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CURSO EM PDF – DIREITO CONSTITUCIONAL - TRE-RJ Técnico Judiciário Prof.

Roberto Silva

AULA DEMONSTRATIVA CONSTITUIÇÃO: CONCEITO E CLASSIFICAÇÕES

Apresentação Olá, meu caro, tudo bem? Estamos prestes a iniciar o nosso curso de Direito Constitucional voltado para o concurso do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro. A banca examinadora do processo seletivo será a CESPE-UnB, cuja tradição é bastante significativa na organização de concursos públicos. Apresentando-me, meu nome é Roberto Silva, sou professor da disciplina de Direito Constitucional. Sou pós-graduado em Administração, sendo graduado em Ciências Navais pela Escola Naval. Ingressei na Marinha do Brasil, em 1994, através do concurso para o Colégio Naval, permanecendo nas Forças Armadas por mais de quinze anos. Ocupo, atualmente, o cargo de Auditor Fiscal da Receita Estadual na Secretaria de Estado de Fazenda do Rio de Janeiro (ICMS-RJ), exercendo a atividade de fiscalização do trânsito de mercadorias, na divisa entre os estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Sobre minha trajetória em concursos públicos, tive algumas reprovações, mais precisamente em cinco oportunidades, até alcançar meu objetivo: ser servidor público. Foram muitas noites me claro, muitos sábados, domingos e feriados trancafiado em sala de aula, sem falar nas horas em que tive que colocar minha família em segundo plano. Digo isto, para que vocês compilem que o caminho é árduo mesmo, não é nada fácil, mas que ao final de tudo, o resultado compensa. Por isso, meu nobre, não desista, pois tenho certeza de que aqueles que buscam seus ideais certamente encontrarão, no momento certo, um local à sombra. Hoje em dia, a concorrência no mundo do concurso público está cada vez mais acirrada, por isso, errar uma questão de bobeira na hora da prova, significa ser ultrapassado por milhares de candidatos que a acertaram. Logo, busque a perfeição. Estude com emprenho, pois vocês certamente vocês só têm a ganhar. Com relação à disciplina de Direito Constitucional, conclamo a todos pela DEDICAÇÃO devido ao seu grande conteúdo programático, sendo muito importante que o aluno, principalmente, aquele que nunca estudara Direito antes, conscientize-se de que A LEITURA REGULAR DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL É FUNDAMENTAL para o desenvolvimento do aprendizado, visto que muitas vezes a banca examinadora insere questões literais do Texto Constitucional em suas provas, exigindo do candidato o pleno conhecimento do dispositivo normativo. Dessa forma, a Constituição Federal deverá tornar-se o “livro de cabeceira” de cada um de vocês.

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CURSO EM PDF – DIREITO CONSTITUCIONAL - TRE-RJ Técnico Judiciário Prof. Roberto Silva
Apesar da grande extensão da matéria, não se preocupem, pois terei a importante missão de ministrar, de maneira fácil e simples, através de dicas, esquemas, tabelas e fluxogramas, explicando detalhadamente os termos jurídicos que aparecerem ao longo do curso, a referida disciplina, a fim de permitir a máxima assimilação por todos os alunos, inclusive, por aqueles que nunca estudaram o Direito antes. O objetivo principal deste curso é a preparação de vocês, meus nobres colegas, para que resolvam, sem maiores problemas, todas as questões de direito constitucional, propostas pela banca organizadora do concurso, a CESPE-UnB. Para isto, contaremos ao final de cada capítulo, sempre que possível, com uma série de questões comentadas de concursos anteriores da referida banca examinadora, buscando a familiarização de todos vocês ao mundo do Concurso Público, analisando, caso a caso, como são cobrados os diversos assuntos. Para isto, seguiremos o conteúdo programático do edital publicado em 15/06/2012, para o cargo de Técnico Judiciário – Área Administrativa do Tribunal Regional Eleitoral do Estado do Rio de Janeiro.

AULA 0

Constituição: conceito e classificações;

AULA 1

Princípios fundamentais da República Federativa do Brasil e Direitos e Deveres Individuais e Coletivos;

AULA 2

Direitos sociais, Nacionalidade, Direitos Políticos, Partidos Políticos; Organização político-administrativa: União, Estados, Distrito Federal, Municípios e Territórios. Administração Pública: disposições gerais, servidores públicos; Poder legislativo: congresso nacional, câmara dos deputados, senado federal, deputados e senadores; Poder executivo: atribuições do presidente da República e dos ministros de Estado.

AULA 3

AULA 4

AULA 5

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br/curso_pdf 3 . Conselho Nacional de Justiça (CNJ): composição e competência.7 – Quanto à sistemática 2.CURSO EM PDF – DIREITO CONSTITUCIONAL .3 – Quanto ao modo de elaboração 2. advocacia e defensoria públicas. Roberto Silva Poder judiciário: Disposições gerais.5 – Quanto ao conteúdo 2.canaldosconcursos. Desejo a todos vocês boa sorte e bons estudos! Abraço Roberto Silva Sumário: 1.6 – Quanto à estabilidade 2. Órgãos do poder judiciário: competências.9 – Quanto à finalidade 3.0 – Classificação da Constituição Federal de 1988.1 – Quanto à forma 2.0 – Conceito de Constituição e suas concepções.0 – Classificações das constituições. www. deixemos de blá blá blá. 2.2 – Quanto à origem 2. e 2.8 – Quanto à efetividade 2. AULA 6 Bom. pessoal.TRE-RJ Técnico Judiciário Prof.com. né!? Vamos ao que nos interessa. Funções essenciais à justiça: ministério público.4 – Quanto à extensão 2.

escritas ou costumeiras. nos deixando como legado a Concepção Jurídica para o termo Constituição. colocando-se em posição de superioridade hierárquica sobre as demais normas infraconstitucionais. a forma de seu governo. www. Estabelece-se como norma fundamental do ordenamento jurídico. sob pena de serem consideradas inconstitucionais. Bom. XX. Ele se destacou pela publicação de seu artigo sobre a Teoria Pura do Direito. o modo de aquisição e o exercício do poder. No Brasil. o qual define constituição como sendo “um sistema de normas jurídicas. CONSTITUIÇÃO FEDERAL NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS Existem também outras concepções ou acepções para o termo “Constituição”. solene. a sociológica e a política. em virtude da existência de diversos significados que o termo possa assumir segundo o entendimento de cada autor. disciplinando os seus aspectos essenciais.com.0 – Conceito de Constituição e suas concepções.canaldosconcursos. Roberto Silva 1. é o conjunto de normas que organiza os elementos constitutivos do Estado”. iniciando o nosso curso apresentemos. pessoal. o estabelecimento de seus órgãos. cuja definição não á pontual ou fácil. primeiramente o conceito de constituição.TRE-RJ Técnico Judiciário Prof. bem como os elementos integrativos. que regula a forma do Estado. os direitos fundamentais do homem e as respectivas garantias. as quais deverão observar os seus dispositivos normativos. Com intuito de facilitar a aprendizagem por vocês vamos utilizar o conceito utilizado pelo célebre professor José Afonso da Silva.br/curso_pdf 4 . são elas a concepção jurídica. A primeira delas foi elaborada por um jurista austríaco chamado Hans Kelsen no séc. escrito. formal e que dispõe acerca da estrutura jurídico-política do Estado.CURSO EM PDF – DIREITO CONSTITUCIONAL . os limites de sua ação. nossa constituição é um documento único. em síntese.

capaz de fazer com que indivíduos modifiquem suas condutas. se torna um mero aplicador da lei. defendida por Ferdinand Lassalle e Konrad Hesse.com. solene e supremo. diferenciando daquele procedimento utilizado para modificar as normas ordinárias. O juiz.br/curso_pdf 5 . Roberto Silva Esta se destaca pela observância do binômio “dever ser”. cujas normas são alteradas por um processo legislativo complexo. A primeira disporia somente de assuntos www. até chegar à Constituição. o mestre José Afonso da Silva a considera como uma “norma pura. defendendo a tese de que a Constituição deve identificar perfeitamente o somatório dos fatores reais de poder e outra.canaldosconcursos. o procedimento a ser adotado. existem duas constituições. afastando a subjetividade do aplicador da lei. este sistema possui uma função transformadora. sem efetividade. uma real e efetiva. sendo todas as demais normas infraconstitucionais. neste caso. escrito. subordinadas hierarquicamente àquela. encontra fundamento de validade em norma superior. dessa forma. que agem na sociedade com reivindicações. que se preocupa com os grupos de força da sociedade. Já a Concepção Política. conflito entre suas normas. a fim de observarem os seus dispositivos. de hierarquia inferior.TRE-RJ Técnico Judiciário Prof. adotada pelo alemão Carl Schmitt. que por sua vez. Uma norma jurídica. desejando alcançar seu “espaço” na sociedade. Tais direitos devem estar assegurados nesta concepção de constituição. estabelecendo o Estado como Soberano. Ademais. tida como uma “mera folha de papel”. bem como a garantia de respeito aos seus direitos. Constituição no sentido jurídico-positivo caracteriza-se pela existência de um documento único. Podemos citar como exemplo os grupos de força como os ambientalistas. A constituição é norma fundamental e diz o que deve ser feito e cumprido. sem qualquer pretensão a fundamentação sociológica. ou seja. Devemos entender como se todo o ordenamento jurídico tivesse sido escrito por uma só pessoa. que coloca a constituição como norma fundamental hipotética. preventiva ou repressivamente. indica o “caminho a ser trilhado”.CURSO EM PDF – DIREITO CONSTITUCIONAL . Schmitt estabeleceu a diferença entre Constituição e leis constitucionais. Vejamos a ilustração abaixo: Na Concepção Sociológica. os negros ou os gays. inexistindo. um documento que não retrate esses fatores reais de poder. cuja função é servir de fundamento lógico transcendental da validade de constituição em sentido jurídico positivo. colocando a Constituição Federal no topo de uma pirâmide. Outra característica apontada por kelsen é a concepção de sistema lógico-jurídico. Esta concepção é a que mais se aproxima da realidade jurídica brasileira. política ou filosófica”. Além disso. defende que a Constituição é formada somente por decisão política fundamental. que é o fundamento de validade de todo o sistema infraconstitucional.

Todos os demais assuntos inseridos no texto constitucional. política ou filosófica. como. tão somente. como norma fundamental hipotética. como leis constitucionais.CURSO EM PDF – DIREITO CONSTITUCIONAL . www. a seguir apresentamos um quadro sinótico para recapitularmos o conteúdo ministrado: Adotada por Hans Kelsen. os princípios fundamentais. procurando afastar a subjetividade do aplicador da lei. Pessoal. tão somente. a organização do estado.canaldosconcursos.TRE-RJ Técnico Judiciário Prof. Não se preocupa com qualquer fundamentação sociológica. dispondo de assuntos de grande relevância. a Constituição do “dever ser” dita as normas. suas normas estabelecem o Estado como soberano. seriam conhecidos. No entanto. Aquelas normas que não se referem a estes assuntos seriam. Roberto Silva de grande relevância jurídica para o Estado. inexistindo pacificidade de classificação entre os diversos doutrinadores do direito constitucional. ou seja.com. vou procurar trazer para vocês aquelas que possuem maior cobrança nas provas de concursos públicos. Ferdinand Lassalle e Konrad Hesse defendem a tese da existência de duas constituições: uma real e efetiva e outra. Este tópico dispõe acerca das classificações das constituições. A constituição.br/curso_pdf 6 . etc. A primeira delas retrata o somatório dos fatores reais de poder.0 – Classificações das constituições. não relacionados com aquela decisão política fundamental. todos os grupos de força existentes na sociedade naquele momento. consideradas como leis constitucionais. Estas são diversas. sem efetividade alguma.. ou seja. pois não representa a realidade existente. os exercícios de poder. por exemplo. dando validade às demais normas ordinárias. A outra é tida como uma “mera folha de papel”. Defendida por Carl Schmitt esta concepção considera que uma constituição é formada somente de decisão política fundamental. Concepções de Sistema Jurídico-positivo e Sistema lógico-jurídico. Concepção Jurídica Concepção Sociológica Concepção Política 2.

Estas.1 – Quanto à forma As constituições. O que não é pacífico entre os estudiosos do direito são os assuntos que devem ser classificados como essenciais a uma constituição. Em regra.Escritas . tradições e jurisprudências.br/curso_pdf 7 . não podemos dizer que somente há normas não escritas no ordenamento jurídico de países que as adotam. poderão ser classificadas como escritas ou não escritas. Apesar de as normas constitucionais basearem-se em costumes e tradições. de país com constituição não escrita como a Inglaterra. Toda constituição escrita encontra-se no “topo” do ordenamento jurídico e possui supremacia sobre as demais normas infraconstitucionais. não poderia um indivíduo comparecer a uma livraria. os assuntos essenciais a uma constituição são: www.TRE-RJ Técnico Judiciário Prof.CURSO EM PDF – DIREITO CONSTITUCIONAL . constituições escritas ou serão formais ou materialmente constitucionais. baseiam-se em costumes. Roberto Silva 2. senão poderão ser questionadas por inconstitucionalidade perante o STF. Já as não escritas. pois a mesma inexiste fisicamente. são exclusivamente normas de conteúdo material. positivas ou instrumentais são organizadas em um documento único e solene. quanto à forma. Podemos citar. pois podem existir princípios constitucionais escritos. Existem constituições escritas com assuntos exclusivamente essenciais e também com assuntos essenciais e não essenciais.canaldosconcursos. A atual Constituição da República Federativa do Brasil é classificada como escrita. por exemplo. formadas exclusivamente por assuntos essenciais ao seu texto. possuindo existência física. como exemplo.Não escritas As Constituições escritas. Dessa forma. mesmo que a lei maior seja não escrita.com. por sua vez. por exemplo. desejando comprar uma Constituição. Logo. também conhecidas como costumeiras ou consuetudinárias. que possui tradições mais rígidas. Estas devem guardar compatibilidade com a Lei maior. Classificação quanto à forma .

e Elementos constitutivos de um Estado (Povo. 2. considera também como essencial a uma Constituição as Finalidades e/ou Objetivos da República Federativa do Brasil. Com efeito. Direitos e Garantias fundamentais.Cesaristas . território e governo soberano).TRE-RJ Técnico Judiciário Prof. o desenvolvimento. popular. jurisprudências. na ordem interna e internacional.CURSO EM PDF – DIREITO CONSTITUCIONAL . Preâmbulo da CF/88: “Nós. entendimento este divergente da doutrina majoritária.com. a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna. a segurança. Roberto Silva Princípios fundamentais. O autor José Afonso da Silva.2 – Quanto à origem As constituições podem ser classificadas.Outorgadas .Promulgadas Classificação quanto à origem . pluralista e sem preconceitos. promulgamos. em: promulgadas. o bem-estar. quanto à origem. representantes do povo brasileiro. quanto ao conteúdo.Pactuadas Iniciemos nosso estudo pelas promulgadas. . O povo manifestamente legitima o poder dominante a representá-lo. como constituição material. por exemplo. com a solução pacífica das controvérsias. sendo classificada também.canaldosconcursos. Vejamos o preâmbulo da nossa Lei Maior. toda constituição não-escrita se sustenta em costumes. a liberdade. Uma constituição será chamada de promulgada. a nossa vigente constituição de 1988. reunidos em Assembleia Nacional Constituinte para instituir um Estado Democrático. compromissória ou democrática quando há participação do povo em seu processo de elaboração. cesaristas ou pactuadas. www. sob a proteção de Deus. Um exemplo. fundada na harmonia social e comprometida.br/curso_pdf 8 . outorgadas. destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais. a seguinte CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL”.

Em outras palavras.canaldosconcursos. quanto ao modo de elaboração. são aquelas que “exprimem um compromisso instável de duas forças políticas rivais: a realeza absoluta debilitada e a burguesia. Cabe-me salientar que alguns doutrinadores não reconhecem a existência da constituição de 1969. as constituições de 1824. segundo Paulo Bonavides. Elas também são comumente chamadas de Cartas Constitucionais. Por outro lado. Classificação quanto ao modo de elaboração . A melhor doutrina (majoritária) reconhece que as Constituições Cesaristas são ratificadas por plebiscito. o povo estava presente indiretamente. as constituições outorgadas sessão aquelas que. não há participação popular. considerando-a somente como uma mera emenda constitucional (EC 01/69) que modificou a CF/1967. 1967 e a de 1969 foram classificadas como OUTORGADAS. 1934.Históricas www.br/curso_pdf 9 . através de seus representantes eleitos reunidos em Assembleia Nacional Constituinte. Como exemplo. por ocasião do seu processo de elaboração. É uma forma de equilíbrio. Na história do nosso constitucionalismo. as classifica como dogmáticas ou históricas. 1946 e a de 1988 foram classificadas como PROMULGADAS. o povo não deu legitimidade ao poder dominante para representá-lo. Roberto Silva Reparem que na data de promulgação do texto constitucional. Já as Cesaristas.Dogmáticas . da ratificação do povo (ou por plebiscito ou por referendo). em franco progresso. 2. podemos citar a Constituição Francesa de 1791. Em outras palavras.TRE-RJ Técnico Judiciário Prof.3 – Quanto ao modo de elaboração O critério de classificação das constituições.com. o célebre professor Alexandre de Moraes. 1937. surgindo a denominada monarquia limitada”. constituições pactuadas surgem de uma aliança entre detentores de poder constituinte originário. são aquelas que nascem da ausência de participação popular necessitando. no entanto. As Pactuadas. não possui a mesma opinião. No entanto. sustentando a tese de que estas são ratificadas por um referendo. em 05 de outubro de 1988.CURSO EM PDF – DIREITO CONSTITUCIONAL . as constituições de 1891. No nosso constitucionalismo.

também conhecidas como sucintas. quanto à forma. são aquelas através do detalhamento de suas normas. Diferentemente das sintéticas. prolixas ou longas. www. como escrita. sobremaneira. deixando o detalhamento das normas constitucionais ao alvedrio das normas infraconstitucionais. Por esta razão. Podem ser escritas ou não escritas. retratando toda situação a sua volta. toda constituição dogmática será classificada. Nossa vigente constituição classifica-se como analítica. Por outro lado. As históricas são aquelas que levam um lento e contínuo processo de formação. como o próprio nome diz. . são aquelas em que seus dispositivos estão catalogados. é como se fosse uma “fotografia” do momento em que foi elaborado o texto constitucional. poderão ser classificadas como sintéticas ou analíticas.TRE-RJ Técnico Judiciário Prof. possuem menor estabilidade e são menos duradouras. a discricionariedade do legislador infraconstitucional. concisas ou breves. as constituições sintéticas. inclusive. esmiuçando pormenorizadamente os dispositivos normativos.CURSO EM PDF – DIREITO CONSTITUCIONAL .Analíticas A primeira delas.br/curso_pdf 10 . 2. Elas nunca estão acabadas e sempre se apresentarão na forma não escrita. as tradições e costumes locais.4 – Quanto à extensão As constituições. estas constituições possuem maior estabilidade e são mais duradouras. as analíticas. não destrinchando os diplomas minuciosamente. reunindo. de maneira sumária. Analogamente falando. quanto à extensão. Serão sempre escritas.com.canaldosconcursos.Sintéticas Quanto à Extensão . também denominadas de amplas. Roberto Silva As constituições dogmáticas são aquelas que nascem de dogmas e preceitos fundamentais do Estado. Ademais. geralmente. reduzem.

Por outro lado. Já as de conteúdo formal tratam tanto de assuntos essenciais quanto de assuntos não essenciais. § 3º da CF/88: “Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos (aspecto material) que forem aprovados. levaremos em consideração o conteúdo das normas. Classificação quanto ao conteúdo .com. normas que estiverem no texto constitucional serão constitucionais. pelo assunto abordado. apesar de a mesma se apresentar na forma escrita. Com efeito. Todas as constituições não escritas e algumas escritas possuem tal classificação. por três quintos dos votos dos respectivos membros (aspecto formal). Assim. 5º.Material As normas constitucionais de conteúdo material possuem esta nomenclatura. que há uma tendência nos dias de hoje em classificar o texto constitucional vigente como misto (formal e material). pois em seu texto existem somente assuntos essenciais a uma constituição. Outra forma que constitucionalistas explicam a diferença entre uma constituição material e a formal é que na primeira (material) identificaremos uma norma como constitucional em razão de seu conteúdo. as constituições podem se dividir em: formais ou materiais. internalizados com equivalência de emendas constitucionais. em razão da existência da possibilidade da existência de tratados internacionais celebrados pela República Federativa do Brasil. Art.Formal . as normas de conteúdo formais sempre serão escritas.TRE-RJ Técnico Judiciário Prof. mas nem toda constituição escrita assim será. ou seja. Roberto Silva 2. 5º. porém. na forma do Art. Um exemplo que podemos dar é a constituição dos Estados Unidos que somente possui assuntos essenciais em seu texto. apresentando-se sempre na forma escrita. Na Constituição Formal. www. Salienta-se. Nossa atual constituição classifica-se como norma de conteúdo formal. devendo as normas que dispuserem sobre assuntos não essenciais serem alteradas por processos legislativos idênticos aos das leis infraconstitucionais. § 3º da CF/88. Em outras palavras. o que importará para identificar uma norma como constitucional será o rito legislativo mais complexo do que aquele utilizado para se modificar normas ordinárias.5 – Quanto ao conteúdo Agora.br/curso_pdf 11 . sem descaracterizar este tipo classificatório.CURSO EM PDF – DIREITO CONSTITUCIONAL . em dois turnos. toda norma não escrita é norma de conteúdo material. serão equivalentes às emendas constitucionais”. em cada Casa do Congresso Nacional.canaldosconcursos.

denominada de "Reforma do Poder Judiciário". cabe-me salientar que estes direitos resguardados por cláusulas pétreas podem sim ser ampliados. através do seu conteúdo ou assunto abordado. conclui-se que a distinção entre constituição em sentido material e constituição em sentido formal NÃO perdeu relevância.Simples. em rígidas. meu caro. www. cujo processo legislativo de modificação é muito mais árduo e complexo do que o utilizado para se alterar as normas infraconstitucionais. Roberto Silva Com efeito. é mais difícil alterarmos uma constituição do que uma lei ordinária. quanto à estabilidade. . Em outras palavras. Ademais.canaldosconcursos.TRE-RJ Técnico Judiciário Prof. mas toda constituição não escrita será flexível.CURSO EM PDF – DIREITO CONSTITUCIONAL .br/curso_pdf 12 . como RÍGIDA.Semirrígidas As normas constitucionais rígidas são aquelas. As constituições poderão ser escritas ou não escritas. por exemplo. semirrígidas ou flexíveis.com. considerando as modificações introduzidas pela Emenda Constitucional 45/2005. Nossa vigente constituição classifica-se. mas a recíproca não é verdadeira. Outro aspecto interessante é que nas constituições plásticas não há cláusulas pétreas. toda norma rígida será escrita. quanto à estabilidade. de acordo com o entendimento da doutrina. como identificaremos uma norma como sendo constitucional ou infraconstitucional? . Lembrando que as cláusulas pétreas são. normas constitucionais caracterizadoras de direitos que não podem ser abolidos por emenda constitucional.Professor. o processo legislativo de alteração das normas constitucionais é fácil e simples. ou seja. em razão do seu rito legislativo. 2.6 – Quanto à estabilidade As constituições podem ser classificadas. As classificadas como flexíveis ou plásticas possuem um procedimento de alteração de suas normas similar ao das normas ordinárias.Rígidas Quanto à Estabilidade . No entanto. .Flexíveis . grosso modo.

inclusive.br/curso_pdf 13 . de normas que não se sujeitam a qualquer tipo de alteração (cláusulas pétreas). Roberto Silva As constituições classificadas como semirrígidas ou semiflexíveis possuem normas constitucionais cujos processos legislativos de modificação são mais solenes. Aquela. Assim como as constituições rígidas. se sujeitariam a modificações parciais. bem como se compatibilizarem com o cenário em que estão inseridas. não posso me refutar em falar que somente as normas que possuam rigidez constitucional serão passíveis de controle de constitucionalidade. em nosso ordenamento jurídico. Ao tratarmos deste assunto. como a própria nomenclatura deixa claro. todas nossas constituições republicanas foram classificadas como rígidas. apesar da existência de algumas normas que não (cláusulas pétreas). Ele a classifica como sendo uma norma superrígida. Em outras palavras. cuja classificação era semirrígida.canaldosconcursos. Destaca-se que o STF não acolheu tal entendimento. a vigente a de 1988. não poderá sofrer qualquer alteração em seu texto normativo ao longo do tempo. mas não. bem como pela existência. pois considera que as cláusulas pétreas podem ser alteradas. similares ao de modificação de uma norma infraconstitucional. vivemos em mundo dinâmico e. fica claro que a constituição imutável é praticamente inadmissível. medidas provisórias. dessa forma. também sempre serão escritas. atos normativos etc. Na história do nosso constitucionalismo. as normas jurídicas devem também se modificar para atenderem as necessidades do poder político dominante. sinto-me obrigado a discorrer sobre a constituição imutável ou inalterável. www. mas também. ou seja.CURSO EM PDF – DIREITO CONSTITUCIONAL . não cabe controle de constitucionalidade em constituições flexíveis. podemos perceber diariamente a publicação de leis. outras com processos mais simples. Quando apresento este assunto. analogamente ao conceito de constituição superrígida apresentado pelo ilustre professor Alexandre de Moraes. A única constituição classificada diferentemente foi a Constituição Imperial de 1824. em seu texto normativo. Nossa constituição pode ser classificada como tal. ou a parcialmente inalterável ou parcialmente imutável. Com efeito. abolidas por emenda constitucional. alterando o nosso ordenamento jurídico. em razão da complexidade do procedimento legislativo para se alterar normas constitucionais quando comparado ao utilizado para se modificar normas ordinárias. Nos dias de hoje.TRE-RJ Técnico Judiciário Prof. senão seria necessário que criássemos uma nova constituição a cada alteração necessária. Outro assunto de extrema relevância neste assunto é a classificação adotada pelo célebre professor Alexandre de Moraes com relação à nossa vigente Magna Carta. Já imaginou o caos jurídico que seria? E as parcialmente imutáveis ou parcialmente inalteráveis? Estas são aquelas que.com.

Roberto Silva 2.8 – Quanto à efetividade As constituições. Exemplificando. todos os tratados internacionais sobre Direitos Humanos que cumprirem o rito legislativo de aprovação de uma emenda constitucional. 2.canaldosconcursos.br/curso_pdf 14 . Art.Reduzidas ou codificadas . nominativas ou semânticas.CURSO EM PDF – DIREITO CONSTITUCIONAL . a atual Constituição Federal que se classifica quanto à sistemática como reduzida passa por um processo paulatino de mudança de classificação para variada. com a equivalência de emendas constitucionais. Não obstante. quanto à correspondência com a realidade.7 – Quanto à sistemática As constituições quanto à sistemática podem ser classificadas em reduzidas (ou codificadas) ou variadas (ou legais). 5º. Em contrapartida. Segundo Pinto Ferreira.TRE-RJ Técnico Judiciário Prof. poderão ser classificadas como normativas. conforme consubstanciado no Art. § 3º da CF/88: “Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados. por três quintos dos votos dos respectivos membros. serão equivalentes às emendas constitucionais”. as variadas ou legais são aquelas em que os diplomas constitucionais encontram-se esparsos em diversos dispositivos. podemos citar a constituição belga de 1830. inexistindo diplomas constitucionais fora das mesmas. www. a Constituição da República Federativa do Brasil. 5º.Variadas ou legais As constituições reduzidas ou codificadas são aquelas que estão contidas em um documento único. Como exemplo.com. § 3º da CF/88. em cada Casa do Congresso Nacional. em razão da promulgação da EC 45/2005 foi incluído no texto constitucional a possibilidade de serem internalizados. Classificação quanto à sistemática . em dois turnos.

quanto extensão. Como exemplo. grosso modo. em razão de política de abstenção. através do status negativo. estabelecendo direitos e garantias. pós 64. Nossa vigente constituição ela é normativa.9 – Quanto à finalidade As constituições poderão ser classificadas.canaldosconcursos. O Estado. na vigência desta. sendo incapaz de estabelecer ou impor algo. constituição balanço e constituição dirigente. em um imposição normativa a todos.Nominativas . Outro exemplo seria a constituição de 1946. bem como impondo limitações aos governantes. consistem. assegurando a ele o direito à liberdade. podemos citar a constituição sem efetividade tida como mera folha de papel que.Constituição Dirigente A constituição garantia é aquela que surge a fim de proteger o indivíduo da ingerência do Estado. as semânticas que servem apenas para justificar a dominação do poder.TRE-RJ Técnico Judiciário Prof.CURSO EM PDF – DIREITO CONSTITUCIONAL . tendo apenas o nome de constituição. que não possuía efetividade. a normativa. que serviu para ratificar o poder dos militares durante o período da ditadura militar.com. Toda constituição garantia também se classifica.Semânticas Este critério classificatório foi adotado pelo alemão Karl Loewenstein. Por fim. 2. Como exemplo. como: constituição garantia.Constituição Garantia Quanto à Finalidade . www.br/curso_pdf 15 . As nominativas são aquelas que não possuem força política. podemos citar nossa constituição de 1967. não retratavam os fatores reais de poder do cenário social. . quanto à finalidade.Constituição Balanço . segundo Ferdinand Lassalle. onde a primeira delas. como reduzida. Roberto Silva .Normativas Classificação quanto à efetividade . adota uma política liberal.

www. diretrizes e fins a serem alcançados pelo Poder Público. Vejamo-lo. quanto extensão. de normas programáticas que definem programas. CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DE 1988 Quanto à forma Quanto à origem Quanto ao modo de elaboração Quanto à extensão Quanto ao conteúdo Quanto à estabilidade Quanto à sistemática Quanto à efetividade Quanto à finalidade Escrita Promulgada Dogmática Analítica Formal Rígida Reduzidas ou codificadas Normativa Dirigente Bom. procurando representar determinado período político.0 – Classificação da Constituição Federal de 1988 Apresentaremos agora um quadro sinótico classificando nossa vigente constituição federal.TRE-RJ Técnico Judiciário Prof. pessoal.com. toda constituição dirigente também se classifica. procura dirigir o Estado. Esta constituição caracteriza-se pela existência. Roberto Silva A constituição balanço serve para retratar lapso temporal do poder político de um Estado. Com exemplo. Ademais. a constituição dirigente. 3. como analítica. quanto aos critérios aqui estudados. como o próprio nome sugere. Espero que tenham gostado do material. Apresentarei agora uma série de questões de provas anteriores da banca Cespe-unB para que vocês visualizem como estes assuntos são cobrados em concursos públicos. metas. Vejamo-las.canaldosconcursos. podemos citar as constituições da antiga União Soviética Por fim.br/curso_pdf 16 .CURSO EM PDF – DIREITO CONSTITUCIONAL . a fim de perseguir o ideal a ser concretizado em um momento futuro. chegamos ao fim da nossa aula demonstrativa. através da estipulação de diretrizes pelo legislador constituinte. em seu texto.

No caso da não representação desses fatores reais de poder. devem estar presentes na Constituição. não se importando com questões sociais. social e política. a CF não passa de uma folha de papel. Para ser aplicável. alterando-se essas forças. A norma constitucional não tem existência autônoma em face da realidade. Os sistemas jurídico-positivo e lógico-jurídico colocam a constituição como norma solene.TRE-RJ Técnico Judiciário Prof. pois a CF real seria o somatório dos fatores reais do poder. (TRT 5ª Região/Juiz Substituto/2011) Segundo Kelsen. Dessa forma. as normas jurídicas e a realidade devem ser consideradas em seu condicionamento recíproco. políticas ou filosóficas.CURSO EM PDF – DIREITO CONSTITUCIONAL . reduzindo a discricionariedade dos aplicadores da lei. Na concepção sociológica. Comentários: Konrad Hesse e Ferdinand Lassalle defendem a concepção sociológica para o termo “constituição”. suprema e fundamental. Gabarito: Item Certo 02. sem efetividade alguma. senão esta será tida como uma mera folha de papel. Roberto Silva QUESTÕES COMENTADAS 01. pois Hans Kelsen defendeu a concepção jurídica de constituição e não a sociológica conforme apresentado na questão. a CF deve ser conexa à realidade jurídica.br/curso_pdf 17 . não sendo apenas determinada pela realidade social.canaldosconcursos. por não representar efetivamente o cenário social. Comentários: Esta questão encontra-se errada. A primeira delas representa os fatores reais de poder consoante a realidade social. expressando a realidade social. escrita. mas determinante em relação a ela. a constituição seria tida como uma MERA FOLHA DE PAPEL. Na concepção jurídica. defendida por Konrad Hesse. onde podem existir duas constituições em uma sociedade: uma real e efetiva e outra. a CF não teria mais legitimidade. naquele momento. As forças de poder existentes na sociedade.com. Ferdinand Lassalle e Konrad Hesse defendem a tese de que a constituição seria o somatório dos fatores reais de poder. a constituição deve expressar o binômio “DEVER SER”. Gabarito: Item Errado www. (TRT 5ª Região/Juiz Substituto/2011) De acordo com o princípio da força normativa da constituição.

considerar-se-ia apenas como uma MERA FOLHA DE PAPEL. (TJ-PB/Juiz Substituto/2011) Quanto ao modo de elaboração. o texto constitucional deveria dispor sobre os grupos de força na sociedade vigente àquele tempo. Gabarito: Item Certo 04. (DPU/Analista Técnico Administrativo/2010) Quanto à sua estabilidade. pois possibilita a sua evolução por intermédio de emendas constitucionais. As históricas. Roberto Silva 03.com. Gabarito: Item Errado 05.canaldosconcursos.TRE-RJ Técnico Judiciário Prof. (TJ-ES/Analista Judiciário/2011) A concepção sociológica. isto é. Comentários: Esta assertiva trata do critério de classificação das constituições. a CF é um exemplo de constituição classificada como flexível. Comentários: Este item tornou-se prejudicado ao dispor nossa Constituição Federal classifica-se. como flexível. Na verdade. senão. estão em um constante processo de formação. quanto ao modo de elaboração. Durante nossa aula vimos que nossa vigente constituição classifica-se como dogmática por ter em seu texto dogmas e preceitos fundamentais do Estado. ou seja.CURSO EM PDF – DIREITO CONSTITUCIONAL . Comentários: A concepção sociológica defende a tese de que uma constituição deveria conter o somatório dos fatores reais de poder. ela é rígida em razão de estabelecer procedimento legislativo mais dificultoso e árduo do que o utilizado para se alterar normas infraconstitucionais.br/curso_pdf 18 . a vigente CF pode ser classificada como uma constituição histórica. elaborada por Ferdinand Lassalle. quanto à estabilidade. econômica e religiosa que condicionam o ordenamento jurídico de determinada sociedade. considera a Constituição como sendo a somatória dos fatores reais de poder. Gabarito: Item Errado www. em oposição à dita dogmática. o conjunto de forças de índole política. por outro lado.

baseadas em costumes. podem ser classificadas como normativas. Gabarito: Item Errado www. ou seja. quanto ao modo de elaboração.canaldosconcursos. são não escritas. Comentários: Esta assertiva trata do critério classificatório que leva em consideração a correspondência com a realidade ou também a efetividade das normas. mesmo que haja a possibilidade de modificação no seu texto. Gabarito: Item Certo 08. nada tem a ver com a possibilidade de sofrer ou não modificação. Vimos em nossa aula que as constituições.TRE-RJ Técnico Judiciário Prof. representando. (DPU/Analista Técnico Administrativo/2010) A CF é classificada como dogmática. Comentários: Conforme dito anteriormente. grosso modo.com. (TRE-BA/Analista Judiciário/2010) Toda Constituição é necessariamente escrita e representada por um texto solene e codificado. Logo. “uma fotografia” do momento em que fora criada. que busca identificar a correspondência entre a realidade política do Estado e o texto constitucional. quanto ao critério ontológico. Gabarito: Item Certo 07. segundo este critério ontológico adotado pelo Karl Loewenstein. Roberto Silva 06. Comentários: O critério de classificação de uma constituição. tradições e jurisprudências como na Inglaterra. nominalistas e semânticas. (AGU/Procurador Federal/2010) Segundo a doutrina.br/curso_pdf 19 . é possível classificar as constituições em normativas. Nossa vigente constituição classifica-se como dogmática em razão de ser composta por dogmas e preceitos fundamentais do Estado. nossa questão tornou-se prejudicada ao dispor que toda constituição necessariamente deveria ser escrita e representada por um documento solenemente codificado. nominativas ou semânticas. existem constituições que não existem fisicamente. apesar da dificuldade em imaginarmos.CURSO EM PDF – DIREITO CONSTITUCIONAL .

somente a constituição imperial de 1824 foi considerada semirrígida. quanto à estabilidade. pessoal. coloco-me à disposição de todos para esclarecer qualquer questionamento que porventura tenha surgido ao longo desta aula. as demais. como isto chegamos ao final da nossa aula demonstrativa. Comentários: Este item trata da classificação das constituições. Abraços Roberto Silva www. Gabarito: Item Errado 10. através. quanto à mutabilidade ou como muitos conhecem.com. do Tira-Dúvidas. portanto. Comentários: Esta assertiva trata justamente do conceito apresentado de uma constituição rígida que são aquelas em que suas normas necessitam de um processo legislativo mais árduo e dificultoso do que o utilizado para se alterar as normas infraconstitucionais. A nossa Constituição Federal classifica-se como rígida e não semirrígida conforme disposto. Em nossa história constitucionalista. é claro. consideram-se rígidas as constituições que apresentam um processo legislativo diferenciado e exigências formais especiais quanto à modificação das suas normas. a CF pode ser classificada como semirrígida. Gabarito: Item Certo Bom. Bons estudos a todos e até a próxima. distanciando-se.TRE-RJ Técnico Judiciário Prof.CURSO EM PDF – DIREITO CONSTITUCIONAL .br/curso_pdf 20 . Roberto Silva 09. Espero que tenham gostado. (TRE-MT/Analista Judiciário/2010) Quanto à sua mutabilidade. do processo legislativo previsto para a alteração das normas infraconstitucionais. uma vez que não pode ser alterada com a mesma simplicidade com que se modifica uma lei. (TCU/Auditor de Controle Interno/2009) No tocante à estabilidade. Desde já. rígidas.canaldosconcursos.

mas determinante em relação a ela. a CF não passa de uma folha de papel.com. social e política. a vigente CF pode ser classificada como uma constituição histórica. alterando-se essas forças. 05.TRE-RJ Técnico Judiciário Prof. www. 07. (TJ-PB/Juiz Substituto/2011) Quanto ao modo de elaboração. econômica e religiosa que condicionam o ordenamento jurídico de determinada sociedade. 03. não sendo apenas determinada pela realidade social. em oposição à dita dogmática. que busca identificar a correspondência entre a realidade política do Estado e o texto constitucional. isto é. (DPU/Analista Técnico Administrativo/2010) A CF é classificada como dogmática. considera a Constituição como sendo a somatória dos fatores reais de poder. as normas jurídicas e a realidade devem ser consideradas em seu condicionamento recíproco. pois a CF real seria o somatório dos fatores reais do poder.canaldosconcursos. Para ser aplicável.br/curso_pdf 21 . defendida por Konrad Hesse. quanto ao critério ontológico. (DPU/Analista Técnico Administrativo/2010) Quanto à sua estabilidade. 06. Roberto Silva QUESTÕES PROPOSTAS 01. A norma constitucional não tem existência autônoma em face da realidade.CURSO EM PDF – DIREITO CONSTITUCIONAL . Dessa forma. (TRT 5ª Região/Juiz Substituto/2011) Segundo Kelsen. 02. 04. nominalistas e semânticas. elaborada por Ferdinand Lassalle. (AGU/Procurador Federal/2010) Segundo a doutrina. a CF deve ser conexa à realidade jurídica. (TJ-ES/Analista Judiciário/2011) A concepção sociológica. a CF é um exemplo de constituição classificada como flexível. é possível classificar as constituições em normativas. o conjunto de forças de índole política. a CF não teria mais legitimidade. pois possibilita a sua evolução por intermédio de emendas constitucionais. mesmo que haja a possibilidade de modificação no seu texto. (TRT 5ª Região/Juiz Substituto/2011) De acordo com o princípio da força normativa da constituição.

www. a CF pode ser classificada como semirrígida.br/curso_pdf 22 . (TRE-BA/Analista Judiciário/2010) Toda Constituição é necessariamente escrita e representada por um texto solene e codificado. do processo legislativo previsto para a alteração das normas infraconstitucionais. (TCU/Auditor de Controle Interno/2009) No tocante à estabilidade. uma vez que não pode ser alterada com a mesma simplicidade com que se modifica uma lei.TRE-RJ Técnico Judiciário Prof. distanciando-se. 10.com. consideram-se rígidas as constituições que apresentam um processo legislativo diferenciado e exigências formais especiais quanto à modificação das suas normas.CURSO EM PDF – DIREITO CONSTITUCIONAL .canaldosconcursos. portanto. (TRE-MT/Analista Judiciário/2010) Quanto à sua mutabilidade. Roberto Silva 08. 09.

TRE-RJ Técnico Judiciário Prof.Errado 10 .Errado 09 . Roberto Silva GABARITO 01 .Certo www.canaldosconcursos.Certo 04 .Errado 03 .Certo 07 .Certo 08 .Errado 05 .Errado 06 .com.CURSO EM PDF – DIREITO CONSTITUCIONAL .br/curso_pdf 23 .Certo 02 .