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Índice
OBJECTIVOS PEDAGÓGICOS DO MANUAL................................................................................ 3 COMO UTILIZAR O MANUAL.......................................................................................................... 4 CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS.................................................................................................... 5 INTRODUÇÃO ...................................................................................................................................... 6 CAPÍTULO 1 – A AVALIAÇÃO E A EFICÁCIA DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL ............... 7 CAPÍTULO 2 - CRITÉRIOS E INDICADORES DA EFICÁCIA DA FORMAÇÃO.................... 9 INDICADORES DA EFICÁCIA DA FORMAÇÃO ......................................................................................... 9 COMPORTAMENTO E DESEMPENHO DOS FORMANDOS NO SEU LOCAL E POSTO DE TRABALHO ............. 10 EFEITOS SOBRE O CONTEXTO SÓCIO-ORGANIZACIONAL ONDE INSEREM-SE OS FORMANDOS ............... 11 OBJECTIVOS DA AVALIAÇÃO ...................................................................................................... 12 CAPÍTULO 3 - O QUE AVALIAR? ................................................................................................. 13 A DEFINIÇÃO DAS QUESTÕES AVALIATIVAS A COLOCAR ................................................................... 13 CAPÍTULO 4 - NÍVEIS DE AVALIAÇÃO DA FORMAÇÃO ...................................................... 14 NÍVEL 1 – AVALIAR O GRAU DE SATISFAÇÃO DOS PARTICIPANTES NA FORMAÇÃO ............................. 15 NÍVEL 2 – AVALIAÇÃO DO GRAU DE DOMÍNIO DE DETERMINADOS SABERES – AVALIAÇÃO DE APRENDIZAGENS ................................................................................................................................. 21 NÍVEL 3 – AVALIAR A TRANSFERÊNCIA DA FORMAÇÃO ...................................................................... 22 NÍVEL 4 – AVALIAÇÃO DOS IMPACTES DA FORMAÇÃO NO DESEMPENHO DA ORGANIZAÇÃO............. 23 NÍVEL 5 – RETORNO DO INVESTIMENTO (ROI – RETURN ON INVESTMENT) ..................................... 24 CAPÍTULO 5 – SELECCIONAR AS TÉCNICAS DE AVALIAÇÃO A UTILIZAR................... 25 TÉCNICAS MAIS UTILIZADAS EM CADA NÍVEL DE AVALIAÇÃO ............................................................ 28 Nível 1 – Avaliação do grau de satisfação dos participantes na formação .................................. 28 Nível 2 – Avaliação do grau de domínio de determinados saberes .............................................. 28 Nível 3 – Avaliação da transferência da formação....................................................................... 29 Nível 4 – Avaliação dos impactes da formação nos indicadores de desempenho e da organização ...................................................................................................................................................... 29 CONCLUSÃO ...................................................................................................................................... 35 BIBLIOGRAFIA .................................................................................................................................. 37

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Formação Pedagógica Inicial de Formadores

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Objectivos Pedagógicos do manual
O presente manual tem como principais objectivos: Apresentar uma perspectiva integrada de avaliação que permita ao utilizador deste manual dotar-se de um conjunto de ferramentas capazes de garantir, de forma sistemática, coerência e articulação entre os vários momentos de avaliação; Sinalizar algumas das principais responsabilidades a assumir por parte dos vários actores que intervêm em processos de avaliação da formação.

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__________________________________________________________________ Formação Pedagógica Inicial de Formadores 4 ._____________________________________________________________________ Avaliação da Formação Como utilizar o manual O presente manual encontra-se organizado em capítulos: Capítulo 1 – A Avaliação e a eficácia da Formação Profissional Capítulo 2 – Critérios e indicadores da eficácia da Formação Capítulo 3 – O que avaliar? Capítulo 4 – Níveis de avaliação da Formação Capítulo 5 – Seleccionar as técnicas de avaliação a utilizar Este manual pode ser explorado tanto na parte teórica como também nos exemplos práticos dos instrumentos de avaliação que são disponibilizados no Capítulo 5.

_____________________________________________________________________ Avaliação da Formação Conteúdos Programáticos Critérios de eficácia da formação Análise evolutiva e sistémica dos resultados de formação Tipos de desvios e acções de regulação Instrumentos de avaliação __________________________________________________________________ Formação Pedagógica Inicial de Formadores 5 .

requer uma avaliação de cada etapa da formação que se desenvolve. Sendo um investimento. contudo. é preciso. E isto compreende-se à luz de três elementos novos: i) as empresas e outras organizações não vêem a formação como uma mera obrigação ou uma inevitabilidade. ao serviço das organizações e dos seus projectos. ii) aos responsáveis pela formação ou pela execução dos planos de formação exige-se agora o conhecimento dos resultados dos investimentos realizados em formação. Fácil e usual é reproduzir os modelos de avaliação escolar e aplicá-los à avaliação da formação contínua nas organizações. iii) a formação permanente. uma tarefa fácil. E esta é uma tendência que importa combater. à medida que estes vão sendo executados. evoluindo para uma avaliação mais completa e complexa do impacto da formação tanto nas pessoas e no seu desempenho como nas equipas de trabalho e na evolução da organização. __________________________________________________________________ Formação Pedagógica Inicial de Formadores 6 . a avaliação da formação vai fazendo parte integrante dos próprios planos de formação. Avaliar a formação não é. prever os seus resultados. constituindo._____________________________________________________________________ Avaliação da Formação Introdução Valoriza-se cada vez mais a avaliação nas práticas de formação. antes a consideram como uma estratégia de gestão e inovação. uma preciosa fonte de informação para a gestão das pessoas. ao longo de toda a vida. Assim. desde início.

O formando deverá também ser preparado para auto-avaliar-se. por pensar-se que pode estar em jogo uma diminuição de crédito. O comportamento do grupo deverá pautar-se pela tolerância e compreensão na busca de consensos possíveis. Sendo na diversidade de aptidões e comportamentos que o grupo encontrará a sua dinâmica. o mais possível. a avaliação deverá preocupar-se também com as expectativas dos formandos procurando encontrar respostas para elas e assim contribuir para a eficácia da formação. fazendo com que esta funcione como um estímulo e não como uma sanção. provocando uma certa ansiedade. receio. há que ter em conta as possíveis consequências que esta pode representar para as pessoas avaliadas. Para os Grupos Num grupo em formação deve procurar-se obter uma conjugação de esforços para alcançar um objectivo que é comum. os formandos deverão ser implicados na sua própria avaliação. a interrupção de um projecto. Portanto. etc. Os resultados deverão ser interpretados (analisados) à luz de critérios conhecidos e aceites pelos formandos e serem imediatamente acessíveis a eles. No sentido de obviar a estas dificuldades. é a cooperação que conduzirá a resultados positivos. e colaborar com o/a formador/a na correcção de possíveis lacunas. tentando descobrir o seu próprio caminho na busca de soluções. inquietação. __________________________________________________________________ Formação Pedagógica Inicial de Formadores 7 . comprovando ele próprio os seus progressos. e no respeito pela individualidade dos seus membros. A avaliação cria uma situação em que as pessoas se expõem perante os outros._____________________________________________________________________ Avaliação da Formação Capítulo 1 – A Avaliação e a Eficácia da Formação Profissional Para as Pessoas Ao considerar-se uma avaliação.

contribuindo desta forma para a criação de um clima de confiança e entre ajuda do qual beneficiará a eficácia da formação. Deverão criar mecanismos que permitam a escolha e exploração objectiva dos resultados da formação. deverão criar. estruturas e ou introdução de novos elementos de apoio que garantam a eficácia da formação __________________________________________________________________ Formação Pedagógica Inicial de Formadores 8 . como meios. implementar e assumir um sistema de avaliação em que elas próprias estejam incluídas como objecto de avaliação. Para as Instituições Enquanto organizações definidoras e executoras das políticas de formação e no cumprimento dos objectivos pré-determinados._____________________________________________________________________ Avaliação da Formação A avaliação bem conduzida poderá e deverá ter um papel fundamental no relacionamento do grupo se for orientada por princípios de justiça e objectividade que possam ser aceites e assumidos por todos. métodos. técnicas. introduzir as necessárias reformulações quer no que respeita a programas.

__________________________________________________________________ Formação Pedagógica Inicial de Formadores 9 ._____________________________________________________________________ Avaliação da Formação Capítulo 2 . organização.… RESULTADOS INDICADORES Indicadores da Eficácia da Formação Comportamento e desempenho dos formandos no seu local e posto de trabalho Efeitos sobre o contexto sócio-organizacional onde inserem-se os formandos.Critérios e Indicadores da Eficácia da Formação OBJECTIVOS Aprendizagem. desejáveis. etc.

eficácia. Exercício das funções conforme o cargo que ocupa. Medir – Avaliação de Desempenho: Ritmos de trabalho. eficiência. Motivação. __________________________________________________________________ Formação Pedagógica Inicial de Formadores 10 . Iniciativa. Comunicação empresarial. etc. Melhoria de Desempenho e Integração Profissional Diminuição da Rotação e Absentismo. Hipóteses de promoção profissional. Melhoria da Produtividade._____________________________________________________________________ Avaliação da Formação Comportamento e desempenho dos formandos no seu local e posto de trabalho Objectivo da Medição Avaliar: Quanto do que foi transmitido resultou em mudanças de comportamento e atitudes no trabalho? Foram resolvidos problemas e necessidades? Indicadores de melhoria da produtividade. Melhoria do Nível de qualidade. comunicação. integração sócio-profissional. Organização no trabalho.

a nível de: o o o o Melhoria da produtividade/qualidade._____________________________________________________________________ Avaliação da Formação Efeitos sobre o contexto sócio-organizacional onde inseremse os formandos Objectivos da Medição Indícios que a formação foi uma mais valia para o êxito organizacional. Melhoria da rede e do fluxo de comunicação. Avaliar se foram alcançadas expectativas formandos/entidade. Indicadores a Medir Índice de Produtividade Índice de Qualidade Índice de Satisfação Índice de Promoção __________________________________________________________________ Formação Pedagógica Inicial de Formadores 11 . Melhoria Motivação/satisfação. Incrementaram conhecimentos.

b) Testar os conhecimentos e competências necessárias para abordar a formação com sucesso._____________________________________________________________________ Avaliação da Formação Objectivos da Avaliação A avaliação. através dos resultados obtidos. c) Situar os formandos no nível que lhes convém em função do desempenho demonstrado. aconselhar ou corrigir os formandos durante a formação. i) Avaliar os objectivos da formação. processo que visa a obtenção e tratamento de dados. __________________________________________________________________ Formação Pedagógica Inicial de Formadores 12 . pondo em evidência as competências adquiridas pelos formandos. g) Orientar. e) Informar aos formandos dos seus progressos. j) Diagnosticar os pontos fracos da formação. k) Recolher e processar dados com vista à melhoria da formação. situando-os em relação ao grupo. tem como principais objectivos: a) Seleccionar os candidatos mais aptos para seguirem uma formação. f) Classificar os formandos. h) Controlar no final da formação se as competências adquiridas pelos formandos correspondem ao perfil desejado. d) Controlar as aquisições dos formandos nos vários domínios do saber.

sumativa). 3) o maior ou menor domínio das metodologias de avaliação pretendidas._____________________________________________________________________ Avaliação da Formação Capítulo 3 . 2) a natureza das dimensões/componentes da formação em presença. Vejamos que questões de avaliação são normalmente consideradas em cada um dos níveis de avaliação. O avaliador poderá ter de sacrificar algumas questões avaliativas. sempre que não estejam reunidas as condições necessárias à recolha dos dados pretendidos. normalmente designadas por “questões de avaliação”. __________________________________________________________________ Formação Pedagógica Inicial de Formadores 13 .O Que Avaliar? A Definição das questões avaliativas a colocar Devemos ter sempre presente que qualquer processo de avaliação procura resposta a um conjunto de questões. formativa. As questões de avaliação são normalmente colocadas de acordo com: 1) a tipologia de avaliação pretendida (diagnóstica.

Fontes: Phillips. Phillips._____________________________________________________________________ Avaliação da Formação Capítulo 4 . Nível 3 – Comportamento (em que medida as aprendizagens adquiridas/desenvolvidas foram transferidas para os contextos de trabalho?). importa efectuar análises custobenefício de forma a determinar em que medida os impactes obtidos justificaram o investimento efectuado. (1997). P. Kirkpatrick: Nível 5 – Retorno do investimento (aplicação da abordagem ROI). Kirkpatrick (1994). e rapidamente. Kirkpatrick (1998-A). Para este autor níveis representam as diferentes “dimensões” (avaliar o quê?) em que a formação pode ser avaliada. (2002) __________________________________________________________________ Formação Pedagógica Inicial de Formadores 14 . Esta taxonomia difundiu-se sobretudo. Phillips propõe um quinto nível de avaliação. Nível 2 – Aprendizagem (em que medida ocorreram aprendizagens?). J. J. Os níveis de D. no contexto dos projectos de formação intra-empresa. tendo sido entretanto desenvolvido/ajustado por forma a ser aplicado a outros contextos. Essas “dimensões” são: Nível 1 – Reacção (em que medida os participantes estão satisfeitos com o programa?). Nível 4 – Resultados (em que medida a aplicação dos novos saberes provocaram mudanças no desempenho da organização?). Este autor defende que para além da aferição de eventuais impactes ao nível do desempenho de uma organização. também sequencial em relação aos níveis de D. Kirkpatrick são provavelmente os mais conhecidos pela maior parte dos especialistas de avaliação.Níveis de Avaliação da Formação Conceito bastante utilizado no âmbito da abordagem apresentada por D.

Importa aqui ter presente que. assim como oscilar entre uma abordagem de avaliação dimensões. associadas ao nível 1 de avaliação. implica que se reflicta sobre as grandes dimensões ou compenentes da formação acerca das quais se deseja aferir o grau de satisfação dos formandos. podemos sinalizar um conjunto diversificado de questões para cada dimenção a avaliar._____________________________________________________________________ Avaliação da Formação Nível 1 – Avaliar o grau de satisfação dos participantes na formação A sinalização das questões de avaliação. Sugere-se que sobre cada uma das dimensões/componentes de avaliação sinalizadas sejam colocadas as seguintes questões: __________________________________________________________________ Formação Pedagógica Inicial de Formadores com maior ou menor grau de profundidade de análise. consoante o tipo de dados a recolher sobre cada uma destas 15 . Expectativas Iniciais Apoio Logístico Objectivos de Aprendizagem Condições físicas de apoio Nível 1 de avaliação Conteúdos de Formação Actividades Pedagógicas Formadores/as Recursos pedagógicos Sobre cada uma destas componentes do processo de avaliação são colocadas questões que visam gerar informação a devolver aos diferentes destinatários deste nível avaliativo.

. Apresentação e discussão.? Numa avaliação de reacção podem ser consideradas questões abertas. para posterior com __________________________________________________________________ Formação Pedagógica Inicial de Formadores 16 . no início das intervenções. relativas a: QUESTÕES DE DIMENSÕES DE ANÁLISE AVALIAÇÃO (POSSÍVEIS) Cumprimento As expectativas EXPECTATIVAS INICIAIS iniciais dos formandos foram cumpridas? dos das ao expectativas longo da formandos de no CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO execução da formação Cumprimento iniciais ( intervenções) A articulação dos mesmos com as necessidades de formação previamente sinalizadas.. Sinalização avaliação.. das condições de execução e respectivo critério de êxito a alcançar Participação dos formandos na OBJECTIVOS DE APRENDIZAGEM Como foram comunicados os objectivos aos formandos? participação dos mesmos.? Ou: O que é que os vários agentes envolvidos na formação gostariam de saber sobre. expectativas final das Como foram construídos os objectivos? Clareza na determinação da acção a executar. Clareza na respectiva descrição. a alcançar dos a objectivos formação._____________________________________________________________________ Avaliação da Formação O que se considera pertinente saber sobre . que permitem recolher informação mais detalhada acerca das intervenções formativas em curso ou a desenvolver. Como se articulam Correspondência de cada um dos dos respectivos critérios de êxito...

Domínio dos termos técnicos da área de intervenção. para para nas remeter autores os de matérias __________________________________________________________________ Formação Pedagógica Inicial de Formadores 17 ._____________________________________________________________________ Avaliação da Formação as necessidades de formação sentidas pelos formandos com os objectivos de aprendizagem prédefinidos? objectivos de aprendizagem a competências concretas a desenvolver. Compreensão por parte dos O/A formador/a recorre a linguagem adequada? formandos. O/A formador/a recorre a métodos pedagógicos adequados? Adequação dos métodos pedagógicos face aos estilos de aprendizagens dos formandos. Adequação dos métodos pedagógicos face à natureza dos saberes/competências a desenvolver. dos termos técnicos utilizados na abordagem aos assuntos. Capacidade de resposta demonstrada quando questionado pelos participantes acerca dos O/A formador/a DESEMPENHO DO/A FORMADOR/A domina as matérias/temas abordados? assuntos abordados. Capacidade participantes referência abordadas. Conformidade com o definido ao longo da realização do curso. Coerência entre a natureza do saber contemplado no objectivo de aprendizagem e a natureza da competência a mobilizar posteriormente Foram cumpridos os objectivos de aprendizagem? Conformidade com o apresentado no programa da acção/curso. Adequação dos métodos pedagógicos face às características dos formandos. Clareza na apresentação dos assuntos abordados.

Adequação de exemplos e exercícios práticos apresentados face ao nível de qualificação dos formandos. Actualidade dos assuntos abordados. Coerência na abordagem aos vários assuntos. Acompanhamento da progressão da aprendizagem dos formandos._____________________________________________________________________ Avaliação da Formação Facilidade dos formandos em acompanhar a dinâmica das exposições efectuadas pelo/a formador/a. Incentivo à participação activa dos formandos nas várias actividades pedagógicas. Aplicabilidade dos conteúdos na resolução de problemas concretos de trabalho. Estruturação e articulação dos conteúdos. Profundidade na abordagem dos O desenvolvimento dos conteúdos foi o mais adequado? temas. Equilíbrio entre a teoria e a prática. Demonstração de interesse pelas Como se relacionou o/a formador/a com os formandos? questões apresentadas por parte dos formandos. Disponibilidade para responder às questões dos formandos. Os conteúdos propostos para o curso foram os mais adequados? CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS Utilidade dos mesmos para a função exercida ou a exercer. A duração do Adequação da carga horária __________________________________________________________________ Formação Pedagógica Inicial de Formadores 18 . Utilidade dos mesmos para a resolução de problemas concretos sinalizados pelos formandos.

__________________________________________________________________ Formação Pedagógica Inicial de Formadores 19 . Adequação do momento em que é distribuída a documentação aos formandos. Quantidade da documentação fornecida. face às exigências de cada objectivo de aprendizagem. RECURSOS TÉCNICOPEDAGÓGICOS (ao serviço do/a formador/a e dos formandos) Os recursos técnicopedagógicos utilizados foram os mais adequados? Eficácia na sua exploração. Contributo dos recursos para a compreensão/construção dos saberes pretendidos SUPORTES DE APOIO UTILIZADOS NA FORMAÇÃO (meios áudiovisuais) Os suportes de apoio utilizados foram os mais adequados? Diversidade dos suportes mobilizados para a formação. Acessibilidade aos respectivos conteúdos ( organização e DOCUMENTAÇÃO DE APOIO À FORMAÇÃO (perspectiva do formando) A documentação disponibilizada foi a mais adequada? estruturação dos conteúdos). Qualidade dos suportes de apoio._____________________________________________________________________ Avaliação da Formação programa foi a mais adequada? associada a cada intervenção programática. Profundidade na abordagem dos temas. Cumprimento de cargas horárias pré-estabelecidas. Adequação da respectiva exploração. Actualidade dos recursos. Qualidade da documentação fornecida (na perspectiva da sua utilidade para os formandos). Actualidade dos suportes de apoio utilizados. Diversidade dos recursos. Cuidados na apresentação da documentação. Qualidade dos recursos utilizados. Diversidade dos materiais fornecidos.

a outros colegas de trabalho ou amigos. Adequação da área disponibilizada para a formação face aos objectivos de aprendizagem pretendidos. Acções de Formação em curso Comentários/sugestões de melhoria ou comentários sobre o curso. a aprofundar._____________________________________________________________________ Avaliação da Formação APOIO TÉCNICO/ADMINISTRATIVO/ APOIO LOGÍSTICO O apoio logístico prestado foi suficiente e adequado? Os espaços e instalações ESPAÇOS E INSTALAÇÕES colocados ao serviço da formação foram os mais adequados? Oportunidade das intervenções. Qualidade do serviço prestado. no respectivo contexto de trabalho. Classificação da acção quando comparada com outras acções de formação em que já participou. temperatura. Adequação de luminosidade. Sugestões para a entidade formadora – temas a suprir. Pontos fortes/pontos fracos da acção que se encontra a decorrer. na qual participou. Outras acções que gostaria de frequentar. Primeira medida a desencadear após o regresso ao respectivo posto de trabalho. no seguimento da acção de formação. acrescentar. Se o ex-formando recomendaria a acção de formação. equipamento disponibilizado para a formação. Diversidade dos serviços prestados. Recomendações (perspectiva global) a dirigir aos coordenadores e formadores/as da intervenção formativa. Grau de facilidade de transposição para a sua organização dos conhecimentos adquiridos. Impacte esperado do programa na respectiva evolução profissional. Acções de Formação já concluídas Sugestões/críticas/recomendações para acções futuras. Acções que pensa empreender. __________________________________________________________________ Formação Pedagógica Inicial de Formadores 20 .

por parte dos seus beneficiários directos (formandos). Métodos e/ou técnicas. No que respeita às abordagens avaliativas centradas nos saberes relacionais. tais como a simulação de actividades.) (2000). dar uma resposta concreta às seguintes questões: Que conhecimentos (saberes) foram adquiridos/desenvolvidos por parte dos formandos? Que capacidades (saberes-fazer) foram adquiridos ou melhorados? Que atitudes (saberes relacionais) foram adquiridas e /ou melhoradas? Numa avaliação centrada no tipo de “saberes” (de natureza cognitiva) adquiridos/ desenvolvidos. No âmbito de uma avaliação de aprendizagens podem ser utilizados métodos de natureza qualitativa e quantitativa. Valadares e Graça (1998) __________________________________________________________________ Formação Pedagógica Inicial de Formadores 21 . a elaboração de trabalhos/projectos finais. Woods J. são mais utilizadas nas avaliações que incidem sobre saberes-fazer técnicos. regra geral. Fontes: Kirkpatrick (1998). Este tipo de avaliação procura. as observações e as simulações. as técnicas de avaliação mais utilizadas são os testes (que visam “medir” atitudes). (et al._____________________________________________________________________ Avaliação da Formação Nível 2 – Avaliação do grau de domínio de determinados saberes – Avaliação de aprendizagens Visa aferir em que medida os objectivos de aprendizagem do programa foram alcançados. etc. os testes de conhecimentos são os instrumentos mais aplicados. as avaliações sem contextos reais de trabalho (caso das actividades formativas realizadas em regime de alternância).

Kirkpatrick (1994). Desarticulação entre os vários níveis hierárquicos de uma organização.) (1992)._____________________________________________________________________ Avaliação da Formação Nível 3 – Avaliar a transferência da formação Visa aferir em que medida os saberes adquiridos pela via da formação foram efectivamente mobilizados para os respectivos contextos de aplicação. Na maior parte das vezes a formação é encarada como um fim e não. no que se prende a estabelecimento de objectivos consensuais de mudança. Meignant (1999) __________________________________________________________________ Formação Pedagógica Inicial de Formadores 22 . como seria desejável. permitiu concluir que a preparação do contexto de desempenho de um indivíduo recém-formado assume uma importância crucial aquando da respectiva mobilização de saberes adquiridos/desenvolvidos pela via da formação. A análise a vários estudos realizados sobre a matéria. Das principais barreiras ao processo de transferências de aprendizagens destacam-se as seguintes: Ausência ou fraco envolvimento da gestão de topo ao longo do processo formativo. um meio para alcançar determinados fins. Estabelecimento de objectivos ambiciosos para a formação. Fontes: Phillips (1997). Broad (et al.

Realiza-se normalmente após a execução da formação. Moy e MacDonald (2000). Neste tipo de avaliação podem ser aplicados métodos de natureza quantitativa e qualitativa. A compreensão destes dois tipos de objectivos torna-se fundamental aquando da aferição do retorno do investimento A utilidade deste tipo de avaliação reside. no entanto.: no contexto de programas formativos desenvolvidos em regime de alternância). ser igualmente aferida durante e no final de uma intervenção formativa (ex. Kirkpatrick (1998-A). Fontes: Phillips (1997). (2) justificar a eventual continuidade de um programa/plano de formação. Uma avaliação de impactes pode incidir à partida sobre duas realidades distintas: (1) em que medida o programa de formação contribuiu directamente para o cumprimento dos objectivos da organização. __________________________________________________________________ Formação Pedagógica Inicial de Formadores 23 . a sua reformulação ou mesmo a sua extinção. das organizações e eventualmente do contexto socioeconómico no qual estes se inserem. (2) em que medida criou as condições para que tal viesse a acontecer (contribuição indirecta). no facto de permitir (1) aferir as alterações produzidas pela formação nos contextos em que foi aplicada. decorrentes da implementação de determinado programa/projecto formativo._____________________________________________________________________ Avaliação da Formação Nível 4 – Avaliação dos Impactes da Formação no Desempenho da Organização Visa aferir as mudanças ocorridas ao nível do desempenho dos indivíduos. podendo. fundamentalmente. (3) aferir o retorno do investimento na formação.

Muitos directores não estão dispostos a empreender um projecto de formação se não lhes é garantido um bom nível de retorno do investimento que foi exigido para o levar a cabo. dos resultados líquidos obtidos face ao custo do programa formativo (expresso em percentagens). Este novo nível de avaliação tornou-se muito popular. em valores monetários. não deixa de ser um exercício relevante. É importante não confundir Retorno do investimento com Índice custo/ benefício. Vejamos a diferença: IBC = Benefícios Brutos da Formação Custos do Programa ROI = Benefícios Líquidos da Formação Custos do Programa Como se pode constatar. isto é. evidentemente._____________________________________________________________________ Avaliação da Formação Nível 5 – Retorno do investimento (ROI – Return On Investment) O retorno do investimento é a comparação. apesar disso. Não lhes basta bons resultados. descontando os custos e sendo expresso em percentagens. mas. querem garantir uma recuperação do investimento. saber como quantificá-los separadamente. dificuldades. O problema de fundo deste quinto nível de avaliação consiste em isolar os benefícios ligados directamente ao programa de formação. Esta técnica tem. a diferença fundamental consiste no facto de o IBC considerar os benefícios brutos e o ROI considerar os benefícios líquidos. __________________________________________________________________ Formação Pedagógica Inicial de Formadores 24 .

Consiste em recolher informação. Consiste em colocar um conjunto de questões ou exercícios práticos destinados a aferir a aquisição/desenvolvimento de determinados saberes. __________________________________________________________________ Formação Pedagógica Inicial de Formadores 25 . visam TESTES DE PERFORMANCE (DESEMPENHO) recolher dados acerca dos níveis de proficiência profissional detidos pelos indivíduos. regra geral. Contrariamente ao inquérito por questionário. associada a uma determinada norma ou critério de sucesso préTESTES DE CONHECIMENTOS definidos. nem orientada por um grande nº de perguntas precisas). através da aplicação de processos de comunicação e interacção humana. a entrevista caracteriza-se. uma vez colocados em situações de demonstração de domínios e saberes específicos. normalmente. Entrevista aberta (o entrevistador propõe um tema e apenas intervém para insistir ou encorajar). Testes com itens objectivos: Testes de verdadeiro/falso Testes de escolha múltipla Testes de associação Testes de complemento (preenchimento de espaços) Testes de resposta curta Testes com itens não objectivos Associados a desempenhos reais de trabalho._____________________________________________________________________ Avaliação da Formação Capítulo 5 – Seleccionar as Técnicas de Avaliação a utilizar TIPO DE TÉCNICA BREVE CARACTERIZAÇÃO Associado a testes de “caneta e papel” que pretendem avaliar aprendizagens de cariz teórico. por um INQUÉRITO POR ENTREVISTA contacto mais aprofundado entre o entrevistador e os seus interlocutores. Entrevista semidirectiva (semidirectiva no sentido em que não é inteiramente aberta. de forma mais ou menos estruturada. A respectiva aplicação surge.

com recurso a observadores com formação própria. os resultados de relatórios. aborda durante a entrevista) Consiste em colocar a um determinado nº de inquiridos. Inquérito por questionários com aplicação indirecta (quando o próprio inquiridor o completa a partir das respostas que são fornecidas pelo inquirido. entrevistas ou outros documentos. organizações. ESTUDO DE CASO Um estudo de caso pode ser: Explicativo (destinado a justificar casualidades). e com a intervenção de um moderador. de uma forma estruturada ou semi-estruturada. Exploratório (aplicado no caso em que a intervenção formativa não apresenta resultados). etc. inquéritos. projectos formativos. Consiste em observar e registar uma impressão sensorial directa. uma série de perguntas pré-estabelecidas e orientadas para um conjunto de temas de interesse INQUÉRITO POR QUESTIONÁRIO do avaliador. geralmente representativo de uma dada população. de preferência. Inquérito por questionário com aplicação directa (quando o próprio inquirido preenche o inquérito) Consiste em reunir e analisar diferentes fontes de ANÁLISE DOCUMENTAL informação. Consiste em reunir/animar um grupo para discutir um FOCUS GROUP ou mais temas previamente definidos. Descritivo/Ilustrativo (destinado a descrever/ilustrar a intervenção formativa e o seu contexto). podendo aplicar-se a diferentes contextos e. com OBSERVAÇÃO DIRECTA maior ou menor grau de pormenor. grupo de formandos. já existentes._____________________________________________________________________ Avaliação da Formação Entrevista directiva (o entrevistador dispõe de um conjunto de tópicos precisos que. tais como. necessariamente. Consiste em recolher informações sobre casos concretos (indivíduos. recorrendo a grelhas de registo.) considerados significativos para o processo de avaliação. SIMULAÇÃO/DRAMATIZAÇÃO A criação de situações fictícias que permitam aos __________________________________________________________________ Formação Pedagógica Inicial de Formadores 26 .

metacognitivo. lucros. a descrição do “incidente-crítico” de modo a poderem ser aferidos aspectos a manter e reforçar ou aspectos a corrigir. traduz._____________________________________________________________________ Avaliação da Formação DE DESEMPENHOS (ROLEPLAY) vários participantes na formação demonstrar que detêm determinadas competências. a técnica do Role Play. As variantes para este tipo de técnica estão ANÁLISE CUSTO/BENEFÍCIO associadas à selecção das variáveis para caracterizar os custos (pessoal. afectivo) (Valadares e Graça. É uma colecção organizada e devidamente planeada de trabalhos produzidos por este ao longo de um ELABORAÇÃO DE PORTFÓLIOS determinado período de tempo. O desafio para a construção de um projecto ao longo ELABORAÇÃO DE PROJECTOS FINAIS ou no final de determinada intervenção formativa permite. Consiste em comparar os custos com os benefícios associados ao desenvolvimento da formação. Consiste num conjunto de procedimentos que visam a recolha de informações sobre desempenhos efectuados. melhorar.) __________________________________________________________________ Formação Pedagógica Inicial de Formadores 27 . igualmente. material. sendo solicitado ao indivíduo responsável pelo desempenho em análise. etc. 1998) Um Mapa Conceptual remete o formando para a construção de diagramas hierárquicos constituídos por ELABORAÇÃO DE MAPAS CONCEPTUAIS conceitos e respectivas interligações. logísticos. considerados referências positivas ou ANÁLISE DE INCIDENTES CRÍTICOS negativas. gestão de recursos humanos. de forma a poder proporcionar uma visão tão alargada e detalhada quanto possível das diferentes componentes do seu desenvolvimento (cognitivo. São utilizados no contexto da avaliação da formação sempre que se pretende que sejam externalizadas as estruturas cognitivas dos respectivos autores. aferir da capacidade do formando em mobilizar saberes “construídos” ao longo da execução da formação. etc. no essencial.) e os benefícios (produtividade.

Registo de comentários mais ou menos estruturados dos elementos da equipa de formação. Realização de observações (participantes e não participantes) – exige construção de grelhas de avaliação. Realização de observações de comportamentos dos participantes na formação. Role Play. Elaboração de portfólios de competências. Jogos pedagógicos para a resolução de situações/problemas reais associados a parte ou ao todo organizacional (business games). Inquérito por entrevista. Nível 2 – Avaliação do grau de domínio de determinados saberes Testes escritos. Aplicação de instrumentos de auto-avaliação. Realização de Focus Group. Elaboração de mapas conceptuais._____________________________________________________________________ Avaliação da Formação Técnicas mais utilizadas em cada nível de avaliação Nível 1 – Avaliação do grau de satisfação dos participantes na formação Inquéritos por questionários para a aferição do grau de satisfação dos formandos (auto e hetero-avaliação). __________________________________________________________________ Formação Pedagógica Inicial de Formadores 28 . Testes orais. Estudos de caso. Aplicação de instrumentos de controlo e acompanhamento de processo. Registo de comentários mais ou menos estruturados dos participantes na formação (ex.: criação de fóruns de discussão onde os formandos são convidados a pronunciarem-se sobre a intervenção formativa/registo de comentários fora do espaço de aprendizagem). Elaboração de projectos.

Análise custo-benefício.: assessment center method. Análise dos resultados de planos de intervenção específicos. Registo e análise dos incidentes críticos._____________________________________________________________________ Avaliação da Formação Recurso à métodos já existentes (contactos com os vários intervenientes no processo formativo) Ex. Nível 4 – Avaliação dos impactes da formação nos indicadores de desempenho e da organização Análise de painel de indicadores de performance. Análise dos resultados de planos de desenvolvimento de competências (valor do capital humano da organização). Registo e análise de incidentes críticos (aplicação de grelhas de observação) Nível 3 – Avaliação da transferência da formação Entrevista de chegada (aquando do regresso do colaborador ao posto de trabalho). Aplicação da fórmula ROI (Return on Investment). __________________________________________________________________ Formação Pedagógica Inicial de Formadores 29 . Aplicação de questionários para avaliar transferências e resultados no desempenho individual. Análise de performance. Observações no posto de trabalho. Auto-avaliação. Construção de um plano de intervenção específico.

2 As Actividades realizadas Motivaram o Grupo 1 2 3 4 5 1. Objectivos da Acção 1.3 Os Meios para a realização das actividades foram adequados 1 2 3 4 5 __________________________________________________________________ Formação Pedagógica Inicial de Formadores 30 .2 O ambiente exterior foi adequada e agradável à realização das actividades 1 2 3 4 5 2. Os Meios 4 5 2.1 Os Objectivos propostos para a acção foram atingidos 1 2 3 4 5 1._____________________________________________________________________ Avaliação da Formação Exemplos de Instrumentos de Avaliação da Formação Exemplo 1 Critérios de Avaliação 1 – Insuficiente 2 – Suficiente 3 – Bom 4 – Muito Bom 5 – Excelente 1.1 A organização da acção foi eficaz 1 2 3 4 5 2.3 Os Acompanhantes enquadraram-se fácilmente no espirito do grupo 1 2 3 2.

1 Os Métodos Utilizados 1 3. Os Formadores 3. qual a sua Satisfação Geral com esta Acção? 1 2 3 4 5 5.2 O empenhamento 1 3. A Sua Satisfação Pessoal 4._____________________________________________________________________ Avaliação da Formação 3.3 O relacionamento 1 2 3 4 5 2 3 4 5 2 3 4 5 4. Comentários e Sugestões __________________________________________________________________ Formação Pedagógica Inicial de Formadores 31 .1 Tudo Somado.

se o espaço for insuficiente) DATA ____ . (Continue numa outra folha. a desenvolver com maior profundidade ou a incluir em acções deste tipo.____ NOME (facultativo) 32 __________________________________________________________________ Formação Pedagógica Inicial de Formadores Insuficiente Deficiente Fechado Elevado Aberto Pleno . Sugestões e outras observações._____________________________________________________________________ Avaliação da Formação Exemplo 2 AVALIAÇÃO DO PROCESSO DE FORMAÇÃO APRECIAÇÃO GLOBAL DA ACÇÃO POR PARTICIPANTE DESENVOLVIMENTO DA ACÇÃO DE FORMAÇÃO • OBJECTIVOS DA ACÇÃO • CONTEÚDOS DA ACÇÃO • UTILIDADE DOS CONTEÚDOS • MOTIVAÇÃO E PARTICIPAÇÃO • ACTIVIDADES PROPOSTAS • RELACIONAMENTO ENTRE PESSOAS • INSTALAÇÕES E EQUIPAMENTOS • DOCUMENTAÇÃO DE APOIO • MEIOS AUDIOVISUAIS DISPONÍVEIS • UTILIZAÇÃO DOS RECURSOS DIDÁCTICOS • APOIO DA COORDENAÇÃO DA ACÇÃO Confusos Inadequados Inaplicáveis Nula Insuficientes Negativo Deficientes Inadequada Inadequados Inadequado Ineficaz 1 2 3 4 5 Muito claros Totalmente adequados Totalmente aplicáveis Plena Muito adequadas Muito positivo Excelentes Totalmente adequada Totalmente adequados Totalmente adequado Muito eficaz INTERVENÇÃO DOS FORMADORES FORMADORES DOMÍNIO DO ASSUNTO 1 2 3 4 5 MÉTODOS 1 2 3 4 5 1 LINGUAGEM 2 3 4 5 EMPENHAMENTO 1 2 3 4 5 RELACIONAMENTO 1 2 3 4 5 Inadequados Muito adequados Muito clara Confusa SUGESTÕES / CRÍTICAS Temas considerados mais importantes. Aspectos mais conseguidos e a melhorar.____ .

__ __________________________________________________________________ Formação Pedagógica Inicial de Formadores 33 .__ De __.__.__.__.__ a __.__.__.__ De __.__.__.__.__.__ a __.__.__ a __.__ De __.__ De __.__.__ a __.____ Data Final da acção ____ .____ .__ De __.__.__ a __.__.__.__.__ De __.__.__.__.__ a __.__.__.__ a __.__ a __.__ De __.__ a __.__.__.__ a __.__.__.__ a __.__.__ a __.__ a __.____ Coordenador da Acção/Coordenador da Equipa Formativa ______________________________________________________________________ Unidade(s) Modular(es) /Módulo(s) Avaliação Desempenho do Formador Formador Designação Data de Início e Fim Monitoragem do Módulo Má 1 2 Mtº Boa 3 4 Má 1 Intervenção na Avaliação dos Formandos (Módulo) Mtº Boa 2 3 4 Intervenção na Avaliação dos Formandos (Avaliação Final) Má 1 2 Mtº Boa 3 4 De __.__ a __.__.__.__ a __.__.__ De __.__ De __.__.__ De __.__ De __._____________________________________________________________________ Avaliação da Formação Exemplo 3 AVALIAÇÃO DO PROCESSO DE FORMAÇÃO PELO COORDENADOR Data de Início da acção ____ .__ a __.__.__.__ De __.__ De __.____ .__.__ a __.__ De __.__.__.__ De __.__ De __.__ De __.__.__.__.__ De __.__.__ a __.__ a __.

º Local de realização Data de realização Início Fim Válido até Horário de Realização N. Avaliação dos formandos N. Identificação do Curso / Acção de Formação Designação do Curso Certificado de Homologação n.___ .º formandos aprovados N._____________________________________________________________________ Avaliação da Formação Exemplo 4 RELATÓRIO DE APRECIAÇÃO SÍNTESE DA ACÇÃO 1. Identificação da Entidade Formadora Denominação Endereço da Sede Código Postal Acreditação n. materiais didáticos. Análise da Realização da Acção 1. Observações – Síntese dos Comentários / Propostas dos Formadores / Propostas dos Formandos Pela Entidade Formadora: Nome: _____________________________________ Cargo: ________________________ Data: ___. Avaliação dos materiais pedagógicos (em percentagem) (Quantidade.º formandos não aprovados • 2.___ Assinatura: ______________________ __________________________________________________________________ Formação Pedagógica Inicial de Formadores 34 . Grau de sucesso: Avaliação dos formadores (em percentagem) Insatisfatório Satisfatório Bom Muito bom 3.º Domínios de Acreditação Localidade Válida até Telefone 2. equipamento e serviços de apoio) Insatisfatório Satisfatório Bom Muito bom 5. Avaliação dos meios associados (em percentagem) Instalações Utilizadas Insatisfatório Satisfatório Bom Muito bom Equipamentos Pedagógicos Insatisfatório Serviços de Apoio Insatisfatório Satisfatório Bom Muito Bom Satisfatório Bom Muito Bom 4. qualidade e relação com os temas) Insatisfatório Satisfatório Bom Muito bom 4. Avaliação dos aspectos organizativos (em percentagem) (Articulação da formação com os meios audiovisuais.º Inicial de Formandos 3.

Mais do que proceder meramente ao controlo de resultados. tornando-se uma forte aliada das empresas. sugestões e soluções válidas e directamente aplicáveis. situando-se estas não só no plano tecnológico como também no plano organizacional e no domínio das atitudes. ajustadas e com impacto positivo nos processos de trabalho._____________________________________________________________________ Avaliação da Formação Conclusão A formação conheceu nos últimos anos um grande incremento. A avaliação deve ajudar-nos a (re) pensar as situações-problema na óptica da sua solução. inclusive. transportar de novo e directamente para o universo laboral ideias. fornecendo novas referências e sugestões de aperfeiçoamentos para incorporar tanto no decurso de acções de formação como em futuras acções. técnicas. A avaliação da formação pode dar um contributo precioso. tecnologias ou conceitos. que reconhecem que é necessário manter os seus colaboradores a par de novos métodos. As repercussões da formação ao nível dos processos de trabalho só podem ser apreendidas se a sua avaliação for de facto aproveitada e incorporada em processos de melhoria contínua. é importante aliar às actividades formativas momentos de reflexão interactivos para captar efeitos de __________________________________________________________________ Formação Pedagógica Inicial de Formadores 35 . A formação e a sua avaliação são duas faces de uma mesma moeda que fomentam a melhoria das organizações. saber que uma dada acção correu bem ou mal não chega. Para além das melhorias que se podem introduzir nos dispositivos de formação. É preciso conhecer os desvios entre uma situação desejada e a situação a que efectivamente chegámos. muitas vezes as informações obtidas a partir de processos contínuos de avaliação também permitem. De facto. As mudanças no mundo empresarial são constantes. Não raras vezes as mudanças procuradas pelas empresas situam-se sobretudo ao nível dos comportamentos e da maneira de pensar perante novas exigências de desempenho profissional. na medida em que procuram que as actividades formativas sejam consequentes.

de mudança necessária e contínua._____________________________________________________________________ Avaliação da Formação mudança. também é verdade que uma avaliação de uma dimensão isolada não se revela útil. É importante captar. Cabe à avaliação fornecer o sentido do que é feito. de facto. é um processo contínuo. a verificar o valor e atribuir um sentido ao que é feito em formação. sendo importante acolher a formação enquanto oportunidade facilitadora para que essas mudanças ocorram. Por outras palavras. encontrar formas para que as melhorias desejadas sejam. O desenvolvimento das organizações e dos indivíduos que as integram é um processo que implica mudanças. alcançadas. é importante aliar a prática à análise. __________________________________________________________________ Formação Pedagógica Inicial de Formadores 36 . Esse sentido assume cada vez mais importância enquanto sentido de mudança. transformar uma vivência numa experiência que ajude a tomar consciência. A avaliação ganha um sentido acrescido e utilitário a partir do momento em que é percebida como um processo de aprendizagem e conhecimento contínuos. Avaliar é como aprender. absorver e adaptar os resultados da avaliação e inseri-los nas actividades formativas de forma contínua. Se é verdade que uma acção de formação isolada só por si não provoca a mudança.

. Avaliação do impacto da formação: um Estudo dos centros de formação da Lezíria e Médio Tejo – 1993/1998. Lisboa: Edições Colibri. Porto: Edições ASA. Evaluating the impact of training – a collection of tools and techniques. Paris: Les Éditions d’Organisation. J. 2000 TIRA-PICOS. Évaluer les actions de formation. 1992 PARRY. 2002 PAIN._____________________________________________________________________ Avaliação da Formação Bibliografia MÉNDEZ. Scott B. Maria do Céu et al. A avaliação da formação profissional. examinar para excluir. Álvarez. Alexandria: ASTD.M. Lisboa: IEFP. 1990 __________________________________________________________________ Formação Pedagógica Inicial de Formadores 37 . 1997 ROLDÃO. António. Abraham. Avaliar para conhecer.