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Publicação online semanal, Gratuito, com sede em Vila Velha de Ródão

Direcção de J. Mendes Serrasqueiro – Paginação e Arte Final de Gina Nunes
Nº. 76 de 27 de Dezembro de 2012 – Neste número: 12 Páginas

Editorial
Mendes Serrasqueiro

“Em 2013 procuraremos manter um forte dinamismo na promoção do concelho”
- Dra. Maria do Carmo Sequeira presidente da Autarquia No último Boletim Municipal, publicado agora pelo Natal, a presidente da edilidade municipal escreve uma mensagem na qual transmite aos munícipes que o Exe cutivo tem implementado inúmeras acções destinadas a contrariar o despovoamento do concelho. Diz, Maria do Carmo Sequeira que “…além da poSegundo um inquérito feito pelo Instituto de Planeamento e Desenvolvimento do Turismo, perto de 100% dos inquiridos irão este ano festejar a entrada do ano novo em suas casas ou nas casas de familiares ou amigos, devido às medidas de austeridade, desemprego e à perda do subsídio de Natal, a que, em muitos casos, acresce uma situação de insegurança quanto às situações laborais. Resta, assim, a esperança da festa do “Reveillon” se poder passar com alguma boa disposi ção e, sobretudo, com saúde.
lítica social de apoio às famílias, aos idosos, e a novos residentes, a estratégia da autarquia para atracção e fixação de população passou também pela aquisição de terrenos destinados à construção de loteamentos, apos ta conseguida em todo o concelho”.

O NOSSO JORNAL Impõe-se uma explicacão que gostosamente queremos prestar aos nossos Leitores. Refere-se a inevitáveis atrasos na emissão em. O horário de inverno do “Ecos de Ródão”, previs to para entrar na Internet a horas certas, nomeadamente entre as 22 e 23 horas de todas as quintas feiras,intencão que, em casos extremos, se nos torna difícil manter. E isto porque esta pequenina publicação tem, de facto muito trabalho, quer escrevendo, quer coligindo os assuntos que diariamente vão chegando e que, supondo serem sempre de interesse dos Leitores, talvez se justifique um ou outro atraso de vez em quando. Assim, solicitamos que se dignem tomar boa nota de que, quando às quintas-feiras o ER não estiver na sua caixa de correio, estará, de certeza no dia seguinte.

E é a presidente quem esclarece: “Em consequência destes investimentos, novos loteamentos irão ser disponibilizados em
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VOTOS DE BOM ANO NOVO

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A Presidente da Câmara Municipal fala do seu concelho

“Apostámos na melhoria da qualidade de vida”
Continuação da 1ª. página

em Vila Velha de Ródão, na freguesia de Perais (Perais e Alfrívida), em Fratel e em Sarnadas de Ródão” “Em todo o concelho melhorámos as acessibilidades entre as várias

localidades e concretizámos as vias de comunicação imprescindíveis e previstas, finalizando em 2012 a importante ligação do IP2 à Foz do Cobrão”.

A Presidente fala de outras obras em curso:
”A Revisão do Plano Director Municipal encontra-se também em fase final procurando a autarquia aportar ao novo regulamento uma maior agilização nos processos de requalificação urbana e de construção de novas habitações”. E, continuando, refere: ”Paralelamente, como mais-valia à atracção e fixação da população, apostámos na melhoria da qualidade de vida dos nossos munícipes, criando equipamentos colectivos de elevada qualidade (educativos, desportivos e culturais) e espaços públicos aprazíveis, com investimentos importantes no sector turístico-cultural. Podemos afirmar com orgulho que encontramos, hoje, condições de vida mais atractivas em todo o concelho”.

Com o Ano 2013 já a chegar…
A Dra. Maria do Carmo Sequeira diz a seguir que “… em 2013 procuraremos manter um forte dinamismo na promoção e potenciação do concelho nas várias componentes da oferta dos sectores económico, social e turístico-cultural”.

A Presidente fala da sua excelente equipa
A Autarca nºãio costuma esquecer… “É importante destacar que só com uma excelente equipa
foi possível realizar tantas boas obras e acções para as pessoas, durante esta última década … com empenho, carinho e muita dedicação”!

A finalizar, Maria do Carmo Sequeira apresenta o seu cartão de Boas Festas
”Desejamos a todos um Natal cheio de Saúde, Paz e Amor!”

Como conduzir um veículo automóvel sob chuva forte Será um conselho bastante útil, este que nos chegou do Brasil, enviado por Carlos Faria, e nos ensina como conseguir boa visão ao conduzir sob chuva forte.

O que lhe vamos reproduzir parece mesmo funcionar muito bem quando chove muito. E, ainda, também, pode ser útil em condução nocturna. Mesmo ligando as escovas em velocidade rápida durante chuvas fortes a visibilidade continua má. Será então a altura de experimentar o que nos ensinaram: coloque óculos de sol, normais e, logo lhe parecerá um milagre! A visibilidade fica perfeita, como se não estivesse chovendo. Depois da “descoberta” já sabe: mantenha sempre um par de óculos de sol no porta-luvas do carro. Agora, conte aos seus familiares e amigos. Pode salvar a vida a alguém, se

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Escreveu: CRUZ DOS SANTOS

coisas, fazer novo, pensar grande e apostar no futuro têm sido, nos últimos anos, os mitos pelos quais esta espécie de aristocracia arruinada se deixou aliciar. E não creio, salvo melhor opinião, que os próximos anos nos tragam um pouco mais de realismo e sentido prático. “Nem antes era Deus, nem agora é o diabo.” De facto a sociedade ou aqueles que a dirigem são assim. Ornamen-

Fazer

CRUZ DOS SANTOS

tam o palco da política, com discursos embelezados de esperanças, e convites atractivos, “embrulhados” em lustrosos fatos, p’ra que não se vejam as nódoas de baixo e…vestem-nos de com falsas profecias! Dizem coisas que te agradam, falam do desemprego, da fome e…assustamte com o défice, envolto num futuro negro e medonho! "São as normas da tribo”. Os costumes sociais que se devem “acatar” de forma mecânica, amorfa e insípida. Por isso, quando alguém não corresponde ao molde e segue contracorrente, começa por surpreender, chega mesmo a desagradar e depois começam a prestar-lhe atenção porque demonstra que se pode revoltar contra o que está estabelecido, contra o que está imposto. A partir desse momento surgem os acusadores, os difamadores, os maledicentes e, simultaneamente, os que te apoiam e os que te criticam. E pensas assim: “Esse alguma coisa quer!”, “-Que é que o tipo quer?”, “-Já

lhe devem ter feito uma boa promessa!”.
Outros perturbam-se porque lhes descobrem as suas misérias, a sua indolência, ou os seus delitos. Por isso tentam destruir-te. Definitivamente, chamas a atenção e a partir daí convertes-te, ou és convertido numa“vedeta”, num “protagonista”, “mediático”, “polémico”, “controvertido”. Quer dizer, em alguém que actua por impulsos de popularidade, de sondagem, em alguém que age delituosamente, prevarica, mente ou conspira para se manter na “crista da onda”, para ser reconhecido e premiado. Enfim, num monstro! Só que para alguns, será um “monstro bom”; para outros, um “monstro mau”. Mas sempre monstro. Há muitos milénios os “bandoleiros” da estrada viviam de saquear mercadores. Quando os nobres legalizavam a prática, através de taxas e portagens, a capa de legitimidade mantinha a rapina. Hoje as leis de protecção dos cidadãos constituem em muitos casos uma forma serena de pilhagem equivalente aos velhos assaltos. Já no século XVII o clássico português “A Arte de furtar” ensinava que: “os maiores ladrões são os que têm por ofício livrar-nos de outros ladrões”.

Cruz dos Santos

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Foi assim, cinzenta, fria, mas sempre solene, que a visita quase inesperada da chuva não conseguiu desviar do sentido religioso da ocasião. No interior da Igreja cantou-se “alegre-se o Céu e a Terra”. Cá fora, no final da Eucaristia, já sem o calor da fogueira, trocaram-se saudações

“Alegrem-se os céus e a terra, Cantemos com alegria; Já nasceu o Deus Menino, Filho da Virgem Maria”

“Noite do nascimento do Salvador é noite de pobreza, de contemplar o quotidiano do homem e da mulher que sofrem e padecem da fome de comida e da fome de dignidade. E o nascimento é o momento em que se irrompe a luz que brilha na escuridão, anunciando aquele que vem visitar nossa casa - o Salvador”.

Todo o dia é Ano Novo
Entre a Lua e as Estrelas Num sorriso de Criança No canto dos passarinhos Num olhar, numa esperança Todo o dia é Ano Novo …

Feliz Ano Novo a todos que nos lêem, com muita espepaz, fé e esperança no porvir.

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EM POUCAS LINHAS

linhas
"O problema de 2013 está no IRS"
A presidente do Conselho de Finanças Públicas, Teodora Cardoso, alerta para os riscos “não despiciendos” que o Orçamento do Estado para 2013 comporta, considerando que se este ano “o problema foi no

é directo. Este ano vimos que o problema foi no IVA, no próximo ano penso que essa questão estará no IRS”, sublinha
Teodora Cardoso.

Balanço da Operação Natal da GNR já subiu para oito mortos

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Aprovado pagamento em duodécimos de 50% dos subsídios de férias e Natal
26/12/12, 19:00

IVA, no próximo essa questão está no IRS”. A
responsável explica, numa entrevista publicada no Diário de Notícias que

“uma mudança muito forte na estrutura dos impostos”, faz com que seja “muito difícil prever o nível de receitas”.
“O próprio Orçamento do Estado para 2013 enumera riscos, enumera um alargado conjunto deles”,
observa a presidente do Conselho de Finanças Públicas, Teodora Cardoso, em entrevista publicada no Diário de Notícias, destacando, neste contexto, “o

O Parlamento deve ter aprovado esta quintafeira, por larga maioria, a proposta do Governo de pagar em 2013 aos trabalhadores do sector privado metade dos subsídios de férias e Natal por inteiro e o restante em duodécimos. Os partidos da maioria, PSD e CDS-PP, terão votado favoravelmente a proposta e preparam-se para reproduzir a argumentação do Governo segundo a qual o recebimento de metade dos subsídios de Natal e de férias, divididos por 12 meses, ajudará a mitigar o substancial aumento dos impostos no próximo ano, assim como, no que diz respeito às empresas, ajudará à gestão dos seus fluxos de caixa. Por sua vez o Partido Socialista terá dado o "sim" à autorização legislativa solicitada pelo Governo nesta fase da discussão da proposta na generalidade.

A Operação Natal da GNR registou, entre os dias 21 e as 00.00 horas desta quintafeira, um total de 1.225 acidentes de viação que causaram oito mort es. Em relação ao ano passado verificaram-se menos 95 acidentes mas , curiosamente, também morreram em acidentes de viação oito péssoas. Durante a mesma operação de trânsito pela época natalícia, constatou-se que houve menos veículos a transitar, sobretudo pelas auto-estradas.

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Freguesias pediram ao PR para chumbar Reforma Administrativa
O presidente da Associacão Nacional de Freguesias, pediu ao Presidente da República que promova a suspensão da aplicação da lei da Reorganização Administrativa do Território das Freguesias.

enquadramento internacional”, que classifica de “risco poderoso”.
A responsável pelo órgão fiscalizador realça que Espanha, no seio dos riscos externos, “é o mais significativo” para Portugal, colocando, por outro lado, a bitola dos riscos internos no IRS. “Há um conjunto de

riscos internos cujo impacto é nas contas é

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Autarquias resgatadas 'à moda' da troika
A nova Lei das Finanças Locais, que já deveria ser aprovada esta quintafeira em Conselho de Ministros, prevê que os municípios em situação de ruptura financeira possam pedir apoio a um fundo de resgate, que nomeará gestores para as autarquias intervencionadas, um pouco à imagem do que sucedeu com a troika em relação ao País.

Os municípios sobreendividados poderão passar a pedir ajuda ‘externa’, caso a proposta para a nova Lei das Finanças Locais seja adjudicada em Conselho de Ministros, que terá tido lugar esta quintafeira, avançaram as edições de hoje do Diário Económico e do Jornal de Notícias. De acordo com o diploma, a apresentar pela Secretaria de Estado da Administração Local, tutelada pelo ministro-Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, será então criado um fundo de resgate para as autarquias que enfrentem graves dificuldades financeiras, que, no entanto, terão de se sujeitar à monitorização de um gestor nomeado para esse efeito. O resgate ‘à moda’ da troika mas em escala mais pequena será feito por via de um Fundo de Apoio Municipal, a alimentar pelos próprios municípios através das receitas do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) e também pelo Governo. Seguirá os princípios da mutualização da

dívida e solidariedade intermunicipal”, segundo se pode ler no documento citado pelo Jornal de Notícias. Por sinal, os autarcas não olham para a medida com agrado, contestando, sobretudo, a presença de um gestor nomeado nas Câmaras.

Em VILA DE REI Cabazes de Natal para pobres

Teatro em Oleiros
Depois do concerto de Natal realizado na Igreja Matriz pelo Rancho Folclórico e Etnográfico desta localidade, com actuação da Orquestra ligeira da Sociedade Filarmónica Pedroguense, a Casa da Cultura e Biblioteca Municipal levam a efeito, este Sábado, dia 29, a representação da peça teatral “Patilhas e Ventoinha – memórias de um Carteiro”, coma participacão de associações locais. A representação terá lugar no auditorio da Santa Casa da Misericórdia.

A Câmara Municipal de Vila de Rei distribuiu cabazes de natal a 13 famílias carenciadas do concelho, proporcionando alimentos essenciais a cerca de 40 pessoas. Os critérios para a selecção das famílias "tiveram em conta as

condições de vulnerabilidade económica, o maior número de elementos do agregado familiar e a situação actual de emprego dos seus membros", segundo
disse a câmara municipal em comunicado que tornou do domínio público. Região

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Vila Velha de Ródão

Por Paulo Miguel
E
por cá foi mantida a tradição: fogueira no adro da igreja e a celebração da Missa do Galo. Gostámos, e nem sequer a chuva que momentaneamente caiu afastou os tradicionalistas do aquecimento ao madeiro. Foi água de pouca dura e lá se foi festejando a noite de Natal junto ao braseiro e à porta da igreja. Lá dentro, na bonita Igreja Matriz o reverendo António Escarameia contou este ano com a presença do coral da Santa Casa da Misericórdia, que foi a novidade da noite, com muitos fiéis católicos a quase encher o Templo. Porém – há que dize-lo - a tradição já não é o que era. Particularmente em alguns aspectos: os emigrantes já não vêm passar o Natal á terra; a fogueira que durava noites e dias agora mal chega para aquecer a noite. e este ano ainda surgiu a chuva a complicar um pouco! A Missa do Galo, apesar de concorrida, também já não chama os fiéis de outrora. Muito boa gente já fica à lareira de suas casas. Disseram-me que a tradição do “roubo” de um frango, numa das capoeiras vizinhas, para ser depois saboreado â volta da fogueira, também não se fez, com a juventude a preferir uma encomenda do galináceo já assado. Se assim foi, vá lá, lá mantiveram meia tradição… Outros tempos! Agora, outra situação que deu nas vistas: Na fachada da Igreja Matriz nem uma lampadazinha de 15 wats a autarquia mandou este ano colocar, em contraste bem evidente com os cuidados havidos para com o edifício do Município, que estava bem iluminado, como se o Natal tivesse alguma coisa a ver com os Paços do Concelho. Seria nesse local que se esperava algum milagre do Menino Jesus? Por sua vez, alguém à volta da fogueira com uma certa graça comentava: “aqui
também ainda não foi este ano que a projecção de luz a partir do passeio de entrada da igreja foi ligada”…

E foi o Tonecas que logo “avisou” com humor, que para o ano a fogueira e a missa do galo se devem transferir para a zona da Câmara, já que este ano foi o único edifício em Vila Velha com iluminação alusiva à quadra natalícia! E o local da fogueira de natal é sempre apetecível para todas as conversas. E, então, saiu lá esta novidade: a partir do início de Janeiro que já vem aí, vai ser proibida a venda ambulante que se efectua nos espaços junto aos Lares da Santa Casa, onde os idosos (e não só) daquela instituição costumam comprar alguma roupa ou calçado. Diziam na altura da conversa que algum expert terá informado a Câmara que a venda ambulante naquele local prejudica não só o trânsito como os peões e, para além disso os feirantes danificam a calçada dos passeios. Oh meu Menino Jesus como pessoalmente eu fico espantado por tal descoberta só agora, ao fim de tantos anos, tenha sido anotada pela fiscalização! E eu, tenho agora que perguntar a quem de direito: será que enquanto ali esteve um estabelecimento comercial essas maldadezinhas dos vendedores ambulantes nunca prejudicaram ninguém e só agora, que não existe por ali nada do ramo, já prejudica? E essa de prejudicar o trânsito e a calçada é para rir, ou no próximo destino dos feirantes irá ser colocado um fiscal a assegurar os cuidados mais especiais! Ah, já agora, que alguém aproveite as mudanças para “afinar” a máquina que tem andado por aí a estragar as calçadas!!! Mas o Tonecas acentuava mais, na mesma conversa de fogueira. “Eh pá, vocês não
estão a ver que o que se pretende é acabar com mais uma coisa cá por cima. É que há pessoas que só têm feito mal ao cimo da Vila. Daqui tiraram os mercados e as feiras anuais faltando a uma promessa que terá sido feita. Agora querem acabar com Continua na página seguinte

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Por

Por Paulo Miguel

Continuação da página anterior a venda ambulante, porque (dizia a mesma voz) podem ter a certeza que os vendedores ambulantes vão deixar de vir cá porque ninguém vai querer ir para onde lhes é indicado”. E eu Paulo Miguel, ainda me foi dado escutar este final: “… o que vale é que há quem esteja de marcha. E isso diz já o povo de Vila Velha, com os munícipes do cimo da vila fartos de saber que Vila Velha só é a zona de baixo e já muita gente sabe porquê”.

VinVin

Miguel Paulo Miguel

Voluntariado de V.V. de Ródão também colaborou

A campanha “Papel por Alimentos”, lançada há um ano pelo Banco Alimentar Contra a Fome, recolheu mais de três mil toneladas de papel, que converteu em 300 mil euros de alimentos, prioritariamente leite, atum e azeite. Isabel Jonet, presidente da instituição, fez um balanço dos primeiros 11 meses da campanha que é de “muito sucesso”. Uma das chaves do sucesso desta campanha foi o facto de ter a “dupla vertente ambiental e solidária”, que permitiu usar um produto normalmente desaproveitado (papel) e trocá-lo por alimentos. O envolvimento de várias instituições, como escolas, universidades ou empresas – que se transformaram em centro de recolha de papel para as pessoas da sua zona e depositaram no Banco Alimentar todo o papel recolhido – permitiu um trabalho em rede que foi fundamental para o sucesso da campanha. A iniciativa foi desenvolvida em parceria com uma empresa de recolha de resíduos. Por cada tonelada de papel,

entregava cem euros em dinheiro, que depois era convertido em alimentos pela Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares. Até ao final de Novembro foram recolhidos perto de 3100 toneladas de papel, que deram origem a mais de 300 mil euros em produtos alimentares. “Os alimentos privilegiados este ano foram o leite, o atum e o azeite. São alimentos muito importantes, nomeadamente o leite para crianças e idosos, e o atum, pela facilidade de consumo, sem confecção”. Além disso, são alimentos que só entram no banco alimentar através das campanhas de recolha. Não há doação destes alimentos pela indústria, porque nunca há excedentes. A campanha “Papel por Alimentos” teve a adesão dos 17 Bancos Alimentares do continente. Os das ilhas não entraram porque naquelas regiões “não há o mesmo tipo de operação de resíduos”. Os bancos alimentares onde foi recolhido mais papel foi o de Lisboa, seguido do Algarve e depois Porto.

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Apresentamos-lhe bons motivos …
Na “Estalagem PORTAS DE RÓDÃO
Jantar de Festa – “Meia Noite a brindar” Ceia, Bar aberto, etc.etc. e animação com o Super “Mário & Companhia”
Telefone 272 545 125 ou 96 650 4149 e saiba se ainda há lugares…

E, ainda, na Estalagem “PORTAS DE Ródão”
R.do Arrabalde,28 6030-235 Vila Velha de Ródão.

Programa com Alojamento
A mesma “Festa do “Reveillon”, com música ao vivo e DJ, incluindo passeio de barco no Rio Tejo e almoço dia 1 de Janeiro. E… muita animação, tambem neste programa. Talvez ainda esteja a tempo. Telefone Excelente alojamento

Nº, 76 de 27 de Dezembro de 2012

Neste número: 12 Páginas Gratuito Semanário Regionalista Editado em Vila Velha de Ródão Director
J. Mendes Serrasqueiro

Paginação e Arte Final Gina Nunes E-mail mendes.serrasqueiro @gmail.com

Telefones
272 545323- 272 541077

Telemóveis

Os prestáveis “Soldados da Paz” prepararam uma festa para a sua Noite de S. Silvestre, na transição do ano 2012/ 2013. Serviço de Jantar, Ceia, Champanhe da Meia Noite para os seus brindes e, claro, Música ao Vivo. Va… telefone (272 541 237 ou 91 221 1797. Divirta-se, ajudando os “nossos” Bombeiros

96 287 0251 – 96 518 3777

Duo Musical “ECLIPSE”

“Ecos de Ródão” é enviado às quintas-feiras entre as 20 e 22 horas Envio gratuito por E-mail Pode visitar todas as nossas edições em

ecosderodao.blog spot.com

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Justiça … para protecção dos mais poderosos?
Escreve de Coimbra:

CRUZ DOS SANTOS

“A Justiça em Portugal é má. É lenta, é cara e, muitas vezes, não é justa. É Justiça uma Justiça com dois pesos e duas medidas – impiedosa, inclemente, inflexível, para quem não tem dinheiro para contratar um Advogado; dócil e até obsequiosa para quem tem dinheiro…” Quem afirma, é o célebre Dr. Marinho Advogados. Pinto, o Bastonário da Ordem dos Advogados. Então, e a Autoridade? Para que serve? À primeira vista, esta é uma questão que não merece grandes desenvolvimentos. Afinal, o discurso Habituámoquotidiano está repleto de referências à “Autoridade”. Habituámo-nos a falar da alguém “autoridade moral” que alguém tem para dizer o que diz; da “autoridade dos professores”; da “autoridade dos pais”, que por vezes se contrapõe à liberdade dos filhos; do “abuso de autoridade” e da “autoridade do Estado”, que todos nós gostaríamos, que fosse forte para nos proteger, mas não excessivamente autoritária e presunçosa para nos oprimir. Há quem diga, que em Portugal, a “Autoridade” é apenas um nome pomposo, que serve para assustar os mais pequenos. É que a consequência de compreender, perceber alguma coisa que “Autoridade”, englobe a “Autoridade”, tem de abranger as suas variadas vocações: moral e jurídica, política e religiosa, familiar e corporativa, professoral e administrativa. Muita infelicidade e frustração advêm do facto de, na nossa sociedade, confundida a lei ser comummente confundida com justiça, liberdade e igualdade. Na verdade a lei tem muito pouco a ver com estes princípios morais fundamentais. defenderA lei existe para ajudar a sociedade a defender-se e é usada por aqueles que dominam representam a sociedade, como uma arma com a qual dominam e discriminam os direitos e liberdades individuais. A lei é a tentativa tosca do homem para tornar a Justiça – um conceito teórico – em realidade prática. Infelizmente, é invariavelmente mais inspirada pelos preconceitos e interesses pessoais dos legisladores legisladores do que por respeito ou preocupação pelos direitos dos indivíduos inocentes. Jamais sociedade alguma teve tantas leis como nós temos. E no entanto, poucas sociedades tiveram menos Justiça. Muitas das leis que existem proteger hoje foram criadas não para proteger indivíduos ou comunidades, mas para darproteger o “sistema”. Hoje, poucos indivíduos podem dar-se ao luxo de tirar proveito da protecção oferecida pela lei. A lei oprime o fraco, o pobre e o protegepreservam. desprotegido e protege-se a si própria e aos poderes que a preservam. O custo do litígio significa que existe uma lei para os ricos e nenhuma lei para o pobre. Resultado: a lei ameaça e reduz os direitos do fraco e fortalece e aumenta os direitos do poderoso. Morgado, exTermino com as distintas palavras da Drª. Maria José Morgado, ex-responsável pela Direcção Central de Investigação da Corrupção e Criminalidade Económica e Financeira da Polícia Judiciária e a exercer, actualmente, funções Procuradorde Procurador-Geral Adjunta no Tribunal da Relação de Lisboa:

“Por detrás de reposteiros dourados, de sociedades fantasmas de certos escritórios, estão as comissões pagas para obter vantagens fabulosas em negócios de milhões, os dinheiros silenciosamente transferidos por certos políticos e dirigentes corruptos para paraísos fiscais, os circuitos financeiros ocultos da fraude e da corrupção, a aparente respeitabilidade dos poderosos do crime organizado, o poder subterrâneo cimentado por pactos de silêncio, a paz traiçoeira da impunidade.”
Mais palavras para quê?

Cruz dos Santos

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ses partiram à descoberta de outros países, agora é a vez dos que por lá ficaram passarem a mensagem certa sobre Portugal, evitando assim ideias distorcidas sobre o país. O Presidente da República defendeu, na cerimónia de constituição do Conselho da Diáspora Portuguesa, que os 300 portuguesas que dela farão parte vão contribuir para "reforçar a reputação, o prestígio e a credibilidade de Portugal" no estrangeiro e "dar a conhecer as

potencialidades de factores "decisivos

Portugal",

Foto LUSA

Presidente Cavaco Silva empenhado em recuperar a imagem externa de Portugal

para a recuperação económica e a criação de emprego", "Tenho a sensação de se estar hoje a plantar uma árvore que irá dar bons frutos para Portugal", adiantou o chefe de Estado, que aproveitou a oportunidade para desejar que "2013 seja também um ano de esperança".

Foi na sala Império, no Palácio de Belém, que foi constituído o Conselho da Diáspora Portuguesa, uma associação que vai juntar 300 portugueses que vivem e trabalham no estrangeiro e que com a sua influência vão tentar credibilizar a imagem de Portugal no exterior. Cavaco Silva apadrinhou a iniciativa por considerar que a recuperação da economia portuguesa e a criação de emprego dependem do prestígio de Portugal lá fora. Se noutros tempos, os portugue-

O empenho do Presidente da República na recuperação da imagem de Portugal encontra sintonia no discurso do Governo. Ainda recentemente, o ministro das Finanças destacava o sucesso de Portugal nos mercados financeiros e junto dos investidores internacionais para concluir que Portugal já não é confundido com a Grécia. É que apesar de Portugal ter visto as metas do défice serem flexibilizadas, os juros pagos pelo Tesouro têm vindo a baixar, o que o Governo tem lido como um sinal de que os mercados já vêem diferenças entre estes dois periféricos.

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Pelo Dr. António Ferreira da Rocha - Advogado

Tema jurídico que pode acarretar consequências de cariz pessoal e patrimonial
(e ainda bem que não é), contudo, quando acontece, acarreta consequências de cariz pessoal e patrimonial que se encontram disciplinadas pelo direito. Referimo-nos ao instituto jurídico da jurídico Referimomorte presumida, que se encontra previsto e regulado do artigo 114º até ao artigo 121º, todos do Código Civil. Como sabemos, o nascimento e a morte das pessoas (singulares) constituem dois dos mais Direito, importantes factos sociais disciplinados pelo Direito, o primeiro porque marca o início da personalidade jurídica e com esta o surgimento de um centro de imputação autónoma de direitos e deveres; o segundo porque define a extinção da personalidade jurídica e, deveres consequentemente, o terminos dos direitos e deveres que até aí se concentravam em certa pessoa que entretanto se finou. Ora, segundo o estado actual dos conhecimentos científicos e técnicos não é difícil determinar os momentos do nascimento e, principalmente, da morte – dentro quanto a esta, parece pacífico dentro da comunidade de profissionais de bioética e ciências da vida que a morte cerebral é o factor crucial para se determinar a morte da pessoa singular. Todavia, há situações em que a ausência de alguém, no sentido da não presença de certa pessoa que sem que dela se tenha notícias sobre o seu paradeiro durante um determinado lapso temporal, Percebepode desencadear um procedimento conducente à sua declaração de morte presumida. Percebese que assim seja, pois basta pensarmos que a pessoa ausente pode ter património ou até mesmo ser casada, não sendo tolerável que não haja notícias dela durante vários anos consecutivos. A nossa Lei, no seu artigo 114º do CC, refere que, «Decorridos dez anos sobre a data das últimas notícias, ou passados cinco anos, se entretanto o ausente tiver completado oitenta anos de idade, ausente os interessados para o efeito do requerimento da curadoria definitiva têm legitimidade para pedirem a declaração de morte presumida do ausente.» Se a pessoa ausente for menor, é anos necessário que decorram cinco anos sobre a data em que ele completaria a maioridade, se fosse vivo, para que possa ser declarada presumida (nº 2 do artigo 114º do Código Civil). De referir pondoque a morte presumida produz os mesmos efeitos que a morte, pondo-se termo a uma situação de dúvida até ao infinito. Não obstante esta equiparação, existem alguns efeitos que são atenuados, por exemplo, o casamento não cessa (artigo 115º do CC), embora o cônjuge do ausente tenha a possibilidade de contrair novo casamento sem necessidade de recorrer ao abredivórcio. Com a sentença declaratória da morte presumida abre-se a sucessão, passando os sucessores a ser tratados não como meros administradores (curadores) mas como proprietários cônjuge dos bens (artigo 117º do CC). Se o ausente vier a regressar e o outro cônjuge houver entretanto contraído novo casamento, ou em caso de superveniência de notícias de que o ausente era vivo consideraquando foram celebradas novas núpcias, considera-se o primeiro matrimónio dissolvido por divórcio à data da declaração da morte presumida. O que é certo é que ao regressado não assiste que o direito de impugnar a segunda união matrimonial do outro cônjuje. No que respeita à esfera patrimonial, em caso de regresso, tem o ausente direito (1) aos bens seu directamente adquiridos por troca com os bens do seu património; (2) aos bens adquiridos com o preço dos alienados, se no documento de aquisição se mencionou a proveniência do dinheiro; ser-lhe(3) ao preço dos bens alienados. Obviamente ser-lhe-á devolvido o património que era seu, no estado em que se encontrar. Se tiver havido má fé dos sucessores, o regressado tem direito também à indemnização do prejuízo sofrido (artigo 119º do Código Civil). Para a equipa que semanalmente torna possível a publicação “on line” do periódico “ECOS DE RÓDÃO”, bem como para todos os seus leitores, votos sinceros de Boas Festas e Feliz Ano Novo.

Vamos hoje tratar de um tema jurídico, cuja ocorrência na sociedade embora não seja frequente

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A. Ferreira da Rocha e Ana Cristina Cruz - Advogados