A Dança dos Estudos da Linguagem pela Semiose de Peirce

Um signo, seu objeto e sua interpretação: os três sujeitos da semiose de Pierce. Os estudos da linguagem talvez possam se encaixar nessa ação triádica, haja vista o mecanismo natural de se abrir novas possibilidades teóricas a partir de pontos já corroborados, no todo, ou até mesmo refutados, neste caso, aproveitando-se parte de estudos desenvolvidos para ganchos de novos conceitos. A linguagem seria o signo, a escrita e a fala seriam os objetos, e as várias teorias sobre a linguagem seriam a interpretação. A partir destes ajustes se constroem as infindas roupagens da língua e as oposições conceituais sobre este signo. Um exemplo seria o "atomismo lógico" proposto por Bertrand Russell, no início do século passado, cuja intenção "era considerar que as frases têm existência própria, independente do sujeito e da experiência". Essa tese foi apoiada pelo filósofo Ludwig Wittgenstein que afirmava ser a linguagem uma "representação projetiva da realidade". Contudo, após a evolução dos estudos ditos da corrente positivista lógica e com sua junção com as linhas pragmáticas da América do Norte, a posição de Ludwig em relação a Russell passou a ser contrária, com várias críticas sobre o modelo tradicional de interpretação aceito inicialmente. Ao observar este exemplo percebe-se que Ludwig se encaixou nas categorias da semiose pierciana. Em princípio, pegou a tese de Russell já fechada em sua terceiridade e a abriu, iniciou então seus próprios estudos sobre o signo linguagem (primeiridade), no decorrer de suas análises sobre os objetos "escrita" e "fala" desenvolveu a segundidade do signo e, deste modo, finalizou o processo novamente em outra terceiridade quando diz que "o jogo de linguagem não é nada tão elementar (…) a linguagem tem jogos incontáveis: novos tipos de linguagens, novos jogos lingüísticos surgem continuamente, enquanto outros envelhecem ou são esquecidos". Valorizando a língua falada, considerando que antes de serem escritas as linguagens eram faladas, Saussure faz paralelo entre a linguagem e o jogo de xadrez, em um sentido de valores relativos para os signos lingüísticos (entenda-se por isso um significante - imagem acústica: um substantivo qualquer - e um significado - conceito: o substantivo real), ou seja, "o valor respectivo das peças depende de sua posição sobre o tabuleiro, da mesma forma que na língua cada termo tem seu valor pela oposição com todos os outros". Também nas colocações de Saussure percebe-se a influência da semiose, pois, analogicamente, ao se começar um jogo de xadrez se têm a primeiridade no posicionamento das peças no tabuleiro, em um segundo momento (no desenrolar das jogadas, no pensamento das conseqüências de cada movimento das peças, não que se possa prever com exatidão qual será a articulação feita pelo opositor) se vê o secundismo, por fim, é chegada a hora do fechamento do ciclo com um xequemate ou mesmo com um empate entre os jogadores. Então, não é assim nos diálogos travados entre falantes? Primeiro se propõe um determinado assunto (primeirismo), o mesmo sendo aceito, vai-se então para o desenvolvimento dos argumentos (secundismo) - em um verdadeiro jogo de palavras, frases, orações e conceitos - as melhores explanações fecham a semiose em um ato de persuasão da parte contrária (terceirismo). Contudo, pela lógica da semiose de Peirce, na lingüística estrutural de Saussure, quando há a proposição de um novo debate, sobre o mesmo assunto, abre-se a possibilidade de um novo fechamento, da parte antes vencida ser a vencedora, basta que saiba ter habilidade no momento do secundismo. Como em uma semiose aplicada ao macro da linguagem, a lingüística estrutural de Saussure, como todas as outras correntes teóricas, sofreu embates, pois, segundo Émile Benveniste (antes propagador das idéias do pesquisador suíço, no Círculo Lingüístico de Praga) e Merleau-Ponty, a analogia de Saussure colocou a língua em um contexto mecânico. Para Benveniste, o signo seria

John Locke usou os termos "semeiotike" e "semeiotics" no livro 4. tal movimentação não significa um método. um caráter duplo. capítulo 21 do Ensaio acerca do Entendimento Humano (1690). Na vertente europeia o signo assumia. aquilo que representa ou simboliza algo) e o "conteúdo" (ou "significado" do que é indicado pelo significante) . Posteriormente. as quais tinham metodologia e enfoques diferenciados entre si[1]. inicialmente. segundo Clément. para a sua teoria geral dos signos. composto de dois planos complementares . ou seja.Ciência. um sujeito a um verbo. Fotografia. mas a própria vida do espírito que se mantém através do negativo. é que se começaram a manifestar aqueles que seriam apelidados pais da semiótica (ou semiologia). . constituído por uma dupla face. "triádico". Eco se aproximado mais das concepções peircianas do que das concepções européias de origem em Saussure e no Estruturalismo de Roman Jakobson. de fato. na natureza e na cultura. sendo o signo. que significa "signo". Culinária. Da Grécia até os nossos dias tem vindo a desenvolver-se continuamente. para indicar o ramo da ciência médica dedicado ao estudo da interpretação de sinais. a "forma" (ou "significante". isto é. Foi usada pela primeira vez em Inglês por Henry Stubbes (1670). Mais frequentemente. esta ciência tem por objeto qualquer sistema sígnico . Ou. Vestuário. a qual se restringe ao estudo dos signos lingüísticos. citando Goethe. em um sentido muito preciso. Surgiu. havendo. Estes tipos de oposição podem ser tomados como algo agregador à evolução da linguagem e não apenas como uma pura e simples realização das correntes que a estudam no decorrer da história. de forma independente. é a ciência geral dos signos e da semiose que estuda todos os fenômenos culturais como se fossem sistemas sígnicos. em vez de "Semiologia". A Semiótica (do grego σημειωτικός (sēmeiōtikos) . Religião. a sua origem na mesma época que a filosofia e disciplinas afeitas. uma disciplina médica chamada de "semiologia". Mais complexa que a vertente europeia. "eu sou aquilo que tudo nega.literalmente. A semiótica é um saber muito antigo. Ambos os termos são derivados da palavra grega σημεῖον (sēmeion). em seus princípios básicos. a vertente peirciana considera o signo em três dimensões. Mais abrangente que a lingüística. que estuda os modos como o homem significa o que o rodeia. a princípio. assim. Ocupa-se do estudo do processo de significação ou representação. na Europa e nos Estados Unidos. do conceito ou daideia. etc. pois o que existe. há cerca de dois ou três séculos. do sistema sígnico da linguagem verbal. teóricos europeus como Roland Barthes e Umberto Eco preferiram adotar o termo "Semiótica". uma conexão que une. A semiótica tem. posteriormente. para Hegel. tendo. costumase chamar "Semiótica" à ciência geral dos signos nascidas do americano Charles Sanders Peirce e "Semiologia" à vertente europeia do mesmo estudo. leva em consideração a existência de um contexto inexpresso. um conceito que daria à sentença um caráter vivo (orgânico) e não simplesmente mecanicista. sistemas de significação. Porém. é para ser destruído". em outros termos: o movimento dialético também pode ser o instrumento que propulsiona o desenvolvimento dos signos e. por exemplo. [editar]Origens do estudo geral dos signos É importante dizer que o saber foi estudado. ou seja. Gestos.logo a semiologia seria uma ciência dupla que busca relacionar uma certa sintaxe (relativa à "forma") a uma semântica (relativa ao "conteúdo"). Cinema. Música.Artes visuais. Já Ponty. para esta.a saber. "a ótica dos sinais"). A face semiológica (relativa ao significante) e a epistemológica (referente ao significado das palavras).uma partícula arbitrária. desde a antiguidade.

o estudo geral dos signos começa a adquirir autonomia e o status de ciência. Como Luis Caramelo explica no seu livro Semiotica uma introdução. assim. usando já este termo. Peirce preferiu fixar-se na terminologia de Primeiridade. descreveu suas três categorias universais de toda a experiência e pensamento. portanto. invisível. o termo Relação foi substituído por Reação e o termo Representação recebeu a denominação mais ampla de Mediação. Nessa medida. não analisável. [editar]Charles Sanders Peirce Charles Sanders Peirce No estudo geral dos signos Charles Sanders Peirce (1839-1914) seria o pioneiro daquela ciência que é conhecida como "Semiótica". tom. Estas qualidades puras traduzem-se por um conjunto de possibilidades de vir a acontecer(…)". justamente. Primeiridade é a compreensão superficial de um texto (leia-se texto não ao pé da letra. aquilo que dá sabor. impondo-se ao nosso reconhecimento. o Homem significa tudo que o cerca numa concepção triádica (primeiridade.a qualidade da consciência imediata é uma impressão (sentimento) in totum. teria usado para designar uma futura ciência que estudaria. original. O sentimento como qualidade é. . naturalmente. e é nestes pilares que toda a sua teoria se baseia. Secundidade e Terceiridade. Num artigo intitulado “Sobre uma nova lista de categorias”. em 14 de maio de 1867. não estabelecem entre si qualquer tipo de relação. assim o faz numa gradação de três propriedades que correspondem aos três elementos formais de toda e qualquer experiência. Para Peirce. espontâneo e livre. na sua imediaticidade. no final do século XVII. Essas categorias foram denominadas: • • • Qualidade. secundidade e terceiridade). por exemplo. Considerando tudo aquilo que se força sobre nós. ex: uma foto pode ser lida. Peirce. Entretanto. Para fins científicos. o primeiro (primeiridade) é presente e imediato. ele é inicialmente. Algum tempo depois. somente no início do século XX com os trabalhos paralelos de Ferdinand de Saussure e C. podem retroceder a pensadores como Platão e Santo Agostinho. ele precede toda síntese e toda diferenciação. Relação. "A primeiridade diz respeito a todas as qualidades puras que. é tão tenra que mal podemos tocá-la sem estragá-la.Os problemas concernentes à semiologia e à semiótica. A qualidade da consciência. aquilo que se oculta ao nosso pensamento. Representação. Primeiridade . Peirce. e não confundindo pensamento com pensamento racional. S. os signos em geral[2]. matiz à nossa consciência imediata. Tudo que está imediatamente presente à consciência de alguém é tudo aquilo que está na sua mente no instante presente. mas não é um texto propriamente dito). que John Locke. frágil. Peirce concluiu que tudo o que aparece à consciência.

exemplo: pintura. ele compreende que o homem comeu a banana e possivelmente visualiza os dois elementos e a ação da frase. e como tal. mas também é símbolo. apenas possibilidade existencial. aqui e agora. Por exemplo. sua primeiridade. resistir e reagir. O fato de existir (secundidade) está nessa corporificação material. a uma série de elementos extra-textuais. no nosso mundo o acontecimento ou possibilidade "chuva". significa. Quer isso dizer que através de um indício (causa) tiramos conclusões. onde se encarna o azul é um segundo. Assim sendo. ou o azul do céu -. Secundidade . Finalmente.a interpretação do objecto. factivas que não cedem ao sabor de nossas fantasias. por exemplo "está a chover" estamos perante a secundidade. que mantém uma relação de proximidade sensorial ou emotiva entre o signo. o representante seria o conceito que temos de cadeira. originalidade irrepetível e liberdade. como lugar e tempo. por último. o indivíduo conecta à frase a sua experiência de vida. uma atualização das qualidades da primeiridade. e o objeto dinâmico em si. do objecto . Como exemplo: "o homem comeu banana". Secundidade é quando o sujeito lê com compreensão e profundidade de seu conteúdo. é importante referir que «um signo. Ou seja. o desenho de um boneco. . A palavra chave deste conceito é ocorrência. O simples fato de estarmos vivos. é qualquer coisa que está em vez de(stands for) outra coisa. Ainda sobre o que nos diz este autor. de luta e confronto. isto porque foi convencionado que assim seria. Existir é estar numa relação. temos. fornece à oração. visto que. a priori é ícone. . para existir. A síntese intelectual. Terceiridade corresponde à camada de "inteligibilidade". simples e positivo azul. já nos é intrínseco. A terceiridade. ocupar um tempo e espaço particulares. Existir é sentir a acção de fatos externos resistindo à nossa vontade. Caso localizemos chuva como um acontecimento. Secundidade é aquilo que dá à experiência seu caráter "factual". representação do objeto. isto é. Sucintamente. já que não só conhecemos o acontecimento na medida de possibilidade natural.exemplo: onde há fumaça. o conceito em ação. o «interpretante» . vai além deste espectro de estrutura verbal da oração. há uma qualidade. é o primeiro. mas é apenas isso. a qualidade tem que estar encarnada numa matéria. existindo. o signo icónico refere o objecto que denota na medida em que partilha com ele possui caracteres. É importante falar que um ícone não só pode exercer esta função como é o caso do desenho de um boneco de homem e mulher que ficam anexados à porta do banheiro indicando se é masculino ou feminino. a todo momento. seu frescor. como já o vimos em acção. logo há fogo. se estivéssemos a falar de "cadeira". e na cabeça do sujeito. Mas a qualidade é apenas uma parte do fenômeno. «em determinado aspecto ou a qualquer título». também. Onde quer que haja um fenômeno. coisas reais. tropeçando em obstáculos. pois ao olhar para ele reconhecemos que ali há um banheiro e que é do gênero que o boneco representa.a arena da existência cotidiana. caracteres esse que existem no objecto denotado independentemente da existência do signo. ou representamen. ou parte representada de um todo anteriormente adquirido pela experiência subjetiva ou pela herança cultural . ao filme King Kong. então ele é ícone e símbolo.Desta forma. O céu. fotografia. enfim. É desta forma. Também para Peirce há três tipos de signos: • O ícone.primeiridade é a categoria que dá à experiência sua qualidade "distintiva". é um terceiro. Sucintamente. Desta forma já podemos antecipar o que virá a acontecer. estamos continuamente esbarrando em fatos que nos são "externos". tomar um lugar na infinita miríade das determinações do universo. (e que é considerado «representante» ou representação da coisa. • O índice.a matéria física) e. elaboração cognitiva – o azul no céu. à cantora Carmem Miranda. o índice é um signo que se refere ao objecto denotado em virtude de ser realmente afectado por esse objecto. ou pensamento em signos. através da qual representamos e interpretamos o mundo. Terceiridade . podemos dizer que terceiridade está ligada a nossa capacidade de previsão de futuras ocorrências da secundidade. Pois "o homem comeu a banana" pode ser ligado à imagem de um macaco no zoológico. Por exemplo: o azul. que estamos reagindo em relação ao mundo. um contexto pessoal.

. a existência de signos . no «eixo vertical» em ausência. Sobre isto é interessante ver a obra "One and three chairs" do artista plástico Joseph Kosuth. reportando-se à «língua» (ex: associarmos a palavra mãe a um determinado conceito de origem. que leis os regem. longe da realidade da representação. A principal característica do signo indicial é justamente a ligação física com seu objeto. ou seja. a relação fluida que. é primeiramente um índice. Para Saussure (com excepção da onomatopeia). parece não fazer sentido. relações de contextualização e de presença (ex: abrir uma janela. a vertente europeia do estudo dos signos. • O símbolo. no discurso ou na palavra (parole). Chamar-lhe-emos semiologia.as «relações sintagmáticas». o objeto de madeira sobre o qual nos podemos sentar. Segundo este.e pelo significado. por exemplo. os signos (pertencentes ao mundo da representação) são compostos por significante . cada signo mantém em associação com o signo que está antes e com o signo que está depois. by Luis Caramelo Veja também uma exposição detalhada da rede de conceitos da semiótica peirceana em semiotica pragmaticista e pragmaticismo [editar]Ferdinand de Saussure Ferdinand de Saussure Um outro autor. existem assim dois tipos de relações no signo: 1 .a parte física do signo . o conceito. Colocando o referente (conceito correspondente ao de objecto por Peirce) no espaço real. e os arbitrários. as «relações associativas». envolvendo parte da psicologia social e.«a singular entidade psíquica de duas faces que cria uma relação entre um conceito (o significado) e uma imagem acústica (o significante) .» A concepção de Saussurre relativamente ao signo. não existem signos motivados. em casa ou no computador) 2 . A fotografia. por conseguinte. Leia-se que esta motivação é a tal relação que Peirce faz entre representação e objecto e que.O objeto seria a cadeira em si e o interpretante o modo como relacionamos o objeto com a coisa representada.conduz à necessidade de conceber uma ciência que estude a vida dos sinais no seio da vida social. como uma pegada é um "indício" de quem passou. em que não há motivação. pois é um registro da luz em determinado momento. Para ele. normalmente uma associação de ideias gerais que opera no sentido de fazer com que o símbolo seja interpretado como se referindo aquele objecto".as «relações paradigmáticas». ao contrário da de Peirce. Divide os signos em dois tipos: os que são relativamente motivados (a onomatopeia. Estudaria aquilo em que consistem os signos. Para Saussure. com relação de causa-efeito. que em Peirce corresponde aos ícones). "é um signo que se refere ao objecto que denota em virtude de uma lei. a parte mental. considerado pai da semiologia. da fala. distingue o mundo da representação do mundo real. da psicologia geral. Esta visão pode ser tida como visão de face dual. na visão de Saussure. é Ferdinand de Saussure (1857-1913). por ser o primeiro autor a criar essa designação e a designar o seu objeto de estudo. no «eixo horizontal». as da linguagem.

Umberto Eco (1932). assim como o conteúdo deve substituir o de significado. ternura. [editar]Louis Hjelmslev Louis Hjelmslev (1899-1965) complexifica os conceitos utilizados por Saussure. Se Jakobson fala das funções da linguagem.que em Saussure são por vezes confundidos com significante e significado. [editar]Roman Jakobson Roman Jakobson. escritas idogramáticas). nascido em Moscovo (Moscou PB). símbolos em Peirce e. Associar números a pedras é ter e ser um código deste tipo: códigos práticos. ligados às . os índices ou indícios de Peirce. como propunha Saussure. [editar]Umberto Eco Umberto Eco Sendo o mais proeminente europeu a usar o termo "Semiótica". associados a aspectos da linguagem verbal (ex: escritas alfabética. E é nos códigos lógicos que está o mais importante para os signos. constituídos por quatro elementos e não dois. a forma e a «substância» . correspondentes aos ícones e às inferências naturais. Segundo Hjelmslev. estável. a poética. a metalinguística. químicas e algébricas. as «equivalências arbitrárias». a expressão deverá substituir o termo saussuriano de significante. a referencial.carinho. além de ser um dos que tentaram resumir de forma mais coerente todo o conhecimento anterior. Tanto a expressão como o conteúdo possuem dois aspectos. signos que representam relações abstractas. para Hjelmslev. Nestes. que sendo indícios. ele releva os «paralinguísticos». os «sinais». na memória coletiva de um ser ou instrumento. a fática. por fim. São os «diagramas». relativa ao destinatário. Guiraud diferencia os códigos. Os signos são por isso. amor. que é um registo «semântico». relativa ao canal da comunicação. introduziu o conceito das funções da linguagem: • • • • • • a emotiva. relativa ao código. procurando dissipar dúvidas e unir ideias semelhantes expostas de formas diferentes. que «denota» a carga do emissor na mensagem. como por exemplo o código da estrada. e por uma questão de clareza. etc…). relativa àquilo de que se fala. os «desenhos». figuras a que associamos conceitos (ex: cruz → cristianismo). se baseiam num código ao qual estão associados um conjunto de conceitos. relativa à relação da mensagem consigo mesma. em 1896. introduz novos conceitos relativamente aos tipos de signos que considera existir. tais como fórmulas lógicas. os «emblemas». a injuntiva.

De fato. essas ciências trabalham lado a lado. considerada o caso paradigmático do sistema de signos. com exceção daqueles pertencentes à sua natureza. Porém. Metamorfoses do olhar em Alberto ↑ Vasconcellos. Quando deliberadamente enfatiza a natureza social dos sistemas de signos humanos. normalmente. posto que a língua é apenas mais um sistema de signos entre tantos. Brasília: Abin. Jó. as reacções destes relativamente aos signos e o modo como os utilizamos. contudo. sendo esses significados tomados como derivações da interação ordenada de elementos portadores de sentido. "Nítido como um girassol". hoje em dia. nº. . o modo em como eles se relacionam e as suas possíveis combinações. ↑ Tavares. onde é frequentemente considerada uma disciplina importante. Natal: UnP. • Semântico. 2. Fernando. que é mais uma contribuição de Saussure. Vol. deixando em estado mais abrangente o conceito de signo. ao nível da estrutura dos signos. Operações psicológicas: Abordagem semiótica da comunicação na guerra moderna. particularmente na França. Fontes abertas: Inteligência e o uso de imagens. Referências 1. • KLANOVICZ. os signos. No mundo de língua inglesa. [editar]Bibliografia • HIPPÓLYTO. encaixados num sistema estruturado. estudando o valor dos signos para os utilizadores. 2. os semioticistas se voltam cada vez mais para o estudo da cultura popular. os epistemológicos. analisando as relações entre os signos e os respectivos significados. como um filme ou uma estrutura de mitos. 2007. Nos últimos anos. In: Revista brasileira de inteligência. Edson. ela se desenvolveu quase exclusivamente graças ao trabalho de não-lingüistas. • Pragmático. Morris diz-nos ainda que estes se dividem em • Sintáctico. SP. levou os semioticistas a tentar interpretações estruturalistas (ver estruturalismo) num amplo leque de fenómenos. Segundo alguns autores. João Pessoa: Idéia. ou específicos de cada área científica. a semiótica tende a ser altamente crítica e abstrata. Objetos de estudo. de maneira parcialmente análoga aos elementos portadores de significado numa língua. Mércia. são encarados como textos que transmitem significados. grande parte da pesquisa semiótica atual se concentrou na análise de domínios tão variados como os mitos.sinaléticas. o cinema. 2003 Marília. 2006. às programações e a códigos de conhecimento o (ex: sinais de trânsito) e. a fotografia. 2. Embora a língua seja. [editar]Lingüística e Semiologia A Linguística era um dos campos da Semiologia. a semiótica nunca foi considerada parte da lingüística. a publicidade ou os meios de comunicação. por último. sendo mais natural considerar-se o contrário. A influência do conceito linguístico central de estruturalismo. [editar]Morris e Greimas Morris e Algirdas Julius Greimas dizem-nos que tudo pode ser signo consoante a nossa interpretação. não desfruta de praticamente nenhum reconhecimento institucional. sendo hoje em dia comum o tratamento semiótico das novelas de televisão e da música popular. Política e mídia: as fotografias dizem tudo! Universidade de Caeiro. porém.

. São Paulo: Iluminuras. Estudos coligidos. semiótica. São Paulo: Pioneira Thomson Learning. Semiótica aplicada. Lucia. M. 1 ed.Manual de Leitura. Winfried. mídia. São Paulo: Brasiliense. 1 ed.• NÖTH. Semiótica . Faculdade de Arquitetura e Urbanismo. ALONSO. 1983. . D'Oliveira. São Paulo: Abril Cultural. A semiótica no século XX. 2004. O que é Semiótica. Tradução: A. Imagem . São Paulo: Pioneira Thomson Learning. FERLAUTO. • SANTAELLA. São Paulo: Annablume. Coleção E. • PEIRCE. USP. Lucia & NÖTH.. (Coleção primeiros passos) • SANTAELLA. volume 5. 2004. Winfried. Carlos E. A teoria geral dos signos. 1983. Claudio.cognição. Décio. FERRARA Lucrécia D'Alessio. 1996. Charles Sanders. 1997.. • PIGNATARI. • SANTAELLA. Lucia. • SANTAELLA. Lucia.

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