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REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS São ações constitucionais; São garantias constitucionais; São instrumentos destinados a assegurar o gozo de direitos violados

ou em vias de ser violado ou simplesmente não atendidos. São espécies de garantias que, pelo seu caráter específico e por sua função saneadora, recebem o nome de remédios, e remédios constitucionais porque estão consignados na Constituição. (José Afonso da Silva) Habeas Corpus Origem: João Sem Terra, monarca Inglês, foi o primeiro a conceder o Habeas Corpus, como garantia de direito fundamental, na Magna Carta de 1215. O Habeas Corpus Act, de 1697 formalizou a ideia anteriormente introduzida. Brasil: Art. 5º/LXVIII: “conceder-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder”. É um remédio destinado a tutelar o direito de liberdade de locomoção, liberdade de ir, vir, parar e ficar. Tem natureza de ação constitucional penal.

Cabimento: Se utiliza o habeas corpus somente para os casos de lesão ou ameaça de lesão à liberdade de locomoção, à liberdade de ir e vir.

• Nomenclaturas: Impetrante: o autor da ação. Pode ser pessoa física (nacional ou estrangeiro), em sua própria defesa, em favor de terceiro. Pode ser o Ministério Público. Pode ser pessoa jurídica, em favor de uma pessoa física. Obs.: O magistrado, na qualidade de Juiz de Direito, no exercício de atividade jurisdicional, a Turma Recursal, o Tribunal poderão concedê-lo de ofício, em exceção ao princípio da inércia do órgão jurisdicional. ATENÇÃO: O Juiz de Direito, o Desembargador, os Ministros, quando não estiverem exercendo a atividade jurisdicional, impetrarão, e não concederão de ofício, naturalmente, o habeas corpus, já que atuando como pessoa comum. Paciente: o indivíduo em favor de quem se impetra o habeas corpus. Obs.: O Impetrante e o Paciente podem ser a mesma pessoa. Autoridade Coatora: a autoridade que pratica a ilegalidade ou o abuso de poder. Obs.: O habeas corpus pode ser interposto também em face de particular. Exemplo: Hospital Psiquiátrico que priva o paciente de sua liberdade de ir e vir, ilegalmente, atendendo a pedidos desumanos de filhos ingratos que abandonam os seus pais. Formalidade: O Habeas Corpus pode ser formulado sem advogado e não precisa obedecer nenhuma formalidade processual, nem instrumental. Ademais o inciso LXXVII, do artigo 5° da CF estabelece que esta ação é gratuita.

• Competência: O órgão competente para apreciar a ação de Habeas Corpus é determinado de acordo com a autoridade coatora. A Constituição Federal prevê alguns casos atribuindo previamente a competência a tribunais, em razão do paciente: - art. 102, I, d/CF: competência originária do STF para processar e julgar habeas corpus, quando o paciente for qualquer das pessoas referidas nas alíneas anteriores, quais sejam: a) alínea b – Presidente da República, Vice-Presidente da República, membros do Congresso Nacional, Ministros do STF e o Procurador Geral da República; b) alínea c – Ministros de Estado, Comandantes da Marinha, Exército e Aeronáutica, membros dos Tribunais Superiores, do TCU e chefes de missão diplomática de caráter permanente. - art. 102, I, i: competência originária do STF para processar e julgar habeas corpus, quando o coator

foram todos esses pressupostos rigorosamente observados. 121. FORAM ATENDIDOS OS PRESSUPOSTOS DA HIERARQUIA. Max Hoertel – DJ 05. Min. ou quando o coator for Ministro de Estado ou Comandante da Marinha. em matéria criminal de sua competência ou quando o constrangimento provier de autoridade cujos atos não estejam diretamente sujeitos a outra jurisdição. a: compete ao STF julgar. DO ATO LIGADO À FUNÇÃO E DA PENA SUSCETÍVEL DE APLICAÇÃO – Constatado que. in casu.01.TJ local para julgar habeas corpus contra decisão de turma recursal de juizados especiais criminais. . c: competência originária do STJ para processar e julgar habeas corpus. os habeas corpus decididos em única ou última instância pelos TRFs ou pelos Tribunais dos Estados. §2°.art. SE. contudo. não há que se falar de abuso de poder ou de constrangimento ilegal a pairar sobre o Paciente. do Distrito Federal e Territórios. I. os habeas corpus. II. os membros dos Conselhos ou Tribunais de Contas dos Municípios e os do Ministério Público da União que oficiem perante tribunais. por ilegalidade ou abuso de poder. EM CADA CASO. ou quando o coator for tribunal sujeito à jurisdição do STJ. 102. Nessa situação poderá obter um salvo-conduto. DO PODER DISCIPLINAR DA AUTORIDADE. ou se trate de crime sujeito à mesma jurisdição em uma única instância (STF). 42. do Distrito Federal e dos Territórios. poder disciplinar. . • Punições disciplinares militares: O artigo 142. .art.art. §1°/CF. quando o coator ou paciente for qualquer das pessoas mencionadas na alínea a. .03. quando a decisão for denegatória. .art. I. Liberatório ou repressivo: quando a constrição ao direito de locomoção já se consumou ou para cessar a violência ou coação. Unânime. VII: aos juízes federais compete processar e julgar os habeas corpus. . ou seja. 105. para garantir o livre trânsito de ir e vir. • Tipos/Espécies de Habeas Corpus: Preventivo: quando alguém se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção. se denegatória a decisão. 109. . I. II: compete aos TRFs julgar. estabelece não caber habeas corpus em relação a punições disciplinares militares. HABEAS CORPUS – PUNIÇÃO DISCIPLINAR – CABE AO PODER JUDICIÁRIO. em grau de recurso.d: compete aos TRFs processar e julgar originariamente.2004) Essa regra também se aplica aos militares dos Estados. a restrição à locomoção ainda não se consumou. os desembargadores dos Tjs dos Estados e do DF. as causas decididas pelos juízes federais e pelos juízes estaduais no exercício da competência federal da área de sua jurisdição. do Exército ou da Aeronáutica. quando a autoridade coatora for juiz federal. §§3° e 4°. ressalvada a competência da Justiça Eleitoral. os dos Tribunais Regionais Eleitorais e do Trabalho. habeas corpus decidido em única instância pelos Tribunais Superiores. EM SEDE DE HABEAS CORPUS. II. Alínea a: Governadores dos Estados e do Distrito Federal. os dos Tribunais Regionais Federais. a: compete ao STJ julgar. por força do art.art. APRECIAR TÃO-SÓ A LEGALIDADE DAS PUNIÇÕES DISCIPLINARES MILITARES.art. (STM – HC 2003. ato ligado à função e pena suscetível de ser aplicada disciplinarmente). OU SEJA.for Tribunal Superior ou quando o coator ou o paciente for autoridade ou funcionário cujos atos estejam diretamente ligados à jurisdição do STF. em recurso ordinário. Trata-se da impossibilidade de se analisar o mérito de referidas punições. . em recurso ordinário. 105.art. os pressupostos de legalidade (hierarquia. os membros dos Tribunais de Contas dos Estados e do DF.033871-3 – RJ – Rel. Denegação da Ordem. 108. não abrangendo. c: Justiça Eleitoral. 105. V. 108. c/c o art. .

b/CF) ou informações de interesse particular. do impetrante que pode ser brasileiro ou estrangeiro. entidades e pessoas jurídicas privadas que prestem serviços para o público ou de interesse público. opinião política. coletivo ou geral (art. (c) conservação de dados falsos ou com fins diversos dos autorizados em lei. filiação partidária e sindical. b) para a retificação de dados quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso. de plano. desleais ou ilícitos. envolvendo-se aí não só concessionários. Se o registro ou banco de dados for de entidade de caráter público.Direito de obter certidões (art. 5°. o Juiz. o sujeito passivo será a pessoa jurídica componente da administração direta e indireta do Estado. mas. Logo. “entidade de caráter público”. As empresas privadas de serviço de proteção ao crédito (SPC) podem figurar no polo passivo da ação de habeas data.Mandado de Segurança: no caso de recusa de fornecimento de certidões ou informações de terceiros .LXXII: conceder-se-á “habeas data”: a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante. como as instituições de cadastramento de dados pessoais para controle ou proteção de crédito ou divulgadoras profissionais de dados pessoais. privada. Na primeira. permissionários ou exercentes de atividades autorizadas. a entidade que não é governamental.Legitimidade passiva: será de acordo com a natureza jurídica do banco de dados. 5°. • • .XXXIV. constantes de registros ou banco de dados de entidades governamentais ou de caráter público. .Lei: Lei 9507/97 – regulamenta a garantia constitucional do habeas data – disciplina o direito de acesso a informações para conhecimento ou retificação. Obs. independentemente da demonstração de que elas se prestarão à defesa de direitos. judicial ou administrativo. Outras figuras – diferenças: . orientação sexual etc.Constituição Federal: O habeas data foi introduzido pela CF/88 Art.: “Entidades governamentais” é uma expressão que abrange órgãos da administração direta ou indireta.507/97 estabelece que todo registro ou banco de dados que possam ser transmitidos a terceiros são de caráter público. • Procedimento: O processo do habeas data pode desenvolver-se em duas fases. mas também agentes de controle e proteção de situações sociais ou coletivas. é personalíssimo do titular dos dados. não pode referir-se a organismos públicos. . (José Afonso da Silva) Legislação: • . filosófica ou religiosa. (b) introdução nesses registros de dados sensíveis (assim chamados os de origem racial. de fato. Também a Lei 9. como as firmas de assessoria e fornecimento de malas-diretas. .Habeas Data • Conceito: é um remédio constitucional que tem por objeto proteger a esfera íntima dos indivíduos contra: (a) usos abusivos de registros de dados pessoais coletados por meios fraudulentos. a expressão. Se o registro ou banco de dados for de entidade governamental. 5°.XXXIII/CF) com objetivo de defesa de direitos e esclarecimentos de situações pessoais.Habeas data: simplesmente para conhecer informações relativas à sua pessoa. mas a instituições. Legitimidade: O direito de conhecer e retificar os dados. figurará no polo passivo da ação. quando não prestado espontaneamente.). bem como o de interpor o habeas data.Legitimidade ativa: pessoa física ou jurídica .

Se o juiz julgar procedente o pedido. em petição acompanhada de documentos comprobatórios. Esse elenco de faculdades. entregando-lhe a segunda via apresentada pelo impetrante. 5°. do direito de correção. constantes de seu registro. constitui a denominada liberdade informática. O habeas data e os procedimento administrativo para acesso a informações e retificação de dados e para anotações de justificação são gratuitos. mediante aditamento à inicial. que deverá ser feita. com as cópias dos documentos. o impetrante terá ciência deles. coletivo. Constatada a inexatidão de qualquer dado a seu respeito. será dito e se arquivará o processo. ou verificado o transcurso do prazo de dez dias sem decisão.. bem como as anotações pleiteadas. O rito processual do habeas data foi disciplinado pela Lei 9. então. Se nada tiver a retificar. o serventuário em cujo cartório corra o feito juntará aos autos cópia autêntica do ofício endereçado ao coator. mediante petição na forma dos artigos 282 a 285 do Código de Processo Civil. no prazo que estipule. LXXI. políticos. sanitários. a fim de que. Objeto: a) assegurar o exercício de qualquer direito constitucional (individual. familiares. que começa com o requerimento do interessado apresentado ao órgão ou entidade depositária do registro ou banco de dados e que será deferido ou indeferido no prazo de 48 horas. ou recusada a retificação pleiteada ou o decurso de mais de quinze dias sem decisão. político ou social) não regulamentado. sindicais. em dez dias. O pedido de habeas data poderá ser renovado se a decisão denegatória não lhe houver apreciado o mérito. seja de dar recibo. ou ainda recusadas as anotações de explicação ou contestação apresentadas pelo requerente. Mandado de Injunção Conceito: instituído no art. no prazo de 10 dias. Constitui um remédio ou ação constitucional posto à disposição de quem se considere titular de qualquer daqueles direitos. constantes de registro e banco de dados. e então o Juiz determinará a citação do impetrado para a contestação. à soberania e à cidadania. que derivam do princípio de acesso aos bancos de dados. prosseguindo-se nos termos do contraditório. juntados os dados. acadêmicos. Feita a notificação. bem como a prova da sua entrega a este ou da recusa. inerte em virtude de ausência de regulamentação. poderá requerer sua retificação. fundamentadamente. liberdades ou prerrogativas inviáveis por falta de norma regulamentadora exigida ou suposta pela Constituição. o depositário do registro ou banco de dados marcará dia e hora para que o requerente tome conhecimento das informações. implica o reconhecimento do direito de conhecer. seja de recebê-lo. comunicada a decisão ao requerente em 24 horas. sexuais. o juiz ordenará que se notifique o coator do conteúdo da petição.1). ou conjunto de direitos que garante o controle da identidade informática.manda notificar o impetrado para apresentar os dados do impetrante. o interessado. • Liberdade informática: O Habeas data. se quiser. Ao despachar a inicial. marcará data e horário para que o coator apresente: a) ao impetrante as informações a seu respeito. da CF/88: conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta de norma regulamentadora torne inviável o exercício de direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade. e de agregação sobre os dados depositados num fichário eletrônico. que lhe assegure o acesso às informações. ou direito ao controle dos dados que respeitam ao próprio indivíduo (biológicos. devendo manifestar-se em prazo determinado. Pressupõe uma fase administrativa prévia. dirá quais são. Se tiver retificação a fazer. Indeferido o pedido de acesso às informações. poderá ele recorrer ao Poder Judiciário. sim. de subtração ou anulação. no máximo. 1 • • Firmín Morales . as retificações solicitadas. b) em juízo a prova de retificação ou da anotação feita nos assentamentos do impetrante. preste as informações que julgar necessárias.507/97. Sua principal finalidade consiste em conferir imediata aplicabilidade à norma constitucional portadora daqueles direitos e prerrogativas. pleiteado a concessão do habeas data.. Se deferido o requerimento.

observados os princípios estabelecidos na CF. Legitimidade ativa e passiva: . 121. sendo de notar que as liberdades previstas em normas constitucionais comumente de aplicabilidade imediata. criminal. • Pressupostos: a) a falta de norma regulamentadora do direito. -art. 37.II. da Câmara dos Deputados. o mandado de injunção contra autoridades estaduais e muncipais é da competência originária do TJ • Exemplos recentes de MI: − Aposentadoria especial – art. -art. desde que falte norma regulamentadora que inviabilize o exercício de direitos. quando a elaboração da norma regulamentadora for atribuição do Presidente da República.Legitimidade ativa: qualquer pessoa. q: compete ao STF. liberdade ou prerrogativa que postula em juízo. lesado ou ameaçado de lesão. como por exemplo o Congresso Nacional. 102. “Através de mandado de segurança busca-se a invalidação de atos de autoridade ou a supressão dos efeitos da omissão administrativa. por ilegalidade ou abuso de poder” (Pedro Lenza) • .art. geradores de lesão a direito líquido e certo. etc. 105. originariamente. . h: compete ao STJ processar e julgar. 40. da Justiça Eleitoral.Legitimidade passiva: somente a pessoa estatal poderá ser demandada e nunca o particular (porque este não tem o dever de regulamentar a Constituição). das Mesas de uma dessas Casas Legislativas. independentemente de regulamentação. da Justiça do Trabalho e da Justiça Federal.§4°/CF − Aviso prévio proporcional – art. . 102. Competência: . não regulamentada. quando a elaboração da norma regulamentadora for atribuição de órgão. por ato ou omissão de autoridade pública ou agente de pessoa jurídica. sendo a competência dos tribunais definida na Constituição do Estado. liberdades e prerrogativas inerentes à nacionalidade.a: compete ao STF processar e julgar em recurso ordinário o mandado de injunção decidido em única instância pelos Tribunais Superiores.§4°.XXI/CF − Direito de greve dos filiados ao Sindicato dos Servidores Policiais Civis do Estado do Espírito Santo – art. . entidade ou autoridade federal. É uma ação constitucional que serve para impugnar atos de qualquer natureza: administrativo. precipuamente. o mandado de injunção.V: competência atribuída ao TSE para julgar em grau de recurso mandado de injunção denegado pelo TRE. b) ser o impetrante beneficiário direto do direito. da administração direta ou indireta. de um dos Tribunais Superiores. cabendo-lhe processar e julgar. Quer dizer. ou do próprio STF. liberdade ou prerrogativa reclamada.VII/CF • • Mandado de Segurança Individual Conceito: O mandado de segurança é uma criação brasileira. do Congresso Nacional. eleitoral. o mandado de injunção. É um remédio constitucional à disposição de titulares de direito líquido e certo.art. a guarda da Constituição.125. se denegatória a decisão. I. à cidadania. trabalhista. excetuados os casos de competência do STF e dos órgãos da Justiça Militar.b) assegurar o exercício de liberdade constitucional. os entes estatais é que devem regulamentar as normas constitucionais de eficácia limitada. do Tribunal de Contas da União. 7°. do Senado Federal. originariamente.§1°: estabelece que os Estados organizarão sua Justiça. à soberania. No Estado de São Paulo. jurisdicional.art.I.

o Ministério Público.: para evitar o perecimento do objeto. etc. do ato a ser impugnado. quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público. Prazo: 120 dias (prazo decadencial) – artigo 23 da Lei 12. Exercentes de atividades sujeitas à autorização do Poder Público. pelo interessado. para ser amparável por mandado de segurança. • Espécies: MS repressivo: para ilegalidade ou abuso de poder já praticado. os agentes políticos. os serventuários. Obs. Agentes de pessoas jurídicas privadas que executem. pessoas jurídicas. Contados a partir da ciência. órgãos públicos despersonalizados. universalidade de bens e direitos (espólio. se a sua extensão ainda não estiver delimitada. Direito líquido e certo: É o que se apresenta manifesto na sua existência. porém com capacidade processual (Chefias dos Executivos. Autoridade coatora: aquela que tenha praticado o ato impugnado ou da qual emane a ordem para a sua prática.Legislação: Lei n°12.016/2009 Art. massa falida. • Legitimidade ativa e passiva: • • • Ativa: (impetrante) somente o próprio titular desse direito tem legitimidade para impetrar o Mandado de Segurança Individual. Mesas do Legislativo). domiciliadas ou não). o impetrante pode solicitar concessão de liminar. parlamentares). não rende ensejo à ensejo à segurança. os agentes delegados e os exercentes de funções delegadas (concessionários e permissionários de obras ou serviços. Passiva: (impetrado) qualquer autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições públicas.“autoridade pública”: incluídos os dirigentes e administradores de autarquias e de entidades paraestatais. embora possa ser defendido por outros meios jurídicos” (Hely • . condomínio). não amparado por habeas corpus ou habeas data. . Pessoas físicas que exercem alguma função estatal. se o seu exercício depender de situações e fatos ainda indeterminados. 5°. Objetivo: O Mandado de Segurança serve para amparar direito pessoal líquido e certo e tem o objetivo de corrigir ato ou omissão ilegal ou decorrente de abuso de poder. LXIX/CF: conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo. agentes políticos (governadores. bem como as pessoas naturais. delimitado na sua extensão e apto a ser exercido no momento da impetração. há de vir expresso em norma legal e trazer em si todos os requisitos e condições de sua aplicação ao impetrante. .016/2009. se a sua existência for duvidosa. os agentes administrativos. os notários e oficiais de registros públicos.“agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições públicas”: incluídos aqueles com funções delegadas do Poder Público. Pessoas físicas (brasileiras ou não. a qualquer título. o direito invocado. serviços e obras públicas. Por outras palavras. residentes ou não. Ms preventivo: quando houver ameaça de violação de direito líquido e certo do impetrante.

de que seja titular grupo ou categoria de pessoas ligadas entre si ou com a parte contrária por uma relação jurídica básica” (definição na lei n° 12. O Mandado de Segurança Coletivo só veio aparecer na CF/88.016/2099) • . a entidade de classe ou a associação devem estar legalmente constituídas. quando existente. para efeito desta lei. exigindo comprovação e esclarecimentos para propiciar a aplicação do direito invocado pelo postulante. sendo definida nas leis infraconstitucionais. O MS coletivo deve ser para defender interesses legítimos relativos a seus integrantes ou à finalidade partidária. legalmente constituída e em funcionamento há pelo menos um ano.Lopes Meirelles). 5°. Observação: o direito. de natureza indivisível. entidade de classe ou associação. • Interesse Coletivo: “assim entendidos. b) a organização sindical. “O direito líquido e certo é aquele que pode ser demonstrado de plano mediante prova pré constituída. • Objetivo: O objetivo do MS coletivo é a defesa dos interesses coletivos. O requisito de funcionamento há pelo menos um ano vale apenas para as associações O MS coletivo deve ser para defender interesses de seus membros ou associados. é sempre líquido e certo. b) organização sindical. os transindividuais. sem a necessidade de dilação probatória. • Legitimidade Ativa: a) partidos políticos b) organização sindical. os fatos é que podem ser imprecisos e incertos. em defesa dos interesses de seus membros ou associados. bem como na Constituição Federal. LXX/CF: O mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por: a) partido político com representação no Congresso Nacional. Competência: Dependerá da categoria da autoridade coatora e sua sede funcional. entidade de classe ou associação • Requisitos: a) o Partido Político precisa ter representação no Congresso Nacional para que possa impetrar Mandado de Segurança Coletivo. Mandado de Segurança Coletivo Art.