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Alone in the Dark IV: The New Nightmare - PC Gênero: Aventura Desenvovedor: Spiral House Publicado por: Infogrames Entertainment

Data: 19 de agosto de 2001 Desde que foi anunciada sua produção, Alone in the Dark 4 era a esperança dos fãs de jog os de terror. Toda vez que um jogo de horror dava errado, olhávamos esperançosamente para a data de lançamento de Alone 4, que foi adiada várias vezes, e pensávamos: "O m elhor ainda está por vir". Foi assim com Bruxa de Blair Vol. 1 Rustin Parr e com o Vol. 2 da mesma série, The Legend of Coffin Rock, foi assim com Drácula Ressurectio n e Drácula 2: The Last Sanctuary e foi assim com Devil Inside e Nocturne . O melh or título de terror que chegou às lojas nos últimos meses é Clive Barker s Undying, que não segue o mesmo estilo de clássicos como a própria série Alone in the Dark , que pratica mente inaugurou o gênero e inventou o que hoje é chamado de survival horror . O PC s ofre da falta de bons títulos nesse estilo, e Alone 4 The New Nightmare chegou com a difícil missão de reverter esse fato. Apesar de poder ter sido encontrado nas loj as desde o dia 27, o jogo foi lançado oficialmente no dia 30 de julho, na Fenasoft , a famosa feira de informática de São Paulo, pela Infogrames, e foi produzido pela Darkworks. Será que conseguiu cumprir seus objetivos? Vejamos. A volta de Carnby Chamado para investigar o misterioso assassinato de um amigo seu, Charles Fiske, Edward Carnby vai até a Ilha das Sombras. Nessa ilha mora a família Morton, que tin ha contratado Fiske para traduzir três misteriosas placas indígenas, relacionadas de alguma forma com o passado da ilha. Obed Morton tinha descoberto essas três placa s da tribo Abkanis , que é de interesse especial para Aline Cedrac , uma antropóloga . Contratada para ajudar na tradução das placas, ela tem razões para acreditar que Obe d Morton é seu pai, por causa de uma fotografia de Obed e sua mãe, e certas datas co incidentes. Aline não sabia que Carnby tinha sido contratado para investigar um as sassinato, onde foi informada de que ele estaria lá para protegê-la. Quando os dois aproximam-se da ilha, o avião é derrubado por algum tipo de entidade misteriosa. Pulando de pára-quedas, Carnby aterrissa no jardim de uma mansão, enquan to que Aline cai no telhado da mesma. A partir desse ponto, o jogador escolhe co m qual dos dois personagens irá jogar. Infelizmente, o enredo de The New Nightmare é inconsistente e sem graça. Com Carnby, o jogador presencia uma série de experimentos que a família Morton fazia com forças o cultas e com algum tipo de realidade paralela, relacionada com toda a tribo Abka nis. Já jogando com Aline, há mais contato com os Morton em si, acompanhando mais os dramas e as tragédias da família, além de referências à mitologia Abkanis. Mas com os doi s personagens, a sensação é de que tudo irá se explicar mais para frente, e isso nunca a contece. A história é fragmentada e não envolve o jogador em momento nenhum. Há muitos l ivros para serem lidos, alguns deles interessantes, mas a maioria são meio chatos. Algumas cutscenes com o engine do jogo e alguns vídeos em CG ajudam a desenvolver o enredo, e serão discutidos mais para frente. Os gráficos Finalmente introduzido nas grandes vantagens das placas aceleradoras 3D, o jogo apresenta gráficos belíssimos, a começar pelos cenários pré-renderizados. Apresentando uma quantidade inacreditável de detalhes, os cenários são lindíssimos, obviamente dentro de seu contexto de sinistro e assustador. Todas as telas do jogo são excepcionalment e bem construídas e atraentes. Além dos jardins e da casa em si, há um forte, uma cape la e imensas galerias subterrâneas, que incluem um laboratório, construções Abkanis e um tipo de realidade paralela. Na mansão, por exemplo, as tapeçarias são perfeitas, incr ivelmente bem desenhadas; nas pinturas, que foram feitas exclusivamente para o j ogo (é possível ver as pinceladas do pintor); há chãos com minúsculas pedras formando mosa icos, com tacos de madeira ou blocos de pedra; papéis de parede, alguns rasgados,

Os efeitos sonoros e a música. e a música da abertura e do final desse título é excelente. É muito bonito graficamente. visitada apenas por Carnby. plantas secas e etc. seja em filmes. jogos ou qualquer coisa. Os passos variam conforme o piso. com essa opção ativada. O que é uma pena. d essa forma ela poderia comportar-se conforme os personagens e os monstros movime ntam-se nela. E não é só a mansão que arrasa. A Infogrames sempre capricha na composição de suas t rilhas sonoras (a de Outcast está entre as melhores trilhas). o efeito é be m bonito. as músicas fazem grande difere nça para a composição de um clima de terror. Bom. os efeitos sonoros são sempre responsáveis por grande parte do c lima. iluminando tudo com grande realismo. então a maioria dos lançamentos brasileiros da empresa está dublada para o português. elas estão simplesmente patéti cas. E. Há pedaços da trama que os personagens ficam imersos em água até o pei to. a mansão é a mais bela já feita para um jogo. A chuva. mas é difícil de engoli água imóvel. já que. e mesmo com a limitada resolução de 640x480 do jogo. criados para assustar. mas que fazem diferença. Mesmo que a luz não cause as sombras em tempo real vistas no engine de Nocturne. princi palmente nos cenários mais claros. Assim como os efeitos sonoros. A luz do apetrecho re conhece os volumes. uma velha. desde o clássico Phantas magoria. como na biblioteca da casa. Todos os cenários pré-renderizados estabele cem um novo (e altíssimo) limite para qualidade gráfica e detalhamento. A dublagem nunca chega a a tingir a qualidade dos originais. E há ainda a questão da dublagem. Os dois estão muito bem feitos. piores do que qualquer MIDI das gerações anteriores dos jogos de horror. lição que atingiu seu auge com Clive Barker s Undying . só que a água é um desenho estático. os personagens ficam meio destacados nos cenários. Os personagens e objetos em 3D correspondem à qualidade dos cenários pré-renderizados. Os jardins e a estufa. parecem fazer apenas dois sons diferentes cada um. roda va o jogo em aproximadamente um frame a cada três segundos. Os monstros. Edenshaw . em Alone 4. Já os monstros estão bem feitos. não faz som nenhum.outros mofados. mas que não cumprem muito bem o papel que lhes foi dado. é uma enorme construção. Apesar de não ter cozinha. traz um básico pentagrama na porta. o jogo roda "insuportavelmente lento" em alguns sis temas. mas não são muito criativos e não há muita variedade. porque às vezes eles nem existem. São pequenos detalhes. Lucy . como o próprio arquivo "Leia-me" diz. Isso quando os sons estão presentes. por isso é de se estranhar que a qualidade geral das músicas seja tão absurdamente ruim. O uso da lanterna também mostra como os cenários são bem feitos. O fort e. Há algu ns gritos e outros tipos de som.. Em Alone in the Dark 4. Há alguns equívocos nos gráficos do jogo. e assim por diante. às vezes. E. nem sala de jantar e nem banheiros. A Infogrames tem se esforçado bastante para localiza r os jogos para os países que serão lançados. por exemplo. visitado apenas por Aline. mas tão ruins. que inclui um planetário e asseme lha-se muito a fortes reais. lembram a qualidade gráfica vista na abertura de Reside nt Evil 2 . Há uma opção de sombras de alta definição nas configurações gráficas do jogo (aliás a é a única opção gráfica que pode ser alterada). que o jogo fica melhor quando elas estão desligadas. por m ais que os dubladores se esforcem. os efeitos sonoros não têm essa participação. e os próprios Morton não estão tão bons quanto o casal principa l do jogo. apesar de não fazerem muito dano. As músicas. Pelo menos Carnby e Aline. E em Alone 4 não é diferente: as vozes são bem cana . as músicas são tão ruins. u m índio. por exemplo . são mais assustadores que as florestas dos jogos da Bruxa de Blair.. A mesma atenção não foi dada aos outros personagens da trama. Foi o caso do computador usado para a análise que. Num jogo de terror. Por exemplo a água. apresentando qualidade mediana. inclui ndo os próprios Alone anteriores. com inúmeras espécies diferentes de p lantas. Talvez tivesse sido melhor se a água tivesse sido feita em tempo real. e os sons de tiro dão idéia de impacto. A capela. há pouca variedade. por exemplo. mas o efeito é desconhecido.

os quebra-cabeças estão concentrados mais na mansão dos Morton. A legendagem de jogos deve ser mais barata e mais rápida de ser f eita. que foi bem construído. A Darkworks utilizou-se de truques sujos para assustar os jogadores. mas a dublagem agrav a esse problema. que estão mais lógicos que nos episódios anteriores da série. os diálogo s estão repletos de piadinhas sem graça entre os protagonistas. enquan . Tanto qu e os maiores sustos acontecem quando alguns bichos pulam por janelas. Desenvolvendo-se cinematograficamente. apesar de às vezes ser mu ito granulado. Também é ótimo o encerramento. Um dos monstros.PC Gênero: Aventura Desenvovedor: Spiral House Publicado por: Infogrames Entertainment Data: 19 de agosto de 2001 A jogabilidade Os comandos respondem bem e são precisos. como no já citado Resident Evil 2. Além disso. Mas só esses dois monstros apresentam uma variação do convencional siga-em-f rente-até-matar-o-jogador. cães selvagens soltam-se de correntes. mas situações que re querem reflexos mais rápidos para desviar de ameaças em geral quase nunca são superada s com sucesso. c om umas nove horas para cada personagem. é uma solução fácil e boba para assustar os jogadores. presentes em maior quantidade no forte da ilha e nas construções Abkanis. e sim dos roteiristas do jogo. por exemplo. para depois aparec erem às criaturas na tela. já que na maioria das vezes as ba talhas acontecem a uma certa distância. inclusive. quebram móve is ou caem na sua frente. enquanto que outro é atraído por ela. Mesmo assim. mas com muito mais influên cia de uma na outra. Os vídeos A abertura é de cair o queixo. também. e não há duvidas de que todas as pessoas que têm acesso a títulos como Alone in th e Dark 4 sabem ler.stronas e deixam ainda mais difícil de engolir a trama do jogo. Alguns quebra-cabeças são resolvidos inclusive com a ajuda um d o outro. uma mistura de Tyrant e Nemesis. foge da luz da lanterna. principalmente os do começo da história. mas a qualidade é um pouco inferior. tudo complementando o clima de te rror. Há uma i ssante procura por chaves para destrancar portas. Os que não são muito lógicos. Já com Aline. Já as cenas construídas no engine do jogo são tediosas. Um piscão bra nco na tela. justamente por inspira r-se nessa série. E. É o mais curto dos Alone. Há um certo elemento estratégico nas batalhas. mas não atrapalha muito. e constrói imed iatamente o clima de "sozinho no escuro". O visual é ótimo. ficam u m na frente dos outros. as legendas seriam mais adequadas. são bem óbvios. Os combates não são difíceis. Os personagens chegam. exigindo alguma estratégia e muito ma is raciocínio para a resolução de quebra-cabeças. E há al gumas diferenças nos jogos de Aline e Carnby. Com Carnby. parados. o jogo é mais difícil. esses vídeos são muito bons também. Durante o resto do jogo. A históri a dos dois se entrelaça. Então. que apresenta a mesma qualidade e profissionalismo da abertura. o vídeo de apr esentação do jogo é maduro e muito interessante. mas não passa de uma ligeira sensação de perigo ao longo d a jogatina. traz momentos de diversão com qualidade. através do rádio. Grande parte da aventura baseia-se em resolução de quebra-cabeças. que mantêm contato con stante graças a rádios. há alg uns vídeos em CG. obviamente. que a persegue por grande parte do jogo. É um excelente prelúdio para a aventura que está por vir. E há muito m ais combates. Alone in the Dark IV: The New Nightmare . na série Resident Evil. movendo os braços e a cabeça ocasionalmente. Desenhos de tapeçaria gan ham vida. Essa tentativa boba de criar alguma química entre os dois não é cu lpa da dublagem. seguido por um barulho de um relâmpago e um grito. Isso é ruim. mas não chega a incomodar. Ela enfrenta. Assim como em toda a série RE.

no geral. Não há movimentação.to falam. não há nada de interessante. trono que no momento pertence ao quase-perfeito Resident Evil Code: Veronica. e será lançado para Dreamcast e Playstation 2. A ajuda que a Infogrames está dando aos jogos no Brasil é e xemplar e merece respeito e admiração. Com vinhetas espalhadas pela programação das rádios brasi leiras e um trailer exibido nas sessões de Planeta do Macacos e Final Fantasy: The Spirits Within . ainda por cima. enquanto o quinto episódio não sai. as melhores qualidades de Alone 4. não há e oção. deixando as cutscenes. são tiradas de alguns dos aspectos de toda a série Resident Evil. mas alguns dos vídeos simplesmente não têm som. vamos esper ar por Silent Hill 2 . Há. Silêncio absoluto. para conhecer mos o que pode vir a ser o jogo de terror definitivo. O título já foi l ançado para Playstation. E já há uma contin uação para as aventuras de Carnby programada. Resumindo Alone in the Dark 4: The New Nightmare traz belíssimos gráficos e um clima bem const ruído de horror. aos poucos. Player > Henrique Szolnoky Gráficos: 90 O que destoa são os cenários pré-renderizados Som: 60 Músicas péssimas e falta de variedade de efeitos sonoros em geral Jogabilidade: 85 Respondem bem Diversão: 85 Mesmo com seus problemas. monótonas e repetitivas. A dublagem também agrava esse asp ecto. Aliás. nem vozes. nada. A história inconsistente e desinteressan te. E. vamos conquistando nosso espaço. Não é possível saber se isso é do jogo. mesmo. Ainda bem que esses aspectos foram bem aproveitados . salvando o jogo e injetando valiosos momentos de diversão ao título. apesar de não muito efetivo. Nem passos. somada à péssima qualidade sonora em geral e à extensa lista de pequenos defeitos impede que o quarto episódio da série atinja o título de melhor jogo de terror. o jogo dá um grande passo na longa e difícil batalha que o mercado do entretenimento eletrônico enfrenta para ser aceito como forma de diversão madura em território brasileiro. mais um problema. diverte e vicia. além dos gráficos. Pioneiro Em um aspecto. Alone 4 é pioneiro: é o primeiro jogo que terá campanhas publicitárias qu e envolvem o cinema e o rádio. o que deixa os vídeos mais chatos ainda. ou se foi algum problema com o processo de dublagem. já que nos créditos finais de The New Nigh tmare está anunciado seu retorno. Os modelos dos personagens não têm movimentação de boca e muito menos expressões faciais. que em breve sairá para Xbox e Playstation 2. Mas. Final: .

. mas é muito bom ..85 Ainda não é o jogo de terror definitivo.