ANÁLISE DO SÍTIO HISTÓRICO – CIDADE DE GOIÁS 1. LEVANTAMENTO DOS ASPECTOS HISTÓRICOS 1.1.

TRANSFORMAÇÃO DA CIDADE - PROCESSO DE OCUPAÇÃO E FATORES HISTÓRICOS A origem da Cidade de Goiás esta ligada a exploração do território brasileiro pelos bandeirantes paulistas, que, no século XVIII, desbravavam o interior em busca de riquezas. No trajeto, erguiam vilarejos provisórios para a mineração de ouro. Goiás nasceu de um desses acampamentos. Em 1727, o bandeirante Bartolomeu Bueno da Silva organizou o pequeno Arraial de Sant’Anna na margem do Rio Vermelho. Por volta de 1750, já com o nome de Vila Boa de Goiás, tornou-se a capital da recém-criada Capitania de Goiás. Quase dois séculos depois, em 1937, o poder político estadual foi transferido dali para a nova capital do estado, Goiânia. No primeiro século da colonização do Brasil, diversas expedições percorreram o território do atual Estado de Goiás, seguindo o curso dos rios: Paranaíba – Tocantins – Araguaia, até voltar pelo Tietê e São Paulo. Após 1630, as bandeiras passaram a circular por terra. As expedições eram geralmente acompanhadas pelas missões jesuíticas, que buscavam catequizar os índios do Brasil Central, mas nem bandeirantes nem jesuítas tinham o intuito de fixar moradia ou criar povoações em Goiás. A primeira bandeira, que partindo de São Paulo, possivelmente chegou até os sertões de Goiás no leste do Tocantins, foi a de Antonio Macedo e Domingos Luís Grau (1590 – 1593). A bandeira saiu de São Paulo a 3 de julho de 1722. O caminho já era bem conhecido dos paulistas, com alguns moradores e plantações, mas em regiões semidesérticas do cerrado do Brasil Central muitos dos componentes da bandeira acabaram morrendo de fome. O Anhanguera, Bartolomeu Bueno da Silva, experiente sertanista, descobriu ouro nas cabeceiras do Rio Vermelho, na atual região da cidade e Goiás. Foi o primeiro a vir a Goiás com intenção de fixar-se com o descobrimento de ouro no Brasil. A primeira região ocupada foi a região do Rio Vermelho, onde foi fundado o Arraial de Sant´Anna, que viria a se chamar Vila Boa e, posteriormente, cidade de Goiás, sendo durante 200 anos a capital do território. Em 1736, havia 10.263 escravos nas minas de Goiás. O povoamento determinado pela mineração do ouro foi um povoamento muito irregular e mais instável, sem nenhum planejamento, sem nenhuma ordem. Onde surgisse o ouro, ali surgiria uma povoação; e com o esgotamento do ouro, os mineiros iam em busca de outro lugar e a tendência era a povoação desaparecer. Foram três zonas sendo povoadas em maior densidade durante o século XVIII: A primeira no Centro-Sul, arraiais no caminho de São Paulo ou nas proximidades: Santa Cruz, Santa Luzia (Luziânia), Meia Ponte (Pirenópolis), principal centro de comunicações, tendo disputado com Vila Boa a categoria de sede do governo ao ser criada a província de Goiás, Jaraguá, Vila Boa e arraiais vizinhos. A segunda zona na “região de Tocantins”, no alto do Tocantins ou Maranhão: Traíras, Água Quente, São Jose (Niquelândia), Santa Rita, Muquém, etc. E o Norte da capitania abrangendo uma extensa zona entre zona entre o Tocantins e os limites com a Bahia: Arraias, São Felix, Cavalcante, Natividade, São Jose do Duro (Dianópolis), Porto Real (Porto Nacional). Com o seu descobrimento, no final do século XVII, o ouro no Brasil passa a ser o produto mais estimado pelas autoridades e pelo povo, que cresceu com mentalidade mercantilista, em que a posse dos metais preciosos significava riqueza. Sendo as minas uma espécie de colônia: um território dependente economicamente dos produtos e dos comerciantes da Bahia, do Rio e de São Paulo. Os alimentos e demais artigos vinham das capitanias da costa. Por ordem real, toda a mão de obra foi direcionada à extração do ouro, o que explica o pouco desenvolvimento da lavoura e da pecuária em Goiás, durante os cinqüenta primeiros anos, também devido aos altos impostos cobrados na época. Os mineiros eram os proprietários de lavras e escravos dedicados à lavoura. No Brasil, a licença concedida pelo rei às bandeiras para buscar ouro ou prata ou outros metais exigia o pagamento do quinto, porém havia muito contrabando. Goiás foi o segundo

000 habitantes. Em 1750. embora já a um ritmo inferior. do Maranhão. um aumento de mais de 50%. Como medidas salvadoras. e no tempo do ouro de 5 libras. As condições sócio-econômicas do Brasil não possibilitaram uma ação administrativa satisfatória em Goiás. ou talvez um pouco inferior. a pecuária. descasos administrativos. oriundas do Pará. Em 1804. Em 1750 os escravos já alcançavam o numero de 20.000 habitantes (produzido e exportado 3.000 habitantes (ouro no valor de 2. Correntes migratórias chegavam a Goiás. D. Marcos de Noronha. ao tornar-se Goiás capitania. Em 1738 os escravos eram aproximadamente 12. pela diminuição da produtividade do trabalho escravos. Em 1783 havia em Goiás quase 80. portanto. e ainda pela compra da liberdade e pela miscigenação. não só pelo crescimento vegetativo.531. sendo os escravos. Assim. conclui-se que a época do ouro não foi tão rica. independente nesta parte até do próprio governador. com o primeiro recenseamento. O território goiano passou então a ser denominado Capitania de Goiás. bastante inferior a Minas – aproximadamente 1/6 – e um pouco superior a Mato Groso – talvez 10/7.000. João. A formação das juntas administrativas gerou disputas pelo poder entre os grupos locais. foi Dr. que assumiu o cargo a 14 de setembro de 1824. Porém.8 milhões de libras em ouro). quando se tornou Província. A política goiana. Em 1640. passou a incentivar a agricultura. quando a corte portuguesa a tornou independente e a elevou à Categoria de Capitania. Isso originou os conchavos políticos entre as famílias ricas e influentes de Goiás. também com bastante autonomia. como falta de meios de transporte e comunicação.8 milhões de libras em ouro). grupos manifestaram-se insatisfeitos com a administração e responsabilizaram os presidentes estrangeiros pelo grande atraso de Goiás e passaram a lutar pelo nascimento de uma consciência política Condicionado por uma série de fatores. proclamou sua separação do Sul. A reação do Norte. apenas 40% do total. da Bahia e de Minas. como pelas imigrações dos Estados vizinhos. População de Goiás – 1804 Brancos: 7131. Escravos: 19. Assim como no Brasil.159. isto é. durante o século XIX. A população tinha mais que dobrado nestes 25 anos. o Conde dos Arcos.2 milhões de libras). era dirigida por presidentes impostos pelo poder central. desequilíbrio entre receita e despesa.000. Nas ultimas décadas do século XIX. o comércio e a navegação dos rios. Goiás teve vida medíocre no transcorrer do século XIX. Em 1740 havia nas minas mais ou menos 450. tendo em vista seus objetivos mercantilistas. a população continuou aumentando. o desenvolvimento da população. Em 1749 chegou a Vila Boa o primeiro Governador e Capitão General. o Príncipe Regente. responsável pela administração e pela aplicação das leis. quatro vezes menos. A autoridade principal era o Governador. Durante o século XIX a população de Goiás aumentou continuamente. esses poderes se cruzavam com freqüência. Goiás pertenceu à capitania de São Paulo. A diminuição do número relativo de escravos nos territórios de mineração ocorreu pela diminuição na importação de escravos para Goiás.000. O incremento da pecuária trouxe como conseqüência. A justiça a cargo do Ouvidor. o Brasil tinha aproximadamente 170. nomeado por D. O primeiro presidente de Goiás. D. em virtude da escassez do ouro. Pardos: 16. A mineração baseava-se no trabalho escravo. os livres passavam de 30.000 habitantes (3. A pecuária tornou-se o setor dinâmico da economia. portanto. se julgando injustiçado pela falta de assistência governamental. sendo assim considerado um território de minas dentro da capitania. o que gerava conflitos constantes. Pretos: 7. A parte da arrecadação de impostos (Fazenda Real) correspondia ao cargo de Intendente. etc. por outra parte. Nos trinta anos seguintes. os habitantes deviam ser pouco menos de 40. Os índios diminuíam quantitativamente e a contribuição estrangeira foi inexistente. Em 1740 havia nas minas mais ou menos 450. Entre estas famílias estavam aquelas presentes na conjuntura política durante todo o período de Goiás Província e que lançaram raízes nas diretrizes oligárquicas até o fim da chamada Republica Velha. não participou do . ausência de um produto econômico básico. grandes distâncias. povoando os inóspitos sertões.913. Caetano Maria Lopes Gama. A produção por habitantes na economia do açúcar era de 22 libras. Goiás fora descoberto por paulistas. Pedro. título que conservaria até a independência. o processo de independência em Goiás se deu gradativamente. Até 1749.000. pelo deslocamento dessa força de trabalho para outras regiões ou outras atividades. a proporção devia continuar a mesma.produtor de ouro do Brasil. nem a produção tão grande.

A notícia da abolição chegou no dia 31 de maio. Os governos do Estado que se sucederam no período de 1946 – 1964 procuraram inserir Goiás no processo produtivo nacional e. as elites dominantes continuaram as mesmas. camaradas. as elites dominantes se mantiveram dominantes. pela abertura de vias de comunicação e pela divulgação do Estado no país foi o ponto de partida desta nova fase. demonstrando a força da tradição em Goiás. a pobreza de meios econômicos. Em todo o estado encontramos as propriedades em mãos de poucas famílias aparentadas entre si.000 escravos. Pedro Ludovico voltou a assumir o Governo goiano. Número insignificante para uma população que já alcançava cifra superior a 200. . os efeitos de 15 de novembro estavam relacionados mais às questões administrativas e políticas. Com a política de colonização do governo Vargas o latifúndio deixou de ser predominante na região. Dentro dessa grande propriedade. herdado do período colonial. A participação efetiva de Goiás na Revolução limitou-se à ação pessoal de Dr. jagunços. dedicaram-se às soluções de dois problemas principais: infraestrutura básica e comunicação. Inexistia uma classe de pequenos proprietários dedicados à lavoura ou à pecuária. através da chamada “Marcha para o Oeste” retomando a integração econômica de Goiás com a região Sudeste. sendo o marco de uma nova etapa histórica. Goiás acompanhou os movimentos liberais. Em 1908 Goiás viveu clima de intranqüilidade política que acarretou uma revolução em 1909. surge uma grande influência política. lançando as bases das futuras oligarquias goianas. pela energia que mobilizou.. sem imigração européia. decadência econômica sem modificação na estrutura de produção. os latifúndios mantiveram improdutivos. pecuária e agricultura deficitárias. nem a economia agro-pastoril da província. A transformação do regime monárquico em republicano ocorreu sem grandes dificuldades. quase integralmente rural. havia áreas imensas por explorar. embrionário a partir da década de 50 em aceleramento depois dos anos 70. Continuava sendo um Estado isolado. quando os principais edifícios públicos já estavam concluídos. meeiros. ficando de 1951-54.surto desenvolvimentista do Brasil. deixaram como herança realizações e mudanças políticas locais. Pedro Ludovico permaneceu no governo de Goiás pelo mesmo período que Vargas ficou no poder (1930 – 45/1951-54). A 7 de novembro de 1935 realizou-se a mudança provisória do governador. O governo de Getúlio Vargas (1930-45) introduziu formas distintas de gestão do Estado e da sociedade brasileira e imprimiu importantes mudanças no país. num sistema patriarcal. A construção de Goiânia. • A “Marcha para o Oeste” modificou a estrutura agrária da região Centro-Oeste. educação em estado embrionário. vai ser a dos Jardim-Caiado. A Lei Áurea não encontrou nenhum negro cativo na cidade de Goiás. Na implantação do regime republicano em Goiás. Com o movimento renovador de 1930. embora a cidade do ponto de vista urbanístico estava apenas no início. • Incentivou a ocupação da região Centro-Oeste. vaqueiros. Com a autonomia do estado oferecida pelo novo regime de Federação. A Revolução de 30 teve uma significação profunda para o Estado. O governo passou a propor como objetivo primordial o desenvolvimento de estado. Quase poderíamos dizer que o governo só exercia sua jurisdição na capital. como um todo. Desentendimentos entre Bulhões e os Jardim-Caiado levaram a oligarquia dos Bulhões à queda. A abolição não afetou a vida econômica. trabalhavam e viviam seus dependes: sitiantes. o vigário e o juiz (este ultimo mais dependente do governo) eram mantenedores da ordem social. Com a eleição de Getúlio Vargas. etc. A mudança definitiva teve lugar em 1937. não existindo uma economia monetária. pouco povoado. A diferença mais profunda encontrava-se no prestígio e no poder. a carência de um corpo de funcionários adequados são as causa principais deste enfraquecimento do poder central do Estado. As famílias que dominaram o cenário de Goiás ao longo da historia. O Dr. etc. Não causou surpresa porque havia muito era esperada. Ao articular-se ao movimento revolucionário ele entrou no esquema mantendo-se em contato com os centros revolucionários de Minas. popularmente conhecida como Caiadismo. Pedro Ludovico . que grassaram no Brasil durante o século XIX. A conseqüência de tais movimentos foi a fortificação de grupos políticos locais. As distâncias. Os fatores sócio-econômicos e culturais não sofreram abalos: o liberto continuou caminhando para o marginalismo social. Em Goiás ficaram ainda a Câmara e o Judiciário. se dirigindo a fixar residência em Goiânia.000 homens. As três primeiras décadas do século XX na modificaram substancialmente a situação a que Goiás regredia como conseqüência de decadência a mineração no fim do século XVIII. os coronéis. portanto. Pedro Ludovico. A partir de 1912. a elite dominante na política goiana. A Lei libertou em toda a província goiana aproximadamente 4. a do médico Pedro Ludovico Teixeira.

os seguintes fatores.htm) Em 1978. entre outros. rompendo os limites do povoamento litorâneo característico da produção de açúcar.• O estado passou a controlar os principais fatores do processo de industrialização. Maguito Vilela foi eleito. principalmente a vapor. através do exercício da cidadania. Sobre o desenvolvimento das cidades. classes e credos em torno de um objeto comum. foi eleito governador de 1983-1986. Marconi foi reeleito. De 1987-1991 o Estado foi governado por Henrique Santillo.goiasvelho. é correto afirmar que: • Goiás viveu um estado de isolamento onde a ausência de estradas trafegáveis definiu o padrão econômico da região a partir de atividade de subsistência. foi responsável pela integração econômica da região como produtora de leite e exportadora de carne. Podem ser apontados. com a intenção de fortalecer o crescimento das indústrias de base que eram essenciais ao processo de industrialização do Brasil. ao longo dos anos 30. […] Exemplo . seu vice Agenor Rezende concluiu o mandado em 1995. portugueses e brasileiros isolados da mãe pátria e do litoral brasileiro. Íris Rezende foi eleito novamente. com o apoio da Organização Vilaboense de Artes e Tradições. Em Goiás a atividade pecuarista no século XIX. Ao contrário. • A navegação fluvial. permanecendo até 1994. • As cidades do mundo rural goiano se mantinham isoladas sem representar um promissor mercado de consumo. quando renunciou para ser ministro da agricultura do governo Sarney.tur. Com o suicídio de Vargas. deixando clara a incapacidade do Estado em desenvolver uma política de transporte mais ativa. íris perdeu as eleições para Marconi Perillo. um conjunto de bens culturais e delimita o "centro histórico" para caracterizar Goiás como monumento nacional. • O lento processo de criação das ferrovias no território goiano nas décadas de 30 e 40 demonstrava disputas políticas que oscilavam entre opiniões favoráveis e contrárias à expansão dos trilhos. pode ser notada a intensificação das comunicações e dos transportes ao mesmo tempo em que a construção se intensifica nas regiões sul e sudoeste. incluindo o entorno dos principais monumentos no âmbito de proteção do patrimônio. Em todo o piso o trajeto da historia de Goiás. • A atividade pecuarista alargou as nossas fronteiras ao penetrar no sertão brasileiro. portanto. pois a exemplaridade não está mais situada em monumentos destacados da paisagem da cidade. Em relação ao passado minerador. Com a redemocratização do Brasil. Íris Rezende.br/historia-da-cidade-de-goias-velho-os-bandeirantes-como-surgiu-primeiracapitalgoias-. a participação política destas regiões no cenário regional aumentou. fora das fronteiras do Estado. pelo dinamismo para o fluxo comercial do Estado trazido por esses meios de transporte que aceleraram o processo de urbanização naquelas regiões. No Dossiê de Goiás consta que “Goiás testemunha a maneira como os exploradores de territórios e fundadores de cidades. quando renunciou para ser Ministro da Justiça do governo Itamar Franco.“ Goiás é o último exemplo de ocupação do interior do Brasil conforme praticado nos séculos XVIII e XIX. realizaram transformações e alteram as rotas de desenvolvimento. o tombamento incidiu sobre a paisagem urbana como um todo e estabeleceu que parte considerável da cidade se submetesse às regras de preservação. • As atividades econômicas e agropecuárias que moldaram um tipo de vida ligada ao campo geraram várias formas de relações de trabalho e também expressões culturais. capazes de justificar historicamente a diversidade cultural presente em Goiás. e tomaram emprestado aos índios diversas formas de utilização dos materiais locais. Nas eleições de 1998. adaptaram a realidade difíceis de uma região tropical os modelos urbanos e arquitetônicos portugueses. os transportes e as cidades marcaram época. serviam de entreposto comercial com os principais centros desenvolvido do país e se incrementavam através de atividades manufatureiras como a tecelagem. que obteve destaque na economia goiana no início do século XX. O vínculo entre patrimônio e conjunto urbano denota uma alteração de concepção estabelecida até então pelo órgão público. aproveitando as potencialidades fluviais dos rios Araguaia e Tocantins. o órgão do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional realizou a segunda intervenção na cidade de Goiás. dando inicio ao “Tempo Novo”. o que se via era a decadência. A ação do poder público conforma. • Após a revolução de 30. Em 1991. e dos transportes no processo histórico de Goiás. governando o estado de 1995-1999. • Com a chegada da ferrovia ao sul e da ferrovia no sudoeste. (http://www. Pedro afastou-se do governo em Goiás. foi o principal meio de transporte do Estado. As diversas influências culturais européias que foram trazidas por religiosos e adaptadas ao contexto goiano passaram a congregar raças.

p. concedido pela Unesco no dia 27 de junho de 2001 e comemorado por toda a população da cidade e do estado. Portanto as reivindicações evidenciadas na Oficina de Planejamento se voltam para espaços públicos. destaca-se a Catedral de Sant’Ana. o Matadouro e Quartel XX. foi demolida e reconstruída em estilo neogótico em 1934 pelos frades dominicanos oriundos da França.scielo. 5-6). e na recuperação da área do Rio Vermelho. encontram-se afrescos elaborados por Nazareno Confaloni na segunda metade do século 20. recortava da malha urbana o conjunto arquitetônico e paisagístico representativo do período mais remoto de formação da cidade. 1999. Os edifícios seculares de Goiás Velho guardam algumas das mais antigas relíquias do estado do qual o município foi a primeira capital. “Recuperamos a Igreja São Francisco de Paula. O casario de Goiás Velho é diferenciado e mantém o estilo que justifica o status de tombamento local. 5-6). Já a Igreja de Nossa Senhora do Rosário chama a atenção pela bela torre e a sua história. (Dossiê. A "zona proposta para inscrição na lista do patrimônio" corresponde ao centro histórico tombado pelo Iphan em 1978. que financia a restauração de sítios tombados através de empréstimos para restauração de monumentos. pois se apresentam em bom estado de conservação. adequado ao uso previsto e com iluminação para atender a proposta museológica. o local recebeu da Unesco o título de Patrimônio Cultural. a retirada de postes e fios elétricos. As áreas públicas de interesse são a Praça do . Alguns dos templos passaram por restauração em 2011 por causa dos 10 anos do título da Unesco. compreendendo "ruas típicas do século XIX. no século 18. até então. Salma Saddi. antiga capital do estado de Goiás. do início. precursor do modernismo no estado de Goiás e fundador da Escola de Belas Artes da Universidade Católica de Goiás. Tal concepção denota uma alteração na política do Iphan que. como há três séculos. projeto foco no Programa é um suporte para a sustentabilidade com a oferta de concessões de espaço para os permissionários existentes.br/scielo. de violeiros e concerto de piano”. ao constituir um dos eixos do Plano Diretor. (http://www. p. O Quartel do XX previsto no Programa necessitava de recursos para finalização de obra. No seu interior.tanto mais admirável na medida em que a paisagem que a rodeia permaneceu praticamente inalterada. As ruas são pavimentadas com pedras. e a preservação dos monumentos começou a ser realizada. Quase todas as residências do município mantêm as paredes feitas de barro. e da elaboração de inventários dos bens históricos da cidade. Destacam-se a restauração das igrejas Santa Bárbara e Matriz de Santana e do Museu Arte Sacra. como o Antigo Mercado. ganhou o título de Patrimônio Cultural da Humanidade. Seu conjunto arquitetônico tem extraordinária unidade. Goiás foi uma das cidades escolhidas pelo Projeto Monumental. Esse documento "define os princípios norteadores da política urbana".php?pid=S0104-71832005000100007&script=sci_arttext) Patrimônio da Unesco e Projeto de restauração Goiás. Conhecida como antiga Igreja dos Pretos. 1999. de agosto de 1996. Por ter sido considerado relevante para o período histórico que representa e por ser um exemplo da ocupação humana na região. Goiás Velho conserva o cenário de quando o Brasil ainda era uma colônia portuguesa. o "patrimônio ambiental" que testemunha essa relação singular entre homem e natureza – o binômio Homem-Cerrado – passa a ser objeto de políticas públicas para a cidade de Goiás. O Mercado Municipal. no entanto. Está concluído com recursos do Monumenta e se encontra aberto à visitação. preservando os vestígios de outros momentos da história da arquitetura. Também realizamos ações como descentralização de recursos para encontro de corais. A nova proposta pretende considerar a multiplicidade temporal inscrita no traçado urbano. O centro histórico da Cidade de Goiás conserva o calcamento em pedras irregular e a trama urbana original. com uma arquitetura 'eclética' ou 'art-noveau'" consideradas "muito importantes para a compreensão da permanente evolução da cidade" (Dossiê. No Dossiê de Goiás. conta a superintendente do Instituto do Patrimônio (Iphan) em Goiás. combinando o estilo colonial e eclético de maneira harmoniosa. em 1997. definido pela lei municipal nº 206. hoje subterrâneos. o Colégio Santana e refizemos a ponte do Carmo. acrescida de uma "zona de entorno". que liga os bairros de Santana e do Carmo. As atividades culturais e o turismo se tornaram relevantes. A enchente de 2002 mobilizou recursos de várias fontes do Governo Federal na recuperação de ruas e edificações. destacando "preceitos e diretrizes referentes à preservação do patrimônio cultural" e de "Áreas de Preservação Ambiental". Atuação do Programa Monumenta O Projeto Goiás caracteriza-se por não sobressaírem às intervenções em edificações tombadas. cuja fachada ostenta as três fases da sua construção. Dos templos religiosos. foi concluído pelo IPHAN. até o fim da recuperação. O Museu das Bandeiras foi restaurado.

assim como as concessões de espaço do Café do Museu das Bandeiras. presente no cotidiano da cidade e a expectativa de uso voltado para o lazer.Coreto ou da Liberdade e a proposta de projeto de revitalização do Beira-Rio. A recuperação de imóveis privados na Área de Projeto é financiada pelo Programa por meio de edital público de seleção. Os pagamentos advindos desse empréstimo provêm o Fundo de Preservação. . Coreto da praça e Mercado Municipal.

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