20/12/12 20:48 Atualizado em 20/12/12 20:48

Moradores de apartamentos do PAC no Cantagalo recebem título de propriedade definitiva

Secretário de Habitação, Rafael Picciani, entrega título de propriedade para moradores do PAC no Cantagalo Foto: Márcia Foletto / O Globo Waleska Borges - O Globo

RIO - Da janela do seu quarto na Favela do Cantagalo, em Ipanema, a aposentada Teresa Maria da Silva, de 60 anos, tem como vista o Morro Dois Irmãos e a praia. Ex-moradora do Pavão-Pavãozinho, ela teve a sua casa derrubada para construção de uma rua durante as obras do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC). Nesta quinta-feira, porém, Teresa e outros 63 moradores dos 120 apartamentos do PAC no Cantagalo receberam os títulos de propriedade definitivos entregues pela Secretaria estadual de Habitação. Além disso, o governo também entregou 645 termos de comprovação de posse e moradia para famílias da comunidade e do Morro Pavão-Pavãozinho. Em 2012, o estado deu 10 mil títulos de posse e propriedade a moradores de baixa renda. — Estou muito feliz com o meu apartamento novo. Depois da UPP, a comunidade também está muito mais tranquila. Agora, com o título de propriedade, posso dizer que a casa onde moro é realmente minha — comemorou Teresa. Segundo o secretario estadual de Habitação, Rafael Picciani, a moradia legalizada inclui os moradores na cidade formal e estimula o poder público a levar mais infraestrutura para as comunidades. Ainda de acordo com ele, a regularização também permite a comprovação de endereço e o acesso a créditos bancários para reforma e melhorias das casas. — O Rio de Janeiro avançou na segurança dessas famílias e na dignidade dessa população. Os filhos e netos destes moradores poderão crescer com mais tranquilidade sabendo de que a casa onde moram realmente é deles — disse Picciani. Ainda de acordo com o secretário, comunidades das favelas da Rocinha e do Alemão também vão receber títulos de propriedade definitivos no próximo ano. O programa de regularização fundiária nas comunidades é executado pelo Instituto de Terras e Cartografia do Estado (Iterj), órgão ligado à Secretaria estadual de Habitação. A meta do Iterj é legalizar 38 mil moradias em várias localidades do estado até 2014. O Cantagalo foi uma das primeiras comunidades cariocas a passar pelo processo de regularização fundiária em que os terrenos das casas são doados pelo estado. — A regularização fundiária para essas pessoas representa que elas estão saindo da informalidade para formalidade. É muito importante para esse morador ser proprietário do que já era dele — observou a presidente do Iterj, Mayumi Sone. Moradora do Cantagalo desde seus oito meses de vida, Janeide dos Santos, de 60, conta que ela e o marido gastaram todas as economias que fizeram durante a vida na casa onde moram. — A minha casa vai ficar para os meus filhos. É o fruto do nosso trabalho. Estou muito feliz em saber que eu terei o título de propriedade de definitivo — contou Janeide.

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