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INSTRUMENTOS ECONÔMICOS DE GESTÃO AMBIENTAL APLICÁVEIS AO MUNICÍPIO DE RIO BRANCO

AGOSTO DE 2010

RELATÓRIO FINAL
PRODUTO 4

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CONTEXTO

O presente relatório refere-se ao Quarto Produto que contempla uma “Proposta de instrumentos econômicos para gestão ambiental municipal, acompanhado de um artigo” do Contrato de Prestação de Serviços Consultoria celebrado entre o consultor Antonio Ramaiana de Barros Ribeiro e a Cooperativa de Serviços da Amazônia (COOPSAM), no âmbito do Programa de Zoneamento Econômico, Ambiental, Social e Cultural de Rio Branco (ZEAS). Cabe destacar que o Terceiro Produto “Relatório final acompanhado da síntese baseado nas orientações e/ou sugestões da Secretaria Executiva do Programa ZEAS” já contempla a Proposta de instrumentos econômicos para gestão ambiental para o município de Rio Branco, a saber: 1. Licenciamento ambiental: 1.1. Setor de Serviços (cemitérios e resíduos de saúde); 1.2. Atividade de Extração Mineral (para pequeno e médio porte); 1.3. Atividades Industriais; 2. Taxa de coleta para estabelecimentos geradores de resíduos de serviços de saúde (RSS); 3. Regulamentação emissões veiculares (emissão gases por veículos); e 4. Compras Verdes, totalizando a proposição de (oito) instrumentos, uma vez que o licenciamento ambiental engloba dois setores de serviços e as atividades de extração mineral e industrial, bem como a atividade de extração mineral contempla os empreendimentos de pequeno e médio porte. Dessa forma, o presente produto refere-se ao Artigo “INSTRUMENTOS
ECONÔMICOS PARA A GESTÃO AMBIENTAL EM RIO BRANCO”.

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ANTONIO RAMAIANA DE BARROS RIBEIRO

INSTRUMENTOS ECONÔMICOS PARA A GESTÃO AMBIENTAL EM RIO BRANCO

Este artigo decorre de Contrato de Prestação de Serviços Consultoria celebrado entre o consultor Antonio Ramaiana de Barros Ribeiro e a Cooperativa de Serviços da Amazônia - COOPSAM, no âmbito do Programa de Zoneamento Econômico, Ambiental, Social e Cultural de Rio Branco (ZEAS), conforme Termos de Referência Econômicos para de a proposição de Instrumentos Aplicáveis ao

Gestão

Ambiental

Município de Rio Branco

Registro 2010
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ANTONIO RAMAIANA DE BARROS RIBEIRO

FORMAÇÃO ACADÊMICA: Pós-Graduação: Desenvolvimento Agrícola. Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. UFRRJ. Curso de Pós-Graduação em Desenvolvimento Agrícola. CPDA. Rio de Janeiro. Conclusão: 1985. Graduação: Engenharia Agronômica. Universidade Federal do Maranhão. UFMa. 1978/80. Conclusão: 1980.

ATIVIDADES PROFISSIONAIS: Consultor em Meio Ambiente e Desenvolvimento CON&SEA LTDA Endereço Matriz: Rua Municipalidade, 949, 1502 Umarizal/Belém/Pará/Brasil CEP: 66050-350 Telefone: (91) 3244.7032(91) 3230.2525 Endereço Filial: MLIN. Trecho 03, Chácara 144/8 Bairro Largo Norte Brasília – DF CEP 71.540-035 Telefone: (061) 3468 7306 Home Page: http:/ / www.consealtda.com.br E-mail: ramaianabarros@yahoo.com.br

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SUMÁRIO
INTRODUÇÃO ............................................................................................................................................................. 6 SETOR DE SERVIÇOS ........................................................................................................................................... 8 GERADORES DE RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE .................................................................. 10 EMISSÕES VEICULARES.................................................................................................................................... 11 COMPRAS VERDES .............................................................................................................................................. 12

1. 2. 3. 4. 5.

REFERÊNCIAS .................................................................................................................................................................. 15

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INSTRUMENTOS ECONÔMICOS PARA A GESTÃO AMBIENTAL EM RIO BRANCO Antonio Ramaiana de Barros Ribeiro

1. INTRODUÇÃO

A aplicação de Instrumentos Econômicos – IE como mecanismos e ferramentas para o desenvolvimento da gestão ambiental tem se afirmado nos últimos anos. A gestão ambiental, como procedimento voltado a promover o uso sustentável dos recursos naturais, traz em si duas proposições inovadoras, ao tempo em que foi formulada. Primeiro reconhece a necessidade de internalizar custos socioambientais ao custo total de toda e qualquer intervenção/uso dos recursos naturais que promovam a sua degradação real ou potencial, tratados até então como “custos externos” ou meras “externalidades”, e, portanto, não contabilizados como investimentos necessários ao funcionamento do empreendimento em questão. A inovação consiste em reconhecer que em todos os tempos e em todas as economias e seus modelos, os custos da degradação ambiental decorrentes, por exemplo, da construção da infraestrutura socioeconômica e do desenvolvimento do processo produtivo, cujos lucros são privados, estiveram sempre acompanhadas pela queda da qualidade de vida para toda a população, tendo sido suportados por toda a sociedade, sem qualquer reparação ou recompensa, tanto no plano da sociedade local, quanto global. De outro lado, a gestão ambiental, como processo de implementação de técnicas e procedimentos voltados a mitigar, reduzir ou anular efeitos das atividades “potencialmente poluidoras” sobre o meio ambiente, passa também a definir as formas de internalização destes custos às planilhas de custo total de cada intervenção. Classicamente coube ao licenciamento, com a fixação de condicionantes para o funcionamento efetivo dos empreendimentos e à fiscalização, com a aplicação de multas para os recalcitrantes, o papel de mecanismos internalizadores. Os instrumentos econômicos como o licenciamento e a fiscalização (entendidos como mecanismos de comando e controle) foram ao longo do tempo aprimorados e outros instrumentos com motivações distintas do processo compulsório e repressivo foram desenvolvidos, com procedimentos e experiências (no Brasil e no Mundo), onde os IE são colocados como mecanismos alternativos para substituir ou complementar estes mecanismos mais tradicionais. Desta forma, podem ser aplicados instrumentos econômicos como ferramentas da gestão ambiental, sob conceitos de mercado, de consumidores, de produtos, de processos, etc. nas mais diversas áreas,
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desde a gestão do uso do solo, dos recursos hídricos até o controle da qualidade do ar e da geração de lixo, envolvendo as atividades utilizadoras de recursos naturais. Os instrumentos de comando e controle foram aqueles que deram inicio aos procedimentos de gestão ambiental, através de mecanismos compulsivos e de penalidades. Vem subsistindo a longas datas e, em muitos países, ainda são praticamente os únicos aplicados. Muitas reflexões levaram a uma revisão sobre a efetividade destes instrumentos, particularmente quando se passa a incluir os efeitos da internalização dos custos sobre a atividade econômica. A proposição de instrumentos econômicos aplicáveis ao município de Rio Branco, decorrente de Termo de Referência específico para este fim, foi desenvolvida com base num levantamento preliminar tanto dos instrumentos experimentados e disponíveis em outros estados brasileiros e países do mundo, como dos instrumentos atuais em vigor, mas ainda não desconcentrados/descentralizados para o órgão ambiental municipal. Os levantamentos foram debatidos entre a consultoria e técnicos da Prefeitura Municipal, no que resultou pela opção em várias áreas para a aplicação de instrumentos, incluindo a desconcentração da gestão ambiental de instrumentos clássicos de comando e controle, de fácil aplicação e alguns instrumentos mais inovadores. O desenvolvimento de instrumentos econômicos para a gestão ambiental foram assim selecionados para as seguintes áreas: 1. Licenciamento ambiental: 1.1. Setor de Serviços (cemitérios e resíduos de saúde); 1.2. Atividade de Extração Mineral (para pequeno e médio porte); 1.3. Atividades Industriais; 2. Taxa de coleta para estabelecimentos geradores de resíduos de serviços de saúde (RSS); 3. Regulamentação emissões veiculares (emissão gases por veículos); e 4. Compras Verdes, totalizando a proposição de (oito) instrumentos, uma vez que o licenciamento ambiental engloba dois setores de serviços e as atividades de extração mineral e industrial, bem como a atividade de extração mineral contempla os empreendimentos de pequeno e médio porte.

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INSTRUMENTOS ECONÔMICOS PARA A GESTÃO AMBIENTAL EM RIO BRANCO Antonio Ramaiana de Barros Ribeiro 2. SETOR DE SERVIÇOS

A emissão de Termos de Referência para o licenciamento de atividades aplicáveis ao município, ao tempo em que atende à desconcentração e descentralização da gestão ambiental, fortalece o órgão municipal que assume as suas prerrogativas, com ganhos para a gestão ambiental local, onde as externalidades devem ser assumidas pelos empreendimentos, através de condicionantes para o licenciamento. São propostos além dos Termos de Referência, vários outros procedimentos voltados á implantação dos instrumentos: 1. Termo de Referência para Implantação de Cemitérios Horizontais fixando os requisitos mínimos para a implantação, operação e monitoramento de cemitérios horizontais, no que tange à proteção e preservação da salubridade do ambiente às populações circunvizinhas, em particular das águas subterrâneas (lençol freático) e superficiais. 2. Termo de Referência para apresentação do Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos de Serviços de Saúde, contemplando estabelecimentos de saúde que deverão preencher e encaminhar o Formulário de Gerenciamento de Resíduos Sólidos de Serviços de Saúde, para fins de análise e aprovação por parte das autoridades municipais sanitária e ambiental competentes. A apresentação do formulário devidamente preenchido atenderá a exigência de apresentação do Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos de Serviços de Saúde. 3. Termo de Referência para elaboração de Projeto de Engenharia Ambiental – PEA para implantação de atividades industriais elaborado em atendimento ao parágrafo único do Artigo 3º da Resolução CONAMA Nº237/97, DE 19/12/97 1, incluindo matérias primas utilizadas no processo industrial, produtos químicos, combustível, produtos-auxiliares, produtos e subprodutos comercializados/fabricados. 4. Termo de referência para elaboração de projeto ambiental para atividades de mineração enquadradas como de pequeno porte, aplicado também
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Art. 3º- A licença ambiental para empreendimentos e atividades consideradas efetiva ou potencialmente causadoras de significativa degradação do meio dependerá de prévio estudo de impacto ambiental e respectivo relatório de impacto sobre o meio ambiente (EIA/RIMA), ao qual dar-se-á publicidade, garantida a realização de audiências públicas, quando couber, de acordo com a regulamentação. Parágrafo único. O órgão ambiental competente, verificando que a atividade ou empreendimento não é potencialmente causador de significativa degradação do meio ambiente, definirá os estudos ambientais pertinentes ao respectivo processo de licenciamento.

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para atividade de exploração de substâncias minerais a serem usados como material de empréstimo em obras de construção civil, ou seja, extração temporária, conforme Resolução CONAMA n.º 010, de 06/12/90. 5. Termo de Referência para elaboração de Relatório de Controle Ambiental e Plano de Controle Ambiental para exploração de substâncias minerais enquadradas como atividades de mineração de médio porte, conforme as normas estabelecidas pela Resolução CONAMA n.º 010/90, em especial a instituição do Relatório de Controle Ambiental – RCA e Plano de Controle Ambiental – PCA, e a necessidade de regulamentar procedimentos e regularizar situações processuais, necessárias ao Licenciamento Ambiental das atividades de lavra e/ou beneficiamento de bens minerais incluídos no artigo 1º, da Lei n.º 6.567, de 24/09/78, conforme redação dada pela Lei n.º 8.982, de 24/01/95, além de águas minerais, areias de fundição (industrial), ardósias, calcitas, dolomitos, feldspatos, gemas (exceto o diamante), micas, pedras ornamentais (bem mineral utilizado como objeto de adorno), quartzito, quartzo e rochas para revestimento (bem mineral utilizado na indústria de construção), de acordo com a Portaria n.º 16, de 13/01/97, com a redação dada pela Lei n.º 9.314, de 14/11/96. 6. Termo de Referência para a elaboração de Plano de Recuperação de Áreas Degradadas – Atividade de Mineração, com a elaboração de plano(s) de acompanhamento e monitoramento dos impactos ambientais decorrentes das atividades do empreendimento, principalmente no que diz respeito ao monitoramento das águas, de sedimentos e do uso de produtos químicos, quando for o caso especificando como será a proteção e a recuperação ambiental, procedimentos metodológicos e responsabilidade da implantação do programa.

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INSTRUMENTOS ECONÔMICOS PARA A GESTÃO AMBIENTAL EM RIO BRANCO Antonio Ramaiana de Barros Ribeiro 3. GERADORES DE RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE

Os resíduos de serviços de saúde são parte importante do total de resíduos sólidos urbanos, não necessariamente pela quantidade gerada (cerca de 1% a 3% do total), mas pelo potencial de risco que representam à saúde e ao meio ambiente. O gerenciamento dos RSS consiste em um conjunto de procedimentos planejados e implementados, a partir de bases científicas e técnicas, normativas e legais. Tem o objetivo de minimizar a geração de resíduos e proporcionar aos mesmos um manejo seguro, de forma eficiente, visando à proteção dos trabalhadores, a preservação da saúde, dos recursos naturais e do meio ambiente, conforme a Resolução ANVISA Nº 306/04 que estabelece Termo de Referência para apresentação do Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos de Serviços de Saúde (PGRSS), que se completa com a implantação da Taxa de Coleta.

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INSTRUMENTOS ECONÔMICOS PARA A GESTÃO AMBIENTAL EM RIO BRANCO Antonio Ramaiana de Barros Ribeiro 4. EMISSÕES VEICULARES

O problema da poluição do ar tem-se constituído numa das mais graves ameaças à qualidade de vida dos habitantes das áreas metropolitanas. As emissões causadas por veículos carregam diversas substâncias tóxicas que, em contato com o sistema respiratório, podem produzir vários efeitos negativos sobre a saúde. Essa emissão é composta de gases como: monóxido de carbono (CO), óxidos de nitrogênio (NOx), hidrocarbonetos (HC), óxidos de enxofre (SOx), material particulado (MP), etc. O PROCONVE, Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores, prevê a implantação de programas de inspeção ambiental e manutenção de veículos em uso, regulamentados em 1993 pela Resolução CONAMA n.º 07/93, complementada pelas Resoluções CONAMA n.º 18/95, 251, 252 e 256/99. Prevê a fiscalização da emissão excessiva de fumaça preta (partículas de carbono elementar) oriundas dos veículos automotores a óleo diesel; ações preventivas; transporte sustentável e procedimentos para a elaboração e implantação do Plano de Controle de Poluição Veicular (PCPV). O Plano de Controle de Poluição Veicular (PCPV) constitui instrumento de gestão da qualidade do ar do Programa Nacional de Controle da Qualidade do Ar (PRONAR) e do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (PROCONVE), com o objetivo de estabelecer regras de gestão e controle da emissão de poluentes e do consumo de combustíveis de veículos. Atualmente está em vigor a Resolução do CONAMA nº 418, de 25 de novembro de 2009, que dispõe sobre critérios para a elaboração de Planos de Controle de Poluição Veicular (PCPV) e para a implantação de Programas de Inspeção e Manutenção de Veículos em Uso - I/M - pelos órgãos estaduais e municipais de meio ambiente e determina novos limites de emissão e procedimentos para a avaliação do estado de manutenção de veículos em uso (DOU de 26/11/09, MMA, pág. 81). São revogadas as Resoluções CONAMA nº 7/93, nº 15/94, nº 18/95, nº 227/97, nº 251/99, nº 252/99 e nº 256/99.

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INSTRUMENTOS ECONÔMICOS PARA A GESTÃO AMBIENTAL EM RIO BRANCO Antonio Ramaiana de Barros Ribeiro 5. COMPRAS VERDES

Neste instrumento econômico os procedimentos da gestão ambiental no processo produtivo poderão ser estabelecidos no momento do cadastramento das áreas e famílias a serem atendidas pelo programa, através de um Termo de Compromisso (TC). São assim definidos procedimentos voltados ao uso sustentável dos recursos naturais e práticas produtivas de baixo impacto. O Programa Compras Verdes, derivado do Programa de Compra Antecipada da Produção, já em execução, deve ser reestruturado a partir das linhas de atuação do Programa de Aquisição de Alimentos do Ministério de Desenvolvimento Social, como uma das ações do Fome Zero, que promove o acesso a alimentos às populações em situação de insegurança alimentar e promove a inclusão social e econômica no campo, por meio do fortalecimento da agricultura familiar. Instituído pelo artigo 19 da Lei 10.696/2003, o PAA é desenvolvido com recursos dos Ministérios do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e do Desenvolvimento Agrário (MDA). Este programa contempla: Compra Direta numa modalidade que permite a aquisição de alimentos para distribuição ou para formação de estoques públicos. Dessa forma, cumpre um importante papel na promoção da segurança alimentar e nutricional, na regulação de preços de alimentos e na movimentação de safras e estoques. O instrumento de gestão, através do TC, estabelece incentivos a práticas culturais de baixo impacto, com critérios básicos de controle ambiental. Compra Direta Local com Doação Simultânea permite a aquisição de produtos da agricultura familiar para abastecer os equipamentos públicos de alimentação e nutrição e também as ações de acesso à alimentação empreendidas por entidades da rede sócio-assistencial local. A modalidade é desenvolvida pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) em parceria com governos de estados e municípios. O TC deve promover incentivos para pecuaristas e a agricultores da grande lavoura, que terão mudas e assistência técnica para recuperação de APP. Formação de Estoques pela Agricultura Familiar (TC idem ao Compra Direta) foi criada para propiciar aos agricultores familiares, enquadrados no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF), instrumentos de apoio à comercialização de seus produtos, sustentação de preços e agregação de valor. A
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operacionalização cabe à Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), a partir de acordo firmado com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e com o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). Esta modalidade propicia o fornecimento de alimentos básicos para distribuição a populações em situação de insegurança alimentar. Entre os alimentos adquiridos, destacam-se o arroz beneficiado, leite em pó, açúcar, farinha de milho e fubá. PAA Leite - Incentivo a Produção e Consumo de Leite (TC idem ao Compra Direta) foi criado para contribuir com o consumo de leite pelas famílias que se encontram em situação de insegurança alimentar e também incentivar a produção de agricultores familiares. O PPA Leite atua no território da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE), sendo beneficiados todos os estados da região Nordeste e também o norte de Minas Gerais. Para desenvolver a modalidade, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) firmou convênios com 10 governos estaduais, atendendo 1,2 mil municípios. Diariamente, cerca de 700 famílias recebem o leite produzido por mais de 29 mil agricultores. O produto é pasteurizado em laticínios cadastrados e, posteriormente, transportado para os pontos de distribuição às famílias. Compra com Doação Simultânea (TC idem ao Compra Direta) é a aquisição de alimentos de agricultores familiares organizados em grupos, associações ou cooperativas e destinados a entidades que compõem a Rede de Proteção e Promoção Social que tenham programas e ações de acesso à alimentação. Desenvolvida com recursos do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), a modalidade é operada pela Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB). Um modelo para um Manual Operacional é apresentado para a Compra da Agricultura Familiar com Doação Simultânea. No cadastramento das áreas e famílias a serem atendidas pelo programa deverão ser definidos procedimentos voltados ao uso sustentável dos recursos naturais, práticas produtivas de baixo impacto e/ou agroecológicas/orgânica, geração de emprego e renda entre produtores familiares, vetada a intermediação comercial que não pelas próprias organizações da agricultura familiar. A regulamentação e a implantação destes instrumentos econômicos significam avançar na construção do Plano de Desenvolvimento Sustentável do Município de Rio Branco. Conforme o TR que orienta o presente documento, a Lei Ordinária Nº 1.904/2007 que institui o Zoneamento Ecológico-Econômico do Estado do Acre (ZEE) como um
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INSTRUMENTOS ECONÔMICOS PARA A GESTÃO AMBIENTAL EM RIO BRANCO Antonio Ramaiana de Barros Ribeiro instrumento de gestão para o Estado, inclui aí o principal resultado do ZEAS, que é a construção do Plano de Desenvolvimento Sustentável do Município de Rio Branco, contemplando entre outras proposições analisar a base conceitual dos instrumentos econômicos de gestão visando estabelecer ações integradas nas três esferas governamentais.

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INSTRUMENTOS ECONÔMICOS PARA A GESTÃO AMBIENTAL EM RIO BRANCO Antonio Ramaiana de Barros Ribeiro REFERÊNCIAS

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