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SISTEMAS GEODÉSICOS DE

REFERÊNCIA E
PROJEÇÕES CARTOGRÁFICAS
Prof. Rovane Marcos de França
GENERALIDADES
• Como representar a Terra esférica, se os mapas são planos?
• Como se localizar em qualquer ponto do planeta?

– Adotar uma superfície de referência (Datum) que seja esférica
– Relação matemática permite transformar a superf. esférica de
referência numa superfície plana
– Estabelecer um sistema de coordenadas plano.
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A FORMA DA TERRA
• Ainda não foi conseguida, até a presente data, uma
definição matemática da forma da Terra

– Superfície Topográfica – superfície do terreno com seus
vales, fundo do mar e montanhas sobre a qual as medidas
são executadas
– Geóide – vocábulo que significa tudo aquilo que
representa a Terra. Considerado como a superfície de
nível de altitude igual a zero e coincidente com o nível
médio dos mares; referência para as altitudes
– Elipsóide de revolução – superfície matemática adotada
como referência para o cálculo de posições, distâncias,
direções e outros elementos geométricos da mensuração
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Superfície Terrestre
Geóide
Elipsóide
ELIPSÓIDE DE REVOLUÇÃO
• Superfície de referência para os cálculos de posições, distâncias, direções
e outros elementos geométricos
• Se ajusta ao Geóide com uma aproximação de primeira ordem
• Para um bom ajuste, cada país ou região adotou um Elipsóide de
referência diferente e que melhor ajustou às suas dimensões
• O Elipsóide de referência é definido através do seu semi-eixo maior e do
seu achatamento
a = semi-eixo maior;
b = semi-eixo menor;
1:f = 1:a/(a-b) = achatamento
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Geóide
Elipsóide 1
Elipsóide 2
Superfície Topográfica
DATUM HORIZONTAL
• É a referência para o posicionamento horizontal
• Contém a forma e tamanho de um Elipsóide
• Contém a posição do elipsóide relativa ao geóide
– Topocêntrico: vértice na superfície terrestre que serve
para a amarração do elipsóide
– Geocêntrico: amarrado ao centro da terra;
• Contém os parâmetros de conversão para o Datum
Internacional WGS-84 (World Geodetic System of 1984)
– Delta X, Delta Y, Delta Z
– Rotação e escala
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Datum WGS84
Datum X
Z
Z
Y
Y
Δ Y
Δ Z
DATUM VERTICAL
* É a Superfície de referência para as altitudes.
* As altitudes podem ser do tipo Ortométrica ou Geométrica:

ALTITUDE ORTOMÉTRICA (GEOIDAL):
– São as altitudes referenciadas ao geóide (nível médio do
mar).
– Cada região ou país banhado por um oceano pesquisa
em sua costa lugares onde a variação de marés é mínima
– Nestes locais são instalados instrumentos que medem a
variação das marés, denominados Marégrafos
– Um destes marégrafos é escolhido como referência
denominado de Datum de Controle Vertical;
ALTITUDE GEOMÉTRICA (ELIPSOIDAL):
– São as altitudes referenciadas ao elipsóide (calculadas
geometricamente)
– Mudando de datum, mudaremos de altitude geométrica.
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NM
DATUM VERTICAL
Conversão entre Altitudes Ortométrica e Geométrica
h=H+N, sendo
H: altitude ortométrica (geoidal)
h: altitude geométrica (elipsoidal)
N: ondulação geoidal, ou altura geoidal ou ainda distância geoidal
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Geóide
H
h
N (-)
H
h
N (+)
H=h
N=0
COORDENADAS TERRESTRES
• Coordenadas Geodésicas (φ,λ,h)
– Estabelecimento de linhas de referências imaginárias sobre o
elipsóide
– As linhas permitem determinar a posição de um ponto sobre a
superfície esférica
– Altitudes Geométricas
• Coordenadas Geográficas (φ,λ,H)
– Estabelecimento de linhas de referências imaginárias sobre o
geóide
– Altitudes Ortométricas
• Coordenadas Cartesianas (X,Y,Z)
– Origem para os cálculos geodésicos
– Origem no centro do Elipsóide
– X e Y no plano do Equador e Z no eixo da Terra
– O eixo X passa no meridiano de Greenwich.
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Sup. Topog.
Geóide
Elipsóide
P
Desvio de Vertical
φ Lat. Geográfica
φ Lat. Geodésica
φ
φ
Z
Y
POLO NORTE
Z
X
Y
P
Yp
Xp
Zp
MERIDIANO
GREENWICH
Sistema Geodésico Brasileiro – SGB
Referencial Altimétrico
O referencial altimétrico ou Datum Vertical Oficial é o
Datum Imbituba definido por observações
maregráficas tomadas na baía de Imbituba, no litoral
do Estado de Santa Catarina, entre os anos de 1949 e
1957
Caso Particular: Datum Porto de Santana, que é
referência para o Estado do Amapá, tomado entre os
anos de 1957 e 1958.
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Sistema Geodésico Brasileiro – SGB
Referencial Planimétrico
O referencial planimétrico ou Datum Horizontal Oficial no
Brasil é o SIRGAS-2000 (Sistema de Referência
Geocêntrico para as Américas de 2000) e até 2015 poderá
ser utilizado o SAD-69 (South American Datum of 1969).
>> SIRGAS 2000 é definido a partir dos seguintes parâmetros:
a) elipsóide GRS-80 (Geodetic Reference System de 1980) :
• a (semi-eixo maior) = 6378137,0000m
• b (semi-eixo menor) = 6356752,31414m
• f (achatamento) = 1/298.257222101 - f=(a-b)/a
b) orientação:
- geocêntrica: Coincide com o centro de gravidade da terra,
obtido no ano de 2000.
c) Parâmetros de Conversão para o WGS-84:
- Delta X= 0m, Delta Y= 0m, Delta Z= 0m
- Rotação= 0º nos 3 eixos
- Escala= 0ppm
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Sistema Geodésico Brasileiro – SGB
Referencial Planimétrico
>> SAD69 é definido a partir dos seguintes parâmetros:
a) elipsóide UGGI-67:
• a (semi-eixo maior) = 6378160,0000m
• b (semi-eixo menor) = 6356774,71920m
• f (achatamento) = 1/298.25 - f=(a-b)/a;
b) orientação:
- Topocêntrico: vértice Chuá em Uberaba/MG;
Latitude: 19°45’41,6527”S
Longitude: 48°06’04,0639”W
H=763,2819m
N: 0m;
c) Parâmetros de Conversão para o WGS-84:
- Delta X= -67,35m
- Delta Y= +3,88m
- Delta Z= -38,22m
- Rotação= 0º nos 3 eixos
- Escala= 0ppm.
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Sistema de coordenadas plano-retangulares
- As coordenadas planas da superfície terrestre são obtidas a partir de um
sistema de projeção
- Existe relação única
superfície de referência esférica X superfície de representação cartográfica plana
Projeção Plana
Projeção Cônica
Projeção Cilíndrica
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Sistema de coordenadas plano-retangulares
Elipsóide
Sistema
Plano-retangular
Geóide
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Sistema de coordenadas plano-retangulares
DETALHES:
- Os pontos devem ser projetados no elipsóide, mas as medições topográficas
são realizadas sobre um Plano Topográfico Local
- As distâncias horizontais devem ser então rebatidas sobre o geóide, pela
equação:
|
.
|

\
|
÷ =
Rm
Hm
DH Dn 1 .
- Tendo Dn, teremos que rebatê-la para o elipsóide (De)
- Para a conversão da distância geoidal em distância elipsoidal:



- Para distâncias menores que 5km, podemos considerar que De=Dn(geoidal),
pois a aproximação é muito grande.

( )
15 3
10 . Dn . 027 , 1 Dn De
÷
+ =
Sendo,
Hm: Altitude média do levantamento
Rm: Raio Médio da Terra (6370000m)
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Sup. Topogr.
Elipsóide
Geóide
Plano Topogr.
Sistema de coordenadas TM
Transversa de Mercator
- Gerhard Kremer Mercátor (1512-1594) matemático e cartógrafo belga, é o
autor das projeções TM, atualmente considerado o pai da Cartografia
Moderna
- Foi o introdutor do uso de projeção cilíndrica e também da confecção de
mapas para navegação
- Somente em 1950 foi adotado a formatação do sistema como é hoje
- Vários sistemas de projeções, como o Gauss, Gauss Krüger e Gauss Tardi
foram desenvolvidos com base em estudos de Mercator
- Recomendado pela União Geodésica e Geofísica Internacional
- Ocorre deformação apenas nas distâncias (projeção Conforme)
Projeção Transversa
Fuso utilizado na projeção
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Sistema de coordenadas TM
Transversa de Mercator
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Sistema de coordenadas TM
Transversa de Mercator
e
TM
D
D
K =
Cilindro Secante
K0
K=1 K=1
K<1 K>1 K>1
De
DTM
DTM
NQ
POLO NORTE MAGNÉTICO
POLO NORTE GEOGRÁFICO
NQ
c é negativo
NQ
c é positivo
NQ
c é negativo
NQ
c é positivo
Equador
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Meridiano Central
K
=
1

K<1
K<1
K>1
K
o
=
K
m
í
n
i
m
o

K
=
1

B
o
r
d
o

d
o

F
u
s
o

B
o
r
d
o

d
o

F
u
s
o

K>1
Equador
L
i
n
h
a

d
e




S
e
c
â
n
c
i
a

L
i
n
h
a

d
e




S
e
c
â
n
c
i
a

Zona de redução
Zona de
ampliação
Zona de
ampliação
Sistema de coordenadas UTM
Universal Transversa de Mercator
• Projeção que deforma somente as distâncias medidas sobre o
plano topográfico
• É o sistema mais utilizado para a confecção de mapas
• Sua amplitude é de 6º, formando um conjunto de 60 fusos UTM no
recobrimento terrestre total. Eles são numerados a partir do Anti-
meridiano de Greenwich (longitude -180º) e de oeste para leste
• No Brasil temos o fuso 18 passando pela ponta do Acre até o fuso
25 passando por Fernando de Noronha
• Em casos de áreas abrangidas por 2 fusos tem-se 2 soluções:
• 1) trabalhar como 2 mapeamentos distintos, caso a área seja
muito grande, pois os fusos mapeados não são contíguos
• 2) extrapolar o fuso em até 30' na tentativa de abranger toda a
área, que no Equador 30’ equivalem a aproximadamente 55km;
• Os limites de atuação dos fusos na latitude são 80ºS e 80ºN. Além
destes limites a UTM não é indicada.
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MC
K
=
1

K<1
K<1
K>1
K
o
=
0
,
9
9
9
6

K
=
1

B
o
r
d
o

d
o

F
u
s
o

B
o
r
d
o

d
o

F
u
s
o

K>1
Equador

1º37’

N=0m
N=10.000.000m
E
=
5
0
0
.
0
0
0
m

E
~
6
8
0
.
0
0
0
m

E
~
3
2
0
.
0
0
0
m

1º37’

Sistema de coordenadas RTM
Regional Transversa de Mercator
SISTEMAS GEODÉSICOS DE REFERÊNCIA E PROJEÇÕES CARTOGRÁFICAS – Prof. Rovane Marcos de França
MC
K
=
1

K<1
K<1
K>1
K
o
=
0
,
9
9
9
9
9
5

K
=
1

B
o
r
d
o

d
o

F
u
s
o

B
o
r
d
o

d
o

F
u
s
o

K>1
Equador


Y=0m
Y=5.000.000m
X
=
4
0
0
.
0
0
0
m


Sistema de coordenadas LTM
Local Transversa de Mercator
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MC
K
=
1

K<1
K<1
K>1
K
o
=
0
,
9
9
9
9
9
5

K
=
1

B
o
r
d
o

d
o

F
u
s
o

B
o
r
d
o

d
o

F
u
s
o

K>1
Equador
30’

Y=0m
Y=5.000.000m
X
=
2
0
0
.
0
0
0
m

30’