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ES-013

Exemplo de um Projeto Completo de um
Edifício de Concreto Armado
























São Paulo
agosto - 2001

1 – Introdução, Critérios de Projeto, Concepção
Estrutural e Carregamento Atuante

1.1 Introdução

O presente curso tem por objetivo a elaboração do projeto completo de um edifício real
construído em concreto armado. O edifício é composto por um térreo, 14 pavimentos tipo,
cobertura, casa de máquinas e caixa d’água superior.

O projeto de arquitetura original é de um edifício com oito pavimentos tipo, de autoria do
Arq. Henrique Cambiaghi Filho, com desenhos de Paulo Kurihara.

Este curso foi inicialmente apresentado na FDTE (Fundação para o Desenvolvimento
Tecnológico da Engenharia), em São Paulo, pelos engenheiros:

Lauro Modesto dos Santos (Coordenador);
Ricardo Leopoldo e Silva França;
Hideki Hishitani;
Claudinei Pinheiro Machado;

e foi atualizado em 2001 pelos engenheiros:

Ricardo Leopoldo e Silva França;
Túlio Nogueira Bittencourt;
Rui Nobhiro Oyamada;
Luís Fernando Kaefer;
Umberto Borges;
Rafael Alves de Souza.

O conteúdo teórico deste curso foi desenvolvido com o objetivo de dar subsídios para o
cálculo do edifício exemplo. Desta forma, abordaremos todos os tópicos sucintamente,
considerando que os participantes do curso devem possuir outros conhecimentos para
cursá-lo, adquiridos em outras cadeiras do programa de Especialização em Estruturas, ou
possam adquiri-los consultando a bibliografia indicada. Além disso, será abordada apenas
uma opção de estruturação do edifício, deixando para o aluno investigar outras hipóteses.

1.1.1 Forma de avaliação

O sistema de avaliação será constituído por diversos exercícios relativos às várias etapas
do projeto do edifício exemplo que deverão ser desenvolvidos em equipe. Desta forma, na
primeira aula, os participantes do curso serão divididos em equipes de no máximo quatro
integrantes.

ES-013 – Exemplo de um projeto completo de edifício de concreto armado data:set/2001 fl. 2


Os exercícios terão seu desenvolvimento iniciado em sala de aula, e deverão ser
concluídos em horário extraclasse, devendo ser entregues no dia em que novo exercício,
versando sobre etapa subseqüente do projeto, é distribuído.

Portanto, a avaliação será efetuada por meio da realização de 4 exercícios relativos aos
seguintes tópicos:

1 – Cálculo e detalhamento de lajes
2 – Cálculo e detalhamento de vigas
3 – Cálculo e detalhamento de pilares
4 – Cálculo e detalhamento da escada, caixa d’água e fundações

1.1.2 Corpo Docente do Curso

Prof. Ricardo Leopoldo e Silva França, D.Sc. EPUSP, (França e Associados, EPUSP)
Prof. Túlio Nogueira Bittencourt, Ph.D. Cornell University, (EPUSP)
Eng. Rui Nobhiro Oyamada, M.Sc. (doutorando EPUSP)
Eng. Luís Fernando Kaefer, M.Sc. (doutorando EPUSP)

Apoio:
Eng. Umberto Borges, M.Sc. (doutorando EPUSP)
Eng. Rafael Alves de Souza, M.Sc. (doutorando EPUSP)

1.1.3 Bibliografia

Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR6118 – Projeto e Execução de Obras
de Concreto Armado. Rio de Janeiro, 1978.

Associação Brasileira de Normas Técnicas. Projeto de Revisão da NBR6118. Rio de
Janeiro, 2001.

Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR6120 – Cargas para o Cálculo de
Estruturas de Edificações. Rio de Janeiro, 1980.

Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR6123 – Forças Devidas ao Vento em
Edificações. Rio de Janeiro, 1988.

Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR7480 – Barras e Fios de Aço
Destinados a Armaduras para Concreto Armado. Rio de Janeiro, 1996.

FUSCO, P. B. Técnicas de Armar as Estruturas de Concreto. São Paulo. Ed. Pini,
1995.

FUSCO, P. B. Estruturas de Concreto: Solicitações Normais. Rio de Janeiro, Ed.
Guanabara Dois, 1986.

ES-013 – Exemplo de um projeto completo de edifício de concreto armado data:set/2001 fl. 3


LEONHARDT, F.; MÖNNIG, E. Construções de Concreto – vol. 1, 2 e 3. Ed.
Interciência. Rio de Janeiro, 1978.

Apostilas das Disciplinas PEF311/PEF312 (Concreto I e II) da EPUSP.

Notas de Aula da Disciplina ES-013.

1.2 Dados Gerais e Critérios de Projeto

1.2.1 Informações sobre o local de construção

O local de construção deve ser indicado, para que levantemos as características do
terreno, para a determinação do carregamento de vento atuante sobre o edifício.

Local de Construção:
Butantã – São Paulo – SP
Terreno plano em local coberto por obstáculos numeroso e pouco espaçados.
Agressividade do meio ambiente baixa.

1.2.2 Materiais estruturais utilizados

O projeto de revisão da NBR6118 recomenda, tendo em vista questões referentes à
durabilidade das estruturas de concreto, que se utilize sempre concretos com resistência
característica à compressão (f
ck
) superior a 20 MPa (concreto C20) para estruturas
executadas em concreto armado e 25 MPa (C25) para estruturas protendidas.
A escolha do f
ck
do concreto depende também de uma análise de custo, escolhendo-se
uma resistência que minimize o custo por MPa.

Tendo-se em vista escolha do aço estrutural, segundo o projeto em discussão da
NBR6118 não há mais a possibilidade de utilização dos aços classe B. Desta forma,
utilizaremos o aço CA50A, doravante denominado CA50.

Materiais Estruturais Utilizados:
Concreto C25
Aço CA50

1.2.3 Propriedades do concreto

1.2.3.1 Massa específica

A massa específica do concreto armado, para efeito de cálculo, pode ser adotada como
sendo de 2500 kg/m
3
.

ES-013 – Exemplo de um projeto completo de edifício de concreto armado data:set/2001 fl. 4


1.2.3.2 Coeficiente de dilatação térmica

Para efeito de análise estrutural, o coeficiente de dilatação térmica pode ser admitido
como sendo igual a 10
-5
/ºC.

1.2.3.3 Resistência à tração

Na falta de ensaios, a resistência à tração pode ser avaliada por meio das equações
( 1.1 ) a ( 1.3 ) (NBR6118/2001).

3
2
ck ctm
f 3 , 0 f ⋅ = (f
ctm
, f
ck,inf
, f
ctk,sup
e f
ck
em MPa)
( 1.1 )
ctm inf , ctk
f 7 , 0 f ⋅ = ( 1.2 )
ctm sup , ctk
f 3 , 1 f ⋅ = ( 1.3 )

A NBR6118/78 prescreve o seguinte valor para f
ctk
:

¹
´
¦
> + ⋅
≤ ⋅
=
MPa 18 f para 7 , 0 f 06 , 0
MPa 18 f para f 1 , 0
f
ck ck
ck ck
ctk
(f
ctk
e f
ck
em MPa)
( 1.4 )

Para o concreto utilizado neste projeto, resultam os seguintes valores:

56 , 2 f
ctm
= MPa
79 , 1 f
inf , ctk
= MPa
33 , 3 f
sup , ctk
= MPa
20 , 2 f
ctk
= MPa

1.2.3.4 Módulo de elasticidade

Na ausência de dados experimentais sobre o módulo de elasticidade inicial do concreto
utilizado, na idade de 28 dias, o projeto de revisão da NBR6118 permite estimá-lo por
meio da equação ( 1.5 ).

28000 f 5600 E
ck ci
= ⋅ = MPa
( 1.5 )

O módulo de elasticidade secante a ser utilizado nas análises elásticas de projeto,
especialmente para a determinação de esforços solicitantes e verificação de estados
limites de serviço, deve ser calculado por ( 1.6 ). Entretanto, na avaliação do
comportamento global da estrutura permite-se utilizar em projeto o módulo inicial
fornecido pela equação ( 1.5 ).

23800 f 4760 E 85 , 0 E
ck c cs
= ⋅ = ⋅ = MPa
( 1.6 )

ES-013 – Exemplo de um projeto completo de edifício de concreto armado data:set/2001 fl. 5


A NBR6118/78 prescreve outra expressão para o cálculo do módulo de elasticidade do
concreto à compressão, no início da deformação efetiva, correspondente ao primeiro
carregamento:

35234 5 , 3 f 6600 E
ck c
= + ⋅ = MPa
( 1.7 )

Na flexão, quando a deformação lenta for nula ou desprezível (carregamento de curta
duração), o módulo de elasticidade E
c
a ser adotado pela NBR6118/78 é o módulo
secante do concreto (E
cs
), suposto igual a 0,9 do módulo na origem:

31710 5 , 3 f 5940 E
ck cs
= + ⋅ = MPa
( 1.8 )

Em média, os módulos de elasticidade inicial e secante das novas estruturas de concreto
estão, respectivamente, 20% e 25% menores que os módulos definidos pela
NBR6118/78. Este fato se deve à evolução dos cimentos, que permitem que se obtenha
concretos com grande resistência com teores menores de cimento, o que por outro lado
torna a estrutura interna do material menos compacta e, conseqüentemente, as estruturas
como um todo mais flexíveis.

1.2.3.5 Diagrama tensão-deformação (de cálculo)

Para o cálculo das áreas de armadura necessárias será utilizado o diagrama retangular
simplificado da NBR6118/78, o qual ilustrado na Figura 1.1, bem como uma deformação
última de compressão de concreto igual a 3,5‰.

0,85 f
cd



M

0,8 x





Figura 1.1 – Diagrama tensão-deformação (de cálculo) do concreto

1.2.3.6 Coeficiente de Poisson

O coeficiente de Poisson adotado é igual a 0,2.

1.2.3.7 Diâmetro máximo do agregado e do vibrador

O agregado graúdo utilizado tem diâmetro máximo de 19mm (brita 1) e o vibrador tem
diâmetro máximo de 30 mm.

ES-013 – Exemplo de um projeto completo de edifício de concreto armado data:set/2001 fl. 6


1.2.4 Propriedades do aço

1.2.4.1 Massa específica

Pode-se assumir para a massa específica do aço o valor de 7850 kg/m
3
.

1.2.4.2 Coeficiente de dilatação térmica

O coeficiente de dilatação térmica do aço vale 10
-5
/ºC para intervalos de temperatura
entre -20
o
C e 150ºC.

1.2.4.3 Módulo de elasticidade

Na falta de ensaios ou valores fornecidos pelo fabricante, admite-se o módulo de
elasticidade do aço igual a 210 GPa (NBR6118).

1.2.4.4 Diagrama tensão-deformação

Para o aço utilizado, o diagrama tensão-deformação adotado é o mostrado na Figura 1.2.

σ
sd


10‰
arctg E
s
diagrama
de cálculo
ε
yd

f
yk


f
yd






ε
sd



Figura 1.2 – Diagrama tensão-deformação do aço

1.2.4.5 Características de ductilidade

Admite-se que a tensão de ruptura f
stk
do aço utilizado seja no mínimo igual a 1,10 f
yk
,
atendendo aos critérios de ductilidade da NBR7480.

1.2.4.6 Coeficiente de conformação superficial

O coeficiente de conformação superficial η
b
é considerado igual a 1,5.

ES-013 – Exemplo de um projeto completo de edifício de concreto armado data:set/2001 fl. 7


1.2.5 Cobrimento da armadura

Para este edifício, serão seguidas as recomendações do projeto de revisão da NBR6118
para a escolha da espessura da camada de cobrimento da armadura. A Tabela 1.1
apresenta os cobrimentos nominais (cobrimento mínimo + tolerância de execução =
10mm) a serem exigidos para diferentes tipos de elementos estruturais, visando a garantir
um grau adequado de durabilidade para a estrutura.

Tabela 1.1 - Classes de agressividade e cobrimento nominal segundo o texto de revisão da NBR6118


O edifício exemplo deste curso encontra-se em uma classe de agressividade ambiental do
tipo I (ver Tabela 1.1). Desta forma, adota-se um cobrimento mínimo de 2,0cm para as
lajes e 2,5cm para as vigas e os pilares.

1.3 Projeto Arquitetônico

A seguir apresentamos as elevações, cortes e plantas baixas que compõem o projeto
arquitetônico do edifício. Os desenhos estão fora de escala.

ES-013 – Exemplo de um projeto completo de edifício de concreto armado data:set/2001 fl. 8



Figura 1.3 – Elevação frontal
ES-013 – Exemplo de um projeto completo de edifício de concreto armado data:set/2001 fl. 9



Figura 1.4 – Elevação lateral
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300
275
275
275
275
275
275
275
275
275
275
275
275
275
275
175
275
200

Figura 1.5 – Corte B-B
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Figura 1.6 – Corte A-A
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P
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2420
1155
50
260
15
120
110
120
15
171
8
171
15
455 50 635
15
25 120 55 120
15
335
15
165
15
457 241 457
470 140 515
15
15
A
B B
3
Figura 1.7 – Térreo
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2420
65
120
100
15
10
120
130
15
40
180
40
15
10
120
40
15
350
15
40
120
10
15
40
180
40
15
130
120
10
15
100
120
40
25
260
15
260
15
260
15
170
15
120
110
120
15
170
15
260
15
260
15
260
25
25
457 241 457
1155
60 48
25
48 60
307
15
85
15
118
140
15
290
15
85
15
120 55 120
15
135
15
185
15
165
15
152
100
79
100
35.5
35.5
171
8
171
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A
B B

Figura 1.8 – Pavimento-Tipo
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79
15 15
165 185
100
35.5
35.5
100 15
135
152
120
15
15
120
110
120
15
120 55
350
15
15
2420
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C
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C
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C
a
lh
a
720
15
260
25
1155
25 407
25
241
25
407
25
720
15
260
25
A
B B

Figura 1.9 – Cobertura
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Casa de Máquinas
Caixa D´Água
171
165
15 15
185
171
8
15
135 120
15
15
120
110
120
15
55 120
350
15
15
25
865
380
25 295
15
135
15
365
15
865
380
15
320
15
15
15
865
60
10
10
60
10 10
380
20
20
A
A
A
320
15
515
15
B B
B B
B B

Cobertura da Caixa
D´Água
Figura 1.10 – Ático

ES-013 – Exemplo de um projeto completo de edifício de concreto armado data:set/2001 fl. 16


1.4 Lançamento da Estrutura

O lançamento dos elementos estruturais é realizado sobre o projeto arquitetônico. Ao
lançar a estrutura devemos ter em mente vários aspectos:

Estética: devemos sempre procurar esconder ao máximo a estrutura dentro das
paredes;

Economia: deve-se lançar a estrutura pensando em minimizar o custo da
estrutura. A economia pode vir da observação de vários itens:
o Uniformização da estrutura, gerando fôrmas mais simples, menor número de
reformas das fôrmas (o que reduz o custo com fôrmas e maior velocidade de
execução);
o Compatibilidade entre vãos, materiais e métodos utilizados (ex.: o vão
econômico para estruturas protendidas é maior do que o de estruturas de
concreto armado);
o Caminhamento o mais uniforme possível das cargas para as fundações.
Apoios indiretos, de vigas sobre vigas e transições devem ser evitadas ao
máximo, pois acarretam um maior consumo de material.

Funcionalidade: um aspecto funcional importante é o posicionamento dos pilares
na garagem. Em virtude da necessidade crescente de vagas para estacionamento,
deve ser feita uma análise minuciosa nos pavimentos de garagem, de modo a
aumentar ao máximo a quantidade de vagas, sempre procurando obter vagas de
fácil estacionamento (considerando vagas com 2,50x5,50m, um bom
aproveitamento pode ser obtido espaçando os pilares a cada 4,80 ou 5,0m, ou a
cada 7,2 a 7,5m, evitando posicioná-los nas extremidades das vagas);

Resistência quanto aos esforços horizontais: ao lançarmos a estrutura
devemos procurar estabelecer uma estrutura responsável por resistir aos esforços
horizontais atuantes na estrutura (vento, desaprumo, efeitos sísmicos). Esta
estrutura pode ser composta por um núcleo estrutural rígido, composto por pilares
de grande inércia das caixas de escadas e elevadores, ou por pórticos (planos ou
espaciais) formados pelas vigas (ou às vezes lajes) e pilares do edifício.

Neste curso, foi adotada inicialmente a opção de fôrmas mostrada na Figura 1.11. Os
pilares obedecem a uma disposição econômica visando à obtenção de vãos entre 4m e
6m para as vigas, respeitando as condições de arquitetura, tanto no pavimento-tipo
quanto no andar térreo. Se necessário, esta planta inicial pode ser ligeiramente alterada
em função da análise do carregamento devido ao vento e a conseqüente verificação da
estabilidade global do edifício.

A Figura 1.12 mostra um corte esquemático com as dimensões (em cm) entre pisos e as
espessuras adotadas para as camadas de revestimento das lajes.






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Figura 1.11 – Fôrmas do pavimento-tipo (planta inicial)
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1
8
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1
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1
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2
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9
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5
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1
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2
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5
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5
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2
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1
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5
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V 1 4 ( 1 9 / 5 5 )
V 1 5 ( 1 9 / 5 5 )
V 1 6 ( 1 2 / 5 5 )
V 1 7 ( 1 2 / 5 5 )
V 1 8 ( 1 2 / 5 5 )
V 1 9 ( 1 0 / 4 0 )
V 2 0 ( 1 2 / 5 5 )
V 2 1 ( 1 2 / 5 5 )
V 2 3 ( 1 9 / 5 5 ) V 2 4 ( 1 9 / 5 5 )
(
1
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4
0
)
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4
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/
1
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4
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4
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2
0
/
4
0
)
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1
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0
)
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/
1
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)
(
1
9
/
4
0
)
(
1
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4
0
)
(
1
9
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4
0
)
(
2
0
/
4
0
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3
h
=
1
0
c
m
L
5
h
=
7
c
m
L
7
h
=
1
0
c
m
L
6
h
=
7
c
m
L
8
h
=
1
0
c
m
L
9
h
=
1
0
c
m
L
E
L
1
0
h
=
1
0
c
m
L
1
1
h
=
1
0
c
m
V
1
3
(
1
9
/
5
5
)
V
E
(
1
9
/
5
5
)
V 2 2 ( 1 2 / 5 5 )
L
4
h
=
1
0
c
m
357,0 373,0
468,0
357,0
468,0
551,0
Y
X
280,0
271,0
157,0
200,0
138,0
280,0
271,0
178,5
178,5
P
1
7
P
8
'
P
8
P
2
0
P
2
1
P
2
2
P
1
4
P
1
5
P
1
2
(
2
0
/
4
0
)
(
2
0
/
4
0
)
P
1
1
'
(
2
0
/
4
0
)
470,0
541,0
470,0
541,0
411,0 287,0 411,0
411,0 287,0 411,0
478,0
541,0
478,0
541,0
155,0
236,0 318,5
442,5 245,0 442,5
551,0
266,0 288,5
442,5 245,0 435,0
288,5 318,5 166,0 100,0 236,0

ES-013 – Exemplo de um projeto completo de edifício de concreto armado data:set/2001 fl. 18




Figura 1.12 – Corte esquemático entre dois pisos consecutivos

1.5 Pré-Dimensionamento da Estrutura do Edifício
o dimensionamento das estruturas temos um paradoxo: a geometria dos elementos
esta forma, precisamos estabelecer um pré-dimensionamento da estrutura, ou seja,
efinido o esquema estrutural, procedemos ao pré-dimensionamento dos elementos da
Pré-dimensionamento das lajes;
com base nas cargas verticais).;
lvenaria, cargas
s cargas verticais provenientes do ático;
s verticais);
o vento e do
ximada) da estrutura (parâmetros α e γ
z
);
ior rigidez,
caso necessário, tendo como base as duas análises anteriores.

N
estruturais é definida para suportar os esforços solicitantes, entretanto, só podemos obter
os esforços solicitantes após definirmos a geometria da estrutura, determinando seu peso
próprio e a rigidez dos diversos elementos estruturais.

D
determinar a geometria aproximada dos elementos estruturais, que será utilizada numa
análise preliminar, quando então seremos capazes de efetuar os ajustes necessários,
determinando a geometria final e conseqüentemente o carregamento real que nos permite
o dimensionamento das armaduras.

D
seguinte maneira:

Pré-dimensionamento das vigas (
Estimativa do carregamento vertical (peso próprio, revestimento, a
acidentais decorrentes da utilização da estrutura), distribuído pela área de laje dos
pavimentos;
Estimativa da
Pré-dimensionamento dos pilares (com base nas carga
Estimativa dos carregamentos horizontais devidos à ação d
desaprumo global do edifício;
Determinação da rigidez (apro
Determinação da flecha (aproximada) do edifício sob cargas de serviço;
Correção do pré-dimensionamento da estrutura para provê-la de ma
ES-013 – Exemplo de um projeto completo de edifício de concreto armado data:set/2001 fl. 19


1.5.1 Pré-dimensionamento das lajes

A altura útil d da laje pode ser estimada p
MACHADO:
ela expressão empírica sugerida por

( ) ( ) m em com ), cm ( n 1 , 0 5 , 2 d
* *
l l − ≅
nde, o
n = número de bordas engastadas da laje
*
= o menor dos dois valores , sendo l
¹
´
0
¦
y
x
7 , l
l
y x
l l ≤
( 1.9 )

ou ainda p la exp

e ressão:
l
40
h
x
= , com
y x
l l ≤ ( 1.10 )
O pré-dimensionamento deve respeitar as espessuras mínimas definidas na NBR6118 e
expressas na Tabela 1.2.
inalidade Espessura mínima


Tabela 1.2 – Espessuras mínimas de lajes (segundo a NBR6118/78)
F
lajes de cobertura não em balanço 5 cm
lajes de piso e lajes em balanço 7 cm
lajes destinadas à passagem de veículos 12 cm

1.5.1.1 Aplicação ao edifício exemplo
Para estruturas convencionais de edifícios residenciais, podemos considerar que o vão
das vigas que as apóiam. Desta forma,
eterminamos os vãos l e l e procedemos ao pré-dimensionamento das lajes, cujas
aje
l
x
(m) l
y
(m) 0,7 l
y
(m) l
*
(m)
n
(*)
d (cm) h (cm)

teórico das lajes se prolonga até o eixo
d
x y
dimensões adotadas estão mostradas na Tabela 1.3.

Tabela 1.3 – Pré-dimensionamento das lajes
L
L1=L4=L8=L11 4,32 5,55 3,89 3,89 1 9,4 10
L2=L3=L9=L10 4,60 5,65 3,96 3,96 9,2 10 2
L5=L6 2,73 2,75 1,93 1,93 3 4,2 7
L7 3,50 3,65 10

(*)
a determinação d ição oio da de u je se disc no ca ulo
ajes.
mente, avaliando as cargas atuantes.
a cond de ap borda ma la rá utida pít
de l

As lajes da caixa d´água e da casa de máquinas devem ser pré-dimensionadas
separada
ES-013 – Exemplo de um projeto completo de edifício de concreto armado data:set/2001 fl. 20


1.5.2 Pré-dimensionamento das vigas

A altura das vigas pode ser calculada pela expressão:

l l
h a =
5 , 12 10
, com h
mín
= 25cm
( 1.11 )
onde l é o vão da viga (normalmente, igual à distância entre os eixos dos pilares de
apoio).

ara vigas contínuas com vãos adjacentes de dimensões comparáveis (2/3 a 3/2),
largura da viga é em geral definida pelo projeto arquitetônico e pelos materiais e
pre que possível levar em conta o tipo de tijolo
de revestimento utilizado e a espessura final definida pelo arquiteto.
) Definição da altura das vigas
Seguindo a expressão ( 1.11 ) obteríamos vigas com 40 a 45cm de altura. Entretanto,
m v pórticos de contraventamento, é necessário
ue elas possuam uma inércia maior. Desta forma, padronizaremos a altura de todas as
cm de largura e revestimento em argamassa com 3cm de espessura em
ada face da parede e que as paredes com 15cm sejam construídas com blocos com
rgamassa com 1,5cm de espessura em cada face.
Espessura da Parede Largura da viga

P
costuma-se uniformizar a altura das vigas.

A
técnicas utilizados pela construtora. Desta forma, quando a viga ficar “embutida” em
paredes de alvenaria, sua largura deve sem
e

1.5.2.1 Aplicação ao edifício exemplo

a
tendo e ista que as vigas participarão de
q
vigas em 55cm.

b) Definição da largura das vigas
Admite-se que as paredes com 25cm de espessura sejam executadas com blocos
cerâmicos de 19
c
12cm de largura e revestimento em a

Assim sendo:
Tabela 1.4 – Largura das vigas
25cm 19cm
15cm 12cm









ES-013 – Exemplo de um projeto completo de edifício de concreto armado data:set/2001 fl. 21


1.5.3 Estimativa das cargas verticais para o pré-dimensionamento

a) Peso Próprio
r da
somatória do volume de concreto de todos os elementos estruturais do pavimento
lares) pela área do pavimento.
O peso próprio pode ser estimado multiplicando o peso específico do concreto
a mado pela espessura média do pavimento, que é obtida a partir da divisão
(lajes, vigas e pi

c pav , média
e pp γ ⋅ =
( )
pav
lajes , concr pilares , concr vigas , concr
V V V
e
K + + +
=
( 1.12 )
pav
pav , média
A


Para edifícios residenciais, esta espessura média pode ser estimada em 17cm para
as dependências e 20cm para as escadas.

b) Revestimento
essura dos revestimentos pelos valores
tabelados na norma NBR6120/80 – Cargas para o Cálculo de Estruturas de

c) Carga Acidental

nciais (para efeito de pré-dimensionamento) podemos utilizar

d)
o peso de todas as paredes do pavimento pela área do
pavimento.
e)
rminação do carregamento do ático, devemos considerar o carregamento
evido à água armazenada na caixa d´água, a carga acidental introduzida pelos
levadores e o peso próprio da estrutura (pilares, lajes, vigas, caixa d´água).

O peso próprio do revestimento das lajes (piso, contra-piso, reboco, etc) pode ser
obtido de maneira exata multiplicando a esp
Edificações.

Considerando revestimentos convencionais podemos, para fins de pré-
dimensionamento, estimar a carga devida ao revestimento entre 0,5 e 1,0 kN/m
2
.
O carregamento acidental é tabelado na NBR6120/80 conforme a utilização da
edificação e da finalidade do compartimento.
Em edifícios reside
1,5 kN/m
2
para todas as lajes, excetuando-se as lajes do fundo da caixa d’água e
da casa de máquinas.
Alvenaria
O carregamento distribuído devido às paredes de alvenaria pode ser obtido da
divisão da somatória d

Para edifícios residenciais, com alvenaria de blocos cerâmicos e espessura de
parede de 15cm, podemos estimar o valor deste carregamento entre 3,0 e 5,0
kN/m
2
.


Ático
Na dete
d
e

ES-013 – Exemplo de um projeto completo de edifício de concreto armado data:set/2001 fl. 22


1.5.3.1

a) Pa

Aplicação ao edifício exemplo
vimento Tipo
2
m
kN
d , méd
k , méd
1 , 15 75 , 10 4 , 1 p
75 , 10 p
0 , 4
5 , 1
25 , 4 25 17 , 0 pp
= ⋅ =
= ∴
= =
= ⋅ =

0 , 1 rev = =
q
alv = =

b) Ático

Cobertura da Caixa D´Água


Caixa D´Água
kN 1 , 276 2 , 197 4 , 1 p
kN 2 , 197 p
0 gua
kN 7 , 65
kN 9 , 32
kN 6 , 98 pp
d , água ´ d . cx . cob
k , água ´ d . cx . cob
= ⋅ =
= ∴
= =
= =
=
= =

rev =
q
0 alv = =
á



Casa de Máquinas
kN 2 , 1182 4 , 844 4 , 1 p
kN 4 , 844 p
kN 6 , 516 gua
0
0
0 rev
kN 8 , 327 pp
d , água ´ d . cx
k , água ´ d . cx
= ⋅ =
= ∴
= =
=
= =
= =
= =

q
alv =
á


kN 8 , 878 7 , 627 4 , 1 p
kN 7 , 627 p
0 gua
kN 5 , 131
kN 9 , 298
kN 9 , 32 rev
kN 4 , 164 pp
d ., máq de casa
k ., máq de casa
= ⋅ =
= ∴
= =
=
= =
= =
= =

q
alv =
á
ES-013 – Exemplo de um projeto completo de edifício de concreto armado data:set/2001 fl. 23


Carga Total do Ático

nte, o ático será sustentado por 6 pilares (P9=P10, P15=P16 e
21=P22), regularmente espaçados. Desta forma, para efeito de pré-dimensionamento,
distribuiremos o carregamento do ático uniformemente nos 6 pilares.

kN 0 , 2337 3 , 1669 4 , 1 p
kN 3 , 1669 p
kN 7 , 627 Máquinas de Casa
kN 4 , 844 Água ´ D . Cx
kN 2 , 197 Água ´ D . Cx . Cob
d , ático
k , ático
= ⋅ =
= ∴
= =
= =
= =


omo veremos adia C
P
kN 2 , 278
6
3 , 1669
p
k , pilar / ático
= =
kN 5 , 389
6
2 , 1669 4 , 1
p
d , pilar / ático
=

=







1.5.4 Determinação do carregamento horizontal

1.5.4.1 Vento
determinação do carregamento proveniente da ação do vento pode ser feita por
rmulas aproximadas ou por meio da metodologia da NBR6123/88.
.1
ados:

A

1.5.4.1 Aplicação ao edifício exemplo

D

→ São Paulo/SP)
1
= 1,00 (terreno plano ou fracamente acidentado)
(Subúrbio densamente construído de grandes cidades e dimensão da
0 e 50m)
3
= 1,00 (edificação para residências)
v
0
= 40 m/s (localidade
s

¦ = 85 , 0 b
¦
´
= = 8 0 F s
r 2

edificação compreendida entre 2
¹
¦
= 13 , 0 p
9 ,

s


ES-013 – Exemplo de um projeto completo de edifício de concreto armado data:set/2001 fl. 24


Coeficiente de Arrasto (C
a
)

Vento n d
Vento na direção paralela ao eixo y:
(para o cálculo de C
a
, desconsideramos a presença do ático)

A Tabelas 1.5 e 1.6 mostram a determinação das forças devidas ao vento no edifício.
zontais de vento atuantes na direção x
Andar
Cota
Piso
Cota
Média
2

v
k

(m/s)
w
k

(kN/m2)
A
,exp
(m2)
W
k,médio

(kN)
M
base

(kNm)
W
k

(kN)
a ireção paralela ao eixo x:
¹
0 , 1 C m 14 , 24 I
m 49 , 11 I
a 2
1
= ⇒
¦
¦
`
=
=

m 48 h
)
=

36 , 1 C m 49 , 11 I
a 2
= ⇒
¦
`
=
m 50 , 41 h
)
¦
=
s
m 14 , 24 I
1
¹ =

Tabela 1.5 – Cálculo das forças hori
Cob Cx D´Água 48,00 47,00 1,011 40,43 1,002 17,21 17,25 827,8 8,62
Cx D´Água 46,00 44,63 1,004 40,17 0,989 23,66 23,41 1076,7 20,33
Cob C 0 635,9 19,06 Máq 43,25 42,38 0,998 39,91 0,976 15,06 14,7
Cob 41,50 40,13 0,991 39,64 0,963 31,60 30,44 1263,1 22,57
14
o
38,75 37,38 0,982 39,29 0,946 31,60 29,90 1158,6 30,17
13
o
36,00 34,63 0,973 38,92 0,928 31,60 29,33 1056,0 29,62
12
o
29,03 33,25 31,88 0,963 38,52 0,909 31,60 28,73 955,4
11
o
30,50 0,952 38,08 0 ,60 ,09 ,8 28,41 29,13 ,889 31 28 856
26,38 ,940 37,61 0,867 31,60 27,40 760,5 27,75
09
o
25,00 23,63 0,928 37,10 0,844 31,60 26,66 666,5 27,03
08
o
22,25 20,88 0,913 36,53 0,818 31,60 25,85 575,1 26,25
07
o
19,50 18,13 0,897 35,89 0,790 31,60 24,95 486,5 25,40
06
o
16,75 15,38 0,879 35,16 0,758 31,60 23,95 401,1 24,45
05
o
14,00 12,63 0,858 34,31 0,721 31,60 22,79 319,1 23,37
04
o
11,25 9,88 0,832 33,27 0,678 31,60 21,44 241,2 22,12
03
o
8,50 7,13 0,798 31,94 0,625 31,60 19,76 167,9 20,60
02
o
5,75 4,38 0,751 30,05 0,553 31,60 17,49 100,6 18,62
01
o
3,00 1,50 0,657 26,29 0,424 34,47 14,60 43,8 16,04
T 0,00 M 1
base,tot
= 1592,7 7,30
10
o
27,75 0











ES-013 – Exemplo de um projeto completo de edifício de concreto armado data:set/2001 fl. 25


Tabela 1.6 – Cálculo das forças horizontais de vento atuantes na direção y
Andar
Cota
Piso
Cota
Média
s
2

v
k

(m/s)
w
k

(kN/m2)
A
,exp

(m2)
W
k,médio

(kN)
M
base
(kNm)
W
k

(kN)
W
k
/2
(kN)
Cob Cx D´Água 48,00 47,00 1,011 40,43 1,002 7,2 9,81 471,0 4,91 2,45
Cx D´Água 46,00 44,63 1,004 40,17 0,989 9,9 13,32 612,6 11,57 5,78
Cob C Máq 43,25 42,38 0,998 39,91 0,976 38,1 50,64 2190,4 31,98 15,99
Cob 41,50 40,13 0,991 39,64 0,963 66,4 86,96 3609,0 68,80 34,40
14
o
38,75 37,38 0,982 39,29 0,946 66,4 85,43 3310,5 86,20 43,10
13
o
36,00 34,63 0,973 38,92 0,928 66,4 83,82 3017,4 84,62 42,31
12
o
33,25 31,88 0,963 38,52 0,909 66,4 82,10 2729,8 82,96 41,48
11
o
,18 40,59 30,50 29,13 0,952 38,08 0,889 66,4 80,27 2448,2 81
10
o
0,940 3 0 2172,9 79,29 27,75 26,38 7,61 ,867 66,4 78,30 39,64
23,63 37,10 0,844 66,4 76,18 1904,4 77,24 38,62
08
o
22,25 20,88 0,913 36,53 0,818 66,4 73,86 1643,3 75,02 37,51
07
o
19,50 18,13 0,897 35,89 0,790 66,4 71,29 1390,2 72,57 36,29
06
o
16,75 15,38 0,879 35,16 0,758 66,4 68,42 1146,0 69,86 34,93
05
o
14,00 12,63 0,858 34,31 0,721 66,4 65,13 911,8 66,78 33,39
04
o
11,25 9,88 0,832 33,27 0,678 66,4 61,25 689,1 63,19 31,60
03
o
8,50 7,13 0,798 31,94 0,625 66,4 56,45 479,8 58,85 29,43
02
o
5,75 4,38 0,751 30,05 0,553 66,4 49,97 287,3 53,21 26,61
01
o
3,00 1,50 0,657 26,29 0,424 72,4 41,71 125,1 45,84 22,92
T 0,00 M
base,tot
= 29139,0 20,86 10,43

1.5.4.2 Co r das p õ ns vas
terminaçã m p e d rum bal ru o r
conforme c e e d ad nest o, ç
rminação d ar e a s
.5.4.2.1 Aplicação ao edifício exemplo

o edifício, considerando para
nto a altura total do edifício e o menor número de pilares em uma fileira (na direção Y:
nside ação im erfeiç es co truti

A de o do carrega ento roveni nte do esap o glo da est tura p de se
feita o o pr edim nto qu será escrito mais iante e text na se ão de
dete as c gas v rticais tuante .

09
o
25,00 0,928
1
Apresentamos a seguir o cálculo da inclinação acidental d
ta
pilares P2, P8, P18). Verifica-se que se deve usar a inclinação mínima para a
consideração do desaprumo nas direções x e y.

) s deslocávei estruturas ara
1
693
1
m 48 100
1
3 n
1
1 a
1
¦
¦
¦
¦
¹
= θ =
=
=
=
=

θ
p (
300
1 1
mín , a a
= θ = θ →
`
+
l
848 2
)



θ




ES-013 – Exemplo de um projeto completo de edifício de concreto armado data:set/2001 fl. 26


Tabela 1.7 – Cálculo das forças horizontais equivalentes à inclinação acidental global
Direção Y Direção X
Andar Cota Piso P
d,andar
/2 F
i
/2 M
d,base
/2 F
i
M
d,base

Cob Cx D´Água 48,00 138,0 0,46 22,1 0,92 44,2
Cx D´Água 46,00 591,1 1,97 90,6 3,94 181,3
Cob C Máq 43,25 439,4 1,46 63,3 2,93 126,7
Cob 41,50 714,4 2,38 98,8 4,76 197,7
14
o
38,75 952,6 3,18 123,0 6,35 246,1
13
o
36,00 952,6 3,18 114,3 6,35 228,6
12
o
33,25 952,6 3,18 105,6 6,35 211,2
11
o
30,50 952,6 3,18 96,8 6,35 193,7
10
o
27,75 952,6 3,18 88,1 6,35 176,2
09
o
25,00 952,6 3,18 79,4 6,35 158,8
08
o
22,25 952,6 3,18 70,7 6,35 141,3
07
o
19,50 95 ,6 3,18 9 6,35 ,8 2 61, 123
952,6 3,18 53,2 106,4
05
o
14,00 952,6 3,18 44,5 6,35 88,9
04
o
11,25 952,6 3,18 35,7 6,35 71,4
03
o
8,50 952,6 3,18 27,0 6,35 54,0
02
o
5,75 952,6 3,18 18,3 6,35 36,5
01
o
3,00 952,6 3,18 9,5 6,35 19,1
T 0,00 952,6 3,18 0,0 6,35 0,0
M M
d,total
= 1202,9
d,total
= 2405,8
do a ior e c arando om a bela e 1. erceb
glob muito rior introdu
est onside mos as feito ven na e
8/20 de Re o).
Pré ame dos res
e e s ma ira a resis à ca as ver
06
o
16,75 6,35

Analisan tabela anter omp -a c s Ta s 1.5 6, p emos que
o esforço introduzido pela inclinação acidental al é infe ao zido pelo
vento. D a forma, c rare apen o e do to dificação
(NBR611 01 – Projeto visã



1.5.5 -dimension nto pila

Os pilar s devem ser dim nsionado de ne tir s rg ticais da
edificação e, junto com as vigas, formar pór os de contraventamento capazes a resistir
seguida calcular a deformabilidade da estrutura e
eu comportamento sob cargas de serviço.
ara o pré-dimensionamento dos pilares, levando-se em consideração as cargas
verticais, a área da seção transversal A
c,pilar
pode ser pré-dimensionada por meio da carga
,to
do:

tic
aos esforços horizontais.

Desta forma, em primeiro lugar, devemos determinar a seção dos pilares, levando em
consideração as cargas verticais e em
s

P
total P
d tal/pilar
prevista para o pilar no nível considera
( ) | |
pilar / ático pilar / cobertura pilar / tipo acima andares f pilar / total , d
P P P n P + + ⋅ ⋅ γ =

( 1.13 )
ES-013 – Exemplo de um projeto completo de edifício de concreto armado data:set/2001 fl. 27


O quinhão de carga correspondente a cada pilar, por andar, pode ser estimado
multiplicando-se a carga média (por m
2
) para o andar pela área de influência do pilar em
questão, A
infl
, de acordo com a Figura 1.13. No caso de um andar tipo, temos:
s geométricas que envolvem os
ilares formadas por retas que passam pela mediatriz dos segmentos de reta que unem
pilares adjacentes e pelo contorno do pavimento. Costuma-se não descontar furos e o
oço dos elevadores.

k , méd pilar / . l inf pilar / tipo
p A P ⋅ = ( 1.14 )

A área de influência de um pilar é obtida a partir das figura
p
p

P1
P3
P2 P4 P5 P6
6,31m2
11,66m2
4,02m2
16,80m2
7,48m2
6,43m2
6,31m2
17,63m2
11,79m2
P17 P19 P18 P20 P21 P22
P13
P8´
P14
P15
P11´
P16
P9 P10

6,43m2 17,63m2
10,81m2
P7
P8
P11
P12
Figura 1.13 – Determinação das áreas de influência dos pilares

A carga da laje de cobertura do edifício, em geral, pode ser estimada como uma fração do
carregamento dos andares tipo:

( 1.15 )

O procedimento para o cálculo do carregamento do ático é o mesmo utilizado para a
determinação de p
méd,k
, levando em consideração as cargas pertinentes ao ático.

Tendo obtido a c ão:
pilar / tipo pilar / cobertura
P 75 , 0 P ⋅ ≅
arga total no pilar, obtemos sua área por meio da express

adm
pilar / total , d
pilar , c
P
A
σ
=
( 1.16 )

onde admite-se uma tensão admissível no pilar em torno de
ck adm
f 5 , 0 ⋅ ≅ σ .

Para determinar as dimensões dos pilares, devemos seguir as prescrições da NBR6118
quanto à dimensão mínima dos lados de pilares e pilares parede:
ES-013 – Exemplo de um projeto completo de edifício de concreto armado data:set/2001 fl. 28


Tabela 1.8 – Dimensões mínimas de pilares, γ
n

evisão) NBR6118/78 NBR6118/2001 (Projeto de R
b γ
n
b γ
n

≥ 20cm 1,0 ≥ 19cm 1,0
12 ≤ b ≤ 20cm
4 , 1
b 05 , 0 4 , 2
n

= γ
12 ≤ b ≤ 19cm
4 , 1
b 07 , 0 73 , 2
n

= γ
pilares de canto com tensões um pouco menores, em virtude dos efeitos de flexão que
serão introduzidos nestes
O coeficiente γ
n
deve majorar os esforços solicitantes finais d p e cálculo nos ilares, quando
e seu dimensionamento. d

1.5.5.1 Aplicação a

Abaixo apresentamos a planilha de pré-dimensionamento dos pilares, os quais foram
dimensionados com dimensão constante até o seu topo visando um melhor
reaproveitamento das fôrmas. Entretanto, pode-se optar por efetuar uma redução no
tamanho dos pilares. Dimensionamos os pilares P19 e P20 com uma carga um pouco
maior em virtude da maior espessura média das escadas. Procuramos também deixar os
pilares e de uma carga um pouco mais elevada de alvenaria.
lém disso, juntamos os pilares P8-P8’ e P11-P11’ (ver Figura 1.13), uma vez que as
dimensões necessárias para estes pilares, segundo o pré-dimensionamento, resultariam
ndo preferível uni-los num só pilar. A planta
e fôrmas final do pavimento-tipo está mostrada na Figura 1.14.
o edifício exemplo
A
numa distância muito próxima entre eles, se
d

Tabela 1.9 – Pré-dimensionamento dos pilares
Pilar n
tipo

A
infl

(m
2
)
A
infl,tot

(m
2
)
p
d

(kN/m
2
)
P
d,tipo

(kN)
P
d,ático

(kN)
P
d,tot
(kN)
s
adm

(kN/cm
2
)
A (cm
2
) b (cm) h (cm)
h
final

(cm)
σ
f

(kN/cm
2
)
14 6,31 93,07 15,05 1400,74 0,00 1400,74 1,30 1077,49 19 56,71 65 1,13
1=P6=P17=
22
8 6,31 55,21 15,05 830,95 0,00 830,95 1,30 639,19 19 33,64 65 0,67
14 11,79 173,90 15,05 2617,23 0,00 2617,23 1,30 2013,26 19 105,96 110 1,25
2=P5=P18=
21
8 11,79 103,16 15,05 1552,60 0,00 1552,60 1,30 1194,30 19 62,86 110 0,74
3=P4 14 4,02 59,30 15,05 892,39 0,00 892,39 1,30 686,45 20 34,32 40 1,12
8 4,02 35,18 15,05 529,38 0,00 529,38 1,30 407,22 20 20,36 40 0,66
14 6,43 94,84 15,05 1427,38 0,00 1427,38 1,30 1097
7=P12=P13=
16
P
P

P
P

P

,98 19 57,79 65 1,16
P
P
8 6,43 56,26 15,05 846,75 0,00 846,75 1,30 651,35 19 34,28 65 0,69
P8=P11 14 35,26 520,09 15,05 7827,28 0,00 7827,28 1,30 6020,9
3 15,05 4643,30 0,00 4643,30 1,30 3571,7
8 20 301,05 285 1,37
8 35,26 308,5 7 20 178,59 285 0,81
P9=P10 14 13,99 20 ,3 6 5 15,05 3105,61 389,50 3495,11 1,30 2688,54 20 134,43 140 1,25

P14=P15 14 6,80 47,80 15,05 3729,39 9,50 4118,89 1,30 3168,38 20 58,42 60 1,29
8 6,80 47,00 15,05 212,35 9,50 601,85 1,30 001,42 20 00,07 60 0,81
P19=P20 14 7,48 110,33 16,10 1776,31 9,50 2165,81 1,30 1666,01 20 83,30 90 1,20
8 7,48 65,45 16,10 1053,75 9,50 1443,25 1,30 1110,19 20 55,51 90 0,80






8 13,99 122,41 15,05 1842,31 389,50 2231,81 1,30 1716,78 20 85,84 140 0,80
2
1 1
1 1
38
2 38 2
38
38
1 2
1 1
ES-013 – Exemplo de um projeto completo de edifício de concreto armado data:set/2001 fl. 29


P
1
7
P
1
8
P
1
3
P
7
P
8
P
1
P
2
P
1
9
P
2
0
P
2
1
P
9
P
1
0
P
1
4
P
1
5
P
3
P
4
P
1
1
P
1
6
P
5
V
1
(
1
9
/
5
5
)
V
2
(
1
9
/
5
5
)
V
3
(
1
2
/
5
5
)
V
6
(
1
2
/
5
5
)
V
4
(
1
9
-
1
2
/
5
5
)
V
5
(
1
2
-
1
9
/
5
5
)
V
7
(
1
2
/
5
5
)
V
8
(
1
2
/
5
5
)
V
9
(
1
9
-
1
2
/
5
5
)
V
1
0
(
1
2
-
1
9
/
5
5
)
V
1
1
(
1
2
/
5
5
)
V
1
2
(
1
9
/
5
5
)
V 1 4 ( 1 9 / 5 5 )
V 1 5 ( 1 9 / 5 5 )
V 1 6 ( 1 2 / 5 5 )
V 1 7 ( 1 2 / 5 5 )
V 1 8 ( 1 2 / 5 5 )
V 1 9 ( 1 0 / 4 0 )
V 2 0 ( 1 2 / 5 5 )
V 2 1 ( 1 2 / 5 5 )
3 5 ) 5 )
(
1
9
/
6
5
)
(
1
1
0
/
1
9
)
(
2
0
/
4
0
)
(
2
0
/
4
0
)
(
1
1
0
/
1
9
)
(
2
0
/
2
8
5
)
(
2
0
/
1
4
0
)
(
2
0
/
1
4
0
)
(
2
0
/
1
6
0
)
(
2
0
/
1
6
0
)
(
2
0
/
9
0
)
(
2
0
/
9
0
)
(
1
1
0
/
1
9
)
(
1
9
/
6
5
)
(
1
1
0
/
1
9
)
(
1
9
/
6
5
)
(
1
9
/
6
5
)
(
1
9
/
6
5
)
(
2
0
/
2
8
5
)
L
1
h
=
1
0
c
m
L
2
h
=
1
0
c
m
L
3
h
=
1
0
c
m
L
5
h
=
1
0
c
m
L
7
h
=
1
0
c
m
L
6
h
=
1
0
c
m
L
8
h
=
1
0
c
m
L
9
h
=
1
0
c
m
L
E
L
1
0
h
=
1
0
c
m
L
1
1
h
=
1
0
c
V
1
3
(
1
9
/
5
5
)
V
E
(
1
9
/
5
5
)
V 2 2 ( 1 2 / 5 5 )
L
4
h
=
1
0
c
m
506,0
513,0
357,0
513,0
506,0
386,0 312,0 386,0
506,0
505,0
373,0
505,0
506,0
386,0 312,0 386,0
565,0 565,0
338,5 353,5
551,0
468,0
357,0
468,0
551,0
338,5 353,5
577,6 559,8
Y
X
280,0
271,0
157,0
200,0
138,0
,0
271,0
147,0
178,5
178,5
216,0 176,0
116,0 276,0
P
2
2
P
1
2 P
6
V 2 ( 1 9 / 5 V
5
)
2 4 ( 1 9 / 5
(
1
9
/
6
5
)
(
1
9
/
6 (
1
9
/
6
5
)
m
280
ES-013 – Exemplo de um projeto completo de edifício de concreto armado data:set/2001 fl. 30

Figura 1.14 – Fôrmas do pavimento-tipo (final)

ES-013 – Exemplo de um projeto completo de edifício de concreto armado data:set/2001 fl. 31

Os pilares foram dimensionados com dimensão constante até o seu topo visando a um
melhor reaproveitamento das fôrmas. Entretanto, pode-se optar por efetuar uma redução
no tamanho dos pilares. Dimensionamos os pilares P19 e P20 com uma carga um pouco
maior em virtude da maior espessura média das escadas. Procuramos também deixar os
pilares de canto com tensões um pouco menores, em virtude dos efeitos de flexão que
serão introduzidos nestes pilares e de uma carga um pouco mais elevada de alvenaria.

1.5.6 Determinação da rigidez (aproximada) da estrutura

Determinado o pré-dimensionamento da estrutura, devemos verificar se a estrutura é
capaz de suportar os esforços horizontais a que ela está submetida (no nosso caso as
forças introduzidas pela ação do vento), verificando se os efeitos de 2
a
ordem não são
muito pronunciados e se as deformações sob cargas de serviço são compatíveis.

1.5.6.1 Aplicação ao edifício exemplo

Para tanto, estabeleceremos um conjunto de pórticos planos em direções ortogonais (x e
y). Poderíamos utilizar também o modelo de pórtico espacial, mas como a estrutura é
bastante simétrica, não havendo efeitos de torção da estrutura pronunciados, a utilização
do modelo de pórticos planos é uma aproximação simples e eficiente.

Para simular o efeito de chapa das lajes, solidarizando os pórticos em cada pavimento,
unimos os pórticos da estrutura com barras rígidas bi-rotuladas, como esquematizado na
Figura 1.14. O modelo ilustrado nesta figura foi processado em um programa de análise
estrutural de pórticos planos para a obtenção dos esforços globais devidos à carga de
vento.
Figura 1.14 – Modelo utilizado – direção y

1.5.6.1.1 Parâmetro α

As expressões para a determinação do parâmetro α e seu significado são apresentadas
no procedimento descrito no item 1.8.

) 4 n ( 6 , 0 ≥ = α ≤ ( 1.9 ) α
pav 1

Tabela 1.10 mostra os valores obtidos. A

Tabela 1.10 – Determinação do parâmetro α
Caso de
Carregamento
H
tot

(m)
N
k,edifício

(kN)
E
cs
(GPa) I
eq
(m
4
)

α
direção x 48 21742 23,8 6,88 0,55
direção y 48 10871 23,8
) N
k,edifício
/2
(*)
5,21 0,45
(*
ressões para a determinação do parâmetro γ
z
e seu significado são apresentadas
no procedimento descrito no item 1.8.

As Tabelas 1.11 e 1.12 mostram, respectivamente, a determinação do parâmetro γ
z
nas
direções x e y.



















Para o cálculo do parâmetro α, igualamos o deslocamento na cobertura do edifício,
submetido ao carregamento de vento, ao mesmo nível da cobertura do exemplo, de um
pilar equivalente, ao qual aplicamos o mesmo carregamento de vento.


1.5.6.1.2 Parâmetro γ
z


As exp
ES-013 – Exemplo de um projeto completo de edifício de concreto armado data:set/2001 fl. 32


Tabela 1.11 – Determinação do parâmetro γ
z
– direção x
Andar Cota Piso W
d
M
1
P
d,andar
d(m) dM
Cob Cx D´Água 48,00 12,07 579,4 276 0,081 22,1
Cx D´Água 46,00 28,46 1309,0 1182 0,080 93,4
Cob C Máq 43,25 26,68 1153,8 879 0,079 68,2
Cob 41,50 31,60 1311,3 1429 0,073 103,9
14
o
38,75 42,23 1636,6 1905 0,071 134,5
13
o
36,00 41,46 1492,7 1905 0,068 129,7
12
o
33,25 40,65 1351,5 1905 0,065 123,8
11
o
30,50 39,78 1213,2 1905 0,062 117,2
10
o
27,75 38,85 1078,0 1905 0,057 109,4
09
o
53 100,4 25,00 37,85 946,1 1905 0,0
08
o
22,25 36,76 817,8 1905 0,048 90,7
07 19 3 3, 0,042 80,0
o
,50 5,56 69 4 1905
06
o

o
,00 ,72 4 190 0,030
o
,25 0,96 34 190 0,023
16,75 34,23 573,3 1905 0,036 68,6
05 14 32 58,1 5 56,4
04 11 3 8,3 5 43,4
03
o
8,50 28,84 245,1 1905 0,016 30,1
02
o
5,75 26,07 149,9 1905 0,009 17,1
01
o
3,00 22,46 67,4 1905 0,003 6,1
T 0,00 10,22 0,0 1905 0,000 0,0
15425,1 1395,0

γ
z
= 1,10

Observando as Tabelas 1.11 e 1.12, verificamos que não há necessidade de se efetuar
estrutura (análise não-linear, processo P-∆), pois os efeitos
e 2 ordem são pouco significativos para a estrutura.
z
do todos os pilares isolados (unidos apenas por
uma análise mais rigorosa da
a
d

Para efeito de ilustração, na Tabela 1.13 apresentamos a determinação do parâmetro γ
a estrutura na direção y, consideran d
barras rígidas bi-rotuladas). Podemos verificar que a consideração dos pórticos de
contraventamento é fundamental para garantir a estabilidade da estrutura.


















ES-013 – Exemplo de um projeto completo de edifício de concreto armado data:set/2001 fl. 33


Tabela 1.12 – Determinação do parâmetro γ
z
– direção y
A C W ) ndar ota Piso
d
/2 M
1
P
d,andar
/2 d(m dM
ob Cx D´Água 8,00 ,43 164,8 138 0,111 15,3
x D´Água 6,00 ,10 372,4 591 0,110 64,7
ob C Máq 3,25 2,39 968,2 439 0,107 47,1
1998,7 714 0,106 75,5
4
o
8,75 2338,1 953 0,101 95,8
3
o
6,00 2132,5 953 0,095 90,4
2
o
3,25 1930,8 953 0,089 84,5
1
o
0,50 1733,3 953 0,082 78,0
0
o
7,75 1540,1 953 0,074 70,9
9
o
5,00 953 0,066 63,3
8
o
2,25 953 0,058 55,1
7
o
9,50 990,6 953 0,049 46,7
6
o
6,75 819,1 953 0,040 38,0
5
o
4,00 654,4 953 0,031 29,3
4
o
1,25 497,6 953 0,022 21,1
3
o
,50 350,2 953 0,014 13,4
2
o
,75 214,2 953 0,007 7,0
1
o
,00 96,3 953 0,002 2,3
0,0 953 0,000 0,0
19321,6 898,4

γ
z
= 1,05
C 4 3
C 4 8
C 4 2
Cob 41,50 48,16
1 3 60,34
1 3 59,24
1 3 58,07
1 3 56,83
1 2 55,50
0 2 54,07 1351,7
0 2 52,51 1168,4
0 1 50,80
0 1 48,90
0 1 46,74
0 1 44,23
0 8 41,20
0 5 37,25
0 3 32,09
T 0,00 14,60




d,andar
/2 d(m) dM
Tabela 1.13 – Determinação do parâmetro γ
z
(direção y, pilares isolados)
Andar Cota Piso W
d
/2 M
1
P
Cob Cx D´Água 48,00 3,43 164,8 138 0,907 125,2
Cx D´Água 46,00 8,10 372,4 591 0,857 506,6
Cob C Máq 43,25 22,39 968,2 439 0,789 346,7
Cob 41,50 48,16 1998,7 714 0,746 533,0
14
o
38,75 60,34 2338,1 953 0,678 645,9
13
o
36,00 59,24 2132,5 953 0,611 582,0
12
o
33,25 58,07 1930,8 953 0,544 518,2
11
o
30,50 56,83 1733,3 953 0,477 454,4
10
o
27,75 55,50 1540,1 953 0,413 393,4
09
o
25,00 54,07 1351,7 953 0,349 332,5
08
o
22,25 52,51 1168,4 953 0,289 275,3
07
o
19,50 50,80 990,6 953 0,231 220,0
06
o
16,75 48,90 819,1 953 0,178 169,6
05
o
14,00 46,74 654,4 953 0,129 122,9
04
o
11,25 44,23 497,6 953 0,087 82,9
03
o
8,50 41,20 350,2 953 0,052 49,5
02
o
5,75 37,25 214,2 953 0,025 23,8
01
o
3,00 32,09 96,3 953 0,007 6,8
T 0,00 14,60 0,0 953 0,000 0,0
19321,6 5388,5

γ
z
= 1,39

ES-013 – Exemplo de um projeto completo de edifício de concreto armado data:set/2001 fl. 34


1.5.7 Cálculo da flecha (aproximada) do edifício sob cargas de serviço


Parâmet e Referênci ros d a:
¦
¹
¦
no
¦
´
¦
¦
en
0
: ifício
100
: s
l
pavim

a) Edifício

la 1.14 – Veri da do sob c de s Dir Y
vel Co a
máx
(

a
se
cm)
Tabe ficação flecha edifício argas erviço – eção
Ní ta (m) cm)
rviço
(
48 2 1,42
1,34
cálc a so cargas serv i efe o util do-s
pavimentos
170
ed
0
ento tre
i
l

Cob. Cx. Dágua 2,8
Cobertura 41,5 2,44

Obs: O ulo da flech b de iço fo tuad izan e 30% do
carregamento de vento.


b) Entre
Tabela ção Y
Andar
Co
(
Piso
)
a (cm (cm
adm
)

1.15 – Verificação da flecha entre pavimentos sob cargas de serviço – Dire
ta Piso
m)
Piso a
(m
) ∆a ) ∆a (cm
D´Água ,00 2, 0,0500
ua ,00 2,7 0 0 275
áq. ,25 1,7 1 0,0400
,50 2,7 1,34 0,1400
,75 2,7 1,27 0,1400
,00 2,7 1,20 0,1600
,25 2,7 1,13 0,1700
,50 2,7 1,04 0,1800
,75 2,7 0,95 0,2000
,00 2,7 0,85 0,2000
,25 2,7 0,2200
,50 2,7 0,2200
,75 2,7 0,2200
,00 2,7 0,2100
,25 2,7 0,2000
50 2,7 0,1700
75 2,7 0,1300
0
Cob. Cx. 48 00 1,42 0,2 OK
Cx. D´Ág 46 5 1,40 ,080 0, OK
Cob. C. M 43 5 ,36 0,175 OK
Cob. 41 5 0,275 OK
14
o
38 5 0,275 OK
13
o
36 5 0,275 OK
12
o
33 5 0,275 OK
11
o
30 5 0,275 OK
10
o
27 5 0,275 OK
09
o
25 5 0,275 OK
08
o
22 5 0,75 0,275 OK
07
o
19 5 0,64 0,275 OK
06
o
16 5 0,52 0,275 OK
05
o
14 5 0,41 0,275 OK
04
o
11 5 0,30 0,275 OK
03
o
8, 5 0,20 0,275 OK
02
o
5, 5 0,11 0,275 OK
01
o
3,00 3,00 ,04 0,0700 0,3 OK
T 0,00 0,00


ES-013 – Exemplo de um projeto completo de edifício de concreto armado data:set/2001 fl. 35


1.6 Determinação do Carregamento Vertical

1.6.1 Cargas atuantes em estruturas de edificações (NBR6120/80)

O quadro a seguir apresenta valores de carga a serem adotados em estruturas de
edificações segundo a NBR6120/80 (Cargas para o Cálculo de Estruturas de Edificações).
) Cargas permanentes:



a

Peso específico de alguns materiais de construção:

Material Peso específico nte apare
kN/m
3
ton/m
3

concreto simples 24 2,4
concreto armado 25 2,5
argamassa de cimento e areia 21 2,1
argamassa de cal, cimento e areia 19 1,9
alvenaria
de tijolo maciço 18 1,8
de tijolo furado (cerâmico) 13 1,3
de blocos de concreto 13 1,3
material de enchimento
entulho 15 ,5 1
terra 18 1,8
madeira
pinho, cedro 5 0,5
lo ro, u imbuia 0,65 6,5
an i g co, cabriúva, ipê ró 1,0 seo 10


M t a erial Peso específico / área
kN gf/m
2
/m
2
k
revestimentos de pisos 100 1
telhados
de telha de barro 700 0,7
de telha de fibrociment 400 o 0,4
de telha de alumínio 300 0,3

im e p rmeabilização de p 100 isos 1,0
divisória de madeira 200 0,2
caixilhos
de
argila expandida 9 0,9


ferro 0,3 300
de alumínio 0,2 200

ES-013 – Exemplo de um projeto completo de edifício de concreto armado data:set/2001 fl. 36


Paredes divisórias sem posição determinada: carga uniformemente distribuída não menor
ue 1/3 do peso linear de parede pronta e maior que 1,00 kN/m2. q

b) Cargas variáveis ou acidentais:

Peso específico / área
kN/m
2
kgf/m
2

dormitórios, salas, cozinhas e banheiros 1,5 150
despensas, áreas de serviço e lavanderias 2,0 200
forros sem acesso a pessoas 0,5 50
escadas sem acesso ao público 2,5 250
garagens (sem consideração de ψ) 2,0 200
e
d
i
f
í
c
i
o
s

r
e
s
i
d
e
n
c
i
a
i
s

2,0 200 terraços sem acesso ao público
salas de uso geral e banheiros 2,0 200
escadas com acesso ao público 3,0 300
300
terraços com acesso ao público 3,0 0 30
forros sem acesso a pessoas 0,5 5 0,
garagens (sem consideração de ψ) 2,0 200
e
d
i
f
í
c
i
o
s

d
e

e
s
c
r
i
t
ó
r
i
o
s

restaurantes 3,0 0 30
300
auditórios 5,0 0 50
escadas e corredores 4,0 0 40
e
s
c
o
l
a
s

outras salas 2,0 0 20

25
salas para depósito de livros 4,0 0 40
60
b
i
b
l
i
o
t
e
c
a
s



escritórios e banheiros 2,0 0 20
salas de diretorias 1,5 0 15
b
a
n
c
o
s

corredores com acesso ao público 3,0
salas de aula 3,0

salas de leitura 2,5 0
sala com estantes de livros 6,0 0

palco 5,0 500
platéia com assentos fixos 3,0 300
400
c
i
n
e
m
a
s

e

r
o
s

t
e
banheiros
a
t
2,0 0 20
salas de assembléias com assentos fixos 3,0 0 30
salas de assembléias com assentos móveis 4,0 0 40
salão de danças ou esporte 5,0 0 50
banheiros 2,0 0 20
c
l
u
b
e
s

ginásio de esportes 5,0 0 50

dormitórios, enfermarias e banheiros 2,0 0 20
20
corredores 3,0 300
h
o
s
p
i
t
a
i
s


platéia com assentos móveis 4,0
salas de cirurgia 2,0 0

ES-013 – Exemplo de um projeto completo de edifício de concreto armado data:set/2001 fl. 37




c) Cargas acidentais em balcões (parapeitos):






d) Cargas verticais especiais:

Peso específico / área
kN/m
2
kgf/m
2

casa de máquinas e poço dos elevadores
laje sobre a caixa dos elevadores
v ( cida 30 30000 velo de) ≤ 1 m/s
adja te à caixa dos elevadores
da a de máquinas
) Co ficie te de impacto:
, 1 = quando l

l
quando
0
l l ≤
m 5
0
= l para vigas


f) Escadas (

degraus isolados):

Apli carg ais desfavorável


g) Redução das cargas acidentais (pilares e fundações) para edifícios residenciais,
car a concentrada de 2,5 kN na posição m .
v > 1 m/s 50 50000
laje cen
v (velocidade) ≤ 1 m/s 5 5000
v > 1 m/s 7 7000
forro cas 10 10000
poço de molas dos elevadores (laje inferior) 20 20000


e e n

0 ϕ
0
l ≥
43 , 1
0
= ϕ
l
m 3
0
= l para lajes (menor vão)
comerciais, residências e casas comerciais não destinados a depósitos:
ES-013 – Exemplo de um projeto completo de edifício de concreto armado data:set/2001 fl. 38



N de pisos que atuam sobre o elemento
o
Redução percentual das cargas
acidentais (%)
1, 2 e 3 0
4 20
5 40
6 ou mais 60

Obs: O forro deve ser considerado como piso.

1.6.2 Revestimento das lajes

Para o cálculo das cargas permanentes devidas ao revestimento das lajes (piso, camada
de regularização e forro), foram definidas as espessuras mostradas na Figura 1.15
1
.
dotou-se piso de taco de ipê róseo (γ = 10 kN/m
3
), camada de regularização de
rgamassa de cimento e areia (γ = 21 kN/m
3
) e revestimento de forro de argamassa de
imento, cal e areia (γ = 19 kN/m
3
).
A
a
c


Figura 1.15 – Camadas de revestimento das lajes
carga total de revestimento por m
2
de laje é dada pelo produto dos pesos específicos
s pelas suas respectivas espessuras.
1.6.3 Paredes sobre lajes

A
dos revestimentos adotado


Utilizou-se para as paredes do edifício exemplo blocos cerâmicos vazados (γ = 13 kN/m
3
)
revestimento de argamassa de cimento e areia (γ = 21 kN/m
3
). A espessura do
vestimento resultou 3 cm para as paredes internas e 6 cm para as paredes externas,
e
re
respectivamente.


1
No edifício exemplo, a espessura da camada de regularização foi adotada como sendo de 3cm.
ES-013 – Exemplo de um projeto completo de edifício de concreto armado data:set/2001 fl. 39


Para obtermos o peso por metro linear de parede, multiplicamos o peso específico do
bloc pelas elo pé
direito. O peso total da parede é dado pelo produto da carga por metro linear pelo
comprimento da par

Nas lajes armadas em duas direções, divide-se o peso total da parede pela área da laje,
obtendo-se uma ca suposta uniformemente distribuída. É uma simplificação de
erto modo grosseira, porém justificável pelas pequenas dimensões dos vãos das lajes de
Nas lajes armadas numa só direção, a simplificação precedente pode fugir muito da
elas seguintes regras práticas:

Tabela 1.17 apresenta os valores das cargas de parede sobre as lajes e a Tabela 1.18
mostra o carregamento final obtido.

Tabela 1.17 – Cargas de parede sobre as lajes do edifício exemplo
Comprimento de Parede Pé-direito Área da laje Carga Parede Total
o e do revestimento de parede adotado suas respectivas espessuras e p
ede.
rga por m
2
c
edifícios.

realidade, sendo preferível substituí-la p

a) se a parede é paralela ao lado l
x
(lado menor da laje), supõe-se que a faixa resistente
tenha largura 2/3 l
x
;

b) se a parede é paralela ao lado l
y
, considera-se a carga distribuída linearmente.

A
Laje (m) (m) (m²) (kN/m²) (kN/m²)
1=4=8=11 6,82 2,585 21,77 2,19 1,77
2=3=9=10 8,85 2,585 24,22 2,19 2,07
5=6 2,60 2,585 6,75 2,19 2,18
7 1,83 2,585 9,68 2,19 1,07

Características da Parede:
Bloco cerâmico vaza γ = 13 kN/m³
Revestimento de argamassa de cimento e areia γ = 21 kN/m³
do com largura de 12 cm



Tabela 1.18 – Carga total distribuída nas lajes do pavimento-tipo
e
(kN/m²)
imento
tal
(kN/m²)
Paredes
sobre Laje
(kN/m²)
Cargas
Permanentes
(kN/m²)
Cargas
Acidentais
(kN/m²)
Total
(kN/m²) Laj

h(cm)
Peso
Próprio
Revest
To
L1 10 2,5 1,12 1,77 5,39 1,5 6,89
L2 10 2,5 1,12 2,07 5,69 1,5 7,19
L3 10 2,5 1,12 2,07 5,69 1,5 7,19
L4 10 2,5 1,12 1,77 5,39 1,5 6,89
L5 7 1,75 1,12 2,18 5,05 1,5 6,55
L6 7 1,75 1,12 2,18 5,05 1,5 6,55
L7 10 2,5 1,12 1,07 4,69 3,0 7,69
L8 10 2,5 1,12 1,77 5,39 1,5 6,89
L9 10 2,5 1,12 2,07 5,69 1,5 7,19
L10 10 2,5 1,12 2,07 5,69 1,5 7,19
L11 10 2,5 1,12 1,77 5,39 1,5 6,89
ES-013 – Exemplo de um projeto completo de edifício de concreto armado data:set/2001 fl. 40


1.6.4 Cálculo das reações nas vigas

Para o cálculo das reações das vigas, isto é, para calcular a carga que a laje transmite às
igas que a sustentam, o v critério mais prático é o indicado na Figura 1.16. Supõe-se que a
as adjacentes serem uma engastada e a outra apoiada, alguns autores
comendam que se faça o desenho do “telhado” com retas que formem ângulos de 30
o
e
as nas vigas do
avimento-tipo do edifício exemplo, segundo o processo referido, é ilustrada na Figura
.17. É importante salientar que na Figura 1.17 já estão incluídas as cargas de parede
Figu 1.16 – Esquema de dis ribuição d cargas das ajes para as igas











borda maior l
y
receba a carga existente na área A
y
, enquanto que A
x
corresponde à borda
menor l
x
. As áreas A
x
e A
y
são formadas pelas bissetrizes tiradas de cada canto da laje.
É, portanto, um cálculo simples, baseado na teoria das charneiras plásticas. No caso de
duas bord
re
60
o
(e não dois ângulos de 45
o
). Em tal caso, 60
o
para o lado do engastamento. Esta foi a
hipótese adotada neste edifício exemplo. A distribuição de carg
p
1
sobre as lajes.




ra t e l v

l
Ay
l
Ay
Ax Ax






ES-013 – Exemplo de um projeto completo de edifício de concreto armado data:set/2001 fl. 41


5
.
6
4
m
2
4
.
6
5
m
2
7
.
8
6
m
2
5
.
6
4
m
2
3
.
8
7
m
2
5
.
6
4
m
2
9
.
6
.
7
1
m
2
2
.
2
8
m
2
1
.
8
6
m
2
1
.
0
6
m
2
1
.
6
8
m
2
3
.
6
5
m
2
3
.
4
5
m
2
1
.
4
8
m
2
6
.
7
1
m
2
3
.
8
7
m
2
5
.
6
4
m
2
3
.
8
7
m
2
5
.
6
4
m
2
6
.
7
1
m
2
6
.
7
1
m
2
5
.
6
4
m
2
3
.
8
7
m
2
7
.
8
6
m
2
4
.
6
5
m
2
5
.
6
4
m
2
5
.
6
4
m
2
2
.
2
8
m
2
V
2
V
4
V
1
2
1 6
V
7
V
1
1
V
6 V
3
V 1 8
V 1 7
V 2 0
V 2 3
V
8
V
5
0
V 1 9
V 1 5 V 1 4
9
.
9
.
9
.
7
V
1
3
1
5
.
1
2

+

1
.
5
2
V
1
.
6
8

+

1
.
2
6
1
4
.
6
8

+

1
.
2
6
5
.
6
6

+

0
1
5
.
1
2

+

1
.
5
2
1
5
.
3
2

+

2
.
7
7
5
.
6
6

+

0
1
0
.
3
5

+

3
.
0
0
1
0
.
3
5

+

3
.
0
0
2
6

+

4
.
3
8
2
2
.
2
6

+

4
.
3
8
1
5
.
1
2

+

1
.
5
2
1
5
.
3
2

+

2
.
7
7
5
.
6
6

+

2
.
2
3
9
.
1
5

+

2
.
2
3
1
5
.
1
2

+

1
.
5
2
6
8

+

1
.
2
6
1
4
.
6
8

+

1
.
2
6
1 5 . 4 4 + 1 . 6 1 1 5 . 4 4 + 1 . 6 1
. 6 2 + 0 . 5 8
2 5 . 3 9 + 5 . 3 5 2 5 . 3 9 + 5 . 3 5
1 1 . 3 4 + 1 . 5 0 1 5 . 2 8 + 4 . 0 2 1 1 . 3 4 + 1 . 5 0
5 . 6 6 + 0
1 1 . 3 4 + 1 . 5 0 1 9 . 4 5 + 2 . 9 8 1 1 . 3 4 + 1 . 5 0
1 5 . 4 4 + 1 . 6 1 1 5 . 4 4 + 1 . 6 1
X
Y
V
E
L
E
L
1
L
2
L
3
L
7
L
1
0
L
8
L
9
L
5

Figura 1.17 – Determinação das reações das lajes nas vigas de apoio
V 2 4
4
.
6
5
m
2
5
.
6
4
m
2
5
.
6
4
m
2
7
.
8
6
m
2
2
.
2
8
m
2
2
.
2
8
m
2
1
.
8
6
m
2
1
.
0
6
m
2
5
.
6
4
m
2
4
.
6
5
m
2
5
.
6
4
m
2
7
.
8
6
m
2
V 2 1
V 2 2
V
1
7
7
m
2
7
m
2
1
5
.
1
2

+

1
.
5
2
1
5
.
3
2

+

2
.
7
7
1
5
.
1
2

+

1
.
5
2
1
5
.
3
2

+

2
.
7
7
1
5
.
1
2

+

1
.
5
2
1
5
.
1
2

+

1
.
5
2
2 5 . 3 9 + 5 . 3 5 2 5 . 3 9 + 5 . 3 5
7 . 6 2 + 0 . 5 8
L
4
L
1
1
L
6
7
7
m
2
7
7
m
2
1
4
2
2
.
1
4
.
7
V
V
9
ES-013 – Exemplo de um projeto completo de edifício de concreto armado data:set/2001 fl. 42


1.6.5 Esquemas de distribuição de cargas nas vigas

Seguindo o procedimento descrito anteriormente, resultam os esquemas de distribuição
de cargas nas vigas conforme a Tabela 1.19.

Tabela 1.19 – Distribuição de cargas nas vigas
Viga (Tramo) Carga Permanente (kN/m) Carga Variável (kN/m)
V1a 15,12 1,52
V1b 14,68 1,26
V2a 14,68 1,26
V2b 15,12 1,52
V3 5,66 0,00
V4a 15,12 1,52
V4b 15,32 2,77
V5a 15,32 2,77
V5b 15,12 1,52
V6a 10,35 3,0
V6b 10,35 3,0
V7 22,26 4,38
V8 22,26 4,38
V9a 15,12 1,52
V9b 15,32 2,77
V10a 15,32 2,77
V10b 15,12 1,52
V11a 5,66 2,23
V11b 9,15 2,23
V12a 15,12 1,52
V12b 14,68 1,26
V13a 14,68 1,26
V13b 15,12 1,52
V14 15,44 1,61
V15 15,44 1,61
V16 7,62 0,58
V17a 25,39 5,35
V17b 25,39 5,35
V18a 11,34 1,50
V18b 15,28 4,02
V18c 11,34 1,50
V19 5,66 0,00
V20a 11,34 1,50
V20b 19,45 2,98
V20c 11,34 1,50
V21a 25,39 5,35
V21b 25,39 5,35
V22 7,62 0,58
V23 15,44 1,61
V24 15,44 1,61
ES-013 – Exemplo de um projeto completo de edifício de concreto armado data:set/2001 fl. 43


1.7 Carregamento Horizontal

1.7.1 Procedimento para o cálculo das forças devidas ao vento nas
edificações (segundo a NBR6123/88)

A consideraç projeto de
revisão da NBR6118. O carregamento de vento, um carregamento acidental, pode ser
calculado de acordo com a NBR6123/88 (Forças Devidas ao Vento em Edificações).
Neste trabalho, adotaremos o vento como um carregamento estático, considerando a
estrutura já concluída, e o conjunto global de suas partes.

1.7.1.1 Determinação da velocidade básica do vento (v
0
)

A velocidade básica do vento, v
0
, é a velocidade de uma rajada de 3s, excedida em média
uma vez em 50 a a 10m acima d no, em campo abe lano (NBR6123/88).
A velocidade básica do vento é obtida a partir do gráfico de isopletas, em função da
localização geográfica da edificação (Figura 1.18).

ão do efeito do vento nas edificações é obrigatória, segundo o

nos, o terre r p to e

Figura 1.18 – Isopletas da velocidade básica (v
0
)
ES-013 – Exemplo de um projeto completo de edifício de concreto armado data:set/2001 fl. 44


1.7.2 Determinação da Velocidade Característica (v
k
)

A velocidade característica é obtida da multiplicação da velocidade básica pelos fatores
s

s
1
, s
2
e
3
:
( )
0 3 2 1 k
v s s s ⋅ ⋅ ⋅ = v

a) Fator Topográfico, s
1


Considera as variações do relevo do terreno:


Relevo s
1

Terreno plano ou fracamente acidentado 1,0
Pontos A e C 1,0
Taludes e
morros
alongados, nos
: 17 6
0 , 1 : 3
o
o
≤ θ ≤
≤ θ
quais pode ser
admitido um
fluxo de ar
bidimensional.

Entre os
Pontos A e B
( )
0 , 1 31 , 0
d
z
5 , 2 0 , 1 S
: 45
0 , 1 3 tan
d
z
5 , 2 0 , 1 S
1
o
o
1
≥ |
.
|

\
|
− + =
≥ θ
≥ − θ |
.
|

\
|
− + =

deve-se interpolar linearmente
para as outras inclinações
Vales profundos, protegidos de ventos de
qualquer direção
0,9


b) Rugosidade do Terreno, Dimensões da Edificação e Altura sobre o Terreno, s
2


O fator s
2
considera a rugosidade do terreno (categoria), as dimensões da edificação
(classe) e altura sobre o terreno (z) e é calculado pela expressão:

p
r 2
10
z
F b s |
.
|

\
|
=

onde b, F
r
e p são determinados pela categoria de rugosidade e classe da edificação.

Tabela 1.20 – Categoria do relevo
Categoria Relevo
I Superfícies lisas de grandes dimensões, com mais de 5 km de extensão.
II Terrenos abertos com poucos obstáculos isolados.
III Terrenos planos ou ondulados com obstáculos.
IV Terrenos com obstáculos numerosos e pouco espaçados.
V Terrenos com obstáculos numerosos, grandes, altos e pouco espaçados.
ES-013 – Exemplo de um projeto completo de edifício de concreto armado data:set/2001 fl. 45



Tabela 1.21 – Classe da edificação
Classe Tamanho da Edificação
A Maior dimensão horizontal ou vertical < 20m.
B Maior dimensão horizontal ou vertical entre 20 e 50m.
C Maior dimensão horizontal ou vertical > 50m.


Tabela 1.22 – Parâmetros meteorológicos
Classes
Categoria Parâmetro
A B C
I b 1,10
0,06
1,11
0,065
2
7 p
1,1
0,0
II b
p
1,00
0,08
1,00
0,09
0
0 5
1,0
0,1
V b
p
0,74
0,1
0,73
0,16
0,71
0,175 5
I a V F
r
1,00 0,98 0,95


III b
p
0,94
0,10
0,94
0,105
0,93
0,115
IV b
p
0,86
0,12
0,85
0,125
0,84
0,135

c) Fator Estatístico, s
3

Tabela 1.23 – Fator estatístico
s
3
Responsabilidade da Edificação
1,10 Edificações onde se exige maior segurança.
1,00 Edificações em geral.
0,95 Edificações com baixo fator de ocupação.
0,88 Vedações.
0,83 Edificações temporárias.


1.8 Verificação da estabilidade global do edifício
1.8.1 Deslocabilidade


Consid ando
horizontais, elas podem ser classificadas como de nós fixos ou de nós deslocáveis:

er o deslocamento dos nós das estruturas reticuladas perante cargas
ES-013 – Exemplo de um projeto completo de edifício de concreto armado data:set/2001 fl. 46


Estruturas de nós fixos: são as estruturas nas quais os deslocamentos horizontais dos
nós são pequenos e por de 2
ª
ordem são desprezíveis
(inferiores a 10% dos respectivos esforços de 1 ordem); nestas estruturas basta
consider it
ª

Estruturas nó
corrência, os efeitos globais de
ª
ar o efe s os locais e localizados de 2 ordem;
de s móveis: são as estruturas nas quais os deslocamentos horizontais
não são pequenos e, em decorrência, os efeitos globais de 2
a
ordem são importantes
uperiores a 10% dos respectivos esforços de 1
ª
ordem). Nestas estruturas devem ser
brigatoriamente considerados os esforços globais, locais e localizados de 2
ª
ordem
(NBR6118/2001).

1.8.2 Rigidez Mínima das Estruturas Indeslocáveis
(s
o

Dois proce s aproxima são indicad lo projeto isão da N 18 (e são
transcritos a seguir) para garantir a rigidez mínima das estruturas de nós fixos.
Lembramos que a avaliação da deslocabilidade da estrutura deve ser feita para todas as
combinações de carga ap das à estrutu

a) Parâmetro de Instabilidade (α)
sso dos os pe de rev BR61
lica ra.
sim á ser a com de nós
definid r:


Uma estrutura reticulada étrica poder considerad o sendo fixos se
seu parâmetro de instabilidade α for menor que o valor α
1
o a segui
(1.10)
1
α ≤
c cs
tot
I E
H =
n 1 , 0 2 , 0
1
⋅ + = α
6 , 0
1
= α
α
k
N
α
(1.11)
se n

(1.12)
onde:
n - número eis d ndação ou
de um nível pouc locá
H
tot
- altura to estr topo da fundação ou de um
nível pouco deslo do
k
- somatória de todas as cargas verticais atuantes na estrutura (a partir do
ível considerado para o cálculo de H
tot
), com seu valor característico.
considerada. No
pilares de rigidez
ariável ao longo da altura, permite-se considerar produto de rigidez E
cs
I
c
de um
pilar equivalente de seção constante. Para E
c
permite-se adotar, nessa
s de estabilidade global, o valor do módulo de
lasticidade inicial. O valor de I
c
é calculado considerando as seções brutas dos

cs c
adas,
rocede-se da seguinte maneira:

≤ 3
se n ≥ 4
de nív e barras horizontais (andares) acima da fu
olo; o des vel do subs
tal da
cável
utura, medida a partir do
subsolo;
N
n
E
cs
I
c
- somatória da rigidez de todos os pilares na direção
caso de estruturas de pórticos, de treliças ou mistas, ou com
v
expressão e em todas as análise
e
pilares.

ara determinar a rigidez equivalente (E I ) em pórticos planos e estruturas treliç P
p
ES-013 – Exemplo de um projeto completo de edifício de concreto armado data:set/2001 fl. 47


calcula-se o deslocamento do topo da estrutura de contraventamento, sob a
ação do carregamento horizontal característico;
calcula-se a rigidez de um pilar equivalente de seção constante, engastado na
base e livre no topo, de mesma altura H
tot
, tal que, sob a ação do mesmo
carregamento, sofra o mesmo deslocamento no topo da estrutura de
ser aumentado para 0,7 no caso de contraventamento constituído
xclusivamente por pilares-parede, e deve ser reduzido para 0,5 quando só houver
pórticos.
) Coeficiente γ
contraventamento.

O valor limite α
1
= 0,6 prescrito para n ≥ 4 é, em geral, aplicável às estruturas usuais de
edifícios. Vale para associações de pilares-parede, e para pórticos associados a pilares-
parede. Ele pode
e

b
z

ordem, adotando-se os valores de rigidez
dicados nas equações (1.13), que estimam o efeito da não-linearidade física.
ara lajes :

É possível determinar de forma aproximada o coeficiente γ
z
de majoração dos esforços
globais finais com relação aos de primeira ordem. Essa avaliação é efetuada a partir dos
resultados de uma análise linear de primeira
in

( )
c c sec
I E 3 , 0 EI ⋅ =
sec
( )
c c sec
I E 8 , 0 EI ⋅ =
( )
c c sec
I E 7 , 0 EI ⋅ =
p
para vigas : ( )
c c sec
I E 4 , 0 EI ⋅ = para A’
s
≠ A
s
e
( )
c c
I E 5 , 0 EI ⋅ = para A’
s
= A
s

para pilares :
para estruturas de contraventamento compostas exclusivamente por vigas e
pilares, pode-se considerar para ambas:

sendo
E
c
: o módulo de elasticidade inicial do concreto
: o momento de inércia da seção bruta de concreto
(1.13)
I
c


O valor de γ
z
é:

M
d , tot , 1

M
1
1
d , tot
z

= γ
(1.14)

sendo:
M
1,tot,d
- momento de tombamento, ou seja, a soma dos momentos de todas as
forças horizontais, com seus valores de cálculo, em relação à base da estrutura;
∆M
tot,d
- soma dos produtos de todas as forças verticais atuantes na estrutura,
com seus valores de cálculo, pelos deslocamentos horizontais de seus
respectivos pontos de aplicação, obtidos da análise de 1ª ordem;

ES-013 – Exemplo de um projeto completo de edifício de concreto armado data:set/2001 fl. 48


Consid
que neste 2
ª
ordem. Solução aproximada
para a
consiste n
0,95 γ
z
do
1,3 é necessária a análise de 2
ª
ordem adequada, permitindo-se a adoção do processo P-
para a avaliação da não-linearidade geométrica em conjunto com os valores de rigidez
dos no item 1.5.4.
era-se que a estrutura é de nós fixos se for obedecida a condição γ
z
≤ 1,1, sendo
caso é possível desconsiderar os efeitos de
determinação dos esforços globais de 2
ª
ordem, válida para estruturas regulares
a avaliação dos esforços finais (1
ª
ordem + 2
ª
ordem) pela multiplicação por
s momentos de 1
ª
ordem, desde que γ
z
≤ 1,3. Para valores de γ
z
maiores que

dados pela Equação 1.13 representativos do efeito da não-linearidade física.

O procedimento apresentado nesta seção foi aplicado ao edifício exemplo para a
determinação do carregamento horizontal devido ao vento, resultando nos valores
apresenta
ES-013 – Exemplo de um projeto completo de edifício de concreto armado data:set/2001 fl. 49