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Escola E.B.

2,3 Maria Veleda

Biblioteca Escolar/Centro de Recursos Educativos

REGULAMENTO 2009/2010

Capítulo I A Biblioteca Escolar Artigo 1º Definição
As Bibliotecas Escolares/ Centro de Recursos Educativos (BEs/CREs) são estruturas que gerem recursos educativos, integrando espaços dotados de equipamentos adequados, onde são recolhidos, tratados e disponibilizados todo o tipo de documentos que contribuem para o desenvolvimento de actividades de natureza pedagógica, bem como de ocupação de tempos livres e de lazer, geradores de competências potenciadoras de cidadãos críticos para a sociedade de informação e do conhecimento. As BEs/CREs são constituídas por diferentes espaços, onde em regime de livre acesso, se encontram à disposição da comunidade educativa: a) Livros, produtos multimédia, revistas e periódicos; b) Equipamentos de produção e de reprodução de documentos; c) Recursos humanos, constituídos em equipa multidisciplinar, integrando docentes e não docentes a que compete a coordenação de actividades, a orientação e o apoio a todos os utilizadores. O Agrupamento de Escolas de Santo António dos Cavaleiros possui duas BEs/CREs: a) - Biblioteca E.B.2,3 Maria Veleda – Escola sede do Agrupamento. b) - Biblioteca da EB1/J1 Fernando Bulhões

Artigo 2º Missão da Biblioteca
A missão da Biblioteca Escolar será de “ disponibilizar serviços de aprendizagem, livros e recursos que permitam a todos os membros da comunidade escolar tornarem-se pensadores críticos e utilizadores efectivos da informação em todos os suportes e meios de comunicação”. Segundo a declaração política de IASL sobre Bibliotecas Escolares. 1 “um programa planeado de ensino de competências de informação em parceria com os professores da escola e outros educadores é uma parte essencial do programa Biblioteca escolares”. Estes serviços de aprendizagem, ainda segundo o referido manifesto, devem ser disponibilizados” de igual modo todos os membros da comunidade escolar, independentemente da idade, raça, sexo, religião, nacionalidade, língua e estatuto profissional ou social”, sendo que, aos utilizadores que, por qualquer razão, não possam utilizar os serviços e materiais comuns da Biblioteca, devem ser disponibilizados serviços e materiais específicos.

O acesso aos serviços e fundos documentais deve orientar-se pela Declaração Universal dos Direitos e Liberdades do Homem, aprovada pelas Nações Unidas, e não devera ser sujeito a nenhuma forma de censura ideológica, política ou religiosa ou as pressões comerciais. _________________________________________ 1 IFLA/UNESCO (1999) - School Library Manifesto

Artigo 3º Objectivos
A BE é parte integrante do processo educativo. Os objectivos seguintes são essenciais ao desenvolvimento da literacia, das competências de informação, do ensino-aprendizagem e da cultura e correspondem a serviços básicos de BE:    Apoiar e promover os objectivos educativos definidos de acordo com as finalidades e currículos da escola, Criar e manter nas crianças o hábito e o prazer da leitura, da aprendizagem e da utilização das BEs ao longo da vida, Proporcionar oportunidades de utilização e produção de informação que possibilitem a aquisição de conhecimentos, a compreensão, o desenvolvimento da imaginação e o lazer; Apoiar os alunos na aprendizagem e na prática de competências de avaliação e utilização da informação, independente, da natureza e do suporte, tendo em conta as formas de comunicação no seio da comunidade, Providenciar acesso aos recursos locais, regionais, nacionais e globais e as oportunidades que confrontem os alunos com ideias, experiências e opiniões diversificadas; Organizar actividades que favorecem a consciências e a sensibilização para questões de ordem cultural e social, trabalhar com alunos, professores, órgãos de gestão e pais, encarregados de educação de modo a cumprir a missão da escola; Defender a ideia de que a liberdade intelectual e o acesso à informação são essenciais à construção de uma cidadania efectiva e responsável e a participação na democracia; Promover a leitura, os recursos e serviços da biblioteca escolar junto da comunidade escolar e fora dela;

 

Capítulo II Organização Funcional do espaço Artigo 4º
1. A BE/CRE está localizada no 1º andar do bloco de serviços administrativos, ocupando uma área de 183 m2. 2. O espaço da BE/CRE organiza-se em diferentes áreas funcionais, de acordo com a planta em anexo. 3. A BE/CRE divide-se nas seguintes zonas/espaços:  Atendimento – nesta zona existe um computador com utilização preferencial para consulta do catálogo informático.  Zona de leitura informal  Zona de consulta e documentação: a) - Leitura b) - Informática e Internet c) - Áudio vídeo d) - Gabinete de coordenação (área de 8m2) e) - Vitrinas 4. Todas as informações dadas à comunidade escolar por parte da BE/CRE, serão afixadas em vitrinas designadas para o efeito.

Artigo 5º Horário de Funcionamento
1. O horário de funcionamento da BE/CRE será definido no início de cada ano lectivo, e afixado em local visível. A BE/CRE encerra aos utilizadores à 4ª Feira, a partir das 14.00 horas para tarefas de organização, manutenção, arrumação e limpeza. 2. No início de cada ano lectivo será afixado à entrada da BE/CRE o horário dos professores que integram a equipa educativa. Este horário será elaborado de forma a rentabilizar os recursos disponíveis. 3. O horário de funcionamento da BE/CRE poderá ser alterado em casos pontuais devidamente justificados.

Capítulo III Gestão dos Recursos Humanos Artigo 6º Constituição da Equipa
1. A BE/CRE é constituída por uma professora bibliotecária/coordenadora, cinco professores do quadro de nomeação definitiva da escola, um professor contratado e uma assistente operacional. 2. O Professor Bibliotecário é nomeado de acordo com as orientações do Gabinete da rede das Bibliotecas e da legislação em vigor. 3. Os docentes que integram a equipa da BE são designados pela Directora do Agrupamento, e executarão as tarefas que lhes forem atribuídas pela coordenadora. 4. Ao Professor Bibliotecário cabe, com apoio da equipa da biblioteca escolar, a gestão do conjunto das bibliotecas das escolas do agrupamento. 5. Compete ao Professor Bibliotecário: a) – assegurar serviço de biblioteca para todos os alunos do agrupamento, e empréstimos interbibliotecas; b) – promover a articulação das actividades da biblioteca com os objectivos do Projecto Educativo, do Projecto Curricular de Agrupamento/Escola e dos Projectos Curriculares de Turma; c) – assegurar a gestão dos recursos humanos afectos à(s) biblioteca(s); d) – garantir a organização do espaço e assegurar a gestão funcional e pedagógica dos recursos materiais afectos à biblioteca; e) – definir e operacionalizar uma politica de gestão dos recursos de informação, promovendo a sua integração nas práticas de professores e alunos; f) – elaborar o Plano Anual de Actividades a integrar no Plano de Actividades do Agrupamento, que deve respeitar o Projecto Educativo, o Projecto Curricular, e submetê-lo à apreciação do Conselho Pedagógico; g) – apoiar as actividades curriculares e favorecer o desenvolvimento dos hábitos e competências de leitura, da literacia da informação e das competências digitais, trabalhando colaborativamente com todas as estruturas do agrupamento; h) – apoiar actividades livres extracurriculares e de enriquecimento curricular incluídas no plano de actividades ou projecto educativo do agrupamento; i) – estabelecer redes de trabalho cooperativo, desenvolvendo projectos de parceria com entidades locais; j) – implementar processos de avaliação dos serviços e elaborar um relatório anual de auto-avaliação a apresentar ao Conselho Pedagógico e a remeter ao Gabinete Coordenador da Rede das Bibliotecas Escolares (GRBE); l) – convocar e dinamizar as reuniões da equipa, assim como reuniões com a Professora Bibliotecária da EB1/JI Fernando de Bulhões; m) – contactar Editoras e Instituições para a oferta de livros e patrocínios de actividades;

n) – representar a Biblioteca Escolar no Conselho Pedagógico, nos termos do Regulamento Interno; o) – na sua ausência, a Coordenadora da BE/CRE será substituída pela Professora Bibliotecária da EB1/JI Fernando de Bulhões. 6. A equipa deverá registar a sua presença e sumariar as actividades realizadas no livro de ponto que se encontra na zona de atendimento. 7. Os responsáveis pela BE/CRE de cada escola do Agrupamento deverão reunir trimestralmente para coordenação do processo de partilha de recursos humanos e materiais, e sempre que se justifique.

Artigo 7º Funcionários Assistente Operacional
1. As instalações da BE/CRE deverão dispor de uma assistente operacional afectada exclusivamente ao serviço da BE/CRE. 2.Compete à assistente operacional destacada exclusivamente para a BE/CRE: a) – fazer o atendimento; b) – controlar a leitura presencial e empréstimo domiciliário ou para as aulas; c) – tratar tecnicamente os documentos; d) – reproduzir em fotocópia os documentos; e) – arrumar as instalações; f) – colaborar no desenvolvimento das actividades da BE/CRE.

Capítulo IV Artigo 8º Funcionamento
Disposições gerais: 1. Os principais utilizadores da BE/CRE são os alunos, professores e assistentes operacionais. 2. Dentro de normas a definir, a BE/CRE poderá também ser frequentada pelos Pais/Encarregados de Educação, quando solicitada por estes. 3. O utilizador terá de preencher uma ficha de frequência prévia, para a utilização dos serviços da biblioteca. 4. Os espaços da BE/CRE podem ser utilizados em regime individual ou em grupos de pares.

5. Os utilizadores têm livre acesso às estantes, de modo a poderem escolher a documentação que pretendem. Porém, é-lhes interdita a sua arrumação, pelo que a devem colocar em cesto próprio. 6. Todos os utilizadores deverão utilizar a BE/CRE com o máximo de respeito e silêncio, de forma a não perturbar os vários utilizadores. 7. Em caso de extravio ou dano, o mesmo deverá ser imediatamente comunicado aos responsáveis pela BE/CRE, devendo o utilizador substituir o material estragado ou dar o valor equivalente. 8. A BE/CRE reserva-se o direito de recusar novo empréstimo a utilizadores responsáveis pela perda, dano ou posse prolongada e abusiva de materiais. 9. Não é permitido comer, beber, utilizar telemóveis ou tomar atitudes que ponham em causa o ambiente de silêncio e disciplina. 10. Os documentos em suporte escrito podem ser requisitados para leitura domiciliária, com excepção das obras de carácter geral e/ou sinalizadas com etiqueta vermelha e as obras do Plano Nacional de Leitura. 11. Os livros requisitados para o período de interrupção de actividades lectivas, excepto férias grandes, devem ser entregues no primeiro dia de aulas, após a interrupção. 12. Nas duas últimas semanas de aulas do ano lectivo, não é permitida a requisição domiciliária. 13. Em caso de utilização indevida dos recursos e espaços da BE/CRE, aplica-se as sanções previstas no Regimento. 14. A requisição das obras é feita no balcão de atendimento em impresso próprio para o efeito. 15. Existe uma política de empréstimo interbibliotecas com as escolas do Agrupamento.

Artigo 9º Funcionamento da Zona Informática / Internet

1. Caso o parque informático se encontre todo em utilização terá prioridade o utilizador que fez, previamente, marcação para a realização de trabalhos. 2. Caso um professor deseje realizar as suas aulas com suporte informático, deverá efectuar a marcação com 48 horas de antecedência. 3. A utilização deste equipamento e material informático poderá ser feita por: a) – alunos com actividades escolares planificadas e Área Projecto, projectos e clubes; b) – alunos com apoio individualizado que revelam dificuldades no domínio da expressão escrita/oral; c) – caso um professor deseje realizar as suas aulas com suporte informático, deverá efectuar a marcação com 48 horas de antecedência. 4. Não podem permanecer mais do que dois utilizadores junto de cada computador, excepto em situações em que a utilização é da responsabilidade do professor acompanhante. 5. Os alunos deverão possuir uma pen drive para a realização de trabalhos.

6. Todos os ficheiros de trabalho gravados em disco rígido poderão ser removidos a qualquer momento, não se responsabilizando a biblioteca por eventuais perdas. 7. Sempre que necessite usar a impressora, o utilizador deve dirigir-se ao professor ou funcionário de apoio para que, em conjunto, se proceda à impressão. 8. As impressões a preto e branco estão sujeitas à tabela de preços afixada na Zona de Atendimento. 9. Só pode ser impresso material que tenha interesse didáctico. 10. O scanner só pode ser utilizado por um professor ou funcionário responsável. 11. No fim do dia deverá ser feita a verificação se todos os equipamentos estão a funcionar correctamente. 12. Qualquer anomalia verificada durante a utilização dos equipamentos deve ser registada numa folha de ocorrências pela funcionária, que por sua vez, transmitirá à Coordenadora da BE/CRE essa anomalia. 13. Não é permitido aos utilizadores alterarem as configurações do equipamento e programas. 14. Não é permitido aos utilizadores a instalação de programas, nem alterar ou apagar ficheiros existentes. 15. Os diferentes dispositivos ligados aos computadores não poderão ser desligados dos mesmos. 16. Todos os utilizadores são responsáveis pela utilização do software/hardware, devendo comunicar de imediato à funcionária ou ao professor responsável qualquer anomalia. 17. A utilização das contas e-mail é da responsabilidade dos seus possuidores. 18. O acesso a contas de e-mail sópode ser feito através de browser (Internet Explorer).

Artigo 10º Funcionamento da Zona de Áudiovisuais
Estas áreas da BE/CRE destinam-se a proporcionar aos utentes um espaço para visualização de vídeos e DVDs. 1. As zonas de vídeo têm como objectivos específicos: a) – rentabilizar os suportes documentais como fontes de informação e aprendizagem; b) – motivar a elaboração de documentos próprios resultantes de projectos individuais ou em grupo, que funcionem como registos de memória da escola e do seu meio evolvente, contribuindo assim para o reforço da identidade da escola e da comunidade escolar. 2. Normas de utilização: a) – os recursos áudio-visuais são objecto de requisição a efectuar no balcão de atendimento, e deverão ser consultados nos equipamentos específicos, de acordo com as regras apresentadas junto dos mesmos; b) – os equipamentos deverão ser usados de acordo com as instruções indicadas, e tratados com cuidado de forma a não causar danos;

c) – os equipamentos e os documentos requisitados devem ser sempre manuseados pelo professor ou assistente operacional. Em caso algum, os alunos podem arrumar o material que utilizaram. d) – no final do visionamento, as cassetes VHS devem ser rebobinadas. e) – os documentos existentes nas zonas de áudio e vídeo não poderão ser requisitados para uso domiciliário. f) – os professores podem requisitar os documentos em suporte áudio e vídeo para as salas de aula, sendo a entrega feita logo após a sua utilização. g) – as cassetes de vídeo e áudio poderão ser requisitadas pelos professores por um período de quinze dias, sendo a requisição renovada por igual período se, entretanto, não forem solicitadas.

Artigo 11º Leitura Informal
1. Os utilizadores podem em regime de livre acesso, consultar revistas,jornais, folhetos, dossiês temáticos, boletins e outra documentação aí existente. 2. Depois de consultada, toda a documentação deve ser arrumada pelos utilizadores no local respectivo.

Artigo 12º Zona de exposições
1. Esta zona encontra-se no espaço exterior à BE/CRE. 2. Este espaço é utilizado para divulgação de projectos e iniciativas da escola. 3. Estão disponíveis neste espaço expositores e vitrinas. 4. Este espaço deve ser requisitado, no balcão de atendimento, oito dias antes da realização da exposição. 5. Os organizadores responsabilizar-se-ão pelo material utilizado e pela montagem e levantamento da exposição no tempo previsto.

Capítulo V Artigo 13º Recursos documentais
A política documental será definida, ouvidos a Direcção, o Conselho Pedagógico, os professores, os alunos e a restante comunidade educativa e deve estar de acordo com: a) – Currículo nacional;

b) c) d) e) f)

– Projecto Curricular da escola; – equilíbrio entre os níveis de ensino existentes na escola; – as necessidades educativas especiais e as origens multiculturais dos alunos; – as áreas curricular, extracurricular e lúdica; – o equilíbrio entre todos os suportes, que de uma maneira geral deve respeitar a proporcionalidade de 1:3, relativamente ao material livro e não livro; g) – as áreas do saber, respeitando as áreas disciplinares/temáticas, a literatura, as obras de referência e o número de alunos que as frequentam; h) – obtenção de um fundo documental global equivalente a 10 vezes o número de alunos; i) – a Coordenadora, com o apoio da equipa da BE/CRE, será o principal responsável pela execução da política documental definida; j) – a Coordenadora e a equipa decidirão, em última instância, as aquisições documentais, ouvidos os diferentes utilizadores, e de acordo com a dotação orçamental consignada para o efeito; k) – todos os documentos adquiridos pela escola serão registados na BE/CRE e receberão o respectivo tratamento documental ficando, assim, acessíveis à pesquisa no catálogo da BE/CRE; l) – os documentos adquiridos pela escola (oferta, permuta ou compra), devem situar-se no espaço da BE/CRE, sem prejuízo de haver requisições a médio e longo prazo devidamente justificadas.

Artigo 14º Disposições finais
1. Qualquer situação que não conste deste regulamento será resolvida de acordo com as normas do Regulamento Interno. 2. A equipa coordenadora reserva-se o direito de introduzir alterações, anualmente no regulamento, sempre que julgar oportuno e necessário.