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PROCESSO Nº TST-RR-439100-57.2007.5.09.0071 A C Ó R D Ã O (1ª Turma) GMLBC/emc./ad ADICIONAL DE PERICULOSIDADE. SISTEMA ELÉTRICO DE POTÊNCIA.

UNIDADE CONSUMIDORA. Não se conhece de recurso interposto a decisão do Tribunal Regional proferida em harmonia com a Orientação Jurisprudencial n.º 324 da SBDI-I do TST, assim redigida: “É assegurado o adicional de periculosidade apenas aos empregados que trabalham em sistema elétrico de potência em condições de risco, ou que o façam com equipamentos e instalações elétricas similares, que ofereçam risco equivalente, ainda que em unidade consumidora de energia elétrica.” Assim, ainda que o trabalho não seja prestado em unidade fornecedora de energia elétrica, mas consumidora, é devido o adicional de periculosidade, desde que as atividades sejam desenvolvidas mediante contato com equipamentos e instalações elétricas similares, que ofereçam risco equivalente. Recurso de revista de que não se conhece. DESCONTOS FISCAIS. CRITÉRIO DE RECOLHIMENTO. Consoante o artigo 46 da Lei n.º 8.541/1992, o imposto sobre a renda tem por fato gerador a existência de sentença condenatória e a disponibilidade ao empregado dos valores dela decorrentes. Nesse contexto, o recolhimento da importância devida a título de imposto de renda deve incidir sobre todas as parcelas tributáveis a serem pagas ao autor, excluídos os juros da mora e a correção monetária. Entendimento cristalizado na Súmula n.º 368, II, do TST. Recurso de revista conhecido e provido.
Firmado por assinatura digital em 17/10/2011 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho, conforme MP 2.200-2/2001, que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.

Pretende a reforma do julgado. Reputa contrariada a Súmula n.5. do Tribunal Superior do Trabalho. mediante acórdão prolatado às fls. O egrégio Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região. 261/268.º TST-RR-439100-57.º 8. negou provimento ao recurso ordinário interposto pela reclamada. 246/250.0071.451/1992. relatados e discutidos estes autos do Recurso de Revista n. Esgrime com afronta aos artigos 46 da Lei n. 43 do Decreto n. Requer. 272/272-verso.A. consoante certidão lavrada à fl. interpõe a reclamada o presente recurso de revista.º 03/2005. Admitido o recurso de revista por meio da decisão monocrática proferida às fls. à míngua de interesse público a tutelar.09. Inconformada.Vistos.2007. É o relatório. bem como a determinação de incidência dos descontos fiscais mês a mês. 258/259. em que é Recorrente BUNGE FERTILIZANTES S.º 3. ademais. bem como seja invertido o ônus de arcar com os honorários pericias.º 368. mediante razões veiculadas às fls. a fim de que seja excluído da condenação o pagamento do adicional de periculosidade e reflexos. Transcreve arestos para demonstrar o dissenso de teses. mantendo a sentença no tocante à condenação ao pagamento do adicional de periculosidade no percentual de 30% e seus respectivos reflexos. e Recorrido JOCINEY ANTÔNIO ORMONDES. Dispensada a remessa destes autos à douta Procuradoria-Geral do Trabalho.000/1999 e ao Provimento da Corregedoria-Geral da Justiça do Trabalho n. V O T O I . complementado pela decisão proferida em sede de embargos de declaração às fls. a adoção do regime de caixa como forma de recolhimento dos descontos fiscais respectivos. 274. não foram oferecidas contrarrazões.CONHECIMENTO . II.

pleiteia que o reconhecimento de que somente 5% do tempo de trabalho do autor era despendido em atividades no sistema elétrico de potência. mês a mês. no percentual de 30% sobre o salário básico pago ao autor. 69/69-verso e substabelecimentos juntados às fls. 67 e 68. à fl. à fl. por exercer atividade no setor de energia elétrica. Custas recolhidas à fl. conforme certidão lavrada à fl. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. 2 RECURSAL.09. utilizando todos os EPI's necessários. durante todo o contrato. 270. na ocasião. Regular a representação processual da reclamada.0071 1 RECURSAL. consoante procuração acostada às fls.5. UNIDADE CONSUMIDORA.3 PROCESSO Nº TST-RR-439100-57. e recurso protocolizado em 30/1/2010. pois confessou que laborava na subestação com a energia desligada. A Corte de origem negou provimento ao recurso ordinário interposto pela reclamada. que foi conclusivo no sentido de que o reclamante faz jus ao adicional de periculosidade. Valeu-se. afastando-se a condenação ao pagamento de adicional de periculosidade. SISTEMA ELÉTRICO DE POTÊNCIA. Sucessivamente. dos seguintes fundamentos. o magistrado "a quo" condenou a reclamada ao pagamento do adicional de periculosidade. conforme MP 2. para manter a sentença mediante a qual fora condenada ao pagamento do adicional de periculosidade. 230-verso. 261). alegando que o depoimento do autor contradiz a conclusão pericial. entende a ré que o fato de não ter contato com rede de alta tensão afasta do direito do autor.fls. ADICIONAL DE PERICULOSIDADE.CONFIGURAÇÃO Com base no laudo pericial. - PRESSUPOSTOS EXTRÍNSECOS DE ADMISSIBILIDADE - PRESSUPOSTOS INTRÍNSECOS DE ADMISSIBILIDADE .200-2/2001. Assim. O recurso é tempestivo (acórdão publicado em 22/1/2010. às fls. sexta-feira. Requer a reforma da decisão.2007. Não se conforma a ré. limitando-se o Firmado por assinatura digital em 17/10/2011 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. e depósito recursal efetuado no valor legal. com reflexos. 246verso/248-verso: 1. ADICIONAL DE PERICULOSIDADE . 260.

uma vez por ano havia contratação de uma empresa para fazer ensaios em transformadores e coleta de óleo. a manutenção era realizada com a energia desligada na subestação. chaves. as atividades que informou eram consideradas de manutenção preventiva. tinha contato com a alta tensão quando fazia o rearme e manutenção e limpeza. a Copel desligava a energia para que pudesse ser feito o rearme. luva de alta tensão. Invoca a aplicação da Súmula 364 do TST. o perito apresentou seu laudo às fls. 190). Sem razão a recorrente. 165).pagamento a tal percentual. fazia toda a parte elétrica da fábrica. fazia serviços em rede de baixa tensão. manutenção em barramentos. solicitar materiais elétricos. dijuntores. O laudo técnico apresentado pelo assistente técnico da empresa. atesta que "todas as atividades de manutenção preventiva e corretiva são realizadas no circuito elétrico de consumo" (fl. Efetuar a manutenção preventiva nos quadros de comando da rede elétrica" (fl. Efetuar medição de corrente nos quadros da subestação. desligar equipamentos motores e desenergizar painéis. na função de eletricista de manutenção. embora tenha concluído pela inexistência de periculosidade.11. recebeu treinamento para sua atividade" (fl. fazia limpeza dos isoladores. descrevendo detalhadamente os locais e as condições de trabalho do autor. O laudo pericial contém relato pormenorizado dos métodos e procedimentos adotados. desempenhando as seguintes atividades: "Instalar. usava capacete. requerendo a reforma da sentença. mas as outras atividades descritas eram feitas pelo depoente. Fazer medições de voltagem em quadros de comando e fiações. seu trabalho habitual era em rede de baixa tensão.2003 a 27. trabalhava com alta tensão quando havia necessidade de rearme da subestação. a fim de que o pedido seja julgado improcedente. Efetuar leituras de medição de consumo no relógio de medição.2007. Em seu depoimento. mas considera que também era habitual a manutenção da subestação. bota de segurança e óculos de segurança. Planejar. Incontroverso o reclamante laborou para a reclamada no período de 17. fusíveis. reapertos e controle do fator de potência. fazia manutenção preventiva na subestação. Realizada perícia técnica por determinação do Juízo. Substituir motores. 188-194. 185).02. mostrando-se de notável valia para . o autor afirmou que: "trabalhava como eletricista industrial. O material fotográfico enriquece o laudo.

DJ 07-11. de minha relatoria. Asseverou o expert que o reclamante se encontrava exposto ao risco de choque elétrico na tensão de 380 volts em corrente alternada. Nesse sentido. Des. por fim. Destacou que a atividade era realizada de forma habitual e intermitente. 193). Ponderou ainda que os EPI's fornecidos permitiam ao autor exercer seu ofício com maior segurança. Por fim. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. 194).200-2/2001. considerada perigosa.5 PROCESSO Nº TST-RR-439100-57. "embora considerada rede consumidora. 193).fls. item 3 do Quadro de atividades/Áreas de Risco (fl.412/86. de relatoria da Exma. Ressalte-se que esta Egrégia 2ª Turma já firmou entendimento no sentido de que é aplicável o adicional de periculosidade a todo trabalhador que labore em contato de risco com eletricidade. os seguintes precedentes: 12628-2006-015-09-00-1. entende-se tratar-se de sistema elétrico de potência. Registre-se. ainda que se trate de sistema de consumo. O Decreto 93. bastando para tanto que o risco verificado (como ocorre no presente caso) decorra de uma fonte de energia elétrica. não sendo desmerecido pela convicção da recorrente quanto ao alegado desacerto.5. utilizável no setor industrial. tendo Firmado por assinatura digital em 17/10/2011 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. assim como quando efetuava a limpeza dos dispositivos elétricos instalados no interior da subestação. utilizada em redes de alimentação consumidoras" (fl.412/86 considera perigosa a exposição intermitente e habitual a eletricidade proveniente de equipamentos ou instalações elétricas em geral que possa causar incapacidade ou morte.09. listada no Anexo ao Decreto n. pois que assim deve ser considerado o conjunto de instalações elétricas em que a tensão é igual ou superior a 380 volts. conforme MP 2.2008. porém não afastam a possibilidade de que possa vir a sofrer um choque elétrico (fl. . DJ 14-04-2009. 192). rede de baixa tensão. Diante dessas considerações. contrapondo-se à tensão de 110/220 volts.0071 demonstrar as condições de trabalho do reclamante. evidencia-se o acerto da decisão primeira. laborou em condições de Periculosidade durante todo o seu contrato" (fl. que não prospera o pleito sucessivo da ré.º 93. e 05220-2007-001-09-00-1. Constitui trabalho consistente e bem fundamentado. no desempenho de suas atividades.2007. Ana Carolina Zaina. o perito foi categórico ao afirmar que "o Autor. O perito concluiu que. em sua conclusão.

Sustenta a reclamada. 07185-2006-652-09-006 e 12628-2006-015-09-00-1. não ser devido o pagamento do adicional de periculosidade e reflexos. não há falar em inversão do ônus da sucumbência. a compensação pelo trabalho desenvolvido em meio ambiente agressivo ou perigoso gera "adicional de remuneração para as atividades penosas. pois da mesma forma o empregado se expõe ao perigo. os precedentes 00582. HONORÁRIOS PERICIAIS Diante da sucumbência da ré no resultado da perícia. portanto. Sem razão. . Rejeito. independente do momento em que poderá ocorrer o sinistro. TST. Mantida a decisão originária que reconheceu ao autor o direito ao adicional de periculosidade. Requer a reclamada a inversão do ônus de arcar com os honorários periciais. Incensurável a sentença atacada. a inversão do ônus de arcar com os honorários periciais. aplicando-se. Mantenho. insalubres ou perigosas" (CF. Nesse sentido.em vista ser entendimento assente nesta 2ª Turma que a permanência em área de risco. O direito é devido pelo risco. a Súmula 361 do C. à semelhança. ainda que de forma parcial e intermitente. A exposição seria objetiva. afigurando-se irrelevante se o labor é intermitente ou eventual. Enquanto não se amplia a garantia constitucional de "redução dos riscos inerentes ao trabalho. artigo 7º. e não pelo tempo de exposição. 2.2007-068-09-00-4. Requer. Daí porque considera-se o risco potencial. por meio de normas de saúde. podendo sofrer dano fatal. Transcreve arestos a cotejo. tendo em vista que não ficou demonstrada a atuação do empregado junto ao sistema elétrico de potência ou em unidade de consumo com riscos suficientes a ensejar o adicional de periculosidade. em que atuei como Relator. por conseguinte. higiene e segurança". já justifica a paga do adicional de periculosidade. XXII e XXIII). a sentença determinou que a empresa responda pelo pagamento dos honorários periciais. aduzindo que o autor foi sucumbente no objeto da perícia. em seu recurso de revista.

247verso).º TSTE-RR-180.º 93.369/85 e tomando-se em consideração que. SISTEMA ELÉTRICO DE POTÊNCIA. Comprovado que o obreiro expunha-se a situações de risco enquadradas no Decreto n. regulamentador da Lei n. nos termos da Lei n. Nesse sentido. ART. entende-se tratar-se de sistema elétrico de potência. que a SBDI-I.7 PROCESSO Nº TST-RR-439100-57. DECRETO N.º 324 da SBDI-I: ADICIONAL DE PERICULOSIDADE.412/1986. não é necessário Firmado por assinatura digital em 17/10/2011 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. pois que assim deve ser considerado o conjunto de instalações elétricas em que a tensão é igual ou superior a 380 volts. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.2007. a Corte de origem que o obreiro trabalhava em unidade que “embora considerada rede consumidora. que o Tribunal Regional decidiu a questão com base nas provas dos autos. Consignou. hipótese vedada em recursos de natureza extraordinária. a Orientação Jurisprudencial n.490/95.412/86. 2º.5.fls.200-2/2001. que ofereçam risco equivalente. Nesse sentido.2. consoante entendimento consagrado na Súmula n. . utilizável no setor industrial” (fl.0071 Ao exame.09.369/85. § 1º. É assegurado o adicional de periculosidade apenas aos empregados que trabalham em sistema elétrico de potência em condições de risco. pacificou seu entendimento no sentido de que tanto os empregados que trabalhem em contato com sistema elétrico de potência como os que se ativam em condições que ofereçam risco equivalente têm direito à percepção do adicional de periculosidade. no desempenho de suas atividades. conforme entendimento consagrado na referida orientação jurisprudencial. em sua composição Plena. ainda que em unidade consumidora de energia.º 7.º 126 desta Corte uniformizadora. ou que o façam com equipamentos e instalações elétricas similares. na oportunidade do julgamento do processo n.º 7. concluindo que “o Autor. Observe-se. tem-se que para se chegar a conclusão diversa da adotada pela Corte de origem seria necessário o revolvimento do quadro fático-probatório dos autos. laborou em condições de Periculosidade em todo o seu contrato”. conforme MP 2. ademais. ademais.º 93. Extrai-se da transcrição do acórdão recorrido.

Sem razão. Ante o exposto. TRIBUTÁRIO. adoção do regime de competência (mês a mês) ao invés do regime de caixa (de forma englobada): PROCESSUAL CIVIL. os descontos fiscais incidentes sobre valores pagos acumuladamente. Consignou. O Tribunal Regional concluiu incidirem os descontos fiscais mês a mês. lançada às fls. ALÍQUOTA APLICÁVEL. no particular. Conforme jurisprudência pacífica do Superior Tribunal de Justiça. IMPORTÂNCIAS PAGAS EM DECORRÊNCIA DE SENTENÇA TRABALHISTA. IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE. ou seja. RENDIMENTOS ACUMULADOS. situação na qual se incluem os rendimentos decorrentes de decisão judicial. a teor do disposto na Súmula n.º 333 desta Corte superior. inviável o processamento do recurso de revista. CRITÉRIO DE RECOLHIMENTO.que o trabalho ocorra em sistema elétrico de potência propriamente dito para o reconhecimento ao empregado do direito ao adicional de periculosidade. na oportunidade. Em razão do não conhecimento do recurso de revista. AGRAVO REGIMENTAL . DECISÃO MONOCRÁTICA FUNDAMENTADA EM JURISPRUDÊNCIA DO STJ. com o que não se conforma a ré. Revelando-se a decisão recorrida uníssona ao entendimento jurisprudencial consagrado no âmbito desta Corte superior. a seguinte fundamentação. APURAÇÃO MENSAL. devem obedecer às tabelas e alíquotas das épocas próprias a que se referirem tais rendimentos. DESCONTOS FISCAIS. no particular. resulta prejudicado o pedido de inversão do ônus do pagamento dos honorários periciais. 248-verso/249-verso: 3 CONTRIBUIÇÕES FISCAIS A sentença determinou a incidência de descontos fiscais mês a mês. por divergência jurisprudencial. não conheço do recurso de revista. pleiteando a incidência sobre o total da execução. AGRAVO REGIMENTAL. resulta claro que a decisão recorrida revela consonância com a jurisprudência desta Corte uniformizadora.

0071 NÃO PROVIDO. da Lei n. Seção 1. 12. razão pela qual não merece reforma. em 14/05/09: ATO DECLARATÓRIO N. no uso da competência legal que lhe foi conferida. tendo em vista a aprovação do Parecer PGFN/CRJ/N. 5o do Decreto n. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.2007. 2. se tiverem sido pagas pelo contribuinte.5. 12 da Lei 7. no cálculo do imposto renda incidente sobre rendimentos pagos acumuladamente. No caso de rendimentos pagos acumuladamente em cumprimento de decisão judicial. diminuídos do valor das despesas com ação judicial necessárias ao seu recebimento. REsp 752274 (2005/0083080-0 04/02/2009) . . a incidência do imposto ocorre no mês de recebimento. no mês do recebimento ou crédito. 1. e do art. desta Procuradoria.º 10. Agravo regimental não provido. devendo o cálculo ser mensal Firmado por assinatura digital em 17/10/2011 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho.MINISTRO TEORI ALBINO ZAVASCKI.713/88 (Art. IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE. CÁLCULO DO IMPOSTO. DE 27 DE MARÇO DE 2009 O PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL.º 1. RECURSO DESPROVIDO. conforme MP 2.9 PROCESSO Nº TST-RR-439100-57. mas o cálculo do imposto deverá considerar os meses a que se referirem os rendimentos. VALORES PAGOS ACUMULADAMENTE.522. conforme despacho publicado no DOU de 13/05/2009. nos termos do inciso II do art. A decisão monocrática ora agravada baseou-se em jurisprudência do STJ. AgRg no Ag 941489 (2007/0179932-3 . sobre o total dos rendimentos. sem indenização) disciplina apenas o momento de incidência do imposto de renda e não o modo de cálculo. A respaldar o entendimento jurisprudencial. a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional editou o Ato Declaratório 1/20009.Geral da Fazenda Nacional.200-2/2001. DECLARA que fica autorizada a dispensa de interposição de recursos e a desistência dos já interpostos. de 19 de julho de 2002.º 287/2009. publicado no Diário Oficial da União. inclusive de advogados. desde que inexista outro fundamento relevante: "nas ações judiciais que visem obter a declaração de que. Relator TRIBUTÁRIO.16/04/2009) – MINISTRO MAURO CAMPBELL MARQUES.fls.346. Relator O artigo 12 da Lei 7. devem ser levadas em consideração as tabelas e alíquotas das épocas próprias a que se referem tais rendimentos. 3.09. TABELAS E ALÍQUOTAS PRÓPRIAS DA ÉPOCA A QUE SE REFEREM OS RENDIMENTOS. como dispõe o art. pelo Senhor Ministro de Estado da Fazenda. de 10 de outubro de 1997. No caso de rendimentos recebidos acumuladamente. o imposto incidirá. 19.713/88. JURISPRUDÊNCIA CONSOLIDADA NAS 1ª E 2ª TURMAS.º 2.

é vedado à União. pois o contribuinte sofreria tributação mesmo em situações nas quais. Compete à União instituir impostos sobre: [. ao Distrito Federal e aos Municípios: [. [. em suas razões recursais. se a reclamada tivesse considerado a época própria.000/1999 e ao Provimento da Corregedoria-Geral da Justiça do Trabalho n.e não global.. deve ser aplicada a tabela progressiva. Pugna a reclamada. 43 do Decreto n. facultado à administração tributária. O imposto previsto no inciso III: [. pela reforma do julgado a fim de que seja aplicada a retenção do imposto de renda na fonte. Ainda. Sempre que possível. especialmente para conferir efetividade a esses objetivos. 153. instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente.. em atenção aos princípios constitucionais da capacidade contributiva (Art.451/1992. (grifo nosso) Assim. da isonomia (Art. na forma da lei. os rendimentos e as atividades econômicas do contribuinte). títulos ou direitos).º 03/2005.] § 2o. observando-se as alíquotas e os limites de isenção vigentes à época do vencimento da verba inadimplida. 150. os impostos terão caráter pessoal e serão graduados segundo a capacidade econômica do contribuinte. independentemente da denominação jurídica dos rendimentos.] II.º 8. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte. proibida qualquer distinção em razão de ocupação profissional ou função por eles exercida. Esgrime com afronta aos artigos 46 da Lei n. Em resumo: os descontos fiscais devem ser apurados pelo regime de competência (mês a mês)..º 3. 145. Ressalta que os descontos fiscais incidem sobre o valor total da condenação apurado ao final.] § 2°. identificar...º . Será informado pelos critérios da generalidade. § 1º.renda e proventos de qualquer natureza.. da progressividade (Art. a incidência de descontos fiscais pelo regime de caixa ocasionaria enriquecimento sem causa ao Fisco. o reclamante estaria isento (em face do teto legal mínimo de incidência) ou obrigado ao recolhimento de valor inferior.). o patrimônio.] III . da universalidade e da progressividade. Reputa contrariada a Súmula n. pelo sistema de caixa. Mantenho. conforme as tabelas e alíquotas das épocas próprias a que se referirem os rendimentos. aos Estados... respeitados os direitos individuais e nos termos da lei.

c. o processamento do recurso de revista não se viabiliza por violação de decreto regulamentar. tampouco de Provimento da CGJT.09. ao determinar que o tributo seja retido na fonte. por outro lado. do Tribunal Superior do Trabalho. preconiza o seguinte: O imposto sobre a renda incidente sobre os rendimentos pagos em cumprimento de decisão judicial será retido na fonte pela pessoa física ou jurídica obrigada ao pagamento.5. por qualquer forma. conforme MP 2. que o referido desconto tem por fato gerador a existência de sentença condenatória e a disponibilidade ao empregado dos valores dela decorrentes. Transcreve arestos para demonstrar o dissenso de teses. no momento em que. no momento em que.0071 368. por sua vez. conforme se depreende do disposto no artigo 896. cuja contribuição.200-2/2001. a cargo do reclamante. que não se credencia ao conhecimento do recurso de revista a aludida ofensa ao artigo 43 do Decreto n. inicialmente. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.º 101. o rendimento se torne disponível para o beneficiário.º 3.2007. o rendimento se torne disponível para o beneficiário.º 8. bem assim ao Provimento da Corregedoria-Geral da Justiça do Trabalho n. Destaque-se. da Consolidação das Leis do Trabalho. deixa incontroverso que a sua incidência dar-se-á sobre a totalidade dos valores recebidos. visto que. em consequência.541/92. A lei. Firmado por assinatura digital em 17/10/2011 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. que o artigo 46 da Lei n.000/1999. Idêntico é o comando inserto no artigo 3º da Instrução Normativa da Secretaria da Receita Federal n. Cumpre ressaltar.º 03/2005.fls. II. por qualquer forma. relativamente à incidência do imposto de renda sobre condenações trabalhistas. que assim dispõe: Art. . 3º O imposto sobre a renda incidente sobre os rendimentos pagos em cumprimento de decisão judicial será retido na fonte pela pessoa física ou jurídica obrigada ao pagamento. Verifica-se.11 PROCESSO Nº TST-RR-439100-57. de 30 de dezembro de 1997.

o recolhimento da importância devida a título de imposto de renda deve incidir sobre o total a ser pago ao autor. encontra-se disciplinada nos Provimentos de nos 02/93 e 01/96 (artigos 1º e 2º) da Corregedoria-Geral da Justiça do Trabalho. sobre o valor total da condenação.º 400 da SBDI-I desta Corte superior. referente às parcelas tributáveis. CRITÉRIO DE RECOLHIMENTO. que o entendimento consagrado pela Corte de origem. corolário lógico é o seu provimento. art.12. Daí resulta que as parcelas em questão não sofrem a incidência da contribuição fiscal. na medida em que equiparados a perdas e danos. a Orientação Jurisprudencial n. razão pela qual conheço do recurso de revista.º 8. Ressalte-se que esta colenda Corte uniformizadora já pacificou o entendimento em torno do assunto. Nesses termos. II – MÉRITO DESCONTOS FISCAIS.º 01/1996”. A questão. de seguinte teor: .541. Imperioso ressaltar. Extrai-se.º 368 desta Corte superior. devendo incidir. assim redigida: "É do empregador a responsabilidade pelo recolhimento das contribuições previdenciárias e fiscais. calculado ao final. no sentido de que os descontos deverão ser calculados mês a mês. no entanto. daí. com a edição da Súmula n.º 368. 46 e Provimento da CGJT n.1992.º 368 do TST. não havendo falar em isenção da responsabilidade do reclamante quanto ao desconto fiscal em discussão. Nesse sentido. que. aliás. caracteriza contrariedade ao item II da Súmula n. em relação aos descontos fiscais. Conhecido o recurso de revista por contrariedade ao item II da Súmula n. nos termos da Lei n. os juros da mora e a correção monetária revestem-se de caráter meramente indenizatório.deve ser retida e recolhida pelo reclamado. resultante de crédito do empregado oriundo de condenação judicial. nos termos do artigo 404 do Código Civil de 2002. de 23. II.

no momento em que o crédito se torne disponível a seu titular. independentemente da natureza jurídica da obrigação inadimplida. NÃO INTEGRAÇÃO. ISTO POSTO ACORDAM os Ministros da Primeira Turma do Tribunal Superior do Trabalho. Ante o exposto. ART. ante o cunho indenizatório conferido pelo art. JUROS DE MORA. e. Brasília. 404 DO CÓDIGO CIVIL BRASILEIRO. que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. 11 de outubro de 2011.5.2007. BASE DE CÁLCULO.fls. no momento em que o crédito se tornar disponível a seu titular.º 368 do Tribunal Superior do Trabalho. Firmado por assinatura digital (MP 2. dar-lhe provimento para autorizar os descontos fiscais sobre a totalidade do valor da condenação. dou provimento ao recurso a fim de determinar que os descontos fiscais incidam sobre a totalidade do valor da condenação. Os juros de mora decorrentes do inadimplemento de obrigação de pagamento em dinheiro não integram a base de cálculo do imposto de renda. 404 do Código Civil de 2002 aos juros de mora.09. . conhecer do recurso de revista apenas quanto ao tema “descontos fiscais”.13 PROCESSO Nº TST-RR-439100-57.0071 IMPOSTO DE RENDA. por unanimidade. no mérito. conforme MP 2.200-2/2001. excluídos os juros da mora e a correção monetária.200-2/2001) LELIO BENTES CORRÊA Ministro Relator Firmado por assinatura digital em 17/10/2011 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho. excluídos os juros da mora e a correção monetária. por contrariedade ao item II da Súmula n.