Integrador 1.25 5.30 487.125.33 8.Na tabela 2 foram inferidos os dados de investimento necessário para suportar a produtividade nas três condições descritas.33 5.Aquisição de terrreno (10.300. Tabela 2.56 54.08 14.571.67 1.00 30.440.Integrador 1.440.93 74.377.440.65 12. Dados de investimento do modelo de integração proposto para a Ranicultura.00 35.700.14 1.50 29. 1 12.00 295.00 6.440.Equipamentos e ferramentas Total Condição Pessimista .000.00 342.Aquisição de terrreno (10.53 4.Equipamentos e ferramentas Total Fonte: Dados da pesquisa.80 1. Agosto.33 70.00 5.241.00 1.692.75 8.50 893.026.571.200.Construção civil 3 .Integrador 1.288.485.071.12 14. Estado de São Paulo.60 1.000.00 1.00 12.305.570.41 11.057.00 51.00 53.

38 COE Encargos Sociais2 Encargos financeiros3 COT Outros Custos Fixos CTP 36 .071. Juros anual do capital do investimento 12.648.00 77.700.696.77 11.628. Juros anual do capital do investimento Total anual Condição Mais Provável .500.293.Integrador 1.496. Depreciação Equip/Ferramentas.695.597. Depreciação/Const.916.216.00 1.40 17.00 3.071.974.772.4 9. Civil 4 8.680.00 5.93 6. Compra dos Imagos 4.340. Impostos e taxas 6.720.362. Mão-de-obra permanente 2. Ração 3.80 21.89 41.036.98 2.00 1.78 216.55 496.696.743.00 843.72 14.221.665.08 65.00 37.00 21.628.32 3.60 3.08 86.340. Depreciação Equip/Ferramentas.192.648.49 280.200.040.93 6.409.00 26.125.458.93 6.125.648.008.996.44 11. Depreciação/Const.340.44 11. Ração 3. Impostos e taxas 5.00 6.93 6.724.4 8.628.97 2.38 65.696.200.00 1.340.56 43.02 54.180.55 8.00 22.00 1.14 8.9 Integrados 1.00 1.394.87 840.085.200.07 280.20 840.00 5.39 3.383. Custos de Operação do modelo de integração para Ranicultura.52 216.216.00 135.40 1.864.00 1.00 271.00 22. Impostos e taxas 5.394. Juros anual do capital do investimento Total anual Condição Otimista . Energia elétrica e Telefone 5.00 271.213. Depreciação/Const.628.55 496.6 Integrados 1.00 2.00 24.780.98 2.597.628.46 2. Energia elétrica e Telefone 4.840.80 21.00 10. Mão-de-obra permanente 2.00 336.00 90.710.696.131.93 6.40 17. Agosto. Energia elétrica e Telefone 5.960. Mão-de-obra permanente 2.200.780.570.00 33. Material de limpeza e Peças de reposição 7.832.600.500.00 34.00 56.956.4 9.00 336.625.19 2. Civil 4 7.93 147.65 6.00 5.00 26.13 3.00 11.772.072.38 6.00 3. Civil 4 8. Material de limpeza e Peças de reposição 7.00 1.213.245.916.00 4. Depreciação Equip/Ferramentas.93 4.197.00 3.916.221.938. Material de limpeza e Peças de reposição 6.00 1.93 18.680. Item Condição Pessimista .036.00 5.544.00 1.50 12.780.665.07 16.448.89 30.00 3.00 10.38 6.83 1.840.00 18.80 3.00 33.00 37.540. Mão-de-obra permanente 2.00 20.60 3. Civil 4 7.00 10.780.00 11.216.800.55 8. Energia elétrica e Telefone 4.00 6.216.4 8.00 3.665. Energia elétrica e Telefone 4.00 37.00 3.340.93 57.696.234.200.00 3.4 8. Estado de São Paulo.303.97 2.500.680.05 14. Depreciação Equip/Ferramentas.665.500. Material de limpeza e Peças de reposição 6.00 3.00 24.93 6.496.00 24.89 30.90 10.628.80 3.00 33.00 2.00 16. Ração 3.125.00 33.38 5.394.665.20 11.00 5.00 3.293.56 110.00 1. Depreciação/Const.665.89 41.916. Depreciação Equip/Ferramentas. Civil 4 7. Mão-de-obra permanente 2.64 3.42 72.28 6.78 1.60 3.154.040. Juros anual do capital do investimento Total anual Condição Pessimista .245.89 41.956.680.700.67 75.008.216.20 11.55 496.864.807.00 5.125. Impostos e taxas 5.313.154.804.89 41. Ração 3.00 1. Depreciação/Const.36 18.720.00 18.071.040.59 74.00 1.832. Compra dos Imagos 4.00 3.344.500.00 40.071. Juros anual do capital do investimento Total anual Condição Mais Provável .50 2.288.00 271. 2011.77 11.980.340. Ração 3.697.49 8.638.807.00 24.784.695.448.13 3.39 3.60 3.938.12 4.Integrador 1.38 6.600.53 24.00 5. Material de limpeza e Peças de reposição 6.64 6.696. Impostos e taxas 6.165.00 1.686.Integrador 1.44 840.07 2.00 6.00 40.967.409.80 1.648.00 4.Tabela 3.75 55.383.

Custo do milheiro do imago e do kg da rã viva para comercialização entre o integrador e integrados no modelo proposto.16 R$ 627.00 33. Juros anual do capital do investimento Total anual 1Valores 66.a.040. Tabela 4.Integrado Custo da Rã viva (Kg) Fonte: Dados da pesquisa.99 3.305.Integrador Custo do Imago (R$/mi) Condição Mais Provável .05 R$ 369.00 1.216.358.015.111. 2Encargos Fonte: Dados da pesquisa.832.79 6.10 3.00 31.832.00 R$ 277.54 3Encargos 4Depreciação 1.12 74.680.780.500. financeiros = 24% a. Ração 3. Estado de São Paulo.Total anual Condição Otimista .36 5.083.25 11.999.76 63.00 81.19 2. Mão-de-obra permanente 2. Agosto.10 888.26 6.200.05 expressos em Reais.00 33.Integrador Custo do Imago (R$/mi) Todas as Condições .999.99 3.16 Integrados 1.197.00 1.00 Valores Nas tabelas 5 e 6 foram calculados os indicadores de viabilidade econômica do projeto integrador e do projeto integrado.89 280. sociais = 40% do desembolso.97 2.55 8.12 54.720.38 4.720.00 4. Material de limpeza e Peças de reposição 7. Na tabela 4 foram calculados os custos para os integrados e integradores.697. Item Condição Pessimista .35 11.93 8.695.348. Compra dos Imagos 4.680.Integrador Compra Custo do Imago (R$/mi) Condição Otimista .00 1.414.4 9. para o modelo de integração vertical proposto. estimada de acordo com a vida útil.53 155.216.643. Depreciação Equip/Ferramentas.00 1.00 5.93 2.00 135. Energia elétrica e Telefone 5.700. para compra e venda.305. sobre a metade do COE adicionado aos encargos sociais. 37 .00 5.86 14.916.35 11.916.151.00 74.97 2. Depreciação/Const. Impostos e taxas 6.026.359.492.00 5.00 2. R$ 12.780.212. 2011.987.78 216.99 336.643. Civil 4 8.

724.192.29 3.37 226.6 COT Receita Bruta – RB Lucro Operacional – LO Ponto de Nivelamento .911.36 R$ 133.72 R$ 96.407 2.00 R$ 67.86 R$ 119.197.13 36.19 40.PN Pay Back VPL (12.19% Tabela 6.81 26. Agosto.275.69 95.50 R$ 111.RB Lucro Operacional .95 38.64 49.97 267.81 3. Indicadores de viabilidade econômica do integrado no modelo proposto.39% Condição Mais Provável .5%aa) VPL (24%aa) TIR Fonte: Dados da pesquisa.34 98.41 178. Indicadores de viabilidade econômica do integrador no modelo proposto. Integrados Condição Pessimista .26 3.16 R$ 63.59 67.25 246.96 31.27 79. Figura 1.728.21 187.413.42 28.665 1.623.05 R$ 143. Agosto.760.606.08 280.28 23.966.378. Estado de São Paulo.83% A Figura 1 ilustra o fluxograma do modelo produtivo. Fonte: autor.PN Pay Back VPL (12.710.36 30.049.27 R$ 101.812.981. Estado de São Paulo. 2011.596 1.425.796.50 R$ 56.57% Condição Otimista .768. Integrador Condição Pessimista COT Receita Bruta .53 R$ 185.64 87.463.05 308.Tabela 5.74 187.462.083.976.9 R$ 75.538. R$ 65.004. proposto para Ranicultura.97% Condição Otimista R$ 74. 38 .LO Ponto de Nivelamento .00 R$ 30.000.00 R$ 79.000.197.474.80 41.32 138. R$ 54.59% Condição Mais Provável R$ 74.807. Modelo de Integração Vertical “para trás”. representando os papéis do integrado e do integrador ao longo do processo produtivo.53 R$ 175.5%aa) VPL (24%aa) TIR Fonte: Dados da pesquisa. 2011.

Muitos avanços foram realizados para a melhoria da ambiência do animal (FIGUEIREDO et al. a exemplo da criação adensada de aves de corte em galpões climatizados.DISCUSSÃO O modelo de produção que se torna possível para a ranicultura. que reponde a regional administrativa de Sorocaba composta por 79 municípios. Sendo assim a exemplo da cadeia produtiva de aves de corte. Na avicultura foram criadas condições ambientais artificializadas na medida em que o progresso tecnológico propiciou maior controle produtivo. processamento (MELLO et al. E é favorecida pelos aspectos climáticos e geográficos. (1998). abundância de água. proporcionando um aumento de 65% na conversão alimentar e uma diminuição de 50% no consumo de ração.. permeia semelhantes restrições e adaptabilidades que foram superadas pelo setor avícola. é semelhante ao modelo da cadeia produtiva de aves de corte. LIMA et al. 2010). 2006). implantação de alimentadores automáticos (OLIVEIRA et al. controle da produção animal por meio de terminais de computadores (BELUSSO e HESPANHOL. O que fez com que em 1996 a engorda diminuísse de 105 dias. a integração vertical. fornecimento 39 .. processamento e conservação das carnes. a produção em escala. Parte disto esta relacionado com as tentativas frustradas de cooperativismo no estado de São Paulo e a falta de apoio governamental e estrutural para desenho de um arranjo produtivo local. a ranicultura necessita de um modelo agressivo para iniciar a aplicação pratica destes feitos e tentar superar uma nova etapa. Para organização do modelo foi escolhida a região sudeste do Estado de São Paulo. pesquisa genética. para 45. 2009). capacitação gerencial e industrial dos funcionários através de cursos. A expectativa do modelo para ranicultura. malha rodoviária e portuária. entre outros. 2001). tais como: técnicas de manuseio de animais.. relatou as entraves do setor da ranicultura. Resultados das inovações tecnológicas oriundas da Terceira Revolução Industrial tiveram seus impactos visíveis nas empresas do setor de carnes. técnicas de desossa. A região abriga um dos maiores ranários comerciais do país com produtividade de 14 t ano. no intuito de direcionar os esforços de pesquisa e desenvolvimento. de infraestrutura de ensino e Universidades.

quanto ao retorno do investimento. O custo de implantação do modelo procurou atender o princípio de viabilidade econômica para o pequeno produtor rural. Acesso em: 01 set.br/produtos/iprs/analises/RASorocaba. A falta de dados recentes da atividade na região. ou mesmo financiamentos através de bancos como o PRONAF e o PROGER RURAL.cati. 4 Fonte: <http://www.00 (MATHIAS. Fonte: <http://www.4 anos e TIR de 26%. pois um pay back de 3. Devido ao processo de maturação da atividade e do modelo produtivo é importante que o produtor possua outras fontes de renda.abmra. sem falarmos em uma TIR de 26% que e muito superior a taxas de remuneração de um CDB ou poupança. o que nos remete uma familiaridade com a atividade. 2011. com propriedade própria a mais de 10 anos. Outros financiamentos agropecuários do BNDES. Mesmo tendo como premissa impulsionar o produtor rural.000 girinos/ano na regional de Sorocaba. majoritariamente por homens. São Paulo 4. 5 6 40 . residência na propriedade e busca por desenvolvimento técnico da criação. demonstram uma produtividade de 160. também podem ser utilizados. O BNDES beneficia o setor através do PRODEAGRO que é uma linha de financiamento para o setor aquícola.sp.pdf>. baixa escolaridade. que financia investimentos fixos e semifixos relacionados com a aquisição de máquinas. que tenha um viés empresarial forte.de insumos e assistência técnica e por fim é localizada próxima do maior centro consumidor do país.org. um projeto viável. Acesso em: 01 set.seade. não nos permite inferir o verdadeiro potencial da região já existente. equipamentos e instalações de estruturas de apoio. pay back de 3. Já o perfil do integrador é o de empreendedor.pdf >.br/projetolupa/dadosregionais/pdf/tedr38.br/pesquisa/pesquisa_abmra. Acesso em: 01 set. 2004). já que visa incluir estas famílias socialmente na atividade. 2011.000.gov. O modelo propõe que o integrado tenha o perfil de micro produtor rural. Se considerarmos os indicadores macro e micro econômicos da economia brasileira atual é atrativo financeiramente. Este perfil é caracterizado pelo ABMR&A6. Fonte: <http://www. construção de tanques e terraplenagem no valor de até R$150. com mais de 30 anos de idade.pdf >. mas algumas estimativas do CATI5. para suportar os custos altos de implantação e operação. o modelo favorece ao integrador. além da necessidade de exercer o papel de coordenação do modelo. 2011.4 anos é relativamente factível em termos atuais.gov. que geralmente faz uso de linhas de financiamento.

assegurar uma determinada quantidade e qualidade do produto e reduzir os custos por meio de uso de economias de escala e escopo nos diversos estágios da produção (PADILHA JUNIOR et al. a integração envolve a ligação pelo contrato ou compra dos diferentes níveis do processo de produção. ou abatido de forma ilegal. ela substitui o sistema de preços como o mecanismo coordenador Inter empresas. Integração vertical geralmente é usada para corrigir certas ineficiências existentes no processo de produção. Essa deficiência faz com que o produto seja comercializado sem agregação de valor. Dados de LIMA et al. são as indústrias de abate e processamento. Pecuária e Abastecimento (MAPA). embora na agropecuária ocorra quase que exclusivamente no tipo "para trás". 2010). Nesse contexto.. Baseando-se nesse contexto o modelo de integração proposto no seguinte trabalho. ela pode ser "para frente" ou "para trás". a integração vertical busca basicamente reduzir os riscos. industrialização e comercialização de algum produto. onde geralmente ocorre uma disputa pelo poder de mercado. faz com que o modelo se torne rentável no curto. no intuito de gerar um maior aproveitamento e consequentemente uma redução nos custos de abate (MELLO et al. Ao contrário da integração horizontal. porém. que tornem o mercado hostil a atividade. Com isso torna-se inexorável que o modelo do integrador possua uma unidade de abate e processamento. pretende alcançar os três níveis de controle e planejamento. A empresa referenciada como integrador neste estudo de caso. com matéria prima. Valendo lembrar que o processamento da carne de rã é uma tentativa de criar subprodutos da carcaça. industrialização (processamento e abate) e comercialização (BATALHA.. convergindo assim para preços voláteis no mercado. relatam a existência de 12 indústrias com Selo de Inspeção Federal (SIF) e 4 com Selo de Inspeção Estadual (SIE) de funcionamento. 2007). 2006). industrialização e comercialização.A cadeia produtiva da rã segue o molde agroindustrial de produção. o planejamento na integração vertical. Pois segundo LIMA et al. não evita as oscilações conjunturais. Segundo COELHO (1979). não possuindo a agregação de valor do abate próprio. Uma carência incontestável no setor da ranicultura. (2009). médio e longo prazo e não tenha grandes oscilações. Evidente que o modelo da mais estabilidade. esta em fase de aprovação pelo Ministério da Agricultura. Conceitualmente. portanto não foram descritos os dados econômico-financeiros da prática. adotando apenas o preço fixo praticado no 41 . (1998).

Após a engorda. O sistema de integração proposto no presente modelo caracteriza-se por uma fase inicial onde o integrador será visto como um “coordenador vertical”. mas que se adequa ao principio do modelo de otimização. o integrador comprará a produção do integrado ao preço de R$12. que relata que as empresas optam inicialmente por uma estratégia de Integração Vertical Parcial na qual apenas incorporam uma parte das atividades da cadeia operacional. O integrador será responsável pelas fases de reprodução.mercado de R$3.00 o kg do animal vivo e o mesmo será responsável pelo abate e a comercialização da carne. 42 .8% do COE). irá se tornar insuficiente. 2003). que no caso específico da rã é apenas para a região dorsal 2% do COE. que é um valor considerável para o mercado atual. mais fácil e menos arriscada do que desenvolver atividades administrativas. sejam economicamente viáveis e com lucratividade mediana. girinagem e metamorfose dos animais. outro patamar de produção a ser discutido em um segundo momento. Portanto inicialmente o modelo atenderia parcialmente o conceito clássico de integração corroborando com FREIRE (2003). isto possivelmente ocorre porque a estrutura de fornecimento de imagos para o modelo otimista. produtivas e de distribuição. foram calculados de maneira que o projeto integrador e o projeto integrado. que irá fornecer o imago ao integrado para engorda dos animais e posteriormente a venda do animal vivo ou o beneficiamento de forma terceirizada.50 (1. Os preços utilizados para a compra e a venda dos animais dentro da rede. eclosão. o que nos sugere que o modelo tende a estagnar na faixa de 10 a 16 integrados. Os imagos com peso aproximado de 20 g serão vendidos aos integrados a preço reduzido para engorda do animal até atingir o peso de abate de 250g. Segundo NEVES (1995). O ponto de nivelamento do integrado resultou em uma produtividade de 38 t ano. mas ainda não podem ser comparados a outras atividades da aquicultura como a criação de alguns peixes em tanque rede como por exemplo a tilapía (VERACALDERON e FERREIRA. os dados estão demonstrados na tabela 5. atingindo assim. Podemos notar que o modelo proposto favorece a condição mais provável com índices de retorno até maiores que o modelo otimista. a integração vertical é mais barata. pelo kg de rã viva de forma terceirizada e o custo de processamento.

pois o distanciamento dos fornecedores de animais. sendo assim as rações para ranicultura estão sujeitas as variações do mercado de peixes. a logística da cadeia integrada verticalmente é um fator chave de redução de custo. foram utilizados dados baseados em um ranário comercial que opera em todas as etapas da cadeia produtiva. Para LIMA et al. mas é necessário atentar-se. a cana-deaçúcar. Para o integrado temos desvantagens 43 . ficam dissolvidos no modelo. o proposto para ranicultura apresenta. vem sofrendo problemas de viabilidade nos modelos produtivos de terceirização das operações mecanizadas de produção de cana-de-açúcar para a indústria sucroalcooleira. uma vez que sua complexidade é alta e há diversos pontos de otimização e melhoria de processos. Uma vez que a atividade utiliza rações comerciais extrusadas. (2009). 2005). pois há o custo inicial de aquisição dos veículos e o custo de operação. a logística nos modelos integrados tem papel crucial na lucratividade do produto. diminuindo o poder de barganha dos produtores. Estes foram divididos até pré-engorda e fase de engorda. Segundo LIMA et al. é notável que este custo esta preponderante nos custos do integrador. será de responsabilidade do integrador. dos insumos e técnicos. que tem afastado o interesse das indústrias em desenvolver e oferecer. não sendo tão significante em termos de custo a compra coletiva para o modelo de integração na ranicultura ainda. formuladas para peixes carnívoros ou onívoros. pois segundo KANEKO et al. tendo apenas o abate terceirizado. Os custos de logística serão de responsabilidade do integrador. Apesar disto. A logística dos animais. ficando claro mais uma vez o grande peso que a ração tem nos custos de produção da rã. Isso ocorre devido à reduzida tonelagem no consumo de alimento. alguns modelos agropecuários. (2009). uma série de vantagens e desvantagens.Para proposição dos custos. faz com que os custos aumentem substancialmente. respeitando a regra de rateio para custos gerais. fazendo inferência ao seu papel de “coordenador vertical”. Outra deficiência da cadeia produtiva da ranicultura. fornecedores de insumos e do mercado consumidor. Assim como todo modelo produtivo.. como por exemplo. que pode afetar o modelo é a questão dos insumos. já podemos observar que os custos com mão de obra. variando de 30 a 50% do total. alguns dados econômicos avaliam um investimento de 2. ao mercado rações específicas e adequadas para esse anfíbio (CASALI et al. (2009). Os custos de insumos foram gerados de acordo com a produtividade de cada condição. mas ainda atingem percentuais de 30% dos custos.5% do COE.

dificuldades na engorda por questões climáticas. uma ração de qualidade para a espécie com garantia de entrega. primeiramente em termos de investimento. a melhoria da oferta pelo produto. já que a engorda em diversas propriedades não alastra a doença para todo o plantel sendo mais fácil o controle. reduzindo os custos da engorda. 44 . que são a não metamorfose dos animais. muitos modelos propostos para a piscicultura tornaram-se inviáveis por esta questão. Para o integrador poderíamos ter como desvantagens a fidelização do integrado. sendo esta interna ou mesmo externa. necessitando prioritariamente de políticas públicas que impulsionem a atividade e nessa alavanca. melhoramento genético. principalmente para o integrado em termos de perda do plantel por contaminação.relacionadas a possibilidade de falta de fornecimento de animais. pois é um modelo inicial que teria um único fornecedor de imagos. tecnologia de criação e como consequência o ganho de escala. especialização na produção e ganho de escala são vantagens visíveis às duas partes. Com isso o modelo de integração para a ranicultura teria mais de uma unidade fornecedora de imagos. a elevada taxa de mortalidade dos imagos. E sem dúvida a vantagem de menor investimento. dispensadores automáticos de ração para reduzir os custos de mão de obra. a falta de tecnologia e a sazonalidade da produção. Em contrapartida o modelo de integração vertical para a ranicultura tem a vantagem da diminuição dos riscos para ambos. em diferentes regiões para reduzir os custos com logística. venham os investimentos em indústrias de insumos. esta longe de ser ideal. integrado e integrador. instalações adequadas diminuindo a influencia dos fatores abióticos e o principal motivador do modelo. CONCLUSÃO Notoriamente o modelo de integração para a ranicultura. flutuação dos custos de insumos. ou mesmo os riscos já habituais da atividade. doenças que dissipem o plantel. que será bem menor. instalações adequadas. entre outros riscos que elevariam os custos podendo afetar a viabilidade do negócio.

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48 . que são a não metamorfose dos animais. primeiramente em termos de investimento. E sem dúvida a vantagem de menor investimento. principalmente para o integrado em termos de perda do plantel por contaminação. já que a engorda em diversas propriedades não se alastra para todo o plantel sendo mais fácil o controle. doenças que dissipem o plantel. Para o integrador poderíamos ter como desvantagens a fidelização do integrado. ou mesmo os riscos já habituais da atividade. A partir disto levantaram-se os principais problemas que permeiam a atividade e propôs-se um modelo produtivo. flutuação dos custos de insumos. uma série de vantagens e desvantagens.5:1 na fase de engorda e ainda implicam em margens estreitas de rentabilidade. a falta de tecnologia e a sazonalidade da produção. a elevada taxa de mortalidade dos imagos. integrado e integrador. especialização na produção e ganho de escala são vantagens visíveis às duas partes. Em contrapartida o modelo de integração vertical para a ranicultura teria a vantagem da diminuição dos riscos para ambos. dificuldades na engorda por questões climáticas. para ranicultura que apresentou. As desvantagens para o integrado são a falta de fornecimento de animais. muitos modelos propostos para a piscicultura tornaram-se inviáveis por esta questão. entre outros riscos que elevariam os custos podendo afetar a viabilidade do negócio.CONSIDERAÇÕES FINAIS Nas condições apresentadas no seguinte estudo para o cultivo comercial individual de criação de rãs torna-se atrativa apenas quando praticada com índices de conversão alimentar inferiores a 3:1 na fase de girinagem e 1. que será bem menor. já que se trata de um modelo inicial que teria um único fornecedor de imagos. Valendo ressaltar que não foi levado em consideração os riscos de perda total de produção no horizonte analisado.

dispensadores automáticos de ração para reduzir os custos de mão de obra. instalações adequadas diminuindo a influencia dos fatores abióticos e o principal motivador do modelo.O que nos leva a concluir notoriamente que o modelo de integração para a ranicultura. sendo esta interna ou mesmo externa. instalações adequadas. uma ração de qualidade para a espécie com garantia de entrega. Com isso o modelo de integração para a ranicultura teria mais de uma unidade fornecedora de imagos. melhoramento genético. venham os investimentos em indústrias de insumos. necessitando prioritariamente de políticas públicas que impulsionem a atividade e nessa alavanca. esta longe de ser ideal. reduzindo os custos da engorda. 49 . a melhoria da oferta pelo produto. em diferentes regiões para reduzir os custos com logística. tecnologia de criação e como consequência o ganho de escala.