Trotsky e o Trotskismo

Edições Maria da Fonte

II PARTE — OS ENSINAMENTOS CESSO DE MOSCOVO— 1936

DO

PRO-

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Proletários, é a vossa causa que está em jogol Colocar sob a sua protecção terroristas miseráveis, é ajudar o fascismo (G. Dimitrov) Porque é que a II Internacional defende Trotsky (N. Krupskaia)

OS ENSINAMENTOS DO PROCESSO DE MOSCOVO-1936
G. Dimitrov N. Krupskaia

PROLETÁRIOS, É A VOSSA CAUSA QUE ESTA EM JOGO!
(Prefácio do Bureau d'Édittons à obra intitulada «te

complot contre ta Révolution russe. Les enseignements du Procès de Moscou contre le centre terroriste trotskiste-zinoviévisten, Paris, 1937.) A organização de atentados criminosos na União Soviética faz parte da ofensiva fascista mundial que visa a escravatura dos povos " SSo os mesmos criminosos que enviam os assassinos para a Espanha e para a União Soviética. Os bandos trotskistas-zinovievistas mostram-se os aliados mais íntimos da canalha criminosa fascista de Hitler e de Mussolini. Tanto no processo dos terroristas de Moscovo como no processo dos terroristas de Novosibirsk provou-se, perante o mundo inteiro, que os bandos terroristas trotskistas-zinovievistas trabalhavam de comum acordo com os agentes da Gestapo. Eles revelaram-se como agentes desta. Na Espanha, os trotskistas tentam desagregar e esmagar a Frente Popular antifascista, a fim de ajudar os generais fascistas Franco e Mola a conseguir a vitória. É assim que o trotskismo mostra ser o aliado, o auxiliar e o pioneiro da pior reacção e da pior contra-revolução, o cúmplice dos mais mortais inimigos da classe operária, do fascismo assassino. A descoberta do «complot» -trotsquista-zinovievista contra a vida de Staline e dos seus colaboradores mais íntimos suscitou uma indignação indescritível em toda a população da U. R. S. S., assim como entre as massas laboriosas e oprimidas do mundo inteiro. Todos os operários e antifascistas compreenderam que, por meio destes atentados celerados, se queria atingir o coração,

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o que há de melhor, a posição mais forte da paz mundial, a democracia, o que há de mais caro e de mais sagrado ao proletariado revolucionário mundial e a toda a parte avançada e progressiva da humanidade. A estes atentados cobardes e pérfidos dos bandos terroristas trotsquistas, ao assassínio premeditado maquinado pelos instrumentos do fascismo, só podia ser dada uma resposta, a que foi dada pelo tribunal supremo da U. R. S. S., no cumprimento do seu dever revolucionário: a destruição deste bando de conspiradores pérfidos que tinham mostrado ser os inimigos mortais do proletariado revolucionário mundial. Tanto o processo dos terroristas de Moscovo, como o dos terroristas de Novosibirsk demonstraram a tnda a opinião mundial a união absolutamente estreita no homicídio entre o fascismo alemão e os bandos terroristas trotskistas-zinovievistas. Se, no processo dos terroristas de Moscovo, se descobriu que os atentados dos bandidos ferozes visavam os chefes do primeiro poder operário, em Novosibirsk, provou-se que os assassinatos em massa visavam os operários de empresas e de minas inteiras da União Soviética. Portanto, não se podia duvidar mais que o fascismo criminoso sedento de sangue se preparava para esmagar o primeiro poder operário e os seus chefes gloriosos, e realizar a campanha de destruição que desde há anos pregava. Para o conseguir, recorreu aos únicos meios que lhe restavam ainda nas condições actuais das relações de força na U. R. S. S.: os cobardes assassinatos tramados em segredo. Foi nesta via terrorista que o fascismo hitleriano encontrou os bandidos do bloco Trotsky-Zinoviev e fez causa comum com estas gentes, rebaixadas ao papel de terroristas assassinos. Tais são os factos averiguados, estabelecidos nos documentos judiciais. Mas, apesar desta aliança desavergonhada dos bandos terroristas degenerados de Trotsky e de Zinoviev

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com o fascismo hrtleriano, ainda apareceram advogados e defensores cínicos destes cobardes assassinos e terroristas trabalhando contra o primeiro Estado operário. Os chefes mais eminentes da II Internacional e da Internacional Sindicalde Amesterdão, Fritz Adler, De Brouckère, Citrine, Otto Bauer e outros ainda, queriam conter o gesto de defesa do poder soviético e. procuravam Impedir a supressão do bando terrorista contra-revolucionário. Em lugar de vir em ajuda do poder dos Sovietes na sua luta de defesa revolucionária contra o mortal inimigo de todo o proletariado mundial —coisa •• . absolutamente natural para todos os operários e antifascistas que amam a liberdade — os porta-vozes da II Internacional tomam partido por esse pior inimigo do proletariado mundial e contra a vanguarda revolucionária combatente do proletariado, e contra todos os antifascistas. É o segundo fàcto absolutamente evidente que nós devemos constatar. A luta contra o principal inimigo do proletariado, do socialismo e da democracia, a luta contra o fascismo, obriga, hoje também, cada operário e cada antifascista, a tomar posição nestas questões. Enquanto se encontrarem ainda nas suas próprias fileiras traidores à causa da classe operária, aliados do fascismo, agentes do inimigo de classe, o proletariado não poderá ganhar a luta penosa, plena de sacrifícios, a longa luta que ele tem de conduzir contra o fascismo e a contra-revolução. A tarefa primordial, a mais importante, a mais inelutável do proletariado mundial e de todos os antifascistas é consolidar, estender e tornar invencível, à força de firmeza e de coesão interna, a Frente Única do Proletariado e a Frente Popular Antifascista, ganhar e mobilizar para a luta comum contra o fascismo todas as camadas ainda hesitantes do povo trabalhador. E isso não' se fará defendendo os inimigos mortais da vanguarda revolucionária como fazem os líderes da II Internacional, mas só depurando completamente as fileiras
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do proletariado de todos os inimigos declarados e dissimulados, de todos os aliados do fascismo conhecidos ou a descobrir. A palavra de ordem para a classe operária internacional não é defender o trotskismo contra-revolucionário, fazer causa comum com ele. É pelo contrário depurar as fileiras da classe operária dos aliados do fascismo. É isso que constitui hoje a necessidade da hora presente.

COLOCAR SOB A S U A PROTECÇÃO TERRORISTAS MISERÁVEIS, É AJUDAR O FASCISMO Não é possível ler, sem experimentar um sentimento de profunda indignaçãp, o telegrama que os representantes oficieis da Internacional Socialista e da Federação Sindical Internacional, Oe Brouckère, Adler, Citrine e Schevenels dirigiram, a toda a pressa, ao governo soviético, a propósito do Centro terrorista trotskista-zinovievista. Estes lideres agiram com o mesmo empenho quando a Internacional Comunista se dirigiu à Internacional Socialista com vista a uma ajuda comum aos mineiros asturianos que lutavam de armas na mão em Outubro de 1934? Apressaram-se eles a responder aos apelos reiterados dos representantes da Internacional Comunista convidando-os a agir em comum pela defesa do povo etíope, atacado pelo fascismo italiano? De modo nenhum. Recordamo-nos que, então, eles declararam que se consideravam impotentes para travar conversações sobre esta questão e que era necessário aguardar a convocação do Executivo da Internacional Socialista. Todavia, tratava-se, nessa altura, de uma causa justa e honesta: a defesa dos interesses vitais do proletariado, não só espanhol, como do proletariado internacional, da

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luta contra uma guerra de rapina das mais iníquas, das mais infames. Mas, hoje, vsrifica-se que eles são plenamente competentes para assumir pela sua própria cabeça, sem consultar as suas organizações? a defesa de acusados terroristas que levantaram a sua mão criminosa contra os dirigentes do poder soviético. Foi sempre assim. Quando o tribunal proletário da U. R. S. S. abateu o seu gládio para castigar os sabotadores que misturavam vidro moldo aos alimentos dos trabalhadores, envenenavam o gado dos kolkhozes, avariavam as. máquinas, para castigar os sabotadores-espiões e os agentes do fascismo que destruíam as vias férreas, preparavam explosões, vemos invariavelmente os líderes reaccionários —Citrine, Adler, etc. — interceder em defesa desta súcia de contra-revolucionários. Muitas vezes, no passado, quando os organismos da ditadura do proletariado apanharam em flagrante delito os agentes do fascismo estrangeiro que preparavam atentados contra os chefes do país do socialismo, a simpatia dos líderes reaccionários não foi para o lado dos operários e dos kolkhozianos da União Soviética, mas para o lado dos seus cruéis inimigos. Nenhum líder da Internacional Socialista dirigiu telegramas de condolências nem ao P. C. da U. R. S. S., nem ao governo soviético quando Kirov, o melhor filho do povo, o combatente tão devotado à causa da libertação da classe operária internacional foi traiçoeiramente morto. Pelo contrário. Também desta vez, eles se apressaram a tomar a defesa daqueles sobre quem se abatia a cólera do povo. E ó tanto mais revoltante ver que, precisamente hoje, quando em torno do povo espanhol que luta heroicamente se forma de facto uma Frente Única internacional de luta contra os generais rebeldes, contra 'o fascismo alemão e italiano, para a defesa da República e da democracia, Citrine e os seus consortes entregam-se a uma manifestação hostil contra

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o país do socialismo, o bastião mais firme e indestrutível da liberdade dos povos. Que podem dizer estes advogados de Trotsky, Zinoviez, Kamenev, perante factos inegáveis? Não está provado que Trotsky, entronizado no seu'tempo pelos líderes socialistas reaccionários, é o organizador do terror individual na União Soviética? Está provado. Não está provado que os seus aliados, Kamenev, Zinoviev, etc. prepararam, durante anos, atentados terroristas contra o maior chefe e o-organizador das vitórias do socialismo, Staline, contra os seus melhores companheiros de luta, os dirigentes do Partido e do poder soviético? Está provado. Não está provado que este bando terrorista assassinou Kirov? Está provado. Não está provado que estes vis terroristas agiam em aliança com a Gestapo, quer dizer, com a policia seoreta do fascismo alemão, o mais cruel inimigo da classe operária, torcionário feroz dos trabalhadores comunistas, socialistas e sem partido? Está provado. Não está provado que os terroristas contra-revolucionários, na sua ilegalidade pestilenta, cultivavam os hábitos dos polícias fascistas que incendiaram o Reichstag, e, mais tarde, exterminaram os participantes neste ignóbil processo? Está provado. Tudo isso foi provado no tribunal soviético, em sessão pública, na presença de representantes da imprensa internacional, foi confirmado pelas categóricas declarações dos próprios culpados. Encostados à parede pelos factos e pelas provas, eles reconheceram plenamente a justeza das acusações levantadas contra eles e não negaram a sua ligação com o fascismo, tanto no domínio político como no da organização. Não é um facto que os acusados, na sua última declaração, proclamaram um após outro a infâmia dos seus crimes contra a classe operária? Mas Citrine, Adler, etc., tomaram a sua defesa I Ridículas e lamentáveis são as pretensões destes líderes que pediam que fossem dadas aos acusados as

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garantias a que eles têm direito. Foram dadas aos acusados todas as possibilidades de se defenderem. Concedeu-se-lhes o direito de escolher os seus defensores, de citar testemunhas, de erigir a verificação das provas, etc. Mas eles renunciaram aos defensores, a citar testemunhas, renunciaram a fazer eles próprios a contestação, porque a cadeia dos crimes era demasiado manifesta e estava irrefutavelmente provada. Os seus crimes foram provados perante o mundo inteiro no processo público, mediante documentos, factos, provas irrefragáveis. Os conspiradores criminosos foram apanhados em flagrante delito, de armas na mão, com passaportes recebidos dos agentes da Segurança hitleriana, com explosivos. Os documentos apresentados no tribunal provaram que Trotsky dirigia pessoalmente a actividade dos terroristas que ele enviara à U. R. S. S. para assassinar Staline e organizar actos terroristas contra os dirigentes do Estado' Socialista. Neste processo público, a culpabilidade dos terroristas trotskistas e zinovievistas foi provada através de provas mais que suficientes. Foi demonstrado com toda a evidência que Trotsky, Zinoviev, Kamenev e todo o seu bando se encontravam do outro lado da barricada; que se encontravam no mesmo campo dos que lutam contra o povo espanhol, que enviam aeroplanos, espingardas, obuses aos generais rebeldes e efectuam uma intervenção contra-revolucionária em Espanha. Citrine e os seus consortes tentam justificar a sua defesa dos terroristas — dos inimigos do poder soviét i c o — invocando a necessidade de manter solidariedade com a classe operária que luta em Espanha. Eles «tentam criar a impressão que o processo dos terroristas contra-revolucionários ameaça esta solidariedade proletária com o povo espanhol. É uma mentira descarada.

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O processo contra os terroristas, agentes do fascismo, faz parte integrante da luta antifascista da classe operária internacional. A solidariedade real com o povo espanhol é incompatível com a defesa dos agentes do fascismo nos outros países. Não seria possível apoiar honestamente o povo espanhol na luta contra o fascismo e, ao mesmo tempo, fazer-se o defensor de um bando terrorista na U. R . S . S , de um bando que ajuda o fascismo. Os que, directa ou indirectamente, apoiam os terroristas contra-revolucionários na U. R . S . S . , servem, no fundo, igualmente o fascismo espanhol, contrariam a luta do povo espanhol e facilitam a sua derrota. A intervenção dos líderes da Internacional Socialista e da Federação Sindical internacional conduz a sapar a solidariedade do proletariado internacional com o proletariado da U. R. S. S. Ela dá um golpe no movimento de unidade da classe operária mundial. Visa a fazer fracassar a Frente Única dos trabalhadores contra o fascismo em Espanha, na França e nos outros países. A intervenção de Citrine e dos seus consortes é um golpe directo desferido contra a luta heróica do ppvo espanhol, porque se o povo espanhol seguisse os conselhos ascorosos que os líderes reaccionários se permitem dar aos povos da U. R. S. S., a República espanhola seria votada à derrota. Se o povo espanhol tem de suportar tais sacrifícios, é precisamente porque os generais contra-revolucionários gozaram demasiado tempo de impunidade e porque não foram tomadas a tempo as medidas necessárias contra os fascistas que organizavam secretamente a conspiração contra o povo. É fora de dúvida que Hitler e Mussolini, os generais Franco e Mola, os fascistas de França e dos outros países, todos os inimigos jurados da unidade da classe operária e da Frente Popular, todos os inimigos da democracia, do socialismo e da União Soviética saudarão

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este acto vergonhoso, porque a intervenção de Citrine-Adier visa aprofundar a cisão nas fileiras do movimento operário mundial. Ela faz o jogo da reacção internacional. „ Seria errado tornar responsáveis por esta intervenção todos os partidos e organizações filiadas na internacional Socialista e na Federação Sindical Internacional. É certo que eles não mandataram Citrine e Schevenels, De Brouckère e Adler para assumirem a defesa de Trotsky, Zinoviev, Kamenev que organizavam actos terroristas contra os dirigentes do grande país dos Sovietes. Eles não os tinham mandatado para defender acusados, aliados ao fascismo alemão e agentes da Gestapo. Não tinham Encarregado estes líderes de utilizarem o processo do bando terrorista para desencadearem uma nova campanha de calúnias contra a União Soviética e fazerem fracassar a Frente Única contra o fascismo. Hoje, em conexão com a intervenção vergonhosa de Citrine a dos seus consorte, os milhões de partidários da unidade nas fileiras da Internacional Socialista e da Federação Sindical Internacional são forçados a ripostar ainda melhor aos sabotadores da Frente Única. É bem tempo de pôr fim a estas intervenções feitas pretensamente em nome das organizações operárias e que impedem a luta comum contra o inimigo comum. O exemplo dos condenados degenerados permite a cada um ver como os renegados, pessoas de dupla ' face, fazendo malabarismos com frases radicais, no género de Trotsky, desempenham o papel de sabotadores nas fileiras do movimento operário e executam o trabalho celerado do fascismo. Hoje, mesmo as pessoas mais míopes são capazes de perceber porque é que Trotsky tem necessidade de criar uma IV Internacional e a quem é que serve esta súcia ascorosa de s individualistas pequeno-burgueses, irritados, de arrivistas enfatuados, de agentes da Gestapo e de outras polícias. Saber dai a cada passo provas de uma vigilância

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da classe perspicaz, aprender a distinguir os amigos verdadeiros dos inimigos mascarados, desmascarar os indivíduos de face dupla, agentes do inimigo de classe, expulsá-los a tempo e impiedosamente das fileiras das organizações proletárias, tal ó um dos ensinamentos mais importantes que o movimento operário de todos os países deve tirar deste processo. Nós não duvidamos que todas as organizações da classe operária darão uma merecida resposta às surtidas anti-soviéticas de Citrine e dos seus consortes, reforçarão e desenvolverão o movimento em favor da Frente Única, reunirão milhões de trabalhadores em torno da justa luta do povo espanhol contra os generais rebeldes sustentados pelo fascismo alemão e italiano, e agruparão a classe operária contra o fascismo e os seus miseráveis auxiliares, os conspiradores'' trotskistas. G. D I M I T R O V

P O R Q U E É Q U E A II I N T E R N A C I O N A L DEFENDE TROTSKY O socialismo não se erege por ordens vindas do alto. O automatismo burocrático 6 incompatível com a sua essência: o socialismo vivo e criador é obra das próprias massas populares', dizia Lenine nos primeiros dias da nossa Revolução Socialista de Outubro. Em 6 de Maio de 1919, no seu discurso ao 1.® Congresso Russo da Instrução Pós-Escolar, Lenine declarava: Se nós nos chamamos Partido dos Comunistas, temos de compreender que só agora, que chegámos i vitória sobre os obstáculos de ordem externa e que

< Vladimir I. Lenine. Obra* completas, 1. XXII, p. 45. ed. r.

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destruímos as velhas instituições, é que se põe pela primeira vez, se põe realmente e em toda a sua extensão a primeira tarefa da verdadeira revolução proletária, a saber a organização de dezenas e de centenas de milhões de homens2. » Após a morte de Lenine, as massas congregaram-se ainda mais estreitamente em torno do Partido, «lenine morreu, mas a sua obra vive». Passaram-se anos e nós tivemos possibilidades de ver como, de dia para dia, crescia e se reforçava a organização de dezenas de milhões de trabalhadores, chamados em massas cada vez mais amplas à administração do país, à edificação do socialismo. O carácter social do nosso país soviético modificou-se inteiramente; milhares e dezenas de milhares de organizadores saíram do seio das massas populares. E como provas eloquentes temos o movimento stakhanovista, as conferências do Inverno passado entre os dirigentes do Partido e do governo e os organizadores do trabalho nos diferentes ramos da produção, kolkhozianos, operários, condutores de ceifeiras-debulhadoras, camponeses que colhem mais de 500 quintais de beterrabas por hectare, etc. Toda a gente pôde ver como, na base da organização económica, a amizade entre os povos do país dos Sovietes se reforçou e como o nível cultural das massas se elevou. E as inumeráveis massas de trabalhadores vêem como Staline se vota inteiramente e sem reservas à sua causa, à causa de Lenine, à causa da edificação socialista, como ele as conduz para uma vida melhor. Eles vêem-no e têm confiança nele, rodeiam-no de uma confiança e de amor absolutos. Os trotskistas e os zinovievistas não se preocupavam com as massas, não se interessavam por elas; eles

2 Vladimir ed. r.

I. Lenine, Obna completes, t. XXIV, pp. 277-278,

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pensavam unicamente em se apoderar do poder, mesmo pelo preço de uma aliança com a Gestapo, com os piores inimigos da ditadura do proletariado, com os que procuram restabelecer no país dos Sovietes a ordem burguesa, a exploração capitalista das massas trabalhadoras. No fim de 1920, travou-se uma discussão acerca do papel dos sindicatos. E Lenine escrevia sobre a posição de Trotsky: Ele (Trotsky) caiu numa série de erros ligados à própria essência da questão da ditadura do proletariado. Mas, abstraindo disso, porque é que não temos essa coordenação do trabalho que nos é tão necessária? Devido a um desacordo sobre os métodos a adoptar para abordar as massas, para exercer uma influência preponderente sobre as massas, para se ligar com as massas. O essencial está nisso3. E não foi por acaso qup Trotsky, que nunca compreendeu o que faz a própria essência da ditadura do proletariado, que nunca compreendeu o papel que desempenham as massas na construção socialista e que pensava que o socialismo poderia ser erigido por ordens vindas do alto, se comprometeu na via da organização de atentados terroristas contra Staline, Vorochilov o outro membros do Bureau Político que ajudam as massas a edificar o socialismo. Não foi por acaso que o bloco sem princípios que Zinovlev e Kamenev tinham formado com Trotsky, os levou, gradualmente, para o abismo profundo da pior das traições à causa de Lenine, à causa das massas trabalhadoras, à causa do socialismo. Trotsky, Zinoviev, Kamenev e todo o seu bando de assassinos agiu em colaboração com o fascismo

3 Vladimir I. Lenine, Obras completas, t. XXVI, p. 66, ed. r. Ver, neste volume, o capítulo «Trotskl e 09 Sindicatos».

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alemão, concluiu uma aliança com a Gestapo. Eis a razão porque o pais foi tão unânime a reclamar que estes cães raivosos fossem fuzilados. Quando leram nos jornais as declarações dos acusasados no processo, os operários disseram: «Eles queriam restaurar a ditadura burguesa; quanto a nós, as massas, tinham-nos esquecido; tê-los-íamos nós deixado chegar alguma vez ao poder?» Efectivamente, eles esqueceram que «socialismo vivo e criador ó obra das próprias massas populares» e colocaram-se nas primeiras fileiras da burguesia contra-revolucionária. Eles queriam lançar a desorganização no seio das massas,, queriam matar o cérebro e o coração da revolução, Staline. Não o conseguiram. Este bando miserável, infame, foi fuzilado. E as massas congregam-se ainda mais estreitamente em redor do C. C., o seu amor por Staline é ainda maior. Elementos sem-partido escrevem-nos dizendo que* se deveria publicar nos jornais de grande tiragem, a titulo de suplemento, as obras completas de Lenine e de Staline. O grau de consciência, a sede de aprender aumentam. «Ahl como é magnífica a escola de adultos construída em Puchkino; não nos cansamos de admirá-la I», dizia-me outro dia um velho camarada, dirigente de uma empresa, que, há quarenta anos, frequentara os meus cursos de Domingo. Ele também tinha conhecido a prisão. A partir de 1918, organizou na sua aldeia natal um kolkhoze de cultura de hortas , e recebeu um prémio de «um milhão de rublos» pelo seu trabalho como director de um sovkhoze. A edificação socialista desenvolve-se, e com ela crescem as necessidades culturais das massas. Nós devemos satisfazer estas necessidades, reformar as escolas de adultos, alargar a rede destas escolas, a de bibliotecas, criar casas de cultura, clubes nos kolkhozes, museus. Na etap'a actual, devemos sobretudo voltar a nossa atenção para a qualidade do ensino, para a qua-

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lidado do trabalho das bibliotecas, das salas de leitura, dos clubes e das casas de cultura. Nós dispomos já de uma rica experiência neste domínio. Depois da Revolução Socialista de Outubro, a iniciativa dos operários manifestou-se grandemente no domínio cultural. E as tentativas que não resultaram porque nem sempre soubemos tomar em atenção as dificuldades e porque tomávamos os nosso «desejos por realidades», mesmo essas tentativas não foram perdidas, elas deram os seus frutos. Ensinaram-nos a encarar melhor o presente, a detestar ainda mais os vestígios do passado, tornaram-nos ainda mais conscientes da necessidade de alargar e de aprofundar os nossos conhecimentos e de os saber aplicar à própria vida. Nós vemos que a edificação socialista continha progredindo sem cessar e que o trabalho prossegue mais intenso, em estreita colaboração. Não é por um efeito do acaso que a II Internacional vocifera, obstina-se, entroniza o bando de assassinos trotskistas-zinovievistas, procura esmagar a Frente Popular. Os De Brouckère, os Citrines apoiam todas as vilanias dos Inimigos da classe operária da U. R. S. S., do nosso Partido e dos seus chefes. Eles ocupam o primeiro lugar entre a matilha dos inimigos do país dos Sovietes que a burguesia congregou. A .111 Internacional nasceu na luta contra a II Internacional. Com a ajuda do renegado Kautsky e dos seus cúmplices, a II Internacional conduziu uma luta encarniçada contra a ditadura do proletariado e o poder soviético. A II Internacional quer defender e justificar a ordem capitalista e enganar as massas trabalhadoras. É por isso que agora ela defende Trotsky, o agente da Gestapo. Ela não o conseguiu. O nosso país soviético tornou-se um país poderoso que ergue cada ve mais alto o estandaste do comunismo, que avança com um passo firme no caminho traçado por Marx, Engels, Lenine.

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Não será possível calar isto, nem os trotskistas, nem os zinovievistas, nem as pessoas da II Internacional conseguirão enganar os trabalhadores. A atmosfera tensa que reina na frente internacional, o perigo da guerra que se avizinha, tornam os trabalhadores ainda mais clarividentes. A Frente Popular dos Trabalhadores crescerá e prosperará no mundo inteiro. N. KRUPSKAIA

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Josef Státin
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