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Universidade Federal do Ceará – UFC Física Experimental I – Prof.

Giovanni Cordeiro Gisele Rocha Aguiar

Resistências não - ôhmicas

Fortaleza/ 2010

Introdução
- Lei de Ôhm No começo do século XIX, Georg Simon Ohm (1787-1854) mostrou experimentalmente que a corrente elétrica, em condutor, é diretamente proporcional a diferença de potencial V aplicada. Esta constante de proporcionalidade é a resistência R do material. Então de acordo com os experimentos de Ohm, temos que: a qual é conhecida como "Lei de Ôhm". Muitos físicos diriam que esta não é uma lei, mas uma definição de resistência elétrica. Se nós queremos chamá-la de lei de Ôhm, deveríamos então demonstrar que a corrente através de um condutor metálico é proporcional à voltagem aplicada. Isto é, R é uma constante, independente da ddp (V) em metais condutores. Mas em geral esta relação não se aplica, por exemplo, aos diodos e transistores. Dessa forma a lei de Ôhm não é uma lei fundamental, mas sim uma forma de classificar certos materiais. Os materiais que não obedecem à lei de Ôhm são ditos ser não ôhmicos. - Resistores não-ôhmicos Observa-se, em uma grande família de condutores que, alterando-se a ddp (V) nas extremidades destes materiais altera-se a intensidade da corrente elétrica i, mas a duas grandezas não variam proporcionalmente, isto é, o gráfico de V versus i não é uma reta e, portanto, eles não obedecem à lei de Ôhm, veja gráfico abaixo. Estes resistores são denominados de resistores não ôhmicos. [1]

Fig.2 - Resistores não ôhmicos não obedecem à lei de Ôhm

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Objetivos
- Determinar o ponto de trabalho de um circuito através da reta de carga. - Verificar experimentalmente o comportamento de componentes não-ôhmicos. - Levantar e utilizar curvas características, para obter dados de elementos de um circuito.

Material
- Fonte de tensão alternada variável: (0-240) Vac (Variac). - Resistor de 100Ω e 20 Watts - Duas lâmpadas, de 25 Watts e 60 Watts, respectivamente. - Multímetro.

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Procedimento Experimental
1) Meça a resistência R. R= 102,4Ω 2) Monte o circuito apresentado na figura 7.4.

Figura 7.4. Circuito para o procedimento 1. 3) Aplique na lâmpada de 25W as tensões indicadas na Tabela 7.1 e meça os valores correspondentes de tensão (VR) nos terminais do resistor R. Como R é um resistor ôhmico, conhecendo-se VR e seu resistência, pode-se facilmente determinar a corrente I do circuito. Lâmpada de 25W, 240V VL VR I 0 0 VL (mín) 0 0 5 0 0 10 3,7 0,04 15 5,1 0,05 Vinc (37,7) 4,7 0,05 30 5,6 0,05 50 6,4 0,06 70 7,1 0,07 90 8,2 0,08 120 9,1 0,09 150 10 0,10 180 11 0,11 210 11 0,11 VL (máx) Tabela 7.1 Aplicando VR = R x i (onde R=102,4 Ω) a todos os pontos da Tabela 7.1, achamos o valor da corrente em cada ponto.

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4) Para variar VL, varie a tensão de saída do Variac. Anote também o valor de tensão VL a partir do qual a lâmpada começa a incandescer (Vinc ). 5) Repita o procedimento anterior, utilizando a lâmpada de 60 W e preencha a Tabela 7.2 Lâmpada de 60W, 240V VL VR I 0 0 VL (mín) 2,9 0,03 5 5,0 0,05 10 6,3 0,06 15 9,0 0,09 Vinc (35,8) 8,5 0,08 30 10,5 0,10 50 12,3 0,12 70 13,9 0,13 90 16,4 0,16 120 18,5 0,18 150 20,5 0,20 180 22 0,21 210 24 0,23 VL (máx) Tabela 7.2 Aplicando VR = R x i (onde R=102,4 Ω) a todos os pontos da Tabela 7.1, achamos o valor da corrente em cada ponto. 6) Associe as lâmpadas de 25W e de 60W em paralelo e ligue o conjunto à saída do transformador sem o resistor R, conforme modelo apresentado na Figura 7.5. Ligue o transformador e ajuste seu cursor de modo a obter aproximadamente 100V em sua saída. Compare a luminosidade e justifique suas observações.

Escolhendo um ponto em cada tabela, por Exemplo VL =50V, temos que na Tabela 7.1, o valor de corrente é 0,05A e na Tabela 7.2 é 0,10A. Aplicando V=R x i (com V =100V) em cada caso, temos que: R25W = 2000 Ω e R60W =1000 Ω. Como a resistência na lâmpada de 25W é maior do que na lâmpada de 60W, logo, passará menos corrente na lâmpada de 25W. Com isso, vemos que a lâmpada de 25W é mais fraca, do que a lâmpada de 60W.

Figura 7.5. Lâmpadas em paralelo

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7) Associe as lâmpadas de 25W e de 60W em série, como mostra a Figura 7.6. Compare a luminosidade das lâmpadas e justifique suas observações.

Como as lâmpadas estão ligadas em série, logo, a corrente que passa pelo circuito será a mesma. Com isso temos que quanto maior a resistência, maior será a queda de tensão no circuito, logo, a luminosidade na lâmpada de 25W é mais forte, do que a lâmpada de 60W.

Figura 7.6. Lâmpadas em série

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Conclusão
Vemos através do experimento, que o modo como as lâmpadas estarão ligadas, influenciam na sua luminosidade. Quando ligadas em paralelo, a luminosidade da lâmpada de 25W é menor do que a de 60W. Já quando ligadas em série, a luminosidade da lâmpada de 25W será maior do que a de 60W.

Bibliografia
[1]

http://vsites.unb.br/iq/kleber/EaD/Eletromagnetismo/LeiOhm/LeideOhm.html Visitado em 01/05/10 as 14:35hs.

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