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TÉCNICAS TRADICIONAIS DE REPRESENTAÇÃO GRÁFICA: O SKETCHING E O RENDERING MANUAL
Vicente Santana de Jesus Neto
UNEB – Universidade do Estado da Bahia, Depart. de Ciências Exatas e da Terra. vicentetelemann@yahoo.com.br

Telma Dias Silva dos Anjos
UNEB – Universidade do Estado da Bahia telmadias@uneb.br

Tânia Regina Dias Silva Pereira
UNEB – Universidade do Estado da Bahia tanreg@uneb.br

Resumo
Este trabalho é resultado de questionamentos ocorridos durante o desenvolvimento das disciplinas de desenho – Desenho de Observação, Desenho Geométrico, Desenho Projetivo I, Desenho Projetivo II, Desenho Técnico I e Desenho Técnico II – ministradas no Curso de Desenho Industrial, no Departamento de Ciências Exatas e da Terra da Universidade do Estado da Bahia – UNEB. Foram discutidas questões acerca do uso do computador como ferramenta no desenho de projetos e a utilização, contrária à tendência digital da contemporaneidade, de técnicas tradicionais de representação gráfica como o Sketching e o Rendering Manual por parte de designers. O artigo tem como objetivo expor os conceitos e emprego dessas técnicas, refletindo sobre o seu uso combinado com a computação gráfica. Palavras-chave: representação gráfica, sketching, rendering, design.

Abstract
This work is the result of questions arising of the development in classes of the disciplines of drawing – Drawing of Comment, Geometric Drawing, Expression Drawing, Projective Drawing I, Projective Drawing II, Technical Drawing I and Technical Drawing II - in the Course of Industrial Design, Department of Exact Sciences and Earth in the University of Bahia - UNEB. Were discussed issues about the use of computer like a tool for the drawing of projects and the use, against to the digital inclination of contemporary, of traditional techniques of graphic representation as the Sketching and free-hand Rendering by designers. The article aims to explain the concepts and employments of these techniques, reflecting about its combined use with computer graphics. Key-words: graphic representation, sketching, rendering, design.

1.

Introdução

O desenho é uma linguagem inerente ao homem. Como uma manifestação rupestre, é de origem anterior ao início do uso de palavras ou manifestações que poderiam ser identificadas como uma linguagem verbal articulada. O homem, desde então, desenhou tudo: animais, frutos, rituais, utensílios, pessoas e, ainda hoje, continua a desenhar.

seria reduzilo a apenas uma de suas habilidades competentes. Por qualidades formais não se deve apenas entender as características exteriores. ter uma visão um tanto quanto restrita e equivocada do seu real objetivo e possibilidades. portanto. assim como o desenho técnico. face ao avanço das ferramentas digitais. A assustadora adesão e evolução do uso das ferramentas digitais de desenho e modelagem 3D por profissionais do design. Com a definição do International Council of Societies of Industrial Design (Conselho Internacional de Sociedades de Design Industrial) – ICSID.2 Presente em todas as metodologias do projeto de design. o desenho artístico ou o desenho arquitetônico. Assim. na forma de um simples croqui de caráter infográfico ou mesmo uma perspectiva mais elaborada. Em latim. o uso do desenho. Juntamente com estes avanços. os avanços tecnológicos trouxeram inúmeras melhorias técnicas à produção de bens de consumo. Como competência primordial deste profissional. refletindo sobre as habilidades desenvolvidas por designers no âmbito do projeto de produtos. 2. o uso do termo Design parece ser cada vez mais popular. as relações estruturais e funcionais que são objeto de uma unidade coerente. usada na representação de um projeto. pelo aumento da qualidade e a implantação de um novo meio de apresentação de idéias e conceitos. compartilhar desta visão. sobretudo. 96). Design: Projetar e representar Como parte integrante do mundo contemporâneo. p. que resulta do aprimoramento e popularização dos softwares e hardwares. designare quer dizer escolher por sinais” (SCHULMANN. ainda que o seu real sentido não seja de conhecimento de todos. . mas. Ver o Design por esta ótica é. configura-se como necessário discutir sobre o uso e as técnicas de representação ainda empregadas nos dias atuais. na qual significa tanto desenho quanto projeto. evidencia a importância do domínio de técnicas de representação gráfica como competência do designer. Freqüentemente confundido como mais uma modalidade de desenho. o autor complementa: O Design é uma atividade criadora cujo propósito é determinar as qualidades formais dos objetos produzidos industrialmente. o Design não diz respeito apenas a esta ferramenta e. a capacidade de se expressar graficamente é explorada amplamente por meio do traçado à mão livre durante o processo metodológico de desenvolvimento do projeto de um novo produto. Schulmann define bem o termo Design quando coloca que “A palavra Design tem sua origem na língua inglesa. 1991. são responsáveis pela necessidade de redução do tempo empregado no percurso do projeto.

A figura 1 exemplifica a concretização da idéia através do croqui. evocadora de sensações. que são impossíveis de transmitir pela simples palavra.html Essencial à atividade projetual. O alto domínio do desenho por parte destes profissionais é. Figura 1: Sketch do conceito do Vídeo Game Atari. De desenhos rápidos – croquis ou sketches – até desenhos com maior atenção ao acabamento e efeitos realísticos – Renderings – os vários aspectos levados em consideração para o alcance da solução de determinado problema são representados . complexa e de caráter interdisciplinar.atarimuseum. ao relatar as ferramentas específicas do Designer. [. muitas vezes. utiliza-se. de apropriação. de adequação ou. desde os seus primórdios.. (SCHULMANN. Fonte: http://www. às vezes.] O segundo uso do desenho tem a função de comunicar.com/videogames/consoles/2200/13. da representação gráfica como um conhecimento de substancial importância. à medida que lhe venham à mente. de aceitação.3 Esta atividade criadora. comunicando uma nova versão para o produto. cita o desenho como fundamental e coloca dois de seus principais usos: O primeiro é permitir ao criador industrial ‘concretizar’ suas idéias. de rejeição. 1991. Um croqui dá a pessoa que olha uma visão global. responsável pela corrente confusão com o ofício de desenhista puro ou desenhista técnico. Esse poder criador da mão. na forma de croqui. bem mais eficaz do que longos discursos.. 96). é o verdadeiro privilégio do designer. guiada por um pensamento que nem sempre tem uma consciência exata da totalidade do que carrega. o desenho é explorado à exaustão nos métodos de projeto de design sob vários formatos com o intuito primordial de comunicar. p. Schulmann.

tradicionais. possibilitando a geração e articulação de inúmeros pontos de vista. Com relação aos meios digitais Borges acrescenta que estes demandam um nível maior de definição geométrica. sendo mais adequados ao desenvolvimento de detalhes. ainda que diferentes. Tais técnicas. Bermudez e King classificam meios tradicionais e meios digitais como análogos e digitais. 1. 3. e que a escolha do tipo de representação é uma decisão do profissional responsável. E continua: Já Purini. uma categoria que aos poucos vai sendo extinta contrapondo o desenho automático que vai se firmando como uma tecnologia que busca contribuir no processo projetual. tratando o desenho manual como histórico.4 graficamente. mais indicados para representar um estímulo da imaginação. o rascunho de uma idéia. O Sketching e o Rendering Manual: desenho de apresentação . simulações e facilidades no arquivamento e busca de informações. diferindo apenas na relação velocidade-qualidade de execução. permitindo a manipulação de imagens. Ressalta que os meios tradicionais com desenhos manuais são mais simples e rápidos. por isso. 1998. principalmente em projetos ou construções mais complexas. um estudo que proporciona a visualização da escala. A escolha entre as duas é feita pelo profissional. Técnicas tradicionais e digitais de representação gráfica O que caracteriza uma técnica como tradicional ou o que vem a ser uma técnica digital de representação gráfica? Segundo Borges. 54). sendo o desenho histórico ou automático. específico e por vezes pragmático. O desenho documenta e comunica a evolução do produto e o nível de complexidade destes registros varia segundo parâmetros e finalidades diversas. a análise imediata de volumes e a expressão da emoção. o que os torna mais específicos para determinadas tarefas. p. virtuais. assistidos por computador (CAD) etc. adota uma conotação que extrapola os meios de produção. (BORGES. seguindo o bom senso. sem perder o caráter comunicativo. servem ao desenho de projetos em igual capacidade. materiais ou físicos. Cita ainda que cada um desses meios de produção possui características próprias. onde classifica os meios análogos como manuais. e os digitais como eletrônicos.

Muito utilizado por artistas. são palavras de origem inglesa que designam duas modalidades de representação gráfica manual amplamente utilizadas por designers. que significa feito de repente. Seria em português. sem pretensão de uso como desenho finalizado. exteriorização de idéias para uso posterior. Diferentes entre si pelo nível e qualidade de finalização e acabamento empregados em cada uma. para estudos preliminares. o equivalente a esboço ou croqui. palavra que deriva do grego antigo σχέδιος – schedios. o sketch é. Os novos conceitos. Na figura 2 pode-se observar que neste tipo de representação são colocados todos os detalhes necessários para uma boa compreensão do produto a ser fabricado. de modo geral. muito usuais em agências de publicidade e estúdios de design em todo o mundo.uk/bog/category/link-love/ Biondan et all no livro ABC do Rendering Automotivo expõe seu pensamento acerca da permanente importância do esboço à mão: A gestualidade e o traçado à mão emocionam. um meio rápido de representação. feito a mão. etapa indispensável para profissionais que trabalham com criatividade e projetos. Lá está a alma do designer. no entanto. experimentação de elementos formais antes de um trabalho com maior finalização. Fonte: http://www. acusado de ser “frio”.benarent. Figura 2: Sketche do conceito de um mp3 player. o computador.co.5 Sketching e Rendering: estes dois termos. Nesse ponto. é um desenho executado rapidamente à mão livre. ainda tem muito a evoluir. o sketch e o rendering possuem – devido ao nível de complexidade – diferentes fins na mesma tarefa projetual. Sketching. continuam nascendo nos guardanapos de restaurantes e nos .

pena. lápis de cor etc. Se. 46). sem finalização. sobre todos os tipos de suporte. tem-se o Sketching como um desenho rápido.rhino3d. 2006. O grau de finalização do croqui varia igualmente. 3D Studio. Dá-se. Maya. .htm. Blender etc. o nome de Rendering Digital às imagens realísticas de produtos e ambientes em 2D com efeitos de luzes e texturas geradas por softwares de modelagem em 3D. Do croqui rápido (rough) ao desenho “hiper-realista” executado com aerógrafo. utilizado como forma de registro de idéias. conforme mostra a figura 3. representar o que é ou do modo em que deveria ser. então. Figura 3: Rendering digital do Celular HP iPAQ Pock h1900 utilizando o software Rhinoceros Disponível em: http://tw. o Rendering por sua vez. tais como Rhinoceros. é um desenho de apresentação final. 105). embora os dois compartilhem do mesmo objetivo. papel. A este desenho “hiper-realista” mencionado pelo autor. de um lado. papelão. p. classificado como outro estágio do desenho além do croqui dá-se o nome de Rendering. O teórico Denis Schulmann faz referência ao uso do desenho pelo designer e expõe também algumas características do desenho em forma de croqui: Todas as técnicas de desenho podem ser utilizadas: hidrográfica. cada um emprega os meios de expressão que melhor convêm a sua sensibilidade e às necessidades do estudo (SCHULMANN. no desenrolar de uma reunião de acompanhamento de projeto ou em sketches concebidos entre um cochilo e outro em uma viagem de avião (BIONDAN et all.6 cantos de cadernos escolares. O Rendering pode ser digital ou manual e. Em inglês significa apresentação. decalque etc. p. o que os diferencia é o meio e o método com que são realizados. 1994.com/ipaq/photos..

designertechniques. texturas e usos de técnicas e materiais diversos de pintura entre outros. luz. De acordo com Biondan et all (2006). uma variedade de materiais e combinações pode ser empregada. marcadores a álcool.7 O uso do Rendering manual exige o conhecimento técnico da perspectiva. Na figura 5 pode-se observar o domínio do designer ao utilizar a combinação de técnicas na representação do automóvel. giz pastel seco. para culminar num desenho que simula o objeto. lápis de cor aquarelável.htm A função a que o Rendering se propõe cumprir é a de traduzir o conceito do projeto.com/tutorials/maxshershnevwatercoloursketching01page1. .. de acordo com o nível de finalização a que se pretende. existem usos freqüentes de determinados materiais por profissionais especializados ou com vasta experiência que acabam por caracterizar o resultado. Embora de uso mais restrito e raro. guache e aquarela. tinta guache e canetas esferográficas. Na execução de um Sketch ou de um Rendering. sombra. seduzir e persuadir o cliente com o mérito do projeto. A figura 4 ilustra o desenho de um automóvel utilizando o rendering manual. cor. domínio da técnica e gosto pessoal. Figura 4: Rendering feito com grafite. Fonte: http://www. utiliza-se a aquarela e como material técnica na execução de Renderings. o material usado na execução do rendering pode ser: lápis grafite. No entanto. o produto representado em volumetria simulada em situações reais com qualidade realística.

é o aspecto veloz e gestual do traço empregado. é no âmbito do design automotivo que o sketching e o Rendering têm maior uso e exploração das suas possibilidades.designertechniques.8 Figura 5: Rendering feito com caneta esferográfica. dia após dia. que classificam os desenhos usados no método de projeto de arquitetos e projetistas. não exige materiais específicos ou de maior sofisticação. pelo seu caráter rápido e pouco finalizado. onde designers desenham exaustivamente. dentre as sugeridas. as respectivas técnicas se encaixam. a técnica do Rendering manual tem especial uso nos centros de estilo de montadoras de automóveis. Fonte: http://www. Porter (1997). entre outros. O que o caracteriza de fato como um sketch. aerógrafo. marcador e guache. nas seguintes categorias: .com/tutorials/leonardocastilhoairbrush01page1. Estas duas técnicas podem ser encontradas dentro das especificações inerentes às categorias sugeridas segundo Borges (1998) por autores como Fraser e Henmi (1994). Mas. Estas duas modalidades de desenho são amplamente exploradas por designers de produto e designers de interiores para a apresentação do projeto conceito. como método de busca de desenvolvimento de alternativas projetuais. Ferguson (1992). hidrográfica ou marcadores profissionais.htm A execução dos Sketches. podendo ser utilizado apenas lápis grafite. Basicamente. caneta esferográfica. De acordo com Biondan et all (2006). para obter visualização global da forma e estética do produto ou ambiente.

o que pode ocasionar aplicações diferentes. Biondan et all também expõem: A evolução nas ferramentas de concepção tem sido lenta e gradativa. mesclando o gestual. Rendering Manual x Recursos Digitais: Diálogo possível A evolução das ferramentas digitais e o anseio dos fabricantes pela velocidade dos processos de projeto e produção são características típicas da atualidade. As utilizações mais corriqueiras.9 ● Desenhos para projetação ● Desenhos para apresentação Tal classificação e suas definições são baseadas na prática da arquitetura. (BIONDAN et all. é necessário destacar que. no entanto. não apresenta superioridade. 26). os recursos digitais e ferramentas de representação gráfica auxiliadas por computador. Contudo. ainda. como o digital e o virtual. pautadas na informatização e automatização. 36). p. têm o mesmo fim em ambos os contextos. quando de estudo de produtos são. como afirma Schulmann: Será necessário. Ignorar tal fato configura na rendição à impossibilidade de competitividade em igualdade por parte dos não adeptos ou incapacitados nas ferramentas digitais com os declarados usuários especialistas em tais ferramentas. aguardar um tempo para que ele possa substituir o papel e o lápis ou a hidrográfica para as fases de criação. o fato da contemporaneidade ser caracterizada pela velocidade de produção e veiculação da informação. atualmente. Os desenhos de apresentação. por exemplo. funcionando com excelência na execução das tarefas em que o computador. embora muito próximas no âmbito do design de produto. mais especificamente o Design. Eles constituem a forma de tornar compreensivos os elementos do projeto final a um determinado público. não necessariamente. mas é na representação tradicional da expressão gestual do desenho e dos modelos em clay que reside a essência de todas as mídias digitais. Os meios digitais tendem a dominar o dia-a-dia nos estúdios de design automotivo. 4. vieram para substituir por completo as ferramentas e técnicas de outrora. O papel e o lápis. ao que parece. a quem se destina o entendimento do projeto. agilidade e qualidade suficiente para o seu abandono. 2006. onde a concepção e produção do objeto projetado são mais imediatas do que na arquitetura. durante as quais a espontaneidade e rapidez de expressão são essenciais. ferramentas de uso indispensáveis a projetistas. . p. 1994. as seguintes: a digitalização de um desenho (SCHULMANN. no âmbito das profissões de projeto. físico. são ainda.

de forma a aperfeiçoar o resultado final. é possível considerar os recursos digitais.10 Deste modo. realizados à maneira tradicional.designertechniques. Figura 6: Sketch feito à mão-livre. Ações desta natureza já são muito comuns. são observados efeitos de luz e reflexos dificilmente obtidos com esta resultado num desenho á mão. onde os renderings. Fonte: http://www.com/tutorials/allanmacdonaldsketchshading01-page1. A figura 6 mostra um Sketch feito à mão-livre e a figura 7 mostra um Rendering finalizado com intervenções digitais a partir do sketch anterior para a representação gráfica do Design conceito de um automóvel. também. tornando possível o uso combinado de técnicas tradicionais e digitais visando o mesmo fim. sofrem intervenções por meio da computação gráfica com o uso de softwares como Photoshop e Corel Draw.htm . Nesta. como instrumentos facilitadores que venham somar velocidade e facilidade ao resultado final.

5. Considerações finais A velocidade com que o gesto manual do desenho responde aos impulsos mentais da criatividade a ser registrada no projeto e o uso do desenho como forma de estímulo à criatividade parecem ser algumas das razões que cercam o rico uso das possibilidades do desenho manual aplicadas a âmbitos como o Design de produtos. à execução parcial ou total de um sketch ou um rendering a partir de traços feitos à mão livre. ou ainda. ao fazerem o uso combinado das técnicas levam vantagens. Percebe-se. faz-se necessário uma acuidade e alfabetismo visual inerente aos desenhistas e artistas gráficos. podem executar o mesmo trabalho. no entanto. que para um bom uso destas mesmas ferramentas de computação gráfica. O que se vê é o uso combinado sem preconceitos.designertechniques. que por vezes.htm Estas ações interventoras podem ir de digitalizações e ajustes de resolução e cores. Fonte: http://www.com/tutorials/allanmacdonaldsketchshading01-page1. Estes. pautados no bom uso e regidos pelo bom senso. .11 Figura 7: Rendering finalizado por meios digitais a partir do Sketch anterior. a traçados de linhas por meio de mesas digitalizadoras e aplicação de degradês a fim de proporcionar mais leveza e fluidez. possuem etapas de perfil tão técnico. Não se fala em desavenças entre os que desenham de forma tradicional e os que só utilizam desenho por computador. O seu uso não significa uma aversão ou inadequação dos profissionais às ferramentas digitais que por sua vez.

Acesso: 02 mar 2009.com/ipaq/photos. 28). ABC do Rendering Automotivo. seja tradicional. que se perceba a necessidade do projeto. de qualquer que seja a natureza da técnica.benarent. A Projetação e as formas de representação do projeto. antes de tudo.com/tutorials/maxshershnevwatercoloursketching01page1. & KING.III Congreso Ibero Americano de Gráfica Digital. como o caso das montadoras de automóveis que. renderings. La interacción de medios en el Proceso de diseño: hacia una base de conocimentos in Libro de ponencias . segundo Biondan et all.co.uk/bog/category/link-love/. (BIONDAN et all. http://www. Acesso: 02 mar 2009. Montevidéu: Facultad de Arquitectura. Denis. BIONDAN. K. é preciso. seja digital. Campinas: Papirus. o desenho auxiliado por computador. existem também setores onde determinados usos são mais adequados devido às atividades a que se pretende. Acesso: 12 mar 2009. assim como o alfabetismo visual e a capacidade de ver e responder a estímulos externos. vinculados a demandas cada vez mais severas de eficiência produtiva e redução de custos – os estúdios de design automotivo continuam defendendo a manutenção dos tradicionais processos manuais de representação. Paulo. BORGES. A razão disso tudo está na capacidade superior dessas ferramentas em garantir uma expressão emocional e artística de qualidade. http://www. O Desenho Industrial. 2006. Referências BERMUDEZ. http://tw. Acesso: 02 mar 2009. maquetes e modelos em clay. Que sejam levados em consideração os requisitos do projeto e as habilidades dos projetistas.htm.rhino3d. o desenho terá a sua presença e sua importância garantidas. 1994. J. esboços. Marcos M.12 Contudo. http://www. 1998. Curitiba: Infolio Editorial. Universidad de la Republica. independentemente da combinação da referida matriz. Apesar de toda a ênfase nos sistemas de informação compartilhados – inserida nos complexos sistemas de componentes. tendo que recorrer a custosos processos complementares de engenharia reversa. 2006. SCHULMANN.com/videogames. E. COPPE/UFRJ.htm. p. . 1999. Dissertação (Mestrado). O uso combinado das técnicas seja ela o desenho á mão.designertechniques. Rio de Janeiro. representando impulsos internos. et all.atarimuseum.