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Metodologia do Direito

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O que é que visa? • • • Realizar na prática o direito; Estabelece os valores a aplicar; Tem que se usar aquilo que o sistema permite

- Sistema permite usar as normas jurídicas que se consideram vigentes para chegar à decisão fundamentada do caso.

- Seria verdadeiramente o caminho que o jurista percorre para resolver um caso; prática juridicativa decisória do direiro: tem a ver com toga a história do direito: o objectivo do direito resolver e da resposta às exigências de cada caso prático. Os juristas tornaram-se grandes estudiosos com o texto da lei.

- Podia o proprietário construi o muro onde quisesse. Mas houvesse quem entendesse que não devia de ser assim, pois acha-se que há quem abuse do direito. A pessoa “x” construía o muro só porque quer provocar o vizinho, só para o prejudicar: “espírito do direito romano que tem de estar ao serviço da vida prática, não pode fingir que não existe a parte prática nas coisas”.

-Se as pessoas têm interesses individuais, as decisões dos tribunais devem estar patentes das decisões gerais e individuais.

- Liberalismo: aparece um movimento liberal. O direito para estar ao serviço de todos tem de estar atento aos casos concretos.

- Cada norma é um caso e, então, surge a pergunta, o que é uma norma? A norma faz parte do direito na medida em que está em conflito com os nossos interesses. Mas as pessoas estão sempre em conflito? Podem não estar em conflito, fazer o negócio hoje e estar tudo bem, mas amanhã entrarem em conflito por qualquer motivo e, aí, tem de intervir o direito.

- Para os juristas do direito romano, porque surgiu o direito? Era a forma pacífica para resolver os conflitos. O direito acaba por ser algo ligado à prática em que a norma é o critério que ajuda o juíz a decidir mesmo quando o legislador previu complexidades, tem se de estabelecer o caso entre a norma. Encontramos jurisprudência dos interesses, tal como refere Braga da Cruz, por exemplo, que seguiu a jurisprudência dos interesses e verteram no CC o modo da jurisprudência dos interesses.

- Podemos ver no Artigo 10 do CC, o que é a analogia? E pergunta-se, faz sentido usar a mesma racionalidade para o caso previsto? Então há analogia. Como é que se faz a integração das lacunas? Por analogia – significa que se tem de olhar para o caso concreto. - Lei não prevê aquele caso, mas prevê outros, então vamos, por analogia, buscar outros que já tenham acontecido. Segundo Castanheira Neves e o senhor Professor José Bronze a analogia está presente em todo o direito.

Não deve cingir-se a interpretação da lei. mas “deve” constituir. É omitido. mas desde o século XIX deixou de haver. se ele for justo. mas apesar de tudo. Traz vantagens e desvantagens – eu quero que o juiz me dê razões. Ora e quem é que não pode entrar? São os animais ou as pessoas com os animais? É que um gato ou um cão não se depara com um papel daqueles e volta para trás. “a interpretação não deve singir-se à letra da lei. Claro que. as doutrinas. pois é um animal e não sabe ler. Há uma insufiência objectiva. Não se pode dizer que haja analogia entre situação “x” e a situação “y” porque não há analogia. O intérprete tem margem de manobra. em relação a pessoas com problemas deficitários. Por exemplo. podes levar um urso ou um jacaré. subsistem leis específicas para essas pessoas e os seus animais acompanhantes. . temos de usar a lei e fundamentar as nossas decisões. . .Temos. quando entramos em alguma loja ou Hotel e deparamo-nos com um papel afixado que diz “Proibido a entrada a gatos e cães”. mas reconstituir (…)” – é uma figura de estilo onde se suprime o verbo “dever”.Surge o direito livre – proposta revolucionária que dizia “esqueçam as leis. .Sistema maioritariamente de normas escritas é complexo e apresenta problemas: tem limites objectivos: • • • Intencionais Temporais Validade . Então a proibição. então. Tem um problema: não posso fundamentar em mero sentimento de justiça. como consta no Artigo 10º do Código Civil o que é um caso análogo? (Pôr artigo 1. e baseiem-se nas decisões do juiz.Artigo 10º: nº3 – ter em conta o espírito do sistema. . então. é para a pessoa que vai acompanhada por um animal já sabe que não pode entrar com o animal que leva. está escrito em termos adequados. entre as empresas e os seus colaboradores.Quando se trata de um direito senatório não há analogia. não era preciso normas doutrinas.Proposta do direito livre tinha como objectivo romper com o legalismo. Ter uma proposta racional e fundamentada. O que é que eu entendo da lei? Qual é o meu pensamento em ralação ao que está afixado? Tenho de ter em conta a letra e o espírito. tendo em conta a unidade do sistema que as circunstâncias do tempo em que foi elaborada. da intuição e.A norma não prevê expressamente o quê? Não prevê. só que este anúncio torna-se exemplificativo para outros animais. Implica fundamentos. . Só que já houve. e aquilo será completamente indiferente para ele. Já houve analogia entre as Universidades e os seus alunos. de ter em conta o Artigo 9 do CC – Interpretação da lei. outras vezes não e quando não encontramos a situação é resolvida segundo a norma que o próprio intérprete criaria (ver artigo 10 – 3 CC). justiça absoluta do coração. . Artigo 9º. não há uma solução na norma para a jurisprudência dos interesses. por exemplo. . mas tem de partir do princípio que o que está lá escrito.. se é proibido a entrada a gatos e cães.Temos de ter em conta o elemento gramatical (presente no Artigo 9) e o elemento histórico. À partida. logicamente.Umas vezes encontramos analogia. ou seja.2 e 3).

O que é que um intérprete pensa da lei? . que veio dar um abanão ao positivismo.A interpretação deve. Por exemplo: se alguém fizer um de eletricidade. tendo em conta os materiais ou os trabalhos preparatórios da sua elaboração legislativa. • Elemento sistemático . O valor semântico a atribuir às palavras da Letra da Lei devia resultar do sentido comum das mesmas palavras ou do seu sentido técnico. . . Então retirei a corrente e não a paguei. • Elemento Histórico O elemento histórico – ou a consideração da génese do preceito interpretando. é decisivo. há furto? Sim. da autonomia do Objecto.social do seu aparecimento. O que não se pode é impossível. seria mais forte o que melhor ou mais naturalmente correspondesse ao texto. mas posso ligar ou desligar. Restritiva: se o espírito é maior que a letra. . na medida em que o objecto da Interpretação se identificava com o texto e porque na expressão textual se cumpria o preceito. há.jurídico. É energia. .” Marcelo Rebelo de Sousa. . . . Pode ser invisível e não palpável. .Desrespeitar a letra para adquirir o espiríto.O que não se deve é proibir. . pois tem utilidade e tem valor económico. .Elemento sistemático alude-se ao sistema jurídico? Sim. cingir-se. mas já era geralmente aceite facto de que o texto delimitaria a Interpretação e só seriam admissíveis os sentidos da lei que fossem possíveis segundo o texto e simultaneamente de entre aqueles sentidos possíveis. mas a interpretação da norma é sempre voltada para o caso concreto. a circunstância jurídica. pois a electricidade é uma coisa. então há furto. a própria história do direito e as fontes legislativas. portanto. porque a electrecididade é uma coisa. pois o sistema é um só.Posso cingir a letra da lei? Tenho é de perceber o que se pretende.O que conta é o sentido útil da norma. Extensiva: se o espírito é menor que a letra.O interprete considerará que o legislador aplicou os casos de forma adequada.Quais são os resultados da interpretação? • • • Interpretação declarativa: se a letra e o espírito coincidem.. prescrito pela interpretação geral.“Coisas”: quando o legislador fala de coisas ainda não conhecia a eletricidade. Elementos da interpretação • Elemento Gramatical (letra) O Elemento Gramatical seria o Elemento básico.Palavra “deve” num texto legal significa “obrigatório”.A norma é importante.

por último. um Elemento Histórico da Interpretação. embora. sobretudo pela sua inclusão no instituto ou domínio jurídico de que seria parte). O elemento sistemático é expressamente invocado com a unidade do Sistema Jurídico a ter em conta. A interpretação Jurídica é compreendida como um acto unitário em que concorrem integradamente aqueles vários elementos. com um elemento de objectiva actualização. facilmente se reconhecerá a consagração de um modelo de interpretação da lei em que concorre o conjunto destes factores: O elemento gramatical está presente no texto da norma. O elemento Histórico está presente na exigência da reconstituição do pensamento legislativo e na consideração das circunstâncias em que a lei foi elaborada. a impor que o sentido da norma se determine pela “ratio legis”.O elemento sistemático implicaria a consideração da unidade e coerência jurídico-sistemáticas (a compreensão da norma em função do seu contexto. isto é. No artigo 9º do Código Civil. uma interpretação histórica. mas um elemento gramatical. pelo que não há uma interpretação gramatical. no relevo dado às condições específicas do tempo em que é aplicada. • Elemento Teleológico (espírito) O elemento teleológico ou racional. . O elemento Teleológico é imposto mediante a hipótese de legislador razoável – interprete presumirá que o legislador consagrou as soluções mais acertadas. a conjugar. em função da própria razão-de-ser ou do seu objectivo prático.