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RelatórioReservado

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Rio de Janeiro, 14 de dezembro de 2012 – Nº 4.523 NEGÓCIOS & FINANÇAS

EDITADO POR INSIGHT ENGENHARIA DE COMUNICAÇÃO Editores: Claudio Fernandez . Alexandre Falcão Redação: (0xx21) 2509-5399 / Fax (0xx21) 2516-1956 Assinaturas: www.relatorioreservado.com.br / (21) 2549-1173 / atendimento@relatorioreservado.com.br.

Cadafalso
À guisa de bom senso, a presidente Dilma Rousseff não poderia, em visita oficial no exterior, demitir o ministro que, por sua vez, foi demitido por uma revista estrangeira e que não esconde ser um boneco de ventríloquo da própria presidente. Mas não jeito, Guido. Tua batata está assando!

P&G Brasil acena com uma sucessão pela metade
Não vai ser fácil a vida de Alberto Carvalho, o primeiro brasileiro a assumir o comando da Procter&Gamble (P&G) no país. Um dos seus maiores desafios é afastar a pecha de que já chegou ao cargo sofrendo precocemente da síndrome do pato manco – como os norte-americanos se referem a governantes em fim de mandato. Na empresa, a começar por seus pares na diretoria, a percepção é que ele será um presidente pela metade. Esta visão é alimentada pela nova estrutura de poder do grupo na América Latina. Carvalho terá sobre si justamente seu antecessor, o egípcio Tarek Farahat, novo número 1 da P&G na região. Na companhia, a aposta é que Farahat não vai dar nem um centímetro de autonomia ao novo presidente da subsidiária brasileira. Quem trabalhou próximo ao egípcio duvida que um executivo centralizador e voraz por poder como ele vá abrir mão da possibilidade de manter não apenas ascendência hierár Entre os acionistas do Norte Brasil, responsável pela consquica, mas, sobretudo, interferência direta na gestão do principal negócio da P&G na América Latina. Principalmente em se tratando da subsidiária que ele comandou por seis anos e da qual conhece cada engrenagem da máquina administrativa. O problema de Alberto Carvalho pode até ser uma questão de imagem pessoal, de percepção, e não necessariamente um caso efetivo de esvaziamento de poder. No entanto, na P&G do Brasil, a leitura é que o executivo não terá o bônus, ou seja, a devida autonomia na gestão, mas o ônus está garantido: na metade da presidência que lhe caberá estarão as cobranças da matriz. E, a julgar pelo grau de satisfação dos norte-americanos, não serão poucas. As vendas de algumas marcas, como as pilhas Duracell e as fraldas Pampers, são, no mínimo, desanimadoras. Ao mesmo tempo, é difícil que a subsidiária fique imune ao turbulento cenário que envolve o próprio cotrução de Belo Monte, já se dá como certo que a J. Malucelli mando do grupo, nos Estados Unidos. O CEO mundial da P&G, Bob McDonald, está perdendo respaldo entre os acionistas por não conseguir entregar os resultados esperados. O maior crítico de sua gestão é William Ackman, do fundo Pershing Square Capital Management. Nesse clima, nada mais natural que McDonald divida com as principais filiais da P&G as pedras que pesam sobre seus ombros. No caso do Brasil, inclusive, o que era um fato positivo pode virar um agravante. Por ora, não há qualquer sinal de que o enxugamento de 4% no quadro global de funcionários do grupo vá atingir o país. Tal deferência só deve acentuar a sede dos norte-americanos por uma boa performance. Na P&G do Brasil poucos duvidam que, nesta hora, Carvalho será o presidente da empresa. E o próprio Farahat não fará a menor questão de se interpor entre ele e a matriz. Procurada, a P&G informou que "não comenta especulações de mercado". vai vender suas ações no início de 2013. A conferir.

Murdoch
O homem-mídia Rupert Murdoch parece só ter olhos para o Brasil. Além do interesse na GVT, a DirecTV vem rondando o SBT. E a legislação, que não permite o controle de veículos de comunicação por capital estrangeiro? Laranjada nela!

Apetite da Heinz
A norte-americana Heinz, uma das maiores indústrias de alimentos do mundo, está de olho em um novo ativo no Brasil. No ano passado, o grupo pagou aproximadamente R$ 1 bilhão pela fabricante de derivados tomate Quero.

Leite batizado
Pode ser só coincidência. Mas, como diria Caetano, pode não ser. O fato é que, justo no momento em que Lácteos Brasil (LBR), controlada pela GP, saiu em busca de um comprador, o Super Cade iniciou um mapeamento do mercado de laticínios. O objetivo é identificar – ou seria comprovar? – eventuais casos de concentração em determinados segmentos.

BTG empurra AutoBrasil para a Bolsa
O BTG Pactual e os demais acionistas da AutoBrasil, notadamente os sócios aninhados na Investparts, são dois bólidos em rota de colisão. O motivo é o IPO da companhia – ou melhor, a falta dele. Há dois meses, a empresa desistiu da abertura de capital, que estava prevista ainda para este ano. Na ocasião, o próprio BTG aprovou a  Além dos três futuros empreendimentos na Região decisão. No entanto, o banco quer retomar o processo de IPO já no primeiro trimestre de 2013. Aí é que mora a desarmonia. Entre os demais acionistas da AutoBrasil, a maior parte prega cautela e defende que a operação fique apenas para o segundo semestre. Consultada pelo RR, a AutoBrasil não quis se pronunciar sobre o assunto. Sul, o Marriott pretende construir cinco hotéis no NorO timing do BTG Pactual é quase que inevitavelmente diferente daquele seguido pelos demais acionistas da AutoBrasil. Idealizador da holding, que reúne 11 concessionárias especializadas na venda de veículos usados, o banco condicionou toda a operação à abertura de capital e à consequente redução de sua participação acionária. deste. Sempre em parceria com investidores nacionais.

Mosca na sopa
A catarinense Krona não apenas resiste ao assédio de Tigre e Amanco como segue zumbindo no ouvido das gigantes do setor. Depois de construir uma fábrica de tubos e conexões em Alagoas, estuda a instalação de uma planta industrial no Centro-Oeste.

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