AGÊNCIA INTERNACIONAL DE ENERGIA ATÔMICA

SONU 2012

SUMÁRIO
CARTA DE APRESENTAÇÃO ...................................................................................3 1 A Organização das Nações Unidas (ONU) ...........................................................5 2 A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) ..........................................6 TEMA A - Sustentabilidade e Segurança na Geração de Energia Núcleo-Elétrica no Mundo .................................................................................................................. 8 1 Considerações Iniciais .......................................................................................... 8 2 As Fontes Energéticas .......................................................................................... 8 3 A Energia Nuclear – Evolução História e Aplicação ........................................ 11 4 Sustentabilidade, Economia e Energia Nuclear ............................................... 14 5 Desempenho, Infraestrutura e Segurança na Geração de Energia Nuclear .. 17 6 Riscos e Controle da Atividade Energética Nuclear ........................................ 20 7 Armazenamento de Rejeitos Atômicos ............................................................. 24 8 Considerações Finais ......................................................................................... 26 TEMA B - Esforços para o Estabelecimento de uma Zona Desnuclearizada no Oriente Médio .......................................................................................................... 27 1 Considerações Iniciais ........................................................................................ 27 2 O Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP) .................................................. 29 2.1 O Protocolo Adicional ........................................................................... 31 2.2 A 8ª Conferência de Revisão do TNP ................................................... 31 3 O Programa Nuclear Iraniano ............................................................................. 32 3.1 A Nova Usina .......................................................................................... 33 3.2 O Acordo entre Brasil, Irã e Turquia .................................................... 34 4 O Programa Nuclear Israelense ......................................................................... 36 5 Outras Nações e seus Programas Nucleares ................................................... 37 5.1 Coreia do Norte ...................................................................................... 39 5.2 Índia e Paquistão ................................................................................... 39 5.3 Egito e Arábia Saudita ........................................................................... 40 6 As Zonas Livres de Armas Nucleares (ZLANS) ................................................ 41 7 Desafios para a Criação de uma ZLAN no Oriente Médio ............................... 45 8 Um Contexto Mais Amplo ................................................................................... 47 9 Considerações Finais ......................................................................................... 48 REREFÊNCIAS ........................................................................................................ 49 2

CARTA DE APRESENTAÇÃO
Prezados Senhores Delegados,

Participar de uma simulação é ter a oportunidade de vivenciar experiências e obter aprendizado de grande valor. Estudantes universitários e secundaristas de todo o mundo promovem e participam de centenas de simulações em inúmeras instituições de ensino, com o objetivo principal de entender o funcionamento das organizações internacionais e buscar soluções inovadoras para antigos e novos problemas do mundo. Para vocês, Delegados e estudantes do Ensino Médio essa pode ser a oportunidade de entender melhor assuntos do cotidiano internacional, descobrir a afinidade para carreiras como a diplomática, o direito ou o jornalismo e, especialmente, fazer muitos amigos. Simular proporciona um desafio intelectual único, por meio do qual somos colocados em situações que nos levam a praticar o poder de negociação, a argumentação e a oratória que cada um de nós possui. Para nós, Diretores e estudantes de Direito essa é a possibilidade de aprimorar habilidades como trabalho em equipe, criatividade e liderança, além, é claro, de fazer grandes amigos. Simular possibilita que nos coloquemos em posições nas quais seremos confrontados constantemente, exigindo de nós capacidade para concatenar ideias, buscar pontos de defesa relevantes e, principalmente, entender que podemos ter mais confiança sobre nossas convicções, mas menos certezas absolutas. Simular a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) significa debater questões de grande relevância para a sociedade internacional,

especialmente concernentes à paz, à segurança e à própria sobrevivência humanidade. Fazemos votos de que ao longo das discussões os senhores estejam convictos das posições que devem assumir, mas cientes de que os debates buscam o equilíbrio entre as diversas nações e o estabelecimento de metas alcançáveis pelas mesmas. Este guia possui o papel fundamental de servir como um norte, como o próprio nome destaca, esse material constitui um guia, ou seja, um direcionamento, cuja principal função é facilitar o primeiro contato com o tema. Por isso, não deixem de ir além, explorar novas fontes de pesquisa sobre ambos os temas e, 3

principalmente, buscar o máximo de conhecimento sobre a delegação que representarão. Desejamos aos senhores uma excelente Simulação e contem conosco para auxiliá-los sempre que necessário. Nosso papel, enquanto Diretores, será tornar os debates seguros e, acima de tudo, garantir que a integridade da simulação seja mantida, proporcionando aos senhores a chance de vivenciar todos os aspectos positivos que uma simulação pode oferecer.

Com os melhores cumprimentos,

A Diretoria da AIEA.

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1. A ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS (ONU)
Antes do final do conflito que ensanguentou a Europa entre 1939 e 1945, as potências políticas que combatiam o Eixo, levando em consideração o fracasso completo da Liga das Nações na tentativa de evitar guerras, tiveram a intenção de estabelecer, em período não muito longo de tempo, uma organização internacional, de caráter geral e fundada na igualdade soberana de todos os Estados pacíficos, que tivesse por propósito a manutenção da paz e da segurança internacionais, nos termos do que foi reconhecido pelo Reino Unido, Estados Unidos da América, União Soviética e China na Declaração de Moscou, de 1º de novembro de 1943. Depois de várias propostas e discussões, foram elaborados, nos encontros aliados de Dumbarton Oaks, em agosto e setembro de 1944, os projetos para a reconstrução jurídico-política do mundo, bem como as “propostas para o estabelecimento de uma Organização Internacional Geral”, posteriormente modificadas em Yalta, em fevereiro de 1945, que serviram de base para a elaboração da Carta da Organização das Nações Unidas.1 A referida Carta foi assinada, em 26 de junho de 1945, na cidade de São Francisco (Califórnia), mas foi somente em 24 de outubro de 1945 que as Nações Unidas efetivamente se constituíram, quando entrou em vigor internacional a carta constitutiva da organização, tendo a Assembleia-Geral deliberado estabelecer sua sede em Nova Iorque. A ONU é composta por dois tipos de membros: os originários e os admitidos (ou eleitos). Os chamados membros originários são aqueles 51 Estados que estiveram presentes à Conferência de São Francisco e ali assinaram (e posteriormente ratificaram) a Carta. Os segundos (membros admitidos) são os que ingressaram na instituição após a sua criação. A admissão de quaisquer Estados como membros das Nações Unidas é efetuada por decisão da Assembleia-Geral, mediante recomendação do Conselho de Segurança. Atualmente, é de 192 o número de Estados-membros das Nações Unidas.

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ERIAN, Abdullah El. Manual de derecho internacional público. Max Sorensen [Editor], cit., pp. 105-106.

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e somente fins pacíficos. as potências nucleares. O atual Diretor Geral da AIEA. Índia e Paquistão não aderiram ao Tratado. Desempenhando o papel de Inspetora Nuclear Internacional. Toronto (Canadá) e Tóquio (Japão). assinado em 1968. dispõe da autorização para desenvolver energia nuclear para fins pacíficos. que trouxe questões delicadas e complexas à pauta da agenda internacional. em Mônaco. e os Estados Unidos da América. além disso. o Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte. composto pela Federação Russa (que substituiu a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas no sistema das Nações Unidas quando da sua queda em 1991). principalmente em razão da escalada das tensões da Guerra Fria. Sendo uma Agência de caráter recomendatório. até os dias de hoje. deixando ao referido Conselho a implementação de sanções cabíveis. A Agência busca a aceleração e ampliação da contribuição da energia atômica para a paz. a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) foi fundada em 29 de julho de 1957 com o objetivo de impor o controle da energia atômica no planeta. Yukiya Amano. destinando a sua utilização para fins pacíficos. a AIEA e seu secretariado encontram-se sediados no Centro Internacional de Viena. e que divide os seus contratantes em dois blocos: o primeiro bloco é autorizado para possuir armas nucleares. contando com escritórios operacionais em Genebra (Suíça). Israel.2. que deveriam avançar rumo ao desarmamento. a República Popular da China. Além do cargo de Diretor Geral. e em Trieste (Itália). que ocupou o cargo entre os anos de 1997 e 2009. e é de conhecimento geral que dispõem das capacidades necessárias à fabricação de armas nucleares. Áustria. Nova Iorque (EUA). que o auxílio por ela prestado ou a seu pedido ou sob sua supervisão ou controle não seja utilizado de forma a servir fins militares. além dos centros de pesquisa e laboratórios científicos em Vienna e Seibersdorf (Aústria). assegurando. o segundo bloco. descumpriram esta premissa. foi eleito em 2009. saúde e prosperidade em todo mundo. A AGÊNCIA INTERNACIONAL DE ENERGIA ATÔMICA (AIEA) Com sede em Viena. existem seis Vices 6 . a República Francesa. Tendo entrado em vigor no ano de 1970. a Agência deve garantir que os Estados Membros não violem o Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP). tanto quanto for capaz. tornando-se o sucessor de Mohamed ElBaradei. a AIEA poderá reportar ao Conselho de Segurança das Nações Unidas qualquer indício que identifique o não cumprimento do TNP. composto pelas demais nações. Atualmente.

Os programas e o orçamento da AIEA são determinados através de decisões dos seus órgãos formuladores de políticas – o Conselho de Governadores e a Conferência Geral de todos os Estados Membros. pelos planos estratégicos. e pelas diretrizes indicadas no seu Estatuto. e o orçamento regular é determinado pela Conferência Geral. Os recursos financeiros da Agência incluem seu orçamento regular e contribuições voluntárias. As obrigações da AIEA são guiadas pelos interesses e necessidades dos Estados Membros. Todas as suas atividades são pautadas em três pilares básicos. e regulada através de um Acordo Especial. onde é estabelecido o compromisso de enviar relatórios anuais à Assembleia Geral. A AIEA é uma organização independente. 7 . bem como seus fundos extraordinários e contribuições voluntárias para o Fundo de Cooperação Técnica. ciência e tecnologia. estabelecidos no seu Estatuto: segurança e prevenção.Diretores Gerais. podendo dirigir-se diretamente ao Conselho de Segurança em casos que se refiram ao cumprimento das obrigações de salvaguardas ou sobre questões referentes à paz e segurança internacional. que chefiam os maiores departamentos da Agência. relacionada ao Sistema das Nações Unidas. e a salvaguarda e verificação das instalações nucleares.

possa ser considerado energia. definir requisitos e metas. que visa controlar e evitar o desenvolvimento e a utilização indiscriminada a energia nuclear. A relação entre a preservação do meio ambiente e a exploração de fontes energéticas está entre as questões mais pertinentes ao tópico e. à capacidade de produzir um trabalho ou realizar uma ação. recursos da natureza dos quais se pode obter energia. qual seja o da segurança da utilização da energia nuclear.SUSTENTABILIDADE E SEGURANÇA NA GERAÇÃO DE ENERGIA NÚCLEO-ELÉTRICA NO MUNDO 1. de fato. especialmente.2 A energia obtida por meio de processos físico-químicos de transformação é utilizada das mais diversas formas: 2 A definição de energia não é algo que possa ser facilmente apresentado. são encontrados diversos tipos de fontes energéticas. Relacionar os diversos aspectos a favor e contra a utilização dessa fonte energética tem sido um dos principais trabalhos da Agência. Por tal razão. Diante disso e dos eventos naturais. trazendo consigo uma das questões mais relevantes quando dos tópicos discutidos pela AIEA. não poderia deixar de permear as discussões da Agência Internacional de Energia Atômica. 8 . à termodinâmica. tal função. interessa-nos abordar as diversas formas de obtenção de energia atualmente conhecidas pelo homem. deixando à física e. em especial a nuclear. diante disso. geralmente. sociais e políticos mais recentes e relacionados com a utilização da energia nuclear. 2. não nos deteremos em pormenorizar o que. cujos esforços pelo aprimoramento da produção e da eficiência na utilização de energia tem sido notáveis. incentivar o estabelecimento de acordos e a imposição de limites à utilização de fontes energéticas nucleares. contudo. e o seu impacto sobre as nossas vidas. Apenas devemos ter em mente que energia associa-se. No presente momento. O tema. tem a AIEA o relevante papel de fomentar discussões. CONSIDERAÇÕES INICIAIS Atualmente a ideia de desenvolvimento sustentável tem sido um dos assuntos mais discutidos entre as diversas cúpulas de organizações internacionais.TEMA A . AS FONTES ENERGÉTICAS No planeta. não aparece isolado.

provocada pela ação de pressão e temperatura muito elevadas. 9 . Nesse sentido. Fonte: http://www. conforme podemos constatar pela análise do gráfico6 abaixo apresentado. é uma representação quantitativa da oferta de energia. os combustíveis fósseis5 como o petróleo. iluminação (residências e vias públicas). matriz energética é toda energia disponibilizada para ser transformada. da quantidade de recursos energéticos oferecidos por um país ou por uma região.br/matriz-energetica/> Acesso em: 29/JUN/2012. Significado de Matriz Energética.blog.significados. por tal razão. caso continuem sendo utilizados podem se esgotar em pequeno ou longo prazo. a matriz energética global permanece estabelecida sob fontes energéticas não renováveis. Esse conjunto composto pelas diversas formas de obtenção de energia é chamado matriz energética. Petróleo do Brasil: Petrobras e BP são líderes globais em energia renovável.br/tag/termometro/ 3 SIGNIFICADOS. contudo. em decorrência de múltiplos fatores. A matriz energética mundial é baseada no consumo de fontes de energia não renováveis.com. o carvão mineral e o gás natural representam ainda aproximadamente 80% das fontes de energia utilizadas no planeta.br/tag/termometro/> Acesso em: 29/JUN/2012. 5 Combustíveis fósseis são substâncias formadas de compostos de carbono geradas em função da fossilização de animais e plantas há milhões de anos. aviões). 4 As fontes energéticas não renováveis são provenientes de recursos naturais que não se renovam e. entre outras.blog. distribuída e consumida nos processos produtivos. funcionamento de máquinas de pequeno a grande porte.mcientifica. Atualmente.locomoção de veículos (carros.com. trens.4 Há indícios que nos próximos anos haverá uma radical mudança na matriz energética no mundo todo.3 Em outras palavras. navios. ou seja.mcientifica. especialmente em razão dos preços do petróleo e dos esforços ecológicos na busca de energias não poluentes. Disponível em: <http://www. Disponível em: <http://www. 6 MCIENTIFICA.com.

Fontes Energéticas e Protocolo de Kyoto: a posição do Brasil. Carlos Eduardo. DE FREITAS. Nesse contexto.1%) para 16% da produção mundial de energia elétrica. 9 GUIA DO ESTUDANTE. os combustíveis fósseis constituem a principal fonte geradora de gases poluentes e outras substâncias nocivas ao meio ambiente e.9 7 Em decorrência do aumento da concentração desses gases. Esse efeito traz ameaças à preservação da vida humana e da biodiversidade.gov. Na década de 1990. Resumo de geografia: Fontes energéticas e suas relações econômicas. passou de uma participação desprezível (0.pdf> Acesso em: 29/JUN/2012. SP.br/OUT/publicacoes/pdf/seto3-0505. maio 2005.com. a forma com que a energia solar interage com a atmosfera tem sido modificada. as crises internacionais do petróleo.8 Diante disso. Na verdade. verificou-se que a capacidade da Terra em absorver irradiação infravermelha aumentou.iea. com o consequente aumento do consumo de combustíveis fósseis. especialmente as renováveis. uma das principais medidas visualizadas para mitigar a emissão desses gases foi a redução da queima de combustíveis fosseis e a busca da implementação de soluções voltadas para o desenvolvimento e a adoção de fontes alternativas de energia.shtml> Acesso em: 29/JUN/2012. e a crise energética subsequente levaram à busca de fontes alternativas de geração de eletricidade.br/estudar/geografia/resumo-geografia-fontesenergeticas-suas-relacoes-economicas-646808. Silene Maria. Mas a busca de energias alternativas não é tão nova quanto parece. recebendo a atenção de muitos analistas e empreendedores. Disponível em: <http://guiadoestudante. alteração climática viabilizada pelas atividades do homem em prol do desenvolvimento econômico. 10 . na década de 1970. 35. Informações Econômicas.sp. ocupando assim o terceiro lugar entre as fontes de geração. razão pela qual a sociedade internacional busca mobilizar esforços em prol da diminuição gradual dessas fontes energéticas. consequentemente à vida no planeta. assim como vultosos investimentos. 8 FREDO. v. tal busca ainda persiste hoje sem que se possa vislumbrar a resolução do problema em curto prazo. Disponível em: <http://www.Além do caráter não renovável. a energia nuclear passou a ser vista como a alternativa mais promissora. e com ele a liberação na atmosfera de inúmeros poluentes e de gases de efeito estufa (GHS)7. aumentando a temperatura terrestre. Apesar dos esforços.abril. Em pouco mais de duas décadas.

10 Comparativamente às demais formas. 12 Região central do átomo ultraminúscula. a energia que o núcleo do átomo possui. o alto rendimento energético advindo do processo de fissão nuclear. denomina-se energia nuclear. são fatores favoráveis à utilização dessa fonte energética. na qual está concentrada quase toda a massa do átomo. inúmeras fontes de urânio e plutônio. a reduzida área necessária10 à instalação dos reatores responsáveis pela geração e captação de energia e a abundância da matéria prima11 necessária. intocadas. Em outras palavras. 3. a exemplo de usinas hidroelétricas e termoelétricas convencionais.PRODUÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA DIVIDIDA NO MUNDO Fonte: http://ambiente. Para o presente trabalho.br/usinas-nucleares-no-mundo1. ou seja.hsw.htm Atualmente. além de conter prótons e nêutrons. que são algumas das partículas atômicas. é fundamental conhecer pelo menos um resumo do histórico do desenvolvimento das pesquisas sobre essa importante área de estudo da física. Por um lado. ainda. são pontos desfavoráveis à expansão e até mesmo partidários da máxima redução da utilização de energia nuclear. elementos atômicos utilizados na fissão nuclear. o futuro da energia nuclear é incerto. mantendo prótons e nêutrons juntos. os altos custos de disposição dos rejeitos nucleares (lixo atômico) e a resistência por parte da opinião pública internacional.uol. 11 Há.com. os problemas de segurança (risco de um vazamento nuclear). A ENERGIA NUCLEAR – EVOLUÇÃO HISTÓRICA E APLICAÇÃO Energia nuclear é a energia liberada numa reação nuclear. em processos de transformação de núcleos atômicos12. contudo. 11 . ao que nos dedicaremos nas próximas linhas. Por outro lado.

percebendo a propriedade que estes raios tinham de atravessar materiais de densidade relativamente baixa. o que foi fundamental para a descoberta do seu modelo atômico em 1911. concluindo que a Radioatividade é uma manifestação da desintegração dos núcleos atômicos. Diante da evolução dos estudos acerca desse fenômeno. 19 É aquela que é provocada por transformações nucleares artificiais. os Raios X14. Descoberto. 17 Por suas investigações na desintegração dos elementos e a química das substâncias radioativas. 12 . foi com um tubo de raios catódicos13 (elétrons. um fato que revolucionou os campos da Física e da Medicina15. iniciando uma teoria que serviu como base para a explicação dos fenômenos radioativos17. chamados 13 14 Tiveram grande aplicação em aparelhos de TV convencionais. começou a realizar experiências com chapas fotográficas e descobriu que poderia usá-las para produzir fotos que eram sombras do interior dos objetos. um Prêmio Nobel em Química. Ciente das pesquisas acerca dos Raios X. na verdade) que se desencadeou o início da descoberta de uma nova área da física: a Radioatividade. vez que aquele podia ser desviado por um campo magnético e. deveria ser composto por partículas carregadas. pelo qual algumas substâncias ou elementos químicos. em 1901. Wilhem Conrad Röntgen. em 1908. não sabia se eram ondas ou partículas. 18 É a que se manifesta nos elementos radioativos e nos isótopos que se encontram na natureza e poluem o meio ambiente. Com o avanço das pesquisas Rutherford descobriu as radiações alfa e beta. embora não fossem idênticos. Embora não tenha sido o responsável por denominar o fenômeno ou explicar a sua origem. Ernest Rutherford recebeu. Henri Becquerel iniciou suas investigações utilizando um composto à base de Urânio. por essa razão. demonstrando que a radiação emitida pelo Urânio compartilhava certas características como os Raios X. bem como raios gama (onda eletromagnética de comprimentos de onda muito mais curtos do que a luz visível). pois. podemos assumir que o conceito de Radioatividade expressa um fenômeno natural18 ou artificial19. então. Utilizou este nome. a princípio. Becquerel é considerado um dos descobridores da Radioatividade 16.Após a descoberta da teoria atômica e o desenvolvimento de pesquisas com canhões de átomos e outras partículas atômicas. Quando o elemento rádio emite radiação. Ernest Rutherford foi um dos grandes responsáveis pelo desenvolvimento do estudo das substâncias radioativas. está enviando partículas subatômicas: minúsculos elétrons e partículas um pouco maiores com cargas positivas. 15 Por sua descoberta recebeu o primeiro Prêmio Nobel em Física. 16 Por seus trabalhos foi gratificado com o Prêmio Nobel em Física. que hoje sabemos serem núcleos de hélio. em 1903.

23 CARDOSO. Chicago Pile-1. sendo utilizada em centenas de centrais nucleares em todo o mundo.gov. Japão. The Manhattan Project: Making the Atomic Bomb. Disponível em: <http://theenergylibrary. Paquistão. Op cit. Disponível em: < http://www. Coreia do Norte. França. entre outras. 24 MCIENTIFICA.pdf> Acesso em: 29/JUN/2012. 20 21 Por exemplo: Rádio (Ra). THE ENERGY LIBRARY. que depois foi transferida para um local menos movimentado. as quais têm a propriedade de impressionar placas fotográficas. são capazes de emitir radiações. Mas a utilização do potencial energético nuclear não ficou restrito ao âmbito militar. Eliezer de Moura. produzir fluorescência. Comissão Nacional de Segurança Nuclear: Rio de Janeiro.com/History/mp/index. responsáveis pelo aumento significativo dos estudos e da produção técnico-científica que culminou com a adoção.cnen. Diante do cenário trazido pela II Guerra Mundial. de soluções alternativas de captação de energia por meio da instalação de usinas nucleares. Urânio (U). mais conhecido como “Projeto Manhattan”22.shtml> Acesso em: 29/JUN/2012. em diversos países25. em boa parte. Conforme já aduzido. desenvolver e construir armas nucleares.br/ensino/apostilas/energia. Este foi o objetivo atingido pelo Manhattan Engineer District of the US Army Corps of Engineers. Disponível em: <http://www. Índia. atravessar corpos opacos à luz ordinária. a fissão nuclear23 do urânio é a principal aplicação civil da energia atômica. Estados Unidos. Apostila Educativa Energia Nuclear. 22 ATOMIC ARCHIVE. e Polônio (Po). Espanha. Suécia. Atualmente. China. o empenho das autoridades norte-americanas e dos cientistas de diversas partes do mundo convergiu para a criação do primeiro reator nuclear em 1942. 13 . 25 Por exemplo: Alemanha.radioativos20. O Projeto Manhattan foi assim chamado por estar ligado ao Distrito de Engenharia de Manhattan do US Army Corps of Engineers e porque boa parte da pesquisa inicial foi realizada em Nova York. Rússia. as crises internacionais do petróleo na década de 1970 foram. ionizar gases. Tório (Th). Da teoria (descoberta do fenômeno da Radiatividade e das possibilidades da energia nuclear) à prática (desenvolvimento de tecnologia capaz de utilizar essa energia) foram menos de quarenta anos (1905-1942).atomicarchive. o Chicago Pile-121. enquanto atinge o percentual de 16% na geração de energia elétrica24. O percentual de participação da energia nuclear na matriz energética global é de 6%.com/node/11916> Acesso em: 29/JUN/2012.

Segundo dados da Agência Internacional de Energia Atômica.773 MW (megawatts) elétricos e fornecendo aproximadamente 16% da energia elétrica mundial. projetados para a produção de energia elétrica. para a substituição gradual daqueles combustíveis e redução dos níveis de emissões de CO 2. com carvão a 39%. Rev. Há uma clara possibilidade27 de que. a energia nuclear desempenhe um papel cada vez mais importante na matriz energética global. até 2007 havia 438 reatores nucleares de potência em operação no mundo.com/edic/514/CONGRESSOGeracaoTermonuclearnoBrasil-ParecerAngraIIIbbc. enquanto hidro e nuclear respondem.sibi.4. A dependência mundial de combustíveis fósseis tende a se intensificar. Disponível em: <http://www. Disponível em: <http://epoca. operando em 31 países. num futuro próximo.globo. 76: São Paulo. A demanda por eletricidade é fortemente dependente dos combustíveis fósseis.26 Energia é fundamental para a prosperidade de um país. O futuro da energia nuclear.usp. n. USP. Para os países industrializados. As renováveis são mínimas. SUSTENTABILIDADE. embora não seja a única. 02/2008. 27 E aqui falamos em possibilidade devido a plena falta de certeza acerca do futuro da energia nuclear. 28 ÉPOCA. o movimento de preservação do meio ambiente tem gerado a necessidade de fontes energéticas livres das emissões de gases do efeito estufa e tem renovado o interesse na utilização da energia nuclear na geração de eletricidade.revistasusp. não são poucas as objeções para a ampliação das formas de exploração dessa fonte. totalizando uma capacidade instalada de 371. A energia nuclear produz apenas 0. 26 E SILVA. a energia nuclear surge como solução plausível.pdf> Acesso em: 29/JUN/2012. A geração de eletricidade é responsável por 16% das emissões mundiais de dióxido de carbono (CO2). Carvão produz uma quantidade de CO2 duas vezes maior do que gás e óleo.4% da quantidade produzida pelo carvão. gás a 17% e óleo a 8%. vez que. como já mencionado. Com o esgotamento das reservas de combustíveis fósseis e com a busca por formas limpas (ou menos poluentes) de fontes energéticas.php?pid=S010399892008000100004&script=sci_arttext> Acesso em: 29/JUN/2012.br/scielo. enquanto hidro e as renováveis produzem muito menos CO 2. Antonio Teixeira. por 17% e 16% dessa geração. essa proporção é ainda maior.28 Essa porcentagem tem sido mantida desde 1986. 14 . ECONOMIA E ENERGIA NUCLEAR Atualmente. respectivamente. Geração Termonuclear no Brasil – Angra 3.

12 países utilizam usinas nucleares para gerar mais do que 20% da energia elétrica que consomem e. Em junho de 2007.eletronuclear. 30 REVISTA PLANETA. a Autoridade de Geração de Energia da Tailândia 31 anunciou planos de construir duas usinas nucleares a partir de 2015.4 16. Acesso em: 29/JUN/2012. 15 .br/LinkClick.htm E os números não param por aí. Japão. a China tem quatro usinas nucleares em construção e planeja quintuplicar a sua geração de energia elétrica nos próximos quinze anos.terra.6 2. O renascimento da energia nuclear. Antonio Teixeira.4 Hungria 54. Disponível em: <http://www. A expansão da utilização de energia nuclear continua.com. e são os países em desenvolvimento que despontam.5 Argentina 25. 16 estão em países em desenvolvimento. Panorama da Energia Nuclear no Mundo. 31 E SILVA.4 Brasil 17. Op.30 Presença no mundo Percentual da energia nuclear na matriz energética dos países França Lituânia Bélgica Ucrânia Suécia Eslovênia Suíça 76. em metade destes. A Indonésia planeja construir duas usinas nucleares de 1. a preocupação com a falta do fornecimento de petróleo foi a causa 29 ELETRONUCLEAR.htm> Acesso em: 29/JUN/2012.8 Finlândia 64.br/revistaplaneta/edicoes/456/artigo186343-1. a energia nuclear foi um caminho para garantir a segurança e a diversidade de seus suprimentos de energia.gov.indicando que a energia nuclear cresceu nos últimos vinte anos na mesma velocidade da geração elétrica no mundo.2 4.0 15. cit.com.1 6. Embora a atual capacidade instalada esteja concentrada nos países desenvolvidos.29 Atualmente.br/revistaplaneta/edicoes/456/artigo186343-1.8 Fonte: http://www.0 16. Nos anos 70.terra.1 Japão 46. conforme se observa na tabela abaixo.aspx?fileticket=GxTb5TAen5E%3D&tabid=297>.9 Rússia 36. Disponível em: <http://www.000 MW elétricos.8 Canadá 35.1 Alemanha 41.9 México 19. em termos de novas construções o caminho está sendo diferente. Edição Novembro de 2011. Segundo a AIEA. O Vietnã pretende iniciar a construção de sua primeira usina nuclear em 2015. Das 30 usinas nucleares em construção. Conforme já desenvolvido.0 Espanha 28.0 Coréia do Sul 48. sendo a maioria centrada na Ásia. ultrapassa os 40%. para muitos países. A Índia tem sete plantas nucleares em construção e planeja multiplicar por sete a sua capacidade de geração até 2022.3 Reino Unido 27.6 EUA 40. Paquistão e Coreia do Sul também planejam expandir a sua capacidade de geração de energia nuclear.

as metas devem prever a redução da carga térmica do decaimento radioativo dos rejeitos nos repositórios. O gerenciamento do combustível nuclear usado e o armazenamento de rejeitos com alto nível de radiação permanecem um desafio para a indústria nuclear 32 Não apenas com a construção. principalmente se comparados com os de hidroelétricas. os custos para a construção de uma usina nuclear são mais elevados. suas metas estão focadas no gerenciamento dos rejeitos radioativos e na melhor utilização do combustível nuclear. Disponível em: <http://www. a análise científica e a demonstração de segurança desses repositórios para tempos muito longos (acima de 1. em alguns países. aumentando a sua capacidade de armazenamento e encurtando o tempo que devam ser isolados da biosfera.32 Novas pesquisas são necessárias para reduzir o custo de capital e o tempo de construção. Para isso. 34 REDE DA SUSTENTABILIDADE. Além disso. por meio de uma significativa redução no tempo de vida e na toxicidade dos rejeitos radioativos residuais enviados aos repositórios para armazenamento final.34 e sua relação com a geração nuclear. substituindo fontes de energia poluidoras e promovendo a efetiva utilização do combustível nuclear. 33 A utilização do sistema de créditos de emissão de carbono são apontados como meios de dar à energia nuclear uma vantagem competitiva no custo.htm> Acesso em: 29/JUN/2012. mas os custos com a manutenção e a segurança das usinas nucleares são bastante elevados. o custo da geração de eletricidade por intermédio da energia nuclear tem sido.org.000 anos)35 devem ser simplificadas.33 No que tange à sustentabilidade.sustentabilidade. os mesmos ou menores que os custos para a geração por carvão e gás natural. Diversificar as fontes e os fornecedores é essencial contra possíveis flutuações nos preços dos combustíveis fósseis e na falta de suprimento devido às potenciais instabilidades das relações políticas com grandes produtores de gás natural e óleo. Acidentes Nucleares.mais importante da expansão da energia nuclear em países como a França e o Japão. a França tem 76% de sua energia elétrica gerada por reatores nucleares e o Japão. O que é sustentabilidade. Hoje. Em termos econômicos. Disponível em: <http://www. 16 .library.com. Apesar de gerar eletricidade a custos competitivos. Atender às metas de sustentabilidade inclui fornecer um sistema de geração de energia sustentável.br/> Acesso em: 29/JUN/2012. entendida como a habilidade de atender às necessidades da geração atual sem comprometer a habilidade das gerações futuras de atender as suas próprias necessidades. 35 LIBRARY. 28%.br/Filosofia/nucleare. Esse combustível deve ser estendido aos séculos futuros. por meio da sua reciclagem para recuperar a energia remanescente.

39 INTERNATIONAL ATOMIC ENERGY AGENCY. 36 Para continuar viável como fonte de energia.org/newscenter/features/nuclearsecurity/terrorism. Relação essa que não deve ser vista apenas sob o caráter econômico. A questão aqui é saber se a utilização dessa fonte de energia vale a pena. Nenhum país ainda implementou com absoluto sucesso um sistema para a disposição desses rejeitos. com mais de meio século de experiência operacional. que incluem o reator nuclear e seus sistemas e o ciclo do combustível. A energia nuclear é uma tecnologia madura. acreditam que um aumento na utilização da energia nuclear será atingido caso se tenha um suprimento confiável. Antonio Teixeira. Um desafio claramente relacionado com a relação custo-benefício da produção energética nuclear.e para a humanidade. principalmente. Disponível em: <http://www. 5. INFRAESTRUTURA E SEGURANÇA NA GERAÇÃO DE ENERGIA NUCLEAR Outro fator importante que tem direcionado o interesse na energia nuclear é o seu desempenho. Eles também acreditam que a energia nuclear pode ser utilizada agora e no futuro para atender a uma demanda crescente por energia econômica. cit. com fornecimento de longo prazo e sem impactos ambientais adversos. A implementação dessas ações é um empreendimento absolutamente necessário que irá envolver grandes esforços de países e instituições políticas. mas melhores práticas na construção e na operação são consideradas essenciais. sob o ponto de vista sustentável. segura. os novos projetos de sistemas de energia nuclear. uma utilização mais efetiva do combustível e um aumento nos benefícios ambientais. 38 Esse aspecto relaciona-se diretamente com os custos econômicos e os resultados da utilização de energia nuclear. os projetos de reatores modernos podem garantir riscos muito baixos de acidentes sérios. mas também e.38 3) segurança reconhecida.iaea. melhorias significativas foram introduzidas na confiabilidade das usinas nucleares. Promoting Nuclear Security: IAEA Action Against Terrorism. devem atender aos desafios impostos de fornecer no futuro: 1) um rejeito nuclear gerenciável. Muitos países. industrializados e em desenvolvimento. assim como na redução dos seus custos operacionais e no aumento da segurança.37 2) economia competitiva. Nos últimos vinte anos. DESEMPENHO.39 A confiança da opinião 36 37 E SILVA. Op. reguladoras e operadoras de plantas nucleares. Em termos de segurança. e 4) resistência à proliferação e proteção física.html> Acesso em: 29/JUN/2012 17 .

40 As objeções ambientais à energia nuclear diminuíram de intensidade nos últimos anos. Frida. Olga. Omar Campos. não é possível escapar de algumas questões importantes. As futuras plantas nucleares devem também fornecer melhor proteção física contra ameaças terroristas. de acordo com as suas necessidades e com as possibilidades de exploração de fontes nucleares. de pequeno volume e altamente tóxicos com duração de milhares de anos) e para os rejeitos das demais usinas térmicas (gasosos. no.pública precisa ser aumentada. tais quais o acentuado caráter poluidor de outras fontes de energia mais convencionais. EIDELMAN. 41 ALVIM. Energia Nuclear em um cenário de trinta anos. Como se sabe. Porém. tais como: a) a infraestrutura necessária. Apesar desse nível descendente de preocupação. a energia nuclear requer uma infraestrutura também sofisticada. Carlos Feu. 59: São Paulo. as novas usinas sejam projetadas com elevado grau de resistência ao desvio de materiais físseis e à produção não declarada dos mesmos.shtml> Acesso em: 29/JUN/2012. mas atinge o conjunto das energias térmicas quando se inclui a emissão dos gases formadores do efeito estufa. vol. Ademais. Estudos Avançados. Action Plan to combat nuclear terrorism. Disponível em: <http://www. b) o prazo 40 WEDEKIND.scielo.iaea. é plausível dizer que ainda não existe solução definitiva para os rejeitos nucleares (sólidos. Cada país deve buscar o sistema ou os sistemas em que deseja investir. 18 . em parte. As soluções atualmente adotadas constituem verdadeiros paliativos diante dos desafios apresentados pela radioatividade. continua sendo extremamente desejável que. MAFRA. 42 Diante disso.br/scielo. 21. exigindo que as novas plantas incorporem projetos robustos com precauções contra atentados terroristas. Disponível em: <http://www.php?script=sci_arttext&pid=S0103-40142007000100016> Acesso em: 29/JUN/2012. Os materiais físseis dentro dos programas nucleares civis são salvaguardados por um sistema internacional.42 Sendo uma tecnologia sofisticada.org/newscenter/features/nuclear_terrorism/iaea_measures. vale lembrar que um repositório definitivo para os rejeitos nucleares deve ser capaz de conter rejeitos radioativos por muitos milhares de anos. L. para os futuros ciclos do combustível e para a salvaguarda dos materiais nucleares. 2007. a geração nuclear não provoca emissões diretas desses 41 gases. Esse é um problema em relação ao qual a humanidade não tem experiência e cuja solução está baseada no comportamento geológico passado. A razão principal da atenuação da oposição à energia nuclear está relacionada à percepção de que a questão dos resíduos de longa duração não se restringe às usinas nucleares. compensadas negativamente por maiores preocupações. Pode-se dizer que elas foram. de enorme volume e duração de centenas de anos). FERREIRA.

segurança e custos são elementos críticos para o julgamento do público. Rio de Janeiro. Disponível em: <http://www.44 As metas de segurança e confiabilidade da AIEA preveem uma operação segura e confiável.cnen. 46 Em 11/03/2011 o país foi atingido por um terremoto seguido de um tsunami que. diz consultor da AIEA. especialmente no que tange à segurança das instalações. Segurança na Operação de Usinas Nucleoelétricas. acidentes sejam impedidos de ocorrer e situações anormais não levem a acidentes severos com fusão do reator nuclear. Antonio Teixeira.43 Diante disso. Manter e ampliar a segurança e a confiabilidade da operação é prioridade essencial no desenvolvimento dos próximos sistemas nucleares. Op.com. Acidente em Fukushima interrompeu debate sobre energia nuclear. melhor gerenciamento de acidentes e minimização de suas consequências.47 43 COMISSÃO NACIONAL DE ENERGIA NUCLEAR.para adquiri-la. Rejeitos nucleares. Educação é importante para ampliar a percepção do público sobre os problemas do aquecimento global.br/conteudo/entrevistas/20450/acidente+em+fukushima+interrompeu+deb ate+sobre+energia+nuclear+diz+consultor+da+aiea. 44 Idem. e c) a forma como deve se dar o desenvolvimento da tecnologia (nacional ou internacionalmente). atingiu quatro dos seis reatores da central nuclear. Expandir a energia nuclear requer aceitação pública para esse tipo de fonte. conectando o uso dos combustíveis fósseis aos gases do efeito estufa e à necessidade de fontes livres desses gases. Os sistemas de energia nuclear devem ser projetados de forma que as margens de segurança das usinas sejam adequadas.pdf> Acesso em: 29/JUN/2012. 1997.46 reacendeu a discussão internacional sobre a utilização de energia nuclear.br/seguranca/normas/pdf/Nrm126. cit. 47 OPERAMUNDI. 45 E SILVA. além de deixar 13 mil mortos e 16 mil desaparecidos. contudo. causando o vazamento de material radioativo nas áreas próximas.45 O recente acidente em Fukushima.gov. no Japão. melhorar a segurança e a disposição dos rejeitos podem ampliar o apoio.shtml> Acesso em: 29/JUN/2012. 19 . Avanços tecnológicos para reduzir custos. cediço é o entendimento de que uma operação segura requer uma regulamentação efetiva. é que o medo infligido à população pelo desastre pode ter prejudicado o debate acerca da utilização de fontes energéticas nucleares. O problema. Disponível em: <http://operamundi. gerenciamento comprometido com a segurança e trabalhadores altamente qualificados.uol. proteção ao investimento e redução na necessidade de responder a emergências fora da área onde a usina está instalada.

Apesar disso. apesar de ter notória influência sobre governos e órgãos nacionais e internacionais.html> Acesso em: 29/JUN/2012. 50 DO CANTO. É necessário ter em vista.br/?p=308> Acesso em: 29/JUN/2012. para muitos países. Alemanha divide opiniões ao se tornar primeira potência a renunciar à energia nuclear. principalmente por falta de acesso aos recursos energéticos necessários. 6. vem sendo 48 R7.com/mundo/alemanha-divide-opinioes-ao-setornarprimeira-potencia-renunciar-energia-nuclear-2763652> Acesso em: 29/JUN/2012. Disponível em: <http://noticias. Disponível em: <http://www.O debate. cessar abruptamente a utilização dessa forma de energia pode significar o colapso econômico e social do próprio Estado. sofreu um revés e teve o maior impacto na opinião pública. que anualmente realiza conferências.r7. 49 Leia mais em: O GLOBO.abacc. O fato é que a sociedade internacional não pode permitir que parcelas enormes da população mundial sejam colocadas à margem do desenvolvimento e de seus frutos. aparentemente evoluído e consensual acerca da importância do papel da energia nuclear para atender as necessidades atuais e especialmente futuras da humanidade. contudo. Disponível em: <http://oglobo. com as demandas sempre crescentes de energia. Discurso proferido em 2007. hoje.org. 20 . RISCOS E CONTROLE DA ATIVIDADE ENERGÉTICA NUCLEAR O atual estado da civilização.50 Essa expectativa. diante da inexistência de formas alternativas de geração de energia elétrica. Milhares de japoneses saem às ruas pelo fim da energia nuclear.globo. O momento em que vivemos expõe a humanidade à constatação de que sua interferência no meio ambiente pode levar à sua própria destruição. diferentes nações passam a fazer sobre os reatores nucleares como fontes de energia confiáveis e com baixa contribuição para o aumento do efeito estufa cria uma expectativa de crescimento de todas as atividades relacionadas à cadeia produtiva nuclear. Odilon Antonio Marcuzzo. não permite mais posições ingênuas. que. caso não seja controlada e sustentável. o que faz com que a energia nuclear assuma significativo papel nesse cenário de mudanças. contudo. especialmente japonesa48 e europeia49. a opinião pública é apenas mais uma das vozes dentro da discussão não tão atual travada em âmbito internacional e especialmente abordada pela AIEA. 51ª Conferência Geral da Agência Internacional de Energia Atômica. simpósios e sessões de discussão sobre regulação atômica.com/internacional/noticias/milhares-de-japoneses-saem-as-ruas-pelo-fim-daenergia-nuclear-20120716. que utilizam energia nuclear em larga escala. A releitura que.

confrontada com as ponderações da opinião pública. Convenção Sobre a Proteção Física de Materiais Nucleares. cit. o direcionamento de recursos proporcionalmente maiores para setores de pesquisa e desenvolvimento de países e corporações transnacionais de desenvolvimento científico. de certa forma.br/ciencias/pratica-pedagogica/entenda-acidentenuclear-japao-621879. o ataque indiscriminado de terroristas extremados tem levado a uma reavaliação da proteção das instalações industriais.br/ccivil_03/decreto/1990-1994/anexo/and95-91. sido bem-sucedidas em impedir a utilização dos sistemas de energia nuclear civis para proliferação de armas nucleares. entre grupos de indivíduos e entre ambos. Contudo. Tal contexto acaba por criar maior responsabilidade para os setores de desenvolvimento tecnológico e científico detentores dos conhecimentos necessários para fazer com que a geração de energia nuclear seja economicamente mais viável e cada vez mais segura.planalto. 51 52 E SILVA.51 A proteção das instalações nucleares tem sido alvo de grandes preocupações. Entenda o acidente nuclear em Fukushima. ao encurtamento das distâncias no mundo globalizado e ao maior acesso à telecomunicação. fabricação. propiciam o estabelecimento de um quadro preocupante com relação às possibilidades de desvio de materiais físseis (ou nucleares) para usos beligerantes ou fins terroristas. geração de potência. nelas incluído o setor nuclear. Disponível em: <http://revistaescola. ao passo que observamos um real processo de amadurecimento da discussão em torno da ampliação da energia nuclear na matriz energética mundial. conversão. no Japão. Antonio Teixeira. 21 . 53 Leia mais em: REVISTA ESCOLA.gov. Disponível em: <http://www.53 Por outro. Op.abril. ainda. associadas às facilidades de apreensão do conhecimento.52 Por um lado. Essas salvaguardas se aplicam a todos os materiais nucleares dos sistemas envolvidos no enriquecimento. Ocorre que as instabilidades políticas e a complexidade das relações entre nações. BRASIL. órgãos de defesa do meio ambiente e nações.pdf> Acesso em: 29/JUN/2012. As salvaguardas fornecidas pelo Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP) têm procurado e. Esse processo inclui. prejudicando direta e indiretamente o meio ambiente e as populações circunvizinhas. não apenas os processos internos de produção de energia nuclear devem receber incrementos em segurança e controle de riscos. incidentes naturais podem ser capazes de macular a estrutura de usinas e reatores.shtml> Acesso em: 29/JUN/2012. reciclagem e armazenamento de rejeitos.com.

portugues. principalmente.html?cid=8671352> Acesso em: 29/JUN/2012. mas. testes nucleares na Ásia.com/quais-as-chances-de-um-terrorista-comprar-umabomba-nuclear/> Acesso em: 29/JUN/2012.54 Além disso. Bruxelas. Irã não permite entrada de inspetores. previstas pela Cúpula Nuclear realizada em 2010 em Washington.57 Diante das consequências políticas. sociais e psicológicas.br/economia/politica/noticias/coreia-do-norte-nao-aceita-mais-inspetores-daaiea-2>.abril. Disponível em: <http://www. protegidos de vazamento. a sociedade internacional deve buscar eliminar ou atenuar substancialmente as 54 Leia mais em: EXAME.pdf> Acesso em: 29/JUN/2012. laboratórios de pesquisa e hospitais. constantes preocupações estão relacionadas à disseminação das armas nucleares e de tecnologia nuclear sensível. Os registros dos materiais atômicos devem ser constantemente atualizados e. sanções mais severas para os contrabandistas nucleares e menos urânio altamente enriquecido nos reatores. Disponível em: <http://www. OPINIÃO E NOTÍCIA. 56 SWISSINFO.56 É consensual a necessidade de reforço à luta contra o contrabando. 55 Leia mais em: HYPE SCIENCE. principalmente a preocupação acerca dos programas nucleares da Coreia do Norte e do Irã. muitas vezes. são algumas das formas de amplificação dos padrões de segurança na manipulação de materiais nucleares para fins energéticos.iaea. Questiona-se a real intenção por trás desses programas nucleares. Nos últimos anos. impedindo que terroristas obtenham material nuclear originário de reatores. econômicas. foram dignos de nota por diversos governos e organismos internacionais. Diante disso.ch/por/politica_suica/Unidos_contra_o_terrorismo_atomico.swissinfo. a busca por mais segurança no armazenamento de material nuclear.com. 22 . Coreia do Norte não aceita mais inspetores da AIEA. RFI. que se apresentam como pacíficos. 57 INTERNATIONAL ATOMIC ENERGY AGENCY. bem como o intercâmbio de experiências na detecção e processos jurídicos que envolvem delitos atômicos. 2008. não permitem ou restringem a atuação dos inspetores da AIEA.com. Reinforcing Cooperation on Nuclear Energy for Peace and Development. Unidos contra o terrorismo atômico. ligações entre os governos desses países e regimes políticos autoritários ou grupos terroristas55 continua sendo uma constante nas discussões da sociedade internacional e no levantamento de suspeitas acerca de seus programas nucleares.fr/mundo/20120608-ira-e-aiea-discutem-futuras-inspecoes-ao-programanuclear-iraniano> Acesso em: 29/JUN/2012.opiniaoenoticia.br/internacional/africa-oriente-medio/ira-nao-permite-entrada-deinspetores/>. Disponível em: <http://exame. melhorando o fluxo de informações sobre os acervos nucleares. Disponível em: <http://www. Disponível em: <http://staging.Ao mesmo tempo. Disponível em: <http://hypescience.org/newscenter/news/pdf/iaea_euratom070508. Irã e AIEA discutem inspeções ao programa nuclear iraniano.rfi. Quais as chances de um terrorista comprar uma bomba atômica.

iaea. que incluem assegurar. prevenindo que indivíduos não estatais obtenham informação. 59 Leia mais em: INTERNATIONAL ATOMIC ENERGY AGENCY. Disponível em: <http://www. ainda. Disponível em: <http://www. 60 Leia mais em: NTI. sem. O transporte de tais materiais deve ser prevenido.eletronuclear.org/Publications/Documents/Conventions/cppnm. De igual modo.org/analysis/articles/initiative-combat-nuclear-terrorism/ > Acesso em: 29/JUN/2012. impedindo que os mesmos possam se aproximar de fronteiras transnacionais. A ideia de não proliferação nuclear também deve albergar conceitos como desarmamento e utilização pacífica da energia nuclear no mundo. 61 Leia mais sobre tratados bilaterais de cooperação em matéria nuclear em: ELETRONUCLEAR. que o controle de riscos no desenvolvimento de atividades com energia nuclear vem recebendo importantes incrementos.nti. a necessidade de fortalecimento da capacitação humana. Panorama de Energia Nuclear No Mundo.ameaças de terrorismo nuclear. urânio altamente enriquecido e plutônio. constituir um entrave ao desenvolvimento e à utilização de energia nuclear com fins pacíficos. contabilizar e consolidar esses materiais. ainda. Há. tornando a atividade mais segura e adequada para a exploração em larga escala. The Global Initiative to Combat Nuclear Terrorism: Progress to Date.br/LinkClick. 2011. contudo. Internacional Convention for the Suppression of Acts of Nuclear Terrorism. os 58 Leia mais em: UNTREATY – UNITED NATIONS. Contudo. Disponível em: <http://untreaty.aspx?fileticket=GxTb5TAen5E%3D&tabid=297> Acesso em: 29/JUN/2012. requerem medidas especiais de precaução. detectado e acompanhado pelas autoridades nacionais e internacionais.gov. inúmeros outros tratados e iniciativas continuam em vigor61. Observamos. Convention on Physical Protection of Nuclear Material.org/cod/avl/ha/icsant/icsant.un.html > Acesso em: 29/JUN/2012. os próprios recursos radioativos. Disponível em: <http://www. fundamental para a promoção da segurança nuclear nas instalações estatais. tecnologia e conhecimento necessários para adquirir ou utilizar materiais nucleares com fins perniciosos ou que transtornem os sistemas de informação e controle das instalações nucleares. a valorização e o fomento à adesão universal de acordos multilaterais de segurança nuclear tais como a Convenção Internacional para a Supressão de Atos de Terrorismo Nuclear (ICSANT)58 e a Convenção sobre Proteção Física de Material Nuclear (CPPNM)59 é imprescindível. Além dos incrementos em segurança previstos para as instalações nucleares. O reconhecimento.html > Acesso em: 29/JUN/2012. 23 . Rio de Janeiro. há que se avaliar o trabalho desenvolvido pela Iniciativa Global contra o Terrorismo Nuclear (CIGNT) 60. Além desses.

indicando o grau de nocividade de cada resíduo atômico. Acidentes Nucleares.com/quimica/lixonuclear-perigo. Disponível em: <http://unicrio. vigilância e preservação da segurança na utilização da energia nuclear.library. iodo. estrôncio. criados durante o funcionamento de um reator nuclear. não podem ser tratados como lixo comum. 7. Tais rejeitos são considerados o lixo resultante da utilização de fontes energéticas nucleares. considerada a emergência enfrentada. Resposta aos acidentes nucleares precisa melhorar.brasilescola. isótopos radioativos extremamente perigosos.63 Diante do exposto.br/Filosofia/nucleare. Lixo Nuclear: Perigo! Disponível em: <http://www. principalmente. contudo. cabe à sociedade internacional e aos órgãos internacionais responsáveis pela regulação. de High Level Waste). poderão ser construídos depósitos provisórios para armazenar os rejeitos radioativos resultantes. ARMAZENAMENTO DE REJEITOS ATÔMICOS Do processo de fissão nuclear resultam os chamados rejeitos atômicos. especialmente a AIEA. alguns por negligência e outros por impossibilidade tecnológica (contingência da evolução científica). O depósito intermediário é destinado a receber e. como césio. acondicionar rejeitos radioativos por um determinado tempo. de Intermediate Level Waste) e resíduo de baixo nível (LLW.htm > Acesso em: 29/JUN/2012.org.com. pugnarem pela observância das normas que regulam tais atividades e. de Low Level Waste).br/resposta-aosacidentesnucleares-precisa-melhorar-diz-aiea/> Acesso em: 29/JUN/2012. dado o alto índice de radiação residual que tais rejeitos contêm e os riscos aos seres humanos. resíduo de nível intermediário (ILW. criptônio e plutônio.riscos de acidentes62 continuam atuais e muitos deles ainda não foram eliminados. 24 . objetivando a sua futura reutilização ou remoção para o depósito final. Disponível em: <http://www. 62 Leia mais sobre os acidentes nucleares ao longo da história em: LIBRARY. buscar novas e viáveis soluções para assegurar o uso confiável e pacífico de fontes de energia nuclear como solução plausível para a futura demanda da humanidade. diz AIEA. 64 BRASIL ESCOLA. Em caso de acidentes nucleares ou radiológicos.htm> Acesso em: 29/JUN/2012. 63 CENTRO DE INFORMAÇÕES DAS NAÇÕES UNIDAS NO BRASIL. eventualmente. Existem três categorias de lixo atômico: resíduo de alto nível (HLW.64 Esses dejetos radioativos são armazenados em locais denominados de depósitos intermediários e depósito final.

papéis. Disponível em: <http://www. esse tipo de material ainda exige muitos anos de isolamento (algumas centenas) para que o seu nível de radioatividade se reduza a condições ambientais que não sejam danosas aos seres humanos e ao meio ambiente. 25 . pode chegar a ficar até sete vezes menor que o volume normal gerado. Contudo. os estudiosos têm consciência dos riscos e dos procedimentos de segurança exigidos por essa espécie de lixo. que muitas vezes são nações ricas. De fato. os seus custos. Os dejetos radioativos de baixa e média radioatividade. O mundo e seus fantasmas. há notícias e denúncias de países que clandestinamente vem lançando lixo atômico e tóxico em áreas de outros países. que pode chegar a dezenas de milhares de anos. portanto. O que se sabe. Cabe a AIEA.com. é que manter esse tipo de rejeito apesar das precauções continua tendo os seus riscos e. bem como outros materiais. Não há. A Somália e o tráfico internacional de lixo tóxico. consenso acerca de onde dispor dos rejeitos atômicos.65 a exemplo da Somália.com. é a meia-vida dos materiais radioativos. líquidos. 65 CARTA MAIOR. 66 A NOVA DEMOCRACIA. especialmente africanos. peças de metal do reator e resíduos químicos.66 Tais questões ainda são negligenciadas nas discussões promovidas pela sociedade internacional e a responsabilização desses agentes. certamente. contudo. As questões que se levantam em torno dos rejeitos nucleares e demais materiais utilizados na produção de energia nuclear não são novas. adiada. contudo. apesar do baixo potencial radioativo. Disponível em: <http://www. se processado. roupas.br/no-79/3536-a-somalia-e-o-trafico-internacional-de-lixo-toxico> Acesso em: 29/JUN/2012.cartamaior.Apesar do alto volume de energia gerado pela utilização de elementos radioativos. O grande problema do lixo nuclear.anovademocracia. a exemplo de botas. luvas. continua sendo mitigada ou. decidir se a inércia de tal discussão permanecerá ou se a mesma poderá ser discutida francamente em busca de soluções viáveis e pacíficas.br/templates/colunaImprimir. Por tal razão. são armazenados em depósitos intermediários. o volume de rejeitos gerados geralmente é muito baixo e. ao certo.cfm?coluna_id=5447> Acesso em: 29/JUN/2012. pelo menos.

tais ações em muitos aspectos ainda se revelam tímidas e constituem uma pequena chama frente aos substanciais desafios do tema e de sua relevância para o futuro da humanidade.8. mantendo a segurança na utilização dos recursos atômicos. Cabe. 26 . de modo que os maiores beneficiários sejam as futuras e vindouras gerações. O tom das discussões deve se pautar no interesse de negociar. apesar de dignas de reconhecimento. bem como apresentar novas soluções capazes de maximizar os benefícios relativos à sustentabilidade energética. mediar e conciliar os desejos e interesses dos diversos agentes internacionais. sobre as quais temos o dever moral de cuidado. apresentase a AIEA a oportunidade de. admitir que. debater o futuro da utilização da energia nuclear. CONSIDERAÇÕES FINAIS Diante das discussões aqui expostas e tendo competência direta sobre a regulação da utilização dessa importante e promissora fonte energética. contudo. ao longo de sua reunião extraordinária. Cediço é o entendimento de que a sociedade internacional tem se organizado e se empenhado no fomento a práticas que priorizem a segurança dos povos e o equilíbrio do meio ambiente. partindo da premissa de que o interesse geral deve prevalecer.

por isso. argumentam que o tratado.html> Acesso em: 29/JUN/2012.67 na sede das Nações Unidas. dividiu o mundo entre países que podem possuir armas nucleares . inclusive o Brasil. intimidando a vizinha (e rival) Coreia do Sul.br/tecnologia/armas-nucleares-clube-bomba-446463. Disponível em: <http://www1.com. Disponível em: <http://www. que impede que os Estados desenvolvam tecnologia nuclear com fins militares. 70 FOLHA DE SÃO PAULO. 68 ARMS CONTROL. que não assinaram o documento e.br/folha/mundo/ult94u570917.com. Embora possua abrangência global e conte com a anuência da maior parte dos países.shtml> Acesso em: 29/JUN/2012.ESFORÇOS PARA O ESTABELECIMENTO DE UMA ZONA DESNUCLEARIZADA NO ORIENTE MÉDIO 1.68 não há certeza quanto à posição de Israel. Disponível em: <http://www. Para muitos o TNP é a expressão dos desequilíbrios do sistema internacional. visando diminuir.folha. em 1995. o TNP continua proporcionando acirrados debates nas conferências da AIEA. que não as podem ter. o armamento atômico. porém a sociedade internacional aponta que o país tem. testes que teriam propósitos militares. Nuclear Weapons: Who has what at a glance. o produto 67 UNITED NATIONS.abril. desde 2009. Disponível em: <http://super. Tais reuniões de revisão do Tratado acontecem a cada cinco anos. O pacto original previa um limite de duração de 25 anos para suas propostas.org/en/conf/npt/2005/npttreaty.shtml> Acesso em: 29/JUN/2012. em 1967 . 69 SUPER INTERESSANTE. pelo menos. vários dos países signatários. Armas Nucleares: clube da bomba. O objetivo primordial da reunião foi revisar o Tratado. Coreia do Norte desafia o mundo com novo teste nuclear. mas os países signatários decidiram. de maneira gradual. realiza.un. não participam das reuniões. criado em 1967 e efetivado em 1970. CONSIDERAÇÕES INICIAIS Em maio de 2010 ocorreu a 8ª Conferência de Revisão do Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP).e outros. ampliar e estender indefinidamente o acordo. Enquanto se sabe que Índia e Paquistão são potências nucleares.uol. 27 . mas se retirou em 2003. The Treaty on the non-proliferation of nuclear weapons. em Nova York.armscontrol. principalmente suscitados por Coreia do Norte.org/factsheets/Nuclearweaponswhohaswhat/> Acesso em: 29/JUN/2012. 200 artefatos nucleares.70 Além disso. Israel e Índia. que chegou a ser signatária do TNP. bem como promover o uso pacífico da energia nuclear.69 Já a Coreia do Norte.pois já as tinham antes da assinatura.TEMA B .

para prevenir conflitos étnicos e religiosos. haverá outros tentando adquiri-los ou desenvolvê-los”. 71 GOLDEMBERG.br/textos/textos. Disponível em: <http://www.br/sala-de-imprensa/notas-aimprensa/discurso-do-ministro-celso-amorim-na-8a-conferencia-de-revisao-do-tnp-nova-york-3-demaio-de-2010> Acesso em: 29/JUN/2012.html> Acesso em: 29/JUN/2012. 74 NUCLEAR FILES. mesmo após quarenta anos da entrada em vigor do TNP.itamaraty. não podem mais ser sustentados. pois. bem como um cronograma preciso e realista.eco21. O fato é que as armas nucleares não possuem mais utilidade contra as ameaças de segurança do mundo de hoje. Não servem para combater os crimes transnacionais. Revista ECO 21.org/menu/key-issues/nuclear-weapons/history/cold-war/strategy/strategymutual-assured-destruction.de uma era na qual o poderio militar.gov. Discurso proferido na 8ª Conferência de Revisão do TNP – Nova York. senão a única. fonte de prestígio e de poder político.71 O próprio fato de que os membros permanentes do Conselho de Segurança sejam justamente os cinco Estados nucleares reconhecidos pelo TNP reforça a percepção de que armas nucleares são um meio para obter. Paradoxalmente. 90. nem para prevenir a guerra cibernética ou o terrorismo. Os dias de destruição mútua assegurada (mutually assured destruction – MAD)74 há muito se foram. Disponível em: <http://www. proeminência política. Obama faz discurso contra armas nucleares em Praga. Contudo. por mais que sejam importantes. era a principal. Mutual Assured Destruction.00. Ed. Para muitos. 72 AMORIM. se em algum momento foram válidos.72 Em 2009.nuclearfiles.asp?ID=788> Acesso em: 29/JUN/2012. Disponível em: <http://g1. por meio de discurso proferido em Praga. José. O Presidente Barack Obama. O Brasil e a não-proliferação nucelar. Os argumentos para justificar a posse de armas nucleares durante a Guerra Fria. além de poderio militar. a mentalidade daquela época parece perdurar para alguns países. O desarmamento nuclear requer passos amplos e verificáveis. os Estados Unidos da América e a Rússia comprometeram-se com um mundo livre de armas nucleares.com/Noticias/Mundo/0.com. principalmente o das armas nucleares. o objetivo fundamental de um mundo livre de armas nucleares continua sendo pouco mais do que uma miragem. “enquanto alguns Estados possuírem armamentos nucleares.73 deu nova motivação àqueles que buscam a total eliminação dos arsenais nucleares.globo. 73 G1. medidas unilaterais e episódicas não serão capazes de eliminar as armas nucleares.htm> Acesso em: 29/JUN/2012.MUL1073848-5602. 3 de maio de 2010. Celso.. 28 . Disponível em: < http://www. Rio de Janeiro: PUC.

“Um mundo em que a existência de armas nucleares continua a ser aceita é intrinsecamente inseguro”. Final Documents of the 2010 NPT Review Conference. Nesse sentido. chegando a um documento de consenso (o primeiro em dez anos) que inclui a interdição total de armas de destruição em massa no Oriente Médio.É preciso observar com clareza que a manutenção de armas nucleares prejudica a segurança de todos os Estados. O documento de 28 páginas diz também que Estados Unidos. França. Celso. e c) utilização pacífica da energia atômica. para a qual todos os estados da região estão convocados. A convocação se refere a todos os países do Oriente Médio. porém. uma conferência internacional que deverá resultar no estabelecimento da zona desnuclearizada no Oriente Médio.76 Os países signatários do TNP decidiram também organizar. que não é signatário do TNP. O documento reafirma "a importância da integração de Israel ao tratado e a disponibilização de suas instalações nucleares para visitas da Agência Internacional de Energia Atômica". UNITED NATIONS. quando o mundo testemunhou o impacto das explosões nucleares em Hiroshima e Nagasaki. b) controle dos programas nucleares nacionais. comprometem-se a adotar medidas para reduzir seus arsenais de armamentos nucleares e a relatar seus progressos neste sentido. Reino unido e China. as potências nucleares do Conselho de Segurança da ONU. Rússia. o único país citado nominalmente é Israel. bem como a produção acelerada de artefatos atômicos pelas potências emergentes pós 2ª Guerra . inclusive daqueles que as possuem.surgiu a preocupação no cenário internacional 75 76 AMORIM. a 8ª Conferência de Revisão do TNP traçaram diversas e importantes metas. Op. em 2012.75 razão pela qual os esforços para evitar a proliferação nuclear devem ser conduzidos com absoluta seriedade. Disponível em: <http://www. Tal documento prevê planos de ação para cada um dos três pilares do TNP: a) desarmamento. O TRATADO DE NÃO PROLIFERAÇÃO NUCLEAR (TNP) Logo após a 2ª Guerra Mundial. 2.org/en/conf/npt/2010/> Acesso em: 29/JUN/2012. cit.un. 29 .os Estados Unidos e a União Soviética . incluindo o Irã.

há a previsão da divisão das nações em dois blocos: aquelas nuclearmente armadas.78 A divisão supracitada tem como base a situação geopolítica mundial ao término da II Guerra Mundial (1939-1945).para que fosse estabelecido um controle quanto à produção de armas nucleares no mundo.com/doc/57585219/TNP> Acesso em 13/AGO/2012. que buscou reunir esforços das nações do globo para a consecução de três principais fins: desarmamento. não por acaso. os cinco Estados que desenvolveram e se utilizaram da bomba atômica antes de 1º de janeiro de 1967 – Estados Unidos da América.com. Uma análise acerca da questão nuclear à luz do conceito de hegemonia de Laclau: discurso das potências dominantes e o congelamento do poder.mundialistas. Já os Estados não nuclearmente armados. nem a fabricálos. União Soviética (sucedida pela Federação Russa). não possuíam armamento desse porte. mas não podem transferi-las nem repassar a tecnologia para a sua fabricação à outra nação. entrou em vigor o Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP). Se a AIEA constata que um Estado 77 MUNDIALISTAS. Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares. ao assinarem o TNP. de âmbito internacional.77 Nesse sentido. por Fábio Franco. Reino Unido. sujeitando-se às inspeções da AIEA. O acordo. 78 CEDIN. De acordo com o TNP. como o Brasil. esses cinco países podem manter suas armas atômicas.scribd. são os membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU. quais sejam. bem como a não encorajar que estes desenvolvam tais artefatos explosivos para fins não pacíficos. não proliferação e direito à utilização de energia nuclear para fins pacíficos. ou seja. em 1970. aqueles que. foi aprovado em 1968 e.br/blog/index.php/uma-analise-acerca-da-questaonuclear-a-luz-do-conceito-de-hegemonia-de-ernesto-laclau-o-discurso-das-potencias-dominantes-e-ocongelamento-de-poder-por-fabio-franco/> Acesso em: 29/JUL/2012. os únicos com poder de veto sobre as decisões. 30 . permite que os demais países desenvolvam a tecnologia nuclear para a geração de energia elétrica e outros fins pacíficos. Disponível em: <http://pt. Disponível em: <http://www. França e China. Os cinco países do primeiro bloco foram os vencedores da Guerra e. comprometeram-se a não transferir armas nucleares para os Estados não nuclearmente armados. comprometeram-se a não receber daqueles armamentos nucleares. Essas nações. que entrou em vigor em 1970. anteriormente a 1967. Nesse Tratado.

o que cria uma situação contraditória. 2. Disponível em: <http://www. Por exemplo. como é o caso do Brasil. porém. impõe-se um controle rigoroso. da Argentina e do Irã. O protocolo adicional prevê que a AIEA tenha o direito de fiscalização sem aviso prévio e sem restrições. 80 INTERNATIONAL ATOMIC ENERGY AGENCY. 79 BRASIL-CS-ONU. contudo. exige-se o compromisso do desarmamento.iaea.org/Publications/Documents/Infcircs/1997/infcirc540c.79 2. Para a enorme maioria das nações do mundo. que não possui bombas. contudo. 31 . não se aplica a nenhum dos cinco Estados dotados de armas. gira em torno de uma possível atuação do protocolo no sentido de buscar de fato a não proliferação tecnológica em proveito das nações que já detêm o controle do processo nuclear. O Conselho de Segurança das Nações Unidas. Por esse motivo. a AIEA aprovou um protocolo adicional 80 que dá aos inspetores da Agência poderes de investigação mais amplos.1 O Protocolo Adicional O TNP estipula que as visitas periódicas de inspeção devam ser negociadas previamente com cada país.desrespeita o Tratado.brasil-cs-onu. mas sem o estabelecimento de prazos. havendo limites para as verificações. encaminha o caso ao Conselho de Segurança da ONU. mas não o funcionamento das centrífugas que enriqueceram o material (em razão do respeito ao segredo industrial). O objetivo é detectar a existência de atividades secretas.com/o-conselho/funcoes-e-competencias/> Acesso em 29/JUN/2012. os técnicos podem averiguar o grau de enriquecimento do urânio. Aos detentores de armas nucleares. A crítica. Model Protocol Additional to the Agreement(s) Between State(s) and the International Atomic Agency for the Application of Safeguards. Disponível em: <http://www. a fim de verificar a operacionalidade e o progresso das medidas que os Estados assinantes se comprometeram a realizar para dar efetividade ao mesmo. única instância que pode adotar medidas a respeito. Esse protocolo. Em 1997. foi prevista também a revisão do Tratado de Não Proliferação a cada 5 anos. os principais atingidos pelas determinações do protocolo adicional são os países com condições de desenvolver tecnologia no âmbito nuclear.pdf> Acesso em: 29/JUN/2012.2 A 8ª Conferência de Revisão do TNP Quando da sua elaboração.

sendo acusado de querer desenvolver armas nucleares para fins não pacíficos. a fim de que seja estabelecida uma região desnuclearizada na supramencionada região. principalmente. à elaboração de um documento que prevê quatro planos de ação sobre cada um dos três pilares do TNP.82 O Irã. para evitar que novos países desenvolvam programas nucleares. apresentou insatisfação com o Tratado.Dentre as revisões. na medida em que pode garantir paz e segurança. o Irã justifica as pesquisas na área atômica pela necessidade de diversificar as fontes de energia. Sob outra vertente. o ministro mostrou-se favorável ao estabelecimento de zona desnuclearizada em regiões de tensão. 32 . não devendo haver impedimentos ao desenvolvimento de energia nuclear. Já o Brasil. destaca-se o posicionamento do Brasil no sentido de que deve-se atentar para o fato de que os esforços devem ser voltados para a não proliferação de arsenal nuclear para fins não pacíficos. aparentemente simples. com especial foco na região do Oriente Médio. 82 INTER PRESS SERVICE. sejam produzidas armas de destruição em massa. A questão. O PROGRAMA NUCLEAR IRANIANO Contrapondo-se às constantes críticas da comunidade internacional. Disponível em: < http://ips. não negando nem afirmando que. além de defender a ideia de bancos internacionais para enriquecimento de urânio. O mesmo documento prevê a organização de uma conferência em 2012 com a participação de todos os países do Oriente Médio. com o Oriente Médio. para dar efetividade ao projeto de implementação de uma zona livre de armamento nuclear. O país tem grandes reservas de gás e de petróleo. por sua vez.net/nota. ideológicas e religiosas. 3. é parte ativa nas reuniões sobre o TNP. merece destaque a 8ª Conferência de Revisão realizada em 2010. especialmente em razão de divergências e tensões políticas. Por um lado.81 O aparente sucesso dessa conferência deveu-se. no entanto. é foco constante de críticas. Os próximos passos para livrar o Oriente Médio de armas nucleares.org/ipsbrasil. por meio do discurso do ministro Celso Amorim. Por fim.php?idnews=8039> Acesso em: 29/JUN/2012. dividindo os “que têm” dos que “não têm”. que funcionou como um verdadeiro divisor de águas na conjuntura política global. vez que esclareceu o posicionamento das diferentes nações quanto à disposição de reunir esforços para o estabelecimento de zonas desnuclearizadas no mundo. Israel já se pronunciou no sentido de que não participará de tal conferência e continua com a política internacionalmente conhecida por “ambígua”. tem sido muito discutida atualmente. do qual é um dos 81 Os Estados Unidos pressionaram pela adesão do Brasil e de outros países ao protocolo adicional. tendo em vista que este provoca um desequilíbrio no sistema internacional. em seu território.

bol.veja-as-sancoes-aplicadas-pelo-conselho-deseguranca-da-onu-ao-ira.estadao.0. a AIEA informou que o Irã ocultara.pdf> Acesso em 29/JUN/2012.com.maiores exportadores mundiais. Disponível em: <http://g1. já conhecida. do Reino Unido e da França acusaram o Irã de construir secretamente uma segunda usina de enriquecimento de urânio. importa 40% do combustível que consome. Veja as sanções aplicadas pelo Conselho de Segurança da ONU ao Irã. o país aceitava voluntariamente a fiscalização. alegando que o Irã possui muito petróleo. Op cit. 33 . Governo Iraniano importa gasolina da Venezuela contra vontade do parlamento.html> Acesso em 29/JUN/2012. na verdade. 87 ESTADÃO.86 A negativa do Irã em paralisar o programa nuclear já havia levado a ONU a aprovar três pacotes de sanções – em dezembro de 2006.br/2012/06/ira-2-maior-produtor-de-petroleo-e-gas. Dossiê Nuclear – Irã no centro da polêmica nuclear.com. 85 GUIA DO ESTUDANTE. durante 18 anos. porém. os governos dos EUA.uol.com/Noticias/Mundo/0. em 2006.554349. Disponível em: <http://ruirocha. e não apenas por parte dos setores governistas.blogspot. mas que não faz parte das exigências básicas do TNP – o Tratado define visitas periódicas a instalações nucleares.. prevista no Protocolo Adicional (não ratificado pelo Irã). Disponível em: <http://www.com. Até os maiores opositores internos de Ahmadinejad defendem o programa de enriquecimento de urânio. Irã é acusado de construir nova instalação nuclear secreta. 86 YIMG. afirmam que o programa nuclear tem. a questão nuclear tornou-se um elemento de afirmação nacional no Irã.br/noticias/internacional. março de 2007 e março de 2008. estão a proibição ao Irã de comercializar armas e o veto a negociações com determinadas autoridades e instituições iranianas. Disponível em: <http://noticias.84 Os EUA e os países europeus. mas sua capacidade de refino é reduzida. 84 G1.85 Nos últimos anos.MUL1442153-5602. o Irã não permitiu mais visitas de técnicos da AIEA a locais não vinculados a atividades atômicas. além da usina de Natanz. RUI. 3.88 A nova unidade 83 ROCHA.1 A Nova Usina Em setembro de 2009.00. Disponível em: <http://xa. Até então.br/internacional/2009/09/26/ult574u9703. contestam essa explicação.globo. um programa paralelo de pesquisas atômicas. 88 BOL.htm> Acesso em 29/JUN/2012.83 Por isso.com/kq/groups/21754994/1960448077/name/artigo1. Em 2003.87 Entre as medidas adotadas.yimg.html> Acesso em 29/JUN/2012. Após as primeiras sanções.jhtm> Acesso em 29/JUN/2012. Irã: 2º maior produtor de petróleo e gás no mundo. objetivos militares.

> Acesso em 29/JUN/2012. tornar-se exportadores nessa área.br/scielo. Disponível em: <http://pt. ao sul de Teerã. Por essa razão. 91 DOS SANTOS. EUA. Irã e Turquia Conforme observamos ao longo do Tema A deste Guia.php?pid=S0102-85292002000200002&script=sci_arttext> Acesso em 29/JUN/2012. mas voltou atrás e anunciou planos para a construção de mais dez usinas de enriquecimento de urânio. 3. a construção da nova unidade.html?. também engloba um aspecto econômico.br/.. Ahmadinejad respondeu que o Irã comunicara à AEIA. num futuro próximo.fica próxima à cidade de Qom.com/globo-news/jornal-globo-news/v/ira-anuncia-construcao-de-nova-usinanuclear/1965954/> Acesso em 29/JUN/2012. além da questão da segurança. Isso elevou ainda mais as pressões contra o programa nuclear iraniano. França e Rússia apresentaram uma proposta. a possibilidade de que vários países detenham essa tecnologia./category/31novembro-de-2009.89 Isso porque a quantidade de urânio que ficaria em poder do Irã seria insuficiente para um enriquecimento nos níveis exigidos para a fabricação de bombas.scielo.globo..91 Na linguagem diplomática. Rafaela Santana. a capital iraniana. por intermédio da AIEA. de que o Irã enviasse cerca de 75% de suas reservas de urânio de baixo enriquecimento (o equivalente a 1.. O governo iraniano sinalizou que concordaria com a proposta. Disponível em: <https://www. buscando negociar alguma solução para o problema.2 mil quilos) para ser enriquecidas até 20% em usinas russas e posteriormente usadas pelos iranianos em aplicações médicas.2 O Acordo entre Brasil.scribd. As potências suspeitam de que essa usina tenha sido projetada com finalidade militar. 34 .http://www. para produzir radioisótopos de uso médico. Disponível em: <http://globotv. Nesse ponto. o enriquecimento de urânio é uma atividade comercial que envolve diretamente o setor de energia. Irã anuncia construção de nova usina nuclear. num momento em que se busca ampliar o uso de energias limpas. na mesma semana.. Questão Nuclear.90 Em fevereiro de 2010. Em outubro de 2009. Brasil e Irã compartilham interesses comuns. respondeu negativamente à proposição e iniciou pesquisas para desenvolver o enriquecimento de urânio a 20%.com/doc/72055825/QUESTAO-NUCLEAR Acesso em 29/JUN/2012. Logo. temem que as inspeções ilimitadas previstas pelo protocolo adicional possam camuflar espionagem industrial. Patrícia. ALVES.gov.defesa. 90 GLOBO TV. 89 MINISTÉRIO DA DEFESA DO BRASIL. pois ambos enriquecem urânio e podem.

htm?video=aquilo-que-defendemos-para-nos-defendemospara-os-outros-04023464E4998366> Acesso em 29/JUN/2012.com.92 Como o Brasil.html> Acesso em 29/JUN/2012. defendemos para os outros”. Aquilo que defendemos para nós. embora não enfrente a desconfiança que pesa sobre o Irã.95 Em maio de 2010. Brasil é alvo de críticas internacionais por proteger tecnologia nuclear nacional.r7. travou uma dura polêmica com a AEIA quando da instalação.br/reportagens/2004/11/marcia. mesmo com a Constituição brasileira proibindo atividades nucleares com fins militares. Dilma cobra Obama por assento permanente no Conselho de Segurança da ONU. depois de um ano.com/internacional/noticias/dilma-cobra-obama-por-assentopermanente-no-conselho-de-seguranca-da-onu-20110319. Em troca. Disponível em: <http://www. Lula. 93 REVISTA BRASILEIRA DE POLÍTICA INTERNACIONAL. No caso brasileiro. Disponível em: <http://noticias.94 Além disso. Referindo-se ao Irã. Recep Tayyip Erdogan (primeiro-ministro turco) e Ahmadinejad (presidente iraniano) assinaram um acordo pelo qual o governo iraniano se comprometia a enviar 1. o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou: “Aquilo que defendemos para nós.93 Os governos do Brasil e da Turquia buscaram intermediar um acordo que possibilitasse a não aprovação da quarta rodada de sanções contra o Irã.esses governos defendem a soberania de seus países no que tange à realização das atividades previstas pelas regras do TNP sem interferências externas.com/doc/25450339/Revista-Brasileira-de-PolItica-Internacional> Acesso em 29/JUN/2012. Para o governo iraniano. em Resende (RJ). de uma fábrica de enriquecimento de urânio. Disponível em: <http://noticias. o Irã receberia 120 quilos de combustível nuclear para uso em pesquisas médicas (urânio enriquecido a 20%). da mesma forma que o Irã. os países em desenvolvimento – caso cedam às pressões internacionais – correm o risco de perder o direito de controlar a indústria nuclear. O Brasil. defendemos para os outros.comciencia. a tentativa de buscar um papel de destaque na resolução de um problema internacional faz parte da ofensiva para conquistar uma vaga no Conselho de Segurança da ONU. 95 R7. não ratificou o protocolo adicional. meta da diplomacia brasileira. Disponível em: <http://pt. 94 UOL. 35 .br/videos/assistir.5%) para ficar sob a guarda da Turquia. a tentativa pode ser interpretada como uma manifestação em defesa da própria atuação nuclear do Brasil.uol.scribd.2 mil quilos de seu urânio de baixo enriquecimento (3. setores conservadores dos EUA propagaram a desconfiança sobre as intenções pacíficas do programa brasileiro. já que não são considerados “confiáveis” pelos governos dos países que já dominam a tecnologia de enriquecimento de urânio.html> Acesso em: 29/JUL/2012. O acordo tinha como base o plano da AIEA e 92 COMCIÊNCIA.

enquanto o Líbano se absteve. Hillary Clinton.97 O governo estadunidense precisava do apoio desses dois países. 36 .98 4. os estadunidenses afirmaram que o Irã já teria. o Irã acumulou. Brasil e Turquia votaram contra. muito mais urânio enriquecido do que em outubro de 2009. dado o desencontro de fatos sobre o tema. Irã assina acordo nuclear com Brasil e Turquia. à proposta apoiada em carta do presidente estadunidense Barack Obama.com. Brasil e Turquia. a secretária de Estado dos EUA.abril. quando a proposta havia sido feita.com. 2. 98 FOLHA DE SÃO PAULO. As maiores resistências contra a adoção de medidas vinham da China e da Rússia. diz chanceler turco. Isso porque os membros permanentes têm poder de veto sobre as resoluções do organismo. Disponível em: <http://www1. segundo o qual em 1975 o ministro da Defesa 96 VEJA.correspondia também.uol. França e Reino Unido. Não foi diferente com a divulgação feita no livro publicado em 2010 pelo historiador norteamericano Sasha Polakow-Suransky. 97 Ibid. isso permitiria aos técnicos iranianos trabalhar no enriquecimento da outra metade. Turquia e Brasil chegam a acordo.br/noticia/internacional/ira-assina-acordo-nuclear-brasil-turquia> Acesso em 29/JUN/2012. O PROGRAMA NUCLEAR ISRAELENSE Toda nova informação sobre o suposto programa nuclear de Israel desperta enorme interesse.br/folha/mundo/ult94u736005. só podendo ser aprovado aquilo que contar com o apoio dos cinco membros. as quais mantêm relações comerciais estritas com os iranianos. Irã. informou que as principais potências globais estavam de acordo em impor sanções ao Irã. De acordo com a AIEA.5%. As sanções foram aprovadas em junho de 2010. junto aos EUA.427 quilos de urânio enriquecido a 3. Disponível em: <http://veja. em linhas gerais. enviada a Lula. Ao justificar a sua negativa em apoiar o acordo negociado com o Irã por Brasil e Turquia. uma vez que China e Rússia fazem parte dos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU. com vistas à fabricação de uma bomba.96 Um dia depois do anúncio do entendimento entre Irã. com o voto de 12 dos 15 países membros do Conselho de Segurança.2 mil quilos que se dispunha a enviar para a Turquia representariam apenas metade do total.folha.shtml> Acesso em 29/JUN/2012. naquele momento. Como os 1. até maio de 2010.

nascido em 13 de outubro de 1954. teria oferecido armas nucleares ao regime do apartheid sul-africano. Ficou preso por 18 anos e em 2004 conseguiu a liberdade.99 Embora as informações continuem sendo especulações. Israel continua se apresentando como defensor de uma política antinuclear na região. 100 Mordechai Vanunu. Disponível em: <http://www1. Disponível em: <http://liberdadeparavanunu. não admitindo inspeções da AIEA em seu território. Posteriormente foi raptado por agentes do serviço secreto israelense.101 Diante desse quadro. mesmo fazendo parte do TNP. 37 . jamais afirmou possuir ogivas nucleares ou mesmo desenvolver um programa militar nuclear dentro do país. julgado e condenado por traição.com.com. Ambos os países consideram um ao outro como ameaças para o Oriente Médio. as trocas de acusações sobre supostos programas nucleares não declarados continuam entre Israel e Irã. há muito se tem conhecimento da recusa expressa de Israel em compor o TNP. quando Mordechai Vanunu100 divulgou fotos e outros detalhes do programa nuclear de Israel para a imprensa britânica.folha. Apesar das incertezas quanto ao seu programa nucelar. embora com uma série de restrições de comunicação e movimento. é um ex-técnico nuclear israelense que revelou diversos detalhes do programa nuclear do Estado de Israel para a imprensa britânica em 1986. 5. Israel tem armas nucleares e o mundo todo sabe há décadas. Outro forte indício da iniciativa israelense aconteceu em 1986. enquanto Israel – que não é signatário 99 FOLHA DE SÃO PAULO. Shimon Peres (hoje presidente).uol.shtml> Acesso em 29/JUN/2012.br/> Acesso em: 29/JUL/2012. 101 LIBERDADE PARA VANUNU. Israel. OUTRAS NAÇÕES E SEUS PROGRAMAS NUCLEARES O Departamento de Estado do Irã se ressente pelo fato de o país ser excessiva e nem sempre justificadamente pressionado pela comunidade internacional. tendo sido levado de volta ao país. buscando conquistar apoiadores políticos bilaterais (Israel e EUA / Irã e China) e sensibilizar a sociedade internacional para a sua causa. Liberdade para Mordechai Vanunu.br/mundo/741845-todos-sabem-ha-decadas-que-israeltem-arma-nuclear-diz-historiador.blogspot. embora não reconheça a legitimidade da AIEA para promover o estabelecimento de uma zona desnuclearizada. permanecendo preso por 18 anos (dos quais 11 anos foram em regime de solitária).israelense. embora nunca tenha negado de forma contundente.

102 Essa política de tratamento diferenciado se aplica também às três outras nações que.do Tratado – dispõe livremente de armas nucleares e não sofre retaliações.com. Todos sabem há anos que Israel tem arma nuclear.br/mundo/741845-todos-sabem-ha-decadas-que-israeltem-arma-nuclear-diz-historiador. são tolerados e não precisam se submeter ao controle internacional.uol. mas há indícios de que o país possui um elaborado arsenal nuclear. comprovadamente. Israel jamais admitiu nem negou a posse de armamentos atômicos. que jamais fizeram parte do Tratado. 102 FOLHA DE SÃO PAULO. é alvo de sanções e ameaças. Índia e Paquistão. fizeram testes com explosões atômicas: Coreia do Norte. 38 . por ser um aliado dos EUA e dos europeus. Índia e Paquistão. que integrava o TNP e se retirou. diz historiador. Enquanto a primeira.shtml> Acesso em: 29/JUL/2012. Disponível em: <http://www1.folha.

Em maio de 2009.com. o que pode significar que a fiscalização de usinas civis terá pouco efeito.00Acordo+de+cooperacao+nuclear+entre+EUA+e+India+continua+sem+prazo. abrindo as instalações civis para inspeções da AIEA. a China anunciou um acordo com o Paquistão para construir dois reatores nucleares no país.105 Em 2010. Disponível em: <http://super. Acordo de cooperação nuclear entre EUA e Índia continua sem prazo. já que a Índia possui um programa militar secreto. Desde então.com. 39 . Disponível em: <http://noticias. O pacto possibilita também que o governo indiano mantenha seu programa de armas nucleares.html> Acesso em: 29/JUL/2012. 104 UOL.abril.. o Japão e a Rússia. sem prazo determinado de execução. o governo dos EUA assinou um pacto nuclear com o país em 2006. ignorando os apelos da comunidade internacional. continua.com. Analistas acreditavam que. a China.br/mundo/noticias/0. com essas iniciativas.uol. com o objetivo de deter o programa nuclear da nação. Kim Jong Il – que comandava um dos regimes mais fechados do mundo – tentou aumentar o seu poder de barganha para obter concessões econômicas dos países ricos.jhtm> Acesso em: 29/JUL/2012.104 Pelos termos do acordo. 105 TERRA. Disponível em: <http://noticias. os EUA voltam a vender aos indianos combustível nuclear e componentes de reator.103 5.shtml> Acesso em: 29/JUL/2012. os EUA. ao mesmo tempo em que liderava a ofensiva contra o governo iraniano. Analistas acreditam que se trata da resposta paquistanesa ao acordo firmado entre EUA e 103 SUPERINTERESSANTE. o então dirigente norte-coreano. várias rodadas de negociação foram feitas entre o país.br/ultnot/internacional/2006/12/18/ult27u59379.OI2708069-EI8143. posteriormente. O jogo atômico coreano. O trato. anunciou que possuía bomba atômica. Bush assina acordo nuclear histórico com a Índia.br/ciencia/jogo-atomico-coreano-620267. realizou um segundo teste nuclear. a fim de produzir energia elétrica. Em outubro de 2006. A Índia comprometeu-se a separar seu programa civil de seu programa militar.5. a Coreia do Sul. contudo.1 Coreia do Norte A Coreia do Norte retirou-se do TNP em 2003 e.terra. a Coreia do Norte explodiu a sua primeira bomba atômica.2 Índia e Paquistão No caso da Índia. mas sem sucesso.

país fronteiriço com o qual o Paquistão disputa a Caxemira. A problemática que envolve o pronunciamento do Egito gira em torno de um telegrama de 2008. o príncipe Turki Al Faisal. o país não está tentando adquirir armas nucleares e quer livrar a região de tais armamentos. Sauditas propõem Oriente Médio sem armas nucleares. Ainda neste ano. o príncipe frisou a importância do estabelecimento dessa zona em detrimento do envio permanente de tropas militares para a região. Diante de um possível programa militar nuclear iraniano. quando os países cortaram relações após a revolução islâmica do Irã e o reconhecimento de Israel pelo Egito. alerta que poderia desenvolver armas nucleares se o Irã as obtivesse.br/sauditas-propoem-oriente-medio-sem-armas-nucleares/> Acesso em: 29/JUL/2012.108 Em seu pronunciamento.Índia.107 As tensões entre Irã e Egito ocorrem desde a década de 1980. 5.olharomundo. Disponível em: <http://exame.br/economia/mundo/noticias/egito-diz-que-nao-esta-buscando-ter-armasnucleares> Acesso em: 29/JUL/2012.com.abril. segundo o qual o presidente do Egito. os quais ajudam o país a proteger o seu arsenal nuclear. 106 FOLHA DE SÃO PAULO.106 Embora igualmente aliado dos norte-americanos.br/mundo/801474-corporacao-chinesanegocia-construcao-de-usina-nuclear-no-paquistao. 40 .com. o Paquistão busca apoio também nos chineses para reforçar a sua posição na região. 108 OLHAR O MUNDO. criando uma zona livre desse tipo de armas.uol. as discussões acerca da liberdade de outros países de desenvolver armas atômicas têm voltado a ser pauta entre os países do Oriente Médio. mas aos demais países da região. divulgado pelo site WikiLeaks. ex-chefe de Inteligência do reino da Arábia Saudita. em contato com autoridades norte-americanas. causando tensões e levantando desconfianças sobre a segurança da região.3 Egito e Arábia Saudita Segundo o Ministro das Relações Exteriores do Egito. Disponível em: <http://www1.com.shtml> Acesso em: 29/JUL/2012. e que impusessem sanções a países que desenvolvessem ou possuíssem armas nucleares.folha. apelou aos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU para que garantissem um guarda-chuva de segurança nuclear para as nações do Oriente Médio. dirigindo o seu discurso não apenas ao Irã ou a Israel. Egito diz que não está buscando ter armas nucleares. 107 EXAME. Corporação chinesa negocia construção de usina nuclear no Paquistão. Disponível em: <http://www.

html> Acesso em: 29/JUL/2012. em especial naquelas marcadas por atritos decorrentes de longas disputas históricas. 6. ao leito marítimo e o espaço exterior. na região da Antártida. 113 Alguns destes tratados são: a) Tratado da Antártida (1959) – propõe a desmilitarização da Antártida e é o primeiro tratado a colocar em prática o conceito de Zona Livre de Armas Nucleares (ZLAN).111 Seu propósito é de ser instrumento para a implantação das diretrizes do Tratado de Não Proliferação (TNP). Disponível em: <http://www. entende-se como sendo uma manifestação de esforço regional ou internacional no sentido de limitar a produção de arsenal nuclear.iaea. 109 Não são poucas as tensões existentes na região. Jean du. AS ZONAS LIVRES DE ARMAS NUCLEARES (ZLAN) O conceito inicial de Zona Livre de Armas Nucleares (ZLAN) surgiu nos anos 50. 41 . por um 109 110 Idem. além dos que já possuíam. fabricassem armas nucleares. Possuir armas nucleares nesse meio pode significar a garantia de hegemonia regional. Nuclear-Waepon-Free Zones: Still a Useful Disarmament and NonPloriferation Tool. 2007. mais especificamente. para impedir que outros países no mundo. Japan. posteriormente aplicado à América Latina. Além disso. logo após o fim da Guerra Fria. Seguir este caminho será um procedimento muito mais justo do que o que vem sendo feito há 10 anos.Penso que será o melhor meio de encarar essa questão de enriquecimento de urânio ou evitar que o Irã venha a possuir armas nucleares de destruição em massa. As seis ZLAN existentes abrangem áreas continentais. 112 INTERNACIONAL ATOMIC ENERGY AGENCY. muitas influenciadas por questões ideológicas e/ou religiosas que há anos vêm sendo discutidas sem que se chegue a um consenso. Second Generation Nuclear-Weapon-Free Zone: Mixing Noble Ideas and Hard Reality. Stocolmo: WMDC. 2004. proíbe. 111 HIROMICHI. razão pela qual muitas das nações repudiam veementemente o desenvolvimento de tecnologia nuclear militar. quando duas delas foram criadas por tratados internacionais.112 As ZLAN atingiram seu auge nos anos 90. embora não descartem a possibilidade de uma corrida por essa tecnologia caso algum dos vizinhos passe a possuí-la.org/newscenter/news/2011/nwfz. PREEZ.113 Elas ficaram.110 Hoje. Umebayashi. contribuindo para a instalação da paz e manutenção da segurança em diferentes localidades. IAEA Forum on Nuclear-Weapons-Free-Zone for Middle East to Convene.

h) Convenção de Modificação Ambiental (1977) – proíbe o uso de técnicas que teriam efeitos extensivos. proibindo o teste. compreendendo por suas definições um total qualquer manobra militar. l) Tratado de Semei (2006) – define uma ZLAN na região da Ásia Central. e sob seus termos proíbe a aquisição. e instalações para acomodar estas armas sobre ou sob o leito marítimo fora de uma zona costal de 12 milhas determinada na Convenção de Genebra sobre Mar Territorial e Zona Contígua em 1958. b) Tratado sobre Proibição Parcial de Testes Nucleares (1963) – é uma medida parcial que bane testes nucleares na atmosfera. com maior ou menor grau de abrangência por suas medidas ou por sua quantidade de Estados participantes. além de barrar a colocação de armas no espaço exterior. produção. possuir ou controlar qualquer tipo de armamento nuclear. mas também a aquisição de armamento nuclear por parte desses Estados. atualmente. fabricar. e compromete os Estados nuclearizados a buscar negociações de boa fé em medidas efetivas relativas à parada da corrida armamentista nuclear e ao desarmamento nuclear. inclusive nucleares. f) Tratado de Controle de Armas no Leito Marítimo (1971) – bane a colocação de armas de destruição em massa. garante acesso à tecnologia nuclear para fins pacíficos. manufatura e estoque de materiais nucleares explosivos. qualquer explosão grupal que ultrapasse a carga agregada de 1. 114 Idem. a menos que a explosão individual possa ser identificada e medida por procedimentos de verificação definidos em acordo. estoque. teste de armas. guardar ou transportar armamentos nucleares por quaisquer meios. duradouros ou severos na causa de fenômenos como terremotos. d) Tratado de Tlatelolco (1967) – criou a primeira ZLAN em uma área densamente populosa e foi o primeiro acordo de limitação de armas a permitir verificação por uma organização internacional. aquisição ou estoque de qualquer aparato nuclear explosivo na região.114 As ZLAN constituem. manufatura ou controle de armas nucleares dentro da zona. instalação ou despejo de lixo radioativo produzido por atividades militares. assim como proíbe o depósito de lixo nuclear. e define que os Estados participantes se comprometem a não desenvolver. i) Tratado de Rarotonga (1985) – define uma ZLAN na região sul do Oceano Pacífico. conforme definido pela Conferência para a Revisão do TNP. j) Tratado de Bangkok (1995) – define uma ZLAN na região sudeste da Ásia. um mecanismo sofisticado e bem visto pela comunidade internacional. Um levantamento dos tratados mais significativos levanta observações interessantes: observa-se. testar ou utilizar armamentos nucleares e liberar resíduos radioativos no mar ou na atmosfera da região da ZLAN. da órbita da Terra. compreendendo toda a América Latina.500 kilotons e qualquer explosão grupal que ultrapasse a carga agregada de 150 kilotons. e) Tratado de Não-Proliferação (1968) – proíbe não apenas a transferência de armamento nuclear para Estados nãonuclearizados. compreendendo todo o território africano. ondas gigantes e mudanças climáticas. no espaço exterior e sob águas. desenvolvimento. inclusive nucleares. adquirir. mas não bane testes no subsolo. constituindo uma ferramenta para a não proliferação de armas nucleares. pelos seus objetivos e medidas práticas. de 1995. 42 . por exemplo. Existem diversos outros tratados relativos ao desarmamento nuclear. e sob seus termos o continente africano inteiro concordou em não produzir ou adquirir controle de armas nucleares ou buscar assistência na pesquisa.tempo fora do foco das discussões. posse. só voltando a ser debatidas após os eventos relacionados ao ataque às Torres Gêmeas. k) Tratado de Pelindaba (1996) – define a maior ZLAN já criada. g) Tratado de Explosões Nucleares Pacíficas (1976) – proíbe qualquer explosão nuclear individual que ultrapasse o limite de 150 kilotons. construção. c) Tratado do Espaço Exterior (1967) – bane armas de destruição em massa. em solo terrestre. que existem. seis ZLAN em vigor atualmente. proíbe o uso militar de corpos celestes ou a colocação de armas nucleares nestes corpos.

por Paua Nova Guiné. Sob o tratado. Reino Unido. França. Tanzânia. Burkina Faso. 43 . Maurício. Mali. O documento foi assinado depois de nove anos de negociações pelo chefe da diplomacia do Cazaquistão. Vladimir Norov e Alikbek Djekchenkoulov. São elas: Antártica: Tratado da Antártida (1959): Zona Antártica Livre de Armas Nucleares.jhtm> Acesso em 29/JUN/2012. Mauritânia. Cinco países da Ásia Central assinam tratado proibindo armas nucleares. por Nauru. uso. China. Camboja. por Vanuatu e por Samoa Lesta e pela Ilha de Rarotonga (que dá nome ao tratado) em seis de agosto de 1985 e desde então já foi ratificada por todos esses países. já que não questiona o Tratado de segurança coletiva com a Rússia que prevê a possibilidade de autorizar a circulação de armas nucleares russas pelos países da Ásia 115 Central. Ásia Central: Tratado de Semipalatinsk (2006): Zona Livre de Armas Nucleares da Ásia Central.116 abrigam uma quantidade maior de indivíduos. Paquistão. Quênia. por Tonga. Esse foi o primeiro tratado a banir as armas nucleares em uma área tão vasta. Nigéria. Malásia. Laos. 116 Considera-se como Estados detentores de armamentos nucleares: Estados Unidos. e foi assinado e ratificado por todas as 33 nações da América Latina e do Caribe. Mianmar. Vietnã em Bangkok. os diplomatas ocidentais consideram que o artigo 12 do acordoassinado nesta sexta-feira priva o documento de sua substância. Os países que já assinaram são Algéria. Cuba foi o último país a ratificá-lo. Índia. em 15 de dezembro de 1995 e entrou em vigor em 28 de março de 1997. Botsuana. em 23 de outubro de 2002.br/ultnot/afp/2006/09/08/ult34u162994. Guiné. Madagascar. instalar. Suazilândia. pelas Ilhas Solomon. na Tailândia. Por contraste. Kassymjomart Tokayev. Guiné Equatorial. observa-se que os Estados atualmente considerados como nuclearizados. pelas Ilhas Cook. Malaui. por Niue. Coreia do Norte e Israel.com. Etiópia. os estados concordam em proibir e prevenir “teste. Filipinas. Costa de Évora.uol. Sudoeste da Ásia: assinado por Brunei Darussalam. Rússia. por Figi. América Latina e Caribe: Tradado de Tlatelolco entrou em voga em 25 de Abril de 1969. África do Sul. Pacífico Sul: Foi assinado pela Austrália. Líbia. assim como por um vice-ministro tadjique das Relações Exteriores e pelo embaixador do Turcomenistão no Cazaquistão. Benin.combinado de 115 (cento e quinze) Estados distribuídos em diferentes continentes. África: O tratado foi criado em 1996. Senegal. Porém. movimentar ou qualquer forma de posse de qualquer arma nuclear”. Deste ponto de vista depreende-se a conclusão de que uma maioria de Estados não-nuclearizados não implica necessariamente em 115 UOL. Singapura. Disponível em: <http://noticias. por Tuvalu. Indonésia. Burundi. Moçambique. entretanto só entrou em efeito em julho e 2009 porque mesmo já possuindo 28 ratificações ainda faltam 23 países da união africana assinarem. apesar de menores em número (ao todo. Gâmbia. Tailândia. são nove). Lesoto. pela Nova Zelândia. produção ou aquisição por qualquer modo de quaisquer armar nucleares” além de “receber. Ruanda. guardar. manufatura. e por seus colegas uzbeque e quirguiz. Gabão. Togo e Zimbábue.

cit. mas também a cooperação daqueles que traziam armas atômicas para o Pacífico Sul. o conceito da zona deve ser alterado. Sabe-se. Por mais que a criação de uma ZLAN seja um feito notável que cria confiança regional entre os países que dela fazem parte. o próprio conceito de ZLAN está desatualizado. A Zona. no entanto. Para que uma ZLAN seja criada em países que possuem armas nucleares. observa-se que as determinações legais das zonas 117 118 PREEZ. não promove inicialmente o desarmamento. portanto. Op. 44 . é preciso ressaltar a relação estreita entre as medidas geralmente adotadas pela ZLAN e os termos e cláusulas do TNP. para se criar uma ZLAN é necessário não só a ratificação dos países que dela farão parte. Além disso.117 Quando uma ZLAN é estabelecida. uma Zona Livre de Armas Nucleares serve para impedir a produção de armas nucleares por países que não possuem esse tipo de armamento. os países dela signatários ficam vinculados a não propagarem armas nucleares. 119 De todo modo. pois países como Estado Unidos e França utilizavam algumas daquelas ilhas como local de testes atômicos. mas também o apoio das grandes potências. entretanto. É interessante notar que todos os países signatários das Zonas já existentes não possuíam armas nucleares antes de aderirem a ela. Em primeiro lugar. devendo o tratado incluir cláusulas sobre o processo de desarmamento. Pode parecer redundante. As ZLAN historicamente podem ser usadas para prevenir que testes nucleares aconteçam em uma certa região. Idem. pois as políticas de desarmamento que hoje existem não têm surtido o efeito esperado e intensificá-las pode levar a discussões de interferência na soberania de um Estado. 119 Idem. mas a não proliferação de armas nucleares.118 A criação dessa Zona exigiu não só o comprometimento dos países signatários. que tal tratado é um grande desafio atualmente. Jean du. a participação em toda e qualquer ZLAN. um caso real: o estabelecimento da ZLAN do Pacífico Sul foi um feito notável. De forma mais objetiva. o seu conceito possui algumas falhas. Para facilitar a compreensão.uma maioria de seres humanos livres de ameaças ou impossibilitados de utilizar armamentos nucleares. aos Estados signatários do TNP.

122 120 SOARES. deve-se observar que estabelecer uma Zona Livre de Armas Nucleares no Oriente Médio mostra-se um desafio bem distinto daquele existente nas outras ZLAN. Para evitar este tipo de contradição. 2010. as ZLAN tendem a banir explosões. requer medidas mais intrusivas do que as que são aplicadas nas outras Zonas. Adalgisa. o TNP permite a ocorrência de “explosões pacíficas”. que de maneira geral as ZLAN tendem a gerar enormes avanços e benefícios às empreitadas do desarmamento. Caderno de Relações Internacionais. em outras palavras. Implantar uma ZLAN no Oriente Médio requer tanto medidas de desarmamento como de não proliferação. configurando assim uma falha sistêmica. que o processo de sua criação é extremamente complexo e pode terminar paralisado. impossível discernir.org/article/middle-east-nuclear-weapon-free-zoneproblems-and-prospects> Acesso em: 29/JUL/2012. a produção. Nunca se utilizou uma ZLAN para apaziguar conflitos de ordem bélica. que não poderiam ser comparadas ao Oriente Médio. Assim sendo. independentemente de seus propósitos e de sua natureza. internacionalmente conhecido por ser palco de tensões histórias.desnuclearizadas tendem a formar um arcabouço institucional muito mais rígido do que aquele estipulado pelo TNP. DESAFIOS PARA A CRIAÇÃO DE UMA ZLAN NO ORIENTE MÉDIO Primeiramente. ela serve. explosões pacíficas de explosões não pacíficas. n. 1. 122 SUSTAINABLE SECURITY. Além disso. Middle East Nuclear-Weapon-Free-Zone: Problems and Prospects. afirmam que as zonas já estabelecidas somente obtiveram êxito por ocorrerem em regiões “fáceis”. portanto. portanto. como já exposto. para manter a paz e criar confiança entre países vizinhos. Isso porque muitos especialistas. Disponível em: <http://sustainablesecurity. Mecanismos regionais de controle da proliferação de armas nucleares – A proposta de uma Zona Livre de Armas Nucleares no Oriente Médio. os desafios apresentados aplicam-se à região do Oriente Médio. por exemplo. questionando a efetividade de tal medida. Esse tratado proíbe.120 Compreende-se.121 7. exportação e utilização de armas nucleares. 45 . 3. e OUTROS. Deve-se reiterar. mas não proíbe o seu estoque. v. porém. mas não define este conceito e torna. 121 Idem. tecnicamente.

Esta situação é a consagração. obedecendo aos princípios do Tratado de Não Proliferação. desconhece o verdadeiro posicionamento desta nação. na ordem internacional. só encontrar Estados de igual poder. e não do desenvolvimento de energia nuclear para fins pacíficos. mostrando-se interessado na efetiva criação da ZLAN. estiverem realmente desenvolvendo armas de destruição em massa. juntamente com o Egito. por sua vez. do princípio da coordenação. portanto. como já foi dito. e. perante a ordem externa. como a Arábia Saudita. Ter. jamais assinou o TNP. como fazer a diferenciação entre o que é pacífico ou não e como proceder com o controle? Que parâmetro poderia ser utilizado para distinguir uma fábrica de produção de energia nuclear a partir do urânio de uma voltada à construção de bomba atômica? E. por que deverá se comprometer à não proliferação. Outro fator que deve ser observado é que a ZLAN. se for falado em fechamento de fábricas “suspeitas”. mas negando salvaguardas da AIEA. é alvo de críticas pela comunidade internacional. com o Estado no ápice da pirâmide. Porém. do princípio da subordinação. a soberania como fundamento do Estado brasileiro 46 . que afirmam estar produzindo energia nuclear para fins pacíficos. e tem sido parte ativa nos encontros promovidos pelas nações do globo. se todos são soberanos123 perante a comunidade internacional? 123 “A soberania se constitui na supremacia do poder dentro da ordem interna e no fato de. Israel. não negando nem afirmando a presença de fábricas nucleares em sua região. foi um dos cofundadores do projeto de uma ZLAN no Oriente Médio. na ordem interna. como fica a situação de alguns países árabes. como anteriormente citada. deve-se atentar à postura dos próprios países integrantes de tal região e que são chave para a implementação da ZLAN no Oriente Médio: Israel e Irã. então. se países chaves como Israel e Irã. O Irã. O mundo. se Israel assumir que produz armas atômicas. sob uma perspectiva global. se existem países como os Estados Unidos que são legitimados pelo TNP como nuclearmente armados? O que poderia diferenciar os “que têm” direito aos que “não têm”. porém. mostra-se uma alternativa positiva e sustentável. deve ser implementada para barrar a produção de armamento em massa. Este mesmo país.Ademais. que se mostram favoráveis ao estabelecimento da zona e não apresentam ameaças à paz e a segurança? Finalmente. Esta última. acusado de estar camuflando programa nuclear não pacífico através de usinas de urânio com o suposto fim de produzir energia nuclear.

124 BLIX. O que não se deve olvidar. não podendo qualquer agente estranho à Nação intervir nos seus negócios. antes de tudo. 8. além das soluções clássicas discutidas quando se trata de ameaças atômicas (como a ZLAN e a intervenção armada). Agosto de 2005. na verdade. 1. Multilateral Nuclear Fuel-Cycle Arrangements. Harald (2005. armazenamento do combustível e trato com significa que dentro do nosso território não se admitirá força outra que não a dos poderes juridicamente constituídos. ela abrange.Diante disso. Curso de Direito Constitucional. 1994. Agosto). 47 . no entanto. São Paulo: Saraiva. Some thoughts by Hans Blix in April 2012 in view of the meeting planned to take place at Helsinki in 2012. o desarmamento e o desenvolvimento do uso pacífico de energia nuclear. Então. O Japão. como os tratados multilaterais dos ciclos de produção de combustível. UM CONTEXTO MAIS AMPLO Mesmo que a discussão pareça ser de interesse apenas dos países da região do Oriente Médio. existem outras opções que ainda não foram exploradas. é que o objetivo do TNP é triplo: promover a não proliferação.124 Pedir que o Irã cesse o enriquecimento de urânio para fins pacíficos é negar a ele um direito previsto para todos os signatários do TNP.com acesso> Acesso em 29/JUN/2012. Acordos de combustível foram pensados para ser mais uma opção a fim de evitar a proliferação de armas nucleares. É útil destacar também que.125 A ideia inicial era globalizar todo o processo de produção de energia atômica: enriquecimento de urânio.wmdcomission. Disponível em: <www. todos aqueles países que almejam gozar de seu direito ao enriquecimento de urânio. Weapon of Mass Distruction Commission . produção de combustível atômico.” BASTOS. por exemplo. Celso Ribeiro. p. deve-se buscar uma maneira em que seja assegurado aos países de tal região o desenvolvimento de energia nuclear como lhes é garantido por força do próprio Tratado. fica fácil perceber como é delicado a discussão e o processo de desnuclearização do Oriente Médio. Esses fins sempre deverão ser perseguidos pela AIEA. reprocessamento. Hans. já chegou a possuir 50 instalações nucleares operantes em atividades de enriquecimento e de reprocessamento e não causou o alarde que um programa reduzido como o do Irã causa hoje. 125 MÜLLER.

na época. especialmente no que compete à AIEA. CONSIDERAÇÕES FINAIS Observando o desenrolar dos fatos e atentos para a importância que os mesmos assumem para a humanidade – embora se saiba que a fé na eliminação das armas nucleares num futuro próximo é o que oferece a garantia máxima contra a proliferação nuclear –.o lixo atômico. razão pela qual se reunirão em sessão extraordinária. impedir o exercício a atividades nucleares pacíficas. continua fora das discussões porque a maioria das nações ainda acredita que é capaz de ser autossuficiente. há que sopesar que não se deve negar o direito a atividades nucleares pacíficas a nenhum país. O conflito de direitos e interesses atua diretamente sobre as legítimas preocupações com a não proliferação de armamentos nucleares. Idem. 126 127 Idem. a ideia da utilização de acordos multilaterais.127 Atualmente. que surgiu no período da Guerra Fria. a conjugação de esforços para a implantação da zona desnuclearizada do Oriente Médio se revela como um grande desafio para a sociedade internacional. mesmo com o crescimento da demanda por energia nuclear. 48 . acabou não vingando. nenhuma seria capaz de produzir uma arma nuclear. desde que o mesmo haja de acordo com o TNP e com as determinações da AIEA. A ideia. que incluem todo o processo da produção de energia nuclear. não havia. Fato é que o mundo só estará a salvo quando todos os países considerarem que estão sendo tratados com equidade e respeito.126 Acreditava-se que se não houvesse autonomia das nações na produção de energia atômica. não se podendo. Destarte. 9. contudo. uma estrutura de fornecedores e compradores necessária para o funcionamento de acordos multilaterais. Tanto os Estados Unidos como a União Soviética não aceitavam sujeitar-se a dependência do fornecimento um do outro. pois afirmavam eles que a segurança do suprimento energético ficaria comprometida. Além disso. Gerir tal situação da forma menos gravosa e mais coerente possível é papel dessa Agência e de seus membros.

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