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QUALIDADE DA MATÉRIA ORGÂNICA E ESTOQUES DE CARBONO E NITROGÊNIO...

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SEÇÃO IX - POLUIÇÃO DO SOLO E QUALIDADE AMBIENTAL
QUALIDADE DA MATÉRIA ORGÂNICA E ESTOQUES DE CARBONO E NITROGÊNIO EM LATOSSOLO TRATADO COM BIOSSÓLIDO E CULTIVADO COM EUCALIPTO(1)
Cristiano Alberto de Andrade(2), Claudeir de Oliveira(3) & Carlos Clemente Cerri(4)

RESUMO
O objetivo deste estudo foi determinar o efeito da aplicação de doses de um biossólido alcalino nos estoques de C e N, bem como na qualidade da matéria orgânica (MO) de um Latossolo Vermelho-Amarelo distrófico cultivado com eucalipto, após cinco anos da aplicação do resíduo. O trabalho foi desenvolvido em área pertencente à Estação Experimental da ESALQ/USP, no município de Itatinga, Estado de São Paulo. Em março de 1998, após corte de uma plantação de Eucalyptus grandis com sete anos de idade e novo plantio, com a mesma espécie, no sistema de cultivo mínimo, foi iniciado o experimento. Quatro meses depois, foi aplicado o biossólido digerido anaeróbio, com umidade original, sobre a superfície do solo, nas entrelinhas da cultura e sem posterior incorporação. Cinco tratamentos foram avaliados: (a) controle; (b) fertilização mineral com N, P, K, B e Zn (Fert. Mineral); (c) 10 t ha-1 de biossólido + K (10 t ha-1 + K); (d) 20 t ha-1 de biossólido + K (20 t ha-1 + K); e (e) 40 t ha-1 de biossólido + K (40 t ha-1 + K). Amostras de solo das camadas de 0–5, 5–10, 10–20, 20–30 e 30–60 cm foram coletadas em setembro de 2003, cerca de cinco anos após a aplicação do resíduo. Para todas as profundidades foram determinados os teores totais de C e N e a densidade do solo. Nas amostras coletadas até 20 cm de profundidade, foram feitas também determinações de pH, frações de carbono orgânico (CO) por graus de oxidação, teores de açúcares solúveis, proteína bruta, lipídeos, hemicelulose,

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Trabalho extraído da Tese de Doutorado do primeiro autor, programa de Solos e Nutrição de Plantas da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Quieroz” – ESALQ/USP. Recebido para publicação em abril de 2004 e aprovado em junho de 2005. (2) Pesquisador Científico do Instituto Agronômico de Campinas – IAC. Av. Barão de Itapura 1481, Caixa Postal 28, CEP 13020-902 Campinas (SP). E-mail: andrade@iac.sp.gov.br (3) Graduando em Engenharia Agronômica, Escola Superior de Agricultura “Luiz de Quieroz” – ESALQ/USP. Setor de Química Analítica. Av. Pádua Dias 11, CEP 13418-900 Piracicab (SP). E-mail: colivei@esalq.usp.br (4) Pesquisador do Centro de Energia Nuclear na Agricultura da Universidade de São Paulo – CENA/USP. Laboratório de Biogeoquímica Ambiental. Av. Centenário 303, CEP 13400-961 Piracicaba (SP). E-mail: cerri@cena.usp.br

R. Bras. Ci. Solo, 29:803-816, 2005

Cerca de 50 % do total de CO esteve presente no compartimento denominado lábil. CEC. 29:803-816. 0. 10. 10. fracionamento do carbono. organic C fractions based on oxidation degrees. Mean stocks of C were 26. after five years of biosolids application. and N 0. Os resultados de CTC não evidenciaram efeitos dos tratamentos na qualidade da MO. Dos compostos orgânicos determinados.804 Cristiano Alberto de Andrade et al. CEC (at natural soil pH) was more influenced by soil pH values than by the amounts of C. para as camadas de 0–5.63. cellulose and lignin. (c) 10 t ha-1 of biosolids + K (10 t ha-1 + K).96. 0. 7. hemi cellulose. sendo esse efeito atribuído à maior deposição de folhas nesses dois tratamentos e à natureza recalcitrante da lignina. protein.39. The results of CEC indicate that the quality of soil organic matter had not changed after five years of biosolids or mineral fertilizer application. 10–20. 12. 20-30. 7.52. 20–30 e 30–60 cm. A CTC (pH natural) mostrou-se mais dependente dos valores de pH do solo do que dos teores de C. and 31. CTC. organic carbon fractionation.34 t ha-1.99. 2005 . and 30–60 cm. densidade e frações do CO.0). soil density. in Itatinga County. respectivamente. pelo menos no que se refere a esta propriedade. celulose e lignina.19 t ha-1. About 50 % of the total C was in the labile compartment. Ci. Eucalyptus grandis. 0. e 0. 5-10. 0. Após cinco anos da aplicação do biossólido. 30-60 cm deep in September 2003. and actual CEC (at natural pH) were determined. análises aproximadas. Solo. Bras.34 t ha-1 for the soil layers 0–5.97. 12.0) e CTC efetiva (ao pH natural). Os estoques médios de C foram iguais a 26. Brazil. em comparação aos demais. The treatments 40 t ha-1 + K and mineral fertilizer enriched the soil organic matter (0-5 cm) with lignin in comparison to the others. P. CTC potencial (a pH 7. at least in relation to this property. soluble sugars.88. Total C concentrations and soil apparent density were determined for all depths. Index terms: sewage sludge. (b) Mineral Fertilization with N. organic compounds.19 t ha-1. Mineral apresentaram a MO do solo na camada de 0–5 cm mais enriquecida com lignina. and 0. In samples collected at a depth of 20 cm the pH. 5–10.63. R. ou. B and Zn (Mineral Fert. para os teores totais e estoques de C e N. (d) 20 t ha-1 of biosolids + K (20 t ha-1 + K). 0.39. e de N iguais a 0. somente a lignina mostrou alteração de acordo com os tratamentos. This effect was attributed to the larger deposition of eucalyptus leaves in these two treatments and the recalcitrant nature of lignin. Soil samples were collected in layers 0-5. potential CEC (at pH 7.99. Four months later. 10-20. 20–30. e 31.96. Eucalyptus grandis. comportamento típico de áreas com espécies e.). e (e) 40 t ha-1 of biosolids + K (40 t ha-1 + K). anaerobic digested biosolid with original moisture content was applied over the soil surface and in-between plant rows. Five treatments were evaluated: (a) Control. After five years of biosolids application. 5–10. only lignin presented treatmentrelated changes.31. approximated analyses. and organic C fractions.88. Among the organic compounds. no differences were observed among the treatments in relation to the total C and N concentrations and stocks. as well as on the organic matter quality of an Oxisol cultivated with eucalyptus. after five years of biosolids application. não foram observadas diferenças entre os tratamentos. Os tratamentos 40 t ha-1 + K e Fert. manejo que favorecem o retorno de resíduos vegetais ao solo. 0. which is typical for areas with species and/or management practices that favor the return of plant residues back into the soil. respectively. with no posterior incorporation. lipids. 10–20. SUMMARY: ORGANIC MATTER QUALITY AND CARBON AND NITROGEN STOCKS IN AN OXISOL TREATED WITH BIOSOLIDS AND CULTIVATED WITH EUCALYPTUS The objective of this study was to determine the effect of application of increasing doses of an alkaline biosolid on carbon (C) and nitrogen (N) stocks. compostos orgânicos. The experiment was initiated in March 1998 on an area where a seven-year-old Eucalyptus grandis plantation had been harvested and substituted by a new one planted under the minimum cultivation system. The study was conducted at the Experimental Station of ESALQ/USP.31. K. São Paulo State.52. Termos de indexação: lodo de esgoto.97.

que lhes conferem baixa capacidade de troca catiônica (CTC) e restrita disponibilidade de nutrientes (Gonçalves et al.300 mm e o total de chuvas no mês mais seco não ultrapassa 30 mm. ou. pioneiramente no Brasil. mais sensíveis ao manejo. crescimento e produção das árvores (Vaz & Gonçalves. 2003). Nova Zelândia e Austrália (USEPA. 2005). na densidade do solo tratado (Terry et al. 1987. Simonete et al. 1987. O clima é. cerca de 220 km da cidade de São Paulo (SP). As condições edafoclimáticas e florísticas da área experimental são representativas de extensos blocos de florestas homogêneas plantadas no planalto paulista e o solo foi classificado como Latossolo Vermelho-Amarelo distrófico textura média (Quadros 1 e 2). 2002. (b) ciclagem de nutrientes (Poggiani et al. potencialmente. Aplicações de biossólidos a solos agrícolas têm. Martins. A precipitação média anual é de 1. 2002.. Deve-se considerar também que biossólidos podem melhorar a fertilidade de solos florestais (Vaz & Gonçalves.2 0. com temperatura média do mês mais frio (julho) inferior a 18 °C e do mês mais quente (janeiro) superior a 22 °C. 2005 . com pesquisas em diversas linhas do conhecimento: (a) fertilidade do solo. no município de Itatinga (SP) (22 ° 59 ’ Sul e 48 ° 41 ’ Oeste). Metzger & Yaron. 2002. bem como na qualidade da MO (composição química e efeito na CTC) de um Latossolo cultivado com eucalipto. desde então. considerando o reduzido risco de entrada de metais pesados na cadeia alimentar (Santos et al. é ainda incipiente. O aumento do estoque de C do solo pode estar associado a benefícios agronômicos. Detalhes do experimento No ano de 1998. 1995).. 1984. O objetivo do presente estudo foi verificar o efeito da aplicação de doses de um biossólido alcalino nos teores e estoques de C e de N. 2003) e.0 4.. ou. Soares.. como. 1989. 29:803-816. o Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais (IPEF) e a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (SABESP).3 1 1 1 1 1 1 7 6 5 3 3 2 37 34 30 9 7 8 69 71 68 Fonte: Adaptado de Andrade (1999). porém.. um convênio firmado entre o Departamento de Ciências Florestais da ESALQ/ USP. 1994.. na função de alterações no teor do elemento (Boyle & Paul. porque a variabilidade natural desses atributos do solo é geralmente elevada (Lefroy et al. a capacidade de interferir na dinâmica da matéria orgânica (MO). compartimentos da MO ou do C do solo. O uso de biossólidos em áreas de exploração florestal. ao aumento da CTC.. 1999). Melo et al.0 _ _ _ __ _ __ _ _ __ _ __ _ _ _ _ __ _ __ _ _ __ _ __ _ _ __ _ __ _ _ __ __ __ _ _ __ _ 4. um experimento de campo com aplicação de doses de um biossólido alcalino em área cultivada com Eucalyptus grandis. 1979.3 P mg dm -3 1 1 1 K+ Ca 2+ Mg 2+ H + Al Al 3 + SB CTC efet. 2000. Oliveira et al. Bras. Esse estudo vem sendo realizado. frações de CO do solo. 2002. 2002).. Características químicas do solo da área experimental pH CaC l 2 Profundidade cm 0–30 30–60 60–90 MO g dm . constituem prática comum em países como EUA. 1997). por exemplo. Polglase & Mayers. V __ __ _ _ __ _ m % __ _ __ __ _ _ _ _ __ _ __ _ _ __ _ __ _ _ __ _ __ _ _ __ _ __ _ _ __ _ __ _ _ __ _ __ _ _ __ _ __ _ _ mmolc dm -3 34. 2002. Solo. Rocha. Rocha. após cinco anos da aplicação do resíduo.0 28. 2002. nutrição. 2003). em parte. por exemplo. MATERIAL E MÉTODOS Local de estudo O estudo foi realizado em área pertencente à Estação Experimental da ESALQ/USP. dependendo da qualidade da MO adicionada e de sua transformação no solo (Oliveira et al. Por isso. Vaz & Gonçalves. 1991. Ci. (c) fitodisponibilidade e lixiviação de N e metais pesados (Andrade & Quadro 1. como fonte de nutrientes para as árvores e. Magesan & Wang. 1993.0 4. Pequenas alterações no total de MO ou C do solo são dificilmente detectáveis em curto prazo. 1995. 1997). mesotérmico de inverno seco.1 16 15 14 1. 1996.4 31.. no Brasil.. 2002). com conseqüências no estoque de C do solo.5 0. geralmente muito intemperizados e originados de materiais quimicamente pobres.. Blair et al. como condicionador de solos. 805 INTRODUÇÃO Aplicações de biossólidos em plantios florestais de rápido crescimento. iniciou.QUALIDADE DA MATÉRIA ORGÂNICA E ESTOQUES DE CARBONO E NITROGÊNIO. Guedes.. Iakimenko et al. celulose e papel. Jorge et al. como. segundo classificação de Köppen.. podem ser utilizados como indicadores de mudanças na dinâmica do compartimento orgânico. é citado como prática ambientalmente segura. R.. Marciano. Metzger et al.. com espécies visando a produção de madeira.

celulose e lignina).23 g kg-1. 2000. Mineral). alumínio e silício do solo da área experimental Profundidade cm 0–30 30–60 60–90 Argila Areia grossa Areia fina Silte g kg . com área útil abrangendo as 36 plantas centrais.230 (Andrade & Mattiazzo.8 64.2 g kg-1.0 76. (2000). para o cálculo dos estoques de C e N no solo. valores de CTC potencial (a pH 7. 137 kg ha-1 de K. juntamente com a densidade aparente.0) e CTC efetiva (ao pH natural). P total = 10. Em julho de 1998. sendo pouco individualizada nesses estudos. nas entrelinhas da cultura e sem posterior incorporação. foi feita aplicação do biossólido com umidade original. lipídeos. lipídeos. 2003). Cu. A instalação do experimento ocorreu em março de 1998. Algumas características químicas do biossólido utilizado foram: pHágua = 10. e Mg = 3. nas cinco camadas amostradas.1 Fe 2 O 3 Al 2 O 3 SiO 2 _ _ __ __ __ _ _ __ __ __ _ _ __ _ __ _ _ __ _ __ _ _ __ _ __ _ _ __ _ __ _ _ __ _ __ _ _ __ _ __ _ _ _ _ __ _ _ _ _ __ _ _ __ _ __ _ _ __ _ __ _ _ __ _ __ _ _ __ _ __ _ _ __ _ __ _ _ _ _ _ _ __ _ __ _ _ __ _ __ _ _ __ _ __ _ _ __ _ __ _ _ __ _ _ _ _ __ _ _ __ _ __ _ _ __ _ _ _ __ _ _ __ _ __ _ _ __ _ __ _ _ __ _ __ _ _ __ _ __ _ _ __ __ __ _ _ __ _ __ _ _ __ _ __ _ 168 190 197 532 495 496 241 266 278 59 49 29 25. Ni e Zn estiveram dentro da faixa permitida pela Norma P4. a MO do solo tratado com doses do resíduo somente foi parte integrante das avaliações de fertilidade do solo. apenas cinco foram avaliados neste trabalho: (a) Controle.0 47.806 Cristiano Alberto de Andrade et al. foram determinados os teores totais de C e N. proteína bruta. As complementações com K nos tratamentos que receberam biossólido foram realizadas no primeiro ano de crescimento do eucalipto. 29:803-816. 2000). Cr. umidade (65 °C) = 615. Ca = 149. Os teores dos metais pesados Cd. (d) 20 t ha-1 de biossólido + complementação com K (20 t ha-1 + K). frações do CO. no sistema de cultivo mínimo.0 Fonte: Adaptado de Andrade (1999). e (f) impacto sobre a fauna silvestre. O biossólido utilizado foi proveniente da ETEBarueri (SABESP). foram também determinados: valores de pH em CaCl2.0 64. hemicelulose. Nove tratamentos foram distribuídos aleatoriamente em cada um dos quatro blocos locados no campo. teores de alguns compostos orgânicos (açúcares solúveis. levando-se em consideração as quantidades do nutriente fornecidas via doses do biossólido.34 g kg-1. (c) 10 t ha-1 de biossólido + complementação com K (10 t ha-1 + K).3 kg ha-1 de B e 2. O tratamento Fert. Também foram feitas coletas de amostras indeformadas de solo para obtenção da densidade aparente.12 g kg-1. na época. 10 linhas com 10 plantas cada.0 kg ha-1 de Zn.76 g kg-1 (Andrade & Mattiazzo. Ci. 5–10.0 27. hemicelulose. (d) microbiologia do solo (Fortes Neto. de modo a atingir 137 kg ha-1 de K (mesma quantidade aplicada no tratamento Fert. nas entrelinhas da antiga plantação.6 g kg-1. Mineral). As frações de CO e os teores de açúcares solúveis. N total = 15. 10–20. Solo.95 g kg-1. Os resultados expressos em relação ao componente orgânico tiveram como objetivo destacar as possíveis alterações na composição química da R. (b) Fertilização Mineral (Fert. celulose e lignina foram expressos em relação ao total de C ou MO. cerca de cinco anos após a aplicação do biossólido. Quadro 2. (e) viabilidade econômica (Faria & Rodriguez. 2005 . Os resultados dos teores totais de C e N foram utilizados. Dos nove tratamentos instalados na área experimental. K = 1. Amostras simples foram coletadas em número de cinco por parcela. Granulometria e teores totais de óxidos de ferro. 20–30 e 30–60 cm) foi amostrado em setembro de 2003. Bras. que trata de parte dos esgotos da grande São Paulo. sobre o solo. Mattiazzo.4 28. 60 kg ha-1 de P. proteína bruta. e (e) 40 t ha-1 de biossólido + complementação com K (40 t ha-1 + K). conforme diferentes graus de oxidação.6. com posterior estabilização química do resíduo com cal hidratada e cloreto férrico.5 t ha-1 de calcário dolomítico (a lanço em área total) e adubação com 127 kg ha-1 de N. 1. Velasco-Molina & Mattiazzo. As amostras de solo foram secas ao ar. por meio do processo de lodos ativados convencionais com aeração por ar difuso e digestão anaeróbia dos lodos primários e secundários. CO = 165. após corte raso de uma plantação de Eucalyptus grandis com sete anos de idade e novo plantio (3 x 2 m) com a mesma espécie.0 45. Cada parcela (20 x 30 m) foi constituída de 100 plantas. Detalhes sobre a instalação e condução inicial do experimento podem ser encontrados em Poggiani et al. Amostragem do solo e análises químicas O solo (0–5. 2000). Em todas as amostras coletadas. 2000). parcelados durante o primeiro ano de crescimento do eucalipto. misturadas e homogeneizadas para obtenção de uma amostra composta representativa da unidade experimental.0 48. num total de 36 parcelas experimentais. Embora o projeto tenha caráter multidisciplinar. Mineral constou da aplicação de 1. Nas amostras até 20 cm. 2000). tomadas nas entrelinhas da cultura. homogeneizadas e passadas em peneira com malha de 2 mm.

pH = 7. excluindo o efeito da concentração de C ou MO na amostra (Chan et al. Determinações analíticas e cálculos C e N totais: foram determinados por combustão a seco em analisador LECO CN-2000. A solução utilizada foi de CaCl2 0. 2001).2 e 4. com posterior deslocamento com Ca2+ (Ca(CH3COO)2.5. Oliveira et al. houve deposição de 2. CTC efetiva: a CTC a pH natural foi determinada por meio de método adaptado de Glória et al. usando o K+ como cátion índice. 2005 .. 20 t ha-1 + K e 40 t ha-1 + K de biossólido. Compostos orgânicos: foram determinados por meio de seqüências complexas de digestões e extrações. originalmente desenvolvidas para análises de forrageiras e madeira.4.0.0). A MO das amostras foi estimada multiplicando-se o teor total de C pelo fator 1.0) e quantificação do NH4+ por destilação a vapor (Mulvaney. usando amostras dos biossólidos moídas e peneiradas a 100 meshes. semelhante aos valores médios dos mesmos tratamentos aos trinta e dois meses da aplicação (Rocha. 2002). desaparecendo nos anos seguintes (Vaz & Gonçalves. (2001). (2002) verificaram aumentos do teor de CO em solo cultivado com cana-de-açúcar e tratado com biossólido em dois anos consecutivos. este último somente com a CTC efetiva.5 mol L -1) e quantificação do K por fotometria de emissão de chama. mesmo que por procedimentos menos drásticos de oxidação. o correspondente a 13 e 24 meses da aplicação do biossólido. com posterior deslocamento com Ca 2+ (CaCl2 0. incorporadas na camada de 0–20 cm. 807 MO do solo. 1995). A estatística aplicada a todas as variáveis avaliadas foi a análise de variância. Rocha.58 g kg-1.0 mol L -1 . tal efeito parece ser passageiro. pH = 7. com 12 e 6 mol L-1 de H2SO4. Mineral. Adicionalmente. C-m. a hemicelulose e a lignina foram quantificados. os resultados de CTC foram utilizados em correlações estatísticas com o teor total de C no solo e frações de CO (C lábil. 2002. Solo. e . que a simples prática de incorporação ou não do biossólido influi nos resultados de C no solo. usando o NH4+ como cátion índice. C-m..7 t ha-1 (base seca) de folhas nos tratamentos controle. A recuperação dos tratamentos 20 t ha-1 + K e 40 t ha-1 + K.lábil e C resistente utilizadas nas correlações foram expressas na massa seca de solo. Ci. CTC potencial: a CTC a pH 7. conforme descrito em Van Soest & Wine (1967). o teor médio na área foi igual a 46. (1965). permitindo a separação de três frações: . para as cinco profundidades avaliadas até 60 cm. lábil): diferença entre o CO oxidado por K2Cr2O7 em meio ácido. como o método clássico de Walkley & Black (1934). No período compreendido entre os 17 e 28 meses de de idade das árvores. 2002).QUALIDADE DA MATÉRIA ORGÂNICA E ESTOQUES DE CARBONO E NITROGÊNIO. (1965). A determinação do teor de C na amostra. após cinco anos. fornecido via solução eletrolítica de KCl 1. respectivamente (Guedes.C resistente: CO residual obtido pela diferença entre a oxidação com K2Cr2O7 em meio ácido de 12 mol L-1 de H2SO4 e o total de C obtido por combustão seca (LECO CN-2000). tendo como fatores de variação os Blocos (4) e os Tratamentos (5). 3. no entanto.01 mol L-1. em relação ao decréscimo inicial (seis meses após a aplicação do biossólido) do teor de C na camada de 0–5 cm do solo (Vaz & Gonçalves. em comparação ao controle. indicando a possibilidade de incrementos crescentes com sucessivas aplicações do resíduo. enquanto os carboidratos.lábil e C resistente). 2003). As concentrações de C lábil. a celulose. Reduções dos teores de MO ou CO durante o primeiro ano após a aplicação de 20 e 40 t ha-1 de biossólidos em solos (camada superficial) cultivados com eucalipto são reportadas em trabalhos da literatura (Vaz & Gonçalves. Deve-se ponderar. é capaz de recuperar R.. deve ter ocorrido pela maior deposição de folhas. Os teores de lipídeos (extrato etéreo) e proteína bruta (PB) foram determinados com base na recomendação da Association of Official Analytical Chemists (AOAC. tendo em vista que tanto a qualidade como a quantidade de C interferem na CTC do solo. RESULTADOS E DISCUSSÃO Teores de carbono e nitrogênio no solo Após cinco anos da aplicação do biossólido ou dos fertilizantes minerais.C-moderadamente lábil (C-m.0 foi determinada por meio de método adaptado de Glória et al.72 (58 % de C na MO). no entanto. fornecido via solução tampão de acetato de amônio (CH3COONH4. Soares. cujo fundamento baseia-se na oxidação do CO das amostras por combustão seca e também úmida (K2Cr2O7).C lábil: CO oxidado por K2Cr2O7 em meio ácido de 6 mol L-1 de H2SO4. Fert. Os autores observaram também que os aumentos de CO foram maiores no segundo ano. 29:803-816. 1996). Bras. com doses acumuladas (primeiro + segundo ano) entre 70 e 211 t ha-1 (base seca). 3. 2005). o teor total de C no solo (Quadro 3) não diferiu entre os tratamentos. Em relação à magnitude dos valores médios de C no solo (0–5 cm). 2002. seguida de teste para comparação das médias (Tukey 5 %). . 2002). Fracionamento do CO por graus de oxidação: o método utilizado foi adaptado de Chan et al. bem como com os valores de pH. pHCaCl2: foi determinado em extrato aquoso com relação solo:solução igual a 1:2.

81 a a a a a Médias seguidas de mesma letra.71 46. doze meses após a aplicação do biossólido.41 6.75 9. (b) elevada demanda por N até o fechamento das copas do plantio florestal. Resultados anteriores do teor total de N. 29:803-816.25 9. entre 55 e 70 % (Andrade et al.66 a 0. Comparando os resultados de Andrade & Mattiazzo (2000) com os obtidos após cinco anos da aplicação do resíduo (Quadro 3).24 a 11. com isso. Quadro 3.41.94 7. respectivamente. iniciando. Ci. Após cinco anos da aplicação do biossólido.47.34 0.71 29. posteriormente. Com relação aos teores totais de N no solo.52 1.64 1. Solo.81 a 0. 1997). 20 t ha-1 + K. não foram observadas alterações dos teores de N inorgânico no solo com os tratamentos testados.96 12. 0. A MO de biossólidos.05 a 10. para as camadas de 0–10.96 0.72 1.15 9.37. em área sob cultivo de eucalipto Tratamento 0–5 cm 5–10 cm 10–20 cm g kg-1 20–30 cm 30–60 cm __ __ _ _ __ __ __ _ _ __ _ __ _ _ __ _ __ _ _ __ _ _ _ _ __ _ _ __ _ _ _ _ __ _ __ _ _ __ _ _ __ _ _ _ _ __ _ _ __ _ __ _ _ __ _ __ _ _ __ __ __ _ _ __ _ __ __ _ __ _ __ _ _ __ _ __ _ __ _ _ _ _ __ _ _ __ _ __ _ _ __ _ __ _ _ __ __ __ _ _ __ _ __ _ _ __ __ __ _ _ __ _ _ __ _ _ __ __ __ _ _ __ _ __ _ _ __ _ __ _ _ __ _ _ _ _ __ _ _ __ _ __ _ _ _ _ __ _ _ _ Controle Fert.. 2001). pode ser considerada relativamente recalcitrante. não houve diferenças entre os tratamentos nas cinco camadas amostradas até 60 cm de profundidade (Quadro 3). Mineral 10 t ha -1 + K 20 t ha -1 + K 40 t ha -1 + K Média CV (%) (1) 48.76 a 0.88 9. 0.79 12. sujeito a perdas por erosão e lixiviação.44 0. Gerzabek et al.57 0. e 40 t ha-1 + K) ou de fertilizantes minerais (Fert. 2002).808 Cristiano Alberto de Andrade et al. rapidamente.60 0.42 0. 15.54 0. 0.62 7. 2002).34 0. e 0.58 29.48 21. 0. R. cerca de 24 meses.56 14. 2003).08 9.. 2000. Rocha.34 0. A MO da camada superficial de solos geralmente apresenta relação C/N de 10 a 12. não revelaram diferenças entre o controle e os tratamentos 10 t ha-1 + K. 30–60 e 60–90 cm.33 41. As concentrações totais de N no solo reportadas por Andrade & Mattiazzo (2000).31 g kg-1.27 8.34 0. 20–30. cinco anos após a aplicação de doses de biossólido complementadas com potássio (10 t ha-1 + K. 20–30 e 30–60 cm.42 9. 1999. reduzindo.93 1.80 7.. incrementos no teor de CO de solos tratados sucessivamente com esse tipo de resíduo.18 a 9. 2000) e também após cinco anos da aplicação do biossólido (Velasco-Molina & Mattiazzo. promovendo. e (c) aumento da deposição de folhas após o fechamento das copas.46 0. 20–30 e 30–60 cm. Durante o mesmo período (Andrade & Mattiazzo. Rocha.09 a a a a a 0.64. e. que pode ser explicada por três principais fatores: (a) redução inicial do teor de N no solo.61 0. o que é explicado pela baixa taxa de degradação do material orgânico adicionado. pela mineralização do N contido na MO. não diferem entre si a 5 % pelo teste de Tukey. aos doze meses de avaliação (Andrade & Mattiazzo. para as camadas de 0–5.33 11. com valores médios iguais a 27.76 1.31 0. sujeita a intensiva digestão aeróbia e anaeróbia nas estações de tratamento.49 6.32 8.72 a 0. 21.37 9.32 a a a a a Nitrogênio 0. a ciclagem bioquímica e biogeoquímica dos nutrientes (Wadt & Novais. Teores totais de carbono e nitrogênio nas camadas do solo amostradas até 60 cm de profundidade. parte expressiva do CO dos biossólidos.32 a 10. Mineral 10 t ha -1 + K 20 t ha -1 + K 40 t ha -1 + K Média CV (%) Controle Fert. 2000).28 a a a a a Carbono 10. nas camadas de 10–20. de fato. Apesar das determinações analíticas até o momento não terem evidenciado mudanças nos teores de N no solo. tais como: estercos animais e adubos verdes (Saviozzi et al. 20 t ha-1 + K e 40 t ha-1 + K.48 0. Mineral).86 1.31 15. até 90 cm de profundidade.46 0. quando a competição por luz e por água passa a ser mais limitante ao metabolismo foliar (Gonçalves et al. o C do resíduo é computado no teor da amostra. 10–20. nota-se que existe uma tendência de enriquecimento do solo em N.61 47.68 a a a a a a (1) a a a a 0. 2005 . respectivamente. nas colunas e para cada elemento.87 10.33 50. aliado ao baixo aporte de resíduos vegetais devido ao corte raso e novo plantio em fase inicial de crescimento.. 5–10. a avaliação das concentrações foliares tem mostrado aumento da disponibilidade do nutriente com a dose do resíduo aplicada (Andrade & Mattiazzo.70 24. em comparação à de outros resíduos.47 a a a a a 7. em média.08 a a a a a (1) 11.44 0. 21 e 22.44 8.59 a 0.90 44. 2003). Bras. 2000.76 a 10. 10–20. os valores de relação C/N da MO do solo também não diferiram de acordo com os tratamentos. foram.34 9.

Como não foram verificados efeitos dos tratamentos nos teores de C e de N do solo (Quadro 3)..97.24 a 11.. os estoques de C e N no solo até 60 cm de profundidade não diferiram entre os tratamentos (Quadro 5).01 12.31 15.41 1. não diferem entre si a 5 % pelo teste de Tukey. e 0.34 1.34 9.18 a 9. 29:803-816. em cada coluna.39 1.41 1.16 a 1. R.40 0. alterações nos estoques desses elementos somente seriam possíveis em virtude do efeito dos tratamentos na densidade do solo.63 9.12 0. 1994).34 1.45 1. o estoque pode ser alterado por mudanças nos valores de ambas as variáveis ou de somente uma delas.96 a 0.16 29.QUALIDADE DA MATÉRIA ORGÂNICA E ESTOQUES DE CARBONO E NITROGÊNIO.75 12.14 1.58 0. 20 t ha-1 + K.43 0.34 0.22 28.58 31.34 0.60 a a a a a a a a a a (1) 0.38 11.89 32.43 1. Mineral). para as camadas de 0–5. 5–10.64 0. Solo.63 0. Mineral). 0. Portanto.36 0.76 a 10. seja pela deposição mais ou menos constante de material vegetal sobre o solo.19 t ha-1.05 a 0.99 13. Mineral 10 t ha -1 + K 20 t ha -1 + K 40 t ha -1 + K Média CV (%) (1) 1.61 22.64 a a a a a Médias seguidas de mesma letra.77 9.35 1.97 27.37 1.84 1.42 1.38 1. e 31.41 7.28 13.39 8. Estoques de carbono e nitrogênio em cada camada de solo amostrada até 60 cm de profundidade. cinco anos após a aplicação de doses de biossólido complementadas com potássio (10 t ha-1 + K.38 1.98 1. Densidade do solo amostrado em diferentes profundidades até 60 cm.09 14.44 1.95 a 0. após cinco anos da aplicação do biossólido.72 a a a a a (1) 7.34 0.35 13. Estoques de carbono e nitrogênio no solo O estoque de um elemento qualquer no solo é calculado de acordo com o teor desse elemento e da densidade do solo na camada considerada.44 1.41 0. seja pela qualidade da serrapilheira com relação C/N da ordem de 49 (Soares.69 a a a a a 20–30 cm 30–60 cm __ __ _ _ __ _ __ _ _ __ _ _ __ _ __ _ _ __ _ __ _ _ __ _ _ __ __ __ _ _ __ _ _ __ _ __ _ _ _ _ __ _ _ __ _ __ _ _ __ _ __ _ _ __ _ _ __ _ __ _ _ __ _ _ _ _ __ _ _ __ _ __ _ _ __ _ __ __ _ __ _ _ __ _ _ _ _ __ _ _ __ _ __ _ _ __ _ _ __ _ __ _ _ __ _ __ _ __ _ __ _ _ _ _ _ __ _ _ __ _ _ __ __ __ _ _ __ _ _ __ _ __ _ _ __ _ __ _ _ __ _ _ __ _ __ _ _ _ __ __ _ Controle Fert.66 0.45 1. 10. 2005 .34 0.39 13.01 0. 0.81 a 1.38 31.05 0.52.32 a 10.04 a a a a a 0. Mineral 10 t ha -1 + K 20 t ha -1 + K 40 t ha -1 + K Média CV (%) Controle Fert.95 29. Os estoques médios de C no solo foram iguais a 26. em cada coluna e para cada elemento. Mineral 10 t ha -1 + K 20 t ha -1 + K 40 t ha -1 + K Média CV (%) (1) 27. Bras. Quadro 5.63 26.75 a a a a a Nitrogênio 0.19 0.89 a a a a a 32. em área sob cultivo de eucalipto Tratamento 0–5 cm 5–10 cm 10–20 cm t ha -1 20–30 cm 30–60 cm _ _ _ _ __ _ _ _ _ __ _ _ _ _ __ _ _ _ _ __ _ _ _ _ __ _ _ _ _ _ _ _ _ _ __ _ _ _ __ __ __ _ _ __ __ __ _ _ __ __ __ _ _ __ __ __ _ _ __ __ __ _ _ __ __ __ __ _ __ __ __ _ _ __ __ _ _ _ __ _ __ _ _ _ _ _ __ _ _ _ _ __ _ _ _ _ __ _ _ _ _ __ _ __ _ _ __ __ __ _ _ __ _ _ _ _ __ _ _ __ __ __ __ _ _ __ __ __ _ _ __ __ __ _ _ __ __ __ _ _ __ _ __ _ _ _ _ __ _ _ _ Controle Fert.96 20.20 1. 0. 10–20. em área sob cultivo de eucalipto Tratamento 0–5 cm 5–10 cm 10–20 cm g cm -3 1.58 25. cinco anos após a aplicação de doses de biossólido complementadas com potássio (10 t ha-1 + K.96 1.37 13. e 40 t ha-1 + K) ou de fertilizantes minerais (Fert.00 7.42 7. respectivamente. e 40 t ha-1 + K) ou de fertilizantes minerais (Fert.38 1.88 12.70 7.95 0.81 a a a a a Médias seguidas de mesma letra. Quadro 4.46 a a a a a Carbono 10. Dessa maneira.41 1.33 0.88. 7. Ci.99 30.31 0.44 1. 809 porém solos florestais podem ter valores mais elevados (Stevenson.96.44 1. o que não foi constatado (Quadro 4).89 a a a a a (1) 1. 12. 2003).37 7. 20–30 e 30–60 cm de profundidade.19 11.64 0.96 6.39.31.63. não diferem entre si a 5 % pelo teste de Tukey.51 a a a a a 1.99.75 0.12 a a a a a 1.11 1.34 t ha-1.05 a 10.52 32.55 28.41 1. e de N iguais a 0. 20 t ha-1 + K.

em área sob cultivo de eucalipto. uma quantidade substancial de MO reciclada no sítio florestal (Guedes. 1991).84 49. é possível que o efeito seja tão somente devido à incorporação do resíduo.50 45.59 44. Desse modo. em detrimento da fração resistente (Blair et al. ou.72 49. no primeiro ano da cultura. 29:803-816. Em alguns casos em que são observadas alterações da densidade do solo pela adição de biossólidos..22 51. De modo geral. Frações do CO do solo Não houve diferenças entre os tratamentos para as frações de CO obtidas por meio de fracionamento por graus de oxidação (Quadro 6). Os teores de C lábil nas três profundidades avaliadas responderam por cerca de 50 % do total de C presente. Conteh et al. não diferem entre si a 5 % pelo teste de Tukey. o estímulo à atividade microbiana também foi.97 a a a a a 25. portanto. 1979.61 a a a a a CV (%) 19.lábil a a a a a C resistente Controle Fert.12 60..40 a a a a a C lábil Controle Fert. A redução da densidade do solo somente foi verificada no segundo ano e nas camadas mais superficiais amostradas (0–5. Mineral 10 t ha -1 + K 20 t ha -1 + K 40 t ha -1 + K Média CV (%) 11.31 a a a a a 47. Outros trabalhos da literatura citam reduções da densidade do solo com a aplicação de biossólido (Terry et al.53 46. Mineral 10 t ha -1 + K 20 t ha -1 + K 40 t ha -1 + K Média CV (%) 42. A redução da densidade do solo em áreas tratadas com biossólidos pode ser atribuída ao aumento do teor de C no solo. 1987). o biossólido foi aplicado na superfície do solo.lábil) e lábil (C lábil). o solo recebeu doses de 33 e 99 t ha-1 de biossólido. variando de 11 a 23 % do total de C (Quadro 6).83 48.. cinco anos após a aplicação de doses de biossólido complementadas com potássio (10 t ha-1 + K. sistemas de manejo que favorecem adições freqüentes de material orgânico ao solo tendem a apresentar maior proporção de C na fração lábil.67 33. Mineral 10 t ha -1 + K 20 t ha -1 + K 40 t ha -1 + K Média 45.lábil no total de C do solo aumentou com a profundidade.09 38. moderadamente lábil (C-m. 2001). pode-se supor que a maior parte das interações do biossólido com a microbiota ficou confinada a interface resíduo/ solo. de setembro de 1999 a setembro de 2003. e.75 28. 1995.64 23.78 51.50 47.52 17. em ambos os casos com incorporação do resíduo a 20 cm de profundidade.03 33.07 33. nas camadas do solo amostradas até 20 cm de profundidade. Chan et al. 2005 .16 13..88 37. No presente estudo..41 23.66 49. as partículas de biossólido ainda foram visualmente destacadas do solo no campo.. Nesse trabalho.61 26.29 31. nos dois anos de avaliação. dependente da proporção entre os componentes e da diferença inicial de densidade dos materiais (Melfi & Montes.58 41.53 22.56 32. e 40 t ha-1 + K) ou de fertilizantes minerais (Fert. Mineral). Os teores de C no solo.25 16.48 22.13 10. o chamado “efeito mistura”.05 18.50 33. restringido.11 42. aumentaram com a dose de biossólido aplicada (Oliveira et al.79 10.62 21. 1987. porém em todos eles houve incorporação do material.96 11.92 21. em cada coluna e para cada fração de carbono. 1998. sem posterior incorporação. 2005). Solo.46 31. após cinco anos da aplicação do resíduo. Em quatro anos de coleta.85 26. 5–10 e 10–15 cm). Metzger & Yaron. A participação do C-m.87 a a a a a 23. o que é consistente com a espécie florestal em questão e com o sistema de cultivo mínimo adotado na instalação do experimento.46 13. Jorge et al. Bras. 20 t ha-1 + K. no segundo ano. com menor possibilidade de alteração da densidade. concomitantemente à redução do C resistente. e. resultando num valor médio.50 C-m.80 11.84 53.66 17. e de 37 e 112 t ha-1. 2001).810 Cristiano Alberto de Andrade et al. 1999). principalmente nas doses de 20 e 40 t ha-1. R.46 47. Resultados expressos em relação ao total de carbono Profundidade 0–5 cm _ _ _ __ _ _ __ _ _ % __ _ _ _ __ _ _ __ _ Tratamento 5–10 cm 10–20 cm _ _ _ __ _ _ _ __ _ _ __ _ _ _ __ _ _ do total de C 27.36 11. caracterizado pela mistura de um material de densidade reduzida a outro com maior densidade. os resultados de pesquisas com essas frações de C evidenciam que culturas agrícolas Quadro 6.lábil foram os mais baixos.91 46.12 9.32 (1) Médias seguidas de mesma letra. bem como ao estímulo à atividade microbiana de bactérias e fungos (Metzger et al.36 24. 1987.62 a(1) a a a a 26.70 42. Teores de carbono nas frações resistente (C resistente)..69 42. foram registrados valores entre 15 e 20 t ha-1 de biomassa seca de folhas depositada sobre o solo. e.09 29.68 50.90 a a a a a 49. Marciano (1999) encontrou relação linear entre a diminuição da densidade do solo e a aplicação de doses crescentes de biossólido a um Latossolo Vermelho-Amarelo cultivado com cana-de-açúcar. Ci. Metzger et al.00 32. 2002) e foram correlacionados com a densidade (Marciano.. enquanto os teores de C-m. de certo modo.15 a a a a a Controle Fert.05 42.

30 24. 1979. Isso foi confirmado pelos valores de C/N até 20 cm. decorrente de processos aeróbios de decomposição com perda parcial de C na forma de CO 2 e manutenção do N (Stevenson. mas.45 0.89 a a a a a Lipídeos 0.85 69.67 a 0.00 77. Hohla et al.86 17.47 a 4. coletadas cinco anos após a aplicação de biossólido ou de fertilizantes minerais.45 0. apesar disso.98 16.15 2.52 19. que 11.41 24.20 29.34 0.39 3.33 a 70. Não foi detectada a presença de hemicelulose nas amostras. geralmente superior a 30 em resíduos vegetais. Utilizando a abundância natural do isótopo 13C.42 51. Terry et al. concluindo que a aplicação do biossólido proporcionou acúmulo dessas substâncias.73 b ab b b a Lignina 6. com predomínio. num total de 298 t ha-1 (base seca).94 %. Esses baixos valores estão de acordo com a literatura (Stevenson.80 2. (1978) verificaram em área que recebeu aplicações sucessivas de biossólido incorporado ao solo. Bras.99 a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a (1) Médias sequidas de mesma letra.46 a a a a a 1. Mineral 10 t ha -1 + K 20 t ha -1 + K 40 t ha -1 + K Média CV (%) Controle Fert. cerca de 14 %. A participação de proteína bruta no total de MO aumentou com a profundidade. após cinco anos da aplicação do biossólido.66 1.99 Açúcares solúveis 1.32 0. além das quantidades. tendendo a valores de 10 a 12. Teores de açúcares solúveis nas camadas do solo amostradas até 20 cm de profundidade. cinco anos após a aplicação de doses de biossólido complementadas com potássio (10 t ha-1 + K. pois as concentrações de açúcares simples no solo são resultado de um delicado balanço entre síntese e degradação pelos microrganismos edáficos. Deve-se ressaltar que. Os teores de lipídeos foram inferiores aos valores médios citados por Stevenson (1994).5 % do total de MO.48 a 0.5 a 1.02 17.11 59.58 0. 1978.52 13.44 0.69 a 6. Solo. resultantes do aumento da participação relativa de compostos orgânicos nitrogenados no total de MO do solo. o C presente em óleos e graxas atingiu somente 1. no trabalho de Hohla et al.67 a 0. no solo controle. em cada coluna e para cada composto.34 5.30 22. enquanto.91 a 3.60 30.45 28. o biossólido utilizado apresentou Quadro 7.99 8. influenciados por fatores.57 18. como comentado anteriormente.42 8.69 70.43 a a a a a Celulose 69.57 0.07 17.60 a 4..43 a 0.43 77. Mineral 10 t ha -1 + K 20 t ha -1 + K 40 t ha -1 + K Média CV (%) 0.9 % do CO edáfico estava presente em óleos e graxas.34 42. nenhuma diferença entre os tratamentos foi observada (Quadro 7). Resultados expressos em relação ao total de matéria orgânica Profundidade 0–5 cm 5–10 cm da MO 10–20 cm _ __ _ _ __ _ _ __ _ _ __ _ _ __ _ _ __ _ _ __ _ _ Tratamento _ _ __ _ _ __ _ _ _ __ _ % __ _ _ __ _ _ _ __ _ _ __ Controle Fert. 1994.54 8. 1986).50 23.94 68. não diferem entre si a 5 % pelo teste de Tukey.31 0.73 12.7 %.20 21.59 0.61 a 77.QUALIDADE DA MATÉRIA ORGÂNICA E ESTOQUES DE CARBONO E NITROGÊNIO.07 9.44 0.06 7.43 0..14 5. 2001). tem-se observado que a movimentação de compostos orgânicos para camadas mais profundas no solo é um processo extremamente lento. Rowell et al.42 a a 1.. 2005 . 1996).50 0.59 60.13 2.42 30.36 71.25 25.77 12. na camada de 10– 20 cm. 1994). 5–10 e 10–20 cm. Mineral 10 t ha -1 + K 20 t ha -1 + K 40 t ha -1 + K Média CV (%) Controle Fert.53 1.. tais como: umidade. Mineral 10 t ha -1 + K 20 t ha -1 + K 40 t ha -1 + K Média CV (%) Controle Fert. 811 Compostos orgânicos Os teores de açúcares solúveis em água. temperatura e oferta de substrato energético (Stevenson.23 e 6.47 0.60 a a 1.58 a 74.72 a 0.50 0.50 29.05 65. (1978). Lipídeos em biossólidos são citados como um dos principais componentes da MO desses resíduos orgânicos (Hohla et al. Mineral).18 11.05 75. Saviozzi et al.22 a 76. em profundidade. de uma MO mais antiga (Balesdent & Mariotti.14 74.58 a a a a a Proteína 19.60 1.25 2.94 28.79 1.24 % do total de MO. o que é indicativo de maior participação dos compostos orgânicos nitrogenados na MO presente em profundidade. 20 t ha-1 + K.48 0. 29:803-816. em área sob cultivo de eucalipto.41 a 1. durante seis anos.57 a 76.36 1. e 40 t ha-1 + K) ou de fertilizantes minerais (Fert. freqüência e R.18 13.29 0.83 69. Considerando que a MO apresenta redução da relação C/N inicial.52 a a (1) a 1.51 a a 1.74 bruta a a a a a 1. não diferiram entre os tratamentos (Quadro 7).57 a 2. e de 24.. Os teores médios de açúcares solúveis representaram de 0.45 0.67 13.31 72.49 26. a MO em profundidade deve ter valores de relação C/N mais estreitos.41 14. entre 1. Ci. concentração de 17 % do total de MO do resíduo como óleos e graxas. proteína bruta. lipídeos e celulose determinados nas amostras de solo das camadas de 0–5. Mineral 10 t ha -1 + K 20 t ha -1 + K 40 t ha -1 + K Média CV (%) Controle Fert.31 14.. 1999).85 18. na camada de 5–10 cm.

Análises químicas dessa natureza. como são: a lignina. com ou sem fonte externa de calor. portanto. sem posterior incorporação. Esse fato pode estar relacionado com as análises químicas utilizadas. são parcialmente estabilizados por processos biofísico-químicos. O teor de lignina na camada de 0–5 cm do solo no tratamento 40 t ha -1 + K diferiu estatisticamente daqueles observados no controle e demais doses de biossólido. com baixos valores de pH e teores reduzidos de Ca (Spodosols). constituem os principais compostos orgânicos ou macromoléculas presentes na MO de solos (Camargo et al. do mesmo modo. 1980). A participação do referido composto orgânico no total de MO aumentou com a profundidade.. Deve-se.. somente a maior deposição de folhas não explica a diferença verificada para a lignina.98. aplicadas a amostras vegetais. tipo de aplicação diferirem do utilizado no presente experimento. 1997). não permitindo atribuir tal comportamento exclusivamente à aplicação do resíduo. Coûteaux et al. Portanto. sim. como. considerando que a quantidade de celulose representou. facilmente degradados pela microbiota. considerar também a natureza dos compostos orgânicos. 1999). os tratamentos Fert. foi de 40 t ha-1. Além disso. Nota-se. as concentrações de lipídeos podem variar de acordo com a vegetação e atributos do solo: solos dos Estados Unidos e Canadá sob vegetação de coníferas. Durante os quatro anos após aplicação do resíduo. não separam ou quantificam entidades químicas definidas.34 % do total de MO. juntamente com compostos fenólicos solúveis. em comparação a solos bem drenados sob floresta (Alfisols).5 % do total de MO como lipídeos (Andrade. Os teores médios de celulose no solo foram de 65. mas. 2005). com valores de coeficiente de variação entre 52 e 70 % (Quadro 7). com pH relativamente mais altos e bem supridos em Ca (Stevenson. os taninos e as cutinas (Brady & Weil. Mineral foi intermediário entre o maior valor (40 t ha -1 + K) e os menores valores (demais tratamentos). 2002). Solo. formando substâncias humificadas (Camargo et al. extremamente resistentes à degradação química (Mason. A lignina é. compostos orgânicos com características de solubilidade e afinidades químicas comuns (Stevenson. Preston et al. 1995. o teor médio de lignina no solo do tratamento Fert. bem como pela natureza desse composto. como alguns carboidratos. 1989). numa escala de biodegradabilidade. na realidade. sem praticamente interferência da quantidade de folhas depositadas. O biossólido alcalino utilizado neste trabalho apresentou apenas 7. incluindo celulose e hemicelulose. 1994. tenham sido mantidos em patamares mais ou menos constantes. que os valores apresentados devem estar superestimados.812 Cristiano Alberto de Andrade et al. Procedimentos analíticos baseados na susceptibilidade de hidrólise ou extração por diferentes soluções (ácidas. exibiram naturalmente maiores teores de lipídeos.. Outras diferenças para esse composto foram provavelmente mascaradas pela elevada variação dos dados. Mineral (Guedes. podendo representar até 50 % do total de CO (Sposito. que. praticamente a última das macromoléculas em tecidos vegetais a ser decomposta no ambiente (Brady & Weil. No entanto. 1986). o que foi atribuído ao aumento relativo de deposição de folhedo no tratamento Fert. mas. 74. para as camadas de 0–5. têm sido incapazes de separar totalmente a lignina de outros compostos. é possível que outros compostos do folhedo depositado sobre o solo. mais de 60 % do total de MO. definem compostos com baixa biodegradabilidade no ambiente. Mineral ocorreu desde o início do experimento (Guedes. considerando as concentrações originalmente R. quantidades substanciais de outros compostos podem estar fazendo parte do compartimento aqui denominado celulose. aplicada na superfície do solo. ter acumulado na MO do solo a 0–5 cm de profundidade. Embora baixos teores de hemicelulose fossem esperados. são as do tipo carbono-carbono. A lignina foi o único composto orgânico que apresentou diferença na MO do solo e somente na camada de 0–5 cm (Quadro 7). 2002). função da quantidade do material vegetal depositado e da natureza recalcitrante desse composto. 29:803-816. sozinha. A maior deposição de folhas nos tratamentos 40 t ha-1 + K e Fert. em detrimento do acúmulo relativo de lignina. A recalcitrância da lignina no ambiente está relacionada principalmente com um tipo de ligação química que une os blocos de fenil propano da molécula. 2005 .340 kg de folhas senescentes a mais dos que as árvores controle e 2. Carboidratos. por exemplo. 2000) e as diferenças entre os valores médios de folhedo depositado nesses tratamentos foram estreitadas com o crescimento das árvores. lipídeos (Stevenson. as árvores que receberam a maior dose de biossólido produziram e devolveram ao solo 20 t de folhedo. 2004) e a dose máxima do resíduo aplicada no campo. por ser facilmente degradada no solo (Brady & Weil.). Desse modo. 1986). 1999). Portanto. Bras. sua ausência nas amostras também pode ser atribuída ao tipo de análise. 1994).06 e 74. neutras ou alcalinas. taninos e cutinas (Prescott & Preston. 5. etc. uma única vez. Ci.. 5–10 e 10–20 cm. independentemente da profundidade (Quadro 7). O enriquecimento da MO do solo com lignina observado nesses tratamentos pode ser explicado pela relativa maior deposição de folhas. 2002). de modo geral. Mineral e 40 t ha-1 + K destacaram-se dos demais. Outros compostos de natureza recalcitrante podem também ter-se acumulado na MO do solo. No entanto. pois outros compostos orgânicos deveriam.422 kg a mais do que o eucalipto que recebeu fertilizantes minerais (Guedes. respectivamente. nesse aspecto. 2005). Nessa mesma camada.

99 55. tais alterações. 2005 .27 3. 20 e 40 t ha-1) ou de fertilizantes minerais. Nas três camadas avaliadas.26 76. Mineral 10 t ha -1 20 t ha -1 40 t ha -1 Média CV (%) (1) CaCl 2 Tratamento 5–10 cm 3.50 61.69 a a a a a Quadro 9. Capacidade de troca catiônica (CTC) Não foi verificado efeito dos tratamentos nos valores determinados de CTC potencial (Quadro 8). Mineral. 2002). os valores foram iguais a 80.72 3. a partir de amostras de solo coletadas em três profundidades até 20 cm. após cinco anos da aplicação do resíduo.75 4. para períodos de avaliação até 12 meses da aplicação do biossólido na mesma área de estudo.12 31.72 3.28 80.38 67. Os coeficientes obtidos nas correlações entre a CTC efetiva e o teor total de C no solo.20 3. Em média.58 49.25 mmolc kg-1 de solo seco. (2002).86 2.72 3. Bras. em cada coluna.10 ab b ab ab a 3. Mineral 10 t ha -1 20 t ha -1 40 t ha -1 Média CV (%) (1) 34.88 62.98 9.91 55. para as camadas de 0–5.41 78.. tais resultados não evidenciaram alterações da qualidade da MO do solo com a aplicação do biossólido. Com o pH. Médias seguidas de mesma letra. Ci. Mineral 10 t ha -1 20 t ha -1 40 t ha -1 Média CV (%) 90.25 13.85 59.74 c (1) c b ab a Médias seguidas de mesma letra. bem como frações de CO.06 60. a CTC potencial somente poderia ter variado com a qualidade da MO. Excluindo o efeito do pH.13 80. Resultados de pH em CaCl2 nas amostras de solo coletadas em três profundidades até 20 cm. cinco anos após a aplicação de biossólido (10. os resultados de CTC potencial foram dependentes da MO do solo (Quadro 11).72 62.96 4. 2002). Os aumentos de CTC efetiva acompanharam os incrementos de pH no solo (Quadro 9). menos contrastantes. De maneira geral.97 4. e condições de alta variabilidade associadas a medidas relacionadas com a MO do solo (Lefroy et al. os resultados de CTC efetiva foram influenciados pelos tratamentos (Quadro 8). respectivamente.30 78.18 35.83 b ab ab ab a 58.65 bc c bc b a 48. não diferem entre si a 5 % pelo teste de Tukey.22 36. foram superiores aos determinados no Controle e Fert.13 8. 20 e 40 t ha-1) ou de fertilizantes minerais.0 (CTC potencial) e no valor natural de pH (CTC efetiva). 2002.80 80. 813 baixas em materiais vegetais.38 a (1) a a a a 44.72 40. A comparação da dependência da CTC efetiva com relação ao C do solo e aos valores de pH foi feita por meio de correlações (Quadro 10).04 bc c abc ab a 10–20 cm 3. cerca de 2 % (Brady & Weil. Os valores de pH na camada de 0–5 cm do solo tratado com doses do biossólido.56 42.14 CTC efetiva Controle Fert. 1993). Como os teores de C no solo foram iguais entre os tratamentos. Isso confirma os resultados de Barreto (1995) e de Oliveira et al. não foram significativos a 5 %.24 64. cinco anos após a aplicação de biossólido (10. A redução da acidez de solos tratados com biossólidos alcalinos se deve ao teor de carbonatos nesses materiais. R.25 3. uma vez que os valores de CTC potencial não foram influenciados pelos tratamentos (Quadro 8).68 24. em cada coluna.68.71 38.22 60.01 38. houve tendência de aumento dos valores de CTC efetiva com a aplicação do biossólido.78 6.59 62.22 3. Solo. tal qual o utilizado no presente estudo.73 e 38. em área sob cultivo de eucalipto pH 0–5 cm Controle Fert. Resultados de capacidade de troca catiônica determinada em pH 7.01 35. a correlação foi significativa nas três profundidades estudadas. 5–10 e 10–20 cm.. Com o aumento da profundidade houve tendência de manutenção de diferenças significativas somente em relação as maiores doses do resíduo. Tais valores foram próximos aos apresentados por Andrade & Mattiazzo (2000) e Vaz & Gonçalves (2002). foram provavelmente mascaradas.38 55. que encontraram valores de CTC mais relacionados com as alterações do pH.97 38.70 3. Rocha. No entanto.00 8.47 c c c b a 53.42 34. o que não ocorreu.92 4. do que com o C em solos tratados com biossólidos alcalinos.82 4. 36.60 5..71 52. Quadro 8. 29:803-816. Aumentos de pH foram verificados desde os seis meses da aplicação do resíduo (Vaz & Gonçalves. que foi mantido constante. não diferem entre si a 5 % pelo teste de Tukey. no caso de lipídios. em área sob cultivo de eucalipto Profundidade 0–5 cm 5–10 cm c Tratamento 10–20 cm _ _ _ __ _ _ __ _ _ __ _ __ _ _ __ _ _ __ _ _ __ __ _ _ __ _ _ __ _ _ mmol _ _ __ _ _ __ _ _ __ kg -1 a a a a a CTC potencial Controle Fert.77 3.QUALIDADE DA MATÉRIA ORGÂNICA E ESTOQUES DE CARBONO E NITROGÊNIO.12 4.73 15.

147ns 0. Maria Emília Mattiazzo (Laboratório de Química Ambiental da ESALQ/ USP). C. E. p.054n s 0. bem R. Res. Soil carbon fractions based on their degree of oxidation. 2000. 1995. Nitratos e metais pesados no solo e nas árvores após aplicação de biossólido (lodo de esgoto) em plantações florestais de Eucalyptus grandis. após cinco anos da aplicação de doses de um biossólido alcalino ou de fertilizantes minerais. 5–10 e 10–20 cm CTC efetiva 0–5 cm 0. M.056 ns 0. p. teor total de carbono e frações de carbono no solo (C lábil. Mass spectrometry of soils. ANDRADE. 5–10 e 10–20 cm Tratamento CTC potencial 0–5 cm 0.210n s 0. New York. 29:803-816. G.Marcel Dekker. Bras. BOYLE. Frações de carbono orgânico oxidável de biossólidos e taxas de degradação dos resíduos após aplicação no solo (compact disc).4/1-4/30. Resumos. J. Piracicaba. 1999. C. J. e ao Dr. CENA/USP. 58:59-72. M. and the development of a carbon management index for agricultural systems. A qualidade da matéria orgânica (MO) foi afetada somente na camada de 0–5 cm do solo. Piracicaba. 46:1459-1466.475* 5–10 cm -0. 2004. Quadro 10. v. C médio. & YAMASAKI. C resistente). Piracicaba.418 ns 0. Agric. Carbon and nitrogen mineralization kinetics in soil previously amended with sewage sludge.621** 0.. ASSOCIATION OF OFFICIAL ANALYTICAL CHEMISTS AOAC.787** 0.A. Valores de coeficientes de correlação (n = 20) entre os valores de CTC determinada a pH 7. Valores de coeficientes de correlação (n = 20) entre os valores de CTC ao pH natural (CTC efetiva) e os resultados de pH em CaCl2. LEFROY. 53:99-103. J.244ns 0... CONCLUSÕES 1.1. 16. AGRADECIMENTOS Agradecemos à Dra.043ns C C C C total resistente médio lábil *.E.E. C médio. (Tese de Mestrado) ANDRADE.B. & LISLE.A. M. Piracicaba.D. nas camadas 0–5. ** e ns: Significativos a 5 e 1 % e coeficientes não-significativos. 1989. Nitratos e metais pesados em solos e plantas de Eucalyptus grandis após aplicação de biossólidos da ETE Barueri. Solo. & MATTIAZZO. 2005 . (Tese de Doutorado) BLAIR.055ns como também à natureza recalcitrante do referido composto orgânico.633** 0.J.. 65p. Aust. BALESDENT. bem como a densidade e os estoques de C e N.105ns 0.377 ns 5–10 cm 0.235n s 0. 2. & MATTIAZZO.456 ns 0. F. OLIVEIRA. e caracterizouse pelo aumento da participação de lignina no total de MO do solo. Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”. ** e ns: Significativos a 5 e 1 % e coeficientes não-significativos. 1995. pela oportunidade de integrar o projeto resultante do convênio ESALQ/IPEF/ SABESP. Fração orgânica de biossólidos e efeito no estoque de carbono e qualidade da matéria orgânica de um Latossolo cultivado com eucalipto. In: BOUTTON. & PAUL. Measurement of soil organic matter turnover using 13 C natural abundance. Adib Luiz Abdalla e à técnica Regina Peçanha (Laboratório de Nutrição Animal do CENA/ USP).0 (CTC potencial) e o teor total de carbono e frações de carbono no solo (C lábil. Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”.513* 0. For. Official methods of analysis of the AOAC. Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”. 106p. Degradação da fração orgânica de diferentes resíduos e efeitos em algumas propriedades químicas e físicas de dois solos. Soil Sci.470* 0. (Tese de Doutorado) ANDRADE. Piracicaba. & MARIOTTI.. Ci.542* 0. 1995.C. In: ENCONTRO CIENTÍFICO DOS PÓS-GRADUANDOS NO CENA-USP. C. R. Soc. não foram influenciados pelos tratamentos.576* 0. T. A. O efeito da maior dose de biossólido (40 t ha-1) e da fertilização mineral no enriquecimento da MO do solo em lignina foi indireto e atribuído à maior produção e deposição de folhas sobre o solo.A. Am. C. Os teores totais de C e N no solo. Arlington.159 ns 0. pela colaboração nas análises químicas. no tratamento que recebeu a maior dose de biossólido (40 t ha-1) e na fertilização mineral.193 ns 0. C. LITERATURA CITADA ANDRADE.C.206n s 10–20 cm 0.. 3.666** 0. 121p.A. Quadro 11. LIMONGE.165n s 10–20 cm 0. S. 2003. Tratamento pH CaCl2 C total C resistente C médio C lábil *.V.ed. BARRETO. 2003. 1996. C resistente). Sci.221ns 0.W. nas camadas de 0–5. M. 9.83-111.814 Cristiano Alberto de Andrade et al. Fábio Poggiani. ao Dr..186 ns -0. L.A.

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