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DIREITO CONSTITUCIONAL

TÍTULO II
DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS
CAPÍTULO I
DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e
aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à
segurança e à propriedade, nos termos seguintes
! - "omens e mul"eres são iguais em direitos e obrigaç#es, nos termos desta $onstituição%
!! - ningu&m ser' obrigado a (azer ou dei)ar de (azer alguma *oisa senão em virtude de lei%
!!! - ningu&m ser' submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante%
!+ - & livre a mani(estação do pensamento, sendo vedado o anonimato%
+ - & assegurado o direito de resposta, propor*ional ao agravo, al&m da indenização por dano material,
moral ou à imagem%
+! - & inviol'vel a liberdade de *ons*i,n*ia e de *rença, sendo assegurado o livre e)er*í*io dos *ultos
religiosos e garantida, na (orma da lei, a proteção aos lo*ais de *ulto e a suas liturgias%
+!! - & assegurada, nos termos da lei, a prestação de assist,n*ia religiosa nas entidades *ivis e militares de
internação *oletiva%
+!!! - ningu&m ser' privado de direitos por motivo de *rença religiosa ou de *onvi*ção (ilos-(i*a ou
políti*a, salvo se as invo*ar para e)imir-se de obrigação legal a todos imposta e re*usar-se a *umprir
prestação alternativa, (i)ada em lei%
!. - & livre a e)pressão da atividade intele*tual, artísti*a, *ientí(i*a e de *omuni*ação,
independentemente de *ensura ou li*ença%
. - são inviol'veis a intimidade, a vida privada, a "onra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a
indenização pelo dano material ou moral de*orrente de sua violação%
.! - a *asa & asilo inviol'vel do indivíduo, ningu&m nela podendo penetrar sem *onsentimento do
morador, salvo em *aso de (lagrante delito ou desastre, ou para prestar so*orro, ou, durante o dia, por
determinação /udi*ial%
.!! - & inviol'vel o sigilo da *orrespond,n*ia e das *omuni*aç#es telegr'(i*as, de dados e das
*omuni*aç#es tele(0ni*as, salvo, no 1ltimo *aso, por ordem /udi*ial, nas "ip-teses e na (orma que a lei
estabele*er para (ins de investigação *riminal ou instrução pro*essual penal%
.!!! - & livre o e)er*í*io de qualquer trabal"o, o(í*io ou pro(issão, atendidas as quali(i*aç#es pro(issionais
que a lei estabele*er%
.!+ - & assegurado a todos o a*esso à in(ormação e resguardado o sigilo da (onte, quando ne*ess'rio ao
e)er*í*io pro(issional%
.+ - & livre a lo*omoção no territ-rio na*ional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da
lei, nele entrar, permane*er ou dele sair *om seus bens%
.+! - todos podem reunir-se pa*i(i*amente, sem armas, em lo*ais abertos ao p1bli*o, independentemente
de autorização, desde que não (rustrem outra reunião anteriormente *onvo*ada para o mesmo lo*al, sendo
apenas e)igido pr&vio aviso à autoridade *ompetente%
.+!! - & plena a liberdade de asso*iação para (ins lí*itos, vedada a de *ar'ter paramilitar%
.+!!! - a *riação de asso*iaç#es e, na (orma da lei, a de *ooperativas independem de autorização, sendo
vedada a inter(er,n*ia estatal em seu (un*ionamento%
.!. - as asso*iaç#es s- poderão ser *ompulsoriamente dissolvidas ou ter suas atividades suspensas por
de*isão /udi*ial, e)igindo-se, no primeiro *aso, o tr2nsito em /ulgado%
.. - ningu&m poder' ser *ompelido a asso*iar-se ou a permane*er asso*iado%
..! - as entidades asso*iativas, quando e)pressamente autorizadas, t,m legitimidade para representar
seus (iliados /udi*ial ou e)tra/udi*ialmente%
..!! - & garantido o direito de propriedade%
..!!! - a propriedade atender' a sua (unção so*ial%
..!+ - a lei estabele*er' o pro*edimento para desapropriação por ne*essidade ou utilidade p1bli*a, ou
por interesse so*ial, mediante /usta e pr&via indenização em din"eiro, ressalvados os *asos previstos nesta
$onstituição%
..+ - no *aso de iminente perigo p1bli*o, a autoridade *ompetente poder' usar de propriedade
parti*ular, assegurada ao propriet'rio indenização ulterior, se "ouver dano%
..+! - a pequena propriedade rural, assim de(inida em lei, desde que trabal"ada pela (amília, não ser'
ob/eto de pen"ora para pagamento de d&bitos de*orrentes de sua atividade produtiva, dispondo a lei sobre
os meios de (inan*iar o seu desenvolvimento%
..+!! - aos autores perten*e o direito e)*lusivo de utilização, publi*ação ou reprodução de suas obras,
transmissível aos "erdeiros pelo tempo que a lei (i)ar%
..+!!! - são assegurados, nos termos da lei
a3 a proteção às parti*ipaç#es individuais em obras *oletivas e à reprodução da imagem e voz "umanas,
in*lusive nas atividades desportivas%
b3 o direito de (is*alização do aproveitamento e*on0mi*o das obras que *riarem ou de que parti*iparem
aos *riadores, aos int&rpretes e às respe*tivas representaç#es sindi*ais e asso*iativas%
..!. - a lei assegurar' aos autores de inventos industriais privil&gio tempor'rio para sua utilização, bem
*omo proteção às *riaç#es industriais, à propriedade das mar*as, aos nomes de empresas e a outros signos
distintivos, tendo em vista o interesse so*ial e o desenvolvimento te*nol-gi*o e e*on0mi*o do País%
... - & garantido o direito de "erança%
...! - a su*essão de bens de estrangeiros situados no País ser' regulada pela lei brasileira em bene(í*io
do *0n/uge ou dos (il"os brasileiros, sempre que não l"es se/a mais (avor'vel a lei pessoal do de cujus %
...!! - o 4stado promover', na (orma da lei, a de(esa do *onsumidor%
...!!! - todos t,m direito a re*eber dos -rgãos p1bli*os in(ormaç#es de seu interesse parti*ular, ou de
interesse *oletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas
aquelas *u/o sigilo se/a impres*indível à segurança da so*iedade e do 4stado%
...!+ - são a todos assegurados, independentemente do pagamento de ta)as
a3 o direito de petição aos poderes p1bli*os em de(esa de direitos ou *ontra ilegalidade ou abuso de poder%
b3 a obtenção de *ertid#es em repartiç#es p1bli*as, para de(esa de direitos e es*lare*imento de situaç#es
de interesse pessoal%
...+ - a lei não e)*luir' da apre*iação do Poder 5udi*i'rio lesão ou ameaça a direito%
...+! - a lei não pre/udi*ar' o direito adquirido, o ato /urídi*o per(eito e a *oisa /ulgada%
...+!! - não "aver' /uízo ou tribunal de e)*eção%
...+!!! - & re*on"e*ida a instituição do /1ri, *om a organização que l"e der a lei, assegurados
a3 a plenitude de de(esa%
b3 o sigilo das votaç#es%
*3 a soberania dos veredi*tos%
d3 a *ompet,n*ia para o /ulgamento dos *rimes dolosos *ontra a vida%
...!. - não "' *rime sem lei anterior que o de(ina, nem pena sem pr&via *ominação legal%
.6 - a lei penal não retroagir', salvo para bene(i*iar o r&u%
.6! - a lei punir' qualquer dis*riminação atentat-ria dos direitos e liberdades (undamentais%
.6!! - a pr'ti*a do ra*ismo *onstitui *rime ina(ianç'vel e impres*ritível, su/eito à pena de re*lusão, nos
termos da lei%
.6!!! - a lei *onsiderar' *rimes ina(ianç'veis e insus*etíveis de graça ou anistia a pr'ti*a da tortura, o
tr'(i*o ilí*ito de entorpe*entes e drogas a(ins, o terrorismo e os de(inidos *omo *rimes "ediondos, por eles
respondendo os mandantes, os e)e*utores e os que, podendo evit'-los, se omitirem%
.6!+ - *onstitui *rime ina(ianç'vel e impres*ritível a ação de grupos armados, *ivis ou militares, *ontra a
ordem *onstitu*ional e o 4stado demo*r'ti*o%
.6+ - nen"uma pena passar' da pessoa do *ondenado, podendo a obrigação de reparar o dano e a
de*retação do perdimento de bens ser, nos termos da lei, estendidas aos su*essores e *ontra eles
e)e*utadas, at& o limite do valor do patrim0nio trans(erido%
.6+! - a lei regular' a individualização da pena e adotar', entre outras, as seguintes
a3 privação ou restrição da liberdade%
b3 perda de bens%
*3 multa%
d3 prestação so*ial alternativa%
e3 suspensão ou interdição de direitos%
.6+!! - não "aver' penas
a3 de morte, salvo em *aso de guerra de*larada, nos termos do .!. - de*larar guerra, no *aso de
agressão estrangeira, autorizado pelo $ongresso 7a*ional ou re(erendado por ele, quando o*orrida no
intervalo das sess#es legislativas, e, nas mesmas *ondiç#es, de*retar, total ou par*ialmente, a
mobilização na*ional%
b3 de *ar'ter perp&tuo%
*3 de trabal"os (orçados%
d3 de banimento%
e3 *ru&is%
.6+!!! - a pena ser' *umprida em estabele*imentos distintos, de a*ordo *om a natureza do delito, a idade
e o se)o do apenado%
.6!. - & assegurado aos presos o respeito à integridade (ísi*a e moral%
6 - às presidi'rias serão asseguradas *ondiç#es para que possam permane*er *om seus (il"os durante o
período de amamentação%
6! - nen"um brasileiro ser' e)traditado, salvo o naturalizado, em *aso de *rime *omum, prati*ado antes
da naturalização, ou de *omprovado envolvimento em tr'(i*o ilí*ito de entorpe*entes e drogas a(ins, na
(orma da lei%
6!! - não ser' *on*edida e)tradição de estrangeiro por *rime políti*o ou de opinião%
6!!! - ningu&m ser' pro*essado nem senten*iado senão pela autoridade *ompetente%
6!+ - ningu&m ser' privado da liberdade ou de seus bens sem o devido pro*esso legal%
6+ - aos litigantes, em pro*esso /udi*ial ou administrativo, e aos a*usados em geral são assegurados o
*ontradit-rio e a ampla de(esa, *om os meios e re*ursos a ela inerentes%
6+! - são inadmissíveis, no pro*esso, as provas obtidas por meios ilí*itos%
6+!! - ningu&m ser' *onsiderado *ulpado at& o tr2nsito em /ulgado de sentença penal *ondenat-ria%
6+!!! - o *ivilmente identi(i*ado não ser' submetido a identi(i*ação *riminal, salvo nas "ip-teses
previstas em lei%
6!. - ser' admitida ação privada nos *rimes de ação p1bli*a, se esta não (or intentada no prazo legal%
6. - a lei s- poder' restringir a publi*idade dos atos pro*essuais quando a de(esa da intimidade ou o
interesse so*ial o e)igirem%
6.! - ningu&m ser' preso senão em (lagrante delito ou por ordem es*rita e (undamentada de autoridade
/udi*i'ria *ompetente, salvo nos *asos de transgressão militar ou *rime propriamente militar, de(inidos em
lei%
6.!! - a prisão de qualquer pessoa e o lo*al onde se en*ontre serão *omuni*ados imediatamente ao /uiz
*ompetente e à (amília do preso ou à pessoa por ele indi*ada%
6.!!! - o preso ser' in(ormado de seus direitos, entre os quais o de permane*er *alado, sendo-l"e
assegurada a assist,n*ia da (amília e de advogado%
6.!+ - o preso tem direito à identi(i*ação dos respons'veis por sua prisão ou por seu interrogat-rio
poli*ial%
6.+ - a prisão ilegal ser' imediatamente rela)ada pela autoridade /udi*i'ria%
6.+! - ningu&m ser' levado à prisão ou nela mantido quando a lei admitir a liberdade provis-ria, *om ou
sem (iança%
6.+!! - não "aver' prisão *ivil por dívida, salvo a do respons'vel pelo inadimplemento volunt'rio e
ines*us'vel de obrigação alimentí*ia e a do deposit'rio in(iel%
6.+!!! - *on*eder-se-' habeas corpus sempre que algu&m so(rer ou se a*"ar ameaçado de so(rer
viol,n*ia ou *oação em sua liberdade de lo*omoção, por ilegalidade ou abuso de poder%
6.!. - *on*eder-se-' mandado de segurança para proteger direito líquido e *erto, não amparado por
habeas corpus ou habeas data , quando o respons'vel pela ilegalidade ou abuso de poder (or autoridade
p1bli*a ou agente de pessoa /urídi*a no e)er*í*io de atribuiç#es do poder p1bli*o%
6.. - o mandado de segurança *oletivo pode ser impetrado por
a3 partido políti*o *om representação no $ongresso 7a*ional%
b3 organização sindi*al, entidade de *lasse ou asso*iação legalmente *onstituída e em (un*ionamento "'
pelo menos um ano, em de(esa dos interesses de seus membros ou asso*iados%
6..! - *on*eder-se-' mandado de in/unção sempre que a (alta de norma regulamentadora torne invi'vel
o e)er*í*io dos direitos e liberdades *onstitu*ionais e das prerrogativas inerentes à na*ionalidade, à
soberania e à *idadania%
6..!! - *on*eder-se-' habeas data
a3 para assegurar o *on"e*imento de in(ormaç#es relativas à pessoa do impetrante, *onstantes de registros
ou ban*os de dados de entidades governamentais ou de *ar'ter p1bli*o%
b3 para a reti(i*ação de dados, quando não se pre(ira (az,-lo por pro*esso sigiloso, /udi*ial ou
administrativo%
6..!!! - qualquer *idadão & parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao
patrim0nio p1bli*o ou de entidade de que o 4stado parti*ipe, à moralidade administrativa, ao meio
ambiente e ao patrim0nio "ist-ri*o e *ultural, (i*ando o autor, salvo *omprovada m'-(&, isento de *ustas
/udi*iais e do 0nus da su*umb,n*ia%
6..!+ - o 4stado prestar' assist,n*ia /urídi*a integral e gratuita aos que *omprovarem insu(i*i,n*ia de
re*ursos%
6..+ - o 4stado indenizar' o *ondenado por erro /udi*i'rio, assim *omo o que (i*ar preso al&m do
tempo (i)ado na sentença%
6..+! - são gratuitos para os re*on"e*idamente pobres, na (orma da lei
a3 o registro *ivil de nas*imento%
b3 a *ertidão de -bito%
6..+!! - são gratuitas as aç#es de habeas corpus e habeas data , e, na (orma da lei, os atos ne*ess'rios
ao e)er*í*io da *idadania.
6..+!!! - a todos, no 2mbito /udi*ial e administrativo, são assegurados a razo'vel duração do pro*esso e
os meios que garantam a *eleridade de sua tramitação.
8 9º As normas de(inidoras dos direitos e garantias (undamentais t,m apli*ação imediata.
8 :º ;s direitos e garantias e)pressos nesta $onstituição não e)*luem outros de*orrentes do regime e dos
prin*ípios por ela adotados, ou dos tratados interna*ionais em que a <ep1bli*a =ederativa do >rasil se/a
parte.
8 ?º ;s tratados e *onvenç#es interna*ionais sobre direitos "umanos que (orem aprovados, em *ada $asa
do $ongresso 7a*ional, em dois turnos, por tr,s quintos dos votos dos respe*tivos membros, serão
equivalentes às emendas *onstitu*ionais.
8 @º ; >rasil se submete à /urisdição de Tribunal Penal !nterna*ional a *u/a *riação ten"a mani(estado
adesão.
$APATB6; !!
C;D C!<4!T;D D;$!A!D
Art. Eº Dão direitos so*iais a edu*ação, a sa1de, a alimentação, o trabal"o, a moradia, o lazer, a segurança,
a previd,n*ia so*ial, a proteção à maternidade e à in(2n*ia, a assist,n*ia aos desamparados, na (orma
desta $onstituição.
Art. Fº Dão direitos dos trabal"adores urbanos e rurais, al&m de outros que visem à mel"oria de sua
*ondição so*ial
! - relação de emprego protegida *ontra despedida arbitr'ria ou sem /usta *ausa, nos termos de lei
*omplementar, que prever' indenização *ompensat-ria, dentre outros direitos%
!! - seguro-desemprego, em *aso de desemprego involunt'rio%
!!! - (undo de garantia do tempo de serviço%
!+ - sal'rio mínimo, (i)ado em lei, na*ionalmente uni(i*ado, *apaz de atender às suas ne*essidades vitais
b'si*as e às de sua (amília *om moradia, alimentação, edu*ação, sa1de, lazer, vestu'rio, "igiene,
transporte e previd,n*ia so*ial, *om rea/ustes peri-di*os que l"e preservem o poder aquisitivo, sendo
vedada sua vin*ulação para qualquer (im%
+ - piso salarial propor*ional à e)tensão e à *omple)idade do trabal"o%
+! - irredutibilidade do sal'rio, salvo o disposto em *onvenção ou a*ordo *oletivo%
+!! - garantia de sal'rio, nun*a in(erior ao mínimo, para os que per*ebem remuneração vari'vel%
+!!! - d&*imo ter*eiro sal'rio *om base na remuneração integral ou no valor da aposentadoria%
!. - remuneração do trabal"o noturno superior à do diurno%
. - proteção do sal'rio na (orma da lei, *onstituindo *rime sua retenção dolosa%
.! - parti*ipação nos lu*ros, ou resultados, desvin*ulada da remuneração, e, e)*ep*ionalmente,
parti*ipação na gestão da empresa, *on(orme de(inido em lei%
.!! - sal'rio-(amília pago em razão do dependente do trabal"ador de bai)a renda nos termos da lei%
.!!! - duração do trabal"o normal não superior a oito "oras di'rias e quarenta e quatro semanais,
(a*ultada a *ompensação de "or'rios e a redução da /ornada, mediante a*ordo ou *onvenção *oletiva de
trabal"o%
.!+ - /ornada de seis "oras para o trabal"o realizado em turnos ininterruptos de revezamento, salvo
nego*iação *oletiva%
.+ - repouso semanal remunerado, pre(eren*ialmente aos domingos%
.+! - remuneração do serviço e)traordin'rio superior, no mínimo, em *inquenta por *ento à do normal%
.+!! - gozo de (&rias anuais remuneradas *om, pelo menos, um terço a mais do que o sal'rio normal%
.+!!! - li*ença à gestante, sem pre/uízo do emprego e do sal'rio, *om a duração de *ento e vinte dias%
.!. - li*ença-paternidade, nos termos (i)ados em lei%
.. - proteção do mer*ado de trabal"o da mul"er, mediante in*entivos espe*í(i*os, nos termos da lei%
..! - aviso pr&vio propor*ional ao tempo de serviço, sendo no mínimo de trinta dias, nos termos da lei%
..!! - redução dos ris*os inerentes ao trabal"o, por meio de normas de sa1de, "igiene e segurança%
..!!! - adi*ional de remuneração para as atividades penosas, insalubres ou perigosas, na (orma da lei%
..!+ - aposentadoria%
..+ - assist,n*ia gratuita aos (il"os e dependentes desde o nas*imento at& 5 G*in*o3 anos de idade em
*re*"es e pr&-es*olas%
..+! - re*on"e*imento das *onvenç#es e a*ordos *oletivos de trabal"o%
..+!! - proteção em (a*e da automação, na (orma da lei%
..+!!! - seguro *ontra a*identes de trabal"o, a *argo do empregador, sem e)*luir a indenização a que
este est' obrigado, quando in*orrer em dolo ou *ulpa%
..!. - ação, quanto aos *r&ditos resultantes das relaç#es de trabal"o, *om prazo pres*ri*ional de *in*o
anos para os trabal"adores urbanos e rurais, at& o limite de dois anos ap-s a e)tinção do *ontrato de
trabal"o%
... - proibição de di(erença de sal'rios, de e)er*í*io de (unç#es e de *rit&rio de admissão por motivo de
se)o, idade, *or ou estado *ivil%
...! - proibição de qualquer dis*riminação no to*ante a sal'rio e *rit&rios de admissão do trabal"ador
portador de de(i*i,n*ia%
...!! - proibição de distinção entre trabal"o manual, t&*ni*o e intele*tual ou entre os pro(issionais
respe*tivos%
...!!! - proibição de trabal"o noturno, perigoso ou insalubre a menores de dezoito e de qualquer
trabal"o a menores de dezesseis anos, salvo na *ondição de aprendiz, a partir de quatorze anos%
...!+ - igualdade de direitos entre o trabal"ador *om vín*ulo empregatí*io permanente e o trabal"ador
avulso.
Par'gra(o 1ni*o. Dão assegurados à *ategoria dos trabal"adores dom&sti*os os direitos previstos nos
in*isos !+ - sal'rio mínimo, (i)ado em lei, na*ionalmente uni(i*ado, *apaz de atender às suas
ne*essidades vitais b'si*as e às de sua (amília *om moradia, alimentação, edu*ação, sa1de, lazer,
vestu'rio, "igiene, transporte e previd,n*ia so*ial, *om rea/ustes peri-di*os que l"e preservem o
poder aquisitivo, sendo vedada sua vin*ulação para qualquer (im%
+! - irredutibilidade do sal'rio, salvo o disposto em *onvenção ou a*ordo *oletivo%
+!!! - d&*imo ter*eiro sal'rio *om base na remuneração integral ou no valor da aposentadoria%
.+ - repouso semanal remunerado, pre(eren*ialmente aos domingos%
.+!! - gozo de (&rias anuais remuneradas *om, pelo menos, um terço a mais do que o sal'rio normal%
.+!!! - li*ença à gestante, sem pre/uízo do emprego e do sal'rio, *om a duração de *ento e vinte dias%
.!. - li*ença-paternidade, nos termos (i)ados em lei%
..! - aviso pr&vio propor*ional ao tempo de serviço, sendo no mínimo de trinta dias, nos termos da
lei% e
..!+ H aposentadoria, bem *omo a sua integração à previd,n*ia so*ial.
Art. Iº J livre a asso*iação pro(issional ou sindi*al, observado o seguinte
! - a lei não poder' e)igir autorização do 4stado para a (undação de sindi*ato, ressalvado o registro no
-rgão *ompetente, vedadas ao poder p1bli*o a inter(er,n*ia e a intervenção na organização sindi*al%
!! - & vedada a *riação de mais de uma organização sindi*al, em qualquer grau, representativa de *ategoria
pro(issional ou e*on0mi*a, na mesma base territorial, que ser' de(inida pelos trabal"adores ou
empregadores interessados, não podendo ser in(erior à 'rea de um Kuni*ípio%
!!! - ao sindi*ato *abe a de(esa dos direitos e interesses *oletivos ou individuais da *ategoria, in*lusive em
quest#es /udi*iais ou administrativas%
!+ - a assembleia geral (i)ar' a *ontribuição que, em se tratando de *ategoria pro(issional, ser'
des*ontada em (ol"a, para *usteio do sistema *on(ederativo da representação sindi*al respe*tiva,
independentemente da *ontribuição prevista em lei%
+ - ningu&m ser' obrigado a (iliar-se ou a manter-se (iliado a sindi*ato%
+! - & obrigat-ria a parti*ipação dos sindi*atos nas nego*iaç#es *oletivas de trabal"o%
+!! - o aposentado (iliado tem direito a votar e ser votado nas organizaç#es sindi*ais%
+!!! - & vedada a dispensa do empregado sindi*alizado a partir do registro da *andidatura a *argo de
direção ou representação sindi*al e, se eleito, ainda que suplente, at& um ano ap-s o (inal do mandato,
salvo se *ometer (alta grave nos termos da lei.
Par'gra(o 1ni*o. As disposiç#es deste artigo apli*am-se à organização de sindi*atos rurais e de *ol0nias
de pes*adores, atendidas as *ondiç#es que a lei estabele*er.
Art. Lº J assegurado o direito de greve, *ompetindo aos trabal"adores de*idir sobre a oportunidade de
e)er*,-lo e sobre os interesses que devam por meio dele de(ender.
8 9º A lei de(inir' os serviços ou atividades essen*iais e dispor' sobre o atendimento das ne*essidades
inadi'veis da *omunidade.
8 :º ;s abusos *ometidos su/eitam os respons'veis às penas da lei.
Art. 9M. J assegurada a parti*ipação dos trabal"adores e empregadores nos *olegiados dos -rgãos
p1bli*os em que seus interesses pro(issionais ou previden*i'rios se/am ob/eto de dis*ussão e deliberação.
Art. 99. 7as empresas de mais de duzentos empregados, & assegurada a eleição de um representante
destes *om a (inalidade e)*lusiva de promover-l"es o entendimento direto *om os empregadores.
$APATB6; !!!
CA 7A$!;7A6!CAC4
Art. 9:. Dão brasileiros
! - natos
a3 os nas*idos na <ep1bli*a =ederativa do >rasil, ainda que de pais estrangeiros, desde que estes não
este/am a serviço de seu país%
b3 os nas*idos no estrangeiro, de pai brasileiro ou de mãe brasileira, desde que qualquer deles este/a a
serviço da <ep1bli*a =ederativa do >rasil%
*3 os nas*idos no estrangeiro de pai brasileiro ou de mãe brasileira, desde que se/am registrados em
repartição brasileira *ompetente ou ven"am a residir na <ep1bli*a =ederativa do >rasil e optem, em
qualquer tempo, depois de atingida a maioridade, pela na*ionalidade brasileira%
!! - naturalizados
a3 os que, na (orma da lei, adquiram a na*ionalidade brasileira, e)igidas aos origin'rios de países de
língua portuguesa apenas resid,n*ia por um ano ininterrupto e idoneidade moral%
b3 os estrangeiros de qualquer na*ionalidade residentes na <ep1bli*a =ederativa do >rasil "' mais de
quinze anos ininterruptos e sem *ondenação penal, desde que requeiram a na*ionalidade brasileira.
8 9º Aos portugueses *om resid,n*ia permanente no País, se "ouver re*ipro*idade em (avor dos
brasileiros, serão atribuídos os direitos inerentes ao brasileiro, salvo os *asos previstos nesta $onstituição.
8 :º A lei não poder' estabele*er distinção entre brasileiros natos e naturalizados, salvo nos *asos
previstos nesta $onstituição.
8 ?º Dão privativos de brasileiro nato os *argos
! - de Presidente e +i*e-Presidente da <ep1bli*a%
!! - de Presidente da $2mara dos Ceputados%
!!! - de Presidente do Denado =ederal%
!+ - de Kinistro do Dupremo Tribunal =ederal%
+ - da *arreira diplom'ti*a%
+! - de o(i*ial das =orças Armadas%
+!! H de Kinistro de 4stado da Ce(esa.
8 @º Der' de*larada a perda da na*ionalidade do brasileiro que
! - tiver *an*elada sua naturalização, por sentença /udi*ial, em virtude de atividade no*iva ao interesse
na*ional%
!! - adquirir outra na*ionalidade, salvo nos *asos
a3 de re*on"e*imento de na*ionalidade origin'ria pela lei estrangeira%
b3 de imposição de naturalização, pela norma estrangeira, ao brasileiro residente em 4stado estrangeiro,
*omo *ondição para perman,n*ia em seu territ-rio ou para o e)er*í*io de direitos *ivis%
Art. 9?. A língua portuguesa & o idioma o(i*ial da <ep1bli*a =ederativa do >rasil.
8 9º Dão símbolos da <ep1bli*a =ederativa do >rasil a bandeira, o "ino, as armas e o selo na*ionais.
8 :º ;s 4stados, o Cistrito =ederal e os Kuni*ípios poderão ter símbolos pr-prios.
CAPÍTULO VII
DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
Seção I
Disposições Ge!is
Art. ?F" A administração p1bli*a direta e indireta de qualquer dos Poderes da Bnião, dos 4stados, do
Cistrito =ederal e dos Kuni*ípios obede*er' aos prin*ípios de legalidade, impessoalidade, moralidade,
publi*idade e e(i*i,n*ia e, tamb&m, ao seguinte
! - os *argos, empregos e (unç#es p1bli*as são a*essíveis aos brasileiros que preen*"am os requisitos
estabele*idos em lei, assim *omo aos estrangeiros, na (orma da lei%
!! - a investidura em *argo ou emprego p1bli*o depende de aprovação pr&via em *on*urso p1bli*o de
provas ou de provas e títulos, de a*ordo *om a natureza e a *omple)idade do *argo ou emprego, na (orma
prevista em lei, ressalvadas as nomeaç#es para *argo em *omissão de*larado em lei de livre nomeação e
e)oneração%
!!! - o prazo de validade do *on*urso p1bli*o ser' de at& dois anos, prorrog'vel uma vez, por igual
período%
!+ - durante o prazo improrrog'vel previsto no edital de *onvo*ação, aquele aprovado em *on*urso
p1bli*o de provas ou de provas e títulos ser' *onvo*ado *om prioridade sobre novos *on*ursados para
assumir *argo ou emprego, na *arreira%
+ - as (unç#es de *on(iança, e)er*idas e)*lusivamente por servidores o*upantes de *argo e(etivo, e os
*argos em *omissão, a serem preen*"idos por servidores de *arreira nos *asos, *ondiç#es e per*entuais
mínimos previstos em lei, destinam-se apenas às atribuiç#es de direção, *"e(ia e assessoramento%
+! - & garantido ao servidor p1bli*o *ivil o direito à livre asso*iação sindi*al%
+!! - o direito de greve ser' e)er*ido nos termos e nos limites de(inidos em lei espe*í(i*a%
+!!! - a lei reservar' per*entual dos *argos e empregos p1bli*os para as pessoas portadoras de de(i*i,n*ia
e de(inir' os *rit&rios de sua admissão%
!. - a lei estabele*er' os *asos de *ontratação por tempo determinado para atender a ne*essidade
tempor'ria de e)*ep*ional interesse p1bli*o%
. - a remuneração dos servidores p1bli*os e o subsídio de que trata o 8 @º ; membro de Poder, o detentor
de mandato eletivo, os Kinistros de 4stado e os De*ret'rios 4staduais e Kuni*ipais serão remunerados
e)*lusivamente por subsídio (i)ado em par*ela 1ni*a, vedado o a*r&s*imo de qualquer grati(i*ação,
adi*ional, abono, pr,mio, verba de representação ou outra esp&*ie remunerat-ria, obede*ido, em qualquer
*aso, o disposto no art. ?F, . e .!. somente poderão ser (i)ados ou alterados por lei espe*í(i*a, observada
a ini*iativa privativa em *ada *aso, assegurada revisão geral anual, sempre na mesma data e sem distinção
de índi*es%
.! - a remuneração e o subsídio dos o*upantes de *argos, (unç#es e empregos p1bli*os da administração
direta, aut'rqui*a e (unda*ional, dos membros de qualquer dos Poderes da Bnião, dos 4stados, do Cistrito
=ederal e dos Kuni*ípios, dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes políti*os e os
proventos, pens#es ou outra esp&*ie remunerat-ria, per*ebidos *umulativamente ou não, in*luídas as
vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza, não poderão e)*eder o subsídio mensal, em esp&*ie,
dos Kinistros do Dupremo Tribunal =ederal, apli*ando-se *omo limite, nos Kuni*ípios, o subsídio do
Pre(eito, e nos 4stados e no Cistrito =ederal, o subsídio mensal do Novernador no 2mbito do Poder
4)e*utivo, o subsídio dos Ceputados 4staduais e Cistritais no 2mbito do Poder 6egislativo e o subsídio
dos Cesembargadores do Tribunal de 5ustiça, limitado a noventa inteiros e vinte e *in*o *ent&simos por
*ento do subsídio mensal, em esp&*ie, dos Kinistros do Dupremo Tribunal =ederal, no 2mbito do Poder
5udi*i'rio, apli*'vel este limite aos membros do Kinist&rio P1bli*o, aos Pro*uradores e aos Ce(ensores
P1bli*os%
.!! - os ven*imentos dos *argos do Poder 6egislativo e do Poder 5udi*i'rio não poderão ser superiores
aos pagos pelo Poder 4)e*utivo%
.!!! - & vedada a vin*ulação ou equiparação de quaisquer esp&*ies remunerat-rias para o e(eito de
remuneração de pessoal do serviço p1bli*o;
.!+ - os a*r&s*imos pe*uni'rios per*ebidos por servidor p1bli*o não serão *omputados nem a*umulados
para (ins de *on*essão de a*r&s*imos ulteriores%
.+ - o subsídio e os ven*imentos dos o*upantes de *argos e empregos p1bli*os são irredutíveis,
ressalvado o disposto nos in*isos .! - a remuneração e o subsídio dos o*upantes de *argos, (unç#es e
empregos p1bli*os da administração direta, aut'rqui*a e (unda*ional, dos membros de qualquer dos
Poderes da Bnião, dos 4stados, do Cistrito =ederal e dos Kuni*ípios, dos detentores de mandato
eletivo e dos demais agentes políti*os e os proventos, pens#es ou outra esp&*ie remunerat-ria,
per*ebidos *umulativamente ou não, in*luídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza,
não poderão e)*eder o subsídio mensal, em esp&*ie, dos Kinistros do Dupremo Tribunal =ederal,
apli*ando-se *omo limite, nos Kuni*ípios, o subsídio do Pre(eito, e nos 4stados e no Cistrito =ederal,
o subsídio mensal do Novernador no 2mbito do Poder 4)e*utivo, o subsídio dos Ceputados 4staduais
e Cistritais no 2mbito do Poder 6egislativo e o subsídio dos Cesembargadores do Tribunal de 5ustiça,
limitado a noventa inteiros e vinte e *in*o *ent&simos por *ento do subsídio mensal, em esp&*ie, dos
Kinistros do Dupremo Tribunal =ederal, no 2mbito do Poder 5udi*i'rio, apli*'vel este limite aos
membros do Kinist&rio P1bli*o, aos Pro*uradores e aos Ce(ensores P1bli*os%
.!+ - os a*r&s*imos pe*uni'rios per*ebidos por servidor p1bli*o não serão *omputados nem
a*umulados para (ins de *on*essão de a*r&s*imos ulteriores o e nos 8 @º ; membro de Poder, o
detentor de mandato eletivo, os Kinistros de 4stado e os De*ret'rios 4staduais e Kuni*ipais serão
remunerados e)*lusivamente por subsídio (i)ado em par*ela 1ni*a, vedado o a*r&s*imo de qualquer
grati(i*ação, adi*ional, abono, pr,mio, verba de representação ou outra esp&*ie remunerat-ria,
obede*ido, em qualquer *aso, o disposto no . - a remuneração dos servidores p1bli*os e o subsídio
de que trata o 8 @º do art. ?L somente poderão ser (i)ados ou alterados por lei espe*í(i*a, observada a
ini*iativa privativa em *ada *aso, assegurada revisão geral anual, sempre na mesma data e sem
distinção de índi*es%
.! - a remuneração e o subsídio dos o*upantes de *argos, (unç#es e empregos p1bli*os da
administração direta, aut'rqui*a e (unda*ional, dos membros de qualquer dos Poderes da Bnião, dos
4stados, do Cistrito =ederal e dos Kuni*ípios, dos detentores de mandato eletivo e dos demais
agentes políti*os e os proventos, pens#es ou outra esp&*ie remunerat-ria, per*ebidos
*umulativamente ou não, in*luídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza, não poderão
e)*eder o subsídio mensal, em esp&*ie, dos Kinistros do Dupremo Tribunal =ederal, apli*ando-se
*omo limite, nos Kuni*ípios, o subsídio do Pre(eito, e nos 4stados e no Cistrito =ederal, o subsídio
mensal do Novernador no 2mbito do Poder 4)e*utivo, o subsídio dos Ceputados 4staduais e
Cistritais no 2mbito do Poder 6egislativo e o subsídio dos Cesembargadores do Tribunal de 5ustiça,
limitado a noventa inteiros e vinte e *in*o *ent&simos por *ento do subsídio mensal, em esp&*ie, dos
Kinistros do Dupremo Tribunal =ederal, no 2mbito do Poder 5udi*i'rio, apli*'vel este limite aos
membros do Kinist&rio P1bli*o, aos Pro*uradores e aos Ce(ensores P1bli*os%
!! - instituir tratamento desigual entre *ontribuintes que se en*ontrem em situação equivalente,
proibida qualquer distinção em razão de o*upação pro(issional ou (unção por eles e)er*ida,
independentemente da denominação /urídi*a dos rendimentos, títulos ou direitos%
!!! - renda e proventos de qualquer natureza%
! - ser' in(ormado pelos *rit&rios da generalidade, da universalidade e da progressividade, na (orma
da lei%
.+! - & vedada a a*umulação remunerada de *argos p1bli*os, e)*eto, quando "ouver *ompatibilidade de
"or'rios, observado em qualquer *aso o disposto no in*iso .! - a remuneração e o subsídio dos o*upantes
de *argos, (unç#es e empregos p1bli*os da administração direta, aut'rqui*a e (unda*ional, dos membros
de qualquer dos Poderes da Bnião, dos 4stados, do Cistrito =ederal e dos Kuni*ípios, dos detentores de
mandato eletivo e dos demais agentes políti*os e os proventos, pens#es ou outra esp&*ie remunerat-ria,
per*ebidos *umulativamente ou não, in*luídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza, não
poderão e)*eder o subsídio mensal, em esp&*ie, dos Kinistros do Dupremo Tribunal =ederal, apli*ando-se
*omo limite, nos Kuni*ípios, o subsídio do Pre(eito, e nos 4stados e no Cistrito =ederal, o subsídio
mensal do Novernador no 2mbito do Poder 4)e*utivo, o subsídio dos Ceputados 4staduais e Cistritais no
2mbito do Poder 6egislativo e o subsídio dos Cesembargadores do Tribunal de 5ustiça, limitado a noventa
inteiros e vinte e *in*o *ent&simos por *ento do subsídio mensal, em esp&*ie, dos Kinistros do Dupremo
Tribunal =ederal, no 2mbito do Poder 5udi*i'rio, apli*'vel este limite aos membros do Kinist&rio P1bli*o,
aos Pro*uradores e aos Ce(ensores P1bli*os
a3 a de dois *argos de pro(essor%
b3 a de um *argo de pro(essor *om outro, t&*ni*o ou *ientí(i*o%
*3 a de dois *argos ou empregos privativos de pro(issionais de sa1de, *om pro(iss#es regulamentadas%
.+!! - a proibição de a*umular estende-se a empregos e (unç#es e abrange autarquias, (undaç#es,
empresas p1bli*as, so*iedades de e*onomia mista, suas subsidi'rias, e so*iedades *ontroladas, direta ou
indiretamente, pelo poder p1bli*o%
.+!!! - a administração (azend'ria e seus servidores (is*ais terão, dentro de suas 'reas de *ompet,n*ia e
/urisdição, pre*ed,n*ia sobre os demais setores administrativos, na (orma da lei%
.!. H somente por lei espe*í(i*a poder' ser *riada autarquia e autorizada a instituição de empresa
p1bli*a, de so*iedade de e*onomia mista e de (undação, *abendo à lei *omplementar, neste 1ltimo *aso,
de(inir as 'reas de sua atuação%
.. - depende de autorização legislativa, em *ada *aso, a *riação de subsidi'rias das entidades
men*ionadas no in*iso anterior, assim *omo a parti*ipação de qualquer delas em empresa privada%
..! - ressalvados os *asos espe*i(i*ados na legislação, as obras, serviços, *ompras e alienaç#es serão
*ontratados mediante pro*esso de li*itação p1bli*a que assegure igualdade de *ondiç#es a todos os
*on*orrentes, *om *l'usulas que estabeleçam obrigaç#es de pagamento, mantidas as *ondiç#es e(etivas da
proposta, nos termos da lei, o qual somente permitir' as e)ig,n*ias de quali(i*ação t&*ni*a e e*on0mi*a
indispens'veis à garantia do *umprimento das obrigaç#es.
..!! - as administraç#es tribut'rias da Bnião, dos 4stados, do Cistrito =ederal e dos Kuni*ípios,
atividades essen*iais ao (un*ionamento do 4stado, e)er*idas por servidores de *arreiras espe*í(i*as, terão
re*ursos priorit'rios para a realização de suas atividades e atuarão de (orma integrada, in*lusive *om o
*ompartil"amento de *adastros e de in(ormaç#es (is*ais, na (orma da lei ou *onv,nio.
8 9º A publi*idade dos atos, programas, obras, serviços e *ampan"as dos -rgãos p1bli*os dever' ter
*ar'ter edu*ativo, in(ormativo ou de orientação so*ial, dela não podendo *onstar nomes, símbolos ou
imagens que *ara*terizem promoção pessoal de autoridades ou servidores p1bli*os.
8 :º A não-observ2n*ia do disposto nos in*isos !! - a investidura em *argo ou emprego p1bli*o depende
de aprovação pr&via em *on*urso p1bli*o de provas ou de provas e títulos, de a*ordo *om a natureza
e a *omple)idade do *argo ou emprego, na (orma prevista em lei, ressalvadas as nomeaç#es para
*argo em *omissão de*larado em lei de livre nomeação e e)oneração%
!!! - o prazo de validade do *on*urso p1bli*o ser' de at& dois anos, prorrog'vel uma vez, por igual
período impli*ar' a nulidade do ato e a punição da autoridade respons'vel, nos termos da lei.
8 ?º A lei dis*iplinar' as (ormas de parti*ipação do usu'rio na administração p1bli*a direta e indireta,
regulando espe*ialmente
! - as re*lamaç#es relativas à prestação dos serviços p1bli*os em geral, asseguradas a manutenção de
serviços de atendimento ao usu'rio e a avaliação peri-di*a, e)terna e interna, da qualidade dos serviços%
!! - o a*esso dos usu'rios a registros administrativos e a in(ormaç#es sobre atos de governo, observado o
disposto no . - são inviol'veis a intimidade, a vida privada, a "onra e a imagem das pessoas,
assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral de*orrente de sua violação%
...!!! - todos t,m direito a re*eber dos -rgãos p1bli*os in(ormaç#es de seu interesse parti*ular, ou
de interesse *oletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade,
ressalvadas aquelas *u/o sigilo se/a impres*indível à segurança da so*iedade e do 4stado%
!!! - a dis*iplina da representação *ontra o e)er*í*io negligente ou abusivo de *argo, emprego ou (unção
na administração p1bli*a.
8 @º ;s atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políti*os, a perda da
(unção p1bli*a, a indisponibilidade dos bens e o ressar*imento ao er'rio, na (orma e gradação previstas
em lei, sem pre/uízo da ação penal *abível.
8 5º A lei estabele*er' os prazos de pres*rição para ilí*itos prati*ados por qualquer agente, servidor ou
não, que *ausem pre/uízos ao er'rio, ressalvadas as respe*tivas aç#es de ressar*imento.
8 Eº As pessoas /urídi*as de direito p1bli*o e as de direito privado prestadoras de serviços p1bli*os
responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, *ausarem a ter*eiros, assegurado o direito de
regresso *ontra o respons'vel nos *asos de dolo ou *ulpa.
8 Fº A lei dispor' sobre os requisitos e as restriç#es ao o*upante de *argo ou emprego da administração
direta e indireta que possibilite o a*esso a in(ormaç#es privilegiadas.
8 Iº A autonomia geren*ial, orçament'ria e (inan*eira dos -rgãos e entidades da administração direta e
indireta poder' ser ampliada mediante *ontrato, a ser (irmado entre seus administradores e o poder
p1bli*o, que ten"a por ob/eto a (i)ação de metas de desempen"o para o -rgão ou entidade, *abendo à lei
dispor sobre
! - o prazo de duração do *ontrato%
!! - os *ontroles e *rit&rios de avaliação de desempen"o, direitos, obrigaç#es e responsabilidade dos
dirigentes%
!!! - a remuneração do pessoal.
8 Lº ; disposto no in*iso .! - a remuneração e o subsídio dos o*upantes de *argos, (unç#es e
empregos p1bli*os da administração direta, aut'rqui*a e (unda*ional, dos membros de qualquer dos
Poderes da Bnião, dos 4stados, do Cistrito =ederal e dos Kuni*ípios, dos detentores de mandato
eletivo e dos demais agentes políti*os e os proventos, pens#es ou outra esp&*ie remunerat-ria,
per*ebidos *umulativamente ou não, in*luídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza,
não poderão e)*eder o subsídio mensal, em esp&*ie, dos Kinistros do Dupremo Tribunal =ederal,
apli*ando-se *omo limite, nos Kuni*ípios, o subsídio do Pre(eito, e nos 4stados e no Cistrito =ederal,
o subsídio mensal do Novernador no 2mbito do Poder 4)e*utivo, o subsídio dos Ceputados 4staduais
e Cistritais no 2mbito do Poder 6egislativo e o subsídio dos Cesembargadores do Tribunal de 5ustiça,
limitado a noventa inteiros e vinte e *in*o *ent&simos por *ento do subsídio mensal, em esp&*ie, dos
Kinistros do Dupremo Tribunal =ederal, no 2mbito do Poder 5udi*i'rio, apli*'vel este limite aos
membros do Kinist&rio P1bli*o, aos Pro*uradores e aos Ce(ensores P1bli*os, apli*a-se às empresas
p1bli*as e às so*iedades de e*onomia mista, e suas subsidi'rias, que re*eberem re*ursos da Bnião, dos
4stados, do Cistrito =ederal ou dos Kuni*ípios para pagamento de despesas de pessoal ou de *usteio em
geral.
8 9M. J vedada a per*epção simult2nea de proventos de aposentadoria de*orrentes do Art. @M. Aos
servidores titulares de *argos e(etivos da Bnião, dos 4stados, do Cistrito =ederal e dos Kuni*ípios,
in*luídas suas autarquias e (undaç#es, & assegurado regime de previd,n*ia de *ar'ter *ontributivo e
solid'rio, mediante *ontribuição do respe*tivo ente p1bli*o, dos servidores ativos e inativos e dos
pensionistas, observados *rit&rios que preservem o equilíbrio (inan*eiro e atuarial e o disposto neste
artigo ou dos Art. @: ;s membros das Polí*ias Kilitares e $orpos de >ombeiros Kilitares,
instituiç#es organizadas *om base na "ierarquia e dis*iplina, são militares dos 4stados, do Cistrito
=ederal e dos Territ-rios.
Art. 9@:. As =orças Armadas, *onstituídas pela Karin"a, pelo 4)&r*ito e pela Aeron'uti*a, são
instituiç#es na*ionais permanentes e regulares, organizadas *om base na "ierarquia e na dis*iplina,
sob a autoridade suprema do Presidente da <ep1bli*a, e destinam-se à de(esa da P'tria, à garantia dos
poderes *onstitu*ionais e, por ini*iativa de qualquer destes, da lei e da ordem. *om a remuneração de
*argo, emprego ou (unção p1bli*a, ressalvados os *argos a*umul'veis na (orma desta $onstituição, os
*argos eletivos e os *argos em *omissão de*larados em lei de livre nomeação e e)oneração.
8 99. 7ão serão *omputadas, para e(eito dos limites remunerat-rios de que trata o in*iso .! - a
remuneração e o subsídio dos o*upantes de *argos, (unç#es e empregos p1bli*os da administração
direta, aut'rqui*a e (unda*ional, dos membros de qualquer dos Poderes da Bnião, dos 4stados, do
Cistrito =ederal e dos Kuni*ípios, dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes políti*os e
os proventos, pens#es ou outra esp&*ie remunerat-ria, per*ebidos *umulativamente ou não, in*luídas
as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza, não poderão e)*eder o subsídio mensal, em
esp&*ie, dos Kinistros do Dupremo Tribunal =ederal, apli*ando-se *omo limite, nos Kuni*ípios, o
subsídio do Pre(eito, e nos 4stados e no Cistrito =ederal, o subsídio mensal do Novernador no 2mbito
do Poder 4)e*utivo, o subsídio dos Ceputados 4staduais e Cistritais no 2mbito do Poder 6egislativo
e o subsídio dos Cesembargadores do Tribunal de 5ustiça, limitado a noventa inteiros e vinte e *in*o
*ent&simos por *ento do subsídio mensal, em esp&*ie, dos Kinistros do Dupremo Tribunal =ederal, no
2mbito do Poder 5udi*i'rio, apli*'vel este limite aos membros do Kinist&rio P1bli*o, aos
Pro*uradores e aos Ce(ensores P1bli*os, as par*elas de *ar'ter indenizat-rio previstas em lei.
8 9:. Para os (ins do disposto no in*iso .! - a remuneração e o subsídio dos o*upantes de *argos,
(unç#es e empregos p1bli*os da administração direta, aut'rqui*a e (unda*ional, dos membros de
qualquer dos Poderes da Bnião, dos 4stados, do Cistrito =ederal e dos Kuni*ípios, dos detentores de
mandato eletivo e dos demais agentes políti*os e os proventos, pens#es ou outra esp&*ie
remunerat-ria, per*ebidos *umulativamente ou não, in*luídas as vantagens pessoais ou de qualquer
outra natureza, não poderão e)*eder o subsídio mensal, em esp&*ie, dos Kinistros do Dupremo
Tribunal =ederal, apli*ando-se *omo limite, nos Kuni*ípios, o subsídio do Pre(eito, e nos 4stados e
no Cistrito =ederal, o subsídio mensal do Novernador no 2mbito do Poder 4)e*utivo, o subsídio dos
Ceputados 4staduais e Cistritais no 2mbito do Poder 6egislativo e o subsídio dos Cesembargadores
do Tribunal de 5ustiça, limitado a noventa inteiros e vinte e *in*o *ent&simos por *ento do subsídio
mensal, em esp&*ie, dos Kinistros do Dupremo Tribunal =ederal, no 2mbito do Poder 5udi*i'rio,
apli*'vel este limite aos membros do Kinist&rio P1bli*o, aos Pro*uradores e aos Ce(ensores
P1bli*os, (i*a (a*ultado aos 4stados e ao Cistrito =ederal (i)ar, em seu 2mbito, mediante emenda às
respe*tivas $onstituiç#es e 6ei ;rg2ni*a, *omo limite 1ni*o, o subsídio mensal dos Cesembargadores do
respe*tivo Tribunal de 5ustiça, limitado a noventa inteiros e vinte e *in*o *ent&simos por *ento do
subsídio mensal dos Kinistros do Dupremo Tribunal =ederal, não se apli*ando o disposto neste par'gra(o
aos subsídios dos Ceputados 4staduais e Cistritais e dos +ereadores.
Art. ?I. Ao servidor p1bli*o da administração direta, aut'rqui*a e (unda*ional, no e)er*í*io de mandato
eletivo, apli*am-se as seguintes disposiç#es
! - tratando-se de mandato eletivo (ederal, estadual ou distrital, (i*ar' a(astado de seu *argo, emprego ou
(unção%
!! - investido no mandato de Pre(eito, ser' a(astado do *argo, emprego ou (unção, sendo-l"e (a*ultado
optar pela sua remuneração%
!!! - investido no mandato de +ereador, "avendo *ompatibilidade de "or'rios, per*eber' as vantagens de
seu *argo, emprego ou (unção, sem pre/uízo da remuneração do *argo eletivo, e, não "avendo
*ompatibilidade, ser' apli*ada a norma do in*iso anterior%
!+ - em qualquer *aso que e)i/a o a(astamento para o e)er*í*io de mandato eletivo, seu tempo de serviço
ser' *ontado para todos os e(eitos legais, e)*eto para promoção por mere*imento%
+ - para e(eito de bene(í*io previden*i'rio, no *aso de a(astamento, os valores serão determinados *omo
se no e)er*í*io estivesse.
Seção II
Dos Se#i$oes P%&'i(os

Art. ?L. A Bnião, os 4stados, o Cistrito =ederal e os Kuni*ípios instituirão, no 2mbito de sua
*ompet,n*ia, regime /urídi*o 1ni*o e planos de *arreira para os servidores da administração p1bli*a
direta, das autarquias e das (undaç#es p1bli*as.
8 9º A (i)ação dos padr#es de ven*imento e dos demais *omponentes do sistema remunerat-rio observar'
! - a natureza, o grau de responsabilidade e a *omple)idade dos *argos *omponentes de *ada *arreira%
!! - os requisitos para a investidura%
!!! - as pe*uliaridades dos *argos.
8 :º A Bnião, os 4stados e o Cistrito =ederal manterão es*olas de governo para a (ormação e o
aper(eiçoamento dos servidores p1bli*os, *onstituindo-se a parti*ipação nos *ursos um dos requisitos para
a promoção na *arreira, (a*ultada, para isso, a *elebração de *onv,nios ou *ontratos entre os entes
(ederados.
8 ?º Apli*a-se aos servidores o*upantes de *argo p1bli*o o disposto no !+ - sal'rio mínimo, (i)ado em
lei, na*ionalmente uni(i*ado, *apaz de atender às suas ne*essidades vitais b'si*as e às de sua (amília
*om moradia, alimentação, edu*ação, sa1de, lazer, vestu'rio, "igiene, transporte e previd,n*ia so*ial,
*om rea/ustes peri-di*os que l"e preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vin*ulação para
qualquer (im%
+!! - garantia de sal'rio, nun*a in(erior ao mínimo, para os que per*ebem remuneração vari'vel%
+!!! - d&*imo ter*eiro sal'rio *om base na remuneração integral ou no valor da aposentadoria%
!. - remuneração do trabal"o noturno superior à do diurno%
.!! - sal'rio-(amília pago em razão do dependente do trabal"ador de bai)a renda nos termos da lei%
.!!! - duração do trabal"o normal não superior a oito "oras di'rias e quarenta e quatro semanais,
(a*ultada a *ompensação de "or'rios e a redução da /ornada, mediante a*ordo ou *onvenção *oletiva
de trabal"o%
.+ - repouso semanal remunerado, pre(eren*ialmente aos domingos%
.+! - remuneração do serviço e)traordin'rio superior, no mínimo, em *inquenta por *ento à do
normal%
.+!! - gozo de (&rias anuais remuneradas *om, pelo menos, um terço a mais do que o sal'rio normal%
.+!!! - li*ença à gestante, sem pre/uízo do emprego e do sal'rio, *om a duração de *ento e vinte
dias%
.!. - li*ença-paternidade, nos termos (i)ados em lei%
.. - proteção do mer*ado de trabal"o da mul"er, mediante in*entivos espe*í(i*os, nos termos da lei%
..!! - redução dos ris*os inerentes ao trabal"o, por meio de normas de sa1de, "igiene e segurança%
... - proibição de di(erença de sal'rios, de e)er*í*io de (unç#es e de *rit&rio de admissão por
motivo de se)o, idade, *or ou estado *ivil, podendo a lei estabele*er requisitos di(eren*iados de
admissão quando a natureza do *argo o e)igir.
8 @º ; membro de Poder, o detentor de mandato eletivo, os Kinistros de 4stado e os De*ret'rios 4staduais
e Kuni*ipais serão remunerados e)*lusivamente por subsídio (i)ado em par*ela 1ni*a, vedado o
a*r&s*imo de qualquer grati(i*ação, adi*ional, abono, pr,mio, verba de representação ou outra esp&*ie
remunerat-ria, obede*ido, em qualquer *aso, o disposto no . - a remuneração dos servidores p1bli*os e
o subsídio de que trata o 8 @º do art. ?L somente poderão ser (i)ados ou alterados por lei espe*í(i*a,
observada a ini*iativa privativa em *ada *aso, assegurada revisão geral anual, sempre na mesma data
e sem distinção de índi*es%
.! - a remuneração e o subsídio dos o*upantes de *argos, (unç#es e empregos p1bli*os da
administração direta, aut'rqui*a e (unda*ional, dos membros de qualquer dos Poderes da Bnião, dos
4stados, do Cistrito =ederal e dos Kuni*ípios, dos detentores de mandato eletivo e dos demais
agentes políti*os e os proventos, pens#es ou outra esp&*ie remunerat-ria, per*ebidos
*umulativamente ou não, in*luídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza, não poderão
e)*eder o subsídio mensal, em esp&*ie, dos Kinistros do Dupremo Tribunal =ederal, apli*ando-se
*omo limite, nos Kuni*ípios, o subsídio do Pre(eito, e nos 4stados e no Cistrito =ederal, o subsídio
mensal do Novernador no 2mbito do Poder 4)e*utivo, o subsídio dos Ceputados 4staduais e
Cistritais no 2mbito do Poder 6egislativo e o subsídio dos Cesembargadores do Tribunal de 5ustiça,
limitado a noventa inteiros e vinte e *in*o *ent&simos por *ento do subsídio mensal, em esp&*ie, dos
Kinistros do Dupremo Tribunal =ederal, no 2mbito do Poder 5udi*i'rio, apli*'vel este limite aos
membros do Kinist&rio P1bli*o, aos Pro*uradores e aos Ce(ensores P1bli*os%
8 5º 6ei da Bnião, dos 4stados, do Cistrito =ederal e dos Kuni*ípios poder' estabele*er a relação entre a
maior e a menor remuneração dos servidores p1bli*os, obede*ido, em qualquer *aso, o disposto no .! - a
remuneração e o subsídio dos o*upantes de *argos, (unç#es e empregos p1bli*os da administração
direta, aut'rqui*a e (unda*ional, dos membros de qualquer dos Poderes da Bnião, dos 4stados, do
Cistrito =ederal e dos Kuni*ípios, dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes políti*os e
os proventos, pens#es ou outra esp&*ie remunerat-ria, per*ebidos *umulativamente ou não, in*luídas
as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza, não poderão e)*eder o subsídio mensal, em
esp&*ie, dos Kinistros do Dupremo Tribunal =ederal, apli*ando-se *omo limite, nos Kuni*ípios, o
subsídio do Pre(eito, e nos 4stados e no Cistrito =ederal, o subsídio mensal do Novernador no 2mbito
do Poder 4)e*utivo, o subsídio dos Ceputados 4staduais e Cistritais no 2mbito do Poder 6egislativo
e o subsídio dos Cesembargadores do Tribunal de 5ustiça, limitado a noventa inteiros e vinte e *in*o
*ent&simos por *ento do subsídio mensal, em esp&*ie, dos Kinistros do Dupremo Tribunal =ederal, no
2mbito do Poder 5udi*i'rio, apli*'vel este limite aos membros do Kinist&rio P1bli*o, aos
Pro*uradores e aos Ce(ensores P1bli*os%
8 Eº ;s Poderes 4)e*utivo, 6egislativo e 5udi*i'rio publi*arão anualmente os valores do subsídio e da
remuneração dos *argos e empregos p1bli*os.
8 Fº 6ei da Bnião, dos 4stados, do Cistrito =ederal e dos Kuni*ípios dis*iplinar' a apli*ação de re*ursos
orçament'rios provenientes da e*onomia *om despesas *orrentes em *ada -rgão, autarquia e (undação,
para apli*ação no desenvolvimento de programas de qualidade e produtividade, treinamento e
desenvolvimento, modernização, reaparel"amento e ra*ionalização do serviço p1bli*o, in*lusive sob a
(orma de adi*ional ou pr,mio de produtividade.
8 Iº A remuneração dos servidores p1bli*os organizados em *arreira poder' ser (i)ada nos termos do 8 @º
; membro de Poder, o detentor de mandato eletivo, os Kinistros de 4stado e os De*ret'rios 4staduais
e Kuni*ipais serão remunerados e)*lusivamente por subsídio (i)ado em par*ela 1ni*a, vedado o
a*r&s*imo de qualquer grati(i*ação, adi*ional, abono, pr,mio, verba de representação ou outra
esp&*ie remunerat-ria, obede*ido, em qualquer *aso, o disposto no .! - a remuneração e o subsídio
dos o*upantes de *argos, (unç#es e empregos p1bli*os da administração direta, aut'rqui*a e
(unda*ional, dos membros de qualquer dos Poderes da Bnião, dos 4stados, do Cistrito =ederal e dos
Kuni*ípios, dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes políti*os e os proventos, pens#es
ou outra esp&*ie remunerat-ria, per*ebidos *umulativamente ou não, in*luídas as vantagens pessoais
ou de qualquer outra natureza, não poderão e)*eder o subsídio mensal, em esp&*ie, dos Kinistros do
Dupremo Tribunal =ederal, apli*ando-se *omo limite, nos Kuni*ípios, o subsídio do Pre(eito, e nos
4stados e no Cistrito =ederal, o subsídio mensal do Novernador no 2mbito do Poder 4)e*utivo, o
subsídio dos Ceputados 4staduais e Cistritais no 2mbito do Poder 6egislativo e o subsídio dos
Cesembargadores do Tribunal de 5ustiça, limitado a noventa inteiros e vinte e *in*o *ent&simos por
*ento do subsídio mensal, em esp&*ie, dos Kinistros do Dupremo Tribunal =ederal, no 2mbito do
Poder 5udi*i'rio, apli*'vel este limite aos membros do Kinist&rio P1bli*o, aos Pro*uradores e aos
Ce(ensores P1bli*os%
Art. @M. Aos servidores titulares de *argos e(etivos da Bnião, dos 4stados, do Cistrito =ederal e dos
Kuni*ípios, in*luídas suas autarquias e (undaç#es, & assegurado regime de previd,n*ia de *ar'ter
*ontributivo e solid'rio, mediante *ontribuição do respe*tivo ente p1bli*o, dos servidores ativos e inativos
e dos pensionistas, observados *rit&rios que preservem o equilíbrio (inan*eiro e atuarial e o disposto neste
artigo.
8 9º ;s servidores abrangidos pelo regime de previd,n*ia de que trata este artigo serão aposentados,
*al*ulados os seus proventos a partir dos valores (i)ados na (orma dos 8 ?º Para o *'l*ulo dos proventos
de aposentadoria, por o*asião da sua *on*essão, serão *onsideradas as remuneraç#es utilizadas *omo
base para as *ontribuiç#es do servidor aos regimes de previd,n*ia de que tratam este artigo e o Art.
:M9. A previd,n*ia so*ial ser' organizada sob a (orma de regime geral, de *ar'ter *ontributivo e de
(iliação obrigat-ria, observados *rit&rios que preservem o equilíbrio (inan*eiro e atuarial, e atender',
na (orma da lei.
8 9F. Todos os valores de remuneração *onsiderados para o *'l*ulo do bene(í*io previsto no 8 ?O
serão devidamente atualizados, na (orma da lei
! - por invalidez permanente, sendo os proventos propor*ionais ao tempo de *ontribuição, e)*eto se
de*orrente de a*idente em serviço, mol&stia pro(issional ou doença grave, *ontagiosa ou in*ur'vel, na
(orma da lei%
!! - *ompulsoriamente, aos setenta anos de idade, *om proventos propor*ionais ao tempo de *ontribuição%
!!! - voluntariamente, desde que *umprido tempo mínimo de dez anos de e(etivo e)er*í*io no serviço
p1bli*o e *in*o anos no *argo e(etivo em que se dar' a aposentadoria, observadas as seguintes *ondiç#es
a3 sessenta anos de idade e trinta e *in*o de *ontribuição, se "omem, e *inquenta e *in*o anos de idade e
trinta de *ontribuição, se mul"er%
b3 sessenta e *in*o anos de idade, se "omem, e sessenta anos de idade, se mul"er, *om proventos
propor*ionais ao tempo de *ontribuição.
8 :º ;s proventos de aposentadoria e as pens#es, por o*asião de sua *on*essão, não poderão e)*eder a
remuneração do respe*tivo servidor, no *argo e(etivo em que se deu a aposentadoria ou que serviu de
re(er,n*ia para a *on*essão da pensão.
8 ?º Para o *'l*ulo dos proventos de aposentadoria, por o*asião da sua *on*essão, serão *onsideradas as
remuneraç#es utilizadas *omo base para as *ontribuiç#es do servidor aos regimes de previd,n*ia de que
tratam este artigo e o Art. :M9. A previd,n*ia so*ial ser' organizada sob a (orma de regime geral, de
*ar'ter *ontributivo e de (iliação obrigat-ria, observados *rit&rios que preservem o equilíbrio
(inan*eiro e atuarial, e atender', na (orma da lei.
8 @º J vedada a adoção de requisitos e *rit&rios di(eren*iados para a *on*essão de aposentadoria aos
abrangidos pelo regime de que trata este artigo, ressalvados, nos termos de(inidos em leis
*omplementares, os *asos de servidores
! - portadores de de(i*i,n*ia%
!! - que e)erçam atividades de ris*o%
!!! - *u/as atividades se/am e)er*idas sob *ondiç#es espe*iais que pre/udiquem a sa1de ou a integridade
(ísi*a.
8 5º ;s requisitos de idade e de tempo de *ontribuição serão reduzidos em *in*o anos, em relação ao
disposto no a3 sessenta anos de idade e trinta e *in*o de *ontribuição, se "omem, e *inquenta e *in*o
anos de idade e trinta de *ontribuição, se mul"er a, para o pro(essor que *omprove e)*lusivamente
tempo de e(etivo e)er*í*io das (unç#es de magist&rio na edu*ação in(antil e no ensino (undamental e
m&dio.
8 Eº <essalvadas as aposentadorias de*orrentes dos *argos a*umul'veis na (orma desta $onstituição, &
vedada a per*epção de mais de uma aposentadoria à *onta do regime de previd,n*ia previsto neste artigo.
8 Fº 6ei dispor' sobre a *on*essão do bene(í*io de pensão por morte, que ser' igual
! - ao valor da totalidade dos proventos do servidor (ale*ido, at& o limite m')imo estabele*ido para os
bene(í*ios do regime geral de previd,n*ia so*ial de que trata o Art. :M9. A previd,n*ia so*ial ser'
organizada sob a (orma de regime geral, de *ar'ter *ontributivo e de (iliação obrigat-ria, observados
*rit&rios que preservem o equilíbrio (inan*eiro e atuarial, e atender', nos termos da lei, a, a*res*ido de
setenta por *ento da par*ela e)*edente a este limite, *aso aposentado à data do -bito% ou
!! - ao valor da totalidade da remuneração do servidor no *argo e(etivo em que se deu o (ale*imento, at& o
limite m')imo estabele*ido para os bene(í*ios do regime geral de previd,n*ia so*ial de que trata o Art.
:M9. A previd,n*ia so*ial ser' organizada sob a (orma de regime geral, de *ar'ter *ontributivo e de
(iliação obrigat-ria, observados *rit&rios que preservem o equilíbrio (inan*eiro e atuarial, e atender',
nos termos da lei, a, a*res*ido de setenta por *ento da par*ela e)*edente a este limite, *aso em atividade
na data do -bito.
8 Iº J assegurado o rea/ustamento dos bene(í*ios para preservar-l"es, em *ar'ter permanente, o valor real,
*on(orme *rit&rios estabele*idos em lei.
8 Lº ; tempo de *ontribuição (ederal, estadual ou muni*ipal ser' *ontado para e(eito de aposentadoria e o
tempo de serviço *orrespondente para e(eito de disponibilidade.
8 9M. A lei não poder' estabele*er qualquer (orma de *ontagem de tempo de *ontribuição (i*tí*io.
8 99. Apli*a-se o limite (i)ado no .! - a remuneração e o subsídio dos o*upantes de *argos, (unç#es e
empregos p1bli*os da administração direta, aut'rqui*a e (unda*ional, dos membros de qualquer dos
Poderes da Bnião, dos 4stados, do Cistrito =ederal e dos Kuni*ípios, dos detentores de mandato
eletivo e dos demais agentes políti*os e os proventos, pens#es ou outra esp&*ie remunerat-ria,
per*ebidos *umulativamente ou não, in*luídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza,
não poderão e)*eder o subsídio mensal, em esp&*ie, dos Kinistros do Dupremo Tribunal =ederal,
apli*ando-se *omo limite, nos Kuni*ípios, o subsídio do Pre(eito, e nos 4stados e no Cistrito =ederal,
o subsídio mensal do Novernador no 2mbito do Poder 4)e*utivo, o subsídio dos Ceputados 4staduais
e Cistritais no 2mbito do Poder 6egislativo e o subsídio dos Cesembargadores do Tribunal de 5ustiça,
limitado a noventa inteiros e vinte e *in*o *ent&simos por *ento do subsídio mensal, em esp&*ie, dos
Kinistros do Dupremo Tribunal =ederal, no 2mbito do Poder 5udi*i'rio, apli*'vel este limite aos
membros do Kinist&rio P1bli*o, aos Pro*uradores e aos Ce(ensores P1bli*os, à soma total dos
proventos de inatividade, in*lusive quando de*orrentes da a*umulação de *argos ou empregos p1bli*os,
bem *omo de outras atividades su/eitas a *ontribuição para o regime geral de previd,n*ia so*ial, e ao
montante resultante da adição de proventos de inatividade *om remuneração de *argo a*umul'vel na
(orma desta $onstituição, *argo em *omissão de*larado em lei de livre nomeação e e)oneração, e de
*argo eletivo.
8 9:" Al&m do disposto neste artigo, o regime de previd,n*ia dos servidores p1bli*os titulares de *argo
e(etivo observar', no que *ouber, os requisitos e *rit&rios (i)ados para o regime geral de previd,n*ia
so*ial.
8 9?" Ao servidor o*upante, e)*lusivamente, de *argo em *omissão de*larado em lei de livre nomeação e
e)oneração bem *omo de outro *argo tempor'rio ou de emprego p1bli*o, apli*a-se o regime geral de
previd,n*ia so*ial.
8 9@. A Bnião, os 4stados, o Cistrito =ederal e os Kuni*ípios, desde que instituam regime de previd,n*ia
*omplementar para os seus respe*tivos servidores titulares de *argo e(etivo, poderão (i)ar, para o valor
das aposentadorias e pens#es a serem *on*edidas pelo regime de que trata este artigo, o limite m')imo
estabele*ido para os bene(í*ios do regime geral de previd,n*ia so*ial de que trata o Art. :M9. A
previd,n*ia so*ial ser' organizada sob a (orma de regime geral, de *ar'ter *ontributivo e de (iliação
obrigat-ria, observados *rit&rios que preservem o equilíbrio (inan*eiro e atuarial, e atender', nos
termos da lei, a.
8 95. ; regime de previd,n*ia *omplementar de que trata o 8 9@ ser' instituído por lei de ini*iativa do
respe*tivo Poder 4)e*utivo, observado o disposto no Art. :M:. ; regime de previd,n*ia privada, de
*ar'ter *omplementar e organizado de (orma aut0noma em relação ao regime geral de previd,n*ia
so*ial, ser' (a*ultativo, baseado na *onstituição de reservas que garantam o bene(í*io *ontratado, e
regulado por lei *omplementar.
8 9O A lei *omplementar de que trata este artigo assegurar' ao parti*ipante de planos de bene(í*ios de
entidades de previd,n*ia privada o pleno a*esso às in(ormaç#es relativas à gestão de seus respe*tivos
planos.
8 :O As *ontribuiç#es do empregador, os bene(í*ios e as *ondiç#es *ontratuais previstas nos estatutos,
regulamentos e planos de bene(í*ios das entidades de previd,n*ia privada não integram o *ontrato de
trabal"o dos parti*ipantes, assim *omo, à e)*eção dos bene(í*ios *on*edidos, não integram a
remuneração dos parti*ipantes, nos termos da lei.
8 ?º J vedado o aporte de re*ursos a entidade de previd,n*ia privada pela Bnião, 4stados, Cistrito
=ederal e Kuni*ípios, suas autarquias, (undaç#es, empresas p1bli*as, so*iedades de e*onomia mista e
outras entidades p1bli*as, salvo na qualidade de patro*inador, situação na qual, em "ip-tese alguma,
sua *ontribuição normal poder' e)*eder a do segurado.
8 @º 6ei *omplementar dis*iplinar' a relação entre a Bnião, 4stados, Cistrito =ederal ou Kuni*ípios,
in*lusive suas autarquias, (undaç#es, so*iedades de e*onomia mista e empresas *ontroladas direta ou
indiretamente, enquanto patro*inadoras de entidades (e*"adas de previd,n*ia privada, e suas
respe*tivas entidades (e*"adas de previd,n*ia privada.
8 5º A lei *omplementar de que trata o par'gra(o anterior apli*ar-se-', no que *ouber, às empresas
privadas permission'rias ou *on*ession'rias de prestação de serviços p1bli*os, quando
patro*inadoras de entidades (e*"adas de previd,n*ia privada.
8 Eº A lei *omplementar a que se re(ere o 8 @O deste artigo estabele*er' os requisitos para a
designação dos membros das diretorias das entidades (e*"adas de previd,n*ia privada e dis*iplinar' a
inserção dos parti*ipantes nos *olegiados e inst2n*ias de de*isão em que seus interesses se/am ob/eto
de dis*ussão e deliberação, no que *ouber, por interm&dio de entidades (e*"adas de previd,n*ia
*omplementar, de natureza p1bli*a, que o(ere*erão aos respe*tivos parti*ipantes planos de bene(í*ios
somente na modalidade de *ontribuição de(inida.
8 9E. Domente mediante sua pr&via e e)pressa opção, o disposto nos 88 9@ e 95 poder' ser apli*ado ao
servidor que tiver ingressado no serviço p1bli*o at& a data da publi*ação do ato de instituição do
*orrespondente regime de previd,n*ia *omplementar.
8 9F. Todos os valores de remuneração *onsiderados para o *'l*ulo do bene(í*io previsto no 8 ?º Para o
*'l*ulo dos proventos de aposentadoria, por o*asião da sua *on*essão, serão *onsideradas as
remuneraç#es utilizadas *omo base para as *ontribuiç#es do servidor aos regimes de previd,n*ia de
que tratam este artigo e o Art. :M9. A previd,n*ia so*ial ser' organizada sob a (orma de regime geral,
de *ar'ter *ontributivo e de (iliação obrigat-ria, observados *rit&rios que preservem o equilíbrio
(inan*eiro e atuarial, e atender', na (orma da lei, serão devidamente atualizados, na (orma da lei.
8 9I. !n*idir' *ontribuição sobre os proventos de aposentadorias e pens#es *on*edidas pelo regime de que
trata este artigo que superem o limite m')imo estabele*ido para os bene(í*ios do regime geral de
previd,n*ia so*ial de que trata o art. :M9, *om per*entual igual ao estabele*ido para os servidores titulares
de *argos e(etivos.
8 9L. ; servidor de que trata este artigo que ten"a *ompletado as e)ig,n*ias para aposentadoria volunt'ria
estabele*idas no 8 9º, !!!, a, e que opte por permane*er em atividade (ar' /us a um abono de perman,n*ia
equivalente ao valor da sua *ontribuição previden*i'ria at& *ompletar as e)ig,n*ias para aposentadoria
*ompuls-ria *ontidas no 8 9º, !!.
8 :M. =i*a vedada a e)ist,n*ia de mais de um regime pr-prio de previd,n*ia so*ial para os servidores
titulares de *argos e(etivos, e de mais de uma unidade gestora do respe*tivo regime em *ada ente estatal,
ressalvado o disposto no art. 9@:, 8 ?º, ..
8 :9. A *ontribuição prevista no 8 9I deste artigo in*idir' apenas sobre as par*elas de proventos de
aposentadoria e de pensão que superem o dobro do limite m')imo estabele*ido para os bene(í*ios do
regime geral de previd,n*ia so*ial de que trata o art. :M9 desta $onstituição, quando o bene(i*i'rio, na
(orma da lei, (or portador de doença in*apa*itante.
Art. @9. Dão est'veis ap-s tr,s anos de e(etivo e)er*í*io os servidores nomeados para *argo de provimento
e(etivo em virtude de *on*urso p1bli*o.
8 9º ; servidor p1bli*o est'vel s- perder' o *argo
! - em virtude de sentença /udi*ial transitada em /ulgado%
!! H mediante pro*esso administrativo em que l"e se/a assegurada ampla de(esa%
!!! H mediante pro*edimento de avaliação peri-di*a de desempen"o, na (orma de lei *omplementar,
assegurada ampla de(esa.
8 :º !nvalidada por sentença /udi*ial a demissão do servidor est'vel, ser' ele reintegrado, e o eventual
o*upante da vaga, se est'vel, re*onduzido ao *argo de origem, sem direito a indenização, aproveitado em
outro *argo ou posto em disponibilidade *om remuneração propor*ional ao tempo de serviço.
8 ?º 4)tinto o *argo ou de*larada a sua desne*essidade, o servidor est'vel (i*ar' em disponibilidade, *om
remuneração propor*ional ao tempo de serviço, at& seu adequado aproveitamento em outro *argo.
8 @º $omo *ondição para a aquisição da estabilidade, & obrigat-ria a avaliação espe*ial de desempen"o
por *omissão instituída para essa (inalidade.
CAPÍTULO III
DO PODER )UDICI*RIO
Seção I
Disposições Ge!is
Art. L:. Dão -rgãos do Poder 5udi*i'rio
! - o Dupremo Tribunal =ederal%
!-A - o $onsel"o 7a*ional de 5ustiça%
!! - o Duperior Tribunal de 5ustiça%
!!! - os Tribunais <egionais =ederais e 5uízes =ederais%
!+ - os Tribunais e 5uízes do Trabal"o%
+ - os Tribunais e 5uízes 4leitorais%
+! - os Tribunais e 5uízes Kilitares%
+!! - os Tribunais e 5uízes dos 4stados e do Cistrito =ederal e Territ-rios.
8 9º ; Dupremo Tribunal =ederal, o $onsel"o 7a*ional de 5ustiça e os Tribunais Duperiores t,m sede na
$apital =ederal.
8 :º ; Dupremo Tribunal =ederal e os Tribunais Duperiores t,m /urisdição em todo o territ-rio na*ional.
DIREITO PENAL
CAPÍTULO II
DA FALSIDADE DE TÍTULOS E OUTROS PAP+IS PÚBLICOS
F!'si,i(!ção $e p!p-is p%&'i(os
Art. :L? - =alsi(i*ar, (abri*ando-os ou alterando-os
! H selo destinado a *ontrole tribut'rio, papel selado ou qualquer papel de emissão legal destinado à
arre*adação de tributo%
!! - papel de *r&dito p1bli*o que não se/a moeda de *urso legal%
!!! - vale postal%
!+ - *autela de pen"or, *aderneta de dep-sito de *ai)a e*on0mi*a ou de outro
estabele*imento mantido por entidade de direito p1bli*o%
+ - talão, re*ibo, guia, alvar' ou qualquer outro do*umento relativo a arre*adação de
rendas p1bli*as ou a dep-sito ou *aução por que o poder p1bli*o se/a respons'vel%
+! - bil"ete, passe ou *on"e*imento de empresa de transporte administrada pela Bnião,
por 4stado ou por Kuni*ípio
Pena - re*lusão, de dois a oito anos, e multa.
8 9
o
!n*orre na mesma pena quem
! H usa, guarda, possui ou det&m qualquer dos pap&is (alsi(i*ados a que se re(ere este
artigo%
!! H importa, e)porta, adquire, vende, tro*a, *ede, empresta, guarda, (orne*e ou restitui
à *ir*ulação selo (alsi(i*ado destinado a *ontrole tribut'rio%
!!! H importa, e)porta, adquire, vende, e)p#e à venda, mant&m em dep-sito, guarda,
tro*a, *ede, empresta, (orne*e, porta ou, de qualquer (orma, utiliza em proveito pr-prio
ou al"eio, no e)er*í*io de atividade *omer*ial ou industrial, produto ou mer*adoria
a3 em que ten"a sido apli*ado selo que se destine a *ontrole tribut'rio, (alsi(i*ado%
b3 sem selo o(i*ial, nos *asos em que a legislação tribut'ria determina a
obrigatoriedade de sua apli*ação.
8 :º - Duprimir, em qualquer desses pap&is, quando legítimos, *om o (im de torn'-los
novamente utiliz'veis, *arimbo ou sinal indi*ativo de sua inutilização
Pena - re*lusão, de um a quatro anos, e multa.
8 ?º - !n*orre na mesma pena quem usa, depois de alterado, qualquer dos pap&is a que
se re(ere o par'gra(o anterior.
8 @º - Puem usa ou restitui à *ir*ulação, embora re*ibo de boa-(&, qualquer dos pap&is
(alsi(i*ados ou alterados, a que se re(erem este artigo e o seu 8 :º - Duprimir, em
qualquer desses pap&is, quando legítimos, *om o (im de torn'-los novamente
utiliz'veis, *arimbo ou sinal indi*ativo de sua inutilização, depois de *on"e*er a
(alsidade ou alteração, in*orre na pena de detenção, de seis meses a dois anos, ou
multa.
8 5
o
4quipara-se a atividade *omer*ial, para os (ins do in*iso !! H importa, e)porta,
adquire, vende, tro*a, *ede, empresta, guarda, (orne*e ou restitui à *ir*ulação selo
(alsi(i*ado destinado a *ontrole tribut'rio, qualquer (orma de *om&r*io irregular ou
*landestino, in*lusive o e)er*ido em vias, praças ou outros logradouros p1bli*os e em
resid,n*ias.
Pe.e(/os $e ,!'si,i(!ção
Art. :L@ - =abri*ar, adquirir, (orne*er, possuir ou guardar ob/eto espe*ialmente destinado à
(alsi(i*ação de qualquer dos pap&is re(eridos no artigo anterior
Pena - re*lusão, de um a tr,s anos, e multa.
Art. :L5 - De o agente & (un*ion'rio p1bli*o, e *omete o *rime prevale*endo-se do *argo, aumenta-se
a pena de se)ta parte.
CAPÍTULO III
DA FALSIDADE DOCUMENTAL
F!'si,i(!ção $o se'o o0 si1!' p%&'i(o
Art. :LE - =alsi(i*ar, (abri*ando-os ou alterando-os
! - selo p1bli*o destinado a autenti*ar atos o(i*iais da Bnião, de 4stado ou de Kuni*ípio%
!! - selo ou sinal atribuído por lei a entidade de direito p1bli*o, ou a autoridade, ou sinal p1bli*o de
tabelião
Pena - re*lusão, de dois a seis anos, e multa.
8 9º - !n*orre nas mesmas penas
! - quem (az uso do selo ou sinal (alsi(i*ado%
!! - quem utiliza indevidamente o selo ou sinal verdadeiro em pre/uízo de outrem ou em proveito
pr-prio ou al"eio.
!!! - quem altera, (alsi(i*a ou (az uso indevido de mar*as, logotipos, siglas ou quaisquer outros
símbolos utilizados ou identi(i*adores de -rgãos ou entidades da Administração P1bli*a.
8 :º - De o agente & (un*ion'rio p1bli*o, e *omete o *rime prevale*endo-se do *argo, aumenta-se a
pena de se)ta parte.
F!'si,i(!ção $e $o(02e1.o p%&'i(o
Art. :LF - =alsi(i*ar, no todo ou em parte, do*umento p1bli*o, ou alterar do*umento p1bli*o
verdadeiro
Pena - re*lusão, de dois a seis anos, e multa.
8 9º - De o agente & (un*ion'rio p1bli*o, e *omete o *rime prevale*endo-se do *argo, aumenta-se a
pena de se)ta parte.
8 :º - Para os e(eitos penais, equiparam-se a do*umento p1bli*o o emanado de entidade paraestatal, o
título ao portador ou transmissível por endosso, as aç#es de so*iedade *omer*ial, os livros mer*antis
e o testamento parti*ular.
8 ?
o
7as mesmas penas in*orre quem insere ou (az inserir
! H na (ol"a de pagamento ou em do*umento de in(ormaç#es que se/a destinado a (azer prova perante
a previd,n*ia so*ial, pessoa que não possua a qualidade de segurado obrigat-rio%
!! H na $arteira de Trabal"o e Previd,n*ia Do*ial do empregado ou em do*umento que deva produzir
e(eito perante a previd,n*ia so*ial, de*laração (alsa ou diversa da que deveria ter sido es*rita%
!!! H em do*umento *ont'bil ou em qualquer outro do*umento rela*ionado *om as obrigaç#es da
empresa perante a previd,n*ia so*ial, de*laração (alsa ou diversa da que deveria ter *onstado.
8 @
o
7as mesmas penas in*orre quem omite, nos do*umentos men*ionados no 8 ?
o
, nome do
segurado e seus dados pessoais, a remuneração, a vig,n*ia do *ontrato de trabal"o ou de prestação de
serviços.
F!'si,i(!ção $e $o(02e1.o p!.i(0'!
Art. :LI - =alsi(i*ar, no todo ou em parte, do*umento parti*ular ou alterar do*umento parti*ular
verdadeiro
Pena - re*lusão, de um a *in*o anos, e multa.
F!'si$!$e i$eo'34i(!
Art. :LL - ;mitir, em do*umento p1bli*o ou parti*ular, de*laração que dele devia *onstar, ou nele
inserir ou (azer inserir de*laração (alsa ou diversa da que devia ser es*rita, *om o (im de pre/udi*ar
direito, *riar obrigação ou alterar a verdade sobre (ato /uridi*amente relevante
Pena - re*lusão, de um a *in*o anos, e multa, se o do*umento & p1bli*o, e re*lusão de um a tr,s anos,
e multa, se o do*umento & parti*ular.
Par'gra(o 1ni*o - De o agente & (un*ion'rio p1bli*o, e *omete o *rime prevale*endo-se do *argo, ou
se a (alsi(i*ação ou alteração & de assentamento de registro *ivil, aumenta-se a pena de se)ta parte.
F!'so e(o1/e(i2e1.o $e ,i2! o0 'e.!
Art. ?MM - <e*on"e*er, *omo verdadeira, no e)er*í*io de (unção p1bli*a, (irma ou letra que o não
se/a
Pena - re*lusão, de um a *in*o anos, e multa, se o do*umento & p1bli*o% e de um a tr,s anos, e multa,
se o do*umento & parti*ular.
Ce.i$ão o0 !.es.!$o i$eo'o4i(!2e1.e ,!'so
Art. ?M9 - Atestar ou *erti(i*ar (alsamente, em razão de (unção p1bli*a, (ato ou *ir*unst2n*ia que
"abilite algu&m a obter *argo p1bli*o, isenção de 0nus ou de serviço de *ar'ter p1bli*o, ou qualquer
outra vantagem
Pena - detenção, de dois meses a um ano.
F!'si$!$e 2!.ei!' $e !.es.!$o o0 (e.i$ão
8 9º - =alsi(i*ar, no todo ou em parte, atestado ou *ertidão, ou alterar o teor de *ertidão ou de atestado
verdadeiro, para prova de (ato ou *ir*unst2n*ia que "abilite algu&m a obter *argo p1bli*o, isenção de
0nus ou de serviço de *ar'ter p1bli*o, ou qualquer outra vantagem
Pena - detenção, de tr,s meses a dois anos.
8 :º - De o *rime & prati*ado *om o (im de lu*ro, apli*a-se, al&m da pena privativa de liberdade, a de
multa.
F!'si$!$e $e !.es.!$o 2-$i(o
Art. ?M: - Car o m&di*o, no e)er*í*io da sua pro(issão, atestado (also
Pena - detenção, de um m,s a um ano.
Par'gra(o 1ni*o - De o *rime & *ometido *om o (im de lu*ro, apli*a-se tamb&m multa.
Repo$0ção o0 !$0'.e!ção $e se'o o0 peç! ,i'!.-'i(!
Art. ?M? - <eproduzir ou alterar selo ou peça (ilat&li*a que ten"a valor para *oleção, salvo quando a
reprodução ou a alteração est' visivelmente anotada na (a*e ou no verso do selo ou peça
Pena - detenção, de um a tr,s anos, e multa.
Par'gra(o 1ni*o - 7a mesma pena in*orre quem, para (ins de *om&r*io, (az uso do selo ou peça
(ilat&li*a.
Uso $e $o(02e1.o ,!'so
Art. ?M@ - =azer uso de qualquer dos pap&is (alsi(i*ados ou alterados, a que se re(erem os arts. :LF a
?M:
Pena - a *ominada à (alsi(i*ação ou à alteração.
S0pessão $e $o(02e1.o
Art. ?M5 - Cestruir, suprimir ou o*ultar, em bene(í*io pr-prio ou de outrem, ou em pre/uízo al"eio,
do*umento p1bli*o ou parti*ular verdadeiro, de que não podia dispor
Pena - re*lusão, de dois a seis anos, e multa, se o do*umento & p1bli*o, e re*lusão, de um a *in*o
anos, e multa, se o do*umento & parti*ular.
F!'s! i$e1.i$!$e
Art. ?MF - Atribuir-se ou atribuir a ter*eiro (alsa identidade para obter vantagem, em proveito pr-prio
ou al"eio, ou para *ausar dano a outrem
Pena - detenção, de tr,s meses a um ano, ou multa, se o (ato não *onstitui elemento de *rime mais
grave.
Art. ?MI - Bsar, *omo pr-prio, passaporte, título de eleitor, *aderneta de reservista ou qualquer
do*umento de identidade al"eia ou *eder a outrem, para que dele se utilize, do*umento dessa
natureza, pr-prio ou de ter*eiro
Pena - detenção, de quatro meses a dois anos, e multa, se o (ato não *onstitui elemento de *rime mais
grave.
CAPÍTULO V
DAS FRAUDES EM CERTAMES DE INTERESSE PÚBLICO
=raudes em *ertames de interesse p1bli*o
Art. ?99-A. Btilizar ou divulgar, indevidamente, *om o (im de bene(i*iar a si ou a outrem, ou de
*omprometer a *redibilidade do *ertame, *onte1do sigiloso de
! - *on*urso p1bli*o%
!! - avaliação ou e)ame p1bli*os%
!!! - pro*esso seletivo para ingresso no ensino superior% ou
!+ - e)ame ou pro*esso seletivo previstos em lei
Pena - re*lusão, de 9 Gum3 a @ Gquatro3 anos, e multa.
8 9º 7as mesmas penas in*orre quem permite ou (a*ilita, por qualquer meio, o a*esso de pessoas não
autorizadas às in(ormaç#es men*ionadas no *aput.
8 :º De da ação ou omissão resulta dano à administração p1bli*a
Pena - re*lusão, de : Gdois3 a E Gseis3 anos, e multa.
8 ?º Aumenta-se a pena de 9Q? Gum terço3 se o (ato & *ometido por (un*ion'rio p1bli*o.
TÍTULO 5I
DOS CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
CAPÍTULO I
DOS CRIMES PRATICADOS
POR FUNCION*RIO PÚBLICO
CONTRA A ADMINISTRAÇÃO EM GERAL
Pe(0'!.o
Art. ?9: - Apropriar-se o (un*ion'rio p1bli*o de din"eiro, valor ou qualquer outro bem m-vel,
p1bli*o ou parti*ular, de que tem a posse em razão do *argo, ou desvi'-lo, em proveito pr-prio ou
al"eio
Pena - re*lusão, de dois a doze anos, e multa.
8 9º - Apli*a-se a mesma pena, se o (un*ion'rio p1bli*o, embora não tendo a posse do din"eiro, valor
ou bem, o subtrai, ou *on*orre para que se/a subtraído, em proveito pr-prio ou al"eio, valendo-se de
(a*ilidade que l"e propor*iona a qualidade de (un*ion'rio.
Pe(0'!.o (0'poso
8 :º - De o (un*ion'rio *on*orre *ulposamente para o *rime de outrem
Pena - detenção, de tr,s meses a um ano.
8 ?º - 7o *aso do par'gra(o anterior, a reparação do dano, se pre*ede à sentença irre*orrível, e)tingue
a punibilidade% se l"e & posterior, reduz de metade a pena imposta.
Pe(0'!.o 2e$i!1.e eo $e o0.e2
Art. ?9? - Apropriar-se de din"eiro ou qualquer utilidade que, no e)er*í*io do *argo, re*ebeu por erro
de outrem
Pena - re*lusão, de um a quatro anos, e multa.
I1seção $e $!$os ,!'sos e2 sis.e2! $e i1,o2!ções
Art. ?9?-A. !nserir ou (a*ilitar, o (un*ion'rio autorizado, a inserção de dados (alsos, alterar ou e)*luir
indevidamente dados *orretos nos sistemas in(ormatizados ou ban*os de dados da Administração
P1bli*a *om o (im de obter vantagem indevida para si ou para outrem ou para *ausar dano
Pena H re*lusão, de : Gdois3 a 9: Gdoze3 anos, e multa.
Mo$i,i(!ção o0 !'.e!ção 1ão !0.oi6!$! $e sis.e2! $e i1,o2!ções
Art. ?9?->. Kodi(i*ar ou alterar, o (un*ion'rio, sistema de in(ormaç#es ou programa de in(orm'ti*a
sem autorização ou soli*itação de autoridade *ompetente
Pena H detenção, de ? Gtr,s3 meses a : Gdois3 anos, e multa.
Par'gra(o 1ni*o. As penas são aumentadas de um terço at& a metade se da modi(i*ação ou alteração
resulta dano para a Administração P1bli*a ou para o administrado.
E7.!#io8 so1e4!ção o0 i10.i'i6!ção $e 'i#o o0 $o(02e1.o
Art. ?9@ - 4)traviar livro o(i*ial ou qualquer do*umento, de que tem a guarda em razão do *argo%
soneg'-lo ou inutiliz'-lo, total ou par*ialmente
Pena - re*lusão, de um a quatro anos, se o (ato não *onstitui *rime mais grave.
E2pe4o ie40'! $e #e&!s o0 e1$!s p%&'i(!s
Art. ?95 - Car às verbas ou rendas p1bli*as apli*ação diversa da estabele*ida em lei
Pena - detenção, de um a tr,s meses, ou multa.
Co1(0ssão
Art. ?9E - 4)igir, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que (ora da (unção ou antes
de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida
Pena - re*lusão, de dois a oito anos, e multa.
E7(esso $e e7!ção
8 9º - De o (un*ion'rio e)ige tributo ou *ontribuição so*ial que sabe ou deveria saber indevido, ou,
quando devido, emprega na *obrança meio ve)at-rio ou gravoso, que a lei não autoriza
Pena - re*lusão, de ? Gtr,s3 a I Goito3 anos, e multa.
8 :º - De o (un*ion'rio desvia, em proveito pr-prio ou de outrem, o que re*ebeu indevidamente para
re*ol"er aos *o(res p1bli*os
Pena - re*lusão, de dois a doze anos, e multa.
Co0pção p!ssi#!
Art. ?9F - Doli*itar ou re*eber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que (ora da
(unção ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, ou a*eitar promessa de tal
vantagem
Pena H re*lusão, de : Gdois3 a 9: Gdoze3 anos, e multa.
8 9º - A pena & aumentada de um terço, se, em *onsequ,n*ia da vantagem ou promessa, o (un*ion'rio
retarda ou dei)a de prati*ar qualquer ato de o(í*io ou o prati*a in(ringindo dever (un*ional.
8 :º - De o (un*ion'rio prati*a, dei)a de prati*ar ou retarda ato de o(í*io, *om in(ração de dever
(un*ional, *edendo a pedido ou in(lu,n*ia de outrem
Pena - detenção, de tr,s meses a um ano, ou multa.
Pe#!i(!ção
Art. ?9L - <etardar ou dei)ar de prati*ar, indevidamente, ato de o(í*io, ou prati*'-lo *ontra disposição
e)pressa de lei, para satis(azer interesse ou sentimento pessoal
Pena - detenção, de tr,s meses a um ano, e multa.
Art. ?9L-A. Cei)ar o Ciretor de Peniten*i'ria eQou agente p1bli*o, de *umprir seu dever de vedar ao
preso o a*esso a aparel"o tele(0ni*o, de r'dio ou similar, que permita a *omuni*ação *om outros
presos ou *om o ambiente e)terno
Pena detenção, de ? Gtr,s3 meses a 9 Gum3 ano.
Co1$es(e1$91(i! (i2i1os!
Art. ?:M - Cei)ar o (un*ion'rio, por indulg,n*ia, de responsabilizar subordinado que *ometeu
in(ração no e)er*í*io do *argo ou, quando l"e (alte *ompet,n*ia, não levar o (ato ao *on"e*imento da
autoridade *ompetente
Pena - detenção, de quinze dias a um m,s, ou multa.
A$#o(!(i! !$2i1is.!.i#!
Art. ?:9 - Patro*inar, direta ou indiretamente, interesse privado perante a administração p1bli*a,
valendo-se da qualidade de (un*ion'rio
Pena - detenção, de um a tr,s meses, ou multa.
Par'gra(o 1ni*o - De o interesse & ilegítimo
Pena - detenção, de tr,s meses a um ano, al&m da multa.
Vio'91(i! !&i.:i!
Art. ?:: - Prati*ar viol,n*ia, no e)er*í*io de (unção ou a prete)to de e)er*,-la
Pena - detenção, de seis meses a tr,s anos, al&m da pena *orrespondente à viol,n*ia.
A&!1$o1o $e ,01ção
Art. ?:? - Abandonar *argo p1bli*o, (ora dos *asos permitidos em lei
Pena - detenção, de quinze dias a um m,s, ou multa.
8 9º - De do (ato resulta pre/uízo p1bli*o
Pena - detenção, de tr,s meses a um ano, e multa.
8 :º - De o (ato o*orre em lugar *ompreendido na (ai)a de (ronteira
Pena - detenção, de um a tr,s anos, e multa.
E7e(;(io ,01(io1!' i'e4!'2e1.e !1.e(ip!$o o0 po'o14!$o
Art. ?:@ - 4ntrar no e)er*í*io de (unção p1bli*a antes de satis(eitas as e)ig,n*ias legais, ou *ontinuar
a e)er*,-la, sem autorização, depois de saber o(i*ialmente que (oi e)onerado, removido, substituído
ou suspenso
Pena - detenção, de quinze dias a um m,s, ou multa.
Vio'!ção $e si4i'o ,01(io1!'
Art. ?:5 - <evelar (ato de que tem *i,n*ia em razão do *argo e que deva permane*er em segredo, ou
(a*ilitar-l"e a revelação
Pena - detenção, de seis meses a dois anos, ou multa, se o (ato não *onstitui *rime mais grave.
8 9
o
7as mesmas penas deste artigo in*orre quem
! H permite ou (a*ilita, mediante atribuição, (orne*imento e empr&stimo de sen"a ou qualquer outra
(orma, o a*esso de pessoas não autorizadas a sistemas de in(ormaç#es ou ban*o de dados da
Administração P1bli*a%
!! H se utiliza, indevidamente, do a*esso restrito.
8 :
o
De da ação ou omissão resulta dano à Administração P1bli*a ou a outrem
Pena H re*lusão, de : Gdois3 a E Gseis3 anos, e multa.
Vio'!ção $o si4i'o $e popos.! $e (o1(o91(i!
Art. ?:E - Cevassar o sigilo de proposta de *on*orr,n*ia p1bli*a, ou propor*ionar a ter*eiro o ense/o
de devass'-lo
Pena - Cetenção, de tr,s meses a um ano, e multa.
F01(io1:io p%&'i(o
Art. ?:F - $onsidera-se (un*ion'rio p1bli*o, para os e(eitos penais, quem, embora transitoriamente
ou sem remuneração, e)er*e *argo, emprego ou (unção p1bli*a.
8 9º - 4quipara-se a (un*ion'rio p1bli*o quem e)er*e *argo, emprego ou (unção em entidade
paraestatal, e quem trabal"a para empresa prestadora de serviço *ontratada ou *onveniada para a
e)e*ução de atividade típi*a da Administração P1bli*a.
8 :º - A pena ser' aumentada da terça parte quando os autores dos *rimes previstos neste $apítulo
(orem o*upantes de *argos em *omissão ou de (unção de direção ou assessoramento de -rgão da
administração direta, so*iedade de e*onomia mista, empresa p1bli*a ou (undação instituída pelo
poder p1bli*o.
CAPÍTULO II
DOS CRIMES PRATICADOS POR
PARTICULAR CONTRA A ADMINISTRAÇÃO EM GERAL
Us0p!ção $e ,01ção p%&'i(!
Art. ?:I - Bsurpar o e)er*í*io de (unção p1bli*a
Pena - detenção, de tr,s meses a dois anos, e multa.
Par'gra(o 1ni*o - De do (ato o agente au(ere vantagem
Pena - re*lusão, de dois a *in*o anos, e multa.
Resis.91(i!
Art. ?:L - ;por-se à e)e*ução de ato legal, mediante viol,n*ia ou ameaça a (un*ion'rio *ompetente
para e)e*ut'-lo ou a quem l"e este/a prestando au)ílio
Pena - detenção, de dois meses a dois anos.
8 9º - De o ato, em razão da resist,n*ia, não se e)e*uta
Pena - re*lusão, de um a tr,s anos.
8 :º - As penas deste artigo são apli*'veis sem pre/uízo das *orrespondentes à viol,n*ia.
Deso&e$i91(i!
Art. ??M - Cesobede*er a ordem legal de (un*ion'rio p1bli*o
Pena - detenção, de quinze dias a seis meses, e multa.
Des!(!.o
Art. ??9 - Cesa*atar (un*ion'rio p1bli*o no e)er*í*io da (unção ou em razão dela
Pena - detenção, de seis meses a dois anos, ou multa.
T:,i(o $e I1,'091(i!
Art. ??: - Doli*itar, e)igir, *obrar ou obter, para si ou para outrem, vantagem ou promessa de
vantagem, a prete)to de in(luir em ato prati*ado por (un*ion'rio p1bli*o no e)er*í*io da (unção
Pena - re*lusão, de : Gdois3 a 5 G*in*o3 anos, e multa.
Par'gra(o 1ni*o - A pena & aumentada da metade, se o agente alega ou insinua que a vantagem &
tamb&m destinada ao (un*ion'rio.
Co0pção !.i#!
Art. ??? - ;(ere*er ou prometer vantagem indevida a (un*ion'rio p1bli*o, para determin'-lo a
prati*ar, omitir ou retardar ato de o(í*io
Pena H re*lusão, de : Gdois3 a 9: Gdoze3 anos, e multa.
Par'gra(o 1ni*o - A pena & aumentada de um terço, se, em razão da vantagem ou promessa, o
(un*ion'rio retarda ou omite ato de o(í*io, ou o prati*a in(ringindo dever (un*ional.
I2pe$i2e1.o8 pe.0&!ção o0 ,!0$e $e (o1(o91(i!
Art. ??5 - !mpedir, perturbar ou (raudar *on*orr,n*ia p1bli*a ou venda em "asta p1bli*a, promovida
pela administração (ederal, estadual ou muni*ipal, ou por entidade paraestatal% a(astar ou pro*urar
a(astar *on*orrente ou li*itante, por meio de viol,n*ia, grave ameaça, (raude ou o(ere*imento de
vantagem
Pena - detenção, de seis meses a dois anos, ou multa, al&m da pena *orrespondente à viol,n*ia.
Par'gra(o 1ni*o - !n*orre na mesma pena quem se abst&m de *on*orrer ou li*itar, em razão da
vantagem o(ere*ida.
I10.i'i6!ção $e e$i.!' o0 $e si1!'
Art. ??E - <asgar ou, de qualquer (orma, inutilizar ou *onspur*ar edital a(i)ado por ordem de
(un*ion'rio p1bli*o% violar ou inutilizar selo ou sinal empregado, por determinação legal ou por
ordem de (un*ion'rio p1bli*o, para identi(i*ar ou *errar qualquer ob/eto
Pena - detenção, de um m,s a um ano, ou multa.
S0&.!ção o0 i10.i'i6!ção $e 'i#o o0 $o(02e1.o
Art. ??F - Dubtrair, ou inutilizar, total ou par*ialmente, livro o(i*ial, pro*esso ou do*umento *on(iado
à *ust-dia de (un*ion'rio, em razão de o(í*io, ou de parti*ular em serviço p1bli*o
Pena - re*lusão, de dois a *in*o anos, se o (ato não *onstitui *rime mais grave.
De101(i!ção (!'01ios!
Art. ??L. Car *ausa à instauração de investigação poli*ial, de pro*esso /udi*ial, instauração de
investigação administrativa, inqu&rito *ivil ou ação de improbidade administrativa *ontra algu&m,
imputando-l"e *rime de que o sabe ino*ente
Pena - re*lusão, de dois a oito anos, e multa.
8 9º - A pena & aumentada de se)ta parte, se o agente se serve de anonimato ou de nome suposto.
8 :º - A pena & diminuída de metade, se a imputação & de pr'ti*a de *ontravenção.
Co201i(!ção ,!'s! $e (i2e o0 $e (o1.!#e1ção
Art. ?@M - Provo*ar a ação de autoridade, *omuni*ando-l"e a o*orr,n*ia de *rime ou de *ontravenção
que sabe não se ter veri(i*ado
Pena - detenção, de um a seis meses, ou multa.
A0.o<!(0s!ção ,!'s!
Art. ?@9 - A*usar-se, perante a autoridade, de *rime ine)istente ou prati*ado por outrem
Pena - detenção, de tr,s meses a dois anos, ou multa.
F!'so .es.e201/o o0 ,!'s! pe;(i!
Art. ?@:. =azer a(irmação (alsa, ou negar ou *alar a verdade *omo testemun"a, perito, *ontador,
tradutor ou int&rprete em pro*esso /udi*ial, ou administrativo, inqu&rito poli*ial, ou em /uízo arbitral
Pena - re*lusão, de um a tr,s anos, e multa.
8 9
o
As penas aumentam-se de um se)to a um terço, se o *rime & prati*ado mediante suborno ou se
*ometido *om o (im de obter prova destinada a produzir e(eito em pro*esso penal, ou em pro*esso
*ivil em que (or parte entidade da administração p1bli*a direta ou indireta.
8 :
o
; (ato dei)a de ser punível se, antes da sentença no pro*esso em que o*orreu o ilí*ito, o agente
se retrata ou de*lara a verdade.
Art. ?@?. Car, o(ere*er ou prometer din"eiro ou qualquer outra vantagem a testemun"a, perito,
*ontador, tradutor ou int&rprete, para (azer a(irmação (alsa, negar ou *alar a verdade em depoimento,
perí*ia, *'l*ulos, tradução ou interpretação
Pena - re*lusão, de tr,s a quatro anos, e multa.
Par'gra(o 1ni*o. As penas aumentam-se de um se)to a um terço, se o *rime & *ometido *om o (im de
obter prova destinada a produzir e(eito em pro*esso penal ou em pro*esso *ivil em que (or parte
entidade da administração p1bli*a direta ou indireta.
Co!ção 1o (0so $o po(esso
Art. ?@@ - Bsar de viol,n*ia ou grave ameaça, *om o (im de (avore*er interesse pr-prio ou al"eio,
*ontra autoridade, parte, ou qualquer outra pessoa que (un*iona ou & *"amada a intervir em pro*esso
/udi*ial, poli*ial ou administrativo, ou em /uízo arbitral
Pena - re*lusão, de um a quatro anos, e multa, al&m da pena *orrespondente à viol,n*ia.
E7e(;(io !&i.:io $!s p3pi!s !6ões
Art. ?@5 - =azer /ustiça pelas pr-prias mãos, para satis(azer pretensão, embora legítima, salvo quando
a lei o permite
Pena - detenção, de quinze dias a um m,s, ou multa, al&m da pena *orrespondente à viol,n*ia.
Par'gra(o 1ni*o - De não "' emprego de viol,n*ia, somente se pro*ede mediante quei)a.
Art. ?@E - Tirar, suprimir, destruir ou dani(i*ar *oisa pr-pria, que se a*"a em poder de ter*eiro por
determinação /udi*ial ou *onvenção
Pena - detenção, de seis meses a dois anos, e multa.
F!0$e po(ess0!'
Art. ?@F - !novar arti(i*iosamente, na pend,n*ia de pro*esso *ivil ou administrativo, o estado de
lugar, de *oisa ou de pessoa, *om o (im de induzir a erro o /uiz ou o perito
Pena - detenção, de tr,s meses a dois anos, e multa.
Par'gra(o 1ni*o - De a inovação se destina a produzir e(eito em pro*esso penal, ainda que não
ini*iado, as penas apli*am-se em dobro.
E7e(;(io !&i.:io o0 !&0so $e po$e
Art. ?5M - ;rdenar ou e)e*utar medida privativa de liberdade individual, sem as (ormalidades legais
ou *om abuso de poder
Pena - detenção, de um m,s a um ano.
Par'gra(o 1ni*o - 7a mesma pena in*orre o (un*ion'rio que
! - ilegalmente re*ebe e re*ol"e algu&m a prisão, ou a estabele*imento destinado a e)e*ução de pena
privativa de liberdade ou de medida de segurança%
!! - prolonga a e)e*ução de pena ou de medida de segurança, dei)ando de e)pedir em tempo
oportuno ou de e)e*utar imediatamente a ordem de liberdade%
!!! - submete pessoa que est' sob sua guarda ou *ust-dia a ve)ame ou a *onstrangimento não
autorizado em lei%
!+ - e(etua, *om abuso de poder, qualquer dilig,n*ia.
E7p'o!ção $e pes.;4io
Art. ?5F - Doli*itar ou re*eber din"eiro ou qualquer outra utilidade, a prete)to de in(luir em /uiz,
/urado, -rgão do Kinist&rio P1bli*o, (un*ion'rio de /ustiça, perito, tradutor, int&rprete ou testemun"a
Pena - re*lusão, de um a *in*o anos, e multa.
Par'gra(o 1ni*o - As penas aumentam-se de um terço, se o agente alega ou insinua que o din"eiro ou
utilidade tamb&m se destina a qualquer das pessoas re(eridas neste artigo.
DIREITO PROCESSUAL PENAL
TÍTULO VIII
DO )UI=8 DO MINIST+RIO PÚBLICO8 DO ACUSADO E DEFENSOR8
DOS ASSISTENTES E AU5ILIARES DA )USTIÇA
CAPÍTULO I
DO )UI=
Art. :59. Ao /uiz in*umbir' prover à regularidade do pro*esso e manter a ordem no *urso dos
respe*tivos atos, podendo, para tal (im, requisitar a (orça p1bli*a.
Art. :5:. ; /uiz não poder' e)er*er /urisdição no pro*esso em que
! - tiver (un*ionado seu *0n/uge ou parente, *onsanguíneo ou a(im, em lin"a reta ou *olateral at& o
ter*eiro grau, in*lusive, *omo de(ensor ou advogado, -rgão do Kinist&rio P1bli*o, autoridade
poli*ial, au)iliar da /ustiça ou perito%
!! - ele pr-prio "ouver desempen"ado qualquer dessas (unç#es ou servido *omo testemun"a%
!!! - tiver (un*ionado *omo /uiz de outra inst2n*ia, pronun*iando-se, de (ato ou de direito, sobre a
questão%
!+ - ele pr-prio ou seu *0n/uge ou parente, *onsanguíneo ou a(im em lin"a reta ou *olateral at& o
ter*eiro grau, in*lusive, (or parte ou diretamente interessado no (eito.
Art. :5?. 7os /uízos *oletivos, não poderão servir no mesmo pro*esso os /uízes que (orem entre si
parentes, *onsanguíneos ou a(ins, em lin"a reta ou *olateral at& o ter*eiro grau, in*lusive.
Art. :5@. ; /uiz dar-se-' por suspeito, e, se não o (izer, poder' ser re*usado por qualquer das partes
! - se (or amigo íntimo ou inimigo *apital de qualquer deles%
!! - se ele, seu *0n/uge, as*endente ou des*endente, estiver respondendo a pro*esso por (ato an'logo,
sobre *u/o *ar'ter *riminoso "a/a *ontrov&rsia%
!!! - se ele, seu *0n/uge, ou parente, *onsanguíneo, ou a(im, at& o ter*eiro grau, in*lusive, sustentar
demanda ou responder a pro*esso que ten"a de ser /ulgado por qualquer das partes%
!+ - se tiver a*onsel"ado qualquer das partes%
+ - se (or *redor ou devedor, tutor ou *urador, de qualquer das partes%
+!- se (or s-*io, a*ionista ou administrador de so*iedade interessada no pro*esso.
Art. :55. ; impedimento ou suspeição de*orrente de parentes*o por a(inidade *essar' pela dissolução
do *asamento que !"e tiver dado *ausa, salvo sobrevindo des*endentes% mas, ainda que dissolvido o
*asamento sem des*endentes, não (un*ionar' *omo /uiz o sogro, o padrasto, o *un"ado, o genro ou
enteado de quem (or parte no pro*esso.
Art. :5E. A suspeição não poder' ser de*larada nem re*on"e*ida, quando a parte in/uriar o /uiz ou de
prop-sito der motivo para *ri'-la.
CAPÍTULO II
DO MINIST+RIO PÚBLICO
Art. :5F. Ao Kinist&rio P1bli*o *abe
! - promover, privativamente, a ação penal p1bli*a, na (orma estabele*ida neste $-digo% e
!! - (is*alizar a e)e*ução da lei.
Art.:5I. ;s -rgãos do Kinist&rio P1bli*o não (un*ionarão nos pro*essos em que o /uiz ou qualquer
das partes (or seu *0n/uge, ou parente, *onsanguíneo ou a(im, em lin"a reta ou *olateral, at& o
ter*eiro grau, in*lusive, e a eles se estendem, no que !"es (or apli*'vel, as pres*riç#es relativas à
suspeição e aos impedimentos dos /uízes.
Art. :E9. 7en"um a*usado, ainda que ausente ou (oragido, ser' pro*essado ou /ulgado sem de(ensor.
Par'gra(o 1ni*o. A de(esa t&*ni*a, quando realizada por de(ensor p1bli*o ou dativo, ser' sempre
e)er*ida atrav&s de mani(estação (undamentada.
Art. :E:. Ao a*usado menor dar-se-' *urador.
Art.:E?. De o a*usado não o tiver, ser-l"e-' nomeado de(ensor pelo /uiz, ressalvado o seu direito de, a
todo tempo, nomear outro de sua *on(iança, ou a si mesmo de(ender-se, *aso ten"a "abilitação.
Par'gra(o 1ni*o. ; a*usado, que não (or pobre, ser' obrigado a pagar os "onor'rios do de(ensor
dativo, arbitrados pelo /uiz.
Art.:E@. Dalvo motivo relevante, os advogados e soli*itadores serão obrigados, sob pena de multa de
*em a quin"entos mil-r&is, a prestar seu patro*ínio aos a*usados, quando nomeados pelo 5uiz.
Art. :E5. ; de(ensor não poder' abandonar o pro*esso senão por motivo imperioso, *omuni*ado
previamente o /uiz, sob pena de multa de 9M Gdez3 a 9MM G*em3 sal'rios mínimos, sem pre/uízo das
demais sanç#es *abíveis.
8 9
o
A audi,n*ia poder' ser adiada se, por motivo /usti(i*ado, o de(ensor não puder *ompare*er.
8 :
o
!n*umbe ao de(ensor provar o impedimento at& a abertura da audi,n*ia. 7ão o (azendo, o /uiz
não determinar' o adiamento de ato algum do pro*esso, devendo nomear de(ensor substituto, ainda
que provisoriamente ou s- para o e(eito do ato.
Art. :EE. A *onstituição de de(ensor independer' de instrumento de mandato, se o a*usado o indi*ar
por o*asião do interrogat-rio.
Art. :EF. 7os termos do Art. :5:. ; /uiz não poder' e)er*er /urisdição no pro*esso em que
! - tiver (un*ionado seu *0n/uge ou parente, *onsanguíneo ou a(im, em lin"a reta ou *olateral at& o
ter*eiro grau, in*lusive, *omo de(ensor ou advogado, -rgão do Kinist&rio P1bli*o, autoridade
poli*ial, au)iliar da /ustiça ou perito%
!! - ele pr-prio "ouver desempen"ado qualquer dessas (unç#es ou servido *omo testemun"a%
!!! - tiver (un*ionado *omo /uiz de outra inst2n*ia, pronun*iando-se, de (ato ou de direito, sobre a
questão%
!+ - ele pr-prio ou seu *0n/uge ou parente, *onsanguíneo ou a(im em lin"a reta ou *olateral at& o
ter*eiro grau, in*lusive, (or parte ou diretamente interessado no (eito, não (un*ionarão *omo
de(ensores os parentes do /uiz.
CAPÍTULO V
DOS FUNCION*RIOS DA )USTIÇA
Art. :F@. As pres*riç#es sobre suspeição dos /uízes estendem-se aos serventu'rios e (un*ion'rios da
/ustiça, no que !"es (or apli*'vel.
TÍTULO 5
DAS CITAÇ>ES E INTIMAÇ>ES
CAPÍTULO I
DAS CITAÇ>ES
Art. ?59. A *itação ini*ial (ar-se-' por mandado, quando o r&u estiver no territ-rio su/eito à /urisdição
do /uiz que a "ouver ordenado.
Art. ?5:. ; mandado de *itação indi*ar'
! - o nome do /uiz%
!! - o nome do querelante nas aç#es ini*iadas por quei)a%
!!! - o nome do r&u, ou, se (or des*on"e*ido, os seus sinais *ara*terísti*os%
!+ - a resid,n*ia do r&u, se (or *on"e*ida%
+ - o (im para que & (eita a *itação%
+! - o /uízo e o lugar, o dia e a "ora em que o r&u dever' *ompare*er%
+!! - a subs*rição do es*rivão e a rubri*a do /uiz.
Art. ?5?. Puando o r&u estiver (ora do territ-rio da /urisdição do /uiz pro*essante, ser' *itado
mediante pre*at-ria.
Art. ?5@. A pre*at-ria indi*ar'
! - o /uiz depre*ado e o /uiz depre*ante%
!! - a sede da /urisdição de um e de outro%
!!! - o (im para que & (eita a *itação, *om todas as espe*i(i*aç#es%
!+ - o /uízo do lugar, o dia e a "ora em que o r&u dever' *ompare*er.
Art. ?55. A pre*at-ria ser' devolvida ao /uiz depre*ante, independentemente de traslado, depois de
lançado o R*umpra-seR e de (eita a *itação por mandado do /uiz depre*ado.
8 9
o
+eri(i*ado que o r&u se en*ontra em territ-rio su/eito à /urisdição de outro /uiz, a este remeter' o
/uiz depre*ado os autos para e(etivação da dilig,n*ia, desde que "a/a tempo para (azer-se a *itação.
8 :
o
$erti(i*ado pelo o(i*ial de /ustiça que o r&u se o*ulta para não ser *itado, a pre*at-ria ser'
imediatamente devolvida, para o (im previsto no Art. ?E:. +eri(i*ando que o r&u se o*ulta para não
ser *itado, o o(i*ial de /ustiça *erti(i*ar' a o*orr,n*ia e pro*eder' à *itação *om "ora *erta, na (orma
estabele*ida nos Art. ::F. Puando, por tr,s vezes, o o(i*ial de /ustiça "ouver pro*urado o r&u em seu
domi*ílio ou resid,n*ia, sem o en*ontrar, dever', "avendo suspeita de o*ultação, intimar a qualquer
pessoa da (amília, ou em sua (alta a qualquer vizin"o, que, no dia imediato, voltar', a (im de e(etuar a
*itação, na "ora que designar.
Art. ::I. 7o dia e "ora designados, o o(i*ial de /ustiça, independentemente de novo despa*"o,
*ompare*er' ao domi*ílio ou resid,n*ia do *itando, a (im de realizar a dilig,n*ia.
8 9
o
De o *itando não estiver presente, o o(i*ial de /ustiça pro*urar' in(ormar-se das raz#es da
aus,n*ia, dando por (eita a *itação, ainda que o *itando se ten"a o*ultado em outra *omar*a.
8 :
o
Ca *ertidão da o*orr,n*ia, o o(i*ial de /ustiça dei)ar' *ontra(& *om pessoa da (amília ou *om
qualquer vizin"o, *on(orme o *aso, de*larando-l"e o nome.
Art. ::L. =eita a *itação *om "ora *erta, o es*rivão enviar' ao r&u *arta, telegrama ou radiograma,
dando-l"e de tudo *i,n*ia - $-digo de Pro*esso $ivil..
Art. ?5E. De "ouver urg,n*ia, a pre*at-ria, que *onter' em resumo os requisitos enumerados no Art.
?5@. A pre*at-ria indi*ar'
! - o /uiz depre*ado e o /uiz depre*ante%
!! - a sede da /urisdição de um e de outro%
!!! - o (im para que & (eita a *itação, *om todas as espe*i(i*aç#es%
!+ - o /uízo do lugar, o dia e a "ora em que o r&u dever' *ompare*er, poder' ser e)pedida por via
telegr'(i*a, depois de re*on"e*ida a (irma do /uiz, o que a estação e)pedidora men*ionar'.
Art. ?5F. Dão requisitos da *itação por mandado
! - leitura do mandado ao *itando pelo o(i*ial e entrega da *ontra(&, na qual se men*ionarão dia e "ora
da *itação%
!! - de*laração do o(i*ial, na *ertidão, da entrega da *ontra(&, e sua a*eitação ou re*usa.
Art. ?5I. A *itação do militar (ar-se-' por interm&dio do *"e(e do respe*tivo serviço.
Art. ?5L. ; dia designado para (un*ion'rio p1bli*o *ompare*er em /uízo, *omo a*usado, ser'
noti(i*ado assim a ele *omo ao *"e(e de sua repartição.
Art. ?EM. De o r&u estiver preso, ser' pessoalmente *itado.
Art. ?E9. De o r&u não (or en*ontrado, ser' *itado por edital, *om o prazo de 95 Gquinze3 dias.
Art. ?E:. +eri(i*ando que o r&u se o*ulta para não ser *itado, o o(i*ial de /ustiça *erti(i*ar' a
o*orr,n*ia e pro*eder' à *itação *om "ora *erta, na (orma estabele*ida nos Art. ::F. Puando, por tr,s
vezes, o o(i*ial de /ustiça "ouver pro*urado o r&u em seu domi*ílio ou resid,n*ia, sem o en*ontrar,
dever', "avendo suspeita de o*ultação, intimar a qualquer pessoa da (amília, ou em sua (alta a
qualquer vizin"o, que, no dia imediato, voltar', a (im de e(etuar a *itação, na "ora que designar.
Art. ::I. 7o dia e "ora designados, o o(i*ial de /ustiça, independentemente de novo despa*"o,
*ompare*er' ao domi*ílio ou resid,n*ia do *itando, a (im de realizar a dilig,n*ia.
8 9º

De o *itando não estiver presente, o o(i*ial de /ustiça pro*urar' in(ormar-se das raz#es da
aus,n*ia, dando por (eita a *itação, ainda que o *itando se ten"a o*ultado em outra *omar*a.
8 :
o
Ca *ertidão da o*orr,n*ia, o o(i*ial de /ustiça dei)ar' *ontra(& *om pessoa da (amília ou *om
qualquer vizin"o, *on(orme o *aso, de*larando-l"e o nome.
Art. ::L. =eita a *itação *om "ora *erta, o es*rivão enviar' ao r&u *arta, telegrama ou radiograma,
dando-l"e de tudo *i,n*ia - $-digo de Pro*esso $ivil.
Par'gra(o 1ni*o. $ompletada a *itação *om "ora *erta, se o a*usado não *ompare*er, ser-l"e-'
nomeado de(ensor dativo
Art. ?E?. ; pro*esso ter' *ompletada a sua (ormação quando realizada a *itação do a*usado.
8 9
o
7ão sendo en*ontrado o a*usado, ser' pro*edida a *itação por edital.
8 @
o
$ompare*endo o a*usado *itado por edital, em qualquer tempo, o pro*esso observar' o disposto
nos arts. ?L@ e seguintes deste $-digo.
Art. ?E@. 7o *aso do artigo anterior, n
o
!, o prazo ser' (i)ado pelo /uiz entre 95 Gquinze3 e LM
Gnoventa3 dias, de a*ordo *om as *ir*unst2n*ias, e, no *aso de n
o
!!, o prazo ser' de trinta dias.
Art. ?E5. ; edital de *itação indi*ar'
! - o nome do /uiz que a determinar%
!! - o nome do r&u, ou, se não (or *on"e*ido, os seus sinais *ara*terísti*os, bem *omo sua resid,n*ia e
pro(issão, se *onstarem do pro*esso%
!!! - o (im para que & (eita a *itação%
!+ - o /uízo e o dia, a "ora e o lugar em que o r&u dever' *ompare*er%
+ - o prazo, que ser' *ontado do dia da publi*ação do edital na imprensa, se "ouver, ou da sua
a(i)ação.
Par'gra(o 1ni*o. ; edital ser' a(i)ado à porta do edi(í*io onde (un*ionar o /uízo e ser' publi*ado pela
imprensa, onde "ouver, devendo a a(i)ação ser *erti(i*ada pelo o(i*ial que a tiver (eito e a publi*ação
provada por e)emplar do /ornal ou *ertidão do es*rivão, da qual *onste a p'gina do /ornal *om a data
da publi*ação.
Art. ?EE. De o a*usado, *itado por edital, não *ompare*er, nem *onstituir advogado, (i*arão suspensos
o pro*esso e o *urso do prazo pres*ri*ional, podendo o /uiz determinar a produção ante*ipada das
provas *onsideradas urgentes e, se (or o *aso, de*retar prisão preventiva, nos termos do disposto no
art. ?9:.
Art. ?EF. ; pro*esso seguir' sem a presença do a*usado que, *itado ou intimado pessoalmente para
qualquer ato, dei)ar de *ompare*er sem motivo /usti(i*ado, ou, no *aso de mudança de resid,n*ia,
não *omuni*ar o novo endereço ao /uízo.
Art. ?EI. 4stando o a*usado no estrangeiro, em lugar sabido, ser' *itado mediante *arta rogat-ria,
suspendendo-se o *urso do prazo de pres*rição at& o seu *umprimento.
Art. ?EL. As *itaç#es que "ouverem de ser (eitas em legaç#es estrangeiras serão e(etuadas mediante
*arta rogat-ria.
CAPÍTULO II
DAS INTIMAÇ>ES
Art. ?FM. 7as intimaç#es dos a*usados, das testemun"as e demais pessoas que devam tomar
*on"e*imento de qualquer ato, ser' observado, no que (or apli*'vel, o disposto no $apítulo anterior.
8 9
º
A intimação do de(ensor *onstituído, do advogado do querelante e do assistente (ar-se-' por
publi*ação no -rgão in*umbido da publi*idade dos atos /udi*iais da *omar*a, in*luindo, sob pena de
nulidade, o nome do a*usado.
8 :º

$aso não "a/a -rgão de publi*ação dos atos /udi*iais na *omar*a, a intimação (ar-se-'
diretamente pelo es*rivão, por mandado, ou via postal *om *omprovante de re*ebimento, ou por
qualquer outro meio id0neo.
8 ?º

A intimação pessoal, (eita pelo es*rivão, dispensar' a apli*ação a que alude o 8 9
o
.
8 @
º
A intimação do Kinist&rio P1bli*o e do de(ensor nomeado ser' pessoal.
Art. ?F9. Der' admissível a intimação por despa*"o na petição em que (or requerida, observado o
disposto no Art. ?5F. Dão requisitos da *itação por mandado
! - leitura do mandado ao *itando pelo o(i*ial e entrega da *ontra(&, na qual se men*ionarão dia e "ora
da *itação%
!! - de*laração do o(i*ial, na *ertidão, da entrega da *ontra(&, e sua a*eitação ou re*usa..
Art. ?F:. Adiada, por qualquer motivo, a instrução *riminal, o /uiz mar*ar' desde logo, na presença
das partes e testemun"as, dia e "ora para seu prosseguimento, do que se lavrar' termo nos autos.
Art. ?L@. ; pro*edimento ser' *omum ou espe*ial.
8 9º ; pro*edimento *omum ser' ordin'rio, sum'rio ou sumaríssimo
! - ordin'rio, quando tiver por ob/eto *rime *u/a sanção m')ima *ominada (or igual ou superior a @
Gquatro3 anos de pena privativa de liberdade%
!! - sum'rio, quando tiver por ob/eto *rime *u/a sanção m')ima *ominada se/a in(erior a @ Gquatro3
anos de pena privativa de liberdade%
!!! - sumaríssimo, para as in(raç#es penais de menor poten*ial o(ensivo, na (orma da lei.
8 :º Apli*a-se a todos os pro*essos o pro*edimento *omum, salvo disposiç#es em *ontr'rio deste
$-digo ou de lei espe*ial.
8 ?º 7os pro*essos de *ompet,n*ia do Tribunal do 51ri, o pro*edimento observar' as disposiç#es
estabele*idas nos arts. @ME a @LF deste $-digo.
8 @º As disposiç#es dos arts. ?L5 a ?LI deste $-digo apli*am-se a todos os pro*edimentos penais de
primeiro grau, ainda que não regulados neste $-digo.
8 5º Apli*am-se subsidiariamente aos pro*edimentos espe*ial, sum'rio e sumaríssimo as disposiç#es
do pro*edimento ordin'rio.
Art. ?L5. A den1n*ia ou quei)a ser' re/eitada quando
! - (or mani(estamente inepta%
!! - (altar pressuposto pro*essual ou *ondição para o e)er*í*io da ação penal% ou
!!! - (altar /usta *ausa para o e)er*í*io da ação penal.
Art. ?LE. 7os pro*edimentos ordin'rio e sum'rio, o(ere*ida a den1n*ia ou quei)a, o /uiz, se não a
re/eitar liminarmente, re*eb,-la-' e ordenar' a *itação do a*usado para responder à a*usação, por
es*rito, no prazo de 9M Gdez3 dias.
Par'gra(o 1ni*o. 7o *aso de *itação por edital, o prazo para a de(esa *omeçar' a (luir a partir do
*ompare*imento pessoal do a*usado ou do de(ensor *onstituído.
Art. ?LE-A. 7a resposta, o a*usado poder' arguir preliminares e alegar tudo o que interesse à sua
de(esa, o(ere*er do*umentos e /usti(i*aç#es, espe*i(i*ar as provas pretendidas e arrolar testemun"as,
quali(i*ando-as e requerendo sua intimação, quando ne*ess'rio.
8 9º A e)*eção ser' pro*essada em apartado, nos termos dos arts. L5 a 99: deste $-digo.
8 :º 7ão apresentada a resposta no prazo legal, ou se o a*usado, *itado, não *onstituir de(ensor, o /uiz
nomear' de(ensor para o(ere*,-la, *on*edendo-l"e vista dos autos por 9M Gdez3 dias.
Art. ?LF. Ap-s o *umprimento do disposto no art. ?LE-A, e par'gra(os, deste $-digo, o /uiz dever'
absolver sumariamente o a*usado quando veri(i*ar
! - a e)ist,n*ia mani(esta de *ausa e)*ludente da ili*itude do (ato%
!! - a e)ist,n*ia mani(esta de *ausa e)*ludente da *ulpabilidade do agente, salvo inimputabilidade%
!!! - que o (ato narrado evidentemente não *onstitui *rime% ou
!+ - e)tinta a punibilidade do agente.
Art. ?LL. <e*ebida a den1n*ia ou quei)a, o /uiz designar' dia e "ora para a audi,n*ia, ordenando a
intimação do a*usado, de seu de(ensor, do Kinist&rio P1bli*o e, se (or o *aso, do querelante e do
assistente.
8 9º ; a*usado preso ser' requisitado para *ompare*er ao interrogat-rio, devendo o poder p1bli*o
providen*iar sua apresentação.
8 :º ; /uiz que presidiu a instrução dever' pro(erir a sentença.
Art. @MM. 7a audi,n*ia de instrução e /ulgamento, a ser realizada no prazo m')imo de EM Gsessenta3
dias, pro*eder-se-' à tomada de de*laraç#es do o(endido, à inquirição das testemun"as arroladas pela
a*usação e pela de(esa, nesta ordem, ressalvado o disposto no art. ::: deste $-digo, bem *omo aos
es*lare*imentos dos peritos, às a*areaç#es e ao re*on"e*imento de pessoas e *oisas, interrogando-se,
em seguida, o a*usado.
8 9º As provas serão produzidas numa s- audi,n*ia, podendo o /uiz inde(erir as *onsideradas
irrelevantes, impertinentes ou protelat-rias.
8 :º ;s es*lare*imentos dos peritos dependerão de pr&vio requerimento das partes.
Art. @M9. 7a instrução poderão ser inquiridas at& I Goito3 testemun"as arroladas pela a*usação e I
Goito3 pela de(esa.
8 9º 7esse n1mero não se *ompreendem as que não prestem *ompromisso e as re(eridas.
8 :º A parte poder' desistir da inquirição de qualquer das testemun"as arroladas, ressalvado o
disposto no art. :ML deste $-digo.
Art. @M:. Produzidas as provas, ao (inal da audi,n*ia, o Kinist&rio P1bli*o, o querelante e o assistente
e, a seguir, o a*usado poderão requerer dilig,n*ias *u/a ne*essidade se origine de *ir*unst2n*ias ou
(atos apurados na instrução.
Art. @M?. 7ão "avendo requerimento de dilig,n*ias, ou sendo inde(erido, serão o(ere*idas alegaç#es
(inais orais por :M Gvinte3 minutos, respe*tivamente, pela a*usação e pela de(esa, prorrog'veis por
mais 9M Gdez3, pro(erindo o /uiz, a seguir, sentença.
8 9º Savendo mais de um a*usado, o tempo previsto para a de(esa de *ada um ser' individual.
8 :º Ao assistente do Kinist&rio P1bli*o, ap-s a mani(estação desse, serão *on*edidos 9M Gdez3
minutos, prorrogando-se por igual período o tempo de mani(estação da de(esa.
8 ?º ; /uiz poder', *onsiderada a *omple)idade do *aso ou o n1mero de a*usados, *on*eder às
partes o prazo de 5 G*in*o3 dias su*essivamente para a apresentação de memoriais. 7esse *aso, ter' o
prazo de 9M Gdez3 dias para pro(erir a sentença.
Art. @M@. ;rdenado dilig,n*ia *onsiderada impres*indível, de o(í*io ou a requerimento da parte, a
audi,n*ia ser' *on*luída sem as alegaç#es (inais.
Par'gra(o 1ni*o. <ealizada, em seguida, a dilig,n*ia determinada, as partes apresentarão, no prazo
su*essivo de 5 G*in*o3 dias, suas alegaç#es (inais, por memorial, e, no prazo de 9M Gdez3 dias, o /uiz
pro(erir' a sentença.
Art. @M5. Co o*orrido em audi,n*ia ser' lavrado termo em livro pr-prio, assinado pelo /uiz e pelas
partes, *ontendo breve resumo dos (atos relevantes nela o*orridos.
8 9
o
Dempre que possível, o registro dos depoimentos do investigado, indi*iado, o(endido e
testemun"as ser' (eito pelos meios ou re*ursos de gravação magn&ti*a, estenotipia, digital ou t&*ni*a
similar, in*lusive audiovisual, destinada a obter maior (idelidade das in(ormaç#es.
8 :
o
7o *aso de registro por meio audiovisual, ser' en*amin"ado às partes *-pia do registro original,
sem ne*essidade de trans*rição.
CAPÍTULO II
DO PROCEDIMENTO RELATIVO AOS PROCESSOS DA COMPET?NCIA DO TRIBUNAL
DO )ÚRI
Seção I
D! A(0s!ção e $! I1s.0ção Pe'i2i1!
Art. @ME. ; /uiz, ao re*eber a den1n*ia ou a quei)a, ordenar' a *itação do a*usado para responder a
a*usação, por es*rito, no prazo de 9M Gdez3 dias.
8 9
o
; prazo previsto no *aput deste artigo ser' *ontado a partir do e(etivo *umprimento do mandado
ou do *ompare*imento, em /uízo, do a*usado ou de de(ensor *onstituído, no *aso de *itação inv'lida
ou por edital.
8 :
o
A a*usação dever' arrolar testemun"as, at& o m')imo de I Goito3, na den1n*ia ou na quei)a.
8 ?
o
7a resposta, o a*usado poder' argTir preliminares e alegar tudo que interesse a sua de(esa,
o(ere*er do*umentos e /usti(i*aç#es, espe*i(i*ar as provas pretendidas e arrolar testemun"as, at& o
m')imo de I Goito3, quali(i*ando-as e requerendo sua intimação, quando ne*ess'rio.
Art. @MF. As e)*eç#es serão pro*essadas em apartado, nos termos dos arts. L5 a 99: deste $-digo.
Art. @MI. 7ão apresentada a resposta no prazo legal, o /uiz nomear' de(ensor para o(ere*,-la em at&
9M Gdez3 dias, *on*edendo-l"e vista dos autos.
Art. @ML. Apresentada a de(esa, o /uiz ouvir' o Kinist&rio P1bli*o ou o querelante sobre preliminares
e do*umentos, em 5 G*in*o3 dias.
Art. @9M. ; /uiz determinar' a inquirição das testemun"as e a realização das dilig,n*ias requeridas
pelas partes, no prazo m')imo de 9M Gdez3 dias.
Art. @99. 7a audi,n*ia de instrução, pro*eder-se-' à tomada de de*laraç#es do o(endido, se possível,
à inquirição das testemun"as arroladas pela a*usação e pela de(esa, nesta ordem, bem *omo aos
es*lare*imentos dos peritos, às a*areaç#es e ao re*on"e*imento de pessoas e *oisas, interrogando-se,
em seguida, o a*usado e pro*edendo-se o debate.
8 9
o
;s es*lare*imentos dos peritos dependerão de pr&vio requerimento e de de(erimento pelo /uiz.
8 :
o
As provas serão produzidas em uma s- audi,n*ia, podendo o /uiz inde(erir as *onsideradas
irrelevantes, impertinentes ou protelat-rias.
8 ?
o
4n*errada a instrução probat-ria, observar-se-', se (or o *aso, o disposto no art. ?I@ deste
$-digo.
8 @
o
As alegaç#es serão orais, *on*edendo-se a palavra, respe*tivamente, à a*usação e à de(esa, pelo
prazo de :M Gvinte3 minutos, prorrog'veis por mais 9M Gdez3.
8 5
o
Savendo mais de 9 Gum3 a*usado, o tempo previsto para a a*usação e a de(esa de *ada um deles
ser' individual.
8 E
o
Ao assistente do Kinist&rio P1bli*o, ap-s a mani(estação deste, serão *on*edidos 9M Gdez3
minutos, prorrogando-se por igual período o tempo de mani(estação da de(esa.
8 F
o
7en"um ato ser' adiado, salvo quando impres*indível à prova (altante, determinando o /uiz a
*ondução *oer*itiva de quem deva *ompare*er.
8 I
o
A testemun"a que *ompare*er ser' inquirida, independentemente da suspensão da audi,n*ia,
observada em qualquer *aso a ordem estabele*ida no *aput deste artigo.
8 L
o
4n*errados os debates, o /uiz pro(erir' a sua de*isão, ou o (ar' em 9M Gdez3 dias, ordenando que
os autos para isso l"e se/am *on*lusos.
Art. @9:. ; pro*edimento ser' *on*luído no prazo m')imo de LM Gnoventa3 dias.
Seção II
D! Po1%1(i!8 $! I2po1%1(i! e $! A&so'#ição S02:i!
Art. @9?. ; /uiz, (undamentadamente, pronun*iar' o a*usado, se *onven*ido da materialidade do (ato
e da e)ist,n*ia de indí*ios su(i*ientes de autoria ou de parti*ipação.
8 9
o
A (undamentação da pron1n*ia limitar-se-' à indi*ação da materialidade do (ato e da e)ist,n*ia
de indí*ios su(i*ientes de autoria ou de parti*ipação, devendo o /uiz de*larar o dispositivo legal em
que /ulgar in*urso o a*usado e espe*i(i*ar as *ir*unst2n*ias quali(i*adoras e as *ausas de aumento de
pena.
8 :
o
De o *rime (or a(ianç'vel, o /uiz arbitrar' o valor da (iança para a *on*essão ou manutenção da
liberdade provis-ria.
8 ?
o
; /uiz de*idir', motivadamente, no *aso de manutenção, revogação ou substituição da prisão ou
medida restritiva de liberdade anteriormente de*retada e, tratando-se de a*usado solto, sobre a
ne*essidade da de*retação da prisão ou imposição de quaisquer das medidas previstas no Título !. do
6ivro ! deste $-digo.
Art. @9@. 7ão se *onven*endo da materialidade do (ato ou da e)ist,n*ia de indí*ios su(i*ientes de
autoria ou de parti*ipação, o /uiz, (undamentadamente, impronun*iar' o a*usado.
Par'gra(o 1ni*o. 4nquanto não o*orrer a e)tinção da punibilidade, poder' ser (ormulada nova
den1n*ia ou quei)a se "ouver prova nova.
Art. @95. ; /uiz, (undamentadamente, absolver' desde logo o a*usado, quando
! H provada a ine)ist,n*ia do (ato%
!! H provado não ser ele autor ou partí*ipe do (ato%
!!! H o (ato não *onstituir in(ração penal%
!+ H demonstrada *ausa de isenção de pena ou de e)*lusão do *rime.
Par'gra(o 1ni*o. 7ão se apli*a o disposto no in*iso !+ do *aput deste artigo ao *aso de
inimputabilidade prevista no *aput do !nimput'veis
Art. :E - J isento de pena o agente que, por doença mental ou desenvolvimento mental in*ompleto ou
retardado, era, ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente in*apaz de entender o *ar'ter ilí*ito do
(ato ou de determinar-se de a*ordo *om esse entendimento.
Re$0ção $e pe1!
Par'gra(o 1ni*o - A pena pode ser reduzida de um a dois terços, se o agente, em virtude de
perturbação de sa1de mental ou por desenvolvimento mental in*ompleto ou retardado não era
inteiramente *apaz de entender o *ar'ter ilí*ito do (ato ou de determinar-se de a*ordo *om esse
entendimento, salvo quando esta (or a 1ni*a tese de(ensiva.
Art. @9E. $ontra a sentença de impron1n*ia ou de absolvição sum'ria *aber' apelação.
Art. @9F. De "ouver indí*ios de autoria ou de parti*ipação de outras pessoas não in*luídas na
a*usação, o /uiz, ao pronun*iar ou impronun*iar o a*usado, determinar' o retorno dos autos ao
Kinist&rio P1bli*o, por 95 Gquinze3 dias, apli*'vel, no que *ouber, o art. IM deste $-digo.
Art. @9I. ; /uiz poder' dar ao (ato de(inição /urídi*a diversa da *onstante da a*usação, embora o
a*usado (ique su/eito a pena mais grave.
Art. @9L. Puando o /uiz se *onven*er, em dis*ord2n*ia *om a a*usação, da e)ist,n*ia de *rime
diverso dos re(eridos no 8 9
o
do art. F@ deste $-digo e não (or *ompetente para o /ulgamento,
remeter' os autos ao /uiz que o se/a.
Par'gra(o 1ni*o. <emetidos os autos do pro*esso a outro /uiz, à disposição deste (i*ar' o a*usado
preso.
Art. @:M. A intimação da de*isão de pron1n*ia ser' (eita
! - pessoalmente ao a*usado, ao de(ensor nomeado e ao Kinist&rio P1bli*o%
!! H ao de(ensor *onstituído, ao querelante e ao assistente do Kinist&rio P1bli*o, na (orma do disposto
no Art. ?FM. 7as intimaç#es dos a*usados, das testemun"as e demais pessoas que devam tomar
*on"e*imento de qualquer ato, ser' observado, no que (or apli*'vel, o disposto no $apítulo anterior.
8 9
º
A intimação do de(ensor *onstituído, do advogado do querelante e do assistente (ar-se-' por
publi*ação no -rgão in*umbido da publi*idade dos atos /udi*iais da *omar*a, in*luindo, sob pena de
nulidade, o nome do a*usado.
8 :º

$aso não "a/a -rgão de publi*ação dos atos /udi*iais na *omar*a, a intimação (ar-se-'
diretamente pelo es*rivão, por mandado, ou via postal *om *omprovante de re*ebimento, ou por
qualquer outro meio id0neo.
8 ?º

A intimação pessoal, (eita pelo es*rivão, dispensar' a apli*ação a que alude o 8 9
o
.
8 @
º
A intimação do Kinist&rio P1bli*o e do de(ensor nomeado ser' pessoal.
Par'gra(o 1ni*o. Der' intimado por edital o a*usado solto que não (or en*ontrado.
Art. @:9. Pre*lusa a de*isão de pron1n*ia, os autos serão en*amin"ados ao /uiz presidente do
Tribunal do 51ri.
8 9
o
Ainda que pre*lusa a de*isão de pron1n*ia, "avendo *ir*unst2n*ia superveniente que altere a
*lassi(i*ação do *rime, o /uiz ordenar' a remessa dos autos ao Kinist&rio P1bli*o.
8 :
o
4m seguida, os autos serão *on*lusos ao /uiz para de*isão.
Seção III
D! Pep!!ção $o Po(esso p!! )0'4!2e1.o e2 P'e1:io
Art. @::. Ao re*eber os autos, o presidente do Tribunal do 51ri determinar' a intimação do -rgão do
Kinist&rio P1bli*o ou do querelante, no *aso de quei)a, e do de(ensor, para, no prazo de 5 G*in*o3
dias, apresentarem rol de testemun"as que irão depor em plen'rio, at& o m')imo de 5 G*in*o3,
oportunidade em que poderão /untar do*umentos e requerer dilig,n*ia.
Art. @:?. Celiberando sobre os requerimentos de provas a serem produzidas ou e)ibidas no plen'rio
do /1ri, e adotadas as provid,n*ias devidas, o /uiz presidente
! H ordenar' as dilig,n*ias ne*ess'rias para sanar qualquer nulidade ou es*lare*er (ato que interesse
ao /ulgamento da *ausa%
!! H (ar' relat-rio su*into do pro*esso, determinando sua in*lusão em pauta da reunião do Tribunal do
51ri.
Art. @:@. Puando a lei lo*al de organização /udi*i'ria não atribuir ao presidente do Tribunal do 51ri o
preparo para /ulgamento, o /uiz *ompetente remeter-l"e-' os autos do pro*esso preparado at& 5
G*in*o3 dias antes do sorteio a que se re(ere o Art. @??. ; sorteio, presidido pelo /uiz, (ar-se-' a portas
abertas, *abendo-l"e retirar as *&dulas at& *ompletar o n1mero de :5 Gvinte e *in*o3 /urados, para a
reunião peri-di*a ou e)traordin'ria.
8 9
o
; sorteio ser' realizado entre o 95
o
Gd&*imo quinto3 e o 9M
o
Gd&*imo3 dia 1til ante*edente à
instalação da reunião.
8 :
o
A audi,n*ia de sorteio não ser' adiada pelo não *ompare*imento das partes.
8 ?
o
; /urado não sorteado poder' ter o seu nome novamente in*luído para as reuni#es (uturas, deste
$-digo.
Par'gra(o 1ni*o. Ceverão ser remetidos, tamb&m, os pro*essos preparados at& o en*erramento da
reunião, para a realização de /ulgamento.
Seção IV
Do A'is.!2e1.o $os )0!$os
Art. @:5. Anualmente, serão alistados pelo presidente do Tribunal do 51ri de IMM Goito*entos3 a 9.5MM
Gum mil e quin"entos3 /urados nas *omar*as de mais de 9.MMM.MMM Gum mil"ão3 de "abitantes, de ?MM
Gtrezentos3 a FMM Gsete*entos3 nas *omar*as de mais de 9MM.MMM G*em mil3 "abitantes e de IM Goitenta3
a @MM Gquatro*entos3 nas *omar*as de menor população.
8 9
o
7as *omar*as onde (or ne*ess'rio, poder' ser aumentado o n1mero de /urados e, ainda,
organizada lista de suplentes, depositadas as *&dulas em urna espe*ial, *om as *autelas men*ionadas
na parte (inal do 8 ?
o
;s nomes e endereços dos alistados, em *art#es iguais, ap-s serem veri(i*ados
na presença do Kinist&rio P1bli*o, de advogado indi*ado pela Deção lo*al da ;rdem dos Advogados
do >rasil e de de(ensor indi*ado pelas Ce(ensorias P1bli*as *ompetentes, permane*erão guardados
em urna (e*"ada a *"ave, sob a responsabilidade do /uiz presidente, deste $-digo.
8 :
o
; /uiz presidente requisitar' às autoridades lo*ais, asso*iaç#es de *lasse e de bairro, entidades
asso*iativas e *ulturais, instituiç#es de ensino em geral, universidades, sindi*atos, repartiç#es
p1bli*as e outros n1*leos *omunit'rios a indi*ação de pessoas que re1nam as *ondiç#es para e)er*er
a (unção de /urado.
Art. @:E. A lista geral dos /urados, *om indi*ação das respe*tivas pro(iss#es, ser' publi*ada pela
imprensa at& o dia 9M de outubro de *ada ano e divulgada em editais a(i)ados à porta do Tribunal do
51ri.
8 9
o
A lista poder' ser alterada, de o(í*io ou mediante re*lamação de qualquer do povo ao /uiz
presidente at& o dia 9M de novembro, data de sua publi*ação de(initiva.
8 :
o
5untamente *om a lista, serão trans*ritos os arts. @?E a @@E deste $-digo.
8 ?
o
;s nomes e endereços dos alistados, em *art#es iguais, ap-s serem veri(i*ados na presença do
Kinist&rio P1bli*o, de advogado indi*ado pela Deção lo*al da ;rdem dos Advogados do >rasil e de
de(ensor indi*ado pelas Ce(ensorias P1bli*as *ompetentes, permane*erão guardados em urna (e*"ada
a *"ave, sob a responsabilidade do /uiz presidente.
8 @
o
; /urado que tiver integrado o $onsel"o de Dentença nos 9: Gdoze3 meses que ante*ederem à
publi*ação da lista geral (i*a dela e)*luído.
8 5
o
Anualmente, a lista geral de /urados ser', obrigatoriamente, *ompletada.
Seção V
Do Des!,o!2e1.o
Art. @:F. De o interesse da ordem p1bli*a o re*lamar ou "ouver d1vida sobre a impar*ialidade do /1ri
ou a segurança pessoal do a*usado, o Tribunal, a requerimento do Kinist&rio P1bli*o, do assistente,
do querelante ou do a*usado ou mediante representação do /uiz *ompetente, poder' determinar o
desa(oramento do /ulgamento para outra *omar*a da mesma região, onde não e)istam aqueles
motivos, pre(erindo-se as mais pr-)imas.
8 9
o
; pedido de desa(oramento ser' distribuído imediatamente e ter' pre(er,n*ia de /ulgamento na
$2mara ou Turma *ompetente.
8 :
o
Dendo relevantes os motivos alegados, o relator poder' determinar, (undamentadamente, a
suspensão do /ulgamento pelo /1ri.
8 ?
o
Der' ouvido o /uiz presidente, quando a medida não tiver sido por ele soli*itada.
8 @
o
7a pend,n*ia de re*urso *ontra a de*isão de pron1n*ia ou quando e(etivado o /ulgamento, não
se admitir' o pedido de desa(oramento, salvo, nesta 1ltima "ip-tese, quanto a (ato o*orrido durante
ou ap-s a realização de /ulgamento anulado.
Art. @:I. ; desa(oramento tamb&m poder' ser determinado, em razão do *omprovado e)*esso de
serviço, ouvidos o /uiz presidente e a parte *ontr'ria, se o /ulgamento não puder ser realizado no
prazo de E Gseis3 meses, *ontado do tr2nsito em /ulgado da de*isão de pron1n*ia.
8 9
o
Para a *ontagem do prazo re(erido neste artigo, não se *omputar' o tempo de adiamentos,
dilig,n*ias ou in*identes de interesse da de(esa.
8 :
o
7ão "avendo e)*esso de serviço ou e)ist,n*ia de pro*essos aguardando /ulgamento em
quantidade que ultrapasse a possibilidade de apre*iação pelo Tribunal do 51ri, nas reuni#es peri-di*as
previstas para o e)er*í*io, o a*usado poder' requerer ao Tribunal que determine a imediata realização
do /ulgamento.
Seção VI
D! O4!1i6!ção $! P!0.!
Art. @:L. Dalvo motivo relevante que autorize alteração na ordem dos /ulgamentos, terão pre(er,n*ia
! - os a*usados presos%
!! - dentre os a*usados presos, aqueles que estiverem "' mais tempo na prisão%
!!! - em igualdade de *ondiç#es, os pre*edentemente pronun*iados.
8 9
o
Antes do dia designado para o primeiro /ulgamento da reunião peri-di*a, ser' a(i)ada na porta
do edi(í*io do Tribunal do 51ri a lista dos pro*essos a serem /ulgados, obede*ida a ordem prevista no
*aput deste artigo.
8 :
o
; /uiz presidente reservar' datas na mesma reunião peri-di*a para a in*lusão de pro*esso que
tiver o /ulgamento adiado.
Art. @?M. ; assistente somente ser' admitido se tiver requerido sua "abilitação at& 5 G*in*o3 dias antes
da data da sessão na qual pretenda atuar.
Art. @?9. 4stando o pro*esso em ordem, o /uiz presidente mandar' intimar as partes, o o(endido, se
(or possível, as testemun"as e os peritos, quando "ouver requerimento, para a sessão de instrução e
/ulgamento, observando, no que *ouber, o disposto no Art. @:M. A intimação da de*isão de pron1n*ia
ser' (eita
! - pessoalmente ao a*usado, ao de(ensor nomeado e ao Kinist&rio P1bli*o%
!! H ao de(ensor *onstituído, ao querelante e ao assistente do Kinist&rio P1bli*o, na (orma do disposto
no Art. ?FM. 7as intimaç#es dos a*usados, das testemun"as e demais pessoas que devam tomar
*on"e*imento de qualquer ato, ser' observado, no que (or apli*'vel, o disposto no $apítulo anterior.
8 9
º
A intimação do de(ensor *onstituído, do advogado do querelante e do assistente (ar-se-' por
publi*ação no -rgão in*umbido da publi*idade dos atos /udi*iais da *omar*a, in*luindo, sob pena de
nulidade, o nome do a*usado.
8 :º

$aso não "a/a -rgão de publi*ação dos atos /udi*iais na *omar*a, a intimação (ar-se-'
diretamente pelo es*rivão, por mandado, ou via postal *om *omprovante de re*ebimento, ou por
qualquer outro meio id0neo.
8 ?º

A intimação pessoal, (eita pelo es*rivão, dispensar' a apli*ação a que alude o 8 9
o
.
8 @
º
A intimação do Kinist&rio P1bli*o e do de(ensor nomeado ser' pessoal.
Par'gra(o 1ni*o. Der' intimado por edital o a*usado solto que não (or en*ontrado, deste $-digo.
Seção VII
Do So.eio e $! Co1#o(!ção $os )0!$os
Art. @?:. 4m seguida à organização da pauta, o /uiz presidente determinar' a intimação do Kinist&rio
P1bli*o, da ;rdem dos Advogados do >rasil e da Ce(ensoria P1bli*a para a*ompan"arem, em dia e
"ora designados, o sorteio dos /urados que atuarão na reunião peri-di*a.
Art. @??. ; sorteio, presidido pelo /uiz, (ar-se-' a portas abertas, *abendo-l"e retirar as *&dulas at&
*ompletar o n1mero de :5 Gvinte e *in*o3 /urados, para a reunião peri-di*a ou e)traordin'ria.
8 9
o
; sorteio ser' realizado entre o 95º

Gd&*imo quinto3 e o 9Mº

Gd&*imo3 dia 1til ante*edente à
instalação da reunião.
8 :
o
A audi,n*ia de sorteio não ser' adiada pelo não *ompare*imento das partes.
8 ?
o
; /urado não sorteado poder' ter o seu nome novamente in*luído para as reuni#es (uturas.
Art. @?@. ;s /urados sorteados serão *onvo*ados pelo *orreio ou por qualquer outro meio "'bil para
*ompare*er no dia e "ora designados para a reunião, sob as penas da lei.
Par'gra(o 1ni*o. 7o mesmo e)pediente de *onvo*ação serão trans*ritos os arts. @?E a @@E deste
$-digo.
Art. @?5. Derão a(i)ados na porta do edi(í*io do Tribunal do 51ri a relação dos /urados *onvo*ados, os
nomes do a*usado e dos pro*uradores das partes, al&m do dia, "ora e lo*al das sess#es de instrução e
/ulgamento.
Seção VIII
D! F01ção $o )0!$o
Art. @?E. ; serviço do /1ri & obrigat-rio. ; alistamento *ompreender' os *idadãos maiores de 9I
Gdezoito3 anos de not-ria idoneidade.
8 9
o
7en"um *idadão poder' ser e)*luído dos trabal"os do /1ri ou dei)ar de ser alistado em razão de
*or ou etnia, raça, *redo, se)o, pro(issão, *lasse so*ial ou e*on0mi*a, origem ou grau de instrução.
8 :
o
A re*usa in/usti(i*ada ao serviço do /1ri a*arretar' multa no valor de 9 Gum3 a 9M Gdez3 sal'rios
mínimos, a *rit&rio do /uiz, de a*ordo *om a *ondição e*on0mi*a do /urado.
Art. @?F. 4stão isentos do serviço do /1ri
! - o Presidente da <ep1bli*a e os Kinistros de 4stado%
!! - os Novernadores e seus respe*tivos De*ret'rios%
!!! - os membros do $ongresso 7a*ional, das Assembleias 6egislativas e das $2maras Cistrital e
Kuni*ipais%
!+ - os Pre(eitos Kuni*ipais%
+ - os Kagistrados e membros do Kinist&rio P1bli*o e da Ce(ensoria P1bli*a%
+! - os servidores do Poder 5udi*i'rio, do Kinist&rio P1bli*o e da Ce(ensoria P1bli*a%
+!! - as autoridades e os servidores da polí*ia e da segurança p1bli*a%
+!!! - os militares em serviço ativo%
!. - os *idadãos maiores de FM Gsetenta3 anos que requeiram sua dispensa%
. - aqueles que o requererem, demonstrando /usto impedimento.
Art. @?I. A re*usa ao serviço do /1ri (undada em *onvi*ção religiosa, (ilos-(i*a ou políti*a importar'
no dever de prestar serviço alternativo, sob pena de suspensão dos direitos políti*os, enquanto não
prestar o serviço imposto.
8 9
o
4ntende-se por serviço alternativo o e)er*í*io de atividades de *ar'ter administrativo,
assisten*ial, (ilantr-pi*o ou mesmo produtivo, no Poder 5udi*i'rio, na Ce(ensoria P1bli*a, no
Kinist&rio P1bli*o ou em entidade *onveniada para esses (ins.
8 :
o
; /uiz (i)ar' o serviço alternativo atendendo aos prin*ípios da propor*ionalidade e da
razoabilidade.
Art. @?L. ; e)er*í*io e(etivo da (unção de /urado *onstituir' serviço p1bli*o relevante e estabele*er'
presunção de idoneidade moral.
Art. @@M. $onstitui tamb&m direito do /urado, na *ondição do art. @?L deste $-digo, pre(er,n*ia, em
igualdade de *ondiç#es, nas li*itaç#es p1bli*as e no provimento, mediante *on*urso, de *argo ou
(unção p1bli*a, bem *omo nos *asos de promoção (un*ional ou remoção volunt'ria.
Art. @@9. 7en"um des*onto ser' (eito nos ven*imentos ou sal'rio do /urado sorteado que *ompare*er
à sessão do /1ri.
Art. @@:. Ao /urado que, sem *ausa legítima, dei)ar de *ompare*er no dia mar*ado para a sessão ou
retirar-se antes de ser dispensado pelo presidente ser' apli*ada multa de 9 Gum3 a 9M Gdez3 sal'rios
mínimos, a *rit&rio do /uiz, de a*ordo *om a sua *ondição e*on0mi*a.
Art. @@?. Domente ser' a*eita es*usa (undada em motivo relevante devidamente *omprovado e
apresentada, ressalvadas as "ip-teses de (orça maior, at& o momento da *"amada dos /urados.
Art. @@@. ; /urado somente ser' dispensado por de*isão motivada do /uiz presidente, *onsignada na
ata dos trabal"os.
Art. @@5. ; /urado, no e)er*í*io da (unção ou a prete)to de e)er*,-la, ser' respons'vel *riminalmente
nos mesmos termos em que o são os /uízes togados.
Art. @@E. Aos suplentes, quando *onvo*ados, serão apli*'veis os dispositivos re(erentes às dispensas,
(altas e es*usas e à equiparação de responsabilidade penal prevista no art. @@5 deste $-digo.
Seção I5
D! Co2posição $o Ti&01!' $o )%i e $! Fo2!ção $o Co1se'/o $e Se1.e1ç!
Art. @@F. ; Tribunal do 51ri & *omposto por 9 Gum3 /uiz togado, seu presidente e por :5 Gvinte e
*in*o3 /urados que serão sorteados dentre os alistados, F Gsete3 dos quais *onstituirão o $onsel"o de
Dentença em *ada sessão de /ulgamento.
Art. @@I. Dão impedidos de servir no mesmo $onsel"o
! H marido e mul"er%
!! H as*endente e des*endente%
!!! H sogro e genro ou nora%
!+ H irmãos e *un"ados, durante o *un"adio%
+ H tio e sobrin"o%
+! H padrasto, madrasta ou enteado.
8 9
o
; mesmo impedimento o*orrer' em relação às pessoas que manten"am união est'vel
re*on"e*ida *omo entidade (amiliar.
8 :
o
Apli*ar-se-' aos /urados o disposto sobre os impedimentos, a suspeição e as in*ompatibilidades
dos /uízes togados.
Art. @@L. 7ão poder' servir o /urado que
! H tiver (un*ionado em /ulgamento anterior do mesmo pro*esso, independentemente da *ausa
determinante do /ulgamento posterior%
!! H no *aso do *on*urso de pessoas, "ouver integrado o $onsel"o de Dentença que /ulgou o outro
a*usado%
!!! H tiver mani(estado pr&via disposição para *ondenar ou absolver o a*usado.
Art. @5M. Cos impedidos entre si por parentes*o ou relação de *onviv,n*ia, servir' o que "ouver sido
sorteado em primeiro lugar.
Art. @59. ;s /urados e)*luídos por impedimento, suspeição ou in*ompatibilidade serão *onsiderados
para a *onstituição do n1mero legal e)igível para a realização da sessão.
Art. @5:. ; mesmo $onsel"o de Dentença poder' *on"e*er de mais de um pro*esso, no mesmo dia,
se as partes o a*eitarem, "ip-tese em que seus integrantes deverão prestar novo *ompromisso.
Seção 5
D! e01ião e $!s sessões $o Ti&01!' $o )%i
Art. @5?. ; Tribunal do 51ri reunir-se-' para as sess#es de instrução e /ulgamento nos períodos e na
(orma estabele*ida pela lei lo*al de organização /udi*i'ria.
Art. @5@. At& o momento de abertura dos trabal"os da sessão, o /uiz presidente de*idir' os *asos de
isenção e dispensa de /urados e o pedido de adiamento de /ulgamento, mandando *onsignar em ata as
deliberaç#es.
Art. @55. De o Kinist&rio P1bli*o não *ompare*er, o /uiz presidente adiar' o /ulgamento para o
primeiro dia desimpedido da mesma reunião, *ienti(i*adas as partes e as testemun"as.
Par'gra(o 1ni*o. De a aus,n*ia não (or /usti(i*ada, o (ato ser' imediatamente *omuni*ado ao
Pro*urador-Neral de 5ustiça *om a data designada para a nova sessão.
Art. @5E. De a (alta, sem es*usa legítima, (or do advogado do a*usado, e se outro não (or por este
*onstituído, o (ato ser' imediatamente *omuni*ado ao presidente da se**ional da ;rdem dos
Advogados do >rasil, *om a data designada para a nova sessão.
8 9
o
7ão "avendo es*usa legítima, o /ulgamento ser' adiado somente uma vez, devendo o a*usado
ser /ulgado quando *"amado novamente.
8 :
o
7a "ip-tese do 8 9
o
deste artigo, o /uiz intimar' a Ce(ensoria P1bli*a para o novo /ulgamento,
que ser' adiado para o primeiro dia desimpedido, observado o prazo mínimo de 9M Gdez3 dias.
Art. @5F. ; /ulgamento não ser' adiado pelo não *ompare*imento do a*usado solto, do assistente ou
do advogado do querelante, que tiver sido regularmente intimado.
8 9
o
;s pedidos de adiamento e as /usti(i*aç#es de não *ompare*imento deverão ser, salvo
*omprovado motivo de (orça maior, previamente submetidos à apre*iação do /uiz presidente do
Tribunal do 51ri.
8 :
o
De o a*usado preso não (or *onduzido, o /ulgamento ser' adiado para o primeiro dia
desimpedido da mesma reunião, salvo se "ouver pedido de dispensa de *ompare*imento subs*rito por
ele e seu de(ensor.
Art. @5I. De a testemun"a, sem /usta *ausa, dei)ar de *ompare*er, o /uiz presidente, sem pre/uízo da
ação penal pela desobedi,n*ia, apli*ar-l"e-' a multa prevista no 8 :
o
A re*usa in/usti(i*ada ao serviço
do /1ri a*arretar' multa no valor de 9 Gum3 a 9M Gdez3 sal'rios mínimos, a *rit&rio do /uiz, de a*ordo
*om a *ondição e*on0mi*a do /urado, deste $-digo.
Art. @5L. Apli*ar-se-' às testemun"as a serviço do Tribunal do 51ri o disposto no Art. @@9. 7en"um
des*onto ser' (eito nos ven*imentos ou sal'rio do /urado sorteado que *ompare*er à sessão do /1ri,
deste $-digo.
Art. @EM. Antes de *onstituído o $onsel"o de Dentença, as testemun"as serão re*ol"idas a lugar onde
umas não possam ouvir os depoimentos das outras.
Art. @E9. ; /ulgamento não ser' adiado se a testemun"a dei)ar de *ompare*er, salvo se uma das
partes tiver requerido a sua intimação por mandado, na oportunidade de que trata o Art. @::. Ao
re*eber os autos, o presidente do Tribunal do 51ri determinar' a intimação do -rgão do Kinist&rio
P1bli*o ou do querelante, no *aso de quei)a, e do de(ensor, para, no prazo de 5 G*in*o3 dias,
apresentarem rol de testemun"as que irão depor em plen'rio, at& o m')imo de 5 G*in*o3,
oportunidade em que poderão /untar do*umentos e requerer dilig,n*ia, de*larando não pres*indir do
depoimento e indi*ando a sua lo*alização.
8 9
o
De, intimada, a testemun"a não *ompare*er, o /uiz presidente suspender' os trabal"os e mandar'
*onduzi-la ou adiar' o /ulgamento para o primeiro dia desimpedido, ordenando a sua *ondução.
8 :
o
; /ulgamento ser' realizado mesmo na "ip-tese de a testemun"a não ser en*ontrada no lo*al
indi*ado, se assim (or *erti(i*ado por o(i*ial de /ustiça.
Art. @E:. <ealizadas as dilig,n*ias re(eridas nos arts. @5@ a @E9 deste $-digo, o /uiz presidente
veri(i*ar' se a urna *ont&m as *&dulas dos :5 Gvinte e *in*o3 /urados sorteados, mandando que o
es*rivão pro*eda à *"amada deles.
Art. @E?. $ompare*endo, pelo menos, 95 Gquinze3 /urados, o /uiz presidente de*larar' instalados os
trabal"os, anun*iando o pro*esso que ser' submetido a /ulgamento.
8 9
o
; o(i*ial de /ustiça (ar' o pregão, *erti(i*ando a dilig,n*ia nos autos.
8 :
o
;s /urados e)*luídos por impedimento ou suspeição serão *omputados para a *onstituição do
n1mero legal.
Art. @E@. 7ão "avendo o n1mero re(erido no art. @E? deste $-digo, pro*eder-se-' ao sorteio de tantos
suplentes quantos ne*ess'rios, e designar-se-' nova data para a sessão do /1ri.
Art. @E5. ;s nomes dos suplentes serão *onsignados em ata, remetendo-se o e)pediente de
*onvo*ação, *om observ2n*ia do disposto nos Art. @?@. ;s /urados sorteados serão *onvo*ados pelo
*orreio ou por qualquer outro meio "'bil para *ompare*er no dia e "ora designados para a reunião,
sob as penas da lei.
Par'gra(o 1ni*o. 7o mesmo e)pediente de *onvo*ação serão trans*ritos os arts. @?E a @@E deste
$-digo.
Art. @?5. Derão a(i)ados na porta do edi(í*io do Tribunal do 51ri a relação dos /urados *onvo*ados, os
nomes do a*usado e dos pro*uradores das partes, al&m do dia, "ora e lo*al das sess#es de instrução e
/ulgamento.
Art. @EE. Antes do sorteio dos membros do $onsel"o de Dentença, o /uiz presidente es*lare*er' sobre
os impedimentos, a suspeição e as in*ompatibilidades *onstantes dos Art. @@I. Dão impedidos de
servir no mesmo $onsel"o
! H marido e mul"er%
!! H as*endente e des*endente%
!!! H sogro e genro ou nora%
!+ H irmãos e *un"ados, durante o *un"adio%
+ H tio e sobrin"o%
+! H padrasto, madrasta ou enteado.
8 9
o
; mesmo impedimento o*orrer' em relação às pessoas que manten"am união est'vel
re*on"e*ida *omo entidade (amiliar.
8 :
o
Apli*ar-se-' aos /urados o disposto sobre os impedimentos, a suspeição e as in*ompatibilidades
dos /uízes togados.
Art. @@L. 7ão poder' servir o /urado que
! H tiver (un*ionado em /ulgamento anterior do mesmo pro*esso, independentemente da *ausa
determinante do /ulgamento posterior%
!! H no *aso do *on*urso de pessoas, "ouver integrado o $onsel"o de Dentença que /ulgou o outro
a*usado%
8 9
o
; /uiz presidente tamb&m advertir' os /urados de que, uma vez sorteados, não poderão
*omuni*ar-se entre si e *om outrem, nem mani(estar sua opinião sobre o pro*esso, sob pena de
e)*lusão do $onsel"o e multa, na (orma do 8 :
o
A re*usa in/usti(i*ada ao serviço do /1ri a*arretar'
multa no valor de 9 Gum3 a 9M Gdez3 sal'rios mínimos, a *rit&rio do /uiz, de a*ordo *om a *ondição
e*on0mi*a do /urado.
8 :
o
A in*omuni*abilidade ser' *erti(i*ada nos autos pelo o(i*ial de /ustiça.
Art. @EF. +eri(i*ando que se en*ontram na urna as *&dulas relativas aos /urados presentes, o /uiz
presidente sortear' F Gsete3 dentre eles para a (ormação do $onsel"o de Dentença.
Art. @EI. U medida que as *&dulas (orem sendo retiradas da urna, o /uiz presidente as ler', e a de(esa
e, depois dela, o Kinist&rio P1bli*o poderão re*usar os /urados sorteados, at& ? Gtr,s3 *ada parte, sem
motivar a re*usa.
Par'gra(o 1ni*o. ; /urado re*usado imotivadamente por qualquer das partes ser' e)*luído daquela
sessão de instrução e /ulgamento, prosseguindo-se o sorteio para a *omposição do $onsel"o de
Dentença *om os /urados remanes*entes.
Art. @EL. De (orem : Gdois3 ou mais os a*usados, as re*usas poderão ser (eitas por um s- de(ensor.
8 9
o
A separação dos /ulgamentos somente o*orrer' se, em razão das re*usas, não (or obtido o
n1mero mínimo de F Gsete3 /urados para *ompor o $onsel"o de Dentença.
8 :
o
Ceterminada a separação dos /ulgamentos, ser' /ulgado em primeiro lugar o a*usado a quem (oi
atribuída a autoria do (ato ou, em *aso de *o-autoria, apli*ar-se-' o *rit&rio de pre(er,n*ia disposto no
Art. @:L. Dalvo motivo relevante que autorize alteração na ordem dos /ulgamentos, terão pre(er,n*ia
! - os a*usados presos%
!! - dentre os a*usados presos, aqueles que estiverem "' mais tempo na prisão%
!!! - em igualdade de *ondiç#es, os pre*edentemente pronun*iados.
8 9
o
Antes do dia designado para o primeiro /ulgamento da reunião peri-di*a, ser' a(i)ada na porta
do edi(í*io do Tribunal do 51ri a lista dos pro*essos a serem /ulgados, obede*ida a ordem prevista no
*aput deste artigo.
8 :
o
; /uiz presidente reservar' datas na mesma reunião peri-di*a para a in*lusão de pro*esso que
tiver o /ulgamento adiado.
Art. @FM. Cesa*ol"ida a arguição de impedimento, de suspeição ou de in*ompatibilidade *ontra o /uiz
presidente do Tribunal do 51ri, -rgão do Kinist&rio P1bli*o, /urado ou qualquer (un*ion'rio, o
/ulgamento não ser' suspenso, devendo, entretanto, *onstar da ata o seu (undamento e a de*isão.
Art. @F9. De, em *onsequ,n*ia do impedimento, suspeição, in*ompatibilidade, dispensa ou re*usa,
não "ouver n1mero para a (ormação do $onsel"o, o /ulgamento ser' adiado para o primeiro dia
desimpedido, ap-s sorteados os suplentes, *om observ2n*ia do disposto no Art. @E@. 7ão "avendo o
n1mero re(erido no Art. @E?. $ompare*endo, pelo menos, 95 Gquinze3 /urados, o /uiz presidente
de*larar' instalados os trabal"os, anun*iando o pro*esso que ser' submetido a /ulgamento.
8 9
o
; o(i*ial de /ustiça (ar' o pregão, *erti(i*ando a dilig,n*ia nos autos.
8 :
o
;s /urados e)*luídos por impedimento ou suspeição serão *omputados para a *onstituição do
n1mero legal, pro*eder-se-' ao sorteio de tantos suplentes quantos ne*ess'rios, e designar-se-' nova
data para a sessão do /1ri.
Art. @F:. =ormado o $onsel"o de Dentença, o presidente, levantando-se, e, *om ele, todos os
presentes, (ar' aos /urados a seguinte e)ortação
4m nome da lei, *on*ito-vos a e)aminar esta *ausa *om impar*ialidade e a pro(erir a vossa de*isão
de a*ordo *om a vossa *ons*i,n*ia e os ditames da /ustiça.
;s /urados, nominalmente *"amados pelo presidente, responderão
Assim o prometo.
Par'gra(o 1ni*o. ; /urado, em seguida, re*eber' *-pias da pron1n*ia ou, se (or o *aso, das de*is#es
posteriores que /ulgaram admissível a a*usação e do relat-rio do pro*esso.
Seção 5I
D! I1s.0ção e2 P'e1:io
Art. @F?. Prestado o *ompromisso pelos /urados, ser' ini*iada a instrução plen'ria quando o /uiz
presidente, o Kinist&rio P1bli*o, o assistente, o querelante e o de(ensor do a*usado tomarão,
su*essiva e diretamente, as de*laraç#es do o(endido, se possível, e inquirirão as testemun"as
arroladas pela a*usação.
8 9
o
Para a inquirição das testemun"as arroladas pela de(esa, o de(ensor do a*usado (ormular' as
perguntas antes do Kinist&rio P1bli*o e do assistente, mantidos no mais a ordem e os *rit&rios
estabele*idos neste artigo.
8 :
o
;s /urados poderão (ormular perguntas ao o(endido e às testemun"as, por interm&dio do /uiz
presidente.
8 ?
o
As partes e os /urados poderão requerer a*areaç#es, re*on"e*imento de pessoas e *oisas e
es*lare*imento dos peritos, bem *omo a leitura de peças que se re(iram, e)*lusivamente, às provas
*ol"idas por *arta pre*at-ria e às provas *autelares, ante*ipadas ou não repetíveis.
Art. @F@. A seguir ser' o a*usado interrogado, se estiver presente, na (orma estabele*ida no $apítulo
!!! do Título +!! do 6ivro ! deste $-digo, *om as alteraç#es introduzidas nesta Deção.
8 9
o
; Kinist&rio P1bli*o, o assistente, o querelante e o de(ensor, nessa ordem, poderão (ormular,
diretamente, perguntas ao a*usado.
8 :
o
;s /urados (ormularão perguntas por interm&dio do /uiz presidente.
8 ?
o
7ão se permitir' o uso de algemas no a*usado durante o período em que permane*er no plen'rio
do /1ri, salvo se absolutamente ne*ess'rio à ordem dos trabal"os, à segurança das testemun"as ou à
garantia da integridade (ísi*a dos presentes.
Art. @F5. ; registro dos depoimentos e do interrogat-rio ser' (eito pelos meios ou re*ursos de
gravação magn&ti*a, eletr0ni*a, estenotipia ou t&*ni*a similar, destinada a obter maior (idelidade e
*eleridade na *ol"eita da prova.
Par'gra(o 1ni*o. A trans*rição do registro, ap-s (eita a degravação, *onstar' dos autos.
Seção 5II
Dos De&!.es
Art. @FE. 4n*errada a instrução, ser' *on*edida a palavra ao Kinist&rio P1bli*o, que (ar' a a*usação,
nos limites da pron1n*ia ou das de*is#es posteriores que /ulgaram admissível a a*usação,
sustentando, se (or o *aso, a e)ist,n*ia de *ir*unst2n*ia agravante.
8 9
o
; assistente (alar' depois do Kinist&rio P1bli*o.
8 :
o
Tratando-se de ação penal de ini*iativa privada, (alar' em primeiro lugar o querelante e, em
seguida, o Kinist&rio P1bli*o, salvo se este "ouver retomado a titularidade da ação, na (orma do art.
:L deste $-digo.
8 ?
o
=inda a a*usação, ter' a palavra a de(esa.
8 @
o
A a*usação poder' repli*ar e a de(esa trepli*ar, sendo admitida a reinquirição de testemun"a /'
ouvida em plen'rio.
Art. @FF. ; tempo destinado à a*usação e à de(esa ser' de uma "ora e meia para *ada, e de uma "ora
para a r&pli*a e outro tanto para a tr&pli*a.
8 9
o
Savendo mais de um a*usador ou mais de um de(ensor, *ombinarão entre si a distribuição do
tempo, que, na (alta de a*ordo, ser' dividido pelo /uiz presidente, de (orma a não e)*eder o
determinado neste artigo.
8 :
o
Savendo mais de 9 Gum3 a*usado, o tempo para a a*usação e a de(esa ser' a*res*ido de 9 Guma3
"ora e elevado ao dobro o da r&pli*a e da tr&pli*a, observado o disposto no 8 9
o
deste artigo.
Art. @FI. Curante os debates as partes não poderão, sob pena de nulidade, (azer re(er,n*ias
! - à de*isão de pron1n*ia, às de*is#es posteriores que /ulgaram admissível a a*usação ou à
determinação do uso de algemas *omo argumento de autoridade que bene(i*iem ou pre/udiquem o
a*usado%
!! H ao sil,n*io do a*usado ou à aus,n*ia de interrogat-rio por (alta de requerimento, em seu pre/uízo.
Art. @FL. Curante o /ulgamento não ser' permitida a leitura de do*umento ou a e)ibição de ob/eto
que não tiver sido /untado aos autos *om a ante*ed,n*ia mínima de ? Gtr,s3 dias 1teis, dando-se
*i,n*ia à outra parte.
Par'gra(o 1ni*o. $ompreende-se na proibição deste artigo a leitura de /ornais ou qualquer outro
es*rito, bem *omo a e)ibição de vídeos, gravaç#es, (otogra(ias, laudos, quadros, *roqui ou qualquer
outro meio assemel"ado, *u/o *onte1do versar sobre a mat&ria de (ato submetida à apre*iação e
/ulgamento dos /urados.
Art. @IM. A a*usação, a de(esa e os /urados poderão, a qualquer momento e por interm&dio do /uiz
presidente, pedir ao orador que indique a (ol"a dos autos onde se en*ontra a peça por ele lida ou
*itada, (a*ultando-se, ainda, aos /urados soli*itar-l"e, pelo mesmo meio, o es*lare*imento de (ato por
ele alegado.
8 9
o
$on*luídos os debates, o presidente indagar' dos /urados se estão "abilitados a /ulgar ou se
ne*essitam de outros es*lare*imentos.
8 :
o
De "ouver d1vida sobre questão de (ato, o presidente prestar' es*lare*imentos à vista dos autos.
8 ?
o
;s /urados, nesta (ase do pro*edimento, terão a*esso aos autos e aos instrumentos do *rime se
soli*itarem ao /uiz presidente.
Art. @I9. De a veri(i*ação de qualquer (ato, re*on"e*ida *omo essen*ial para o /ulgamento da *ausa,
não puder ser realizada imediatamente, o /uiz presidente dissolver' o $onsel"o, ordenando a
realização das dilig,n*ias entendidas ne*ess'rias.
Par'gra(o 1ni*o. De a dilig,n*ia *onsistir na produção de prova peri*ial, o /uiz presidente, desde logo,
nomear' perito e (ormular' quesitos, (a*ultando às partes tamb&m (ormul'-los e indi*ar assistentes
t&*ni*os, no prazo de 5 G*in*o3 dias.
Seção 5III
Do @0es.io1:io e s0! Vo.!ção
Art. @I:. ; $onsel"o de Dentença ser' questionado sobre mat&ria de (ato e se o a*usado deve ser
absolvido.
Par'gra(o 1ni*o. ;s quesitos serão redigidos em proposiç#es a(irmativas, simples e distintas, de
modo que *ada um deles possa ser respondido *om su(i*iente *lareza e ne*ess'ria pre*isão. 7a sua
elaboração, o presidente levar' em *onta os termos da pron1n*ia ou das de*is#es posteriores que
/ulgaram admissível a a*usação, do interrogat-rio e das alegaç#es das partes.
Art. @I?. ;s quesitos serão (ormulados na seguinte ordem, indagando sobre
! - a materialidade do (ato%
!! - a autoria ou parti*ipação%
!!! - se o a*usado deve ser absolvido%
!+ - se e)iste *ausa de diminuição de pena alegada pela de(esa%
+ H se e)iste *ir*unst2n*ia quali(i*adora ou *ausa de aumento de pena re*on"e*idas na pron1n*ia ou
em de*is#es posteriores que /ulgaram admissível a a*usação.
8 9
o
A resposta negativa, de mais de ? Gtr,s3 /urados, a qualquer dos quesitos re(eridos nos in*isos ! e
!! do *aput deste artigo en*erra a votação e impli*a a absolvição do a*usado.
8 :
o
<espondidos a(irmativamente por mais de ? Gtr,s3 /urados os quesitos relativos aos in*isos ! e !!
do *aput deste artigo ser' (ormulado quesito *om a seguinte redação
; /urado absolve o a*usadoV
8 ?
o
Ce*idindo os /urados pela *ondenação, o /ulgamento prossegue, devendo ser (ormulados
quesitos sobre
! - *ausa de diminuição de pena alegada pela de(esa%
!! - *ir*unst2n*ia quali(i*adora ou *ausa de aumento de pena, re*on"e*idas na pron1n*ia ou em
de*is#es posteriores que /ulgaram admissível a a*usação.
8 @
o
Dustentada a des*lassi(i*ação da in(ração para outra de *ompet,n*ia do /uiz singular, ser'
(ormulado quesito a respeito, para ser respondido ap-s o :
o
Gsegundo3 ou ?
o
Gter*eiro3 quesito,
*on(orme o *aso.
8 5
o
Dustentada a tese de o*orr,n*ia do *rime na sua (orma tentada ou "avendo diverg,n*ia sobre a
tipi(i*ação do delito, sendo este da *ompet,n*ia do Tribunal do 51ri, o /uiz (ormular' quesito a*er*a
destas quest#es, para ser respondido ap-s o segundo quesito.
8 E
o
Savendo mais de um *rime ou mais de um a*usado, os quesitos serão (ormulados em s&ries
distintas.
Art. @I@. A seguir, o presidente ler' os quesitos e indagar' das partes se t,m requerimento ou
re*lamação a (azer, devendo qualquer deles, bem *omo a de*isão, *onstar da ata.
Par'gra(o 1ni*o. Ainda em plen'rio, o /uiz presidente e)pli*ar' aos /urados o signi(i*ado de *ada
quesito.
Art. @I5. 7ão "avendo d1vida a ser es*lare*ida, o /uiz presidente, os /urados, o Kinist&rio P1bli*o, o
assistente, o querelante, o de(ensor do a*usado, o es*rivão e o o(i*ial de /ustiça dirigir-se-ão à sala
espe*ial a (im de ser pro*edida a votação.
8 9
o
7a (alta de sala espe*ial, o /uiz presidente determinar' que o p1bli*o se retire, permane*endo
somente as pessoas men*ionadas no *aput deste artigo.
8 :
o
; /uiz presidente advertir' as partes de que não ser' permitida qualquer intervenção que possa
perturbar a livre mani(estação do $onsel"o e (ar' retirar da sala quem se portar in*onvenientemente.
Art. @IE. Antes de pro*eder-se à votação de *ada quesito, o /uiz presidente mandar' distribuir aos
/urados pequenas *&dulas, (eitas de papel opa*o e (a*ilmente dobr'veis, *ontendo F Gsete3 delas a
palavra sim, F Gsete3 a palavra não.
Art. @IF. Para assegurar o sigilo do voto, o o(i*ial de /ustiça re*ol"er' em urnas separadas as *&dulas
*orrespondentes aos votos e as não utilizadas.
Art. @II. Ap-s a resposta, veri(i*ados os votos e as *&dulas não utilizadas, o presidente determinar'
que o es*rivão registre no termo a votação de *ada quesito, bem *omo o resultado do /ulgamento.
Par'gra(o 1ni*o. Co termo tamb&m *onstar' a *on(er,n*ia das *&dulas não utilizadas.
Art. @IL. As de*is#es do Tribunal do 51ri serão tomadas por maioria de votos.
Art. @LM. De a resposta a qualquer dos quesitos estiver em *ontradição *om outra ou outras /' dadas, o
presidente, e)pli*ando aos /urados em que *onsiste a *ontradição, submeter' novamente à votação os
quesitos a que se re(erirem tais respostas.
Par'gra(o 1ni*o. De, pela resposta dada a um dos quesitos, o presidente veri(i*ar que (i*am
pre/udi*ados os seguintes, assim o de*larar', dando por (inda a votação.
Art. @L9. 4n*errada a votação, ser' o termo a que se re(ere o art. @II deste $-digo assinado pelo
presidente, pelos /urados e pelas partes.
Deção .!+
Ca sentença
Art. @L:. 4m seguida, o presidente pro(erir' sentença que
! - no *aso de *ondenação
a3 (i)ar' a pena-base%
b3 *onsiderar' as *ir*unst2n*ias agravantes ou atenuantes alegadas nos debates%
*3 impor' os aumentos ou diminuiç#es da pena, em atenção às *ausas admitidas pelo /1ri%
d3 observar' as demais disposiç#es do art. ?IF deste $-digo%
e3 mandar' o a*usado re*ol"er-se ou re*omend'-lo-' à prisão em que se en*ontra, se presentes os
requisitos da prisão preventiva%
(3 estabele*er' os e(eitos gen&ri*os e espe*í(i*os da *ondenação%
!! - no *aso de absolvição
a3 mandar' *olo*ar em liberdade o a*usado se por outro motivo não estiver preso%
b3 revogar' as medidas restritivas provisoriamente de*retadas%
*3 impor', se (or o *aso, a medida de segurança *abível.
8 9
o
De "ouver des*lassi(i*ação da in(ração para outra, de *ompet,n*ia do /uiz singular, ao presidente
do Tribunal do 51ri *aber' pro(erir sentença em seguida, apli*ando-se, quando o delito resultante da
nova tipi(i*ação (or *onsiderado pela lei *omo in(ração penal de menor poten*ial o(ensivo, o disposto
nos arts. EL e seguintes da 6ei n o

L.MLL, de :E de setembro de 9LL5 . G<edação dada pela 6ei nº
99.EIL, de :MMI3
8 :
o
4m *aso de des*lassi(i*ação, o *rime *one)o que não se/a doloso *ontra a vida ser' /ulgado pelo
/uiz presidente do Tribunal do 51ri, apli*ando-se, no que *ouber, o disposto no 8 9
o
deste artigo.
Art. @L?. A sentença ser' lida em plen'rio pelo presidente antes de en*errada a sessão de instrução e
/ulgamento.
Seção 5V
D! A.! $os T!&!'/os
Art. @L@. Ce *ada sessão de /ulgamento o es*rivão lavrar' ata, assinada pelo presidente e pelas partes.
Art. @L5. A ata des*rever' (ielmente todas as o*orr,n*ias, men*ionando obrigatoriamente
! - a data e a "ora da instalação dos trabal"os%
!! - o magistrado que presidiu a sessão e os /urados presentes%
!!! - os /urados que dei)aram de *ompare*er, *om es*usa ou sem ela, e as sanç#es apli*adas%
!+ - o o(í*io ou requerimento de isenção ou dispensa%
+ - o sorteio dos /urados suplentes%
+! - o adiamento da sessão, se "ouver o*orrido, *om a indi*ação do motivo%
+!! - a abertura da sessão e a presença do Kinist&rio P1bli*o, do querelante e do assistente, se
"ouver, e a do de(ensor do a*usado%
+!!! - o pregão e a sanção imposta, no *aso de não *ompare*imento%
!. - as testemun"as dispensadas de depor%
. - o re*ol"imento das testemun"as a lugar de onde umas não pudessem ouvir o depoimento das
outras%
.! - a veri(i*ação das *&dulas pelo /uiz presidente%
.!! - a (ormação do $onsel"o de Dentença, *om o registro dos nomes dos /urados sorteados e
re*usas%
.!!! - o *ompromisso e o interrogat-rio, *om simples re(er,n*ia ao termo%
.!+ - os debates e as alegaç#es das partes *om os respe*tivos (undamentos%
.+ - os in*identes%
.+! - o /ulgamento da *ausa%
.+!! - a publi*idade dos atos da instrução plen'ria, das dilig,n*ias e da sentença.
Art. @LE. A (alta da ata su/eitar' o respons'vel a sanç#es administrativa e penal.
Seção 5VI
D!s A.i&0ições $o Pesi$e1.e $o Ti&01!' $o )%i
Art. @LF. Dão atribuiç#es do /uiz presidente do Tribunal do 51ri, al&m de outras e)pressamente
re(eridas neste $-digo
! - regular a polí*ia das sess#es e prender os desobedientes%
!! - requisitar o au)ílio da (orça p1bli*a, que (i*ar' sob sua e)*lusiva autoridade%
!!! - dirigir os debates, intervindo em *aso de abuso, e)*esso de linguagem ou mediante requerimento
de uma das partes%
!+ - resolver as quest#es in*identes que não dependam de pronun*iamento do /1ri%
+ - nomear de(ensor ao a*usado, quando *onsider'-lo inde(eso, podendo, neste *aso, dissolver o
$onsel"o e designar novo dia para o /ulgamento, *om a nomeação ou a *onstituição de novo
de(ensor%
+! - mandar retirar da sala o a*usado que di(i*ultar a realização do /ulgamento, o qual prosseguir'
sem a sua presença%
+!! - suspender a sessão pelo tempo indispens'vel à realização das dilig,n*ias requeridas ou
entendidas ne*ess'rias, mantida a in*omuni*abilidade dos /urados%
+!!! - interromper a sessão por tempo razo'vel, para pro(erir sentença e para repouso ou re(eição dos
/urados%
!. - de*idir, de o(í*io, ouvidos o Kinist&rio P1bli*o e a de(esa, ou a requerimento de qualquer destes,
a arguição de e)tinção de punibilidade%
. - resolver as quest#es de direito sus*itadas no *urso do /ulgamento%
.! - determinar, de o(í*io ou a requerimento das partes ou de qualquer /urado, as dilig,n*ias
destinadas a sanar nulidade ou a suprir (alta que pre/udique o es*lare*imento da verdade%
.!! H regulamentar, durante os debates, a intervenção de uma das partes, quando a outra estiver *om a
palavra, podendo *on*eder at& ? Gtr,s3 minutos para *ada aparte requerido, que serão a*res*idos ao
tempo desta 1ltima.
Art. 5?9. 7a audi,n*ia de instrução e /ulgamento, a ser realizada no prazo m')imo de ?M Gtrinta3 dias,
pro*eder-se-' à tomada de de*laraç#es do o(endido, se possível, à inquirição das testemun"as
arroladas pela a*usação e pela de(esa, nesta ordem, ressalvado o disposto no art. ::: deste $-digo,
bem *omo aos es*lare*imentos dos peritos, às a*areaç#es e ao re*on"e*imento de pessoas e *oisas,
interrogando-se, em seguida, o a*usado e pro*edendo-se, (inalmente, ao debate.
Art. 5?:. 7a instrução, poderão ser inquiridas at& 5 G*in*o3 testemun"as arroladas pela a*usação e 5
G*in*o3 pela de(esa.
Art. 5??. Apli*a-se ao pro*edimento sum'rio o disposto nos par'gra(os do art. @MM deste $-digo.
Art. 5?@. As alegaç#es (inais serão orais, *on*edendo-se a palavra, respe*tivamente, à a*usação e
à de(esa, pelo prazo de :M Gvinte3 minutos, prorrog'veis por mais 9M Gdez3, pro(erindo o /uiz, a seguir,
sentença.
8 9
o
Savendo mais de um a*usado, o tempo previsto para a de(esa de *ada um ser' individual.
8 :
o
Ao assistente do Kinist&rio P1bli*o, ap-s a mani(estação deste, serão *on*edidos 9M Gdez3
minutos, prorrogando-se por igual período o tempo de mani(estação da de(esa.
Art. 5?5. 7en"um ato ser' adiado, salvo quando impres*indível a prova (altante, determinando o /uiz
a *ondução *oer*itiva de quem deva *ompare*er.
Art. 5?E. A testemun"a que *ompare*er ser' inquirida, independentemente da suspensão da
audi,n*ia, observada em qualquer *aso a ordem estabele*ida no art. 5?9 deste $-digo.
Art. 5?I. 7as in(raç#es penais de menor poten*ial o(ensivo, quando o /uizado espe*ial *riminal
en*amin"ar ao /uízo *omum as peças e)istentes para a adoção de outro pro*edimento, observar-se-' o
pro*edimento sum'rio previsto neste $apítulo.
CAPÍTULO VI
DO PROCESSO DE RESTAURAÇÃO DE AUTOS E5TRAVIADOS OU DESTRUÍDOS
Art.5@9. ;s autos originais de pro*esso penal e)traviados ou destruídos, em primeira ou segunda
inst2n*ia, serão restaurados.
8 9
o
De e)istir e (or e)ibida *-pia aut,nti*a ou *ertidão do pro*esso, ser' uma ou outra *onsiderada
*omo original.
8 :
o
7a (alta de *-pia aut,nti*a ou *ertidão do pro*esso, o /uiz mandar', de o(í*io, ou a requerimento
de qualquer das partes, que
a3 o es*rivão *erti(ique o estado do pro*esso, segundo a sua lembrança, e reproduza o que "ouver a
respeito em seus proto*olos e registros%
b3 se/am requisitadas *-pias do que *onstar a respeito no !nstituto K&di*o-6egal, no !nstituto de
!denti(i*ação e 4statísti*a ou em estabele*imentos *ong,neres, repartiç#es p1bli*as, peniten*i'rias ou
*adeias%
*3 as partes se/am *itadas pessoalmente, ou, se não (orem en*ontradas, por edital, *om o prazo de dez
dias, para o pro*esso de restauração dos autos.
8 ?
o
Pro*eder-se-' à restauração na primeira inst2n*ia, ainda que os autos se ten"am e)traviado na
segunda.
Art. 5@:. 7o dia designado, as partes serão ouvidas, men*ionando-se em termo *ir*unstan*iado os
pontos em que estiverem a*ordes e a e)ibição e a *on(er,n*ia das *ertid#es e mais reproduç#es do
pro*esso apresentadas e *on(eridas.
Art. 5@?. ; /uiz determinar' as dilig,n*ias ne*ess'rias para a restauração, observando-se o seguinte
! - *aso ainda não ten"a sido pro(erida a sentença, reinquirir-se-ão as testemun"as podendo ser
substituídas as que tiverem (ale*ido ou se en*ontrarem em lugar não sabido%
!! - os e)ames peri*iais, quando possível, serão repetidos, e de pre(er,n*ia pelos mesmos peritos%
!!! - a prova do*umental ser' reproduzida por meio de *-pia aut,nti*a ou, quando impossível, por
meio de testemun"as%
!+ - poderão tamb&m ser inquiridas sobre os atos do pro*esso, que dever' ser restaurado, as
autoridades, os serventu'rios, os peritos e mais pessoas que ten"am nele (un*ionado%
+ - o Kinist&rio P1bli*o e as partes poderão o(ere*er testemun"as e produzir do*umentos, para
provar o teor do pro*esso e)traviado ou destruído.
Art. 5@@. <ealizadas as dilig,n*ias que, salvo motivo de (orça maior, deverão *on*luir-se dentro de
vinte dias, serão os autos *on*lusos para /ulgamento.
Par'gra(o 1ni*o. 7o *urso do pro*esso, e depois de subirem os autos *on*lusos para sentença, o /uiz
poder', dentro em *in*o dias, requisitar de autoridades ou de repartiç#es todos os es*lare*imentos
para a restauração.
Art. 5@5. ;s selos e as ta)as /udi*i'rias, /' pagos nos autos originais, não serão novamente *obrados.
Art. 5@E. ;s *ausadores de e)travio de autos responderão pelas *ustas, em dobro, sem pre/uízo da
responsabilidade *riminal.
Art. 5@F. 5ulgada a restauração, os autos respe*tivos valerão pelos originais.
Par'gra(o 1ni*o. De no *urso da restauração apare*erem os autos originais, nestes *ontinuar' o
pro*esso, apensos a eles os autos da restauração.
Art. 5@I. At& à de*isão que /ulgue restaurados os autos, a sentença *ondenat-ria em e)e*ução
*ontinuar' a produzir e(eito, desde que *onste da respe*tiva guia arquivada na *adeia ou na
peniten*i'ria, onde o r&u estiver *umprindo a pena, ou de registro que torne a sua e)ist,n*ia
inequívo*a.
TÍTULO II
DOS RECURSOS EM GERAL
CAPÍTULO I
DISPOSIÇ>ES GERAIS
Art. 5F@. ;s re*ursos serão volunt'rios, e)*etuando-se os seguintes *asos, em que deverão ser
interpostos, de o(í*io, pelo /uiz
! - da sentença que *on*eder /!&e!s (op0s%
!! - da que absolver desde logo o r&u *om (undamento na e)ist,n*ia de *ir*unst2n*ia que e)*lua
o *rime ou isente o r&u de pena, nos termos do art. @99.
Art. 5F5. 7ão serão pre/udi*ados os re*ursos que, por erro, (alta ou omissão dos (un*ion'rios,
não tiverem seguimento ou não (orem apresentados dentro do prazo.
Art. 5FE. ; Kinist&rio P1bli*o não poder' desistir de re*urso que "a/a interposto.
Art. 5FF. ; re*urso poder' ser interposto pelo Kinist&rio P1bli*o, ou pelo querelante, ou pelo r&u,
seu pro*urador ou seu de(ensor.
Par'gra(o 1ni*o. 7ão se admitir', entretanto, re*urso da parte que não tiver interesse na re(orma ou
modi(i*ação da de*isão.
Art. 5FI. ; re*urso ser' interposto por petição ou por termo nos autos, assinado pelo re*orrente ou
por seu representante.
8 9
o
7ão sabendo ou não podendo o r&u assinar o nome, o termo ser' assinado por algu&m, a seu
rogo, na presença de duas testemun"as.
8 :
o
A petição de interposição de re*urso, *om o despa*"o do /uiz, ser', at& o dia seguinte ao 1ltimo
do prazo, entregue ao es*rivão, que *erti(i*ar' no termo da /untada a data da entrega.
8 ?
o
!nterposto por termo o re*urso, o es*rivão, sob pena de suspensão por dez a trinta dias, (ar'
*on*lusos os autos ao /uiz, at& o dia seguinte ao 1ltimo do prazo.
Art. 5FL. Dalvo a "ip-tese de m'-(&, a parte não ser' pre/udi*ada pela interposição de um re*urso por
outro.
Par'gra(o 1ni*o. De o /uiz, desde logo, re*on"e*er a impropriedade do re*urso interposto pela parte,
mandar' pro*ess'-lo de a*ordo *om o rito do re*urso *abível.
Art. 5IM. 7o *aso de *on*urso de agentes Art. :5 - 4ntende-se em legítima de(esa quem, usando
moderadamente dos meios ne*ess'rios, repele in/usta agressão, atual ou iminente, a direito seu ou de
outrem, a de*isão do re*urso interposto por um dos r&us, se (undado em motivos que não se/am de
*ar'ter e)*lusivamente pessoal, aproveitar' aos outros.
CAPÍTULO ÌÌ
DO RECURSO EM SENTÌDO ESTRÌTO
Art. 581. Caberá recurso, no sentido estrito, da decisão, despacho ou sentença:
Ì - que não receber a denúncia ou a queixa;
ÌÌ - que concluir pela incompetência do juízo;
ÌÌÌ - que julgar procedentes as exceções, salvo a de suspeição;
ÌV - que pronunciar o réu;
V - que conceder, negar, arbitrar, cassar ou julgar inidônea a fiança, indeferir requerimento de prisão
preventiva ou revogá-la, conceder liberdade provisória ou relaxar a prisão em flagrante;
VÌÌ - que julgar quebrada a fiança ou perdido o seu valor;
VÌÌÌ - que decretar a prescrição ou julgar, por outro modo, extinta a punibilidade;
ÌX - que indeferir o pedido de reconhecimento da prescrição ou de outra causa extintiva da punibilidade;
X - que conceder ou negar a ordem de habeas corpus;
XÌ - que conceder, negar ou revogar a suspensão condicional da pena;
XÌÌ - que conceder, negar ou revogar livramento condicional;
XÌÌÌ - que anular o processo da instrução criminal, no todo ou em parte;
XÌV - que incluir jurado na lista geral ou desta o excluir;
XV - que denegar a apelação ou a julgar deserta;
XVÌ - que ordenar a suspensão do processo, em virtude de questão prejudicial;
XVÌÌ - que decidir sobre a unificação de penas;
XVÌÌÌ - que decidir o incidente de falsidade;
XÌX - que decretar medida de segurança, depois de transitar a sentença em julgado;
XX - que impuser medida de segurança por transgressão de outra;
XXÌ - que mantiver ou substituir a medida de segurança, nos casos do art. 774;
XXÌÌ - que revogar a medida de segurança;
XXÌÌÌ - que deixar de revogar a medida de segurança, nos casos em que a lei admita a revogação;
XXÌV - que converter a multa em detenção ou em prisão simples.
Art. 582 - Os recursos serão sempre para o Tribunal de Apelação, salvo nos casos dos ns. V, X e XÌV.
Parágrafo único. O recurso, no caso do n
o
XÌV, será para o presidente do Tribunal de Apelação.
Art. 583. Subirão nos próprios autos os recursos:
Ì - quando interpostos de oficio;
ÌÌ - nos casos do art. 581, Ì, ÌÌÌ, ÌV, VÌ, VÌÌÌ e X;
ÌÌÌ - quando o recurso não prejudicar o andamento do processo.
Parágrafo único. O recurso da pronúncia subirá em traslado, quando, havendo dois ou mais réus,
qualquer deles se conformar com a decisão ou todos não tiverem sido ainda intimados da pronúncia.
Art. 584. Os recursos terão efeito suspensivo nos casos de perda da fiança, de concessão de
livramento condicional e dos ns. XV, XVÌÌ e XXÌV do art. 581.
§ 1
o
Ao recurso interposto de sentença de impronúncia ou no caso do n
o
VÌÌÌ do art. 581, aplicar-se-á o
disposto nos arts. 596 e 598.
§ 2
o
O recurso da pronúncia suspenderá tão-somente o julgamento.
§ 3
o
O recurso do despacho que julgar quebrada a fiança suspenderá unicamente o efeito de perda da
metade do seu valor.
Art. 585. O réu não poderá recorrer da pronúncia senão depois de preso, salvo se prestar fiança, nos
casos em que a lei a admitir.
Art. 586. O recurso voluntário poderá ser interposto no prazo de cinco dias.
Parágrafo único. No caso do art. 581, XÌV, o prazo será de vinte dias, contado da data da publicação
definitiva da lista de jurados.
Art. 587. Quando o recurso houver de subir por instrumento, a parte indicará, no respectivo termo, ou
em requerimento avulso, as peças dos autos de que pretenda traslado.
Parágrafo único. O traslado será extraído, conferido e concertado no prazo de cinco dias, e dele
constarão sempre a decisão recorrida, a certidão de sua intimação, se por outra forma não for possível
verificar-se a oportunidade do recurso, e o termo de interposição.
Art. 588. Dentro de dois dias, contados da interposição do recurso, ou do dia em que o escrivão,
extraído o traslado, o fizer com vista ao recorrente, este oferecerá as razões e, em seguida, será aberta vista
ao recorrido por igual prazo.
Parágrafo único. Se o recorrido for o réu, será intimado do prazo na pessoa do defensor.
Art. 589. Com a resposta do recorrido ou sem ela, será o recurso concluso ao juiz, que, dentro de dois
dias, reformará ou sustentará o seu despacho, mandando instruir o recurso com os traslados que Ìhe
parecerem necessários.
Parágrafo único. Se o juiz reformar o despacho recorrido, a parte contrária, por simples petição, poderá
recorrer da nova decisão, se couber recurso, não sendo mais lícito ao juiz modificá-la. Neste caso,
independentemente de novos arrazoados, subirá o recurso nos próprios autos ou em traslado.
Art. 590. Quando for impossível ao escrivão extrair o traslado no prazo da lei, poderá o juiz prorrogá-lo
até o dobro.
Art. 591. Os recursos serão apresentados ao juiz ou tribunal ad quem, dentro de cinco dias da
publicação da resposta do juiz a quo, ou entregues ao Correio dentro do mesmo prazo.
Art. 592. Publicada a decisão do juiz ou do tribunal ad quem, deverão os autos ser devolvidos, dentro
de cinco dias, ao juiz a quo.
CAPÍTULO ÌÌÌ
DA APELAÇÃO
Art. 593. Caberá apelação no prazo de 5 (cinco) dias: G<edação dada pela 6ei nº :E?, de :?.:.9L@I3
Ì - das sentenças definitivas de condenação ou absolvição proferidas por juiz singular;
ÌÌ - das decisões definitivas, ou com força de definitivas, proferidas por juiz singular nos casos não
previstos no Capítulo anterior;
ÌÌÌ - das decisões do Tribunal do Júri, quando:
a) ocorrer nulidade posterior à pronúncia;
b) for a sentença do juiz-presidente contrária à lei expressa ou à decisão dos jurados;
c) houver erro ou injustiça no tocante à aplicação da pena ou da medida de segurança;
d) for a decisão dos jurados manifestamente contrária à prova dos autos.
§ 1
o
Se a sentença do juiz-presidente for contrária à lei expressa ou divergir das respostas dos jurados
aos quesitos, o tribunal ad quem fará a devida retificação.
§ 2
o
Ìnterposta a apelação com fundamento no n
o
ÌÌÌ, c, deste artigo, o tribunal ad quem, se Ìhe der
provimento, retificará a aplicação da pena ou da medida de segurança.
§ 3
o
Se a apelação se fundar no n
o
ÌÌÌ, d, deste artigo, e o tribunal ad quem se convencer de que a
decisão dos jurados é manifestamente contrária à prova dos autos, dar-lhe-á provimento para sujeitar o réu a
novo julgamento; não se admite, porém, pelo mesmo motivo, segunda apelação.
§ 4
o
Quando cabível a apelação, não poderá ser usado o recurso em sentido estrito, ainda que somente
de parte da decisão se recorra.
Art. 596. A apelação da sentença absolutória não impedirá que o réu seja posto imediatamente em
liberdade.
Parágrafo único. A apelação não suspenderá a execução da medida de segurança aplicada
provisoriamente.
Art. 597. A apelação de sentença condenatória terá efeito suspensivo, salvo o disposto no art. 393, a
aplicação provisória de interdições de direitos e de medidas de segurança (arts. 374 e 378), e o caso de
suspensão condicional de pena.
Art. 598. Nos crimes de competência do Tribunal do Júri, ou do juiz singular, se da sentença não for
interposta apelação pelo Ministério Público no prazo legal, o ofendido ou qualquer das pessoas enumeradas
no art. 31, ainda que não se tenha habilitado como assistente, poderá interpor apelação, que não terá, porém,
efeito suspensivo.
Parágrafo único. O prazo para interposição desse recurso será de quinze dias e correrá do dia em que
terminar o do Ministério Público.
Art. 599. As apelações poderão ser interpostas quer em relação a todo o julgado, quer em relação a
parte dele.
Art. 600. Assinado o termo de apelação, o apelante e, depois dele, o apelado terão o prazo de oito dias
cada um para oferecer razões, salvo nos processos de contravenção, em que o prazo será de três dias.
§ 1
o
Se houver assistente, este arrazoará, no prazo de três dias, após o Ministério Público.
§ 2
o
Se a ação penal for movida pela parte ofendida, o Ministério Público terá vista dos autos, no prazo
do parágrafo anterior.
§ 3
o
Quando forem dois ou mais os apelantes ou apelados, os prazos serão comuns.
§ 4
o
Se o apelante declarar, na petição ou no termo, ao interpor a apelação, que deseja arrazoar na
superior instância serão os autos remetidos ao tribunal ad quem onde será aberta vista às partes, observados
os prazos legais, notificadas as partes pela publicação oficial.
Art. 601. Findos os prazos para razões, os autos serão remetidos à instância superior, com as razões
ou sem elas, no prazo de 5 (cinco) dias, salvo no caso do art. 603, segunda parte, em que o prazo será de
trinta dias.
§ 1
o
Se houver mais de um réu, e não houverem todos sido julgados, ou não tiverem todos apelado,
caberá ao apelante promover extração do traslado dos autos, o qual deverá ser remetido à instância superior
no prazo de trinta dias, contado da data da entrega das últimas razões de apelação, ou do vencimento do
prazo para a apresentação das do apelado.
§ 2
o
As despesas do traslado correrão por conta de quem o solicitar, salvo se o pedido for de réu pobre
ou do Ministério Público.
Art. 602. Os autos serão, dentro dos prazos do artigo anterior, apresentados ao tribunal ad quem ou
entregues ao Correio, sob registro.
Art. 603. A apelação subirá nos autos originais e, a não ser no Distrito Federal e nas comarcas que
forem sede de Tribunal de Apelação, ficará em cartório traslado dos termos essenciais do processo referidos
no art. 564, n. ÌÌÌ.
CAPÍTULO V
DO PROCESSO E DO JULGAMENTO DOS RECURSOS EM SENTÌDO ESTRÌTO
E DAS APELAÇÕES, NOS TRÌBUNAÌS DE APELAÇÃO
Art. 609. Os recursos, apelações e embargos serão julgados pelos Tribunais de Justiça, câmaras ou
turmas criminais, de acordo com a competência estabelecida nas leis de organização judiciária.
Parágrafo único. Quando não for unânime a decisão de segunda instância, desfavorável ao réu,
admitem-se embargos infringentes e de nulidade, que poderão ser opostos dentro de 10 (dez) dias, a contar
da publicação de acórdão, na forma do art. 613. Se o desacordo for parcial, os embargos serão restritos à
matéria objeto de divergência.
Art. 610. Nos recursos em sentido estrito, com exceção do de habeas corpus, e nas apelações
interpostas das sentenças em processo de contravenção ou de crime a que a lei comine pena de detenção,
os autos irão imediatamente com vista ao procurador-geral pelo prazo de cinco dias, e, em seguida,
passarão, por igual prazo, ao relator, que pedirá designação de dia para o julgamento.
Parágrafo único. Anunciado o julgamento pelo presidente, e apregoadas as partes, com a presença
destas ou à sua revelia, o relator fará a exposição do feito e, em seguida, o presidente concederá, pelo prazo
de 10 (dez) minutos, a palavra aos advogados ou às partes que a solicitarem e ao procurador-geral, quando o
requerer, por igual prazo.
Art. 612. Os recursos de habeas corpus, designado o relator, serão julgados na primeira sessão.
Art. 613. As apelações interpostas das sentenças proferidas em processos por crime a que a lei comine
pena de reclusão, deverão ser processadas e julgadas pela forma estabelecida no Art. 610, com as seguintes
modificações:
Ì - exarado o relatório nos autos, passarão estes ao revisor, que terá igual prazo para o exame do
processo e pedirá designação de dia para o julgamento;
ÌÌ - os prazos serão ampliados ao dobro;
ÌÌÌ - o tempo para os debates será de um quarto de hora.
Art. 614. No caso de impossibilidade de observância de qualquer dos prazos marcados nos arts. 610 e
613, os motivos da demora serão declarados nos autos.
Art. 615. O tribunal decidirá por maioria de votos.
§ 1
o
Havendo empate de votos no julgamento de recursos, se o presidente do tribunal, câmara ou
turma, não tiver tomado parte na votação, proferirá o voto de desempate; no caso contrário, prevalecerá a
decisão mais favorável ao réu.
§ 2
o
O acórdão será apresentado à conferência na primeira sessão seguinte à do julgamento, ou no
prazo de duas sessões, pelo juiz incumbido de lavrá-lo.
Art. 616. No julgamento das apelações poderá o tribunal, câmara ou turma proceder a novo
interrogatório do acusado, reinquirir testemunhas ou determinar outras diligências.
Art. 617. O tribunal, câmara ou turma atenderá nas suas decisões ao disposto nos arts. 383, 386 e 387,
no que for aplicável, não podendo, porém, ser agravada a pena, quando somente o réu houver apelado da
sentença.
Art. 618. Os regimentos dos Tribunais de Apelação estabelecerão as normas complementares para o
processo e julgamento dos recursos e apelações.
CAPÍTULO VÌ
DOS EMBARGOS
Art. 619. Aos acórdãos proferidos pelos Tribunais de Apelação, câmaras ou turmas, poderão ser opostos
embargos de declaração, no prazo de dois dias contados da sua publicação, quando houver na sentença
ambiguidade, obscuridade, contradição ou omissão.
Art. 620. Os embargos de declaração serão deduzidos em requerimento de que constem os pontos em
que o acórdão é ambíguo, obscuro, contraditório ou omisso.
§ 1
o
O requerimento será apresentado pelo relator e julgado, independentemente de revisão, na
primeira sessão.
§ 2
o
Se não preenchidas as condições enumeradas neste artigo, o relator indeferirá desde logo o
requerimento.
CAPÍTULO VÌÌ
DA REVÌSÃO
Art. 621. A revisão dos processos findos será admitida:
Ì - quando a sentença condenatória for contrária ao texto expresso da lei penal ou à evidência dos autos;
ÌÌ - quando a sentença condenatória se fundar em depoimentos, exames ou documentos
comprovadamente falsos;
ÌÌÌ - quando, após a sentença, se descobrirem novas provas de inocência do condenado ou de
circunstância que determine ou autorize diminuição especial da pena.
Art. 622. A revisão poderá ser requerida em qualquer tempo, antes da extinção da pena ou após.
Parágrafo único. Não será admissível a reiteração do pedido, salvo se fundado em novas provas.
Art. 623. A revisão poderá ser pedida pelo próprio réu ou por procurador legalmente habilitado ou, no
caso de morte do réu, pelo cônjuge, ascendente, descendente ou irmão.
Art. 624. As revisões criminais serão processadas e julgadas:
Ì - pelo Supremo Tribunal Federal, quanto às condenações por ele proferidas;
ÌÌ - pelo Tribunal Federal de Recursos, Tribunais de Justiça ou de Alçada, nos demais casos.
§ 1
o
No Supremo Tribunal Federal e no Tribunal Federal de Recursos o processo e julgamento
obedecerão ao que for estabelecido no respectivo regimento interno.
§ 2
o
Nos Tribunais de Justiça ou de Alçada, o julgamento será efetuado pelas câmaras ou turmas
criminais, reunidas em sessão conjunta, quando houver mais de uma, e, no caso contrário, pelo tribunal
pleno.
§ 3
o
Nos tribunais onde houver quatro ou mais câmaras ou turmas criminais, poderão ser constituídos
dois ou mais grupos de câmaras ou turmas para o julgamento de revisão, obedecido o que for estabelecido
no respectivo regimento interno.
Art. 625. O requerimento será distribuído a um relator e a um revisor, devendo funcionar como relator
um desembargador que não tenha pronunciado decisão em qualquer fase do processo.
§ 1
o
O requerimento será instruído com a certidão de haver passado em julgado a sentença
condenatória e com as peças necessárias à comprovação dos fatos arguidos.
§ 2
o
O relator poderá determinar que se apensem os autos originais, se daí não advier dificuldade à
execução normal da sentença.
§ 3
o
Se o relator julgar insuficientemente instruído o pedido e inconveniente ao interesse da justiça que
se apensem os autos originais, indeferi-lo-á in limine, dando recurso para as câmaras reunidas ou para o
tribunal, conforme o caso (art. 624, parágrafo único).
§ 4
o
Ìnterposto o recurso por petição e independentemente de termo, o relator apresentará o processo
em mesa para o julgamento e o relatará, sem tomar parte na discussão.
§ 5
o
Se o requerimento não for indeferido in limine, abrir-se-á vista dos autos ao procurador-geral, que
dará parecer no prazo de dez dias. Em seguida, examinados os autos, sucessivamente, em igual prazo, pelo
relator e revisor, julgar-se-á o pedido na sessão que o presidente designar.
Art. 626. Julgando procedente a revisão, o tribunal poderá alterar a classificação da infração, absolver o
réu, modificar a pena ou anular o processo.
Parágrafo único. De qualquer maneira, não poderá ser agravada a pena imposta pela decisão revista.
Art. 627. A absolvição implicará o restabelecimento de todos os direitos perdidos em virtude da
condenação, devendo o tribunal, se for caso, impor a medida de segurança cabível.
Art. 628. Os regimentos internos dos Tribunais de Apelação estabelecerão as normas complementares
para o processo e julgamento das revisões criminais.
Art. 629. À vista da certidão do acórdão que cassar a sentença condenatória, o juiz mandará juntá-la
imediatamente aos autos, para inteiro cumprimento da decisão.
Art. 630. O tribunal, se o interessado o requerer, poderá reconhecer o direito a uma justa indenização
pelos prejuízos sofridos.
§ 1
o
Por essa indenização, que será liquidada no juízo cível, responderá a União, se a condenação tiver
sido proferida pela justiça do Distrito Federal ou de Território, ou o Estado, se o tiver sido pela respectiva
justiça.
§ 2
o
A indenização não será devida:
a) se o erro ou a injustiça da condenação proceder de ato ou falta imputável ao próprio impetrante, como
a confissão ou a ocultação de prova em seu poder;
b) se a acusação houver sido meramente privada.
Art. 631. Quando, no curso da revisão, falecer a pessoa, cuja condenação tiver de ser revista, o
presidente do tribunal nomeará curador para a defesa.
CAPÍTULO VÌÌÌ
DO RECURSO EXTRAORDÌNÁRÌO
Art. 637. O recurso extraordinário não tem efeito suspensivo, e uma vez arrazoados pelo recorrido os
autos do traslado, os originais baixarão à primeira instância, para a execução da sentença.
Art. 638. O recurso extraordinário será processado e julgado no Supremo Tribunal Federal na forma
estabelecida pelo respectivo regimento interno.
CAPÍTULO ÌX
DA CARTA TESTEMUNHÁVEL
Art. 639. Dar-se-á carta testemunhável:
Ì - da decisão que denegar o recurso;
ÌÌ - da que, admitindo embora o recurso, obstar à sua expedição e seguimento para o juízo ad quem.
Art. 640. A carta testemunhável será requerida ao escrivão, ou ao secretário do tribunal, conforme o
caso, nas quarenta e oito horas seguintes ao despacho que denegar o recurso, indicando o requerente as
peças do processo que deverão ser trasladadas.
Art. 641. O escrivão, ou o secretário do tribunal, dará recibo da petição à parte e, no prazo máximo de
cinco dias, no caso de recurso no sentido estrito, ou de sessenta dias, no caso de recurso extraordinário, fará
entrega da carta, devidamente conferida e concertada.
Art. 642. O escrivão, ou o secretário do tribunal, que se negar a dar o recibo, ou deixar de entregar, sob
qualquer pretexto, o instrumento, será suspenso por trinta dias. O juiz, ou o presidente do Tribunal de
Apelação, em face de representação do testemunhante, imporá a pena e mandará que seja extraído o
instrumento, sob a mesma sanção, pelo substituto do escrivão ou do secretário do tribunal. Se o
testemunhante não for atendido, poderá reclamar ao presidente do tribunal ad quem, que avocará os autos,
para o efeito do julgamento do recurso e imposição da pena.
Art. 643. Extraído e autuado o instrumento, observar-se-á o disposto nos arts. 588 a 592, no caso de
recurso em sentido estrito, ou o processo estabelecido para o recurso extraordinário, se deste se tratar.
Art. 644. O tribunal, câmara ou turma a que competir o julgamento da carta, se desta tomar
conhecimento, mandará processar o recurso, ou, se estiver suficientemente instruída, decidirá logo, de
meritis.
Art. 645. O processo da carta testemunhável na instância superior seguirá o processo do recurso
denegado.
Art. 646. A carta testemunhável não terá efeito suspensivo.
CAPÍTULO X
DO HABEAS CORPUS E SEU PROCESSO
Art. 647. Dar-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar na iminência de sofrer
violência ou coação ilegal na sua liberdade de ir e vir, salvo nos casos de punição disciplinar.
Art. 648. A coação considerar-se-á ilegal:
Ì - quando não houver justa causa;
ÌÌ - quando alguém estiver preso por mais tempo do que determina a lei;
ÌÌÌ - quando quem ordenar a coação não tiver competência para fazê-lo;
ÌV - quando houver cessado o motivo que autorizou a coação;
V - quando não for alguém admitido a prestar fiança, nos casos em que a lei a autoriza;
VÌ - quando o processo for manifestamente nulo;
VÌÌ - quando extinta a punibilidade.
Art. 649. O juiz ou o tribunal, dentro dos limites da sua jurisdição, fará passar imediatamente a ordem
impetrada, nos casos em que tenha cabimento, seja qual for a autoridade coatora.
Art. 650. Competirá conhecer, originariamente, do pedido de habeas corpus:
Ì - ao Supremo Tribunal Federal, nos casos previstos no Art. 9M9, !, g , da Constituição ;
ÌÌ - aos Tribunais de Apelação, sempre que os atos de violência ou coação forem atribuídos aos
governadores ou interventores dos Estados ou Territórios e ao prefeito do Distrito Federal, ou a seus
secretários, ou aos chefes de Polícia.
§ 1
o
A competência do juiz cessará sempre que a violência ou coação provier de autoridade judiciária
de igual ou superior jurisdição.
§ 2
o
Não cabe o habeas corpus contra a prisão administrativa, atual ou iminente, dos responsáveis por
dinheiro ou valor pertencente à Fazenda Pública, alcançados ou omissos em fazer o seu recolhimento nos
prazos legais, salvo se o pedido for acompanhado de prova de quitação ou de depósito do alcance verificado,
ou se a prisão exceder o prazo legal.
Art. 651. A concessão do habeas corpus não obstará, nem porá termo ao processo, desde que este
não esteja em conflito com os fundamentos daquela.
Art. 652. Se o habeas corpus for concedido em virtude de nulidade do processo, este será renovado.
Art. 653. Ordenada a soltura do paciente em virtude de habeas corpus, será condenada nas custas a
autoridade que, por má-fé ou evidente abuso de poder, tiver determinado a coação.
Parágrafo único. Neste caso, será remetida ao Ministério Público cópia das peças necessárias para ser
promovida a responsabilidade da autoridade.
Art. 654. O habeas corpus poderá ser impetrado por qualquer pessoa, em seu favor ou de outrem,
bem como pelo Ministério Público.
§ 1
o
A petição de habeas corpus conterá:
a) o nome da pessoa que sofre ou está ameaçada de sofrer violência ou coação e o de quem exercer a
violência, coação ou ameaça;
b) a declaração da espécie de constrangimento ou, em caso de simples ameaça de coação, as razões
em que funda o seu temor;
c) a assinatura do impetrante, ou de alguém a seu rogo, quando não souber ou não puder escrever, e a
designação das respectivas residências.
§ 2
o
Os juízes e os tribunais têm competência para expedir de ofício ordem de habeas corpus, quando
no curso de processo verificarem que alguém sofre ou está na iminência de sofrer coação ilegal.
Art. 655. O carcereiro ou o diretor da prisão, o escrivão, o oficial de justiça ou a autoridade judiciária ou
policial que embaraçar ou procrastinar a expedição de ordem de habeas corpus, as informações sobre a
causa da prisão, a condução e apresentação do paciente, ou a sua soltura, será multado na quantia de
duzentos mil-réis a um conto de réis, sem prejuízo das penas em que incorrer. As multas serão impostas pelo
juiz do tribunal que julgar o habeas corpus, salvo quando se tratar de autoridade judiciária, caso em que
caberá ao Supremo Tribunal Federal ou ao Tribunal de Apelação impor as multas.
Art. 656. Recebida a petição de habeas corpus, o juiz, se julgar necessário, e estiver preso o paciente,
mandará que este Ìhe seja imediatamente apresentado em dia e hora que designar.
Parágrafo único. Em caso de desobediência, será expedido mandado de prisão contra o detentor, que
será processado na forma da lei, e o juiz providenciará para que o paciente seja tirado da prisão e
apresentado em juízo.
Art. 657. Se o paciente estiver preso, nenhum motivo escusará a sua apresentação, salvo:
Ì - grave enfermidade do paciente;
Ìl - não estar ele sob a guarda da pessoa a quem se atribui a detenção;
ÌÌÌ - se o comparecimento não tiver sido determinado pelo juiz ou pelo tribunal.
Parágrafo único. O juiz poderá ir ao local em que o paciente se encontrar, se este não puder ser
apresentado por motivo de doença.
Art. 658. O detentor declarará à ordem de quem o paciente estiver preso.
Art. 659. Se o juiz ou o tribunal verificar que já cessou a violência ou coação ilegal, julgará prejudicado o
pedido.
Art. 660. Efetuadas as diligências, e interrogado o paciente, o juiz decidirá, fundamentadamente, dentro
de 24 (vinte e quatro) horas.
§ 1
o
Se a decisão for favorável ao paciente, será logo posto em liberdade, salvo se por outro motivo
dever ser mantido na prisão.
§ 2
o
Se os documentos que instruírem a petição evidenciarem a ilegalidade da coação, o juiz ou o
tribunal ordenará que cesse imediatamente o constrangimento.
§ 3
o
Se a ilegalidade decorrer do fato de não ter sido o paciente admitido a prestar fiança, o juiz
arbitrará o valor desta, que poderá ser prestada perante ele, remetendo, neste caso, à autoridade os
respectivos autos, para serem anexados aos do inquérito policial ou aos do processo judicial.
§ 4
o
Se a ordem de habeas corpus for concedida para evitar ameaça de violência ou coação ilegal,
dar-se-á ao paciente salvo-conduto assinado pelo juiz.
§ 5
o
Será incontinenti enviada cópia da decisão à autoridade que tiver ordenado a prisão ou tiver o
paciente à sua disposição, a fim de juntar-se aos autos do processo.
§ 6
o
Quando o paciente estiver preso em lugar que não seja o da sede do juízo ou do tribunal que
conceder a ordem, o alvará de soltura será expedido pelo telégrafo, se houver, observadas as formalidades
estabelecidas no art. 289, parágrafo único, in fine, ou por via postal.
Art. 661. Em caso de competência originária do Tribunal de Apelação, a petição de habeas corpus será
apresentada ao secretário, que a enviará imediatamente ao presidente do tribunal, ou da câmara criminal, ou
da turma, que estiver reunida, ou primeiro tiver de reunir-se.
Art. 662. Se a petição contiver os requisitos do art. 654, § 1
o
, o presidente, se necessário, requisitará da
autoridade indicada como coatora informações por escrito. Faltando, porém, qualquer daqueles requisitos, o
presidente mandará preenchê-lo, logo que Ìhe for apresentada a petição.
Art. 663. As diligências do artigo anterior não serão ordenadas, se o presidente entender que o habeas
corpus deva ser indeferido in limine. Nesse caso, levará a petição ao tribunal, câmara ou turma, para que
delibere a respeito.
Art. 664. Recebidas as informações, ou dispensadas, o habeas corpus será julgado na primeira
sessão, podendo, entretanto, adiar-se o julgamento para a sessão seguinte.
Parágrafo único. A decisão será tomada por maioria de votos. Havendo empate, se o presidente não
tiver tomado parte na votação, proferirá voto de desempate; no caso contrário, prevalecerá a decisão mais
favorável ao paciente.
Art. 665. O secretário do tribunal lavrará a ordem que, assinada pelo presidente do tribunal, câmara ou
turma, será dirigida, por ofício ou telegrama, ao detentor, ao carcereiro ou autoridade que exercer ou ameaçar
exercer o constrangimento.
Parágrafo único. A ordem transmitida por telegrama obedecerá ao disposto no art. 289, parágrafo
único, in fine.
Art. 666. Os regimentos dos Tribunais de Apelação estabelecerão as normas complementares para o
processo e julgamento do pedido de habeas corpus de sua competência originária.
Art. 667. No processo e julgamento do habeas corpus de competência originária do Supremo Tribunal
Federal, bem como nos de recurso das decisões de última ou única instância, denegatórias de habeas
corpus, observar-se-á, no que Ìhes for aplicável, o disposto nos artigos anteriores, devendo o regimento
interno do tribunal estabelecer as regras complementares.
Lei 1A B"CBB $e DE"CB"FBBG
Capítulo III
Dos Juizados Especiais Criminais
Disposições Gerais
Art. 60. O Juizado Especial Criminal, provido por juízes togados ou togados e leigos, tem competência
para a conciliação, o julgamento e a execução das infrações penais de menor potencial ofensivo, respeitadas
as regras de conexão e continência.
Parágrafo único. Na reunião de processos, perante o juízo comum ou o tribunal do júri, decorrentes da
aplicação das regras de conexão e continência, observar-se-ão os institutos da transação penal e da
composição dos danos civis.
Art. 61. Consideram-se infrações penais de menor potencial ofensivo, para os efeitos desta Lei, as
contravenções penais e os crimes a que a lei comine pena máxima não superior a 2 (dois) anos, cumulada ou
não com multa.
Art. 62. O processo perante o Juizado Especial orientar-se-á pelos critérios da oralidade, informalidade,
economia processual e celeridade, objetivando, sempre que possível, a reparação dos danos sofridos pela
vítima e a aplicação de pena não privativa de liberdade.
Seção Ì
Da Competência e dos Atos Processuais
Art. 63. A competência do Juizado será determinada pelo lugar em que foi praticada a infração penal.
Art. 64. Os atos processuais serão públicos e poderão realizar-se em horário noturno e em qualquer dia
da semana, conforme dispuserem as normas de organização judiciária.
Art. 65. Os atos processuais serão válidos sempre que preencherem as finalidades para as quais foram
realizados, atendidos os critérios indicados no art. 62 desta Lei.
§ 1º Não se pronunciará qualquer nulidade sem que tenha havido prejuízo.
§ 2º A prática de atos processuais em outras comarcas poderá ser solicitada por qualquer meio hábil de
comunicação.
§ 3º Serão objeto de registro escrito exclusivamente os atos havidos por essenciais. Os atos realizados
em audiência de instrução e julgamento poderão ser gravados em fita magnética ou equivalente.
Art. 66. A citação será pessoal e far-se-á no próprio Juizado, sempre que possível, ou por mandado.
Parágrafo único. Não encontrado o acusado para ser citado, o Juiz encaminhará as peças existentes ao
Juízo comum para adoção do procedimento previsto em lei.
Art. 67. A intimação far-se-á por correspondência, com aviso de recebimento pessoal ou, tratando-se de
pessoa jurídica ou firma individual, mediante entrega ao encarregado da recepção, que será obrigatoriamente
identificado, ou, sendo necessário, por oficial de justiça, independentemente de mandado ou carta precatória,
ou ainda por qualquer meio idôneo de comunicação.
Parágrafo único. Dos atos praticados em audiência considerar-se-ão desde logo cientes as partes, os
interessados e defensores.
Art. 68. Do ato de intimação do autor do fato e do mandado de citação do acusado, constará a
necessidade de seu comparecimento acompanhado de advogado, com a advertência de que, na sua falta,
ser-lhe-á designado defensor público.
Seção ÌÌ
Da Fase Preliminar
Art. 69. A autoridade policial que tomar conhecimento da ocorrência lavrará termo circunstanciado e o
encaminhará imediatamente ao Juizado, com o autor do fato e a vítima, providenciando-se as requisições dos
exames periciais necessários.
Parágrafo único. Ao autor do fato que, após a lavratura do termo, for imediatamente encaminhado ao
juizado ou assumir o compromisso de a ele comparecer, não se imporá prisão em flagrante, nem se exigirá
fiança. Em caso de violência doméstica, o juiz poderá determinar, como medida de cautela, seu afastamento
do lar, domicílio ou local de convivência com a vítima.
Art. 70. Comparecendo o autor do fato e a vítima, e não sendo possível a realização imediata da
audiência preliminar, será designada data próxima, da qual ambos sairão cientes.
Art. 71. Na falta do comparecimento de qualquer dos envolvidos, a Secretaria providenciará sua
intimação e, se for o caso, a do responsável civil, na forma dos arts. 67 e 68 desta Lei.
Art. 72. Na audiência preliminar, presente o representante do Ministério Público, o autor do fato e a
vítima e, se possível, o responsável civil, acompanhados por seus advogados, o Juiz esclarecerá sobre a
possibilidade da composição dos danos e da aceitação da proposta de aplicação imediata de pena não
privativa de liberdade.
Art. 73. A conciliação será conduzida pelo Juiz ou por conciliador sob sua orientação.
Parágrafo único. Os conciliadores são auxiliares da Justiça, recrutados, na forma da lei local,
preferentemente entre bacharéis em Direito, excluídos os que exerçam funções na administração da Justiça
Criminal.
Art. 74. A composição dos danos civis será reduzida a escrito e, homologada pelo Juiz mediante
sentença irrecorrível, terá eficácia de título a ser executado no juízo civil competente.
Parágrafo único. Tratando-se de ação penal de iniciativa privada ou de ação penal pública condicionada
à representação, o acordo homologado acarreta a renúncia ao direito de queixa ou representação.
Art. 75. Não obtida a composição dos danos civis, será dada imediatamente ao ofendido a oportunidade
de exercer o direito de representação verbal, que será reduzida a termo.
Parágrafo único. O não oferecimento da representação na audiência preliminar não implica decadência
do direito, que poderá ser exercido no prazo previsto em lei.
Art. 76. Havendo representação ou tratando-se de crime de ação penal pública incondicionada, não
sendo caso de arquivamento, o Ministério Público poderá propor a aplicação imediata de pena restritiva de
direitos ou multas, a ser especificada na proposta.
§ 1º Nas hipóteses de ser a pena de multa a única aplicável, o Juiz poderá reduzi-la até a metade.
§ 2º Não se admitirá a proposta se ficar comprovado:
Ì - ter sido o autor da infração condenado, pela prática de crime, à pena privativa de liberdade, por
sentença definitiva;
ÌÌ - ter sido o agente beneficiado anteriormente, no prazo de cinco anos, pela aplicação de pena restritiva
ou multa, nos termos deste artigo;
ÌÌÌ - não indicarem os antecedentes, a conduta social e a personalidade do agente, bem como os
motivos e as circunstâncias, ser necessária e suficiente a adoção da medida.
§ 3º Aceita a proposta pelo autor da infração e seu defensor, será submetida à apreciação do Juiz.
§ 4º Acolhendo a proposta do Ministério Público aceita pelo autor da infração, o Juiz aplicará a pena
restritiva de direitos ou multa, que não importará em reincidência, sendo registrada apenas para impedir
novamente o mesmo benefício no prazo de cinco anos.
§ 5º Da sentença prevista no parágrafo anterior caberá a apelação referida no art. 82 desta Lei.
§ 6º A imposição da sanção de que trata o § 4º deste artigo não constará de certidão de antecedentes
criminais, salvo para os fins previstos no mesmo dispositivo, e não terá efeitos civis, cabendo aos
interessados propor ação cabível no juízo cível.
Seção ÌÌÌ
Do Procedimento Sumariíssimo
Art. 77. Na ação penal de iniciativa pública, quando não houver aplicação de pena, pela ausência do
autor do fato, ou pela não ocorrência da hipótese prevista no art. 76 desta Lei, o Ministério Público oferecerá
ao Juiz, de imediato, denúncia oral, se não houver necessidade de diligências imprescindíveis.
§ 1º Para o oferecimento da denúncia, que será elaborada com base no termo de ocorrência referido no
art. 69 desta Lei, com dispensa do inquérito policial, prescindir-se-á do exame do corpo de delito quando a
materialidade do crime estiver aferida por boletim médico ou prova equivalente.
§ 2º Se a complexidade ou circunstâncias do caso não permitirem a formulação da denúncia, o
Ministério Público poderá requerer ao Juiz o encaminhamento das peças existentes, na forma do parágrafo
único do art. 66 desta Lei.
§ 3º Na ação penal de iniciativa do ofendido poderá ser oferecida queixa oral, cabendo ao Juiz verificar
se a complexidade e as circunstâncias do caso determinam a adoção das providências previstas no parágrafo
único do art. 66 desta Lei.
Art. 78. Oferecida a denúncia ou queixa, será reduzida a termo, entregando-se cópia ao acusado, que
com ela ficará citado e imediatamente cientificado da designação de dia e hora para a audiência de instrução
e julgamento, da qual também tomarão ciência o Ministério Público, o ofendido, o responsável civil e seus
advogados.
§ 1º Se o acusado não estiver presente, será citado na forma dos arts. 66 e 68 desta Lei e cientificado
da data da audiência de instrução e julgamento, devendo a ela trazer suas testemunhas ou apresentar
requerimento para intimação, no mínimo cinco dias antes de sua realização.
§ 2º Não estando presentes o ofendido e o responsável civil, serão intimados nos termos do art. 67
desta Lei para comparecerem à audiência de instrução e julgamento.
§ 3º As testemunhas arroladas serão intimadas na forma prevista no art. 67 desta Lei.
Art. 79. No dia e hora designados para a audiência de instrução e julgamento, se na fase preliminar não
tiver havido possibilidade de tentativa de conciliação e de oferecimento de proposta pelo Ministério Público,
proceder-se-á nos termos dos arts. 72, 73, 74 e 75 desta Lei.
Art. 80. Nenhum ato será adiado, determinando o Juiz, quando imprescindível, a condução coercitiva de
quem deva comparecer.
Art. 81. Aberta a audiência, será dada a palavra ao defensor para responder à acusação, após o que o
Juiz receberá, ou não, a denúncia ou queixa; havendo recebimento, serão ouvidas a vítima e as testemunhas
de acusação e defesa, interrogando-se a seguir o acusado, se presente, passando-se imediatamente aos
debates orais e à prolação da sentença.
§ 1º Todas as provas serão produzidas na audiência de instrução e julgamento, podendo o Juiz limitar
ou excluir as que considerar excessivas, impertinentes ou protelatórias.
§ 2º De todo o ocorrido na audiência será lavrado termo, assinado pelo Juiz e pelas partes, contendo
breve resumo dos fatos relevantes ocorridos em audiência e a sentença.
§ 3º A sentença, dispensado o relatório, mencionará os elementos de convicção do Juiz.
Art. 82. Da decisão de rejeição da denúncia ou queixa e da sentença caberá apelação, que poderá ser
julgada por turma composta de três Juízes em exercício no primeiro grau de jurisdição, reunidos na sede do
Juizado.
§ 1º A apelação será interposta no prazo de dez dias, contados da ciência da sentença pelo Ministério
Público, pelo réu e seu defensor, por petição escrita, da qual constarão as razões e o pedido do recorrente.
§ 2º O recorrido será intimado para oferecer resposta escrita no prazo de dez dias.
§ 3º As partes poderão requerer a transcrição da gravação da fita magnética a que alude o § 3º do art.
65 desta Lei.
§ 4º As partes serão intimadas da data da sessão de julgamento pela imprensa.
§ 5º Se a sentença for confirmada pelos próprios fundamentos, a súmula do julgamento servirá de
acórdão.
Art. 83. Caberão embargos de declaração quando, em sentença ou acórdão, houver obscuridade,
contradição, omissão ou dúvida.
§ 1º Os embargos de declaração serão opostos por escrito ou oralmente, no prazo de cinco dias,
contados da ciência da decisão.
§ 2º Quando opostos contra sentença, os embargos de declaração suspenderão o prazo para o recurso.
§ 3º Os erros materiais podem ser corrigidos de ofício.
Seção VÌ
Disposições Finais
Art. 88. Além das hipóteses do Código Penal e da legislação especial, dependerá de representação a
ação penal relativa aos crimes de lesões corporais leves e lesões culposas.
Art. 89. Nos crimes em que a pena mínima cominada for igual ou inferior a um ano, abrangidas ou não
por esta Lei, o Ministério Público, ao oferecer a denúncia, poderá propor a suspensão do processo, por dois a
quatro anos, desde que o acusado não esteja sendo processado ou não tenha sido condenado por outro
crime, presentes os demais requisitos que autorizariam a suspensão condicional da pena (art. FF do $-digo
Penal).
§ 1º Aceita a proposta pelo acusado e seu defensor, na presença do Juiz, este, recebendo a denúncia,
poderá suspender o processo, submetendo o acusado a período de prova, sob as seguintes condições:
Ì - reparação do dano, salvo impossibilidade de fazê-lo;
ÌÌ - proibição de freqüentar determinados lugares;
ÌÌÌ - proibição de ausentar-se da comarca onde reside, sem autorização do Juiz;
ÌV - comparecimento pessoal e obrigatório a juízo, mensalmente, para informar e justificar suas
atividades.
§ 2º O Juiz poderá especificar outras condições a que fica subordinada a suspensão, desde que
adequadas ao fato e à situação pessoal do acusado.
§ 3º A suspensão será revogada se, no curso do prazo, o beneficiário vier a ser processado por outro
crime ou não efetuar, sem motivo justificado, a reparação do dano.
§ 4º A suspensão poderá ser revogada se o acusado vier a ser processado, no curso do prazo, por
contravenção, ou descumprir qualquer outra condição imposta.
§ 5º Expirado o prazo sem revogação, o Juiz declarará extinta a punibilidade.
§ 6º Não correrá a prescrição durante o prazo de suspensão do processo.
§ 7º Se o acusado não aceitar a proposta prevista neste artigo, o processo prosseguirá em seus
ulteriores termos.
DIREITO PROCESSUAL CIVIL
Seção II
Dos I2pe$i2e1.os e $! S0speição
Art. 9?@. J de(eso ao /uiz e)er*er as suas (unç#es no pro*esso *onten*ioso ou volunt'rio
! - de que (or parte%
!! - em que interveio *omo mandat'rio da parte, o(i*iou *omo perito, (un*ionou *omo -rgão do
Kinist&rio P1bli*o, ou prestou depoimento *omo testemun"a%
!!! - que *on"e*eu em primeiro grau de /urisdição, tendo-l"e pro(erido sentença ou de*isão%
!+ - quando nele estiver postulando, *omo advogado da parte, o seu *0n/uge ou qualquer parente seu,
*onsanguíneo ou a(im, em lin"a reta% ou na lin"a *olateral at& o segundo grau%
+ - quando *0n/uge, parente, *onsanguíneo ou a(im, de alguma das partes, em lin"a reta ou, na
*olateral, at& o ter*eiro grau%
+! - quando (or -rgão de direção ou de administração de pessoa /urídi*a, parte na *ausa.
Par'gra(o 1ni*o. 7o *aso do n
o
!+, o impedimento s- se veri(i*a quando o advogado /' estava
e)er*endo o patro*ínio da *ausa% &, por&m, vedado ao advogado pleitear no pro*esso, a (im de *riar o
impedimento do /uiz.
Art. 9?5. <eputa-se (undada a suspeição de par*ialidade do /uiz, quando
! - amigo íntimo ou inimigo *apital de qualquer das partes%
!! - alguma das partes (or *redora ou devedora do /uiz, de seu *0n/uge ou de parentes destes, em lin"a
reta ou na *olateral at& o ter*eiro grau%
!!! - "erdeiro presuntivo, donat'rio ou empregador de alguma das partes%
!+ - re*eber d'divas antes ou depois de ini*iado o pro*esso% a*onsel"ar alguma das partes a*er*a do
ob/eto da *ausa, ou subministrar meios para atender às despesas do litígio%
+ - interessado no /ulgamento da *ausa em (avor de uma das partes.
Par'gra(o 1ni*o. Poder' ainda o /uiz de*larar-se suspeito por motivo íntimo.
Art. 9?E. Puando dois ou mais /uízes (orem parentes, *onsanguíneos ou a(ins, em lin"a reta e no
segundo grau na lin"a *olateral, o primeiro, que *on"e*er da *ausa no tribunal, impede que o outro
parti*ipe do /ulgamento% *aso em que o segundo se es*usar', remetendo o pro*esso ao seu substituto
legal.
Art. 9?F. Apli*am-se os motivos de impedimento e suspeição aos /uízes de todos os tribunais. ; /uiz
que violar o dever de abstenção, ou não se de*larar suspeito, poder' ser re*usado por qualquer das
partes Art. ?M@. J lí*ito a qualquer das partes arguir, por meio de e)*eção, a in*ompet,n*ia Gart. 99:3,
o impedimento Art. 9?@. J de(eso ao /uiz e)er*er as suas (unç#es no pro*esso *onten*ioso ou
volunt'rio
! - de que (or parte%
!! - em que interveio *omo mandat'rio da parte, o(i*iou *omo perito, (un*ionou *omo -rgão do
Kinist&rio P1bli*o, ou prestou depoimento *omo testemun"a%
!!! - que *on"e*eu em primeiro grau de /urisdição, tendo-l"e pro(erido sentença ou de*isão%
!+ - quando nele estiver postulando, *omo advogado da parte, o seu *0n/uge ou qualquer parente seu,
*onsanguíneo ou a(im, em lin"a reta% ou na lin"a *olateral at& o segundo grau%
+ - quando *0n/uge, parente, *onsanguíneo ou a(im, de alguma das partes, em lin"a reta ou, na
*olateral, at& o ter*eiro grau%
+! - quando (or -rgão de direção ou de administração de pessoa /urídi*a, parte na *ausa.
Par'gra(o 1ni*o. 7o *aso do n
o
!+, o impedimento s- se veri(i*a quando o advogado /' estava
e)er*endo o patro*ínio da *ausa% &, por&m, vedado ao advogado pleitear no pro*esso, a (im de *riar o
impedimento do /uiz, ou a suspeição Art. 9?5. <eputa-se (undada a suspeição de par*ialidade do /uiz,
quando
! - amigo íntimo ou inimigo *apital de qualquer das partes%
!! - alguma das partes (or *redora ou devedora do /uiz, de seu *0n/uge ou de parentes destes, em lin"a
reta ou na *olateral at& o ter*eiro grau%
!!! - "erdeiro presuntivo, donat'rio ou empregador de alguma das partes%
!+ - re*eber d'divas antes ou depois de ini*iado o pro*esso% a*onsel"ar alguma das partes a*er*a do
ob/eto da *ausa, ou subministrar meios para atender às despesas do litígio%
+ - interessado no /ulgamento da *ausa em (avor de uma das partes.
Par'gra(o 1ni*o. Poder' ainda o /uiz de*larar-se suspeito por motivo íntimo.
Art. 9?I. Apli*am-se tamb&m os motivos de impedimento e de suspeição
! - ao -rgão do Kinist&rio P1bli*o, quando não (or parte, e, sendo parte, nos *asos previstos nos ! -
amigo íntimo ou inimigo *apital de qualquer das partes%
!! - alguma das partes (or *redora ou devedora do /uiz, de seu *0n/uge ou de parentes destes, em lin"a
reta ou na *olateral at& o ter*eiro grau%
!!! - "erdeiro presuntivo, donat'rio ou empregador de alguma das partes%
!+ - re*eber d'divas antes ou depois de ini*iado o pro*esso% a*onsel"ar alguma das partes a*er*a do
ob/eto da *ausa, ou subministrar meios para atender às despesas do litígio%
!! - ao serventu'rio de /ustiça%
!!! - ao perito%
!+ - ao int&rprete.
8 9
o
A parte interessada dever' arguir o impedimento ou a suspeição, em petição (undamentada e
devidamente instruída, na primeira oportunidade em que !"e *ouber (alar nos autos% o /uiz mandar'
pro*essar o in*idente em separado e sem suspensão da *ausa, ouvindo o arguido no prazo de 5
G*in*o3 dias, (a*ultando a prova quando ne*ess'ria e /ulgando o pedido.
8 :
o
7os tribunais *aber' ao relator pro*essar e /ulgar o in*idente.
CAPÍTULO V
DOS AU5ILIARES DA )USTIÇA
Art. 9?L. Dão au)iliares do /uízo, al&m de outros, *u/as atribuiç#es são determinadas pelas normas de
organização /udi*i'ria, o es*rivão, o o(i*ial de /ustiça, o perito, o deposit'rio, o administrador e o
int&rprete.
Seção I
Do Se#e1.0:io e $o O,i(i!' $e )0s.iç!
Art. 9@M. 4m *ada /uízo "aver' um ou mais o(i*ios de /ustiça, *u/as atribuiç#es são determinadas
pelas normas de organização /udi*i'ria.
Art. 9@9. !n*umbe ao es*rivão
! - redigir, em (orma legal, os o(í*ios, mandados, *artas pre*at-rias e mais atos que perten*em ao seu
o(í*io%
!! - e)e*utar as ordens /udi*iais, promovendo *itaç#es e intimaç#es, bem *omo prati*ando todos os
demais atos, que !"e (orem atribuídos pelas normas de organização /udi*i'ria%
!!! - *ompare*er às audi,n*ias, ou, não podendo (az,-lo, designar para substituí-lo es*revente
/uramentado, de pre(er,n*ia datil-gra(o ou taquígra(o%
!+ - ter, sob sua guarda e responsabilidade, os autos, não permitindo que saiam de *art-rio, e)*eto
a3 quando ten"am de subir à *on*lusão do /uiz%
b3 *om vista aos pro*uradores, ao Kinist&rio P1bli*o ou à =azenda P1bli*a%
*3 quando devam ser remetidos ao *ontador ou ao partidor%
d3 quando, modi(i*ando-se a *ompet,n*ia, (orem trans(eridos a outro /uízo%
+ - dar, independentemente de despa*"o, *ertidão de qualquer ato ou termo do pro*esso, observado o
disposto no Art. 955. ;s atos pro*essuais são p1bli*os. $orrem, todavia, em segredo de /ustiça os
pro*essos
! - em que o e)igir o interesse p1bli*o%
!! - que dizem respeito a *asamento, (iliação, separação dos *0n/uges, *onversão desta em div-r*io,
alimentos e guarda de menores.
Par'gra(o 1ni*o. ; direito de *onsultar os autos e de pedir *ertid#es de seus atos & restrito às partes e
a seus pro*uradores. ; ter*eiro, que demonstrar interesse /urídi*o, pode requerer ao /uiz *ertidão do
dispositivo da sentença, bem *omo de invent'rio e partil"a resultante do desquite.
Art. 9@:. 7o impedimento do es*rivão, o /uiz *onvo*ar-l"e-' o substituto, e, não o "avendo, nomear'
pessoa id0nea para o ato.
Art. 9@?. !n*umbe ao o(i*ial de /ustiça
! - (azer pessoalmente as *itaç#es, pris#es, pen"oras, arrestos e mais dilig,n*ias pr-prias do seu
o(í*io, *erti(i*ando no mandado o o*orrido, *om menção de lugar, dia e "ora. A dilig,n*ia, sempre
que possível, realizar-se-' na presença de duas testemun"as%
!! - e)e*utar as ordens do /uiz a que estiver subordinado%
!!! - entregar, em *art-rio, o mandado, logo depois de *umprido%
!+ - estar presente às audi,n*ias e *oad/uvar o /uiz na manutenção da ordem.
+ - e(etuar avaliaç#es.
Art. 9@@. ; es*rivão e o o(i*ial de /ustiça são *ivilmente respons'veis
! - quando, sem /usto motivo, se re*usarem a *umprir, dentro do prazo, os atos que !"es imp#e a lei,
ou os que o /uiz, a que estão subordinados, !"es *omete%
!! - quando prati*arem ato nulo *om dolo ou *ulpa.
TÍTULO V
DOS ATOS PROCESSUAIS
CAPÍTULO I
DA FORMA DOS ATOS PROCESSUAIS
Seção I
Dos A.os e2 Ge!'
Art. 95@. ;s atos e termos pro*essuais não dependem de (orma determinada senão quando a lei
e)pressamente a e)igir, reputando-se v'lidos os que, realizados de outro modo, !"e preen*"am a
(inalidade essen*ial.
Par'gra(o 1ni*o. ;s tribunais, no 2mbito da respe*tiva /urisdição, poderão dis*iplinar a pr'ti*a e a
*omuni*ação o(i*ial dos atos pro*essuais por meios eletr0ni*os, atendidos os requisitos de
autenti*idade, integridade, validade /urídi*a e interoperabilidade da !n(ra-4strutura de $"aves
P1bli*as >rasileira - !$P - >rasil.
8 :
o
Todos os atos e termos do pro*esso podem ser produzidos, transmitidos, armazenados e
assinados por meio eletr0ni*o, na (orma da lei.
Art. 955. ;s atos pro*essuais são p1bli*os. $orrem, todavia, em segredo de /ustiça os pro*essos
! - em que o e)igir o interesse p1bli*o%
!! - que dizem respeito a *asamento, (iliação, separação dos *0n/uges, *onversão desta em div-r*io,
alimentos e guarda de menores.
Par'gra(o 1ni*o. ; direito de *onsultar os autos e de pedir *ertid#es de seus atos & restrito às partes e
a seus pro*uradores. ; ter*eiro, que demonstrar interesse /urídi*o, pode requerer ao /uiz *ertidão do
dispositivo da sentença, bem *omo de invent'rio e partil"a resultante do desquite.
Art. 95E. 4m todos os atos e termos do pro*esso & obrigat-rio o uso do vern'*ulo.
Art. 95F. D- poder' ser /unto aos autos do*umento redigido em língua estrangeira, quando
a*ompan"ado de versão em vern'*ulo, (irmada por tradutor /uramentado.
Seção II
Dos A.os $! P!.e
Art. 95I. ;s atos das partes, *onsistentes em de*laraç#es unilaterais ou bilaterais de vontade,
produzem imediatamente a *onstituição, a modi(i*ação ou a e)tinção de direitos pro*essuais.
Par'gra(o 1ni*o. A desist,n*ia da ação s- produzir' e(eito depois de "omologada por sentença.
Art. 95L. Dalvo no Cistrito =ederal e nas $apitais dos 4stados, todas as petiç#es e do*umentos que
instruírem o pro*esso, não *onstantes de registro p1bli*o, serão sempre a*ompan"ados de *-pia,
datada e assinada por quem os o(ere*er.
8 9
o
Cepois de *on(erir a *-pia, o es*rivão ou *"e(e da se*retaria ir' (ormando autos suplementares,
dos quais *onstar' a reprodução de todos os atos e termos do pro*esso original.
8 :
o
;s autos suplementares s- sairão de *art-rio para *on*lusão ao /uiz, na (alta dos autos originais.
Art. 9EM. Poderão as partes e)igir re*ibo de petiç#es, arrazoados, pap&is e do*umentos que
entregarem em *art-rio.
Art. 9E9. J de(eso lançar, nos autos, *otas marginais ou interlineares% o /uiz mandar' ris*'-las,
impondo a quem as es*rever multa *orrespondente à metade do sal'rio mínimo vigente na sede do
/uízo.
Seção III
Dos A.os $o )0i6
Art. 9E:. ;s atos do /uiz *onsistirão em sentenças, de*is#es interlo*ut-rias e despa*"os.
8 9
o
Dentença & o ato do /uiz que impli*a alguma das situaç#es previstas nos arts. :EF e :EL desta 6ei.
8 :
o
Ce*isão interlo*ut-ria & o ato pelo qual o /uiz, no *urso do pro*esso, resolve questão in*idente.
8 ?
o
Dão despa*"os todos os demais atos do /uiz prati*ados no pro*esso, de o(í*io ou a requerimento
da parte, a *u/o respeito a lei não estabele*e outra (orma.
8 @
o
;s atos meramente ordinat-rios, *omo a /untada e a vista obrigat-ria, independem de despa*"o,
devendo ser prati*ados de o(í*io pelo servidor e revistos pelo /uiz quando ne*ess'rios.
Art. 9E?. <e*ebe a denominação de a*-rdão o /ulgamento pro(erido pelos tribunais.
Art. 9E@. ;s despa*"os, de*is#es, sentenças e a*-rdãos serão redigidos, datados e assinados pelos
/uízes. Puando (orem pro(eridos, verbalmente, o taquígra(o ou o datil-gra(o os registrar',
submetendo-os aos /uízes para revisão e assinatura.
Par'gra(o 1ni*o. A assinatura dos /uízes, em todos os graus de /urisdição, pode ser (eita
eletroni*amente, na (orma da lei.
Art. 9E5. As sentenças e a*-rdãos serão pro(eridos *om observ2n*ia do disposto no Art. @5I. Dão
requisitos essen*iais da sentença
! - o relat-rio, que *onter' os nomes das partes, a suma do pedido e da resposta do r&u, bem *omo o
registro das prin*ipais o*orr,n*ias "avidas no andamento do pro*esso%
!! - os (undamentos, em que o /uiz analisar' as quest#es de (ato e de direito%
!!! - o dispositivo, em que o /uiz resolver' as quest#es, que as partes !"e submeterem, as demais
de*is#es serão (undamentadas, ainda que de modo *on*iso.
Seção IV
Dos A.os $o Es(i#ão o0 $o C/e,e $e Se(e.!i!
Art. 9EE. Ao re*eber a petição ini*ial de qualquer pro*esso, o es*rivão a autuar', men*ionando o
/uízo, a natureza do (eito, o n1mero de seu registro, os nomes das partes e a data do seu iní*io% e
pro*eder' do mesmo modo quanto aos volumes que se (orem (ormando.
Art. 9EF. ; es*rivão numerar' e rubri*ar' todas as (ol"as dos autos, pro*edendo da mesma (orma
quanto aos suplementares.
Par'gra(o 1ni*o. Us partes, aos advogados, aos -rgãos do Kinist&rio P1bli*o, aos peritos e às
testemun"as & (a*ultado rubri*ar as (ol"as *orrespondentes aos atos em que intervieram.
Art. 9EI. ;s termos de /untada, vista, *on*lusão e outros semel"antes *onstarão de notas datadas e
rubri*adas pelo es*rivão.
Art. 9EL. ;s atos e termos do pro*esso serão datilogra(ados ou es*ritos *om tinta es*ura e indel&vel,
assinando-os as pessoas que neles intervieram. Puando estas não puderem ou não quiserem (irm'-los,
o es*rivão *erti(i*ar', nos autos, a o*orr,n*ia.
8 9
o
J vedado usar abreviaturas.
8 :
o
Puando se tratar de pro*esso total ou par*ialmente eletr0ni*o, os atos pro*essuais prati*ados na
presença do /uiz poderão ser produzidos e armazenados de modo integralmente digital em arquivo
eletr0ni*o inviol'vel, na (orma da lei, mediante registro em termo que ser' assinado digitalmente pelo
/uiz e pelo es*rivão ou *"e(e de se*retaria, bem *omo pelos advogados das partes.
8 ?
o
7o *aso do 8 :
o
deste artigo, eventuais *ontradiç#es na trans*rição deverão ser sus*itadas
oralmente no momento da realização do ato, sob pena de pre*lusão, devendo o /uiz de*idir de plano,
registrando-se a alegação e a de*isão no termo.
Par'gra(o 1ni*o. J vedado usar abreviaturas.
Art. 9FM. J lí*ito o uso da taquigra(ia, da estenotipia, ou de outro m&todo id0neo, em qualquer /uízo
ou tribunal.
Art. 9F9. 7ão se admitem, nos atos e termos, espaços em bran*o, bem *omo entrelin"as, emendas ou
rasuras, salvo se aqueles (orem inutilizados e estas e)pressamente ressalvadas.
CAPÍTULO II
DO TEMPO E DO LUGAR DOS ATOS PROCESSUAIS
Seção I
Do Te2po
Art. 9F:. ;s atos pro*essuais realizar-se-ão em dias 1teis, das E Gseis3 às :M Gvinte3 "oras.
8 9
o
Derão, todavia, *on*luídos depois das :M Gvinte3 "oras os atos ini*iados antes, quando o
adiamento pre/udi*ar a dilig,n*ia ou *ausar grave dano.
8 :
o
A *itação e a pen"ora poderão, em *asos e)*ep*ionais, e mediante autorização e)pressa do /uiz,
realizar-se em domingos e (eriados, ou nos dias 1teis, (ora do "or'rio estabele*ido neste artigo,
observado o disposto no .! - a *asa & asilo inviol'vel do indivíduo, ningu&m nela podendo penetrar sem
*onsentimento do morador, salvo em *aso de (lagrante delito ou desastre, ou para prestar so*orro, ou,
durante o dia, por determinação /udi*ial% .
8 ?
o
Puando o ato tiver que ser prati*ado em determinado prazo, por meio de petição, esta dever' ser
apresentada no proto*olo, dentro do "or'rio de e)pediente, nos termos da lei de organização
/udi*i'ria lo*al.
Art. 9F?. Curante as (&rias e nos (eriados não se prati*arão atos pro*essuais. 4)*etuam-se
! - a produção ante*ipada de provas Gart. I@E3%
!! - a *itação, a (im de evitar o pere*imento de direito% e bem assim o arresto, o sequestro, a pen"ora,
a arre*adação, a bus*a e apreensão, o dep-sito, a prisão, a separação de *orpos, a abertura de
testamento, os embargos de ter*eiro, a nun*iação de obra nova e outros atos an'logos.
Par'gra(o 1ni*o. ; prazo para a resposta do r&u s- *omeçar' a *orrer no primeiro dia 1til seguinte ao
(eriado ou às (&rias.
Art. 9F@. Pro*essam-se durante as (&rias e não se suspendem pela superveni,n*ia delas
! - os atos de /urisdição volunt'ria bem *omo os ne*ess'rios à *onservação de direitos, quando
possam ser pre/udi*ados pelo adiamento%
!! - as *ausas de alimentos provisionais, de dação ou remoção de tutores e *uradores, bem *omo as
men*ionadas no Art. :F5. ;bservar-se-' o pro*edimento sum'rio
! - nas *ausas *u/o valor não e)*eda a EM Gsessenta3 vezes o valor do sal'rio mínimo%
!! - nas *ausas, qualquer que se/a o valor
a3 de arrendamento rural e de par*eria agrí*ola%
b3 de *obrança ao *ond0mino de quaisquer quantias devidas ao *ondomínio%
*3 de ressar*imento por danos em pr&dio urbano ou r1sti*o%
d3 de ressar*imento por danos *ausados em a*idente de veí*ulo de via terrestre%
e3 de *obrança de seguro, relativamente aos danos *ausados em a*idente de veí*ulo, ressalvados os
*asos de pro*esso de e)e*ução%
(3 de *obrança de "onor'rios dos pro(issionais liberais, ressalvado o disposto em legislação espe*ial%
g3 que versem sobre revogação de doação%
"3 nos demais *asos previstos em lei.
Par'gra(o 1ni*o. 4ste pro*edimento não ser' observado nas aç#es relativas ao estado e à *apa*idade
das pessoas.
!!! - todas as *ausas que a lei (ederal determinar.
Art. 9F5. Dão (eriados, para e(eito (orense, os domingos e os dias de*larados por lei.
Seção II
Do L04!
Art. 9FE. ;s atos pro*essuais realizam-se de ordin'rio na sede do /uízo. Podem, todavia, e(etuar-
se em outro lugar, em razão de de(er,n*ia, de interesse da /ustiça, ou de obst'*ulo arguido pelo
interessado e a*ol"ido pelo /uiz.
CAPÍTULO III
DOS PRA=OS
Seção I
D!s Disposições Ge!is
Art. 9FF. ;s atos pro*essuais realizar-se-ão nos prazos pres*ritos em lei. Puando esta (or omissa, o
/uiz determinar' os prazos, tendo em *onta a *omple)idade da *ausa.
Art. 9FI. ; prazo, estabele*ido pela lei ou pelo /uiz, & *ontínuo, não se interrompendo nos (eriados.
Art. 9FL. A superveni,n*ia de (&rias suspender' o *urso do prazo% o que !"e sobe/ar re*omeçar' a
*orrer do primeiro dia 1til seguinte ao termo das (&rias.
Art. 9IM. Duspende-se tamb&m o *urso do prazo por obst'*ulo *riado pela parte ou o*orrendo
qualquer das "ip-teses do art. :E5, ! e !!!% *asos em que o prazo ser' restituído por tempo igual ao
que (altava para a sua *omplementação.
Art. 9I9. Podem as partes, de *omum a*ordo, reduzir ou prorrogar o prazo dilat-rio% a *onvenção,
por&m, s- tem e(i*'*ia se, requerida antes do ven*imento do prazo, se (undar em motivo legítimo.
8 9
o
; /uiz (i)ar' o dia do ven*imento do prazo da prorrogação.
8 :
o
As *ustas a*res*idas (i*arão a *argo da parte em (avor de quem (oi *on*edida a prorrogação.
Art. 9I:. J de(eso às partes, ainda que todas este/am de a*ordo, reduzir ou prorrogar os prazos
perempt-rios. ; /uiz poder', nas *omar*as onde (or di(í*il o transporte, prorrogar quaisquer prazos,
mas nun*a por mais de EM Gsessenta3 dias.
Par'gra(o 1ni*o. 4m *aso de *alamidade p1bli*a, poder' ser e)*edido o limite previsto neste artigo
para a prorrogação de prazos.
Art. 9I?. Ce*orrido o prazo, e)tingue-se, independentemente de de*laração /udi*ial, o direito de
prati*ar o ato, (i*ando salvo, por&m, à parte provar que o não realizou por /usta *ausa.
8 9
o
<eputa-se /usta *ausa o evento imprevisto, al"eio à vontade da parte, e que a impediu de prati*ar
o ato por si ou por mandat'rio.
8 :
o
+eri(i*ada a /usta *ausa o /uiz permitir' à parte a pr'ti*a do ato no prazo que !"e assinar.
Art. 9I@. Dalvo disposição em *ontr'rio, *omputar-se-ão os prazos, e)*luindo o dia do *omeço e
in*luindo o do ven*imento.
8 9
o
$onsidera-se prorrogado o prazo at& o primeiro dia 1til se o ven*imento *air em (eriado ou em
dia em que
! - (or determinado o (e*"amento do (-rum%
!! - o e)pediente (orense (or en*errado antes da "ora normal.
8 :
o
;s prazos somente *omeçam a *orrer do primeiro dia 1til ap-s a intimação Art. :@M. Dalvo
disposição em *ontr'rio, os prazos para as partes, para a =azenda P1bli*a e para o Kinist&rio P1bli*o
*ontar-se-ão da intimação.
Par'gra(o 1ni*o. As intimaç#es *onsideram-se realizadas no primeiro dia 1til seguinte, se tiverem
o*orrido em dia em que não ten"a "avido e)pediente (orense.
Art. 9I5. 7ão "avendo pre*eito legal nem assinação pelo /uiz, ser' de 5 G*in*o3 dias o prazo para a
pr'ti*a de ato pro*essual a *argo da parte.
Art. 9IE. A parte poder' renun*iar ao prazo estabele*ido e)*lusivamente em seu (avor.
Art. 9IF. 4m qualquer grau de /urisdição, "avendo motivo /usti(i*ado, pode o /uiz e)*eder, por igual
tempo, os prazos que este $-digo !"e assina.
Art. 9II. $omputar-se-' em qu'druplo o prazo para *ontestar e em dobro para re*orrer quando a
parte (or a =azenda P1bli*a ou o Kinist&rio P1bli*o.
Art. 9IL. ; /uiz pro(erir'
! - os despa*"os de e)pediente, no prazo de : Gdois3 dias%
!! - as de*is#es, no prazo de 9M Gdez3 dias.
Art. 9LM. !n*umbir' ao serventu'rio remeter os autos *on*lusos no prazo de :@ Gvinte e quatro3 "oras
e e)e*utar os atos pro*essuais no prazo de @I Gquarenta e oito3 "oras, *ontados
! - da data em que "ouver *on*luído o ato pro*essual anterior, se !"e (oi imposto pela lei%
!! - da data em que tiver *i,n*ia da ordem, quando determinada pelo /uiz.
Par'gra(o 1ni*o. Ao re*eber os autos, *erti(i*ar' o serventu'rio o dia e a "ora em que (i*ou *iente da
ordem, re(erida no !! - da data em que tiver *i,n*ia da ordem, quando determinada pelo /uiz.
Art. 9L9. Puando os litis*onsortes tiverem di(erentes pro*uradores, ser-l"es-ão *ontados em dobro os
prazos para *ontestar, para re*orrer e, de modo geral, para (alar nos autos.
Art. 9L:. Puando a lei não mar*ar outro prazo, as intimaç#es somente obrigarão a *ompare*imento
depois de de*orridas :@ Gvinte e quatro3 "oras.
Seção II
D! Vei,i(!ção $os P!6os e $!s Pe1!'i$!$es
Art. 9L?. $ompete ao /uiz veri(i*ar se o serventu'rio e)*edeu, sem motivo legítimo, os prazos que
este $-digo estabele*e.
Art. 9L@. Apurada a (alta, o /uiz mandar' instaurar pro*edimento administrativo, na (orma da 6ei de
;rganização 5udi*i'ria.
Art. 9L5. ; advogado deve restituir os autos no prazo legal. 7ão o (azendo, mandar' o /uiz, de o(í*io,
ris*ar o que neles "ouver es*rito e desentran"ar as alegaç#es e do*umentos que apresentar.
Art. 9LE. J lí*ito a qualquer interessado *obrar os autos ao advogado que e)*eder o prazo legal. De,
intimado, não os devolver dentro em :@ Gvinte e quatro3 "oras, perder' o direito à vista (ora de
*art-rio e in*orrer' em multa, *orrespondente à metade do sal'rio mínimo vigente na sede do /uízo.
Par'gra(o 1ni*o. Apurada a (alta, o /uiz *omuni*ar' o (ato à seção lo*al da ;rdem dos Advogados do
>rasil, para o pro*edimento dis*iplinar e imposição da multa.
Art. 9LF. Apli*am-se ao -rgão do Kinist&rio P1bli*o e ao representante da =azenda P1bli*a as
disposiç#es *onstantes dos Art. 9L5. ; advogado deve restituir os autos no prazo legal. 7ão o
(azendo, mandar' o /uiz, de o(í*io, ris*ar o que neles "ouver es*rito e desentran"ar as alegaç#es e
do*umentos que apresentar.
Art. 9LE. J lí*ito a qualquer interessado *obrar os autos ao advogado que e)*eder o prazo legal. De,
intimado, não os devolver dentro em :@ Gvinte e quatro3 "oras, perder' o direito à vista (ora de
*art-rio e in*orrer' em multa, *orrespondente à metade do sal'rio mínimo vigente na sede do /uízo.
Par'gra(o 1ni*o. Apurada a (alta, o /uiz *omuni*ar' o (ato à seção lo*al da ;rdem dos Advogados do
>rasil, para o pro*edimento dis*iplinar e imposição da multa.
Art. 9LI. Pualquer das partes ou o -rgão do Kinist&rio P1bli*o poder' representar ao presidente do
Tribunal de 5ustiça *ontra o /uiz que e)*edeu os prazos previstos em lei. Cistribuída a representação
ao -rgão *ompetente, instaurar-se-' pro*edimento para apuração da responsabilidade. ; relator,
*on(orme as *ir*unst2n*ias, poder' avo*ar os autos em que o*orreu e)*esso de prazo, designando
outro /uiz para de*idir a *ausa.
Art. 9LL. A disposição do artigo anterior apli*ar-se-' aos tribunais superiores na (orma que dispuser o
seu regimento interno.
CAPÍTULO IV
DAS COMUNICAÇ>ES DOS ATOS
Seção I
D!s Disposições Ge!is
Art. :MM. ;s atos pro*essuais serão *umpridos por ordem /udi*ial ou requisitados por *arta, *on(orme
"a/am de realizar-se dentro ou (ora dos limites territoriais da *omar*a.
Art. :M9. 4)pedir-se-' *arta de ordem se o /uiz (or subordinado ao tribunal de que ela emanar% *arta
rogat-ria, quando dirigida à autoridade /udi*i'ria estrangeira% e *arta pre*at-ria nos demais *asos.
Seção II
D!s C!.!s
Art. :M:. Dão requisitos essen*iais da *arta de ordem, da *arta pre*at-ria e da *arta rogat-ria
! - a indi*ação dos /uízes de origem e de *umprimento do ato%
!! - o inteiro teor da petição, do despa*"o /udi*ial e do instrumento do mandato *on(erido ao
advogado%
!!! - a menção do ato pro*essual, que !"e *onstitui o ob/eto%
!+ - o en*erramento *om a assinatura do /uiz.
8 9
o
; /uiz mandar' trasladar, na *arta, quaisquer outras peças, bem *omo instruí-la *om mapa,
desen"o ou gr'(i*o, sempre que estes do*umentos devam ser e)aminados, na dilig,n*ia, pelas partes,
peritos ou testemun"as.
8 :
o
Puando o ob/eto da *arta (or e)ame peri*ial sobre do*umento, este ser' remetido em original,
(i*ando nos autos reprodução (otogr'(i*a.
8 ?
o
A *arta de ordem, *arta pre*at-ria ou *arta rogat-ria pode ser e)pedida por meio eletr0ni*o,
situação em que a assinatura do /uiz dever' ser eletr0ni*a, na (orma da lei.
Art. :M?. 4m todas as *artas de*larar' o /uiz o prazo dentro do qual deverão ser *umpridas, atendendo
à (a*ilidade das *omuni*aç#es e à natureza da dilig,n*ia.
Art. :M@. A *arta tem *ar'ter itinerante% antes ou depois de !"e ser ordenado o *umprimento, poder'
ser apresentada a /uízo diverso do que dela *onsta, a (im de se prati*ar o ato.
Art. :M5. Savendo urg,n*ia, transmitir-se-ão a *arta de ordem e a *arta pre*at-ria por telegrama,
radiograma ou tele(one.
Art. :ME. A *arta de ordem e a *arta pre*at-ria, por telegrama ou radiograma, *onterão, em resumo
substan*ial, os requisitos men*ionados no Art. :M:. Dão requisitos essen*iais da *arta de ordem, da
*arta pre*at-ria e da *arta rogat-ria
! - a indi*ação dos /uízes de origem e de *umprimento do ato%
!! - o inteiro teor da petição, do despa*"o /udi*ial e do instrumento do mandato *on(erido ao
advogado%
!!! - a menção do ato pro*essual, que !"e *onstitui o ob/eto%
!+ - o en*erramento *om a assinatura do /uiz.
8 9
o
; /uiz mandar' trasladar, na *arta, quaisquer outras peças, bem *omo instruí-la *om mapa,
desen"o ou gr'(i*o, sempre que estes do*umentos devam ser e)aminados, na dilig,n*ia, pelas partes,
peritos ou testemun"as.
8 :
o
Puando o ob/eto da *arta (or e)ame peri*ial sobre do*umento, este ser' remetido em original,
(i*ando nos autos reprodução (otogr'(i*a.
8 ?
o
A *arta de ordem, *arta pre*at-ria ou *arta rogat-ria pode ser e)pedida por meio eletr0ni*o,
situação em que a assinatura do /uiz dever' ser eletr0ni*a, na (orma da lei, bem *omo a de*laração,
pela ag,n*ia e)pedidora, de estar re*on"e*ida a assinatura do /uiz.
Art. :MF. ; se*ret'rio do tribunal ou o es*rivão do /uízo depre*ante transmitir', por tele(one, a *arta
de ordem, ou a *arta pre*at-ria ao /uízo, em que "ouver de *umprir-se o ato, por interm&dio do
es*rivão do primeiro o(í*io da primeira vara, se "ouver na *omar*a mais de um o(í*io ou de uma
vara, observando, quanto aos requisitos, o disposto no artigo ante*edente.
8 9
o
; es*rivão, no mesmo dia ou no dia 1til imediato, tele(onar' ao se*ret'rio do tribunal ou ao
es*rivão do /uízo depre*ante, lendo-l"e os termos da *arta e soli*itando-l"e que !"e-a *on(irme.
8 :
o
Dendo *on(irmada, o es*rivão submeter' a *arta a despa*"o.
Art. :MI. 4)e*utar-se-ão, de o(í*io, os atos requisitados por telegrama, radiograma ou tele(one. A
parte depositar', *ontudo, na se*retaria do tribunal ou no *art-rio do /uízo depre*ante, a import2n*ia
*orrespondente às despesas que serão (eitas no /uízo em que "ouver de prati*ar-se o ato.
Art. :ML. ; /uiz re*usar' *umprimento à *arta pre*at-ria, devolvendo-a *om despa*"o motivado
! - quando não estiver revestida dos requisitos legais%
!! - quando *are*er de *ompet,n*ia em razão da mat&ria ou da "ierarquia%
!!! - quando tiver d1vida a*er*a de sua autenti*idade.
Art. :9M. A *arta rogat-ria obede*er', quanto à sua admissibilidade e modo de seu *umprimento, ao
disposto na *onvenção interna*ional% à (alta desta, ser' remetida à autoridade /udi*i'ria estrangeira,
por via diplom'ti*a, depois de traduzida para a língua do país em que "' de prati*ar-se o ato.
Art. :99. A *on*essão de e)equibilidade às *artas rogat-rias das /ustiças estrangeiras obede*er' ao
disposto no <egimento !nterno do Dupremo Tribunal =ederal.
Art. :9:. $umprida a *arta, ser' devolvida ao /uízo de origem, no prazo de 9M Gdez3 dias,
independentemente de traslado, pagas as *ustas pela parte.
Seção III
D!s Ci.!ções
Art. :9?. $itação & o ato pelo qual se *"ama a /uízo o r&u ou o interessado a (im de se de(ender.
Art. :9@. Para a validade do pro*esso & indispens'vel a *itação ini*ial do r&u.
8 9
o
; *ompare*imento espont2neo do r&u supre, entretanto, a (alta de *itação.
8 :
o
$ompare*endo o r&u apenas para arguir a nulidade e sendo esta de*retada, *onsiderar-se-' (eita a
*itação na data em que ele ou seu advogado (or intimado da de*isão.
Art. :95 =ar-se-' a *itação pessoalmente ao r&u, ao seu representante legal ou ao pro*urador
legalmente autorizado.
8 9
o
4stando o r&u ausente, a *itação (ar-se-' na pessoa de seu mandat'rio, administrador, (eitor ou
gerente, quando a ação se originar de atos por eles prati*ados.
8 :
o
; lo*ador que se ausentar do >rasil sem *ienti(i*ar o lo*at'rio de que dei)ou na lo*alidade, onde
estiver situado o im-vel, pro*urador *om poderes para re*eber *itação, ser' *itado na pessoa do
administrador do im-vel en*arregado do re*ebimento dos alugu&is.
Art. :9Eº A *itação e(etuar-se-' em qualquer lugar em que se en*ontre o r&u.
Par'gra(o 1ni*o. ; militar, em serviço ativo, ser' *itado na unidade em que estiver servindo se não
(or *on"e*ida a sua resid,n*ia ou nela não (or en*ontrado.
Art. :9F. 7ão se (ar', por&m, a *itação, salvo para evitar o pere*imento do direito
! - a quem estiver assistindo a qualquer ato de *ulto religioso%
!! - ao *0n/uge ou a qualquer parente do morto, *onsanguíneo ou a(im, em lin"a reta, ou na lin"a
*olateral em segundo grau, no dia do (ale*imento e nos F Gsete3 dias seguintes%
!!! - aos noivos, nos ? Gtr,s3 primeiros dias de bodas%
!+ - aos doentes, enquanto grave o seu estado.
Art. :9I. Tamb&m não se (ar' *itação, quando se veri(i*ar que o r&u & demente ou est'
impossibilitado de re*eb,-la.
8 9
o
; o(i*ial de /ustiça passar' *ertidão, des*revendo minu*iosamente a o*orr,n*ia. ; /uiz nomear'
um m&di*o, a (im de e)aminar o *itando. ; laudo ser' apresentado em 5 G*in*o3 dias.
8 :
o
<e*on"e*ida a impossibilidade, o /uiz dar' ao *itando um *urador, observando, quanto à sua
es*ol"a, a pre(er,n*ia estabele*ida na lei *ivil. A nomeação & restrita à *ausa.
8 ?
o
A *itação ser' (eita na pessoa do *urador, a quem in*umbir' a de(esa do r&u.
Art. :9L. A *itação v'lida torna prevento o /uízo, induz litispend,n*ia e (az litigiosa a *oisa% e, ainda
quando ordenada por /uiz in*ompetente, *onstitui em mora o devedor e interrompe a pres*rição.
8 9
o
A interrupção da pres*rição retroagir' à data da propositura da ação.
8 :
o
!n*umbe à parte promover a *itação do r&u nos 9M Gdez3 dias subsequentes ao despa*"o que a
ordenar, não (i*ando pre/udi*ada pela demora imput'vel e)*lusivamente ao serviço /udi*i'rio.
8 ?
o
7ão sendo *itado o r&u, o /uiz prorrogar' o prazo at& o m')imo de LM Gnoventa3 dias.
8 @
o
7ão se e(etuando a *itação nos prazos men*ionados nos par'gra(os ante*edentes, "aver-se-' por
não interrompida a pres*rição.
8 5
o
; /uiz pronun*iar', de o(í*io, a pres*rição.
8 E
o
Passada em /ulgado a sentença, a que se re(ere o par'gra(o anterior, o es*rivão *omuni*ar' ao
r&u o resultado do /ulgamento.
Art. ::M. ; disposto no artigo anterior apli*a-se a todos os prazos e)tintivos previstos na lei.
Art. ::9. A *itação (ar-se-'
! - pelo *orreio%
!! - por o(i*ial de /ustiça%
!!! - por edital.
!+ - por meio eletr0ni*o, *on(orme regulado em lei pr-pria.
Art. :::. A *itação ser' (eita pelo *orreio, para qualquer *omar*a do País, e)*eto
a3 nas aç#es de estado%
b3 quando (or r& pessoa in*apaz%
*3 quando (or r& pessoa de direito p1bli*o%
d3 nos pro*essos de e)e*ução%
e3 quando o r&u residir em lo*al não atendido pela entrega domi*iliar de *orrespond,n*ia%
(3 quando o autor a requerer de outra (orma.
Art. ::?. Ce(erida a *itação pelo *orreio, o es*rivão ou *"e(e da se*retaria remeter' ao *itando *-pias
da petição ini*ial e do despa*"o do /uiz, e)pressamente *onsignada em seu inteiro teor a advert,n*ia
a que se re(ere o Art. :I5. 4stando em termos a petição ini*ial, o /uiz a despa*"ar', ordenando a
*itação do r&u, para responder% do mandado *onstar' que, não sendo *ontestada a ação, se presumirão
a*eitos pelo r&u, *omo verdadeiros, os (atos arti*ulados pelo autor, *omuni*ando, ainda, o prazo para
a resposta e o /uízo e *art-rio, *om o respe*tivo endereço.
Par'gra(o 1ni*o. A *arta ser' registrada para entrega ao *itando, e)igindo-l"e o *arteiro, ao (azer a
entrega, que assine o re*ibo. Dendo o r&u pessoa /urídi*a, ser' v'lida a entrega a pessoa *om poderes
de ger,n*ia geral ou de administração.
Art. ::@. =ar-se-' a *itação por meio de o(i*ial de /ustiça nos *asos ressalvados no Art. :::. A *itação
ser' (eita pelo *orreio, para qualquer *omar*a do País, e)*eto
a3 nas aç#es de estado%
b3 quando (or r& pessoa in*apaz%
*3 quando (or r& pessoa de direito p1bli*o%
d3 nos pro*essos de e)e*ução%
e3 quando o r&u residir em lo*al não atendido pela entrega domi*iliar de *orrespond,n*ia%
(3 quando o autor a requerer de outra (orma., ou quando (rustrada a *itação pelo *orreio.
Art. ::5. ; mandado, que o o(i*ial de /ustiça tiver de *umprir, dever' *onter
! - os nomes do autor e do r&u, bem *omo os respe*tivos domi*ílios ou resid,n*ias%
!! - o (im da *itação, *om todas as espe*i(i*aç#es *onstantes da petição ini*ial, bem *omo a
advert,n*ia a que se re(ere o Art. :I5. 4stando em termos a petição ini*ial, o /uiz a despa*"ar',
ordenando a *itação do r&u, para responder% do mandado *onstar' que, não sendo *ontestada a ação,
se presumirão a*eitos pelo r&u, *omo verdadeiros, os (atos arti*ulados pelo autor, se o litígio versar
sobre direitos disponíveis%
!!! - a *ominação, se "ouver%
!+ - o dia, "ora e lugar do *ompare*imento%
+ - a *-pia do despa*"o%
+! - o prazo para de(esa%
+!! - a assinatura do es*rivão e a de*laração de que o subs*reve por ordem do /uiz.
Par'gra(o 1ni*o. ; mandado poder' ser em breve relat-rio, quando o autor entregar em *art-rio, *om
a petição ini*ial, tantas *-pias desta quantos (orem os r&us% *aso em que as *-pias, depois de
*on(eridas *om o original, (arão parte integrante do mandado.
Art. ::E. !n*umbe ao o(i*ial de /ustiça pro*urar o r&u e, onde o en*ontrar, *it'-lo
! - lendo-l"e o mandado e entregando-l"e a *ontra(&%
!! - portando por (& se re*ebeu ou re*usou a *ontra(&%
!!! - obtendo a nota de *iente, ou *erti(i*ando que o r&u não a ap0s no mandado.
Art. ::F. Puando, por tr,s vezes, o o(i*ial de /ustiça "ouver pro*urado o r&u em seu domi*ílio ou
resid,n*ia, sem o en*ontrar, dever', "avendo suspeita de o*ultação, intimar a qualquer pessoa da
(amília, ou em sua (alta a qualquer vizin"o, que, no dia imediato, voltar', a (im de e(etuar a *itação,
na "ora que designar.
Art. ::I. 7o dia e "ora designados, o o(i*ial de /ustiça, independentemente de novo despa*"o,
*ompare*er' ao domi*ílio ou resid,n*ia do *itando, a (im de realizar a dilig,n*ia.
8 9
o
De o *itando não estiver presente, o o(i*ial de /ustiça pro*urar' in(ormar-se das raz#es da
aus,n*ia, dando por (eita a *itação, ainda que o *itando se ten"a o*ultado em outra *omar*a.
8 :
o
Ca *ertidão da o*orr,n*ia, o o(i*ial de /ustiça dei)ar' *ontra(& *om pessoa da (amília ou *om
qualquer vizin"o, *on(orme o *aso, de*larando-l"e o nome.
Art. ::L. =eita a *itação *om "ora *erta, o es*rivão enviar' ao r&u *arta, telegrama ou radiograma,
dando-l"e de tudo *i,n*ia.
Art. :?M. 7as *omar*as *ontíguas, de ('*il *omuni*ação, e nas que se situem na mesma região
metropolitana, o o(i*ial de /ustiça poder' e(etuar *itaç#es ou intimaç#es em qualquer delas.
Art. :?9. =ar-se-' a *itação por edital
! - quando des*on"e*ido ou in*erto o r&u%
!! - quando ignorado, in*erto ou ina*essível o lugar em que se en*ontrar%
!!! - nos *asos e)pressos em lei.
8 9
o
$onsidera-se ina*essível, para e(eito de *itação por edital, o país que re*usar o *umprimento de
*arta rogat-ria.
8 :
o
7o *aso de ser ina*essível o lugar em que se en*ontrar o r&u, a notí*ia de sua *itação ser'
divulgada tamb&m pelo r'dio, se na *omar*a "ouver emissora de radiodi(usão.
Art. :?:. Dão requisitos da *itação por edital
! - a a(irmação do autor, ou a *ertidão do o(i*ial, quanto às *ir*unst2n*ias previstas nos ! - quando
des*on"e*ido ou in*erto o r&u%
!! - quando ignorado, in*erto ou ina*essível o lugar em que se en*ontrar%
!! - a a(i)ação do edital, na sede do /uízo, *erti(i*ada pelo es*rivão%
!!! - a publi*ação do edital no prazo m')imo de 95 Gquinze3 dias, uma vez no -rgão o(i*ial e pelo
menos duas vezes em /ornal lo*al, onde "ouver%
!+ - a determinação, pelo /uiz, do prazo, que variar' entre :M Gvinte3 e EM Gsessenta3 dias, *orrendo da
data da primeira publi*ação%
+ - a advert,n*ia a que se re(ere o Art. :I5. 4stando em termos a petição ini*ial, o /uiz a
despa*"ar', ordenando a *itação do r&u, para responder% do mandado *onstar' que, não sendo
*ontestada a ação, se presumirão a*eitos pelo r&u, *omo verdadeiros, os (atos arti*ulados pelo autor,
se o litígio versar sobre direitos disponíveis.
8 9
o
5untar-se-' aos autos um e)emplar de *ada publi*ação, bem *omo do an1n*io, de que trata
!! - a a(i)ação do edital, na sede do /uízo, *erti(i*ada pelo es*rivão%
8 :
o
A publi*ação do edital ser' (eita apenas no -rgão o(i*ial quando a parte (or bene(i*i'ria da
Assist,n*ia 5udi*i'ria.
Art. :??. A parte que requerer a *itação por edital, alegando dolosamente os requisitos do ! - quando
des*on"e*ido ou in*erto o r&u%
!! - quando ignorado, in*erto ou ina*essível o lugar em que se en*ontrar, in*orrer' em multa de 5
G*in*o3 vezes o sal'rio mínimo vigente na sede do /uízo.
Par'gra(o 1ni*o. A multa reverter' em bene(í*io do *itando.
Seção IV
D!s I1.i2!ções
Art. :?@. !ntimação & o ato pelo qual se d' *i,n*ia a algu&m dos atos e termos do pro*esso, para que
(aça ou dei)e de (azer alguma *oisa.
Art. :?5. As intimaç#es e(etuam-se de o(í*io, em pro*essos pendentes, salvo disposição em *ontr'rio.
Art. :?E. 7o Cistrito =ederal e nas $apitais dos 4stados e dos Territ-rios, *onsideram-se (eitas as
intimaç#es pela s- publi*ação dos atos no -rgão o(i*ial.
8 9
o
J indispens'vel, sob pena de nulidade, que da publi*ação *onstem os nomes das partes e de seus
advogados, su(i*ientes para sua identi(i*ação.
8 :
o
A intimação do Kinist&rio P1bli*o, em qualquer *aso ser' (eita pessoalmente.
Art. :?F. 7as demais *omar*as apli*ar-se-' o disposto no art. :??. A parte que requerer a *itação por
edital, alegando dolosamente os requisitos do ! - quando des*on"e*ido ou in*erto o r&u%
!! - quando ignorado, in*erto ou ina*essível o lugar em que se en*ontrar, in*orrer' em multa de 5
G*in*o3 vezes o sal'rio mínimo vigente na sede do /uízo.
Par'gra(o 1ni*o. A multa reverter' em bene(í*io do *itando. se "ouver -rgão de publi*ação dos atos
o(i*iais% não o "avendo, *ompetir' ao es*rivão intimar, de todos os atos do pro*esso, os advogados
das partes
! - pessoalmente, tendo domi*ílio na sede do /uízo%
!! - por *arta registrada, *om aviso de re*ebimento quando domi*iliado (ora do /uízo.
Par'gra(o 1ni*o. As intimaç#es podem ser (eitas de (orma eletr0ni*a, *on(orme regulado em lei
pr-pria.
Art. :?I. 7ão dispondo a lei de outro modo, as intimaç#es serão (eitas às partes, aos seus
representantes legais e aos advogados pelo *orreio ou, se presentes em *art-rio, diretamente pelo
es*rivão ou *"e(e de se*retaria.
Par'gra(o 1ni*o. Presumem-se v'lidas as *omuni*aç#es e intimaç#es dirigidas ao endereço
residen*ial ou pro(issional de*linado na ini*ial, *ontestação ou embargos, *umprindo às partes
atualizar o respe*tivo endereço sempre que "ouver modi(i*ação tempor'ria ou de(initiva.
Art. :?L. =ar-se-' a intimação por meio de o(i*ial de /ustiça quando (rustrada a realização pelo
*orreio.
Par'gra(o 1ni*o. A *ertidão de intimação deve *onter
! - a indi*ação do lugar e a des*rição da pessoa intimada, men*ionando, quando possível, o n1mero
de sua *arteira de identidade e o -rgão que a e)pediu%
!! - a de*laração de entrega da *ontra(&%
!!! - a nota de *iente ou *ertidão de que o interessado não a ap0s no mandado.
Art. :@M. Dalvo disposição em *ontr'rio, os prazos para as partes, para a =azenda P1bli*a e para o
Kinist&rio P1bli*o *ontar-se-ão da intimação.
Par'gra(o 1ni*o. As intimaç#es *onsideram-se realizadas no primeiro dia 1til seguinte, se tiverem
o*orrido em dia em que não ten"a "avido e)pediente (orense.
Art. :@9. $omeça a *orrer o prazo
! - quando a *itação ou intimação (or pelo *orreio, da data de /untada aos autos do aviso de
re*ebimento%
!! - quando a *itação ou intimação (or por o(i*ial de /ustiça, da data de /untada aos autos do mandado
*umprido%
!!! - quando "ouver v'rios r&us, da data de /untada aos autos do 1ltimo aviso de re*ebimento ou
mandado *itat-rio *umprido%
!+ - quando o ato se realizar em *umprimento de *arta de ordem, pre*at-ria ou rogat-ria, da data de
sua /untada aos autos devidamente *umprida%
+ - quando a *itação (or por edital, (inda a dilação assinada pelo /uiz.
Art. :@:. ; prazo para a interposição de re*urso *onta-se da data, em que os advogados são intimados
da de*isão, da sentença ou do a*-rdão.
8 9
o
<eputam-se intimados na audi,n*ia, quando nesta & publi*ada a de*isão ou a sentença.
8 :
o
Savendo ante*ipação da audi,n*ia, o /uiz, de o(í*io ou a requerimento da parte, mandar' intimar
pessoalmente os advogados para *i,n*ia da nova designação
TÍTULO VII
DO PROCESSO E DO PROCEDIMENTO
CAPÍTULO I
DAS DISPOSIÇ>ES GERAIS
Art. :FM. 4ste $-digo regula o pro*esso de *on"e*imento G6ivro !3, de e)e*ução G6ivro !!3, *autelar
G6ivro !!!3 e os pro*edimentos espe*iais G6ivro !+3.
Art. :F9. Apli*a-se a todas as *ausas o pro*edimento *omum, salvo disposição em *ontr'rio deste
$-digo ou de lei espe*ial.
Art. :F:. ; pro*edimento *omum & ordin'rio ou sum'rio.
Par'gra(o 1ni*o. ; pro*edimento espe*ial e o pro*edimento sum'rio regem-se pelas disposiç#es que
!"es são pr-prias, apli*ando-se-l"es, subsidiariamente, as disposiç#es gerais do pro*edimento
ordin'rio.
Art. :F?. ; /uiz poder', a requerimento da parte, ante*ipar, total ou par*ialmente, os e(eitos da tutela
pretendida no pedido ini*ial, desde que, e)istindo prova inequívo*a, se *onvença da verossimil"ança
da alegação e
! - "a/a (undado re*eio de dano irrepar'vel ou de di(í*il reparação% ou
!! - (ique *ara*terizado o abuso de direito de de(esa ou o mani(esto prop-sito protelat-rio do r&u.
8 9
o
7a de*isão que ante*ipar a tutela, o /uiz indi*ar', de modo *laro e pre*iso, as raz#es do seu
*onven*imento.
8 :
o
7ão se *on*eder' a ante*ipação da tutela quando "ouver perigo de irreversibilidade do
provimento ante*ipado.
8 ?
o
A e(etivação da tutela ante*ipada observar', no que *ouber e *on(orme sua natureza, as normas
previstas nos arts. 5II, @E9, 88 @
o
e 5
o
, e @E9-A.
8 @
o
A tutela ante*ipada poder' ser revogada ou modi(i*ada a qualquer tempo, em de*isão
(undamentada.
8 5
o
$on*edida ou não a ante*ipação da tutela, prosseguir' o pro*esso at& (inal /ulgamento.
8 E
o
A tutela ante*ipada tamb&m poder' ser *on*edida quando um ou mais dos pedidos *umulados,
ou par*ela deles, mostrar-se in*ontroverso.
8 F
o
De o autor, a título de ante*ipação de tutela, requerer provid,n*ia de natureza *autelar, poder' o
/uiz, quando presentes os respe*tivos pressupostos, de(erir a medida *autelar em *ar'ter in*idental do
pro*esso a/uizado.
CAPÍTULO II
DO PROCEDIMENTO ORDIN*RIO
Art. :F@. ; pro*edimento ordin'rio reger-se-' segundo as disposiç#es dos 6ivros ! e !! deste $-digo.
CAPÍTULO III
DO PROCEDIMENTO SUM*RIO
Art. :F5. ;bservar-se-' o pro*edimento sum'rio
! - nas *ausas *u/o valor não e)*eda a EM Gsessenta3 vezes o valor do sal'rio mínimo%
!! - nas *ausas, qualquer que se/a o valor
a3 de arrendamento rural e de par*eria agrí*ola%
b3 de *obrança ao *ond0mino de quaisquer quantias devidas ao *ondomínio%
*3 de ressar*imento por danos em pr&dio urbano ou r1sti*o%
d3 de ressar*imento por danos *ausados em a*idente de veí*ulo de via terrestre%
e3 de *obrança de seguro, relativamente aos danos *ausados em a*idente de veí*ulo, ressalvados os
*asos de pro*esso de e)e*ução%
(3 de *obrança de "onor'rios dos pro(issionais liberais, ressalvado o disposto em legislação espe*ial%
g3 que versem sobre revogação de doação%
"3 nos demais *asos previstos em lei.
Par'gra(o 1ni*o. 4ste pro*edimento não ser' observado nas aç#es relativas ao estado e à *apa*idade
das pessoas.
Art. :FE. 7a petição ini*ial, o autor apresentar' o rol de testemun"as e, se requerer perí*ia, (ormular'
quesitos, podendo indi*ar assistente t&*ni*o.
Art. :FF. ; /uiz designar' a audi,n*ia de *on*iliação a ser realizada no prazo de trinta dias, *itando-
se o r&u *om a ante*ed,n*ia mínima de dez dias e sob advert,n*ia prevista no 8 :º Cei)ando
in/usti(i*adamente o r&u de *ompare*er à audi,n*ia, reputar-se-ão verdadeiros os (atos alegados na
petição ini*ial Art. ?9L. De o r&u não *ontestar a ação, reputar-se-ão verdadeiros os (atos a(irmados
pelo autor, salvo se o *ontr'rio resultar da prova dos autos, pro(erindo o /uiz, desde logo, a sentença.
determinando o *ompare*imento das partes. Dendo r& a =azenda P1bli*a, os prazos *ontar-se-ão em
dobro.
8 9º A *on*iliação ser' reduzida a termo e "omologada por sentença, podendo o /uiz ser au)iliado por
*on*iliador.
8 :º Cei)ando in/usti(i*adamente o r&u de *ompare*er à audi,n*ia, reputar-se-ão verdadeiros os (atos
alegados na petição ini*ial Art. ?9L. De o r&u não *ontestar a ação, reputar-se-ão verdadeiros os (atos
a(irmados pelo autor, salvo se o *ontr'rio resultar da prova dos autos, pro(erindo o /uiz, desde logo, a
sentença.
8 ?º As partes *ompare*erão pessoalmente à audi,n*ia, podendo (azer-se representar por preposto
*om poderes para transigir.
8 @º ; /uiz, na audi,n*ia, de*idir' de plano a impugnação ao valor da *ausa ou a *ontrov&rsia sobre a
natureza da demanda, determinando, se (or o *aso, a *onversão do pro*edimento sum'rio em
ordin'rio.
8 5º A *onversão tamb&m o*orrer' quando "ouver ne*essidade de prova t&*ni*a de maior
*omple)idade.
Art. :FI. 7ão obtida a *on*iliação, o(ere*er' o r&u, na pr-pria audi,n*ia, resposta es*rita ou oral,
a*ompan"ada de do*umentos e rol de testemun"as e, se requerer perí*ia, (ormular' seus quesitos
desde logo, podendo indi*ar assistente t&*ni*o.
8 9º J lí*ito ao r&u, na *ontestação, (ormular pedido em seu (avor, desde que (undado nos mesmos
(atos re(eridos na ini*ial.
8 :º Savendo ne*essidade de produção de prova oral e não o*orrendo qualquer das "ip-teses
previstas nos Art. ?:L. ;*orrendo qualquer das "ip-teses previstas nos arts. :EF e :EL, !! a +, o /uiz
de*larar' e)tinto o pro*esso. ! - quando a questão de m&rito (or uni*amente de direito, ou, sendo de
direito e de (ato, não "ouver ne*essidade de produzir prova em audi,n*ia%
!! - quando o*orrer a revelia Art. ?9L. De o r&u não *ontestar a ação, reputar-se-ão verdadeiros os
(atos a(irmados pelo autor8 ser' designada audi,n*ia de instrução e /ulgamento para data pr-)ima,
não e)*edente de trinta dias, salvo se "ouver determinação de perí*ia.
Art. :FL. ;s atos probat-rios realizados em audi,n*ia poderão ser do*umentados mediante
taquigra(ia, estenotipia ou outro m&todo "'bil de do*umentação, (azendo-se a respe*tiva trans*rição
se a determinar o /uiz.
Par'gra(o 1ni*o. 7as *omar*as ou varas em que não (or possível a taquigra(ia, a estenotipia ou outro
m&todo de do*umentação, os depoimentos serão reduzidos a termo, do qual *onstar' apenas o
essen*ial.
Art. :IM. 7o pro*edimento sum'rio não são admissíveis a ação de*larat-ria in*idental e a intervenção
de ter*eiros, salvo a assist,n*ia, o re*urso de ter*eiro pre/udi*ado e a intervenção (undada em
*ontrato de seguro.
Art. :I9 - =indos a instrução e os debates orais, o /uiz pro(erir' sentença na pr-pria audi,n*ia ou no
prazo de dez dias.
TÍTULO VIII
DO PROCEDIMENTO ORDIN*RIO
CAPÍTULO I
DA PETIÇÃO INICIAL
Seção I
Dos ReH0isi.os $! Pe.ição I1i(i!'
Art. :I:. A petição ini*ial indi*ar'
! - o /uiz ou tribunal, a que & dirigida%
!! - os nomes, prenomes, estado *ivil, pro(issão, domi*ílio e resid,n*ia do autor e do r&u%
!!! - o (ato e os (undamentos /urídi*os do pedido%
!+ - o pedido, *om as suas espe*i(i*aç#es%
+ - o valor da *ausa%
+! - as provas *om que o autor pretende demonstrar a verdade dos (atos alegados%
+!! - o requerimento para a *itação do r&u.
Art. :I?. A petição ini*ial ser' instruída *om os do*umentos indispens'veis à propositura da ação.
Art. :I@. +eri(i*ando o /uiz que a petição ini*ial não preen*"e os requisitos e)igidos nos arts. :I: e
:I?, ou que apresenta de(eitos e irregularidades *apazes de di(i*ultar o /ulgamento de m&rito,
determinar' que o autor a emende, ou a *omplete, no prazo de 9M Gdez3 dias.
Par'gra(o 1ni*o. De o autor não *umprir a dilig,n*ia, o /uiz inde(erir' a petição ini*ial.
Art. :I5. 4stando em termos a petição ini*ial, o /uiz a despa*"ar', ordenando a *itação do r&u, para
responder% do mandado *onstar' que, não sendo *ontestada a ação, se presumirão a*eitos pelo r&u,
*omo verdadeiros, os (atos arti*ulados pelo autor.
Art. :I5-A. Puando a mat&ria *ontrovertida (or uni*amente de direito e no /uízo /' "ouver sido
pro(erida sentença de total impro*ed,n*ia em outros *asos id,nti*os, poder' ser dispensada a *itação
e pro(erida sentença, reproduzindo-se o teor da anteriormente prolatada.
8 9
o
De o autor apelar, & (a*ultado ao /uiz de*idir, no prazo de 5 G*in*o3 dias, não manter a sentença e
determinar o prosseguimento da ação.
8 :
o
$aso se/a mantida a sentença, ser' ordenada a *itação do r&u para responder ao re*urso.
Seção II
Do Pe$i$o
Art. :IE. ; pedido deve ser *erto ou determinado. J lí*ito, por&m, (ormular pedido gen&ri*o
! - nas aç#es universais, se não puder o autor individuar na petição os bens demandados%
!! - quando não (or possível determinar, de modo de(initivo, as *onsequ,n*ias do ato ou do (ato
ilí*ito%
!!! - quando a determinação do valor da *ondenação depender de ato que deva ser prati*ado pelo r&u.
Art. :IF. De o autor pedir que se/a imposta ao r&u a abstenção da pr'ti*a de algum ato, tolerar alguma
atividade, prestar ato ou entregar *oisa, poder' requerer *ominação de pena pe*uni'ria para o *aso de
des*umprimento da sentença ou da de*isão ante*ipat-ria de tutela 8 @
o
; /uiz poder', na "ip-tese do
par'gra(o anterior ou na sentença, impor multa di'ria ao r&u, independentemente de pedido do autor,
se (or su(i*iente ou *ompatível *om a obrigação, (i)ando-l"e prazo razo'vel para o *umprimento do
pre*eito. Art. @E9-A. 7a ação que ten"a por ob/eto a entrega de *oisa, o /uiz, ao *on*eder a tutela
espe*í(i*a, (i)ar' o prazo para o *umprimento da obrigação.
8 9
o
Tratando-se de entrega de *oisa determinada pelo g,nero e quantidade, o *redor a individualizar'
na petição ini*ial, se l"e *ouber a es*ol"a% *abendo ao devedor es*ol"er, este a entregar'
individualizada, no prazo (i)ado pelo /uiz.
8 :
o
7ão *umprida a obrigação no prazo estabele*ido, e)pedir-se-' em (avor do *redor mandado de
bus*a e apreensão ou de imissão na posse, *on(orme se tratar de *oisa m-vel ou im-vel.
8 ?
o
Apli*a-se à ação prevista neste artigo o disposto nos 8 9
o
A obrigação somente se *onverter' em
perdas e danos se o autor o requerer ou se impossível a tutela espe*í(i*a ou a obtenção do resultado
pr'ti*o *orrespondente.
8 :
o
A indenização por perdas e danos dar-se-' sem pre/uízo da multa Gart. :IF3.
8 ?
o
Dendo relevante o (undamento da demanda e "avendo /usti(i*ado re*eio de ine(i*'*ia do
provimento (inal, & lí*ito ao /uiz *on*eder a tutela liminarmente ou mediante /usti(i*ação pr&via,
*itado o r&u. A medida liminar poder' ser revogada ou modi(i*ada, a qualquer tempo, em de*isão
(undamentada.
8 @
o
; /uiz poder', na "ip-tese do par'gra(o anterior ou na sentença, impor multa di'ria ao r&u,
independentemente de pedido do autor, se (or su(i*iente ou *ompatível *om a obrigação, (i)ando-l"e
prazo razo'vel para o *umprimento do pre*eito.
8 5
o
Para a e(etivação da tutela espe*í(i*a ou a obtenção do resultado pr'ti*o equivalente, poder' o
/uiz, de o(í*io ou a requerimento, determinar as medidas ne*ess'rias, tais *omo a imposição de multa
por tempo de atraso, bus*a e apreensão, remoção de pessoas e *oisas, des(azimento de obras e
impedimento de atividade no*iva, se ne*ess'rio *om requisição de (orça poli*ial.
8 E
o
; /uiz poder', de o(í*io, modi(i*ar o valor ou a periodi*idade da multa, *aso veri(ique que se
tornou insu(i*iente ou e)*essiva
Art. :II. ; pedido ser' alternativo, quando, pela natureza da obrigação, o devedor puder *umprir a
prestação de mais de um modo.
Par'gra(o 1ni*o. Puando, pela lei ou pelo *ontrato, a es*ol"a *ouber ao devedor, o /uiz !"e assegurar'
o direito de *umprir a prestação de um ou de outro modo, ainda que o autor não ten"a (ormulado
pedido alternativo.
Art. :IL. J lí*ito (ormular mais de um pedido em ordem su*essiva, a (im de que o /uiz *on"eça do
posterior, em não podendo a*ol"er o anterior.
Art. :LM. Puando a obrigação *onsistir em prestaç#es peri-di*as, *onsiderar-se-ão elas in*luídas no
pedido, independentemente de de*laração e)pressa do autor% se o devedor, no *urso do pro*esso,
dei)ar de pag'-las ou de *onsign'-las, a sentença as in*luir' na *ondenação, enquanto durar a
obrigação.
Art. :L9. 7a obrigação indivisível *om pluralidade de *redores, aquele que não parti*ipou do
pro*esso re*eber' a sua parte, deduzidas as despesas na proporção de seu *r&dito.
Art. :L:. J permitida a *umulação, num 1ni*o pro*esso, *ontra o mesmo r&u, de v'rios pedidos,
ainda que entre eles não "a/a *one)ão.
8 9
o
Dão requisitos de admissibilidade da *umulação
! - que os pedidos se/am *ompatíveis entre si%
!! - que se/a *ompetente para *on"e*er deles o mesmo /uízo%
!!! - que se/a adequado para todos os pedidos o tipo de pro*edimento.
8 :
o
Puando, para *ada pedido, *orresponder tipo diverso de pro*edimento, admitir-se-' a *umulação,
se o autor empregar o pro*edimento ordin'rio.
Art. :L?. ;s pedidos são interpretados restritivamente, *ompreendendo-se, entretanto, no prin*ipal os
/uros legais.
Art. :L@. Antes da *itação, o autor poder' aditar o pedido, *orrendo à sua *onta as *ustas a*res*idas
em razão dessa ini*iativa.
Art. :L5. A petição ini*ial ser' inde(erida
! - quando (or inepta%
!! - quando a parte (or mani(estamente ilegítima%
!!! - quando o autor *are*er de interesse pro*essual%
!+ - quando o /uiz veri(i*ar, desde logo, a de*ad,n*ia ou a pres*rição 8 5
o
; /uiz pronun*iar', de
o(í*io, a pres*rição.
+ - quando o tipo de pro*edimento, es*ol"ido pelo autor, não *orresponder à natureza da *ausa, ou ao
valor da ação% *aso em que s- não ser' inde(erida, se puder adaptar-se ao tipo de pro*edimento legal%
+! - quando não atendidas as pres*riç#es dos arts. ?L, par'gra(o 1ni*o, primeira parte, e Art. :I@.
+eri(i*ando o /uiz que a petição ini*ial não preen*"e os requisitos e)igidos nos Art. :I:. A petição
ini*ial indi*ar'
! - o /uiz ou tribunal, a que & dirigida%
!! - os nomes, prenomes, estado *ivil, pro(issão, domi*ílio e resid,n*ia do autor e do r&u%
!!! - o (ato e os (undamentos /urídi*os do pedido%
!+ - o pedido, *om as suas espe*i(i*aç#es%
+ - o valor da *ausa%
+! - as provas *om que o autor pretende demonstrar a verdade dos (atos alegados%
+!! - o requerimento para a *itação do r&u.
Art. :I?. A petição ini*ial ser' instruída *om os do*umentos indispens'veis à propositura da ação ou
que apresenta de(eitos e irregularidades *apazes de di(i*ultar o /ulgamento de m&rito, determinar'
que o autor a emende, ou a *omplete, no prazo de 9M Gdez3 dias.
Par'gra(o 1ni*o. $onsidera-se inepta a petição ini*ial quando
! - !"e (altar pedido ou *ausa de pedir%
!! - da narração dos (atos não de*orrer logi*amente a *on*lusão%
!!! - o pedido (or /uridi*amente impossível%
!+ - *ontiver pedidos in*ompatíveis entre si.
Art. :LE. !nde(erida a petição ini*ial, o autor poder' apelar, (a*ultado ao /uiz, no prazo de @I
Gquarenta e oito3 "oras, re(ormar sua de*isão.
Par'gra(o 1ni*o. 7ão sendo re(ormada a de*isão, os autos serão imediatamente en*amin"ados ao
tribunal *ompetente.
CAPÍTULO II
DA RESPOSTA DO R+U
Seção I
D!s Disposições Ge!is
Art. :LF. ; r&u poder' o(ere*er, no prazo de 95 Gquinze3 dias, em petição es*rita, dirigida ao /uiz da
*ausa, *ontestação, e)*eção e re*onvenção, Art. :LI. Puando (orem *itados para a ação v'rios r&us, o
prazo para responder ser-l"es-' *omum, salvo o disposto no Art. 9L9. Puando os litis*onsortes
tiverem di(erentes pro*uradores, ser-l"es-ão *ontados em dobro os prazos para *ontestar, para
re*orrer e, de modo geral, para (alar nos autos.
Par'gra(o 1ni*o. De o autor desistir da ação quanto a algum r&u ainda não *itado, o prazo para a
resposta *orrer' da intimação do despa*"o que de(erir a desist,n*ia.
Art. :LL. A *ontestação e a re*onvenção serão o(ere*idas simultaneamente, em peças
aut0nomas% a e)*eção ser' pro*essada em apenso aos autos prin*ipais.
Seção II
D! Co1.es.!ção
Art. ?MM. $ompete ao r&u alegar, na *ontestação, toda a mat&ria de de(esa, e)pondo as raz#es de
(ato e de direito, *om que impugna o pedido do autor e espe*i(i*ando as provas que pretende
produzir.
Art. ?M9. $ompete-l"e, por&m, antes de dis*utir o m&rito, alegar
! - ine)ist,n*ia ou nulidade da *itação%
!! - in*ompet,n*ia absoluta%
!!! - in&p*ia da petição ini*ial%
!+ - perempção%
+ - litispend,n*ia%
+l - *oisa /ulgada%
+!! - *one)ão%
+lll - in*apa*idade da parte, de(eito de representação ou (alta de autorização%
!. - *onvenção de arbitragem% G<edação dada pela 6ei nº L.?MF, de :?.L.9LLE3
. - *ar,n*ia de ação% G<edação dada pela 6ei nº 5.L:5, de 9º.9M.9LF?3
.l - (alta de *aução ou de outra prestação, que a lei e)ige *omo preliminar. G!n*luído pela 6ei nº
5.L:5, de 9º.9M.9LF?3
8 9
o
+eri(i*a-se a litispend,n*ia ou a *oisa /ulgada, quando se reproduz ação anteriormente
a/uizada. G<edação dada pela 6ei nº 5.L:5, de 9º.9M.9LF?3
8 :
o
Bma ação & id,nti*a à outra quando tem as mesmas partes, a mesma *ausa de pedir e o
mesmo pedido. G<edação dada pela 6ei nº 5.L:5, de 9º.9M.9LF?3
8 ?
o
S' litispend,n*ia, quando se repete ação, que est' em *urso% "' *oisa /ulgada, quando se
repete ação que /' (oi de*idida por sentença, de que não *aiba re*urso. G<edação dada pela 6ei nº
5.L:5, de 9º.9M.9LF?3
8 @
o
$om e)*eção do *ompromisso arbitral, o /uiz *on"e*er' de o(í*io da mat&ria enumerada
neste artigo. G<edação dada pela 6ei nº 5.L:5, de 9º.9M.9LF?3
Art. ?M:. $abe tamb&m ao r&u mani(estar-se pre*isamente sobre os (atos narrados na petição
ini*ial. Presumem-se verdadeiros os (atos não impugnados, salvo
! - se não (or admissível, a seu respeito, a *on(issão%
!! - se a petição ini*ial não estiver a*ompan"ada do instrumento p1bli*o que a lei *onsiderar da
subst2n*ia do ato%
!!! - se estiverem em *ontradição *om a de(esa, *onsiderada em seu *on/unto.
Par'gra(o 1ni*o. 4sta regra, quanto ao 0nus da impugnação espe*i(i*ada dos (atos, não se apli*a
ao advogado dativo, ao *urador espe*ial e ao -rgão do Kinist&rio P1bli*o.
Art. ?M?. Cepois da *ontestação, s- & lí*ito deduzir novas alegaç#es quando
! - relativas a direito superveniente%
!! - *ompetir ao /uiz *on"e*er delas de o(í*io%
!!! - por e)pressa autorização legal, puderem ser (ormuladas em qualquer tempo e /uízo.
Deção !!!
Cas 4)*eç#es
Art. ?M@. J lí*ito a qualquer das partes argTir, por meio de e)*eção, a in*ompet,n*ia Gart. 99:3, o
impedimento Gart. 9?@3 ou a suspeição Gart. 9?53.
Art. ?M5. 4ste direito pode ser e)er*ido em qualquer tempo, ou grau de /urisdição, *abendo à parte
o(ere*er e)*eção, no prazo de 95 Gquinze3 dias, *ontado do (ato que o*asionou a in*ompet,n*ia, o
impedimento ou a suspeição.
Par'gra(o 1ni*o. 7a e)*eção de in*ompet,n*ia Gart. 99: desta 6ei3, a petição pode ser
proto*olizada no /uízo de domi*ílio do r&u, *om requerimento de sua imediata remessa ao /uízo que
determinou a *itação.
Art. ?ME. <e*ebida a e)*eção, o pro*esso (i*ar' suspenso Gart. :E5, !!!3, at& que se/a
de(initivamente /ulgada.
Dubseção !
Ca !n*ompet,n*ia
Art. ?MF. ; e)*ipiente argTir' a in*ompet,n*ia em petição (undamentada e devidamente
instruída, indi*ando o /uízo para o qual de*lina.
Art. ?MI. $on*lusos os autos, o /uiz mandar' pro*essar a e)*eção, ouvindo o e)*epto dentro em
9M Gdez3 dias e de*idindo em igual prazo.
Art. ?ML. Savendo ne*essidade de prova testemun"al, o /uiz designar' audi,n*ia de instrução,
de*idindo dentro de 9M Gdez3 dias.
Art. ?9M. ; /uiz inde(erir' a petição ini*ial da e)*eção, quando mani(estamente impro*edente.
Art. ?99. 5ulgada pro*edente a e)*eção, os autos serão remetidos ao /uiz *ompetente.
Dubseção !!
Co !mpedimento e da Duspeição
Art. ?9:. A parte o(ere*er' a e)*eção de impedimento ou de suspeição, espe*i(i*ando o motivo
da re*usa Garts. 9?@ e 9?53. A petição, dirigida ao /uiz da *ausa, poder' ser instruída *om do*umentos
em que o e)*ipiente (undar a alegação e *onter' o rol de testemun"as.
Art. ?9?. Cespa*"ando a petição, o /uiz, se re*on"e*er o impedimento ou a suspeição, ordenar'
a remessa dos autos ao seu substituto legal% em *aso *ontr'rio, dentro de 9M Gdez3 dias, dar' as suas
raz#es, a*ompan"adas de do*umentos e de rol de testemun"as, se "ouver, ordenando a remessa dos
autos ao tribunal.
Art. ?9@. +eri(i*ando que a e)*eção não tem (undamento legal, o tribunal determinar' o seu
arquivamento% no *aso *ontr'rio *ondenar' o /uiz nas *ustas, mandando remeter os autos ao seu
substituto legal.
Deção !+
Ca <e*onvenção
Art. ?95. ; r&u pode re*onvir ao autor no mesmo pro*esso, toda vez que a re*onvenção se/a
*one)a *om a ação prin*ipal ou *om o (undamento da de(esa.
Par'gra(o 1ni*o. 7ão pode o r&u, em seu pr-prio nome, re*onvir ao autor, quando este demandar
em nome de outrem.
Art. ?9E. ;(ere*ida a re*onvenção, o autor re*onvindo ser' intimado, na pessoa do seu
pro*urador, para *ontest'-la no prazo de 95 Gquinze3 dias.
Art. ?9F. A desist,n*ia da ação, ou a e)ist,n*ia de qualquer *ausa que a e)tinga, não obsta ao
prosseguimento da re*onvenção.
Art. ?9I. 5ulgar-se-ão na mesma sentença a ação e a re*onvenção.
$APATB6; !!!
CA <4+46!A
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Art. ?::. $ontra o revel que não ten"a patrono nos autos, *orrerão os prazos independentemente
de intimação, a partir da publi*ação de *ada ato de*is-rio.
Par'gra(o 1ni*o ; revel poder' intervir no pro*esso em qualquer (ase, re*ebendo-o no estado
em que se en*ontrar.
$APATB6; !+
CAD P<;+!CW7$!AD P<46!K!7A<4D
Art. ?:?. =indo o prazo para a resposta do r&u, o es*rivão (ar' a *on*lusão dos autos. ; /uiz, no
prazo de 9M Gdez3 dias, determinar', *on(orme o *aso, as provid,n*ias preliminares, que *onstam das
seç#es deste $apítulo.
Deção !
Co 4(eito da <evelia
Art. ?:@. De o r&u não *ontestar a ação, o /uiz, veri(i*ando que não o*orreu o e(eito da revelia,
mandar' que o autor espe*i(ique as provas que pretenda produzir na audi,n*ia.
Deção !!
Ca Ce*laração in*idente
Art. ?:5. $ontestando o r&u o direito que *onstitui (undamento do pedido, o autor poder'
requerer, no prazo de 9M Gdez3 dias, que sobre ele o /uiz pro(ira sentença in*idente, se da de*laração
da e)ist,n*ia ou da ine)ist,n*ia do direito depender, no todo ou em parte, o /ulgamento da lide Gart.
5
o
3.
Deção !!!
Cos =atos !mpeditivos, Kodi(i*ativos ou 4)tintivos do Pedido
Art. ?:E. De o r&u, re*on"e*endo o (ato em que se (undou a ação, outro !"e opuser impeditivo,
modi(i*ativo ou e)tintivo do direito do autor, este ser' ouvido no prazo de 9M Gdez3 dias, (a*ultando-
l"e o /uiz a produção de prova do*umental.
Deção !+
Cas Alegaç#es do <&u
Art. ?:F. De o r&u alegar qualquer das mat&rias enumeradas no art. ?M9, o /uiz mandar' ouvir o
autor no prazo de 9M Gdez3 dias, permitindo-l"e a produção de prova do*umental. +eri(i*ando a
e)ist,n*ia de irregularidades ou de nulidades san'veis, o /uiz mandar' supri-las, (i)ando à parte prazo
nun*a superior a ?M Gtrinta3 dias.
Art. ?:I. $umpridas as provid,n*ias preliminares, ou não "avendo ne*essidade delas, o /uiz
pro(erir' /ulgamento *on(orme o estado do pro*esso, observando o que disp#e o *apítulo seguinte.
$APATB6; +
C; 5B6NAK47T; $;7=;<K4 ; 4DTAC; C; P<;$4DD;
Deção !
Ca 4)tinção do Pro*esso
Art. ?:L. ;*orrendo qualquer das "ip-teses previstas nos arts. :EF e :EL, !! a +, o /uiz de*larar'
e)tinto o pro*esso.
Deção !!
Co 5ulgamento Ante*ipado da 6ide
Art. ??M. ; /uiz *on"e*er' diretamente do pedido, pro(erindo sentença
! - quando a questão de m&rito (or uni*amente de direito, ou, sendo de direito e de (ato, não
"ouver ne*essidade de produzir prova em audi,n*ia%
!! - quando o*orrer a revelia Gart. ?9L3.
Deção !!!
Ca Audi,n*ia Preliminar
Art. ??9. De não o*orrer qualquer das "ip-teses previstas nas seç#es pre*edentes, e versar a
*ausa sobre direitos que admitam transação, o /uiz designar' audi,n*ia preliminar, a realizar-se no
prazo de ?M Gtrinta3 dias, para a qual serão as partes intimadas a *ompare*er, podendo (azer-se
representar por pro*urador ou preposto, *om poderes para transigir. G<edação dada pela 6ei nº
9M.@@@, de F.5.:MM:3
8 9
o
;btida a *on*iliação, ser' reduzida a termo e "omologada por sentença. G!n*luído pela 6ei
nº I.L5:, de 9?.9:.9LL@3
8 :
o
De, por qualquer motivo, não (or obtida a *on*iliação, o /uiz (i)ar' os pontos
*ontrovertidos, de*idir' as quest#es pro*essuais pendentes e determinar' as provas a serem
produzidas, designando audi,n*ia de instrução e /ulgamento, se ne*ess'rio. G!n*luído pela 6ei nº
I.L5:, de 9?.9:.9LL@3
8 ?
o
De o direito em litígio não admitir transação, ou se as *ir*unst2n*ias da *ausa eviden*iarem
ser improv'vel sua obtenção, o /uiz poder', desde logo, sanear o pro*esso e ordenar a produção da
prova, nos termos do 8 :
o
. G!n*luído pela 6ei nº 9M.@@@, de F.5.:MM:3
$APATB6; +!
CAD P<;+AD
Deção !
Cas Cisposiç#es Nerais
Art. ??:. Todos os meios legais, bem *omo os moralmente legítimos, ainda que não
espe*i(i*ados neste $-digo, são "'beis para provar a verdade dos (atos, em que se (unda a ação ou a
de(esa.
Art. ???. ; 0nus da prova in*umbe
! - ao autor, quanto ao (ato *onstitutivo do seu direito%
!! - ao r&u, quanto à e)ist,n*ia de (ato impeditivo, modi(i*ativo ou e)tintivo do direito do autor.
Par'gra(o 1ni*o. J nula a *onvenção que distribui de maneira diversa o 0nus da prova quando
! - re*air sobre direito indisponível da parte%
!! - tornar e)*essivamente di(í*il a uma parte o e)er*í*io do direito.
Art. ??@. 7ão dependem de prova os (atos
! - not-rios%
!! - a(irmados por uma parte e *on(essados pela parte *ontr'ria%
!!! - admitidos, no pro*esso, *omo in*ontroversos%
!+ - em *u/o (avor milita presunção legal de e)ist,n*ia ou de vera*idade.
Art. ??5. 4m (alta de normas /urídi*as parti*ulares, o /uiz apli*ar' as regras de e)peri,n*ia
*omum subministradas pela observação do que ordinariamente a*onte*e e ainda as regras da
e)peri,n*ia t&*ni*a, ressalvado, quanto a esta, o e)ame peri*ial.
Art. ??E. Dalvo disposição espe*ial em *ontr'rio, as provas devem ser produzidas em audi,n*ia.
Par'gra(o 1ni*o. Puando a parte, ou a testemun"a, por en(ermidade, ou por outro motivo
relevante, estiver impossibilitada de *ompare*er à audi,n*ia, mas não de prestar depoimento, o /uiz
designar', *on(orme as *ir*unst2n*ias, dia, "ora e lugar para inquiri-la.
Art. ??F. A parte, que alegar direito muni*ipal, estadual, estrangeiro ou *onsuetudin'rio, provar-
l"e-' o teor e a vig,n*ia, se assim o determinar o /uiz.
Art. ??I. A *arta pre*at-ria e a *arta rogat-ria suspenderão o pro*esso, no *aso previsto na
alínea b do in*iso !+ do art. :E5 desta 6ei, quando, tendo sido requeridas antes da de*isão de
saneamento, a prova nelas soli*itada apresentar-se impres*indível. G<edação dada pela 6ei nº 99.:IM,
de :MME3
Par'gra(o 1ni*o. A *arta pre*at-ria e a *arta rogat-ria, não devolvidas dentro do prazo ou
*on*edidas sem e(eito suspensivo, poderão ser /untas aos autos at& o /ulgamento (inal.
Art. ??L. 7ingu&m se e)ime do dever de *olaborar *om o Poder 5udi*i'rio para o des*obrimento
da verdade.
Art. ?@M. Al&m dos deveres enumerados no art. 9@, *ompete à parte
! - *ompare*er em /uízo, respondendo ao que !"e (or interrogado%
!! - submeter-se à inspeção /udi*ial, que (or /ulgada ne*ess'ria%
!!! - prati*ar o ato que !"e (or determinado.
Art. ?@9. $ompete ao ter*eiro, em relação a qualquer pleito
! - in(ormar ao /uiz os (atos e as *ir*unst2n*ias, de que ten"a *on"e*imento%
!! - e)ibir *oisa ou do*umento, que este/a em seu poder.
Deção !!
Co Cepoimento Pessoal
Art. ?@:. ; /uiz pode, de o(í*io, em qualquer estado do pro*esso, determinar o *ompare*imento
pessoal das partes, a (im de interrog'-las sobre os (atos da *ausa.
Art. ?@?. Puando o /uiz não o determinar de o(í*io, *ompete a *ada parte requerer o depoimento
pessoal da outra, a (im de interrog'-la na audi,n*ia de instrução e /ulgamento.
8 9
o
A parte ser' intimada pessoalmente, *onstando do mandado que se presumirão *on(essados
os (atos *ontra ela alegados, *aso não *ompareça ou, *ompare*endo, se re*use a depor.
8 :
o
De a parte intimada não *ompare*er, ou *ompare*endo, se re*usar a depor, o /uiz !"e
apli*ar' a pena de *on(issão.
Art. ?@@. A parte ser' interrogada na (orma pres*rita para a inquirição de testemun"as.
Par'gra(o 1ni*o. J de(eso, a quem ainda não dep0s, assistir ao interrogat-rio da outra parte.
Art. ?@5. Puando a parte, sem motivo /usti(i*ado, dei)ar de responder ao que !"e (or
perguntado, ou empregar evasivas, o /uiz, apre*iando as demais *ir*unst2n*ias e elementos de prova,
de*larar', na sentença, se "ouve re*usa de depor.
Art. ?@E. A parte responder' pessoalmente sobre os (atos arti*ulados, não podendo servir-se de
es*ritos adrede preparados% o /uiz !"e permitir', todavia, a *onsulta a notas breves, desde que
ob/etivem *ompletar es*lare*imentos.
Art. ?@F. A parte não & obrigada a depor de (atos
! - *riminosos ou torpes, que !"e (orem imputados%
!! - a *u/o respeito, por estado ou pro(issão, deva guardar sigilo.
Par'gra(o 1ni*o. 4sta disposição não se apli*a às aç#es de (iliação, de desquite e de anulação de
*asamento.
Deção !!!
Ca $on(issão
Art. ?@I. S' *on(issão, quando a parte admite a verdade de um (ato, *ontr'rio ao seu interesse e
(avor'vel ao advers'rio. A *on(issão & /udi*ial ou e)tra/udi*ial.
Art. ?@L. A *on(issão /udi*ial pode ser espont2nea ou provo*ada. Ca *on(issão espont2nea, tanto
que requerida pela parte, se lavrar' o respe*tivo termo nos autos% a *on(issão provo*ada *onstar' do
depoimento pessoal prestado pela parte.
Par'gra(o 1ni*o. A *on(issão espont2nea pode ser (eita pela pr-pria parte, ou por mandat'rio
*om poderes espe*iais.
Art. ?5M. A *on(issão /udi*ial (az prova *ontra o *on(itente, não pre/udi*ando, todavia, os
litis*onsortes.
Par'gra(o 1ni*o. 7as aç#es que versarem sobre bens im-veis ou direitos sobre im-veis al"eios, a
*on(issão de um *0n/uge não valer' sem a do outro.
Art. ?59. 7ão vale *omo *on(issão a admissão, em /uízo, de (atos relativos a direitos
indisponíveis.
Art. ?5:. A *on(issão, quando emanar de erro, dolo ou *oação, pode ser revogada
! - por ação anulat-ria, se pendente o pro*esso em que (oi (eita%
!! - por ação res*is-ria, depois de transitada em /ulgado a sentença, da qual *onstituir o 1ni*o
(undamento.
Par'gra(o 1ni*o. $abe ao *on(itente o direito de propor a ação, nos *asos de que trata este artigo%
mas, uma vez ini*iada, passa aos seus "erdeiros.
Art. ?5?. A *on(issão e)tra/udi*ial, (eita por es*rito à parte ou a quem a represente, tem a mesma
e(i*'*ia probat-ria da /udi*ial% (eita a ter*eiro, ou *ontida em testamento, ser' livremente apre*iada
pelo /uiz.
Par'gra(o 1ni*o. Todavia, quando (eita verbalmente, s- ter' e(i*'*ia nos *asos em que a lei não
e)i/a prova literal.
Art. ?5@. A *on(issão &, de regra, indivisível, não podendo a parte, que a quiser invo*ar *omo
prova, a*eit'-la no t-pi*o que a bene(i*iar e re/eit'-la no que !"e (or des(avor'vel. $indir-se-',
todavia, quando o *on(itente !"e aduzir (atos novos, sus*etíveis de *onstituir (undamento de de(esa de
direito material ou de re*onvenção.
Deção !+
Ca 4)ibição de Co*umento ou $oisa
Art. ?55. ; /uiz pode ordenar que a parte e)iba do*umento ou *oisa, que se a*"e em seu poder.
Art. ?5E. ; pedido (ormulado pela parte *onter'
! - a individuação, tão *ompleta quanto possível, do documento ou da coisa;
ÌÌ - a finalidade da prova, indicando os fatos que se relacionam com o documento ou a coisa;
ÌÌÌ - as circunstâncias em que se funda o requerente para afirmar que o documento ou a coisa existe e
se acha em poder da parte contrária.
Art. 357. O requerido dará a sua resposta nos 5 (cinco) dias subseqüentes à sua intimação. Se afirmar
que não possui o documento ou a coisa, o juiz permitirá que o requerente prove, por qualquer meio, que a
declaração não corresponde à verdade.
Art. 358. O juiz não admitirá a recusa:
Ì - se o requerido tiver obrigação legal de exibir;
ÌÌ - se o requerido aludiu ao documento ou à coisa, no processo, com o intuito de constituir prova;
ÌÌÌ - se o documento, por seu conteúdo, for comum às partes.
Art. 359. Ao decidir o pedido, o juiz admitirá como verdadeiros os fatos que, por meio do documento ou
da coisa, a parte pretendia provar:
Ì - se o requerido não efetuar a exibição, nem fizer qualquer declaração no prazo do art. 357;
ÌÌ - se a recusa for havida por ilegítima.
Art. 360. Quando o documento ou a coisa estiver em poder de terceiro, o juiz mandará citá-lo para
responder no prazo de 10 (dez) dias.
Art. 361. Se o terceiro negar a obrigação de exibir, ou a posse do documento ou da coisa, o juiz
designará audiência especial, tomando-lhe o depoimento, bem como o das partes e, se necessário, de
testemunhas; em seguida proferirá a sentença.
Art. 362. Se o terceiro, sem justo motivo, se recusar a efetuar a exibição, o juiz lhe ordenará que
proceda ao respectivo depósito em cartório ou noutro lugar designado, no prazo de 5 (cinco) dias, impondo ao
requerente que o embolse das despesas que tiver; se o terceiro descumprir a ordem, o juiz expedirá mandado
de apreensão, requisitando, se necessário, força policial, tudo sem prejuízo da responsabilidade por crime de
desobediência.
Art. 363. A parte e o terceiro se escusam de exibir, em juízo, o documento ou a coisa: G<edação dada
pela 6ei nº 5.L:5, de 9º.9M.9LF?3
Ì - se concernente a negócios da própria vida da família; G<edação dada pela 6ei nº 5.L:5, de
9º.9M.9LF?3
ÌÌ - se a sua apresentação puder violar dever de honra; G<edação dada pela 6ei nº 5.L:5, de
9º.9M.9LF?3
ÌÌÌ - se a publicidade do documento redundar em desonra à parte ou ao terceiro, bem como a seus
parentes consangüíneos ou afins até o terceiro grau; ou lhes representar perigo de ação penal; G<edação
dada pela 6ei nº 5.L:5, de 9º.9M.9LF?3
ÌV - se a exibição acarretar a divulgação de fatos, a cujo respeito, por estado ou profissão, devam
guardar segredo; G<edação dada pela 6ei nº 5.L:5, de 9º.9M.9LF?3
V - se subsistirem outros motivos graves que, segundo o prudente arbítrio do juiz, justifiquem a recusa
da exibição. G<edação dada pela 6ei nº 5.L:5, de 9º.9M.9LF?3
Parágrafo único. Se os motivos de que tratam os ns. Ì a V disserem respeito só a uma parte do conteúdo
do documento, da outra se extrairá uma suma para ser apresentada em juízo. G<edação dada pela 6ei nº
5.L:5, de 9º.9M.9LF?3
Seção V
Da Prova Documental
Subseção Ì
Da Força Probante dos Documentos
Art. 364. O documento público faz prova não só da sua formação, mas também dos fatos que o
escrivão, o tabelião, ou o funcionário declarar que ocorreram em sua presença.
Art. 365. Fazem a mesma prova que os originais:
Ì - as certidões textuais de qualquer peça dos autos, do protocolo das audiências, ou de outro livro a
cargo do escrivão, sendo extraídas por ele ou sob sua vigilância e por ele subscritas;
ÌÌ - os traslados e as certidões extraídas por oficial público, de instrumentos ou documentos lançados em
suas notas;
ÌÌÌ - as reproduções dos documentos públicos, desde que autenticadas por oficial público ou conferidas
em cartório, com os respectivos originais.
ÌV - as cópias reprográficas de peças do próprio processo judicial declaradas autênticas pelo próprio
advogado sob sua responsabilidade pessoal, se não lhes for impugnada a autenticidade. G!n*luído pela 6ei
nº 99.?I:, de :MME3.
V - os extratos digitais de bancos de dados, públicos e privados, desde que atestado pelo seu emitente,
sob as penas da lei, que as informações conferem com o que consta na origem; G!n*luído pela 6ei nº
99.@9L, de :MME3.
VÌ - as reproduções digitalizadas de qualquer documento, público ou particular, quando juntados aos
autos pelos órgãos da Justiça e seus auxiliares, pelo Ministério Público e seus auxiliares, pelas procuradorias,
pelas repartições públicas em geral e por advogados públicos ou privados, ressalvada a alegação motivada e
fundamentada de adulteração antes ou durante o processo de digitalização. G!n*luído pela 6ei nº 99.@9L,
de :MME3.
§ 1
º
Os originais dos documentos digitalizados, mencionados no inciso VÌ do caput deste artigo, deverão ser
preservados pelo seu detentor até o final do prazo para interposição de ação rescisória.
§ 2
o
Tratando-se de cópia digital de título executivo extrajudicial ou outro documento relevante à
instrução do processo, o juiz poderá determinar o seu depósito em cartório ou secretaria. G!n*luído pela 6ei
nº 99.@9L, de :MME3.
Art. 366. Quando a lei exigir, como da substância do ato, o instrumento público, nenhuma outra prova,
por mais especial que seja, pode suprir-lhe a falta.
Art. 367. O documento, feito por oficial público incompetente, ou sem a observância das formalidades
legais, sendo subscrito pelas partes, tem a mesma eficácia probatória do documento particular.
Art. 368. As declarações constantes do documento particular, escrito e assinado, ou somente assinado,
presumem-se verdadeiras em relação ao signatário.
Parágrafo único. Quando, todavia, contiver declaração de ciência, relativa a determinado fato, o
documento particular prova a declaração, mas não o fato declarado, competindo ao interessado em sua
veracidade o ônus de provar o fato.
Art. 369. Reputa-se autêntico o documento, quando o tabelião reconhecer a firma do signatário,
declarando que foi aposta em sua presença.
Art. 370. A data do documento particular, quando a seu respeito surgir dúvida ou impugnação entre os
litigantes, provar-se-á por todos os meios de direito. Mas, em relação a terceiros, considerar-se-á datado o
documento particular:
Ì - no dia em que foi registrado;
ÌÌ - desde a morte de algum dos signatários;
ÌÌÌ - a partir da impossibilidade física, que sobreveio a qualquer dos signatários;
ÌV - da sua apresentação em repartição pública ou em juízo;
V - do ato ou fato que estabeleça, de modo certo, a anterioridade da formação do documento.
Art. 371. Reputa-se autor do documento particular:
Ì - aquele que o fez e o assinou;
ÌÌ - aquele, por conta de quem foi feito, estando assinado;
ÌÌÌ - aquele que, mandando compô-lo, não o firmou, porque, conforme a experiência comum, não se
costuma assinar, como livros comerciais e assentos domésticos.
Art. 372. Compete à parte, contra quem foi produzido documento particular, alegar no prazo
estabelecido no art. 390, se Ìhe admite ou não a autenticidade da assinatura e a veracidade do contexto;
presumindo-se, com o silêncio, que o tem por verdadeiro.
Parágrafo único. Cessa, todavia, a eficácia da admissão expressa ou tácita, se o documento houver sido
obtido por erro, dolo ou coação.
Art. 373. Ressalvado o disposto no parágrafo único do artigo anterior, o documento particular, de cuja
autenticidade se não duvida, prova que o seu autor fez a declaração, que Ìhe é atribuída.
Parágrafo único. O documento particular, admitido expressa ou tacitamente, é indivisível, sendo defeso
à parte, que pretende utilizar-se dele, aceitar os fatos que Ìhe são favoráveis e recusar os que são contrários
ao seu interesse, salvo se provar que estes se não verificaram.
Art. 374. O telegrama, o radiograma ou qualquer outro meio de transmissão tem a mesma força
probatória do documento particular, se o original constante da estação expedidora foi assinado pelo
remetente.
Parágrafo único. A firma do remetente poderá ser reconhecida pelo tabelião, declarando-se essa
circunstância no original depositado na estação expedidora.
Art. 375. O telegrama ou o radiograma presume-se conforme com o original, provando a data de sua
expedição e do recebimento pelo destinatário. G<edação dada pela 6ei nº 5.L:5, de 9º.9M.9LF?3
Art. 376. As cartas, bem como os registros domésticos, provam contra quem os escreveu quando:
Ì - enunciam o recebimento de um crédito;
ÌÌ - contêm anotação, que visa a suprir a falta de título em favor de quem é apontado como credor;
ÌÌÌ - expressam conhecimento de fatos para os quais não se exija determinada prova.
Art. 377. A nota escrita pelo credor em qualquer parte de documento representativo de obrigação, ainda
que não assinada, faz prova em benefício do devedor.
Parágrafo único. Aplica-se esta regra tanto para o documento, que o credor conservar em seu poder,
como para aquele que se achar em poder do devedor.
Art. 378. Os livros comerciais provam contra o seu autor. É lícito ao comerciante, todavia, demonstrar,
por todos os meios permitidos em direito, que os lançamentos não correspondem à verdade dos fatos.
Art. 379. Os livros comerciais, que preencham os requisitos exigidos por lei, provam também a favor do
seu autor no litígio entre comerciantes.
Art. 380. A escrituração contábil é indivisível: se dos fatos que resultam dos lançamentos, uns são
favoráveis ao interesse de seu autor e outros Ìhe são contrários, ambos serão considerados em conjunto
como unidade.
Art. 381. O juiz pode ordenar, a requerimento da parte, a exibição integral dos livros comerciais e dos
documentos do arquivo:
Ì - na liquidação de sociedade;
ÌÌ - na sucessão por morte de sócio;
ÌÌÌ - quando e como determinar a lei.
Art. 382. O juiz pode, de ofício, ordenar à parte a exibição parcial dos livros e documentos, extraindo-se
deles a suma que interessar ao litígio, bem como reproduções autenticadas.
Art. 383. Qualquer reprodução mecânica, como a fotográfica, cinematográfica, fonográfica ou de outra
espécie, faz prova dos fatos ou das coisas representadas, se aquele contra quem foi produzida Ìhe admitir a
conformidade.
Parágrafo único. Ìmpugnada a autenticidade da reprodução mecânica, o juiz ordenará a realização de
exame pericial.
Art. 384. As reproduções fotográficas ou obtidas por outros processos de repetição, dos documentos
particulares, valem como certidões, sempre que o escrivão portar por fé a sua conformidade com o original.
Art. 385. A cópia de documento particular tem o mesmo valor probante que o original, cabendo ao
escrivão, intimadas as partes, proceder à conferência e certificar a conformidade entre a cópia e o original.
§ 1
o
- Quando se tratar de fotografia, esta terá de ser acompanhada do respectivo negativo.
§ 2
o
- Se a prova for uma fotografia publicada em jornal, exigir-se-ão o original e o negativo.
Art. 386. O juiz apreciará livremente a fé que deva merecer o documento, quando em ponto substancial
e sem ressalva contiver entrelinha, emenda, borrão ou cancelamento.
Art. 387. Cessa a fé do documento, público ou particular, sendo-lhe declarada judicialmente a falsidade.
Parágrafo único. A falsidade consiste:
Ì - em formar documento não verdadeiro;
ÌÌ - em alterar documento verdadeiro.
Art. 388. Cessa a fé do documento particular quando:
Ì - lhe for contestada a assinatura e enquanto não se Ìhe comprovar a veracidade;
ÌÌ - assinado em branco, for abusivamente preenchido.
Parágrafo único. Dar-se-á abuso quando aquele, que recebeu documento assinado, com texto não
escrito no todo ou em parte, o formar ou o completar, por si ou por meio de outrem, violando o pacto feito com
o signatário.
Art. 389. Ìncumbe o ônus da prova quando:
Ì - se tratar de falsidade de documento, à parte que a argüir;
ÌÌ - se tratar de contestação de assinatura, à parte que produziu o documento.
Subseção ÌÌ
Da Argüição de Falsidade
Art. 390. O incidente de falsidade tem lugar em qualquer tempo e grau de jurisdição, incumbindo à parte,
contra quem foi produzido o documento, suscitá-lo na contestação ou no prazo de 10 (dez) dias, contados da
intimação da sua juntada aos autos.
Art. 391. Quando o documento for oferecido antes de encerrada a instrução, a parte o argüirá de falso,
em petição dirigida ao juiz da causa, expondo os motivos em que funda a sua pretensão e os meios com que
provará o alegado.
Art. 392. Ìntimada a parte, que produziu o documento, a responder no prazo de 10 (dez) dias, o juiz
ordenará o exame pericial.
Parágrafo único. Não se procederá ao exame pericial, se a parte, que produziu o documento, concordar
em retirá-lo e a parte contrária não se opuser ao desentranhamento.
Art. 393. Depois de encerrada a instrução, o incidente de falsidade correrá em apenso aos autos
principais; no tribunal processar-se-á perante o relator, observando-se o disposto no artigo antecedente.
Art. 394. Logo que for suscitado o incidente de falsidade, o juiz suspenderá o processo principal.
Art. 395. A sentença, que resolver o incidente, declarará a falsidade ou autenticidade do documento.
Subseção ÌÌÌ
Da Produção da Prova Documental
Art. 396. Compete à parte instruir a petição inicial (art. 283), ou a resposta (art. 297), com os
documentos destinados a provar-lhe as alegações.
Art. 397. É lícito às partes, em qualquer tempo, juntar aos autos documentos novos, quando destinados
a fazer prova de fatos ocorridos depois dos articulados, ou para contrapô-los aos que foram produzidos nos
autos.
Art. 398. Sempre que uma das partes requerer a juntada de documento aos autos, o juiz ouvirá, a seu
respeito, a outra, no prazo de 5 (cinco) dias.
Art. 399. O juiz requisitará às repartições públicas em qualquer tempo ou grau de jurisdição:
Ì - as certidões necessárias à prova das alegações das partes;
ÌÌ - os procedimentos administrativos nas causas em que forem interessados a União, o Estado, o
Município, ou as respectivas entidades da administração indireta.
§ 1
o
Recebidos os autos, o juiz mandará extrair, no prazo máximo e improrrogável de 30 (trinta) dias,
certidões ou reproduções fotográficas das peças indicadas pelas partes ou de ofício; findo o prazo, devolverá
os autos à repartição de origem. G<enumerado pela 6ei nº 99.@9L, de :MME3.
§ 2
o
As repartições públicas poderão fornecer todos os documentos em meio eletrônico conforme
disposto em lei, certificando, pelo mesmo meio, que se trata de extrato fiel do que consta em seu banco de
dados ou do documento digitalizado. G!n*luído pela 6ei nº 99.@9L, de :MME3.
Seção VÌ
Da Prova Testemunhal
Subseção Ì
Da Admissibilidade e do Valor da Prova Testemunhal
Art. 400. A prova testemunhal é sempre admissível, não dispondo a lei de modo diverso. O juiz indeferirá
a inquirição de testemunhas sobre fatos:
Ì - já provados por documento ou confissão da parte;
ÌÌ - que só por documento ou por exame pericial puderem ser provados.
Art. 401. A prova exclusivamente testemunhal só se admite nos contratos cujo valor não exceda o
décuplo do maior salário mínimo vigente no país, ao tempo em que foram celebrados.
Art. 402. Qualquer que seja o valor do contrato, é admissível a prova testemunhal, quando:
Ì - houver começo de prova por escrito, reputando-se tal o documento emanado da parte contra quem se
pretende utilizar o documento como prova;
ÌÌ - o credor não pode ou não podia, moral ou materialmente, obter a prova escrita da obrigação, em
casos como o de parentesco, depósito necessário ou hospedagem em hotel.
Art. 403. As normas estabelecidas nos dois artigos antecedentes aplicam-se ao pagamento e à remissão
da dívida.
Art. 404. É lícito à parte inocente provar com testemunhas:
Ì - nos contratos simulados, a divergência entre a vontade real e a vontade declarada;
ÌÌ - nos contratos em geral, os vícios do consentimento.
Art. 405. Podem depor como testemunhas todas as pessoas, exceto as incapazes, impedidas ou
suspeitas.
§ 1
o
São incapazes:
Ì - o interdito por demência;
ÌÌ - o que, acometido por enfermidade, ou debilidade mental, ao tempo em que ocorreram os fatos, não
podia discerni-los; ou, ao tempo em que deve depor, não está habilitado a transmitir as
percepções; G<edação dada pela 6ei nº 5.L:5, de 9º.9M.9LF?3
ÌÌÌ - o menor de 16 (dezesseis) anos; G!n*luído pela 6ei nº 5.L:5, de 9º.9M.9LF?3
ÌV - o cego e o surdo, quando a ciência do fato depender dos sentidos que Ìhes faltam. G!n*luído pela
6ei nº 5.L:5, de 9º.9M.9LF?3
§ 2
o
São impedidos: G<edação dada pela 6ei nº 5.L:5, de 9º.9M.9LF?3
Ì - o cônjuge, bem como o ascendente e o descendente em qualquer grau, ou colateral, até o terceiro
grau, de alguma das partes, por consangüinidade ou afinidade, salvo se o exigir o interesse público, ou,
tratando-se de causa relativa ao estado da pessoa, não se puder obter de outro modo a prova, que o juiz
repute necessária ao julgamento do mérito; G<edação dada pela 6ei nº 5.L:5, de 9º.9M.9LF?3
ÌÌ - o que é parte na causa; G!n*luído pela 6ei nº 5.L:5, de 9º.9M.9LF?3
ÌÌÌ - o que intervém em nome de uma parte, como o tutor na causa do menor, o representante legal da
pessoa jurídica, o juiz, o advogado e outros, que assistam ou tenham assistido as partes. G!n*luído pela 6ei
nº 5.L:5, de 9º.9M.9LF?3
§ 3
o
São suspeitos: G<edação dada pela 6ei nº 5.L:5, de 9º.9M.9LF?3
Ì - o condenado por crime de falso testemunho, havendo transitado em julgado a sentença; G<edação
dada pela 6ei nº 5.L:5, de 9º.9M.9LF?3
ÌÌ - o que, por seus costumes, não for digno de fé; G<edação dada pela 6ei nº 5.L:5, de 9º.9M.9LF?3
ÌÌÌ - o inimigo capital da parte, ou o seu amigo íntimo; G<edação dada pela 6ei nº 5.L:5, de
9º.9M.9LF?3
ÌV - o que tiver interesse no litígio. G<edação dada pela 6ei nº 5.L:5, de 9º.9M.9LF?3
§ 4
o
Sendo estritamente necessário, o juiz ouvirá testemunhas impedidas ou suspeitas; mas os seus
depoimentos serão prestados independentemente de compromisso (art. 415) e o juiz Ìhes atribuirá o valor
que possam merecer. G<edação dada pela 6ei nº 5.L:5, de 9º.9M.9LF?3
Art. 406. A testemunha não é obrigada a depor de fatos:
Ì - que Ìhe acarretem grave dano, bem como ao seu cônjuge e aos seus parentes consangüíneos ou
afins, em linha reta, ou na colateral em segundo grau;
ÌÌ - a cujo respeito, por estado ou profissão, deva guardar sigilo.
Subseção ÌÌ
Da Produção da Prova Testemunhal
Art. 407. Ìncumbe às partes, no prazo que o juiz fixará ao designar a data da audiência, depositar em
cartório o rol de testemunhas, precisando-lhes o nome, profissão, residência e o local de trabalho; omitindo-se
o juiz, o rol será apresentado até 10 (dez) dias antes da audiência. G<edação dada pela 6ei nº 9M.?5I, de
:F.9:.:MM93
Parágrafo único. É lícito a cada parte oferecer, no máximo, dez testemunhas; quando qualquer das
partes oferecer mais de três testemunhas para a prova de cada fato, o juiz poderá dispensar as restantes.
Art. 408. Depois de apresentado o rol, de que trata o artigo antecedente, a parte só pode substituir a
testemunha:
Ì - que falecer;
ÌÌ - que, por enfermidade, não estiver em condições de depor;
ÌÌÌ - que, tendo mudado de residência, não for encontrada pelo oficial de justiça.
Art. 409. Quando for arrolado como testemunha o juiz da causa, este:
Ì - declarar-se-á impedido, se tiver conhecimento de fatos, que possam influir na decisão; caso em que
será defeso à parte, que o incluiu no rol, desistir de seu depoimento;
ÌÌ - se nada souber, mandará excluir o seu nome.
Art. 410. As testemunhas depõem, na audiência de instrução, perante o juiz da causa, exceto:
Ì - as que prestam depoimento antecipadamente;
ÌÌ - as que são inquiridas por carta;
ÌÌÌ - as que, por doença, ou outro motivo relevante, estão impossibilitadas de comparecer em juízo (art.
336, parágrafo único);
ÌV - as designadas no artigo seguinte.
Art. 411. São inquiridos em sua residência, ou onde exercem a sua função:
Ì - o Presidente e o Vice-Presidente da República;
ÌÌ - o presidente do Senado e o da Câmara dos Deputados;
ÌÌÌ - os ministros de Estado;
ÌV - os ministros do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça, do Superior Tribunal
Militar, do Tribunal Superior Eleitoral, do Tribunal Superior do Trabalho e do Tribunal de Contas da União;
V - o procurador-geral da República;
Vl - os senadores e deputados federais;
Vll - os governadores dos Estados, dos Territórios e do Distrito Federal;
Vlll - os deputados estaduais;
ÌX - os desembargadores dos Tribunais de Justiça, os juízes dos Tribunais de Alçada, os juízes dos
Tribunais Regionais do Trabalho e dos Tribunais Regionais Eleitorais e os conselheiros dos Tribunais de
Contas dos Estados e do Distrito Federal;
X - o embaixador de país que, por lei ou tratado, concede idêntica prerrogativa ao agente diplomático do
Brasil.
Parágrafo único. O juiz solicitará à autoridade que designe dia, hora e local a fim de ser inquirida,
remetendo-lhe cópia da petição inicial ou da defesa oferecida pela parte, que arrolou como testemunha.
Art. 412. A testemunha é intimada a comparecer à audiência, constando do mandado dia, hora e local,
bem como os nomes das partes e a natureza da causa. Se a testemunha deixar de comparecer, sem motivo
justificado, será conduzida, respondendo pelas despesas do adiamento. G<edação dada pela 6ei nº 5.L:5,
de 9º.9M.9LF?3
§ 1
o
A parte pode comprometer-se a levar à audiência a testemunha, independentemente de intimação;
presumindo-se, caso não compareça, que desistiu de ouvi-la. G<edação dada pela 6ei nº 5.L:5, de
9º.9M.9LF?3
§ 2
o
Quando figurar no rol de testemunhas funcionário público ou militar, o juiz o requisitará ao chefe da
repartição ou ao comando do corpo em que servir. G<edação dada pela 6ei nº 5.L:5, de 9º.9M.9LF?3
§ 3
o
A intimação poderá ser feita pelo correio, sob registro ou com entrega em mão própria, quando a
testemunha tiver residência certa. G!n*luído pela 6ei nº I.F9M, de :@.L.9LL?3
Art. 413. O juiz inquirirá as testemunhas separada e sucessivamente; primeiro as do autor e depois as
do réu, providenciando de modo que uma não ouça o depoimento das outras.
Art. 414. Antes de depor, a testemunha será qualificada, declarando o nome por inteiro, a profissão, a
residência e o estado civil, bem como se tem relações de parentesco com a parte, ou interesse no objeto do
processo.
§ 1
o
É lícito à parte contraditar a testemunha, argüindo-lhe a incapacidade, o impedimento ou a
suspeição. Se a testemunha negar os fatos que Ìhe são imputados, a parte poderá provar a contradita com
documentos ou com testemunhas, até três, apresentada no ato e inquiridas em separado. Sendo provados ou
confessados os fatos, o juiz dispensará a testemunha, ou Ìhe tomará o depoimento, observando o disposto no
art. 405, § 4
o
.
§ 2
o
A testemunha pode requerer ao juiz que a escuse de depor, alegando os motivos de que trata o art.
406; ouvidas as partes, o juiz decidirá de plano.
Art. 415. Ao início da inquirição, a testemunha prestará o compromisso de dizer a verdade do que
souber e Ìhe for perguntado.
Parágrafo único. O juiz advertirá à testemunha que incorre em sanção penal quem faz a afirmação falsa,
cala ou oculta a verdade.
Art. 416. O juiz interrogará a testemunha sobre os fatos articulados, cabendo, primeiro à parte, que a
arrolou, e depois à parte contrária, formular perguntas tendentes a esclarecer ou completar o depoimento.
§ 1
o
As partes devem tratar as testemunhas com urbanidade, não Ìhes fazendo perguntas ou
considerações impertinentes, capciosas ou vexatórias.
§ 2
o
As perguntas que o juiz indeferir serão obrigatoriamente transcritas no termo, se a parte o requerer.
Art. 417. O depoimento, datilografado ou registrado por taquigrafia, estenotipia ou outro método idôneo
de documentação, será assinado pelo juiz, pelo depoente e pelos procuradores, facultando-se às partes a sua
gravação.
§ 1
o
O depoimento será passado para a versão datilográfica quando houver recurso da sentença ou
noutros casos, quando o juiz o determinar, de ofício ou a requerimento da parte. G<enumerado pela 6ei nº
99.@9L, de :MME3.
§ 2
o
Tratando-se de processo eletrônico, observar-se-á o disposto nos §§ 2
o
e 3
o
do art. 169 desta
Lei. G!n*luído pela 6ei nº 99.@9L, de :MME3.
Art. 418. O juiz pode ordenar, de ofício ou a requerimento da parte:
Ì - a inquirição de testemunhas referidas nas declarações da parte ou das testemunhas;
ÌÌ - a acareação de duas ou mais testemunhas ou de alguma delas com a parte, quando, sobre fato
determinado, que possa influir na decisão da causa, divergirem as suas declarações.
Art. 419. A testemunha pode requerer ao juiz o pagamento da despesa que efetuou para
comparecimento à audiência, devendo a parte pagá-la logo que arbitrada, ou depositá-la em cartório dentro
de 3 (três) dias.
Parágrafo único. O depoimento prestado em juízo é considerado serviço público. A testemunha, quando
sujeita ao regime da legislação trabalhista, não sofre, por comparecer à audiência, perda de salário nem
desconto no tempo de serviço.
Seção VÌÌ
Da Prova Pericial
Art. 420. A prova pericial consiste em exame, vistoria ou avaliação.
Parágrafo único. O juiz indeferirá a perícia quando:
Ì - a prova do fato não depender do conhecimento especial de técnico;
ÌÌ - for desnecessária em vista de outras provas produzidas;
ÌÌÌ - a verificação for impraticável.
Art. 421. O juiz nomeará o perito, fixando de imediato o prazo para a entrega do laudo. G<edação dada
pela 6ei nº I.@55, de :@.I.9LL:3
§ 1
o
Ìncumbe às partes, dentro em 5 (cinco) dias, contados da intimação do despacho de nomeação do
perito:
Ì - indicar o assistente técnico;
ÌÌ - apresentar quesitos.
§ 2
o
Quando a natureza do fato o permitir, a perícia poderá consistir apenas na inquirição pelo juiz do
perito e dos assistentes, por ocasião da audiência de instrução e julgamento a respeito das coisas que
houverem informalmente examinado ou avaliado. G<edação dada pela 6ei nº I.@55, de :@.I.9LL:3
Art. 422. O perito cumprirá escrupulosamente o encargo que Ìhe foi cometido, independentemente de
termo de compromisso. Os assistentes técnicos são de confiança da parte, não sujeitos a impedimento ou
suspeição.
Art. 423. O perito pode escusar-se (art. 146), ou ser recusado por impedimento ou suspeição (art. 138,
ÌÌÌ); ao aceitar a escusa ou julgar procedente a impugnação, o juiz nomeará novo perito.
Art. 424. O perito pode ser substituído quando: G<edação dada pela 6ei nº I.@55, de :@.I.9LL:3
Ì - carecer de conhecimento técnico ou científico;
ÌÌ - sem motivo legítimo, deixar de cumprir o encargo no prazo que Ìhe foi assinado. G<edação dada
pela 6ei nº I.@55, de :@.I.9LL:3
Parágrafo único. No caso previsto no inciso ÌÌ, o juiz comunicará a ocorrência à corporação profissional
respectiva, podendo, ainda, impor multa ao perito, fixada tendo em vista o valor da causa e o possível
prejuízo decorrente do atraso no processo. G<edação dada pela 6ei nº I.@55, de :@.I.9LL:3
Art. 425. Poderão as partes apresentar, durante a diligência, quesitos suplementares. Da juntada dos
quesitos aos autos dará o escrivão ciência à parte contrária.
Art. 426. Compete ao juiz:
Ì - indeferir quesitos impertinentes;
ÌÌ - formular os que entender necessários ao esclarecimento da causa.
Art. 427. O juiz poderá dispensar prova pericial quando as partes, na inicial e na contestação,
apresentarem sobre as questões de fato pareceres técnicos ou documentos elucidativos que considerar
suficientes. G<edação dada pela 6ei nº I.@55, de :@.I.9LL:3
Art. 428. Quando a prova tiver de realizar-se por carta, poderá proceder-se à nomeação de perito e
indicação de assistentes técnicos no juízo, ao qual se requisitar a perícia.
Art. 429. Para o desempenho de sua função, podem o perito e os assistentes técnicos utilizar-se de
todos os meios necessários, ouvindo testemunhas, obtendo informações, solicitando documentos que
estejam em poder de parte ou em repartições públicas, bem como instruir o laudo com plantas, desenhos,
fotografias e outras quaisquer peças.
Art. 431-A. As partes terão ciência da data e local designados pelo juiz ou indicados pelo perito para ter
início a produção da prova. G!n*luído pela 6ei nº 9M.?5I, de :F.9:.:MM93
Art. 431-B. Tratando-se de perícia complexa, que abranja mais de uma área de conhecimento
especializado, o juiz poderá nomear mais de um perito e a parte indicar mais de um assistente técnico.
G!n*luído pela 6ei nº 9M.?5I, de :F.9:.:MM93
Art. 432. Se o perito, por motivo justificado, não puder apresentar o laudo dentro do prazo, o juiz
conceder-lhe-á, por uma vez, prorrogação, segundo o seu prudente arbítrio.
Art. 433. O perito apresentará o laudo em cartório, no prazo fixado pelo juiz, pelo menos 20 (vinte) dias
antes da audiência de instrução e julgamento.
Parágrafo único. Os assistentes técnicos oferecerão seus pareceres no prazo comum de 10 (dez) dias,
após intimadas as partes da apresentação do laudo.
Art. 434. Quando o exame tiver por objeto a autenticidade ou a falsidade de documento, ou for de
natureza médico-legal, o perito será escolhido, de preferência, entre os técnicos dos estabelecimentos oficiais
especializados. O juiz autorizará a remessa dos autos, bem como do material sujeito a exame, ao diretor do
estabelecimento.
Parágrafo único. Quando o exame tiver por objeto a autenticidade da letra e firma, o perito poderá
requisitar, para efeito de comparação, documentos existentes em repartições públicas; na falta destes, poderá
requerer ao juiz que a pessoa, a quem se atribuir a autoria do documento, lance em folha de papel, por cópia,
ou sob ditado, dizeres diferentes, para fins de comparação.
Art. 435. A parte, que desejar esclarecimento do perito e do assistente técnico, requererá ao juiz que
mande intimá-lo a comparecer à audiência, formulando desde logo as perguntas, sob forma de quesitos.
Parágrafo único. O perito e o assistente técnico só estarão obrigados a prestar os esclarecimentos a que
se refere este artigo, quando intimados 5 (cinco) dias antes da audiência.
Art. 436. O juiz não está adstrito ao laudo pericial, podendo formar a sua convicção com outros
elementos ou fatos provados nos autos.
Art. 437. O juiz poderá determinar, de ofício ou a requerimento da parte, a realização de nova perícia,
quando a matéria não Ìhe parecer suficientemente esclarecida.
Art. 438. A segunda perícia tem por objeto os mesmos fatos sobre que recaiu a primeira e destina-se a
corrigir eventual omissão ou inexatidão dos resultados a que esta conduziu.
Art. 439. A segunda perícia rege-se pelas disposições estabelecidas para a primeira.
Parágrafo único. A segunda perícia não substitui a primeira, cabendo ao juiz apreciar livremente o valor
de uma e outra.
Seção VÌÌÌ
Da Ìnspeção Judicial
Art. 440. O juiz, de ofício ou a requerimento da parte, pode, em qualquer fase do processo, inspecionar
pessoas ou coisas, a fim de se esclarecer sobre fato, que interesse à decisão da causa.
Art. 441. Ao realizar a inspeção direta, o juiz poderá ser assistido de um ou mais peritos.
Art. 442. O juiz irá ao local, onde se encontre a pessoa ou coisa, quando:
Ì - julgar necessário para a melhor verificação ou interpretação dos fatos que deva observar;
ÌÌ - a coisa não puder ser apresentada em juízo, sem consideráveis despesas ou graves dificuldades;
Ìll - determinar a reconstituição dos fatos.
Parágrafo único. As partes têm sempre direito a assistir à inspeção, prestando esclarecimentos e
fazendo observações que reputem de interesse para a causa.
Art. 443. Concluída a diligência, o juiz mandará lavrar auto circunstanciado, mencionando nele tudo
quanto for útil ao julgamento da causa.
Parágrafo único. O auto poderá ser instruído com desenho, gráfico ou fotografia.
CAPÍTULO VÌÌ
DA AUDÌÊNCÌA
Seção Ì
Das Disposições Gerais
Art. 444. A audiência será pública; nos casos de que trata o art. 155, realizar-se-á a portas fechadas.
Art. 445. O juiz exerce o poder de polícia, competindo-lhe:
Ì - manter a ordem e o decoro na audiência;
ÌÌ - ordenar que se retirem da sala da audiência os que se comportarem inconvenientemente;
ÌÌÌ - requisitar, quando necessário, a força policial.
Art. 446. Compete ao juiz em especial:
Ì - dirigir os trabalhos da audiência;
ÌÌ - proceder direta e pessoalmente à colheita das provas;
ÌÌÌ - exortar os advogados e o órgão do Ministério Público a que discutam a causa com elevação e
urbanidade.
Parágrafo único. Enquanto depuserem as partes, o perito, os assistentes técnicos e as testemunhas, os
advogados não podem intervir ou apartear, sem licença do juiz.
Seção ÌÌ
Da Conciliação
Art. 447. Quando o litígio versar sobre direitos patrimoniais de caráter privado, o juiz, de ofício,
determinará o comparecimento das partes ao início da audiência de instrução e julgamento.
Parágrafo único. Em causas relativas à família, terá lugar igualmente a conciliação, nos casos e para os
fins em que a lei consente a transação.
Art. 448. Antes de iniciar a instrução, o juiz tentará conciliar as partes. Chegando a acordo, o juiz
mandará tomá-lo por termo.
Art. 449. O termo de conciliação, assinado pelas partes e homologado pelo juiz, terá valor de sentença.
Seção ÌÌÌ
Da Ìnstrução e Julgamento
Art. 450. No dia e hora designados, o juiz declarará aberta a audiência, mandando apregoar as partes e
os seus respectivos advogados.
Art. 451. Ao iniciar a instrução, o juiz, ouvidas as partes, fixará os pontos controvertidos sobre que
incidirá a prova.
Art. 452. As provas serão produzidas na audiência nesta ordem:
Ì - o perito e os assistentes técnicos responderão aos quesitos de esclarecimentos, requeridos no prazo
e na forma do art. 435;
ÌÌ - o juiz tomará os depoimentos pessoais, primeiro do autor e depois do réu;
ÌÌÌ - finalmente, serão inquiridas as testemunhas arroladas pelo autor e pelo réu.
Art. 453. A audiência poderá ser adiada:
Ì - por convenção das partes, caso em que só será admissível uma vez;
Ìl - se não puderem comparecer, por motivo justificado, o perito, as partes, as testemunhas ou os
advogados.
§ 1
o
Ìncumbe ao advogado provar o impedimento até a abertura da audiência; não o fazendo, o juiz
procederá à instrução.
§ 2
o
Pode ser dispensada pelo juiz a produção das provas requeridas pela parte cujo advogado não
compareceu à audiência.
§ 3
o
Quem der causa ao adiamento responderá pelas despesas acrescidas.
Art. 454. Finda a instrução, o juiz dará a palavra ao advogado do autor e ao do réu, bem como ao órgão
do Ministério Público, sucessivamente, pelo prazo de 20 (vinte) minutos para cada um, prorrogável por 10
(dez), a critério do juiz.
§ 1
o
Havendo litisconsorte ou terceiro, o prazo, que formará com o da prorrogação um só todo, dividir-
se-á entre os do mesmo grupo, se não convencionarem de modo diverso.
§ 2
o
No caso previsto no art. 56, o opoente sustentará as suas razões em primeiro lugar, seguindo-se-
lhe os opostos, cada qual pelo prazo de 20 (vinte) minutos.
§ 3
o
Quando a causa apresentar questões complexas de fato ou de direito, o debate oral poderá ser
substituído por memoriais, caso em que o juiz designará dia e hora para o seu oferecimento.
Art. 455. A audiência é una e contínua. Não sendo possível concluir, num só dia, a instrução, o debate e
o julgamento, o juiz marcará o seu prosseguimento para dia próximo.
Art. 456. Encerrado o debate ou oferecidos os memoriais, o juiz proferirá a sentença desde logo ou no
prazo de 10 (dez) dias. G<edação dada pela 6ei nº 5.L:5, de 9º.9M.9LF?3
Art. 457. O escrivão lavrará, sob ditado do juiz, termo que conterá, em resumo, o ocorrido na audiência,
bem como, por extenso, os despachos e a sentença, se esta for proferida no ato.
§ 1
o
Quando o termo for datilografado, o juiz Ìhe rubricará as folhas, ordenando que sejam
encadernadas em volume próprio.
§ 2
o
Subscreverão o termo o juiz, os advogados, o órgão do Ministério Público e o escrivão.
§ 3
o
O escrivão trasladará para os autos cópia autêntica do termo de audiência.
§ 4
o
Tratando-se de processo eletrônico, observar-se-á o disposto nos §§ 2
o
e 3
o
do art. 169 desta
Lei. G!n*luído pela 6ei nº 99.@9L, de :MME3.
CAPÍTULO VÌÌÌ
DA SENTENÇA E DA COÌSA JULGADA
Seção Ì
Dos Requisitos e dos Efeitos da Sentença
Art. @5I. Dão requisitos essen*iais da sentença
! - o relat-rio, que *onter' os nomes das partes, a suma do pedido e da resposta do r&u, bem *omo o
registro das prin*ipais o*orr,n*ias "avidas no andamento do pro*esso%
!! - os (undamentos, em que o /uiz analisar' as quest#es de (ato e de direito%
!!! - o dispositivo, em que o /uiz resolver' as quest#es, que as partes !"e submeterem.
Art. 459. O juiz proferirá a sentença, acolhendo ou rejeitando, no todo ou em parte, o pedido formulado pelo
autor. Nos casos de extinção do processo sem julgamento do mérito, o juiz decidirá em forma concisa.
Parágrafo único. Quando o autor tiver formulado pedido certo, é vedado ao juiz proferir sentença ilíquida.
Art. 460. É defeso ao juiz proferir sentença, a favor do autor, de natureza diversa da pedida, bem como
condenar o réu em quantidade superior ou em objeto diverso do que Ìhe foi demandado.
Parágrafo único. A sentença deve ser certa, ainda quando decida relação jurídica condicional.
Art. 461. Na ação que tenha por objeto o cumprimento de obrigação de fazer ou não fazer, o juiz concederá a
tutela específica da obrigação ou, se procedente o pedido, determinará providências que assegurem o
resultado prático equivalente ao do adimplemento.
§ 1
o
A obrigação somente se converterá em perdas e danos se o autor o requerer ou se impossível a tutela
específica ou a obtenção do resultado prático correspondente.
§ 2
o
A indenização por perdas e danos dar-se-á sem prejuízo da multa (art. 287).
§ 3
o
Sendo relevante o fundamento da demanda e havendo justificado receio de ineficácia do provimento
final, é lícito ao juiz conceder a tutela liminarmente ou mediante justificação prévia, citado o réu. A medida
liminar poderá ser revogada ou modificada, a qualquer tempo, em decisão fundamentada.
§ 4
o
O juiz poderá, na hipótese do parágrafo anterior ou na sentença, impor multa diária ao réu,
independentemente de pedido do autor, se for suficiente ou compatível com a obrigação, fixando-lhe prazo
razoável para o cumprimento do preceito.
§ 5
o
Para a efetivação da tutela específica ou a obtenção do resultado prático equivalente, poderá o juiz, de
ofício ou a requerimento, determinar as medidas necessárias, tais como a imposição de multa por tempo de
atraso, busca e apreensão, remoção de pessoas e coisas, desfazimento de obras e impedimento de atividade
nociva, se necessário com requisição de força policial.
§ 6
o
O juiz poderá, de ofício, modificar o valor ou a periodicidade da multa, caso verifique que se tornou
insuficiente ou excessiva.
Art. 461-A. Na ação que tenha por objeto a entrega de coisa, o juiz, ao conceder a tutela específica,
fixará o prazo para o cumprimento da obrigação. G!n*luído pela 6ei nº 9M.@@@, de F.5.:MM:3
§ 1
o
Tratando-se de entrega de coisa determinada pelo gênero e quantidade, o credor a individualizará
na petição inicial, se lhe couber a escolha; cabendo ao devedor escolher, este a entregará individualizada, no
prazo fixado pelo juiz. G!n*luído pela 6ei nº 9M.@@@, de F.5.:MM:3
§ 2
o
Não cumprida a obrigação no prazo estabelecido, expedir-se-á em favor do credor mandado de
busca e apreensão ou de imissão na posse, conforme se tratar de coisa móvel ou imóvel. G!n*luído pela 6ei
nº 9M.@@@, de F.5.:MM:3
§ 3
o
Aplica-se à ação prevista neste artigo o disposto nos §§ 1
o
a 6
o
do art. 461.G!n*luído pela 6ei nº
9M.@@@, de F.5.:MM:3
Art. 462. Se, depois da propositura da ação, algum fato constitutivo, modificativo ou extintivo do direito
influir no julgamento da lide, caberá ao juiz tomá-lo em consideração, de ofício ou a requerimento da parte, no
momento de proferir a sentença. G<edação dada pela 6ei nº 5.L:5, de 9º.9M.9LF?3
Art. 463. Publicada a sentença, o juiz só poderá alterá-la:
Ì - para Ìhe corrigir, de ofício ou a requerimento da parte, inexatidões materiais, ou Ìhe retificar erros de
cálculo;
ÌÌ - por meio de embargos de declaração.
Art. 466. A sentença que condenar o réu no pagamento de uma prestação, consistente em dinheiro ou
em coisa, valerá como título constitutivo de hipoteca judiciária, cuja inscrição será ordenada pelo juiz na forma
prescrita na Lei de Registros Públicos.
Parágrafo único. A sentença condenatória produz a hipoteca judiciária:
Ì - embora a condenação seja genérica;
ÌÌ - pendente arresto de bens do devedor;
ÌÌÌ - ainda quando o credor possa promover a execução provisória da sentença.
Art. 466-A. Condenado o devedor a emitir declaração de vontade, a sentença, uma vez transitada em
julgado, produzirá todos os efeitos da declaração não emitida. G!n*luído pela 6ei nº 99.:?:, de :MM53
Art. 466-B. Se aquele que se comprometeu a concluir um contrato não cumprir a obrigação, a outra
parte, sendo isso possível e não excluído pelo título, poderá obter uma sentença que produza o mesmo efeito
do contrato a ser firmado. G!n*luído pela 6ei nº 99.:?:, de :MM53
Art. 466-C. Tratando-se de contrato que tenha por objeto a transferência da propriedade de coisa
determinada, ou de outro direito, a ação não será acolhida se a parte que a intentou não cumprir a sua
prestação, nem a oferecer, nos casos e formas legais, salvo se ainda não exigível. G!n*luído pela 6ei nº
99.:?:, de :MM53
Seção ÌÌ
Da Coisa Julgada
Art. 467. Denomina-se coisa julgada material a eficácia, que torna imutável e indiscutível a sentença,
não mais sujeita a recurso ordinário ou extraordinário.
Art. 468. A sentença, que julgar total ou parcialmente a lide, tem força de lei nos limites da lide e das
questões decididas.
Art. 469. Não fazem coisa julgada:
Ì - os motivos, ainda que importantes para determinar o alcance da parte dispositiva da sentença;
Ìl - a verdade dos fatos, estabelecida como fundamento da sentença;
ÌÌÌ - a apreciação da questão prejudicial, decidida incidentemente no processo.
Art. 470. Faz, todavia, coisa julgada a resolução da questão prejudicial, se a parte o requerer (arts. 5
o
e
325), o juiz for competente em razão da matéria e constituir pressuposto necessário para o julgamento da
lide.
Art. 471. Nenhum juiz decidirá novamente as questões já decididas, relativas à mesma lide, salvo:
Ì - se, tratando-se de relação jurídica continuativa, sobreveio modificação no estado de fato ou de direito;
caso em que poderá a parte pedir a revisão do que foi estatuído na sentença;
ÌÌ - nos demais casos prescritos em lei.
Art. 472. A sentença faz coisa julgada às partes entre as quais é dada, não beneficiando, nem
prejudicando terceiros. Nas causas relativas ao estado de pessoa, se houverem sido citados no processo, em
litisconsórcio necessário, todos os interessados, a sentença produz coisa julgada em relação a terceiros.
Art. 473. É defeso à parte discutir, no curso do processo, as questões já decididas, a cujo respeito se
operou a preclusão.
Art. 474. Passada em julgado a sentença de mérito, reputar-se-ão deduzidas e repelidas todas as
alegações e defesas, que a parte poderia opor assim ao acolhimento como à rejeição do pedido.
Art. 475. Está sujeita ao duplo grau de jurisdição, não produzindo efeito senão depois de confirmada
pelo tribunal, a sentença: G<edação dada pela 6ei nº 9M.?5:, de :E.9:.:MM93
Ì - proferida contra a União, o Estado, o Distrito Federal, o Município, e as respectivas autarquias e
fundações de direito público; G<edação dada pela 6ei nº 9M.?5:, de :E.9:.:MM93
ÌÌ - que julgar procedentes, no todo ou em parte, os embargos à execução de dívida ativa da Fazenda
Pública (art. 585, VÌ). G<edação dada pela 6ei nº 9M.?5:, de :E.9:.:MM93
§ 1
o
Nos casos previstos neste artigo, o juiz ordenará a remessa dos autos ao tribunal, haja ou não
apelação; não o fazendo, deverá o presidente do tribunal avocá-los. G!n*luído pela 6ei nº 9M.?5:, de
:E.9:.:MM93
§ 2
o
Não se aplica o disposto neste artigo sempre que a condenação, ou o direito controvertido, for de
valor certo não excedente a 60 (sessenta) salários mínimos, bem como no caso de procedência dos
embargos do devedor na execução de dívida ativa do mesmo valor. G!n*luído pela 6ei nº 9M.?5:, de
:E.9:.:MM93
§ 3
o
Também não se aplica o disposto neste artigo quando a sentença estiver fundada em jurisprudência
do plenário do Supremo Tribunal Federal ou em súmula deste Tribunal ou do tribunal superior
competente. G!n*luído pela 6ei nº 9M.?5:, de :E.9:.:MM93
CAPÍTULO ÌX
DA LÌQUÌDAÇÃO DE SENTENÇA
G!n*luído pela 6ei nº 99.:?:, de :MM53
Art. 475-A. Quando a sentença não determinar o valor devido, procede-se à sua liquidação. G!n*luído
pela 6ei nº 99.:?:, de :MM53
§ 1
o
Do requerimento de liquidação de sentença será a parte intimada, na pessoa de seu
advogado. G!n*luído pela 6ei nº 99.:?:, de :MM53
§ 2
o
A liquidação poderá ser requerida na pendência de recurso, processando-se em autos apartados,
no juízo de origem, cumprindo ao liquidante instruir o pedido com cópias das peças processuais
pertinentes. G!n*luído pela 6ei nº 99.:?:, de :MM53
§ 3
o
Nos processos sob procedimento comum sumário, referidos no art. 275, inciso ÌÌ, alíneas 'd' e 'e'
desta Lei, é defesa a sentença ilíquida, cumprindo ao juiz, se for o caso, fixar de plano, a seu prudente
critério, o valor devido. G!n*luído pela 6ei nº 99.:?:, de :MM53Art. 475-B. Quando a determinação do valor
da condenação depender apenas de cálculo aritmético, o credor requererá o cumprimento da sentença, na
forma do art. 475-J desta Lei, instruindo o pedido com a memória discriminada e atualizada do
cálculo. G!n*luído pela 6ei nº 99.:?:, de :MM53
§ 1
o
Quando a elaboração da memória do cálculo depender de dados existentes em poder do devedor
ou de terceiro, o juiz, a requerimento do credor, poderá requisitá-los, fixando prazo de até trinta dias para o
cumprimento da diligência. G!n*luído pela 6ei nº 99.:?:, de :MM53
§ 2
o
Se os dados não forem, injustificadamente, apresentados pelo devedor, reputar-se-ão corretos os
cálculos apresentados pelo credor, e, se não o forem pelo terceiro, configurar-se-á a situação prevista no art.
362. G!n*luído pela 6ei nº 99.:?:, de :MM53
§ 3
o
Poderá o juiz valer-se do contador do juízo, quando a memória apresentada pelo credor
aparentemente exceder os limites da decisão exeqüenda e, ainda, nos casos de assistência judiciária.
G!n*luído pela 6ei nº 99.:?:, de :MM53
§ 4
o
Se o credor não concordar com os cálculos feitos nos termos do § 3
o
deste artigo, far-se-á a
execução pelo valor originariamente pretendido, mas a penhora terá por base o valor encontrado pelo
contador. G!n*luído pela 6ei nº 99.:?:, de :MM53
Art. 475-C. Far-se-á a liquidação por arbitramento quando: G!n*luído pela 6ei nº 99.:?:, de :MM53
Ì ÷ determinado pela sentença ou convencionado pelas partes; G!n*luído pela 6ei nº 99.:?:, de :MM53
ÌÌ ÷ o exigir a natureza do objeto da liquidação. G!n*luído pela 6ei nº 99.:?:, de :MM53
Art. 475-D. Requerida a liquidação por arbitramento, o juiz nomeará o perito e fixará o prazo para a
entrega do laudo. G!n*luído pela 6ei nº 99.:?:, de :MM53
Parágrafo único. Apresentado o laudo, sobre o qual poderão as partes manifestar-se no prazo de dez
dias, o juiz proferirá decisão ou designará, se necessário, audiência. G!n*luído pela 6ei nº 99.:?:, de :MM53
Art. 475-E. Far-se-á a liquidação por artigos, quando, para determinar o valor da condenação, houver
necessidade de alegar e provar fato novo. G!n*luído pela 6ei nº 99.:?:, de :MM53
Art. 475-F. Na liquidação por artigos, observar-se-á, no que couber, o procedimento comum (art.
272). G!n*luído pela 6ei nº 99.:?:, de :MM53
Art. 475-G. É defeso, na liquidação, discutir de novo a lide ou modificar a sentença que a
julgou. G!n*luído pela 6ei nº 99.:?:, de :MM53
Art. 475-H. Da decisão de liquidação caberá agravo de instrumento. G!n*luído pela 6ei nº 99.:?:, de
:MM53
CAPÍTULO X
DO CUMPRÌMENTO DA SENTENÇA
G!n*luído pela 6ei nº 99.:?:, de :MM53
Art. 475-Ì. O cumprimento da sentença far-se-á conforme os arts. 461 e 461-A desta Lei ou, tratando-se
de obrigação por quantia certa, por execução, nos termos dos demais artigos deste Capítulo.G!n*luído pela
6ei nº 99.:?:, de :MM53
§ 1
o
É definitiva a execução da sentença transitada em julgado e provisória quando se tratar de
sentença impugnada mediante recurso ao qual não foi atribuído efeito suspensivo. G!n*luído pela 6ei nº
99.:?:, de :MM53
§ 2
o
Quando na sentença houver uma parte líquida e outra ilíquida, ao credor é lícito promover
simultaneamente a execução daquela e, em autos apartados, a liquidação desta. G!n*luído pela 6ei nº
99.:?:, de :MM53
Art. 475-J. Caso o devedor, condenado ao pagamento de quantia certa ou já fixada em liquidação, não o
efetue no prazo de quinze dias, o montante da condenação será acrescido de multa no percentual de dez por
cento e, a requerimento do credor e observado o disposto no art. 614, inciso ÌÌ, desta Lei, expedir-se-á
mandado de penhora e avaliação. G!n*luído pela 6ei nº 99.:?:, de :MM53
§ 1
o
Do auto de penhora e de avaliação será de imediato intimado o executado, na pessoa de seu
advogado (arts. 236 e 237), ou, na falta deste, o seu representante legal, ou pessoalmente, por mandado ou
pelo correio, podendo oferecer impugnação, querendo, no prazo de quinze dias. G!n*luído pela 6ei nº
99.:?:, de :MM53
§ 2
o
Caso o oficial de justiça não possa proceder à avaliação, por depender de conhecimentos
especializados, o juiz, de imediato, nomeará avaliador, assinando-lhe breve prazo para a entrega do laudo.
G!n*luído pela 6ei nº 99.:?:, de :MM53
§ 3
o
O exeqüente poderá, em seu requerimento, indicar desde logo os bens a serem
penhorados. G!n*luído pela 6ei nº 99.:?:, de :MM53
§ 4
o
Efetuado o pagamento parcial no prazo previsto no caput deste artigo, a multa de dez por cento
incidirá sobre o restante. G!n*luído pela 6ei nº 99.:?:, de :MM53
§ 5
o
Não sendo requerida a execução no prazo de seis meses, o juiz mandará arquivar os autos, sem
prejuízo de seu desarquivamento a pedido da parte. G!n*luído pela 6ei nº 99.:?:, de :MM53
Art. 475-L. A impugnação somente poderá versar sobre: G!n*luído pela 6ei nº 99.:?:, de :MM53
Ì ÷ falta ou nulidade da citação, se o processo correu à revelia; G!n*luído pela 6ei nº 99.:?:, de :MM53
ÌÌ ÷ inexigibilidade do título; G!n*luído pela 6ei nº 99.:?:, de :MM53
ÌÌÌ ÷ penhora incorreta ou avaliação errônea; G!n*luído pela 6ei nº 99.:?:, de :MM53
ÌV ÷ ilegitimidade das partes; G!n*luído pela 6ei nº 99.:?:, de :MM53
V ÷ excesso de execução; G!n*luído pela 6ei nº 99.:?:, de :MM53
VÌ ÷ qualquer causa impeditiva, modificativa ou extintiva da obrigação, como pagamento, novação,
compensação, transação ou prescrição, desde que superveniente à sentença. G!n*luído pela 6ei nº 99.:?:,
de :MM53
§ 1
o
Para efeito do disposto no inciso ÌÌ do caput deste artigo, considera-se também inexigível o título
judicial fundado em lei ou ato normativo declarados inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal, ou
fundado em aplicação ou interpretação da lei ou ato normativo tidas pelo Supremo Tribunal Federal como
incompatíveis com a Constituição Federal. G!n*luído pela 6ei nº 99.:?:, de :MM53
§ 2
o
Quando o executado alegar que o exeqüente, em excesso de execução, pleiteia quantia superior à
resultante da sentença, cumprir-lhe-á declarar de imediato o valor que entende correto, sob pena de rejeição
liminar dessa impugnação. G!n*luído pela 6ei nº 99.:?:, de :MM53
Art. 475-M. A impugnação não terá efeito suspensivo, podendo o juiz atribuir-lhe tal efeito desde que
relevantes seus fundamentos e o prosseguimento da execução seja manifestamente suscetível de causar ao
executado grave dano de difícil ou incerta reparação. G!n*luído pela 6ei nº 99.:?:, de :MM53
§ 1
o
Ainda que atribuído efeito suspensivo à impugnação, é lícito ao exeqüente requerer o
prosseguimento da execução, oferecendo e prestando caução suficiente e idônea, arbitrada pelo juiz e
prestada nos próprios autos. G!n*luído pela 6ei nº 99.:?:, de :MM53
§ 2
o
Deferido efeito suspensivo, a impugnação será instruída e decidida nos próprios autos e, caso
contrário, em autos apartados. G!n*luído pela 6ei nº 99.:?:, de :MM53
§ 3
o
A decisão que resolver a impugnação é recorrível mediante agravo de instrumento, salvo quando
importar extinção da execução, caso em que caberá apelação. G!n*luído pela 6ei nº 99.:?:, de :MM53
Art. 475-N. São títulos executivos judiciais: G!n*luído pela 6ei nº 99.:?:, de :MM53
Ì ÷ a sentença proferida no processo civil que reconheça a existência de obrigação de fazer, não fazer,
entregar coisa ou pagar quantia; G!n*luído pela 6ei nº 99.:?:, de :MM53
ÌÌ ÷ a sentença penal condenatória transitada em julgado; G!n*luído pela 6ei nº 99.:?:, de :MM53
ÌÌÌ ÷ a sentença homologatória de conciliação ou de transação, ainda que inclua matéria não posta em
juízo; G!n*luído pela 6ei nº 99.:?:, de :MM53
ÌV ÷ a sentença arbitral; G!n*luído pela 6ei nº 99.:?:, de :MM53
V ÷ o acordo extrajudicial, de qualquer natureza, homologado judicialmente; G!n*luído pela 6ei nº
99.:?:, de :MM53
VÌ ÷ a sentença estrangeira, homologada pelo Superior Tribunal de Justiça; G!n*luído pela 6ei nº
99.:?:, de :MM53
VÌÌ ÷ o formal e a certidão de partilha, exclusivamente em relação ao inventariante, aos herdeiros e aos
sucessores a título singular ou universal. G!n*luído pela 6ei nº 99.:?:, de :MM53
Parágrafo único. Nos casos dos incisos ÌÌ, ÌV e VÌ, o mandado inicial (art. 475-J) incluirá a ordem de
citação do devedor, no juízo cível, para liquidação ou execução, conforme o caso. G!n*luído pela 6ei nº
99.:?:, de :MM53
Art. 475-O. A execução provisória da sentença far-se-á, no que couber, do mesmo modo que a definitiva,
observadas as seguintes normas: G!n*luído pela 6ei nº 99.:?:, de :MM53
Ì ÷ corre por iniciativa, conta e responsabilidade do exeqüente, que se obriga, se a sentença for
reformada, a reparar os danos que o executado haja sofrido; G!n*luído pela 6ei nº 99.:?:, de :MM53
ÌÌ ÷ fica sem efeito, sobrevindo acórdão que modifique ou anule a sentença objeto da execução,
restituindo-se as partes ao estado anterior e liquidados eventuais prejuízos nos mesmos autos, por
arbitramento; G!n*luído pela 6ei nº 99.:?:, de :MM53
ÌÌÌ ÷ o levantamento de depósito em dinheiro e a prática de atos que importem alienação de propriedade
ou dos quais possa resultar grave dano ao executado dependem de caução suficiente e idônea, arbitrada de
plano pelo juiz e prestada nos próprios autos. G!n*luído pela 6ei nº 99.:?:, de :MM53
§ 1
o
No caso do inciso ÌÌ do caput deste artigo, se a sentença provisória for modificada ou anulada
apenas em parte, somente nesta ficará sem efeito a execução. G!n*luído pela 6ei nº 99.:?:, de :MM53
§ 2
o
A caução a que se refere o inciso ÌÌÌ do caput deste artigo poderá ser dispensada: G!n*luído pela
6ei nº 99.:?:, de :MM53
Ì ÷ quando, nos casos de crédito de natureza alimentar ou decorrente de ato ilícito, até o limite de
sessenta vezes o valor do salário-mínimo, o exeqüente demonstrar situação de necessidade; G!n*luído pela
6ei nº 99.:?:, de :MM53
ÌÌ ÷ nos casos de execução provisória em que penda agravo de instrumento junto ao Supremo Tribunal
Federal ou ao Superior Tribunal de Justiça (art. 544), salvo quando da dispensa possa manifestamente
resultar risco de grave dano, de difícil ou incerta reparação. G!n*luído pela 6ei nº 99.:?:, de :MM53
ÌÌ - nos casos de execução provisória em que penda agravo perante o Supremo Tribunal Federal ou o
Superior Tribunal de Justiça (art. 544), salvo quando da dispensa possa manifestamente resultar risco de
grave dano, de difícil ou incerta reparação.
§ 3
o
Ao requerer a execução provisória, o exequente instruirá a petição com cópias autenticadas das
seguintes peças do processo, podendo o advogado declarar a autenticidade, sob sua responsabilidade
pessoal:
Ì ÷ sentença ou acórdão exequendo;
ÌÌ ÷ certidão de interposição do recurso não dotado de efeito suspensivo; G!n*luído pela 6ei nº 99.:?:,
de :MM53
ÌÌÌ ÷ procurações outorgadas pelas partes; G!n*luído pela 6ei nº 99.:?:, de :MM53
ÌV ÷ decisão de habilitação, se for o caso; G!n*luído pela 6ei nº 99.:?:, de :MM53
V ÷ facultativamente, outras peças processuais que o exeqüente considere necessárias. G!n*luído pela
6ei nº 99.:?:, de :MM53
Art. 475-P. O cumprimento da sentença efetuar-se-á perante: G!n*luído pela 6ei nº 99.:?:, de :MM53
Ì ÷ os tribunais, nas causas de sua competência originária; G!n*luído pela 6ei nº 99.:?:, de :MM53
ÌÌ ÷ o juízo que processou a causa no primeiro grau de jurisdição; G!n*luído pela 6ei nº 99.:?:, de
:MM53
ÌÌÌ ÷ o juízo cível competente, quando se tratar de sentença penal condenatória, de sentença arbitral ou
de sentença estrangeira. G!n*luído pela 6ei nº 99.:?:, de :MM53
Parágrafo único. No caso do inciso ÌÌ do caput deste artigo, o exeqüente poderá optar pelo juízo do local
onde se encontram bens sujeitos à expropriação ou pelo do atual domicílio do executado, casos em que a
remessa dos autos do processo será solicitada ao juízo de origem. G!n*luído pela 6ei nº 99.:?:, de :MM53
Art. 475-Q. Quando a indenização por ato ilícito incluir prestação de alimentos, o juiz, quanto a esta
parte, poderá ordenar ao devedor constituição de capital, cuja renda assegure o pagamento do valor mensal
da pensão. G!n*luído pela 6ei nº 99.:?:, de :MM53
§ 1
o
Este capital, representado por imóveis, títulos da dívida pública ou aplicações financeiras em banco
oficial, será inalienável e impenhorável enquanto durar a obrigação do devedor. G!n*luído pela 6ei nº
99.:?:, de :MM53
§ 2
o
O juiz poderá substituir a constituição do capital pela inclusão do beneficiário da prestação em folha
de pagamento de entidade de direito público ou de empresa de direito privado de notória capacidade
econômica, ou, a requerimento do devedor, por fiança bancária ou garantia real, em valor a ser arbitrado de
imediato pelo juiz. G!n*luído pela 6ei nº 99.:?:, de :MM53
§ 3
o
Se sobrevier modificação nas condições econômicas, poderá a parte requerer, conforme as
circunstâncias, redução ou aumento da prestação. G!n*luído pela 6ei nº 99.:?:, de :MM53
§ 4
o
Os alimentos podem ser fixados tomando por base o salário-mínimo. G!n*luído pela 6ei nº
99.:?:, de :MM53
§ 5
o
Cessada a obrigação de prestar alimentos, o juiz mandará liberar o capital, cessar o desconto em
folha ou cancelar as garantias prestadas. G!n*luído pela 6ei nº 99.:?:, de :MM53
Art. 475-R. Aplicam-se subsidiariamente ao cumprimento da sentença, no que couber, as normas que
regem o processo de execução de título extrajudicial. G!n*luído pela 6ei nº 99.:?:, de :MM53
TÍTULO X
DOS RECURSOS
CAPÍTULO Ì
DAS DÌSPOSÌÇÕES GERAÌS
Art. 496. São cabíveis os seguintes recursos:
Ì - apelação;
ÌÌ - agravo;
ÌÌÌ - embargos infringentes;
ÌV - embargos de declaração;
V - recurso ordinário;
Vl - recurso especial; G!n*luído pela 6ei nº I.M?I, de :5.5.9LLM3
Vll - recurso extraordinário; G!n*luído pela 6ei nº I.M?I, de :5.5.9LLM3
VÌÌÌ - embargos de divergência em recurso especial e em recurso extraordinário.
Art. 497. O recurso extraordinário e o recurso especial não impedem a execução da sentença; a
interposição do agravo de instrumento não obsta o andamento do processo, ressalvado o disposto no art. 558
desta Lei.
Art. 498. Quando o dispositivo do acórdão contiver julgamento por maioria de votos e julgamento
unânime, e forem interpostos embargos infringentes, o prazo para recurso extraordinário ou recurso especial,
relativamente ao julgamento unânime, ficará sobrestado até a intimação da decisão nos embargos. G<edação
dada pela 6ei nº 9M.?5:, de :E.9:.:MM93
Parágrafo único. Quando não forem interpostos embargos infringentes, o prazo relativo à parte unânime
da decisão terá como dia de início aquele em que transitar em julgado a decisão por maioria de
votos. G!n*luído pela 6ei nº 9M.?5:, de :E.9:.:MM93
Art. 499. O recurso pode ser interposto pela parte vencida, pelo terceiro prejudicado e pelo Ministério
Público.
§ 1
o
Cumpre ao terceiro demonstrar o nexo de interdependência entre o seu interesse de intervir e a
relação jurídica submetida à apreciação judicial.
§ 2
o
O Ministério Público tem legitimidade para recorrer assim no processo em que é parte, como
naqueles em que oficiou como fiscal da lei.
Art. 500. Cada parte interporá o recurso, independentemente, no prazo e observadas as exigências
legais. Sendo, porém, vencidos autor e réu, ao recurso interposto por qualquer deles poderá aderir a outra
parte. O recurso adesivo fica subordinado ao recurso principal e se rege pelas disposições seguintes:
Ì - será interposto perante a autoridade competente para admitir o recurso principal, no prazo de que a
parte dispõe para responder;
ÌÌ - será admissível na apelação, nos embargos infringentes, no recurso extraordinário e no recurso
especial;
ÌÌÌ - não será conhecido, se houver desistência do recurso principal, ou se for ele declarado inadmissível
ou deserto.
Parágrafo único. Ao recurso adesivo se aplicam as mesmas regras do recurso independente, quanto às
condições de admissibilidade, preparo e julgamento no tribunal superior.
Art. 501. O recorrente poderá, a qualquer tempo, sem a anuência do recorrido ou dos litisconsortes,
desistir do recurso.
Art. 502. A renúncia ao direito de recorrer independe da aceitação da outra parte.
Art. 503. A parte, que aceitar expressa ou tacitamente a sentença ou a decisão, não poderá recorrer.
Parágrafo único. Considera-se aceitação tácita a prática, sem reserva alguma, de um ato incompatível
com a vontade de recorrer.
Art. 504. Dos despachos não cabe recurso.
Art. 505. A sentença pode ser impugnada no todo ou em parte.
Art. 506. O prazo para a interposição do recurso, aplicável em todos os casos o disposto no art. 184 e
seus parágrafos, contar-se-á da data:
Ì - da leitura da sentença em audiência;
ÌÌ - da intimação às partes, quando a sentença não for proferida em audiência;
ÌÌÌ - da publicação do dispositivo do acórdão no órgão oficial.
Parágrafo único. No prazo para a interposição do recurso, a petição será protocolada em cartório ou
segundo a norma de organização judiciária, ressalvado o disposto no § 2
o
do art. 525 desta Lei. G<edação
dada pela 6ei nº 99.:FE, de :MME3
Art. 507. Se, durante o prazo para a interposição do recurso, sobrevier o falecimento da parte ou de seu
advogado, ou ocorrer motivo de força maior, que suspenda o curso do processo, será tal prazo restituído em
proveito da parte, do herdeiro ou do sucessor, contra quem começará a correr novamente depois da
intimação.
Art. 508. Na apelação, nos embargos infringentes, no recurso ordinário, no recurso especial, no recurso
extraordinário e nos embargos de divergência, o prazo para interpor e para responder é de 15 (quinze) dias.
Art. 509. O recurso interposto por um dos litisconsortes a todos aproveita, salvo se distintos ou opostos
os seus interesses.
Parágrafo único. Havendo solidariedade passiva, o recurso interposto por um devedor aproveitará aos
outros, quando as defesas opostas ao credor Ìhes forem comuns.
Art. 510. Transitado em julgado o acórdão, o escrivão, ou secretário, independentemente de despacho,
providenciará a baixa dos autos ao juízo de origem, no prazo de 5 (cinco) dias.
Art. 511. No ato de interposição do recurso, o recorrente comprovará, quando exigido pela legislação
pertinente, o respectivo preparo, inclusive porte de remessa e de retorno, sob pena de deserção.
§ 1
o
São dispensados de preparo os recursos interpostos pelo Ministério Público, pela União, pelos
Estados e Municípios e respectivas autarquias, e pelos que gozam de isenção legal.
§ 2
o
A insuficiência no valor do preparo implicará deserção, se o recorrente, intimado, não vier a supri-
lo no prazo de cinco dias.
Art. 512. O julgamento proferido pelo tribunal substituirá a sentença ou a decisão recorrida no que tiver
sido objeto de recurso.
CAPÍTULO ÌÌ
DA APELAÇÃO
Art. 513. Da sentença caberá apelação (arts. 267 e 269).
Art. 514. A apelação, interposta por petição dirigida ao juiz, conterá:
Ì - os nomes e a qualificação das partes;
ÌÌ - os fundamentos de fato e de direito;
ÌÌÌ - o pedido de nova decisão.
Art. 515. A apelação devolverá ao tribunal o conhecimento da matéria impugnada.
§ 1
o
Serão, porém, objeto de apreciação e julgamento pelo tribunal todas as questões suscitadas e
discutidas no processo, ainda que a sentença não as tenha julgado por inteiro.
§ 2
o
Quando o pedido ou a defesa tiver mais de um fundamento e o juiz acolher apenas um deles, a
apelação devolverá ao tribunal o conhecimento dos demais.
§ 3
o
Nos casos de extinção do processo sem julgamento do mérito (art. 267), o tribunal pode julgar
desde logo a lide, se a causa versar questão exclusivamente de direito e estiver em condições de imediato
julgamento. G!n*luído pela 6ei nº 9M.?5:, de :E.9:.:MM93
§ 4
o
Constatando a ocorrência de nulidade sanável, o tribunal poderá determinar a realização ou
renovação do ato processual, intimadas as partes; cumprida a diligência, sempre que possível prosseguirá o
julgamento da apelação. G!n*luído pela 6ei nº 99.:FE, de :MME3
Art. 516. Ficam também submetidas ao tribunal as questões anteriores à sentença, ainda não
decididas. G<edação dada pela 6ei nº I.L5M, de 9?.9:.9LL@3
Art. 517. As questões de fato, não propostas no juízo inferior, poderão ser suscitadas na apelação, se a
parte provar que deixou de fazê-lo por motivo de força maior.
Art. 518. Ìnterposta a apelação, o juiz, declarando os efeitos em que a recebe, mandará dar vista ao
apelado para responder.
§ 1
o
O juiz não receberá o recurso de apelação quando a sentença estiver em conformidade com
súmula do Superior Tribunal de Justiça ou do Supremo Tribunal Federal. G<enumerado pela 6ei nº 99.:FE,
de :MME3
§ 2
o
Apresentada a resposta, é facultado ao juiz, em cinco dias, o reexame dos pressupostos de
admissibilidade do recurso. G!n*luído pela 6ei nº 99.:FE, de :MME3
Art. 519. Provando o apelante justo impedimento, o juiz relevará a pena de deserção, fixando-lhe prazo
para efetuar o preparo. G<edação dada pela 6ei nº I.L5M, de 9?.9:.9LL@3
Parágrafo único. A decisão referida neste artigo será irrecorrível, cabendo ao tribunal apreciar-lhe a
legitimidade.
Art. 520. A apelação será recebida em seu efeito devolutivo e suspensivo. Será, no entanto, recebida só
no efeito devolutivo, quando interposta de sentença que: G<edação dada pela 6ei nº 5.L:5, de 9º.9M.9LF?3
Ì - homologar a divisão ou a demarcação; G<edação dada pela 6ei nº 5.L:5, de 9º.9M.9LF?3
ÌÌ - condenar à prestação de alimentos; G<edação dada pela 6ei nº 5.L:5, de 9º.9M.9LF?3
ÌV - decidir o processo cautelar;
V - rejeitar liminarmente embargos à execução ou julgá-los improcedentes; G<edação dada pela 6ei nº
I.L5M, de 9?.9:.9LL@3
VÌ - julgar procedente o pedido de instituição de arbitragem. G!n*luído pela 6ei nº L.?MF, de
:?.L.9LLE3
VÌÌ - confirmar a antecipação dos efeitos da tutela; G!n*luído pela 6ei nº 9M.?5:, de :E.9:.:MM93
Art. 521. Recebida a apelação em ambos os efeitos, o juiz não poderá inovar no processo; recebida só
no efeito devolutivo, o apelado poderá promover, desde logo, a execução provisória da sentença, extraindo a
respectiva carta.
CAPÍTULO ÌÌÌ
DO AGRAVO
(Redação dada pela Lei nº 9.139, de 30.11.1995)
Art. 522. Das decisões interlocutórias caberá agravo, no prazo de 10 (dez) dias, na forma retida, salvo
quando se tratar de decisão suscetível de causar à parte lesão grave e de difícil reparação, bem como nos
casos de inadmissão da apelação e nos relativos aos efeitos em que a apelação é recebida, quando será
admitida a sua interposição por instrumento. G<edação dada pela 6ei nº 99.9IF, de :MM53
Parágrafo único. O agravo retido independe de preparo. G<edação dada pela 6ei nº L.9?L, de
?M.99.9LL53
Art. 523. Na modalidade de agravo retido o agravante requererá que o tribunal dele conheça,
preliminarmente, por ocasião do julgamento da apelação. G<edação dada pela 6ei nº L.9?L, de
?M.99.9LL53
§ 1
o
Não se conhecerá do agravo se a parte não requerer expressamente, nas razões ou na resposta da
apelação, sua apreciação pelo Tribunal. G!n*luído pela 6ei nº L.9?L, de ?M.99.9LL53
§ 2
o
Ìnterposto o agravo, e ouvido o agravado no prazo de 10 (dez) dias, o juiz poderá reformar sua
decisão.G<edação dada pela 6ei nº 9M.?5:, de :E.9:.:MM93
§ 3
o
Das decisões interlocutórias proferidas na audiência de instrução e julgamento caberá agravo na
forma retida, devendo ser interposto oral e imediatamente, bem como constar do respectivo termo (art. 457),
nele expostas sucintamente as razões do agravante.
Art. 524. O agravo de instrumento será dirigido diretamente ao tribunal competente, através de petição
com os seguintes requisitos: G<edação dada pela 6ei nº L.9?L, de ?M.99.9LL53
Ì - a exposição do fato e do direito; G<edação dada pela 6ei nº L.9?L, de ?M.99.9LL53
ÌÌ - as razões do pedido de reforma da decisão; G<edação dada pela 6ei nº L.9?L, de ?M.99.9LL53
ÌÌÌ - o nome e o endereço completo dos advogados, constantes do processo.G<edação dada pela 6ei nº
L.9?L, de ?M.99.9LL53
Art. 525. A petição de agravo de instrumento será instruída: G<edação dada pela 6ei nº L.9?L, de
?M.99.9LL53
Ì - obrigatoriamente, com cópias da decisão agravada, da certidão da respectiva intimação e das
procurações outorgadas aos advogados do agravante e do agravado;G<edação dada pela 6ei nº L.9?L, de
?M.99.9LL53
ÌÌ - facultativamente, com outras peças que o agravante entender úteis. G<edação dada pela 6ei nº
L.9?L, de ?M.99.9LL53
§ 1
o
Acompanhará a petição o comprovante do pagamento das respectivas custas e do porte de retorno,
quando devidos, conforme tabela que será publicada pelos tribunais. G!n*luído pela 6ei nº L.9?L, de
?M.99.9LL53
§ 2
o
No prazo do recurso, a petição será protocolada no tribunal, ou postada no correio sob registro com
aviso de recebimento, ou, ainda, interposta por outra forma prevista na lei local. G!n*luído pela 6ei nº L.9?L,
de ?M.99.9LL53
Art. 526. O agravante, no prazo de 3 (três) dias, requererá juntada, aos autos do processo de cópia da
petição do agravo de instrumento e do comprovante de sua interposição, assim como a relação dos
documentos que instruíram o recurso. G<edação dada pela 6ei nº L.9?L, de ?M.99.9LL53
Parágrafo único. O não cumprimento do disposto neste artigo, desde que argüido e provado pelo
agravado, importa inadmissibilidade do agravo.
Art. 527. Recebido o agravo de instrumento no tribunal, e distribuído incontinenti, o relator:
Ì - negar-lhe-á seguimento, liminarmente, nos casos do art. 557; G<edação dada pela 6ei nº 9M.?5:,
de :E.9:.:MM93
ÌÌ - converterá o agravo de instrumento em agravo retido, salvo quando se tratar de decisão suscetível
de causar à parte lesão grave e de difícil reparação, bem como nos casos de inadmissão da apelação e nos
relativos aos efeitos em que a apelação é recebida, mandando remeter os autos ao juiz da causa; G<edação
dada pela 6ei nº 99.9IF, de :MM53
ÌÌÌ - poderá atribuir efeito suspensivo ao recurso (art. 558), ou deferir, em antecipação de tutela, total ou
parcialmente, a pretensão recursal, comunicando ao juiz sua decisão; G<edação dada pela 6ei nº 9M.?5:,
de :E.9:.:MM93
ÌV - poderá requisitar informações ao juiz da causa, que as prestará no prazo de 10 (dez) dias;
V - mandará intimar o agravado, na mesma oportunidade, por ofício dirigido ao seu advogado, sob
registro e com aviso de recebimento, para que responda no prazo de 10 (dez) dias (art. 525, § 2
o
), facultando-
lhe juntar a documentação que entender conveniente, sendo que, nas comarcas sede de tribunal e naquelas
em que o expediente forense for divulgado no diário oficial, a intimação far-se-á mediante publicação no
órgão oficial;
VÌ - ultimadas as providências referidas nos incisos ÌÌÌ a V do caput deste artigo, mandará ouvir o
Ministério Público, se for o caso, para que se pronuncie no prazo de 10 (dez) dias.
Parágrafo único. A decisão liminar, proferida nos casos dos incisos ÌÌ e ÌÌÌ do caput deste artigo, somente
é passível de reforma no momento do julgamento do agravo, salvo se o próprio relator a
reconsiderar. G<edação dada pela 6ei nº 99.9IF, de :MM53
Art. 528. O juiz não poderá negar seguimento ao agravo, ainda que interposto fora do prazo legal.
Art. 528. Em prazo não superior a 30 (trinta) dias da intimação do agravado, o relator pedirá dia para
julgamento. G<edação dada pela 6ei nº L.9?L, de ?M.99.9LL53
Art. 529. Se o juiz comunicar que reformou inteiramente a decisão, o relator considerará prejudicado o
agravo. G<edação dada pela 6ei nº L.9?L, de ?M.99.9LL53
CAPÍTULO ÌV
DOS EMBARGOS ÌNFRÌNGENTES
Art. 530. Cabem embargos infringentes quando o acórdão não unânime houver reformado, em grau de
apelação, a sentença de mérito, ou houver julgado procedente ação rescisória. Se o desacordo for parcial, os
embargos serão restritos à matéria objeto da divergência.
Art. 531. Ìnterpostos os embargos, abrir-se-á vista ao recorrido para contra-razões; após, o relator do
acórdão embargado apreciará a admissibilidade do recurso.
Art. 532. Da decisão que não admitir os embargos caberá agravo, em 5 (cinco) dias, para o órgão
competente para o julgamento do recurso.
Art. 533. Admitidos os embargos, serão processados e julgados conforme dispuser o regimento do
tribunal.
Art. 534. Caso a norma regimental determine a escolha de novo relator, esta recairá, se possível, em juiz
que não haja participado do julgamento anterior.
CAPÍTULO V
DOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO
Art. 535. Cabem embargos de declaração quando:
Ì - houver, na sentença ou no acórdão, obscuridade ou contradição;
ÌÌ - for omitido ponto sobre o qual devia pronunciar-se o juiz ou tribunal.
Art. 536. Os embargos serão opostos, no prazo de 5 (cinco) dias, em petição dirigida ao juiz ou relator,
com indicação do ponto obscuro, contraditório ou omisso, não estando sujeitos a preparo.
Art. 537. O juiz julgará os embargos em 5 (cinco) dias; nos tribunais, o relator apresentará os embargos
em mesa na sessão subsequente, proferindo voto.
Art. 538. Os embargos de declaração interrompem o prazo para a interposição de outros recursos, por
qualquer das partes.
Parágrafo único. Quando manifestamente protelatórios os embargos, o juiz ou o tribunal, declarando que
o são, condenará o embargante a pagar ao embargado multa não excedente de 1% (um por cento) sobre o
valor da causa. Na reiteração de embargos protelatórios, a multa é elevada a até 10% (dez por cento),
ficando condicionada a interposição de qualquer outro recurso ao depósito do valor respectivo.
Capítulo ÌÌ
Dos Juizados Especiais Cíveis
Seção Ì
Da Competência
Art. 3º O Juizado Especial Cível tem competência para conciliação, processo e julgamento das causas
cíveis de menor complexidade, assim consideradas:
Ì - as causas cujo valor não exceda a quarenta vezes o salário mínimo;
ÌÌ - as enumeradas no art. 275, inciso ÌÌ, do Código de Processo Civil;
ÌÌÌ - a ação de despejo para uso próprio;
ÌV - as ações possessórias sobre bens imóveis de valor não excedente ao fixado no inciso Ì deste artigo.
§ 1º Compete ao Juizado Especial promover a execução:
Ì - dos seus julgados;
ÌÌ - dos títulos executivos extrajudiciais, no valor de até quarenta vezes o salário mínimo, observado o
disposto no § 1º do art. 8º desta Lei.
§ 2º Ficam excluídas da competência do Juizado Especial as causas de natureza alimentar, falimentar,
fiscal e de interesse da Fazenda Pública, e também as relativas a acidentes de trabalho, a resíduos e ao
estado e capacidade das pessoas, ainda que de cunho patrimonial.
§ 3º A opção pelo procedimento previsto nesta Lei importará em renúncia ao crédito excedente ao limite
estabelecido neste artigo, excetuada a hipótese de conciliação.
Art. 4º É competente, para as causas previstas nesta Lei, o Juizado do foro:
Ì - do domicílio do réu ou, a critério do autor, do local onde aquele exerça atividades profissionais ou
econômicas ou mantenha estabelecimento, filial, agência, sucursal ou escritório;
ÌÌ - do lugar onde a obrigação deva ser satisfeita;
ÌÌÌ - do domicílio do autor ou do local do ato ou fato, nas ações para reparação de dano de qualquer
natureza.
Parágrafo único. Em qualquer hipótese, poderá a ação ser proposta no foro previsto no inciso Ì deste
artigo.
Seção ÌÌ
Do Juiz, dos Conciliadores e dos Juízes Leigos
Art. 5º O Juiz dirigirá o processo com liberdade para determinar as provas a serem produzidas, para
apreciá-las e para dar especial valor às regras de experiência comum ou técnica.
Art. 6º O Juiz adotará em cada caso a decisão que reputar mais justa e equânime, atendendo aos fins
sociais da lei e às exigências do bem comum.
Art. 7º Os conciliadores e Juízes leigos são auxiliares da Justiça, recrutados, os primeiros,
preferentemente, entre os bacharéis em Direito, e os segundos, entre advogados com mais de cinco anos de
experiência.
Parágrafo único. Os Juízes leigos ficarão impedidos de exercer a advocacia perante os Juizados
Especiais, enquanto no desempenho de suas funções.
Seção ÌÌÌ
Das Partes
Art. 8º Não poderão ser partes, no processo instituído por esta Lei, o incapaz, o preso, as pessoas
jurídicas de direito público, as empresas públicas da União, a massa falida e o insolvente civil.
§ 1
o
Somente serão admitidas a propor ação perante o Juizado Especial: G<edação dada pela 6ei nº
9:.9:E, de :MML3
Ì - as pessoas físicas capazes, excluídos os cessionários de direito de pessoas jurídicas; G!n*luído
pela 6ei nº 9:.9:E, de :MML3
ÌÌ - as microempresas, assim definidas pela 6ei n
o
9.841, de 5 de outubro de 1999 ; G!n*luído pela 6ei
nº 9:.9:E, de :MML3
ÌÌÌ - as pessoas jurídicas qualificadas como Organização da Sociedade Civil de Ìnteresse Público, nos
termos da 6ei n
o
9.790, de 23 de março de 1999 ; G!n*luído pela 6ei nº 9:.9:E, de :MML3
ÌV - as sociedades de crédito ao microempreendedor, nos termos do art. 9
o
da Lei n
o
10.194, de 14 de
fevereiro de 2001. G!n*luído pela 6ei nº 9:.9:E, de :MML3
§ 2º O maior de dezoito anos poderá ser autor, independentemente de assistência, inclusive para fins de
conciliação.
Art. 9º Nas causas de valor até vinte salários mínimos, as partes comparecerão pessoalmente, podendo
ser assistidas por advogado; nas de valor superior, a assistência é obrigatória.
§ 1º Sendo facultativa a assistência, se uma das partes comparecer assistida por advogado, ou se o réu
for pessoa jurídica ou firma individual, terá a outra parte, se quiser, assistência judiciária prestada por órgão
instituído junto ao Juizado Especial, na forma da lei local.
§ 2º O Juiz alertará as partes da conveniência do patrocínio por advogado, quando a causa o
recomendar.
§ 3º O mandato ao advogado poderá ser verbal, salvo quanto aos poderes especiais.
§ 4
o
O réu, sendo pessoa jurídica ou titular de firma individual, poderá ser representado por preposto
credenciado, munido de carta de preposição com poderes para transigir, sem haver necessidade de vínculo
empregatício. G<edação dada pela 6ei nº 9:.9?F, de :MML3
Art. 10. Não se admitirá, no processo, qualquer forma de intervenção de terceiro nem de assistência.
Admitir-se-á o litisconsórcio.
Art. 11. O Ministério Público intervirá nos casos previstos em lei.
seção ÌV
dos atos processuais
Art. 12. Os atos processuais serão públicos e poderão realizar-se em horário noturno, conforme
dispuserem as normas de organização judiciária.
Art. 13. Os atos processuais serão válidos sempre que preencherem as finalidades para as quais forem
realizados, atendidos os critérios indicados no art. 2º desta Lei.
§ 1º Não se pronunciará qualquer nulidade sem que tenha havido prejuízo.
§ 2º A prática de atos processuais em outras comarcas poderá ser solicitada por qualquer meio idôneo
de comunicação.
§ 3º Apenas os atos considerados essenciais serão registrados resumidamente, em notas manuscritas,
datilografadas, taquigrafadas ou estenotipadas. Os demais atos poderão ser gravados em fita magnética ou
equivalente, que será inutilizada após o trânsito em julgado da decisão.
§ 4º As normas locais disporão sobre a conservação das peças do processo e demais documentos que
o instruem.
seção v
do pedido
Art. 14. O processo instaurar-se-á com a apresentação do pedido, escrito ou oral, à Secretaria do
Juizado.
§ 1º Do pedido constarão, de forma simples e em linguagem acessível:
Ì - o nome, a qualificação e o endereço das partes;
ÌÌ - os fatos e os fundamentos, de forma sucinta;
ÌÌÌ - o objeto e seu valor.
§ 2º É lícito formular pedido genérico quando não for possível determinar, desde logo, a extensão da
obrigação.
§ 3º O pedido oral será reduzido a escrito pela Secretaria do Juizado, podendo ser utilizado o sistema de
fichas ou formulários impressos.
Art. 15. Os pedidos mencionados no art. 3º desta Lei poderão ser alternativos ou cumulados; nesta
última hipótese, desde que conexos e a soma não ultrapasse o limite fixado naquele dispositivo.
Art. 16. Registrado o pedido, independentemente de distribuição e autuação, a Secretaria do Juizado
designará a sessão de conciliação, a realizar-se no prazo de quinze dias.
Art. 17. Comparecendo inicialmente ambas as partes, instaurar-se-á, desde logo, a sessão de
conciliação, dispensados o registro prévio de pedido e a citação.
Parágrafo único. Havendo pedidos contrapostos, poderá ser dispensada a contestação formal e ambos
serão apreciados na mesma sentença.
Seção VÌ
Das Citações e Ìntimações
Art. 18. A citação far-se-á:
Ì - por correspondência, com aviso de recebimento em mão própria;
ÌÌ - tratando-se de pessoa jurídica ou firma individual, mediante entrega ao encarregado da recepção,
que será obrigatoriamente identificado;
ÌÌÌ - sendo necessário, por oficial de justiça, independentemente de mandado ou carta precatória.
§ 1º A citação conterá cópia do pedido inicial, dia e hora para comparecimento do citando e advertência
de que, não comparecendo este, considerar-se-ão verdadeiras as alegações iniciais, e será proferido
julgamento, de plano.
§ 2º Não se fará citação por edital.
§ 3º O comparecimento espontâneo suprirá a falta ou nulidade da citação.
Art. 19. As intimações serão feitas na forma prevista para citação, ou por qualquer outro meio idôneo de
comunicação.
§ 1º Dos atos praticados na audiência, considerar-se-ão desde logo cientes as partes.
§ 2º As partes comunicarão ao juízo as mudanças de endereço ocorridas no curso do processo,
reputando-se eficazes as intimações enviadas ao local anteriormente indicado, na ausência da comunicação.
Presidência da República
Casa Civil
Subchefia para Assuntos Jurídicos
LEÌ Nº 12.153, DE 22 DE DEZEMBRO DE 2009.
Kensagem de veto
Dispõe sobre os Juizados Especiais da Fazenda Pública
no âmbito dos Estados, do Distrito Federal, dos Territórios
e dos Municípios.
O PRESIDE!E DA REP"#$ICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a
seguinte Lei:
Art. 1
o
Os Juizados Especiais da Fazenda Pública, órgãos da justiça comum e integrantes do Sistema
dos Juizados Especiais, serão criados pela União, no Distrito Federal e nos Territórios, e pelos Estados, para
conciliação, processo, julgamento e execução, nas causas de sua competência.
Parágrafo único. O sistema dos Juizados Especiais dos Estados e do Distrito Federal é formado pelos
Juizados Especiais Cíveis, Juizados Especiais Criminais e Juizados Especiais da Fazenda Pública.
Art. 2
o
É de competência dos Juizados Especiais da Fazenda Pública processar, conciliar e julgar
causas cíveis de interesse dos Estados, do Distrito Federal, dos Territórios e dos Municípios, até o valor de 60
(sessenta) salários mínimos.
§ 1
o
Não se incluem na competência do Juizado Especial da Fazenda Pública:
Ì ÷ as ações de mandado de segurança, de desapropriação, de divisão e demarcação, populares, por
improbidade administrativa, execuções fiscais e as demandas sobre direitos ou interesses difusos e coletivos;
ÌÌ ÷ as causas sobre bens imóveis dos Estados, Distrito Federal, Territórios e Municípios, autarquias e
fundações públicas a eles vinculadas;
ÌÌÌ ÷ as causas que tenham como objeto a impugnação da pena de demissão imposta a servidores
públicos civis ou sanções disciplinares aplicadas a militares.
§ 2
o
Quando a pretensão versar sobre obrigações vincendas, para fins de competência do Juizado
Especial, a soma de 12 (doze) parcelas vincendas e de eventuais parcelas vencidas não poderá exceder o
valor referido no caput deste artigo.
§ 3
o
G+4TAC;3
§ 4
o
No foro onde estiver instalado Juizado Especial da Fazenda Pública, a sua competência é
absoluta.
Art. 3
o
O juiz poderá, de ofício ou a requerimento das partes, deferir quaisquer providências cautelares
e antecipatórias no curso do processo, para evitar dano de difícil ou de incerta reparação.
Art. 4
o
Exceto nos casos do art. 3
o
, somente será admitido recurso contra a sentença.
Art. 5
o
Podem ser partes no Juizado Especial da Fazenda Pública:
Ì ÷ como autores, as pessoas físicas e as microempresas e empresas de pequeno porte, assim
definidas na Lei Complementar n
o
123, de 14 de dezembro de 2006;
ÌÌ ÷ como réus, os Estados, o Distrito Federal, os Territórios e os Municípios, bem como autarquias,
fundações e empresas públicas a eles vinculadas.
Art. 6
o
Quanto às citações e intimações, aplicam-se as disposições contidas na Lei n
o
5.869, de 11 de
janeiro de 1973 ÷ Código de Processo Civil.
Art. 7
o
Não haverá prazo diferenciado para a prática de qualquer ato processual pelas pessoas
jurídicas de direito público, inclusive a interposição de recursos, devendo a citação para a audiência de
conciliação ser efetuada com antecedência mínima de 30 (trinta) dias.
Art. 8
o
Os representantes judiciais dos réus presentes à audiência poderão conciliar, transigir ou
desistir nos processos da competência dos Juizados Especiais, nos termos e nas hipóteses previstas na lei
do respectivo ente da Federação.
Art. 9
o
A entidade ré deverá fornecer ao Juizado a documentação de que disponha para o
esclarecimento da causa, apresentando-a até a instalação da audiência de conciliação.
Art. 10. Para efetuar o exame técnico necessário à conciliação ou ao julgamento da causa, o juiz
nomeará pessoa habilitada, que apresentará o laudo até 5 (cinco) dias antes da audiência.
Art. 11. Nas causas de que trata esta Lei, não haverá reexame necessário.
Art. 12. O cumprimento do acordo ou da sentença, com trânsito em julgado, que imponham obrigação
de fazer, não fazer ou entrega de coisa certa, será efetuado mediante ofício do juiz à autoridade citada para a
causa, com cópia da sentença ou do acordo.
Art. 13. Tratando-se de obrigação de pagar quantia certa, após o trânsito em julgado da decisão, o
pagamento será efetuado:
Ì ÷ no prazo máximo de 60 (sessenta) dias, contado da entrega da requisição do juiz à autoridade citada
para a causa, independentemente de precatório, na hipótese do § 3
o
do art. 100 da Constituição Federal; ou
ÌÌ ÷ mediante precatório, caso o montante da condenação exceda o valor definido como obrigação de
pequeno valor.
§ 1
o
Desatendida a requisição judicial, o juiz, imediatamente, determinará o sequestro do numerário
suficiente ao cumprimento da decisão, dispensada a audiência da Fazenda Pública.
§ 2
o
As obrigações definidas como de pequeno valor a serem pagas independentemente de precatório
terão como limite o que for estabelecido na lei do respectivo ente da Federação.
§ 3
o
Até que se dê a publicação das leis de que trata o § 2
o
, os valores serão:
Ì ÷ 40 (quarenta) salários mínimos, quanto aos Estados e ao Distrito Federal;
ÌÌ ÷ 30 (trinta) salários mínimos, quanto aos Municípios.
§ 4
o
São vedados o fracionamento, a repartição ou a quebra do valor da execução, de modo que o
pagamento se faça, em parte, na forma estabelecida no inciso Ì do caput e, em parte, mediante expedição de
precatório, bem como a expedição de precatório complementar ou suplementar do valor pago.
§ 5
o
Se o valor da execução ultrapassar o estabelecido para pagamento independentemente do
precatório, o pagamento far-se-á, sempre, por meio do precatório, sendo facultada à parte exequente a
renúncia ao crédito do valor excedente, para que possa optar pelo pagamento do saldo sem o precatório.
8 Eo ; saque do valor depositado poder' ser (eito pela parte autora, pessoalmente, em qualquer
ag,n*ia do ban*o deposit'rio, independentemente de alvar'.
8 Fo ; saque por meio de pro*urador somente poder' ser (eito na ag,n*ia destinat'ria do dep-sito,
mediante pro*uração espe*í(i*a, *om (irma re*on"e*ida, da qual *onstem o valor originalmente
depositado e sua pro*ed,n*ia.
Art. 9@. ;s 5uizados 4spe*iais da =azenda P1bli*a serão instalados pelos Tribunais de 5ustiça dos
4stados e do Cistrito =ederal.
Par'gra(o 1ni*o. Poderão ser instalados 5uizados 4spe*iais Ad/untos, *abendo ao Tribunal designar a
+ara onde (un*ionar'.
Art. 95. Derão designados, na (orma da legislação dos 4stados e do Cistrito =ederal, *on*iliadores e
/uízes leigos dos 5uizados 4spe*iais da =azenda P1bli*a, observadas as atribuiç#es previstas nos arts.
::, ?F e @M da 6ei no L.MLL, de :E de setembro de 9LL5.
8 9o ;s *on*iliadores e /uízes leigos são au)iliares da 5ustiça, re*rutados, os primeiros,
pre(erentemente, entre os ba*"ar&is em Cireito, e os segundos, entre advogados *om mais de : Gdois3
anos de e)peri,n*ia.
8 :o ;s /uízes leigos (i*arão impedidos de e)er*er a advo*a*ia perante todos os 5uizados 4spe*iais
da =azenda P1bli*a instalados em territ-rio na*ional, enquanto no desempen"o de suas (unç#es.
Art. 9E. $abe ao *on*iliador, sob a supervisão do /uiz, *onduzir a audi,n*ia de *on*iliação.
8 9o Poder' o *on*iliador, para (ins de en*amin"amento da *omposição amig'vel, ouvir as partes e
testemun"as sobre os *ontornos ('ti*os da *ontrov&rsia.
8 :o 7ão obtida a *on*iliação, *aber' ao /uiz presidir a instrução do pro*esso, podendo dispensar
novos depoimentos, se entender su(i*ientes para o /ulgamento da *ausa os es*lare*imentos /'
*onstantes dos autos, e não "ouver impugnação das partes.
Art. 9F. As Turmas <e*ursais do Distema dos 5uizados 4spe*iais são *ompostas por /uízes em
e)er*í*io no primeiro grau de /urisdição, na (orma da legislação dos 4stados e do Cistrito =ederal,
*om mandato de : Gdois3 anos, e integradas, pre(eren*ialmente, por /uízes do Distema dos 5uizados
4spe*iais.
8 9o A designação dos /uízes das Turmas <e*ursais obede*er' aos *rit&rios de antiguidade e
mere*imento.
8 :o 7ão ser' permitida a re*ondução, salvo quando não "ouver outro /uiz na sede da Turma
<e*ursal.
Art. 9I. $aber' pedido de uni(ormização de interpretação de lei quando "ouver diverg,n*ia entre
de*is#es pro(eridas por Turmas <e*ursais sobre quest#es de direito material.
8 9o ; pedido (undado em diverg,n*ia entre Turmas do mesmo 4stado ser' /ulgado em reunião
*on/unta das Turmas em *on(lito, sob a presid,n*ia de desembargador indi*ado pelo Tribunal de
5ustiça.
8 :o 7o *aso do 8 9o, a reunião de /uízes domi*iliados em *idades diversas poder' ser (eita por meio
eletr0ni*o.
8 ?o Puando as Turmas de di(erentes 4stados derem a lei (ederal interpretaç#es divergentes, ou
quando a de*isão pro(erida estiver em *ontrariedade *om s1mula do Duperior Tribunal de 5ustiça, o
pedido ser' por este /ulgado.
Art. 9L. Puando a orientação a*ol"ida pelas Turmas de Bni(ormização de que trata o 8 9o do art. 9I
*ontrariar s1mula do Duperior Tribunal de 5ustiça, a parte interessada poder' provo*ar a mani(estação
deste, que dirimir' a diverg,n*ia.
8 9o 4ventuais pedidos de uni(ormização (undados em quest#es id,nti*as e re*ebidos
subsequentemente em quaisquer das Turmas <e*ursais (i*arão retidos nos autos, aguardando
pronun*iamento do Duperior Tribunal de 5ustiça.
8 :o 7os *asos do *aput deste artigo e do 8 ?o do art. 9I, presente a plausibilidade do direito
invo*ado e "avendo (undado re*eio de dano de di(í*il reparação, poder' o relator *on*eder, de o(í*io
ou a requerimento do interessado, medida liminar determinando a suspensão dos pro*essos nos quais
a *ontrov&rsia este/a estabele*ida.
8 ?o De ne*ess'rio, o relator pedir' in(ormaç#es ao Presidente da Turma <e*ursal ou Presidente da
Turma de Bni(ormização e, nos *asos previstos em lei, ouvir' o Kinist&rio P1bli*o, no prazo de 5
G*in*o3 dias.
8 5o Ce*orridos os prazos re(eridos nos 88 ?o e @o, o relator in*luir' o pedido em pauta na sessão,
*om pre(er,n*ia sobre todos os demais (eitos, ressalvados os pro*essos *om r&us presos, os "abeas
*orpus e os mandados de segurança.
8 Eo Publi*ado o a*-rdão respe*tivo, os pedidos retidos re(eridos no 8 9o serão apre*iados pelas
Turmas <e*ursais, que poderão e)er*er /uízo de retratação ou os de*lararão pre/udi*ados, se
vei*ularem tese não a*ol"ida pelo Duperior Tribunal de 5ustiça.
Art. :M. ;s Tribunais de 5ustiça, o Duperior Tribunal de 5ustiça e o Dupremo Tribunal =ederal, no
2mbito de suas *ompet,n*ias, e)pedirão normas regulamentando os pro*edimentos a serem adotados
para o pro*essamento e o /ulgamento do pedido de uni(ormização e do re*urso e)traordin'rio.
Art. :9. ; re*urso e)traordin'rio, para os e(eitos desta 6ei, ser' pro*essado e /ulgado segundo o
estabele*ido no art. 9L, al&m da observ2n*ia das normas do <egimento.
Art. ::. ;s 5uizados 4spe*iais da =azenda P1bli*a serão instalados no prazo de at& : Gdois3 anos da
vig,n*ia desta 6ei, podendo "aver o aproveitamento total ou par*ial das estruturas das atuais +aras da
=azenda P1bli*a.
Art. :?. ;s Tribunais de 5ustiça poderão limitar, por at& 5 G*in*o3 anos, a partir da entrada em vigor
desta 6ei, a *ompet,n*ia dos 5uizados 4spe*iais da =azenda P1bli*a, atendendo à ne*essidade da
organização dos serviços /udi*i'rios e administrativos.
Art. :@. 7ão serão remetidas aos 5uizados 4spe*iais da =azenda P1bli*a as demandas a/uizadas at& a
data de sua instalação, assim *omo as a/uizadas (ora do 5uizado 4spe*ial por (orça do disposto no art.
:?.
Art. :5. $ompetir' aos Tribunais de 5ustiça prestar o suporte administrativo ne*ess'rio ao
(un*ionamento dos 5uizados 4spe*iais.
Art. :E. ; disposto no art. 9E apli*a-se aos 5uizados 4spe*iais =ederais instituídos pela 6ei
no 9M.:5L, de 9: de /ul"o de :MM9.
Art. :F. Apli*a-se subsidiariamente o disposto nas 6eis nos 5.IEL, de 99 de /aneiro de 9LF? H $-digo
de Pro*esso $ivil, L.MLL, de :E de setembro de 9LL5, e 9M.:5L, de 9: de /ul"o de :MM9.
Art. :I. 4sta 6ei entra em vigor ap-s de*orridos E Gseis3 meses de sua publi*ação o(i*ial.
>rasília, :: de dezembro de :MML% 9IIo da !ndepend,n*ia e 9:9o da <ep1bli*a.
6B!X !7Y$!; 6B6A CA D!6+A
Tarso Nenro
Este texto não substitui o publicado no DOU de 23.12.2009
DIREI!O AD%IIS!RA!I&O
Capítulo &II
Do Direito de Peti'(o
Art) *+,) É permitido ao funcionário requerer ou representar, pedir reconsideração e
recorrer de decisões, desde que o faça dentro das normas de urbanidade e em termos,
observadas as seguintes regras:
Ì - nenhuma solicitação, qualquer que seja a sua forma, poderá ser:
1. dirigida à autoridade incompetente para decidi-la; e
2. encaminhada senão por intermédio da autoridade a que estiver imediatamente
subordinado o funcionário;
ÌÌ - o pedido de reconsideração só será cabível quando contiver novos argumentos e
será sempre dirigido à autoridade que tiver expedido o ato ou proferido a decisão;
ÌÌÌ - nenhum pedido de reconsideração poderá ser renovado;
ÌV - o pedido de reconsideração deverá ser decidido no prazo máximo de 30 (trinta)
dias;
V - só caberá recurso quando houver pedido de reconsideração desatendido ou não
decidido no prazo legal;
VÌ - o recurso será dirigido à autoridade a que estiver imediatamente subordinado e
que tenha expedido o ato ou proferido a decisão e, sucessivamente, na escala ascendente, às
demais autoridades; e
VÌÌ - nenhum recurso poderá ser dirigido mais de uma vez à mesma autoridade.
§ 1º - Em hipótese alguma, poderá ser recebida petição, pedido de reconsideração ou
recurso que não atenda às prescrições deste artigo, devendo a autoridade a qual forem
encaminhadas tais peças indeferi-las de plano.
§ 2º - A decisão final dos recursos a que se refere este artigo deverá ser dada dentro
do prazo de 90 (noventa) dias, contados da data do recebimento na repartição, e uma vez
proferida, será imediatamente publicada, sob pena de responsabilidade do funcionário infrator.
Se a decisão não for proferida dentro desse prazo, poderá o funcionário desde logo interpor
recurso à autoridade superior.
§ 3º - Os pedidos de reconsideração e os recursos não têm efeito suspensivo; os que
forem providos, porém, darão lugar às retificações necessárias, retroagindo os seus efeitos à
data do ato impugnado, desde que outra providência não determine a autoridade quanto aos
efeitos relativos ao passado.
Art) *-.) O direito de pleitear na esfera administrativa, prescreve a partir da data da
publicação, no órgão oficial, do ato impugnado, ou, quando este for de natureza reservada da
data em que dele tiver conhecimento o funcionário:
Ì - em 5 (cinco) anos, quanto aos atos de que decorreram demissão, aposentadoria ou
disponibilidade do funcionário;
ÌÌ - em 120 (cento e vinte) dias, nos demais casos.
Par/0rafo único) Os recursos ou pedidos de reconsideração, quando cabíveis, e
apresentados dentro dos prazos de que trata este artigo, interrompem a prescrição, até 2
(duas) vezes no máximo, determinando a contagem de novos prazos, a partir da data da
publicação oficial do despacho denegatório ou restritivo do pedido.
!ítulo &I
Dos Deveres1 das Proibi'2es e das Responsabilidades
Capítulo I
Dos Deveres e das Proibi'2es
Se'(o I
Dos Deveres
Art) *-3) São deveres do funcionário:
Ì - ser assíduo e pontual;
ÌÌ - cumprir as ordens superiores, representando quando forem manifestamente ilegais;
ÌÌÌ - desempenhar com zelo e presteza os trabalhos de que for incumbido;
ÌV- guardar sigilo sobre os assuntos da repartição e, especialmente, sobre despachos,
decisões ou providências;
V - representar aos superiores sobre todas as irregularidades de que tiver
conhecimento no exercício de suas funções;
VÌ - tratar com urbanidade os companheiros de serviço e as partes;
VÌÌ - residir no local onde exerce o cargo ou, onde autorizado;
VÌÌÌ - providenciar para que esteja sempre em ordem, no assentamento individual, a
sua declaração de família;
ÌX - zelar pela economia do material do Estado e pela conservação do que for confiado
à sua guarda ou utilização;
X - apresentar-se convenientemente trajado em serviço ou com uniforme determinado,
quando for o caso;
XÌ - atender prontamente, com preferência sobre qualquer outro serviço, às requisições
de papéis, documentos, informações ou providências que lhe forem feitas pelas autoridades
judiciárias ou administrativas, para defesa do Estado, em Juízo;
XÌÌ - cooperar e manter espírito de solidariedade com os companheiros de trabalho;
XÌÌÌ - estar em dia com as leis, regulamentos, regimentos, instruções e ordens de
serviço que digam respeito às suas funções; e
XÌV - proceder na vida pública e privada na forma que dignifique a função pública.
Seção II
D!s Poi&ições
A." DOD" Ao funcionário é proibido:
Ì - referir-se depreciativamente, em informações, parecer ou despacho, ou pela
imprensa, ou qualquer meio de divulgação, às autoridades constituídas e aos atos da
Administração, podendo, porém, em trabalho devidamente assinado, apreciá-los sob o aspecto
doutrinário e da organização e eficiência do serviço;
ÌÌ - retirar, sem prévia permissão da autoridade competente, qualquer documento ou
objeto existente na repartição;
ÌÌÌ - entreter-se, durante as horas de trabalho, em palestras, leituras ou outras
atividades estranhas ao serviço;
ÌV - deixar de comparecer ao serviço sem causa justificada;
V - tratar de interesses particulares na repartição;
VÌ - promover manifestações de apreço ou desapreço dentro da repartição, ou tornar-
se solidário com elas;
VÌÌ - exercer comércio entre os companheiros de serviço, promover ou subscrever
listas de donativos dentro da repartição; e
VÌÌÌ - empregar material do serviço público em serviço particular.
Art) *-+) É proibido ainda, ao funcionário:
Ì - fazer contratos de natureza comercial e industrial com o Governo, por si, ou como
representante de outrem;
ÌÌ - participar da gerência ou administração de empresas bancárias ou industriais, ou de
sociedades comerciais, que mantenham relações comerciais ou administrativas com o Governo
do Estado, sejam por este subvencionadas ou estejam diretamente relacionadas com a
finalidade da repartição ou serviço em que esteja lotado;
E?
ÌÌÌ - requerer ou promover a concessão de privilégios, garantias de juros ou outros
favores semelhantes, federais, estaduais ou municipais, exceto privilégio de invenção própria;
ÌV - exercer, mesmo fora das horas de trabalho, emprego ou função em empresas,
estabelecimentos ou instituições que tenham relações com o Governo, em matéria que se
relacione com a finalidade da repartição ou serviço em que esteja lotado;
V - aceitar representação de Estado estrangeiro, sem autorização do Presidente da
República;
VÌ - comerciar ou ter parte em sociedades comerciais nas condições mencionadas no
item ÌÌ deste artigo, podendo, em qualquer caso, ser acionista, quotista ou comanditário;
VÌÌ - incitar greves ou a elas aderir, ou praticar atos de sabotagem contra o serviço
público;
VÌÌÌ - praticar a usura;
ÌX - constituir-se procurador de partes ou servir de intermediário perante qualquer
repartição pública, exceto quando se tratar de interesse de cônjuge ou parente até segundo
grau;
X - receber estipêndios de firmas fornecedoras ou de entidades fiscalizadas, no País,
ou no estrangeiro, mesmo quando estiver em missão referente à compra de material ou
fiscalização de qualquer natureza;
XÌ - valer-se de sua qualidade de funcionário para desempenhar atividade estranha às
funções ou para lograr, direta ou indiretamente, qualquer proveito; e
XÌÌ - fundar sindicato de funcionários ou deles fazer parte.
Par/0rafo único) Não está compreendida na proibição dos itens ÌÌ e VÌ deste artigo, a
participação do funcionário em sociedades em que o Estado seja acionista, bem assim na
direção ou gerência de cooperativas e associações de classe, ou como seu sócio.
Art) *--) É vedado ao funcionário trabalhar sob as ordens imediatas de parentes, até
segundo grau, salvo quando se tratar de função de confiança e livre escolha, não podendo
exceder a 2 (dois) o número de auxiliares nessas condições.
C!p;.0'o II
D!s Respo1s!&i'i$!$es
A." DOG" O funcionário é responsável por todos os prejuízos que, nessa qualidade,
causar à Fazenda Estadual, por dolo ou culpa, devidamente apurados.
Par/0rafo único) Caracteriza-se especialmente a responsabilidade:
Ì - pela sonegação de valores e objetos confiados à sua guarda ou responsabilidade,
ou por não prestar contas, ou por não as tomar, na forma e no prazo estabelecidos nas leis,
regulamentos, regimentos, instruções e ordens de serviço;
ÌÌ - pelas faltas, danos, avarias e quaisquer outros prejuízos que sofrerem os bens e os
materiais sob sua guarda, ou sujeitos a seu exame ou fiscalização;
ÌÌÌ - pela falta ou inexatidão das necessárias averbações nas notas de despacho, guias
e outros documentos da receita, ou que tenham com eles relação; e
ÌV - por qualquer erro de cálculo ou redução contra a Fazenda Estadual.
· V. arts. 312 ao 327 do Código Penal sobre os crimes contra a Administração Pblica.
Art) *-4) O funcionário que adquirir materiais em desacordo com disposições legais e
regulamentares, será responsabilizado pelo respectivo custo, sem prejuízo das penalidades
disciplinares cabíveis, podendo-se proceder ao desconto no seu vencimento ou remuneração.
Art) *-5) Nos casos de indenização à Fazenda Estadual, o funcionário será obrigado a
repor, de uma só vez, a importância do prejuízo causado em virtude de alcance, desfalque,
remissão ou omissão em efetuar recolhimento ou entrada nos prazos legais.
Art) *-6) Fora dos casos incluídos no artigo anterior, a importância da indenização
poderá ser descontada do vencimento ou remuneração não excedendo o desconto à 10ª
(décima) parte do valor destes.
Par/0rafo único) No caso do item ÌV do parágrafo único do art. 245, não tendo havido
má-fé, será aplicada a pena de repreensão e, na reincidência, a de suspensão.
A." DOB" Será igualmente responsabilizado o funcionário que, fora dos casos
expressamente previstos nas leis, regulamentos ou regimentos, cometer a pessoas estranhas
às repartições, o desempenho de encargos que lhe competirem ou aos seus subordinados.
Art) *7.) A responsabilidade administrativa não exime o funcionário da
responsabilidade civil ou criminal que no caso couber, nem o pagamento da indenização a que
ficar obrigado, na forma dos arts. 247 e 248, o exame da pena disciplinar em que incorrer.
· !obre res"onsabilidade, #er art. 131 da Constituição $stadual, de %.1&.1'('.
!ítulo &II
Das Penalidades
Capítulo I
Das Penalidades e de sua Aplica'(o
Art) *73) São penas disciplinares:
Ì - repreensão;
ÌÌ - suspensão;
ÌÌÌ - multa;
ÌV - demissão;
V - demissão a bem do serviço público; e
VÌ - cassação de aposentadoria ou disponibilidade.
A." DGD" Na aplicação das penas disciplinares serão consideradas a natureza e a
gravidade da infração e os danos que dela provierem para o serviço público.
Art) *7+) A pena de repreensão será aplicada por escrito, nos casos de indisciplina ou
falta de cumprimento dos deveres.
Art) *7-) A pena de suspensão, que não excederá de 90 (noventa) dias, será aplicada
em caso de falta grave ou de reincidência.
§ 1º - O funcionário suspenso perderá todas as vantagens e direitos decorrentes do
exercício do cargo.
§ 2º - A autoridade que aplicar a pena de suspensão poderá converter essa penalidade
em multa, na base de 50 (cinqüenta por cento) por dia de vencimento ou remuneração, sendo o
funcionário, nesse caso, obrigado a permanecer em serviço.
Art) *77) A pena de multa será aplicada na forma e nos casos expressamente
previstos em lei ou regulamento.
Art) *74) Será aplicada a pena de demissão nos casos de:
Ì - abandono de cargo;
ÌÌ - procedimento irregular, de natureza grave;
ÌÌÌ - ineficiência no serviço;
ÌV - aplicação indevida de dinheiros públicos, e
V - ausência ao serviço, sem causa justificável, por mais de 45 (quarenta e cinco) dias,
interpoladamente, durante 1 (um) ano.
§ 1º - Considerar-se-á abandono de cargo, o não comparecimento do funcionário por
mais de (30) dias consecutivos "ex vi" do art. 63.
§ 2º - A pena de demissão por ineficiência no serviço, só será aplicada quando
verificada a impossibilidade de readaptação.
Art) *75) Será aplicada a pena de demissão a bem do serviço público ao funcionário
que:
Ì - for convencido de incontinência pública e escandalosa e de vício de jogos proibidos;
ÌÌ - praticar crime contra a boa ordem da administração pública, a fé pública e a
Fazenda Estadual, ou previsto nas leis relativas à segurança e à defesa nacional;
ÌÌÌ - revelar segredos de que tenha conhecimento em razão do cargo, desde que o faça
dolosamente e com prejuízo para o Estado ou particulares;
ÌV - praticar insubordinação grave;
V - praticar, em serviço, ofensas físicas contra funcionários ou particulares, salvo se em
legítima defesa;
VÌ - lesar o patrimônio ou os cofres públicos;
VÌÌ - receber ou solicitar propinas, comissões, presentes ou vantagens de qualquer
espécie, diretamente ou por intermédio de outrem, ainda que fora de suas funções mas em
razão delas;
VÌÌÌ - pedir, por empréstimo, dinheiro ou quaisquer valores a pessoas que tratem de
interesses ou o tenham na repartição, ou estejam sujeitos à sua fiscalização;
ÌX - exercer advocacia administrativa; e
X - apresentar com dolo declaração falsa em matéria de salário-família, sem prejuízo
da responsabilidade civil e de procedimento criminal, que no caso couber.
Art) *76) O ato que demitir o funcionário mencionará sempre a disposição legal em que
se fundamenta.
· !obre demissão, #er art. 13) da Constituição $stadual, de %.1&.1'('.
Art) *7,) Será aplicada a pena de cassação de aposentadoria ou disponibilidade, se
ficar provado que o inativo:
Ì - praticou, quando em atividade, falta grave para a qual é cominada nesta lei a pena
de demissão ou de demissão a bem do serviço público;
ÌÌ - aceitou ilegalmente cargo ou função pública;
ÌÌÌ - aceitou representação de Estado estrangeiro sem prévia autorização do Presidente
da República; e
ÌV - praticou a usura em qualquer de suas formas.
A." DEC" Para aplicação das penalidades previstas no art. 251, são competentes:
Ì - o Governador;
ÌÌ - os Secretários de Estado, até a de suspensão;
ÌÌÌ - os diretores gerais, até a de suspensão, limitada a 30 (trinta) dias;
ÌV - os chefes de diretorias ou divisões, até a de suspensão limitada a 15 (quinze) dias;
e
V - os chefes de serviço ou de seção, até a de suspensão limitada a 8 (oito) dias.
Art) *43) Prescreverá a punibilidade:
Ì - da falta sujeita à pena de repreensão, multa ou suspensão, em 2 (dois) anos;
ÌÌ - da falta sujeita à pena de demissão, de demissão a bem do serviço público e de
cassação da aposentadoria e disponibilidade, em 5 (cinco) anos;
ÌÌÌ - da falta também prevista em lei, como infração penal, no mesmo prazo
correspondente à prescrição da punibilidade desta.
Par/0rafo único) O prazo da prescrição inicia-se no dia em que a autoridade tomar
conhecimento de existência da falta e interrompe-se pela abertura de sindicância ou quando for
o caso, pela instauração do processo administrativo.
Art) *4*) O funcionário que, sem justa causa, deixar de atender a qualquer exigência
para cujo cumprimento seja marcado prazo certo, terá suspenso o pagamento de seu
vencimento ou remuneração até que satisfaça essa exigência.
Par/0rafo único) Aplica-se aos aposentados ou em disponibilidade o disposto neste
artigo.
Art) *4+) Deverão constar do assentamento individual do funcionário todas as penas
que lhe forem impostas.
C!p;.0'o II
D! Pisão A$2i1is.!.i#! e $! S0spe1são Pe#e1.i#!
A." DEO" Cabe, dentro das respectivas competências, aos Secretários de Estado, aos
Diretores Gerais e aos Chefes de repartição, ordenar a prisão administrativa dos responsáveis
pelos dinheiros e valores pertencentes à Fazenda Estadual ou que se acharem sob a guarda
desta nos casos de alcance, remissão ou omissão em efetuar as entradas nos devidos prazos.
§ 1º - Ordenada a prisão, será ela requisitada à autoridade policial e comunicada,
imediatamente, à autoridade judiciária competente, para os devidos efeitos.
§ 2º - Os Secretários de Estado, os Diretores Gerais e os Chefes de repartição,
providenciarão no sentido de ser iniciado com urgência e imediatamente concluído, o processo
de tomada de contas.
§ 3º - A prisão administrativa não poderá exceder a 90 (noventa) dias.
Art) *47) Poderá ser ordenada, pelo chefe de repartição, a suspensão preventiva do
funcionário, até 30 (trinta) dias, desde que o seu afastamento seja necessário para
averiguações de faltas cometidas, cabendo aos Secretários de Estado, prorrogá-la até 90
(noventa) dias, findos os quais cessarão os efeitos da suspensão, ainda que o processo
administrativo não esteja concluído.
Art) *44) Durante o período da prisão ou da suspensão preventiva, o funcionário
perderá 1/3 (um terço) do vencimento ou remuneração.
Art) *45) O funcionário terá direito:
Ì - à diferença de vencimento ou remuneração e à contagem de tempo de serviço
relativo ao período da prisão ou da suspensão preventiva, quando do processo não resultar
punição, ou esta se limitar penas de repreensão ou multa; e
ÌÌ - à diferença de vencimento ou remuneração e à contagem do tempo de serviço,
correspondente ao período de afastamento excedente do prazo da suspensão efetivamente
aplicada.
T;.0'o VIII
Do Po(esso A$2i1is.!.i#o
C!p;.0'o I
D! I1s.!0!ção $o Po(esso
A." DEP" A aplicação do disposto neste Título se fará sem prejuízo da validade dos atos
realizados sob a vigência de lei anterior.
Art) *4,) Ìnstaura-se processo administrativo ou sindicância, a fim de apurar ação ou
omissão de funcionário público, puníveis disciplinarmente.
Art) *5.) Será obrigatório o processo administrativo quando a falta disciplinar, por sua
natureza, possa determinar a pena de demissão.
Par/0rafo único) O processo será precedido de sindicância, quando não houver
elementos suficientes para se concluir pela existência da falta ou de sua autoria.
Art) *53) No caso dos arts. 253 e 254, poder-se-á aplicar a pena pela verdade sabida,
salvo se, pelas circunstâncias da falta, for conveniente instaurar-se sindicância ou processo.
Par/0rafo único) Entende-se por verdade sabida o conhecimento pessoal e direto de
falta por parte da autoridade competente para aplicar a pena.
Art) *5*) São competentes para determinar a instauração de processo administrativo,
as autoridades enumeradas no art. 260 até o número ÌÌÌ, inclusive, e, para determinar a
instauração de sindicância, as autoridades enumeradas no mesmo artigo até o número ÌV.
· !mula n
os
1( e 1' !*+,
1(. -Pela falta residual, não com"reendida na absol#ição "elo .u/0o criminal, 1
admiss/#el a "unição administrati#a do ser#idor "blico.2
1'. -3 inadmiss/#el segunda "unição de ser#idor "blico, baseada no mesmo "rocesso
em que se fundou a "rimeira.2
Capítulo II
Da Sindic8ncia
Art) *5+) A sindicância, como meio sumário de verificação, será cometida a
funcionário, comissão de funcionários, de condição hierárquica nunca inferior à do indiciado, ou
à Comissão Processante Permanente a que se refere o art. 278.
Art) *5-) Promove-se a sindicância:
Ì - como preliminar do processo, nos termos do parágrafo único do art. 270; e
ÌÌ - quando não for obrigatória a instalação do processo administrativo.
Par/0rafo único) Denúncia anônima não poderá ser acolhida para efeito de
instauração de sindicância.
· Par4grafo nico acrescentado "ela 5ei Com"lementar n6 322, de 13.%.1'(3.
Art) *57) A comissão, ou o funcionário incumbido da sindicância, dando-lhe início
imediato, procederá às seguintes diligências:
Ì - ouvirá testemunhas para esclarecimento dos fatos referidos na portaria de
designação e o acusado, se julgar necessário para esclarecimento dos mesmos ou a bem de
sua defesa, permitindo-lhe juntada de documentos e indicação de provas; e
ÌÌ - colherá as demais provas que houver, concluindo pela procedência, ou não, da
argüição feita contra o funcionário.
Art) *54) A sindicância deverá ser ultimada dentro de 30 (trinta) dias, prorrogáveis por
igual prazo, a critério da autoridade que a houver mandado instaurar.
Art) *55) A critério da autoridade que designar, o funcionário incumbido para proceder
à sindicância poderá dedicar todo o seu tempo àquele encargo, ficando, em conseqüência,
automaticamente dispensado do serviço da repartição, durante a realização dos trabalhos a
que se refere o art.275.
Capítulo III
Das Co9iss2es Processantes
Art) *56) Em cada Secretaria de Estado haverá Comissões Processantes
Permanentes destinadas a realizar os processos administrativos.
§ 1º - Os membros das Comissões Processantes Permanentes serão designados
pelos Secretários de Estado, com aprovação do Governador.
§ 2º - O disposto neste artigo não impede a designação de comissões especiais pelo
Governador do Estado.
Art) *5,) As Comissões Processantes Permanentes serão constituídas de 3 (três)
funcionários, nomeados pelo prazo de 2 (dois) anos, facultada a recondução, cabendo a
presidência a Procurador do Estado.
§ 1º - Haverá tantas Comissões quantas forem julgadas necessárias.
§ 2º - Os membros da Comissão poderão ser dispensados a qualquer tempo, com
aprovação do Governador.
Art) *6.) Não poderá ser encarregado de proceder a sindicância, nem fazer parte da
Comissão Processante, mesmo como secretário desta, parente, consangüíneo ou afim, em
linha reta ou colateral, até o terceiro grau inclusive do denunciante ou indiciado, bem como o
subordinado dele.
Par/0rafo único) Ao funcionário designado incumbirá comunicar, desde logo, à
autoridade competente, o impedimento que houver, de acordo com este artigo.
Art) *63) Os membros das Comissões Processantes Permanentes, bem como os
respectivos secretários, dedicarão todo o seu tempo aos trabalhos pertinentes aos processos
administrativos e às sindicâncias de que foram encarregados, ficando dispensados dos
serviços da repartição durante todo o prazo da nomeação de que trata o art. 279.
P!:4!,o %1i(o" Nas comissões não permanentes, também compostas de 3 (três)
membros, somente por expressa determinação da autoridade que as designar, poderão seus
integrantes ser afastados do exercício dos cargos, durante a realização do processo.
Art) *6*) Fica sujeita à aprovação dos Diretores Gerais das Secretarias de Estado, a
designação de servidor encarregado de secretariar os trabalhos das Comissões Processantes
Capítulo I&
Dos Atos e !er9os Processuais
Art) *6+) O processo administrativo deverá ser iniciado dentro do prazo improrrogável
de (8) dias, contados de sua instauração e concluído no de 60 (sessenta) dias, a contar da
citação do indiciado.
§ 1º - Poderá a autoridade que determinou a instauração do processo, prorrogar-lhe o
prazo até mais 60 (sessenta) dias, por despacho, em representação circunstanciada que lhe
fizer o Presidente da Comissão.
§ 2º - Somente o Governador, em casos especiais e mediante representação da
autoridade que determinou a instauração do processo, poderá autorizar nova e última
prorrogação do prazo, por tempo não excedente ao do parágrafo anterior.
Art. 284. Autuada a portaria e demais peças preexistentes, designará o Presidente dia
e hora para a audiência inicial, citado o indiciado e notificado o denunciante, se houver, e as
testemunhas.
§ 1º - A citação do indiciado será feita pessoalmente, com prazo mínimo de 24 (vinte e
quatro) horas, e será acompanhada de extrato da portaria que lhe permita conhecer o motivo
do processo.
§ 2º - Achando-se o indiciado ausente do lugar, será citado por via postal, em carta
registrada, juntando-se ao processo o comprovante do registro; não sendo encontrado o
indiciado, ou ignorando-se o seu paradeiro, a citação se fará com o prazo de 15 (quinze) dias,
por edital inserto por três vezes seguidas no órgão oficial.
§ 3º - O prazo a que se refere o parágrafo anterior, "in fine", será contado da primeira
publicação, certificando o secretário, no processo, as datas em que as publicações foram
feitas.
§ 4º - Quando for desconhecido o paradeiro de alguma testemunha, o Presidente
solicitará à Polícia informações necessárias à notificação.
Art) *67) Aos chefes diretos dos servidores notificados a comparecer perante a
Comissão Processante, será dado imediato conhecimento dos termos da notificação.
Par/0rafo único) Tratando-se de militar, o seu comparecimento será requisitado ao
respectivo Comando, com as indicações necessárias.
Art) *64) Feita a citação sem que compareça o indiciado, prosseguir-se-á o processo à
sua revelia.
Art) *65) No dia aprazado será ouvido o denunciante, se comparecer, e, na mesma
audiência, o indiciado que, dentro do prazo de cinco dias, depositará ou apresentará rol de
testemunhas até o máximo de dez, as quais serão notificadas. Respeitado o limite acima,
poderá o indiciado, durante a produção da prova, substituir as testemunhas ou indicar outras no
lugar das que não compareceram.
Par/0rafo único) O indiciado não assistirá à inquirição do denunciante. Antes, porém,
de prestar as próprias declarações, ser-lhe-ão lidas, pelo secretário, as que houver aquele
prestado.
Art) *66) No mesmo dia. se possível, e nos dias subseqüentes, tomar-se-á o
depoimento das testemunhas apresentadas pelo denunciante ou arroladas pela Comissão, e, a
seguir, o das testemunhas indicadas pelo indiciado.
Par/0rafo único) É permitido ao indiciado reperguntar às testemunhas, por intermédio
do Presidente, que poderá indeferir as reperguntas que não tiverem conexão com a falta,
consignando-se no termo as reperguntas indeferidas.
Art) *6,) A testemunha não poderá eximir-se da obrigação de depor, salvo o caso de
proibição legal, nos termos do art. 207 do Código de Processo Penal ou em se tratando das
pessoas mencionadas no art. 206 do referido Código.
· Arts. 2&) e 2&7 do Código de Processo Penal,
-Art. 2&). A testemun7a não "oder4 e8imir9se da obrigação de de"or. Poderão,
entretanto, recusar9se a fa0:9lo o ascendente ou descendente, ou afim em
lin7a direta, o c;n.uge ainda que se"arado .udicialmente, o irmão e o "ai, a mãe, ou o
fil7o adoti#o do acusado, sal#o quando não for "oss/#el, "or outro modo,
obter9se ou integrar9se a "ro#a do fato e de suas circunst<ncias.
Art. 2&7. !ão "roibidas de de"or as "essoas que em ra0ão de função, minist1rio, of/cio
ou "rofissão de#am guardar segredo, sal#o se, desobrigados "ela "arte
interessada, quiserem dar o seu testemun7o.2
§ 1º - Ao servidor público que se recusar a depor, sem fundamento, será pela
autoridade competente aplicada a sanção a que se refere o art. 262, mediante comunicação da
Comissão Processante.
§ 2º - No caso em que a pessoa estranha ao serviço público se recuse a depor perante
a Comissão, o Presidente solicitará à autoridade policial a providência cabível a fim de ser
ouvida na Polícia a testemunha. Nesse caso, o Presidente encaminhará à autoridade policial,
deduzida por itens, a matéria de fato sobre a qual deverá ser ouvida a testemunha.
Art) *,.) O servidor público que tiver de depor como testemunha fora da sede de sua
função, terá direito a transporte e diárias na forma da legislação em vigor.
Art) *,3) Como ato preliminar, ou no decorrer do processo, poderá o Presidente
representar a quem de direito, nos termos do art. 265, pedindo a suspensão preventiva do
indiciado.
Art) *,*) Durante o processo, poderá o Presidente ordenar toda e qualquer diligência
que se afigure conveniente.
Par/0rafo único) Caso seja necessário o concurso de técnicos ou peritos oficiais, o
Presidente os requisitará à autoridade competente, observado, também, quanto aos técnicos e
peritos, o impedimento a que se refere o art. 280.
Art) *,+) É permitido à Comissão tomar conhecimento de argüições novas que
surgirem contra o indiciado, caso em que este terá direito de produzir contra elas as provas que
tiver.
Art) *,-) Vetado.
Par/0rafo único) O Presidente da Comissão poderá denegar o requerimento
manifestamente protelatório ou de nenhum interesse para o esclarecimento do fato,
fundamentando a sua decisão.
A." DBG" Para os efeitos do artigo anterior, será notificado o indiciado, pessoalmente ou
por carta entregue no endereço que houver indicado, no lugar do processo.
Art) *,4) O advogado terá intervenção limitada à que é permitida nesta lei ao próprio
indiciado, podendo representá-lo em qualquer ato processual, salvo naqueles em que a
Comissão Processante julgar conveniente a presença do indiciado.
Par/0rafo único) Vetado.
Art) *,5) Encerrados os atos concernentes à prova, será, dentro de 48 (quarenta e
oito) horas, dada vista dos autos ao indiciado, para apresentar defesa no prazo de dez dias.
Par/0rafo único) Durante este prazo, terá o indiciado vista dos autos em presença do
secretário ou de um dos membros da Comissão, no lugar do processo.
Art) *,6) No caso de revelia do indiciado ou esgotado o prazo do artigo anterior, sem
que haja sido apresentada defesa, o Presidente designará um funcionário para produzi-la,
assinando-lhe novo prazo.
§ 1º - A designação referida neste artigo recairá, sempre que possível, em diplomado
em direito.
§ 2º - O funcionário designado não se poderá escusar da incumbência, sem motivo
justo, sob pena de repreensão, a ser aplicada pela autoridade competente.
Art) *,,) Findo o prazo de defesa, a Comissão apresentará o seu relatório dentro de
10 (dez) dias.
§ 1º - Neste relatório, a Comissão apreciará, em relação a cada indiciado,
separadamente, as irregularidades de que forem acusados, as provas colhidas, as razões de
defesa, propondo, então, a absolvição ou a punição e indicando, neste caso, a pena que
couber.
§ 2º - Deverá, também, a Comissão, em seu relatório, sugerir quaisquer outras
providências que lhe parecerem de interesse do serviço público.
Art) +..) Recebendo o relatório da Comissão, acompanhado do processo, a
autoridade que houver determinado a sua instauração deverá proferir o julgamento dentro do
prazo de 30 (trinta) dias, prorrogável por igual período.
§ 1º - As diligências que se fizerem necessárias, deverão ser determinadas e
realizadas dentro do prazo máximo mencionado neste artigo.
§ 2º - Se o processo não for julgado no prazo indicado neste artigo, o indiciado, caso
esteja suspenso, reassumirá automaticamente o seu cargo ou função, e aguardará em
exercício o julgamento, salvo o caso de prisão administrativa que ainda perdure.
Art) +.3) Quando escaparem à sua alçada as penalidades e providências que lhe
parecerem cabíveis, a autoridade que determinou a instauração do processo administrativo
deverá propô-las, justificadamente, dentro do prazo marcado para julgamento, à autoridade
competente.
§ 1º - Na hipótese deste artigo, o prazo para julgamento final será o do art. 300.
§ 2º - A autoridade julgadora determinará a expedição dos atos decorrentes do
julgamento e as providências necessárias à sua execução.
§ 3º - As decisões serão sempre publicadas no órgão oficial, dentro do prazo de oito
dias.
Art) +.*) Terão forma processual resumida, quanto possível, todos os termos lavrados
pelo secretário, quais sejam: autuação juntada, conclusão, intimação, data de recebimento,
bem como certidões e compromissos.
Art) +.+) Toda e qualquer juntada aos autos se fará na ordem cronológica da
apresentação, rubricando o Presidente as folhas acrescidas.
Art) +.-) Quando ao funcionário se imputar crime, praticado na esfera administrativa, a
autoridade que determinou a instauração do processo administrativo providenciará para que se
instaure, simultaneamente, o inquérito policial.
· V. arts. %13 ao %1) do Código de Processo Penal sobre "rocesso e .ulgamento dos
crimes de res"onsabilidade dos funcion4rios "blicos.
Par/0rafo único) Quando se tratar de crime praticado fora da esfera administrativa, a
autoridade policial dará ciência dele à autoridade administrativa.
Art) +.7) As autoridades referidas no artigo anterior se auxiliarão, para que o processo
administrativo e o inquérito policial se concluam dentro dos prazos respectivos.
A." ICE" Quando o ato atribuído ao funcionário for considerado criminoso, serão
remetidas à autoridade competente, cópias autenticadas das peças essenciais do processo
Art) +.5) É defeso fornecer à imprensa ou a outros meios de divulgação, notas sobre
os atos processuais, salvo no interesse da Administração, a juízo da autoridade que houver
determinado o processo.
Art) +.6) Todos os atos ou decisões, cujo original não conste do processo, nele
deverão figurar por cópia autenticada.
Art) +.,) Constará sempre dos autos da sindicância ou do processo a folha de serviço
do indiciado, requisitada para tal fim à repartição competente.
Art) +3.) Não será declarada a nulidade de nenhum ato processual que não houver
influído na apuração da verdade substancial, ou, diretamente, na decisão do processo ou da
sindicância.
Capítulo &
Do Processo por Abandono do Car0o ou :un'(o
Art) +33) No caso de abandono do cargo ou função, instaurado o processo e feita a
citação, na forma dos arts. 272 e 284, comparecendo o indiciado e tomadas as suas
declarações, terá ele o prazo de 5 (cinco) dias para oferecer defesa ou requerer a produção da
prova que tiver, que só podem versar sobre força maior ou coação ilegal.
§ 1º - Observar-se-á, então, no que couber, o disposto nos arts. 288, 297, 299 e
seguintes.
§ 2º - No caso de revelia, será designado pelo Presidente um funcionário para servir de
defensor, observando-se o disposto na parte final deste artigo, e no que couber, o disposto, nos
arts. 288 e seguintes.
T;.0'o I5
D! Re#isão $o Po(esso A$2i1is.!.i#o
A." IFD" Dar-se-á revisão dos processos findos, mediante recurso do punido:
Ì - quando a decisão for contrária a texto expresso de lei ou à evidência dos autos;
ÌÌ - quando a decisão se fundar em depoimento, exames ou documentos
comprovadamente falsos ou errados; e
ÌÌÌ - quando, após a decisão, se descobrirem novas provas da inocência do punido ou
de circunstância que autorize pena mais branda.
Par/0rafo único) Os pedidos que não se fundarem nos casos enumerados no artigo
serão indeferidos "in limine".
Art) +3+) A revisão, que poderá verificar-se a qualquer tempo, não autoriza a
agravação da pena.
§ 1º - O pedido será sempre dirigido à autoridade que aplicou a pena, ou que a tiver
confirmado em grau de recurso.
§ 2º - Não será admissível a reiteração do pedido, salvo se fundado em novas provas.
Art) +3-) A revisão poderá ser pedida pelo próprio punido, ou procurador legalmente
habilitado, ou, no caso de morte do punido, pelo cônjuge, ascendente, descendente ou irmão.
Art) +37) Não constitui fundamento para revisão a simples alegação de injustiça da
penalidade.
Art) +34) A revisão será processada por Comissão Processante Permanente, ou a
juízo do Governador, por comissão composta de 3 (três) funcionários de condição hierárquica
nunca inferior à do punido, cabendo a presidência a bacharel em direito.
§ 1º - Será impedido de funcionar na revisão quem houver composto a comissão de
processo administrativo.
§ 2º - O Presidente designará um funcionário para secretariar a Comissão.
Art) +35) Ao processo de revisão será apensado o processo administrativo ou sua
cópia, marcando o Presidente o prazo de 5 (cinco) dias para que o requerente junte as provas
que tiver, ou indique as que pretenda produzir.
Art) +36) Concluída a instrução do processo, será aberta vista ao requerente perante o
secretário, pelo prazo de 10 (dez) dias, para apresentação de alegações.
Art) +3,) Decorrido esse prazo, ainda que sem alegações, será o processo
encaminhado, com relatório fundamentado da Comissão e, dentro de 15 (quinze) dias, à
autoridade competente para o julgamento.
Art) +*.) Será de 30 (trinta) dias o prazo para esse julgamento, sem prejuízo das
diligências que a autoridade entenda necessárias ao melhor esclarecimento do processo.
Art) +*3) Julgada procedente a revisão, a Administração determinará a redução ou o
cancelamento da pena.
Disposi'2es :inais
Art) +**) O dia 28 de outubro será consagrado ao "Funcionário Público Estadual".
Art) +*+) Os prazos previstos neste Estatuto serão todos contados por dias corridos.
Par/0rafo único) Não se computará no prazo o dia inicial, prorrogando-se o
vencimento, que incidir em sábado, domingo, feriado ou facultativo, para o primeiro dia útil
seguinte.
Art) +*-) As disposições deste Estatuto se aplicam aos extranumerários, exceto no que
colidirem com a precariedade de sua situação no Serviço Público.
Disposições T!1si.3i!s
A." IDG" Aplicam-se aos atuais funcionários interinos as disposições deste Estatuto,
salvo as que colidirem com a natureza precária de sua investidura e, em especial, as relativas a
acesso, promoção, afastamentos, aposentadoria voluntária e às licenças previstas nos itens VÌ,
VÌÌ e ÌX do art. 181.
Art) +*4) Serão obrigatoriamente exonerados os ocupantes interinos de cargos para
cujo provimento for realizado concurso.
Par/0rafo único) As exonerações serão efetivadas dentro de 30 (trinta) dias, após a
homologação do concurso.
Art) +*6) Dentro de 120 (cento e vinte) dias proceder-se-á ao levantamento geral das
atuais funções gratificadas, para efeito de implantação de novo sistema retribuitório dos
encargos por elas atendidos.
Par/0rafo único) Até a implantação do sistema de que trata este artigo, continuarão
as disposições legais referentes à função gratificada.
Art) +*,) Ficam expressamente revogadas:
Ì - as disposições de leis gerais ou especiais que estabeleçam contagem de tempo em
divergência com o disposto no Capítulo XV do Título ÌÌ, ressalvada, todavia, a contagem, nos
termos da legislação ora revogada, do tempo de serviço prestado anteriormente ao presente
Estatuto;
ÌÌ - a Lei nº 1.309, de 29 de novembro de 1951 e as demais disposições atinentes aos
extranumerários; e
ÌÌÌ - a Lei nº 2.576, de 14 de janeiro de 1954.
Art) ++.) Vetado.
Art) ++3) Revogam-se as disposições em contrário.
Palácio dos Bandeirantes, 28 de outubro de 1968.
ROBERTO COSTA DE ABREU SODRÉ
Presidência da República
Casa Civil
Subchefia para Assuntos Jurídicos
LEÌ Nº 8.429, DE 2 DE JUNHO DE 1992.
Texto compilado
Dispõe sobre as sanções aplicáveis aos agentes públicos
nos casos de enriquecimento ilícito no exercício de
mandato, cargo, emprego ou função na administração
pública direta, indireta ou fundacional e dá outras
providências.
O PRESÌDENTE DA REPÚBLÌCA, Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a
seguinte lei:
CAPÍTULO Ì
Das Disposições Gerais
Art. 1° Os atos de improbidade praticados por qualquer agente público, servidor ou não, contra a
administração direta, indireta ou fundacional de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito
Federal, dos Municípios, de Território, de empresa incorporada ao patrimônio público ou de entidade para cuja
criação ou custeio o erário haja concorrido ou concorra com mais de cinqüenta por cento do patrimônio ou da
receita anual, serão punidos na forma desta lei.
Parágrafo único. Estão também sujeitos às penalidades desta lei os atos de improbidade praticados
contra o patrimônio de entidade que receba subvenção, benefício ou incentivo, fiscal ou creditício, de órgão
público bem como daquelas para cuja criação ou custeio o erário haja concorrido ou concorra com menos de
cinqüenta por cento do patrimônio ou da receita anual, limitando-se, nestes casos, a sanção patrimonial à
repercussão do ilícito sobre a contribuição dos cofres públicos.
Art. 2° Reputa-se agente público, para os efeitos desta lei, todo aquele que exerce, ainda que
transitoriamente ou sem remuneração, por eleição, nomeação, designação, contratação ou qualquer outra
forma de investidura ou vínculo, mandato, cargo, emprego ou função nas entidades mencionadas no artigo
anterior.
Art. 3° As disposições desta lei são aplicáveis, no que couber, àquele que, mesmo não sendo agente
público, induza ou concorra para a prática do ato de improbidade ou dele se beneficie sob qualquer forma
direta ou indireta.
Art. 4° Os agentes públicos de qualquer nível ou hierarquia são obrigados a velar pela estrita
observância dos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade e publicidade no trato dos assuntos
que lhe são afetos.
Art. 5° Ocorrendo lesão ao patrimônio público por ação ou omissão, dolosa ou culposa, do agente ou de
terceiro, dar-se-á o integral ressarcimento do dano.
Art. 6° No caso de enriquecimento ilícito, perderá o agente público ou terceiro beneficiário os bens ou
valores acrescidos ao seu patrimônio.
Art. 7° Quando o ato de improbidade causar lesão ao patrimônio público ou ensejar enriquecimento
ilícito, caberá a autoridade administrativa responsável pelo inquérito representar ao Ministério Público, para a
indisponibilidade dos bens do indiciado.
Parágrafo único. A indisponibilidade a que se refere o caput deste artigo recairá sobre bens que
assegurem o integral ressarcimento do dano, ou sobre o acréscimo patrimonial resultante do enriquecimento
ilícito.
Art. 8° O sucessor daquele que causar lesão ao patrimônio público ou se enriquecer ilicitamente está
sujeito às cominações desta lei até o limite do valor da herança.
CAPÍTULO ÌÌ
Dos Atos de Ìmprobidade Administrativa
Seção Ì
Dos Atos de Ìmprobidade Administrativa que Ìmportam Enriquecimento Ìlícito
Art. 9° Constitui ato de improbidade administrativa importando enriquecimento ilícito auferir qualquer tipo
de vantagem patrimonial indevida em razão do exercício de cargo, mandato, função, emprego ou atividade
nas entidades mencionadas no art. 1° desta lei, e notadamente:
Ì - receber, para si ou para outrem, dinheiro, bem móvel ou imóvel, ou qualquer outra vantagem
econômica, direta ou indireta, a título de comissão, percentagem, gratificação ou presente de quem tenha
interesse, direto ou indireto, que possa ser atingido ou amparado por ação ou omissão decorrente das
atribuições do agente público;
ÌÌ - perceber vantagem econômica, direta ou indireta, para facilitar a aquisição, permuta ou locação de
bem móvel ou imóvel, ou a contratação de serviços pelas entidades referidas no art. 1° por preço superior ao
valor de mercado;
ÌÌÌ - perceber vantagem econômica, direta ou indireta, para facilitar a alienação, permuta ou locação de
bem público ou o fornecimento de serviço por ente estatal por preço inferior ao valor de mercado;
ÌV - utilizar, em obra ou serviço particular, veículos, máquinas, equipamentos ou material de qualquer
natureza, de propriedade ou à disposição de qualquer das entidades mencionadas no art. 1° desta lei, bem
como o trabalho de servidores públicos, empregados ou terceiros contratados por essas entidades;
V - receber vantagem econômica de qualquer natureza, direta ou indireta, para tolerar a exploração ou a
prática de jogos de azar, de lenocínio, de narcotráfico, de contrabando, de usura ou de qualquer outra
atividade ilícita, ou aceitar promessa de tal vantagem;
VÌ - receber vantagem econômica de qualquer natureza, direta ou indireta, para fazer declaração falsa
sobre medição ou avaliação em obras públicas ou qualquer outro serviço, ou sobre quantidade, peso, medida,
qualidade ou característica de mercadorias ou bens fornecidos a qualquer das entidades mencionadas no art.
1º desta lei;
VÌÌ - adquirir, para si ou para outrem, no exercício de mandato, cargo, emprego ou função pública, bens
de qualquer natureza cujo valor seja desproporcional à evolução do patrimônio ou à renda do agente público;
VÌÌÌ - aceitar emprego, comissão ou exercer atividade de consultoria ou assessoramento para pessoa
física ou jurídica que tenha interesse suscetível de ser atingido ou amparado por ação ou omissão decorrente
das atribuições do agente público, durante a atividade;
ÌX - perceber vantagem econômica para intermediar a liberação ou aplicação de verba pública de
qualquer natureza;
X - receber vantagem econômica de qualquer natureza, direta ou indiretamente, para omitir ato de ofício,
providência ou declaração a que esteja obrigado;
XÌ - incorporar, por qualquer forma, ao seu patrimônio bens, rendas, verbas ou valores integrantes do
acervo patrimonial das entidades mencionadas no art. 1° desta lei;
XÌÌ - usar, em proveito próprio, bens, rendas, verbas ou valores integrantes do acervo patrimonial das
entidades mencionadas no art. 1° desta lei.
Seção ÌÌ
Dos Atos de Ìmprobidade Administrativa que Causam Prejuízo ao Erário
Art. 10. Constitui ato de improbidade administrativa que causa lesão ao erário qualquer ação ou
omissão, dolosa ou culposa, que enseje perda patrimonial, desvio, apropriação, malbaratamento ou
dilapidação dos bens ou haveres das entidades referidas no art. 1º desta lei, e notadamente:
Ì - facilitar ou concorrer por qualquer forma para a incorporação ao patrimônio particular, de pessoa
física ou jurídica, de bens, rendas, verbas ou valores integrantes do acervo patrimonial das entidades
mencionadas no art. 1º desta lei;
ÌÌ - permitir ou concorrer para que pessoa física ou jurídica privada utilize bens, rendas, verbas ou
valores integrantes do acervo patrimonial das entidades mencionadas no art. 1º desta lei, sem a observância
das formalidades legais ou regulamentares aplicáveis à espécie;
ÌÌÌ - doar à pessoa física ou jurídica bem como ao ente despersonalizado, ainda que de fins educativos
ou assistências, bens, rendas, verbas ou valores do patrimônio de qualquer das entidades mencionadas no
art. 1º desta lei, sem observância das formalidades legais e regulamentares aplicáveis à espécie;
ÌV - permitir ou facilitar a alienação, permuta ou locação de bem integrante do patrimônio de qualquer
das entidades referidas no art. 1º desta lei, ou ainda a prestação de serviço por parte delas, por preço inferior
ao de mercado;
V - permitir ou facilitar a aquisição, permuta ou locação de bem ou serviço por preço superior ao de
mercado;
VÌ - realizar operação financeira sem observância das normas legais e regulamentares ou aceitar
garantia insuficiente ou inidônea;
VÌÌ - conceder benefício administrativo ou fiscal sem a observância das formalidades legais ou
regulamentares aplicáveis à espécie;
VÌÌÌ - frustrar a licitude de processo licitatório ou dispensá-lo indevidamente;
ÌX - ordenar ou permitir a realização de despesas não autorizadas em lei ou regulamento;
X - agir negligentemente na arrecadação de tributo ou renda, bem como no que diz respeito à
conservação do patrimônio público;
XÌ - liberar verba pública sem a estrita observância das normas pertinentes ou influir de qualquer forma
para a sua aplicação irregular;
XÌÌ - permitir, facilitar ou concorrer para que terceiro se enriqueça ilicitamente;
XÌÌÌ - permitir que se utilize, em obra ou serviço particular, veículos, máquinas, equipamentos ou material
de qualquer natureza, de propriedade ou à disposição de qualquer das entidades mencionadas no art. 1°
desta lei, bem como o trabalho de servidor público, empregados ou terceiros contratados por essas
entidades.
XÌV ÷ celebrar contrato ou outro instrumento que tenha por objeto a prestação de serviços públicos por
meio da gestão associada sem observar as formalidades previstas na lei; G!n*luído pela 6ei nº 99.9MF, de
:MM53
XV ÷ celebrar contrato de rateio de consórcio público sem suficiente e prévia dotação orçamentária, ou
sem observar as formalidades previstas na lei. G!n*luído pela 6ei nº 99.9MF, de :MM53
Seção ÌÌÌ
Dos Atos de Ìmprobidade Administrativa que Atentam Contra os Princípios da Administração Pública
Art. 11. Constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da administração
pública qualquer ação ou omissão que viole os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade, e
lealdade às instituições, e notadamente:
Ì - praticar ato visando fim proibido em lei ou regulamento ou diverso daquele previsto, na regra de
competência;
ÌÌ - retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício;
ÌÌÌ - revelar fato ou circunstância de que tem ciência em razão das atribuições e que deva permanecer
em segredo;
ÌV - negar publicidade aos atos oficiais;
V - frustrar a licitude de concurso público;
VÌ - deixar de prestar contas quando esteja obrigado a fazê-lo;
VÌÌ - revelar ou permitir que chegue ao conhecimento de terceiro, antes da respectiva divulgação oficial,
teor de medida política ou econômica capaz de afetar o preço de mercadoria, bem ou serviço.
CAPÍTULO ÌÌÌ
Das Penas
Art. 12. Ìndependentemente das sanções penais, civis e administrativas previstas na legislação específica,
está o responsável pelo ato de improbidade sujeito às seguintes cominações, que podem ser aplicadas
isolada ou cumulativamente, de acordo com a gravidade do fato: G<edação dada pela 6ei nº 9:.9:M, de
:MML3.
Ì - na hipótese do art. 9°, perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio, ressarcimento
integral do dano, quando houver, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos de oito a dez
anos, pagamento de multa civil de até três vezes o valor do acréscimo patrimonial e proibição de contratar
com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda
que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de dez anos;
ÌÌ - na hipótese do art. 10, ressarcimento integral do dano, perda dos bens ou valores acrescidos
ilicitamente ao patrimônio, se concorrer esta circunstância, perda da função pública, suspensão dos direitos
políticos de cinco a oito anos, pagamento de multa civil de até duas vezes o valor do dano e proibição de
contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou
indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de cinco
anos;
ÌÌÌ - na hipótese do art. 11, ressarcimento integral do dano, se houver, perda da função pública,
suspensão dos direitos políticos de três a cinco anos, pagamento de multa civil de até cem vezes o valor da
remuneração percebida pelo agente e proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou
incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual
seja sócio majoritário, pelo prazo de três anos.
Parágrafo único. Na fixação das penas previstas nesta lei o juiz levará em conta a extensão do dano
causado, assim como o proveito patrimonial obtido pelo agente.
CAPÍTULO ÌV
Da Declaração de Bens
Art. 13. A posse e o exercício de agente público ficam condicionados à apresentação de declaração dos
bens e valores que compõem o seu patrimônio privado, a fim de ser arquivada no serviço de pessoal
competente. G<egulamento3 G<egulamento3
§ 1° A declaração compreenderá imóveis, móveis, semoventes, dinheiro, títulos, ações, e qualquer outra
espécie de bens e valores patrimoniais, localizado no País ou no exterior, e, quando for o caso, abrangerá os
bens e valores patrimoniais do cônjuge ou companheiro, dos filhos e de outras pessoas que vivam sob a
dependência econômica do declarante, excluídos apenas os objetos e utensílios de uso doméstico.
§ 2º A declaração de bens será anualmente atualizada e na data em que o agente público deixar o
exercício do mandato, cargo, emprego ou função.
§ 3º Será punido com a pena de demissão, a bem do serviço público, sem prejuízo de outras sanções
cabíveis, o agente público que se recusar a prestar declaração dos bens, dentro do prazo determinado, ou
que a prestar falsa.
§ 4º O declarante, a seu critério, poderá entregar cópia da declaração anual de bens apresentada à
Delegacia da Receita Federal na conformidade da legislação do Ìmposto sobre a Renda e proventos de
qualquer natureza, com as necessárias atualizações, para suprir a exigência contida no caput e no § 2° deste
artigo .
CAPÍTULO V
Do Procedimento Administrativo e do Processo Judicial
Art. 14. Qualquer pessoa poderá representar à autoridade administrativa competente para que seja
instaurada investigação destinada a apurar a prática de ato de improbidade.
§ 1º A representação, que será escrita ou reduzida a termo e assinada, conterá a qualificação do
representante, as informações sobre o fato e sua autoria e a indicação das provas de que tenha
conhecimento.
§ 2º A autoridade administrativa rejeitará a representação, em despacho fundamentado, se esta não
contiver as formalidades estabelecidas no § 1º deste artigo. A rejeição não impede a representação ao
Ministério Público, nos termos do art. 22 desta lei.
§ 3º Atendidos os requisitos da representação, a autoridade determinará a imediata apuração dos fatos
que, em se tratando de servidores federais, será processada na forma prevista nos arts. 9@I a 9I: da 6ei nº
I.99:, de 99 de dezembro de 9LLM e, em se tratando de servidor militar, de acordo com os respectivos
regulamentos disciplinares.
Art. 15. A comissão processante dará conhecimento ao Ministério Público e ao Tribunal ou Conselho de
Contas da existência de procedimento administrativo para apurar a prática de ato de improbidade.
Parágrafo único. O Ministério Público ou Tribunal ou Conselho de Contas poderá, a requerimento,
designar representante para acompanhar o procedimento administrativo.
Art. 16. Havendo fundados indícios de responsabilidade, a comissão representará ao Ministério Público
ou à procuradoria do órgão para que requeira ao juízo competente a decretação do seqüestro dos bens do
agente ou terceiro que tenha enriquecido ilicitamente ou causado dano ao patrimônio público.
§ 1º O pedido de seqüestro será processado de acordo com o disposto nos arts. I:: e I:5 do $-digo
de Pro*esso $ivil.
§ 2° Quando for o caso, o pedido incluirá a investigação, o exame e o bloqueio de bens, contas
bancárias e aplicações financeiras mantidas pelo indiciado no exterior, nos termos da lei e dos tratados
internacionais.
Art. 17. A ação principal, que terá o rito ordinário, será proposta pelo Ministério Público ou pela pessoa
jurídica interessada, dentro de trinta dias da efetivação da medida cautelar.
§ 1º É vedada a transação, acordo ou conciliação nas ações de que trata o caput.
§ 2º A Fazenda Pública, quando for o caso, promoverá as ações necessárias à complementação do
ressarcimento do patrimônio público.
§ 3
o
No caso de a ação principal ter sido proposta pelo Ministério Público, aplica-se, no que couber, o disposto no § 3
o
do art. 6
o
da Lei n
o
4.717, de
29 de junho de 1965. (Redação dada pela Lei nº 9.366, de 1996)
§ 4º O Ministério Público, se não intervir no processo como parte, atuará obrigatoriamente, como fiscal
da lei, sob pena de nulidade.
§ 5
o
A propositura da ação prevenirá a jurisdição do juízo para todas as ações posteriormente
intentadas que possuam a mesma causa de pedir ou o mesmo objeto.G!n*luído pela Kedida provis-ria nº
:.9IM-?5, de :MM93
§ 6
o
A ação será instruída com documentos ou justificação que contenham indícios suficientes da
existência do ato de improbidade ou com razões fundamentadas da impossibilidade de apresentação de
qualquer dessas provas, observada a legislação vigente, inclusive as disposições inscritas nos arts. 16 a 18
do Código de Processo Civil. G!n*luído pela Kedida Provis-ria nº :.::5-@5, de :MM93
§ 7
o
Estando a inicial em devida forma, o juiz mandará autuá-la e ordenará a notificação do requerido,
para oferecer manifestação por escrito, que poderá ser instruída com documentos e justificações, dentro do
prazo de quinze dias. G!n*luído pela Kedida Provis-ria nº :.::5-@5, de :MM93
§ 8
o
Recebida a manifestação, o juiz, no prazo de trinta dias, em decisão fundamentada, rejeitará a
ação, se convencido da inexistência do ato de improbidade, da improcedência da ação ou da inadequação da
via eleita. G!n*luído pela Kedida Provis-ria nº :.::5-@5, de :MM93
§ 9
o
Recebida a petição inicial, será o réu citado para apresentar contestação. G!n*luído pela Kedida
Provis-ria nº :.::5-@5, de :MM93
§ 10. Da decisão que receber a petição inicial, caberá agravo de instrumento. G!n*luído pela Kedida
Provis-ria nº :.::5-@5, de :MM93
§ 11. Em qualquer fase do processo, reconhecida a inadequação da ação de improbidade, o juiz
extinguirá o processo sem julgamento do mérito. G!n*luído pela Kedida Provis-ria nº :.::5-@5, de :MM93
§ 12. Aplica-se aos depoimentos ou inquirições realizadas nos processos regidos por esta Lei o
disposto no art. 221, caput e § 1
o
, do Código de Processo Penal.G!n*luído pela Kedida Provis-ria nº
:.::5-@5, de :MM93
Art. 18. A sentença que julgar procedente ação civil de reparação de dano ou decretar a perda dos bens
havidos ilicitamente determinará o pagamento ou a reversão dos bens, conforme o caso, em favor da pessoa
jurídica prejudicada pelo ilícito.
CAPÍTULO VÌ
Das Disposições Penais
Art. 19. Constitui crime a representação por ato de improbidade contra agente público ou terceiro
beneficiário, quando o autor da denúncia o sabe inocente.
Pena: detenção de seis a dez meses e multa.
Parágrafo único. Além da sanção penal, o denunciante está sujeito a indenizar o denunciado pelos
danos materiais, morais ou à imagem que houver provocado.
Art. 20. A perda da função pública e a suspensão dos direitos políticos só se efetivam com o trânsito em
julgado da sentença condenatória.
Parágrafo único. A autoridade judicial ou administrativa competente poderá determinar o afastamento do
agente público do exercício do cargo, emprego ou função, sem prejuízo da remuneração, quando a medida
se fizer necessária à instrução processual.
Art. 21. A aplicação das sanções previstas nesta lei independe:
Ì - da efetiva ocorrência de dano ao patrimônio público, salvo quanto à pena de
ressarcimento; G<edação dada pela 6ei nº 9:.9:M, de :MML3.
ÌÌ - da aprovação ou rejeição das contas pelo órgão de controle interno ou pelo Tribunal ou Conselho de
Contas.
Art. 22. Para apurar qualquer ilícito previsto nesta lei, o Ministério Público, de ofício, a requerimento de
autoridade administrativa ou mediante representação formulada de acordo com o disposto no art. 14, poderá
requisitar a instauração de inquérito policial ou procedimento administrativo.
CAPÍTULO VÌÌ
Da Prescrição
Art. 23. As ações destinadas a levar a efeitos as sanções previstas nesta lei podem ser propostas:
Ì - até cinco anos após o término do exercício de mandato, de cargo em comissão ou de função de
confiança;
ÌÌ - dentro do prazo prescricional previsto em lei específica para faltas disciplinares puníveis com
demissão a bem do serviço público, nos casos de exercício de cargo efetivo ou emprego.
CAPÍTULO VÌÌÌ
Das Disposições Finais
Art. 24. Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 25. Ficam revogadas as 6eis nOs ?.9E@, de 9O de /un"o de 9L5F, e ?.5M:, de :9 de dezembro
de 9L5I e demais disposições em contrário.
Rio de Janeiro, 2 de junho de 1992; 171° da Ìndependência e 104° da República.
FERNANDO COLLOR
C1lio =or.a
Este texto não substitui o publicado no DOU de 3.6.1992
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9. Aos o(í*ios de /ustiça serão atribuídos, de a*ordo *om suas respe*tivas varas, os serviços do $ível,
da =amília e das Du*ess#es, da =azenda P1bli*a, de A*identes do Trabal"o, do $rime, do 51ri, das
4)e*uç#es $riminais, da !n(2n*ia e da 5uventude e da $orregedoria Permanente.
:. Aos o(í*ios de /ustiça *ompetem os serviços do (oro /udi*ial, in*luídos os do *ontador e partidor,
atribuindo-se-l"es a numeração ordinal e a denominação da respe*tiva vara, onde "ouver mais de
uma.
:.9. 4m *ada *omar*a de ter*eira entr2n*ia "' um o(í*io de distribuição /udi*ial ao qual in*umbem os
serviços de distribuição *ível e *riminal, al&m do arquivo geral.
:.:. 7as *omar*as e (oros distritais de segunda entr2n*ia, *om mais de uma vara, "' uma seção de
distribuição /udi*ial.
:.?. 7as demais *omar*as em que "' uma 1ni*a vara e um 1ni*o o(í*io de /ustiça, a este *ompetem as
atribuiç#es dos serviços de distribuição.
?. As e)e*uç#es (is*ais estaduais e muni*ipais e respe*tivas entidades aut'rqui*as ou paraestatais, na
$omar*a da $apital, são pro*essadas pelo ;(í*io de 4)e*uç#es =is*ais.
?.9. 7as demais *omar*as tais e)e*uç#es e ainda as de interesse da Bnião, bem *omo de suas
entidades aut'rqui*as ou paraestatais, são pro*essadas pelo ;(í*io de 5ustiça ou Derviço Ane)o =is*al
autorizado pelo $onsel"o Duperior da Kagistratura.
?.:. A inutilização ou in*ineração de pro*essos de e)e*uç#es (is*ais s- poder' o*orrer em relação
àqueles arquivados "' mais de 9 Gum3 ano, em virtude de anistia, pagamento ou qualquer outro (ato
e)tintivo.
?.?. 4ssa autorização ser' pre*edida de in(ormação prestada pelo Ciretor do ;(í*io do Ane)o =is*al
ou $art-rio 5udi*ial ao KK. 5uiz $orregedor Permanente, rela*ionados todos os (eitos, que se
en*ontrem nas *ondiç#es do subitem ?.:, pre*edente.
?.@. Der' (ormado e)pediente pr-prio, que tramitar' pelo $art-rio ou Ane)o, *ol"endo-se a
mani(estação da =azenda e subsequente publi*ação de edital, *om prazo mínimo de ?M Gtrinta3 dias,
para *on"e*imento de ter*eiros, de*idindo o 5uiz $orregedor Permanente a*er*a de eventual
re*lamação, *abendo re*urso no prazo de 95 Gquinze3 dias à $orregedoria Neral da 5ustiça.
9
?.5. 4sgotado o prazo do edital, sem nen"uma re*lamação, ser' designado lo*al, dia e "ora para o ato
de inutilização ou in*ineração, lavrando-se o termo respe*tivo, minuden*iando-se os n1meros dos
pro*essos.
?.E. As (i*"as de andamento deverão ser mantidas em *art-rio, anotando-se a *ausa da e)tinção e o
n1mero do pro*esso do e)pediente de in*ineração ou inutilização, servindo de base para
(utura e)pedição de *ertid#es. ; mesmo pro*edimento dever' ser observado pelo $art-rio do
Cistribuidor.
@. ;s es*rivães diretores deverão distribuir os serviços entre os servidores do o(í*io de /ustiça,
segundo a *ategoria (un*ional de *ada um.
SEÇÃO II
DOS LIVROS E CLASSIFICADORES OBRIGATQRIOS
S0&seção I
Dos Li#os $os O,;(ios $e )0s.iç! e2 Ge!'
5. ;s o(í*ios de /ustiça em geral deverão possuir os seguintes livros
a3 7ormas de Derviço da $orregedoria Neral da 5ustiça, apenas para os *art-rios que não este/am
in(ormatizados%
b3 Ponto dos Dervidores%
*3 +isitas e $orreiç#es%
d3 <egistro Neral de =eitos, *om índi*e, dispensada impressão no *aso previsto no subitem 9:.9 deste
$apítulo%
e3 Proto*olo de Autos e Pap&is em Neral%
(3 $argas de Autos%
g3 $argas de Kandados%
"3 <egistro de Dentença, observado o subitem :E.9 deste $apítulo%
i3 <egistro de Autos Cestruídos.
5.9. Al&m dos livros a*ima enumerados, os ;(í*ios de 5ustiça deverão possuir livro ponto dos
o(i*iais de /ustiça que prestem serviço /unto às respe*tivas +aras, livro de <egistro de =eitos
Administrativos Gsindi*2n*ias, pro*edimentos administrativos, representaç#es, et*.3 e, no que *ouber,
aqueles demais pertinentes à $orregedoria Permanente, previstos no item 9I do $apítulo !.
5.:. ;s livros em geral, in*lusive de (ol"as soltas, serão abertos, numerados, autenti*ados e
en*errados pelo es*rivão diretor, sempre na mesma oportunidade, podendo ser utilizado, para este
(im, pro*esso me*2ni*o de autenti*ação previamente aprovado pelo 5uiz $orregedor Permanente,
vedada a substituição de (ol"as. Bma vez *ompletado o seu uso, serão imediatamente
en*amin"ados para en*adernação Gquando de (ol"as soltas3.
5.?. Saver' nos o(í*ios de /ustiça *ontrole, pela utilização de livros de (ol"as soltas ou outro meio
id0neo, da remessa e re*ebimento de (eitos aos Tribunais.
5.?.9.!mplementado no sistema in(ormatizado o(i*ial *ontrole eletr0ni*o da remessa e retorno dos
autos aos Tribunais, (i*a dispensado o *ontrole (ísi*o pelos *art-rios de primeira inst2n*ia.
5.@. 7os ;(í*ios de 5ustiça integrados ao sistema in(ormatizado o(i*ial, os registros de remessa e
re*ebimento de (eitos e petiç#es ao $art-rio Cistribuidor deverão ser (ormalizados e)*lusivamente
pelas vias eletr0ni*as.
5.5. ;s livros e *lassi(i*adores obrigat-rios serão submetidos ao 5uiz $orregedor Permanente para
visto por o*asião das *orreiç#es ordin'rias ou e)traordin'rias e sempre que (orem por este
requisitados.
E. ; livro Ponto dever' ser assinado diariamente por todos os servidores, e)*etuando-se aqueles que
registram o ponto em rel-gio me*2ni*o, *onsignando-se "or'rios de entrada e saída.
E.9. ; en*erramento do livro Ponto dever' ser di'rio, mediante assinatura do es*rivão diretor ou de
seu substituto legal.
F. 7ão ser' permitido aos servidores, na assinatura do livro Ponto
a3 o uso de simples rubri*as%
b3 o emprego de tinta que não se/a azul ou preta, indel&vel.
I. Por o*asião das aus,n*ias ou a(astamentos, de qualquer ordem, dos
servidores, dever' o es*rivão diretor, ou seu substituto legal, e(etuar as anotaç#es pertinentes,
*onsignando o motivo do a(astamento ou a natureza da (alta.
L. 7o livro de +isitas e $orreiç#es serão trans*ritos integralmente os termos de *orreiç#es realizadas
pelo 5uiz $orregedor Permanente ou pelo $orregedor Neral da 5ustiça.
L.9. 4ste livro, *umprindo os requisitos dos demais livros obrigat-rios, dever' ser organizado em
(ol"as soltas em n1mero de 5M
9M. 7os ;(í*ios de 5ustiça não in(ormatizados ou que, apesar de in(ormatizados, não este/am
integrados ao sistema in(ormatizado o(i*ial, ser' elaborado um =!$SY<!; P;< 7;K4 C4
ABT;<, o qual servir' *omo mem-ria permanente do $art-rio.
9M.9. ; (i*"'rio ser' *omposto por (i*"as abertas em nome dos autores, organizadas em ordem
al(ab&ti*a, *om as seguintes e)*eç#es
a3 nos o(í*ios de /ustiça *riminais, do 54$<!K, do /1ri e das e)e*uç#es *riminais, somente serão
abertas (i*"as em nome dos r&us%
*3 nos o(í*ios de /ustiça de e)e*uç#es (is*ais somente serão abertas (i*"as em nome dos e)e*utados%
d3 nos *asos de litis*ons-r*io, poder' o 5uiz $orregedor Permanente, em razão do grande n1mero de
litigantes, limitar a quantidade de (i*"as a serem abertas, quando ser' aberta
ne*essariamente uma para o primeiro autor%
e3 (i*a dispensado o (i*"'rio em nome de autor para as $artas Pre*at-rias, entretanto, ser' aberta
(i*"a em nome do embargante na "ip-tese de "aver 4mbargos de Ter*eiro interpostos no /uízo
depre*ado%
(3 nos o(í*ios de /ustiça da in(2n*ia e /uventude as (i*"as serão abertas em nome das *rianças eQou
adoles*entes envolvidos%
nos pro*essos em que não se (aça menção às *rianças eQou adoles*entes, as (i*"as serão abertas em
nome do autor, ou, se este (or o Kinist&rio P1bli*o, em nome do r&u.
9M.:. As (i*"as que *omp#em o (i*"'rio em nome do autor deverão *onter as prin*ipais in(ormaç#es a
respeito do pro*esso, de (orma a possibilitar a e)tração de *ertid#es.
9M.:.9. 7os pro*essos *íveis, de (amília e su*ess#es, da (azenda p1bli*a, da in(2n*ia e /uventude, de
a*identes do trabal"o e ane)o (is*al, dever' ser anotado nas (i*"as o n] do pro*esso, o nome, <N e
$P= do autor, a natureza do (eito, a data da distribuição, o n], livro e (ls. do registro geral de
(eitos, o n], livro e (ls. do registro da sentença, a suma do dispositivo da sentença, anotaç#es sobre
re*ursos, a data do tr2nsito em /ulgado, o arquivamento e outras observaç#es que se entender
relevantes.
9M.:.:. 7os pro*essos *riminais, do 51ri e do 54$<!K, deve ser anotado nas (i*"as o nº do pro*esso,
o nome e quali(i*ação do r&u, o nº, livro e (ls. do registro geral de (eitos, a data do (ato, a data do
re*ebimento da den1n*ia, o artigo de lei em que o r&u (oi in*urso, a data da suspensão do pro*esso
Gart. ?EE do $PP e 54$<!K3, a data da prisão, o nº, livro e (ls. do registro de sentença, a suma do
dispositivo da sentença, anotaç#es sobre re*ursos, a data da de*isão *on(irmat-ria da pron1n*ia, a
data do tr2nsito em /ulgado, a data da e)pedição da guia de re*ol"imento, de tratamento ou de
internação, o arquivamento e outras observaç#es que se entender relevantes.
9M.:.?. 7os pro*essos de e)e*ução *riminal, deve ser anotado nas (i*"as o nome e quali(i*ação do
e)e*utado, as guias de re*ol"imento registradas, a dis*riminação das penas impostas em ordem
sequen*ial, os in*identes de e)e*ução da pena, anotaç#es sobre re*ursos, a suma dos /ulgamentos, as
progress#es de regime, os bene(í*ios *on*edidos, as remiç#es de pena e outras observaç#es que
se entender relevantes.
9M.:.@. Pre(eren*ialmente ser' es*riturada, at& o momento do arquivamento dos autos, a (i*"a do
primeiro autor, lançando-se em todas as demais, eventualmente abertas em razão de litis*ons-r*io,
al&m do nº do pro*esso, do nome da parte, seu <N e $P=, indi*ação da (i*"a em que *onsta a
*ompleta es*rituração.
9M.:.5. 7os ;(í*ios de 5ustiça não integrados ao sistema in(ormatizado o(i*ial as (i*"as que
*omp#em o (i*"'rio por nome do autor poderão ser emitidas e es*rituradas, at& o momento do
arquivamento dos autos, por sistema in(ormatizado, oportunidade em que deverão ser materializadas
em papel.
9M.?. ;s ;(í*ios de 5ustiça integrados ao sistema in(ormatizado o(i*ial deverão nele *adastrar os
mesmos dados men*ionados no item anterior e seus respe*tivos subitens.
9M.@. ;s ;(í*ios de 5ustiça integrados ao sistema in(ormatizado o(i*ial deverão *onservar as (i*"as
que *omp#em o (i*"'rio por nome de autor Gitem 9M e respe*tivos subitens3 at& então materializadas
em papel, podendo, no entanto, ser inutilizadas,desde que todos os dados que delas *onstem se/am
anotados no sistema de (orma a possibilitar a e)tração de *ertid#es.
9M.@-A. ; pro*edimento de inutilização das (i*"as em nome do autor dever' ser realizado no 2mbito
e sob a responsabilidade do 5uiz $orregedor Permanente, o qual dever' veri(i*ar a pertin,n*ia da
medida, a presença de registro eletr0ni*o de todas as (i*"as, *onservação dos do*umentos de valor
"ist-ri*o, a segurança de todo o pro*esso em vista das in(ormaç#es *ontidas nos do*umentos e
demais provid,n*ias administrativas *orrelatas.
9M-A. 7os ;(í*ios de 5ustiça ainda não in(ormatizados ou que, apesar de in(ormatizados, não este/am
integrados ao sistema o(i*ial, ser' elaborado um =!$SY<!; !7C!+!CBA6, destinado ao *ontrole e
registro da movimentação dos (eitos, devendo ser aberta uma (i*"a para *ada pro*esso. ; (i*"'rio
ser' organizado pelo n1mero do pro*esso, em ordem *res*ente G9QLL, :QLL, ?QLL, et*.3 e *om
subdivisão por ano.
9M-A.9. As anotaç#es (eitas nas (i*"as devem ser (idedignas, *laras e atualizadas, de (orma a re(letir o
atual estado do pro*esso.
9M-A.:. Puando do arquivamento dos autos do pro*esso, a (i*"a individual dever' ser grampeada na
*ontra*apa, devendo ser reaproveitada no *aso de desarquivamento e novo andamento dos autos.
Puando da devolução de $artas Pre*at-rias *umpridas ou da redistribuição de (eitos a outras varas, as
(i*"as individuais respe*tivas devem ser inutilizadas.
9M-A.?. 7os ;(í*ios de 5ustiça não integrados ao sistema in(ormatizado o(i*ial o (i*"'rio individual
poder' ser substituído por sistema in(ormatizado de *ontrole e registro da movimentação pro*essual,
desde que dele *onstem in(ormaç#es (idedignas, *laras e atualizadas, de (orma a re(letir o atual estado
do pro*esso, e)traindo-se uma *-pia destas in(ormaç#es, para que a*ompan"em o pro*esso quando
(or arquivado.
9M-A.@. 7os ;(í*ios de 5ustiça de =al,n*ias e de <e*uperaç#es ou nas seç#es respe*tivas dos ;(í*ios
de 5ustiça em geral, onde "ouver, o (i*"'rio individual, *aso não in(ormatizado, ser' *omposto por
(i*"as abertas em nome dos empres'rios e das so*iedades empres'rias, organizadas em ordem
al(ab&ti*a.
9M->. 7os ;(í*ios de 5ustiça integrados ao sistema in(ormatizado o(i*ial, o *ontrole e registro da
movimentação dos (eitos ser' realizado e)*lusivamente pelo men*ionado sistema, (i*ando vedada a
utilização de (i*"as individuais materializadas em papel ou *onstante de outros sistemas
in(ormatizados.
9M->.9. As (i*"as individuais serão en*erradas e mantidas em lo*al pr-prio no ;(i*io de 5ustiça, at& a
e)tinção dos pro*essos a que se re(erem e serão grampeadas na *ontra*apa dos autos, por o*asião de
seu arquivamento, podendo, no entanto, ser inutilizadas desde que anotados no sistema in(ormatizado
o(i*ial todos os dados que delas *onstem de (orma a possibilitar a e)tração de *ertid#es.
9M->.:. ; pro*edimento de inutilização das (i*"as individuais dever' ser realizado no 2mbito e sob a
responsabilidade do 5uiz $orregedor Permanente, o qual dever' veri(i*ar a pertin,n*ia da medida, a
presença de registro eletr0ni*o de todas as (i*"as, *onservação dos do*umentos de valor "ist-ri*o, a
segurança de todo o pro*esso em vista das in(ormaç#es *ontidas nos do*umentos e demais
provid,n*ias administrativas *orrelatas.
99. 7o livro <egistro Neral de =eitos serão registrados todos os (eitos distribuídos ao o(í*io de
/ustiça, e)*eto as e)e*uç#es (is*ais e os inqu&ritos /udi*iais (alimentares que serão registrados em
livros espe*iais.
9:. J (a*ultada a organização do <egistro Neral de =eitos em (ol"as soltas, datilogra(adas, sempre
por&m protegidas por *apa dura e en*adernadas ao t&rmino do livro (ormado Gmodelo pr-prio3.
9:.9. 7os *art-rios integrados ao sistema in(ormatizado o(i*ial (i*a dispensada a impressão do livro
de registro geral de (eitos. As anotaç#es pertinentes a este livro serão *adastradas no sistema.
9?. ;s ;(í*ios de 5ustiça elaborarão balanço anual relativo a seus (eitos, do qual *onstar' o seguinte
9º3 =eitos distribuídos no ano%
:º3 =eitos vindos de outros anos%
?º3 =eitos liquidados no ano%
@º3 =eitos que passam para o ano seguinte%
5º3 =eitos desarquivados no ano, que voltem a ter e(etivo andamento.
9?.9. ; balanço anual de (eitos ser' mantido em *lassi(i*ador pr-prio, para guarda de dados
estatísti*os, *omo mem-ria permanente do *art-rio.
9@. As pre*at-rias re*ebidas serão lançadas no livro <egistro Neral de =eitos, *om indi*ação
*ompleta do /uízo depre*ante e não apenas da *omar*a de origem, dos nomes das partes, da natureza
da ação e da dilig,n*ia depre*ada% &, por&m, dispens'vel a *onsignação te)tual do /uízo depre*ado.
95. 7a *oluna Robservaç#esR do livro <egistro Neral de =eitos, deverão ser anotados o n1mero da
*ai)a de arquivamento dos respe*tivos pro*essos, bem *omo as *ir*unst2n*ias de devolução de
pre*at-rias ou de entrega ou remessa de autos que não importem em devolução.
95.9. 7as $omar*as em que a distribuição en*ontra-se in(ormatizada, o*orrendo determinação
/udi*ial para redistribuição, entrega e devolução de autos ou reti(i*ação, o es*rivão diretor
providen*iar', de imediato, o *umprimento da ordem, independentemente do re*ebimento de (ol"as
soltas para *omposição do livro de <egistro de =eitos ou do (orne*imento de etiqueta de autuação. ;
lançamento devido no respe*tivo livro ser' e(etuado oportunamente.
9E. Ceverão ser evitadas anotaç#es a l'pis no livro <egistro Neral de =eitos, mesmo que a título
provis-rio Gremessa de autos aos Tribunais3% s- as saídas de autos, *om destino de(initivo, deverão ser
lançadas no livro, ao passo que as remessas em tal *ar'ter serão simplesmente anotadas nas (i*"as
usuais de movimentação pro*essual.
9F. 7ão deve ser admitido, quando se trate de entrega de autos às partes, ou de remessa atrav&s de via
postal, que os *orrespondentes re*ibos se/am assinados ou os *omprovantes *olados no livro <egistro
Neral de =eitos, ainda que na *oluna Robservaç#esR% esses atos serão adequados ao livro Proto*olo de
Autos e Pap&is em Neral.
9I. Saver' livro Proto*olo, *om tantos desdobramentos quantos re*omendem a natureza e o
movimento do o(í*io de /ustiça, destinando-se ao registro de *asos de entrega ou remessa, que não
impliquem devolução.
9L. ;s livros de $argas de Autos deverão ser desdobrados, segundo a sua destinação, a saber, para o
/uiz, para o representante do Kinist&rio P1bli*o, para advogados, para *ontador, et*.
:M. Saver' tamb&m livro $arga de Kandados, que poder' ser desdobrado em n1mero equivalente ao
dos o(i*iais de /ustiça em e)er*í*io, destinando-se um para *ada qual.
:M.9. 7ão serão (eitas *argas aos o(i*iais de /ustiça nos 95 Gquinze3 dias ante*edentes às suas (&rias
mar*adas na es*ala% nesse prazo *umprirão eles os mandados anteriormente re*ebidos, s- podendo
entrar em (&rias sem nen"um mandado em mãos, vedada a bai)a para redistribuição.
:9. Cever' ser mantido rigoroso *ontrole sobre os livros em geral, sendo que os de *arga serão
submetidos a visto por o*asião das *orreiç#es ordin'rias ou e)traordin'rias e sempre que (orem
requisitados pelo 5uiz $orregedor Permanente, que se in*umbir' de *oibir eventuais abusos ou
e)*essos.
::. Todas as *argas devem re*eber as *orrespondentes bai)as, assim que restituídos os autos ou
mandados, na presença do interessado sempre que possível, ou por este e)igido% da restituição deve
ser lançada *ertidão nos autos, *om menção do dia, em *onson2n*ia *om a bai)a registrada.
:?. Derão tamb&m registradas, no livro $arga de Kandados, as petiç#es que, por despa*"o /udi*ial,
sirvam *omo tal.
:@. ; livro <egistro de Dentenças, nos ;(í*ios de 5ustiça in(ormatizados *om o sistema da
P<;C4DP, ser' (ormado *om as vias emitidas para tal (im, e que deverão ser autenti*adas pelo
Ciretor do ;(i*io de 5ustiça que, valendo-se da (& p1bli*a, *erti(i*ar' sua *orrespond,n*ia *om o teor
da sentença *onstante dos autos.
:@.9. ; registro a que alude este item dever' ser pro*edido em at& @I "oras ap-s a bai)a dos autos em
*art-rio pelo /uiz.
:@.:. Puando não (or possível *ol"er a assinatura do /uiz senten*iante, porque não se en*ontra
e)er*endo suas (unç#es na $omar*a, =oro <egional ou Cistrital por onde tramita o (eito, a via
destinada
ao livro <egistro de Dentenças deve ter as respe*tivas (ol"as autenti*adas pelo Ciretor do ;(í*io de
5ustiça que, valendo-se da (& p1bli*a, *erti(i*ar' sua *orrespond,n*ia *om o teor da sentença
*onstante dos autos.
:@.?. 7os ;(í*ios de 5ustiça ainda não *ontemplados *om o sistema in(ormatizado da P<;C4DP, o
livro <egistro de Dentenças ser' (ormado *om segunda via da sentença, assinada pelo /uiz de
direito, ou *om a respe*tiva *-pia reprogr'(i*a.
:@.@. A de*isão relativa a embargos de de*laração e a que liquidar sentença *ondenat-ria *ível,
pro(erida no 2mbito do Poder 5udi*i'rio do 4stado de Dão Paulo, deverão ser averbadas ao registro da
sentença embargada ou liquidada, *om utilização do sistema in(ormatizado. Por e)*eção, a de*isão
que liquidar outros títulos e)e*utivos /udi*iais Gv.g. sentença penal *ondenat-ria3 dever' ser
registrada no livro de registro de sentença, porquanto impossível, neste *aso, a averbação.
:5. As sentenças registradas deverão ser numeradas em s&rie anual renov'vel G9QIM, :QIM, ?QIM, ... ,
9QI:, :QI: et*.3.
:E. Todas as sentenças, *íveis em geral, *riminais, mesmo as e)tintivas de punibilidade, e
trabal"istas, deverão ser registradas.
:E.9. As sentenças registradas no sistema in(ormatizado o(i*ial *om assinatura digital, ou *om outro
sistema de segurança aprovado pela $orregedoria Neral da 5ustiça e que tamb&m impeça a sua
adulteração, (i*am dispensadas de registro em livro pr-prio.
SEÇÃO III
DA ORDEM GERAL DOS SERVIÇOS
??. ;s o(í*ios de /ustiça deverão possuir e es*riturar todos os livros regulamentares, observadas as
normas espe*í(i*as de *ada um.
?@. ;s pap&is utilizados para es*rituração de atos, termos, *ertid#es ou traslados, e)*luídas as
autuaç#es e *apas, terão (undo inteiramente bran*o.
?@.9. 7os o(í*ios e *artas pre*at-rias e)pedidos deverão *onstar a $omar*a, a +ara, o endereço
*ompleto do =-rum remetente, in*lusive *om o nº do *-digo de endereçamento postal e tele(one,
bem assim o e-mail institu*ional.
?5. A es*rituração, nos livros e pap&is, deve ser sempre (eita em vern'*ulo, *om tinta preta ou azul,
indel&vel.
?5.9. J vedado o uso de
a3 tinta de *or di(erente da prevista no item anterior%
b3 borra*"a, detergente ou raspagem por qualquer meio, me*2ni*o ou quími*o.
?E. 7a es*rituração dos livros e autos, deverão ser evitados erros, omiss#es, emendas, rasuras,
borr#es ou entrelin"as, e(etuando-se, quando ne*ess'rio, as devidas ressalvas, antes da subs*rição do
ato, de (orma legível e autenti*ada.
?F. As anotaç#es de ^sem e(eito_ deverão sempre estar datadas e autenti*adas *om a assinatura de
quem as "a/a lançado nos autos.
?I. Cever' ser evitado o uso de espaço n1mero um nos atos datilogra(ados.
?L. 7os autos e nos livros, deverão ser evitados e inutilizados os espaços em bran*o.
@M. Ao e)pedir *ertidão, o es*rivão-diretor dar' a sua (& p1bli*a do que *onstar ou não dos livros,
autos ou pap&is a seu *argo, *onsignando a designação, o n1mero e a p'gina do livro ou pro*esso
onde se en*ontra o assentamento.
@M.9. As *ertid#es em breve relat-rio ou de inteiro teor serão e)pedidas no prazo de 5 G*in*o3 dias,
*ontados da data do re*ebimento em *art-rio do respe*tivo pedido.
@M.:. Derão atendidos em @I "oras os pedidos de *ertid#es de ob/eto e p& (ormulados pelo e-mail
institu*ional de um *art-rio /udi*ial para outro. A *ertidão ser' elaborada, materializada, e
en*amin"ada pelo *art-rio /udi*ial diretamente para a unidade soli*itante.
@M.?. Centre as obrigaç#es dos sen"ores diretores dos *art-rios /udi*iais est' a de abrir diariamente os
seus e-mails institu*ionais.
@9. ;s re*ibos de *orrespond,n*ia deverão ser arquivados em pastas pr-prias dos o(í*ios de /ustiça,
ap-s os devidos lançamentos.
@:. ;s livros e pap&is em andamento ou (indos deverão ser bem *onservados e, quando (or o *aso,
en*adernados, *lassi(i*ados ou *atalogados.
@:.9. Ap-s revisados e de*orridos : Gdois3 anos do 1ltimo registro e(etuado, os livros de *arga e
demais pap&is, desde que reputados sem utilidade para *onservação em arquivo, poderão ser, por
qualquer modo, inutilizados mediante pr&via autorização do 5uiz $orregedor Permanente.
@:.:. ; pedido ser' (eito pelo es*rivão diretor, que *onsignar' os elementos indispens'veis à
identi(i*ação do livro ou pap&is, arquivando-o, a seguir, em *lassi(i*ador pr-prio, *om *ertidão da
data da inutilização.
@?. As *ertid#es, alvar's, termos, pre*at-rias, editais e outros atos de sua atribuição serão subs*ritos
pelos es*rivães diretores, logo depois de lavrados.
@@. Ceverão ser *ol"idas as assinaturas do /uiz, dos pro*uradores, das partes, das testemun"as e dos
es*reventes, em livros, autos e pap&is, imediatamente ap-s a pr'ti*a do ato.
@@.9. =i*a vedada a utilização de *"an*ela e de qualquer re*urso que propi*ie a reprodução me*2ni*a
da assinatura do /uiz.
@5. 7a *apa ou autuação do pro*esso, serão sempre *onsignados o n1mero *orrespondente ao livro
<egistro de =eitos, o n1mero do pro*esso, seguido de barra e menção do ano, bem *omo a data e a
(ol"a em que se a*"a o registro.
@5.9. 7as e)e*uç#es (is*ais ser' anotado na *apa, em moeda na*ional *orrente, o valor de alçada
re*ursal Gartigo ?@, *aput e 8 9º, da 6ei nº E.I?MQIM3, apurado segundo *rit&rio de atualização de(inido
pelo /uiz do pro*esso.
@5.:. Puando da reiteração de embargos de de*laração re*on"e*idamente protelat-rios Gart.5?I,
par'gra(o 1ni*o, do $P$3, a multa imposta, *u/o re*ol"imento & *ondição de pro*edibilidade de
qualquer outro re*urso, dever' ser anotada pela Derventia na *apa dos autos, indi*ando a (ol"a onde
(oi apli*ada essa penalidade.
@5.?. Savendo re*urso tramitando no Tribunal *ompetente, e en*ontrando-se os autos prin*ipais em
Primeira !nst2n*ia, no *aso de imposição de multas previstas no artigo FLI, 8 ?º e no artigo I55 do
<egimento !nterno do Tribunal de 5ustiça, *omuni*adas estas pelo respe*tivo Tribunal, dever' a
Derventia anotar a sua imposição na *apa dos autos, indi*ando a (ol"a onde (oi apli*ada a
*orrespondente penalidade.
@5.@. 7os *art-rios integrados ao sistema in(ormatizado as anotaç#es do item @5 não pre*isam ser
lançadas na *apa dos autos.
@E. ;s es*rivães diretores ou, sob sua supervisão, os es*reventes (arão a revisão das (ol"as dos autos
que devam subir a despa*"o ou ser remetidos à Duperior !nst2n*ia.
@E.9. 4m *aso de erro na numeração, *erti(i*ar-se-' a o*orr,n*ia, sendo vedada a renumeração.
@E.:. 7a "ip-tese de numeração repetida, a*res*entar-se-' apenas uma letra do al(abeto em sequ,n*ia
G9II-a, 9II-b, 9II-* et*.3, *erti(i*ando-se.
@E.?. Domente serão (ormados autos suplementares quando da remessa dos autos à segunda inst2n*ia
se o pro*esso envolver questão de alto ris*o *on(orme determinação /udi*ial.
@E-A. 7os (eitos vin*ulados à 'rea in(ra*ional da !n(2n*ia e 5uventude, a representação ter'
numeração pr-pria, apondo-se o n1mero da (ol"a, seguido da letra @E-A.9. A numeração da
*omuni*ação do ato in(ra*ional ser' sempre aproveitada de (orma integral.
@E-A.:. 4m *aso de erro na numeração, *erti(i*ar-se-' a o*orr,n*ia, sendo vedada a renumeração.
@E-A.?. 7a "ip-tese de numeração repetida, a*res*entar-se- ' apenas uma letra do al(abeto em
sequ,n*ia G9II-a, 9II-b, 9II-* et*.3, *erti(i*ando-se.
@E->. Antes da subida dos re*ursos à !nst2n*ia Duperior, dever' o es*rivão-diretor *erti(i*ar nos autos
eventuais suspens#es de e)pediente "avidas no período que vai da data da intimação às partes da
sentença ou do despa*"o que provo*ou o in*on(ormismo, at& a data em que (oi proto*olada a petição
que *ont&m o re*urso, *om as espe*i(i*aç#es e motivaç#es respe*tivas.
@F. ;s autos de pro*essos não poderão e)*eder de :MM Gduzentas3 (ol"as em *ada volume, e)*etuados
os *asos espe*iais, de*ididos pelo /uiz.
@F.9. 4m nen"uma "ip-tese ser' se**ionada peça pro*essual *om seus do*umentos ane)os, mesmo a
prete)to de ter o volume atingido :MM Gduzentas3 (ol"as, podendo, neste *aso, ser en*errado *om mais
ou menos (ol"as.
@F.:. Poder', entretanto, (ormar-se um s- volume para en*errar uma 1ni*a peça pro*essual que
*onten"a mais de :MM Gduzentas3 (ol"as.
@F.?. ; en*erramento e a abertura de novos volumes serão e(etuados mediante a lavratura das
respe*tivas *ertid#es, em (ol"as regularmente numeradas, prosseguindo sem solução de
*ontinuidade no volume subsequente.
@I. ;s es*rivães diretores enviarão os autos ao /uiz ou ao -rgão do Kinist&rio P1bli*o no dia em que
assinar o termo de *on*lusão ou de vista, não sendo permitida, sob qualquer prete)to, a perman,n*ia
de autos em *art-rio *om tais termos.
@I.9. 7en"um pro*esso ser' entregue *om termo de vista, a promotor de /ustiça ou advogado, sem
pr&via assinatura no livro de *arga e des*arga.
@I.:. Der' (eita *arga, igualmente, dos autos *on*lusos ao /uiz e que não re*eberem despa*"o ou não
(orem senten*iados at& o (inal do e)pediente do dia.
@I.?. De o /uiz se re*usar a assinar, (i*ar' isto *onsignado no assentamento da *arga.
@L. ;s termos de movimentação dos pro*essos, regularmente datados, deverão ser preen*"idos *om
os nomes, por e)tenso, dos /uízes, representantes do Kinist&rio P1bli*o, advogados, ou daqueles a
quem se re(iram.
5M. 7ão ser' permitido o lançamento, nos autos, de *otas marginais ou interlineares, ou o uso de
sublin"ar palavras ou e)press#es, à tinta ou a l'pis, devendo o es*rivão diretor ou es*revente, ao
*onstatar irregularidade tal, *omuni*'-la in*ontinenti ao 5uiz $orregedor Permanente.I@. 7ão se
dever' /untar nen"um do*umento ou petição aos autos, sem que se/a lavrado o respe*tivo termo de
/untada.
I@.9. <e*ebidas petiç#es via (a*-símile diretamente no ;(í*io 5udi*ial ou na +ara, ao ser (eita a
/untada dever' ser *erti(i*ada a data da re*epção do material, para oportuno *ontrole do prazo do
artigo :º e par'gra(o 1ni*o da 6ei nº L.IMM, de :E.M5.9LLL.
I@-A. <e*ebida petição ini*ial ou intermedi'ria a*ompan"ada de ob/etos de invi'vel entran"amento
aos autos do pro*esso, o es*rivão dever' *on(erir, arrolar e quanti(i*'-los, lavrando *ertidão, na
presença do interessado, mantendo-os sob sua guarda e responsabilidade at& en*erramento da
demanda.
I5. <essalvado o disposto no item 5:.: do $apítulo !!, & vedado lançar termos no verso de petiç#es,
do*umentos, guias et*., devendo ser usada, quando ne*ess'ria, outra (ol"a, *om inutilização dos
espaços em bran*o.
IE. Todos os atos e termos devem ser *erti(i*ados nos autos.
IE.9. A *ertidão de que trata o *aput & dispensada *om relação à emissão de do*umento que passe a
(azer imediatamente parte integrante dos autos, por original ou por *-pia, rubri*ado pelo emitente. A
data *onstante do do*umento dever' *orresponder à de sua e(etiva emissão.
IF. Cever' ser sempre *erti(i*ado, nos autos, o registro da sentença, *om indi*ação do n1mero de
ordem que re*ebeu, do livro e da (ol"a em que pro*edido o registro.
IF.9. A *ertidão de que trata este item dever' ser lançada na 1ltima (ol"a da sentença registranda, em
*ampo dei)ado espe*i(i*amente para aposição da mesma.
II. Ap-s (eitas as intimaç#es devidas, ser' *erti(i*ado o de*urso de prazo para interposição de
re*urso *ontra quaisquer de*is#es.
IL. Cever' ser (eita *on*lusão dos autos no prazo de :@ Gvinte e quatro3 "oras, e e)e*utados os atos
pro*essuais no prazo de @I Gquarenta e oito3 "oras.
LM. 7en"um pro*esso dever' permane*er paralisado em *art-rio, al&m dos prazos legais ou (i)ados%
tampou*o deverão (i*ar sem andamento por mais de ?M Gtrinta3 dias, no aguardo de dilig,n*ias
Gin(ormaç#es, respostas a o(í*ios ou requisiç#es, provid,n*ias das partes et*.3. 7essas 1ltimas
"ip-teses, *umprir' ser (eita *on*lusão ao /uiz, para as provid,n*ias *abíveis.
LM.9. 4m todos os ;(í*ios de 5ustiça o *ontrole dos prazos dos pro*essos dever' ser e(etuado
mediante o uso de es*anin"os numerados de M9 a ?9, *orrespondentes aos dias do m,s, nos quais
deverão ser a*ondi*ionados os autos de a*ordo *om a data de ven*imento do prazo que estiver
(luindo. 7o *'l*ulo dos prazos dever' ser in*luído o prazo do Proto*olo !ntegrado.
LM.:. ;s prazos deverão ser veri(i*ados diariamente, de a*ordo *om as datas de ven*imento.
LM.?. Ceverão ser a*ondi*ionados nos es*anin"os de prazo os autos dos pro*essos que aguardam o
*umprimento de dilig,n*ias, tais *omo o *umprimento e a devolução de *artas pre*at-rias, respostas
a o(í*ios e)pedidos, o *umprimento de mandados e a realização de inspeç#es e perí*ias. ;s autos dos
pro*essos em que "ouver algum ato pendente de e)e*ução pelos serventu'rios não poderão ser
*olo*ados nos es*anin"os de prazo.
LM.@. ;s ;(í*ios 5udi*iais poderão manter es*anin"os destinados a a*ondi*ionar autos de pro*essos
que aguardam a publi*ação de despa*"os e sentenças no Ci'rio ;(i*ial Gimprensa /' remetida3,
organizados por data de remessa, bem *omo es*anin"os destinados a autos de pro*essos que
aguardam a realização de audi,n*ias, desde que inteiramente *umpridos, organizados por data.
LM.5. ;s autos dos pro*essos deverão ser a*ondi*ionados nos es*anin"os na posição verti*al, em
ordem numeral *res*ente, de (orma a permitir r'pida lo*alização e per(eita identi(i*ação e
visualização.
LM.E. ; *ontrole de prazos poder' ser e(etuado por sistema in(ormatizado que permita a emissão de
relat-rios di'rios dos pro*essos *om o prazo ven*ido.
LM.F. Kensalmente, at& o d&*imo dia do m,s subsequente ou 1til seguinte, o diretor es*rivão
rela*ionar' os pro*edimentos e pro*essos em que "' r&u preso, por prisão em (lagrante, tempor'ria ou
preventiva, bem *omo menor internado provisoriamente, em razão da pr'ti*a de ato in(ra*ional,
indi*ando seu nome, (iliação, n1mero do pro*esso, data e natureza da prisão, unidade prisional, data e
*onte1do do 1ltimo movimento pro*essual, enviando relat-rio à $orregedoria Neral da 5ustiça.
LM.I. Dem pre/uízo de observ2n*ia do item LM, os inqu&ritos e pro*essos de r&u preso e menores
internados provisoriamente, paralisados em seu andamento "' mais de tr,s meses, serão levados à
an'lise do magistrado, que in(ormar' à $orregedoria Neral da 5ustiça por meio de relat-rio.
L9. ; a*esso aos autos /udi*iais e administrativos de pro*essos em andamento ou (indos, mesmo sem
pro*uração, quando não este/am su/eitos a segredo de /ustiça, & assegurado aos advogados,
estagi'rios de Cireito e ao p1bli*o em geral, por meio do e)ame em bal*ão do ;(í*io 5udi*ial ou
Deção Administrativa, podendo ser tomados apontamentos, soli*itadas *-pias reprogr'(i*as, bem
*omo utilizado es*2ner port'til ou m'quina (otogr'(i*a.
L9.9. A *arga de autos /udi*iais e administrativos em andamento no $art-rio & reservada uni*amente
a advogados ou estagi'rios de Cireito regularmente ins*ritos na ;.A.>., *onstituídos pro*uradores de
alguma das partes, ressalvado, nos pro*essos (indos e que não este/am su/eitos a segredo de /ustiça, a
*arga por advogado mesmo sem pro*uração, pelo prazo de dez G9M3 dias.
L9.:. Para garantia do direito de a*esso aos autos que não *orram em segredo de /ustiça, poder' ser
de(erida ao advogado ou estagi'rio de Cireito, regularmente ins*ritos na ;A>, que não ten"am sido
*onstituídos pro*uradores de quaisquer das partes, a *arga r'pida, pelo período de 9 Guma3 "ora,
mediante *ontrole de movimentação (ísi*a, observadas as *autelas previstas no item L@-A e subitens
L@-A.9, L@-A.: e L@-A.?, destas 7ormas, ainda que não se trate de prazo *omum às partes, devendo o
serventu'rio pro*eder à pr&via *onsulta ao sítio da ;rdem dos Advogados do >rasil da !nternet, à
vista da $arteira da ;A> apresentada pelo advogado ou estagi'rio de Cireito interessado,
*om impressão dos dados obtidos, os quais deverão ser previamente *on(eridos pelo (un*ion'rio,
antes da lavratura de tal modalidade de *arga.
L9.?. J obrigat-rio aos servidores do 5udi*i'rio o *ontrole de movimentação (ísi*a, observadas as
*autelas previstas no item
L@-A e subitens L@-A.9, L@-A.: e L@-A.?, destas 7ormas. Ceve o serventu'rio pro*eder à pr&via
*onsulta ao sítio da ;rdem dos Advogados do >rasil da !nternet, à vista da $arteira da ;A>
apresentada pelo advogado ou estagi'rio de Cireito interessado, *om impressão dos dados obtidos, os
quais deverão ser previamente *on(eridos pelo (un*ion'rio, antes da lavratura de tal modalidade de
*arga.
L9.@. J obrigat-rio aos servidores do 5udi*i'rio, no período de :@ "oras, reportar ao 5uiz $orregedor
do ;(í*io o retardo na restituição ou a não devolução de autos retirados em *arga r'pida, para as
provid,n*ias previstas no subitem L@-A.?.5
L9.5. Para os *asos *omple)os ou *om pluralidade de interesses, a (im de que não se/a pre/udi*ado
nem o andamento do (eito e nem o a*esso aos autos, (i*a autorizada a retirada de *-pias de todo o
(eito, *-pias que deverão (i*ar à disposição para *onsulta dos interessados.
L?. 7a "ip-tese de os pro*essos *orrerem em segredo de /ustiça, o seu e)ame, em *art-rio, ser'
restrito às partes e a seus pro*uradores.
L?.9. As entidades que re*on"e*idamente prestam serviços de assist,n*ia /udi*i'ria poderão, por
interm&dio de advogado *om pro*uração nos autos, autorizar a *onsulta de pro*essos que
tramitam em segredo de /ustiça em *art-rio pelos a*ad,mi*os de direito não ins*ritos na ;A>.
<e(erida autorização dever' *onter o nome do a*ad,mi*o, o n1mero de seu <N e o n1mero eQou
nome das partes do pro*esso a que se re(ere a autorização, que ser' /untada posteriormente aos autos.
L@. 7ão "avendo (lu,n*ia de prazo, os autos somente poderão ser retirados mediante requerimento.
L@.9. 7a (lu,n*ia de prazo, os autos não poderão sair de *art-rio, salvo nas "ip-teses e)pressamente
previstas na legislação vigente, ressalvado, por&m, em seu *urso ou em outras "ip-teses de
impossibilidade de retirada dos autos, o direito de requisição de *-pias quando "ouver /usti(i*ada
urg,n*ia na e)tração respe*tiva, mediante autorização /udi*ial e observando-se o disposto na
Deção !+, do $apítulo !., destas 7ormas.
L@.:. 7a (lu,n*ia de prazo, *ingindo-se a requisição a *-pia de sentença, a e)tração respe*tiva dever'
ser (eita do 6ivro de <egistro de Dentenças.
L@-A. Puando "ouver (lu,n*ia de prazo *omum, às partes ser' *on*edida, pelo Ciretor de Derviço do
;(í*io de 5ustiça ou pelo 4s*revente respons'vel pelo atendimento, a *arga r'pida dos autos pelo
período de 9 Guma3 "ora, mediante *ontrole de movimentação (ísi*a, *on(orme (ormul'rio a ser
preen*"ido e assinado por advogado ou estagi'rio de direito devidamente *onstituído no pro*esso.
L@-A.9. ;s pedidos a que alude este item serão re*ep*ionados e atendidos desde que (ormulados at&
as 9I", (i*ando vedada a retenção de do*umento do advogado ou estagi'rio de direito na serventia,
para a (inalidade de men*ionado *ontrole, nos termos da 6ei nº 5.55?QEI.
L@-A.:. ; (ormul'rio de *ontrole de movimentação (ísi*a ser' /untado aos autos no e)ato momento
de sua devolução à serventia, *erti(i*ando-se o respe*tivo período de vista.
L@-A.?. 7a "ip-tese dos autos não serem restituídos no período (i)ado, *ompetir' ao Ciretor de
Derviço do ;(í*io de 5ustiça representar imediatamente ao KK. 5uiz de Cireito $orregedor
Permanente, in*lusive para (ins de provid,n*ias *ompetentes /unto à ;rdem dos Advogados do >rasil
G4;A>, arts. ?@, ..!!, e ?F, !3.
LE. A vista dos autos ser' em *art-rio, quando, "avendo dois ou mais r&us *om pro*uradores diversos,
"a/a prazo *omum para (alarem ou re*orrerem.
LF. A vista dos autos poder' ser (ora do *art-rio, se não o*orrer a "ip-tese do item anterior, mas
e)*lusivamente ao advogado *onstituído ou dativo.
LI. Domente o es*rivão diretor, o o(i*ial maior ou es*revente espe*ialmente designado & que poder'
registrar a retirada e a devolução de autos no livro pr-prio, sempre rigorosamente atualizado.
LL. 7o livro ser' sempre anotado o n1mero da *arteira pro(issional e respe*tiva seção, e)pedida pela
;.A.>., (a*ultado ao (un*ion'rio, na d1vida, soli*itar sua e)ibição.
9M9. Dempre que re*eber autos *om vista ou para e)ame, o advogado assinar' a *arga respe*tiva, ou
dar' re*ibo que o es*rivão diretor *olar' imediatamente no registro da *arga.
9M9.9. ; *art-rio, ao re*eber autos de advogados e peritos, dar' bai)a imediata no livro de *arga, à
vista do interessado, devendo o (un*ion'rio, se assim o e)igir o interessado, assinar re*ibo de
autos, previamente *on(e**ionado pelo interessado e do qual deverão *onstar designação da unidade
/udi*i'ria, n1mero do pro*esso, tipo de demanda, nome das partes e data da des*arga. A *ada auto
pro*essual dever' *orresponder um re*ibo e a subs*rição pelo (un*ion'rio não impli*a
re*on"e*imento da respe*tiva regularidade interna.
9M9.:. ; 5uiz $orregedor Permanente poder' determinar a utilização do livro de *arga para a entrega
de autos a outros pro(issionais G5uízes, Promotores de 5ustiça, et*.3.
9M:. ; advogado deve restituir, no prazo legal, os autos que tiver retirado de *art-rio. 7ão o (azendo,
mandar' o /uiz, de o(í*io
a3 noti(i*'-lo para que o (aça em :@ Gvinte e quatro3 "oras%
b3 *obrar, de*orrido esse prazo, os autos não restituídos, mediante e)pedição de mandado, para
imediata entrega ao o(i*ial de /ustiça, en*arregado da dilig,n*ia%
*3 *omuni*ar o (ato à seção lo*al da ;rdem dos Advogados do >rasil G;.A.>.3.
9M?. Ao advogado que não restituir os autos no prazo legal, e s- o (izer depois de intimado, não ser'
mais permitida a vista (ora do *art-rio at& o en*erramento do pro*esso.
9M@. Al&m disso, e não sendo o pro*esso de natureza *riminal, o /uiz, de o(í*io, mandar' ris*ar o que
nele "ouver o advogado es*rito, e desentran"ar as alegaç#es e do*umentos que apresentar.
9M5. Kensalmente, at& o d&*imo dia 1til do m,s subseqTente, o es*rivãodiretor rela*ionar' os autos
em poder das partes, al&m dos prazos legais ou (i)ados%
essa relação, em duas vias, ter' a primeira en*amin"ada, sob (orma de
representação, ao 5uiz $orregedor Permanente, para as provid,n*ias ne*ess'rias% a
segunda via, para a*ompan"amento e *ontrole, ser' arquivada em pasta pr-pria.
9ME. ; desentran"amento de do*umentos dever' ser e(etuado mediante
termo ou *ertidão nos autos, *onstando o nome e do*umento de identi(i*ação de quem
os re*ebeu em devolução, al&m do *ompetente re*ibo.
9ME.9. ;s do*umentos desentran"ados poderão ser substituídos por
*-pias simples.
9ME.:. A substituição a*ima tratada poder', a *rit&rio do /uiz do
pro*esso, ser dispensada, quando os do*umentos de que se
pretenda o desentran"amento não ten"am servido de base para
(undamentação de qualquer de*isão nos autos pro(erida ou para
a mani(estação da parte *ontr'ria.
9ME.?. Transitada em /ulgado a sentença, os ob/etos /untados em
*ompan"ia das mani(estaç#es pro*essuais serão devolvidos às
partes ou seus pro*uradores, mediante soli*itação ou intimação
para retirada em at& ?M dias, sob pena de destruição.
9MF. Cever' ser *olo*ada uma (ol"a em bran*o no lugar das peças ou
do*umentos desentran"ados, anotando-se a (ol"a dos autos em que lançada a
*ertidão de desentran"amento% quando o*orrer desentran"amento, não serão
renumeradas as (ol"as do pro*esso.
9MI. Dalvo motivada determinação /udi*ial em sentido *ontr'rio, (i*a
dispensada a *erti(i*ação do n1mero do pro*esso nas peças e do*umentos
desentran"ados dos autos. 7os títulos de *r&dito desentran"ados dever' ser
*erti(i*ado o n1mero do pro*esso em que se a*"avam /untados.
9ML. 7os mandados, *ertid#es e o(í*ios destinados aos $art-rios de
<egistro de !m-veis para averbaç#es, registro, *an*elamentos, anotaç#es, et*., al&m
dos requisitos *onstantes dos itens E? e E?.9 deste $apítulo e @9, 5@, 5@.9 e 5@.:, do
$apítulo !+, deverão *onter, no *orpo ou instruídos *om *-pias reprogr'(i*as, mais
a3 tratando-se de pessoa (ísi*a nome, domi*ílio, estado *ivil,
na*ionalidade, pro(issão e n1mero da ins*rição no $adastro de
Pessoas =ísi*as do Kinist&rio da =azenda ou <egistro Neral da
*&dula de identidade, ou, (altante este, sua (iliação%
b3 tratando-se de pessoa /urídi*a nome, sede so*ial e n1mero de
ins*rição no $adastro Neral de $ontribuintes do Kinist&rio do
4stado da =azenda%
*3 a des*rição do im-vel, *om suas *ara*terísti*as, *on(rontaç#es e
lo*alização, bem *omo a indi*ação do distrito em que situado%
d3 *uidando-se de im-vel urbano, logradouro para o qual (aça (rente%
se edi(i*ado, o n1mero da edi(i*ação% tratando-se de terreno não
edi(i*ado, se o im-vel (i*a do lado par ou ímpar do logradouro, em
que quadra e a qual dist2n*ia m&tri*a da *onstrução ou esquina
mais pr-)ima% se possível, dever' men*ionar-se a designação do
*adastro muni*ipal%
e3 versando-se a*er*a de im-vel rural, sua denominação e a
designação *adastral do !7$<A, se "ouver%
(3 sua espe*i(i*ação Gpen"ora, arresto, seqTestro, et*.3%
g3 o valor da e)e*ução.
99M. As *ustas deverão ser re*ol"idas, pro*esso por pro*esso, na (orma e
oportunidades previstas na legislação vigente.
999. Todas as quantias deverão ser re*ol"idas pelo interessado às
repartiç#es arre*adadoras *ompetentes, /untando-se o *omprovante aos autos.
99@. Puando da remessa dos (eitos em grau de re*urso à segunda
inst2n*ia dever' ser observada a partil"a legal e regimental de *ompet,n*ia das
$2maras do Tribunal de 5ustiça, (azendo-se a remessa dos autos aos seguintes
endereços
$`KA<A $;KP4T47T4 47C4<4ZAK47T;
9a a 9Ma Cireito Privado e $2mara
de =al,n*ias
Derviço de 4ntrada de Autos de
Cireito Privado ! H D45 :.9.9
$omple)o 5udi*i'rio do !piranga H sala @5
99a a :@a Cireito Privado Derviço de 4ntrada de Autos de
Cireito Privado !! H D45 :.9.:
$omple)o 5udi*i'rio do !piranga H sala @@
:5a a ?Ea Cireito Privado Derviço de 4ntrada de Autos de
Cireito Privado !!! H D45 :.9.?
$omple)o 5udi*i'rio do !piranga H sala @E
$`KA<A $;KP4T47T4 47C4<4ZAK47T;
9a a 9?a Cireito P1bli*o e
$2mara de Keio Ambiente
Derviço de 4ntrada de Autos de
Cireito P1bli*o H D45 :.9.@
$omple)o 5udi*i'rio do !piranga H sala ?I
9@a e 95a Cireito P1bli*o Derviço de 4ntrada de Autos de
Cireito P1bli*o H D45 :.9.@
$omple)o 5udi*i'rio do !piranga H sala ?I
9Ea e 9Fa Cireito P1bli*o Derviço de 4ntrada de Autos de
Cireito P1bli*o H D45 :.9.@
$omple)o 5udi*i'rio do !piranga H sala ?I
9a a 9@a Cireito $riminal Derviço de 4ntrada de Autos de
Cireito $riminal H D45 :.9.5
$omple)o 5udi*i'rio do !piranga H sala @M
brgão 4spe*ial Derviço de 4ntrada e Cistribuição de =eitos
;rigin'rios e de <e*ursos da $2mara 4spe*ial e
brgão 4spe*ial H D45 9.:
Pal'*io da 5ustiça H sala 9@5
$2mara 4spe*ial Derviço de 4ntrada e Cistribuição de =eitos
;rigin'rios e de <e*ursos da $2mara 4spe*ial e
brgão 4spe*ial H D45 9.:
Pal'*io da 5ustiça H sala 9@5

XXVII - aos autores pertence o direito exclusivo de utilização, publicação ou reprodução de suas obras, transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar; XXVIII - são assegurados, nos termos da lei: a) a proteção às participações individuais em obras coletivas e à reprodução da imagem e voz humanas, inclusive nas atividades desportivas; b) o direito de fiscalização do aproveitamento econômico das obras que criarem ou de que participarem aos criadores, aos intérpretes e às respectivas representações sindicais e associativas; XXIX - a lei assegurará aos autores de inventos industriais privilégio temporário para sua utilização, bem como proteção às criações industriais, à propriedade das marcas, aos nomes de empresas e a outros signos distintivos, tendo em vista o interesse social e o desenvolvimento tecnológico e econômico do País; XXX - é garantido o direito de herança; XXXI - a sucessão de bens de estrangeiros situados no País será regulada pela lei brasileira em benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros, sempre que não lhes seja mais favorável a lei pessoal do de cujus ; XXXII - o Estado promoverá, na forma da lei, a defesa do consumidor; XXXIII - todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado; XXXIV - são a todos assegurados, independentemente do pagamento de taxas: a) o direito de petição aos poderes públicos em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso de poder; b) a obtenção de certidões em repartições públicas, para defesa de direitos e esclarecimento de situações de interesse pessoal; XXXV - a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito; XXXVI - a lei não prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada; XXXVII - não haverá juízo ou tribunal de exceção; XXXVIII - é reconhecida a instituição do júri, com a organização que lhe der a lei, assegurados: a) a plenitude de defesa; b) o sigilo das votações; c) a soberania dos veredictos; d) a competência para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida; XXXIX - não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação legal; XL - a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu; XLI - a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais; XLII - a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei; XLIII - a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia a prática da tortura, o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos como crimes hediondos, por eles respondendo os mandantes, os executores e os que, podendo evitá-los, se omitirem; XLIV - constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados, civis ou militares, contra a ordem constitucional e o Estado democrático; XLV - nenhuma pena passará da pessoa do condenado, podendo a obrigação de reparar o dano e a decretação do perdimento de bens ser, nos termos da lei, estendidas aos sucessores e contra eles executadas, até o limite do valor do patrimônio transferido; XLVI - a lei regulará a individualização da pena e adotará, entre outras, as seguintes: a) privação ou restrição da liberdade; b) perda de bens; c) multa; d) prestação social alternativa; e) suspensão ou interdição de direitos; XLVII - não haverá penas: a) de morte, salvo em caso de guerra declarada, nos termos do XIX - declarar guerra, no caso de agressão estrangeira, autorizado pelo Congresso Nacional ou referendado por ele, quando ocorrida no intervalo das sessões legislativas, e, nas mesmas condições, decretar, total ou parcialmente, a mobilização nacional; b) de caráter perpétuo; c) de trabalhos forçados; d) de banimento; e) cruéis; XLVIII - a pena será cumprida em estabelecimentos distintos, de acordo com a natureza do delito, a idade e o sexo do apenado; XLIX - é assegurado aos presos o respeito à integridade física e moral; L - às presidiárias serão asseguradas condições para que possam permanecer com seus filhos durante o

período de amamentação; LI - nenhum brasileiro será extraditado, salvo o naturalizado, em caso de crime comum, praticado antes da naturalização, ou de comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, na forma da lei; LII - não será concedida extradição de estrangeiro por crime político ou de opinião; LIII - ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade competente; LIV - ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal; LV - aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e a ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes; LVI - são inadmissíveis, no processo, as provas obtidas por meios ilícitos; LVII - ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória; LVIII - o civilmente identificado não será submetido a identificação criminal, salvo nas hipóteses previstas em lei; LIX - será admitida ação privada nos crimes de ação pública, se esta não for intentada no prazo legal; LX - a lei só poderá restringir a publicidade dos atos processuais quando a defesa da intimidade ou o interesse social o exigirem; LXI - ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente, salvo nos casos de transgressão militar ou crime propriamente militar, definidos em lei; LXII - a prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre serão comunicados imediatamente ao juiz competente e à família do preso ou à pessoa por ele indicada; LXIII - o preso será informado de seus direitos, entre os quais o de permanecer calado, sendo-lhe assegurada a assistência da família e de advogado; LXIV - o preso tem direito à identificação dos responsáveis por sua prisão ou por seu interrogatório policial; LXV - a prisão ilegal será imediatamente relaxada pela autoridade judiciária; LXVI - ninguém será levado à prisão ou nela mantido quando a lei admitir a liberdade provisória, com ou sem fiança; LXVII - não haverá prisão civil por dívida, salvo a do responsável pelo inadimplemento voluntário e inescusável de obrigação alimentícia e a do depositário infiel; LXVIII - conceder-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder; LXIX - conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo, não amparado por habeas corpus ou habeas data , quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do poder público; LXX - o mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por: a) partido político com representação no Congresso Nacional; b) organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e em funcionamento há pelo menos um ano, em defesa dos interesses de seus membros ou associados; LXXI - conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta de norma regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania; LXXII - conceder-se-á habeas data : a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público; b) para a retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso, judicial ou administrativo; LXXIII - qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência; LXXIV - o Estado prestará assistência jurídica integral e gratuita aos que comprovarem insuficiência de recursos; LXXV - o Estado indenizará o condenado por erro judiciário, assim como o que ficar preso além do tempo fixado na sentença; LXXVI - são gratuitos para os reconhecidamente pobres, na forma da lei: a) o registro civil de nascimento; b) a certidão de óbito; LXXVII - são gratuitas as ações de habeas corpus e habeas data , e, na forma da lei, os atos necessários ao exercício da cidadania. LXXVIII - a todos, no âmbito judicial e administrativo, são assegurados a razoável duração do processo e

assistência gratuita aos filhos e dependentes desde o nascimento até 5 (cinco) anos de idade em creches e pré-escolas. insalubres ou perigosas.relação de emprego protegida contra despedida arbitrária ou sem justa causa. salvo o disposto em convenção ou acordo coletivo. XXVII . XXII .proteção do mercado de trabalho da mulher.redução dos riscos inerentes ao trabalho. em caso de desemprego involuntário. conforme definido em lei. Art. VIII . ou dos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte. a previdência social.seguro contra acidentes de trabalho. XII .os meios que garantam a celeridade de sua tramitação. facultada a compensação de horários e a redução da jornada. lazer. dentre outros direitos. XI . sendo no mínimo de trinta dias.proibição de diferença de salários. XIII . alimentação. IX .gozo de férias anuais remuneradas com. participação na gestão da empresa. XIV .ação.licença à gestante. § 4º O Brasil se submete à jurisdição de Tribunal Penal Internacional a cuja criação tenha manifestado adesão. XXIV . salvo negociação coletiva. sem excluir a indenização a que este está obrigado. e. além de outros que visem à melhoria de sua condição social: I . a alimentação.duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro semanais. por meio de normas de saúde. XV . XXVIII .seguro-desemprego. pelo menos.salário mínimo.garantia de salário. III .proteção em face da automação. preferencialmente aos domingos. até o limite de dois anos após a extinção do contrato de trabalho. um terço a mais do que o salário normal. XXIX . no mínimo.remuneração do trabalho noturno superior à do diurno. IV . XX . com a duração de cento e vinte dias. XVII . na forma da lei. por três quintos dos votos dos respectivos membros. nos termos de lei complementar. capaz de atender às suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia. quanto aos créditos resultantes das relações de trabalho. o trabalho.aviso prévio proporcional ao tempo de serviço. em dois turnos.remuneração do serviço extraordinário superior. com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo. constituindo crime sua retenção dolosa. quando incorrer em dolo ou culpa. para os que percebem remuneração variável. V . excepcionalmente. mediante incentivos específicos. nos termos da lei. sem prejuízo do emprego e do salário. § 2º Os direitos e garantias expressos nesta Constituição não excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados. nunca inferior ao mínimo. 6º São direitos sociais a educação. desvinculada da remuneração.irredutibilidade do salário. CAPÍTULO II DOS DIREITOS SOCIAIS Art. em cada Casa do Congresso Nacional. XVIII . com prazo prescricional de cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais. serão equivalentes às emendas constitucionais. XXIII .jornada de seis horas para o trabalho realizado em turnos ininterruptos de revezamento. em cinquenta por cento à do normal. educação. nos termos da lei. a segurança. VI .participação nos lucros. na forma da lei. mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho.fundo de garantia do tempo de serviço. o lazer. higiene.décimo terceiro salário com base na remuneração integral ou no valor da aposentadoria. de exercício de funções e de critério de admissão por motivo de . ou resultados. a moradia. na forma desta Constituição. que preverá indenização compensatória.salário-família pago em razão do dependente do trabalhador de baixa renda nos termos da lei. VII . a saúde. nos termos fixados em lei. sendo vedada sua vinculação para qualquer fim. XXVI .aposentadoria. XXI . 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais. vestuário. II . XXX .reconhecimento das convenções e acordos coletivos de trabalho. nacionalmente unificado. saúde.proteção do salário na forma da lei. XIX . X .repouso semanal remunerado. fixado em lei.adicional de remuneração para as atividades penosas. transporte e previdência social. § 1º As normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata.licença-paternidade. a assistência aos desamparados. XVI . higiene e segurança. a cargo do empregador. a proteção à maternidade e à infância.piso salarial proporcional à extensão e à complexidade do trabalho. § 3º Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados. XXV .

será descontada em folha. IV . higiene. XXXIII . observado o seguinte: I .proibição de trabalho noturno. representativa de categoria profissional ou econômica.ninguém será obrigado a filiar-se ou a manter-se filiado a sindicato. na mesma base territorial. um terço a mais do que o salário normal. § 1º A lei definirá os serviços ou atividades essenciais e disporá sobre o atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade. 9º É assegurado o direito de greve. para custeio do sistema confederativo da representação sindical respectiva. 8º É livre a associação profissional ou sindical. vestuário. transporte e previdência social. idade. 10. sendo no mínimo de trinta dias.salário mínimo. sem prejuízo do emprego e do salário. XVII .é vedada a criação de mais de uma organização sindical. salvo na condição de aprendiz. até um ano após o final do mandato. alimentação. nos termos da lei. não podendo ser inferior à área de um Município. São brasileiros: I . XXXIV . técnico e intelectual ou entre os profissionais respectivos. salvo se cometer falta grave nos termos da lei.natos: a) os nascidos na República Federativa do Brasil. vedadas ao poder público a interferência e a intervenção na organização sindical. XV . Parágrafo único. ainda que suplente.é obrigatória a participação dos sindicatos nas negociações coletivas de trabalho. ressalvado o registro no órgão competente. independentemente da contribuição prevista em lei. São assegurados à categoria dos trabalhadores domésticos os direitos previstos nos incisos: IV . bem como a sua integração à previdência social.a lei não poderá exigir autorização do Estado para a fundação de sindicato. § 2º Os abusos cometidos sujeitam os responsáveis às penas da lei. salvo o disposto em convenção ou acordo coletivo. saúde. As disposições deste artigo aplicam-se à organização de sindicatos rurais e de colônias de pescadores. com a duração de cento e vinte dias.proibição de qualquer discriminação no tocante a salário e critérios de admissão do trabalhador portador de deficiência. preferencialmente aos domingos. competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender. de pai brasileiro ou de mãe brasileira. XXI . XVIII . VIII .proibição de distinção entre trabalho manual. e XXIV – aposentadoria. educação. II .repouso semanal remunerado. nacionalmente unificado. 11. com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo. atendidas as condições que a lei estabelecer.décimo terceiro salário com base na remuneração integral ou no valor da aposentadoria. perigoso ou insalubre a menores de dezoito e de qualquer trabalho a menores de dezesseis anos. desde que qualquer deles esteja a serviço da República Federativa do Brasil.é vedada a dispensa do empregado sindicalizado a partir do registro da candidatura a cargo de direção ou representação sindical e. VII .ao sindicato cabe a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria. em se tratando de categoria profissional.gozo de férias anuais remuneradas com.igualdade de direitos entre o trabalhador com vínculo empregatício permanente e o trabalhador avulso. III . a partir de quatorze anos. nos termos fixados em lei. desde que estes não estejam a serviço de seu país. . XXXI . Parágrafo único. É assegurada a participação dos trabalhadores e empregadores nos colegiados dos órgãos públicos em que seus interesses profissionais ou previdenciários sejam objeto de discussão e deliberação. Nas empresas de mais de duzentos empregados.irredutibilidade do salário.sexo. XXXII . capaz de atender às suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia. lazer. fixado em lei. Art. Art. sendo vedada sua vinculação para qualquer fim.licença à gestante. pelo menos. XIX . que será definida pelos trabalhadores ou empregadores interessados. V . Art. 12.o aposentado filiado tem direito a votar e ser votado nas organizações sindicais.aviso prévio proporcional ao tempo de serviço. inclusive em questões judiciais ou administrativas. VI . cor ou estado civil. VIII . VI .licença-paternidade.a assembleia geral fixará a contribuição que. b) os nascidos no estrangeiro. é assegurada a eleição de um representante destes com a finalidade exclusiva de promover-lhes o entendimento direto com os empregadores. ainda que de pais estrangeiros. CAPÍTULO III DA NACIONALIDADE Art. em qualquer grau. se eleito. Art.

impessoalidade. pela norma estrangeira.de Presidente e Vice-Presidente da República. VIII .o direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei específica.c) os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de mãe brasileira. 37.da carreira diplomática. § 2º Os Estados. na forma da lei.as funções de confiança. § 3º São privativos de brasileiro nato os cargos: I . III . IV . serão atribuídos os direitos inerentes ao brasileiro. VII . pela nacionalidade brasileira. destinam-se apenas às atribuições de direção. ao seguinte: I .a lei estabelecerá os casos de contratação por tempo determinado para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público.naturalizados: a) os que.tiver cancelada sua naturalização. por igual período. II . VII – de Ministro de Estado da Defesa. na forma prevista em lei.de Ministro do Supremo Tribunal Federal. exercidas exclusivamente por servidores ocupantes de cargo efetivo. em qualquer tempo. II . X . A língua portuguesa é o idioma oficial da República Federativa do Brasil. III . § 1º São símbolos da República Federativa do Brasil a bandeira. desde que sejam registrados em repartição brasileira competente ou venham a residir na República Federativa do Brasil e optem. VI . condições e percentuais mínimos previstos em lei.adquirir outra nacionalidade. ao brasileiro residente em Estado estrangeiro. prorrogável uma vez. salvo os casos previstos nesta Constituição. Art. assim como aos estrangeiros. ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração. V . chefia e assessoramento. VI . o hino. o detentor . 13. publicidade e eficiência e.durante o prazo improrrogável previsto no edital de convocação.a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos. § 4º Será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que: I . se houver reciprocidade em favor dos brasileiros. moralidade. em virtude de atividade nociva ao interesse nacional.a lei reservará percentual dos cargos e empregos públicos para as pessoas portadoras de deficiência e definirá os critérios de sua admissão.de oficial das Forças Armadas. b) de imposição de naturalização. CAPÍTULO VII DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Seção I Disposições Gerais Art.é garantido ao servidor público civil o direito à livre associação sindical.de Presidente do Senado Federal. IX . II . dos Estados. exigidas aos originários de países de língua portuguesa apenas residência por um ano ininterrupto e idoneidade moral.de Presidente da Câmara dos Deputados. do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade. § 2º A lei não poderá estabelecer distinção entre brasileiros natos e naturalizados. adquiram a nacionalidade brasileira. empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros que preencham os requisitos estabelecidos em lei. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União. salvo nos casos: a) de reconhecimento de nacionalidade originária pela lei estrangeira. e os cargos em comissão.a remuneração dos servidores públicos e o subsídio de que trata o § 4º O membro de Poder.os cargos. V . salvo nos casos previstos nesta Constituição. aquele aprovado em concurso público de provas ou de provas e títulos será convocado com prioridade sobre novos concursados para assumir cargo ou emprego. o Distrito Federal e os Municípios poderão ter símbolos próprios. b) os estrangeiros de qualquer nacionalidade residentes na República Federativa do Brasil há mais de quinze anos ininterruptos e sem condenação penal. IV . na forma da lei. também. na carreira. desde que requeiram a nacionalidade brasileira. II .o prazo de validade do concurso público será de até dois anos. a serem preenchidos por servidores de carreira nos casos. por sentença judicial. como condição para permanência em seu território ou para o exercício de direitos civis. de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego. depois de atingida a maioridade. § 1º Aos portugueses com residência permanente no País. as armas e o selo nacionais.

aplicando-se como limite.a remuneração dos servidores públicos e o subsídio de que trata o § 4º do art. dos Estados. funções e empregos públicos da administração direta.os acréscimos pecuniários percebidos por servidor público não serão computados nem acumulados para fins de concessão de acréscimos ulteriores o e nos § 4º O membro de Poder. nos Municípios. em espécie. aos Procuradores e aos Defensores Públicos. obedecido. XIV . o subsídio mensal do Governador no âmbito do Poder Executivo. em espécie. observada a iniciativa privativa em cada caso. ressalvado o disposto nos incisos XI . nos Municípios. assegurada revisão geral anual. aplicável este limite aos membros do Ministério Público. dos Ministros do Supremo Tribunal Federal. 37. dos Ministros do Supremo Tribunal Federal. os Ministros de Estado e os Secretários Estaduais e Municipais serão remunerados exclusivamente por subsídio fixado em parcela única. dos Estados.os acréscimos pecuniários percebidos por servidor público não serão computados nem acumulados para fins de concessão de acréscimos ulteriores. dos membros de qualquer dos Poderes da União. o disposto no X . dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos.a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos. prêmio.a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos. dos Ministros do Supremo Tribunal Federal. no âmbito do Poder Judiciário. incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza. assegurada revisão geral anual. o subsídio dos Deputados Estaduais e Distritais no âmbito do Poder Legislativo e o subsídio dos Desembargadores do Tribunal de Justiça. incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza. dos membros de qualquer dos Poderes da União. verba de representação ou outra espécie remuneratória. o subsídio dos Deputados Estaduais e Distritais no âmbito do Poder Legislativo e o subsídio dos Desembargadores do Tribunal de Justiça. o subsídio do Prefeito. abono. em qualquer caso. percebidos cumulativamente ou não. limitado a noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio mensal. limitado a noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio mensal. percebidos cumulativamente ou não.é vedada a vinculação ou equiparação de quaisquer espécies remuneratórias para o efeito de remuneração de pessoal do serviço público. sempre na mesma data e sem distinção de índices.instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente. XV . dos membros de qualquer dos Poderes da União. percebidos cumulativamente ou não. limitado a noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio mensal. pensões ou outra espécie remuneratória. pensões ou outra espécie remuneratória. funções e empregos públicos da administração direta. e nos Estados e no Distrito Federal. do Distrito Federal e dos Municípios. . em espécie. dos Ministros do Supremo Tribunal Federal. do Distrito Federal e dos Municípios. em espécie. o disposto no art. adicional. aplicando-se como limite. no âmbito do Poder Judiciário. abono. do Distrito Federal e dos Municípios. somente poderão ser fixados ou alterados por lei específica.o subsídio e os vencimentos dos ocupantes de cargos e empregos públicos são irredutíveis. aplicável este limite aos membros do Ministério Público. 39 somente poderão ser fixados ou alterados por lei específica. XI . aos Procuradores e aos Defensores Públicos. dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos. XIII . o subsídio dos Deputados Estaduais e Distritais no âmbito do Poder Legislativo e o subsídio dos Desembargadores do Tribunal de Justiça. incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza. não poderão exceder o subsídio mensal. aos Procuradores e aos Defensores Públicos. dos Estados. o subsídio mensal do Governador no âmbito do Poder Executivo.os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo e do Poder Judiciário não poderão ser superiores aos pagos pelo Poder Executivo. verba de representação ou outra espécie remuneratória. em espécie. XII . não poderão exceder o subsídio mensal. e nos Estados e no Distrito Federal. em qualquer caso.de mandato eletivo. adicional. o subsídio do Prefeito. observada a iniciativa privativa em cada caso. não poderão exceder o subsídio mensal. aplicável este limite aos membros do Ministério Público. vedado o acréscimo de qualquer gratificação. o detentor de mandato eletivo. funções e empregos públicos da administração direta. obedecido. dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos. X e XI. aplicando-se como limite. autárquica e fundacional. II . os Ministros de Estado e os Secretários Estaduais e Municipais serão remunerados exclusivamente por subsídio fixado em parcela única. vedado o acréscimo de qualquer gratificação. nos Municípios. sempre na mesma data e sem distinção de índices. no âmbito do Poder Judiciário. o subsídio mensal do Governador no âmbito do Poder Executivo. XI . autárquica e fundacional. proibida qualquer distinção em razão de ocupação profissional ou função por eles exercida. XIV . dos Ministros do Supremo Tribunal Federal. autárquica e fundacional. e nos Estados e no Distrito Federal. dos Ministros do Supremo Tribunal Federal.a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos. prêmio. em espécie. o subsídio do Prefeito. pensões ou outra espécie remuneratória.

ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado. precedência sobre os demais setores administrativos. na forma prevista em lei. b) a de um cargo de professor com outro. ou de interesse coletivo ou geral. símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos. I . ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração. o qual somente permitirá as exigências de qualificação técnica e econômica indispensáveis à garantia do cumprimento das obrigações. dela não podendo constar nomes. dos membros de qualquer dos Poderes da União. o subsídio mensal do Governador no âmbito do Poder Executivo. dos Ministros do Supremo Tribunal Federal.a proibição de acumular estende-se a empregos e funções e abrange autarquias. que serão prestadas no prazo da lei. na forma da lei. e sociedades controladas. do Distrito Federal e dos Municípios. aplicando-se como limite. a honra e a imagem das pessoas. XXXIII . c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde.renda e proventos de qualquer natureza. XVII . da qualidade dos serviços. nos termos da lei.é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos. limitado a noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio mensal. na forma da lei. fundações. a criação de subsidiárias das entidades mencionadas no inciso anterior. em cada caso. XVIII . funções e empregos públicos da administração direta. não poderão exceder o subsídio mensal. atividades essenciais ao funcionamento do Estado. sob pena de responsabilidade. dos Ministros do Supremo Tribunal Federal. a vida privada. empresas públicas. XIX – somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de empresa pública. regulando especialmente: I . em espécie.será informado pelos critérios da generalidade. § 3º A lei disciplinará as formas de participação do usuário na administração pública direta e indireta. dos Estados. de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego. inclusive com o compartilhamento de cadastros e de informações fiscais.a disciplina da representação contra o exercício negligente ou abusivo de cargo. programas. neste último caso. dos Estados. com profissões regulamentadas.as administrações tributárias da União. compras e alienações serão contratados mediante processo de licitação pública que assegure igualdade de condições a todos os concorrentes. pelo poder público. com cláusulas que estabeleçam obrigações de pagamento. da universalidade e da progressividade. dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos. exceto. § 2º A não-observância do disposto nos incisos II . incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza. exercidas por servidores de carreiras específicas.são invioláveis a intimidade. aplicável este limite aos membros do Ministério Público. cabendo à lei complementar. e nos Estados e no Distrito Federal. por igual período implicará a nulidade do ato e a punição da autoridade responsável. o subsídio do Prefeito. quando houver compatibilidade de horários. observado em qualquer caso o disposto no inciso XI . pensões ou outra espécie remuneratória. nos termos da lei. § 1º A publicidade dos atos. o subsídio dos Deputados Estaduais e Distritais no âmbito do Poder Legislativo e o subsídio dos Desembargadores do Tribunal de Justiça. em espécie. de sociedade de economia mista e de fundação. emprego ou função na administração pública. títulos ou direitos. serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo. sociedades de economia mista. assim como a participação de qualquer delas em empresa privada. assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação.a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos. obras. do Distrito Federal e dos Municípios. suas subsidiárias.a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos. autárquica e fundacional. XX . observado o disposto no X . III . asseguradas a manutenção de serviços de atendimento ao usuário e a avaliação periódica. III . XVI . nos Municípios. no âmbito do Poder Judiciário. a perda da .independentemente da denominação jurídica dos rendimentos.o acesso dos usuários a registros administrativos e a informações sobre atos de governo. terão recursos prioritários para a realização de suas atividades e atuarão de forma integrada.o prazo de validade do concurso público será de até dois anos.todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular.a administração fazendária e seus servidores fiscais terão.as reclamações relativas à prestação dos serviços públicos em geral. técnico ou científico. prorrogável uma vez. aos Procuradores e aos Defensores Públicos: a) a de dois cargos de professor. serviços.depende de autorização legislativa. informativo ou de orientação social. XXII . mantidas as condições efetivas da proposta. II . direta ou indiretamente.ressalvados os casos especificados na legislação. dentro de suas áreas de competência e jurisdição. externa e interna. § 4º Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos. III . XXI . na forma da lei ou convênio. as obras. definir as áreas de sua atuação. percebidos cumulativamente ou não.

§ 6º As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes.o prazo de duração do contrato. dos Estados. III . as parcelas de caráter indenizatório previstas em lei. para efeito dos limites remuneratórios de que trata o inciso XI . § 12. o subsídio do Prefeito. observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial e o disposto neste artigo ou dos Art. servidor ou não. o subsídio dos Deputados Estaduais e Distritais no âmbito do Poder Legislativo e o subsídio dos Desembargadores do Tribunal de Justiça. mediante contribuição do respectivo ente público. dos Estados. que causem prejuízos ao erário. com a remuneração de cargo. pensões ou outra espécie remuneratória. § 7º A lei disporá sobre os requisitos e as restrições ao ocupante de cargo ou emprego da administração direta e indireta que possibilite o acesso a informações privilegiadas. dos Estados. incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza. ressalvados os cargos acumuláveis na forma desta Constituição. direitos. dos Ministros do Supremo Tribunal Federal. Não serão computadas. limitado a noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio mensal. sob a autoridade suprema do Presidente da República. aplicável este limite aos membros do Ministério Público. É vedada a percepção simultânea de proventos de aposentadoria decorrentes do Art. ressalvadas as respectivas ações de ressarcimento. funções e empregos públicos da administração direta. constituídas pela Marinha. incluídas suas autarquias e fundações. cabendo à lei dispor sobre: I . 142. que tenha por objeto a fixação de metas de desempenho para o órgão ou entidade. sem prejuízo da ação penal cabível. do Distrito Federal e dos Municípios. pensões ou outra espécie remuneratória. 40. os cargos eletivos e os cargos em comissão declarados em lei de livre nomeação e exoneração. não poderão exceder o subsídio mensal. em espécie. o subsídio mensal do Governador no âmbito do Poder Executivo. funções e empregos públicos da administração direta. à garantia dos poderes constitucionais e. são instituições nacionais permanentes e regulares. o subsídio mensal do Governador no âmbito do Poder Executivo. dos Ministros do Supremo Tribunal Federal. dos membros de qualquer dos Poderes da União.a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos. instituições organizadas com base na hierarquia e disciplina. obrigações e responsabilidade dos dirigentes. nos Municípios. no âmbito do Poder Judiciário. aplicando-se como limite. assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa. § 5º A lei estabelecerá os prazos de prescrição para ilícitos praticados por qualquer agente. nos Municípios. é assegurado regime de previdência de caráter contributivo e solidário. Para os fins do disposto no inciso XI . dos Estados. que receberem recursos da União. aplicando-se como limite. em espécie. aplicável este limite aos membros do Ministério Público. em espécie. § 10. em espécie. no âmbito do Poder Judiciário. organizadas com base na hierarquia e na disciplina. aplica-se às empresas públicas e às sociedades de economia mista. § 11. dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos. a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário. autárquica e fundacional. o subsídio dos Deputados Estaduais e Distritais no âmbito do Poder Legislativo e o subsídio dos Desembargadores do Tribunal de Justiça. nessa qualidade. orçamentária e financeira dos órgãos e entidades da administração direta e indireta poderá ser ampliada mediante contrato.a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos. § 8º A autonomia gerencial. do Distrito Federal ou dos Municípios para pagamento de despesas de pessoal ou de custeio em geral. percebidos cumulativamente ou não. aos Procuradores e aos Defensores Públicos. Aos servidores titulares de cargos efetivos da União. e nos Estados e no Distrito Federal. dos Ministros do Supremo Tribunal Federal. e destinam-se à defesa da Pátria. Art. II . causarem a terceiros.função pública. a ser firmado entre seus administradores e o poder público. incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza. não poderão exceder o subsídio mensal. emprego ou função pública. são militares dos Estados. do Distrito Federal e dos Municípios. limitado a noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio mensal. . percebidos cumulativamente ou não. do Distrito Federal e dos Municípios. aos Procuradores e aos Defensores Públicos. As Forças Armadas. autárquica e fundacional. pelo Exército e pela Aeronáutica. do Distrito Federal e dos Territórios. dos membros de qualquer dos Poderes da União. 42 Os membros das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares. dos servidores ativos e inativos e dos pensionistas. e nos Estados e no Distrito Federal. e suas subsidiárias. dos Ministros do Supremo Tribunal Federal. por iniciativa de qualquer destes.a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos. dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos. o subsídio do Prefeito.os controles e critérios de avaliação de desempenho. § 9º O disposto no inciso XI . na forma e gradação previstas em lei. da lei e da ordem.a remuneração do pessoal.

emprego ou função. nos Municípios. um terço a mais do que o salário normal.remuneração do serviço extraordinário superior. 39. alimentação. IX . aos Procuradores e aos Defensores Públicos. os Estados. dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos. XVI . no caso de afastamento. pensões ou outra espécie remuneratória.em qualquer caso que exija o afastamento para o exercício de mandato eletivo. sendo vedada sua vinculação para qualquer fim. regime jurídico único e planos de carreira para os servidores da administração pública direta. os Estados e o Distrito Federal manterão escolas de governo para a formação e o aperfeiçoamento dos servidores públicos. no exercício de mandato eletivo. emprego ou função. será afastado do cargo.remuneração do trabalho noturno superior à do diurno. III . para isso. e nos Estados e no Distrito Federal. em espécie. emprego ou função. XV . autárquica e fundacional. XII . dos Ministros do Supremo Tribunal Federal. nunca inferior ao mínimo. XVIII . transporte e previdência social.décimo terceiro salário com base na remuneração integral ou no valor da aposentadoria. pelo menos. XIII . limitado a noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio mensal dos Ministros do Supremo Tribunal Federal.investido no mandato de Prefeito. dos Estados. vestuário. educação. fixado em lei. ficará afastado de seu cargo. sendo-lhe facultado optar pela sua remuneração.para efeito de benefício previdenciário. com a duração de cento e vinte . II .garantia de salário. será aplicada a norma do inciso anterior. higiene. mediante emenda às respectivas Constituições e Lei Orgânica. em espécie. em cinquenta por cento à do normal. havendo compatibilidade de horários. V .os requisitos para a investidura. o subsídio dos Deputados Estaduais e Distritais no âmbito do Poder Legislativo e o subsídio dos Desembargadores do Tribunal de Justiça. saúde. lazer.investido no mandato de Vereador. percebidos cumulativamente ou não.licença à gestante. perceberá as vantagens de seu cargo. Ao servidor público da administração direta. 38. exceto para promoção por merecimento. capaz de atender às suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia. autárquica e fundacional. o subsídio mensal do Governador no âmbito do Poder Executivo. sem prejuízo da remuneração do cargo eletivo. mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho. preferencialmente aos domingos. Seção II Dos Servidores Públicos Art. para os que percebem remuneração variável. o subsídio do Prefeito. constituindo-se a participação nos cursos um dos requisitos para a promoção na carreira. dos membros de qualquer dos Poderes da União. aplicável este limite aos membros do Ministério Público. do Distrito Federal e dos Municípios. como limite único.funções e empregos públicos da administração direta. limitado a noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio mensal.a natureza. nacionalmente unificado. § 3º Aplica-se aos servidores ocupantes de cargo público o disposto no IV .repouso semanal remunerado. a celebração de convênios ou contratos entre os entes federados.duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro semanais. e. das autarquias e das fundações públicas. sem prejuízo do emprego e do salário.salário mínimo.as peculiaridades dos cargos. XVII . no âmbito do Poder Judiciário. no âmbito de sua competência. no mínimo. o subsídio mensal dos Desembargadores do respectivo Tribunal de Justiça. facultada. com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo. não se aplicando o disposto neste parágrafo aos subsídios dos Deputados Estaduais e Distritais e dos Vereadores. dos Ministros do Supremo Tribunal Federal. fica facultado aos Estados e ao Distrito Federal fixar.tratando-se de mandato eletivo federal. facultada a compensação de horários e a redução da jornada.salário-família pago em razão do dependente do trabalhador de baixa renda nos termos da lei. incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza. seu tempo de serviço será contado para todos os efeitos legais. III . Art. II . o Distrito Federal e os Municípios instituirão. os valores serão determinados como se no exercício estivesse. § 2º A União. § 1º A fixação dos padrões de vencimento e dos demais componentes do sistema remuneratório observará: I . em seu âmbito. estadual ou distrital. VIII . aplicando-se como limite.gozo de férias anuais remuneradas com. A União. não havendo compatibilidade. o grau de responsabilidade e a complexidade dos cargos componentes de cada carreira. IV . não poderão exceder o subsídio mensal. aplicam-se as seguintes disposições: I . VII .

inclusive sob a forma de adicional ou prêmio de produtividade. pensões ou outra espécie remuneratória. XXII . por meio de normas de saúde. prêmio. e nos Estados e no Distrito Federal. prêmio. em espécie. obedecido. podendo a lei estabelecer requisitos diferenciados de admissão quando a natureza do cargo o exigir.a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos. verba de representação ou outra espécie remuneratória.proibição de diferença de salários. o disposto no XI . assegurada revisão geral anual. adicional. e nos Estados e no Distrito Federal. o detentor de mandato eletivo.dias. observada a iniciativa privativa em cada caso. o subsídio mensal do Governador no âmbito do Poder Executivo. funções e empregos públicos da administração direta. aplicando-se como limite. o subsídio dos Deputados Estaduais e Distritais no âmbito do Poder Legislativo e o subsídio dos Desembargadores do Tribunal de Justiça. em espécie. cor ou estado civil.a remuneração dos servidores públicos e o subsídio de que trata o § 4º do art. aplicando-se como limite. e nos Estados e no Distrito Federal. autárquica e fundacional. obedecido. 39 somente poderão ser fixados ou alterados por lei específica. do Distrito Federal e dos Municípios. incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza. abono. incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza. percebidos cumulativamente ou não. dos Ministros do Supremo Tribunal Federal. funções e empregos públicos da administração direta. aplicável este limite aos membros do Ministério Público. XIX . do Distrito Federal e dos Municípios. dos Estados. percebidos cumulativamente ou não. idade. do Distrito Federal e dos Municípios poderá estabelecer a relação entre a maior e a menor remuneração dos servidores públicos. os Ministros de Estado e os Secretários Estaduais e Municipais serão remunerados exclusivamente por subsídio fixado em parcela única. nos termos da lei. autárquica e fundacional. dos Ministros do Supremo Tribunal Federal. reaparelhamento e racionalização do serviço público. os Ministros de Estado e os Secretários Estaduais e Municipais serão remunerados exclusivamente por subsídio fixado em parcela única. nos Municípios. Legislativo e Judiciário publicarão anualmente os valores do subsídio e da remuneração dos cargos e empregos públicos. o disposto no XI . limitado a noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio mensal. XX . o disposto no X . aplicável este limite aos membros do Ministério Público. obedecido. pensões ou outra espécie remuneratória. dos membros de qualquer dos Poderes da União. do Distrito Federal e dos Municípios. percebidos cumulativamente ou não. para aplicação no desenvolvimento de programas de qualidade e produtividade. nos Municípios. não poderão exceder o subsídio mensal. adicional. autarquia e fundação. não poderão exceder o subsídio mensal. autárquica e fundacional. nos termos fixados em lei. do Distrito Federal e dos Municípios disciplinará a aplicação de recursos orçamentários provenientes da economia com despesas correntes em cada órgão. § 4º O membro de Poder. não poderão exceder o subsídio mensal. vedado o acréscimo de qualquer gratificação. dos membros de qualquer dos Poderes da União. aos Procuradores e aos Defensores Públicos.a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos.redução dos riscos inerentes ao trabalho. aplicando-se como limite. o subsídio mensal do Governador no âmbito do Poder Executivo. § 7º Lei da União. dos Estados. em qualquer caso. abono. em espécie. sempre na mesma data e sem distinção de índices. treinamento e desenvolvimento. em espécie. de exercício de funções e de critério de admissão por motivo de sexo. dos Estados. o subsídio mensal do Governador no âmbito do Poder Executivo.a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos. XXX . em espécie. nos Municípios.licença-paternidade. o subsídio do Prefeito. incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza. XI .proteção do mercado de trabalho da mulher. dos Estados. § 8º A remuneração dos servidores públicos organizados em carreira poderá ser fixada nos termos do § 4º O membro de Poder. o subsídio dos Deputados Estaduais e Distritais no âmbito do Poder Legislativo e o subsídio dos Desembargadores do Tribunal de Justiça. verba de representação ou outra espécie remuneratória. pensões ou outra espécie remuneratória. em qualquer caso. no âmbito do Poder Judiciário. funções e empregos públicos da administração direta. dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos. dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos. dos Ministros do Supremo Tribunal Federal. § 5º Lei da União. higiene e segurança. dos Ministros do Supremo Tribunal Federal. mediante incentivos específicos. o detentor de mandato eletivo. modernização. dos Ministros do Supremo Tribunal Federal. dos Estados. em qualquer caso. limitado a noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio mensal. § 6º Os Poderes Executivo. no âmbito do Poder Judiciário. o subsídio do Prefeito. o . o subsídio do Prefeito. dos membros de qualquer dos Poderes da União. dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos. vedado o acréscimo de qualquer gratificação. aos Procuradores e aos Defensores Públicos.

A previdência social será organizada sob a forma de regime geral. dos Estados. 201. exceto se decorrente de acidente em serviço. II . não poderão exceder a remuneração do respectivo servidor. 40. § 2º Os proventos de aposentadoria e as pensões. de caráter contributivo e de filiação obrigatória. III . a. calculados os seus proventos a partir dos valores fixados na forma dos § 3º Para o cálculo dos proventos de aposentadoria. Art. e atenderá.que exerçam atividades de risco. observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial.ao valor da totalidade dos proventos do servidor falecido. e atenderá. § 17. se homem. A previdência social será organizada sob a forma de regime geral. e atenderá. e cinquenta e cinco anos de idade e trinta de contribuição. e cinquenta e cinco anos de idade e trinta de contribuição. Todos os valores de remuneração considerados para o cálculo do benefício previsto no § 3° serão devidamente atualizados. se mulher. acrescido de setenta por cento da parcela excedente a este limite. § 5º Os requisitos de idade e de tempo de contribuição serão reduzidos em cinco anos. se homem. desde que cumprido tempo mínimo de dez anos de efetivo exercício no serviço público e cinco anos no cargo efetivo em que se dará a aposentadoria. observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial e o disposto neste artigo. é vedada a percepção de mais de uma aposentadoria à conta do regime de previdência previsto neste artigo. dos Ministros do Supremo Tribunal Federal. contagiosa ou incurável. por ocasião da sua concessão. até o limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência social de que trata o Art. observadas as seguintes condições: a) sessenta anos de idade e trinta e cinco de contribuição.ao valor da totalidade da remuneração do servidor no cargo efetivo em que se deu o falecimento.compulsoriamente. na forma da lei. é assegurado regime de previdência de caráter contributivo e solidário. sendo os proventos proporcionais ao tempo de contribuição. na forma da lei. serão consideradas as remunerações utilizadas como base para as contribuições do servidor aos regimes de previdência de que tratam este artigo e o Art. em espécie. em relação ao disposto no a) sessenta anos de idade e trinta e cinco de contribuição. ou II . nos termos definidos em leis complementares.subsídio dos Deputados Estaduais e Distritais no âmbito do Poder Legislativo e o subsídio dos Desembargadores do Tribunal de Justiça. dos servidores ativos e inativos e dos pensionistas. de caráter contributivo e de filiação obrigatória. aos Procuradores e aos Defensores Públicos. de caráter contributivo e de filiação obrigatória. com proventos proporcionais ao tempo de contribuição. § 1º Os servidores abrangidos pelo regime de previdência de que trata este artigo serão aposentados. observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial.por invalidez permanente. no âmbito do Poder Judiciário. que será igual: I . II . serão consideradas as remunerações utilizadas como base para as contribuições do servidor aos regimes de previdência de que tratam este artigo e o Art. § 3º Para o cálculo dos proventos de aposentadoria. Aos servidores titulares de cargos efetivos da União. b) sessenta e cinco anos de idade. na forma da lei. III .voluntariamente. 201. por ocasião da sua concessão. aos setenta anos de idade. do Distrito Federal e dos Municípios. ressalvados. mediante contribuição do respectivo ente público. A previdência social será organizada sob a forma de regime geral.portadores de deficiência. incluídas suas autarquias e fundações. aplicável este limite aos membros do Ministério Público. os casos de servidores: I . § 4º É vedada a adoção de requisitos e critérios diferenciados para a concessão de aposentadoria aos abrangidos pelo regime de que trata este artigo. 201.cujas atividades sejam exercidas sob condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física. 201. se mulher. se homem. por ocasião de sua concessão. se mulher a. moléstia profissional ou doença grave. limitado a noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio mensal. com proventos proporcionais ao tempo de contribuição. A previdência social será organizada sob a forma de regime geral. na forma da lei: I . nos termos da lei. observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial. § 6º Ressalvadas as aposentadorias decorrentes dos cargos acumuláveis na forma desta Constituição. até o limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência social de que trata o Art. e sessenta anos de idade. para o professor que comprove exclusivamente tempo de efetivo exercício das funções de magistério na educação infantil e no ensino fundamental e médio. no cargo efetivo em que se deu a aposentadoria ou que serviu de referência para a concessão da pensão. § 7º Lei disporá sobre a concessão do benefício de pensão por morte. de caráter contributivo e de . caso aposentado à data do óbito.

§ 3º É vedado o aporte de recursos a entidade de previdência privada pela União. dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos. no que couber. e atenderá. no que couber. inclusive quando decorrentes da acumulação de cargos ou empregos públicos. Além do disposto neste artigo. o regime de previdência dos servidores públicos titulares de cargo efetivo observará. em espécie. § 4º Lei complementar disciplinará a relação entre a União. à exceção dos benefícios concedidos. A União. em caráter permanente. para o valor das aposentadorias e pensões a serem concedidas pelo regime de que trata este artigo. § 12. e nos Estados e no Distrito Federal. cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração. inclusive suas autarquias. nos termos da lei. poderão fixar. será facultativo. o valor real. em espécie. sociedades de economia mista e outras entidades públicas. § 5º A lei complementar de que trata o parágrafo anterior aplicar-se-á. acrescido de setenta por cento da parcela excedente a este limite. o subsídio do Prefeito. § 1° A lei complementar de que trata este artigo assegurará ao participante de planos de benefícios de entidades de previdência privada o pleno acesso às informações relativas à gestão de seus respectivos planos. à soma total dos proventos de inatividade. situação na qual. dos membros de qualquer dos Poderes da União. Estados. em hipótese alguma. aos Procuradores e aos Defensores Públicos. aplicando-se como limite. os requisitos e critérios fixados para o regime geral de previdência social. salvo na qualidade de patrocinador. sua contribuição normal poderá exceder a do segurado. incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza. aplicável este limite aos membros do Ministério Público. o limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência social de que trata o Art. conforme critérios estabelecidos em lei. Estados. Ao servidor ocupante. observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial. o subsídio mensal do Governador no âmbito do Poder Executivo. § 13. a. fundações.a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos. estadual ou municipal será contado para efeito de aposentadoria e o tempo de serviço correspondente para efeito de disponibilidade. Distrito Federal e Municípios. exclusivamente. regulamentos e planos de benefícios das entidades de previdência privada não integram o contrato de trabalho dos participantes. observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial. baseado na constituição de reservas que garantam o benefício contratado. percebidos cumulativamente ou não. nos Municípios. desde que instituam regime de previdência complementar para os seus respectivos servidores titulares de cargo efetivo. os Estados. § 10. e ao montante resultante da adição de proventos de inatividade com remuneração de cargo acumulável na forma desta Constituição. funções e empregos públicos da administração direta. caso em atividade na data do óbito. empresas públicas. § 14. sociedades de economia mista e empresas controladas direta ou indiretamente. assim como. e regulado por lei complementar. e atenderá. O regime de previdência privada. de caráter complementar e organizado de forma autônoma em relação ao regime geral de previdência social. enquanto patrocinadoras de entidades fechadas de previdência privada. os benefícios e as condições contratuais previstas nos estatutos. de caráter contributivo e de filiação obrigatória. a. quando . do Distrito Federal e dos Municípios. suas autarquias. 202. Aplica-se o limite fixado no XI . § 15. § 8º É assegurado o reajustamento dos benefícios para preservar-lhes. o subsídio dos Deputados Estaduais e Distritais no âmbito do Poder Legislativo e o subsídio dos Desembargadores do Tribunal de Justiça. A lei não poderá estabelecer qualquer forma de contagem de tempo de contribuição fictício. nos termos da lei. observado o disposto no Art. dos Estados. pensões ou outra espécie remuneratória. e de cargo eletivo. limitado a noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio mensal. § 11. e suas respectivas entidades fechadas de previdência privada. autárquica e fundacional. o Distrito Federal e os Municípios. aplica-se o regime geral de previdência social. de cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração bem como de outro cargo temporário ou de emprego público. nos termos da lei. não poderão exceder o subsídio mensal. bem como de outras atividades sujeitas a contribuição para o regime geral de previdência social.filiação obrigatória. 201. não integram a remuneração dos participantes. A previdência social será organizada sob a forma de regime geral. às empresas privadas permissionárias ou concessionárias de prestação de serviços públicos. § 2° As contribuições do empregador. no âmbito do Poder Judiciário. § 9º O tempo de contribuição federal. fundações. dos Ministros do Supremo Tribunal Federal. dos Ministros do Supremo Tribunal Federal. O regime de previdência complementar de que trata o § 14 será instituído por lei de iniciativa do respectivo Poder Executivo. Distrito Federal ou Municípios.

os Tribunais e Juízes Militares.o Supremo Tribunal Federal. CAPÍTULO III DO PODER JUDICIÁRIO Seção I Disposições Gerais Art. Todos os valores de remuneração considerados para o cálculo do benefício previsto no § 3º Para o cálculo dos proventos de aposentadoria. é obrigatória a avaliação especial de desempenho por comissão instituída para essa finalidade. A contribuição prevista no § 18 deste artigo incidirá apenas sobre as parcelas de proventos de aposentadoria e de pensão que superem o dobro do limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência social de que trata o art. e de mais de uma unidade gestora do respectivo regime em cada ente estatal. § 18. § 2º Invalidada por sentença judicial a demissão do servidor estável. Somente mediante sua prévia e expressa opção. reconduzido ao cargo de origem. § 3º Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade. e o eventual ocupante da vaga. no que couber. § 1º O servidor público estável só perderá o cargo: I . na forma da lei. 201.o Conselho Nacional de Justiça.os Tribunais Regionais Federais e Juízes Federais. por ocasião da sua concessão. serão devidamente atualizados. São estáveis após três anos de efetivo exercício os servidores nomeados para cargo de provimento efetivo em virtude de concurso público. com percentual igual ao estabelecido para os servidores titulares de cargos efetivos. I-A . III. assegurada ampla defesa. § 3º. até seu adequado aproveitamento em outro cargo. 142.o Superior Tribunal de Justiça.em virtude de sentença judicial transitada em julgado. III . na forma da lei. será ele reintegrado. § 4º Como condição para a aquisição da estabilidade. serão consideradas as remunerações utilizadas como base para as contribuições do servidor aos regimes de previdência de que tratam este artigo e o Art. § 21. § 19. Fica vedada a existência de mais de um regime próprio de previdência social para os servidores titulares de cargos efetivos. 92. A previdência social será organizada sob a forma de regime geral. a. com remuneração proporcional ao tempo de serviço. VII .patrocinadoras de entidades fechadas de previdência privada. II . na forma de lei complementar. § 16. observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial. e atenderá. sem direito a indenização. 41. § 17. for portador de doença incapacitante. Incidirá contribuição sobre os proventos de aposentadorias e pensões concedidas pelo regime de que trata este artigo que superem o limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência social de que trata o art. II – mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa. ressalvado o disposto no art. aproveitado em outro cargo ou posto em disponibilidade com remuneração proporcional ao tempo de serviço.os Tribunais e Juízes dos Estados e do Distrito Federal e Territórios. III – mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho. IV . de natureza pública. § 20. 201 desta Constituição. V . X. O servidor de que trata este artigo que tenha completado as exigências para aposentadoria voluntária estabelecidas no § 1º. VI . de caráter contributivo e de filiação obrigatória. Art.os Tribunais e Juízes do Trabalho. se estável. II. e que opte por permanecer em atividade fará jus a um abono de permanência equivalente ao valor da sua contribuição previdenciária até completar as exigências para aposentadoria compulsória contidas no § 1º. § 6º A lei complementar a que se refere o § 4° deste artigo estabelecerá os requisitos para a designação dos membros das diretorias das entidades fechadas de previdência privada e disciplinará a inserção dos participantes nos colegiados e instâncias de decisão em que seus interesses sejam objeto de discussão e deliberação. . quando o beneficiário. que oferecerão aos respectivos participantes planos de benefícios somente na modalidade de contribuição definida. 201. São órgãos do Poder Judiciário: I . por intermédio de entidades fechadas de previdência complementar. o disposto nos §§ 14 e 15 poderá ser aplicado ao servidor que tiver ingressado no serviço público até a data da publicação do ato de instituição do correspondente regime de previdência complementar. o servidor estável ficará em disponibilidade. na forma da lei.os Tribunais e Juízes Eleitorais.

cede. III – importa. utiliza em proveito próprio ou alheio. qualquer dos papéis falsificados ou alterados. IV . fornece ou restitui à circulação selo falsificado destinado a controle tributário. guarda. vende.reclusão. § 2º O Supremo Tribunal Federal e os Tribunais Superiores têm jurisdição em todo o território nacional. de seis meses a dois anos. caderneta de depósito de caixa econômica ou de outro estabelecimento mantido por entidade de direito público. carimbo ou sinal indicativo de sua inutilização. porta ou.vale postal. alvará ou qualquer outro documento relativo a arrecadação de rendas públicas ou a depósito ou caução por que o poder público seja responsável.reclusão. carimbo ou sinal indicativo de sua inutilização: Pena . exporta.§ 1º O Supremo Tribunal Federal.Suprimir. nos casos em que a legislação tributária determina a obrigatoriedade de sua aplicação. o Conselho Nacional de Justiça e os Tribunais Superiores têm sede na Capital Federal. depois de conhecer a falsidade ou alteração. a que se referem este artigo e o seu § 2º . guarda. empresta. guarda. adquire. falsificado. III . expõe à venda. fabricando-os ou alterando-os: I – selo destinado a controle tributário.Quem usa ou restitui à circulação.talão. recibo. adquire. guia. b) sem selo oficial. no exercício de atividade comercial ou industrial. § 3º . de dois a oito anos. por Estado ou por Município: Pena . quando legítimos. cede. troca. § 4º .bilhete. troca. 293 . com o fim de torná-los novamente utilizáveis.cautela de penhor.papel de crédito público que não seja moeda de curso legal.Falsificar. quando legítimos. II . passe ou conhecimento de empresa de transporte administrada pela União. § 1o Incorre na mesma pena quem: I – usa. § 2º . mantém em depósito. troca.Suprimir. fornece ou restitui à circulação selo . de qualquer forma. de um a quatro anos. com o fim de torná-los novamente utilizáveis. exporta. incorre na pena de detenção. II – importa. ou multa. adquire. cede. e multa. depois de alterado. em qualquer desses papéis.Incorre na mesma pena quem usa. em qualquer desses papéis. VI . empresta. guarda. V . § 5o Equipara-se a atividade comercial. possui ou detém qualquer dos papéis falsificados a que se refere este artigo. vende. para os fins do inciso II – importa. empresta. DIREITO PENAL CAPÍTULO II DA FALSIDADE DE TÍTULOS E OUTROS PAPÉIS PÚBLICOS Falsificação de papéis públicos Art. produto ou mercadoria: a) em que tenha sido aplicado selo que se destine a controle tributário. exporta. e multa. vende. qualquer dos papéis a que se refere o parágrafo anterior. embora recibo de boa-fé. papel selado ou qualquer papel de emissão legal destinado à arrecadação de tributo. fornece.

e multa. § 2º . 296 . e comete o crime prevalecendo-se do cargo. fabricando-os ou alterando-os: I .Falsificar.quem utiliza indevidamente o selo ou sinal verdadeiro em prejuízo de outrem ou em proveito próprio ou alheio. praças ou outros logradouros públicos e em residências. § 3o Nas mesmas penas incorre quem insere ou faz inserir: I – na folha de pagamento ou em documento de informações que seja destinado a fazer prova perante a previdência social. II . os livros mercantis e o testamento particular. equiparam-se a documento público o emanado de entidade paraestatal. III – em documento contábil ou em qualquer outro documento relacionado com as obrigações da empresa perante a previdência social. § 1º . 294 . nos documentos mencionados no § 3o. § 2º . falsifica ou faz uso indevido de marcas. documento público.selo público destinado a autenticar atos oficiais da União. Art.falsificado destinado a controle tributário. CAPÍTULO III DA FALSIDADE DOCUMENTAL Falsificação do selo ou sinal público Art.reclusão.selo ou sinal atribuído por lei a entidade de direito público. Petrechos de falsificação Art. a remuneração. e comete o crime prevalecendo-se do cargo. e multa. § 4o Nas mesmas penas incorre quem omite. adquirir. Falsificação de documento público Art. aumenta-se a pena de sexta parte. possuir ou guardar objeto especialmente destinado à falsificação de qualquer dos papéis referidos no artigo anterior: Pena .reclusão. fornecer. II . 297 . de dois a seis anos. III .quem altera. ou a autoridade.Se o agente é funcionário público. declaração falsa ou diversa da que deveria ter sido escrita. aumenta-se a pena de sexta parte. logotipos. ou alterar documento público verdadeiro: Pena . de Estado ou de Município. Falsificação de documento particular .Para os efeitos penais. e multa. pessoa que não possua a qualidade de segurado obrigatório. nome do segurado e seus dados pessoais. no todo ou em parte. o título ao portador ou transmissível por endosso.Se o agente é funcionário público.Fabricar. § 1º . ou sinal público de tabelião: Pena .reclusão. de dois a seis anos. declaração falsa ou diversa da que deveria ter constado. inclusive o exercido em vias.quem faz uso do selo ou sinal falsificado.Incorre nas mesmas penas: I .Se o agente é funcionário público. siglas ou quaisquer outros símbolos utilizados ou identificadores de órgãos ou entidades da Administração Pública. II – na Carteira de Trabalho e Previdência Social do empregado ou em documento que deva produzir efeito perante a previdência social. de um a três anos. as ações de sociedade comercial. qualquer forma de comércio irregular ou clandestino. a vigência do contrato de trabalho ou de prestação de serviços. e comete o crime prevalecendo-se do cargo. 295 . aumenta-se a pena de sexta parte.Falsificar.

e multa. ou qualquer outra vantagem: Pena . § 2º . Reprodução ou adulteração de selo ou peça filatélica Art. a que se referem os arts. 301 . de três meses a dois anos. se o documento é público. faz uso do selo ou peça filatélica. em benefício próprio ou de outrem. salvo quando a reprodução ou a alteração está visivelmente anotada na face ou no verso do selo ou peça: Pena . Uso de documento falso Art. de dois meses a um ano.Atestar ou certificar falsamente. 303 . ou qualquer outra vantagem: Pena . a de multa. e de um a três anos. Parágrafo único . ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita.Omitir.Art. se o documento é público. ou se a falsificação ou alteração é de assentamento de registro civil. documento público ou particular verdadeiro.Falsificar. firma ou letra que o não seja: Pena .Se o agente é funcionário público.detenção. 300 . 298 . Parágrafo único . no exercício de função pública.a cominada à falsificação ou à alteração. no todo ou em parte. de um a cinco anos. 305 .detenção. documento particular ou alterar documento particular verdadeiro: Pena . para fins de comércio. e multa. em documento público ou particular. no todo ou em parte. atestado falso: Pena . e multa.detenção. declaração que dele devia constar. com o fim de prejudicar direito. aumenta-se a pena de sexta parte. Falsidade material de atestado ou certidão § 1º . e comete o crime prevalecendo-se do cargo. Certidão ou atestado ideologicamente falso Art.Se o crime é praticado com o fim de lucro. aplica-se. e multa. isenção de ônus ou de serviço de caráter público. ou em prejuízo alheio.reclusão. Falsidade de atestado médico Art. Falsidade ideológica Art.Na mesma pena incorre quem. de um a três anos. 302 . em razão de função pública.reclusão.Falsificar. como verdadeira. 297 a 302: Pena . se o documento é particular. fato ou circunstância que habilite alguém a obter cargo público. no exercício da sua profissão. Parágrafo único . isenção de ônus ou de serviço de caráter público. aplica-se também multa.Destruir. e multa. de um a cinco anos.Reproduzir ou alterar selo ou peça filatélica que tenha valor para coleção.Fazer uso de qualquer dos papéis falsificados ou alterados. se o documento é particular. atestado ou certidão.Se o crime é cometido com o fim de lucro. além da pena privativa de liberdade.Dar o médico. criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante: Pena . de que não podia dispor: . de um mês a um ano. de um a cinco anos.detenção. Falso reconhecimento de firma ou letra Art. e multa. 304 . Supressão de documento Art. suprimir ou ocultar. para prova de fato ou circunstância que habilite alguém a obter cargo público.reclusão.Reconhecer. ou alterar o teor de certidão ou de atestado verdadeiro. 299 . e reclusão de um a três anos.

para que dele se utilize. de três meses a um ano. o acesso de pessoas não autorizadas às informações mencionadas no caput. Art. indevidamente. título de eleitor. e multa.detenção. de três meses a um ano. por qualquer meio. CAPÍTULO V DAS FRAUDES EM CERTAMES DE INTERESSE PÚBLICO Fraudes em certames de interesse público Art.Pena . de quatro meses a dois anos. II . como próprio. ou para causar dano a outrem: Pena . próprio ou de terceiro: Pena . ou concorre para que seja subtraído. o subtrai. passaporte. 307 . se o funcionário público. § 1º Nas mesmas penas incorre quem permite ou facilita.exame ou processo seletivo previstos em lei: Pena .reclusão. documento dessa natureza. ou multa. Falsa identidade Art. § 2º Se da ação ou omissão resulta dano à administração pública: Pena . e multa. público ou particular. e multa. TÍTULO XI DOS CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA CAPÍTULO I DOS CRIMES PRATICADOS POR FUNCIONÁRIO PÚBLICO CONTRA A ADMINISTRAÇÃO EM GERAL Peculato Art.Apropriar-se o funcionário público de dinheiro.concurso público. de dois a doze anos. Peculato culposo § 2º . e multa. III . ou desviá-lo. conteúdo sigiloso de: I . com o fim de beneficiar a si ou a outrem. Utilizar ou divulgar. ou de comprometer a credibilidade do certame. valor ou bem. se o fato não constitui elemento de crime mais grave.Aplica-se a mesma pena. de 1 (um) a 4 (quatro) anos. se o documento é particular. valendo-se de facilidade que lhe proporciona a qualidade de funcionário. em proveito próprio ou alheio. § 3º Aumenta-se a pena de 1/3 (um terço) se o fato é cometido por funcionário público. de 2 (dois) a 6 (seis) anos.reclusão. de um a cinco anos. se o fato não constitui elemento de crime mais grave.detenção.Atribuir-se ou atribuir a terceiro falsa identidade para obter vantagem. 311-A. de dois a seis anos. e multa. se o documento é público.Usar. em proveito próprio ou alheio.reclusão.detenção.reclusão. . 308 . valor ou qualquer outro bem móvel. e reclusão.Se o funcionário concorre culposamente para o crime de outrem: Pena . ou IV . § 1º . em proveito próprio ou alheio: Pena . e multa. embora não tendo a posse do dinheiro. 312 . caderneta de reservista ou qualquer documento de identidade alheia ou ceder a outrem. de que tem a posse em razão do cargo.avaliação ou exame públicos.processo seletivo para ingresso no ensino superior.

ou.reclusão. e multa. que a lei não autoriza: Pena . em consequência da vantagem ou promessa. a reparação do dano.Se o funcionário pratica. sonegação ou inutilização de livro ou documento Art. ainda que fora da função ou antes de assumi-la. se precede à sentença irrecorrível. Extravio. alterar ou excluir indevidamente dados corretos nos sistemas informatizados ou bancos de dados da Administração Pública com o fim de obter vantagem indevida para si ou para outrem ou para causar dano: Pena – reclusão. . Modificar ou alterar. de um a quatro anos. ou multa. para si ou para outrem. o funcionário autorizado. Emprego irregular de verbas ou rendas públicas Art.reclusão. Excesso de exação § 1º . de 3 (três) meses a 2 (dois) anos. Inserir ou facilitar. de 2 (dois) a 12 (doze) anos. direta ou indiretamente. o funcionário retarda ou deixa de praticar qualquer ato de ofício ou o pratica infringindo dever funcional. 315 . Modificação ou alteração não autorizada de sistema de informações Art. de dois a doze anos.Se o funcionário desvia. para si ou para outrem. Corrupção passiva Art. de um a quatro anos.Dar às verbas ou rendas públicas aplicação diversa da estabelecida em lei: Pena . no exercício do cargo. de um a três meses.detenção.Exigir.Extraviar livro oficial ou qualquer documento. de 2 (dois) a 12 (doze) anos. recebeu por erro de outrem: Pena .No caso do parágrafo anterior. As penas são aumentadas de um terço até a metade se da modificação ou alteração resulta dano para a Administração Pública ou para o administrado. sistema de informações ou programa de informática sem autorização ou solicitação de autoridade competente: Pena – detenção. o funcionário. emprega na cobrança meio vexatório ou gravoso. e multa.reclusão. ou aceitar promessa de tal vantagem: Pena – reclusão. e multa. ainda que fora da função ou antes de assumi-la. se o fato não constitui crime mais grave. mas em razão dela. ou multa. de que tem a guarda em razão do cargo. de dois a oito anos.Se o funcionário exige tributo ou contribuição social que sabe ou deveria saber indevido.reclusão.Solicitar ou receber. Peculato mediante erro de outrem Art. se lhe é posterior. de 3 (três) a 8 (oito) anos. 314 . em proveito próprio ou de outrem. Concussão Art. 313-B. § 1º . mas em razão dela.§ 3º . Inserção de dados falsos em sistema de informações Art. 313 . deixa de praticar ou retarda ato de ofício. e multa. Parágrafo único. 316 . 317 . se.detenção. reduz de metade a pena imposta. o que recebeu indevidamente para recolher aos cofres públicos: Pena . quando devido. vantagem indevida: Pena . sonegá-lo ou inutilizá-lo. vantagem indevida. extingue a punibilidade. de três meses a um ano. e multa. direta ou indiretamente. § 2º . a inserção de dados falsos. 313-A. cedendo a pedido ou influência de outrem: Pena . e multa.Apropriar-se de dinheiro ou qualquer utilidade que. total ou parcialmente: Pena .A pena é aumentada de um terço.reclusão. § 2º . com infração de dever funcional. e multa.

Art. por indulgência.Se do fato resulta prejuízo público: Pena . de 3 (três) meses a 1 (um) ano.detenção. ou praticá-lo contra disposição expressa de lei. § 1o Nas mesmas penas deste artigo incorre quem: I – permite ou facilita. no exercício de função ou a pretexto de exercê-la: Pena . 319-A. 323 . de quinze dias a um mês.detenção. ou multa. se o fato não constitui crime mais grave. interesse privado perante a administração pública. além da pena correspondente à violência. ou facilitar-lhe a revelação: Pena . Deixar o Diretor de Penitenciária e/ou agente público. de um a três meses. § 1º . Condescendência criminosa Art.detenção. ou continuar a exercê-la.Patrocinar. de rádio ou similar. além da multa. ou multa. indevidamente. § 2o Se da ação ou omissão resulta dano à Administração Pública ou a outrem: .Retardar ou deixar de praticar. quando lhe falte competência.Deixar o funcionário. Advocacia administrativa Art.detenção. de cumprir seu dever de vedar ao preso o acesso a aparelho telefônico. II – se utiliza. valendo-se da qualidade de funcionário: Pena . Violência arbitrária Art. 321 . Exercício funcional ilegalmente antecipado ou prolongado Art.Se o interesse é ilegítimo: Pena .detenção. de responsabilizar subordinado que cometeu infração no exercício do cargo ou.detenção. de três meses a um ano. e multa. e multa. ou multa. 322 .Se o fato ocorre em lugar compreendido na faixa de fronteira: Pena . 319 . 325 . de quinze dias a um mês. de três meses a um ano. § 2º . indevidamente. para satisfazer interesse ou sentimento pessoal: Pena . fora dos casos permitidos em lei: Pena . que permita a comunicação com outros presos ou com o ambiente externo: Pena: detenção. mediante atribuição. do acesso restrito. sem autorização. ou multa.detenção. fornecimento e empréstimo de senha ou qualquer outra forma. Abandono de função Art. de três meses a um ano.Praticar violência. substituído ou suspenso: Pena .detenção. de quinze dias a um mês. direta ou indiretamente. removido. o acesso de pessoas não autorizadas a sistemas de informações ou banco de dados da Administração Pública.Entrar no exercício de função pública antes de satisfeitas as exigências legais. 320 . e multa.detenção.Prevaricação Art.Revelar fato de que tem ciência em razão do cargo e que deva permanecer em segredo. de seis meses a dois anos.Abandonar cargo público.detenção. Parágrafo único . de seis meses a três anos. ou multa. Violação de sigilo funcional Art. depois de saber oficialmente que foi exonerado. ato de ofício. não levar o fato ao conhecimento da autoridade competente: Pena . 324 . de um a três anos.

Violação do sigilo de proposta de concorrência Art. ou multa.reclusão.detenção. § 2º . de três meses a dois anos. Parágrafo único .Considera-se funcionário público. de 2 (dois) a 6 (seis) anos. ou proporcionar a terceiro o ensejo de devassá-lo: Pena . de dois a cinco anos. sociedade de economia mista. quem.Opor-se à execução de ato legal. e multa. Funcionário público Art.detenção. exerce cargo. embora transitoriamente ou sem remuneração.Desacatar funcionário público no exercício da função ou em razão dela: Pena .Solicitar. para si ou para outrem. CAPÍTULO II DOS CRIMES PRATICADOS POR PARTICULAR CONTRA A ADMINISTRAÇÃO EM GERAL Usurpação de função pública Art. para os efeitos penais. 329 . 330 . em razão da resistência.Se o ato. e multa.reclusão.Usurpar o exercício de função pública: Pena . de dois meses a dois anos.A pena será aumentada da terça parte quando os autores dos crimes previstos neste Capítulo forem ocupantes de cargos em comissão ou de função de direção ou assessoramento de órgão da administração direta. e multa. 326 . se o agente alega ou insinua que a vantagem é também destinada ao funcionário. 327 . de seis meses a dois anos. e multa. e multa. e multa. Desobediência Art. a pretexto de influir em ato praticado por funcionário público no exercício da função: Pena .Desobedecer a ordem legal de funcionário público: Pena . exigir. vantagem ou promessa de vantagem.detenção. § 1º . empresa pública ou fundação instituída pelo poder público. de três meses a um ano. § 2º . Tráfico de Influência Art. de quinze dias a seis meses. emprego ou função em entidade paraestatal.As penas deste artigo são aplicáveis sem prejuízo das correspondentes à violência. Desacato Art. 332 . de um a três anos. 328 .A pena é aumentada da metade.reclusão. mediante violência ou ameaça a funcionário competente para executá-lo ou a quem lhe esteja prestando auxílio: Pena . e quem trabalha para empresa prestadora de serviço contratada ou conveniada para a execução de atividade típica da Administração Pública.Devassar o sigilo de proposta de concorrência pública. Resistência Art. § 1º . Parágrafo único .Equipara-se a funcionário público quem exerce cargo. de 2 (dois) a 5 (cinco) anos.Pena – reclusão. não se executa: Pena .Detenção. emprego ou função pública. 331 .detenção.Se do fato o agente aufere vantagem: Pena . cobrar ou obter. Corrupção ativa .

ou em juízo arbitral: Pena . omitir ou retardar ato de ofício: Pena – reclusão. perante a autoridade. 340 .detenção. se a imputação é de prática de contravenção. comunicando-lhe a ocorrência de crime ou de contravenção que sabe não se ter verificado: Pena . inutilizar ou conspurcar edital afixado por ordem de funcionário público. inquérito civil ou ação de improbidade administrativa contra alguém.detenção. por determinação legal ou por ordem de funcionário público. ou multa. violar ou inutilizar selo ou sinal empregado. e multa. Denunciação caluniosa Art. se o agente se serve de anonimato ou de nome suposto. grave ameaça. de seis meses a dois anos. tradutor ou intérprete em processo judicial. ou o pratica infringindo dever funcional. se. ou por entidade paraestatal. o agente se retrata ou declara a verdade.detenção. Auto-acusação falsa Art. em razão da vantagem ou promessa.reclusão. 335 . Subtração ou inutilização de livro ou documento Art. perito. 339. ou administrativo. Parágrafo único . e multa. instauração de investigação administrativa. ou inutilizar. § 1o As penas aumentam-se de um sexto a um terço. imputando-lhe crime de que o sabe inocente: Pena . livro oficial. se o crime é praticado mediante suborno ou se cometido com o fim de obter prova destinada a produzir efeito em processo penal. promovida pela administração federal. antes da sentença no processo em que ocorreu o ilícito. Fazer afirmação falsa.Provocar a ação de autoridade. total ou parcialmente. para identificar ou cerrar qualquer objeto: Pena . de processo judicial.A pena é diminuída de metade. afastar ou procurar afastar concorrente ou licitante. Comunicação falsa de crime ou de contravenção Art. ou multa. de dois a cinco anos. Inutilização de edital ou de sinal Art. Dar causa à instauração de investigação policial. contador. Falso testemunho ou falsa perícia Art. processo ou documento confiado à custódia de funcionário. § 2º . de um a seis meses. se o fato não constitui crime mais grave. em razão de ofício. o funcionário retarda ou omite ato de ofício. de três meses a dois anos. para determiná-lo a praticar. 342. 336 .Acusar-se. inquérito policial. perturbação ou fraude de concorrência Art. § 1º .Oferecer ou prometer vantagem indevida a funcionário público. ou em processo civil em que for parte entidade da administração pública direta ou indireta.detenção. em razão da vantagem oferecida.A pena é aumentada de sexta parte. além da pena correspondente à violência. e multa. 341 . ou de particular em serviço público: Pena . perturbar ou fraudar concorrência pública ou venda em hasta pública.Art. fraude ou oferecimento de vantagem: Pena . Impedimento. por meio de violência. de um a três anos.Impedir.A pena é aumentada de um terço. de crime inexistente ou praticado por outrem: Pena .reclusão. de um mês a um ano. de dois a oito anos.Subtrair. .Incorre na mesma pena quem se abstém de concorrer ou licitar. 337 . estadual ou municipal. de 2 (dois) a 12 (doze) anos.Rasgar ou. ou multa. 333 . ou negar ou calar a verdade como testemunha. ou multa. de qualquer forma.reclusão. Parágrafo único . § 2o O fato deixa de ser punível se.

policial ou administrativo.Na mesma pena incorre o funcionário que: I . 347 . destruir ou danificar coisa própria. Exploração de prestígio Art.Ordenar ou executar medida privativa de liberdade individual. além da pena correspondente à violência. com o fim de induzir a erro o juiz ou o perito: Pena .ilegalmente recebe e recolhe alguém a prisão. II . 344 . 345 .Inovar artificiosamente. embora legítima. as penas aplicam-se em dobro. 346 .efetua. o estado de lugar. e multa.Solicitar ou receber dinheiro ou qualquer outra utilidade. contador. além da pena correspondente à violência. de um a quatro anos. Parágrafo único . sem as formalidades legais ou com abuso de poder: Pena . de um a cinco anos. tradutor ou intérprete.Fazer justiça pelas próprias mãos. cálculos. se o crime é cometido com o fim de obter prova destinada a produzir efeito em processo penal ou em processo civil em que for parte entidade da administração pública direta ou indireta. ou em juízo arbitral: Pena . jurado. perícia.detenção. Fraude processual Art.Tirar. negar ou calar a verdade em depoimento. se o agente alega ou insinua que o dinheiro ou utilidade também se destina a qualquer das pessoas referidas neste artigo. a pretexto de influir em juiz. intérprete ou testemunha: Pena . e multa. salvo quando a lei o permite: Pena . para fazer afirmação falsa. Parágrafo único . Exercício arbitrário ou abuso de poder Art. Parágrafo único . de três meses a dois anos.Usar de violência ou grave ameaça. com abuso de poder. e multa.reclusão. Parágrafo único .As penas aumentam-se de um terço. ou a estabelecimento destinado a execução de pena privativa de liberdade ou de medida de segurança.reclusão.detenção. tradutor. Exercício arbitrário das próprias razões Art. tradução ou interpretação: Pena . perito. parte. Parágrafo único. DIREITO PROCESSUAL PENAL . órgão do Ministério Público. somente se procede mediante queixa. ou qualquer outra pessoa que funciona ou é chamada a intervir em processo judicial. de quinze dias a um mês. e multa. na pendência de processo civil ou administrativo. de coisa ou de pessoa. 350 . com o fim de favorecer interesse próprio ou alheio. para satisfazer pretensão. 343. deixando de expedir em tempo oportuno ou de executar imediatamente a ordem de liberdade. funcionário de justiça. Dar. perito.submete pessoa que está sob sua guarda ou custódia a vexame ou a constrangimento não autorizado em lei. e multa.Se a inovação se destina a produzir efeito em processo penal. qualquer diligência. Art. ou multa. As penas aumentam-se de um sexto a um terço.detenção. ainda que não iniciado. Coação no curso do processo Art. de seis meses a dois anos. contra autoridade.detenção. IV . que se acha em poder de terceiro por determinação judicial ou convenção: Pena .Art.prolonga a execução de pena ou de medida de segurança.Se não há emprego de violência. oferecer ou prometer dinheiro ou qualquer outra vantagem a testemunha. III .reclusão. 357 . suprimir. de um mês a um ano. de três a quatro anos.

ou parente. de qualquer das partes. não poderão servir no mesmo processo os juízes que forem entre si parentes. até o terceiro grau. 252. DOS ASSISTENTES E AUXILIARES DA JUSTIÇA CAPÍTULO I DO JUIZ Art. Art.se for sócio. 256. for parte ou diretamente interessado no feito. inclusive. DO MINISTÉRIO PÚBLICO. 251. CAPÍTULO II DO MINISTÉRIO PÚBLICO Art. Art. requisitar a força pública. consanguíneo ou afim em linha reta ou colateral até o terceiro grau. inclusive.se tiver aconselhado qualquer das partes. a ação penal pública. salvo sobrevindo descendentes. Nos juízos coletivos.se ele.ele próprio houver desempenhado qualquer dessas funções ou servido como testemunha.tiver funcionado seu cônjuge ou parente. inclusive. no que Ihes for aplicável. ou parente. Nenhum acusado. O juiz dar-se-á por suspeito. 261.se for amigo íntimo ou inimigo capital de qualquer deles. DO ACUSADO E DEFENSOR. Art. seu cônjuge. Ao Ministério Público cabe: I . O juiz não poderá exercer jurisdição no processo em que: I . estiver respondendo a processo por fato análogo. em linha reta ou colateral até o terceiro grau.se ele. consanguíneos ou afins. Os órgãos do Ministério Público não funcionarão nos processos em que o juiz ou qualquer das partes for seu cônjuge. não funcionará como juiz o sogro. ainda que dissolvido o casamento sem descendentes. ascendente ou descendente. em linha reta ou colateral até o terceiro grau. na forma estabelecida neste Código. . ou afim. e. auxiliar da justiça ou perito.se for credor ou devedor. II . seu cônjuge. 255. V . Art. pronunciando-se. será processado ou julgado sem defensor. Art. sustentar demanda ou responder a processo que tenha de ser julgado por qualquer das partes. autoridade policial. o padrasto.ele próprio ou seu cônjuge ou parente. inclusive.TÍTULO VIII DO JUIZ. VI. quando a parte injuriar o juiz ou de propósito der motivo para criá-la. acionista ou administrador de sociedade interessada no processo.fiscalizar a execução da lei. Ao juiz incumbirá prover à regularidade do processo e manter a ordem no curso dos respectivos atos. II . III .tiver funcionado como juiz de outra instância. e a eles se estendem. ainda que ausente ou foragido. Art. 257. podendo. de fato ou de direito. inclusive. poderá ser recusado por qualquer das partes: I . IV . privativamente. sobre a questão. tutor ou curador. consanguíneo ou afim. O impedimento ou suspeição decorrente de parentesco por afinidade cessará pela dissolução do casamento que Ihe tiver dado causa. A suspeição não poderá ser declarada nem reconhecida. IV . Art. consanguíneo ou afim. como defensor ou advogado. o cunhado. as prescrições relativas à suspeição e aos impedimentos dos juízes. órgão do Ministério Público. consanguíneo. em linha reta ou colateral. sobre cujo caráter criminoso haja controvérsia. para tal fim. até o terceiro grau. mas. se não o fizer.258. 253. o genro ou enteado de quem for parte no processo. III . 254.promover. e II .

sob pena de multa de 10 (dez) a 100 (cem) salários mínimos. 262. a prestar seu patrocínio aos acusados. devendo nomear defensor substituto. Nos termos do Art. O acusado.263. inclusive. Art. se o acusado o indicar por ocasião do interrogatório.tiver funcionado seu cônjuge ou parente. IV . ressalvado o seu direito de. que não for pobre. no que Ihes for aplicável. 265. em linha reta ou colateral até o terceiro grau. IV . de fato ou de direito. órgão do Ministério Público. nomear outro de sua confiança. V . 252. auxiliar da justiça ou perito. Não o fazendo. o juiz não determinará o adiamento de ato algum do processo.ele próprio ou seu cônjuge ou parente. TÍTULO X DAS CITAÇÕES E INTIMAÇÕES CAPÍTULO I DAS CITAÇÕES Art. 351. § 1o A audiência poderá ser adiada se. As prescrições sobre suspeição dos juízes estendem-se aos serventuários e funcionários da justiça. o dia e a hora em que o réu deverá comparecer. autoridade policial. se for conhecida.a subscrição do escrivão e a rubrica do juiz. inclusive. Parágrafo único. A defesa técnica. Salvo motivo relevante. a todo tempo. Art.o nome do réu. caso tenha habilitação. ou. pronunciando-se. 267. consanguíneo ou afim. . CAPÍTULO V DOS FUNCIONÁRIOS DA JUSTIÇA Art. comunicado previamente o juiz. 274.264. II . será obrigado a pagar os honorários do defensor dativo.tiver funcionado como juiz de outra instância. O juiz não poderá exercer jurisdição no processo em que: I .Parágrafo único. Art. O mandado de citação indicará: I . II . § 2o Incumbe ao defensor provar o impedimento até a abertura da audiência. Ao acusado menor dar-se-á curador. por motivo justificado.o fim para que é feita a citação. III . Art. Art. sobre a questão.o juízo e o lugar.ele próprio houver desempenhado qualquer dessas funções ou servido como testemunha. quando nomeados pelo Juiz. se for desconhecido. III . sem prejuízo das demais sanções cabíveis. 352. arbitrados pelo juiz. 266. A constituição de defensor independerá de instrumento de mandato. quando o réu estiver no território sujeito à jurisdição do juiz que a houver ordenado. o defensor não puder comparecer. quando realizada por defensor público ou dativo. sob pena de multa de cem a quinhentos mil-réis. consanguíneo ou afim em linha reta ou colateral até o terceiro grau. A citação inicial far-se-á por mandado. ou a si mesmo defender-se. Art. os advogados e solicitadores serão obrigados. VI . será sempre exercida através de manifestação fundamentada. ainda que provisoriamente ou só para o efeito do ato. for parte ou diretamente interessado no feito. como defensor ou advogado. não funcionarão como defensores os parentes do juiz. os seus sinais característicos. Art.o nome do querelante nas ações iniciadas por queixa.o nome do juiz.a residência do réu. ser-lhe-á nomeado defensor pelo juiz. VII . Se o acusado não o tiver. O defensor não poderá abandonar o processo senão por motivo imperioso.

o fim para que é feita a citação. voltará. independentemente de novo despacho. que. Quando. o oficial de justiça. havendo suspeita de ocultação.o juízo do lugar. intimar a qualquer pessoa da família. dando por feita a citação. ou em sua falta a qualquer vizinho. depois de reconhecida a firma do juiz. Art. Se o réu estiver preso. como acusado. a fim de efetuar a citação. e sua aceitação ou recusa. 354. IV . II . III . na forma estabelecida nos Art. o oficial de justiça certificará a ocorrência e procederá à citação com hora certa.o juízo do lugar. comparecerá ao domicílio ou residência do citando.a sede da jurisdição de um e de outro. poderá ser expedida por via telegráfica. Art. com o prazo de 15 (quinze) dias. 361. 356. 359. o escrivão enviará ao réu carta. Art. Verificando que o réu se oculta para não ser citado. que conterá em resumo os requisitos enumerados no Art. que. a fim de efetuar a citação. a este remeterá o juiz deprecado os autos para efetivação da diligência. Feita a citação com hora certa. O dia designado para funcionário público comparecer em juízo. 229. com todas as especificações. Verificando que o réu se oculta para não ser citado. da entrega da contrafé. ou em sua falta a qualquer vizinho. depois de lançado o "cumpra-se" e de feita a citação por mandado do juiz deprecado. Art. São requisitos da citação por mandado: I . será citado mediante precatória. o oficial de justiça procurará informar-se das razões da ausência. o oficial de justiça houver procurado o réu em seu domicílio ou residência.o juiz deprecado e o juiz deprecante.o fim para que é feita a citação. Art. Se o réu não for encontrado. 362. para o fim previsto no Art. 227.o juiz deprecado e o juiz deprecante. o oficial de justiça certificará a ocorrência e procederá à citação com hora certa. Art. sem o encontrar. ainda que o citando se tenha ocultado em outra comarca. 355. § 1o Se o citando não estiver presente.a sede da jurisdição de um e de outro. Quando. 353. Art. II . Quando o réu estiver fora do território da jurisdição do juiz processante. deverá. 360. na qual se mencionarão dia e hora da citação. A precatória será devolvida ao juiz deprecante. a precatória. IV .Código de Processo Civil. independentemente de traslado. na hora que designar. 357. 358. na hora que designar. o dia e a hora em que o réu deverá comparecer. a precatória será imediatamente devolvida. o oficial de justiça deixará contrafé com pessoa da família ou com qualquer vizinho. sem o encontrar. 354. a fim de realizar a diligência. 362. Art. No dia e hora designados. por três vezes. conforme o caso. A citação do militar far-se-á por intermédio do chefe do respectivo serviço. voltará. declarando-lhe o nome. será pessoalmente citado. será notificado assim a ele como ao chefe de sua repartição. § 1o Verificado que o réu se encontra em território sujeito à jurisdição de outro juiz. Se houver urgência. Art. 227. A precatória indicará: I . o dia e a hora em que o réu deverá comparecer.Art. com todas as especificações. Art. havendo suspeita de ocultação. III . desde que haja tempo para fazer-se a citação. . dando-lhe de tudo ciência . no dia imediato. telegrama ou radiograma. será citado por edital. o oficial de justiça houver procurado o réu em seu domicílio ou residência..leitura do mandado ao citando pelo oficial e entrega da contrafé. Art. no dia imediato. deverá. intimar a qualquer pessoa da família.declaração do oficial. o que a estação expedidora mencionará. por três vezes. II . na forma estabelecida nos Art. na certidão. § 2o Certificado pelo oficial de justiça que o réu se oculta para não ser citado. § 2o Da certidão da ocorrência. 228. A precatória indicará: I .

o juízo e o dia. 364. ou. Se o acusado. Art. incluindo. em lugar sabido. ainda que o citando se tenha ocultado em outra comarca. será procedida a citação por edital. não comparecer. Estando o acusado no estrangeiro. Parágrafo único. do advogado do querelante e do assistente far-se-á por publicação no órgão incumbido da publicidade dos atos judiciais da comarca. 366. no que for aplicável. suspendendo-se o curso do prazo de prescrição até o seu cumprimento. telegrama ou radiograma. o disposto no Capítulo anterior. o prazo será de trinta dias. bem como sua residência e profissão. Feita a citação com hora certa. o escrivão enviará ao réu carta. em qualquer tempo. V . No dia e hora designados. IV . nem constituir advogado. Art. § 1º A intimação do defensor constituído. decretar prisão preventiva. onde houver.o prazo.o fim para que é feita a citação. o nome do acusado. 365. citado ou intimado pessoalmente para qualquer ato.o nome do juiz que a determinar. 370. O processo terá completada a sua formação quando realizada a citação do acusado. os seus sinais característicos. deixar de comparecer sem motivo justificado. 367. ser-lhe-á nomeado defensor dativo Art. Art. O processo seguirá sem a presença do acusado que. III . no caso de mudança de residência. independentemente de novo despacho. § 4o Comparecendo o acusado citado por edital. O edital de citação indicará: I . será observado. CAPÍTULO II DAS INTIMAÇÕES Art. Art. nos termos do disposto no art. se constarem do processo. conforme o caso. 394 e seguintes deste Código. no caso de no II. O edital será afixado à porta do edifício onde funcionar o juízo e será publicado pela imprensa. se não for conhecido. Art. 369. e. 363. 229. a fim de realizar a diligência. As citações que houverem de ser feitas em legações estrangeiras serão efetuadas mediante carta rogatória. 368. § 1º Se o citando não estiver presente. sob pena de nulidade. a hora e o lugar em que o réu deverá comparecer. ficarão suspensos o processo e o curso do prazo prescricional.Código de Processo Civil. § 2o Da certidão da ocorrência.Art. 312. no I. se for o caso. será citado mediante carta rogatória. o oficial de justiça procurará informar-se das razões da ausência. o oficial de justiça. o prazo será fixado pelo juiz entre 15 (quinze) e 90 (noventa) dias. Art. o oficial de justiça deixará contrafé com pessoa da família ou com qualquer vizinho. Completada a citação com hora certa. dando-lhe de tudo ciência . podendo o juiz determinar a produção antecipada das provas consideradas urgentes e. . ou.o nome do réu. declarando-lhe o nome. não comunicar o novo endereço ao juízo. Nas intimações dos acusados. da qual conste a página do jornal com a data da publicação. Parágrafo único. § 1o Não sendo encontrado o acusado. ou da sua afixação. comparecerá ao domicílio ou residência do citando. o processo observará o disposto nos arts. citado por edital. II . se o acusado não comparecer. devendo a afixação ser certificada pelo oficial que a tiver feito e a publicação provada por exemplar do jornal ou certidão do escrivão. das testemunhas e demais pessoas que devam tomar conhecimento de qualquer ato. 228. Art. No caso do artigo anterior. de acordo com as circunstâncias. que será contado do dia da publicação do edital na imprensa. se houver. dando por feita a citação.

394.for manifestamente inepta. Art. deste Código. 357. na forma da lei. dispensará a aplicação a que alude o § 1o. Nos procedimentos ordinário e sumário. quando tiver por objeto crime cuja sanção máxima cominada seja inferior a 4 (quatro) anos de pena privativa de liberdade. ainda que não regulados neste Código. Art. do que se lavrará termo nos autos. 395 a 398 deste Código aplicam-se a todos os procedimentos penais de primeiro grau. o juiz nomeará defensor para oferecê-la. II . São requisitos da citação por mandado: I .ordinário. na qual se mencionarão dia e hora da citação. § 1º A exceção será processada em apartado. 95 a 112 deste Código. 396. por mandado. salvo inimputabilidade. oferecida a denúncia ou queixa. o juiz marcará desde logo. Na resposta. II . não constituir defensor. ou se o acusado. No caso de citação por edital. 397. Após o cumprimento do disposto no art. nos termos dos arts. recebê-la-á e ordenará a citação do acusado para responder à acusação. da entrega da contrafé. § 4º As disposições dos arts. quando tiver por objeto crime cuja sanção máxima cominada for igual ou superior a 4 (quatro) anos de pena privativa de liberdade. o juiz deverá absolver sumariamente o acusado quando verificar: I . Art. dia e hora para seu prosseguimento. 406 a 497 deste Código. feita pelo escrivão. salvo disposições em contrário deste Código ou de lei especial. 395. II . o juiz. e parágrafos. § 4º A intimação do Ministério Público e do defensor nomeado será pessoal. a intimação far-se-á diretamente pelo escrivão. por qualquer motivo. § 5º Aplicam-se subsidiariamente aos procedimentos especial. sumário e sumaríssimo as disposições do procedimento ordinário.leitura do mandado ao citando pelo oficial e entrega da contrafé. sumário ou sumaríssimo: I . III . § 3º Nos processos de competência do Tribunal do Júri.faltar justa causa para o exercício da ação penal. Será admissível a intimação por despacho na petição em que for requerida.sumário. § 2º Não apresentada a resposta no prazo legal. citado. Adiada. O procedimento será comum ou especial. na certidão. 396-A. ou III .sumaríssimo. se não a rejeitar liminarmente.faltar pressuposto processual ou condição para o exercício da ação penal. Art. ou via postal com comprovante de recebimento.. . quando necessário. 396-A. especificar as provas pretendidas e arrolar testemunhas. na presença das partes e testemunhas. ou por qualquer outro meio idôneo. § 3º A intimação pessoal.declaração do oficial. o procedimento observará as disposições estabelecidas nos arts.§ 2º Caso não haja órgão de publicação dos atos judiciais na comarca. Art. § 2º Aplica-se a todos os processos o procedimento comum. II . por escrito. oferecer documentos e justificações. no prazo de 10 (dez) dias.a existência manifesta de causa excludente da ilicitude do fato. o prazo para a defesa começará a fluir a partir do comparecimento pessoal do acusado ou do defensor constituído. § 1º O procedimento comum será ordinário. e sua aceitação ou recusa. Art. qualificando-as e requerendo sua intimação. concedendo-lhe vista dos autos por 10 (dez) dias.a existência manifesta de causa excludente da culpabilidade do agente. a instrução criminal. Art. A denúncia ou queixa será rejeitada quando: I . 372. 371. Parágrafo único. observado o disposto no Art. o acusado poderá arguir preliminares e alegar tudo o que interesse à sua defesa. para as infrações penais de menor potencial ofensivo.

Art. após a manifestação desse. pela acusação e pela defesa. em seguida. § 1º O acusado preso será requisitado para comparecer ao interrogatório. Do ocorrido em audiência será lavrado termo em livro próprio. por memorial. no prazo de 10 (dez) dias. Nesse caso. § 1º Havendo mais de um acusado. Realizada. Na instrução poderão ser inquiridas até 8 (oito) testemunhas arroladas pela acusação e 8 (oito) pela defesa. Art. à inquirição das testemunhas arroladas pela acusação e pela defesa. devendo o poder público providenciar sua apresentação. 400. conceder às partes o prazo de 5 (cinco) dias sucessivamente para a apresentação de memoriais. destinada a obter maior fidelidade das informações. considerada a complexidade do caso ou o número de acusados. 209 deste Código. serão concedidos 10 (dez) minutos. 402. o tempo previsto para a defesa de cada um será individual. sentença. proceder-se-á à tomada de declarações do ofendido. sem necessidade de transcrição. 405. Art. podendo o juiz indeferir as consideradas irrelevantes. Art. digital ou técnica similar. em seguida. Parágrafo único. Art. o acusado. o juiz designará dia e hora para a audiência. a seguir. ou IV . prorrogando-se por igual período o tempo de manifestação da defesa. suas alegações finais. Na audiência de instrução e julgamento. a diligência determinada. proferindo o juiz. 401. 399. 222 deste Código. de ofício ou a requerimento da parte. 404. § 3º O juiz poderá. indiciado. a seguir. § 2o No caso de registro por meio audiovisual.extinta a punibilidade do agente. será encaminhado às partes cópia do registro original. serão oferecidas alegações finais orais por 20 (vinte) minutos. às acareações e ao reconhecimento de pessoas e coisas. § 2º A parte poderá desistir da inquirição de qualquer das testemunhas arroladas. do Ministério Público e. as partes apresentarão. o registro dos depoimentos do investigado. a ser realizada no prazo máximo de 60 (sessenta) dias. bem como aos esclarecimentos dos peritos. respectivamente. o Ministério Público. a audiência será concluída sem as alegações finais. assinado pelo juiz e pelas partes.III . ou sendo indeferido. e. prorrogáveis por mais 10 (dez). 403. terá o prazo de 10 (dez) dias para proferir a sentença. Art. do querelante e do assistente. § 1º As provas serão produzidas numa só audiência. Recebida a denúncia ou queixa. ressalvado o disposto no art. CAPÍTULO II DO PROCEDIMENTO RELATIVO AOS PROCESSOS DA COMPETÊNCIA DO TRIBUNAL DO JÚRI .que o fato narrado evidentemente não constitui crime. § 1o Sempre que possível. impertinentes ou protelatórias. o juiz proferirá a sentença. § 2º O juiz que presidiu a instrução deverá proferir a sentença. Art. ofendido e testemunhas será feito pelos meios ou recursos de gravação magnética. interrogando-se. Não havendo requerimento de diligências. contendo breve resumo dos fatos relevantes nela ocorridos. inclusive audiovisual. ordenando a intimação do acusado. no prazo sucessivo de 5 (cinco) dias. § 1º Nesse número não se compreendem as que não prestem compromisso e as referidas. ressalvado o disposto no art. § 2º Ao assistente do Ministério Público. estenotipia. de seu defensor. Ordenado diligência considerada imprescindível. § 2º Os esclarecimentos dos peritos dependerão de prévio requerimento das partes. ao final da audiência. se for o caso. o querelante e o assistente e. Produzidas as provas. o acusado poderão requerer diligências cuja necessidade se origine de circunstâncias ou fatos apurados na instrução. nesta ordem.

Não apresentada a resposta no prazo legal. se convencido da materialidade do fato e da existência de indícios suficientes de autoria ou de participação. em 5 (cinco) dias. 407. à acusação e à defesa. Art. concedendo-se a palavra. Art. até o máximo de 8 (oito). devendo o juiz declarar o dispositivo legal em . § 8o A testemunha que comparecer será inquirida. interrogando-se. especificar as provas pretendidas e arrolar testemunhas. O procedimento será concluído no prazo máximo de 90 (noventa) dias. no prazo de 10 (dez) dias. 408. no prazo máximo de 10 (dez) dias. serão concedidos 10 (dez) minutos. na denúncia ou na queixa. Na audiência de instrução. 413. § 5o Havendo mais de 1 (um) acusado. nesta ordem. Art. 409. à inquirição das testemunhas arroladas pela acusação e pela defesa. 411. da Impronúncia e da Absolvição Sumária Art. ou o fará em 10 (dez) dias. 412. após a manifestação deste.Seção I Da Acusação e da Instrução Preliminar Art. oferecer documentos e justificações. o juiz proferirá a sua decisão. se for o caso. prorrogando-se por igual período o tempo de manifestação da defesa. proceder-se-á à tomada de declarações do ofendido. § 4o As alegações serão orais. prorrogáveis por mais 10 (dez). 406. podendo o juiz indeferir as consideradas irrelevantes. Art. o acusado poderá argüir preliminares e alegar tudo que interesse a sua defesa. independentemente da suspensão da audiência. § 7o Nenhum ato será adiado. se possível. concedendo-lhe vista dos autos. impertinentes ou protelatórias. § 2o As provas serão produzidas em uma só audiência. 410. bem como aos esclarecimentos dos peritos. ordenando que os autos para isso lhe sejam conclusos. pronunciará o acusado. em seguida. ordenará a citação do acusado para responder a acusação. O juiz determinará a inquirição das testemunhas e a realização das diligências requeridas pelas partes. até o máximo de 8 (oito). § 1o O prazo previsto no caput deste artigo será contado a partir do efetivo cumprimento do mandado ou do comparecimento. por escrito. O juiz. § 2o A acusação deverá arrolar testemunhas. § 1o A fundamentação da pronúncia limitar-se-á à indicação da materialidade do fato e da existência de indícios suficientes de autoria ou de participação. § 9o Encerrados os debates. às acareações e ao reconhecimento de pessoas e coisas. determinando o juiz a condução coercitiva de quem deva comparecer. o disposto no art. do acusado ou de defensor constituído. Art. 384 deste Código. Apresentada a defesa. ao receber a denúncia ou a queixa. salvo quando imprescindível à prova faltante. no caso de citação inválida ou por edital. o tempo previsto para a acusação e a defesa de cada um deles será individual. respectivamente. As exceções serão processadas em apartado. nos termos dos arts. § 3o Encerrada a instrução probatória. fundamentadamente. Art. o juiz nomeará defensor para oferecê-la em até 10 (dez) dias. § 1o Os esclarecimentos dos peritos dependerão de prévio requerimento e de deferimento pelo juiz. o juiz ouvirá o Ministério Público ou o querelante sobre preliminares e documentos. Seção II Da Pronúncia. observar-se-á. o acusado e procedendo-se o debate. em juízo. O juiz. observada em qualquer caso a ordem estabelecida no caput deste artigo. § 6o Ao assistente do Ministério Público. qualificando-as e requerendo sua intimação. quando necessário. 95 a 112 deste Código. pelo prazo de 20 (vinte) minutos. § 3o Na resposta.

por 15 (quinze) dias. em virtude de perturbação de saúde mental ou por desenvolvimento mental incompleto ou retardado não era inteiramente capaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. fundamentadamente. será observado. ao defensor nomeado e ao Ministério Público. quando: I – provada a inexistência do fato.A pena pode ser reduzida de um a dois terços. O juiz poderá dar ao fato definição jurídica diversa da constante da acusação. o juiz. IV – demonstrada causa de isenção de pena ou de exclusão do crime. absolverá desde logo o acusado. remeterá os autos ao juiz que o seja. sobre a necessidade da decretação da prisão ou imposição de quaisquer das medidas previstas no Título IX do Livro I deste Código. sob pena de nulidade. ao tempo da ação ou da omissão. se o agente. III – o fato não constituir infração penal. do advogado do querelante e do assistente far-se-á por publicação no órgão incumbido da publicidade dos atos judiciais da comarca. 415. 370. 420. § 3o O juiz decidirá. 416. das testemunhas e demais pessoas que devam tomar conhecimento de qualquer ato. o disposto no Capítulo anterior. . Art. 417. Contra a sentença de impronúncia ou de absolvição sumária caberá apelação. tratando-se de acusado solto. Art. 74 deste Código e não for competente para o julgamento. em discordância com a acusação. aplicável. o nome do acusado. na forma do disposto no Art. Art. inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. motivadamente. 418. à disposição deste ficará o acusado preso. revogação ou substituição da prisão ou medida restritiva de liberdade anteriormente decretada e. incluindo.pessoalmente ao acusado. 419. fundamentadamente.que julgar incurso o acusado e especificar as circunstâncias qualificadoras e as causas de aumento de pena. embora o acusado fique sujeito a pena mais grave. O juiz. impronunciará o acusado. o art. o juiz. Parágrafo único. Quando o juiz se convencer. Parágrafo único. por doença mental ou desenvolvimento mental incompleto ou retardado. Art.É isento de pena o agente que. ao querelante e ao assistente do Ministério Público. Redução de pena Parágrafo único . no que couber. II – provado não ser ele autor ou partícipe do fato. o juiz arbitrará o valor da fiança para a concessão ou manutenção da liberdade provisória. Enquanto não ocorrer a extinção da punibilidade. Art. ao pronunciar ou impronunciar o acusado. Remetidos os autos do processo a outro juiz. 414. Art. salvo quando esta for a única tese defensiva. Não se convencendo da materialidade do fato ou da existência de indícios suficientes de autoria ou de participação. A intimação da decisão de pronúncia será feita: I . Se houver indícios de autoria ou de participação de outras pessoas não incluídas na acusação. da existência de crime diverso dos referidos no § 1o do art. era. § 2o Se o crime for afiançável. determinará o retorno dos autos ao Ministério Público. Não se aplica o disposto no inciso IV do caput deste artigo ao caso de inimputabilidade prevista no caput do Inimputáveis Art. Nas intimações dos acusados. § 1º A intimação do defensor constituído. no caso de manutenção. 80 deste Código. no que for aplicável. Art. 26 . II – ao defensor constituído. poderá ser formulada nova denúncia ou queixa se houver prova nova. Parágrafo único.

dispensará a aplicação a que alude o § 1o. § 3º A intimação pessoal. cabendo-lhe retirar as cédulas até completar o número de 25 (vinte e cinco) jurados. e adotadas as providências devidas. far-se-á a portas abertas. II – fará relatório sucinto do processo. serão alistados pelo presidente do Tribunal do Júri de 800 (oitocentos) a 1. 433.§ 2º Caso não haja órgão de publicação dos atos judiciais na comarca. poderá ser aumentado o número de jurados e. § 3o O jurado não sorteado poderá ter o seu nome novamente incluído para as reuniões futuras. § 2o Em seguida. § 1o O sorteio será realizado entre o 15o(décimo quinto) e o 10o(décimo) dia útil antecedente à instalação da reunião. no prazo de 5 (cinco) dias. 422. 425. sob a responsabilidade do juiz presidente. o juiz competente remeter-lhe-á os autos do processo preparado até 5 (cinco) dias antes do sorteio a que se refere o Art.000 (um milhão) de habitantes. Ao receber os autos. Parágrafo único. Art. O sorteio. para a reunião periódica ou extraordinária. havendo circunstância superveniente que altere a classificação do crime.000 (cem mil) habitantes e de 80 (oitenta) a 400 (quatrocentos) nas comarcas de menor população. até o máximo de 5 (cinco). 421. de 300 (trezentos) a 700 (setecentos) nas comarcas de mais de 100. organizada lista de suplentes. 424. o presidente do Tribunal do Júri determinará a intimação do órgão do Ministério Público ou do querelante. por mandado. § 1o Nas comarcas onde for necessário. Quando a lei local de organização judiciária não atribuir ao presidente do Tribunal do Júri o preparo para julgamento. de advogado indicado pela Seção local da Ordem dos Advogados do Brasil e de defensor indicado pelas Defensorias Públicas competentes. deste Código. Deverão ser remetidos. § 2o A audiência de sorteio não será adiada pelo não comparecimento das partes. § 4º A intimação do Ministério Público e do defensor nomeado será pessoal. ainda. feita pelo escrivão. oportunidade em que poderão juntar documentos e requerer diligência. em cartões iguais. os autos serão encaminhados ao juiz presidente do Tribunal do Júri. Art. e do defensor. apresentarem rol de testemunhas que irão depor em plenário. Parágrafo único. Anualmente. Seção III Da Preparação do Processo para Julgamento em Plenário Art. após serem verificados na presença do Ministério Público. para a realização de julgamento. deste Código. os autos serão conclusos ao juiz para decisão. o juiz ordenará a remessa dos autos ao Ministério Público. ou por qualquer outro meio idôneo. Deliberando sobre os requerimentos de provas a serem produzidas ou exibidas no plenário do júri. a intimação far-se-á diretamente pelo escrivão. determinando sua inclusão em pauta da reunião do Tribunal do Júri. com as cautelas mencionadas na parte final do § 3o Os nomes e endereços dos alistados. depositadas as cédulas em urna especial. os processos preparados até o encerramento da reunião. presidido pelo juiz. o juiz presidente: I – ordenará as diligências necessárias para sanar qualquer nulidade ou esclarecer fato que interesse ao julgamento da causa. para. . Será intimado por edital o acusado solto que não for encontrado. Seção IV Do Alistamento dos Jurados Art.500 (um mil e quinhentos) jurados nas comarcas de mais de 1. Preclusa a decisão de pronúncia. Art. ou via postal com comprovante de recebimento. 423. permanecerão guardados em urna fechada a chave. no caso de queixa. § 1o Ainda que preclusa a decisão de pronúncia.000. também.

salvo. não se admitirá o pedido de desaforamento. o Tribunal. Se o interesse da ordem pública o reclamar ou houver dúvida sobre a imparcialidade do júri ou a segurança pessoal do acusado. após serem verificados na presença do Ministério Público. quanto a fato ocorrido durante ou após a realização de julgamento anulado. sindicatos. 426. diligências ou incidentes de interesse da defesa. § 1o Para a contagem do prazo referido neste artigo. será publicada pela imprensa até o dia 10 de outubro de cada ano e divulgada em editais afixados à porta do Tribunal do Júri. não se computará o tempo de adiamentos. terão preferência: I . § 1o A lista poderá ser alterada. com indicação das respectivas profissões. instituições de ensino em geral. associações de classe e de bairro. O desaforamento também poderá ser determinado. § 3o Será ouvido o juiz presidente. completada. 429. do assistente. a requerimento do Ministério Público. § 5o Anualmente. nas reuniões periódicas previstas para o exercício. entidades associativas e culturais. do querelante ou do acusado ou mediante representação do juiz competente. se o julgamento não puder ser realizado no prazo de 6 (seis) meses. data de sua publicação definitiva. em cartões iguais. quando a medida não tiver sido por ele solicitada. fundamentadamente. § 2o Sendo relevantes os motivos alegados. o relator poderá determinar. a lista geral de jurados será.§ 2o O juiz presidente requisitará às autoridades locais. Seção VI Da Organização da Pauta Art. § 2o Juntamente com a lista. contado do trânsito em julgado da decisão de pronúncia. obrigatoriamente. Art. 428. sob a responsabilidade do juiz presidente. 436 a 446 deste Código. § 2o Não havendo excesso de serviço ou existência de processos aguardando julgamento em quantidade que ultrapasse a possibilidade de apreciação pelo Tribunal do Júri. § 4o Na pendência de recurso contra a decisão de pronúncia ou quando efetivado o julgamento. preferindo-se as mais próximas. universidades. 427. permanecerão guardados em urna fechada a chave. serão transcritos os arts. o acusado poderá requerer ao Tribunal que determine a imediata realização do julgamento.dentre os acusados presos. a suspensão do julgamento pelo júri. § 3o Os nomes e endereços dos alistados. poderá determinar o desaforamento do julgamento para outra comarca da mesma região. ouvidos o juiz presidente e a parte contrária. Art.os acusados presos. Seção V Do Desaforamento Art. em razão do comprovado excesso de serviço. aqueles que estiverem há mais tempo na prisão. de ofício ou mediante reclamação de qualquer do povo ao juiz presidente até o dia 10 de novembro. . Salvo motivo relevante que autorize alteração na ordem dos julgamentos. onde não existam aqueles motivos. de advogado indicado pela Seção local da Ordem dos Advogados do Brasil e de defensor indicado pelas Defensorias Públicas competentes. repartições públicas e outros núcleos comunitários a indicação de pessoas que reúnam as condições para exercer a função de jurado. II . § 4o O jurado que tiver integrado o Conselho de Sentença nos 12 (doze) meses que antecederem à publicação da lista geral fica dela excluído. § 1o O pedido de desaforamento será distribuído imediatamente e terá preferência de julgamento na Câmara ou Turma competente. nesta última hipótese. A lista geral dos jurados.

370. § 2o O juiz presidente reservará datas na mesma reunião periódica para a inclusão de processo que tiver o julgamento adiado. II – ao defensor constituído. o sorteio dos jurados que atuarão na reunião periódica. além do dia. Parágrafo único.III . do advogado do querelante e do assistente far-se-á por publicação no órgão incumbido da publicidade dos atos judiciais da comarca. hora e local das sessões de instrução e julgamento. § 1o Antes do dia designado para o primeiro julgamento da reunião periódica. feita pelo escrivão. sob pena de nulidade. § 2º Caso não haja órgão de publicação dos atos judiciais na comarca. quando houver requerimento. 430. 431. Art. Seção VII Do Sorteio e da Convocação dos Jurados Art. 434. será afixada na porta do edifício do Tribunal do Júri a lista dos processos a serem julgados. 433. A intimação da decisão de pronúncia será feita: I . o disposto no Capítulo anterior. Serão afixados na porta do edifício do Tribunal do Júri a relação dos jurados convocados. Art. 420. o disposto no Art. Seção VIII Da Função do Jurado . cabendo-lhe retirar as cédulas até completar o número de 25 (vinte e cinco) jurados. ao querelante e ao assistente do Ministério Público. Parágrafo único. Estando o processo em ordem. Em seguida à organização da pauta. se for possível. das testemunhas e demais pessoas que devam tomar conhecimento de qualquer ato. No mesmo expediente de convocação serão transcritos os arts. ou por qualquer outro meio idôneo. da Ordem dos Advogados do Brasil e da Defensoria Pública para acompanharem. Nas intimações dos acusados.pessoalmente ao acusado. dispensará a aplicação a que alude o § 1o. o ofendido. o juiz presidente mandará intimar as partes. § 2o A audiência de sorteio não será adiada pelo não comparecimento das partes. o nome do acusado. no que for aplicável. os nomes do acusado e dos procuradores das partes. § 1º A intimação do defensor constituído. presidido pelo juiz. observando. obedecida a ordem prevista no caput deste artigo. para a sessão de instrução e julgamento. será observado. deste Código. Art. Art. O assistente somente será admitido se tiver requerido sua habilitação até 5 (cinco) dias antes da data da sessão na qual pretenda atuar. no que couber. 435. na forma do disposto no Art. Será intimado por edital o acusado solto que não for encontrado. § 4º A intimação do Ministério Público e do defensor nomeado será pessoal. Os jurados sorteados serão convocados pelo correio ou por qualquer outro meio hábil para comparecer no dia e hora designados para a reunião. ao defensor nomeado e ao Ministério Público. 436 a 446 deste Código. por mandado. a intimação far-se-á diretamente pelo escrivão. sob as penas da lei. O sorteio. far-se-á a portas abertas. ou via postal com comprovante de recebimento.em igualdade de condições. Art. os precedentemente pronunciados. § 3o O jurado não sorteado poderá ter o seu nome novamente incluído para as reuniões futuras. em dia e hora designados. para a reunião periódica ou extraordinária. 432. o juiz presidente determinará a intimação do Ministério Público. as testemunhas e os peritos. § 1o O sorteio será realizado entre o 15º (décimo quinto) e o 10º (décimo) dia útil antecedente à instalação da reunião. incluindo. § 3º A intimação pessoal.

440. no Ministério Público ou em entidade conveniada para esses fins. origem ou grau de instrução. 438. preferência. 444. O jurado somente será dispensado por decisão motivada do juiz presidente. O exercício efetivo da função de jurado constituirá serviço público relevante e estabelecerá presunção de idoneidade moral. § 1o Entende-se por serviço alternativo o exercício de atividades de caráter administrativo. de acordo com a condição econômica do jurado. 443. a critério do juiz.os Prefeitos Municipais. ressalvadas as hipóteses de força maior. bem como nos casos de promoção funcional ou remoção voluntária.aqueles que o requererem. deixar de comparecer no dia marcado para a sessão ou retirar-se antes de ser dispensado pelo presidente será aplicada multa de 1 (um) a 10 (dez) salários mínimos. IX . demonstrando justo impedimento. Art. raça. Aos suplentes.o Presidente da República e os Ministros de Estado. Ao jurado que.as autoridades e os servidores da polícia e da segurança pública. serão aplicáveis os dispositivos referentes às dispensas. 436. VII . das Assembleias Legislativas e das Câmaras Distrital e Municipais. Nenhum desconto será feito nos vencimentos ou salário do jurado sorteado que comparecer à sessão do júri. no exercício da função ou a pretexto de exercê-la.Art. 446. A recusa ao serviço do júri fundada em convicção religiosa. § 1o Nenhum cidadão poderá ser excluído dos trabalhos do júri ou deixar de ser alistado em razão de cor ou etnia. Art. Art. Art. Art. na condição do art. mediante concurso. VI . § 2o A recusa injustificada ao serviço do júri acarretará multa no valor de 1 (um) a 10 (dez) salários mínimos. 442.os militares em serviço ativo. Art. 437. consignada na ata dos trabalhos. O serviço do júri é obrigatório. O jurado. 439 deste Código. sob pena de suspensão dos direitos políticos. Art. II . será responsável criminalmente nos mesmos termos em que o são os juízes togados. classe social ou econômica. credo. Somente será aceita escusa fundada em motivo relevante devidamente comprovado e apresentada. nas licitações públicas e no provimento.os cidadãos maiores de 70 (setenta) anos que requeiram sua dispensa. a critério do juiz. 439. sexo.os servidores do Poder Judiciário. profissão. Estão isentos do serviço do júri: I . V . X . de acordo com a sua condição econômica. de cargo ou função pública. na Defensoria Pública. 441. Art. VIII . 445. Constitui também direito do jurado. filantrópico ou mesmo produtivo.os Magistrados e membros do Ministério Público e da Defensoria Pública. em igualdade de condições. III . enquanto não prestar o serviço imposto. § 2o O juiz fixará o serviço alternativo atendendo aos princípios da proporcionalidade e da razoabilidade.os membros do Congresso Nacional. no Poder Judiciário. filosófica ou política importará no dever de prestar serviço alternativo. O alistamento compreenderá os cidadãos maiores de 18 (dezoito) anos de notória idoneidade. do Ministério Público e da Defensoria Pública. 445 deste Código. assistencial. quando convocados.os Governadores e seus respectivos Secretários. até o momento da chamada dos jurados. faltas e escusas e à equiparação de responsabilidade penal prevista no art. Art. sem causa legítima. IV . Art. Seção IX Da Composição do Tribunal do Júri e da Formação do Conselho de Sentença .

§ 2o Aplicar-se-á aos jurados o disposto sobre os impedimentos. Seção X Da reunião e das sessões do Tribunal do Júri Art. § 1o Não havendo escusa legítima. madrasta ou enteado. e se outro não for por este constituído. Se a ausência não for justificada. for do advogado do acusado. Art. Art. Até o momento de abertura dos trabalhos da sessão. suspeição ou incompatibilidade serão considerados para a constituição do número legal exigível para a realização da sessão. que tiver sido regularmente intimado. V – tio e sobrinho. sem escusa legítima. Se a falta. § 2o Na hipótese do § 1o deste artigo. independentemente da causa determinante do julgamento posterior. devendo o acusado ser julgado quando chamado novamente. VI – padrasto. 450. 448. III – tiver manifestado prévia disposição para condenar ou absolver o acusado. 455. São impedidos de servir no mesmo Conselho: I – marido e mulher. cientificadas as partes e as testemunhas. mandando consignar em ata as deliberações. Parágrafo único. o juiz presidente adiará o julgamento para o primeiro dia desimpedido da mesma reunião. 452. 447. que será adiado para o primeiro dia desimpedido. O mesmo Conselho de Sentença poderá conhecer de mais de um processo. o juiz intimará a Defensoria Pública para o novo julgamento. seu presidente e por 25 (vinte e cinco) jurados que serão sorteados dentre os alistados. se as partes o aceitarem. 7 (sete) dos quais constituirão o Conselho de Sentença em cada sessão de julgamento. 451. Se o Ministério Público não comparecer. . 453. Art. hipótese em que seus integrantes deverão prestar novo compromisso. II – ascendente e descendente. observado o prazo mínimo de 10 (dez) dias. § 1o O mesmo impedimento ocorrerá em relação às pessoas que mantenham união estável reconhecida como entidade familiar. no mesmo dia. Não poderá servir o jurado que: I – tiver funcionado em julgamento anterior do mesmo processo. O julgamento não será adiado pelo não comparecimento do acusado solto. Art. Art. Art. o fato será imediatamente comunicado ao presidente da seccional da Ordem dos Advogados do Brasil. O Tribunal do Júri reunir-se-á para as sessões de instrução e julgamento nos períodos e na forma estabelecida pela lei local de organização judiciária. 456. Art. do assistente ou do advogado do querelante. Art. III – sogro e genro ou nora. II – no caso do concurso de pessoas. O Tribunal do Júri é composto por 1 (um) juiz togado. o julgamento será adiado somente uma vez. houver integrado o Conselho de Sentença que julgou o outro acusado. Os jurados excluídos por impedimento. servirá o que houver sido sorteado em primeiro lugar. o juiz presidente decidirá os casos de isenção e dispensa de jurados e o pedido de adiamento de julgamento. com a data designada para a nova sessão. a suspeição e as incompatibilidades dos juízes togados. Art. IV – irmãos e cunhados. Dos impedidos entre si por parentesco ou relação de convivência.Art. o fato será imediatamente comunicado ao Procurador-Geral de Justiça com a data designada para a nova sessão. 454. 457. 449. durante o cunhadio.

Art. as testemunhas serão recolhidas a lugar onde umas não possam ouvir os depoimentos das outras. a testemunha não comparecer. a suspeição e as incompatibilidades constantes dos Art. 436 a 446 deste Código. deste Código. 434. os nomes do acusado e dos procuradores das partes. o juiz presidente verificará se a urna contém as cédulas dos 25 (vinte e cinco) jurados sorteados. Parágrafo único. Os jurados sorteados serão convocados pelo correio ou por qualquer outro meio hábil para comparecer no dia e hora designados para a reunião. Comparecendo. 462. sem prejuízo da ação penal pela desobediência. § 2o Se o acusado preso não for conduzido. Se a testemunha. para. São impedidos de servir no mesmo Conselho: I – marido e mulher. Art. 435. § 1o Se. Realizadas as diligências referidas nos arts. a critério do juiz. § 2o Os jurados excluídos por impedimento ou suspeição serão computados para a constituição do número legal. 15 (quinze) jurados. O julgamento não será adiado se a testemunha deixar de comparecer. 461. II – ascendente e descendente. 422. 441. o julgamento será adiado para o primeiro dia desimpedido da mesma reunião. . 466. com observância do disposto nos Art. remetendo-se o expediente de convocação. o juiz presidente. Art. intimada. Os nomes dos suplentes serão consignados em ata. sem justa causa. 454 a 461 deste Código. 463 deste Código. o juiz presidente declarará instalados os trabalhos. Antes de constituído o Conselho de Sentença. Art. § 1o O oficial de justiça fará o pregão. salvo se houver pedido de dispensa de comparecimento subscrito por ele e seu defensor. oportunidade em que poderão juntar documentos e requerer diligência. Art. No mesmo expediente de convocação serão transcritos os arts.§ 1o Os pedidos de adiamento e as justificações de não comparecimento deverão ser. Não havendo o número referido no art. deixar de comparecer. e do defensor. 460. Ao receber os autos. previamente submetidos à apreciação do juiz presidente do Tribunal do Júri. deste Código. hora e local das sessões de instrução e julgamento. além do dia. Art. salvo se uma das partes tiver requerido a sua intimação por mandado. Antes do sorteio dos membros do Conselho de Sentença. o juiz presidente suspenderá os trabalhos e mandará conduzi-la ou adiará o julgamento para o primeiro dia desimpedido. Art. o juiz presidente esclarecerá sobre os impedimentos. ordenando a sua condução. Serão afixados na porta do edifício do Tribunal do Júri a relação dos jurados convocados. aplicar-lhe-á a multa prevista no § 2o A recusa injustificada ao serviço do júri acarretará multa no valor de 1 (um) a 10 (dez) salários mínimos. Art. se assim for certificado por oficial de justiça. certificando a diligência nos autos. no prazo de 5 (cinco) dias. Art. 459. 463. § 2o O julgamento será realizado mesmo na hipótese de a testemunha não ser encontrada no local indicado. apresentarem rol de testemunhas que irão depor em plenário. proceder-se-á ao sorteio de tantos suplentes quantos necessários. Aplicar-se-á às testemunhas a serviço do Tribunal do Júri o disposto no Art. salvo comprovado motivo de força maior. mandando que o escrivão proceda à chamada deles. e designar-se-á nova data para a sessão do júri. na oportunidade de que trata o Art. pelo menos. 465. até o máximo de 5 (cinco). Art. Nenhum desconto será feito nos vencimentos ou salário do jurado sorteado que comparecer à sessão do júri. declarando não prescindir do depoimento e indicando a sua localização. o presidente do Tribunal do Júri determinará a intimação do órgão do Ministério Público ou do querelante. 458. 448. de acordo com a condição econômica do jurado. anunciando o processo que será submetido a julgamento. sob as penas da lei. 464. no caso de queixa.

o julgamento não será suspenso. os precedentemente pronunciados. jurado ou qualquer funcionário. 467. Desacolhida a arguição de impedimento. Se forem 2 (dois) ou mais os acusados. nem manifestar sua opinião sobre o processo. § 2o Aplicar-se-á aos jurados o disposto sobre os impedimentos.III – sogro e genro ou nora. VI – padrasto. § 1o O juiz presidente também advertirá os jurados de que. não poderão comunicar-se entre si e com outrem. prosseguindo-se o sorteio para a composição do Conselho de Sentença com os jurados remanescentes. de suspeição ou de incompatibilidade contra o juiz presidente do Tribunal do Júri. o Ministério Público poderão recusar os jurados sorteados. 468. V – tio e sobrinho. Art. sob pena de exclusão do Conselho e multa. II . até 3 (três) cada parte. § 1o Antes do dia designado para o primeiro julgamento da reunião periódica. Parágrafo único. incompatibilidade. não for obtido o número mínimo de 7 (sete) jurados para compor o Conselho de Sentença. Art. Verificando que se encontram na urna as cédulas relativas aos jurados presentes. O jurado recusado imotivadamente por qualquer das partes será excluído daquela sessão de instrução e julgamento. com observância do disposto no Art.dentre os acusados presos. na forma do § 2o A recusa injustificada ao serviço do júri acarretará multa no valor de 1 (um) a 10 (dez) salários mínimos. 464. devendo. após sorteados os suplentes. independentemente da causa determinante do julgamento posterior. o juiz presidente as lerá. suspeição. durante o cunhadio. § 2o A incomunicabilidade será certificada nos autos pelo oficial de justiça. constar da ata o seu fundamento e a decisão. a critério do juiz. § 2o O juiz presidente reservará datas na mesma reunião periódica para a inclusão de processo que tiver o julgamento adiado. Não havendo o . em caso de co-autoria. À medida que as cédulas forem sendo retiradas da urna. será afixada na porta do edifício do Tribunal do Júri a lista dos processos a serem julgados. a suspeição e as incompatibilidades dos juízes togados. depois dela. dispensa ou recusa. II – no caso do concurso de pessoas. III . em razão das recusas. 469. as recusas poderão ser feitas por um só defensor. terão preferência: I . Art. houver integrado o Conselho de Sentença que julgou o outro acusado. Não poderá servir o jurado que: I – tiver funcionado em julgamento anterior do mesmo processo. o julgamento será adiado para o primeiro dia desimpedido. § 2o Determinada a separação dos julgamentos. em consequência do impedimento. órgão do Ministério Público. uma vez sorteados. 429. 470.os acusados presos. o juiz presidente sorteará 7 (sete) dentre eles para a formação do Conselho de Sentença. madrasta ou enteado. Art. e a defesa e. Se. obedecida a ordem prevista no caput deste artigo. Salvo motivo relevante que autorize alteração na ordem dos julgamentos. aqueles que estiverem há mais tempo na prisão. aplicar-se-á o critério de preferência disposto no Art. de acordo com a condição econômica do jurado. entretanto. sem motivar a recusa. § 1o O mesmo impedimento ocorrerá em relação às pessoas que mantenham união estável reconhecida como entidade familiar. 471. Art. IV – irmãos e cunhados. 449. § 1o A separação dos julgamentos somente ocorrerá se. Art. não houver número para a formação do Conselho. será julgado em primeiro lugar o acusado a quem foi atribuída a autoria do fato ou.em igualdade de condições.

472. o querelante e o defensor do acusado tomarão. responderão: Assim o prometo. nessa ordem. destinada a obter maior fidelidade e celeridade na colheita da prova. o assistente. Art. em seguida. § 1o O assistente falará depois do Ministério Público. o assistente. § 3o As partes e os jurados poderão requerer acareações. eletrônica. às provas colhidas por carta precatória e às provas cautelares. o Ministério Público. diretamente. reconhecimento de pessoas e coisas e esclarecimento dos peritos. Formado o Conselho de Sentença. será concedida a palavra ao Ministério Público. o presidente. se for o caso. será iniciada a instrução plenária quando o juiz presidente. O jurado. Os jurados. 474. estenotipia ou técnica similar. § 3o Não se permitirá o uso de algemas no acusado durante o período em que permanecer no plenário do júri. . das decisões posteriores que julgaram admissível a acusação e do relatório do processo. 473. o juiz presidente declarará instalados os trabalhos. com ele. por intermédio do juiz presidente. constará dos autos. A transcrição do registro. § 1o O Ministério Público. à segurança das testemunhas ou à garantia da integridade física dos presentes. poderão formular. anunciando o processo que será submetido a julgamento. e designar-se-á nova data para a sessão do júri.número referido no Art. exclusivamente. e inquirirão as testemunhas arroladas pela acusação. proceder-se-á ao sorteio de tantos suplentes quantos necessários. § 2o Os jurados poderão formular perguntas ao ofendido e às testemunhas. 476. o querelante e o defensor. certificando a diligência nos autos. todos os presentes. Art. A seguir será o acusado interrogado. o defensor do acusado formulará as perguntas antes do Ministério Público e do assistente. 15 (quinze) jurados. com as alterações introduzidas nesta Seção. 463. Seção XI Da Instrução em Plenário Art. nos limites da pronúncia ou das decisões posteriores que julgaram admissível a acusação. receberá cópias da pronúncia ou. fará aos jurados a seguinte exortação: Em nome da lei. perguntas ao acusado. Comparecendo. se for o caso. se possível. após feita a degravação. Parágrafo único. Prestado o compromisso pelos jurados. § 1o O oficial de justiça fará o pregão. Encerrada a instrução. § 2o Os jurados formularão perguntas por intermédio do juiz presidente. as declarações do ofendido. nominalmente chamados pelo presidente. pelo menos. a existência de circunstância agravante. O registro dos depoimentos e do interrogatório será feito pelos meios ou recursos de gravação magnética. salvo se absolutamente necessário à ordem dos trabalhos. Parágrafo único. antecipadas ou não repetíveis. § 1o Para a inquirição das testemunhas arroladas pela defesa. concito-vos a examinar esta causa com imparcialidade e a proferir a vossa decisão de acordo com a vossa consciência e os ditames da justiça. § 2o Os jurados excluídos por impedimento ou suspeição serão computados para a constituição do número legal. 475. mantidos no mais a ordem e os critérios estabelecidos neste artigo. se estiver presente. levantando-se. Seção XII Dos Debates Art. na forma estabelecida no Capítulo III do Título VII do Livro I deste Código. sucessiva e diretamente. sustentando. Art. bem como a leitura de peças que se refiram. e. que fará a acusação.

Art. croqui ou qualquer outro meio assemelhado. nesta fase do procedimento. § 3o Finda a acusação. sendo admitida a reinquirição de testemunha já ouvida em plenário. bem como a exibição de vídeos. aos jurados solicitar-lhe. de modo que cada um deles possa ser respondido com suficiente clareza e necessária precisão. Se a verificação de qualquer fato. § 1o Concluídos os debates. no prazo de 5 (cinco) dias. A acusação. o esclarecimento de fato por ele alegado. ainda. Parágrafo único. Se a diligência consistir na produção de prova pericial. § 2o Havendo mais de 1 (um) acusado. combinarão entre si a distribuição do tempo. e de uma hora para a réplica e outro tanto para a tréplica. nomeará perito e formulará quesitos. do interrogatório e das alegações das partes. pedir ao orador que indique a folha dos autos onde se encontra a peça por ele lida ou citada. reconhecida como essencial para o julgamento da causa. desde logo. pelo mesmo meio. 477. Seção XIII Do Questionário e sua Votação Art. Na sua elaboração. O tempo destinado à acusação e à defesa será de uma hora e meia para cada. quadros. O Conselho de Sentença será questionado sobre matéria de fato e se o acusado deve ser absolvido. o Ministério Público. sob pena de nulidade. o presidente prestará esclarecimentos à vista dos autos. não puder ser realizada imediatamente. 481. § 4o A acusação poderá replicar e a defesa treplicar. ordenando a realização das diligências entendidas necessárias. a defesa e os jurados poderão. Os quesitos serão redigidos em proposições afirmativas. § 3o Os jurados. salvo se este houver retomado a titularidade da ação. o juiz presidente dissolverá o Conselho. Durante o julgamento não será permitida a leitura de documento ou a exibição de objeto que não tiver sido juntado aos autos com a antecedência mínima de 3 (três) dias úteis. Art. Parágrafo único. falará em primeiro lugar o querelante e. às decisões posteriores que julgaram admissível a acusação ou à determinação do uso de algemas como argumento de autoridade que beneficiem ou prejudiquem o acusado. terão acesso aos autos e aos instrumentos do crime se solicitarem ao juiz presidente. fotografias. Art. facultando-se. o juiz presidente. 479. fazer referências: I . Durante os debates as partes não poderão. laudos. § 2o Se houver dúvida sobre questão de fato. o tempo para a acusação e a defesa será acrescido de 1 (uma) hora e elevado ao dobro o da réplica e da tréplica. simples e distintas. 480. na falta de acordo. Art. na forma do art. de forma a não exceder o determinado neste artigo. a qualquer momento e por intermédio do juiz presidente. cujo conteúdo versar sobre a matéria de fato submetida à apreciação e julgamento dos jurados. dando-se ciência à outra parte. Art. . observado o disposto no § 1o deste artigo.§ 2o Tratando-se de ação penal de iniciativa privada. § 1o Havendo mais de um acusador ou mais de um defensor. terá a palavra a defesa. 29 deste Código. em seguida.à decisão de pronúncia. 482. Compreende-se na proibição deste artigo a leitura de jornais ou qualquer outro escrito. 478. gravações. será dividido pelo juiz presidente. o presidente indagará dos jurados se estão habilitados a julgar ou se necessitam de outros esclarecimentos. II – ao silêncio do acusado ou à ausência de interrogatório por falta de requerimento. em seu prejuízo. o presidente levará em conta os termos da pronúncia ou das decisões posteriores que julgaram admissível a acusação. que. facultando às partes também formulá-los e indicar assistentes técnicos. Parágrafo único.

se o acusado deve ser absolvido. § 2o O juiz presidente advertirá as partes de que não será permitida qualquer intervenção que possa perturbar a livre manifestação do Conselho e fará retirar da sala quem se portar inconvenientemente. indagando sobre: I . de mais de 3 (três) jurados. devendo qualquer deles. 485. o juiz formulará quesito acerca destas questões.a materialidade do fato. § 5o Sustentada a tese de ocorrência do crime na sua forma tentada ou havendo divergência sobre a tipificação do delito. 489. bem como a decisão. A seguir. reconhecidas na pronúncia ou em decisões posteriores que julgaram admissível a acusação. 483. devendo ser formulados quesitos sobre: I . o juiz presidente explicará aos jurados o significado de cada quesito. o julgamento prossegue. o oficial de justiça recolherá em urnas separadas as cédulas correspondentes aos votos e as não utilizadas. Ainda em plenário.circunstância qualificadora ou causa de aumento de pena. o juiz presidente determinará que o público se retire. 7 (sete) a palavra não. § 4o Sustentada a desclassificação da infração para outra de competência do juiz singular. II . Para assegurar o sigilo do voto. Parágrafo único. III . contendo 7 (sete) delas a palavra sim. .a autoria ou participação.Art. o assistente. 488.causa de diminuição de pena alegada pela defesa. os quesitos serão formulados em séries distintas. Art. Art. o presidente lerá os quesitos e indagará das partes se têm requerimento ou reclamação a fazer. Não havendo dúvida a ser esclarecida. conforme o caso. Art. Parágrafo único. Após a resposta. a qualquer dos quesitos referidos nos incisos I e II do caput deste artigo encerra a votação e implica a absolvição do acusado. o Ministério Público. V – se existe circunstância qualificadora ou causa de aumento de pena reconhecidas na pronúncia ou em decisões posteriores que julgaram admissível a acusação. 487. § 1o Na falta de sala especial. feitas de papel opaco e facilmente dobráveis. § 1o A resposta negativa. Art. II . § 6o Havendo mais de um crime ou mais de um acusado. Do termo também constará a conferência das cédulas não utilizadas. para ser respondido após o 2o (segundo) ou 3o (terceiro) quesito. § 2o Respondidos afirmativamente por mais de 3 (três) jurados os quesitos relativos aos incisos I e II do caput deste artigo será formulado quesito com a seguinte redação: O jurado absolve o acusado? § 3o Decidindo os jurados pela condenação. permanecendo somente as pessoas mencionadas no caput deste artigo. os jurados. As decisões do Tribunal do Júri serão tomadas por maioria de votos. constar da ata. Art. 484. Art. será formulado quesito a respeito. o escrivão e o oficial de justiça dirigir-se-ão à sala especial a fim de ser procedida a votação. o presidente determinará que o escrivão registre no termo a votação de cada quesito. o juiz presidente mandará distribuir aos jurados pequenas cédulas. Antes de proceder-se à votação de cada quesito. IV . verificados os votos e as cédulas não utilizadas. 486. Os quesitos serão formulados na seguinte ordem.se existe causa de diminuição de pena alegada pela defesa. sendo este da competência do Tribunal do Júri. para ser respondido após o segundo quesito. bem como o resultado do julgamento. o juiz presidente. o defensor do acusado. o querelante.

II . com a indicação do motivo. f) estabelecerá os efeitos genéricos e específicos da condenação. pelos jurados e pelas partes. do querelante e do assistente. VIII . A sentença será lida em plenário pelo presidente antes de encerrada a sessão de instrução e julgamento. II . se houver ocorrido. VII . 387 deste Código. se for o caso. III . o presidente.o sorteio dos jurados suplentes. c) imporá os aumentos ou diminuições da pena. será o termo a que se refere o art. Se a resposta a qualquer dos quesitos estiver em contradição com outra ou outras já dadas. submeterá novamente à votação os quesitos a que se referirem tais respostas. assinada pelo presidente e pelas partes. 494. d) observará as demais disposições do art. Art. aplicando-se. a medida de segurança cabível. pela resposta dada a um dos quesitos. b) revogará as medidas restritivas provisoriamente decretadas. Seção XIV Da sentença Art. aplicando-se.099. IV . no caso de não comparecimento. Parágrafo único.no caso de condenação: a) fixará a pena-base. e) mandará o acusado recolher-se ou recomendá-lo-á à prisão em que se encontra. o crime conexo que não seja doloso contra a vida será julgado pelo juiz presidente do Tribunal do Júri.no caso de absolvição: a) mandará colocar em liberdade o acusado se por outro motivo não estiver preso. de 26 de setembro de 1995. o disposto no § 1o deste artigo. (Redação dada pela Lei nº 11. e as sanções aplicadas. Em seguida. com escusa ou sem ela. o presidente proferirá sentença que: I . VI . 69 e seguintes da Lei no 9. e a do defensor do acusado.o pregão e a sanção imposta. mencionando obrigatoriamente: I . explicando aos jurados em que consiste a contradição. 492. no que couber.Art.a data e a hora da instalação dos trabalhos. em atenção às causas admitidas pelo júri. Encerrada a votação.o magistrado que presidiu a sessão e os jurados presentes. se presentes os requisitos da prisão preventiva. 490. Art. A ata descreverá fielmente todas as ocorrências. Se. . 491. De cada sessão de julgamento o escrivão lavrará ata. ao presidente do Tribunal do Júri caberá proferir sentença em seguida. V . Seção XV Da Ata dos Trabalhos Art.o adiamento da sessão. 493. c) imporá. de 2008) § 2o Em caso de desclassificação. § 1o Se houver desclassificação da infração para outra. 495.os jurados que deixaram de comparecer.a abertura da sessão e a presença do Ministério Público. b) considerará as circunstâncias agravantes ou atenuantes alegadas nos debates.o ofício ou requerimento de isenção ou dispensa. Art. o presidente verificar que ficam prejudicados os seguintes. 488 deste Código assinado pelo presidente. assim o declarará. de competência do juiz singular. o disposto nos arts.689. dando por finda a votação. se houver. quando o delito resultante da nova tipificação for considerado pela lei como infração penal de menor potencial ofensivo.

o julgamento da causa. que serão acrescidos ao tempo desta última. bem como aos esclarecimentos dos peritos. X . excesso de linguagem ou mediante requerimento de uma das partes. XI . 222 deste Código.a publicidade dos atos da instrução plenária. II . além de outras expressamente referidas neste Código: I .decidir. IV . Na audiência de instrução e julgamento. ressalvado o disposto no art. São atribuições do juiz presidente do Tribunal do Júri. XV . XII – regulamentar. X . poderão ser inquiridas até 5 (cinco) testemunhas arroladas pela acusação e 5 (cinco) pela defesa. o qual prosseguirá sem a sua presença. XI . V .o compromisso e o interrogatório. com simples referência ao termo. durante os debates. 496. Art. dissolver o Conselho e designar novo dia para o julgamento. 533. . das diligências e da sentença.a verificação das cédulas pelo juiz presidente. XVII . com o registro dos nomes dos jurados sorteados e recusas. XII .a formação do Conselho de Sentença. que ficará sob sua exclusiva autoridade. Art. mantida a incomunicabilidade dos jurados. quando a outra estiver com a palavra. 532.resolver as questões incidentes que não dependam de pronunciamento do júri. Art. ao debate. interrogando-se. a intervenção de uma das partes. às acareações e ao reconhecimento de pessoas e coisas. VIII . se possível. em seguida.interromper a sessão por tempo razoável.determinar. o acusado e procedendo-se. podendo. XIV . para proferir sentença e para repouso ou refeição dos jurados.resolver as questões de direito suscitadas no curso do julgamento. 531. XVI . ouvidos o Ministério Público e a defesa. a ser realizada no prazo máximo de 30 (trinta) dias. finalmente.suspender a sessão pelo tempo indispensável à realização das diligências requeridas ou entendidas necessárias.as testemunhas dispensadas de depor. Art. quando considerá-lo indefeso. proceder-se-á à tomada de declarações do ofendido. VI .os incidentes. VII . Na instrução.dirigir os debates. intervindo em caso de abuso.os debates e as alegações das partes com os respectivos fundamentos. Seção XVI Das Atribuições do Presidente do Tribunal do Júri Art. 497.mandar retirar da sala o acusado que dificultar a realização do julgamento. com a nomeação ou a constituição de novo defensor.requisitar o auxílio da força pública. a arguição de extinção de punibilidade. XIII .o recolhimento das testemunhas a lugar de onde umas não pudessem ouvir o depoimento das outras. Aplica-se ao procedimento sumário o disposto nos parágrafos do art. III . neste caso. A falta da ata sujeitará o responsável a sanções administrativa e penal.nomear defensor ao acusado. 400 deste Código. podendo conceder até 3 (três) minutos para cada aparte requerido. IX . nesta ordem.IX .regular a polícia das sessões e prender os desobedientes. de ofício. as diligências destinadas a sanar nulidade ou a suprir falta que prejudique o esclarecimento da verdade. de ofício ou a requerimento das partes ou de qualquer jurado. ou a requerimento de qualquer destes. à inquirição das testemunhas arroladas pela acusação e pela defesa.

CAPÍTULO VI DO PROCESSO DE RESTAURAÇÃO DE AUTOS EXTRAVIADOS OU DESTRUÍDOS Art. b) sejam requisitadas cópias do que constar a respeito no Instituto Médico-Legal. Art. para o processo de restauração dos autos. No dia designado. observando-se o seguinte: I . determinando o juiz a condução coercitiva de quem deva comparecer.os exames periciais. reinquirir-se-ão as testemunhas podendo ser substituídas as que tiverem falecido ou se encontrarem em lugar não sabido. será uma ou outra considerada como original. 531 deste Código. no Instituto de Identificação e Estatística ou em estabelecimentos congêneres. serão concedidos 10 (dez) minutos. Art. independentemente da suspensão da audiência. os peritos e mais pessoas que tenham nele funcionado. II . a seguir. As alegações finais serão orais. sentença. serão restaurados. Parágrafo único. quando impossível. salvo motivo de força maior. Art.a prova documental será reproduzida por meio de cópia autêntica ou. que deverá ser restaurado. concedendo-se a palavra. e depois de subirem os autos conclusos para sentença. Art. § 1o Se existir e for exibida cópia autêntica ou certidão do processo. para provar o teor do processo extraviado ou destruído. serão repetidos. § 1o Havendo mais de um acusado. repartições públicas. ainda que os autos se tenham extraviado na segunda. § 3o Proceder-se-á à restauração na primeira instância. por meio de testemunhas. Nas infrações penais de menor potencial ofensivo. O juiz determinará as diligências necessárias para a restauração. serão os autos conclusos para julgamento. No curso do processo. Os autos originais de processo penal extraviados ou destruídos. A testemunha que comparecer será inquirida. § 2o Na falta de cópia autêntica ou certidão do processo. IV .o Ministério Público e as partes poderão oferecer testemunhas e produzir documentos. V . prorrogáveis por mais 10 (dez). o tempo previsto para a defesa de cada um será individual. mencionando-se em termo circunstanciado os pontos em que estiverem acordes e a exibição e a conferência das certidões e mais reproduções do processo apresentadas e conferidas. salvo quando imprescindível a prova faltante. Realizadas as diligências que. prorrogando-se por igual período o tempo de manifestação da defesa. deverão concluir-se dentro de vinte dias. ou a requerimento de qualquer das partes. à acusação e à defesa. em primeira ou segunda instância.caso ainda não tenha sido proferida a sentença. Art. após a manifestação deste. e de preferência pelos mesmos peritos. por edital. III . respectivamente. os serventuários.Art. § 2o Ao assistente do Ministério Público. o juiz poderá. penitenciárias ou cadeias.541. quando o juizado especial criminal encaminhar ao juízo comum as peças existentes para a adoção de outro procedimento. 535. observar-se-á o procedimento sumário previsto neste Capítulo. ou. 534. que: a) o escrivão certifique o estado do processo. se não forem encontradas. 538. proferindo o juiz. 543. dentro em cinco dias. o juiz mandará. observada em qualquer caso a ordem estabelecida no art. quando possível. c) as partes sejam citadas pessoalmente. 544.poderão também ser inquiridas sobre os atos do processo. . Art. 536. segundo a sua lembrança. requisitar de autoridades ou de repartições todos os esclarecimentos para a restauração. as partes serão ouvidas. Nenhum ato será adiado. com o prazo de dez dias. e reproduza o que houver a respeito em seus protocolos e registros. 542. de ofício. pelo prazo de 20 (vinte) minutos. as autoridades.

repele injusta agressão. § 1o Não sabendo ou não podendo o réu assinar o nome. a parte não será prejudicada pela interposição de um recurso por outro. Art. já pagos nos autos originais. a sentença condenatória em execução continuará a produzir efeito. 575. sob pena de suspensão por dez a trinta dias. onde o réu estiver cumprindo a pena. Salvo a hipótese de má-fé. recurso da parte que não tiver interesse na reforma ou modificação da decisão. Até à decisão que julgue restaurados os autos. Art. com o despacho do juiz. usando moderadamente dos meios necessários. nestes continuará o processo. Se no curso da restauração aparecerem os autos originais. No caso de concurso de agentes Art. até o dia seguinte ao último do prazo. ou de registro que torne a sua existência inequívoca. Os causadores de extravio de autos responderão pelas custas. seu procurador ou seu defensor. 546. atual ou iminente. Os recursos serão voluntários. desde logo. sem prejuízo da responsabilidade criminal. despacho ou sentença: I . II . § 2o A petição de interposição de recurso. Art. 578. 577. Caberá recurso.que concluir pela incompetência do juízo. Parágrafo único.Art. será. Art. Art. não tiverem seguimento ou não forem apresentados dentro do prazo.Entende-se em legítima defesa quem.que não receber a denúncia ou a queixa. a direito seu ou de outrem. em dobro. por erro. em que deverão ser interpostos. entregue ao escrivão. 547. Julgada a restauração. ou pelo réu. assinado pelo recorrente ou por seu representante. desde que conste da respectiva guia arquivada na cadeia ou na penitenciária. Parágrafo único. não serão novamente cobrados.da que absolver desde logo o réu com fundamento na existência de circunstância que exclua o crime ou isente o réu de pena. falta ou omissão dos funcionários. Se o juiz. 579. Art. 25 . 411. a seu rogo. da decisão. 574. TÍTULO II DOS RECURSOS EM GERAL CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 581. na presença de duas testemunhas. 548. de ofício. CAPÍTULO II DO RECURSO EM SENTIDO ESTRITO Art. os autos respectivos valerão pelos originais. Art. II . reconhecer a impropriedade do recurso interposto pela parte. o termo será assinado por alguém. Não se admitirá. O recurso poderá ser interposto pelo Ministério Público. no sentido estrito. Os selos e as taxas judiciárias. pelo juiz: I . fará conclusos os autos ao juiz. a decisão do recurso interposto por um dos réus. Não serão prejudicados os recursos que. nos termos do art. mandará processá-lo de acordo com o rito do recurso cabível. 580. que certificará no termo da juntada a data da entrega. § 3o Interposto por termo o recurso. excetuando-se os seguintes casos. . entretanto. O Ministério Público não poderá desistir de recurso que haja interposto. o escrivão. ou pelo querelante. aproveitará aos outros. Art. até o dia seguinte ao último do prazo.da sentença que conceder habeas corpus. Parágrafo único. 545. se fundado em motivos que não sejam de caráter exclusivamente pessoal. 576. apensos a eles os autos da restauração. Art. O recurso será interposto por petição ou por termo nos autos.

586. I.que conceder. no respectivo termo.que julgar procedentes as exceções.nos casos do art. Art. negar. IX . XI .que deixar de revogar a medida de segurança. contado da data da publicação definitiva da lista de jurados. XV. VIII e X.III . XXIV . XXII . XII . XIV. aplicar-se-á o disposto nos arts. 584. § 2o O recurso da pronúncia suspenderá tão-somente o julgamento.que conceder. § 1o Ao recurso interposto de sentença de impronúncia ou no caso do n o VIII do art. cassar ou julgar inidônea a fiança. 774. negar ou revogar a suspensão condicional da pena. 585.quando interpostos de oficio. V . 581. XVII .Os recursos serão sempre para o Tribunal de Apelação. XVI .que decidir sobre a unificação de penas. XVII e XXIV do art. III. salvo nos casos dos ns. havendo dois ou mais réus.que conceder. quando. salvo se prestar fiança.quando o recurso não prejudicar o andamento do processo. 582 . conceder liberdade provisória ou relaxar a prisão em flagrante. XXIII . XIII . Parágrafo único. no caso do no XIV.que pronunciar o réu. § 3o O recurso do despacho que julgar quebrada a fiança suspenderá unicamente o efeito de perda da metade do seu valor. X e XIV. será para o presidente do Tribunal de Apelação. 583. XIX . no todo ou em parte. 596 e 598. nos casos do art.que julgar quebrada a fiança ou perdido o seu valor. Art. Os recursos terão efeito suspensivo nos casos de perda da fiança. nos casos em que a lei a admitir. O recurso da pronúncia subirá em traslado.que converter a multa em detenção ou em prisão simples. Art.que decretar a prescrição ou julgar. III . ou em requerimento avulso. indeferir requerimento de prisão preventiva ou revogá-la. XIV . Quando o recurso houver de subir por instrumento.que anular o processo da instrução criminal. Art. II . 581. O recurso. Parágrafo único. Subirão nos próprios autos os recursos: I . salvo a de suspeição. XV . arbitrar. qualquer deles se conformar com a decisão ou todos não tiverem sido ainda intimados da pronúncia.que revogar a medida de segurança. VII . negar ou revogar livramento condicional. V. .que impuser medida de segurança por transgressão de outra. nos casos em que a lei admita a revogação. as peças dos autos de que pretenda traslado. em virtude de questão prejudicial. IV.que decretar medida de segurança. o prazo será de vinte dias. XVIII . XXI . Parágrafo único. O réu não poderá recorrer da pronúncia senão depois de preso. IV . extinta a punibilidade. 587. O recurso voluntário poderá ser interposto no prazo de cinco dias. Art. 581. No caso do art. VI. a parte indicará.que decidir o incidente de falsidade. por outro modo. X . de concessão de livramento condicional e dos ns.que incluir jurado na lista geral ou desta o excluir.que denegar a apelação ou a julgar deserta. 581.que mantiver ou substituir a medida de segurança. depois de transitar a sentença em julgado. Art. XX .que conceder ou negar a ordem de habeas corpus. VIII .que ordenar a suspensão do processo.que indeferir o pedido de reconhecimento da prescrição ou de outra causa extintiva da punibilidade.

o ofendido ou qualquer das pessoas enumeradas no art.1948) I .das decisões do Tribunal do Júri. II . III . não sendo mais lícito ao juiz modificá-la. 596. e dele constarão sempre a decisão recorrida. extraído o traslado. que não terá. A apelação da sentença absolutória não impedirá que o réu seja posto imediatamente em liberdade. por simples petição.Parágrafo único. CAPÍTULO III DA APELAÇÃO Art. a aplicação provisória de interdições de direitos e de medidas de segurança (arts. Parágrafo único. porém. A apelação não suspenderá a execução da medida de segurança aplicada provisoriamente. se da sentença não for interposta apelação pelo Ministério Público no prazo legal. ainda que não se tenha habilitado como assistente. deverão os autos ser devolvidos. se couber recurso. 590. 588. d) for a decisão dos jurados manifestamente contrária à prova dos autos. Se o recorrido for o réu. não poderá ser usado o recurso em sentido estrito. ainda que somente de parte da decisão se recorra. conferido e concertado no prazo de cinco dias. Parágrafo único. ou entregues ao Correio dentro do mesmo prazo. O traslado será extraído. § 3o Se a apelação se fundar no no III. poderá interpor apelação. dentro de dois dias. subirá o recurso nos próprios autos ou em traslado. o tribunal ad quem. 598. Dentro de dois dias. de 23. Quando for impossível ao escrivão extrair o traslado no prazo da lei. independentemente de novos arrazoados. Publicada a decisão do juiz ou do tribunal ad quem. será aberta vista ao recorrido por igual prazo. Os recursos serão apresentados ao juiz ou tribunal ad quem. § 4o Quando cabível a apelação. salvo o disposto no art. será intimado do prazo na pessoa do defensor. 592. Art. não se admite. d. Art. c. segunda apelação. . 393. Parágrafo único. poderá recorrer da nova decisão. em seguida. o fizer com vista ao recorrente. b) for a sentença do juiz-presidente contrária à lei expressa ou à decisão dos jurados. poderá o juiz prorrogá-lo até o dobro. ao juiz a quo. contados da interposição do recurso. deste artigo. que. dentro de cinco dias da publicação da resposta do juiz a quo. 593. Se o juiz reformar o despacho recorrido. mandando instruir o recurso com os traslados que Ihe parecerem necessários. Com a resposta do recorrido ou sem ela. e o caso de suspensão condicional de pena. quando: a) ocorrer nulidade posterior à pronúncia. Art. Art. § 2o Interposta a apelação com fundamento no no III. efeito suspensivo. Nos crimes de competência do Tribunal do Júri. a parte contrária. 589. ou com força de definitivas.das decisões definitivas. 374 e 378). ou do juiz singular. c) houver erro ou injustiça no tocante à aplicação da pena ou da medida de segurança. reformará ou sustentará o seu despacho. Neste caso. Art. porém. pelo mesmo motivo. o tribunal ad quem fará a devida retificação. será o recurso concluso ao juiz. deste artigo. A apelação de sentença condenatória terá efeito suspensivo. § 1o Se a sentença do juiz-presidente for contrária à lei expressa ou divergir das respostas dos jurados aos quesitos. Caberá apelação no prazo de 5 (cinco) dias: (Redação dada pela Lei nº 263. 597. se Ihe der provimento. ou do dia em que o escrivão. 591.das sentenças definitivas de condenação ou absolvição proferidas por juiz singular. se por outra forma não for possível verificar-se a oportunidade do recurso. Art. e o tribunal ad quem se convencer de que a decisão dos jurados é manifestamente contrária à prova dos autos. proferidas por juiz singular nos casos não previstos no Capítulo anterior. retificará a aplicação da pena ou da medida de segurança. Art. 31. Art. dentro de cinco dias. a certidão de sua intimação. e o termo de interposição. este oferecerá as razões e.2. dar-lhe-á provimento para sujeitar o réu a novo julgamento.

ou do vencimento do prazo para a apresentação das do apelado. o presidente concederá. deverão ser processadas e julgadas pela forma estabelecida no Art. § 3o Quando forem dois ou mais os apelantes ou apelados. § 4o Se o apelante declarar. III. no prazo de três dias. o apelante e. sob registro. Assinado o termo de apelação. ficará em cartório traslado dos termos essenciais do processo referidos no art. observados os prazos legais. quer em relação a parte dele. apresentados ao tribunal ad quem ou entregues ao Correio. § 2o As despesas do traslado correrão por conta de quem o solicitar. Parágrafo único. o relator fará a exposição do feito e. no prazo de 5 (cinco) dias. 610. n. e apregoadas as partes. que terá igual prazo para o exame do processo e pedirá designação de dia para o julgamento. 613. e. Art. a palavra aos advogados ou às partes que a solicitarem e ao procurador-geral. os embargos serão restritos à matéria objeto de divergência. e não houverem todos sido julgados. § 1o Se houver mais de um réu. depois dele. com as seguintes modificações: I . Art. O prazo para interposição desse recurso será de quinze dias e correrá do dia em que terminar o do Ministério Público. em seguida. II . em seguida. Anunciado o julgamento pelo presidente. os prazos serão comuns. 564. este arrazoará. a contar da publicação de acórdão. 610. por igual prazo. e nas apelações interpostas das sentenças em processo de contravenção ou de crime a que a lei comine pena de detenção. contado da data da entrega das últimas razões de apelação. salvo nos processos de contravenção. com as razões ou sem elas. 599. Nos recursos em sentido estrito. Parágrafo único. CAPÍTULO V DO PROCESSO E DO JULGAMENTO DOS RECURSOS EM SENTIDO ESTRITO E DAS APELAÇÕES. Os autos serão. na petição ou no termo. o Ministério Público terá vista dos autos. admitem-se embargos infringentes e de nulidade.os prazos serão ampliados ao dobro. Findos os prazos para razões. pelo prazo de 10 (dez) minutos. em que o prazo será de três dias. o qual deverá ser remetido à instância superior no prazo de trinta dias. 613. no prazo do parágrafo anterior. § 1o Se houver assistente. Quando não for unânime a decisão de segunda instância. a não ser no Distrito Federal e nas comarcas que forem sede de Tribunal de Apelação. A apelação subirá nos autos originais e. . passarão estes ao revisor. os autos serão remetidos à instância superior. salvo no caso do art. que pedirá designação de dia para o julgamento. de acordo com a competência estabelecida nas leis de organização judiciária. Os recursos. caberá ao apelante promover extração do traslado dos autos. Art. 602. 603. após o Ministério Público. por igual prazo. com exceção do de habeas corpus. ao relator. com a presença destas ou à sua revelia. Art. que deseja arrazoar na superior instância serão os autos remetidos ao tribunal ad quem onde será aberta vista às partes. 603. 609. que poderão ser opostos dentro de 10 (dez) dias. § 2o Se a ação penal for movida pela parte ofendida. Os recursos de habeas corpus. serão julgados na primeira sessão. apelações e embargos serão julgados pelos Tribunais de Justiça. 600. As apelações poderão ser interpostas quer em relação a todo o julgado. 601. 612.exarado o relatório nos autos. Art. designado o relator. Art. ou não tiverem todos apelado. Art. ao interpor a apelação. segunda parte.Parágrafo único. desfavorável ao réu. câmaras ou turmas criminais. Art. os autos irão imediatamente com vista ao procurador-geral pelo prazo de cinco dias. notificadas as partes pela publicação oficial. passarão. quando o requerer. NOS TRIBUNAIS DE APELAÇÃO Art. As apelações interpostas das sentenças proferidas em processos por crime a que a lei comine pena de reclusão. salvo se o pedido for de réu pobre ou do Ministério Público. em que o prazo será de trinta dias. dentro dos prazos do artigo anterior. Se o desacordo for parcial. o apelado terão o prazo de oito dias cada um para oferecer razões. na forma do art.

pelo Supremo Tribunal Federal. Aos acórdãos proferidos pelos Tribunais de Apelação. câmara ou turma. CAPÍTULO VII DA REVISÃO Art. No caso de impossibilidade de observância de qualquer dos prazos marcados nos arts. no prazo de dois dias contados da sua publicação. ser agravada a pena. Art. quanto às condenações por ele proferidas. não tiver tomado parte na votação. prevalecerá a decisão mais favorável ao réu. câmara ou turma atenderá nas suas decisões ao disposto nos arts. O tribunal. § 1o O requerimento será apresentado pelo relator e julgado. § 2o Nos Tribunais de Justiça ou de Alçada. Art. 616. obscuridade. quando houver mais de uma. os motivos da demora serão declarados nos autos. § 1o Havendo empate de votos no julgamento de recursos. 383. 614. Art.pelo Tribunal Federal de Recursos. porém. § 1o No Supremo Tribunal Federal e no Tribunal Federal de Recursos o processo e julgamento obedecerão ao que for estabelecido no respectivo regimento interno. obscuro. 615. antes da extinção da pena ou após. reunidas em sessão conjunta. o relator indeferirá desde logo o requerimento. quando somente o réu houver apelado da sentença. § 3o Nos tribunais onde houver quatro ou mais câmaras ou turmas criminais. § 2o Se não preenchidas as condições enumeradas neste artigo. obedecido o que for estabelecido no respectivo regimento interno.quando a sentença condenatória se fundar em depoimentos. A revisão poderá ser requerida em qualquer tempo. Art. 618.III . II . câmaras ou turmas. 386 e 387. Os embargos de declaração serão deduzidos em requerimento de que constem os pontos em que o acórdão é ambíguo. ou no prazo de duas sessões. na primeira sessão. contraditório ou omisso. pelo juiz incumbido de lavrá-lo. salvo se fundado em novas provas. Art. Parágrafo único. 620. 610 e 613. 624. independentemente de revisão. Os regimentos dos Tribunais de Apelação estabelecerão as normas complementares para o processo e julgamento dos recursos e apelações. 619. nos demais casos. No julgamento das apelações poderá o tribunal. . após a sentença.quando a sentença condenatória for contrária ao texto expresso da lei penal ou à evidência dos autos. no que for aplicável. Tribunais de Justiça ou de Alçada. 621. poderão ser opostos embargos de declaração. As revisões criminais serão processadas e julgadas: I . no caso contrário. quando houver na sentença ambiguidade.o tempo para os debates será de um quarto de hora. reinquirir testemunhas ou determinar outras diligências.quando. § 2o O acórdão será apresentado à conferência na primeira sessão seguinte à do julgamento. pelo tribunal pleno. poderão ser constituídos dois ou mais grupos de câmaras ou turmas para o julgamento de revisão. se o presidente do tribunal. contradição ou omissão. 617. Art. CAPÍTULO VI DOS EMBARGOS Art. câmara ou turma proceder a novo interrogatório do acusado. no caso contrário. A revisão poderá ser pedida pelo próprio réu ou por procurador legalmente habilitado ou. ascendente. Não será admissível a reiteração do pedido. não podendo. 622. exames ou documentos comprovadamente falsos. Art. e. no caso de morte do réu. pelo cônjuge. o julgamento será efetuado pelas câmaras ou turmas criminais. III . se descobrirem novas provas de inocência do condenado ou de circunstância que determine ou autorize diminuição especial da pena. O tribunal decidirá por maioria de votos. proferirá o voto de desempate. A revisão dos processos findos será admitida: I . Art. Art. II . 623. descendente ou irmão.

indeferi-lo-á in limine. Art. fará entrega da carta. . O escrivão. ou o Estado. o presidente do tribunal nomeará curador para a defesa. ou ao secretário do tribunal. 627. 639. § 2o A indenização não será devida: a) se o erro ou a injustiça da condenação proceder de ato ou falta imputável ao próprio impetrante. II . devendo o tribunal. devendo funcionar como relator um desembargador que não tenha pronunciado decisão em qualquer fase do processo. no curso da revisão. modificar a pena ou anular o processo. Art. § 3o Se o relator julgar insuficientemente instruído o pedido e inconveniente ao interesse da justiça que se apensem os autos originais. De qualquer maneira. se o tiver sido pela respectiva justiça. se daí não advier dificuldade à execução normal da sentença. julgar-se-á o pedido na sessão que o presidente designar.da que. e uma vez arrazoados pelo recorrido os autos do traslado. CAPÍTULO IX DA CARTA TESTEMUNHÁVEL Art. como a confissão ou a ocultação de prova em seu poder. que será liquidada no juízo cível. Art. o tribunal poderá alterar a classificação da infração. o relator apresentará o processo em mesa para o julgamento e o relatará. § 1o O requerimento será instruído com a certidão de haver passado em julgado a sentença condenatória e com as peças necessárias à comprovação dos fatos arguidos. Julgando procedente a revisão. responderá a União. Os regimentos internos dos Tribunais de Apelação estabelecerão as normas complementares para o processo e julgamento das revisões criminais. § 1o Por essa indenização. absolver o réu. A absolvição implicará o restabelecimento de todos os direitos perdidos em virtude da condenação. O requerimento será distribuído a um relator e a um revisor. para a execução da sentença. § 4o Interposto o recurso por petição e independentemente de termo. O recurso extraordinário não tem efeito suspensivo. 630. 629. Art. 626. se a condenação tiver sido proferida pela justiça do Distrito Federal ou de Território. sucessivamente. cuja condenação tiver de ser revista. Art. não poderá ser agravada a pena imposta pela decisão revista. À vista da certidão do acórdão que cassar a sentença condenatória. no prazo máximo de cinco dias. sem tomar parte na discussão. conforme o caso (art. b) se a acusação houver sido meramente privada. impor a medida de segurança cabível.da decisão que denegar o recurso. pelo relator e revisor. Em seguida. Dar-se-á carta testemunhável: I . Quando. Art. Art. 641. o juiz mandará juntá-la imediatamente aos autos. O tribunal. admitindo embora o recurso. 624. 637. falecer a pessoa. dará recibo da petição à parte e. em igual prazo. 631. 625. se for caso. Art. dando recurso para as câmaras reunidas ou para o tribunal. 640. 638.Art. § 5o Se o requerimento não for indeferido in limine. parágrafo único). que dará parecer no prazo de dez dias. ou de sessenta dias. Parágrafo único. A carta testemunhável será requerida ao escrivão. devidamente conferida e concertada. se o interessado o requerer. para inteiro cumprimento da decisão. nas quarenta e oito horas seguintes ao despacho que denegar o recurso. CAPÍTULO VIII DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO Art. obstar à sua expedição e seguimento para o juízo ad quem. Art. indicando o requerente as peças do processo que deverão ser trasladadas. § 2o O relator poderá determinar que se apensem os autos originais. O recurso extraordinário será processado e julgado no Supremo Tribunal Federal na forma estabelecida pelo respectivo regimento interno. conforme o caso. poderá reconhecer o direito a uma justa indenização pelos prejuízos sofridos. ou o secretário do tribunal. no caso de recurso extraordinário. os originais baixarão à primeira instância. abrir-se-á vista dos autos ao procurador-geral. examinados os autos. 628. no caso de recurso no sentido estrito.

Parágrafo único. nos casos previstos no Art. câmara ou turma a que competir o julgamento da carta. alcançados ou omissos em fazer o seu recolhimento nos prazos legais. ou se a prisão exceder o prazo legal. fará passar imediatamente a ordem impetrada. Dar-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar na iminência de sofrer violência ou coação ilegal na sua liberdade de ir e vir. decidirá logo. ou o secretário do tribunal. atual ou iminente. para o efeito do julgamento do recurso e imposição da pena. bem como pelo Ministério Público. Art. em seu favor ou de outrem. salvo nos casos de punição disciplinar. será suspenso por trinta dias. do pedido de habeas corpus: I .quando houver cessado o motivo que autorizou a coação. será condenada nas custas a autoridade que. o instrumento. de meritis. dos responsáveis por dinheiro ou valor pertencente à Fazenda Pública. O habeas corpus poderá ser impetrado por qualquer pessoa. originariamente. Art.quando não for alguém admitido a prestar fiança. 654. VI . nos casos em que a lei a autoriza.ao Supremo Tribunal Federal. sob a mesma sanção. III . dentro dos limites da sua jurisdição. 101.quando quem ordenar a coação não tiver competência para fazê-lo. nos casos em que tenha cabimento.quando extinta a punibilidade. coação ou ameaça. g. Se o habeas corpus for concedido em virtude de nulidade do processo. ou o processo estabelecido para o recurso extraordinário. ou deixar de entregar. A concessão do habeas corpus não obstará. Art. que avocará os autos. nem porá termo ao processo. 644. se desta tomar conhecimento. em face de representação do testemunhante. tiver determinado a coação. § 1o A competência do juiz cessará sempre que a violência ou coação provier de autoridade judiciária de igual ou superior jurisdição. salvo se o pedido for acompanhado de prova de quitação ou de depósito do alcance verificado. O tribunal. será remetida ao Ministério Público cópia das peças necessárias para ser promovida a responsabilidade da autoridade. A coação considerar-se-á ilegal: I . Competirá conhecer. seja qual for a autoridade coatora. Art. VII . IV . O juiz ou o tribunal.quando o processo for manifestamente nulo.quando alguém estiver preso por mais tempo do que determina a lei. 653. no caso de recurso em sentido estrito. II . 642. imporá a pena e mandará que seja extraído o instrumento. Neste caso. ou a seus secretários. § 1o A petição de habeas corpus conterá: a) o nome da pessoa que sofre ou está ameaçada de sofrer violência ou coação e o de quem exercer a violência. 647. ou o presidente do Tribunal de Apelação. este será renovado.Art. mandará processar o recurso. sempre que os atos de violência ou coação forem atribuídos aos governadores ou interventores dos Estados ou Territórios e ao prefeito do Distrito Federal. V . da Constituição. desde que este não esteja em conflito com os fundamentos daquela. que se negar a dar o recibo. Se o testemunhante não for atendido. Art. por má-fé ou evidente abuso de poder. 650. I.aos Tribunais de Apelação. O escrivão. A carta testemunhável não terá efeito suspensivo. 643. § 2o Não cabe o habeas corpus contra a prisão administrativa. CAPÍTULO X DO HABEAS CORPUS E SEU PROCESSO Art. Art. 648. ou aos chefes de Polícia. O juiz. 645. 649. Art. Art. poderá reclamar ao presidente do tribunal ad quem. Extraído e autuado o instrumento.quando não houver justa causa. ou. 646. II . observar-se-á o disposto nos arts. O processo da carta testemunhável na instância superior seguirá o processo do recurso denegado. pelo substituto do escrivão ou do secretário do tribunal. 651. Art. . sob qualquer pretexto. se deste se tratar. Art. 652. se estiver suficientemente instruída. Art. 588 a 592. Ordenada a soltura do paciente em virtude de habeas corpus.

será multado na quantia de duzentos mil-réis a um conto de réis. 658. que estiver reunida. Em caso de desobediência. as informações sobre a causa da prisão. Art. se houver. Recebida a petição de habeas corpus. 659. ou de alguém a seu rogo. III . salvo: I . o presidente. se julgar necessário. mandará que este Ihe seja imediatamente apresentado em dia e hora que designar. a condução e apresentação do paciente. à autoridade os respectivos autos. entretanto. e a designação das respectivas residências. o escrivão. dentro de 24 (vinte e quatro) horas. quando no curso de processo verificarem que alguém sofre ou está na iminência de sofrer coação ilegal. e estiver preso o paciente. Em caso de competência originária do Tribunal de Apelação. salvo quando se tratar de autoridade judiciária. remetendo. Art. 663. nenhum motivo escusará a sua apresentação. câmara ou turma. qualquer daqueles requisitos. 664. O detentor declarará à ordem de quem o paciente estiver preso. § 4o Se a ordem de habeas corpus for concedida para evitar ameaça de violência ou coação ilegal. adiar-se o julgamento para a sessão seguinte. para serem anexados aos do inquérito policial ou aos do processo judicial. julgará prejudicado o pedido. será expedido mandado de prisão contra o detentor. 289. O carcereiro ou o diretor da prisão. e interrogado o paciente. 657. ou dispensadas. o presidente mandará preenchê-lo. ou da turma. Art. dar-se-á ao paciente salvo-conduto assinado pelo juiz. § 2o Se os documentos que instruírem a petição evidenciarem a ilegalidade da coação. o juiz decidirá. o juiz. o oficial de justiça ou a autoridade judiciária ou policial que embaraçar ou procrastinar a expedição de ordem de habeas corpus. que será processado na forma da lei. Faltando. a fim de juntar-se aos autos do processo. . quando não souber ou não puder escrever. § 3o Se a ilegalidade decorrer do fato de não ter sido o paciente admitido a prestar fiança. ou primeiro tiver de reunir-se. a petição de habeas corpus será apresentada ao secretário. 662. 656. se o presidente entender que o habeas corpus deva ser indeferido in limine. fundamentadamente. Il . caso em que caberá ao Supremo Tribunal Federal ou ao Tribunal de Apelação impor as multas. Art. in fine. As multas serão impostas pelo juiz do tribunal que julgar o habeas corpus. Art. Art. requisitará da autoridade indicada como coatora informações por escrito.grave enfermidade do paciente. porém. o juiz ou o tribunal ordenará que cesse imediatamente o constrangimento. Se o paciente estiver preso. sem prejuízo das penas em que incorrer. As diligências do artigo anterior não serão ordenadas. 661. c) a assinatura do impetrante.se o comparecimento não tiver sido determinado pelo juiz ou pelo tribunal. levará a petição ao tribunal. para que delibere a respeito. o habeas corpus será julgado na primeira sessão. Se a petição contiver os requisitos do art. Art. salvo se por outro motivo dever ser mantido na prisão. Parágrafo único. em caso de simples ameaça de coação. que poderá ser prestada perante ele.não estar ele sob a guarda da pessoa a quem se atribui a detenção. Se o juiz ou o tribunal verificar que já cessou a violência ou coação ilegal. Recebidas as informações. § 1o Se a decisão for favorável ao paciente. O juiz poderá ir ao local em que o paciente se encontrar. logo que Ihe for apresentada a petição. 654. Parágrafo único. Art. o juiz arbitrará o valor desta. se necessário. Nesse caso. ou da câmara criminal. as razões em que funda o seu temor. ou por via postal. parágrafo único. § 1o. § 5o Será incontinenti enviada cópia da decisão à autoridade que tiver ordenado a prisão ou tiver o paciente à sua disposição. será logo posto em liberdade. se este não puder ser apresentado por motivo de doença. e o juiz providenciará para que o paciente seja tirado da prisão e apresentado em juízo. podendo. o alvará de soltura será expedido pelo telégrafo. que a enviará imediatamente ao presidente do tribunal. Art. ou a sua soltura. § 6o Quando o paciente estiver preso em lugar que não seja o da sede do juízo ou do tribunal que conceder a ordem. 655. 660. Efetuadas as diligências. § 2o Os juízes e os tribunais têm competência para expedir de ofício ordem de habeas corpus. Art. observadas as formalidades estabelecidas no art. neste caso.b) a declaração da espécie de constrangimento ou.

Parágrafo único. independentemente de mandado ou carta precatória. devendo o regimento interno do tribunal estabelecer as regras complementares. Art. com aviso de recebimento pessoal ou. A ordem transmitida por telegrama obedecerá ao disposto no art. Na reunião de processos. sempre que possível. O secretário do tribunal lavrará a ordem que. por oficial de justiça. se o presidente não tiver tomado parte na votação. será dirigida. ao detentor. Consideram-se infrações penais de menor potencial ofensivo. a reparação dos danos sofridos pela vítima e a aplicação de pena não privativa de liberdade. .09. § 3º Serão objeto de registro escrito exclusivamente os atos havidos por essenciais. sempre que possível. bem como nos de recurso das decisões de última ou única instância. Os atos processuais serão públicos e poderão realizar-se em horário noturno e em qualquer dia da semana. ou ainda por qualquer meio idôneo de comunicação. o disposto nos artigos anteriores. cumulada ou não com multa. Art. por ofício ou telegrama. assinada pelo presidente do tribunal. 60. sendo necessário. Os regimentos dos Tribunais de Apelação estabelecerão as normas complementares para o processo e julgamento do pedido de habeas corpus de sua competência originária. tratando-se de pessoa jurídica ou firma individual. 66. que será obrigatoriamente identificado. § 1º Não se pronunciará qualquer nulidade sem que tenha havido prejuízo. ou. 64. 61. o julgamento e a execução das infrações penais de menor potencial ofensivo. observar-se-ão os institutos da transação penal e da composição dos danos civis. A citação será pessoal e far-se-á no próprio Juizado. Art. tem competência para a conciliação. 665. Havendo empate. para os efeitos desta Lei. O processo perante o Juizado Especial orientar-se-á pelos critérios da oralidade. 666. parágrafo único. informalidade. objetivando. § 2º A prática de atos processuais em outras comarcas poderá ser solicitada por qualquer meio hábil de comunicação. perante o juízo comum ou o tribunal do júri. Art. observar-se-á. no que Ihes for aplicável. provido por juízes togados ou togados e leigos. respeitadas as regras de conexão e continência. no caso contrário. Dos atos praticados em audiência considerar-se-ão desde logo cientes as partes. 667. Art. in fine. proferirá voto de desempate. ao carcereiro ou autoridade que exercer ou ameaçar exercer o constrangimento. denegatórias de habeas corpus. Parágrafo único. decorrentes da aplicação das regras de conexão e continência. 62 desta Lei. Parágrafo único. 289. Art.099 de 26. 63. o Juiz encaminhará as peças existentes ao Juízo comum para adoção do procedimento previsto em lei. O Juizado Especial Criminal. as contravenções penais e os crimes a que a lei comine pena máxima não superior a 2 (dois) anos. ou por mandado. os interessados e defensores. 65. mediante entrega ao encarregado da recepção. Os atos realizados em audiência de instrução e julgamento poderão ser gravados em fita magnética ou equivalente. atendidos os critérios indicados no art. 67.1995 Capítulo III Dos Juizados Especiais Criminais Disposições Gerais Art. 62. prevalecerá a decisão mais favorável ao paciente. Art. No processo e julgamento do habeas corpus de competência originária do Supremo Tribunal Federal. Art. conforme dispuserem as normas de organização judiciária. A decisão será tomada por maioria de votos. A intimação far-se-á por correspondência. Os atos processuais serão válidos sempre que preencherem as finalidades para as quais foram realizados. Art. câmara ou turma.Parágrafo único. Seção I Da Competência e dos Atos Processuais Art. Parágrafo único. Lei nº 9. economia processual e celeridade. Não encontrado o acusado para ser citado. A competência do Juizado será determinada pelo lugar em que foi praticada a infração penal.

não indicarem os antecedentes. Parágrafo único. que poderá ser exercido no prazo previsto em lei. Art. preferentemente entre bacharéis em Direito. A composição dos danos civis será reduzida a escrito e. terá eficácia de título a ser executado no juízo civil competente. será submetida à apreciação do Juiz. ser necessária e suficiente a adoção da medida. III . § 1º Nas hipóteses de ser a pena de multa a única aplicável. com o autor do fato e a vítima. salvo para os fins previstos no mesmo dispositivo. o responsável civil. a do responsável civil. 69. no prazo de cinco anos. § 4º Acolhendo a proposta do Ministério Público aceita pelo autor da infração. Art. 72. Parágrafo único. A conciliação será conduzida pelo Juiz ou por conciliador sob sua orientação. Art. o acordo homologado acarreta a renúncia ao direito de queixa ou representação. o Juiz esclarecerá sobre a possibilidade da composição dos danos e da aceitação da proposta de aplicação imediata de pena não privativa de liberdade. Ao autor do fato que. pela aplicação de pena restritiva ou multa. na sua falta. bem como os motivos e as circunstâncias. presente o representante do Ministério Público. 71. Comparecendo o autor do fato e a vítima. O não oferecimento da representação na audiência preliminar não implica decadência do direito. 75. será designada data próxima. ser-lhe-á designado defensor público. 67 e 68 desta Lei. Seção II Da Fase Preliminar Art. A autoridade policial que tomar conhecimento da ocorrência lavrará termo circunstanciado e o encaminhará imediatamente ao Juizado. sendo registrada apenas para impedir novamente o mesmo benefício no prazo de cinco anos. com a advertência de que. o Juiz poderá reduzi-la até a metade. Em caso de violência doméstica. se for o caso. não sendo caso de arquivamento. à pena privativa de liberdade. providenciando-se as requisições dos exames periciais necessários. 68. Parágrafo único. Não obtida a composição dos danos civis. a conduta social e a personalidade do agente. após a lavratura do termo. o Juiz aplicará a pena restritiva de direitos ou multa. como medida de cautela. Parágrafo único. Na audiência preliminar. Seção III . 82 desta Lei. § 6º A imposição da sanção de que trata o § 4º deste artigo não constará de certidão de antecedentes criminais. por sentença definitiva. será dada imediatamente ao ofendido a oportunidade de exercer o direito de representação verbal. que será reduzida a termo. Tratando-se de ação penal de iniciativa privada ou de ação penal pública condicionada à representação. se possível. e não terá efeitos civis. e não sendo possível a realização imediata da audiência preliminar. que não importará em reincidência. nem se exigirá fiança. cabendo aos interessados propor ação cabível no juízo cível. 74. 70. domicílio ou local de convivência com a vítima. Havendo representação ou tratando-se de crime de ação penal pública incondicionada.Art. § 2º Não se admitirá a proposta se ficar comprovado: I . 73. o Ministério Público poderá propor a aplicação imediata de pena restritiva de direitos ou multas. a Secretaria providenciará sua intimação e. acompanhados por seus advogados. o autor do fato e a vítima e. a ser especificada na proposta. na forma dos arts. Art. Do ato de intimação do autor do fato e do mandado de citação do acusado. constará a necessidade de seu comparecimento acompanhado de advogado. Art. Os conciliadores são auxiliares da Justiça. II . o juiz poderá determinar. § 3º Aceita a proposta pelo autor da infração e seu defensor. Art. Art. não se imporá prisão em flagrante. seu afastamento do lar. recrutados. homologada pelo Juiz mediante sentença irrecorrível. da qual ambos sairão cientes.ter sido o agente beneficiado anteriormente. § 5º Da sentença prevista no parágrafo anterior caberá a apelação referida no art. excluídos os que exerçam funções na administração da Justiça Criminal. Na falta do comparecimento de qualquer dos envolvidos. pela prática de crime. nos termos deste artigo. 76.ter sido o autor da infração condenado. na forma da lei local. for imediatamente encaminhado ao juizado ou assumir o compromisso de a ele comparecer.

podendo o Juiz limitar ou excluir as que considerar excessivas. 81. quando imprescindível. § 3º A sentença. serão ouvidas a vítima e as testemunhas de acusação e defesa. § 3º Na ação penal de iniciativa do ofendido poderá ser oferecida queixa oral. § 3º As testemunhas arroladas serão intimadas na forma prevista no art. impertinentes ou protelatórias. da qual também tomarão ciência o Ministério Público. que poderá ser julgada por turma composta de três Juízes em exercício no primeiro grau de jurisdição. o Ministério Público oferecerá ao Juiz. da qual constarão as razões e o pedido do recorrente. mencionará os elementos de convicção do Juiz. determinando o Juiz. 74 e 75 desta Lei. Art. entregando-se cópia ao acusado. Art. omissão ou dúvida. 78. houver obscuridade. será dada a palavra ao defensor para responder à acusação. 76 desta Lei. passando-se imediatamente aos debates orais e à prolação da sentença. assinado pelo Juiz e pelas partes. 66 e 68 desta Lei e cientificado da data da audiência de instrução e julgamento. § 3º As partes poderão requerer a transcrição da gravação da fita magnética a que alude o § 3º do art. Art. em sentença ou acórdão. 77. com dispensa do inquérito policial. será reduzida a termo. § 4º As partes serão intimadas da data da sessão de julgamento pela imprensa. se não houver necessidade de diligências imprescindíveis. 79. após o que o Juiz receberá. a súmula do julgamento servirá de acórdão. devendo a ela trazer suas testemunhas ou apresentar requerimento para intimação. o Ministério Público poderá requerer ao Juiz o encaminhamento das peças existentes. ou pela não ocorrência da hipótese prevista no art. 66 desta Lei. 83. § 1º Todas as provas serão produzidas na audiência de instrução e julgamento. cabendo ao Juiz verificar se a complexidade e as circunstâncias do caso determinam a adoção das providências previstas no parágrafo único do art. reunidos na sede do Juizado.Do Procedimento Sumariíssimo Art. 66 desta Lei. Na ação penal de iniciativa pública. por petição escrita. § 1º Se o acusado não estiver presente. proceder-se-á nos termos dos arts. o ofendido. que será elaborada com base no termo de ocorrência referido no art. No dia e hora designados para a audiência de instrução e julgamento. Oferecida a denúncia ou queixa. os embargos de declaração suspenderão o prazo para o recurso. Aberta a audiência. interrogando-se a seguir o acusado. § 5º Se a sentença for confirmada pelos próprios fundamentos. Art. serão intimados nos termos do art. 82. 65 desta Lei. o responsável civil e seus advogados. prescindir-se-á do exame do corpo de delito quando a materialidade do crime estiver aferida por boletim médico ou prova equivalente. Caberão embargos de declaração quando. § 1º Para o oferecimento da denúncia. contados da ciência da decisão. § 1º A apelação será interposta no prazo de dez dias. contendo breve resumo dos fatos relevantes ocorridos em audiência e a sentença. 67 desta Lei. havendo recebimento. no prazo de cinco dias. 72. § 2º De todo o ocorrido na audiência será lavrado termo. Art. 69 desta Lei. no mínimo cinco dias antes de sua realização. § 2º O recorrido será intimado para oferecer resposta escrita no prazo de dez dias. § 2º Quando opostos contra sentença. 67 desta Lei para comparecerem à audiência de instrução e julgamento. contradição. Da decisão de rejeição da denúncia ou queixa e da sentença caberá apelação. § 2º Se a complexidade ou circunstâncias do caso não permitirem a formulação da denúncia. na forma do parágrafo único do art. ou não. 73. a condução coercitiva de quem deva comparecer. a denúncia ou queixa. de imediato. Nenhum ato será adiado. pelo réu e seu defensor. denúncia oral. se na fase preliminar não tiver havido possibilidade de tentativa de conciliação e de oferecimento de proposta pelo Ministério Público. 80. será citado na forma dos arts. dispensado o relatório. contados da ciência da sentença pelo Ministério Público. pela ausência do autor do fato. quando não houver aplicação de pena. Art. § 2º Não estando presentes o ofendido e o responsável civil. que com ela ficará citado e imediatamente cientificado da designação de dia e hora para a audiência de instrução e julgamento. . § 1º Os embargos de declaração serão opostos por escrito ou oralmente. se presente.

DIREITO PROCESSUAL CIVIL Seção II Dos Impedimentos e da Suspeição Art. II . até o terceiro grau. poderá propor a suspensão do processo. IV . § 2º O Juiz poderá especificar outras condições a que fica subordinada a suspensão. desde que adequadas ao fato e à situação pessoal do acusado.quando cônjuge. parte na causa.quando nele estiver postulando. porém. de alguma das partes. Reputa-se fundada a suspeição de parcialidade do juiz. V . 135. a reparação do dano. na presença do Juiz. sem autorização do Juiz. funcionou como órgão do Ministério Público. Além das hipóteses do Código Penal e da legislação especial. III . presentes os demais requisitos que autorizariam a suspensão condicional da pena (art. mensalmente. de seu cônjuge ou de parentes destes. a fim de criar o impedimento do juiz. no curso do prazo.proibição de ausentar-se da comarca onde reside. Art. no curso do prazo. II . recebendo a denúncia. IV . 88. É defeso ao juiz exercer as suas funções no processo contencioso ou voluntário: I . § 5º Expirado o prazo sem revogação. ao oferecer a denúncia. consanguíneo ou afim. por dois a quatro anos. dependerá de representação a ação penal relativa aos crimes de lesões corporais leves e lesões culposas. para informar e justificar suas atividades. 77 do Código Penal). ou na linha colateral até o segundo grau. ou descumprir qualquer outra condição imposta. em linha . 134. o Ministério Público. § 1º Aceita a proposta pelo acusado e seu defensor. III . o impedimento só se verifica quando o advogado já estava exercendo o patrocínio da causa. Art. consanguíneo ou afim. § 4º A suspensão poderá ser revogada se o acusado vier a ser processado. § 3º A suspensão será revogada se. 89. Parágrafo único. No caso do no IV. § 6º Não correrá a prescrição durante o prazo de suspensão do processo.em que interveio como mandatário da parte. ou prestou depoimento como testemunha. em linha reta. o Juiz declarará extinta a punibilidade.alguma das partes for credora ou devedora do juiz. poderá suspender o processo. em linha reta ou.de que for parte.quando for órgão de direção ou de administração de pessoa jurídica. sob as seguintes condições: I . o processo prosseguirá em seus ulteriores termos. como advogado da parte. vedado ao advogado pleitear no processo. Nos crimes em que a pena mínima cominada for igual ou inferior a um ano. § 7º Se o acusado não aceitar a proposta prevista neste artigo. oficiou como perito.que conheceu em primeiro grau de jurisdição. salvo impossibilidade de fazê-lo. tendo-lhe proferido sentença ou decisão. II . este. desde que o acusado não esteja sendo processado ou não tenha sido condenado por outro crime.§ 3º Os erros materiais podem ser corrigidos de ofício. por contravenção.reparação do dano.comparecimento pessoal e obrigatório a juízo. é. abrangidas ou não por esta Lei. na colateral. sem motivo justificado.proibição de freqüentar determinados lugares. submetendo o acusado a período de prova. parente. VI . quando: I .amigo íntimo ou inimigo capital de qualquer das partes. o beneficiário vier a ser processado por outro crime ou não efetuar. o seu cônjuge ou qualquer parente seu. Seção VI Disposições Finais Art.

herdeiro presuntivo. oficiou como perito. nos casos previstos nos I amigo íntimo ou inimigo capital de qualquer das partes. É defeso ao juiz exercer as suas funções no processo contencioso ou voluntário: I . a incompetência (art. Aplicam-se os motivos de impedimento e suspeição aos juízes de todos os tribunais. No caso do no IV. em linha reta ou na colateral até o terceiro grau. tendo-lhe proferido sentença ou decisão. IV . o impedimento Art. Parágrafo único. consanguíneo ou afim. poderá ser recusado por qualquer das partes Art. ou subministrar meios para atender às despesas do litígio. aconselhar alguma das partes acerca do objeto da causa.interessado no julgamento da causa em favor de uma das partes. ou não se declarar suspeito.herdeiro presuntivo. Parágrafo único. III .alguma das partes for credora ou devedora do juiz.interessado no julgamento da causa em favor de uma das partes. V . Aplicam-se também os motivos de impedimento e de suspeição: I . 136. 137. Art.ao intérprete. III .amigo íntimo ou inimigo capital de qualquer das partes. 304. de seu cônjuge ou de parentes destes. ou subministrar meios para atender às despesas do litígio. aconselhar alguma das partes acerca do objeto da causa. Art.herdeiro presuntivo. IV . donatário ou empregador de alguma das partes. quando: I . ou prestou depoimento como testemunha. ou subministrar meios para atender às despesas do litígio. consanguíneos ou afins.receber dádivas antes ou depois de iniciado o processo. porém. IV . VI . II . Art. Reputa-se fundada a suspeição de parcialidade do juiz. de seu cônjuge ou de parentes destes. 138. funcionou como órgão do Ministério Público. .ao perito. III . Parágrafo único.em que interveio como mandatário da parte. IV . ou na linha colateral até o segundo grau. o impedimento só se verifica quando o advogado já estava exercendo o patrocínio da causa. II . parente.receber dádivas antes ou depois de iniciado o processo. remetendo o processo ao seu substituto legal. III .ao serventuário de justiça.que conheceu em primeiro grau de jurisdição.quando nele estiver postulando. Quando dois ou mais juízes forem parentes. quando não for parte. que conhecer da causa no tribunal. na colateral. IV . vedado ao advogado pleitear no processo. em linha reta ou. Poderá ainda o juiz declarar-se suspeito por motivo íntimo. parte na causa.alguma das partes for credora ou devedora do juiz. II . ou a suspeição Art. impede que o outro participe do julgamento. consanguíneo ou afim.receber dádivas antes ou depois de iniciado o processo. Poderá ainda o juiz declarar-se suspeito por motivo íntimo. em linha reta ou na colateral até o terceiro grau. V . 134. caso em que o segundo se escusará. 112). III . V . o primeiro. 135.ao órgão do Ministério Público. aconselhar alguma das partes acerca do objeto da causa. a fim de criar o impedimento do juiz.reta ou na colateral até o terceiro grau. donatário ou empregador de alguma das partes. de alguma das partes. O juiz que violar o dever de abstenção. e.quando cônjuge. até o terceiro grau. II . em linha reta e no segundo grau na linha colateral. É lícito a qualquer das partes arguir. em linha reta. o seu cônjuge ou qualquer parente seu.de que for parte. donatário ou empregador de alguma das partes. como advogado da parte. é. por meio de exceção. sendo parte.quando for órgão de direção ou de administração de pessoa jurídica.

§ 1o A parte interessada deverá arguir o impedimento ou a suspeição, em petição fundamentada e devidamente instruída, na primeira oportunidade em que Ihe couber falar nos autos; o juiz mandará processar o incidente em separado e sem suspensão da causa, ouvindo o arguido no prazo de 5 (cinco) dias, facultando a prova quando necessária e julgando o pedido. § 2o Nos tribunais caberá ao relator processar e julgar o incidente. CAPÍTULO V DOS AUXILIARES DA JUSTIÇA Art. 139. São auxiliares do juízo, além de outros, cujas atribuições são determinadas pelas normas de organização judiciária, o escrivão, o oficial de justiça, o perito, o depositário, o administrador e o intérprete. Seção I Do Serventuário e do Oficial de Justiça Art. 140. Em cada juízo haverá um ou mais oficios de justiça, cujas atribuições são determinadas pelas normas de organização judiciária. Art. 141. Incumbe ao escrivão: I - redigir, em forma legal, os ofícios, mandados, cartas precatórias e mais atos que pertencem ao seu ofício; II - executar as ordens judiciais, promovendo citações e intimações, bem como praticando todos os demais atos, que Ihe forem atribuídos pelas normas de organização judiciária; III - comparecer às audiências, ou, não podendo fazê-lo, designar para substituí-lo escrevente juramentado, de preferência datilógrafo ou taquígrafo; IV - ter, sob sua guarda e responsabilidade, os autos, não permitindo que saiam de cartório, exceto: a) quando tenham de subir à conclusão do juiz; b) com vista aos procuradores, ao Ministério Público ou à Fazenda Pública; c) quando devam ser remetidos ao contador ou ao partidor; d) quando, modificando-se a competência, forem transferidos a outro juízo; V - dar, independentemente de despacho, certidão de qualquer ato ou termo do processo, observado o disposto no Art. 155. Os atos processuais são públicos. Correm, todavia, em segredo de justiça os processos: I - em que o exigir o interesse público; II - que dizem respeito a casamento, filiação, separação dos cônjuges, conversão desta em divórcio, alimentos e guarda de menores. Parágrafo único. O direito de consultar os autos e de pedir certidões de seus atos é restrito às partes e a seus procuradores. O terceiro, que demonstrar interesse jurídico, pode requerer ao juiz certidão do dispositivo da sentença, bem como de inventário e partilha resultante do desquite. Art. 142. No impedimento do escrivão, o juiz convocar-lhe-á o substituto, e, não o havendo, nomeará pessoa idônea para o ato. Art. 143. Incumbe ao oficial de justiça: I - fazer pessoalmente as citações, prisões, penhoras, arrestos e mais diligências próprias do seu ofício, certificando no mandado o ocorrido, com menção de lugar, dia e hora. A diligência, sempre que possível, realizar-se-á na presença de duas testemunhas; II - executar as ordens do juiz a que estiver subordinado; III - entregar, em cartório, o mandado, logo depois de cumprido; IV - estar presente às audiências e coadjuvar o juiz na manutenção da ordem. V - efetuar avaliações. Art. 144. O escrivão e o oficial de justiça são civilmente responsáveis: I - quando, sem justo motivo, se recusarem a cumprir, dentro do prazo, os atos que Ihes impõe a lei,

ou os que o juiz, a que estão subordinados, Ihes comete; II - quando praticarem ato nulo com dolo ou culpa. TÍTULO V DOS ATOS PROCESSUAIS CAPÍTULO I DA FORMA DOS ATOS PROCESSUAIS Seção I Dos Atos em Geral Art. 154. Os atos e termos processuais não dependem de forma determinada senão quando a lei expressamente a exigir, reputando-se válidos os que, realizados de outro modo, Ihe preencham a finalidade essencial. Parágrafo único. Os tribunais, no âmbito da respectiva jurisdição, poderão disciplinar a prática e a comunicação oficial dos atos processuais por meios eletrônicos, atendidos os requisitos de autenticidade, integridade, validade jurídica e interoperabilidade da Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP - Brasil. § 2o Todos os atos e termos do processo podem ser produzidos, transmitidos, armazenados e assinados por meio eletrônico, na forma da lei. Art. 155. Os atos processuais são públicos. Correm, todavia, em segredo de justiça os processos: I - em que o exigir o interesse público; II - que dizem respeito a casamento, filiação, separação dos cônjuges, conversão desta em divórcio, alimentos e guarda de menores. Parágrafo único. O direito de consultar os autos e de pedir certidões de seus atos é restrito às partes e a seus procuradores. O terceiro, que demonstrar interesse jurídico, pode requerer ao juiz certidão do dispositivo da sentença, bem como de inventário e partilha resultante do desquite. Art. 156. Em todos os atos e termos do processo é obrigatório o uso do vernáculo. Art. 157. Só poderá ser junto aos autos documento redigido em língua estrangeira, quando acompanhado de versão em vernáculo, firmada por tradutor juramentado. Seção II Dos Atos da Parte Art. 158. Os atos das partes, consistentes em declarações unilaterais ou bilaterais de vontade, produzem imediatamente a constituição, a modificação ou a extinção de direitos processuais. Parágrafo único. A desistência da ação só produzirá efeito depois de homologada por sentença. Art. 159. Salvo no Distrito Federal e nas Capitais dos Estados, todas as petições e documentos que instruírem o processo, não constantes de registro público, serão sempre acompanhados de cópia, datada e assinada por quem os oferecer. § 1o Depois de conferir a cópia, o escrivão ou chefe da secretaria irá formando autos suplementares, dos quais constará a reprodução de todos os atos e termos do processo original. § 2o Os autos suplementares só sairão de cartório para conclusão ao juiz, na falta dos autos originais. Art. 160. Poderão as partes exigir recibo de petições, arrazoados, papéis e documentos que entregarem em cartório. Art. 161. É defeso lançar, nos autos, cotas marginais ou interlineares; o juiz mandará riscá-las, impondo a quem as escrever multa correspondente à metade do salário mínimo vigente na sede do juízo. Seção III Dos Atos do Juiz Art. 162. Os atos do juiz consistirão em sentenças, decisões interlocutórias e despachos. § 1o Sentença é o ato do juiz que implica alguma das situações previstas nos arts. 267 e 269 desta Lei.

§ 2o Decisão interlocutória é o ato pelo qual o juiz, no curso do processo, resolve questão incidente. § 3o São despachos todos os demais atos do juiz praticados no processo, de ofício ou a requerimento da parte, a cujo respeito a lei não estabelece outra forma. § 4o Os atos meramente ordinatórios, como a juntada e a vista obrigatória, independem de despacho, devendo ser praticados de ofício pelo servidor e revistos pelo juiz quando necessários. Art. 163. Recebe a denominação de acórdão o julgamento proferido pelos tribunais. Art. 164. Os despachos, decisões, sentenças e acórdãos serão redigidos, datados e assinados pelos juízes. Quando forem proferidos, verbalmente, o taquígrafo ou o datilógrafo os registrará, submetendo-os aos juízes para revisão e assinatura. Parágrafo único. A assinatura dos juízes, em todos os graus de jurisdição, pode ser feita eletronicamente, na forma da lei. Art. 165. As sentenças e acórdãos serão proferidos com observância do disposto no Art. 458. São requisitos essenciais da sentença: I - o relatório, que conterá os nomes das partes, a suma do pedido e da resposta do réu, bem como o registro das principais ocorrências havidas no andamento do processo; II - os fundamentos, em que o juiz analisará as questões de fato e de direito; III - o dispositivo, em que o juiz resolverá as questões, que as partes Ihe submeterem, as demais decisões serão fundamentadas, ainda que de modo conciso. Seção IV Dos Atos do Escrivão ou do Chefe de Secretaria Art. 166. Ao receber a petição inicial de qualquer processo, o escrivão a autuará, mencionando o juízo, a natureza do feito, o número de seu registro, os nomes das partes e a data do seu início; e procederá do mesmo modo quanto aos volumes que se forem formando. Art. 167. O escrivão numerará e rubricará todas as folhas dos autos, procedendo da mesma forma quanto aos suplementares. Parágrafo único. Às partes, aos advogados, aos órgãos do Ministério Público, aos peritos e às testemunhas é facultado rubricar as folhas correspondentes aos atos em que intervieram. Art. 168. Os termos de juntada, vista, conclusão e outros semelhantes constarão de notas datadas e rubricadas pelo escrivão. Art. 169. Os atos e termos do processo serão datilografados ou escritos com tinta escura e indelével, assinando-os as pessoas que neles intervieram. Quando estas não puderem ou não quiserem firmá-los, o escrivão certificará, nos autos, a ocorrência. § 1o É vedado usar abreviaturas. § 2o Quando se tratar de processo total ou parcialmente eletrônico, os atos processuais praticados na presença do juiz poderão ser produzidos e armazenados de modo integralmente digital em arquivo eletrônico inviolável, na forma da lei, mediante registro em termo que será assinado digitalmente pelo juiz e pelo escrivão ou chefe de secretaria, bem como pelos advogados das partes. § 3o No caso do § 2o deste artigo, eventuais contradições na transcrição deverão ser suscitadas oralmente no momento da realização do ato, sob pena de preclusão, devendo o juiz decidir de plano, registrando-se a alegação e a decisão no termo. Parágrafo único. É vedado usar abreviaturas. Art. 170. É lícito o uso da taquigrafia, da estenotipia, ou de outro método idôneo, em qualquer juízo ou tribunal. Art. 171. Não se admitem, nos atos e termos, espaços em branco, bem como entrelinhas, emendas ou rasuras, salvo se aqueles forem inutilizados e estas expressamente ressalvadas. CAPÍTULO II DO TEMPO E DO LUGAR DOS ATOS PROCESSUAIS

os embargos de terceiro. observado o disposto no XI . Os atos processuais realizar-se-ão em dias úteis. c) de ressarcimento por danos em prédio urbano ou rústico. durante o dia. II . e mediante autorização expressa do juiz. f) de cobrança de honorários dos profissionais liberais. salvo em caso de flagrante delito ou desastre. Art. e bem assim o arresto. Os atos processuais realizam-se de ordinário na sede do juízo. II . ou para prestar socorro. todavia. nos termos da lei de organização judiciária local. ou de obstáculo arguido pelo interessado e acolhido pelo juiz. a arrecadação. e) de cobrança de seguro. esta deverá ser apresentada no protocolo. concluídos depois das 20 (vinte) horas os atos iniciados antes.a produção antecipada de provas (art. em razão de deferência. III .todas as causas que a lei federal determinar.a casa é asilo inviolável do indivíduo. fora do horário estabelecido neste artigo. Seção II Do Lugar Art. 174. Podem. a fim de evitar o perecimento de direito. 275. Processam-se durante as férias e não se suspendem pela superveniência delas: I . por meio de petição. § 2o A citação e a penhora poderão. quando o adiamento prejudicar a diligência ou causar grave dano. 846). Durante as férias e nos feriados não se praticarão atos processuais. a nunciação de obra nova e outros atos análogos. em casos excepcionais. por determinação judicial. de interesse da justiça. h) nos demais casos previstos em lei. relativamente aos danos causados em acidente de veículo. . b) de cobrança ao condômino de quaisquer quantias devidas ao condomínio. Este procedimento não será observado nas ações relativas ao estado e à capacidade das pessoas. § 1o Serão.as causas de alimentos provisionais. todavia.nas causas.os atos de jurisdição voluntária bem como os necessários à conservação de direitos. ressalvado o disposto em legislação especial. São feriados. 173. a abertura de testamento. dentro do horário de expediente. o depósito. para efeito forense. ou. O prazo para a resposta do réu só começará a correr no primeiro dia útil seguinte ao feriado ou às férias. Art. . das 6 (seis) às 20 (vinte) horas. Observar-se-á o procedimento sumário: I . Parágrafo único.a citação. bem como as mencionadas no Art. 175.Seção I Do Tempo Art. Parágrafo único. a separação de corpos. efetuarse em outro lugar. qualquer que seja o valor: a) de arrendamento rural e de parceria agrícola. os domingos e os dias declarados por lei. a prisão. a penhora. 172. II . § 3o Quando o ato tiver que ser praticado em determinado prazo. d) de ressarcimento por danos causados em acidente de veículo de via terrestre. g) que versem sobre revogação de doação. quando possam ser prejudicados pelo adiamento. Art. de dação ou remoção de tutores e curadores.nas causas cujo valor não exceda a 60 (sessenta) vezes o valor do salário mínimo. ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador. 176. o sequestro. Excetuam-se: I . realizar-se em domingos e feriados. a busca e apreensão. ou nos dias úteis. ressalvados os casos de processo de execução.

os despachos de expediente. no prazo de 10 (dez) dias. porém. por igual tempo. Decorrido o prazo. só tem eficácia se. 189. os prazos que este Código Ihe assina. 186. 183. O prazo. § 1o O juiz fixará o dia do vencimento do prazo da prorrogação. reduzir ou prorrogar os prazos peremptórios. ficando salvo. Salvo disposição em contrário. 179. Os atos processuais realizar-se-ão nos prazos prescritos em lei. Art.o expediente forense for encerrado antes da hora normal. pode o juiz exceder. 182. e que a impediu de praticar o ato por si ou por mandatário. Art. os prazos para as partes. 187. a convenção. casos em que o prazo será restituído por tempo igual ao que faltava para a sua complementação. à parte provar que o não realizou por justa causa. será de 5 (cinco) dias o prazo para a prática de ato processual a cargo da parte. Art. Podem as partes.CAPÍTULO III DOS PRAZOS Seção I Das Disposições Gerais Art. A superveniência de férias suspenderá o curso do prazo. é contínuo. É defeso às partes. reduzir ou prorrogar o prazo dilatório. alheio à vontade da parte. porém. para a Fazenda Pública e para o Ministério Público contar-se-ão da intimação. II . independentemente de declaração judicial. 188. . 265.as decisões. Em qualquer grau de jurisdição. Em caso de calamidade pública. se tiverem ocorrido em dia em que não tenha havido expediente forense. 177. 185. Art. Art. § 1o Considera-se prorrogado o prazo até o primeiro dia útil se o vencimento cair em feriado ou em dia em que: I . no prazo de 2 (dois) dias. 240. Art. II .for determinado o fechamento do fórum. excluindo o dia do começo e incluindo o do vencimento. Parágrafo único. não se interrompendo nos feriados. Art. Parágrafo único. Não havendo preceito legal nem assinação pelo juiz. As intimações consideram-se realizadas no primeiro dia útil seguinte. havendo motivo justificado. 178. Art. tendo em conta a complexidade da causa. se fundar em motivo legítimo. 181. Suspende-se também o curso do prazo por obstáculo criado pela parte ou ocorrendo qualquer das hipóteses do art. computar-se-ão os prazos. extingue-se. Salvo disposição em contrário. poderá ser excedido o limite previsto neste artigo para a prorrogação de prazos. § 2o Verificada a justa causa o juiz permitirá à parte a prática do ato no prazo que Ihe assinar. A parte poderá renunciar ao prazo estabelecido exclusivamente em seu favor. O juiz poderá. O juiz proferirá: I . estabelecido pela lei ou pelo juiz. requerida antes do vencimento do prazo. § 2o As custas acrescidas ficarão a cargo da parte em favor de quem foi concedida a prorrogação. Art. nas comarcas onde for difícil o transporte. o direito de praticar o ato. 184. o que Ihe sobejar recomeçará a correr do primeiro dia útil seguinte ao termo das férias. § 2o Os prazos somente começam a correr do primeiro dia útil após a intimação Art. § 1o Reputa-se justa causa o evento imprevisto. prorrogar quaisquer prazos. 180. I e III. Art. Quando esta for omissa. ainda que todas estejam de acordo. mas nunca por mais de 60 (sessenta) dias. Art. o juiz determinará os prazos. Computar-se-á em quádruplo o prazo para contestar e em dobro para recorrer quando a parte for a Fazenda Pública ou o Ministério Público. Art. de comum acordo.

instaurar-se-á procedimento para apuração da responsabilidade. 201. o juiz comunicará o fato à seção local da Ordem dos Advogados do Brasil. Apurada a falta. mandará o juiz. na forma da Lei de Organização Judiciária. Parágrafo único. para recorrer e. Não o fazendo. A disposição do artigo anterior aplicar-se-á aos tribunais superiores na forma que dispuser o seu regimento interno. 198. referida no II . Parágrafo único. não os devolver dentro em 24 (vinte e quatro) horas. não os devolver dentro em 24 (vinte e quatro) horas. o juiz comunicará o fato à seção local da Ordem dos Advogados do Brasil. 193. Art. Art. correspondente à metade do salário mínimo vigente na sede do juízo. sem motivo legítimo. quando determinada pelo juiz. Não o fazendo. perderá o direito à vista fora de cartório e incorrerá em multa. poderá avocar os autos em que ocorreu excesso de prazo. o juiz mandará instaurar procedimento administrativo. riscar o que neles houver escrito e desentranhar as alegações e documentos que apresentar. 197. Art. O relator. se Ihe foi imposto pela lei. para o procedimento disciplinar e imposição da multa. Quando a lei não marcar outro prazo. O advogado deve restituir os autos no prazo legal. Art. certificará o serventuário o dia e a hora em que ficou ciente da ordem. Parágrafo único. designando outro juiz para decidir a causa. Seção II Da Verificação dos Prazos e das Penalidades Art. Os atos processuais serão cumpridos por ordem judicial ou requisitados por carta. contados: I .Art. Ao receber os autos. Se. Qualquer das partes ou o órgão do Ministério Público poderá representar ao presidente do Tribunal de Justiça contra o juiz que excedeu os prazos previstos em lei. Art. Art. Incumbirá ao serventuário remeter os autos conclusos no prazo de 24 (vinte e quatro) horas e executar os atos processuais no prazo de 48 (quarenta e oito) horas. 199. carta rogatória. intimado. de modo geral.da data em que tiver ciência da ordem.da data em que tiver ciência da ordem. 190. Art. de ofício. Expedir-se-á carta de ordem se o juiz for subordinado ao tribunal de que ela emanar. 194. mandará o juiz. os prazos que este Código estabelece. É lícito a qualquer interessado cobrar os autos ao advogado que exceder o prazo legal. conforme hajam de realizar-se dentro ou fora dos limites territoriais da comarca. CAPÍTULO IV DAS COMUNICAÇÕES DOS ATOS Seção I Das Disposições Gerais Art. quando dirigida à autoridade judiciária estrangeira. Apurada a falta. II . correspondente à metade do salário mínimo vigente na sede do juízo. Compete ao juiz verificar se o serventuário excedeu.da data em que houver concluído o ato processual anterior. 196. 196. O advogado deve restituir os autos no prazo legal. É lícito a qualquer interessado cobrar os autos ao advogado que exceder o prazo legal. as intimações somente obrigarão a comparecimento depois de decorridas 24 (vinte e quatro) horas. Quando os litisconsortes tiverem diferentes procuradores. ser-lhes-ão contados em dobro os prazos para contestar. 195. Art. para falar nos autos. 191. Apurada a falta. conforme as circunstâncias. riscar o que neles houver escrito e desentranhar as alegações e documentos que apresentar. Distribuída a representação ao órgão competente. para o procedimento disciplinar e imposição da multa. 192. Art. 200. Seção II Das Cartas . Aplicam-se ao órgão do Ministério Público e ao representante da Fazenda Pública as disposições constantes dos Art. quando determinada pelo juiz. e carta precatória nos demais casos. de ofício. intimado. perderá o direito à vista fora de cartório e incorrerá em multa. Se. 195. Art.

a menção do ato processual. 202. de estar reconhecida a assinatura do juiz. na forma da lei. 207. transmitir-se-ão a carta de ordem e a carta precatória por telegrama. de ofício. observando. em resumo substancial. do despacho judicial e do instrumento do mandato conferido ao advogado. carta precatória ou carta rogatória pode ser expedida por meio eletrônico. A carta tem caráter itinerante. poderá ser apresentada a juízo diverso do que dela consta. Art. 203. quanto aos requisitos. radiograma ou telefone. a fim de se praticar o ato. se houver na comarca mais de um ofício ou de uma vara. na carta. II . Art. pelas partes. os requisitos mencionados no Art. § 3o A carta de ordem. São requisitos essenciais da carta de ordem. 208. O juiz recusará cumprimento à carta precatória.o inteiro teor da petição. A parte depositará. 205.o inteiro teor da petição. São requisitos essenciais da carta de ordem. bem como a declaração. devolvendo-a com despacho motivado: I . § 2o Sendo confirmada. Em todas as cartas declarará o juiz o prazo dentro do qual deverão ser cumpridas. da carta precatória e da carta rogatória: I . a carta de ordem. ficando nos autos reprodução fotográfica. por telefone. ou a carta precatória ao juízo. § 1o O escrivão.a menção do ato processual. IV . radiograma ou telefone. peritos ou testemunhas. em que houver de cumprir-se o ato.quando não estiver revestida dos requisitos legais. O secretário do tribunal ou o escrivão do juízo deprecante transmitirá. Executar-se-ão. 206. o escrivão submeterá a carta a despacho. o disposto no artigo antecedente. IV . Art.o encerramento com a assinatura do juiz. sempre que estes documentos devam ser examinados. quaisquer outras peças. peritos ou testemunhas. sempre que estes documentos devam ser examinados. por intermédio do escrivão do primeiro ofício da primeira vara.Art. situação em que a assinatura do juiz deverá ser eletrônica. que Ihe constitui o objeto. contudo. por telegrama ou radiograma. desenho ou gráfico. na diligência. telefonará ao secretário do tribunal ou ao escrivão do juízo deprecante. do despacho judicial e do instrumento do mandato conferido ao advogado. . este será remetido em original. Art. A carta de ordem e a carta precatória. ficando nos autos reprodução fotográfica. a importância correspondente às despesas que serão feitas no juízo em que houver de praticar-se o ato. este será remetido em original. na diligência. que Ihe constitui o objeto. 204. no mesmo dia ou no dia útil imediato. desenho ou gráfico. § 2o Quando o objeto da carta for exame pericial sobre documento.a indicação dos juízes de origem e de cumprimento do ato. antes ou depois de Ihe ser ordenado o cumprimento. atendendo à facilidade das comunicações e à natureza da diligência. conterão. § 1o O juiz mandará trasladar. os atos requisitados por telegrama. 202. na secretaria do tribunal ou no cartório do juízo deprecante. II . lendo-lhe os termos da carta e solicitando-lhe que Ihe-a confirme. bem como instruí-la com mapa. III . bem como instruí-la com mapa. III . carta precatória ou carta rogatória pode ser expedida por meio eletrônico. § 1o O juiz mandará trasladar. § 3o A carta de ordem. quaisquer outras peças. Art. Havendo urgência. Art. situação em que a assinatura do juiz deverá ser eletrônica. Art.o encerramento com a assinatura do juiz. § 2o Quando o objeto da carta for exame pericial sobre documento. pela agência expedidora. na forma da lei. na carta.a indicação dos juízes de origem e de cumprimento do ato. da carta precatória e da carta rogatória: I . 209. pelas partes.

§ 2o Reconhecida a impossibilidade. o juiz prorrogará o prazo até o máximo de 90 (noventa) dias. descrevendo minuciosamente a ocorrência. a quem incumbirá a defesa do réu. depois de traduzida para a língua do país em que há de praticar-se o ato. no dia do falecimento e nos 7 (sete) dias seguintes.a quem estiver assistindo a qualquer ato de culto religioso. consanguíneo ou afim. ou na linha colateral em segundo grau. onde estiver situado o imóvel. IV . enquanto grave o seu estado. considerar-se-á feita a citação na data em que ele ou seu advogado for intimado da decisão. independentemente de traslado. será citado na pessoa do administrador do imóvel encarregado do recebimento dos aluguéis. Art. quanto à sua escolha. entretanto.aos noivos. § 1o Estando o réu ausente. 213. a citação far-se-á na pessoa de seu mandatário. A carta rogatória obedecerá. § 2o Incumbe à parte promover a citação do réu nos 10 (dez) dias subsequentes ao despacho que a ordenar. administrador. 215 Far-se-á a citação pessoalmente ao réu. 211. a preferência estabelecida na lei civil. será remetida à autoridade judiciária estrangeira. II . por via diplomática. O juiz nomeará um médico. § 2o Comparecendo o réu apenas para arguir a nulidade e sendo esta decretada. A nomeação é restrita à causa. Parágrafo único. III . 217. induz litispendência e faz litigiosa a coisa. Também não se fará citação. quando se verificar que o réu é demente ou está impossibilitado de recebê-la. em serviço ativo. não ficando prejudicada pela demora imputável exclusivamente ao serviço judiciário. 219. a fim de examinar o citando. à falta desta. § 1o O oficial de justiça passará certidão. ao seu representante legal ou ao procurador legalmente autorizado. observando.quando tiver dúvida acerca de sua autenticidade. Citação é o ato pelo qual se chama a juízo o réu ou o interessado a fim de se defender. no prazo de 10 (dez) dias. Art. . 218. § 3o A citação será feita na pessoa do curador. quando a ação se originar de atos por eles praticados. nos 3 (três) primeiros dias de bodas. a citação.II . Cumprida a carta. O militar. porém. Art. pagas as custas pela parte. A concessão de exequibilidade às cartas rogatórias das justiças estrangeiras obedecerá ao disposto no Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. III . ao disposto na convenção internacional. e. o juiz dará ao citando um curador. a falta de citação. Não se fará. em linha reta. § 3o Não sendo citado o réu. Seção III Das Citações Art. A citação válida torna prevento o juízo. 210. feitor ou gerente. § 1o A interrupção da prescrição retroagirá à data da propositura da ação. quanto à sua admissibilidade e modo de seu cumprimento. Art. constitui em mora o devedor e interrompe a prescrição. salvo para evitar o perecimento do direito: I . § 1o O comparecimento espontâneo do réu supre. Para a validade do processo é indispensável a citação inicial do réu. Art. 216º A citação efetuar-se-á em qualquer lugar em que se encontre o réu.ao cônjuge ou a qualquer parente do morto. Art. será citado na unidade em que estiver servindo se não for conhecida a sua residência ou nela não for encontrado. O laudo será apresentado em 5 (cinco) dias. será devolvida ao juízo de origem.quando carecer de competência em razão da matéria ou da hierarquia. ainda quando ordenada por juiz incompetente. Art. 214. § 2o O locador que se ausentar do Brasil sem cientificar o locatário de que deixou na localidade. procurador com poderes para receber citação. Art.aos doentes. Art. 212.

o prazo para a resposta e o juízo e cartório. Far-se-á a citação por meio de oficial de justiça nos casos ressalvados no Art. f) quando o autor a requerer de outra forma. 225. c) quando for ré pessoa de direito público.o fim da citação. ordenando a citação do réu. como verdadeiros. c) quando for ré pessoa de direito público.a cominação. Art. com todas as especificações constantes da petição inicial. Art. o escrivão ou chefe da secretaria remeterá ao citando cópias da petição inicial e do despacho do juiz. o escrivão comunicará ao réu o resultado do julgamento. 224. de ofício. A carta será registrada para entrega ao citando. d) nos processos de execução. Estando em termos a petição inicial. a prescrição. conforme regulado em lei própria. O mandado. III . se houver. expressamente consignada em seu inteiro teor a advertência a que se refere o Art. a que se refere o parágrafo anterior. e) quando o réu residir em local não atendido pela entrega domiciliar de correspondência. 220. para qualquer comarca do País.. para responder. para qualquer comarca do País.por meio eletrônico. bem como os respectivos domicílios ou residências. A citação será feita pelo correio. 223. 222. que assine o recibo. como verdadeiros. será válida a entrega a pessoa com poderes de gerência geral ou de administração. A citação será feita pelo correio. A citação far-se-á: I . exceto: a) nas ações de estado. Deferida a citação pelo correio. II . b) quando for ré pessoa incapaz. IV . 222. exigindo-lhe o carteiro.§ 4o Não se efetuando a citação nos prazos mencionados nos parágrafos antecedentes.a cópia do despacho. se presumirão aceitos pelo réu. ainda. § 6o Passada em julgado a sentença. exceto: a) nas ações de estado. e) quando o réu residir em local não atendido pela entrega domiciliar de correspondência. se presumirão aceitos pelo réu. 221. Parágrafo único. Art. III . § 5o O juiz pronunciará. 285. se o litígio versar sobre direitos disponíveis. os fatos articulados pelo autor.por edital. b) quando for ré pessoa incapaz. do mandado constará que. 285. o juiz a despachará.o dia.os nomes do autor e do réu. Estando em termos a petição inicial. comunicando. Art. f) quando o autor a requerer de outra forma. com o respectivo endereço. . IV . o juiz a despachará. ou quando frustrada a citação pelo correio. hora e lugar do comparecimento. que o oficial de justiça tiver de cumprir.por oficial de justiça.pelo correio. Art. haver-se-á por não interrompida a prescrição. Sendo o réu pessoa jurídica. O disposto no artigo anterior aplica-se a todos os prazos extintivos previstos na lei. bem como a advertência a que se refere o Art. II . do mandado constará que. não sendo contestada a ação. ao fazer a entrega. Art. os fatos articulados pelo autor. para responder. V . ordenando a citação do réu. d) nos processos de execução. deverá conter: I . não sendo contestada a ação.

a afirmação do autor. Art. onde houver. que. II . com a petição inicial. § 2o Da certidão da ocorrência. na hora que designar. uma vez no órgão oficial e pelo menos duas vezes em jornal local. VII . sem o encontrar. declarando-lhe o nome. havendo suspeita de ocultação.quando ignorado. certificada pelo escrivão. Art. No dia e hora designados. III . 285. de que trata II .a assinatura do escrivão e a declaração de que o subscreve por ordem do juiz. por três vezes. deverá. para efeito de citação por edital. incerto ou inacessível o lugar em que se encontrar. O mandado poderá ser em breve relatório.o prazo para defesa. Nas comarcas contíguas. voltará. Far-se-á a citação por edital: I . quanto às circunstâncias previstas nos I . se na comarca houver emissora de radiodifusão.a advertência a que se refere o Art. ou a certidão do oficial. no dia imediato. ou certificando que o réu não a apôs no mandado. o escrivão enviará ao réu carta. na sede do juízo. o oficial de justiça procurará informar-se das razões da ausência.quando ignorado. do prazo. e nas que se situem na mesma região metropolitana. ordenando a citação do réu. V . se o litígio versar sobre direitos disponíveis. quando o autor entregar em cartório.lendo-lhe o mandado e entregando-lhe a contrafé. o oficial de justiça deixará contrafé com pessoa da família ou com qualquer vizinho. bem como do anúncio. telegrama ou radiograma. II . ou em sua falta a qualquer vizinho. dando-lhe de tudo ciência.quando desconhecido ou incerto o réu.obtendo a nota de ciente. para responder. Art. o país que recusar o cumprimento de carta rogatória.quando desconhecido ou incerto o réu.portando por fé se recebeu ou recusou a contrafé. independentemente de novo despacho. incerto ou inacessível o lugar em que se encontrar. Incumbe ao oficial de justiça procurar o réu e. a fim de realizar a diligência. 226. II . 231.a afixação do edital. Art. se presumirão aceitos pelo réu. 228. Art. 227. 229. 232. 230. o oficial de justiça poderá efetuar citações ou intimações em qualquer delas. II . caso em que as cópias. tantas cópias desta quantos forem os réus. depois de conferidas com o original. IV . Quando. .a publicação do edital no prazo máximo de 15 (quinze) dias. § 2o No caso de ser inacessível o lugar em que se encontrar o réu. § 1o Se o citando não estiver presente. § 1o Juntar-se-á aos autos um exemplar de cada publicação. dando por feita a citação. certificada pelo escrivão. citá-lo: I . Art. na sede do juízo. do mandado constará que. o juiz a despachará. Art. comparecerá ao domicílio ou residência do citando. III . Feita a citação com hora certa.a determinação. onde o encontrar. que variará entre 20 (vinte) e 60 (sessenta) dias. como verdadeiros. a fim de efetuar a citação. pelo juiz. os fatos articulados pelo autor. ainda que o citando se tenha ocultado em outra comarca. correndo da data da primeira publicação. III . conforme o caso. o oficial de justiça. § 1o Considera-se inacessível.VI . farão parte integrante do mandado. não sendo contestada a ação. São requisitos da citação por edital: I .a afixação do edital. de fácil comunicação. Parágrafo único. o oficial de justiça houver procurado o réu em seu domicílio ou residência. Estando em termos a petição inicial.nos casos expressos em lei. intimar a qualquer pessoa da família. a notícia de sua citação será divulgada também pelo rádio.

241.a nota de ciente ou certidão de que o interessado não a apôs no mandado. diretamente pelo escrivão ou chefe de secretaria. de todos os atos do processo. Presumem-se válidas as comunicações e intimações dirigidas ao endereço residencial ou profissional declinado na inicial.a indicação do lugar e a descrição da pessoa intimada. As intimações efetuam-se de ofício.quando ignorado. se tiverem ocorrido em dia em que não tenha havido expediente forense. 238. 236. em processos pendentes. III . quando possível.pessoalmente. alegando dolosamente os requisitos do I . cumprindo às partes atualizar o respectivo endereço sempre que houver modificação temporária ou definitiva. o número de sua carteira de identidade e o órgão que a expediu. aos seus representantes legais e aos advogados pelo correio ou. II . Art. A parte que requerer a citação por edital. Parágrafo único. Parágrafo único. As intimações consideram-se realizadas no primeiro dia útil seguinte. as intimações serão feitas às partes. Começa a correr o prazo: I . Intimação é o ato pelo qual se dá ciência a alguém dos atos e termos do processo. incorrerá em multa de 5 (cinco) vezes o salário mínimo vigente na sede do juízo. Art.quando ignorado. 233. Não dispondo a lei de outro modo. Art. Far-se-á a intimação por meio de oficial de justiça quando frustrada a realização pelo correio. salvo disposição em contrário. consideram-se feitas as intimações pela só publicação dos atos no órgão oficial.quando a citação ou intimação for pelo correio. os prazos para as partes. 237.por carta registrada. Nas demais comarcas aplicar-se-á o disposto no art. com aviso de recebimento quando domiciliado fora do juízo. A multa reverterá em benefício do citando.quando desconhecido ou incerto o réu. A multa reverterá em benefício do citando. No Distrito Federal e nas Capitais dos Estados e dos Territórios. mencionando. II . § 2o A intimação do Ministério Público. Art. As intimações podem ser feitas de forma eletrônica. para que faça ou deixe de fazer alguma coisa. § 1o É indispensável. conforme regulado em lei própria. incerto ou inacessível o lugar em que se encontrar.a declaração de entrega da contrafé. Art. alegando dolosamente os requisitos do I . não o havendo. Parágrafo único. se houver órgão de publicação dos atos oficiais. da data de juntada aos autos do aviso de . II . os advogados das partes: I . contestação ou embargos.quando desconhecido ou incerto o réu. II . incerto ou inacessível o lugar em que se encontrar. Parágrafo único. 240. Salvo disposição em contrário. competirá ao escrivão intimar. 235. em qualquer caso será feita pessoalmente.§ 2o A publicação do edital será feita apenas no órgão oficial quando a parte for beneficiária da Assistência Judiciária. A parte que requerer a citação por edital. suficientes para sua identificação. sob pena de nulidade. se presentes em cartório. Parágrafo único. 239. Art. 234. A certidão de intimação deve conter: I . Seção IV Das Intimações Art. Parágrafo único. 233. incorrerá em multa de 5 (cinco) vezes o salário mínimo vigente na sede do juízo. Art. tendo domicílio na sede do juízo. que da publicação constem os nomes das partes e de seus advogados. para a Fazenda Pública e para o Ministério Público contar-se-ão da intimação. Art.

subsidiariamente. de execução (Livro II). 242. cautelar (Livro III) e os procedimentos especiais (Livro IV). requerer providência de natureza cautelar.quando o ato se realizar em cumprimento de carta de ordem. § 2o Havendo antecipação da audiência. O prazo para a interposição de recurso conta-se da data. §§ 4o e 5o. da data de sua juntada aos autos devidamente cumprida. prosseguirá o processo até final julgamento. de modo claro e preciso. em que os advogados são intimados da decisão. III . precatória ou rogatória. O procedimento comum é ordinário ou sumário. § 2o Não se concederá a antecipação da tutela quando houver perigo de irreversibilidade do provimento antecipado. as disposições gerais do procedimento ordinário. se convença da verossimilhança da alegação e: I . § 7o Se o autor. finda a dilação assinada pelo juiz. salvo disposição em contrário deste Código ou de lei especial. o juiz. deferir a medida cautelar em caráter incidental do processo ajuizado.recebimento. IV . as razões do seu convencimento. § 4o A tutela antecipada poderá ser revogada ou modificada a qualquer tempo. O procedimento especial e o procedimento sumário regem-se pelas disposições que Ihes são próprias. Art. V . da data de juntada aos autos do último aviso de recebimento ou mandado citatório cumprido. ou II . 271. Art. da sentença ou do acórdão. Art. II . o juiz indicará.quando houver vários réus. § 1o Reputam-se intimados na audiência. quando presentes os respectivos pressupostos. no que couber e conforme sua natureza.fique caracterizado o abuso de direito de defesa ou o manifesto propósito protelatório do réu. 461. Art. mostrar-se incontroverso. 272. a requerimento da parte. a título de antecipação de tutela. Este Código regula o processo de conhecimento (Livro I). CAPÍTULO II DO PROCEDIMENTO ORDINÁRIO .quando a citação for por edital. § 6o A tutela antecipada também poderá ser concedida quando um ou mais dos pedidos cumulados. § 1o Na decisão que antecipar a tutela. antecipar. total ou parcialmente. os efeitos da tutela pretendida no pedido inicial. da data de juntada aos autos do mandado cumprido. as normas previstas nos arts. mandará intimar pessoalmente os advogados para ciência da nova designação TÍTULO VII DO PROCESSO E DO PROCEDIMENTO CAPÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES GERAIS Art. ou parcela deles. § 5o Concedida ou não a antecipação da tutela. Parágrafo único. 588.quando a citação ou intimação for por oficial de justiça.haja fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação. quando nesta é publicada a decisão ou a sentença. de ofício ou a requerimento da parte. Aplica-se a todas as causas o procedimento comum. poderá o juiz. desde que. O juiz poderá. 270. 273. § 3o A efetivação da tutela antecipada observará. existindo prova inequívoca. aplicando-se-lhes. em decisão fundamentada. e 461-A.

II . ou. ressalvado o disposto em legislação especial. salvo se o contrário resultar da prova dos autos. Este procedimento não será observado nas ações relativas ao estado e à capacidade das pessoas. na própria audiência. Se o réu não contestar a ação. se requerer perícia. formulará seus quesitos desde logo. reputar-se-ão verdadeiros os fatos alegados na petição inicial Art. CAPÍTULO III DO PROCEDIMENTO SUMÁRIO Art. Não obtida a conciliação.nas causas cujo valor não exceda a 60 (sessenta) vezes o valor do salário mínimo. II a V. determinando. relativamente aos danos causados em acidente de veículo. citandose o réu com a antecedência mínima de dez dias e sob advertência prevista no § 2º Deixando injustificadamente o réu de comparecer à audiência. a sentença. decidirá de plano a impugnação ao valor da causa ou a controvérsia sobre a natureza da demanda. Art. b) de cobrança ao condômino de quaisquer quantias devidas ao condomínio. os prazos contar-se-ão em dobro. § 1º É lícito ao réu. 267 e 269. desde que fundado nos mesmos fatos referidos na inicial. determinando o comparecimento das partes. proferindo o juiz.Art. § 5º A conversão também ocorrerá quando houver necessidade de prova técnica de maior complexidade. O juiz designará a audiência de conciliação a ser realizada no prazo de trinta dias. Art. 274. g) que versem sobre revogação de doação. Art. . o juiz declarará extinto o processo. a sentença. Observar-se-á o procedimento sumário: I .nas causas. desde logo. reputar-se-ão verdadeiros os fatos alegados na petição inicial Art. d) de ressarcimento por danos causados em acidente de veículo de via terrestre.quando a questão de mérito for unicamente de direito. § 2º Deixando injustificadamente o réu de comparecer à audiência. proferindo o juiz. podendo indicar assistente técnico. formulará quesitos. f) de cobrança de honorários dos profissionais liberais. na contestação. h) nos demais casos previstos em lei. podendo indicar assistente técnico. 329. resposta escrita ou oral. se for o caso. c) de ressarcimento por danos em prédio urbano ou rústico. 319. podendo fazer-se representar por preposto com poderes para transigir. formular pedido em seu favor. não houver necessidade de produzir prova em audiência. 319. 275. Na petição inicial. reputar-se-ão verdadeiros os fatos afirmados pelo autor. § 2º Havendo necessidade de produção de prova oral e não ocorrendo qualquer das hipóteses previstas nos Art. a conversão do procedimento sumário em ordinário. salvo se o contrário resultar da prova dos autos. I . desde logo. § 1º A conciliação será reduzida a termo e homologada por sentença. e) de cobrança de seguro. Se o réu não contestar a ação. 276. 277. Sendo ré a Fazenda Pública. na audiência. acompanhada de documentos e rol de testemunhas e. podendo o juiz ser auxiliado por conciliador. se requerer perícia. § 4º O juiz. oferecerá o réu. O procedimento ordinário reger-se-á segundo as disposições dos Livros I e II deste Código. o autor apresentará o rol de testemunhas e. § 3º As partes comparecerão pessoalmente à audiência. sendo de direito e de fato. ressalvados os casos de processo de execução. reputar-se-ão verdadeiros os fatos afirmados pelo autor. Ocorrendo qualquer das hipóteses previstas nos arts. qualquer que seja o valor a) de arrendamento rural e de parceria agrícola. Parágrafo único. 278.

§ 2o Caso seja mantida a sentença. A petição inicial será instruída com os documentos indispensáveis à propositura da ação.os nomes. para responder. os depoimentos serão reduzidos a termo. a estenotipia ou outro método de documentação. será designada audiência de instrução e julgamento para data próxima. formular pedido genérico: I . com as suas especificações. § 1o Se o autor apelar. II . será ordenada a citação do réu para responder ao recurso. 282. VI . não excedente de trinta dias. VII . estado civil. Se o réu não contestar a ação. O pedido deve ser certo ou determinado. 284. do mandado constará que. porém. Art. Parágrafo único.II . 319. do qual constará apenas o essencial. Verificando o juiz que a petição inicial não preenche os requisitos exigidos nos arts. como verdadeiros. 285. Se o autor não cumprir a diligência. III . salvo se houver determinação de perícia. se presumirão aceitos pelo réu. fazendo-se a respectiva transcrição se a determinar o juiz. Estando em termos a petição inicial.nas ações universais. no prazo de 10 (dez) dias. 279. poderá ser dispensada a citação e proferida sentença. o juiz indeferirá a petição inicial.Findos a instrução e os debates orais. o recurso de terceiro prejudicado e a intervenção fundada em contrato de seguro. 281 . salvo a assistência. ou que apresenta defeitos e irregularidades capazes de dificultar o julgamento de mérito. No procedimento sumário não são admissíveis a ação declaratória incidental e a intervenção de terceiros. o juiz a despachará. Art. estenotipia ou outro método hábil de documentação. É lícito. Nas comarcas ou varas em que não for possível a taquigrafia. Art.o pedido. não sendo contestada a ação. Art.quando ocorrer a revelia Art. Seção II Do Pedido Art. II .quando não for possível determinar. ou a complete. a que é dirigida. se não puder o autor individuar na petição os bens demandados. 285-A. Art. determinará que o autor a emende. Parágrafo único. IV . os fatos articulados pelo autor. reproduzindo-se o teor da anteriormente prolatada. no prazo de 5 (cinco) dias. Quando a matéria controvertida for unicamente de direito e no juízo já houver sido proferida sentença de total improcedência em outros casos idênticos. Os atos probatórios realizados em audiência poderão ser documentados mediante taquigrafia.o requerimento para a citação do réu. domicílio e residência do autor e do réu. 280. as consequências do ato ou do fato . profissão. é facultado ao juiz decidir.o valor da causa. 283. de modo definitivo. reputar-se-ão verdadeiros os fatos afirmados pelo autor. V . Art. 286.o juiz ou tribunal. o juiz proferirá sentença na própria audiência ou no prazo de dez dias. A petição inicial indicará: I . TÍTULO VIII DO PROCEDIMENTO ORDINÁRIO CAPÍTULO I DA PETIÇÃO INICIAL Seção I Dos Requisitos da Petição Inicial Art. 282 e 283. Art. não manter a sentença e determinar o prosseguimento da ação.as provas com que o autor pretende demonstrar a verdade dos fatos alegados. ordenando a citação do réu.o fato e os fundamentos jurídicos do pedido. prenomes.

§ 6o O juiz poderá. desfazimento de obras e impedimento de atividade nociva. fixando-lhe prazo razoável para o cumprimento do preceito. deduzidas as despesas na proporção de seu crédito. de vários pedidos. impor multa diária ao réu. aquele que não participou do processo receberá a sua parte. no curso do processo. de ofício ou a requerimento. o juiz Ihe assegurará o direito de cumprir a prestação de um ou de outro modo. ainda que entre eles não haja conexão. fixando-lhe prazo razoável para o cumprimento do preceito. 289. Art. § 2o A indenização por perdas e danos dar-se-á sem prejuízo da multa (art. Se o autor pedir que seja imposta ao réu a abstenção da prática de algum ato. este a entregará individualizada. Art. Parágrafo único. a escolha couber ao devedor. é lícito ao juiz conceder a tutela liminarmente ou mediante justificação prévia. contra o mesmo réu. III . citado o réu. busca e apreensão. Quando a obrigação consistir em prestações periódicas. a fim de que o juiz conheça do posterior. Art. . pela lei ou pelo contrato. 287. independentemente de pedido do autor. 288. § 4o O juiz poderá. fixará o prazo para o cumprimento da obrigação. caso verifique que se tornou insuficiente ou excessiva Art. É lícito formular mais de um pedido em ordem sucessiva. Art. enquanto durar a obrigação. no prazo fixado pelo juiz. § 3o Sendo relevante o fundamento da demanda e havendo justificado receio de ineficácia do provimento final. 291. a qualquer tempo. tais como a imposição de multa por tempo de atraso.que seja competente para conhecer deles o mesmo juízo. conforme se tratar de coisa móvel ou imóvel. § 5o Para a efetivação da tutela específica ou a obtenção do resultado prático equivalente. se necessário com requisição de força policial. É permitida a cumulação. na hipótese do parágrafo anterior ou na sentença. Na ação que tenha por objeto a entrega de coisa. independentemente de pedido do autor. quando. o credor a individualizará na petição inicial. Art. 292. considerar-se-ão elas incluídas no pedido. tolerar alguma atividade. 461-A. § 1o São requisitos de admissibilidade da cumulação: I . Art. em não podendo acolher o anterior. remoção de pessoas e coisas. poderá o juiz. ainda que o autor não tenha formulado pedido alternativo.quando a determinação do valor da condenação depender de ato que deva ser praticado pelo réu. se lhe couber a escolha. de ofício. impor multa diária ao réu. § 1oTratando-se de entrega de coisa determinada pelo gênero e quantidade. a sentença as incluirá na condenação. Na obrigação indivisível com pluralidade de credores. o juiz.que os pedidos sejam compatíveis entre si. 287). expedir-se-á em favor do credor mandado de busca e apreensão ou de imissão na posse. se for suficiente ou compatível com a obrigação. § 2o Não cumprida a obrigação no prazo estabelecido. § 3o Aplica-se à ação prevista neste artigo o disposto nos § 1o A obrigação somente se converterá em perdas e danos se o autor o requerer ou se impossível a tutela específica ou a obtenção do resultado prático correspondente. poderá requerer cominação de pena pecuniária para o caso de descumprimento da sentença ou da decisão antecipatória de tutela § 4o O juiz poderá. O pedido será alternativo. na hipótese do parágrafo anterior ou na sentença. Quando. num único processo. determinar as medidas necessárias. 290. modificar o valor ou a periodicidade da multa.ilícito. deixar de pagá-las ou de consigná-las. ao conceder a tutela específica. se o devedor. se for suficiente ou compatível com a obrigação. cabendo ao devedor escolher. A medida liminar poderá ser revogada ou modificada. II . prestar ato ou entregar coisa. o devedor puder cumprir a prestação de mais de um modo. em decisão fundamentada. pela natureza da obrigação. independentemente de declaração expressa do autor.

III . no prazo de 48 (quarenta e oito) horas. 297. III .o pedido for juridicamente impossível.da narração dos fatos não decorrer logicamente a conclusão. o prazo para responder ser-lhes-á comum. 191. Considera-se inepta a petição inicial quando: I . II .Ihe faltar pedido ou causa de pedir. o autor poderá aditar o pedido.os nomes. CAPÍTULO II DA RESPOSTA DO RÉU Seção I Das Disposições Gerais Art. V . no prazo de 15 (quinze) dias.quando o autor carecer de interesse processual.quando o juiz verificar. em petição escrita. VI . admitir-se-á a cumulação. Antes da citação.III . § 2o Quando. VI . caso em que só não será indeferida. dirigida ao juiz da causa. Quando forem citados para a ação vários réus. parágrafo único.o requerimento para a citação do réu. salvo o disposto no Art. a que é dirigida. exceção e reconvenção. a prescrição. no principal os juros legais. Os pedidos são interpretados restritivamente. escolhido pelo autor.o pedido. A petição inicial será instruída com os documentos indispensáveis à propositura da ação ou que apresenta defeitos e irregularidades capazes de dificultar o julgamento de mérito. II . Art. Não sendo reformada a decisão. Art. primeira parte. 296. Parágrafo único. Verificando o juiz que a petição inicial não preenche os requisitos exigidos nos Art. Parágrafo único. se o autor empregar o procedimento ordinário. e Art.as provas com que o autor pretende demonstrar a verdade dos fatos alegados. 295.quando não atendidas as prescrições dos arts.o fato e os fundamentos jurídicos do pedido.contiver pedidos incompatíveis entre si. IV . estado civil. 39. facultado ao juiz. corresponder tipo diverso de procedimento. não corresponder à natureza da causa. ou a complete. de ofício. domicílio e residência do autor e do réu. Art. III . ou ao valor da ação. 293. prenomes. II . Art. 284.o juiz ou tribunal.quando for inepta. o autor poderá apelar. Indeferida a petição inicial. 282. no prazo de 10 (dez) dias. A petição inicial será indeferida: I . VII . os autos serão imediatamente encaminhados ao tribunal competente. entretanto. Art. Quando os litisconsortes . A petição inicial indicará: I . se puder adaptar-se ao tipo de procedimento legal. contestação. determinará que o autor a emende. compreendendo-se.quando o tipo de procedimento. IV . para cada pedido. correndo à sua conta as custas acrescidas em razão dessa iniciativa. 283. 298. Art. desde logo. O réu poderá oferecer. profissão.quando a parte for manifestamente ilegítima. com as suas especificações. reformar sua decisão.que seja adequado para todos os pedidos o tipo de procedimento. 294. V .o valor da causa. IV . a decadência ou a prescrição § 5o O juiz pronunciará.

toda a matéria de defesa. de 1º. VII .coisa julgada. ser-lhes-ão contados em dobro os prazos para contestar.10. a mesma causa de pedir e o mesmo pedido.925. Vlll .10.1973) § 1o Verifica-se a litispendência ou a coisa julgada. Parágrafo único. expondo as razões de fato e de direito. (Redação dada pela Lei nº 5.litispendência. . Depois da contestação. (Redação dada pela Lei nº 5. 299. Art.1973) Xl . o prazo para a resposta correrá da intimação do despacho que deferir a desistência. há coisa julgada. Art. de 1º. III .relativas a direito superveniente.1996) X . 301. quando se repete ação. considerada em seu conjunto.925. Compete-lhe.10. (Redação dada pela Lei nº 9. (Redação dada pela Lei nº 5.1973) § 4o Com exceção do compromisso arbitral.1973) § 2o Uma ação é idêntica à outra quando tem as mesmas partes.conexão. 302.925.925.incompetência absoluta.1973) § 3o Há litispendência. (Incluído pela Lei nº 5. de 1º. II .925. o juiz conhecerá de ofício da matéria enumerada neste artigo. só é lícito deduzir novas alegações quando: I . Parágrafo único. Vl . Se o autor desistir da ação quanto a algum réu ainda não citado. defeito de representação ou falta de autorização.307. (Redação dada pela Lei nº 5. porém. A contestação e a reconvenção serão oferecidas simultaneamente.inexistência ou nulidade da citação. V .competir ao juiz conhecer delas de ofício.perempção. IV . Esta regra. antes de discutir o mérito.9.10.inépcia da petição inicial. que está em curso. Art.se estiverem em contradição com a defesa. para recorrer e.se a petição inicial não estiver acompanhada do instrumento público que a lei considerar da substância do ato. a exceção será processada em apenso aos autos principais.incapacidade da parte. ao curador especial e ao órgão do Ministério Público. II . de 1º. 303. a confissão. de modo geral. para falar nos autos.1973) Art. de que não caiba recurso. quanto ao ônus da impugnação especificada dos fatos.convenção de arbitragem. IX .por expressa autorização legal. II . quando se repete ação que já foi decidida por sentença.10. Compete ao réu alegar.925.falta de caução ou de outra prestação. Seção II Da Contestação Art. III . Cabe também ao réu manifestar-se precisamente sobre os fatos narrados na petição inicial. puderem ser formuladas em qualquer tempo e juízo. Presumem-se verdadeiros os fatos não impugnados.tiverem diferentes procuradores. III .10. 300.carência de ação. quando se reproduz ação anteriormente ajuizada. de 1º. de 23. em peças autônomas. a seu respeito. com que impugna o pedido do autor e especificando as provas que pretende produzir. não se aplica ao advogado dativo. (Redação dada pela Lei nº 5. de 1º. que a lei exige como preliminar. na contestação. salvo: I . alegar: I .se não for admissível.

Art. a incompetência (art. 319. 314. a petição pode ser protocolizada no juízo de domicílio do réu. decidindo dentro de 10 (dez) dias. dirigida ao juiz da causa. 312. 308. Art. o impedimento ou a suspeição. Verificando que a exceção não tem fundamento legal. 112 desta Lei). em seu próprio nome. ordenando a remessa dos autos ao tribunal. 112). especificando o motivo da recusa (arts. Art. o juiz mandará processar a exceção. em caso contrário. com requerimento de sua imediata remessa ao juízo que determinou a citação.Seção III Das Exceções Art. Julgar-se-ão na mesma sentença a ação e a reconvenção. na pessoa do seu procurador. O excipiente argüirá a incompetência em petição fundamentada e devidamente instruída. Oferecida a reconvenção. o processo ficará suspenso (art. Este direito pode ser exercido em qualquer tempo. se houver. 315. III). Art. acompanhadas de documentos e de rol de testemunhas. cabendo à parte oferecer exceção. Art. 311. Art. o juiz designará audiência de instrução. no caso contrário condenará o juiz nas custas. ou grau de jurisdição. Subseção I Da Incompetência Art. 306. Seção IV Da Reconvenção Art. reconvir ao autor. A desistência da ação. o juiz. A petição. Parágrafo único. não obsta ao prosseguimento da reconvenção. quando manifestamente improcedente. CAPÍTULO III DA REVELIA Art. no prazo de 15 (quinze) dias. o impedimento (art. Havendo necessidade de prova testemunhal. Parágrafo único. Art. por meio de exceção. toda vez que a reconvenção seja conexa com a ação principal ou com o fundamento da defesa. Art. Recebida a exceção. . 265. O juiz indeferirá a petição inicial da exceção. O réu pode reconvir ao autor no mesmo processo. 310. 135). ou a existência de qualquer causa que a extinga. Art. até que seja definitivamente julgada. É lícito a qualquer das partes argüir. 134 e 135). ordenará a remessa dos autos ao seu substituto legal. dará as suas razões. o tribunal determinará o seu arquivamento. Art. Se o réu não contestar a ação. A parte oferecerá a exceção de impedimento ou de suspeição. contado do fato que ocasionou a incompetência. 316. os autos serão remetidos ao juiz competente. 134) ou a suspeição (art. se reconhecer o impedimento ou a suspeição. Julgada procedente a exceção. o autor reconvindo será intimado. Subseção II Do Impedimento e da Suspeição Art. para contestá-la no prazo de 15 (quinze) dias. 307. 317. Na exceção de incompetência (art. 309. ouvindo o excepto dentro em 10 (dez) dias e decidindo em igual prazo. poderá ser instruída com documentos em que o excipiente fundar a alegação e conterá o rol de testemunhas. mandando remeter os autos ao seu substituto legal. 313. 318. Conclusos os autos. 304. indicando o juízo para o qual declina. Não pode o réu. Art. 305. dentro de 10 (dez) dias. Despachando a petição. quando este demandar em nome de outrem. reputar-se-ão verdadeiros os fatos afirmados pelo autor.

327. nem demandar declaração incidente. Verificando a existência de irregularidades ou de nulidades sanáveis. ou a causa de pedir. no prazo de 10 (dez) dias. algum deles contestar a ação. 328. Contra o revel que não tenha patrono nos autos. Se o réu alegar qualquer das matérias enumeradas no art. o julgamento da lide (art. Modificativos ou Extintivos do Pedido Art. observando o que dispõe o capítulo seguinte. 301. Findo o prazo para a resposta do réu. 5o). o juiz declarará extinto o processo. Seção IV Das Alegações do Réu Art. Parágrafo único O revel poderá intervir no processo em qualquer fase. a quem será assegurado o direito de responder no prazo de 15 (quinze) dias. fixando à parte prazo nunca superior a 30 (trinta) dias. Seção II Do Julgamento Antecipado da Lide . 321. correrão os prazos independentemente de intimação. 326. reconhecendo o fato em que se fundou a ação. o juiz mandará supri-las. Se o réu. o juiz mandará ouvir o autor no prazo de 10 (dez) dias. 323.Art. que a lei considere indispensável à prova do ato. Seção II Da Declaração incidente Art. modificativo ou extintivo do direito do autor. A revelia não induz. II a V. Se o réu não contestar a ação. III .se o litígio versar sobre direitos indisponíveis. 325. o autor poderá requerer. CAPÍTULO IV DAS PROVIDÊNCIAS PRELIMINARES Art. facultandolhe o juiz a produção de prova documental. outro Ihe opuser impeditivo. o escrivão fará a conclusão dos autos. o juiz. permitindo-lhe a produção de prova documental. 324. Seção III Dos Fatos Impeditivos. Art. as providências preliminares. que sobre ele o juiz profira sentença incidente. o juiz proferirá julgamento conforme o estado do processo. este será ouvido no prazo de 10 (dez) dias. o efeito mencionado no artigo antecedente: I . que constam das seções deste Capítulo. mandará que o autor especifique as provas que pretenda produzir na audiência. 320. o autor não poderá alterar o pedido. no prazo de 10 (dez) dias. se da declaração da existência ou da inexistência do direito depender. verificando que não ocorreu o efeito da revelia. salvo promovendo nova citação do réu. CAPÍTULO V DO JULGAMENTO CONFORME O ESTADO DO PROCESSO Seção I Da Extinção do Processo Art. 267 e 269. Seção I Do Efeito da Revelia Art. Contestando o réu o direito que constitui fundamento do pedido. contudo. 329.se a petição inicial não estiver acompanhada do instrumento público. O juiz. ou não havendo necessidade delas. Ocorrendo qualquer das hipóteses previstas nos arts. Art.se. 322. recebendo-o no estado em que se encontrar. no todo ou em parte. conforme o caso. determinará. havendo pluralidade de réus. Cumpridas as providências preliminares. Art. Ainda que ocorra revelia. II . a partir da publicação de cada ato decisório.

Art. 330. O juiz conhecerá diretamente do pedido, proferindo sentença: I - quando a questão de mérito for unicamente de direito, ou, sendo de direito e de fato, não houver necessidade de produzir prova em audiência; II - quando ocorrer a revelia (art. 319). Seção III Da Audiência Preliminar Art. 331. Se não ocorrer qualquer das hipóteses previstas nas seções precedentes, e versar a causa sobre direitos que admitam transação, o juiz designará audiência preliminar, a realizar-se no prazo de 30 (trinta) dias, para a qual serão as partes intimadas a comparecer, podendo fazer-se representar por procurador ou preposto, com poderes para transigir. (Redação dada pela Lei nº 10.444, de 7.5.2002) § 1o Obtida a conciliação, será reduzida a termo e homologada por sentença. (Incluído pela Lei nº 8.952, de 13.12.1994) § 2o Se, por qualquer motivo, não for obtida a conciliação, o juiz fixará os pontos controvertidos, decidirá as questões processuais pendentes e determinará as provas a serem produzidas, designando audiência de instrução e julgamento, se necessário. (Incluído pela Lei nº 8.952, de 13.12.1994) § 3o Se o direito em litígio não admitir transação, ou se as circunstâncias da causa evidenciarem ser improvável sua obtenção, o juiz poderá, desde logo, sanear o processo e ordenar a produção da prova, nos termos do § 2o. (Incluído pela Lei nº 10.444, de 7.5.2002) CAPÍTULO VI DAS PROVAS Seção I Das Disposições Gerais Art. 332. Todos os meios legais, bem como os moralmente legítimos, ainda que não especificados neste Código, são hábeis para provar a verdade dos fatos, em que se funda a ação ou a defesa. Art. 333. O ônus da prova incumbe: I - ao autor, quanto ao fato constitutivo do seu direito; II - ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor. Parágrafo único. É nula a convenção que distribui de maneira diversa o ônus da prova quando: I - recair sobre direito indisponível da parte; II - tornar excessivamente difícil a uma parte o exercício do direito. Art. 334. Não dependem de prova os fatos: I - notórios; II - afirmados por uma parte e confessados pela parte contrária; III - admitidos, no processo, como incontroversos; IV - em cujo favor milita presunção legal de existência ou de veracidade. Art. 335. Em falta de normas jurídicas particulares, o juiz aplicará as regras de experiência comum subministradas pela observação do que ordinariamente acontece e ainda as regras da experiência técnica, ressalvado, quanto a esta, o exame pericial. Art. 336. Salvo disposição especial em contrário, as provas devem ser produzidas em audiência. Parágrafo único. Quando a parte, ou a testemunha, por enfermidade, ou por outro motivo relevante, estiver impossibilitada de comparecer à audiência, mas não de prestar depoimento, o juiz designará, conforme as circunstâncias, dia, hora e lugar para inquiri-la.

Art. 337. A parte, que alegar direito municipal, estadual, estrangeiro ou consuetudinário, provarlhe-á o teor e a vigência, se assim o determinar o juiz. Art. 338. A carta precatória e a carta rogatória suspenderão o processo, no caso previsto na alínea b do inciso IV do art. 265 desta Lei, quando, tendo sido requeridas antes da decisão de saneamento, a prova nelas solicitada apresentar-se imprescindível. (Redação dada pela Lei nº 11.280, de 2006) Parágrafo único. A carta precatória e a carta rogatória, não devolvidas dentro do prazo ou concedidas sem efeito suspensivo, poderão ser juntas aos autos até o julgamento final. Art. 339. Ninguém se exime do dever de colaborar com o Poder Judiciário para o descobrimento da verdade. Art. 340. Além dos deveres enumerados no art. 14, compete à parte: I - comparecer em juízo, respondendo ao que Ihe for interrogado; II - submeter-se à inspeção judicial, que for julgada necessária; III - praticar o ato que Ihe for determinado. Art. 341. Compete ao terceiro, em relação a qualquer pleito: I - informar ao juiz os fatos e as circunstâncias, de que tenha conhecimento; II - exibir coisa ou documento, que esteja em seu poder. Seção II Do Depoimento Pessoal Art. 342. O juiz pode, de ofício, em qualquer estado do processo, determinar o comparecimento pessoal das partes, a fim de interrogá-las sobre os fatos da causa. Art. 343. Quando o juiz não o determinar de ofício, compete a cada parte requerer o depoimento pessoal da outra, a fim de interrogá-la na audiência de instrução e julgamento. § 1o A parte será intimada pessoalmente, constando do mandado que se presumirão confessados os fatos contra ela alegados, caso não compareça ou, comparecendo, se recuse a depor. § 2o Se a parte intimada não comparecer, ou comparecendo, se recusar a depor, o juiz Ihe aplicará a pena de confissão. Art. 344. A parte será interrogada na forma prescrita para a inquirição de testemunhas. Parágrafo único. É defeso, a quem ainda não depôs, assistir ao interrogatório da outra parte. Art. 345. Quando a parte, sem motivo justificado, deixar de responder ao que Ihe for perguntado, ou empregar evasivas, o juiz, apreciando as demais circunstâncias e elementos de prova, declarará, na sentença, se houve recusa de depor. Art. 346. A parte responderá pessoalmente sobre os fatos articulados, não podendo servir-se de escritos adrede preparados; o juiz Ihe permitirá, todavia, a consulta a notas breves, desde que objetivem completar esclarecimentos. Art. 347. A parte não é obrigada a depor de fatos: I - criminosos ou torpes, que Ihe forem imputados; II - a cujo respeito, por estado ou profissão, deva guardar sigilo. Parágrafo único. Esta disposição não se aplica às ações de filiação, de desquite e de anulação de casamento. Seção III Da Confissão Art. 348. Há confissão, quando a parte admite a verdade de um fato, contrário ao seu interesse e favorável ao adversário. A confissão é judicial ou extrajudicial. Art. 349. A confissão judicial pode ser espontânea ou provocada. Da confissão espontânea, tanto que requerida pela parte, se lavrará o respectivo termo nos autos; a confissão provocada constará do depoimento pessoal prestado pela parte.

Parágrafo único. A confissão espontânea pode ser feita pela própria parte, ou por mandatário com poderes especiais. Art. 350. A confissão judicial faz prova contra o confitente, não prejudicando, todavia, os litisconsortes. Parágrafo único. Nas ações que versarem sobre bens imóveis ou direitos sobre imóveis alheios, a confissão de um cônjuge não valerá sem a do outro. Art. 351. Não vale como confissão a admissão, em juízo, de fatos relativos a direitos indisponíveis. Art. 352. A confissão, quando emanar de erro, dolo ou coação, pode ser revogada: I - por ação anulatória, se pendente o processo em que foi feita; II - por ação rescisória, depois de transitada em julgado a sentença, da qual constituir o único fundamento. Parágrafo único. Cabe ao confitente o direito de propor a ação, nos casos de que trata este artigo; mas, uma vez iniciada, passa aos seus herdeiros. Art. 353. A confissão extrajudicial, feita por escrito à parte ou a quem a represente, tem a mesma eficácia probatória da judicial; feita a terceiro, ou contida em testamento, será livremente apreciada pelo juiz. Parágrafo único. Todavia, quando feita verbalmente, só terá eficácia nos casos em que a lei não exija prova literal. Art. 354. A confissão é, de regra, indivisível, não podendo a parte, que a quiser invocar como prova, aceitá-la no tópico que a beneficiar e rejeitá-la no que Ihe for desfavorável. Cindir-se-á, todavia, quando o confitente Ihe aduzir fatos novos, suscetíveis de constituir fundamento de defesa de direito material ou de reconvenção. Seção IV Da Exibição de Documento ou Coisa Art. 355. O juiz pode ordenar que a parte exiba documento ou coisa, que se ache em seu poder. Art. 356. O pedido formulado pela parte conterá: I - a individuação, tão completa quanto possível, do documento ou da coisa;
II - a finalidade da prova, indicando os fatos que se relacionam com o documento ou a coisa; III - as circunstâncias em que se funda o requerente para afirmar que o documento ou a coisa existe e se acha em poder da parte contrária. Art. 357. O requerido dará a sua resposta nos 5 (cinco) dias subseqüentes à sua intimação. Se afirmar que não possui o documento ou a coisa, o juiz permitirá que o requerente prove, por qualquer meio, que a declaração não corresponde à verdade. Art. 358. O juiz não admitirá a recusa: I - se o requerido tiver obrigação legal de exibir; II - se o requerido aludiu ao documento ou à coisa, no processo, com o intuito de constituir prova; III - se o documento, por seu conteúdo, for comum às partes. Art. 359. Ao decidir o pedido, o juiz admitirá como verdadeiros os fatos que, por meio do documento ou da coisa, a parte pretendia provar: I - se o requerido não efetuar a exibição, nem fizer qualquer declaração no prazo do art. 357; II - se a recusa for havida por ilegítima. Art. 360. Quando o documento ou a coisa estiver em poder de terceiro, o juiz mandará citá-lo para responder no prazo de 10 (dez) dias. Art. 361. Se o terceiro negar a obrigação de exibir, ou a posse do documento ou da coisa, o juiz designará audiência especial, tomando-lhe o depoimento, bem como o das partes e, se necessário, de testemunhas; em seguida proferirá a sentença. Art. 362. Se o terceiro, sem justo motivo, se recusar a efetuar a exibição, o juiz lhe ordenará que proceda ao respectivo depósito em cartório ou noutro lugar designado, no prazo de 5 (cinco) dias, impondo ao requerente que o embolse das despesas que tiver; se o terceiro descumprir a ordem, o juiz expedirá mandado

925. ou somente assinado.1973) IV . de 1º. III .925. do protocolo das audiências. segundo o prudente arbítrio do juiz.de apreensão. que as informações conferem com o que consta na origem. tem a mesma eficácia probatória do documento particular. 367. devam guardar segredo.os traslados e as certidões extraídas por oficial público. escrito e assinado. públicos e privados. se não lhes for impugnada a autenticidade.1973) Parágrafo único.925. com os respectivos originais. o instrumento público. IV . VI .419.10. de 2006). (Incluído pela Lei nº 11. Se os motivos de que tratam os ns. (Incluído pela Lei nº 11. nenhuma outra prova. Art. 365.se a exibição acarretar a divulgação de fatos. Quando a lei exigir. 363. força policial. de 2006). justifiquem a recusa da exibição. de 1º. § 1º Os originais dos documentos digitalizados.as certidões textuais de qualquer peça dos autos.10.as cópias reprográficas de peças do próprio processo judicial declaradas autênticas pelo próprio advogado sob sua responsabilidade pessoal.se a publicidade do documento redundar em desonra à parte ou ao terceiro.1973) I . tudo sem prejuízo da responsabilidade por crime de desobediência. 366.os extratos digitais de bancos de dados.se a sua apresentação puder violar dever de honra.925. de 2006). . o juiz poderá determinar o seu depósito em cartório ou secretaria. sob as penas da lei.10.925. desde que autenticadas por oficial público ou conferidas em cartório. (Incluído pela Lei nº 11. o documento ou a coisa: (Redação dada pela Lei nº 5.925. em juízo.1973) V . pelas repartições públicas em geral e por advogados públicos ou privados. ou sem a observância das formalidades legais. pelas procuradorias. ou de outro livro a cargo do escrivão. mas também dos fatos que o escrivão. ou o funcionário declarar que ocorreram em sua presença.925.se subsistirem outros motivos graves que.1973) II . bem como a seus parentes consangüíneos ou afins até o terceiro grau. de instrumentos ou documentos lançados em suas notas. (Redação dada pela Lei nº 5.419. por estado ou profissão. Art. mencionados no inciso VI do caput deste artigo.1973) III . pode suprir-lhe a falta. de 1º. Fazem a mesma prova que os originais: I . sendo subscrito pelas partes. Art. a cujo respeito. (Redação dada pela Lei nº 5.10. ou lhes representar perigo de ação penal. de 1º. de 1º. requisitando. deverão ser preservados pelo seu detentor até o final do prazo para interposição de ação rescisória. V . de 1º.as reproduções digitalizadas de qualquer documento. I a V disserem respeito só a uma parte do conteúdo do documento. o tabelião. (Incluído pela Lei nº 11.1973) Seção V Da Prova Documental Subseção I Da Força Probante dos Documentos Art. (Redação dada pela Lei nº 5. presumem-se verdadeiras em relação ao signatário. II . 1º. A parte e o terceiro se escusam de exibir.se concernente a negócios da própria vida da família.10.382. quando juntados aos autos pelos órgãos da Justiça e seus auxiliares. por mais especial que seja. público ou particular.as reproduções dos documentos públicos. feito por oficial público incompetente. desde que atestado pelo seu emitente. sendo extraídas por ele ou sob sua vigilância e por ele subscritas. O documento público faz prova não só da sua formação. 364.10. de (Redação dada pela Lei nº 5. Art.10. de 2006). da outra se extrairá uma suma para ser apresentada em juízo. Art. (Redação dada pela Lei nº 5. se necessário. 368. (Redação dada pela Lei nº 5. As declarações constantes do documento particular. O documento.419. ressalvada a alegação motivada e fundamentada de adulteração antes ou durante o processo de digitalização. § 2o Tratando-se de cópia digital de título executivo extrajudicial ou outro documento relevante à instrução do processo. pelo Ministério Público e seus auxiliares. como da substância do ato.

todavia. Parágrafo único.desde a morte de algum dos signatários. A escrituração contábil é indivisível: se dos fatos que resultam dos lançamentos. por conta de quem foi feito. o documento particular. que preencham os requisitos exigidos por lei. competindo ao interessado em sua veracidade o ônus de provar o fato. II . a anterioridade da formação do documento. estando assinado. III . 390. Art. Os livros comerciais provam contra o seu autor. provam também a favor do seu autor no litígio entre comerciantes. de modo certo. 372. porque.da sua apresentação em repartição pública ou em juízo. não se costuma assinar. aceitar os fatos que Ihe são favoráveis e recusar os que são contrários ao seu interesse. 377. provar-se-á por todos os meios de direito. com o silêncio.a partir da impossibilidade física. que sobreveio a qualquer dos signatários. ambos serão considerados em conjunto como unidade.na sucessão por morte de sócio. bem como os registros domésticos. presumindo-se.na liquidação de sociedade. Reputa-se autêntico o documento. conforme a experiência comum. II . II . 373.aquele que o fez e o assinou. O documento particular. a requerimento da parte. Art. Art. como livros comerciais e assentos domésticos. 374. Art. é indivisível. contiver declaração de ciência. que Ihe é atribuída. III . que visa a suprir a falta de título em favor de quem é apontado como credor. de 1º.expressam conhecimento de fatos para os quais não se exija determinada prova. Os livros comerciais. declarando-se essa circunstância no original depositado na estação expedidora. 376. faz prova em benefício do devedor. contra quem foi produzido documento particular. 380. 370. Art.Parágrafo único. mas não o fato declarado. Cessa.contêm anotação. a exibição integral dos livros comerciais e dos documentos do arquivo: I .aquele. que pretende utilizar-se dele. Quando. em relação a terceiros. prova que o seu autor fez a declaração. não o firmou. provam contra quem os escreveu quando: I . salvo se provar que estes se não verificaram. 375. Art. 379.10. Art. 369. . (Redação dada pela Lei nº 5.1973) Art. considerar-se-á datado o documento particular: I .aquele que. provando a data de sua expedição e do recebimento pelo destinatário. 371. II . A data do documento particular. admitido expressa ou tacitamente. 381. ainda que não assinada. que os lançamentos não correspondem à verdade dos fatos. mandando compô-lo. Art.do ato ou fato que estabeleça. Art. quando o tabelião reconhecer a firma do signatário.enunciam o recebimento de um crédito. O telegrama ou o radiograma presume-se conforme com o original. Parágrafo único.925. Art. IV . Aplica-se esta regra tanto para o documento. o radiograma ou qualquer outro meio de transmissão tem a mesma força probatória do documento particular. declarando que foi aposta em sua presença. Art. que o credor conservar em seu poder. Ressalvado o disposto no parágrafo único do artigo anterior. 378. que o tem por verdadeiro. relativa a determinado fato. III . Mas. A firma do remetente poderá ser reconhecida pelo tabelião.no dia em que foi registrado. se Ihe admite ou não a autenticidade da assinatura e a veracidade do contexto. como para aquele que se achar em poder do devedor. se o original constante da estação expedidora foi assinado pelo remetente. a eficácia da admissão expressa ou tácita. quando a seu respeito surgir dúvida ou impugnação entre os litigantes. todavia. o documento particular prova a declaração. demonstrar. V . É lícito ao comerciante. O telegrama. O juiz pode ordenar. alegar no prazo estabelecido no art. sendo defeso à parte. de cuja autenticidade se não duvida. Compete à parte. por todos os meios permitidos em direito. dolo ou coação. Reputa-se autor do documento particular: I . Art. Parágrafo único. A nota escrita pelo credor em qualquer parte de documento representativo de obrigação. todavia. se o documento houver sido obtido por erro. As cartas. Parágrafo único. uns são favoráveis ao interesse de seu autor e outros Ihe são contrários.

Subseção III Da Produção da Prova Documental Art. violando o pacto feito com o signatário. a seu respeito. 385. 391. for abusivamente preenchido. declarará a falsidade ou autenticidade do documento. o juiz ordenará o exame pericial. II . sempre que o escrivão portar por fé a sua conformidade com o original. cinematográfica. à parte que produziu o documento. observando-se o disposto no artigo antecedente. Art. proceder à conferência e certificar a conformidade entre a cópia e o original. suscitá-lo na contestação ou no prazo de 10 (dez) dias. valem como certidões. 394. Art. quando em ponto substancial e sem ressalva contiver entrelinha. com texto não escrito no todo ou em parte. juntar aos autos documentos novos. intimadas as partes. no tribunal processar-se-á perante o relator. por si ou por meio de outrem. com os documentos destinados a provar-lhe as alegações. II . 387. Art. que produziu o documento.assinado em branco.se tratar de contestação de assinatura. a parte o argüirá de falso. como a fotográfica. § 1o . É lícito às partes. Art. Subseção II Da Argüição de Falsidade Art. O juiz pode. O juiz apreciará livremente a fé que deva merecer o documento. A falsidade consiste: I . ou a resposta (art. Art. o juiz suspenderá o processo principal. Depois de encerrada a instrução. incumbindo à parte. exigir-se-ão o original e o negativo. Incumbe o ônus da prova quando: I . Art. II . 382. fonográfica ou de outra espécie. que resolver o incidente. público ou particular. Art. Parágrafo único. no prazo de 5 (cinco) dias. extraindo-se deles a suma que interessar ao litígio. A cópia de documento particular tem o mesmo valor probante que o original. Cessa a fé do documento. se a parte. Art. Art. Parágrafo único. em petição dirigida ao juiz da causa. 384. Logo que for suscitado o incidente de falsidade. bem como reproduções autenticadas. 395.em formar documento não verdadeiro. a responder no prazo de 10 (dez) dias. 397. O incidente de falsidade tem lugar em qualquer tempo e grau de jurisdição. Quando o documento for oferecido antes de encerrada a instrução. 388. o juiz ordenará a realização de exame pericial. cabendo ao escrivão. Qualquer reprodução mecânica. 297). emenda. Art. se aquele contra quem foi produzida Ihe admitir a conformidade. Art.III . 283). § 2o . 392.Quando se tratar de fotografia. . concordar em retirá-lo e a parte contrária não se opuser ao desentranhamento. Parágrafo único. sendo-lhe declarada judicialmente a falsidade. contados da intimação da sua juntada aos autos. de ofício. esta terá de ser acompanhada do respectivo negativo. a outra. A sentença.se tratar de falsidade de documento. faz prova dos fatos ou das coisas representadas. dos documentos particulares. 389.lhe for contestada a assinatura e enquanto não se Ihe comprovar a veracidade.em alterar documento verdadeiro.Se a prova for uma fotografia publicada em jornal. 396. Sempre que uma das partes requerer a juntada de documento aos autos.quando e como determinar a lei. Art. 383. o incidente de falsidade correrá em apenso aos autos principais. que recebeu documento assinado. 393. Não se procederá ao exame pericial. Compete à parte instruir a petição inicial (art. quando destinados a fazer prova de fatos ocorridos depois dos articulados. contra quem foi produzido o documento. 386. As reproduções fotográficas ou obtidas por outros processos de repetição. ou para contrapô-los aos que foram produzidos nos autos. que produziu o documento. borrão ou cancelamento. em qualquer tempo. ordenar à parte a exibição parcial dos livros e documentos. à parte que a argüir. Art. Impugnada a autenticidade da reprodução mecânica. Cessa a fé do documento particular quando: I . Art. 398. Intimada a parte. Dar-se-á abuso quando aquele. Parágrafo único. Art. o juiz ouvirá. 390. expondo os motivos em que funda a sua pretensão e os meios com que provará o alegado. o formar ou o completar.

1973) § 3o São suspeitos: (Redação dada pela Lei nº 5.já provados por documento ou confissão da parte.1973) II . havendo transitado em julgado a sentença. de 1º. por consangüinidade ou afinidade. § 2o As repartições públicas poderão fornecer todos os documentos em meio eletrônico conforme disposto em lei. de 1º.nos contratos em geral. o Município.419. obter a prova escrita da obrigação. de 1º. findo o prazo. impedidas ou suspeitas. ou debilidade mental. (Incluído pela Lei nº 5.10. é admissível a prova testemunhal.925.os procedimentos administrativos nas causas em que forem interessados a União.1973) I .1973) III . (Incluído pela Lei nº 5. de 1º.10. de alguma das partes.10.10. moral ou materialmente. O juiz requisitará às repartições públicas em qualquer tempo ou grau de jurisdição: I . não se puder obter de outro modo a prova. não está habilitado a transmitir as percepções. (Incluído pela Lei nº 11. A prova testemunhal é sempre admissível. não podia discerni-los. devolverá os autos à repartição de origem. em casos como o de parentesco.que só por documento ou por exame pericial puderem ser provados.10. Art. até o terceiro grau.925. 399.1973) (Redação I . Art. de 1º.o credor não pode ou não podia. ou colateral. (Renumerado pela Lei nº 11.925. A prova exclusivamente testemunhal só se admite nos contratos cujo valor não exceda o décuplo do maior salário mínimo vigente no país.1973) (Incluído pela IV . tratando-se de causa relativa ao estado da pessoa.Art. o representante legal da pessoa jurídica. ou as respectivas entidades da administração indireta. depósito necessário ou hospedagem em hotel. II .o que.419.o interdito por demência. 402.10. não dispondo a lei de modo diverso.10. dada pela Lei nº 5. pelo mesmo meio. o juiz. Art. Qualquer que seja o valor do contrato.925. (Redação dada pela Lei nº 5.1973) III . que se trata de extrato fiel do que consta em seu banco de dados ou do documento digitalizado. O juiz indeferirá a inquirição de testemunhas sobre fatos: I . 400. quando: I . ou. acometido por enfermidade. os vícios do consentimento. II .10. que o juiz repute necessária ao julgamento do mérito. 401.925. como o tutor na causa do menor. II .925. o advogado e outros.10. exceto as incapazes. Podem depor como testemunhas todas as pessoas.nos contratos simulados. II . ou. Lei nº 5. Art. de 1º.1973) . Seção VI Da Prova Testemunhal Subseção I Da Admissibilidade e do Valor da Prova Testemunhal Art. ao tempo em que foram celebrados. ao tempo em que deve depor. (Incluído pela Lei nº 5. de 1º. II . 405. que assistam ou tenham assistido as partes. bem como o ascendente e o descendente em qualquer grau. Art. § 1o Recebidos os autos.houver começo de prova por escrito.925.925. o juiz mandará extrair. 404. § 1o São incapazes: I . a divergência entre a vontade real e a vontade declarada.o condenado por crime de falso testemunho. de 2006). salvo se o exigir o interesse público. de 1º. certidões ou reproduções fotográficas das peças indicadas pelas partes ou de ofício. As normas estabelecidas nos dois artigos antecedentes aplicam-se ao pagamento e à remissão da dívida.o cego e o surdo.as certidões necessárias à prova das alegações das partes.925. no prazo máximo e improrrogável de 30 (trinta) dias. de 1º.o cônjuge. reputando-se tal o documento emanado da parte contra quem se pretende utilizar o documento como prova.1973) § 2o São impedidos: (Redação dada pela Lei nº 5. ao tempo em que ocorreram os fatos.o menor de 16 (dezesseis) anos. certificando.o que intervém em nome de uma parte. quando a ciência do fato depender dos sentidos que Ihes faltam. o Estado. É lícito à parte inocente provar com testemunhas: I . de 2006). 403. (Redação dada pela Lei nº 5.o que é parte na causa.

o inimigo capital da parte. 411. Vlll . São inquiridos em sua residência.que. os juízes dos Tribunais de Alçada. II . omitindo-se o juiz.1973) Art. IV .o que tiver interesse no litígio.o que. III .925. Parágrafo único. não for digno de fé. de 1º. por seus costumes.os ministros do Supremo Tribunal Federal. 415) e o juiz Ihes atribuirá o valor que possam merecer. precisando-lhes o nome.as designadas no artigo seguinte.10. ou na colateral em segundo grau.os desembargadores dos Tribunais de Justiça. estão impossibilitadas de comparecer em juízo (art.os deputados estaduais. no máximo. tendo mudado de residência. do Superior Tribunal Militar. Art.2001) Parágrafo único. o juiz ouvirá testemunhas impedidas ou suspeitas. que o incluiu no rol. (Redação dada pela Lei nº 5. II . 407. de III . dos Territórios e do Distrito Federal.925. 336. de 1º.925. perante o juiz da causa. não estiver em condições de depor.os governadores dos Estados. que arrolou como testemunha. de 27.os senadores e deputados federais. do Superior Tribunal de Justiça. Art.12. o juiz poderá dispensar as restantes. III .10. ou outro motivo relevante. A testemunha não é obrigada a depor de fatos: I . Incumbe às partes.1973) dada pela Lei nº 5. caso em que será defeso à parte. II . II . .as que são inquiridas por carta. 409. não for encontrada pelo oficial de justiça.o Presidente e o Vice-Presidente da República. III . depositar em cartório o rol de testemunhas. do Tribunal Superior do Trabalho e do Tribunal de Contas da União. (Redação dada pela Lei nº 5. (Redação dada pela Lei nº 5.que. 408. Art. o rol será apresentado até 10 (dez) dias antes da audiência. do Tribunal Superior Eleitoral. X .1973) IV . mandará excluir o seu nome. (Redação 1º.925. desistir de seu depoimento. É lícito a cada parte oferecer.358. em linha reta.o embaixador de país que. bem como ao seu cônjuge e aos seus parentes consangüíneos ou afins. de que trata o artigo antecedente. 406. quando qualquer das partes oferecer mais de três testemunhas para a prova de cada fato.os ministros de Estado. por enfermidade. mas os seus depoimentos serão prestados independentemente de compromisso (art. por doença.que Ihe acarretem grave dano.1973) § 4o Sendo estritamente necessário. II . se tiver conhecimento de fatos. ou o seu amigo íntimo. ou onde exercem a sua função: I . Subseção II Da Produção da Prova Testemunhal Art.as que. os juízes dos Tribunais Regionais do Trabalho e dos Tribunais Regionais Eleitorais e os conselheiros dos Tribunais de Contas dos Estados e do Distrito Federal. que possam influir na decisão. parágrafo único). IV . residência e o local de trabalho. IX . por estado ou profissão. Quando for arrolado como testemunha o juiz da causa. por lei ou tratado. V . de 1º.se nada souber.o presidente do Senado e o da Câmara dos Deputados.que falecer.o procurador-geral da República.a cujo respeito. (Redação dada pela Lei nº 10.as que prestam depoimento antecipadamente. profissão. remetendo-lhe cópia da petição inicial ou da defesa oferecida pela parte.10. exceto: I . Vl . no prazo que o juiz fixará ao designar a data da audiência. hora e local a fim de ser inquirida. deva guardar sigilo. a parte só pode substituir a testemunha: I . este: I .10. concede idêntica prerrogativa ao agente diplomático do Brasil. Vll . O juiz solicitará à autoridade que designe dia. As testemunhas depõem. 410. na audiência de instrução.declarar-se-á impedido. dez testemunhas. Art. Depois de apresentado o rol.II .

420. que a arrolou. o juiz decidirá de plano. ou interesse no objeto do processo. a testemunha prestará o compromisso de dizer a verdade do que souber e Ihe for perguntado. o juiz dispensará a testemunha. sobre fato determinado. O juiz indeferirá a perícia quando: I . de 2006). primeiro as do autor e depois as do réu. ou Ihe tomará o depoimento. de 24. 412.9. será conduzida. (Redação dada pela Lei nº 5. 169 desta Lei. divergirem as suas declarações. por comparecer à audiência. (Incluído pela Lei nº 11. de 2006). A prova pericial consiste em exame. alegando os motivos de que trata o art.419.1973) § 2o Quando figurar no rol de testemunhas funcionário público ou militar. sob registro ou com entrega em mão própria. Se a testemunha negar os fatos que Ihe são imputados. a profissão. caso não compareça. quando sujeita ao regime da legislação trabalhista. independentemente de intimação.925. de ofício ou a requerimento da parte: I . e depois à parte contrária. de ofício ou a requerimento da parte. 419. § 1o O depoimento será passado para a versão datilográfica quando houver recurso da sentença ou noutros casos. A testemunha pode requerer ao juiz o pagamento da despesa que efetuou para comparecimento à audiência.419. O juiz inquirirá as testemunhas separada e sucessivamente. § 2o Tratando-se de processo eletrônico. Art. observando o disposto no art. A testemunha.925. (Redação dada pela Lei nº 5. capciosas ou vexatórias. observar-se-á o disposto nos §§ 2o e 3o do art. Art. 416. Parágrafo único. 418. § 1o As partes devem tratar as testemunhas com urbanidade. não Ihes fazendo perguntas ou considerações impertinentes. Parágrafo único. Art. Seção VII Da Prova Pericial Art.10. quando a testemunha tiver residência certa. O juiz advertirá à testemunha que incorre em sanção penal quem faz a afirmação falsa. de 1º.925. Parágrafo único. respondendo pelas despesas do adiamento.a prova do fato não depender do conhecimento especial de técnico. Sendo provados ou confessados os fatos. (Renumerado pela Lei nº 11. estenotipia ou outro método idôneo de documentação. 417. Se a testemunha deixar de comparecer. a parte poderá provar a contradita com documentos ou com testemunhas.10. ou depositá-la em cartório dentro de 3 (três) dias. que possa influir na decisão da causa. Art. não sofre. O depoimento. sem motivo justificado. ouvidas as partes. Art.a acareação de duas ou mais testemunhas ou de alguma delas com a parte.1973) § 3o A intimação poderá ser feita pelo correio.a inquirição de testemunhas referidas nas declarações da parte ou das testemunhas. constando do mandado dia. pelo depoente e pelos procuradores. § 4o. bem como se tem relações de parentesco com a parte. apresentada no ato e inquiridas em separado. argüindo-lhe a incapacidade. primeiro à parte. § 1o É lícito à parte contraditar a testemunha. facultando-se às partes a sua gravação. a residência e o estado civil. hora e local. datilografado ou registrado por taquigrafia. § 2o A testemunha pode requerer ao juiz que a escuse de depor. declarando o nome por inteiro. providenciando de modo que uma não ouça o depoimento das outras. O depoimento prestado em juízo é considerado serviço público.710. formular perguntas tendentes a esclarecer ou completar o depoimento. quando o juiz o determinar. Antes de depor. 406. de 1º. 413. O juiz interrogará a testemunha sobre os fatos articulados.10. será assinado pelo juiz. bem como os nomes das partes e a natureza da causa. a testemunha será qualificada.1993) Art. perda de salário nem desconto no tempo de serviço. § 2o As perguntas que o juiz indeferir serão obrigatoriamente transcritas no termo. o juiz o requisitará ao chefe da repartição ou ao comando do corpo em que servir. 414.1973) § 1o A parte pode comprometer-se a levar à audiência a testemunha. Ao início da inquirição. 415. A testemunha é intimada a comparecer à audiência. O juiz pode ordenar. que desistiu de ouvi-la. (Redação dada pela Lei nº 5.Art. . cala ou oculta a verdade. vistoria ou avaliação. o impedimento ou a suspeição. (Incluído pela Lei nº 8. II . devendo a parte pagá-la logo que arbitrada. quando. até três. Art. 405. se a parte o requerer. de 1º. cabendo. presumindo-se.

ou for de natureza médico-legal. Se o perito. fixada tendo em vista o valor da causa e o possível prejuízo decorrente do atraso no processo. podendo.12. Art. contados da intimação do despacho de nomeação do perito: I .a verificação for impraticável. 429. segundo o seu prudente arbítrio. o juiz comunicará a ocorrência à corporação profissional respectiva. No caso previsto no inciso II. entre os técnicos dos estabelecimentos oficiais especializados.II . independentemente de termo de compromisso. Art. Da juntada dos quesitos aos autos dará o escrivão ciência à parte contrária. dentro em 5 (cinco) dias. de 27. O perito pode escusar-se (art.apresentar quesitos. Art. Os assistentes técnicos oferecerão seus pareceres no prazo comum de 10 (dez) dias. O juiz poderá dispensar prova pericial quando as partes. que abranja mais de uma área de conhecimento especializado.455. 432. (Redação dada pela Lei nº 8. Para o desempenho de sua função. poderá proceder-se à nomeação de perito e indicação de assistentes técnicos no juízo.1992) Parágrafo único.8.carecer de conhecimento técnico ou científico. o juiz nomeará novo perito. O juiz autorizará a remessa dos autos. As partes terão ciência da data e local designados pelo juiz ou indicados pelo perito para ter início a produção da prova.indeferir quesitos impertinentes. Quando a prova tiver de realizar-se por carta. por motivo justificado. O perito cumprirá escrupulosamente o encargo que Ihe foi cometido. de 27. . de 24. de 24. ao qual se requisitar a perícia. O juiz nomeará o perito. 433. 426. 421. fotografias e outras quaisquer peças. (Redação dada pela Lei nº 8.8. quesitos suplementares. II . o perito será escolhido. 427. o juiz conceder-lhe-á. II . bem como instruir o laudo com plantas.455. obtendo informações. III). 428. ao aceitar a escusa ou julgar procedente a impugnação. Art.8.1992) Art. durante a diligência. ainda. deixar de cumprir o encargo no prazo que Ihe foi assinado.455.8.1992) dada pela Lei nº 8. podem o perito e os assistentes técnicos utilizar-se de todos os meios necessários.455. 434. de preferência. 425.for desnecessária em vista de outras provas produzidas. no prazo fixado pelo juiz.12. § 2o Quando a natureza do fato o permitir. solicitando documentos que estejam em poder de parte ou em repartições públicas. 146). O perito apresentará o laudo em cartório. Tratando-se de perícia complexa.8. por uma vez.1992) § 1o Incumbe às partes. Parágrafo único. de 24. prorrogação. de 24. (Redação dada pela Lei nº 8. O perito pode ser substituído quando: (Redação I .2001) Art.indicar o assistente técnico. ouvindo testemunhas. (Incluído pela Lei nº 10. 138. Art. 423. Art. (Redação dada pela Lei nº 8. pelo menos 20 (vinte) dias antes da audiência de instrução e julgamento. II . na inicial e na contestação. Os assistentes técnicos são de confiança da parte. de 24. desenhos. a perícia poderá consistir apenas na inquirição pelo juiz do perito e dos assistentes. impor multa ao perito. ao diretor do estabelecimento. 424.2001) Art. 422. apresentarem sobre as questões de fato pareceres técnicos ou documentos elucidativos que considerar suficientes.8.358. de 24. não sujeitos a impedimento ou suspeição. 431-A. III . Art. Compete ao juiz: I .sem motivo legítimo.358. (Redação dada pela Lei nº 8. Poderão as partes apresentar. Art.455.1992) Art. não puder apresentar o laudo dentro do prazo. 431-B. ou ser recusado por impedimento ou suspeição (art. bem como do material sujeito a exame. (Incluído pela Lei nº 10. Art. Quando o exame tiver por objeto a autenticidade ou a falsidade de documento.455. fixando de imediato o prazo para a entrega do laudo.1992) Art.formular os que entender necessários ao esclarecimento da causa. após intimadas as partes da apresentação do laudo. por ocasião da audiência de instrução e julgamento a respeito das coisas que houverem informalmente examinado ou avaliado. o juiz poderá nomear mais de um perito e a parte indicar mais de um assistente técnico.

O juiz irá ao local. quando intimados 5 (cinco) dias antes da audiência. II . Parágrafo único. onde se encontre a pessoa ou coisa. Parágrafo único. Art. III . O auto poderá ser instruído com desenho. As partes têm sempre direito a assistir à inspeção. A audiência será pública. 447. os advogados não podem intervir ou apartear. Ill . o perito. CAPÍTULO VII DA AUDIÊNCIA Seção I Das Disposições Gerais Art. podendo formar a sua convicção com outros elementos ou fatos provados nos autos.proceder direta e pessoalmente à colheita das provas. A segunda perícia não substitui a primeira. Quando o litígio versar sobre direitos patrimoniais de caráter privado. Art. 155. realizar-se-á a portas fechadas. III . determinará o comparecimento das partes ao início da audiência de instrução e julgamento. Art. A parte. que interesse à decisão da causa. Art. para fins de comparação. 435. o perito poderá requisitar. na falta destes. a fim de se esclarecer sobre fato. para efeito de comparação. Parágrafo único. 441. Art. por cópia. Seção VIII Da Inspeção Judicial Art. Parágrafo único. nos casos e para os fins em que a lei consente a transação. 438. dizeres diferentes. 445. nos casos de que trata o art.determinar a reconstituição dos fatos. sob forma de quesitos. sem licença do juiz. mencionando nele tudo quanto for útil ao julgamento da causa.exortar os advogados e o órgão do Ministério Público a que discutam a causa com elevação e urbanidade. pode. Art. ou sob ditado. o juiz. O juiz não está adstrito ao laudo pericial. Enquanto depuserem as partes. quando a matéria não Ihe parecer suficientemente esclarecida.julgar necessário para a melhor verificação ou interpretação dos fatos que deva observar. 442. 436. Em causas relativas à família. Parágrafo único. inspecionar pessoas ou coisas. documentos existentes em repartições públicas. 443. Art. o juiz poderá ser assistido de um ou mais peritos.ordenar que se retirem da sala da audiência os que se comportarem inconvenientemente. . competindo-lhe: I . o juiz mandará lavrar auto circunstanciado. Art. gráfico ou fotografia.requisitar. O juiz poderá determinar. II . Concluída a diligência. Parágrafo único. Compete ao juiz em especial: I . que desejar esclarecimento do perito e do assistente técnico. A segunda perícia tem por objeto os mesmos fatos sobre que recaiu a primeira e destina-se a corrigir eventual omissão ou inexatidão dos resultados a que esta conduziu. Art. O juiz exerce o poder de polícia.manter a ordem e o decoro na audiência. 446. II . lance em folha de papel. O perito e o assistente técnico só estarão obrigados a prestar os esclarecimentos a que se refere este artigo. a força policial. de ofício ou a requerimento da parte. poderá requerer ao juiz que a pessoa. requererá ao juiz que mande intimá-lo a comparecer à audiência. 440. a realização de nova perícia. quando necessário. Seção II Da Conciliação Art. formulando desde logo as perguntas. cabendo ao juiz apreciar livremente o valor de uma e outra. quando: I . Ao realizar a inspeção direta. em qualquer fase do processo. Quando o exame tiver por objeto a autenticidade da letra e firma. prestando esclarecimentos e fazendo observações que reputem de interesse para a causa. Art. O juiz.a coisa não puder ser apresentada em juízo. 439.dirigir os trabalhos da audiência. de ofício. 444. de ofício ou a requerimento da parte. 437. terá lugar igualmente a conciliação. A segunda perícia rege-se pelas disposições estabelecidas para a primeira. a quem se atribuir a autoria do documento. os assistentes técnicos e as testemunhas.Parágrafo único. sem consideráveis despesas ou graves dificuldades.

CAPÍTULO VIII DA SENTENÇA E DA COISA JULGADA Seção I Dos Requisitos e dos Efeitos da Sentença Art. bem como. III . § 1o Havendo litisconsorte ou terceiro. 456. o ocorrido na audiência. sob ditado do juiz. 451. os advogados. Seção III Da Instrução e Julgamento Art. O termo de conciliação. Art. 453. bem como ao órgão do Ministério Público.10. Art. o opoente sustentará as suas razões em primeiro lugar. Art. Finda a instrução. Il . as partes. (Incluído pela Lei nº 11. 449. 458. 452. dividirse-á entre os do mesmo grupo. 455. § 1o Incumbe ao advogado provar o impedimento até a abertura da audiência. A audiência poderá ser adiada: I .o relatório. observar-se-á o disposto nos §§ 2o e 3o do art. se esta for proferida no ato. As provas serão produzidas na audiência nesta ordem: I . 457. § 1o Quando o termo for datilografado. pelo prazo de 20 (vinte) minutos para cada um.se não puderem comparecer. o juiz mandará tomá-lo por termo.finalmente. II . 435. II . São requisitos essenciais da sentença: I . por extenso. de 1º. Art. Antes de iniciar a instrução. de 2006). § 2o Pode ser dispensada pelo juiz a produção das provas requeridas pela parte cujo advogado não compareceu à audiência. as testemunhas ou os advogados. primeiro do autor e depois do réu. o juiz proferirá a sentença desde logo ou no prazo de 10 (dez) dias. o juiz Ihe rubricará as folhas. os despachos e a sentença. cada qual pelo prazo de 20 (vinte) minutos. o debate e o julgamento. fixará os pontos controvertidos sobre que incidirá a prova. § 2o No caso previsto no art. em que o juiz analisará as questões de fato e de direito. caso em que só será admissível uma vez. prorrogável por 10 (dez). bem como o registro das principais ocorrências havidas no andamento do processo. por motivo justificado. 450. Art. o juiz declarará aberta a audiência. ouvidas as partes. sucessivamente. a critério do juiz.1973) Art.o juiz tomará os depoimentos pessoais. o juiz marcará o seu prosseguimento para dia próximo. se não convencionarem de modo diverso. Art. o órgão do Ministério Público e o escrivão.os fundamentos. 448. num só dia.925. § 4o Tratando-se de processo eletrônico. Chegando a acordo. § 3o O escrivão trasladará para os autos cópia autêntica do termo de audiência. § 3o Quando a causa apresentar questões complexas de fato ou de direito. que formará com o da prorrogação um só todo. O escrivão lavrará. Encerrado o debate ou oferecidos os memoriais. § 3o Quem der causa ao adiamento responderá pelas despesas acrescidas.419. termo que conterá. (Redação dada pela Lei nº 5. No dia e hora designados. Não sendo possível concluir. Art. 56. que conterá os nomes das partes. mandando apregoar as partes e os seus respectivos advogados. serão inquiridas as testemunhas arroladas pelo autor e pelo réu. em resumo. terá valor de sentença. ordenando que sejam encadernadas em volume próprio. o juiz procederá à instrução. a suma do pedido e da resposta do réu. seguindo-selhe os opostos. não o fazendo.o perito e os assistentes técnicos responderão aos quesitos de esclarecimentos. assinado pelas partes e homologado pelo juiz. requeridos no prazo e na forma do art. o debate oral poderá ser substituído por memoriais. 454. A audiência é una e contínua. o perito. o juiz tentará conciliar as partes. a instrução. caso em que o juiz designará dia e hora para o seu oferecimento. 169 desta Lei. Ao iniciar a instrução. o juiz.Art. . o juiz dará a palavra ao advogado do autor e ao do réu.por convenção das partes. o prazo. § 2o Subscreverão o termo o juiz.

cuja inscrição será ordenada pelo juiz na forma prescrita na Lei de Registros Públicos. A sentença deve ser certa. § 1o A obrigação somente se converterá em perdas e danos se o autor o requerer ou se impossível a tutela específica ou a obtenção do resultado prático correspondente. Art. determinar as medidas necessárias. o pedido formulado pelo autor. se lhe couber a escolha. (Incluído pela Lei nº 10. (Redação dada pela Lei nº 5. a qualquer tempo. 463. busca e apreensão.III . de ofício. Parágrafo único. sendo isso possível e não excluído pelo título. § 3o Sendo relevante o fundamento da demanda e havendo justificado receio de ineficácia do provimento final.para Ihe corrigir. este a entregará individualizada. Nos casos de extinção do processo sem julgamento do mérito. modificativo ou extintivo do direito influir no julgamento da lide. expedir-se-á em favor do credor mandado de busca e apreensão ou de imissão na posse. 461-A.2002) § 2o Não cumprida a obrigação no prazo estabelecido. A sentença que condenar o réu no pagamento de uma prestação. produzirá todos os efeitos da declaração não emitida. (Incluído pela Lei nº 10. de natureza diversa da pedida. 461. 466. Se aquele que se comprometeu a concluir um contrato não cumprir a obrigação. A sentença condenatória produz a hipoteca judiciária: I . § 2o A indenização por perdas e danos dar-se-á sem prejuízo da multa (art. 287). na hipótese do parágrafo anterior ou na sentença.2002) Art. acolhendo ou rejeitando.ainda quando o credor possa promover a execução provisória da sentença. impor multa diária ao réu. determinará providências que assegurem o resultado prático equivalente ao do adimplemento. é lícito ao juiz conceder a tutela liminarmente ou mediante justificação prévia. II .925.444. uma vez transitada em julgado. tais como a imposição de multa por tempo de atraso. (Incluído pela Lei nº 11.444.(Incluído pela Lei nº 10.1973) Art. conforme se tratar de coisa móvel ou imóvel. caso verifique que se tornou insuficiente ou excessiva. no momento de proferir a sentença. II .pendente arresto de bens do devedor.10. de 2005) . depois da propositura da ação. de ofício ou a requerimento da parte. Na ação que tenha por objeto o cumprimento de obrigação de fazer ou não fazer.por meio de embargos de declaração. Parágrafo único. ao conceder a tutela específica. § 5o Para a efetivação da tutela específica ou a obtenção do resultado prático equivalente. independentemente de pedido do autor. Art. (Incluído pela Lei nº 10. § 6o O juiz poderá. inexatidões materiais. a outra parte.444. O juiz proferirá a sentença. se for suficiente ou compatível com a obrigação. 459. de 1º. consistente em dinheiro ou em coisa. remoção de pessoas e coisas. Parágrafo único.5. em que o juiz resolverá as questões. de 2005) Art. A medida liminar poderá ser revogada ou modificada. de 7. Art. ou Ihe retificar erros de cálculo. fixando-lhe prazo razoável para o cumprimento do preceito.5. poderá o juiz. bem como condenar o réu em quantidade superior ou em objeto diverso do que Ihe foi demandado. 462. algum fato constitutivo. a sentença. Se. Na ação que tenha por objeto a entrega de coisa.embora a condenação seja genérica. em decisão fundamentada. no prazo fixado pelo juiz. Publicada a sentença. Condenado o devedor a emitir declaração de vontade. desfazimento de obras e impedimento de atividade nociva. valerá como título constitutivo de hipoteca judiciária. cabendo ao devedor escolher. É defeso ao juiz proferir sentença.2002) § 3o Aplica-se à ação prevista neste artigo o disposto nos §§ 1o a 6o do art. 466-A. o juiz. caberá ao juiz tomá-lo em consideração. poderá obter uma sentença que produza o mesmo efeito do contrato a ser firmado. 461.232. é vedado ao juiz proferir sentença ilíquida. o juiz decidirá em forma concisa. Quando o autor tiver formulado pedido certo. de ofício ou a requerimento da parte. que as partes Ihe submeterem.o dispositivo. a favor do autor. ainda quando decida relação jurídica condicional. citado o réu. § 4o O juiz poderá. o credor a individualizará na petição inicial.2002) § 1o Tratando-se de entrega de coisa determinada pelo gênero e quantidade. se procedente o pedido.232. o juiz concederá a tutela específica da obrigação ou. 466-B. modificar o valor ou a periodicidade da multa. fixará o prazo para o cumprimento da obrigação.5.5. no todo ou em parte. de ofício ou a requerimento. de 7. o juiz só poderá alterá-la: I . Art. III . de 7. 460. (Incluído pela Lei nº 11. Art. se necessário com requisição de força policial. Art.444. de 7.

proferida contra a União. coisa julgada a resolução da questão prejudicial. a sentença: (Redação dada pela Lei nº 10. o juiz ordenará a remessa dos autos ao tribunal. Art. Art.352.2001) II . 474.232. É defeso à parte discutir. Denomina-se coisa julgada material a eficácia. Il . salvo: I . (Incluído pela Lei nº 11.2001) CAPÍTULO IX DA LIQUIDAÇÃO DE SENTENÇA (Incluído pela Lei nº 11. (Incluído pela Lei nº 11.352.232. 469. a cujo respeito se operou a preclusão. Art. VI). A sentença.a verdade dos fatos. no juízo de origem. Está sujeita ao duplo grau de jurisdição. Nas causas relativas ao estado de pessoa. o Distrito Federal. A sentença faz coisa julgada às partes entre as quais é dada.Art.nos demais casos prescritos em lei. cumprindo ao liquidante instruir o pedido com cópias das peças processuais pertinentes. (Incluído pela Lei nº 11. não mais sujeita a recurso ordinário ou extraordinário. nos casos e formas legais. caso em que poderá a parte pedir a revisão do que foi estatuído na sentença. (Incluído pela Lei nº 10. 585. ou o direito controvertido. (Incluído pela Lei nº 11. ou de outro direito. salvo se ainda não exigível. o Município. se houverem sido citados no processo.12. III . na pessoa de seu advogado. 472.12.232. ainda que importantes para determinar o alcance da parte dispositiva da sentença. Quando a sentença não determinar o valor devido. 475. decidida incidentemente no processo. deverá o presidente do tribunal avocá-los. de 26.que julgar procedentes.232.352. procede-se à sua liquidação. de 26. Passada em julgado a sentença de mérito.12. de 2005) § 1o Do requerimento de liquidação de sentença será a parte intimada. que julgar total ou parcialmente a lide. sobreveio modificação no estado de fato ou de direito. (Incluído pela Lei nº 10. nem a oferecer. as questões já decididas. 5 o e 325).352. tem força de lei nos limites da lide e das questões decididas.2001) § 1o Nos casos previstos neste artigo. II . se a parte o requerer (arts.se. não beneficiando. de 26. (Redação dada pela Lei nº 10. que torna imutável e indiscutível a sentença.12. de 2005) . o juiz for competente em razão da matéria e constituir pressuposto necessário para o julgamento da lide. 467. não produzindo efeito senão depois de confirmada pelo tribunal. 473. Não fazem coisa julgada: I . de 26. haja ou não apelação.2001) § 2o Não se aplica o disposto neste artigo sempre que a condenação. for de valor certo não excedente a 60 (sessenta) salários mínimos.12.12. Faz. Art. estabelecida como fundamento da sentença. de 2005) Seção II Da Coisa Julgada Art. relativas à mesma lide.os motivos. de 26. (Redação dada pela Lei nº 10. nem prejudicando terceiros. no todo ou em parte. de 2005) § 2o A liquidação poderá ser requerida na pendência de recurso. todos os interessados. 471.2001) I . Nenhum juiz decidirá novamente as questões já decididas. tratando-se de relação jurídica continuativa. 466-C. não o fazendo. que a parte poderia opor assim ao acolhimento como à rejeição do pedido.352. no curso do processo. 470.232. Tratando-se de contrato que tenha por objeto a transferência da propriedade de coisa determinada. Art. 468.352. Art. em litisconsórcio necessário.a apreciação da questão prejudicial. (Incluído pela Lei nº 10. a sentença produz coisa julgada em relação a terceiros. Art. o Estado. todavia. os embargos à execução de dívida ativa da Fazenda Pública (art. a ação não será acolhida se a parte que a intentou não cumprir a sua prestação. e as respectivas autarquias e fundações de direito público. processando-se em autos apartados. 475-A. reputar-se-ão deduzidas e repelidas todas as alegações e defesas. bem como no caso de procedência dos embargos do devedor na execução de dívida ativa do mesmo valor. Art. de 2005) Art. de 26.2001) § 3o Também não se aplica o disposto neste artigo quando a sentença estiver fundada em jurisprudência do plenário do Supremo Tribunal Federal ou em súmula deste Tribunal ou do tribunal superior competente.

nos termos dos demais artigos deste Capítulo. na forma do art. (Incluído pela Lei nº 11. (Incluído II – o exigir a natureza do objeto da liquidação.232. Caso o devedor. ao credor é lícito promover simultaneamente a execução daquela e. inciso II. 272).232. na pessoa de seu advogado (arts. por mandado ou pelo correio. de 2005) § 1o Do auto de penhora e de avaliação será de imediato intimado o executado. o valor devido. (Incluído pela Lei nº 11. de 2005)Art. (Incluído pela Lei nº 11. fixando prazo de até trinta dias para o cumprimento da diligência. reputar-se-ão corretos os cálculos apresentados pelo credor. de 2005) . o juiz. de 2005) § 2o Se os dados não forem. (Incluído pela Lei nº 11. 475-D. 475-E.232. (Incluído pela Lei nº 11. por execução. o credor requererá o cumprimento da sentença.(Incluído pela Lei nº 11.232. de 2005) Art. tratando-se de obrigação por quantia certa.232. o juiz proferirá decisão ou designará. no prazo de quinze dias. 475-H. a liquidação desta.232. de 2005) Art. desta Lei. a requerimento do credor e observado o disposto no art. (Incluído pela Lei nº 11. houver necessidade de alegar e provar fato novo. (Incluído pela Lei nº 11. de 2005) Art.232. (Incluído pela Lei nº 11.232. (Incluído pela Lei nº 11. (Incluído pela Lei nº 11. cumprindo ao juiz. se necessário. de 2005) pela Lei nº 11.232. inciso II.§ 3o Nos processos sob procedimento comum sumário.232. É defeso. quando a memória apresentada pelo credor aparentemente exceder os limites da decisão exeqüenda e. alíneas ‘d’ e ‘e’ desta Lei. Far-se-á a liquidação por arbitramento quando: (Incluído pela Lei nº 11. Apresentado o laudo. expedir-se-á mandado de penhora e avaliação.232. de 2005) I – determinado pela sentença ou convencionado pelas partes. injustificadamente. de 2005) Art. (Incluído pela Lei nº 11. O cumprimento da sentença far-se-á conforme os arts. 475-J. em autos apartados. instruindo o pedido com a memória discriminada e atualizada do cálculo. 475-C. de 2005) § 1o Quando a elaboração da memória do cálculo depender de dados existentes em poder do devedor ou de terceiro.232.232.232. ou pessoalmente. 475-F. de 2005) CAPÍTULO X DO CUMPRIMENTO DA SENTENÇA (Incluído pela Lei nº 11. (Incluído pela Lei nº 11. referidos no art. quando. o procedimento comum (art. audiência. 475-I. 461 e 461-A desta Lei ou. Quando a determinação do valor da condenação depender apenas de cálculo aritmético. apresentados pelo devedor. de 2005) Parágrafo único. 275. se não o forem pelo terceiro. (Incluído pela Lei nº 11. (Incluído pela Lei nº 11. no que couber. condenado ao pagamento de quantia certa ou já fixada em liquidação. na liquidação. discutir de novo a lide ou modificar a sentença que a julgou. não o efetue no prazo de quinze dias. podendo oferecer impugnação. de 2005) § 4o Se o credor não concordar com os cálculos feitos nos termos do § 3o deste artigo. 475-J desta Lei. (Incluído pela Lei nº 11. 236 e 237). mas a penhora terá por base o valor encontrado pelo contador. (Incluído pela Lei nº 11. é defesa a sentença ilíquida. nos casos de assistência judiciária. poderá requisitá-los. (Incluído pela Lei nº 11. o montante da condenação será acrescido de multa no percentual de dez por cento e. Na liquidação por artigos. Far-se-á a liquidação por artigos. para determinar o valor da condenação. de 2005) § 2o Quando na sentença houver uma parte líquida e outra ilíquida. observar-se-á. o juiz nomeará o perito e fixará o prazo para a entrega do laudo.232. 475-B. se for o caso. o seu representante legal. Da decisão de liquidação caberá agravo de instrumento. 614. Requerida a liquidação por arbitramento.232. de 2005) Art.232. 475-G. de 2005) Art. fixar de plano. de 2005) Art.232.232. 362. de 2005) Art. querendo. ou.232. de 2005) § 1o É definitiva a execução da sentença transitada em julgado e provisória quando se tratar de sentença impugnada mediante recurso ao qual não foi atribuído efeito suspensivo. configurar-se-á a situação prevista no art. ainda. de 2005) § 3o Poderá o juiz valer-se do contador do juízo. a requerimento do credor. sobre o qual poderão as partes manifestar-se no prazo de dez dias. a seu prudente critério.232. far-se-á a execução pelo valor originariamente pretendido. e. na falta deste.

exclusivamente em relação ao inventariante. A impugnação não terá efeito suspensivo. de 2005) pela Lei nº 11. (Incluído pela Lei nº 11. de 2005) § 4o Efetuado o pagamento parcial no prazo previsto no caput deste artigo.232. (Incluído pela Lei nº 11.§ 2o Caso o oficial de justiça não possa proceder à avaliação. pleiteia quantia superior à resultante da sentença. (Incluído IV – ilegitimidade das partes. (Incluído II – inexigibilidade do título. compensação. (Incluído pela Lei nº 11. o juiz. modificativa ou extintiva da obrigação. em seu requerimento. sob pena de rejeição liminar dessa impugnação. nomeará avaliador. de qualquer natureza. não fazer. é lícito ao exeqüente requerer o prosseguimento da execução. de 2005) § 3o A decisão que resolver a impugnação é recorrível mediante agravo de instrumento. (Incluído pela Lei nº 11. arbitrada pelo juiz e prestada nos próprios autos. de 2005) VI – a sentença estrangeira. de 2005) III – penhora incorreta ou avaliação errônea. (Incluído pela Lei nº 11. São títulos executivos judiciais: (Incluído pela Lei nº 11. (Incluído pela Lei nº 11. assinando-lhe breve prazo para a entrega do laudo.232. homologado judicialmente. de 2005) I – falta ou nulidade da citação.232. (Incluído pela Lei nº 11. transação ou prescrição.232. (Incluído pela Lei nº 11.232. (Incluído pela Lei nº 11. de 2005) § 1o Para efeito do disposto no inciso II do caput deste artigo.232. (Incluído pela Lei nº 11. de 2005) VI – qualquer causa impeditiva.232. ainda que inclua matéria não posta em pela Lei nº 11. salvo quando importar extinção da execução. caso contrário. (Incluído juízo. indicar desde logo os bens a serem penhorados.232. considera-se também inexigível o título judicial fundado em lei ou ato normativo declarados inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal.232. ou fundado em aplicação ou interpretação da lei ou ato normativo tidas pelo Supremo Tribunal Federal como incompatíveis com a Constituição Federal. como pagamento. desde que superveniente à sentença. (Incluído 11. de 2005) Art.232. de 2005) VII – o formal e a certidão de partilha. de 2005) § 1o Ainda que atribuído efeito suspensivo à impugnação. (Incluído pela Lei nº 11. de 2005) § 2o Quando o executado alegar que o exeqüente. (Incluído pela Lei nº 11. o juiz mandará arquivar os autos. a multa de dez por cento incidirá sobre o restante. de 2005) . de 2005) § 5o Não sendo requerida a execução no prazo de seis meses. cumprir-lhe-á declarar de imediato o valor que entende correto. de 2005) Art. 475-N. 475-L.232. se o processo correu à revelia. de 2005) pela Lei nº 11.232. de 2005) § 2o Deferido efeito suspensivo. (Incluído pela Lei nº 11. 475-M.232. (Incluído V – o acordo extrajudicial. em excesso de execução.232. caso em que caberá apelação.232. aos herdeiros e aos sucessores a título singular ou universal.232. (Incluído 11. (Incluído pela Lei nº 11. sem prejuízo de seu desarquivamento a pedido da parte. de 2005) Art. podendo o juiz atribuir-lhe tal efeito desde que relevantes seus fundamentos e o prosseguimento da execução seja manifestamente suscetível de causar ao executado grave dano de difícil ou incerta reparação.232. novação. (Incluído V – excesso de execução.232. de 2005) I – a sentença proferida no processo civil que reconheça a existência de obrigação de fazer.232. de 2005) pela Lei nº pela Lei nº IV – a sentença arbitral. A impugnação somente poderá versar sobre: (Incluído pela Lei nº 11. por depender de conhecimentos especializados. a impugnação será instruída e decidida nos próprios autos e. (Incluído pela Lei nº 11.232. entregar coisa ou pagar quantia. de 2005) pela Lei nº 11.232. oferecendo e prestando caução suficiente e idônea. de 2005) III – a sentença homologatória de conciliação ou de transação.232. em autos apartados. homologada pelo Superior Tribunal de Justiça.232. de 2005) II – a sentença penal condenatória transitada em julgado.232.232. de 2005) § 3o O exeqüente poderá. (Incluído pela Lei nº 11. de 2005) pela Lei nº 11. de imediato.

observadas as seguintes normas: (Incluído pela Lei nº 11. para liquidação ou execução.232. se a sentença for reformada. poderá ordenar ao devedor constituição de capital. de 2005) Art. de 2005) Art. o exeqüente demonstrar situação de necessidade. salvo quando da dispensa possa manifestamente resultar risco de grave dano. II – certidão de interposição do recurso não dotado de efeito suspensivo. arbitrada de plano pelo juiz e prestada nos próprios autos. (Incluído pela Lei nº 11. a reparar os danos que o executado haja sofrido. que se obriga. 544).232. (Incluído pela Lei nº 11.232. de 2005) Art. (Incluído pela Lei nº 11. (Incluído pela Lei nº 11. de sentença arbitral ou de sentença estrangeira. restituindo-se as partes ao estado anterior e liquidados eventuais prejuízos nos mesmos autos. será inalienável e impenhorável enquanto durar a obrigação do devedor. (Incluído pela Lei nº 11.232. de 2005) pela Lei nº 11. 544). 475-O. Quando a indenização por ato ilícito incluir prestação de alimentos. títulos da dívida pública ou aplicações financeiras em banco oficial. no que couber. de 2005) Parágrafo único. de 2005) I – quando.232. outras peças processuais que o exeqüente considere necessárias. somente nesta ficará sem efeito a execução. de pela Lei nº 11. (Incluído pela Lei nº 11. de 2005) § 1o No caso do inciso II do caput deste artigo. no juízo cível. o exequente instruirá a petição com cópias autenticadas das seguintes peças do processo. de 2005) pela Lei nº 11. 475-J) incluirá a ordem de citação do devedor.232. § 3o Ao requerer a execução provisória.232. de difícil ou incerta reparação. (Incluído pela Lei nº 11.232. nas causas de sua competência originária.232. podendo o advogado declarar a autenticidade. Nos casos dos incisos II.232.232. IV e VI. de 2005) III – o levantamento de depósito em dinheiro e a prática de atos que importem alienação de propriedade ou dos quais possa resultar grave dano ao executado dependem de caução suficiente e idônea. O cumprimento da sentença efetuar-se-á perante: (Incluído I – os tribunais. o exeqüente poderá optar pelo juízo do local onde se encontram bens sujeitos à expropriação ou pelo do atual domicílio do executado. até o limite de sessenta vezes o valor do salário-mínimo.232. (Incluído Lei nº 11. (Incluído pela Lei nº 11. de 2005) I – corre por iniciativa. (Incluído pela Lei nº 11. sobrevindo acórdão que modifique ou anule a sentença objeto da execução. (Incluído pela Lei nº 11. (Incluído IV – decisão de habilitação. cuja renda assegure o pagamento do valor mensal da pensão. quanto a esta parte. 475-P. de 2005) II – o juízo que processou a causa no primeiro grau de jurisdição.232. sob sua responsabilidade pessoal: I – sentença ou acórdão exequendo. se for o caso. de 2005) § 2o A caução a que se refere o inciso III do caput deste artigo poderá ser dispensada: (Incluído pela Lei nº 11.232. de 2005) III – procurações outorgadas pelas partes. nos casos de crédito de natureza alimentar ou decorrente de ato ilícito. se a sentença provisória for modificada ou anulada apenas em parte.232.nos casos de execução provisória em que penda agravo perante o Supremo Tribunal Federal ou o Superior Tribunal de Justiça (art. salvo quando da dispensa possa manifestamente resultar risco de grave dano. de 2005) II . quando se tratar de sentença penal condenatória. conforme o caso. representado por imóveis. do mesmo modo que a definitiva. de 2005) II – fica sem efeito. o mandado inicial (art.232.232. No caso do inciso II do caput deste artigo. (Incluído pela Lei nº 11.232. 475-Q. de difícil ou incerta reparação. o juiz. conta e responsabilidade do exeqüente.Parágrafo único. de 2005) II – nos casos de execução provisória em que penda agravo de instrumento junto ao Supremo Tribunal Federal ou ao Superior Tribunal de Justiça (art.232. por arbitramento. A execução provisória da sentença far-se-á. (Incluído pela Lei nº 11. (Incluído pela Lei nº 11. (Incluído 2005) III – o juízo cível competente. de 2005) § 2o O juiz poderá substituir a constituição do capital pela inclusão do beneficiário da prestação em folha de pagamento de entidade de direito público ou de empresa de direito privado de notória capacidade . de 2005) pela V – facultativamente.232. de 2005) § 1o Este capital. casos em que a remessa dos autos do processo será solicitada ao juízo de origem. (Incluído pela Lei nº 11.

475-R. Art. de 26. (Incluído Vll . IV . 502.232. cessar o desconto em folha ou cancelar as garantias prestadas.232.1990) VIII . o juiz mandará liberar o capital. a qualquer tempo. as normas que regem o processo de execução de título extrajudicial. porém. sem a anuência do recorrido ou dos litisconsortes.352. Aplicam-se subsidiariamente ao cumprimento da sentença. § 1o Cumpre ao terceiro demonstrar o nexo de interdependência entre o seu interesse de intervir e a relação jurídica submetida à apreciação judicial. 497. (Redação dada pela Lei nº 10. como naqueles em que oficiou como fiscal da lei. Art. poderá a parte requerer. de 26. a interposição do agravo de instrumento não obsta o andamento do processo. vencidos autor e réu. Cada parte interporá o recurso. Parágrafo único.232. (Incluído pela Lei nº 11. preparo e julgamento no tribunal superior. por fiança bancária ou garantia real. III . 499. no prazo de que a parte dispõe para responder.apelação. II . II . pelo terceiro prejudicado e pelo Ministério Público. . desistir do recurso. § 2o O Ministério Público tem legitimidade para recorrer assim no processo em que é parte. de 2005) § 4o Os alimentos podem ser fixados tomando por base o salário-mínimo.embargos infringentes.recurso extraordinário.5. 501. Sendo.1990) (Incluído pela Lei nº 8.recurso ordinário.352. (Incluído pela Lei nº 11. a requerimento do devedor. O recurso extraordinário e o recurso especial não impedem a execução da sentença.será interposto perante a autoridade competente para admitir o recurso principal. (Incluído pela Lei nº 11. de 2005) Art. no prazo e observadas as exigências legais. conforme as circunstâncias. nos embargos infringentes. 558 desta Lei. de 2005) § 3o Se sobrevier modificação nas condições econômicas. redução ou aumento da prestação.agravo.2001) Art.não será conhecido. III . A renúncia ao direito de recorrer independe da aceitação da outra parte. ressalvado o disposto no art. relativamente ao julgamento unânime. e forem interpostos embargos infringentes. ou.5.12.12.038.econômica. O recurso pode ser interposto pela parte vencida. independentemente. Art. se houver desistência do recurso principal.232.232. V . quanto às condições de admissibilidade.038. (Incluído pela Lei nº 11. o prazo para recurso extraordinário ou recurso especial. ou se for ele declarado inadmissível ou deserto. no que couber. (Incluído pela Lei nº 10. de 25.recurso especial. Quando o dispositivo do acórdão contiver julgamento por maioria de votos e julgamento unânime. (Incluído pela Lei nº 11.embargos de declaração. de 2005) § 5o Cessada a obrigação de prestar alimentos. O recorrente poderá. ficará sobrestado até a intimação da decisão nos embargos.será admissível na apelação. Ao recurso adesivo se aplicam as mesmas regras do recurso independente. Quando não forem interpostos embargos infringentes. de 2005) TÍTULO X DOS RECURSOS CAPÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES GERAIS Art. O recurso adesivo fica subordinado ao recurso principal e se rege pelas disposições seguintes: I . o prazo relativo à parte unânime da decisão terá como dia de início aquele em que transitar em julgado a decisão por maioria de votos. 500. Vl . no recurso extraordinário e no recurso especial. pela Lei nº 8.2001) Parágrafo único. de 25. São cabíveis os seguintes recursos: I . em valor a ser arbitrado de imediato pelo juiz. 498. ao recurso interposto por qualquer deles poderá aderir a outra parte.embargos de divergência em recurso especial e em recurso extraordinário. Art. 496. Art.

Transitado em julgado o acórdão. sobrevier o falecimento da parte ou de seu advogado. pela União. a petição será protocolada em cartório ou segundo a norma de organização judiciária. contra quem começará a correr novamente depois da intimação. interposta por petição dirigida ao juiz.da leitura da sentença em audiência. 512. sob pena de deserção.o pedido de nova decisão.da intimação às partes. Parágrafo único.276. A sentença pode ser impugnada no todo ou em parte. sem reserva alguma. 507. o prazo para interpor e para responder é de 15 (quinze) dias. que suspenda o curso do processo. o respectivo preparo. quando as defesas opostas ao credor Ihes forem comuns. 504. ainda não decididas. inclusive porte de remessa e de retorno. A parte. no recurso ordinário. contar-se-á da data: I . não poderá recorrer. de 2006) Art. Art. O julgamento proferido pelo tribunal substituirá a sentença ou a decisão recorrida no que tiver sido objeto de recurso.12. se o recorrente. Considera-se aceitação tácita a prática. § 1o Serão. nos embargos infringentes. 505. CAPÍTULO II DA APELAÇÃO Art. (Redação dada pela Lei nº 8. A apelação devolverá ao tribunal o conhecimento da matéria impugnada. não vier a suprilo no prazo de cinco dias.os nomes e a qualificação das partes. Art. 510. 513. o recurso interposto por um devedor aproveitará aos outros. Art. objeto de apreciação e julgamento pelo tribunal todas as questões suscitadas e discutidas no processo. Havendo solidariedade passiva.1994) . § 2o A insuficiência no valor do preparo implicará deserção.da publicação do dispositivo do acórdão no órgão oficial. pelos Estados e Municípios e respectivas autarquias. 515. ressalvado o disposto no § 2 o do art. Art. (Redação dada pela Lei nº 11. § 2o Quando o pedido ou a defesa tiver mais de um fundamento e o juiz acolher apenas um deles. intimado. Ficam também submetidas ao tribunal as questões anteriores à sentença. Parágrafo único. 267 e 269). Se. porém. 184 e seus parágrafos. quando a sentença não for proferida em audiência. Art. a apelação devolverá ao tribunal o conhecimento dos demais. No prazo para a interposição do recurso. 514. o escrivão.12. 511. § 3o Nos casos de extinção do processo sem julgamento do mérito (art. independentemente de despacho. o tribunal poderá determinar a realização ou renovação do ato processual. 509.Art. II . III . sempre que possível prosseguirá o julgamento da apelação. 506. será tal prazo restituído em proveito da parte. Art.352. Art. 503. O recurso interposto por um dos litisconsortes a todos aproveita. II . 516. se a causa versar questão exclusivamente de direito e estiver em condições de imediato julgamento.950. No ato de interposição do recurso. 525 desta Lei. durante o prazo para a interposição do recurso. Na apelação. Art. conterá: I . de 26. intimadas as partes. ainda que a sentença não as tenha julgado por inteiro. do herdeiro ou do sucessor. e pelos que gozam de isenção legal. providenciará a baixa dos autos ao juízo de origem. cumprida a diligência. (Incluído pela Lei nº 11. que aceitar expressa ou tacitamente a sentença ou a decisão. (Incluído pela Lei nº 10.276. Art. O prazo para a interposição do recurso. o recorrente comprovará. 267). Art. o tribunal pode julgar desde logo a lide. III . Parágrafo único. no recurso extraordinário e nos embargos de divergência.os fundamentos de fato e de direito. § 1o São dispensados de preparo os recursos interpostos pelo Ministério Público. quando exigido pela legislação pertinente. ou ocorrer motivo de força maior. 508. no prazo de 5 (cinco) dias. ou secretário. A apelação. aplicável em todos os casos o disposto no art. Dos despachos não cabe recurso. Da sentença caberá apelação (arts. salvo se distintos ou opostos os seus interesses. de 13. de 2006) Art. no recurso especial. de um ato incompatível com a vontade de recorrer.2001) § 4o Constatando a ocorrência de nulidade sanável.

salvo quando se tratar de decisão suscetível de causar à parte lesão grave e de difícil reparação. quando interposta de sentença que: (Redação dada pela Lei nº 5. § 1o O juiz não receberá o recurso de apelação quando a sentença estiver em conformidade com súmula do Superior Tribunal de Justiça ou do Supremo Tribunal Federal. Na modalidade de agravo retido o agravante requererá que o tribunal dele conheça. bem como nos casos de inadmissão da apelação e nos relativos aos efeitos em que a apelação é recebida. (Redação 9.homologar a divisão ou a demarcação.139.2001) Art. na forma retida. V . A apelação será recebida em seu efeito devolutivo e suspensivo. declarando os efeitos em que a recebe. de 1º.11.307. o juiz.950.11. através de petição com os seguintes requisitos: (Redação dada pela Lei nº 9.decidir o processo cautelar.276.Art. 520.11.o nome e o endereço completo dos advogados.10. Provando o apelante justo impedimento. de 30. 517. (Redação II .1973) dada pela Lei nº 8.confirmar a antecipação dos efeitos da tutela. o apelado poderá promover. (Incluído pela Lei nº 9. nele expostas sucintamente as razões do agravante.1996) VII .(Redação dada pela Lei nº 10. de 30.1973) (Redação dada pela Lei nº 5.12. (Redação III . (Redação dada pela Lei nº 5. Art. o juiz poderá reformar sua decisão. (Redação dada pela Lei nº 9.139. de 30.139. (Redação dada pela Lei nº 9. preliminarmente. de 30.1995) I .10.9. se a parte provar que deixou de fazê-lo por motivo de força maior. de 1º. de 2005) Parágrafo único.925.925. (Renumerado pela Lei nº 11. sua apreciação pelo Tribunal. devendo ser interposto oral e imediatamente.rejeitar liminarmente embargos à execução ou julgá-los improcedentes. As questões de fato. de 2006) § 2o Apresentada a resposta. mandará dar vista ao apelado para responder. (Incluído pela Lei nº 9.11. 521.12.187.950. (Incluído pela Lei nº 11.1995) Art.11. de 23. o juiz não poderá inovar no processo. 524. de 30. de 26.11. fixando-lhe prazo para efetuar o preparo. (Redação dada pela Lei nº 9. O agravo retido independe de preparo. constantes do processo. de 13. bem como constar do respectivo termo (art. IV . 522.352. de 30. de 1º.139. O agravo de instrumento será dirigido diretamente ao tribunal competente.11. recebida só no efeito devolutivo.139.352. de 30. no prazo de 10 (dez) dias. de 2006) Art. poderão ser suscitadas na apelação.139.11.139. extraindo a respectiva carta. cabendo ao tribunal apreciar-lhe a legitimidade.10.12. de 13.as razões do pedido de reforma da decisão. 518. Será. é facultado ao juiz.1994) VI . de 30.1995) § 2o Interposto o agravo. e ouvido o agravado no prazo de 10 (dez) dias.12.276. (Redação dada pela Lei nº 11.925.1995) . CAPÍTULO III DO AGRAVO (Redação dada pela Lei nº 9.2001) § 3o Das decisões interlocutórias proferidas na audiência de instrução e julgamento caberá agravo na forma retida.condenar à prestação de alimentos. (Redação dada pela Lei nº 8. a execução provisória da sentença. recebida só no efeito devolutivo.1973) I . 519. quando será admitida a sua interposição por instrumento.1994) Parágrafo único. 457). de 26. em cinco dias. no entanto.1995) § 1o Não se conhecerá do agravo se a parte não requerer expressamente. A decisão referida neste artigo será irrecorrível.139. Art. por ocasião do julgamento da apelação.1995) Art. o juiz relevará a pena de deserção. não propostas no juízo inferior. (Incluído pela Lei nº 10. o reexame dos pressupostos de admissibilidade do recurso.1995) dada pela Lei nº II . Art. Recebida a apelação em ambos os efeitos. Das decisões interlocutórias caberá agravo. desde logo. Interposta a apelação.julgar procedente o pedido de instituição de arbitragem. 523.a exposição do fato e do direito.1995) dada pela Lei nº 9. nas razões ou na resposta da apelação.

quando devidos. Admitidos os embargos. 558). ainda.facultativamente. Art. O agravante.1995) § 2o No prazo do recurso. o relator do acórdão embargado apreciará a admissibilidade do recurso. A decisão liminar.obrigatoriamente. com outras peças que o agravante entender úteis. mandando remeter os autos ao juiz da causa. após.poderá atribuir efeito suspensivo ao recurso (art.139. nas comarcas sede de tribunal e naquelas em que o expediente forense for divulgado no diário oficial.Art.mandará intimar o agravado.352.1995) § 1o Acompanhará a petição o comprovante do pagamento das respectivas custas e do porte de retorno. da certidão da respectiva intimação e das procurações outorgadas aos advogados do agravante e do agravado. 528. de 26.ultimadas as providências referidas nos incisos III a V do caput deste artigo. na mesma oportunidade. Art. O juiz não poderá negar seguimento ao agravo. de 30. ou postada no correio sob registro com aviso de recebimento. 526. os embargos serão restritos à matéria objeto da divergência. Se o desacordo for parcial.11.11. 533.11. nos casos do art. (Redação dada pela Lei nº 11.1995) I . 557. a pretensão recursal. de 30.2001) IV .139. requererá juntada. 525. proferida nos casos dos incisos II e III do caput deste artigo. aos autos do processo de cópia da petição do agravo de instrumento e do comprovante de sua interposição. V . ou houver julgado procedente ação rescisória. (Redação dada pela Lei nº 9. no prazo de 3 (três) dias.11. mandará ouvir o Ministério Público. 530.352.11. 529. para que responda no prazo de 10 (dez) dias (art. desde que argüido e provado pelo agravado. assim como a relação dos documentos que instruíram o recurso. facultandolhe juntar a documentação que entender conveniente. (Redação dada pela Lei nº 9. e distribuído incontinenti. O não cumprimento do disposto neste artigo. 527. Em prazo não superior a 30 (trinta) dias da intimação do agravado.11.11. 531.poderá requisitar informações ao juiz da causa. o relator pedirá dia para julgamento. liminarmente. serão processados e julgados conforme dispuser o regimento do tribunal. em antecipação de tutela. de 30. bem como nos casos de inadmissão da apelação e nos relativos aos efeitos em que a apelação é recebida. Art. de 30. . (Incluído pela Lei nº 9. ou. (Redação dada pela Lei nº 10. salvo se o próprio relator a reconsiderar. salvo quando se tratar de decisão suscetível de causar à parte lesão grave e de difícil reparação.1995) Parágrafo único. para o órgão competente para o julgamento do recurso. a petição será protocolada no tribunal. por ofício dirigido ao seu advogado. em 5 (cinco) dias. VI . de 2005) Art. o relator: I .negar-lhe-á seguimento. ainda que interposto fora do prazo legal. Se o juiz comunicar que reformou inteiramente a decisão. Da decisão que não admitir os embargos caberá agravo. que as prestará no prazo de 10 (dez) dias. (Incluído pela Lei nº 9. de 30. o relator considerará prejudicado o agravo.139.12. a intimação far-se-á mediante publicação no órgão oficial.139.1995) CAPÍTULO IV DOS EMBARGOS INFRINGENTES Art.1995) II . § 2 o).187. a sentença de mérito. A petição de agravo de instrumento será instruída: (Redação dada pela Lei nº 9.139.12.1995) Art. 525. Cabem embargos infringentes quando o acórdão não unânime houver reformado. comunicando ao juiz sua decisão. sendo que.139. para que se pronuncie no prazo de 10 (dez) dias. abrir-se-á vista ao recorrido para contra-razões. interposta por outra forma prevista na lei local.converterá o agravo de instrumento em agravo retido. (Redação dada pela Lei nº 9.11. somente é passível de reforma no momento do julgamento do agravo.1995) Art. Art. 532. Art.139. ou deferir. Interpostos os embargos. Recebido o agravo de instrumento no tribunal. (Redação dada pela Lei nº 9. (Redação dada pela Lei nº 11. importa inadmissibilidade do agravo. 528. sob registro e com aviso de recebimento. com cópias da decisão agravada. (Redação dada pela Lei nº 9. de 26. de 30. de 30.139. se for o caso. de 30.187. total ou parcialmente. Parágrafo único. em grau de apelação. de 2005) III .2001) II . conforme tabela que será publicada pelos tribunais. (Redação dada pela Lei nº 10.

o Juizado do foro: I . Art. ficando condicionada a interposição de qualquer outro recurso ao depósito do valor respectivo. IV .dos seus julgados. agência. nos tribunais. filial. dos Conciliadores e dos Juízes Leigos Art. nas ações para reparação de dano de qualquer natureza. ainda que de cunho patrimonial.houver.a ação de despejo para uso próprio. por qualquer das partes. falimentar.for omitido ponto sobre o qual devia pronunciar-se o juiz ou tribunal. Quando manifestamente protelatórios os embargos. no valor de até quarenta vezes o salário mínimo.as causas cujo valor não exceda a quarenta vezes o salário mínimo. 534. com indicação do ponto obscuro. a critério do autor. § 2º Ficam excluídas da competência do Juizado Especial as causas de natureza alimentar. Os embargos de declaração interrompem o prazo para a interposição de outros recursos. o juiz ou o tribunal.as enumeradas no art. § 3º A opção pelo procedimento previsto nesta Lei importará em renúncia ao crédito excedente ao limite estabelecido neste artigo. § 1º Compete ao Juizado Especial promover a execução: I . 3º O Juizado Especial Cível tem competência para conciliação. proferindo voto. II . assim consideradas: I . .dos títulos executivos extrajudiciais. Capítulo II Dos Juizados Especiais Cíveis Seção I Da Competência Art. 4º É competente. em petição dirigida ao juiz ou relator. poderá a ação ser proposta no foro previsto no inciso I deste artigo. para apreciá-las e para dar especial valor às regras de experiência comum ou técnica. II . não estando sujeitos a preparo. Os embargos serão opostos.do domicílio do réu ou. 275. do local onde aquele exerça atividades profissionais ou econômicas ou mantenha estabelecimento. fiscal e de interesse da Fazenda Pública. 538. O juiz julgará os embargos em 5 (cinco) dias. Art. na sentença ou no acórdão. em juiz que não haja participado do julgamento anterior. esta recairá. Caso a norma regimental determine a escolha de novo relator. e também as relativas a acidentes de trabalho. para as causas previstas nesta Lei. Parágrafo único. o relator apresentará os embargos em mesa na sessão subsequente. III .as ações possessórias sobre bens imóveis de valor não excedente ao fixado no inciso I deste artigo. excetuada a hipótese de conciliação. se possível. 536. CAPÍTULO V DOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Art. no prazo de 5 (cinco) dias. a multa é elevada a até 10% (dez por cento). Art. obscuridade ou contradição. condenará o embargante a pagar ao embargado multa não excedente de 1% (um por cento) sobre o valor da causa. Na reiteração de embargos protelatórios.do domicílio do autor ou do local do ato ou fato. contraditório ou omisso. 535. II . do Código de Processo Civil. Seção II Do Juiz. a resíduos e ao estado e capacidade das pessoas.do lugar onde a obrigação deva ser satisfeita. observado o disposto no § 1º do art. 6º O Juiz adotará em cada caso a decisão que reputar mais justa e equânime. Cabem embargos de declaração quando: I . declarando que o são. II . processo e julgamento das causas cíveis de menor complexidade. 537. Art. Parágrafo único. Art. III . 5º O Juiz dirigirá o processo com liberdade para determinar as provas a serem produzidas. inciso II. sucursal ou escritório. Em qualquer hipótese. atendendo aos fins sociais da lei e às exigências do bem comum.Art. 8º desta Lei.

Art. 7º Os conciliadores e Juízes leigos são auxiliares da Justiça. se quiser. os primeiros. entre advogados com mais de cinco anos de experiência. de 2009) art. quando a causa o recomendar. sendo pessoa jurídica ou titular de firma individual. nas de valor superior. seção v do pedido . independentemente de assistência. inclusive para fins de conciliação. (Incluído pela Lei nº 12.126. as pessoas jurídicas de direito público. excluídos os cessionários de direito de pessoas jurídicas. Os Juízes leigos ficarão impedidos de exercer a advocacia perante os Juizados Especiais. preferentemente. o incapaz. (Redação dada pela Lei nº 12. terá a outra parte. de 14 de § 2º O maior de dezoito anos poderá ser autor. ou se o réu for pessoa jurídica ou firma individual. seção IV dos atos processuais Art. 9º Nas causas de valor até vinte salários mínimos. entre os bacharéis em Direito. 13. de 2009) II . munido de carta de preposição com poderes para transigir. o preso. no processo instituído por esta Lei. e os segundos. poderá ser representado por preposto credenciado. a massa falida e o insolvente civil. se uma das partes comparecer assistida por advogado. § 4o O réu. § 3º O mandato ao advogado poderá ser verbal. O Ministério Público intervirá nos casos previstos em lei. § 2º A prática de atos processuais em outras comarcas poderá ser solicitada por qualquer meio idôneo de comunicação. as partes comparecerão pessoalmente. Parágrafo único. que será inutilizada após o trânsito em julgado da decisão. § 1o Somente serão admitidas a propor ação perante o Juizado Especial: (Redação dada pela Lei nº (Incluído 12.126. 1o da Lei no 10. assistência judiciária prestada por órgão instituído junto ao Juizado Especial. Art.841. datilografadas. Os atos processuais serão públicos e poderão realizar-se em horário noturno. Os demais atos poderão ser gravados em fita magnética ou equivalente. conforme dispuserem as normas de organização judiciária. Admitir-se-á o litisconsórcio.Art. (Incluído pela Lei nº 12. 2º desta Lei.as pessoas jurídicas qualificadas como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público. de 5 de outubro de 1999. nos termos da Lei no 9. 10. de 23 de março de 1999. § 4º As normas locais disporão sobre a conservação das peças do processo e demais documentos que o instruem. na forma da lei local. as empresas públicas da União. assim definidas pela Lei no 9.126.as sociedades de crédito ao microempreendedor. (Incluído pela Lei nº 12. taquigrafadas ou estenotipadas. atendidos os critérios indicados no art. podendo ser assistidas por advogado. Seção III Das Partes Art. sem haver necessidade de vínculo empregatício.790. Art. § 3º Apenas os atos considerados essenciais serão registrados resumidamente. pela Lei nº 12.as microempresas. de 2009) III . § 2º O Juiz alertará as partes da conveniência do patrocínio por advogado. § 1º Sendo facultativa a assistência.126. no processo. a assistência é obrigatória. salvo quanto aos poderes especiais. enquanto no desempenho de suas funções. de 2009) I . Não se admitirá.126. 8º Não poderão ser partes. § 1º Não se pronunciará qualquer nulidade sem que tenha havido prejuízo.137. nos termos do fevereiro de 2001. recrutados. em notas manuscritas. Os atos processuais serão válidos sempre que preencherem as finalidades para as quais forem realizados. 12. 11. de 2009) IV .as pessoas físicas capazes.194. qualquer forma de intervenção de terceiro nem de assistência. de 2009) Art.

na ausência da comunicação. e pelos Estados. § 2º É lícito formular pedido genérico quando não for possível determinar. 19. II . Art. Mensagem de veto Dispõe sobre os Juizados Especiais da Fazenda Pública no âmbito dos Estados. DE 22 DE DEZEMBRO DE 2009. de plano.tratando-se de pessoa jurídica ou firma individual. § 1º A citação conterá cópia do pedido inicial. considerar-se-ão verdadeiras as alegações iniciais. Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos LEI Nº 12. As intimações serão feitas na forma prevista para citação. § 2º As partes comunicarão ao juízo as mudanças de endereço ocorridas no curso do processo. podendo ser utilizado o sistema de fichas ou formulários impressos. a qualificação e o endereço das partes. § 2º Não se fará citação por edital. serão criados pela União. 17.153. instaurar-se-á. Parágrafo único. Registrado o pedido. por oficial de justiça. nesta última hipótese. A citação far-se-á: I . O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. desde logo. a realizar-se no prazo de quinze dias. § 1º Dos atos praticados na audiência. com aviso de recebimento em mão própria. órgãos da justiça comum e integrantes do Sistema dos Juizados Especiais. 14. 18. II . não comparecendo este.o nome. . reputando-se eficazes as intimações enviadas ao local anteriormente indicado. escrito ou oral. dos Territórios e dos Municípios.Art. III . desde que conexos e a soma não ultrapasse o limite fixado naquele dispositivo. § 3º O comparecimento espontâneo suprirá a falta ou nulidade da citação. a sessão de conciliação. a Secretaria do Juizado designará a sessão de conciliação. nas causas de sua competência. Art. § 3º O pedido oral será reduzido a escrito pela Secretaria do Juizado. Art. independentemente de mandado ou carta precatória. do Distrito Federal. § 1º Do pedido constarão. Art. de forma simples e em linguagem acessível: I . à Secretaria do Juizado. 1o Os Juizados Especiais da Fazenda Pública. a extensão da obrigação. no Distrito Federal e nos Territórios. processo.os fatos e os fundamentos. III . ou por qualquer outro meio idôneo de comunicação.o objeto e seu valor. poderá ser dispensada a contestação formal e ambos serão apreciados na mesma sentença. mediante entrega ao encarregado da recepção. Havendo pedidos contrapostos. que será obrigatoriamente identificado. independentemente de distribuição e autuação. O processo instaurar-se-á com a apresentação do pedido. e será proferido julgamento. desde logo. para conciliação. Seção VI Das Citações e Intimações Art. julgamento e execução. considerar-se-ão desde logo cientes as partes. dispensados o registro prévio de pedido e a citação.sendo necessário. 3º desta Lei poderão ser alternativos ou cumulados. de forma sucinta.por correspondência. 16. dia e hora para comparecimento do citando e advertência de que. Comparecendo inicialmente ambas as partes. 15. Os pedidos mencionados no art.

869. populares. o pagamento será efetuado: I – no prazo máximo de 60 (sessenta) dias. não haverá reexame necessário. 5o Podem ser partes no Juizado Especial da Fazenda Pública: I – como autores. de 14 de dezembro de 2006. caso o montante da condenação exceda o valor definido como obrigação de pequeno valor. Tratando-se de obrigação de pagar quantia certa. . de 11 de janeiro de 1973 – Código de Processo Civil. os valores serão: I – 40 (quarenta) salários mínimos. II – como réus. determinará o sequestro do numerário suficiente ao cumprimento da decisão. 6o Quanto às citações e intimações. autarquias e fundações públicas a eles vinculadas. na hipótese do § 3o do art. imediatamente. Distrito Federal. transigir ou desistir nos processos da competência dos Juizados Especiais. 2o É de competência dos Juizados Especiais da Fazenda Pública processar. Art. de desapropriação. 9o A entidade ré deverá fornecer ao Juizado a documentação de que disponha para o esclarecimento da causa. § 3o (VETADO) § 4o No foro onde estiver instalado Juizado Especial da Fazenda Pública. nos termos e nas hipóteses previstas na lei do respectivo ente da Federação. a sua competência é absoluta. ou II – mediante precatório. o Distrito Federal. O sistema dos Juizados Especiais dos Estados e do Distrito Federal é formado pelos Juizados Especiais Cíveis. Art. o juiz nomeará pessoa habilitada. que apresentará o laudo até 5 (cinco) dias antes da audiência. não fazer ou entrega de coisa certa. de ofício ou a requerimento das partes. Art. § 1o Desatendida a requisição judicial. execuções fiscais e as demandas sobre direitos ou interesses difusos e coletivos. até o valor de 60 (sessenta) salários mínimos. Art. com cópia da sentença ou do acordo. por improbidade administrativa. somente será admitido recurso contra a sentença. quanto aos Estados e ao Distrito Federal. que imponham obrigação de fazer. Juizados Especiais Criminais e Juizados Especiais da Fazenda Pública. assim definidas na Lei Complementar no 123. § 2o As obrigações definidas como de pequeno valor a serem pagas independentemente de precatório terão como limite o que for estabelecido na lei do respectivo ente da Federação. Art. Art. aplicam-se as disposições contidas na Lei no 5. deferir quaisquer providências cautelares e antecipatórias no curso do processo. Nas causas de que trata esta Lei. os Territórios e os Municípios. para fins de competência do Juizado Especial. o juiz. III – as causas que tenham como objeto a impugnação da pena de demissão imposta a servidores públicos civis ou sanções disciplinares aplicadas a militares. 8o Os representantes judiciais dos réus presentes à audiência poderão conciliar. Art. Territórios e Municípios.Parágrafo único. 4o Exceto nos casos do art. será efetuado mediante ofício do juiz à autoridade citada para a causa. dos Territórios e dos Municípios. conciliar e julgar causas cíveis de interesse dos Estados. 11. O cumprimento do acordo ou da sentença. Art. apresentando-a até a instalação da audiência de conciliação. devendo a citação para a audiência de conciliação ser efetuada com antecedência mínima de 30 (trinta) dias. 3o. 7o Não haverá prazo diferenciado para a prática de qualquer ato processual pelas pessoas jurídicas de direito público. contado da entrega da requisição do juiz à autoridade citada para a causa. independentemente de precatório. a soma de 12 (doze) parcelas vincendas e de eventuais parcelas vencidas não poderá exceder o valor referido no caput deste artigo. os Estados. 3o O juiz poderá. 13. § 3o Até que se dê a publicação das leis de que trata o § 2o. § 1o Não se incluem na competência do Juizado Especial da Fazenda Pública: I – as ações de mandado de segurança. 12. Para efetuar o exame técnico necessário à conciliação ou ao julgamento da causa. 10. para evitar dano de difícil ou de incerta reparação. Art. de divisão e demarcação. II – as causas sobre bens imóveis dos Estados. Art. inclusive a interposição de recursos. do Distrito Federal. § 2o Quando a pretensão versar sobre obrigações vincendas. bem como autarquias. 100 da Constituição Federal. Art. com trânsito em julgado. Art. fundações e empresas públicas a eles vinculadas. as pessoas físicas e as microempresas e empresas de pequeno porte. dispensada a audiência da Fazenda Pública. após o trânsito em julgado da decisão.

§ 6o O saque do valor depositado poderá ser feito pela parte autora. § 1o A designação dos juízes das Turmas Recursais obedecerá aos critérios de antiguidade e merecimento. § 2o No caso do § 1o. bem como a expedição de precatório complementar ou suplementar do valor pago. sempre. enquanto no desempenho de suas funções. 19. na forma da legislação dos Estados e do Distrito Federal. em parte. § 2o Os juízes leigos ficarão impedidos de exercer a advocacia perante todos os Juizados Especiais da Fazenda Pública instalados em território nacional. mediante procuração específica. 37 e 40 da Lei no 9. Os Juizados Especiais da Fazenda Pública serão instalados pelos Tribunais de Justiça dos Estados e do Distrito Federal. cabendo ao Tribunal designar a Vara onde funcionará. Parágrafo único. 18. por juízes do Sistema dos Juizados Especiais. § 1o O pedido fundado em divergência entre Turmas do mesmo Estado será julgado em reunião conjunta das Turmas em conflito. o pedido será por este julgado. sob a presidência de desembargador indicado pelo Tribunal de Justiça. preferentemente. § 4o São vedados o fracionamento. observadas as atribuições previstas nos arts. § 7o O saque por meio de procurador somente poderá ser feito na agência destinatária do depósito. recrutados. § 2o Não obtida a conciliação.099. 18 contrariar súmula do Superior Tribunal de Justiça. em parte. mediante expedição de precatório. . Cabe ao conciliador. Serão designados. independentemente de alvará. entre os bacharéis em Direito. com mandato de 2 (dois) anos. 14. para fins de encaminhamento da composição amigável. de modo que o pagamento se faça. e os segundos. na forma estabelecida no inciso I do caput e. e não houver impugnação das partes. os primeiros. da qual constem o valor originalmente depositado e sua procedência. para que possa optar pelo pagamento do saldo sem o precatório. em qualquer agência do banco depositário. sendo facultada à parte exequente a renúncia ao crédito do valor excedente. salvo quando não houver outro juiz na sede da Turma Recursal.II – 30 (trinta) salários mínimos. entre advogados com mais de 2 (dois) anos de experiência. Caberá pedido de uniformização de interpretação de lei quando houver divergência entre decisões proferidas por Turmas Recursais sobre questões de direito material. Art. § 2o Não será permitida a recondução. conciliadores e juízes leigos dos Juizados Especiais da Fazenda Pública. e integradas. § 1o Os conciliadores e juízes leigos são auxiliares da Justiça. pessoalmente. quanto aos Municípios. de 26 de setembro de 1995. Poderão ser instalados Juizados Especiais Adjuntos. As Turmas Recursais do Sistema dos Juizados Especiais são compostas por juízes em exercício no primeiro grau de jurisdição. preferencialmente. a parte interessada poderá provocar a manifestação deste. Quando a orientação acolhida pelas Turmas de Uniformização de que trata o § 1o do art. ou quando a decisão proferida estiver em contrariedade com súmula do Superior Tribunal de Justiça. § 1o Poderá o conciliador. Art. Art. Art. a repartição ou a quebra do valor da execução. conduzir a audiência de conciliação. Art. Art. § 5o Se o valor da execução ultrapassar o estabelecido para pagamento independentemente do precatório. sob a supervisão do juiz. 17. que dirimirá a divergência. caberá ao juiz presidir a instrução do processo. com firma reconhecida. o pagamento far-se-á. se entender suficientes para o julgamento da causa os esclarecimentos já constantes dos autos. na forma da legislação dos Estados e do Distrito Federal. podendo dispensar novos depoimentos. 22. § 3o Quando as Turmas de diferentes Estados derem a lei federal interpretações divergentes. a reunião de juízes domiciliados em cidades diversas poderá ser feita por meio eletrônico. por meio do precatório. 16. 15. ouvir as partes e testemunhas sobre os contornos fáticos da controvérsia.

Competirá aos Tribunais de Justiça prestar o suporte administrativo necessário ao funcionamento dos Juizados Especiais. § 2o Nos casos do caput deste artigo e do § 3o do art. 20. 22 de dezembro de 2009. Art. 26. presente a plausibilidade do direito invocado e havendo fundado receio de dano de difícil reparação. pedir reconsideração e recorrer de decisões. 23. medida liminar determinando a suspensão dos processos nos quais a controvérsia esteja estabelecida. observadas as seguintes regras: . Art. de 26 de setembro de 1995. a competência dos Juizados Especiais da Fazenda Pública. 16 aplica-se aos Juizados Especiais Federais instituídos pela Lei no 10. desde que o faça dentro das normas de urbanidade e em termos. além da observância das normas do Regimento. se veicularem tese não acolhida pelo Superior Tribunal de Justiça. podendo haver o aproveitamento total ou parcial das estruturas das atuais Varas da Fazenda Pública. de ofício ou a requerimento do interessado. 188o da Independência e 121o da República. Art.869. Art. os habeas corpus e os mandados de segurança. Os Tribunais de Justiça. 24. 28. o relator pedirá informações ao Presidente da Turma Recursal ou Presidente da Turma de Uniformização e. 9. aguardando pronunciamento do Superior Tribunal de Justiça. Não serão remetidas aos Juizados Especiais da Fazenda Pública as demandas ajuizadas até a data de sua instalação. O recurso extraordinário. será processado e julgado segundo o estabelecido no art. Art. Art. de 11 de janeiro de 1973 – Código de Processo Civil. 19. 18. poderá o relator conceder.12. 239. o Superior Tribunal de Justiça e o Supremo Tribunal Federal. ressalvados os processos com réus presos. de 12 de julho de 2001. § 6o Publicado o acórdão respectivo. nos casos previstos em lei.099.§ 1o Eventuais pedidos de uniformização fundados em questões idênticas e recebidos subsequentemente em quaisquer das Turmas Recursais ficarão retidos nos autos. atendendo à necessidade da organização dos serviços judiciários e administrativos.259. o relator incluirá o pedido em pauta na sessão. que poderão exercer juízo de retratação ou os declararão prejudicados. assim como as ajuizadas fora do Juizado Especial por força do disposto no art. Os Juizados Especiais da Fazenda Pública serão instalados no prazo de até 2 (dois) anos da vigência desta Lei. e 10. Os Tribunais de Justiça poderão limitar.259. expedirão normas regulamentando os procedimentos a serem adotados para o processamento e o julgamento do pedido de uniformização e do recurso extraordinário. O disposto no art. § 5o Decorrid