INSTITUTO POLITÉCNICO DE SANTARÉM ESCOLA SUPERIOR DE EDUCAÇÃO DE SANTARÉM EDUCAÇÃO E COMUNICAÇÃO MULTIMÉDIA 2º ANO ÉTICA E DEONTOLOGIA DA COMUNICAÇÃO

A ÉTICA DE KANT: IMPERATIVO CATEGÓRICO

BEATRIZ OLIVEIRA MATOS Nº 110233033 INTRODUÇÃO Este trabalho foi realizado no âmbito da disciplina de Ética e Deontologia da Comunicação, leccionada pelo professor Ramiro Marques. Para que se possa falar do Imperativo Categórico, é importante que se aborde também a Teoria do Kantiana, que se divide em vários princípios: o Princípio da Lei Moral, o Princípio do Desinteresse, o Imperativo Hipotético, o Imperativo Categórico, o Princípio da Imparcialidade, o Princípio de Dever, os Devereis Morais e as Concepções Sociais, o Princípio da Universalidade, o Princípio da Autonomia e o Princípio do Respeito pela Pessoa. Dentro do Imperativo Categórico, Kant afirma: «Age apenas segundo uma máxima tal que possas querer ao mesmo tempo que se torne lei universal».

BIOGRAFIA

Nome: Immanuel Kant Data de Nascimento: 22 de Abril de 1724 Cidade onde nasceu: Konisberg, Prússia. Palavra de Ordem: «Tem a coragem de te servires do teu próprio entendimento!» Vida: Kant viveu defendendo e acreditando sempre no poder da razão, no respeito pelas leis, na autonomia da escolha moral e no papel civilizacional da Educação. Data de Morte: 12 de Fevereiro de 1804 Cidade onde morreu: Konisberg, Prússia.

A TEORIA KANTIANA A Teoria Kantiana dá-nos o princípio da moral que pode ser aplicado a várias questões morais. Kant enuncia-o de várias maneiras com o objectivo de esclarecer o que implica: O Princípio da Lei Moral

No que diz respeito à Moral, segundo a filosofia de Kant, o único bem irrestrito é uma vontade boa. O que constitui o bem de uma vontade boa não é o que esta alcança, visto que a vontade boa é um bem em si próprio e por si próprio. Kant defendia o talento, o carácter, o auto-domínio e a fortuna, que podem ser usados para alcançar fins negativos e, consequentemente, a felicidade poderia deturpar-se. «Age de tal forma que trates a humanidade, na tua pessoa ou na pessoa de outrem, sempre como um fim e nunca apenas como um meio» (Kant, 1785).

O Princípio do Desinteresse: Para Kant, a dificuldade de praticar o que está certo é a verdadeira marca da virtude. Defende que o nosso carácter só revela ter valor quando alguém pratica o bem, não porque acha que está certo, mas sim porque se trata de um dever seu. Para responder à questão «De que forma deve um preceito assumir para ser reconhecido como moral?», Kant faz uma distinção entre dois imperativos: Imperativo Hipotético e Imperativo Categórico.

O Imperativo Hipotético: Apresenta uma acção como meio para alcançar um determinado fim.

O Imperativo Categórico: Propõe uma acção como sendo boa e necessária em si própria.

O Princípio da Imparcialidade: Dentro deste princípio, Kant afastou-se um pouco do senso comum. O senso comum poderá pensar que «imparcialidade» é considerar de igual forma «cada um dos interesses envolvidos» ou até criar juízos relativamente ao «interesse de todos». Para Kant, a Imparcialidade significa decidir independentemente de quaisquer interesses, ou seja, o filósofo acreditava que o progresso moral também ajudava a felicidade e os interesses das pessoas. No entanto, Kant sabia que a harmonia entre a moral e a felicidade não estava certa e que a acção moral poderia gerar felicidade por acréscimo ou por mero efeito secundário.

O Princípio do Dever: A pessoa não deve agir por interesse mas sim por obrigação, por dever, ou seja, deve cumprir com as suas obrigações sem desrespeitar os outros.

O Princípio do Desinteresse: Quer os princípios do desinteresse, quer os da imparcialidade ou os do dever, todos vão ao encontro das mesmas implicações. Podemos, assim, evitar o erro de supor que os deveres morais são criações ou até convenções sociais. Existem dois argumentos que contribuem para este erro, sendo eles: - O facto de alguns dos deveres morais de uma sociedade serem diferentes dos de outras, todos os deveres são convenções sociais. - O facto de cumprirmos alguns dos deveres contra a nossa vontade, permite concluir que não têm origem na nossa vontade própria mas sim numa autoridade externa. O Princípio da Universalidade: A Teoria de Kant concilia a ideia de que os deveres morais são criações dos indivíduos e a ideia de que a moral é universal. A acção correcta é decidida pelo indivíduo quando este adopta uma perspectiva universal, ou seja, abstrai-se dos seus interesses pessoas: «Age apenas segundo uma máxima tal que possas querer ao mesmo tempo que se torne lei universal».

O Princípio da Autonomia: O sujeito deve obedecer apenas às regras que ele mesmo criou, em simultâneo para si mesmo e para todos os indivíduos. Se juntarmos o princípio da universalidade e o esclarecimento da origem dos deveres, poderemos compreender a ideia de que nas decisões morais nós somos os legisladores, criando regras que consideramos válidas para toda a sociedade.

O Princípio do Respeito pela Pessoa: Quando uma pessoa cumpre um dever, respeita todos os outros indivíduos, incluindo-se a ela mesma nesse grupo, ou seja, essa pessoa respeita-se a si própria e respeita todas as outras pessoas,

tornando-os como um fim para a sua acção. IMPERATIVO CATEGÓRICO O Imperativo Categórico propõe uma determinada acção como boa e necessária em si própria. A palavra «Imperativo» significa «obrigação». A palavra «Categórico» refere-se a obrigações absolutas, ou seja, refere-se ao cumprimento do dever que atinge a todos sem qualquer excepção. Segundo Kant, devemos agir segundo os princípios universais e não segundo as regras circunstanciais. Imperativo Categórico

Cumprimento obrigatório sem excepções: - Ninguém é dono de ninguém; - Razões que justifiquem certos direitos; - Vê o «teu amigo» como meio e não como objecto.

CONCLUSÃO Pode-se concluir que, o Imperativo Categórico está presente todos os dias na nossa vida. Todos os dias se reflecte quando ao cumprimento das leis, do dever. Apesar de existir quem aja por interesse, o senso comum não o considera correcto. Segundo Kant, é necessário ver aqueles que nos rodeiam como meio para alcançar os nossos fins e não como um objecto para alcançar os mesmos.

BIBLIOGRAFIA http://pt.wikipedia.org/wiki/Immanuel_Kant http://www.eses.pt/usr/ramiro/docs/etica_pedagogia/%C3%89tica_de_kant.pdf http://www.eses.pt/usr/ramiro/docs/etica_pedagogia/imperativocateg%C3%B3rico_Kant.pdf http://www.eses.pt/usr/ramiro/docs/etica_pedagogia/A%20%C3%89TICA%20DEKANT.pdf http://www.oocities.org/~esabio/transgenicos/imperativo_categorico.html

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