You are on page 1of 18

ISSN 1807-9083

R

e v

s t a

PIu

O

r a
v.


n.

2

1/2 julho/dezembro, 2005

I 5

ciLfeyeVvte

fC{LC{

.•...
'10

E
~
O
X

üJ

UNIVERSIDADE

ESTADUAL

DE GOIÁS E HUMANAS

UNIDADE UNIVERSITÁRIADE CIÊNCIAS Sócio-EcONÔMICAS UNUCSEH ANÁPOLlS

2005

UNIVERSIDADE STADUALDEGOIÁS - UEG E REITOR JOSE IZECIASDEOLIVEIRA

FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE STADUALDEGOIÁS - FUEG E PRESIDENTE LUIZJOSÉ DEMACEDO

UNIDADEUNIVERSITÁRIA DECIÊNCIASSÓClo-EcONÓMICAS E HUMANAS UNUCSEH ANÁPOLlS DIRETOR NELSON DEABREUJÚNIOR

Revista PLURAIS
COORDENAÇÃO EDITORIAL CONSELHO CIENTíFICO
Df. Antonio Carlos Pinheiro (UFG) Df. Antonio Ozaí da Silva (UEM) Df. Aristides Moysés (UCG) Dr. C. Guillermo A. Ronda Pupo (Universidad de Holguín, Cuba) Dra. Dílamar Candida Martins (UFG) Df. Eliseu Lira (UFT) Dra. Fátima Abdalah (AEU-DF) Df. Gilson Dantas (AEU-DF) Dr. João Pinto Furtado (UFMG) o. José Carlos l.ibâneo (UCG) Dr. José Lima Soares (UCB-DF) Dra.Lana de Souza Cavalcanti (UFG) Dr. Manoel Fernandes (UFC) Dr. Marcos Sílveira (UFPR) Dr. Maria Geralda de Almeida (UFG) Dr. Mario Maestri (UPF) Dr. Muniz G. Ferreira (UFBA) Dr. Pedro Célio A. Borges (UFG) Dr. Pedro Leão da Costa Neto (UFPR) o. Raimundo Alencar Arrais (UFRN) Df. Ruy Moreira (UFF) o. Sadi Dei Rosso (UNB) Dra. Sandra de Fátima Oliveira (UFG) César Augustos Labre Lemos de Freitas Débora Cristina Santos e Silva Gláucia Vieira Cândido Loçandra Borges de Moraes Nildo Silva Viana

CONSELHO EDITORIAL
Dra. Adriana Rosa Carvalho (UEG) Dra. Cláudia C. Lopes Montessoro (UEG) Dra. Cristina Patriota de Moura (UEG) Dra. Débora Cristina Santos e Silva(UEG) Dra. Dulce Portilho Maciel (UEG) Dra. Eliesse dos S T Scaramal (UEG) Df. Eliézer Cardoso de Oliveira (UEG) Dra. EsteJa Najberg (UEG) Dra. Gláucia Vieira Cândido (UEG) Df. Homero Lacerda (UEG) Dra. Magda Ivonete Montagnini (UEG) Dra. Márcia Alencar Santana (UEG) Dra. Maria Lúcia Vannuchi (UEG) Dra Maria Raimunda Gomes (UEG) Dra. Mirza Seabra Toschí (UEG) o. Nildo Silva Viana (UEG) Dra. Nirzí Gonçalves de Andrade (UEG) Df. Robson Mendonça Pereira (UEG) Df. Ronaldo Angelini (UEG) Dr. Waldecy Rodrigues (UEG)

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE GOIÁS

-

UEG

Revista

Plurais

v.

2 n. 1/2 julho/dezembro

2005

Revista Plurais - Anápolis - v. 2, n. 1/2 julho/dezembro 2005 Eixo temático: Linguagem, Memória e Identidade

Capa André Barcellos Arte final da capa André Barcellos Normalização Coordenação Editorial Produção e arte gráfica Marcos lisita Rotoli Revisão de texto Ana Cleide da Cruz Sales Débora Cristina Santos e Silva Euda de Fátima de Castro Gláucia Vieire Cândido Maria Raimunda Gomes Sóstenes Cezar de lima Shirley El,any Rocha Mattos Virgínia Paiva Bueno Saka, Diagramação Kleymilton Carvalho

050 P737p

Revista Plurais - Universidade Estadual de Goiás Unidade de Ciências Sócio-Econômicas e Humanas, -s, n1/2 Anápolis, GO UnUCSEH,2005.

CDU 050 (817 3 Anápolis)

Periodicidade: Semestral 1 Geografia - Peflódicos. 2. História - Periódicos. 3. Generalidades - Periódicos.
Setorlal

Ficha catalográfica elaborada pela Biblioteca
Correspondência

da UnUCSEH

- Anápolis

UNIVERSIDADE ESTADUA~ Dê cor-s Un CSEH - Unidade Universitária de Ciências Séc:o-~co".6c-,C2S e Humanas - Anápolis Revista PLURAIS Av. Juscelino Kubistschek, 146 - Bairro Jundiaí - Anápoiis-GO Telefone: (62) 3328-1111 FAX (6~) 3328-1100 Caixa Postal 459 CEP 75; 10-390
e-mail:

revIstdueg';:-

m5~ . com

NORMAS SOCIAIS E NORMA LINGuíSTICA NUMA ABORDAGEM MULTIDISClPLlNAR

Sóstenes

Cezar de Lima'

RESUMO: e norma normas regulariza se num gramatical controlados operam, operam (informal) do informal desse falantes lingüísticas -, comportamento

Este artigo se propõe lingüística, a partir referem-se teórico Os

a analisar a questão teórico como

das normas sociais rnultidisciplinar. molda constituida são tradição As e

de um suporte ao modo que nos individuais.

sociais construto

sociedade/cultura a norma lingüística analisar que

os comportamentos lingüística e ideologia. sobretudo, num contexto da língua. ao formal.


permite

o processo

normatização

e esclarecer

a relação

entre

usos lingüísticas públicas

de uma dada e formais, e informal. (formal) onde

sociedade

por forças sociais explícitas nas instâncias social lingüístico

e implícitas.

As forças explícitas se exige um lato que não já as forcas implícitas

mais formal e elaborado; mais privado entre uso público usuários

É

existe uma divisão

descontínua Os

e uso privado que vai ao longo as formas pelos

Existe na verdade

um continuum estilistico onde se encontram espontaneamente com suas

de uma língua se movem

continuum,

de uma extremidade, onde

mais vernaculares

- as que são usadas se encontram de acordo

a outra extremidade, e conservadoras,

as formas lingüísticas necessidades

mais elaboradas sócio-comunicativas. PALAVRAS-CHAVE: monitoramento .

Norma

lingüística,

gramática,

ideologia,

variação,

. Mestrando

em lingüística

- Linguagem e SOCiedade (UnB)

e professor de língua Portuguesa

I, 111e IV

(UnUCSEH-UEG)

e Lingüística (FLA).

E-mail: limasostenes@yahoocombr.

LIMA, Sóstenes C.

Normas

sociais e norma

lingüística

numa abordagem

multidisciplmar

NORMAS SOCIAIS: UMA VISÃO A PARTIRDE UM SUPORTESÓCio-ANTROPOLÓGICO

A investigação das normas sociais neste trabalho se fundamenta teórica interdisciplinar, envolvendo fundamentalmente Inicialmente, comportamento ideologia, Estado, sociedade pode-se dizer que a contribuição e grupos da Sociologia

numa base

a Sociologia e a Antropologia. consiste em oferecer Forças como a O da

um suporte teórico para a análise das forças sociais que regulam e regulamentam o de indivíduos numa dada sociedade. o discurso, as relações políticas, a norma jurídica, entre outras, interpreta, a divisão de classe e do trabalho, Já contribuição

são determinantes

no modo como uma

normaliza e normatiza os comportamentos. dos comportamentos

Antropologia (normalização)

consiste em oferecer suporte teórico para a análise da institucionalização e normatização sociais, a partir da abordagem ao qual se dá o nome de

de um conjunto mais amplo de fenômenos sócio-culturais, 'cultura' .

A institucionalização

e o estabelecimento

das normas sociais

É sabido que as instituições sociais (vestuário,
etc.) surgem a partir de uma necessidade possa se firmar como tal (BERGER; LUCKMANN,

alimentação,

linguagem,

primária da sociedade,

a fim de que ela

1995)l Porém, quando o

processo de institucionalização avança, as instituições passam a fazer parte de um complexo de representação simbólica, de modo que elas não servem mais apenas para atender uma necessidade primária da constituição da sociedade, necessidades que emanam da própria configuração mas para atender De forma social simbólica.

explicetiva, podemos dizer que num primeiro momento os hábitos alimentares atendem a uma necessidade institucionalização adquirem biológica do indivíduo, porém, com o avanço do processo de social, a alimentação passa a social, isto é, a partir do momento em que os hábitos alimentares um produto e classe social do

formas materiais tornando-se intermediação

exercer outras funções simbólicas como marcação de identidade grupo e do indivíduo,

litúrgica em eventos religiosos, ete. e/ou cultura que

É dentro de um quadro de referência à sociedade
das instituições individuais. sociais, estabelecendo p. 203), certa regularidade

concebemos as normas sociais, já que são elas que oferecem o suporte para manutenção nos comportamentos de norma Alvarez (2002, fazendo referência ao conceito

v. 2, n. 1/2:

113-126,

2005

A

r tis

o

115
de individuais são

Revista

Plurais

para Durkheim (1978)

afirma que "para Durkheim as normas sociais prescrevem aos

indivíduos maneiras de agir, de pensar e de sentir que, nâo nascendo espontaneamente nas consciências individuais, interpelam os indivíduos como se viessem do exterior".

É fato
de indivíduos.

bastante

óbvio que uma sociedade a sociedade

não é apenas um agrupamento numa rede organizada

Ao contrário,

constitui-se

relações, a partir da qual diversos comportamentos e julgamentos construídos. Como bem ressalta Aléong (2001, p. 147):
A sociedade segundo que impõe aparelho permanece comportamento é mais que ou individual. uma soma de indivíduos; regras O que princípio enquadram base princípios

ela é organizada e condicionam Que o social esse

é o da regulação

normas sociais ou esquemas de controle seja chamado o mesmo. essencialmente

de comportamento.

de cultura ou sociedsde, o fato

Um pouco à frente Aléong

(2001,

p. 148)

aponta os pressupostos sociais:

a

partir dos quais se pode explicar a regularidade
I - A organização instituições que estão

dos comportamentos
sociedade da estrutura

social de toda no princípio

funciona com o auxílio de social [ ... ] entre indivíduos. tempo sua a camadas

11- A vida social é constituída Ora, pessoa a identidade a grupos estado] e uma identidade

de interações

constantes

do indivíduo sociais [ ... ].

compreende

ao mesmo

social conforme

seu pertencimento

ou, antes, 111[O

da consciência os indivíduos.

ou a percepção condicionado

de si, dos outros objetiva

e na

da situação

[ ... ] é largamente

pela situação

qual se encontram

Os comportamentos fato de que a sociedade determinados ser encarados

sociais podem ser classificados em duas categorias: Rey (2001). simbólicos (culturais)

o

normal e normativo, conforme desenvolve comportamentos

Essa classificação implica o que tornam pragmática e

dispõe de instrumentos

tão regulares e habituais (o normal), que passam a como sendo a única alternativa,

pela própria sociedade

moral, à qual o indivíduo pode recorrer no momento de sua interação social (BERGERi LUCKMANN, 1995). Por outro lado, existem outros comportamentos (o normativo) que, por não se encontrarem sedimentados' de normatização aponta por parte da sociedade. normal (regular e habitual) e o comportamento para a distinção explícitas, discutidas a seguir. na prática social, são objetos entre o comportamento (regulamentado e ideal) Essa distinção normatizado

que se faz entre normas sociais implícitas e normas sociais

~ ..

LIMA, Sóstenes C.

Normas sociais e norma lingüística numa abordagem

multidisciplinar

NORMAS

SOCIAIS

IMPLíCITAS

E NORMAS

SOCIAIS

EXPLíCITAS

Segundo categorias:

Aléong

(2001)

podemos

classificar as normas sociais em duas são aquelas normas que resultam de são normas que os membros de uma intencionalmente. Já as normas A afirmação

normas implícitas e normas explícitas. As normas implícitas se referem às

normas sociais que se dão convencionalmente, um pacto social que não requer explicitação, sociedade obedecem

sem que precisem conhecê-Ias

explícitas são aquelas que resultam de um pacto social intencional. desse pacto é confirmada por meio da elaboraçêo onde se encontram os códigos de leis. Estabelecendo normativo) quando uma conexão entre os comportamentos pode-se as normas de comportamento previstas para quem desobedecer.

material de um código de conduta, e, às vezes, as sanções sociais

Um bom exemplo de normas sociais explícitas são

sociais (normal e dizer então que e/ou hábito o social, esse

e as normas sociais (implícitas e explícltas), decorre de uma convenção, de uma regulamentação e/ou

um comportamento decorre

regularidade idealização

social, esse comportamento comportamento

faz parte de uma norma social implícita. E quando Desse modo, podemos

comportamento faz parte de uma norma social explícita. exernplilicar com o seguinte gráfico:

Norma social implícita

Norma social explícita

Comportamento

social normal

Comportamento

social normatizado

A

OUEST

ÃO

DA NORMA

LINGuíSTICA

Dentre as várias normas sociais, o presente artigo se propõe a analisar apenas uma delas, a saber, a norma lingüística. Reitera-se aqui a interdisciplinaridede estudo das normas sociais, acrescentando uma nova ciência deve ser incluída, a Lingüística. Portanto, o estudo do o fato de que ao enfocar a norma lingüística da norma que envolve fundamentalmente

lingüística parte de uma base teórica interdisciplinar,

v.

2,

n.

1í2:

113-126,

2005

A r tis

o

1 17

Revista Plurais

a lingüística (sociolingüística), a sociologia (sociologia da linguagem) e a antropologia (antropologia lingüística).

É lugar-comum para a lingüística o fato de que toda língua apresenta variacão. Essavariação resulta principalmente do fato de que toda sociedade é heterogênea. Desse modo, pode-se afirmar que os falantes dispõem de um conjunto variável de formas lingüísticas, que atendem a uma demanda social variável. A teoria da norma lingüística vem afirmar que a seleção de uma dada forma lingüística num dado contexto não decorre de uma escolha transparente do falante, mas sim de uma norma ·social. Dessa forma, podemos "conceber a norma lingüística como o produto de uma

hierarquização das múltiplas formas variantes possíveis segundo uma escala de valores que incide sobre a 'conveniência' de uma forma lingüística em relação às exigências da interação social" (ALÉONG, 2001, p. 153).

O estudo da norma lingüística, fazendo uso das contribuições da lingüística, sociologia e antropologia, estabelece um quadro teórico que explica o julgamento

que o falante e as classese instituições sociais fazem de sua própria língua. Ouando um falante julga uma dada forma lingüística como errada, esse julgamento não se explica apenas pela preferência do falante por outra forma lingüística que ele julga correta. Há na verdade um suporte sociocultural que fundamenta a avaliação do falante. Essesuporte é o que algumasabordagens dentro da sociologia e a antropologia chamam de norma. Assim, os julgamentos que os falantes fazem das formas lingüísticas são na verdade resultado de alguma norma social. Convém ressaltar que as normas sociais, especialmente as implícitas, não são imposições sociais inexoráveis que anulam a subjetividade, relegando ao indivíduo uma posição meramente passiva, nem, por as

outro lado, são opções de comportamento às quais o indivíduo pode ou não aderir conforme sua visão moral da realidade social. Nos termos de Bourdieu (1996), normas sociais são na verdade um reflexo do mercado das trocas simbólicas. Entendido assim, um dado comportamento parte do indivíduo, social não ocorre em virtude de uma imposição Como bem

social inexorável, em que há atividade por parte da sociedade e passividade por e nem por livre escolha ou adesão do indivíduo. p. 37), ressalta Bourdieu (1996, "toda dominação simbólica supõe, por parte

daqueles que sofrem seu impacto, uma forma de cumplicidade que não é submissão passiva a uma coerção externa nem livre adesão a valores". A ocorrência de um determinado comportamento em detrimento de outro se dará sempre em função da possibilidade de acumular capital simbólico nessatransação, já que existe uma economia (ou mercado) das trocas simbólicas, paralela à economia das trocas materiais, embora a possibilidade de acúmulo de capital simbólico não seja algo manejável e calculável de forma consciente pelo indivíduo. No que diz respeito às trocas simbólicas

LIMA, Sóstenes C.

Normas

sociais e norma lingüística

numa abordagem

multidisciplinar

lingüísticas, Bourdieu (1996,

p. 37) afirma:
da legitimidade expressamente da língua oficial professada, não tem nada a ver e revogável, Através de se

o reconhecimento com uma crença

deliberada

nem com um ato intencional um lento inscreve e prolongado em estado

de aceitação

de uma 'norma'.

processo

de aquisição,

tal reconhecimento

prático mercado

nas disposições lingüístico.

insensivelmente

inculcadas

pelas sanções do

As duas lingüísticas

faces da norma lingüística: explícitas

Normas

lingüísticas

implícitas

e normas

É fato que, do ponto de vista lingüístico, existe por um lado um conjunto
ideal de formas lingüísticas bastante invariáveis e homogêneas, um conjunto real de formas lingüísticas bastante presente no julgamento e, por outro lado, presente ideal dos falantes, por força de uma norma lingüística dominante;

variáveis e heterogêneas,

no uso efetivo da língua nos mais variados contextos de fala. De acordo com Aléong (2001, p. 153),
para dar conta socialmente comportamentos simultaneamente dominante e da da existência de uma norma lingüística sistemática entre dos normas heterogeneidade

lingüísticos,

convém

fazer a distinção compreende

explícitas e normas implícitas. de formas lingüísticas de

A norma explicits

esse conjunto de elaboração, implícitas,

que são objeto prescrição

de uma tradição

codilicação

e de

[ ... ). Quanto

às normas

trata-se daquelas consciente representar

formas que, por serem raramente objeto de codílícação, pelos

de uma reflexão de em

ou de um esforço os usos concretos

nem por isso deixam se apresenta

quais o indivíduo

sua SOCiedade imediata.

Tradição

gramatical

e normatização

lingüística

A norma lingüística explícita é socialmente codificada e consagrada Normativa refere-se, então, a um conjunto

dominante

pelo fato de ser e

num aparato de referência, a gramática normativa. Gramática de formas lingüísticas prestigiadas servem para guiar o uso da linguagem, a fim de que o 1990, p. xvii). O componente ideológico de afirmações Por hora, convém

prescritas, que supostamente falante/escrevente de gramáticas oral e escrita" (CEGALLA,

possa "disciplinar a linguagem e atingir a forma ideal da expressão mais tarde.

como essa de Cegalla será analisado

v.

2, n, 1/2

113-126,

2005

A r ti

g o

1 1 9 ~í~;:~
uma empresa quem Aristóteles que afirmar lhe é

abordar o fato de que o estabelecimento fundada em séculos de tradição/ lançou a pedra fundamental (2001/ p. 30)

de um quadro de referência para o bom novo; é na verdade

uso da linguagem não é um empreendimento

que começou com os gregos. Foi Aristóteles

para a tradição gramatical ocidental/

ao iniciar o estudo

das categorias ou classes gramaticais em sua obra Poética. Segundo Casevitz e Charpin "na análise dos tipos de significados da adequação e a retórica lhe são tributárias". do enunciado, funda a lógica gramatical/ condição gramática posterior que Aristóteles descritiva. tributária, Portando, do enunciado a seu objeto. Toda

Embora tenhamos

iniciou uma tradição de estudos da linguagem numa visão teórica e ao se afirmar que toda a tradição gramatical posterior

não se está afirmando que ele tenha sido um gramático. Outro fator importante expandiu 2001/ a se ressaltar é o impacto O domínio p. 30), geográfico bastante. Como do helenismo sobre a de uso do grego, no (1965

gênese da normatização império macedônico, CASEVITZ; CHARPIN/

lingüística.

afirma Meillet

apud

"falou-se

grego na época geográfica,

helenística e

desde a Sicília até as fronteiras da índia/ desde o Egito até as margens setentrionais do mar Negro". Com uma língua em franca expansão a diversidade variação seriam resultados inevitáveis. Foi então que os gregos sentiram a necessidade de fixar sua língua, a fim de que pudesse combater a diversidade/ oriundas da difusão geográfica. que se opõem:
a norma conservada), ensinada a evolução de um língua correta a ser observada e escritores (a ser descrita 'clássicos, contrária, e a língua dos oradores [hoje] tal como é

variação e mudança

A partir dessa atitude verificam-se duas tendências

nas escolas

e tal como é escrita e, tendência e unihcadora. numerosos

da língua falada, sírnplílícedcre

Daí a separação CHARPIN,

entre língua escrita (mesmo que contenha e língua falada, de conseqüências

traços de inovação)

tão funestas (CASEVITZ;

2001,p.31)

Depois estabelece

da Grécia,

a tradição

gramatical

se desloca

para Roma/ onde

uma larga tradição normativa no estudo e prescrição do latim culto (escrito!

literário), em detrimento do latim vulgar (falado). Em Roma/ surgem os princípios mais caros à tradição gramatical. Varrão (apudCASEVITZi CHARPIN, 2001, p. 36) / um dos primeiros gramáticos latinos, os expõe do seguinte modo:
A latinidade uso, autoridade é a observância do falar correto se refere no quadro da língua analogia, natural da pela latina. Ela repousa sobre os quatro elementos [ ... ]. [Natureza sua imutabilidade a seguir: natureza,

à constituição

língua, o que estabelece segundo os técnicos,

e invariância]. da linguagem

Já a analogia, oferecida

é a sistematização

LIMA, Sóstenes C.

Normas sociais e norma lingüística numa abordagem

multidisciplinar

natureza, e ela estabelece a separação da língua do homem inculto e do homem culto [ ... ]. O uso, por seu turno [ ... J tira seu valor do acordo do grande número, de tal modo que o raciocínio teórico, sem chegar a aprová-Io, entretanto o admite. A autoridade é o ultimo elemento normativo da linguagem. É quando todos os outros elementos falecem que se recorre a este, como uma bóia.

Fundada especialmente no princípio da natureza (invariâncie e imutabilidade) e no princípio da autoridade, que atribui aos autores consagrados e clássicos da língua para as línguas neolatinas. Fato esse a autoridade exclusiva de estabelecer os usos corretos, a tradição normativa se consolida na língua latina, e desta irradia seus fundamentos bastante previsível segundo Padley (2001, p. 56)2, já que "dado o prestígio e a utilização universal do latim, é inevitável que as primeiras gramáticas das línguas vivas sejam calcadas em modelos concebidos última metade do século para a descrição daquela língua". Data da

Xv, o surgimento das primeiras gramáticas normativas das

línguas neolatinas. Em português, as primeiras gramáticas normativas escritas foram a de Fernão de Oliveira em 1536 e a de João de Barros em 1540. De fato, tem sido uma prática corrente, em qualquer língua ocidental com tradição de escrita, a elaboração de um aparato de referência de inspiração greco-Iatina para o bom uso da língua.

Ideologia

na constituição

da normatização

lingüística

Chauí (2003, p. 108-109) apresenta a definição e função da ideologia do seguinte modo:
A ideologia é um conjunto lógico, sistemático e coerente de representações (idéias e valores) e de normas ou regras (de conduta) que indicam e prescrevem aos membros da sociedade o que devem pensar e como devem pensar, o que devem valorizar e como devem valorizar, o que devem sentir e como devem sentir, o que devem fazer e como devem fazer. Ela é, portanto, um corpo explicstivo (representações) e prático (normas, regras, preceitos) de caráter prescritivo, normativo, regulador, cuja função é dar aos membros de uma sociedade divida em classes uma explicação racional para as diferenças sociais, políticas e culturais, sem jamais atribuir tais diferenças à divisão da sociedade em classes a partir das divisões na esfera da produção. Pelo contrário, a função da ideologia é a de apagar as diferenças e fornecer aos membros da sociedade o sentimento da identidade social, encontrando certos referenciais identifica dores de todos e para todos, como, por exemplo, a Humanidade, a liberdade, a Igualdade, a Nação, ou o Estado.

v.

2,

n.

1/2:

113·126,

2005

A

r t í

s

o

1 21
depreendemos de idéias e

Revista Plurais

Do conceito como dados

de ideologia

e das teorias sociais modernas,

que, embora os indivíduos de uma determinada naturalmente, valores que a própria sociedade poder (BOURDIEU,

classe social julguem os fatos sociais com o jogo das relações de 1979)

esse fatos partem sempre de um conjunto constrói de acordo

1996i CHAUC

2003i FOUCAULT,

Pode-se constatar a carga ideológica da tradição gramatical desde o período clássico latino. Os princípios da natureza (invariâncie e imutsbiliciede), (comparação defendidos fala dos homens cultos) e da autoridade por Varrão demonstram (passado objetivamente da analogia na na do homem culto com o inculto) do uso (boa linguagem presente a presença da ideologia

lingüístico glorioso e autoritário)

constituição da normatização lingüística. Para tornar ainda mais claro essa questão basta que observemos a associação que Varrão faz entre uso culto da linguagem e qualidade moral. Ele afirma que embora entre comportamentos
Se chamarmos perigoso, a vida. camadas, cidade, [".] beber não somente Assim

os usos incorretos

da linguagem sejam essa argumentação lingüísticos.
muito em em

bastante difundidos

nem por isso são os legítimos. Para defender

ele faz uma comparação

morais e comportamentos
daremos

assim o que faz a maioria, para a linguagem, como depilar-se, no banho, todas

um conselho cortados

mas, o que é mais grave, para usar os cabelos usos muito difundidos em nossa maneiras de

em excesso [".

não são o uso, porque

essas práticas na linguagem,

são censuráveis embora

alguma medida

L

assim também [" .]. Portanto, CHARPIN,

falar viciosas estejam comumente a regra da linguagem o acordo das pessoas

difundidas,

não é razão para ver nelas chamarei de uso honestas o das pessoas

para a linguagem, 2001, p. 37).

cultas e, para a vida,

(apud CASEVITZ;

Percebe-se aceitável, atribuição também

claramente o total comprometimento ao estabelecer é o seu uso da linguagem.

ideológico

de Varrão com o a

a classe social de prestígio, estabelecimento

que tal como a moral da elite é a única Do ponto de vista ideológico,

da exclusividade

moral e lingüística da elite é tão forte quanto

de prestígio moral aos que fazem uso da boa linguagem, de modo que se

pode fazer a seguinte dedução: estilo honesto é igual a homem honesto e, por conseguinte, o uso correto da linguagem é o das pessoas moralmente boas. Portanto, não é nenhuma surpresa o fato de que a tradição gramatical continue veiculando ideológico, conteúdos ideológicos. Ainda hoje, em virtude de um investimento no interior de nossa sociedade como o a gramática normativa é concebida

único instrumento lingüístico depositário das formas lingüísticas legítimas (BOURDIEU, 1996). A sociolingüística tem provado de forma definitiva o fato de que as línguas são sistemas intrinsecamente variáveis, demonstrando que variação não nega a

LIMA, Sóstenes C

Normas

sociais e

norma lingüística

numa abordagem

multidiscipliner

sistematicidade e nem funcionalidade de uma língua (LABOV, LABOVi HERZOG, 1968i TARALLO, 1990).

197 Si WEINREICHi Apesar disso, a normatização

lingüística ainda tem como um de seus princípios básicos a defesa da homogeneidade e unificação da língua, sustentado que sem esse princípio a língua torna-se assistemática, caótica e até disfuncional. Isso mostra o quanto a normatização e expansão 1991) e legítimas são na escrita, cujo haja vista as apontar, lingüística tem sido simbólica, por usada como instrumento de manutenção poder político (BOURDIEU, da dominação

partes das classes sociais que detém os meios de produção 1996i GNERRE,

material e simbólica, e o

Ressalta-se o fato de que as formas lingüísticas padronizadas exatamente aquelas ligadas à produção cultural clássica armazenada acesso é um direito quase exclusivo das classes sociais de prestígio, fortes barreiras que um indivíduo não pertencente possa ter acesso aos produtos culturais simbólicos. ideológicos entre outros, os seguintes compromissos tentativa exagerada de homogeneização

a elite tem que enfrentar para que Dessa forma, podem-se da normatização lingüísticai lingüística: 1)

e unificação lingüísticai 2) uso da tradição 3) fato esse que são

clássica escrita como base única para padronização

coloca a elite em posição de privilégio, já que o acesso à tradição clássica escrita é quase exclusivo da elite, além do fato de que as formas lingüísticas padronizadas aquelas que estão mais acessíveis à própria elite, 4) em conseqüência formas lingüísticas pertencentes estigmatizadas. poderiam ser apontados, Muitos outros compromissos em preceitos ideológicos da normatização disso, as lingüística

às classes sociais inferiores são fortemente rejeitadas e

mas esses são suficientes para comprovar o quanto a tradição ideologizados.

gramatical tem se fundamentado

Norma lingüística e monitoramento

É possível estabelecer uma relação direta entre as duas categorias da norma
lingüística e os conceitos labovianos de vernáculo e monitoramento. Antes de demonstrar essa relação convém fazer uma abordagem introdutória sobre vernáculo e monitoramento. Labov (1975, p. 208) define vernáculo como "o estilo em que um mínimo de atenção é dado ao monitoramento p. 208) da fala". Sobre o conceito de monitoramento Labov (1975, afirma: "há muitos estilos e dimensões estilísticas que podem

ser isoladas numa análise. Mas nós achamos que os estilos podem ser classificados ao longo de uma única dimensão, medida pela atenção conleride à fala". Portanto, para Labov o discurso segue um continuum de monitoramento (extremidade que vai do mais informal atenção é dada aos do continuum em que nenhuma ou pouquíssima

v.

2,

n.

1/2:

113-126,

2005

A r t i

s

o

1 23

RevIsta

Plurais

recursoslingüísticos

usados na fala) ao mais formal (extremidade

do continuum na qual

há uma forte atenção sobre os recursos lingüísticos usados na fala). É na extremidade do mais informal que está o vernáculo. Veja o gráfico abaixo: (- formal) ( + formal)

Vernáculo

continuum do monitoramento

Não-Vernáculo

Passando ao estabelecimento a teoria variacionista força da norma explícita (padronização) aproximará do vernáculo. distanciando-se

da relação da teoria da norma lingüística com podemos afirmar que quanto menos a incidir sobre o uso lingüístico, mais ele se mais a força da norma explícita seu desempenho, p. 153) a que (2002,

de Labov (1975),

Por outro lado, quanto

atuar sobre o usuário da língua, mais ele terá que monitorar assim do vernáculo. Como ressalta Aléong

norma lingüística explícita se impõe "como o ideal a respeitar nas circunstâncias escrita e audiovisual, 2002, no sistema de ensino e na administração (REY, 2002), pública" (ALÉONG,

pedem um uso refletido ou monitorado da língua, isto é, nos usos oficiais, na imprensa p. 1 53). Além disso, também podemos inserir na mesma relação os conceitos em que normal relaciona-se ampliando com a norma

de normal e normativo

lingüística implícita e com o vernáculo, e normativo relaciona-se com a norma lingüística explícita e com o não-vernáculo. monitoramento temos: (+ padrão) Portanto, o gráfico do continuum do

(- padrão) (- formal)

( +formal)

continuum do monitoramento Vernáculo Norma lingüística implícita O normal Não-Vernáculo Norma lingüística explícita O normativo

LIMA, Sóstenes C.

Normas

sociais

e norma

lingüística

numa

abordagem

multidisc.plinar

CONSIDERAÇÕES

FINAIS

Ao abordar a questão do pressuposto sociedade condicionada autônomo, Observa-se e/ou cultura.

das normas sociais e da norma lingüística partimos sujeito ao controle da outros fatos sócio-culturais, a língua está estará já

de que a língua é um fato sócio-cultural, Tal como

a normas. Ao fazer uso da língua, o sujeito não o faz de modo consciente e transparente. Oualquer uso lingüística (fala/escrita)

sujeito a intervenções (normas) sociais, que podem ser de caráter implícito ou explícito. que a norma lingüística explícita tem uma forte orientação (CORBEIL, ideológica, que se fundamenta num aparelho regulador (a descrição lingüística prescritiva) que 2001). p. 203), Não se ao fazer de social das normas. Alvarez (2002,

está sob o controle das classes sociais dominantes pode negar a necessidade referência ao pensamento

de Durkheim, afirma que para este "a vida em sociedade

só seria possível porque os indivíduos se submetem a essas formas estabelecidas

conduta, sem as quais a própria existência da sociedade estaria arneeçeda". Como enfatiza Rey (2001), nenhuma sociedade vive sem normas, porém a crítica que se faz da normatização dominação 1999; 1995). Como ficou demonstrado, à teoria variacionista é possível relacionar a teoria da norma lingüística Labov (1975) todos os usos de uma 2000; 2003; lingüística é que ela tem se tornado SOARES, 2002; GNERRE, um agudo instrumento de 1996; MATTOS BAGNO, e SILVA, simbólica e preconceito lingüístico (BOURDIEU, 1991;

de Labov. Segundo

língua podem ser localizados num continuum que vai do uso do menos monitorado (vernacular) ao uso mais monitorado (não-vernacular). Chamamos esse continuum de continuum do monitoramento extremidade classificações não-vernacular, esquerda tipológicas e atribuímos a ele a seguinte característica: e os conceitos na situa-se o uso lingüístico vernacular, - formal - padrão, ao qual se associa as de norma lingüística

implícita e de normal.

na extremidade direita do continuum situa-se o uso lingüística

ao qual se associa as classificações tipológicas

+ formal + padrão

e

os conceitos de norma lingüística explícita e de normativo.

v.

2,

n.

1/2:

113-126,

2005

SOCIAL APPROACH

NORMS

AND

LlNGUISTIC

NORM

IN

A

MULTIDISCIPLlNARY

ABSTRACT:

This erncle

proposes

to analyze support. behaviors.

the issue of the social norms and The linguistic norm constitutes normatization forces and

linguistie

norm

using a theoreiieal that allows between bv explieit environments, segmented themselves spontaneously and conservator

muhidisciplinary the individual tradition a more between

The social norms reefer to the way the soeiety/culture a theoretical construct the relation are eontrolled and formal the irnplicit not exist a there that are users move to elucidete in the publie is dernenced,

molds and regularizes grammatieal and where division

us to analyze

the process forces.

of linguistie The explicit elaborate

and ideology. formal and public where

The linguistie uses of a certain community aet therefore behavior linguistie

implicit social

forces dei in the social environment

more private (formal)

and informal.

It is a lact that does linguistie use. The language

and priva te (informal)

uses. Actually,

is d stvlist«; continuum that goes from the informal to formallanguage from an extremity, linguistic linguistic are the more vernaeular users r

linguistie

forms - the ones needs.

used by the language

to the other extremity,

where are the more elaborated

forms, aecording Norrn. Grammar.

to their social eommunieative Ideology. Variation. Monitoring.

KEYWORDS:

NOTAS
O termo 'sedimentação' Segundo Padley (2001, foi usado p. 57) 1 450 aqui conforme o sentido desenvolvido por Berger e Luckmann foi a primeira

1

(1995)
2

a Gramática castellana de Nebrija, sugerida por Percival (1 975)

escrita em 1492,

gramática humanista de uma língua 'vulgar, a data de aproximadamente Alberti, esta obra, menos importante,

embora ressalte em nota de rodapé, que "se aceitarmos, contudo, para as Regole della lingua Rorentina de

é que seria a primeira gramática humanista de uma língua viva"

REFERÊNCIAS ALÉONG, S Normas lingüísticas, normas sociais: uma perspectiva antropológica. In: BAGNO, M. (org.). Norma lingüística. São Paulo Loyola, 2001. p. 145174.

ALVAREZ, M. C. Sociedade, norma e poder. In: BAGNO, da norma. São Paulo: Loyola, 2002. BAGNO,
1999.

M. (org.) Lingüística

M. Preconceito lingüístico: o que é, como se faz. São Paulo: Loyola,

-LIMA, Sôsteoes C.
Normas sociais e norma lingüística numa abordagem mcltidiscipliner
___

Dramática da língua portuguesa: social. São Paulo: l.oyola, 2000 .
o

tradição gramatical, mídia & exclusão

---

. A norma oculta: língua & poder

na sociedade

brasileira. São Paulo:

Parábola, 2003. BERGER, P L. LUCKMANN, T. A construção social da reeiidede: tratado de sociologia do conhecimento. 1 2. ed. Petrópolis: Vozes, 1995. Coleção Antropologia 5. BOURDIEU, CASEVITZ, P A economia das trocas lingüísticas. São Paulo: EDUSP, 1996.

F.A herança greco-Iatina. In: BAGNO, Norma lingüística. São Paulo: Loyola, 2001. p. 23-53.

M.i CHARPIN,

M. (arg.).

CEGALLA, D. P Novíssima gramática da língua portuguesa. Nacional, 1990.

33. ed. São Paulo:

CORBEIL, J.c. Elementos de uma teoria da regulação lingüística. In: BAGNO, M. (org.). Norma lingüística. São Paulo: Loyola, 2001. p. 175-201. CHAUí, M. O que é ideologia. São Paulo: Brasiliense, 2003. M. Microfísica do poder. Rio de Janeiro: Graal, 1979.

FOUCAULT,

GNERRE, M. Linguagem, escrita e poder. 3. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1991 . LABOV: W. Sociolinguistic Patterns. Philadelphia, Pennsylvania University Press, 1975. MATTOS e SILVA, R. V. Contradições Contexto, Salvador: EDUFBA, 1995.
no ensino de português.

São Paulo

~OARES, M. Linguagem e escola. Uma perspectiva social. 17. ed. São Paulo: Atica, 2002. PADLEY, G. A. Norma na tradição dos gramáticos. In: BAGNO, Norma lingüística. São Paulo: Loyola, 2001 . p. 55-95. REY, A. Usos, julgamentos e prescrições lingüísticas. In: BAGNO, Norma lingüística. São Paulo: Loyola, 2001. p.11 5-144. M. (org.) M. (org.)

TARALLO, F. Tempos lingüísticos. itinerário histórico da língua portuguesa. São Paulo: Ática, 1990. VIANA, N. Introdução à sociologia. Belo Horizonte: Autêntica,
j j

2006.

WEINREICH, U. LABOV, w. HERZOG, M. Empirical foundation for theory of language change. In: LEHMANN, w.; MALKIEL, Y (Eds.). Directions for nistoricallinguistics. Austin: University of Texas Press, 1968.