SUBSEA 7 DO BRASIL SERVIÇOS LTDA.

PBA INDÍGENA
PARQUE DE CONSTRUÇÕES SUBMARINAS DO PARANÁ

MAIO/2011
TELEFONE: FAX: E-MAIL: 55 – 0XX – 41 – 3562-2892/96798683 55 – 0XX – 41 –3 562-3472 AAT@AAT.ENG.BR RUA TAQUARI, 81 – ALPHA MALL – LJ 30 ALPHAVILLE GRACIOSA –PINHAIS – PR 83327-070 – BRASIL WWW.AAT.ENG.BR

Componente Indígena Plano Básico Ambiental - CI - PBA

SUMÁRIO
1.  Introdução............................................................................................................................. 1  1.1.  1.2.  1.3.  2.  2.1.  2.2.  2.2.1.  2.2.2.  2.2.3.  2.3.  3.  3.1.  3.1.1.  3.1.2.  3.2.  3.2.1.  3.2.2.  3.3.  3.3.1.  3.4.  3.4.1.  3.5.  3.5.1.  3.5.2.  3.5.3.  3.6.  3.6.1.  3.7.  3.7.1.  3.7.2.  3.7.3.  3.7.4.  4.  Identificação do Empreendimento ............................................................................. 3  Dados do Empreendedor ........................................................................................... 3  Informações da Empresa Responsável Pela Elaboração do PBA ............................ 3  Localização do Empreendimento .............................................................................. 4  Descrição do Empreendimento ................................................................................. 6  Base de Soldagem de Tubos Rígidos ................................................................... 8  Fábrica de Estruturas Submarinas ...................................................................... 12  Mão de Obra na Fase de Operação ................................................................... 14  Cronograma de Implantação do Empreendimento .................................................. 14  Programa de Integridade e Segurança Territorial.................................................... 18  Compensação por Pressão sobre os Recursos Naturais na TI Sambaqui ......... 18  Projeto de Segurança e Territorialidade ............................................................. 22  Programa de Revegetação das Áreas de Reflorestamento da TI Sambaqui .......... 28  Projeto de Combate e Controle de Pinus na Terra Indígena Sambaqui ............. 28  Projeto de Revegetação das Áreas Degradadas ................................................ 33  Programa de Fomento à Geração de Renda e Valorização da Cultura .................. 42  Projeto de Apoio a Comercialização do Artesanato Indígena ............................. 42  Programa de Sustentabilidade Indígena ................................................................. 48  Projeto de Apoio a Agricultura Tradicional .......................................................... 48  Programa de Melhoria da Infraestrutura da Área Indígena ..................................... 55  Projeto de Edificações e Veículos para a Aldeia Sambaqui ............................... 55  Projeto de Apoio ao Acesso à Energia Elétrica na Aldeia Sambaqui ................. 62  Projeto de Apoio ao Acesso à Água Potável na Aldeia Sambaqui ..................... 66  Programa de Monitoramento da Fauna ................................................................... 71  Projeto de Monitoramento Tradicional-científico da Fauna ................................. 71  Adaptações aos Programas do PBA Não Indígena ................................................. 80  Adaptações ao Programa de Comunicação Social ............................................. 80  Adaptações ao Programa de Treinamento dos Colaboradores .......................... 88  Adaptações ao Programa de Educação Ambiental ............................................ 94  Adaptações ao Programa de Gerenciamento Ambiental .................................. 103 

Características do Empreendimento .................................................................................... 4 

Programas Etnoambientais ................................................................................................ 18 

Atendimento das Condicionantes da LP nº 25703/2010 .................................................. 112 

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Componente Indígena Plano Básico Ambiental - CI - PBA

5.  6.  7. 

Equipe Técnica ................................................................................................................. 113  Referências Bibliográficas ................................................................................................ 114  Anexos.............................................................................................................................. 115 

LISTA DE FIGURAS
Figura 2.1 - Localização no contexto regional do Parque de Construção Submarina do Paraná – Subsea7 ....................................................................................................................................... 5  Figura 2.2 – Projeto de implantação geral do Parque de Construções Submarinas do Paraná .. 7  Figura 2.3 – Área de estocagem dos tubos ................................................................................. 8  Figura 2.4 – Área de posicionamento e acabamento das pontas dos tubos ............................... 9  Figura 2.5 – Equipamento de soldagem automatizada ................................................................ 9  Figura 2.6 – Processo de solda elétrica nos tubos .................................................................... 10  Figura 2.7 – Preparação para ensaios com ultra-som ............................................................... 10  Figura 2.8 – Área de armazenamento de tubulações soldadas (“stalk racks”) .......................... 11  Figura 2.9 – Processo de carregamento dos dutos para embarque no navio (“spooling”) ........ 12  Figura 2.10 – Aspecto do carretel de enrolamento dos dutos no navio. .................................... 12  Figura 2.11 – Estrutura de grande porte produzida em área aberta .......................................... 13  Figura 2.12 – Estruturas de pequeno porte produzidas em área coberta .................................. 13  Figura 3.13 – Exemplo de bacia de captação d’água e tutoramento da muda. ......................... 38 

LISTA DE TABELAS
Tabela 2.1 – Identificação e áreas compreendidas na propriedade do Subsea7. ....................... 6  Tabela 2.2 - Cronograma de execução das obras do Parque de Construção Submarina do Paraná – Subsea7...................................................................................................................... 15  Tabela 3.3 – Cronograma físico-financeiro do programa de acompanhamento da regularização fundiária da TI Sambaqui ........................................................................................................... 21  Tabela 3.4– Cronograma físico-financeiro do projeto de segurança e territorialidade ............... 26  Tabela 3.5 – Cronograma físico-financeiro do projeto de combate e controle de pinus na TI Sambaqui. .................................................................................................................................. 33 

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Componente Indígena Plano Básico Ambiental - CI - PBA

Tabela 3.6- Espécies indicadas para recuperação ambiental da TI Sambaqui ......................... 36  Tabela 3.7 – Cronograma físico-financeiro do projeto de revegetação das áreas degradadas . 41  Tabela 3.8 – Cronograma físico-financeiro do projeto de apoio a comercialização do artesanato indígena...................................................................................................................................... 47  Tabela 3.9– Cronograma físico-financeiro do projeto de apoio a agricultura tradicional ........... 53  Tabela 3.10 – Cronograma físico-financeiro do projeto de edificações e veículos para a aldeia Sambaqui ................................................................................................................................... 61  Tabela 3.11– Cronograma físico-financeiro do projeto de apoio ao acesso à energia elétrica na aldeia Sambaqui......................................................................................................................... 65  Tabela 3.12 – Cronograma físico-financeiro do projeto de apoio ao acesso à água potável na aldeia Sambaqui......................................................................................................................... 69  Tabela 3.13– Cronograma físico-financeiro do projeto de monitoramento tradicional-científico da fauna ..................................................................................................................................... 78  Tabela 3.14– Cronograma físico-financeiro do programa de comunicação social indígena ...... 87  Tabela 3.15 – Cronograma físico-financeiro do programa de treinamento dos colaboradores . 93  Tabela 3.16 – Cronograma físico-financeiro do programa de educação ambiental ................. 102  Tabela 3.17 – Estrutura do comitê gestor do componente indígena do PBA – SUBSEA7. ..... 106  Tabela 3.18 – Cronograma físico-financeiro do programa de gerenciamento ambiental ........ 110 

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Para elaboração deste documento foi realizada análise documental das tratativas pretéritas realizadas entre as aldeias indígenas (TI Ilha da Cotinga e TI Sambaqui). Este encontro foi coordenado pelo antropólogo responsável técnico pelo Componente Indígena do PBA 1 No Capitulo 2 são apresentadas as características básicas deste empreendimento.2). Já a compatibilização do desenvolvimento econômico e social com os preceitos ambientais é determinado pelo Artigo 225. 256/2010/DPDS-FUNAIMJ) (Anexos 7.CI . O Objetivo central deste documento é o detalhamento das ações etnoambientais a serem realizadas nas Terras Indígenas Ilha da Cotinga e Sambaqui.3). Após a ordenação das ações etnoambientais básicas a serem desenvolvidas na área de estudo. visando a apresentação dos textos finais dos detalhamentos dos projetos e programa previstos neste trabalho. onde foram discutidos e ampliados os dimensionamentos das referidas atividades. o 2º encontro com os indígenas das duas TIs. Após esta sistematização ocorreu.938 (1981). INTRODUÇÃO O Artigo 231 da Constituição Brasileira de 1988 determina a base do respeito às etnias indígenas. em 26 de fevereiro de 2011.1 e 7. bem como avaliação de documentos e estudos técnicos presentes no processo de licenciamento ambiental (conduzido pelo IAP). que contou com a presença das lideranças indígenas (das duas aldeias) e representantes da FUNAI e do empreendedor (AAT). relativo a segunda fase prevista no Termo de Referência expedido pela FUNAI para este fim (ofício nº. FUNAI e empreendedor (assessorado pela empresa de consultoria AAT). Também foram considerados os resultados do encontro realizado na sede da Prefeitura de Pontal do Paraná em 13 de dezembro de 2010. subsidiando complementarmente o órgão ambiental licenciador (Instituto Ambiental do Paraná IAP) no processo de elaboração da Licença de Instalação (LI).PBA 1.Componente Indígena Plano Básico Ambiental . medidas e diretrizes apontadas no Estudo de Impactos Ambientais (EIA) – Componente Indígena e do Ofício nº 893/2010/DPDS-FUNAI-MJ. foram realizadas reuniões com as lideranças das TI Sambaqui (07/jan) e Ilha da Cotinga (08/jan). O presente trabalho visa a apresentação do detalhamento dos programas etnoambientais indígenas Mbyá Guarani referente à mitigação e compensação dos impactos associados ao Parque de Construções Submarinas do Paraná – Subsea 71 em Pontal do Paraná (PR). partindo da caracterização dos impactos. 1 . posteriormente regulamento pela Lei Federal nº 6. registrado no Ofício nº 1036/2010/DPDS-FUNAI-MJ (Anexo 7.

No dimensionamento racional (e estratégico) dos recursos financeiros e humanos necessários à implantação das ações previstas no componente indígena do PBA (Plano Básico Ambiental) adotou-se o período máximo de 60 meses (05 anos) como escala temporal mínima de planejamento. Ricardo Cid Fernandes) visando a verificação de conformidade e/ou complementação dos detalhamentos. Acompanham ainda este relatório lista de presença das reuniões nas aldeias da Terra Indígena Ilha da Cotinga e Sambaqui (Anexo 7.6). 2 .4). que dispõe sobre o direito dos povos indígenas estabelecerem suas próprias prioridades no que se refere ao processo de desenvolvimento econômico. social e cultural. Todos os encontros foram fundamentais para a realização dos ajustes e atualizações necessários ao amadurecimento das propostas. Ao todo são dez programas e 14 atividades.CI .8) dispõe um resumo dos detalhamentos dos programas utilizando o roteiro sugerido pelos analistas da FUNAI. ART’s dos profissionais envolvidos (Anexo 7. Este documento autoriza a elaboração do PBA do Componente Indígena assim como o prosseguimento do processo de licenciamento ambiental junto ao IAP. cópia da LP nº 25703/2011 emitida pelo órgão licenciador – IAP (Anexo 7.Componente Indígena Plano Básico Ambiental .5). 169 da Organização Internacional do Trabalho – OIT. A participação democrática dos indígenas na elaboração destas propostas atende às prerrogativas da Convenção nº. O Oficio 201/2011/DPDS-FUNAI-MJ. emitido em 28/fev/2011 aprova os complementos ao Plano de Trabalho do PBA e os ajustes ao Capitulo 6 do EIA (Programas Socioambientais Recomendados) solicitados pela FUNAI e elaborados pelo empreendedor (Anexo 7.7) O ultimo anexo (Anexo 7.PBA deste empreendimento (Dr.

3. Localização: Município de Pontal do Paraná. 1.165. Baía de Paranaguá na localidade denominada Ilha do Guaraguaçú.eng. Responsável técnico: Andréia Cristina Ferreira.000m a 760. Contato: Annelissa Gobel Donha Fone: (41) 3562-3472 / 3562-2892 Endereço eletrônico: anne@aat.2. Endereço: Rua Engenheiro Fabio Goulart.br 3 . 155 – Ilha da Conceição.946/0001-29 Endereço: Rua Taquari. 81 – loja 30. Niterói/RJ. Responsável: Victor Bomfim – vice-presidente.1. Localização geográfica: Latitude Longitude 7.PBA 1.542. CNPJ: 04. Brasil. Dados do Empreendedor Razão Social: Subsea7 do Brasil Serviços Ltda. Identificação do Empreendimento Nome: Parque de Construção Submarina do Paraná – Subsea7 Tipo de empreendimento: Base de soldagem de tubos rígidos com terminal de embarque privativo.000m W Coordenadas UTM – Fuso 22 Sul (Datum SAD69) 1.954. Dra. CNPJ: 07.Componente Indígena Plano Básico Ambiental . Contato: José Augusto Fernandes – Diretor Fone: (21) 3541-8900.000m a 7.351/0001-92. Informações da Empresa Responsável Pela Elaboração do PBA Empresa: AAT Consultoria e Engenharia Ambiental Ltda.500m S 755. Pinhais/PR.172.CI .

05 ha da Baía de Paranaguá. que liga a propriedade ao balneário de Shangri-lá.000m e 7. sob responsabilidade da empresa SUBSEA 7. às margens da Baía de Paranaguá. fuso 22 Sul entre as coordenadas 755.1.500m S.PBA 2. limite entre os municípios de Pontal do Paraná e Paranaguá. 2. Ao sul. abrangendo ainda uma área de 2.Pontal do Paraná (PR). a área situa-se entre as coordenadas UTM. hoje desativada em muitos trechos.172.1. E a oeste é margeada pelo Rio Guaraguaçu. Localização do Empreendimento A área proposta para instalação do empreendimento tem 53.CI . dentre elas uma área onde se estabeleceu uma vila de pescadores denominada Vila do Maciel. A propriedade é margeada ao norte pelo Canal da Cotinga da Baía de Paranaguá.000m W e 7. CARACTERÍSTICAS DO EMPREENDIMENTO A seguir descrevem-se as características técnicas do Parque de Construções Submarinas do Paraná . 4 . conforme ilustra a Figura 2. A TI Cotinga está localizada ao norte da propriedade.606 hectares localizada no município de Pontal do Paraná.165. município de Paranaguá.000m e 760. região central do litoral do Paraná. e ainda com a Terra Indígena do Sambaqui. faz limite com o rio Perequê e a antiga estrada de Shangri-lá.Componente Indígena Plano Básico Ambiental .65 hectares e está inserida em uma propriedade com 2. Geograficamente. Ao leste faz limite com terras de terceiros. para instalações portuárias.

Localização no contexto regional do Parque de Construção Submarina do Paraná – Subsea7 5 .Componente Indígena Plano Básico Ambiental .CI .1 .PBA Figura 2.

2 apresenta a implantação geral dessas estruturas dentro do terreno. Identificação ÁREA TOTAL DA GLEBA Área destinada à preservação (RPPN) Área para regularização da TI Sambaqui Reserva do proprietário ÁREA DE PROJETO – em terra VIA DE ACESSO TERRESTRE ÁREA DE PROJETO – em mar * Área não contabilizada no terreno. que terão função tanto no recebimento do material para soldagem quanto para a expedição do material soldado para o navio.1 – Identificação e áreas compreendidas na propriedade do Subsea7.25 6. Descrição do Empreendimento A gleba apresenta uma área total de 2. 6 . Em seguida.54 819.70 47.32 1. apesar de serem semelhantes às operações e tipo de materiais utilizados.395.43 337. por se tratarem de atividades distintas e independentes. as atividades operacionais terrestres e as atividades operacionais marinhas. além das estruturas de acesso marinho.2.606.00 53.25 - Com relação ao empreendimento.32 hectares. pode-se dividi-lo em três principais estruturas: a via de acesso terrestre.45 1. Tabela 2. onde a intervenção para a construção do empreendimento apresenta área total de 53.05** Área (%) 100.1 e identificadas pela Figura 2. a qual compreende uma base de soldagem de tubos rígidos e fabricação de estruturas submarinas.Componente Indígena Plano Básico Ambiental . Área (ha) 2.CI .606. formadas por uma ponte de acesso e um píer. A Figura 2. uma via de acesso terrestre.2.65 hectares.95 31.40 2.54 12.PBA 2. serão descritas as atividades realizadas na operação do empreendimento – separadamente para a base de soldagem de tubos e para a fábrica de estruturas submarinas.81 0. cujas denominações e áreas estão contidas na Tabela 2.

2 – Projeto de implantação geral do Parque de Construções Submarinas do Paraná 7 .PBA Figura 2.CI .Componente Indígena Plano Básico Ambiental .

Após a fabricação de cada linha de tubos soldados. a infraestrutura do local de carregamento das barcaças já é existente. por meio de processo de soldagem e de revestimento das juntas soldadas com polipropileno (PP) ou polietileno (PE). não necessitando de qualquer tratamento ou aplicação de outros materiais em sua superfície.Componente Indígena Plano Básico Ambiental .2.3 quilômetros.000 toneladas/ano. de forma a receber a soldagem em posição adequada. é realizado o enrolamento dos mesmos em embarcação apropriada. Após a chegada. por via marítima. desde as instalações do fornecedor de tubos.1. A etapa de armazenamento intermediária é necessária para que haja uma programação adequada da produção e para que possa ser verificada a ocorrência de possíveis avarias durante o transporte.CI . Antonina ou de fora do estado. Esses tubos já são fabricados com o revestimento especificado pelo projeto. Figura 2. Elas são transportadas com suas superfícies metálicas previamente protegidas por uma camada anticorrosiva. as tubulações são descarregadas no pátio de armazenamento onde são dispostas ao ar livre. 8 . atracada no terminal marítimo próximo à unidade de produção. posicionando-as na plataforma de espera para que sejam alinhadas. O processo inicia-se com o transporte dos tubos. estimados em 100. Base de Soldagem de Tubos Rígidos O processo produtivo consiste basicamente na união de tubos metálicos. não se constituindo em uma situação inovadora para os locais. Em todos os casos. serão trazidos para a base por meio de barcaças. que poderão vir de Paranaguá. Os tubos.PBA 2.3 – Área de estocagem dos tubos O processamento industrial nos galpões inicia-se com a introdução das tubulações na linha de produção. sendo que as extremidades não são revestidas. com um comprimento de aproximadamente 1. com comprimento médio de 12 metros para a base de soldagem.

Componente Indígena Plano Básico Ambiental - CI - PBA

Com as tubulações corretamente posicionadas, é realizada a preparação das extremidades dos tubos, por meio de biselamento, para que seja executada a soldagem. A preparação com biselamento confere às mesmas os ângulos adequados à soldagem e união das peças.

Figura 2.4 – Área de posicionamento e acabamento das pontas dos tubos

Preparadas e posicionadas as tubulações, ocorre então a execução da soldagem. Conforme a necessidade, a soldagem é aplicada várias vezes, até que haja condições adequadas à união das tubulações.

Figura 2.5 – Equipamento de soldagem automatizada

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Componente Indígena Plano Básico Ambiental - CI - PBA

Figura 2.6 – Processo de solda elétrica nos tubos

Em seguida, é realizado o acabamento da superfície da solda, verificando-se a qualidade do processo de soldagem e sua conformidade com as exigências técnicas especificadas. A verificação é realizada por meio de ensaios não-destrutivos com ultrassom.

Figura 2.7 – Preparação para ensaios com ultra-som

Após a aprovação do controle de qualidade, indicando que a junta soldada está em conformidade com as especificações do projeto, a etapa seguinte do processo é o jateamento da superfície metálica com granalhas de aço, em um compartimento estanque, para retirar todas as impurezas existentes no tubo metálico. Em seguida, a junta é preaquecida com um equipamento apropriado e realizado o revestimento propriamente dito com o mesmo material do corpo do tubo, por de uma extrusora. O próximo passo é o resfriamento da junta revestida, para não haver nenhum dano aos roletes e à numeração da junta, sendo assim concluído o processo dentro do galpão. Após a obtenção das tubulações de comprimento médio de 1.300 metros os “stalks”, como são denominados, são armazenados no pátio intermediário, de forma a permitir uma programação de produção para embarque. 10

Componente Indígena Plano Básico Ambiental - CI - PBA

Figura 2.8 – Área de armazenamento de tubulações soldadas (“stalk racks”)

Com o término dessa fase, inicia-se o processo de embarque dos “stalks”, um a um. Porém, como no carretel do navio a tubulação é enrolada de forma continua, é necessária uma nova soldagem, agora dos “stalks”, até a capacidade de enrolamento do carretel do navio. O processo é similar ao anterior, que fez a primeira solda produzindo os tubos de 1300 metros a partir dos tubos de 12 metros. Assim, os “stalks” serão posicionados nos roletes laterais de embarque onde ocorrerá a segunda soldagem, para serem conduzidos ao carretel do navio. Após a soldagem final, é realizado o acabamento na junta soldada, por esmerilhamento, sendo a mesma nivelada com a superfície da tubulação. Em seguida ao acabamento dessa superfície, ocorre a verificação da qualidade da soldagem. Após a aprovação do controle de qualidade, mostrando que a junta soldada está em conformidade com as especificações do projeto, a próxima etapa do processo é o jateamento da superfície metálica com granalhas de aço, em um compartimento estanque, para retirar todas as impurezas existentes no tubo metálico. Em seguida, a junta é preaquecida com um equipamento apropriado e realizado o revestimento propriamente dito com o mesmo material do corpo do tubo, através de uma extrusora. Feito o revestimento, a tubulação é tracionada pelo carretel localizado na embarcação e enrolada no mesmo. Para otimização do sistema de soldagem dos “stalks”, o empreendimento terá também o posicionamento de uma cabine de soldagem na estrutura marinha sobre a ponte de acesso do píer. Essa cabine tem a função de fazer o mesmo trabalho da solda dos “stalks” em terra, trabalhando concomitantemente a esta solda, permitindo o enrolamento de 2.600 metros de tubo, em vez dos 1.300 metros permitidos pela solda terrestre. A embarcação, atracada no píer principal, tem capacidade de transportar tubulação com comprimento de até 50.000 metros. O comprimento varia de acordo com o peso e diâmetro da tubulação. Após o enrolamento no carretel e obtenção do comprimento desejado, as tubulações são transportadas pelo navio até o local de destino, onde são lançadas ao mar. 11

Componente Indígena Plano Básico Ambiental - CI - PBA

Figura 2.9 – Processo de carregamento dos dutos para embarque no navio (“spooling”)

Figura 2.10 – Aspecto do carretel de enrolamento dos dutos no navio.

2.2.2. Fábrica de Estruturas Submarinas A fábrica de estruturas submarinas se constitui de linha de montagem de diversos equipamentos destinados a instalações no fundo do mar. A fabricação poderá ser realizada em galpão coberto, no caso de estruturas de pequeno e médio porte, ou em área a céu aberto, no caso de grandes estruturas.

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11 – Estrutura de grande porte produzida em área aberta Figura 2. estimadas em 1.CI . serão trazidas para a base por barcaças e via terrestre para estruturas pequenas.000 toneladas/ano. válvulas. o que não constitui acréscimo detrimental para o tráfego local.12 – Estruturas de pequeno porte produzidas em área coberta As estruturas submarinas são equipamentos constituídos de tubos. Os principais processos unitários envolvidos na fabricação são os de corte.Componente Indígena Plano Básico Ambiental . soldagem. chapas e perfis metálicos. Após a conclusão da fabricação e testes.PBA Figura 2. As matérias-primas. 13 . soldados e/ou parafusados. remetidos pelos respectivos fornecedores de acordo com cada projeto específico desenvolvido pela engenharia da Subsea7. as estruturas submarinas serão estocadas nas imediações do cais de serviço e. a estimativa é de que o tráfego médio de caminhões se situe na ordem de um caminhão por semana. jateamento e pintura. carregadas em balsas para embarque nos navios de lançamento atracados no Píer Principal. conexões. posteriormente. No caso do transporte terrestre.

2. Para a montagem de estruturas submarinas.CI .3. ambulatório. iniciando com o desmatamento e limpeza para terraplanagem e finalizando com a construção do galpão para montagem de estruturas submarinas. melhoria da estrada de acesso e instalação do canteiro de obras) e mobilização de equipamentos e pessoal estão projetadas para os dois meses iniciais. que envolve soldagem. desde o apoio administrativo e técnico até a base operacional. As fases subseqüentes terão execução simultânea das obras em terra e em mar. como vigilância. processo de produção. dentre colaboradores para área administrativa. distribuído em dois turnos de produção. As etapas de obras provisórias (áreas de desembarque de funcionários e equipamentos. Cronograma de Implantação do Empreendimento As obras de implantação estão previstas para execução em um período de 12 meses. alimentação. inspeção de solda e bredero (revestimento). a estimativa de demanda de mão de obra é de 50 pessoas. etc. soldadores. de segunda-feira a sábado. dentre outros.3.2 14 . A estimativa de demanda de mão de obra para duas linhas de produção é de 700 pessoas. com inspeção de solda.Componente Indígena Plano Básico Ambiental . e outras atividades. 2. Mão de Obra na Fase de Operação O turno de trabalho será de seis dias por semana. inclusive terceirizados. Os colaboradores terão funções relacionadas. O cronograma detalhado para a execução das diversas fases da construção é apresentado na Tabela 2.PBA 2.

2 . na estrada de acesso Melhoria estrada de acesso Instalação de canteiro de obras OBRAS EM TERRA Mobilização de equipamentos e pessoal Estrada Estrada de acesso até Rio Maciel (MD) Estrada de acesso do Rio Maciel a Base (ME) Bueiros de concreto Ponte sobre Rio Maciel Fundação Pilares Lajes e vigas Aterro de encontro com estrutura da ponte Acabamentos Terraplenagem Desmatamento e limpeza .CI .Componente Indígena Plano Básico Ambiental .galpão/stalk racks Desmatamento e limpeza .outras áreas Reaterro da área do galpão/stalk racks Reaterro outras áreas Proteção de taludes Galpão de soldagem de tubos Total 2 1 1 1 1 1 1 2 12 1 3 3 2 2 6 3 2 2 3 2 7 3 2 3 3 4 7 Meses 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 15 . Atividade OBRAS PROVISÓRIAS Cais provisório de barcaças Área de desembarque de equipamentos Trapiche margem esquerda Rio Maciel Trapiche margem direita Rio Maciel Execução de bueiros prov.Cronograma de execução das obras do Parque de Construção Submarina do Paraná – Subsea7.PBA Tabela 2.

PBA Atividade Fundação Construção galpão Instalações elétricas Instalação equipamentos / roletes Stalk rack Pavimentação Bases de concreto Montagem de roletes Construção de edificações Escritório Almoxarifado Cozinha / Refeitório Galpão resíduos Manutenção Área de estocagem de tubos Pavimentação Spooling Line Bases de concreto Montagem de roletes Fábrica de estruturas submarinas Galpão Área externa / pavimentação Urbanização Obras externas Drenagem Pavimentação Meio fio e calçadas Iluminação externa Rede de água potável Total 3 4 3 2 5 3 3 2 6 3 3 3 3 2 3 3 4 3 3 6 4 2 2 6 3 4 2 3 2 Meses 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 16 .Componente Indígena Plano Básico Ambiental .CI .

CI .Componente Indígena Plano Básico Ambiental .PBA Atividade Rede de esgoto Rede de energia Rede de comunicação ETA ETE Cercas OBRAS NO MAR Mobilização de equipamentos e pessoal Ponte de acesso Fundação Super estrutura Acabamentos Instalação de roletes Pier Fundação Super estrutura Acabamentos Cais de barcaças Fundação Super estrutura Acabamentos TOTAL OBRAS Total 2 3 3 2 3 2 9 2 8 4 4 2 2 7 3 3 2 8 4 5 2 12 Meses 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 17 .

CI . através da adoção da alternativa de acesso com a conexão partindo da PR 412 e evitando interferência direta na TI Sambaqui. no município de Pontal do Paraná (PR).1.1.1.1.1. 3. que o impacto territorial do empreendimento foi mitigado na alteração do projeto.Componente Indígena Plano Básico Ambiental . Acompanhar a regularização fundiária da Ti Sambaqui. Programa de Integridade e Segurança Territorial 3. 18 . Compensação por Pressão sobre os Recursos Naturais na TI Sambaqui 3. Metodologia e descrição do projeto A meta central deste projeto estão relacionadas com a proteção dos limites territoriais da Terra Indígena Sambaqui nas proximidades do perímetro demarcado pela FUNAI.PBA 3.1.1. porém.1. Apresentação / justificativa Entende-se que a instalação do empreendimento nas proximidades da TI Sambaqui afeta indiretamente a utilização dos recursos naturais na AID deste projeto. Adquirir uma porção territorial da Ilha do Guaraguaçu situada entre a TI Sambaqui e a RPPN Subsea7. Objetivos São objetivos deste projeto: • • • Promover a integridade territorial da TI Sambaqui.3. 3.1. Registra-se.2. 3.1. PROGRAMAS ETNOAMBIENTAIS A seguir apresenta-se o detalhamento dos programas etnoambientais relacionados com a mitigação e compensação das interferências relacionadas com a implantação e operação do Parque de Construções Submarinas do Paraná – SUBSEA 7.

nos termos de compensação pelos impactos causados. que se enquadrem nas características previstas no Programa de Integridade e Segurança Territorial. Vistoria técnica da FUNAI com a comunidade à área de interesse para aquisição na Ilha do Guaraguaçú.PBA A) Acompanhar a regularização fundiária da Ti Sambaqui A primeira ação deste programa é o acompanhamento da regularização fundiária da TI Sambaqui. V. III.Componente Indígena Plano Básico Ambiental . visando ampliação dos limites territoriais desta TI. deverá ser contatado mercado imobiliário para busca de áreas disponíveis. Todas as etapas deste processo serão documentadas em Relatórios técnicos. Esta demanda surge como alternativa à compensação pelo impacto de “Pressão sobre Recursos Naturais” causado pelo empreendimento (que a RPPN não será permitido uso indígena. seguindo os preceitos do artigo 231 da Constituição Federal e do Decreto Federal Nº. Verificação com proprietários possibilidades de aquisição da área (caso a parcela da Ilha não esteja passível de venda ou com valor elevado. IV. São previstas dez (10) etapas neste projeto: I. 19 II. Técnico da FUNAI/Regional e representante da comunidade indígena. com vistoria pelos técnicos e comunidade nas áreas. para garantia da reserva de preferência das áreas. . Assinatura de Termo de Compromisso dos membros da equipe técnica. B) Aquisição/doação da área para ampliação da Terra Indígena Sambaqui A ação principal deste programa é a aquisição de imóvel rural contendo porção da Ilha do Guaraguaçú. 1775/96. feita após visita às várias áreas. Assinatura com o proprietário da área de Termo de Compromisso de compra e venda.CI . com sistematização periódica trimestral. a saber: Pressão sobre Recursos Naturais. Formação de equipe técnica com anuência da FUNAI/CGGAM: Antropólogo. Técnico da FUNAI/Sede para acompanhamento. não pertencente ao limite da propriedade da SUBSEA 7. Realização dos estudos por antropólogo(a) referente à viabilidade da área para a comunidade indígena. VI. Ambientalista. informando à FUNAI e ao IAP o andamento das ações e grau de eficácia deste projeto. eleição das áreas pela comunidade. o que não caracteriza compensação). assim como segurança da TI para que novos empreendimentos não se instalem no entorno da TI Sambaqui nem pessoas estranhas acessem a TI .

Confirmada a compra/desapropriação.267/2001 (BRASIL. 2001). Acerto sobre a venda/desapropriação com os proprietários. Decreto Federal nº. procedimento administrativos relacionados com a demarcação das terras indígenas: Lei Federal nº.001/73 (BRASIL. Recursos humanos Aquisição/doação da área para compensação por Pressão sobre Recursos Naturais e para segurança da Terra Indígena Sambaqui • • Gerente de projeto: contratação mínima de 06 meses (perfil indicado: agrônomo ou técnico em geomensura com experiência no tema). visando determinar o valor de mercado do imóvel rural a ser adquirido e evitar inflação nos preços da região.6. 3.6. 20 . Pagamento pelo empreendedor e transferência do imóvel para a União.PBA VII. 2004). IX.1.1.653-1 e 14. 3.653-3 (ABNT.775/96 (BRASIL. com currículo profissional comprovado pelo CREA/PR.1. 1996) e Normas de Demarcação do INCRA: Lei Federal Nº 10.001/73. logísticos e/ou financeiros. Inter-relação com outros programas Este projeto integra-se com o projeto de segurança e territorialidade.1. X.4. VIII.CI . sendo que os valores são apresentados no cronograma físico financeiro. Elementos de custo Nesta seção detalhamos os elementos de custo necessários para o cumprimento deste projeto: Recursos humanos + Recursos materiais. 1.Componente Indígena Plano Básico Ambiental . Reserva indígena é uma área destinada a servidor de habitat a grupo indígena. 27. 1973). Atendimento a requisitos legais e/ou outros requisitos Durante a implantação deste projeto devem ser atendidas todas normativas legais relacionadas com avaliação de imóveis rurais: NBR 14. Profissional (pessoa física ou jurídica) qualificado em avaliação de imóveis rurais. Avaliação do imóvel por órgão público.1.1. 3. Art. 3. conforme Lei 6.5.1. com os meios suficientes à sua subsistência. caracterização jurídica para efetivação. 6.1.1.

1.PBA • • Assessoria jurídica: acompanhamento de advogado com experiência no tema (06 meses). técnico da FUNAI/Sede. 3. Recursos materiais. 3.1.CI . Tabela 3. logísticos e/ou financeiros • • • • Deslocamento para equipe.Componente Indígena Plano Básico Ambiental .3 – Cronograma físico-financeiro do programa de acompanhamento da regularização fundiária da TI Sambaqui Atividade Definição da área a ser adquirida Avaliação financeira e busca documental da nova área Aquisição da nova área Levantamentos topográficos (padrão INCRA) Regularização documental junto ao INCRA Trimestre* 1º T 2º T 3º T 4º T 5º T 6º T 7º T 8º T X X X X X * o cronograma tem como limite o período de 02 anos (8 trimestres – 24 meses). Acompanhamento e avaliação A avaliação de eficiência deste projeto será realizada pelo Comitê Gestor. Demarcação do novo perímetro (colocação de marcos nos vértices).2.8.1. que deverá ser composto por representantes da Subsea 7.6. 3. podendo ser ajustado de acordo com prazos de cartório e INCRA. FUNAI e das lideranças indígenas.1.1. MPF. Cronograma de execução A Tabela 3. Técnico da FUNAI/Regional e representante da comunidade indígena.7. 21 .3 apresenta o cronograma físico de execução deste projeto. FUNAI e indígenas Aquisição da nova área.1. Serviços de topografia (demarcação da nova área) com produção de cartografia básica e memorial descritivo dos limites. Acompanhamento de: antropólogo.

evitando o acesso de não índios advindos de atividades desordenadas de turismo (em busca do sitio arqueológico de Sambaqui) e/ou relacionado com fluxo de expansão urbana junto à Estrada Ecológica do Guaraguaçú. Instalação de cercas e portões na TI Sambaqui.2. 3.1. Apresentação / justificativa Garantir a segurança das terras indígenas é uma das principais ações a serem desenvolvidas pelo poder público para evitar a invasão e desestruturação das comunidades residentes. Elevar a vigilância nas TIs. Objetivos São objetivos deste projeto: • • • • Promover a segurança e integridade territorial da TI Sambaqui. Projeto de Segurança e Territorialidade 3.9. 3. Instituições envolvidas A implantação deste projeto contará com a parceria da FUNAI durante os procedimentos de aquisição e doação das áreas. Ações neste sentido fortalecerão os domínios destas áreas.1. Neste sentido.1. Recentemente a TI Sambaqui tem sofrido com o freqüente assedio de motoqueiros e jipeiros que adentram esta área em busca de aventuras em trilhas pouco utilizadas. Sinalização (Padrão FUNAI) dos limites da TI Ilha da Cotinga. os indígenas percebem a importância de aumentar a vigilância nestas áreas.10. Responsáveis pela implantação deste projeto Os custos serão desembolsados pela Subsea7.CI .PBA 3.2. a importância de melhorias na segurança territorial das TI’s Sambaqui e Ilha da Cotinga. as preocupações estão focadas com o transito de embarcações na porção sudeste da Ilha. circulando indevidamente pelas proximidades das habitações indígenas desta TI.1.1.2. TI Sambaqui e da Área Indígena adquirida pela Subsea7.1.1.2. foi identificada pelas lideranças indígenas (especialmente da TI Sambaqui) e pela FUNAI. 3. Na TI Ilha da Cotinga. Além de sinalizações em terra e no mar. 22 .Componente Indígena Plano Básico Ambiental .1.

A segunda frente de cercamento será definida juntamente com as lideranças indígenas e com acompanhamento da FUNAI em Comitê Gestor. com 2 (dois) metros de altura. as duas ações urgentes deste projeto serão o cercamento de áreas estratégicas e a colocação do portão de acesso controlado entrada da TI localizada na Estrada Ecológica do Guaraguaçú. §2º. unindo os remanescentes florestais existentes ao portão de acesso controlado. Portanto.5 metros.PBA 3. o cercamento prioritário terá extensão aproximada de 120 (cento e vinte) metros. Portão de acesso controlado – Visando a garantia da segurança da TI Sambaqui. 23 .30m) e preenchido por cerca de arame galvanizado. Metodologia e descrição do projeto As principais metas deste projeto são: instalação de cercamento (em áreas estratégicas) e portão de acesso controlado na TI Sambaqui.1. será instalado um portão na área de maior circulação e entrada de pessoas na TI Sambaqui.As terras tradicionalmente ocupadas pelos índios destinam-se a sua posse permanente. sendo aproximadamente 60 (sessenta) metros para cada lado da estrada. Cercamento – O cercamento dar-se-á nos limites territorias da TI Sambaqui localizado próximo de estradas ou trilhas.2. A fixação dos postes dar-se-á com concretagem da base utilizando areia e barro local adicionados ao cimento. FUNAI local. principalmente promovido por aventureiros (motoqueiros e jipeiros) que apreciam trilhas e estradas de baixa circulação de veículos causando desconfortos. cabendo-lhes o usufruto exclusivo) de não índios na TI Sambaqui. O cercamento terá estrutura composta de arame galvanizado do tipo tela tramada. FUNASA e os responsáveis pela implantação do PBA deste empreendimento. Serão distribuídas cópias das chaves para as lideranças indígenas da TI Sambaqui e Ilha da Cotinga. Prioritariamente serão implantados cercamento nas áreas que circundam o portão de acesso controlado localizado na entrada da TI junto à Estrada Ecológica do Guaraguaçú. fixado através de postes de concreto de 2. sinalização nas duas Terras Indígenas influenciados pelo empreendimento e realização de vigilância por mar na porção sudeste da Ilha da Cotinga. CRT 50. Esta estrutura terá fechadura através de corrente de aço com anéis de 2cm de espessura e cadeado do tipo Tetra. A armação desta estrutura será composto de ferro galvanizado com 02 (dois) metros de altura e 05 (cinco) metros de comprimento cobrindo a extensão da via existente. Em função do histórico de invasões temporárias e precariedade da segurança. O espaçamento da armação da estrutura será de 30 (trinta) centímetros (ou 0. O objetivo deste cercamento é BLOQUEAR o acesso através das áreas abertas (ou com pastagens e arbustos) existentes entre os remanescentes florestais (vegetação nativa de porte florestal) situada nos dois lados da estrada. a maior parte destas estruturas serão destinados à TI Sambaqui.Componente Indígena Plano Básico Ambiental . A) Cercamento e Portão de Acesso Controlado Para evitar o acesso irregular (CF 231. localizado na Estrada Ecológica do Guaraguaçú.3.CI .

muito procurado pelos referidos aventureiros. TI Sambaqui: Prevê-se a colocação de no mínimo dez (10) placas. com conteúdo padrão FUNAI. Estes equipamentos visam demarcar o distanciamento mínimo da circulação das embarcações em relação à praia (100 metros) evitando acidentes e aproximação de visitantes (principalmente turistas). 24 .Componente Indígena Plano Básico Ambiental . contendo informações da TI Sambaqui e elaborada em material não perecível pela maresia e de baixa manutenção. fixada em estruturas de alumínio. 3 (três) metros de comprimento por 2 (dois) metros de largura. Esta medida diminui a perturbação das embarcações na dinâmica dos peixes que ocupam estes locais. com espaçamento de 10 metros entre as bóias e de 100 (cem) metros da praia. será instalada e mantida diretamente pelo empreendedor (Subsea7). ou outro material com estas condições. 02 (três) metros de comprimento por 1. como trilhas e estradas. no mínimo. o tamanho desta sinalização deve ser de. serão dispostas 20 (vinte) bóias de sinalização (cor laranja ou outra recomendada pela Marinha do Brasil). A implantação deve ter o acompanhamento da FUNAI e das lideranças indígenas. Portanto. Uma placa será disposta junto ao portão de acesso controlado.CI . para viabilizar este objetivo. O tamanho das placas deve ser de. no mínimo. priorizando os locais com potencial acesso por terceiros. fixada em estruturas de alumínio.5 metros de largura. Placas – Prevê-se a colocação de duas placas. com conteúdo padrão FUNAI. ou outro material com estas condições.PBA OBS: Estas medidas auxiliam também na preservação do sitio arqueológico localizado na TI Sambaqui. situada nos limites da propriedade onde localiza-se o empreendimento. TI Ilha da Cotinga: Na porção sudeste da TI Cotinga serão colocados dois tipos de sinalização: Placa terrestre (padrão FUNAI) na pequena porção da praia e Bóias no canal de navegação. elaboradas em material não perecível pela maresia e de baixa manutenção. sendo reservada pelo menos duas para o acesso pela Estrada Ecológica do Guaraguaçú e 03 (três) ao longo do Rio Guaraguaçú. Sugere-se lona vinílica. Sugere-se lona vinílica. OBS: O cercamento e controle de acesso da porção norte da Área Indígena. As letras terão tamanho suficiente para serem lidas pelas embarcações à distância de 50 a 80 metros. A disposição espacial destas estruturas deve cobrir todos os limites da TI. Bóias – No canal de navegação que circunda a porção sudeste da TI Ilha da Cotinga. com as informações da TI Ilha da Cotinga. B) Sinalização A seguir apresenta-se o detalhamento das estruturas de sinalização nas duas TIs. em locais de potencial acesso de barcos.

Identificação dos locais estratégicos para fixação das placas de sinalização. Elaboração das Placas de sinalização e bóias de sinalização marítima. V.4.001/73 (BRASIL. IV.2. Para viabilizar estes deslocamentos foi solicitado o combustível para a voadeira já existente nesta TI. 3. para que tomem as devidas providências.1. Tal ajuste deve ter o acompanhamento das lideranças indígenas com consulta prévia da Marinha do Brasil.2.Componente Indígena Plano Básico Ambiental . a distância das bóias em relação à praia da ilha pode ser revista. Estas rondas seriam realizadas com periodicidade semanal visando aumentar a vigilância destes locais muito assediados por visitantes e navegadores. II. Etapas de execução São previstas 07 (sete) etapas neste projeto: I.CI . As rondas teriam objetivo apenas visual e de orientação aos visitantes. 3.2. Vigilância marítica na porção sudeste da Ilha da Cotinga. Inter-relação com outros Programas Este projeto integra-se com o projeto de Compensação pela Pressão sobre os Recursos Naturais na TI Sambaqui.1. Relatório fotográfico (e textual) das atividades deste projeto. III. 1973) e Decreto Federal nº.5. 6. foi sugerido pelas lideranças indígenas desta TI.1. Caso for identificado alguma irregularidade mais grave. com pedras ou banco de areias). VII. os indígenas avisariam (por celular) a Marinha ou Policia de Paranaguá. VI. Implantação do cercamento e do portão de acesso controlado. 25 .6. C) Monitoramento territorial da Ilha da Cotinga De forma complementar a sinalização da ilha. Atendimento a requisitos legais e/ou outros requisitos Durante a implantação deste projeto devem ser atendidas todas normativas legais presentes na Lei Federal nº. Sinalização da nova “Área Indígena” adquirida pela SUBSEA 7.PBA OBS: Caso houver dificuldades de ordem física (baixa profundidade ou presença de obstáculos. a realização de uma vistoria embarcado na porção sudeste da ilha. 3. Implantação das sinalizações (placas e bóias) nos locais identificados.

2.PBA 1. Mão-de-obra para o cercamento e implantação das sinalizações (perfil indicado: nível fundamental com experiência no tema.2. assim como Instruções Normativas da FUNAI relacionadas ao tema deste projeto.2.7. Recursos materiais.Componente Indígena Plano Básico Ambiental . Cronograma de execução A Tabela 3. 3.4 apresenta o cronograma de execução deste projeto. Constituição Federal (artigo 231). logísticos e/ou financeiros.1. Tabela 3.2.4– Cronograma físico-financeiro do projeto de segurança e territorialidade Atividade Cercamento da TI Sambaqui Portão de acesso controlado Identificação dos locais para sinalização Elaboração das estruturas de sinalização Implantação das estruturas de sinalização (placas e bóias) Trimestre* 1º T 2º T 3º T 4º T X X X X X 26 .1.8. Será consultado (junto ao cacique) a possibilidade de interesse de incluir (de forma remunerada) mão de obra indígena nestas atividades. Recursos humanos • • Gerente de projeto: contratação mínima de 03 meses (perfil indicado: agrônomo ou administrador com experiência no tema). 1996).2. logísticos e/ou financeiros • • • • Estruturas de sinalização Portão de Acesso Controlado Cercamento Combustível (vigilância) 100 litros/mês x 60 3.7. 3.CI .1.7.775/96 (BRASIL. Elementos de custo Nesta seção detalhamos os elementos de custo necessários para o cumprimento deste projeto: Recursos humanos + Recursos materiais.1. sendo que os valores são apresentados no cronograma físico financeiro.1. 3.

PBA Atividade Sinalização da nova “Área Indígena” adquirida pela SUBSEA 7 Vigilância embarcada Ilha da Cotinga*** Coordenação e Relatórios de acompanhamento Trimestre* 1º T 2º T 3º T 4º T X X X X X X X X X * O cronograma é distribuído em quatro trimestres (dispostos em ordem crescente) abrangendo parte da fase de implantação deste empreendimento.2. *** Esta atividade estende-se por 20 trimestres.10.1.9. 3. conforme apresentado na Tabela 3.11. **Está incluído a coordenação e acompanhamento de antropólogo na equipe.1. Responsáveis pela implantação deste projeto O Custeio de todas ações é da empresa SUBSEA 7.Componente Indígena Plano Básico Ambiental .2.1. 3. Instituições envolvidas A implantação deste projeto contará com a parceria da FUNAI e Comitê Gestor. Acompanhamento e avaliação A avaliação de eficiência deste projeto será realizada pelo Comitê Gestor com acompanhamento cotidiano da FUNAI e das lideranças indígenas. 27 .2.CI . 3.1.

3.2. vegetais e/ou microbiológicas) quando inseridas sem controle podem causar danos ecológicos aos novos ambientes com impactos significativos sobre a fauna e flora nativas. Venda da lenha e madeira gerada nas atividades de supressão.2.2. a introdução do pinus (Pinus elliottii) no leste do Paraná acarretou alterações paisagísticas em diversos ambientes litorâneos. Devido comportamento ecológico invasivo. Na Terra Indígena Sambaqui (TI Sambaqui) percebe-se a presença de diversos indivíduos de pinus (Pinus elliottii) de diversas faixas etárias.2. 28 .2. Portanto.Componente Indígena Plano Básico Ambiental .1. Objetivos São objetivos fundamentais deste projeto: • • • • Erradicar a presença do pinus (Pinus elliottii) na Terra Indígena Sambaqui Evitar ao máximo futuras invasões deste vegetal sobre as áreas abertas da TI Sambaqui. não oferecendo produtos aos indígenas. Programa de Revegetação das Áreas de Reflorestamento da TI Sambaqui 3. visando minimização das interferências sobre os sistemas naturais e possibilitando um complemento de renda para a aldeia.CI . Retirada ordenada dos espécimes de pinus (Pinus elliottii) presentes na TI Sambaqui. sua presença é inoportuna. Apresentação / justificativa As espécies exóticas (animais. Nas proximidades das habitações da aldeia. 2 Alelotropia é a inibição bioquímica do crescimento de outros seres.PBA 3.1. especialmente os indivíduos adultos (árvores de grande porte) alteram a paisagem da TI e causando alelotropia2 no solo e diminuindo a qualidade das águas superficiais devido a resina das suas acículas (folhas). as lideranças desta TI solicitaram sua imediata supressão e retirada. Projeto de Combate e Controle de Pinus na Terra Indígena Sambaqui 3. especialmente em área abertas ou em estágio inicial de regeneração florestal. Sua presença.1. neste caso inibição da microbiologia do solo.1.

Todo lixo produzido nas atividades deverá ser acondicionado diariamente em sacos e ao final da atividade retirado da TI. produzida em escala adequada para identificação em campo. A derrubada de árvores com presença significativa de epífitas deverá se dar de modo a facilitar a coleta destes vegetais visando sua transposição para árvores nativas próximas destes locais.Componente Indígena Plano Básico Ambiental .PBA 3. • As atividades de supressão serão momentaneamente paralisadas quando ocorrer o aparecimento ou avistagem de qualquer animal. A(s) motosserra (s) deve(m) estar licenciada(s) junto ao IBAMA e seus operadores capacitados com treinamento pertinente à esta atividade. retirada e organização dos materiais.1. vespas e marimbondos – que deverão ser relocados antes de prosseguir as atividades). Não serão realizadas atividades durante a noite. visando orientar o planejamento das próximas etapas deste projeto. venda da lenha e madeira suprimida. dispondo esta informação em croqui construído sobre a imagem satélite atualizada ou cartografia utilizada no EIA/RIMA. voltando à normalidade após o afugentamento e/ou manejo dos insetos sociais. Metodologia e descrição do projeto As atividades deste projeto serão realizadas em quatro etapas: levantamento dos locais de concentração destes vegetais.3. a supressão será momentaneamente paralisada quando ocorrer aproximação de algum indígena. 29 • • • • • • . e. As atividades de supressão (corte) serão realizadas observando as normas de segurança exigidas. ou pessoa não autorizada nas áreas de supressão. Da mesma forma. B) Supressão dos Vegetais As atividades de supressão serão desenvolvidas de acordo com os procedimentos dispostos a seguir.2. retomando a normalidade após a saída dessas dos locais de trabalho.CI . supressão. incluindo o uso de Equipamentos de Proteção Individual adequados. A) Identificação dos Locais de Concentração No inicio das atividades deste projeto haverá a identificação dos locais onde ocorre a presença de indivíduos adultos e jovens de pinus. inclusive colônia de insetos sociais (abelhas.

Evitar que os materiais suprimidos caiam sobre águas superficiais.PBA • • Durante as atividades de supressão deve-se evitar ao máximo danos sobre a vegetação nativa. A lenha será transportada em cestos atrelados aos cavalos. As árvores localizadas muito distantes da estrada serão cortadas em extensões menores (máximo 03 metros) visando diminuir o esforço e diminuir os danos ambientais no processo de sua retirada.) ou outro processo nocivo à biota local e a saúde dos indígenas. Todos os cortes de base dar-se-ão junto ao solo visando impedir o rebrote. etc. tipo cargueiro (dois cestos – um de cada lado do cavalo). Os indivíduos jovens com altura inferior a um metro serão arrancados com raiz. • • • • • • • C) Retirada e Organização dos Materiais Suprimidos A retirada e organização da madeira e da lenha devem dar-se da seguinte forma: • As madeiras serão amarradas em cavalos e retiradas uma a uma até próxima da margem da Estrada Ecológica – acesso principal até a aldeia da TI Sambaqui.Componente Indígena Plano Básico Ambiental . Os resíduos de pequeno porte (folhas e galhos pequenos – inferiores a uma metro de extensão) serão dispostos em locais distantes das áreas de cultivo e dos cursos d’água. desfolhantes. Os vegetais serão cortados em dois tamanhos diferentes: troncos e galhos com diâmetro acima de 20cm (madeira) serão cortados em toras de até 4 (quatro) metros de extensão e os galhos ou fustes (troncos) com diâmetro igual ou inferior a 20cm (lenha) serão cortados em extensões de 01 metro.CI . • 30 . È proibidos o uso de agentes químicos (herbicidas. visando sua extinção local. Haverá acompanhamento diário das atividades de supressão pelo gerente do projeto. pois a resina e as acículas (folhas) destas árvores são tóxicas para a biota. que além de acompanhamento técnico é responsável pela conduta adequada dos trabalhadores dentro da TI. até as margens da estrada.

Todos os procedimentos de venda também serão realizados pelo gerente deste projeto. Neste local as toras (madeiras) serão dispostas uma ao lado da outra sem empilhar ou sobrepor os fustes. serão conduzidos até o local de acumulação e estocagem.CI . bem como retirada manual (com raiz) dos indivíduos jovens não identificados anteriormente.Componente Indígena Plano Básico Ambiental .2. sendo suscetível ao ataque dos cupins e fungos que a deterioram com facilidade. portanto não é indicada para edificações dos indígenas. 3. II. não há necessidade de realizar o licenciamento ambiental de sua extração e sua venda é permitida pela legislação ambiental (estadual e federal) vigente. IV. e a lenha será organizada em pilhas (enfileirada) de 2 metros de altura por um metro de comprimento (extensão padrão de corte). disponibilizando-a próximo da estrada de acesso para posterior venda. localizados próximo da aldeia principal da TI Sambaqui. Etapas de execução São previstas 06 (seis) etapas neste projeto: I. será realizada uma vistoria minuciosa em todos locais de supressão (anteriormente mapeados – 1ª etapa).1. Como o pinus não é espécie nativa (conífera oriunda da América do Norte). dispostos próximos da estrada. Atividades de supressão. Os recursos (financeiros ou troca por outras mercadorias ou serviços úteis à aldeia) serão repassados diretamente à TI Sambaqui. Venda da lenha e madeira suprimida.PBA • Os materiais suprimidos (lenha e madeira). III. Identificação dos locais onde ocorre a concentração destes vegetais. Serão contatadas três madeireiras para escolher o melhor preço para a venda destes produtos. pois ele possui comportamento ecológico agressivo e alto grau de regeneração. Nestes locais será realizado o corte de facão em todos os rebrotes. 31 . D) Controle do Rebrote do Pinus Três meses após a retirada dos pinus. D) Venda da Lenha e Madeira O pinus (Pinus elliottii) é uma madeira de baixo grau de dureza (mole) e baixíssima resistência. visando evitar o rebrote deste vegetal. Retirada da lenha e madeira dos locais de supressão.4.

5 apresenta o cronograma de execução deste projeto.2.PBA V.001/73 (BRASIL.2.2. Inter-relação com outros programas Este projeto integra-se com o Projeto de Re-vegetação da TI Sambaqui e com o Programa de Fomento à Geração de Renda e Valorização da Cultura.8. 1.2. Monitoramento nas áreas de corte.6. sendo que os valores são apresentados no cronograma físico financeiro.7. assim como Instruções Normativas da FUNAI relacionadas ao tema deste projeto. 1973) e Decreto Federal nº. 3. 3. Atendimento a requisitos legais e/ou outros requisitos Durante a implantação deste projeto devem ser observadas as diretrizes presentes na Lei Federal nº.2. Recursos materiais. VI.1.CI . 3.7.2. Contratação de 03 pessoas pelo período de 02 meses (perfil indicado: nível médio com experiência no tema) 3.1. logísticos e/ou financeiros • • Aluguel de uma motosserra (licenciada pelo IBAMA). Cronograma de execução A Tabela 3.1.1.1. Elementos de custo Nesta seção detalhamos os elementos de custo necessários para implantação deste projeto: Recursos humanos + Recursos materiais.2. 3.1. 3. 1996). Aluguel de dois cavalos para retirada da madeira e lenha.775/96 (BRASIL.Componente Indígena Plano Básico Ambiental . 6.7. Elaboração de relatórios técnicos de acompanhamento e registro das atividades. Recursos humanos • • Gerente de projeto: contratação por 02 meses (perfil indicado: agrônomo ou engenheiro florestal com experiência no tema). logísticos e/ou financeiros.5.1. 32 . Mão-de-obra para a supressão e retirada da lenha e madeira. visando o controle (e corte) do rebrote dos indivíduos suprimidos.

3.1.9.10.PBA Tabela 3.2.5 – Cronograma físico-financeiro do projeto de combate e controle de pinus na TI Sambaqui.Componente Indígena Plano Básico Ambiental .11. Projeto de Revegetação das Áreas Degradadas 3. 3.1. 3. Para recuperar estas áreas e promover melhorias na alimentação dos indígenas. de comprovada idoneidade técnica sede na região do empreendimento.2. recomenda-se o plantio de árvores frutíferas nativas e outras espécies estratégicas para a recuperação ambiental destes locais.2. Atividade Identificação dos locais de supressão* Atividades de supressão Retirada da lenha e madeira Venda da lenha e madeira suprimida* Controle do Rebrote do Pinus** Coordenação e Relatórios de acompanhamento* 1º Trimestre 2º Trimestre X X X X X X X *Custo já incluído na coordenação e acompanhamento de todos os programas do componente indígena com previsão de um antropólogo na equipe.2. Instituições envolvidas A implantação deste projeto contará com a parceria da FUNAI. 33 .1.1. conforme apresentado na Tabela 3. Poderá ser desenvolvida parceria com empresa madeireira. Acompanhamento e avaliação A avaliação de eficiência deste projeto será realizada pelo Comitê Gestor FUNAI. Apresentação / justificativa As atividades de retirada de pinus (Pinus elliottii) na Terra Indígena Sambaqui promoverão abertura de espaços (clareiras) e pequenos danos à vegetação nativa. 3.1.2.CI .2. ** Esta atividade estende-se a por 20 trimestres. Responsáveis pela implantação deste projeto O Custeio das ações deste projeto é da SUBSEA 7.2.

recolhimento das sementes e resgate de plântulas (das áreas de supressão do empreendimento). A identificação dos locais de retirada do pinus será mapeada pelo “Projeto de Combate e Controle do Pinus na Terra Indígena Sambaqui” (descrito no capitulo anterior deste documento). as lideranças desta TI solicitaram o plantio de frutas nativas e espécimes cultivados (exóticos) com comportamento ecológico passivo (baixa proliferação espontânea). em área estimada em 02 hectares. contudo.2. A identificação dos locais de plantio resulta da soma das áreas onde houve a retirada de pinus e as áreas degradadas onde houver interesse dos indígenas para sua recuperação ambiental. 3.Componente Indígena Plano Básico Ambiental . A) Identificação dos Locais de Plantio. Objetivos São objetivos fundamentais deste projeto: • • • Recuperação ambiental das áreas ocupadas pelo pinus (Pinus elliottii). juntamente com o acompanhamento das lideranças indígenas. através do plantio de espécies frutiferas nativas e cultivadas. monitoramento e replantio. 34 .2. realização dos plantios. Geração de novas fontes de alimento para a TI Sambaqui.2. Plantio da flora nativa nas áreas onde houve a retirada do pinus (Pinus elliottii) e outras áreas degradadas de interesse dos indígenas.CI . aquisição das mudas.3. Nestes locais. houve a manifestação de interesse no plantio de espécies frutíferas (nativas e cultivadas) próximas das residências da aldeia. Metodologia e descrição do projeto As atividades deste projeto serão realizadas através de cinco metas: Identificação das áreas de plantio. 3.2.PBA Nas áreas de supressão de pinus próxima das habitações da aldeia haverá espaço para plantio de novas árvores. Recomenda-se. que no inicio deste projeto ocorra uma avaliação mais precisa da localização e dimensão destas áreas.2. A identificação das áreas degradadas com interesse dos indígenas para sua recuperação ambiental será realizada no início deste projeto. A recomposição destes locais com frutíferas nativas além de ofertar alimento direto (frutos) também promove a aproximação da fauna nativa (utilizada na caça) possibilitando desta forma um incremento futuro na alimentação da aldeia. Nos diálogos que precederam a elaboração deste PBA.

serão coletadas sementes de espécies nativas (que estiverem frutificando nesta oportunidade). compatíveis com o solo e clima da TI Sambaqui. Preparo do Solo Nesta etapa. e sua escolha se confirmará após a pesquisa de instrução / orientação a ser realizada na EMBRAPA – Paraná. cuidados nos plantios e monitoramento das áreas plantadas. Durante as atividades de supressão para instalação do empreendimento. B) Aquisição das Mudas (frutíferas nativas e cultivadas). C) Recolhimento das Sementes e Resgate de Plântulas das Áreas de Supressão do Empreendimento. serão efetuadas as ações destinadas a restabelecer ao solo as condições de regeneração natural ou artificial (plantio) da vegetação assim como para promover a reintegração paisagística. As espécies nativas serão oriundas de viveiros regionais. incluindo preparo do solo. D) Plantios. lista de espécies.PBA Estas informações serão dispostas em croqui construído sobre a imagem satélite atualizada ou cartografia utilizada no EIA/RIMA. As espécies cultivadas serão oriundas de viveiro comerciais. Em situações onde as áreas de plantio estiverem muito degradadas. complementadas pelas plântulas e sementes que virão dos locais de supressão para implantação do empreendimento. serão adotados os seguintes procedimentos: 35 . A seguir são descritas as principais diretrizes metodológicas dos plantios na TI Sambaqui.CI . As escolhas das espécies contem critérios ecológicos (estratégicos para recuperação ambiental) e nutricionais (espécies cultivadas apreciadas na dieta dos indígenas). assim como realizados os resgates de plântulas de interesse ecológico para recuperação de áreas degradadas. em ambiente sombreado ou coberto de tela sombrite (50%). Estes espécimes serão armazenados temporariamente próximos do local de origem. sendo posteriormente transportados em veículo adequado para os locais de plantio.Componente Indígena Plano Básico Ambiental . produzida em escala adequada para identificação em campo.

A Tabela 3. será espalhada de maneira regular e uniforme nas áreas mais sensíveis. férteis e Chá-de-bugre FLACOURTIACEAE Pitanga Camboatávermelho Carobinha MYRTACEAE SAPINDACEAE BIGNONIACEAE 36 . Revegetação das áreas A revegetação constitui um dos processos principais para a restituição de um ecossistema. Na escolha das espécies para os plantios foram valorizadas aquelas com valor ecológico dentro das comunidades. apresenta-se a lista de espécies nativas preferenciais para os plantios.PBA • Escarificação do solo compactado – descompactação do solo (até 30 cm de profundidade) realizados com solo freável obedecendo às curvas de nível do terreno para evitar a formação de depósitos de água. pois auxilia na ação dos microorganismos e ao poder de germinação das sementes dormentes.Componente Indígena Plano Básico Ambiental . Após a coleta o local será recoberto pela serrapilheira vizinha. espaçadas em 10 metros. a área rastelada não será grande e contínua.6.CI . Por se tratar de um material importante para a mata da qual ela será retirada. Assim. • • Disposição de serrapilheira (advinda de ambiente florestal situado nas proximidades). as quais serão expostas a ação direta dos raios solares. tendo-se o cuidado de não escavar o solo. Lançamento da Camada fértil de solo – após a descompactação do solo a camada fértil armazenada na primeira etapa.6. Tabela 3. será coletado apenas 1 m2 para cada 15 m2 de superfície ou então em filas de um metro de largura.Espécies indicadas para recuperação ambiental da TI Sambaqui Espécie Allophylus edulis Bauhinia candicans Campomanesia xanthocarpa Casearia sylvestris Eugenia uniflora Cupania vernalis Jacaranda micrantha Nome Comum Vacum Pata-de-vaca Gabiroba Família SAPINDACEA LEGUMINOSAE MYRTACEAE Tipo de Solo Preferencial Solos úmidos e rochosos Solos úmidos Solos úmidos Solos pouco úmidos Solos úmidos Solos rochosos e de rápida drenagem Solos úmidos. e transportada em sacos plásticos e/ou balaios. utilizando como base os registros da Flora do EIA/RIMA deste empreendimento. contribuindo ainda significativamente no controle dos processos erosivos e para a recuperação das propriedades físico-químicas do solo. Correção da fertilidade do solo – adição de de Terra Adubada (com húmus) objetivando proporcionar condições favoráveis ao desenvolvimento das plantas. A serrapilheira será coletada com rastelo.

próximo da áreas de influência deste empreendimento. a embalagem da muda será retirada totalmente. 37 .PBA Espécie Nome Comum Açoita-cavalo Canelaguaicá Aroeiravermelha Araçá Ingá Família Tipo de Solo Preferencial profundos Luehea divaricata Ocotea puberula Schinus terebinthifolius Psidium cattleianum Inga sp.5m X 2.Componente Indígena Plano Básico Ambiental . No primeiro levantamento com os indígenas foram solicitadas por eles somente a bananeira (Musa paradisíaca) e a macieira (Malus communis). Recomenda-se um espaçamento entre as mudas nativas de 2. O colo da muda ficará no mesmo nível que a superfície do terreno. e será recoberto por uma fina camada de terra.5 m. com coveamento de aproximadamente 40 cm de profundidade. Plantio e tratos culturais O fornecimento de mudas deverá advir de viveiros regionais. e sua escolha se confirmará após a pesquisa de instrução / orientação a ser realizada na EMBRAPA – Paraná.CI . tendo-se cuidados especiais no transporte até o local do plantio visando evitar quebras. A quantidade de mudas nativas a ser adquirida para os plantios será dimensionada após definida a dimensão das áreas a serem recuperadas. Cerca de 15 dias antes do plantio a campo. queima ou destorroamento das mesmas. Será realizado em covas que terão dimensões mínimas de 30 cm de diâmetro por 40 cm de profundidade. No ato do plantio. Num segundo momento outras espécies poderão ser adicionadas. as mudas reproduzidas no viveiro sofrerão um processo de rustificação (adaptação) que consiste em uma exposição gradativa às condições de campo (redução de irrigação e sombreamento). TILIACEAE LAURACEAE ANACARDIACEAE MYRTACEAE LEGUMINOSAE Solos bastante úmidos Indiferente ás condições físicas do solo Solos úmidos Solos úmidos Solos úmidos As espécies cultivadas (presentes na dieta dos mybia-Guarani) serão oriundas de viveiro comerciais. conforme a característica de cada espécie. tomando-se o cuidado para não destorroar o substrato original.50 a 1. O plantio será escalonado durante o ano e conforme as áreas a serem recuperadas forem sendo liberadas. Serão selecionadas mudas com altura variando entre 0.60 m. As covas serão executadas manualmente.

CI . Por essa razão. diminuindo a perda de água. 38 . pastoreio e consumo das plantas por estes animais. Figura 3.Componente Indígena Plano Básico Ambiental . Nestes casos. a qual compete com as mudas por água. A adubação será realizada na própria cova utilizando-se 150 gramas de terra adubada com húmus misturado hogeneamente com o solo. além de protegêlo.PBA Além disso. Essa medida favorece o processo de revegetação. possa aportar matéria orgânica ao solo. evitando o pisoteio. nos primeiros 6 meses a dois anos após o plantio será providenciado o coroamento das mudas que consiste na capina da vegetação já formada em um raio de 1 metro de diâmetro. com sua decomposição. Além disso. O material vegetal cortado será deixado ao redor das mudas. esta atividade será realizada anteriormente a distribuição da serrapilheira.13. As sementes oriundas da coleta dos locais de supressão (para implantação do empreendimento) será realizada “a lanço” sobre os locais de baixo adensamento de vegetação arbórea e nos locais em estágio inicial de regeneração florestal. luz e nutrientes.13 – Exemplo de bacia de captação d’água e tutoramento da muda. pois permite um pleno desenvolvimento das mudas bem como diminui a necessidade de se fazer o replantio de mudas. o plantio será realizado nas horas de incidência de sol menos intenso (meio para final da tarde) Deve ser impedido o acesso de bovinos e eqüinos nas áreas revegetadas. a fim de que. Um dos maiores problemas em reflorestamentos é a perda de mudas ou inviabilização do sistema de plantio em decorrência da época de implantação ou devido ao ataque de formigas cortadeiras. Ao terminar o plantio. será dada preferência para o plantio na época das chuvas. será providenciado o enbaciamento (elevação do nível de terra no formato de uma bacia de captação de água no entorno da muda) e o tutoramento da muda (apoio da muda com estacas de madeira ou bambu de cerca de 80 cm amarradas com barbante) disposta na Figura 3.

Identificação das áreas de plantio. Nos primeiros três meses os plantios devem ser regados. sempre que houver períodos de estiagem acentuada. Aquisição das mudas (frutíferas nativas e cultivadas). Recolhimento das sementes e resgate de plântulas das áreas de supressão do empreendimento. 39 . a fim de avaliar a necessidade de capinas ou roçadas. água e nutrientes. V. Seis meses após os encerramento dos plantios será realizado um monitoramento em todos locais presentes no item A. Esta atividade consiste na realização de inspeções trimestrais aos locais onde ocorreram os plantios. 3.2.PBA Manutenção dos plantios A manutenção dos plantios deverá ser realizada nos primeiros dois anos da implantação. No entorno dos locais de plantio deverá ser realizado a capina manual visando reduzir a competição por luz. E) Monitoramento e replantios. visando avaliar o desenvolvimento dos vegetais implantados. Etapas de execução São previstas 6 (seis) etapas neste projeto: I. Monitoramento e replantios. os novos indivíduos serão escolhidos dentre as espécies listadas na metodologia (item D).Componente Indígena Plano Básico Ambiental .4. e caso necessário efetuar os replantios ou outras medidas corretivas que possam auxiliar o processo de crescimento da flora implantada. Caso houver necessidade de replantio em função de perda ou mortandade de indivíduos. Elaboração de relatórios técnicos de acompanhamento e registro das atividades. VI. II. sendo que neste período os cuidados deverão ser voltados ao controle das plantas daninhas e formigas.CI .2. IV. III. Realização dos plantios.

Elementos de custo Nesta seção detalhamos os elementos de custo necessários para a implantação deste projeto: Recursos humanos + Recursos materiais.5. Recursos humanos • • Gerente de projeto: contratação por 04 meses (perfil indicado: biólogo.2. Mão-de-obra para os plantios. logísticos e/ou financeiros • • • Aquisição de mudas de frutíferas nativas e espécies estratégicas3 (5. logísticos e/ou financeiros sendo que os valores são apresentados no cronograma físico financeiro. 3 A estimativa mais precisa será possível somente no inicio do projeto quando será avaliada em campo TODOS locais de plantio.CI .2. 3.7. somando-se aos locais de retirada dos pinus os locais de interesse dos indígenas.000 indivíduos). Aquisição de mudas de frutíferas (300 indivíduos).6.2. 3.Componente Indígena Plano Básico Ambiental .2. 3.8.2.1.7.7. Atendimento a requisitos legais e/ou outros requisitos Durante a implantação deste projeto devem ser observados as diretrizes e cronograma do Programa de Supressão da Vegetação do empreendimento (PBA Não indígena).2. agrônomo ou engenheiro florestal com experiência no tema).2.PBA 3.2. visando a coleta de sementes e resgate de plântulas. 40 . Cronograma de execução A Tabela 3.2.2. 3. Insumos plantios (900kg de terra adubada com húmus). Inter-relação com outros programas Este projeto integra-se com o Projeto de Combate e Controle do Pinus na Terra Indígena Sambaqui e as atividades do Programa de Supressão da Vegetação do empreendimento (PBA Não indígena). Contratação de 03 pessoas pelo período de 03 meses (perfil indicado: nível médio com experiência no tema) 3.7 apresenta o cronograma de execução deste projeto. coleta de sementes de resgate de plântulas.2. Recursos materiais. bem como observar as Instruções Normativas da FUNAI relacionadas ao tema deste projeto.2.2.

CI .2. Acompanhamento e avaliação A avaliação de eficiência deste projeto será realizada pelo Comitê Gestor.10.2.2.11. Instituições envolvidas A implantação deste projeto contará com a parceria da Universidade Federal do Paraná e apoio técnico da EMBRAPA na indicação de espécies e manejos para as frutíferas cultiváveis nos ambientes da TI Sambaqui.9. 3. com inicio a partir do encerramento da retirada do pinus da TI Sambaqui (Item 3. **Custo já incluído na coordenação e acompanhamento de todos os programas do componente indígena com previsão de um antropólogo na equipe.2.2. 3. conforme apresentado na Tabela 3.2. 41 .PBA Tabela 3. 3.Componente Indígena Plano Básico Ambiental .1.7 – Cronograma físico-financeiro do projeto de revegetação das áreas degradadas Atividade Identificação das áreas de plantio** Aquisição das mudas (frutíferas nativas e cultivadas) Recolhimento das sementes e plântulas das áreas de supressão do empreendimento Plantios Monitoramento e replantios Coordenação e acompanhamento** Relatórios de Trimestre* 1º T 2º T 3º T 4º T 5º T 6º T X X X X X X X X X * o cronograma é distribuído em quatro trimestres (dispostos em ordem crescente).1 deste PBA) e finalização das atividades de supressão da vegetação nativa na área do empreendimento (Componente “Não indígena” do PBA).2. Responsáveis pela implantação deste projeto O Custeio deste projeto é de responsabilidade do empreendedor (SUBSEA 7).

CI . especialmente nos períodos de alta pluviosidade. apresenta graves problemas de distribuição. Divulgação e valorização da produção de artesanato produzido nas TIs Mbya-Guaraní Sambaqui e Cotinga. Programa de Fomento à Geração de Renda e Valorização da Cultura 3. Aquisição de embarcação (tipo canoa – movida a diesel) para escoamento do artesanato da TI Ilha da Cotinga. Estes produtos manufaturados e únicos são oriundos de elementos vegetais e animais presentes nas TI’s Sambaqui e Ilha da Cotinga.3. são necessárias divulgação e valorização da produção de artesanatos. o deslocamento dos indígenas (e do artesanato produzido) até a PR-407 (distante 08 km da aldeia) para compra de alimentação ou venda de artesanato torna-se MUITO CRÍTICO e penoso. Atualmente a produção do artesanato.2. fundamental ao fortalecimento da cultura Mybia-Guarani.1.1.3. Além disso. Parte fundamental da renda dos Mybia-Guarani é oriunda do artesanado vendido aos não índios residentes (e visitantes) nos municípios de Paranaguá e Pontal do Sul. Esta atividade além de prover renda aos indígenas promove a aproximação com os não índios e eleva sua auto-estima e o sentimento de autonomia. pois alguns trechos da Estrada Ecológica do Guaraguaçu. especialmente da TI Sambaqui. Objetivos São cinco (05) os objetivos centrais deste programa: • • A valorização da cultura Mbya-Guarani e das comunidades das TIs Ilha da Cotinga e Sambaqui.1. que liga a aldeia à PR-407. assim como aspectos culturas das comunidades Mybia-Guaraní Sambaqui e Cotinga. Como nesta via não existe transporte público.1.PBA 3. pois a voadeira existente destinar-se-á ao monitoramento e vigilância territorial.3.3. apresenta alta PRECARIEDADE. informando suas características e pontos de venda. Projeto de Apoio a Comercialização do Artesanato Indígena 3.Componente Indígena Plano Básico Ambiental . 3. • 42 . Apresentação / justificativa A autonomia dos povos é fator fundamental na perenidade da sua cultura.

Como critérios de escolha de terreno busca-se: proximidade máxima à Aldeia Sambaqui e visibilidade comercial ao futuro ponto de venda do artesanato. A) Criação da “Casa do Artesanato Guarani” A principal estratégia encontrada para promover a visibilidade do artesanato. Integração com as atividades previstas no Programa de Comunicação Social e Educação Ambiental.1. O local apropriado para a construção deste ponto de venda. Metodologia e descrição do projeto O desenvolvimento deste programa será realizado através das seguintes metas: criação da “Casa do Artesanato Guarani (nome provisório). incluindo toda regularização documental. Aquisição do local Da mesma forma como será realizada a aquisição da nova área indígena a ser doada para a Comunidade Sambaqui (descrita no projeto). provisoriamente denominado “CASA DO ARTESANATO GUARANI”. em local estratégico em relação à visibilidade deste produto (para comunitários das vizinhanças e público visitante).PBA • • Criação do ponto de venda para o artesanato gerado na TI Sambaqui4 (Casa do Artesanato Guarani). A avaliação deste imóvel será realizado por profissionais qualificados (com experiência curricular comprovada) em avaliação e aquisição de imóveis urbanos.Componente Indígena Plano Básico Ambiental .3. é a criação de um ponto de venda próximo da TI Sambaqui.11 deste documento) e desde que ocorra interesse do proprietário a venda e que esta transação possa ser realizada com valores de mercado. Durante a valorização deste imóvel. 4 Durante a implantação deste programa será avaliada a possibilidade de que parte do artesanato produzido pela Aldeia Cotinga tenha um espaço na “Casa do Artesanato Guarani” (localizado as margens da PR 407). apoio técnico à gestão contábil deste ponto de venda dos artesanatos e atividades de comunicação social para divulgação do artesanato produzido nas aldeias Sambaqui e Cotinga.3. 43 . é a PR-407 em local a ser avaliado e adquirido durante a implantação deste programa com TOTAL acompanhamento das lideranças indígenas e FUNAI. Os procedimentos de aquisição e doação são os mesmos descritos no referido projeto (item 3. será procurado um terreno com localização estratégica localizado nas margens da PR-407. haverá a verificação documental e o cuidado especial em subtrair os interesses especulatórios comuns neste tipo de transação. visando promover a valorização divulgação do modo de vida das TIs Mbya-Guaraní Sambaqui e Ilha da Cotinga. principal renda sustentável Guarani. 3. A seguir apresenta-se o detalhamento destas metas.CI .

Está garantida a participação dos técnicos da FUNAI local e regional na avaliação do referido projeto. Todas etapas deste processo serão documentadas em Relatórios Parciais. meio e fim da sua elaboração (lançamento do projeto). até atingir a autonomia desta atividade. Visando atender toda funcionalidade deste tipo de construção (dois tipos de banheiros. incluindo o Museu de Arqueologia e Etnologia – MAE. antes da sua execução. A voadeira existente será destinada para as atividades de fiscalização e monitoramento da Terra Indígena Cotinga e transporte de alimento e caça entre as porções distantes desta TI. de média potência. Após o encerramento deste processo. Apoio Gerencial Será oferecido apoio técnico e contábil (custeado diretamente pelo empreendedor) para gerenciamento e venda do artesanato. bem como da produção e venda do artesanato gerados nestas comunidades. informando à FUNAI e ao IAP o andamento das ações e grau de eficácia de cada etapa. Visando agilizar o escoamento do artesanato produzido na TI Ilha da Cotinga até Paranaguá será adquirido uma embarcação (tipo canoa) com motor de proa. visando a divulgação das características culturais das comunidades indígenas do Sambaqui e Cotinga.PBA Após a avaliação criteriosa. B) Aquisição embarcação TI Ilha da Cotinga. haverá a doação do imóvel ao patrimônio da união (aos cuidados do Ministério da Justiça/FUNAI – responsável pela tutela patrimonial dos povos indígenas). com sistematização periódica trimestral. Construção da Casa do Artesanato Guarani O projeto de construção da Casa do Artesanato será elaborado por arquiteto qualificado. com pesquisa documental incluindo traços da cultura Mbya-Guarani sendo consultadas as lideranças indígenas no início. cozinha e ampla área para venda e disposição de banner e materiais informativos) foi inicialmente concebida com área de 120m2. ponto de venda localizado nas margens da PR-407. através da assessoria direta e contínua de profissional da área contábil e administrativa. 44 . visando auxiliar os indígenas na fase inicial de funcionamento deste local. Divulgação do Ponto de Venda Na inauguração da “Casa de Artesanato Guarani” (nome provisório). sala de administração. com garantias documentais.CI . ocorrerão as tratativas de negociação e aquisição entre a SUBSEA 7 e o proprietário do referido imóvel. será organizado um evento especial de divulgação com folhetos e banners em locais estratégicos dos municípios de Pontal do Paraná e Paranaguá.Componente Indígena Plano Básico Ambiental . motor a combustão movido à diesel (combustível mais barato que a gasolina). Haverá intensa integração com o Programa de Comunicação Social e Educação Ambiental.

45 . O abastecimento ocorrerá de forma similar utilizando empresa qualificada e selecionada no início do projeto. pois o veículo e as melhorias nas vias de acesso à Aldeia Sambaqui viabilizarão o transporte dos indígenas e do artesanato produzido nesta comunidade. assim com as diretrizes da FUNAI para divulgação de informações sobre a cultura dos povos indígenas. Inter-relação com outros programas Este programa possui intenso relacionamento com os programas de Sustentabilidade Indígena. Elaboração do projeto e Construção da Casa do Artesanato Guarani. VI.1.6.5. Atividades de comunicação social e educação ambiental para divulgação dos produtos à comunidade indígena e não indígena através dos veículos de mídia e outras estratégias. considerando os aspectos estratégicos para o qual se destina. III. IV. com acompanhamento das lideranças indígenas e FUNAI. V. 3. Haverá credenciamento de dois membros da comunidade para realizar este serviço e o limite mensal será de 100 litros de combustível. Aquisição do terreno e doação ao patrimônio da UNIÃO. II.3. óculos e luvas. Etapas de execução São previstas seis (06) etapas neste programa: I.1.1. 3.3. assim como integração estrutural como o Projeto de Edificações e Veículos para Aldeia Sambaqui. Aquisição da embarcação para TI Cotinga. Adicionalmente.Componente Indígena Plano Básico Ambiental . Atendimento a requisitos legais e/ou outros requisitos Atendimento as normas de publicidade e comunicação. Programa de Comunicação Social e Programa de Educação Ambiental. Avaliação do terreno a ser adquirido.3.4. 3.PBA Também serão adquiridos equipamentos de segurança: bóias salva-vidas e sinalizadores luminosos.CI . será realizado um treinamento com dois membros da comunidade indígena visando o manejo seguro e adequado deste veículo. Registros das atividades através dos periódicos Relatórios Técnicos Parciais.

CI . Estimativa por 60 meses Materiais de construção (todo material incluindo louças de banheiro. Aquisição de uma embarcação (tipo canoa/diesel) Aquisição de equipamentos de segurança (ao deslocamento náutico): coletes salva vidas e sinalizadores Manutenção da embarcação (60 meses) Fornecimento de combustível para veículos (carro + voadeira) + roçadeira. Elementos de custo Nesta seção detalhamos os elementos de custo necessários para implantação deste programa: Recursos humanos + Recursos materiais. 3. Recursos humanos • • Gerente de projeto: contratação por 12 meses – 30hs/semana (perfil indicado: arquiteto com experiência em gestão de projetos urbanos). 3. 3. Recursos materiais.7.2.Componente Indígena Plano Básico Ambiental . logísticos e/ou financeiros.3. sendo que os valores são apresentados no cronograma físico financeiro.3.1.7.PBA Na construção da “Casa do Artesanato” serão seguidas as normas de construção da FUNAI e Código de Obras do município de Pontal do Paraná. • • OBS: O apoio técnico na gestão contábil da “Casa do Artesanato Guarani” terá desembolso direto do empreendedor. Profissional (pessoa física ou jurídica) qualificado em avaliação/aquisição de imóveis urbanos.3. Contratação de dois (02) pedreiros/marceneiros (com experiência) e dois (02) auxiliares de construção pelo período de 08 meses.1.1. Mestre de obras: contratação de duas pessoas por 08 meses – 40hs/semana (perfil indicado: técnico em edificações ou pedreiro com experiência em construção urbanas). logísticos e/ou financeiros • • • • • • Aquisição do terreno em área urbana. fiação elétrica e pintura externa): 46 . Mão-de-obra para as construções para edificação de alvenaria e madeira 120m2.7. com currículo profissional comprovado pelo CREA/PR.1.

3.10. tendo como limite o período de 05 (cinco) anos – 60 meses.3. 3.PBA 3.1.8 – Cronograma físico-financeiro do projeto de apoio a comercialização do artesanato indígena Atividade Escolha do terreno (com as lideranças indígenas e FUNAI) ** Avaliação financeira do imóvel Aquisição do terreno Doação ao patrimônio da UNIÃO Construção da Casa do Artesanato Guarani Atividades de comunicação social e educação ambiental de divulgação** Aquisição de embarcação para TI Cotinga e manutenção por 60 meses Fornecimento de combustível (diesel) para atividades ligadas ao artesanato Coordenação e Relatórios acompanhamento** de X X X X Trimestre* 1º T X X X X X X X X X X X X X 2º T 3º T 4º T 5º T X X * O cronograma é distribuído em trimestres (dispostos em ordem crescente) abrangendo toda fase de implantação do empreendimento (e inicio da 1ª fase de operação). ***Custo incluído nos programas de Comunicação Social e Educação Ambiental.1.11.1. Tabela 3. Instituições envolvidas A implantação deste projeto contará com a parceria da FUNAI.Componente Indígena Plano Básico Ambiental . **Custo já incluído na coordenação e acompanhamento de todos os programas do componente indígena com previsão de um antropólogo na equipe.8.1.3.CI . 3. Acompanhamento e avaliação A avaliação de eficiência deste projeto será realizada pelo Comitê Gestor. conforme apresentado na Tabela 3. Responsáveis pela implantação deste projeto O Custeio de todas as ações deste programa é de responsabilidade do empreendedor (SUBSEA 7).9.3. 47 .8 apresenta o cronograma físico financeiro de execução deste programa.1. Cronograma de execução A Tabela 3.3.

Universidade Federal do Paraná e outros centros de pesquisa que possuem apoio da FUNAI. 3. São objetivos específicos deste programa: • • Intercâmbio de sementes e propágulos (de plantas utilizadas na alimentação indígena) entre comunidades indígenas.2. priorizando espécies nativas ou crioulas que fazem parte da agricultura tradicional guarani. Atualmente as comunidades indígenas das TIs Sambaqui e Cotinga. especialmente a EMBRAPA/PR. urge a necessidade da apoiar estas comunidades através da troca de orientações técnicas com núcleos regionais de pesquisa de produção de alimentos. Projeto de Apoio a Agricultura Tradicional 3.1.4. Apresentação / justificativa A sustentabilidade econômica. Melhorias no açude da TI Sambaqui (tanque de peixes) e fornecimento de novos alevinos (de peixes adaptados ao clima local).CI .4. apresentam carências técnicas (e de informação) para manutenção e ampliação dos sistemas de produção de alimentos dentro das aldeias. bem como apoio no fornecimento de insumos (sementes e propágulos) subsídios técnicos úteis à implantação de alternativas produtivas destas comunidades indígenas. incluindo o enriquecimento do solo.4. Repasse aos indígenas de orientações técnicas (e insumos) produzidos por núcleos de pesquisa regional em alimentação.1. Fornecimento de insumos e orientações técnicas para ampliação dos sistemas de plantio presentes nas duas TIs. Neste sentido.Componente Indígena Plano Básico Ambiental .1. está associada com a manutenção da qualidade de vida dos seus integrantes e com a perenidade cultural destes povos. Objetivos O Objetivo central deste programa é incentivar a agricultura sustentável.4. controle de pragas e resgate de sementes em conformidade com seus pressupostos culturais. Fortalecimento dos projetos existentes na TI Ilha da Cotinga. Programa de Sustentabilidade Indígena 3. 48 • • • . nutricional e cultural de uma comunidade.PBA 3.1. indígena ou não.

Também fará parte destes intercâmbios. Universidades. A seguir apresenta-se o detalhamento destas metas.PBA 3.visando implantá-los imediatamente após o retorno às aldeias de origem.CI . Estas visitas dar-se-ão em período anterior ao plantio dos cultivares. aipim. entre outras). Nestes eventos os índios visitantes levarão sementes e propágulos dos espécimes em bom estado de desenvolvimento para intercambiar com os demais comunitários. Os custos dos deslocamentos. batata. períodos de plantio. B) Orientações Técnicas (e insumos) Produzidos por Núcleos de Pesquisa Regional em Alimentação Visando a ampliação das áreas de cultivo dentro dos preceitos da agricultura sustentável.Componente Indígena Plano Básico Ambiental .3. acompanhados por técnicos da FUNAI. Visando a melhoria genética natural dos cultivares utilizado nos plantios das TIs Sambaqui e Ilha da Cotinga. com resgate de sementes em conformidade com seus pressupostos culturais. Posteriormente. a troca de informações (tipo de solo. serão identificadas as comunidades indígenas guarani que possuem cultivares (feijão. melancia entre outros) com bons resultados de produção. serão cobertas pelo empreendimento. técnicas de cultivo e poda. busca de orientações técnicas (e insumos) produzidos por núcleos de pesquisa regional em alimentação. comunidades Guarani. com o apoio do cadastro da FUNAI. milho. dar-se-ão as visitas nestas áreas com a participação de um membro da comunidade Sambaqui e outro da Cotinga. Primeiramente. bem como a implantação de melhorias nas áreas atualmente cultivadas. A) Intercâmbio de Sementes e Propágulos entre Comunidades Indígenas. urge um incremento nas informações técnicas e insumos associados à produção agrícola em áreas litorâneas. pesquisadores e organizações não-governamentais.1.4. Busca-se com este procedimento incentivar a continuidade da agricultura tradicional guarani. 49 . Metodologia e descrição do programa As metas deste programa são: Intercâmbio de sementes e propágulos entre comunidades indígenas. fornecimento de insumos e orientações técnicas para ampliação dos sistemas de plantio presentes nas duas TIs e fortalecimento dos projetos existentes. exceto as diárias dos funcionários da FUNAI. é fundamental o intercâmbio das “melhores sementes” e propágulos entre as diferentes comunidades indígenas guaranis.

serão realizadas visitas técnicas. Apoio na manutenção das roças de milho próximo da atual sede da aldeia Sambaqui. Serão realizados. visando seu desassoreamento (com auxilio de trator de esteira). priorizando as espécies nativas ou crioulas tradicionalmente cultivadas pelos guaranis. porem caso sejam necessários recursos financeiros para custear estes produtos. Após as melhorias no tanque haverá a implantação de novos alevinos (de peixes nativos adaptados ao clima local).CI . II. Etapas de execução São seis (06) as etapas deste programa: I. O processo de repasse das orientações técnicas aos indígenas será acompanhado pelo antropólogo do Programa de Supervisão Ambiental.Componente Indígena Plano Básico Ambiental .4. Avaliação das Instituições de pesquisa em agricultura sustentável (sediadas no Paraná e São Paulo) que possuem bons resultados em cultivares compatíveis com solo e clima do litoral paranaense.1. serão realizadas as seguintes atividades: • • • • Melhorias no açude da TI Sambaqui (tanque de peixes). Avaliação (juntamente com a FUNAI) das comunidades indígenas que possuem experiências exitosas em agricultura tradicional guarani.PBA Inicialmente serão realizados contatos instituições de pesquisa em cultivares agrícolas e plantas alimentícias. dentro dos preceitos da agricultura sustentável. pelo agrônomo gerente deste projeto. entre outros. Fortalecimento dos projetos existentes na TI Ilha da Cotinga. 3. Visando a manutenção dos sistemas produtivos existentes nas TIs Sambaqui e Ilha da Cotinga. o desembolso será realizado pelo empreendedor (SUBSEA 7). visando conhecer pesquisas de cultivares compatíveis com o solo e clima do litoral paranaense. sediadas nos estados do Paraná e São Paulo.4. contatos com o Programa AGROBIODIVERSIDADE do Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA) visando avaliar a possibilidade de intercâmbio com as comunidades indígenas. Serão priorizadas a EMBRAPA / PR. 50 . C) Melhorias nos Sistemas Produtivos Existentes. Universidade Federal do Paraná e outros centros que possuam parceria com a FUNAI. A aquisição dos insumos para os plantios será realizada através de parceria com as instituições de pesquisa. Após a identificação das pesquisas de interesse. que fará uma sistematização das informações a serem repassadas para as aldeias do Sambaqui e Ilha da Cotinga.

4. Inter-relação com outros programas Este programa integra-se com os Projetos de Apoio ao Acesso à Água Potável e Energia Elétrica na Aldeia Sambaqui. Visitas técnicas nas instituições de pesquisa visando o acesso às orientações técnicas e de insumos para implantação nas TIs Sambaqui e Ilha da Cotinga. 3. 3. VI. Recursos humanos • Gerente de projeto: contratação por 12 meses – 20hs/semana + 12 meses 20/mês (perfil indicado: agrônomo com experiência em gestão de projetos rurais).CI . 3.7. OBS: as diversas etapas deste projeto podem ocorrer de forma simultânea. sendo que os valores são apresentados no cronograma físico financeiro.4.4. desde que mantendo-se o foco nos períodos de plantio. Projeto de Edificações e Veículos para Aldeia Sambaqui (pois inclui a aquisição de uma roçadeira) e Projeto de Revegetação da TI Sambaqui (pois incluí plantio de árvores frutíferas presentes na alimentação indígena). Relatórios técnicos de registro e acompanhamento das atividades.1.4.1.7.5.PBA III. V. Manutenção e fortalecimento dos projetos existentes.6. Atendimento a requisitos legais e/ou outros requisitos Atendimento às normas da FUNAI para intercâmbio entre comunidades indígenas na troca de sementes e propágulos de cultivares presentes na alimentação destes povos.1. OBS: não estão contabilizadas as diárias de deslocamento (eventual) dos técnicos da FUNAI. Elementos de custo Nesta seção detalhamos os elementos de custo necessários para implantação deste programa: Recursos humanos + Recursos materiais. Visitas às comunidades indígenas (com experiências exitosas em agricultura tradicional guarani) visando o intercâmbio de sementes e propágulos. logísticos e/ou financeiros.1. 3.1. IV. 51 .Componente Indígena Plano Básico Ambiental . Programa de Fomento à Geração de Renda.

logísticos e/ou financeiros • Despesas de deslocamento (visitas às comunidades indígenas para intercâmbio de sementes e propágulos.2. Cronograma de execução A Tabela 3. técnicos da FUNAI + Gerente do projeto) Despesas de deslocamento às instituições de pesquisa (Gerente do projeto) Despesas com insumos (sementes.4.CI . Recursos materiais. • • • 3. propágulos e outros itens pertinentes) Despesas com deslocamento e logística pesquisador (ou técnico agrícola) com notório conhecimento em agricultura sustentável para repasse in loco de orientações técnicas aos indígenas.PBA 3. incluindo lideranças indígenas.1.1.8.Componente Indígena Plano Básico Ambiental .7. 52 .9 apresenta o cronograma de execução deste programa.4.

**Custo incluem coordenação e acompanhamento dos programas do componente indígena com previsão de um antropólogo na equipe.PBA Tabela 3. ***Hora técnica já está incluída na coordenação mensal. conforme apresentado na Tabela 3.CI .Componente Indígena Plano Básico Ambiental .1. tendo como limite o período de 02 anos (8 trimestres – 24 meses). 53 .9– Cronograma físico-financeiro do projeto de apoio a agricultura tradicional Atividade Avaliação das comunidades (experiências exitosas em tradicional guarani) ** indígenas agricultura Trimestre* 1º T 2º T 3º T 4º T 5º T 6º T 7º T 8º T X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X Avaliação das Instituições de pesquisa em agricultura sustentável ** Visitas nas comunidades indígenas (troca de sementes e propágulos) *** Visitas técnicas nas instituições de pesquisa (intercâmbio técnico e aquisição de insumos)*** Compra de insumos para manutenção e fortalecimento dos projetos existentes Coordenação e acompanhamento** Relatórios de * O cronograma é distribuído em trimestres (dispostos em ordem crescente) abrangendo toda fase de implantação do empreendimento (e parte da 1ª fase de operação).

9.4. universidades e pesquisadores locais.10.1.PBA 3. 3.CI . Instituições envolvidas A implantação deste projeto contará com a parceria da FUNAI. 3.1. Responsáveis pela implantação deste projeto O Custeio de todas ações deste programa são de responsabilidade do empreendedor (SUBSEA 7).Componente Indígena Plano Básico Ambiental . 54 .4.1.4. organizações não-governamentais (na busca de sementes de milho e outros cultivares). das comunidades Guarani. Acompanhamento e avaliação A avaliação de eficiência deste projeto será realizada pelo Comitê Gestor. EMBRAPA/PR (no acesso ao banco de sementes de cultivares adaptados ao clima local) e Universidade Federal do Paraná (na busca de cultivares adequados ao território indígena).11.

núcleo habitacional da TI de mesmo nome. Como nesta via não existe transporte público. As habitações deterioram com facilidade pela ação dos cupins e pelo alto nível de umidade local.CI . Projeto de Edificações e Veículos para a Aldeia Sambaqui 3.2. Aquisição de duas (02) roçadeiras para manutenção de áreas abertas e outras benfeitorias.1. o deslocamento dos indígenas (e do artesanato produzido) até a PR-407 (distante 08 km da aldeia) para compra de alimentação ou venda de artesanato torna-se muito crítico e penoso. o fato da aldeia estar se desmembrando em dois núcleos (o núcleo novo será situado próximo do rio Guaraguaçu).PBA 3.1.1.5. escola e posto de saúde. Portanto. encontra-se com diversas carências estruturais e funcionais que afetam a qualidade de vida da comunidade indígena nela residente.5. acentuando ainda mais estas precariedades. Além da estrutura habitacional. que torna-se crítico nos períodos de alta pluviosidade. Registra-se que não foram dedicados esforços para melhorias ou construção de cozinha comunitária. Construção de nove (09) habitações: três (03) no local da atual sede da aldeia e seis (06) no novo núcleo a ser construído (próximo do rio Guaraguaçu). em licenciamento junto ao IAP e IBAMA. as melhorias físicas nas habitações.1. 55 • • . Apresentação / justificativa A aldeia do Sambaqui. pois estas benfeitorias serão viabilizadas através de outros empreendimentos. 3.Componente Indígena Plano Básico Ambiental . bem como a promoção da futura sustentabilidade desta comunidade.5. a aquisição de equipamentos de manutenção (roçadeira) e transporte (carro e barco) são de suma importância para melhorias na qualidade de vida da comunidade indígena do Sambaqui. Agrava esta conjuntura. Objetivos São objetivos deste projeto: • Aquisição de veículo tracionado simples (tipo Ecoesporte ou similar) para deslocamento dos comunitários e do artesanato da aldeia até o ponto de venda do artesanato.5. outro aspecto com expressiva precariedade é a situação atual (e recorrente) de alguns trechos da Estrada Ecológica do Guaraguaçu. Programa de Melhoria da Infraestrutura da Área Indígena 3.

3. 3. que expressa significativa precariedade. porém sua POSSE e utilização deverá ser EXCLUSIVA da TI Sambaqui. Sugere-se o modelo “Ecoesporte” (ou similar no mercado). capacidade para transporte de cargas domésticas de média magnitude e nível básico de conforto aos usuários. Tal situação torna-se 56 . Deverá ser realizado um seguro total pelo período de 60 meses Visando a longevidade no uso adequado deste equipamento será realizado um treinamento com dois indígenas.5. O veiculo poderá ser doado à FUNAI ou diretamente ao Ministério da Justiça. com equipamentos básicos de funcionamento. Metodologia e descrição do projeto As metas deste projeto são: aquisição e manutenção dos veículos de deslocamento aquático (voadeira) e terrestre (tracionado simples).PBA • • Realização da manutenção preventiva dos veículos e equipamentos de roçada pelo período de 60 meses. construção de nove (09) habitações e realização de melhorias no acesso principal à aldeia Sambaqui (trecho final da Estrada Ecológica do Guaraguaçu).1. aquisição e manutenção de roçadeira. A) Aquisição de veículo tracionado O veículo tracionado representa (juntamente com a melhoria do acesso) a principal meta que promoverá melhorias no deslocamento (e transporte dos artesanatos) dos indígenas desta comunidade. É desejável que o veículo a ser adquirido possua as seguintes características: tracionado para enfrentar deslocamento em vias de difícil acesso (especialmente em períodos de alta pluviosidade). sendo conduzido somente pelos índios que possuírem o treinamento e autorização de condução – emitida pelo Cacique desta aldeia. capacitados por profissionais com experiência didático pedagógica neste tipo de veículo.Componente Indígena Plano Básico Ambiental . preferencialmente de produção nacional para facilitar ações de manutenção. onde o estado de conservação é muito crítico. A seguir detalham-se as metas apontadas. B) Melhorias do Acesso à TI Sambaqui O principal acesso à TI Sambaqui dá-se pela Estrada Ecológica do Guaraguaçu. recomenda-se a elaboração de um termo de cessão de uso (com normas de conduta e procedimentos de manutenção) nominado para esta TI. Para favorecer o permanente uso deste veículo pela comunidade da Aldeia Sambaqui. Realização de treinamento para condução (e zelo) adequada dos veículos (carro e voadeira) capacitando dois indígenas da aldeia Sambaqui.CI . especialmente nos trechos próximos da TI.

Componente Indígena Plano Básico Ambiental . incluindo instalações sanitárias e elétricas. A dispersão dos materiais será realizado através de retroescavadeira visando distribuir de forma equânime os materiais ali depositados.CI . 57 . Este equipamento fará também a desobstrução de alguma drenagem “entupida” ou saturada que mereça ações de manutenção. Também serão adquiridos equipamentos de segurança: capacete.PBA calamitosa nos períodos de alta pluviosidade. serão adquiridas duas roçadeiras móveis (aparador costal) com motor de combustão dois (02) tempos: gasolina e óleo. dificultando o deslocamento e transporte dos artesanatos produzidos pelos indígenas desta comunidade. As habitações serão distribuídas da seguinte forma: três (03) na atual sede da aldeia Sambaqui e seis (06) casas no novo núcleo habitacional (localizado próximo do rio Guaraguaçu). realocações de obra e escolha de detalhes construtivos (incluindo cor da pintura externa e escolhas dos equipamentos sanitários) serão orientados pelas lideranças indígenas e pelo antropólogo do Programa de Supervisão Ambiental. Todas as moradias serão construídas em alvenaria e arquitetonicamente adequadas às especificidades culturais do grupo. com 50m2 de área construída cada. Este equipamento deve ser de média potência e conter todos acessórios para utilização em áreas aberta ou em estágio inicial de regeneração florestal. D) Aquisição de Roçadeira Visando agilizar as atividades de manutenção das áreas abertas da TI e o manejo de novas áreas de cultivo. serão dispostos materiais de pavimentação rústica (tipo cascalho ou pó de pedra) nos trechos críticos. óculos. A localização exata. Adicionalmente. C) Construção de Novas Habitações Devido à precariedade das habitações presentes na TI Sambaqui serão construídas nove (09) construções – tipo moradia popular. calça e luvas. Para melhorar as condições de trafegabilidade desta via. Uma roçadeira ficará junto à sede atual da aldeia e a outra será destinada para atividades do novo núcleo habitacional. adquiridos em mineradora devidamente licenciada. será realizado um treinamento com dois membros da comunidade indígena visando o manejo seguro e zelo adequado deste equipamento.

casco de alumínio. bem como o transporte de alimento e caça entre as porções distantes desta TI.5. Etapas de execução São oito (08) as etapas deste projeto: I. será realizado um treinamento com dois membros da comunidade indígena visando o manejo seguro e adequado deste veículo. podendo ser semestral caso seja intenso o uso dos veículos e equipamentos. O abastecimento ocorrerá de forma similar utilizando empresa qualificada e selecionada no início do projeto. óculos e luvas. 3. visando evitar despesas desnecessárias ou inadequadas. Estas ações irão ocorrer em oficina credenciada e selecionada no início do projeto. bem como a maior longevidade da utilidade destes bens. III. 58 . Haverá credenciamento de dois membros da comunidade para realizar este serviço e o limite mensal será de 100 litros de combustível. máquina de lavar e roçadeira. Também serão adquiridos equipamentos de segurança: bóias salva-vidas e sinalizadores luminosos. A periodicidade mínima será anual. F) Máquina de Lavar Roupa Visando favorecer as atividades de limpeza da roupas da comunidade indígena será adquirida uma máquina de lavar roupa movida a energia elétrica. Aquisição de veículo tracionado. serão realizados periodicamente atividades de manutenção. Será construído uma pequena cobertura (3m x 4m) para proteger a embarcação. Adicionalmente.PBA E) Aquisição de Embarcação Visando agilizar as atividades de fiscalização e monitoramento da Terra Indígena Sambaqui. e motor a combustão movido à gasolina. As atividades de manutenção e abastecimento do veículo são dimensionadas para 60 meses (05 anos). O equipamento terá capacidade para 10 kg e terá manutenção anual. G) Manutenção e abastecimento dos Veículos e Equipamentos Visando o manejo seguro e adequado dos veículos e equipamentos adquiridos.4.1. Nestas atividades haverá o acompanhamento do Programa de Supervisão Ambiental ou (na ausência deste) o acompanhamento da FUNAI. será adquirido uma embarcação (tipo voadeira) com motor de proa.Componente Indígena Plano Básico Ambiental . Realização de treinamento para a condução e zelo adequados aos veículos e equipamentos adquiridos. II.CI . embarcação. Cotação de preço e seleção das melhores opções para aquisição dos equipamentos e benfeitorias descritos nas metas deste projeto. potência de 40HP. Duas pessoas (mulheres) da aldeia terão treinamento para manuseá-la.

O Gerente de projeto acompanhará todas as etapas e requisitos necessários para a instalação e funcionamento das habitações.1. V. 59 .6. logísticos e/ou financeiros. VII. VI.5.5.5. incluindo instalação elétrica e água. assim como Instruções federais e da ABNT relacionadas com segurança e saúde das instalações de moradias.1. Elementos de custo Nesta seção detalhamos os elementos de custo necessários para implantação deste projeto: Recursos humanos + Recursos materiais.1.5.7. Relatórios técnicos de registro e acompanhamento das atividades. Recursos humanos • Gerente de projeto: contratação por 12 meses – 30hs/semana (perfil indicado: engenheiro civil ou arquiteto com experiência em gestão de projetos rurais).CI . Construção de pequena cobertura para proteger a embarcação. VIII.5.7. assim como ao Programa de Fomento à Geração de Renda (pois o veículo e as melhorias de acesso favorecerão o transporte os artesanatos produzidos). Inter-relação com outros programas Este programa integra-se com os Projetos de Apoio ao Acesso à Água Potável e à Energia Elétrica na Aldeia Sambaqui. priorizando as melhorias no acesso e aquisição do veículo tracionado. Atendimento a requisitos legais e/ou outros requisitos Serão observadas as normas construtivas do município de Pontal do Paraná/PR. OBS: as diversas etapas deste projeto podem ocorrer de forma simultânea. 3. 3.Componente Indígena Plano Básico Ambiental . sendo que os valores são apresentados no cronograma físico financeiro. Manutenção periódica dos veículos e equipamentos adquiridos. 3. bem como será responsável pela conduta adequada dos operários dentro da TI.1. Construções das novas habitações nos dois núcleos de aldeiamento. OBS: como nos últimos vinte e quatro meses (5º ao 12º trimestre) deste projeto as atividades serão somente o fornecimento de combustível e manutenção dos veículos (carro e embarcação) e da roçadeira. Melhorias no acesso principal à TI Sambaqui. 3.1.PBA IV.

5. Estimativa por 60 meses Construção de pequena cobertura (proteção embarcação) Fornecimento de combustível veículos (carro + voadeira) + roçadeira. logísticos e/ou financeiros • • • • • • • • • • Aquisição de veículo tracionado de pequeno porte (tipo Ecoesporte) equipado básico Aquisição duas (02) roçadeiras (média potência – gasolina).CI .8.7.PBA • Mestre de obras: contratação de duas pessoas por 12 meses – 40hs/semana (perfil indicado: técnico em edificações ou pedreiro com experiência em construção de habitações rurais).5. Cronograma de execução A Tabela 3. Disposição de material de pavimentação rústica (tipo cascalho ou pó de pedra).10 apresenta o cronograma de execução deste projeto. 60 . Recursos materiais. Aquisição de máquina de lavar roupa (10kg) Aquisição de uma embarcação (tipo voadeira/gasolina) Manutenção dos veículos (carro + voadeira) + roçadeira. Estimativa por 60 meses Melhorias no acesso à aldeia Sambaqui (trecho final da Estrada Ecológica do Guaraguaçu).Componente Indígena Plano Básico Ambiental . 20 caçambas (5m3 cada) + 05 horas/máquina para espalhar material Materiais de construção das casas de 50m2 (tudo incluindo louças de banheiro e fiação elétrica): 09 casas X 50 (metragem casas) X valor CUB / Casas populares – fev/11 • 3.1.2. Mão-de-obra para as construções de 09 (nove) edificações de alvenaria 50m2. Contratação de cinco (5) pedreiros (com experiência) e dez (10) auxiliares de pedreiro pelo período de 12 meses. Treinamento de dois (02) condutores (condução e manutenção do veículo tracionado (Ecoesporte ou similar) 3.1.

tendo como limite o período de 05 anos (20 trimestres – 60 meses). 3. Instituições envolvidas A implantação deste projeto contará com a parceria da FUNAI e com a Secretaria de Obras do Município de Pontal do Paraná (melhoria no acesso principal).1. ***Custos incluem coordenação e acompanhamento de todos os programas do componente indígena com previsão de um antropólogo na equipe.11.9. embarcação. Responsáveis pela implantação deste projeto O Custeio de todas ações deste programa são de responsabilidade do empreendedor (SUBSEA 7).10 – Cronograma físico-financeiro do projeto de edificações e veículos para a aldeia Sambaqui Atividade Aquisição de carro.1.10. A partir deste período tais recursos devem ser providos pelo órgão público tutelador (FUNAI) e/ou pela venda do artesanato.Componente Indígena Plano Básico Ambiental .5. 61 .PBA Tabela 3.5. máquina de lavar e roçadeiras Doação dos equipamentos patrimônio da união Construção das habitações Melhorias no acesso principal (estrada ecológica Guaráguaçu) Manutenção e combustível (carro. da embarcação e da roçadeira serão garantidos pelo empreendedor por 60 meses a partir da sua aquisição. conforme apresentado na Tabela 3. 3. ** O fornecimento do combustível e serviços de manutenção do carro. Acompanhamento e avaliação A avaliação de eficiência deste projeto será realizada pelo Comitê Gestor com acompanhamento cotidiano da FUNAI e das lideranças indígenas.1.5. 3. roçadeira e embarcação** Coordenação e Relatórios acompanhamento*** de ao Trimestre* 1º T 2º T 3º T 4º T X X X X X X X X X X X X X X X * O cronograma é distribuído em trimestres (dispostos em ordem crescente) abrangendo toda fase de implantação do empreendimento (e parte da fase de operação).1.CI .

Apresentação / justificativa Entre os serviços de utilidade pública a água e a energia elétrica se destacam.5. Além da iluminação de ambientes (particulares e coletivos) a energia elétrica faz funcionar equipamentos fundamentais ao conforto (chuveiro. 3.2. Conexão da cozinha coletiva e demais habitações à rede de energia elétrica da COPEL.Componente Indígena Plano Básico Ambiental . para regularizar esta situação é de suma importância apoiar a viabilização do acesso à energia elétrica para a comunidade indígena do Sambaqui.CI . os indígenas deslocam-se para locais públicos próximos da PR-407. Portanto. geladeiras. Quando acaba a carga da bateria dos equipamentos de telefonia móvel.2. a antiga bomba hidráulica (do poço subsuperficial) era movida a combustão (diesel) e encontra-se avariada no presente momento. Considerando que existem períodos de baixa eficiência na geração de energia solar. ficando as vezes um ou dois dias sem este tipo de contato (incluindo outros índios. propõe-se a instalação híbrida: geração solar e conexão com a rede de energia elétrica ofertada pela COPEL (distante 7 Km da sede da aldeia).2. Embora a água não seja de boa qualidade. entre outros).5. Viabilização de oferta freqüente de energia elétrica para equipamentos de conservação de alimentos. Objetivos São objetivos deste projeto: • • • Instalação de um módulo de geração de energia elétrica através de luz solar (equipamento fotovoltaico). iluminação e outros usos indispensáveis a qualidade de vida dos indígenas da Terra Indígena Sambaqui.PBA 3. 62 .2. a única geladeira da aldeia (localizada na casa do cacique) utilizada para acondicionar alimentos coletivos é improvisada com a utilização de barras de gelo. assim como recarrega a bateria dos telefones móveis (celulares) tão preciosos nas propriedades rurais e nas aldeias indígenas. Da mesma forma. Projeto de Apoio ao Acesso à Energia Elétrica na Aldeia Sambaqui 3. adquiridos com freqüência no comércio local e com duração de um ou dois dias. Atualmente a Terra Indígena Sambaqui vive sem a garantia deste serviço.5. principalmente nos períodos chuvosos e no inverno. rádios e televisões.1. além de consumir bastante combustível (poluente e perigoso no manuseio). Estes equipamentos a combustão exigem manutenção periódica. FUNAI entre outros).

A) Parceria COPEL Serão realizados contatos com a empresa COPEL visando agendamento da implantação de uma extensão de rede. Sugere-se a realização de uma Parceria Institucional com a COPEL visando a futura ligação da referida rede com os dois núcleos habitacionais da TI Sambaqui. principalmente nos períodos chuvosos. propõe-se a aquisição e instalação de dois equipamentos de energia solar. geladeira pequena e duas tomadas).2. três luminárias. Não havendo alternativas mais vantajosas. endossada pela FUNAI) o agendamento para utilização do Programa do Governo Federal “Luz para Todos”.PBA 3. Metodologia e descrição do projeto A metodologia básica deste projeto envolve três metas básicas: contatos e parceria com empresa regional de distribuição de energia elétrica – COPEL.Componente Indígena Plano Básico Ambiental . assim como uma solicitação de isenção da tarifa básica. pois as instalações de rede elétrica dependem de apoios externos e agendas de médio prazo. Como em breve haverá a construção de outra sede. B) Equipamento Energia Solar Embora existam períodos de baixa eficiência na geração de energia solar. pois o consumo indígena é de pequena magnitude. Todos os equipamentos serão doados ao patrimônio da união. desmembramento o núcleo existente.5. recomenda-se a utilização da faixa de domínio da Estrada Ecológica do Guaraguaçú. Visando a mitigação dos danos ambientais propõe-se que seja estudado em conjunto o melhor traçado para a rede elétrica. propõe-se que a rede atenda os dois núcleos (onde é atualmente e próximo do rio Guaraguaçú). um em cada núcleo habitacional. 63 . desde a última residência abastecida (situada na Estrada Ecológica do Guaraguaçú) até a sede da aldeia Sambaqui. visando abastecer o mais breve possível a comunidade indígena com energia elétrica. aquisição e instalação de um equipamento movido a energia solar e instalação de uma linha de transmissão de energia ao lado da Estrada Ecológica da Guaraguaçú. Desta forma os custos de infra-estrutura ficariam com o órgão público. Como os custos de ampliação dos 7.000 metros (sete mil) de rede são elevados.CI . Além de representar economia na conta de luz em períodos com maior incidência de raios solares Os equipamentos de energia solar serão dimensionados para atender uma pequena família rural (rádio. propõe-se (com demanda apresentada através da COPEL. através de postes e fiação adequada.3.

Aquisição / instalação de dois módulos de energia solar. IV. sendo que os valores são apresentados no cronograma físico financeiro. Cozinha comunitária e as habitações. III. Instruções federais e da ABNT de segurança e saúde destes serviços e normas construtivas do município de Pontal do Paraná/PR. 3. normas para linhas de distribuição da ANEEL.7.5. II.5.CI .Componente Indígena Plano Básico Ambiental .5. Atendimento a requisitos legais e/ou outros requisitos Serão observadas as normas de instalação da COPEL. 3.4. 3. Inter-relação com outros programas Este programa integra-se com os Projetos de Edificações e Aquisição de Veículos e de Apoio ao Acesso à Água Potável na Aldeia Sambaqui.5.2.2. Conexão local entre a rede.6. 64 . V. Relatórios técnicos de registro e acompanhamento das atividades. Elementos de custo Nesta seção detalhamos os elementos de custo necessários para a implantação deste projeto: Recursos humanos + Recursos materiais. Etapas de execução São cinco (05) as etapas deste projeto: I.2.2. 3.5. bem como será responsável pela conduta adequada dos operários dentro da TI. Instalação da ampliação da rede de energia elétrica até os dois núcleos da sede da aldeia Sambaqui.PBA C) Instalações e conexões Elétricas nas Habitações e Cozinha Comunitária da Aldeia Nos dois núcleos da aldeia serão realizadas conexões entre a rede da COPEL e as instalações da(s) Cozinha(s) Comunitária(s) e nas habitações existentes nos núcleos. Instruções normativas e autorizações ambientais emitidas pelo IAP. logísticos e/ou financeiros. Contatos e parceria Institucional com a COPEL. O Gerente de projeto acompanhará todas as etapas e requisitos necessários para a instalação e funcionamento da rede.

PBA 3.2.11– Cronograma físico-financeiro do projeto de apoio ao acesso à energia elétrica na aldeia Sambaqui Atividade Contatos e parceria Institucional com a COPEL**** Aquisição / instalação de dois módulos de energia solar Doação dos equipamentos ao patrimônio da união Trimestre* 1º T 2º T 3º T 4º T X X X 65 . fiação.) A Linha de distribuição (materiais e instalação) – Os recursos virão do Programa do Governo Federal “Luz para Todos”. Mão-de-obra para a instalação dos painéis solares e das conexões da futura rede de energia elétrica nas instalações (perfil indicado: nível médio com formação técnica e experiência no tema) Mão-de-obra para manutenção das instalações (dois anos de acompanhamento) (perfil indicado: nível médio com formação técnica no assunto experiência no tema) 3.CI . disjuntores.5.5. logísticos e/ou financeiros • • • Aquisição de fiação interna (200 metros) Aquisição de fiação externa (300 metros) Insumos gerais para instalação de todas habitações + cozinha comunitária (fiação interna. Cronograma de execução A Tabela 3. • • • • 3.11 apresenta o cronograma físico financeiro de execução deste projeto. etc. caixa de distribuição. Recursos humanos • • Gerente de projeto: contratação por 06 meses – 20hs/semana (perfil indicado: engenheiro eletricista com experiência no tema). entre outros.2.Componente Indígena Plano Básico Ambiental . estabilizador.) Ferramentas básicas + Equipamentos de segurança Dois módulos de energia solar completo (placas.1. Recursos materiais.7. lâmpadas econômicas.2.7.2. tomadas.5.8. Tabela 3. baterias.

1.2.Componente Indígena Plano Básico Ambiental . Acompanhamento e avaliação A avaliação e acompanhamento das ações deste projeto será realizado pelo Programa de Supervisão Ambiental e pelo Comitê Gestor.5.2.5. exceto a extensão da linha de distribuição que será construída com recursos do “Programa Luz para Todos” (MME – Governo Federal). conforme apresentado na Tabela 3.11.1. 3. Instituições envolvidas A implantação deste projeto contará com a parceria da empresa COPEL (com as ligações à rede e isenção da tarifa. pois o consumo indígena é de baixa magnitude. Projeto de Apoio ao Acesso à Água Potável na Aldeia Sambaqui 3. ** Os recursos virão do Programa do Governo Federal “Luz para Todos” *** A manutenção da rede será realizada anualmente durante cinco (05) anos. É consenso entre todas as etnias e culturas que a água é essencial à vida. Cozinha comunitária e as habitações Manutenção da rede*** Coordenação e acompanhamento**** Relatórios de Trimestre* 1º T 2º T 3º T 4º T X X X X X X X X *o cronograma é distribuído em trimestres (dispostos em ordem crescente) abrangendo toda fase de implantação do empreendimento (e parte da 1ª fase de operação). Apresentação / justificativa De todas as substâncias essenciais a saúde humana.9. 3. a água ocupa lugar de destaque.3.CI .10. 66 . 3.5. ****Custo já incluído na coordenação e acompanhamento de todos os programas do componente indígena com previsão de um antropólogo na equipe. e parceria com o Governo Federal através do “Programa Luz para Todos”. tendo como limite o período de 02 anos (8 trimestres – 24 meses).5.PBA Atividade Instalação da ampliação da rede de energia elétrica até os dois núcleos da sede da aldeia Sambaqui** Conexão local entre a rede. 3.2. Responsáveis pela implantação deste projeto As ações propostas neste projeto são de responsabilidade do empreendedor (SUBSEA 7).5.3.

CI . A) Parceria SANEPAR Serão realizados contatos com a empresa SANEPAR visando agendamento das conexões.3. 3. Considerando que em breve haverá a construção 67 . principal acesso à TI Sambaqui.3. Considerando que a perfuração de poços tubulares possui custo elevado e alto grau de incerteza (quanto à qualidade da água e sua quantidade) nesta região. cozinhar e higienizar-se promove a proliferação de doenças transmissíveis por esta via. promovendo saúde e saneamento básico para esta comunidade. B) Instalações hidráulicas Atualmente a rede de água tratada da SANEPAR é ofertada para os moradores da Estrada Ecológica do Guaraguaçú. As obras de instalação (tubulações ao longo da Estrada Ecológica do Guaraguaçú e conexões aos reservatórios) serão custeados pelo empreendedor e com a SANEPAR. pois o consumo será de pequena magnitude. prestar apoio à comunidade indígena do Sambaqui na obtenção deste bem de utilidade pública.5. Tampouco as águas superficiais do rio Guaraguaçú são potáveis. Propõe-se a realização da conexão da sede da aldeia Sambaqui com a rede da SANEPAR através de tubulações de 50mm (cinqüenta milímetros) enterrados dentro da faixa de domínio da referida via. Metodologia e descrição do projeto A metodologia deste projeto é bem simples envolvendo duas metas básicas: contatos com a empresa SANEPAR e aquisição / instalação de tubulações ao lado da Estrada Ecológica da Guaraguaçú.3. 3. Atualmente a Terra Indígena Sambaqui vive sem a garantia deste bem. Urge portanto. sendo que última residência abastecida se distancia da sede da aldeia em aproximadamente 7. propõe-se a conexão com a rede de água tratada ofertada pela SANEPAR. Objetivos O objetivo central deste projeto é ofertar água tratada à Terra Indígena Sambaqui. distante 7 km da sede da aldeia. buscar-se-á parceria institucional para isenção da tarifa básica.PBA Sabe-se também que a ausência de água potável para beber.000 metros (7km).5.Componente Indígena Plano Básico Ambiental . A água hoje disponível através de poços sub-superficiais apresentam água salobra e má qualidade.2.

3.5. Instruções de segurança e saúde da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e normas construtivas do município de Pontal do Paraná/PR. Contatos e parceria Institucional com a SANEPAR.CI . sendo que os valores são apresentados no cronograma físico financeiro.3. 3. logísticos e/ou financeiros. Conexão local entre a rede e os reservatórios da Cozinha comunitária e as habitações. 68 . Aquisição e instalação dos dutos da rede de água potável até a sede da aldeia Sambaqui.000 litros (de fibra de polipropileno) localizados na Cozinha Comunitária e nas habitações existentes. e III. Etapas de execução São três (03) as etapas deste projeto: I.Componente Indígena Plano Básico Ambiental . Inter-relação com outros programas Este programa integra-se com os Projetos de Edificações e Aquisição de Veículos e Apoio ao Acesso à Energia Elétrica na Aldeia Sambaqui. desmembramento o núcleo existente. II.3. Atendimento a requisitos legais e/ou outros requisitos Serão observadas as normas de instalação da SANEPAR.3.5.5.3. O Gerente de projeto acompanhará todas as etapas e requisitos necessários para a instalação e funcionamento da rede.5. 3.7. 3. bem como será responsável pela conduta adequada dos operários dentro da TI. Na aldeia serão realizadas conexões hidráulicas da rede com reservatórios de 1.6.4. propõe-se que a rede atenda os dois núcleos (o 2ª núcleo localiza-se próximo do rio Guaraguaçú).PBA de outra sede.5. Elementos de custo Nesta seção detalhamos os elementos de custo necessários para implantação deste projeto: Recursos humanos + Recursos materiais.

Recursos humanos • Gerente de projeto: contratação por 03 meses – 20hs/semana (perfil indicado: engenheiro civil ou administrador de imóveis rurais com experiência no tema). Contração de 03 pessoas pelo período de 30 dias (perfil indicado: nível médio com experiência no tema) 3.7. Cronograma de execução A Tabela 3.12 – Cronograma físico-financeiro do projeto de apoio ao acesso à água potável na aldeia Sambaqui Atividade Tratativas com SANEPAR (instruções de instalação e elaboração da Parceria Institucional) ** Aquisição dos materiais e equipamentos Instalação dos dutos da rede Instalação das conexões rede .1.12 apresenta o cronograma físico-financeiro de execução deste projeto. Mão-de-obra para as instalações dos dutos principais e conexões. Recursos materiais.1.000 metros – cano 50mm) Aquisição da tubulação (500 metros – cano 25mm) Insumos gerais (veda rosca. conforme apresentado na Tabela 3. ** Custo já incluído na coordenação e acompanhamento de todos os programas do componente indígena com previsão de um antropólogo na equipe.3. 69 . etc.PBA 3.8.3.cozinha + habitações Coordenação e Relatórios de acompanhamento** Trimestre* 1º T 2º T X X X X X X * o cronograma é distribuído em dois trimestres situados no inicio da instalação do empreendimento. conexões.reservatório.3.CI . Tabela 3. curvas.5.5.Polipropileno) • 3.2.000 litros .7.) Ferramentas básicas + Equipamentos de segurança 10 (dez) reservatórios (1.Componente Indígena Plano Básico Ambiental .5. logísticos e/ou financeiros • • • • • Aquisição da tubulação (7.

9. 3.3.CI .Componente Indígena Plano Básico Ambiental .5.PBA 3.5.10. Acompanhamento e avaliação A avaliação e acompanhamento das ações deste projeto será realizado pelo Programa de Supervisão Ambiental e pelo Comitê Gestor. com instruções na instalação e isenção na cobrança da tarifa básica. 70 .11.3. 3. Responsáveis pela implantação deste projeto As ações propostas neste projeto são de responsabilidade do empreendedor (SUBSEA 7).5.3. Instituições envolvidas A implantação deste programa contará com a parceria da empresa SANEPAR.

2.1.6. 3.6. portanto.6. Projeto de Monitoramento Tradicional-científico da Fauna 3.1. Considerando que.CI . urge agregar aos referidos monitoramentos faunísticos uma abordagem etnobiologica e etnoecológica. Desta forma. parte das potenciais interferências sobre a fauna nativa dar-se-á nas proximidades das Terras Indígenas Sambaqui e Ilha da Cotinga.PBA 3. mobilização de materiais no canteiro de obras e o transito das embarcações podem gerar distúrbios à fauna nativa residente próxima destes ambientes. os conhecimentos tradicionais dos Mybiá-Guarani integrar-se-ão aos conhecimentos científicos oriundos dos levantamentos do EIA/RIMA e demais monitoramentos ambientais descritos no componente “Não Indígena” do PBA deste empreendimento. a realização de monitoramentos faunísticos visando avaliar as possíveis interferências. Apresentação / justificativa As atividades com maior potencial de impacto ambiental. Avaliar a ocorrência (ou não) de interferências sobre a fauna aquática promovidas pelas embarcações que circundam diariamente a porção sudeste da TI Ilha da Cotinga. Avaliar possíveis interferências do empreendimento em análise sobre os níveis populacionais da fauna utilizada na alimentação dos indígenas (caça e pesca).1. Justifica-se. Os objetivos específicos deste programa são: • • Estudar e acompanhar a dinâmica da fauna na Ilha dos Papagaios (porção sudeste da TI Ilha da Cotinga). • 71 . tais como supressão da vegetação nativa. Programa de Monitoramento da Fauna 3.Componente Indígena Plano Básico Ambiental . Objetivos O objetivo geral deste programa é a integração dos conhecimentos tradicionais dos Mybiá-Guarani sobre a fauna nativa aos conhecimentos científicos presentes nos estudos faunísticos da área de influência deste empreendimento. embora de moderada magnitude.6.1. e visando integrar os conhecimentos científicos com o saber das comunidades indígenas.

6. A premissa fundamental deste programa é que a troca de conhecimentos entre os atores envolvidos. Metodologia e descrição do projeto Este programa viabilizar-se-á através de três metas: sistematização do conhecimento biológico dos indígenas sobre animais utilizados na alimentação (caça e pesca). 5 A identificação dos conhecimentos dar-se-á através de conversas gravadas.3. realizados na área de influência do empreendimento pelo componente “não indígena” do PBA. Sazonalidades (períodos do ano) de reprodução destes animais. os conhecimentos indígenas sobre a biologia local é pouco presente nos mais jovens. Segundo o cacique da TI Ilha da Cotinga (expressa na reunião do dia 13/dez/2010).Componente Indígena Plano Básico Ambiental . Características indígena. A identificação será acompanhada pelo cacique de cada TI.1. viabiliza e favorece a gestão participativa da pesquisa de campo e posterior analise dos dados gerados. gerais destas espécies utilizadas na alimentação Sazonalidades (períodos do ano) em que estes animais são mais freqüentes nas proximidades da TI.PBA • Cruzar dados gerados nos programas de monitoramento da fauna e qualidade da água. • 3. especialmente: • • • • Espécies mais utilizadas na caça e pesca. Informar as lideranças indígenas das TIs Sambaqui e Ilha da Cotinga sobre os resultados dos estudos faunísticos desta pesquisa.CI . 5 72 . No roteiro de entrevistas constarão diversos itens relacionados a fauna local. sobre variáveis ambientais e culturais. utilizando um roteiro de entrevistas. estudos faunísticos (e qualidade da água) com metodologias tradicionais de pesquisa científica visando avaliação de possíveis interferências do empreendimento em questão sobre os níveis populacionais da referida fauna e integração/divulgação dos conhecimentos gerados nas diferentes abordagens investigativas. A) Conhecimento Biológico dos Indígenas sobre Animais Utilizados na Alimentação A etapa inicial desta pesquisa consiste na identificação dos indígenas de maior idade e maior conhecimento biológico sobre a caça e pesca utilizada pelas comunidades das TIs Ilha da Cotinga e Sambaqui. sendo escolhido de uma a três pessoas por aldeia.

quais períodos e por que). identificados na Meta A deste programa. sempre acompanhados por um ou dois informantes entrevistados.CI . incluindo a Ilha do Guaraguaçu. Presença de fatores ambientais que influenciam os níveis de caça e pesca (temperatura geral. Os trabalhos de campo realizados na TI terão acompanhamento de um indígena (uma em cada TI) 73 . temperatura da água. Períodos de defeso (que não ocorre a caça e pesca) de algumas espécies (quais espécies. períodos de reprodução destas espécies e períodos e maior freqüência nas proximidades da TI). Os trabalhos de campo dentro do território das TIs será acompanhado por um representante da comunidade indígena (um em cada TI) identificados na Meta A deste programa e recomendado/autorizado pelo cacique de cada aldeia. Sistematização dos conhecimentos biológicos e ecológicos da comunidade Mybia-Guarani. Terão periodicidade trimestral durante a construção e semestral na operação do empreendimento. na TI Sambaqui áreas de influência desta TI. ventos. chuvas. enfocando prioritariamente os animais (aquáticos e terrestres) utilizados na alimentação dos indígenas.1) Estudos faunísticos Os estudos faunísticos serão realizados na porção oeste da Ilha da Cotinga (TI Cotinga). geradas pelas entrevistas e pela vistoria de campo.Componente Indígena Plano Básico Ambiental . B) Estudos Faunísticos com Metodologias de Pesquisa Científica Os estudos faunísticos e a avaliação das possíveis interferências causadas pela implantação e operação deste empreendimento ocorrerão durante toda implantação (doze meses) e nos primeiros 4 anos de operação. • • • Após a realização das entrevistas serão identificados os locais mais utilizados para caça e pesca com sucinta vistoria de campo nestes locais. A sistematização dos conhecimentos e as entrevistas terão acompanhamento e apoio técnico do antropólogo da equipe do Programa de Supervisão Ambiental. Relação de outras espécies animais que possuem valorização aos indígenas – não sendo utilizadas na alimentação (características gerais. entre outros). e utilizarão os mesmos procedimentos metodológicos descritos no Componente “Não Indígena do PBA”. B.PBA • • Sazonalidades (períodos do ano) de realização da caça e pesca destes animais(por espécie). Quais os equipamentos utilizados na caça e pesca destes animais.

16º e 20º trimestres). visando o entendimento das condições ecológicas associadas com a dinâmica da fauna aquática em toda sua cadeia trófica. Os locais de concentração das amostragens são os locais onde os animais presentes na alimentação dos indígenas (caça e pesca) são encontrados com maior freqüência.2) Avaliação de possíveis interferências da implantação e operação do empreendimento A avaliação das atividades de implantação e operação deste empreendimento sobre os níveis populacionais da fauna (aquáticos e terrestres) presente na alimentação dos indígenas dar-se-á através da comparação dos resultados. 12º. B. Estimativa do nível de freqüência das espécies mais utilizadas na caça e pesca nos primeiros 4 anos de operação do empreendimento (8º. relacionadas à implantação/operação do empreendimento. • • • Agregar-se-á nesta integração as análises das informações sobre a qualidade da água obtidas nas amostragens próximas das TIs. geradas pelo Componente “não indígena” do PBA. que possuam potencial de inibir ou restringir algum dos fatores ecológicos/biológicos das referidas espécies. 74 . visando buscar correlação positiva ou negativa de causa e efeito com as possíveis alterações populacionais. Cruzamento entre as principais características biológicas e ecológicas das espécies utilizadas na alimentação dos indígenas (Meta A) com as atividades. Estes ambientes serão indicados pelos indígenas que acompanham as amostragens e pelos entrevistados na 1ª Meta deste programa (Etapa A). por espécie. que receberão apoio financeiro pela colaboração na realização desta atividade. Juntar-se-á nas análises destes dados as informações sobre a qualidade da água geradas pelo Componente “não indígena” do PBA. Serão observadas com maior atenção os períodos de reprodução dos animais supracitados e sua relação com as atividades desenvolvidas pela implantação e operação do referido empreendimento.Componente Indígena Plano Básico Ambiental .CI . visando o entendimento das condições ecológicas associadas com a dinâmica da fauna aquática em toda sua cadeia trófica. apresentados a seguir: • Estimativa do nível de freqüência das espécies mais utilizadas na caça e pesca nos período anterior ao inicio da implantação do empreendimento (inicio do 1º trimestre). Estimativa do nível de freqüência das espécies mais utilizadas na caça e pesca nos períodos caça e pesca na metade e no final da implantação do empreendimento (2º e 4º trimestre).PBA indicado pelo cacique.

por meio dos periódicos Boletins Informativos. Os resultados gerais desta integração serão produzidos no Relatório Técnico Final deste Programa (20º trimestre). C) Integração e Divulgação dos Conhecimentos Gerados A integração dos conhecimentos tradicionais dos Mybiá-Guarani aos conhecimentos científicos oriundos dos levantamentos do EIA/RIMA e dos demais monitoramentos ambientais descritos no componente “Não Indígena” do PBA deste empreendimento é o elemento central deste programa.Componente Indígena Plano Básico Ambiental . independente da linguagem utilizada. será produzido um RESUMO destes resultados em linguagem simplificada (sem subtrair o teor técnico dos conceitos utilizados). Considerando a importância da integração dos conhecimentos gerados neste programa. Além dos Relatórios Técnicos apresentados ao Comitê Gestor e IAP (órgão licenciador). que poderão influenciar os níveis populacionais dos animais mais utilizados na alimentação dos indígenas. os resultados deste programa serão divulgados através do Programa de Comunicação Social. A Divulgação dos resultados deste programa dar-se-á através de reuniões nas aldeias. Ao final do programa será realizada uma avaliação cumulativa com parecer conclusivo sobre a ocorrência (ou não) de interferências (negativas ou positivas) sobre os níveis populacionais da fauna utilizada na alimentação dos indígenas e a identificação da origem e magnitude das possíveis causas. das lideranças indígenas e da FUNAI (órgão tutelador) onde serão apresentadas as análises geradas. com a presença do antropólogo (Programa de Supervisão Ambiental). simultaneamente e sinergicamente. O segundo principio é que as análises dos dados coletados com metodologia científica usual da biologia devem ser COMPLEMENTADAS com percepções culturais advindas do conhecimento indígena. avaliar-se-á sucintamente fatores socioambientais EXTERNOS ao empreendimento e presentes na área de influência direta. constando os nomes populares das espécies envolvidas (e seu equivalente em guarani) visando favorecer o entendimento inequívoco dos diversos agentes desta história (indígenas e não indígenas) de diversos níveis de escolaridade. elementos culturais e ambientais: etnobiologia e etnoecologia. Esta integração dar-se-á através de abordagem metodológica desenvolvida pelas ciências de interface que valorizam.CI . ressaltando as evidências de sinergismo e congruências. Um dos princípios desta interação é a SOBREPOSIÇAO criteriosa e não excludente das características biológicas e ecológicas dos animais estudados como os resultados dos levantamentos e análises científicas. bem como indicação de medidas para cessar/atenuar os danos gerados.PBA Adicionalmente. 75 .

III. que estabelece critérios e padronizar os procedimentos relativos à fauna no âmbito do licenciamento ambiental de empreendimentos e atividades que causam impactos sobre a fauna silvestre.1. especialmente a Instrução Nº 146/20076 (IBAMA. conhecimentos gerados nas diferentes abordagens II. Realização dos estudos faunísticos.6.4. IV. utilizando as metodologias tradicionais de amostragem científica.1.CI . Inter-relação com outros programas Este programa possui interação com o Programa de Supervisão Ambiental e com os programas de monitoramento ambiental.6.5. Integração dos investigativas.6. VII. 2003).PBA 3.1. Elaboração de Relatórios Técnicos de acompanhamento e registro das análises. Etapas de execução São sete (07) as etapas de execução deste programa: I. VI. além das instruções normativas (ou orientações formais) da FUNAI que regulamentam a amostragem biológica em território indígena. 3.Componente Indígena Plano Básico Ambiental .6. 03/20037 (MMA. Atendimento a requisitos legais e/ou outros requisitos Para a realização deste programa haverá atendimentos as normas legais para amostragem da fauna emitidos pelo IBAMA/PR. descritos no PBA “não indígena”. especialmente faunísticos. 7 lista oficial de espécies da fauna brasileira ameaçada de extinção. Divulgação dos resultados gerados nos dois itens anteriores. V. 6 76 . 3. Sistematização do conhecimento biológico dos indígenas sobre animais utilizados na alimentação (caça e pesca). e. 2007) e a Instrução Normativa MMA Nº. Identificação dos representantes indígenas com conhecimento sobre caça e pesca e dos locais de amostragem da fauna local utilizada na alimentação destas comunidades. Avaliação das possíveis interferências da implantação e operação do empreendimento em questão sobre os níveis populacionais da fauna utilizada pelos indígenas (caça e pesca).

Apoio técnico/científico – antropólogo (coordenador geral dos programas etnoambientais) Profissionais e Relatórios dos monitoramentos ambientais 3. sendo que os valores são apresentados no cronograma físico financeiro.1.7. logísticos e/ou financeiros. 77 .13 apresenta o cronograma físico financeiro de execução deste programa.6.6.1.7. Participação dos indígenas nas atividades de monitoramento (um indígena por aldeia).6.PBA 3. dedicação de 120 horas/trimestre (perfil indicado: biólogo com conhecimentos faunísticos e especialização/mestrado em etnoecologia ou etnobiologia e experiência na pesquisa deste tema).Componente Indígena Plano Básico Ambiental .1. Cronograma de execução A Tabela 3.7. Elementos de custo Nesta seção detalhamos os elementos de custo necessários para o cumprimento deste projeto: Recursos humanos + Recursos materiais.1.1. Equipamentos de amostragem da fauna • • • 3. 3. As campanhas de monitoramento serão realizadas em 5 anos.8. logísticos e/ou financeiros • • Logísticas das campanhas (aluguel de carro e barco + alimentação).2.CI . Recursos materiais.6. Recursos humanos • Gerente de programa: contratação por campanhas (trimestrais na instalação e semestrais na operação).

***Custos previstos no PBA não indígena acrescidos de remuneração do etno-biólogo e indígenas. 78 .Componente Indígena Plano Básico Ambiental .1. conforme apresentado na Tabela 3. **Custo já incluído na coordenação e acompanhamento de todos os programas do componente indígena com previsão de um antropólogo na equipe.CI .PBA Tabela 3.13– Cronograma físico-financeiro do projeto de monitoramento tradicional-científico da fauna Trimestre* Atividade 1T 2T 3T 4T 6T 8T 10T 12T 14T 16T Identificação dos indígenas (com conhecimento biológico da caça e pesca) ** Identificação dos amostragem da fauna** Sistematização biológico dos pesca)** locais de 18T 20T X X X X X X X X X X X X X X X X do conhecimento indígenas (caça e Estudos faunísticos (com metodologias científicas tradicionais) *** Avaliação de interferência do empreendimento sobre os níveis populacionais da caça e pesca das TIs** Integração dos conhecimentos gerados nas diferentes abordagens investigativa** Divulgação dos resultados gerados** Coordenação e acompanhamento** Relatórios de X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X * O cronograma é distribuído em trimestres abrangendo toda fase de implantação (primeiros quatro trimestres) e nos primeiros 48 meses da operação as campanhas semestrais de monitoramento da fauna (totalizando 12 campanhas).

1. 3.11. Instituições envolvidas Além da integração com os executores do componente “não indígena” do PBA. Responsáveis pela implantação deste projeto As ações propostas neste projeto são de responsabilidade do empreendedor (SUBSEA 7).6.1. 79 . que possui pesquisas de relevante valor técnico e científico na área de influência deste empreendimento.1.6. especialmente as lideranças indígenas das duas TIs que o integram e pelo Programa de Supervisão Ambiental (que integrará os resultados deste programa aos resultados dos monitoramentos ambientais presentes no componente “não indígena” do PBA deste empreendimento). este programa contará com a parceria da Universidade Federal do Paraná.6.10.Componente Indígena Plano Básico Ambiental .9.PBA 3.CI . 3. Acompanhamento e avaliação A avaliação e acompanhamento das ações deste projeto serão realizadas pelo Comitê Gestor.

Objetivos São objetivos deste programa: • Informar todos os envolvidos.CI . Inclui-se nas metas deste programa a divulgação e valorização da produção de artesanatos assim como aspectos gerais das aldeias Mybia-Guaranís Sambaqui e Ilha da Cotinga.1. Para minimizar esses sentimentos.1. principais mudanças socioeconômicas decorrentes da sua construção e operação e programas a serem desenvolvidos. Adaptações ao Programa de Comunicação Social 3.7.PBA 3. não indígena (especialmente os moradores mais próximos). Apresentação / justificativa A implantação de um empreendimento deste porte causa transformações e interferências em seu entorno.1.7. Além da imprensa (jornal.7. sindicatos. assim como lideranças políticas e comunitárias. visões ambíguas e díspares a respeito das questões fundamentais para as comunidades indígenas (e não indígenas) e demais organizações e instituições interessadas no assunto. sobre o desenvolvimento do empreendimento e seus programas mitigatórios. autoridades municipais (Pontal do Paraná e Paranaguá) e estaduais.7. utilizando mecanismos de Comunicação Social. o público-alvo deste programa. Esclarecer a população da área de abrangência sobre todos os aspectos da implantação do empreendimento: etapas da construção. abrange a população indígena. associações de classe.1. contribuindo assim para a adaptação da população de sua área de influência. direta e indiretamente pelo empreendimento. Adaptações aos Programas do PBA Não Indígena 3. priorizando divulgar os processos decorrentes de sua implantação e operação. garantindo a emissão de informações a partir de uma única fonte.2. Facilitar a comunicação entre a população e o empreendedor. 3. evitando.Componente Indígena Plano Básico Ambiental . 80 • • . faz-se necessário manter a população afetada diretamente ou “vizinha” deste empreendimento permanentemente informada. assim. trabalhadores (e suas familiares) e organizações não-governamentais. podendo gerar incertezas e ansiedade na população residente próxima da área de implantação. rádio e televisão.

PBA • • Divulgar as políticas e ações do empreendedor para a mitigação e compensação dos impactos causados pelo empreendimento. III. A seguir detalham-se os componentes mencionados anteriormente. 81 . Estabelecer condições de interlocução sistemática entre o empreendedor e os diversos segmentos das comunidades envolvidas. Divulgação e valorização da produção de artesanato produzido nas aldeias Mybia-Guaranís Sambaqui e Ilha da Cotinga. VI. Observação das demandas gerais do PBA.Componente Indígena Plano Básico Ambiental . receber informações das comunidades. Registros das atividades através dos periódicos Relatórios Técnicos Parciais. e.1. suas expectativas e possíveis insatisfações referentes à implantação do empreendimento e. poder público regional e representações da sociedade civil organizada para repassar informações relevantes de forma padronizada e com caráter oficial. IV. V. através de textos técnicos e científicos (com linguagem popular) visando promover seu conhecimento e valorização pelas comunidades não indígenas. Escolha estratégica das mídias disponíveis na região do empreendimento (para divulgação). Comunicação interna e Comunicação externa. Elaboração de materiais informativos do empreendimento e das aldeias Mybia-Guarani (cultura e artesanato). informando suas características e pontos de venda (após estar implantado o futuro ponto de comercialização localizado na PR 407 será incluído nesta divulgação). Divulgação dos aspectos gerais do modo de vida das aldeias MybiaGuaranís Sambaqui e Ilha da Cotinga. com base nelas.CI . produzir materiais informativos. II.7. Elaboração de convênios (Prefeituras e MAE). Identificar os principais anseios e dúvidas da população afetada. • • • 3.3. Metodologia e descrição do programa O desenvolvimento do Programa de Comunicação Social será realizado através das seguintes metas: I. com interação com o empreendedor e demais programas sócio e etnoambientais.

Informação institucional. menores são os índices de "ruídos" na comunicação com os públicos externos. Observação do andamento dos programas dos diversos componentes do PBA (indígena e não indígena). A comunicação interna deve ser agilizada através de quatro estratégias de gestão: • Identificação dos formadores de opinião através de pesquisa sobre o que o público interno pensa e sente a respeito do empreendimento. dos programas socio e etnoambientais. quanto a sociedade em geral. com elaboração / apresentação de vídeos. As principais estratégias de comunicação externa serão: • Assessoria de Imprensa: cujo objetivo é estabelecer e manter contato com os veículos de comunicação da área de influência do empreendimento. seu entorno ao qual está inserido – incluindo as duas comunidades indígenas (Sambaqui e Cotinga). • • • B) Comunicação Externa A comunicação externa atinge tanto os vizinhos imediatos. A clareza e a rapidez na disseminação das informações relevantes contribuem para um maior comprometimento dos colaboradores com os objetivos organizacionais. bem como meios de comunicação com expressão nos outros municípios do litoral e na capital Curitiba. especialmente nos municípios de Pontal do Paraná e Paranaguá. Embora a editoração e distribuição seja de responsabilidade dos meios de comunicação.Componente Indígena Plano Básico Ambiental . cujo entendimento prevê os mais diversos canais de relação. portanto. É necessário estabelecer uma mútua cooperação entre empreendedor. 82 . o compromisso no esclarecimento da população residente no entorno imediato e adjacências do empreendimento (incluindo indígenas e não indígenas) visando a melhor transparência possível sobre os impactos que poderão ser causados e as ações implementadas pelo empreendedor para mitigá-las. maquetes.PBA A) Comunicação interna Quanto mais equalizado estiver o nível de informações dos públicos internos. fornecedores e executores. contendo o andamento geral da obra. segmentos organizados da comunidade local. Sugere-se periodicidade mensal. mostras fotográficas e palestras ao público interno em geral. a responsabilidade no fornecimento das informações básicas é do empreendedor.CI . e Publicações internas periódicas. Urge. assim como percepções dos “vizinhos” do empreendimento.

PBA • Programas de rádio: o rádio ainda é o meio mais utilizado pela população da região. alimentação. Assim. Sua distribuição incluirá pequenos restaurantes. incluindo conhecimentos e diretrizes das diversas áreas da comunicação: jornalismo. contendo informações básicas sobre o empreendimento e programas e a identidade visual do empreendimento. porém sugere-se que seja algo empático que fomente sua leitura. C) Produção de Materiais Informativos e Educativos A eficácia da comunicação está relacionada com a produção de materiais específicos para cada necessidade ou público. com linguagem acessível ao publico de baixa escolaridade. estaduais e federais. incluindo modo de vida (trabalho. ritos sagrados e relação com os não índios – incluindo este empreendimento e a relação de tutela com a FUNAI. Sugere-se atualização mensal neste tipo de estratégia. contento informações básicas sobre as características do empreendimento. Produção de Audivisual sobre os principais aspectos culturais das comunidades Mybia-Guarani do Sambaqui e Ilha da Cotinga. lúdico. é fundamental o estabelecimento de contato com as rádios locais para o repasse de informações e presença dos mybiaguaranis. “A Voz do Sambaqui” ou outro similar.Componente Indígena Plano Básico Ambiental . Internet: disponibilizar periodicamente informações atualizadas no site do empreendimento. Publicação impressa: Será criado um boletim simples e objetivo. bares. Produção de folhetos informativos e banners. tal como: “A voz do Pontal”. com periodicidade trimestral. Enfoque especial será dado ao ARTESANATO 83 • • . • • Nestas publicações serão vinculadas informações sobre aspectos culturais das comunidades indígenas mybia-guaranis do Sambaqui e da Ilha da Cotinga. Sugere-se periodicidade trimestral. publicidade. Produção de Audiovisual sobre o empreendimento e os programas sócio e etnoambientais previstos no PBA (indígena e não indígena). seus vizinhos imediatos (indígenas e não indígenas) assim como relato dos programas sócio e etnoambientais em desenvolvimento. O nome deste veículo será criado pela equipe técnica deste programa. música. relações públicas e marketing. As principais estratégias desta meta são: • • Criação de uma identidade visual para o empreendimento.CI . assim como prefeituras e demais órgãos públicos municipais. supermercados e pequenos comércios localizados nas proximidades do perímetro do empreendimento.

tais como “Semana do meio ambiente” ou “semana do município” (entre outros). modo de produção. Nestes encontros haverá divulgação do empreendimento. É oportuna tal abordagem. Desenvolvimento de peças de comunicação de massa de cunho instrutivo e didático sobre os programas sócio e etnoambientais previstos no PBA (indígena e não indígena).Componente Indígena Plano Básico Ambiental . Estes materiais serão divulgados junto aos trabalhadores e nas escolas do município de Pontal do Paraná e Paranaguá.PBA produzido pelos Mybia-Guaranis: materiais utilizados. inspiração na criação. incluindo o Museu de Arqueologia e Etnologia – MAE. No espaço reservado para esta • • • • 84 . Após a inauguração do “Ponto de venda”. valorização e pontos de venda. Após a conclusão da construção do “Ponto de Venda do Artesanato” (nas margens da PR-407) será organizado um evento especial visando sua divulgação assim como do artesanato Mybia-Guarani. direitos constitucionais e produção de artesanatos. MAE (Museu de Arqueologia e Etnologia de Paranaguá / UFPR) – será promovido a realização de um convênio específico para a divulgação dos principais aspectos culturais das comunidades indígenas Mybia-Guaranis (Sambaqui e Ilha da Cotinga) incluindo suas características básicas. Criação e manutenção/atualização de home page deste empreendimento. Produção de uma maquete do empreendimento e entorno imediato.CI . pois o museu visa a divulgação das principais características etnológicas locais e regionais. será organizado um evento especial de divulgação com folhetos e banners em locais estratégicos dos municípios de Pontal do Paraná e Paranaguá. onde percebe-se a ausência de informações sobre os Mybia-Guaranis. visando disponibilizá-la nos eventos públicos de divulgação deste empreendimento e seus programas sócio e etnoambientais. localizado nas margens da PR-407. Como parte da produção de imagens deste material haverá treinamento para dois membros das aldeias Mybia-Guarani que participarão do roteiro e captação das imagens. dos resultados dos programas previstos no PBA (indígena e não indígena) e dos aspectos culturais das comunidades indígenas Mybia-Guarani Sambaqui e Ilha da Cotinga. Organização em eventos de divulgação do empreendimento e participação em eventos municipais e estaduais que pautem o tema socioambiental ou desenvolvimento regional. • • Criação de Áudio para programas de rádio (conteúdo resumido do Audiovisual).

assim com as diretrizes da FUNAI para divulgação de informações sobre a cultura dos povos indígenas. com interação com o empreendedor e demais programas sócio e etnoambientais.7. 8 85 . faixas. Comunicação externa (divulgação dos produtos à comunidade indígena e não indígena através dos veículos de mídia e outras estratégias). Escolha estratégica das mídias disponíveis na região do empreendimento (para divulgação dos produtos).Componente Indígena Plano Básico Ambiental . Elaboração de convênios (Prefeituras e MAE). 3. Comunicação interna (permanente).1. Produção de boletim trimestral viabilizando as características do “Boletim Impresso” (descritas na 4ª estratégia do Item B).PBA divulgação serão dispostos banners.7.CI .1.6.1. • Acompanhamento fotográfico e de filmagem da evolução do empreendimento visando subsidiar a produção de painéis fotográficos da obra.4. Elaboração de materiais informativos do empreendimento e das aldeias Mybia-Guarani (cultura e artesanato) e Registros das atividades através do periódicos Relatórios Técnicos 3. Inter-relação com outros programas O Programa de Comunicação Social possui intenso relacionamento com todos os programas deste PBA. folhetos informativos e um pequeno mostruário dos artesanatos8 produzidos por estas comunidades.7. banners. pois visa a divulgação de informações por eles geradas. Etapas de execução São previstas sete etapas neste projeto: • • • • • • • Observação das demandas gerais do PBA. portanto a exposição do mostruário visará apenas sua valorização e a divulgação da localização dos pontos de venda destes produtos.5. folhetos informativos. • 3. Atualmente o MAE não autoriza a venda de artesanatos (ou outros produtos) dentro do Museu. Atendimento a requisitos legais e/ou outros requisitos Atendimento as normas de publicidade e comunicação.

7.7.2. logísticos e/ou financeiros • • • • • • • • • • Equipamentos de registros visuais Impressão dos produtos de comunicação visual: Produtos informativos e educativos Criação e manutenção do home Page Impressão e distribuição dos boletins informativos Organização de eventos Audiovisual Institucional Audiovisual Comunidades Indígenas Audio (para programas nas rádios) Publicações (jornais locais e regionais) 3.7.7.1.7. Recursos humanos • • Gerente do programa: assessoria mensal com dedicação de 20 horas/semana (perfil indicado: jornalista com experiência no tema). Elementos de custo Nesta seção detalhamos os elementos de custo necessários para o cumprimento deste programa: Recursos humanos + Recursos materiais. 3.1. Cronograma de execução A Tabela 3.1.CI . logísticos e/ou financeiros.8. Recursos materiais.7.1. 3.Componente Indígena Plano Básico Ambiental .PBA 3. sendo que os valores são apresentados no cronograma físico financeiro.7. 86 .14 apresenta o cronograma físico financeiro de execução deste programa.1. Assessoria em comunicação visual: apoio na elaboração dos produtos (comunicador visual com habilidade na elaboração de produtos informativos e educativos).

CI . **Custo já incluído na coordenação e acompanhamento de todos os programas do componente indígena com previsão de um antropólogo na equipe. tendo como limite o período de 05 anos (20 trimestres – 60 meses).14– Cronograma físico-financeiro do programa de comunicação social indígena Atividade Identificação das demandas e interação com o empreendedor e demais programas** Elaboração de convênios (Prefeituras e MAE) Comunicação interna Comunicação externa Elaboração de materiais informativos do empreendimento Elaboração de materiais informativos sobre as aldeias Mybia-Guarani Coordenação e Relatórios de acompanhamento** X X X Trimestre* 1T 2T 3T 4T 6T 8T 10T 12T 14T 16T 18T 20T X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X * o cronograma é distribuído em trimestres (dispostos em ordem crescente) abrangendo a fase de implantação do empreendimento e parte da 1ª fase de operação. 87 .PBA Tabela 3.1.Componente Indígena Plano Básico Ambiental . conforme apresentado na Tabela 3.

9. Ao longo da execução deste programa poderão estabelecer-se convênios com as Prefeituras Municipais de Paranaguá e Pontal do Paraná (especialmente as secretarias de educação. Adaptações ao Programa de Treinamento dos Colaboradores 3. Visando otimizar os recursos humanos e materiais alocados para a implantação deste empreendimento.1. visando agilizar e potencializar a divulgação de informações sobre a cultura Mybia-Guarani e os locais de venda do artesanato produzido nestas aldeias.2.11.1.10.7.PBA 3. incluindo exemplares do artesanato produzido nestas aldeias (com indicação dos locais de venda).7.2. Apresentação / justificativa A implantação de um empreendimento com o porte e características do “Parque de Construções Submarinas do Paraná” exige mão-de-obra sensível e qualificada. Instituições envolvidas A implantação deste programa contará com a parceria dos Membros do Comitê Gestor (FUNAI – local e regional. cultura e turismo). vinculado à Universidade Federal do Paraná (sediado em Paranaguá/PR). 3. 3. Ao longo do desenvolvimento deste programa. Universidade Federal do Paraná.1. Buscar-se-á a realização de convênio com o Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE). assim como manter o compromisso (ratificado nas licenças ambientais) de minimização/mitigação máxima dos impactos socioambientais e 88 . Responsáveis pela implantação deste programa As ações propostas neste programa são de responsabilidade do empreendedor (SUBSEA 7). o Comitê Gestor poderá opinar em relação aos temas que serão enfocados com maior intensidade e à forma de organização e andamento das ações desenvolvidas 3. visando a divulgação de informações sobre a cultura Mybia-Guarani presente nas TIs Sambaqui e Ilha da Cotinga.7.7.Componente Indígena Plano Básico Ambiental .7. Empresa de Consultoria Ambiental responsável pela implantação dos programas e lideranças das TI’s Sambaqui e Cotinga).1. Acompanhamento e avaliação A avaliação e acompanhamento das ações deste programa será realizado pelo Programa de Supervisão Ambiental e pelo Comitê Gestor.CI . através de painéis e banners.

diretamente ou indiretamente vinculados ao empreendimento.CI . com ênfase especial à complexidade etnoambiental do local onde está inserido este empreendimento. sociais e ambientais do empreendimento. tenham conhecimento sobre o empreendimento (em si) e sobre as complexidades sócio e etnoambiental do local onde está inserido. Objetivos São objetivos deste programa: • Instruir todos colaboradores. situam-se as comunidades indígenas Mybia-Guarani Sambaqui e Ilha da Cotinga.2. Dentro da complexidade etnoambiental do entorno do referido empreendimento.2. sobre as características físicas. bem como ampliar a valorização destes povos para os não índios. Informar aos colaboradores sobre os programas sócio e etnoambientais previstos no planejamento do PBA (componente indígena e não indígena) visando a minimização e compensação das interferências (negativas e positivas) decorrentes da implantação e operação deste empreendimento. este programa fará ações sinérgicas com o Programa de Comunicação Social. informando suas características e pontos de venda (após estar implantado o futuro ponto de comercialização localizado na PR 407 será incluído nesta divulgação). cursos e treinamentos associados à qualificação de mão-de-obra e saúde & segurança no trabalho. Neste sentido o Programa de Treinamento dos Colaboradores visa o entendimento que os trabalhadores vinculados à obra. Capacitação dos indígenas na vigilância das TIs em articulação com a Coordenação Geral de Monitoramento Territorial da FUNAI. Visando anular as possíveis interferências sobre estas sensíveis etnias.Componente Indígena Plano Básico Ambiental . Divulgação dos aspectos gerais do modo de vida das aldeias MybiaGuaranís Sambaqui e Ilha da Cotinga. através de textos técnicos e 89 • • • • • . assim como os demais colaboradores (fornecedores externos e profissionais vinculados aos programas sócio e etnoambientais). quanto ao respeito e valorização da cultura e modo de vida das comunidades indígenas Sambaqui e Ilha da Cotinga. 3. diretamente ou indiretamente vinculados ao empreendimento.PBA etnoambientais gerados ao longo de sua instalação e operação. Divulgação e valorização da produção de artesanato produzido nas aldeias Mybia-Guaranís Sambaqui e Ilha da Cotinga. Os cuidados socio e etnoambientais serão construídos com os colaboradores através de atividades de sensibilização. Ampliar a compreensão dos colaboradores.7. urge a necessidade de adequada seleção e treinamento dos colaboradores vinculados a este projeto. detalhado no capitulo anterior deste PBA.

7. visando o debate e a reflexão sobre as diversidades dos modos de vida presentes na “vizinhança” do empreendimento. seus vizinhos imediatos (indígenas e não 90 . serão realizadas atividades de sensibilização socioambiental com todos os colaboradores envolvidos. serão realizados palestras e treinamentos com todos os colaboradores deste empreendimento. 3. No final destas atividades haverá interação entre os participantes. A) Atividades de Sensibilização Visando a ampliação das percepções dos colaboradores em relação às comunidades indígenas Mybia-Guarani presentes na área de influência deste empreendimento.Componente Indígena Plano Básico Ambiental .CI . Estes eventos visam complementar os treinamentos de Saúde & Segurança dos trabalhadores. Nestes encontros serão abordados temas gerais pertinentes à diversidade étnica do Brasil.PBA científicos (com linguagem popular) visando promover seu conhecimento e valorização pelas comunidades não indígenas. Com os indígenas haverá parceria com FUNAI visando a capacitação para o monitoramento e vigilância territorial das TIs. Metodologia e descrição do projeto O desenvolvimento do Programa de Treinamento dos Colaboradores será realizado através de atividades de sensibilização e treinamentos associados à qualificação de mão-de-obra e saúde & segurança no trabalho. direta ou indiretamente na implantação e operação deste projeto. B) Treinamentos de Qualificação da Mão de Obra Visando a internalização do respeito e dos cuidados ambientais e etnoambientais com as comunidades Mybia-Guarani Sambaqui e Cotinga.3. As Palestras visam a exposição das informações básicas sobre as características do empreendimento. diversidade nos modos de vida e nos valores culturais destes povos. antes dos cursos e treinamentos. Estas atividades podem ser complementadas pelo antropólogo responsável pelos programas etnoambientais em parceria com os programas de comunicação social e educação ambiental.2. ampliando sua percepção dos “vizinhos” do ambiente de trabalho e cultivando o respeito e valorização dos povos indígenas presentes nestes locais. As atividades de sensibilização dar-se-ão através de dinâmicas de grupo. coordenada por profissional da área de recursos humanos acompanhada pelo antropólogo responsável pela coordenação dos programas etnoambientais deste PBA.

Em seguida o treinamento apresentará as normas de condutas adequadas dos colaboradores perante os povos indígenas: respeito irrestrito. Dar-se-á especial atenção ao ARTESANATO produzido pelos Mybia-Guaranis: materiais utilizados. uma Palestra e um Treinamento sobre os temas presentes neste programa. circular com baixa velocidade próximo das áreas indígenas.PBA indígenas) assim desenvolvimento. visando complementar os treinamentos realizados com tema deste programa. lúdico. com debate reflexão dos assuntos apresentados. modo de produção. não oferecer álcool. 9 O MAE visa a divulgação das principais características etnológicas e arqueológicas locais e regionais. ritos sagrados e relação com os não índios – incluindo este empreendimento e a relação de tutela com a FUNAI. Estes eventos serão oferecidos aos colaboradores que já tenham realizado as três etapas (sensibilização. incluindo os programas sociais e etnoambientais previstos no PBA. uma Atividade de Sensibilização. Diretrizes Gerais do Programa Cada colaborador deve participar de. música. valorização e pontos de venda destes produtos. manter distanciamento das aldeias e nunca entrar sem autorização da FUNAI. modo de vida (trabalho. MAE (UFPR / Paranaguá) . 91 .Componente Indígena Plano Básico Ambiental . inspiração na criação. Caso houver excedente. alimentação. Na segunda etapa do treinamento haverá utilização do Audiovisual sobre os principais aspectos culturais das comunidades Mybia-Guarani do Sambaqui e Ilha da Cotinga. como relato dos programas sócio e etnoambientais em A primeira etapa do treinamento dar-se-á com utilização do Audiovisual produzido com as informações do empreendimento. palestra e treinamento) e tenham boa conduta no ambiente de trabalho. não emanar palavras de baixo calão (especialmente para as mulheres). Será oferecido transporte e o período do evento será registrado como hora trabalhada. O limite de inscrição é a capacidade de 25 pessoas e será organizada por adesão voluntaria e ordem de inscrição. dividir estas informações com seu amigos e vizinhos. os suplentes ficam inscritos para a visita do próximo mês subseqüente. Cópia destes registros deverá ser enviada ao órgão licenciador e apresentados ao Comitê Gestor ao final de cada trimestre. entre outros cuidados discutidos pelo antropólogo. Os registros de realização destas atividades farão parte do acervo documental juntamente com os registros de treinamento de Saúde & Segurança no Trabalho. no mínimo.CI .Uma vez por mês serão organizadas visitas orientadas no Museu de Arqueologia e Etnologia de Paranaguá (MAE)9 localizado na parte histórica da cidade de Paranaguá. Para finalizar o treinamento haverá a distribuição dos materiais educativos produzidos com este tema. Todos os treinamentos serão realizados pelo antropólogo responsável pela coordenação dos programas etnoambientais deste PBA.

7. Atividades de sensibilização.5.PBA A impressão dos materiais gerados deve priorizar a utilização de papel reciclado.Componente Indígena Plano Básico Ambiental . visando ampliar a percepção dos colaboradores para a diversidade socioambiental da “vizinhança” do empreendimento. visando favorecer o entendimento e difusão das informações geradas e refletidas nos programas socioambientais deste PBA. Etapas de execução São previstas cinco (05) etapas neste programa: I. II.2. O formato (folheto. 92 .2. 3. Treinamento dos indígenas no monitoramento e vigilância territorial das TIs. visando difundir as práticas conectadas à sustentabilidade ambiental. Inter-relação com outros programas O Programa de Treinamento dos Colaboradores possui intenso relacionamento com os programas de Comunicação Social. Esta atividade envolve os procedimentos básicos de conduta a serem adotados em situações de agressões ou invasões territoriais ou ambientais situadas próximas (ou dentro) dos territórios indígenas. C) Treinamento dos indígenas para o monitoramento territorial Esta meta visa a capacitação dos indígenas das TIs Sambaqui e Ilha da Cotinga no monitoramento das TIs em articulação com a Coordenação Geral de Monitoramento Territorial da FUNAI. 3. V. Registros das atividades através de periódicos Relatórios Técnicos Parciais. IV.4. Os treinamentos incluem a relação dos contatos das Instituições responsáveis pela fiscalização embarcada (Marinha e IBAMA) e terrestre (Batalhão Ambiental e IBAMA) das áreas indígenas. com logística e organização dos eventos custeados e administrados pelo empreendedor.CI . Os treinamentos serão ministrados por profissionais da FUNAI relacionados com a Coordenação Geral de Monitoramento Territorial. visando elevar ao máximo a eficiência na comunicação e pleno atendimento dos objetivos deste programa. Educação Ambiental e com o Projeto de Segurança e Territorialidade (no monitoramento territorial das TIs). Realização de visitas orientadas ao MAE. III. Realização de palestras e treinamentos com todos os colaboradores. A linguagem deve contemplar os saberes e dizeres locais. banner/poster ou cartaz) pode ser reavaliado periodicamente.7.

CI .1.7. logísticos e/ou financeiros • Os equipamentos e logística do funcionamento deste programa já estão previstos no Programa de Treinamento dos Colaboradores (previsto no Componente não indígena do PBA).7. Os custos de produção de audiovisual e impressão dos materiais educativos já foram previstos no Programa de Comunicação Social.2.15 – Cronograma físico-financeiro do programa de treinamento dos colaboradores Atividade Atividades de sensibilização** Palestras e treinamentos Trimestre* 1º T 2ºT 3º T 4º T X X X X X X X X 93 . Cronograma de execução A Tabela 3. Recursos humanos • Gerente do programa – organização da logística das atividades. Apoio técnico – antropólogo (coordenador geral dos programas etnoambientais) 3.2.7. saúde e segurança do trabalho.PBA 3.7.2.2. Recursos materiais. Elementos de custo Nesta seção detalhamos os elementos de custo necessários para o cumprimento deste programa: Recursos humanos + Recursos materiais. 3.15 apresenta o cronograma de execução deste programa.7. logísticos e/ou financeiros. assim com as diretrizes da FUNAI para o monitoramento da territorialidade e divulgação de informações sobre a cultura dos povos indígenas.6. registros e agendamento junto aos colaboradores: dedicação de 20 horas/semana (perfil indicado: técnico em segurança no trabalho com experiência no tema).2. combustível e motorista) x 30 eventos • • • 3.8.2. Tabela 3.7.7. sendo que os valores são apresentados no cronograma físico financeiro.7. Atendimento a requisitos legais e/ou outros requisitos Atendimento as normas de comunicação.Componente Indígena Plano Básico Ambiental . 3. Organização das visitas orientadas (veículo.

pois todos os colaboradores já terão recebido treinamento.sediado em Paranaguá/PR. Após este período recomenda-se o encerramento do programa.1. ***Custo já incluído na coordenação e acompanhamento de todos os programas do componente indígena com previsão de um antropólogo na equipe. 3.2.2. vinculado à Universidade Federal do Paraná . Responsáveis pela implantação deste programa As ações propostas neste programa são de responsabilidade do empreendedor (SUBSEA 7).Componente Indígena Plano Básico Ambiental . 3.7. 3.7.7.3. Acompanhamento e avaliação A avaliação e acompanhamento das ações deste programa será realizado pelo Programa de Supervisão Ambiental e pelo Comitê Gestor.2. Apresentação / justificativa A Educação Ambiental baseia-se no processo de sensibilização do indivíduo pela promoção de uma ação reflexiva voltada para a conservação ambiental.10.7. ** Custos previstos no PBA não indígena acrescidos de remuneração de antropólogo e indígenas. Instituições envolvidas A implantação deste programa contará com a parceria dos Membros do Comitê Gestor (especialmente FUNAI – local e regional e Consultoria responsável pelos Programas).11. exceto as diárias dos funcionários da FUNAI durante os treinamentos de monitoramento territorial.CI .PBA Atividade Visitas Orientadas ao MAE Treinamento de monitoramento territorial Coordenação e acompanhamento*** Relatórios de Trimestre* 1º T 2ºT 3º T 4º T X X X X X X X X X * o cronograma é distribuído em trimestres (dispostos em ordem crescente) abrangendo toda fase de implantação do empreendimento.3. no agendamento e realização das visitas orientadas ao Museu.7. conforme apresentado na Tabela 3. 3.1. Adaptações ao Programa de Educação Ambiental 3.9. com apoio parcial do Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE). Este processo educativo e contínuo permite ao sujeito compreender a sua influência no meio 94 .

no entendimento das causas e efeitos da problemática ambiental.Componente Indígena Plano Básico Ambiental .7.CI . o objetivo central deste programa é auxiliar na compreensão da comunidade local. incorporando seus aspectos naturais. Artigo 1 – BRASIL.3. Esta abordagem favorece a compreensão da complexidade socioambiental.2. As principais ações propostas neste programa visam demonstrar a importância do uso adequado dos recursos naturais e estimular a compreensão e respeito pela diversidade étnica e socioambiental. educação ambiental compreende os “processos por meio dos quais o indivíduo e as coletividades constroem seus valores sociais.PBA ambiente. sobre as interferências (positivas e negativas) e medidas socio e etnoambientais relacionadas com a implantação e operação do Parque de Construções Submarinas do Paraná. históricos. 3. Integração com o Programa de Comunicação Social na elaboração e divulgação dos principais aspectos culturais das aldeias Mybia-Guaranís 95 • • . habilidades. Estimular a reflexão da população residente do entorno do empreendimento. I. local e regional. Sensibilizar os educadores e alunos das escolas públicas de Paranaguá e Pontal do Paraná para o desenvolvimento de projetos de educação socioambiental na área de influência do empreendimento. cap. sociais. tecnológicos. estimulando o desenvolvimento do senso crítico e de habilidades na solução dos problemas da vida cotidiana. Auxilia. De acordo com a legislação ambiental brasileira. promovidas pela implantação do “Parque de Construções Submarinas do Paraná”. 9. étnicos. Este programa prevê também a participação dos indígenas Mybia-Guarani na construção do entendimento sobre sua cultura e da complexidade etnoambiental do local onde se insere o referido empreendimento. Portanto. conhecimentos. sobre as conseqüências.. Objetivos São objetivos deste programa: • • Promover processo de sensibilização ambiental da comunidade atingida pelo empreendimento. portanto. atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente” (Lei Federal nº. assim como as comunidades Mybia-Guarani Sambaqui e Cotinga. promovendo a integração dos membros da sociedade (índios e não índios). positivas e negativas.795/99. econômicos e políticos. especialmente aos professores e alunos das escolas vizinhas do empreendimento. 1999). formando uma consciência dirigida para a melhoria da qualidade do meio natural e social.

A sistematização de informações será realizada por um educador acompanhado pelo antropólogo com consulta das lideranças indígenas 96 . dos interesses e das percepções da comunidade é que se consegue problematizá-la. Metodologia e descrição do projeto O desenvolvimento das atividades do Programa de Educação Ambiental orientase pela abordagem teórico-critica utilizando preceitos pedagógicos baseados em Paulo Freire. A partir das práticas cotidianas. sendo que a primeira etapa deste trabalho é o conhecimento prévio da realidade socioambiental local. que possibilita a coerência dessas atividades com a realidade local e o processo de gestão ambiental do empreendimento em questão. aliando experiências pedagógicas em projetos similares ao promovido pelo emprendimento. O Diagnóstico visa a aprofundar e sistematizar as práticas de Educação Ambiental. complementada pelos produtos educativos gerados em parceria com o Programa de Comunicação Social (especialmente o Audiovisual e os materiais educativos). opta-se pelo desenvolvimento das ações de sensibilização e mobilização da comunidade local. identificando os principais problemas ambientais e etnoambientais. gestores das políticas ambientais.PBA Sambaqui e Ilha da Cotinga. trabalhadores da obra. conhecer o nível de compreensão sobre o meio ambiente por parte da população diretamente atingida. as quais estão atreladas à dimensão qualitativa do trabalho realizado. denominada Diagnóstico Local. educadores e alunos da rede pública e demais atores institucionais ou individuais. construindo novos conhecimentos e ampliando a participação da população local nos processos decisórios. transformadores e emancipatórios do que ao alcance de metas quantitativas.3. Neste sentido. Na primeira etapa deste processo serão utilizadas informações do EIA/RIMA (e complementos) sobre a conjuntura socioambiental relacionada com licenciamento ambiental deste empreendimento. através dos programas do PBA. Uma ação educativa deve-se muito mais à realização de processos de aprendizagem participativos.7. visando instrumentar o processo de acompanhamento ativo dos programas socioambientais relacionados com a implantação e operação deste empreendimento A) Diagnóstico Sócio e Etnoambiental Este programa privilegia as metodologias participativas de aprendizagem. Todas as atividades desenvolvidas no Programa de Educação Socioambiental devem ter como base o Diagnóstico Local.Componente Indígena Plano Básico Ambiental . visando promover seu conhecimento e valorização pelas comunidades não indígenas. professores.CI . 3.3.

bem como sobre a implantação dos programas socio e etnoambientais abordando metodologias. OBS: Os Folhetos Educativos e Audiovisual. viabilizando a o diálogo reflexivo direto entre os diversos agentes deste processo. o antropólogo (responsável pela coordenação dos programas etnoambientais). ritos sagrados e relação com os não índios – incluindo este empreendimento e a relação de tutela com a FUNAI. O material informativo a ser produzido deverá de um lado apresentar informações básicas e gerais sobre o empreendimento. produzidos com a participação dos índios Mybia-Guarani.Componente Indígena Plano Básico Ambiental . pois organiza os conteúdos e informações da conjuntura local potencializado a realização dos Encontros e Treinamentos posteriores. modo de produção. Nos eventos de reforço (2º etapa dos encontros) haverá participação das lideranças indígenas (Sambaqui e Ilha da Cotinga). utilização de álcool promovida pelos não índios. valorização e pontos de venda. Enfoque especial será dado ao ARTESANATO produzido pelos MybiaGuaranis: materiais utilizados. alimentação. estratégias de gestão. responsáveis pela sua implantação (incluindo instituições parceiras) e as informações geradas durante sua implantação. fases da obra de implantação e operação) com apresentação do vídeo institucional.CI . inspiração na criação. Além dos materiais prevê-se a participação de um coordenador pedagógico (da área de educação). e Apresentação do principais aspectos culturais das comunidades MybiaGuarani do Sambaqui e Ilha da Cotinga. lúdico.PBA B) Elaboração de Materiais Educativos A elaboração de materiais educativos possui alta importância didático pedagógica. Em seguida serão debatidos os principais pontos de conflito entre índios e não índios: características de áreas indígenas e seu respeito irrestrito. Neste momento será utilizado o Audiovisual produzido com a participação dos indígenas. música. utilizando como ferramenta pedagógica central o audivisual e materiais educativos. Nestes encontros serão trabalhados os seguintes temas: • Apresentação do empreendimento (objetivos. incluindo modo de vida (trabalho. C) Encontros de Sensibilização/Capacitação Serão realizados encontros de sensibilização e capacitação com professores e alunos das escolas públicas e particulares dos municípios de Paranaguá e Pontal do Paraná. características. aliciamento e desrespeito 97 • • . estão descritos no Programa de Comunicação Social.

com indicação do local pelas lideranças indígenas. Esta atividade consta da organização de um torneio de integração organizado pelo empreendedor. realizado entre a faixa etária infanto-juvenil onde garante-se a participação de um (ou dois) times da TI Ilha da Cotinga e da TI Sambaqui10. populações tradicionais.Componente Indígena Plano Básico Ambiental . segundo o Cacique Irineu. Na aldeia Sambaqui. 10 98 . Os tópicos serão elaborados no Plano de Manejo da RPPN. Será elaborado (e adquiridos) vestuário com o nome da aldeia à qual pertence. quilombolas.CI . desde que relacionados com os objetivos e metas deste programa. as únicas três representantes da faixa etária juvenil são do sexo feminino e não demonstraram interesse explícito por futebol. esta atividade deve ser realizada manualmente. pessoas do meio urbano e do meio rural. sua população tende a aumentar com a chegada de novas famílias. E) Esporte de Integração Sabe-se que esporte é uma das atividades que melhor promove a integração entre os povos de diferentes etnias. será realizada juntamente com as melhorias da estrada de acesso e na Aldeia Ilha da Cotinga. entre outros cuidados discutidos pelo antropólogo OBS: Poderão ser introduzidos outros temas sugeridos pelos agentes envolvidos. índios e não índios (de todas etnias). pois é impossível transporte de maquinário pesado para este fim. Serão realizadas duas pavimentações rústicas. pois. Porém é importante prever esta atividade nesta TI. Para favorecer a organização das comunidades indígenas serão adquiridos materiais esportivos (bolas. distanciamento das aldeias e necessidade da autorização da FUNAI para entrar nestas áreas. A participação dos indígenas nestes trabalhos será agendada com antecedência e será remunerada. calçados adequados á prática do futebohuteiras/tênis). incluindo aspectos culturais de usos e conservação dos recursos naturais pelos indígenas. No Brasil. Os encontros envolverão as escolas onde houve os encontros e treinamentos com os professores e alunos e contará com a participação das lideranças indígenas indicadas pelo cacique de cada aldeia.PBA às mulheres. serão promovidas atividades de educação ambiental em trilhas a serem elaboradas no referido trabalho. apito. D) RPPN da SUBSEA 7 Após a aprovação do Plano de Manejo da RPPN da SUBSEA 7. encantando a todos. Atualmente na TI Sambaqui. o Futebol ocupa representa a modalidade esportiva de maior universalidade. uma em cada aldeia. redes de futebol.

atabaques.3. Adicionalmente serão adquiridos roupas para o grupo de música e dança.4. Atividades demonstrativas do grupo de musica e dança da Aldeia Cotinga integrarão as atividades de educação ambiental nas escolas. visando favorecer o entendimento e difusão das informações geradas e refletidas nos programas socioambientais deste PBA. A linguagem deve contemplar os saberes e dizeres locais. Estas atividades (futebol e arco/flecha foram sugeridas pelas lideranças indígenas (principalmente da TI Ilha da Cotinga) e visa a integração da infantojuventude Mybia-Guarani como os alunos das escolas públicas de Paranaguá e Pontal do Paraná. 3.3.CI .Componente Indígena Plano Básico Ambiental . Os custos e gestão da logística envolvida nestes eventos serão absorvidos pelas referidos projetos. 3. visando elevar ao máximo a eficiência na comunicação e pleno atendimento dos objetivos deste programa. pandeiros) e chocalhos. Diretrizes gerais A impressão dos materiais gerados deve priorizar a utilização de papel reciclado. banner/poster ou cartaz) pode ser reavaliado periodicamente. favorecendo a valorização entre etnias. Para favorecer a estrutura e difusão da música e da dança Mybia-Guarani. Elaboração/sistematização do diagnóstico da conjuntura local.PBA No 2º ano desta atividade deverá ser estudada a possibilidade de implantar o esporte de Arco e Flecha (de forma complementar ao futebol). visando difundir as práticas conectadas à sustentabilidade ambiental. serão adquiridos instrumentos musicais de cordas (violão e violino) e percussão (tambores.5. 99 . F) Apoio ao Grupo de Música e Dança (aldeia Cotinga) A musica é expressão cultural de grande relevância pois aguça a sensibilidade poética e possui grande comunicabilidade entre os diferentes povos e culturas. Elaboração dos materiais educativos (em parceria com o Programa de Comunicação Social). Etapas de execução São previstas cinco (05) etapas neste programa: I. especialmente na Aldeia Cotinga.7. II. O formato (folheto. bem como nos eventos de comunicação social.7.

Resolução CONAMA 422/2010 (CONAMA. Elementos de custo Nesta seção detalhamos os elementos de custo necessários para implantação deste programa: Recursos humanos + Recursos materiais.00 + apoio no deslocamento). sendo que os valores são apresentados no cronograma físico financeiro. Registros das atividades através de periódicos Relatórios Técnicos Parciais. agrônomo ou sociólogo com experiência no tema). V. 3.795/99 (BRASIL. • • 100 .7. especialmente quanto às atividades realizadas para a melhoria ambiental local e nas informações geradas.7.8.1. 1999).8.3. Destaca-se o relacionamento estratégico e permanente com os Programas de Supervisão Ambiental e Comunicação Social.7. IV. Encontros de Sensibilização/Capacitação.Componente Indígena Plano Básico Ambiental . participação na elaboração dos materiais educativos: dedicação de 20 horas/semana (perfil indicado: educador ambiental – biólogo.3. logísticos e/ou financeiros. Atendimento a requisitos legais e/ou outros requisitos Este programa seguirá os preceitos da Lei Federal 9. Inter-relação com outros programas Devido a abordagem sistêmica adotada neste programa haverá relacionamento com todos os programas deste PBA. Visitas orientadas na RPPN da SUBSEA 7.3.CI .3. 3. assim como normas de comunicação e eventos das escolas envolvidas e diretrizes da FUNAI para divulgação de informações sobre a cultura dos povos indígenas. 3. bem como com os demais agentes institucionais relacionados com a gestão deste PBA. registros e agendamento junto às escolas. Recursos humanos • Gerente do programa – organização da logística das atividades.7. 2010). A participação dos indígenas nas atividades a ser realizada na RPPN da SUBSEA 7 (3ª etapa).PBA III. A participação das lideranças indígenas nos encontros será remunerada (R$ 100. pois este último conecta-se com todos os programas. 3.7.6.

Obras de implantação das quadras.CI .2. 101 . Recursos materiais.PBA • • Na elaboração dos materiais educativos a participação das lideranças indígenas será remunerada Apoio técnico etnoambientais) antropólogo (coordenador geral dos programas 3.7.3.Componente Indígena Plano Básico Ambiental .7. Cronograma de execução A Tabela 3. logísticos e/ou financeiros • • • • • Os custos de produção de audiovisual e impressão dos materiais educativos já foram previstos no Programa de Comunicação Social.16 apresenta o cronograma físico financeiro de execução deste programa.3.9. Aquisição dos materiais esportivos (Cotinga e Sambaqui) Aquisição de equipamentos de musica e dança Custos de transporte (ônibus) e lanche/água durante a realização dos torneios esportivos 3.8.

Componente Indígena Plano Básico Ambiental .1. conforme apresentado na Tabela 3. realização de ajustes metodológicos nas atividades planejadas. tendo como limite o período de 10 trimestres (30 meses).16 – Cronograma físico-financeiro do programa de educação ambiental Atividade Elaboração /sistematização do diagnóstico da conjuntura local** Elaboração dos materiais educativos (em parceria com o Programa de Educação Ambiental e Comunicação Social) ** Implantação das quadras esportivas e aquisição de equipamentos esportivos Encontros de Sensibilização/Capacitação** Visitas orientadas na RPPN da SUBSEA 7** Coordenação e Relatórios de acompanhamento*** Trimestre* 1º T 2º T 3º T 4º T 5º T 6º T 7º T 8º T 9º T 10º T X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X * o cronograma é distribuído em trimestres (dispostos em ordem crescente) abrangendo toda fase de implantação do empreendimento (e parte da 1ª fase de operação). 102 . ** Custos previstos no PBA não indígena acrescidos de remuneração de antropólogo e indígenas.CI . caso necessário. ***Custo já incluído na coordenação e acompanhamento de todos os programas do componente indígena com previsão de um antropólogo na equipe. visando mensurar o grau de eficácia (em relação aos objetivos e metas) e. Após este período recomenda-se a reavaliação deste programa.PBA Tabela 3.

além dos profissionais envolvidos no desenvolvimento dos programas ambientais e as comunidades indígenas e não indígenas situadas próximas do empreendimento. 3.7.3.7. a implantação deste programa contará com a parceria das Secretarias Municipais de Educação de Pontal do Paraná e Paranaguá. Apresentação / justificativa Na implantação/operação de um empreendimento como o Parque de Construções Submarinas do Paraná.11. Este programa promove.Componente Indígena Plano Básico Ambiental .7.10. 3. Acompanhamento e avaliação O acompanhamento e avaliação das atividades deste programa dar-se-á pelo Programa de Supervisão Ambiental.4.7. Adaptações ao Programa de Gerenciamento Ambiental 3. Responsáveis pela implantação do programa As ações propostas neste programa será de responsabilidade do empreendedor (SUBSEA 7) com apoio das comunidades indígenas Sambaqui e Ilha da Cotinga.PBA 3. 103 . A gestão integrada favorece a inspeção da eficiência e da qualidade dos trabalhos realizados A gestão integrada dos programas e projetos e o periódico relato integrando seus resultados parciais (Relatórios de Supervisão) favorece o acompanhamento e fiscalização do órgão ambiental licenciador competente.CI . a integração constante do órgão ambiental licenciador (IAP) com o empreendedor. portanto.3. Instituições envolvidas Além das instituições presentes no Comitê Gestor. possibilitando ajustes durante seu desenvolvimento buscando atingir os objetivos mencionados no item II.3.12.1. torna-se muito importante a gestão integrada das ações dos diversos projetos e programas socioambientais e etnoambientais visando a sinergização dos objetivos comuns. 3.4. especialmente a mitigação dos impactos negativos e a potencialização das interferências positivas.7.

Informar periodicamente ao órgão ambiental licenciador (IAP) e a Instituição tuteladora dos povos indígenas (FUNAI) sobre o andamento dos programas etnoambientais (e outros programas relacionados ao empreendimento) previstos no PBA.CI .2.4. de acordo com os preceitos da Política Nacional de Meio Ambiente. • • • • • 3.7. IAP e demais instituições públicas e privadas afetadas (direta e indiretamente) pela implantação deste empreendimento. sob responsabilidade da empresa SUBSEA 7. especialmente Pontal do Paraná e Paranaguá.4. Promover a integração deste empreendimento com a gestão territorial e ambiental dos municípios vizinhos. Metodologia utilizada neste programa Os procedimentos metodológicos das atividades deste programa são descritos a seguir. Gerenciar as atividades e procedimentos administrativos relacionados com Autorizações e/ou Licenças necessárias para a execução dos trabalhos.7. Promover o acompanhamento sistemático das ações. A) Acompanhamento e Supervisão dos Programas Supervisão e acompanhamento dos programas previstos no PBA. Mediar as tratativas e ajustes dos possíveis conflitos (ou divergências conceituais) entre o empreendedor e as comunidades indígenas.PBA 3. Objetivos São objetivos deste programa: • Gerenciar TODOS os programas e atividades etnoambientais relacionados neste PBA. 104 . avaliando regularmente a eficiência das atividades e a satisfação das comunidades indígenas e demais instituições públicas e privadas afetadas (direta e indiretamente) pela implantação do Parque de Construções Submarinas do Paraná.Componente Indígena Plano Básico Ambiental . agilizando a definição e adoção de soluções para os problemas inerentes à implantação dos programas socioambientais e etnoambientais em sintonia com o cronograma do empreendimento. FUNAI.3. assim como nas determinações das condicionantes das licenças ambientais.

O acompanhamento direto apresenta as seguintes fases: • • • • Reunião para discussão visando o início da implantação das ações dos programas. Metodologias Ações de Supervisão Programas Ambientais Avaliação Identificação de problemas Adequação Integração entre os programas Reuniões Comitê Gestor Atividades de Supervisão Metas Análise Relatórios de Acompanhamento e Avaliação Cronogramas Figura 3.Componente Indígena Plano Básico Ambiental . As diligências serão realizadas de duas formas: (I) práticas (acompanhamento eventual das atividades previstas) e técnicas (avaliação dos Relatórios Técnicos produzidos pelo projeto/programa). O acompanhamento direto é realizado através de visitas sistemáticas a campo. Reuniões durante a execução das ações para avaliação dos resultados preliminares.Fluxograma Geral dos Procedimentos do Programa de Gestão e Supervisão Ambiental Portanto. Acompanhamento. A seguir apresenta-se um fluxograma contendo o planejamento esquemático das ações a serem implantadas pelo Programa de Supervisão Ambiental deste PBA.PBA Será realizado acompanhamento dos resultados previstos nos cronogramas de todos os projetos e programas etnoambientais durante a fase de implantação e operação deste empreendimento. das ações planejadas. as atividades de supervisão envolvem o acompanhamento de cada programa (isoladamente) assim como a integração dos resultados produzidos pelos diversos programas e projetos deste empreendimento. incluindo o período anterior ao início dos trabalhos e em momentos estratégicos definidos nas metodologias dos Programas Ambientais. 105 . em campo. e Reunião após o encerramento das ações para avaliação final.1 .CI .

106 . Acompanhamento das ações e programas nas TI’s Ilha da Cotinga e Sambaqui e apoio Institucional – FUNAI. Atribuição Acompanhamento das ações e programas na TI Sambaqui. FUNAI Regional SUBSEA 7 Coordenação Geral do Comitê.CI . será constituído o Comitê Gestor (Tabela 3.PBA Caso ocorram divergências entre as ações planejadas e executadas. elaboração 01 membro das ATAS. haverá dialogo investigativo com os responsáveis técnicos dos projetos/programas visando averiguar as causas e ajustar o andamento das atividades previstas. Institucional – FUNAI. gestão dos programas. Instituição Terra Indigena Sambaqui Representante 01 membro (com suplente) Cacique ou Liderança. 01 membro Acompanhamento geral do Universidade Federal do Possuir vínculo com Campus do andamento dos Paraná . 01 membro Analista (vinculado à FUNAI) de nível gerencial com conhecimento das TI’s e experiência em gestão de projetos. Tabela 3. apresentação Consultoria Ambiental responsável dos resultados parciais do pelo Licenciamento Ambiental. Acompanhamento das ações e programas na TI Ilha da Cotinga. órgão ambiental e FUNAI. Antropologia.UFPR Litoral e/ou Departamento de programas. andamento dos programas e atividades e envio dos dados ao empreendedor. convocações das reuniões. Terra Indigena Cotinga Ilha da 01 membro (com suplente) Cacique ou Liderança. B) Comitê Gestor Para realizar o acompanhamento e fiscalização da implantação das ações e programas previstas no Componente Indígena do PBA – SUBSEA 7.Componente Indígena Plano Básico Ambiental .17 – Estrutura do comitê gestor do componente indígena do PBA – SUBSEA7.17). FUNAI Local Acompanhamento das 01 membro ações e programas nas Técnico ou analista (vinculado à TI’s Ilha da Cotinga e FUNAI) com conhecimento das TI’s e Sambaqui e apoio experiência em gestão de projetos.

Nas reuniões periódicas serão apresentados os resultados (parciais e atualizados) do andamento dos projetos e programas etnoambientais. As despesas de deslocamento dos convidados serão custeados pela SUBSEA7. As lideranças indígenas poderão convidar pessoas de sua confiança para apoiálos na avaliação dos temas discutidos nas reuniões. quando algum tema de excepcional importância não puder esperar para o próximo encontro. assim como de (no mínimo) um membro da FUNAI (local ou regional). 107 . poderá haver convocação de reunião extraordinária. C) Relatórios de Supervisão Os relatórios de supervisão reúnem os relatórios técnicos parciais relatando o andamento dos projetos e programas etnoambientais previstos no Componente Indígena deste PBA.a pedido da Coordenação Geral. Em cada tema assegura-se a anuência e/ou complemento da liderança de cada TI. As ATAS das reuniões serão elaboradas por assistente da coordenação e assinada pelos membros presentes neste encontro. o representante da Instituição Membro deve ser substituído . As reuniões ordinárias terão periodicidade trimestral. As ausências devem ser justificadas e relacionadas em ata. Os temas abordados nestes encontros serão subdivididos por programa e por Terra Indigena/Aldeia. contudo sua presença deve ser motivação justificada e previamente autorizada pelos membros durante o processo de convocação. com confirmação de datas com antecipação de 07 a 10 dias. bem como na proposição de encaminhamentos complementares (dentro do escopo previsto em cada programa).PBA As Reuniões do Comitê Gestor serão convocadas pelo Coordenador Geral (SUBSEA 7) após consulta prévia de agenda de todas Instituições envolvidas. Eventualmente poderão participar das reuniões ordinárias Instituições envolvidas e/ou autoridades que não sejam membros do Comitê Gestor. Cópia colorida deste documento será anexo obrigatório dos Relatórios de Supervisão – com periodicidade trimestral.CI . desde que informados com antecedência.Componente Indígena Plano Básico Ambiental . A presença dos representantes das aldeias é OBRIGATÓRIA. Contudo. ou responsáveis técnicos dos projetos/programas (presentes neste PBA). Nestes casos os procedimentos de convocação são idênticos às reuniões ordinárias. Se ocorrer três ausências consecutivas. OBS: O processo decisório é EXCLUSIVO dos representantes das Instituições membros do Comitê Gestor. Após o relato de cada projeto/programa haverá espaço para questionamentos e sugestões (compatíveis com sua execução).

por principio conceitual. V. cópia colorida da ata das reuniões ordinárias do Comitê Gestor. subsidia. ou seja. Reuniões de planejamento de implantação dos programas etnoambientais (1º mês .4. Elaboração semestral). relatando o andamento das atividades desenvolvidas em todos os projetos e programas sócio e etnoambientais.7. Elaboração dos Relatórios de Supervisão Ambiental da fase de operação (periodicidade semestral ou outra determinação presente na LAO).4.CI .PBA A elaboração periódica dos Relatórios de Supervisão Ambiental.4. Acompanhamento e supervisão do desenvolvimento dos Programas e Projetos deste PBA. simultaneamente. interação com TODOS os programas. Etapas de execução São previstas sete (07) etapas neste programa: I.7.início dos trabalhos). 3. projetos e atividades sócio e etnoambientais relacionadas com a implantação e operação deste empreendimento. IV. 108 . VII. Reuniões periódicas (no mínimo trimestrais) do Comitê Gestor.Componente Indígena Plano Básico Ambiental . Acompanhamento e supervisão do desenvolvimento dos Programas e Projetos previstos na Licença de Operação incluindo possíveis pendências da fase de instalação. III. permanece ativo durante toda existência do empreendimento. VI. Os Relatórios de Supervisão Ambiental (também denominado Gestão Ambiental) serão elaborados com periodicidade TRIMESTRAL sendo encaminhados ao órgão ambiental licenciador (IAP) podendo ser fornecido cópia à FUNAI e Ministério Público Federal. dos Relatórios de Supervisão Ambiental (periodicidade Reuniões de planejamento de implantação dos programas etnoambientais (1º mês do período de operação). obrigatoriamente. Estes documentos conterão. o empreendedor na tomada de decisões de gestão e o órgão ambiental licenciador na análise do atendimento às metas definidas no processo de licenciamento. II.5. 3. Inter-relação com outros programas Este programa possui.

Componente Indígena Plano Básico Ambiental - CI - PBA

3.7.4.6. Atendimento a requisitos legais e/ou outros requisitos Serão cumpridos todos os quesitos legais relacionados na legislação ambiental (estadual, federal e municipal), normas municipais presentes no Plano Diretor e Código de Obras, assim como todas determinações presentes nas Condicionantes da Licença Ambiental de Instalação e Operação deste empreendimento. Também serão respeitadas as Instruções Normativas da FUNAI relacionadas com a implantação das atividades previstas no Componente Indígena deste PBA.

3.7.4.7. Elementos de custo A seguir relaciona-se os principais elementos de custo necessários ao cumprimento deste programa, subdivididos em recursos humanos e recursos materiais (logísticos e/ou financeiros), sendo que os valores são apresentados no cronograma físico financeiro. 3.7.4.7.1. Recursos humanos • Coordenador Geral: preferencialmente antropólogo ou sociólogo/historiador, com experiência profissional (comprovada) neste tema. Espera-se que o profissional tenha entendimento da legislação ambiental e indigenista, bem como alguma experiência em processos de licenciamento ambiental. Auxiliar técnico: Profissional com habilitação na área ambiental (biólogo, agrônomo, eng. florestal ou eng. sanitarista) com experiência em gestão de programas socioambientais. 3.7.4.7.2. Recursos materiais, logísticos e/ou financeiros • Apoio logístico e administrativo: sala de escritório localizada no canteiro de obras com equipamentos básicos (computador, com acesso a internet, telefonia, impressora, entre outros). Veículo comum (com manutenção e combustível). Editoração e impressão de documentos.

• •

3.7.4.8. Cronograma de execução A Tabela 3.18 apresenta o cronograma físico das atividades deste programa durante a instalação e operação deste empreendimento.

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Tabela 3.18 – Cronograma físico-financeiro do programa de gerenciamento ambiental Atividade Atividades de acompanhamento dos programas do PBA indígena Reuniões Comitê Gestor** Relatórios de Supervisão Ambiental (IAP e FUNAI) ** Reuniões e vistoriais Técnicas IAP e FUNAI** Semestre* 1S 2S 3S 4S 5S 6S 7S 8S 9S 10S

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* o cronograma é distribuído em semestres (dispostos em ordem crescente) abrangendo toda fase de implantação do empreendimento (e parte da fase de operação), tendo como limite o período de 05 anos (10 semestres – 60 meses). **Custo já incluído na coordenação e acompanhamento de todos os programas do componente indígena com previsão de um antropólogo na equipe.

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3.7.4.9. Acompanhamento e avaliação A avaliação e acompanhamento das ações deste programa serão realizados pelo Comitê Gestor, especialmente FUNAI e IAP.

3.7.4.10. Responsáveis pela implantação deste programa As ações propostas neste programa será de responsabilidade do empreendedor (SUBSEA 7) com anuência e acompanhamento do Comitê Gestor.

3.7.4.11. Instituições envolvidas A implantação deste programa contará com as parcerias de todos os Membros do Comitê Gestor (FUNAI – local e regional, Universidade Federal do Paraná, Empresa de Consultoria Ambiental responsável pela implantação dos programas e lideranças das TI’s Sambaqui e Cotinga). Potencialmente podem estabelecer-se para fins específicos convênios com as Prefeituras Municipais de Paranaguá e Pontal do Paraná, assim como o Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE), vinculado à Universidade Federal do Paraná (sediado em Paranaguá/PR).

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Componente Indígena Plano Básico Ambiental - CI - PBA

4. ATENDIMENTO DAS CONDICIONANTES DA LP Nº 25703/2010
Além das determinações usuais ao processo de licenciamento ambiental, a LP nº25703/2010 apresenta como condicionante especificamente relacionada com o Componente Indígena a manutenção dos programas deste PBA pelo tempo mínimo de 5 anos com orçamento compatível para sua execução a partir da aprovação final pela FUNAI. Esta diretriz foi absorvida e todos os programas ajustados. As demais condicionantes da LP relacionadas com outros conteúdos programáticos estão presentes nos demais componentes do PBA “não Indígena”.

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622 Análise etnoambiental e elaboração dos programas Mônica Santiago Simião 113 . (DEAN/PPGAS/ UFPR) Eng. MSc (UFPR) Biólogo. elaboração de programas.338 Marco Aurélio Perotto 620. Mestranda (CEM/UFPR) Registro IBAMA 301. Ferreira Annelissa G. Dr. Agronoma. apoio na organização documental e licenciamento ambiental Ricardo Cid Fernandes Andreia C.169 Marcelo Abreu Gonçalves Apoio de campo e mediação das 4.026 reuniões com as comunidades indígenas 4. Agronoma. Donha 364.896.Componente Indígena Plano Básico Ambiental .873 Atribuição Coordenação Técnica do Componente Indígena do PBA e apoio na elaboração dos programas Coordenação Geral e Institucional Coordenação Geral e Institucional Análise etnoambiental.CI . Mestrando (PPGAS/UFPR) Bióloga.895.730 361. (UFSC) Historiador.PBA 5. Dra (UFPR) Eng. EQUIPE TÉCNICA Nome Profissão Antropologo. MSc.

653-1 e 14. 21 de dezembro de 1973. 20 de abri de 2004.CI . Roteiro Metodológico de Planejamento de Unidades de Conservação. 1991..Estatuto do Indio.Política Nacional de Meio Ambiente. Rio de Janeiro: IBGE.267/2001 – Demarcação de Imóveis rurais e Registro no INCRA.653-3. 10. 123 p. Incluem-se nestas referências os documentos anexados e listados no próximo capitulo. A.PBA 6.775/96 . 31 de agosto de 1981. Resolução nº.Diretrizes para Campanhas e Projetos de Educação Ambiental. Brasilia: Diário Oficial da União (DOU). IBAMA – Instituto Brasileiro de Recursos Naturais. 11 de janeiro de 2007.051/2004 – Promulga a Convenção nº.001/73 . 03/2003 . ______. ABNT.Lista Oficial de Espécies da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção. RANGEL FILHO. ______. ______.A. Decreto Federal nº. Lei Federal nº. VELOSO.Componente Indígena Plano Básico Ambiental . Norma Brasileira para Avaliação de Bens. Lei Federal nº. 6. Instrução Normativa IBAMA 146/2007 – Regulamenta os procedimentos de amostragem da Fauna Nativa nos Processos de Licenciamento Ambiental. J. Decreto Federal nº. 24 de março de 2010. 29 de agosto de 2001. Brasilia: Diário Oficial da União (DOU). Classificação da Vegetação Brasileira. Conselho Nacional do Meio Ambiente – CONAMA. Brasilia: Diário Oficial da União (DOU). ______. ______. Adaptada a um Sistema Universal. Brasília: Diário Oficial da União (DOU).R & LIMA.L. Lei Federal nº. 422/2010 . H. Brasilia: Diário Oficial da União (DOU). REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS A seguir são relacionadas bibliografias (e outras referências técnicas) consultadas para o detalhamento dos projetos e programas deste PBA – Componente Indígena.938/81 . Lei Federal nº. 2002. ______. República Federativa do. 114 . 5. BRASIL. 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre Povos Indígenas e Tribais.795/1999 – Politica Nacional de Educação Ambiental. Brasília: Diário Oficial da União (DOU).P. 28 de abril de 1999. Brasilia: Diário Oficial da União (DOU). 08 de janeiro de 1996. 23 de setembro de 1988. Brasília: Diário Oficial da União (DOU).Procedimento Administrativo de Demarcação das Terras Indígenas. Brasília.C. Brasilia: Diário Oficial da União (DOU). ______. Constituição Brasileira de 1988. Brasilia: Diário Oficial da União (DOU). Ministério do Meio Ambiente – MMA. 6. 27 de maio de 2003. 9. Instrução Normativa Nº. NBR 14. 2004. 1.

Componente Indígena Plano Básico Ambiental .CI . ANEXOS 115 .PBA 7.

Componente Indígena Plano Básico Ambiental .PBA .CI .

OFÍCIO Nº 893/2010/DPDS-FUNAI-MJ (EMITIDO EM 22/NOV/2010) .CI .1 .PBA 7.Componente Indígena Plano Básico Ambiental .

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2 .Componente Indígena Plano Básico Ambiental .CI .PBA 7.OFÍCIO AAT (RESPOSTA AO OFICIO Nº 893/2010/DPDS-FUNAI-MJ) .

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item 5. sendo apresentado como complementação ao referido estudo.2 “Pressão sobre os Recursos Naturais”. No Cap. assegurado pela CF Art. há sobreposição entre a área identificada como de uso tradicional indígena. solicitamos. sejam consideradas como medida mitigadora aos impactos relacionados ao empreendimento. como o acompanhamento do processo na Funai.5 “Criação de Unidade de Conservação”. 231 e Decreto 1. incluindo vistorias e reuniões. Resposta: Concordamos com a observação feita.2.1 “Obstáculos ao Processo de Regularização Fundiária da TI Sambaqui”. 153). sugerimos que seja proposta outra alternativa para compensação às perdas apontadas pelo impacto de 1 . não se define como compensação ao componente indígena. no entanto que as ações de apoio à regularização da TI Sambaqui que vêm sendo desenvolvidas pela empresa. Identificação do processo Empreendimento UF Empreendedor Consultoria estudos ambientais Órgão Licenciador Terras Indígenas Etnia Processo Funai nº Processo IAP nº Base de soldagem de tubos rígidos Paraná Subsea 7 do Brasil Serviços Ltda AAT – Consultoria e Engenharia Ambiental Ltda IAP – Instituto Ambiental do Paraná TI Sambaqui TI Ilha da Cotinga Mbyá Guarani 08620 002976/2009 . Dessa forma. como é comum nos trâmites de regularização fundiária de terras indígenas.775-3 ITEM 3. é previsto que “como medida compensatória propõe-se a criação de uma unidade de conservação de proteção integral que abranja a ilha do Guaraguaçu e ambientes naturais a leste do rio Maciel” (p. em substituição à apresentação de uma nova versão à CGGAM. a ação de apoiar a regularização fundiária da TI Sambaqui. em UCs desta categoria é proibida a entrada de populações tradicionais.Complementações ao Estudo Complementar do Componente Indígena RESPOSTAS AO OFÍCIO Nº 893/2010/DPDS-FUNAI-MJ Este documento apresenta respostas aos itens apontados pela análise técnica do Estudo Complementar do Componente Indígena. Além disso. Porém.2. não existindo qualquer resistência ao processo.775/96. levando em conta a sobreposição.DV 07. Para tanto.410. tende a diminuir a força das ações contrárias a regularização presentes nas demais propriedades atingidas. 5.2. item 5. apesar de reservar espaço para alocação da fauna. sendo que se trata de direito originário dos indígenas à terra. tendo em vista que o acesso à fauna para caça não será permitido às famílias Guarani da região. pois representa incentivo a regularização do terreno. 5. conforme orientação da Funai. e o desmembramento do terreno junto ao INCRA para futura doação. caracterizando assim que a medida compensatória. ITEM 4. não se caracteriza como medida compensatória. Esta observação também se aplica ao item 5. No Cap.

a criação da Unidade de Conservação adjacente ao território indígena garante a manutenção da qualidade ambiental destas áreas que serão preservadas. e sendo detectados impactos comprovadamente relativos à operação do empreendimento poderão ser propostas outras medidas mitigadoras ou de controle adequadas. Na fase de instalação o monitoramento será realizado em conjunto com o programa de manejo da fauna proposto no EIA. Para comprovar a eficiência da medida compensatória proposta.2 devem ser revistos e readequados para as novas distâncias. tendo em vista que foram baseados no diagnóstico do meio biótico 2 . o que é favorável aos indígenas. garantindo a participação indígena no que diz respeito às TIs. na forma de uma RPPN. Ainda neste item destacamos que a “Solicitação. Vale ressaltar o impacto positivo da criação da RPPN enquanto meio de impedir a urbanização da região abrangida. em um cenário decorrente da instalação do Porto de Pontal. Conforme apresentado no capítulo sobre avaliação de canérios que.Complementações ao Estudo Complementar do Componente Indígena pressão sobre os recursos naturais como. com um intervalo de tempo maior entre cada campanha. A vigilância e proteção da propriedade incluindo a UC atuarão como uma barreira a possíveis invasões e impedirá circulação de pessoas não autorizadas. conforme estudo da FUNAI para delimitação do território. sem a existência da RPPN. proporcionando a manutenção da fauna na TI Sambaqui. principalmente ao que diz respeito à estrada de acesso ao empreendimento. servindo como um cinturão verde onde estará garantida a sobrevivência e reprodução da fauna. a empresa se compromete a executar um programa de monitoramento da fauna da TI Sambaqui. Nesse sentido. Já na fase de operação o monitoramento se dará com uma periodicidade menor. a criação de outra categoria de UC que permita o usufruto dos recursos pelas comunidades indígenas. ora indicado como providência trata-se de uma obrigação do empreendedor conforme legislação ambiental vigente. Resposta: Os impactos avaliados no item 5. as distâncias entre a TI e o empreendimento. não sendo previstas construções que impeçam a circulação da fauna na região. Tendo em vista os novos limites da TI Sambaqui. que serão apontados no âmbito do Estudo de Identificação. Resposta: O estudo identificou o impacto denominado “pressão sobre os recursos naturais” caracterizado pela interferência que as atividades da instalação e operação do empreendimento possam ter sobre a fauna das áreas adjacentes ao projeto. na medida em que a empresa terá a responsabilidade de impedir o acesso de caçadores e palmiteiros no terreno. tanto na fase de instalação como na operação. ou até. impedindo desta forma a entrada de pessoas pela porção norte da TI. pelo empreendedor de autorização de supressão na fase de instalação do empreendimento. porém será continuado. não sendo atingidas pelo projeto áreas utilizadas pelos indígenas. o resultado mais provável seria a fragmentação de toda aquela área em zona de expansão comercial/industrial/domiciliar. se for o caso. conforme já proposto para a TI Cotinga. outra medida compensatória. por exemplo. A criação de uma UC particular garante ainda a diminuição da pressão sofrida atualmente pelos indígenas com a circulação de caçadores na região. tanto fora como dentro de sua propriedade.2. Desta forma a RPPN assegura a impossibilidade deste cenário. assim como os principais impactos levantados no item 5.2 já consideraram os novos limites da TI Sambaqui quando foram avaliados no estudo complementar do componente indígena. ITEM 5. Sendo possível dentro do programa de relacionamento da empresa um termo de compromisso garantindo o livre acesso dos indígenas às áreas não industriais e a passagem pela portaria que dará acesso ao Balneário de Shangrilá.2. tendo em vista que o acesso se dá pela propriedade da Subsea7.

As informações sobre os novos limites da TI Sambaqui foram fornecidas pela FUNAI durante as atividades de acompanhamento e apoio a regularização da TI Sambaqui que vêm sendo desenvolvidas pela Subsea7. 160). assim como a “possibilidade de aumento à visitação do Sambaqui do Guaraguaçu. o qual será doado à União para usufruto dos indígenas. cabendo-lhes o usufruto exclusivo das riquezas do solo. proposta no item anterior.336. próximo à ponte sobre o rio Maciel apresenta uma distância menor em relação ao limite da TI Sambaqui. ITEM 6. dos rios e dos lagos nelas existentes” sendo proibida a entrada de não-indígenas em Terras indígenas. 5. Com isto. o qual agora passa a ser gerenciado pela “Secretaria Especial de Saúde Indígena” dentro da estrutura do Ministério da Saúde.2. poderá enriquecer esta análise. a proposta do programa de monitoramento da fauna da TI Sambaqui. de 19/10/10. item 5. o turismo em TIs não possui regulamentação. conforme a CF 231 §2º “As terras tradicionalmente ocupadas pelos índios destinam-se a sua posse permanente. as ações devem ser acordadas com a citada Secretaria e seus Distritos Sanitários Especiais Indígenas. Desse modo. passa-se a perceber como negativa a natureza do impacto que pode ser mitigado e compensado com o apoio à venda e escoamento do artesanato com construção de ponto de venda à beira da PR-407 próximo à TI e/ou nas praias e centros urbanos de Pontal do Paraná e região. poderá ser incluído no Programa de Comunicação Social do EIA a promoção e divulgação do artesanato na região. Resposta: Concordamos com a sugestão e informamos que já está prevista uma faixa de 200 metros entre a estrada e o limite da TI Sambaqui. porém apresenta uma faixa com cerca de 400 metros de mangue preservado.836 de 23/09/99 que rege o “Subsistema de Atenção à Saúde Indígena”. por exemplo. sugerimos que se proponham ações que garantam a mitigação dos impactos relacionados como.3 do estudo. item 5. o “aumento da população residente em Pontal do Paraná e região”. salientamos que a saúde indígena segue o previsto na Lei nº 9. por meio do Decreto nº 7. ou seja.3. são vistos como favoráveis à venda de artesanato indígena e há indicação de impacto de natureza positiva (P. Deste modo. Dessa forma. ITEM 7. é previsto “verificar junto à prefeitura as principais carências dos serviços de saúde e assumir medidas compensatórias”. Porém. Apenas um pequeno trecho da estrada. ITEM 8. Porém. No Cap. sendo esta faixa totalmente composta de vegetação preservada. que se mantenha ou recomponha uma barreira de vegetação entre a estrada e a TI. 5.4 “Comprometimento das Condições de Saúde”. Além disso. salientamos que. Resposta: O empreendedor tem ciência desta regulamentação e se compromete a vincular as ações propostas com a Secretaria Especial de Saúde Indígena conforme prevê a legislação.Complementações ao Estudo Complementar do Componente Indígena apresentado no item 3.2.6 “Aumento da Visibilidade e Divulgação do Artesanato Indígena”. No Cap. Resposta: O empreendedor concorda com a informação e se compromete a incluir no programa de melhoria da infraestrutura da TI Sambaqui a compra de um imóvel para construção de um ponto de venda de artesanato na PR 407 próximo à TI Sambaqui. 3 . localizado na TI Sambaqui”. para mitigar o impacto causado pelo ruído e poeira.

conforme apresentado no Item 4. ITEM 11. sendo que todo material produzido deverá ser remetido para análise e aprovação da FUNAI. 6.3 “Programa de Educação Ambiental” que “se relaciona com todos os impactos ambientais identificados no EIA” (p.1 “Ameaça à Gestão Participativa em Projetos Comunitários”. no que diz respeito ao “emprego de mão-deobra indígena na UC” como uma proposta de compensação ao impacto mencionado.1. A TI Cotinga terá recursos hídricos sob influência do empreendimento. estão previstos monitoramentos na área de influência do empreendimento. 5. incluindo impactos do EIA correlacionados com o componente indígena. As matrizes de impacto devem contemplar os impactos apontados nos itens 5. No Cap. não justificando monitoramento para controle da qualidade da água destas TIs.3. que promulga no Brasil a Convenção no 169 da Organização Internacional do Trabalho – OIT sobre povos Indígenas e Tribais.051/2004 e vem atendendo a legislação no que diz respeito à participação indígena no processo de licenciamento do empreendimento se comprometendo ao cumprimento do referido Decreto na elaboração e execução dos programas propostos. em pontos que podem ser afetados pela instalação e operação.Complementações ao Estudo Complementar do Componente Indígena ITEM 9. sugerimos que todas as sugeridas no EIA/RIMA sejam incluídas nas TI Sambaqui e Ilha da Cotinga. de divulgar o artesanato indígena na região em material impresso e virtual. Já os recursos hídricos existentes no interior das TIs Sambaqui e Cotinga não sofrerão influência da instalação e operação do empreendimento pois estão localizados à montante da área. no caso específico do Canal da Cotinga. 170).1. 161) é apenas o cumprimento da Lei 5. 4 . Nos demais subitens 5. No que diz respeito ao monitoramento da qualidade da água. não foram apresentadas as providências a serem adotadas. No Cap. Resposta: O empreendedor tem ciência dos termos do Decreto 5.1 “Programa de Comunicação Social”. que foram suprimidos. Resposta: Segue anexo a este ofício versão atualizada das matrizes de impacto.4 e seus subitens. item 6. item 5.3.6. Resposta: Os programas de monitoramento e controle propostos no EIA garantem a inclusão das TIs na medida em que serão executados na área de influência do empreendimento onde estão localizadas as TIs. item 6. ITEM 13. salienta-se que a providência a ser tomada (p. dessa forma. Além disso será realizado o monitoramento da fauna na área do empreendimento.051 de 19/04/04. No Cap. deve-se considerar na elaboração dos textos a participação remunerada de um colaborador indígena. Ainda neste item. e a TI Sambaqui no rio Maciel. No que diz respeito à fauna já foi proposto no estudo um programa de monitoramento da fauna na porção sudeste da Ilha da Cotinga. ITEM 12. o rio Maciel e os pequenos córregos onde haverá interferência da estrada interna. como o Canal da Cotinga. deve-se incluir a providência indicada no item 5. 6. como monitoramento de qualidade de água e o monitoramento de fauna. listado acima. deve ser revista considerando o que foi indicado no item 4 deste ofício. e no presente ofício foi proposto um programa de monitoramento da fauna na TI Sambaqui. ITEM 10.2. Resposta: O empreendedor se compromete a incluir no programa de comunicação social a divulgação do artesanato indígena na região em material impresso e virtual.

se for o caso. Deverá ser incluído no “Programa de Treinamento dos Colaboradores” a capacitação para indígenas sobre o monitoramento das TIs e articulada a ação com a Coordenação Geral de Monitoramento Territorial da FUNAI. pois o acesso à RPPNs sem o intuito de caça ou desmatamento não é proibido. Se for o caso. a segurança estará garantida com o cercamento e controle da entrada da propriedade da Subsea7. a saber. o desmembramento da área tradicional identificada pela CGID/FUNAI. conforme indicado pela Funai. No Cap. e nesse sentido consideramos adequada a proposição de programas feita no estudo do componente indígena. caminhadas em trilhas. Além disso será feita a sinalização adequada nos locais de acesso à TI Sambaqui. tendo em vista a influência positiva destas ações no processo de regularização. Solicitamos. Não sendo proibitivo à comunidade indígena mesmo se tratando de uma RPPN. A sinalização também deverá ser instalada na TI Cotinga. 6. A colocação das cercas será feita em áreas de circulação próximas à estrada. considerar a avaliação de processos relacionados a outros empreendimentos na região para apoio no processo de desintrusão da TI. pode ser proposto o apoio do empreendedor à FUNAI no processo de desintrusão da TI. deverá ser incluído no Programa a instalação de cerca ao longo da linha seca próxima ao empreendimento e. O apoio direto do empreendedor no processo de desintrusão da TI pode ser oneroso e inviabilizar a elaboração de outros programas já propostos a partir do estudo do componente indígena e do interesse manifestado pelos indígenas. de forma que o ônus do empreendedor seja justo em relação aos impactos decorrentes da sua instalação e operação. Na porção norte. item 6. Contudo. e Estrada São Pedro do Pontal que dá acesso à TI Sambaqui e tem sido utilizada por visitantes. Como garantia da segurança da TI Sambaqui será incluído no Programa a colocação de cercas e um portão na área de maior circulação e entrada de pessoas na TI Sambaqui pela Estrada Ecológica do Guaraguaçú. Em relação ao emprego da mão de obra indígena na UC. em função do empreendimento da Subsea 7. 172) como proposto. desde que seja interesse do proprietário a venda e que isto possa ser feito a valor de mercado.1 “Programa de Integridade e Segurança Territorial Indígena” deve-se desconsiderar como medida compensatória o objetivo de apoiar a “regularização fundiária da TI Sambaqui” (p. a Subsea7 apresenta como alternativa ao apoio solicitado a possibilidade de compra e doação da porção da Ilha do Guaraguaçú não pertencente ao limite da propriedade. ITEM 14. como divulgação da cultura indígena. conforme avaliação a ser realizada antes da execução.2. A que se levar em conta os impactos relacionados ao empreendimento na proposição das medidas mitigadoras e compensatórias. avaliado por pessoal idôneo do Paraná para evitar interesses especulatórios do proprietário. nos limites com o empreendimento. ou conforme o que for proposto no plano de manejo específico.Complementações ao Estudo Complementar do Componente Indígena Resposta: O empreendedor tem ciência que deverá prever a participação remunerada de um colaborador indígena na elaboração dos textos e remeter o material elaborado para o Programa de Educação Ambiental à Funai para análise e aprovação. tanto pela 5 . Resposta: Conforme já exposto no item 3 deste ofício. portanto. solicitamos que a FUNAI considere as ações da Subsea7 como apoio a regularização fundiária. Como garantia da segurança da TI Sambaqui. no limite sul da TI na Estrada Velha do Pontal (Estrada de acesso ao Sambaqui do Guaraguaçu). solicitamos manter a medida compensatória tendo em vista que a idéia é empregar mão de obra indígena nas atividades relacionadas à educação ambiental a serem desenvolvidas na UC. como o monitoramento da fauna.

Resposta: O empreendedor compromete-se a incluir no programa de melhoria da infraestrutura da TI Sambaqui a construção de Casa de Venda de Artesanato.6 de monitoramento da fauna para a Ilha dos Papagaios deve ser estendido à TI Sambaqui. O empreendedor se compromete a incluir no “Programa de Treinamento dos Colaboradores” a capacitação para indígenas sobre o monitoramento das TIs. conforme desejo manifestado pela comunidade durante o estudo do componente indígena. e o risco da estocagem de madeira na aldeia. No que diz respeito ao monitoramento da qualidade da 6 . No Cap. ITEM 17.2. e tal capacitação será realizada em articulação com a Coordenação Geral de Monitoramento Territorial da FUNAI ITEM 15. 6. E relacionado ao transporte da comunidade. principalmente nas áreas de retirada de Pinus elliottii. como é o caso do litoral do Paraná. o item 6.2.2.2. não serão permitidas de acordo com o argumento acima apontado na análise do item 5. porém em quantidade adequada tendo em vista a fácil degradação desta madeira em ambientes úmidos. Em relação ao apoio técnico e contábil para gerenciamento e venda do artesanato. ITEM 16.Complementações ao Estudo Complementar do Componente Indígena Estrada Ecológica do Guaraguaçú e estrada de acesso ao empreendimento. item 6. Deverá ser incentivada a criação de associação para gerenciamento da venda do artesanato na TI Sambaqui. assim como disponibilizado transporte para a comunidade deslocar-se até os pontos de venda. e incluir no programa de Comunicação social a divulgação do artesanato indígena. o empreendedor sugere incluir no programa de melhoria da infraestrutura da TI sambaqui a compra de um carro. conforme já exposto no item 8 deste Ofício. e na porção sudeste da TI Cotinga. em articulação com “Programa de Comunicação Social” para divulgação. com apoio técnico e contábil. Deve-se também incluir uma ação de monitoramento para o controle da qualidade de água nas duas TIs. Prever também um programa de recuperação das áreas degradadas de ambas TIs. como ao longo do Rio Guaraguaçú.3 “Programa de Fomento à Geração de Renda a Valorização da Cultura” deve-se apontar locais para construção de Casa de Venda de Artesanato na região. Ainda no mesmo capítulo. Resposta: O monitoramento da fauna na TI Sambaqui será realizado conforme já exposto no item 4 deste Ofício. informamos que será disponibilizado o material necessário para apoio à construção das edificações em alvenaria e outras estruturas de interesse da comunidade. Resposta: O empreendedor se compromete a incluir no programa de revegetação da TI Sambaqui a retirada do Pinus elliottii existente. criando condições favoráveis ao aparecimento de animais peçonhentos. No Cap. Em relação a utilização da madeira no programa de melhoria da infraestrutura. item 6. tendo em vista os impactos de ruído que serão causados pelo tráfego de veículos na estrada de acesso ao empreendimento.2 “Programa de Revegetação das áreas de Reflorestamento da TI Sambaqui” há que se prever a retirada dos Pinus elliottii presentes na TI referida e previsão de uso da madeira na construção de casas na comunidade de acordo com o “Programa de Melhoria da Infraestrutura da Área Indígena”. As atividades de “desenvolvimento de projetos de turismo ecológico e cultural”. o empreendedor dará todo apoio necessário disponibilizando um profissional da área para auxiliar os indígenas a este respeito até que tenham autonomia. ou outro uso previsto mediante acompanhamento da FUNAI. 6.6.

que o componente Indígena entregue seja reformulado segundo os apontamentos dos itens acima e que seja entregue nova versão à CGGAM. Solicitamos. ITEM 18. Atenciosamente. __________________________________________________________ VICTOR SNABATIS BOMFIM 7 . Resposta: Conforme orientação deste DPDS/Funai. não há justificativas técnicas que indiquem a necessidade de monitoramento específico para controle da qualidade da água no interior das TIs.Complementações ao Estudo Complementar do Componente Indígena água. em substituição à apresentação de uma nova versão à CGGAM. o atendimento ao referido Ofício será apresentado apenas na forma de respostas a cada um dos itens apresentados. conforme já exposto no item 10 deste Ofício. dessa forma.

4 Impacto Positivo Baixa Média Baixa Média Alta Alta Baixa Baixa Média Média Média Baixa Alta Pressão sobre recursos naturais Relações interétnicas convívio.8 13.2 -6.6 -8.8 -8.2 -8. químicas e biológicas da água estuarina Aumento do efeito de borda nas áreas adjacentes à ADA Distúrbios à fauna terrestre em geral pela emissão de ruídos Transtornos aos usuários do Canal da Cotinga para deslocamento na região Garantia da Preservação de Ativo Ambiental .2 10.54 -3.2 -12. Físicas.2 -10.4 -12. segurança e acirramento da intolerância e preconceito Comprometimento das condições de saúde Criação de unidade de conservação* Aumento da visibilidade e divulgação do artesanato indígena Risco Ambiental: Ameaça a gestão participativa em projetos comunitários Alteração na qualidade da água doce superficial Alteração das característ.54 -10.66 -2.6 -8.2 -8.58 -8.4 Impacto Positivo Impacto Positivo 0 -4.8 Média Alta Média Alta Alta Alta Média Média Alta Média Alta Baixa Alta 100% 30% 70% 30% 70% 70% 100% 50% 30% % 30% 50% % 0 -9.12 – Matriz de Valoração dos Impactos Ambientais do Componente Indígena ATRIBUTOS DE QUALIFICAÇÃO E QUANTIFICAÇÃO DOS IMPACTOS AMBIENTAIS Impactos Ambientais Obstáculo ao processo de regularização fundiária da TI Sambaqui Abrangência 3/5 Natureza +1 ou -1 Probabilidade de Ocorrência 1/3 Importância 1/3/5 Sinergia 1/3 Magnitude Sem Medida Ambiental Mitigação (%) Magnitude Com Medida Ambiental 3 5 5 5 3 5 5 3 3 3 3 3 5 -1 -1 -1 -1 1 1 -1 -1 -1 -1 -1 -1 1 1 3 1 1 3 1 1 1 3 3 3 3 3 5 5 3 5 5 5 3 3 5 3 5 1 5 1 3 1 3 3 1 1 3 3 3 3 1 3 -9 -13.6 -12 12.Parque de Construções Submarinas do Paraná Tabela 5.

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Componente Indígena Plano Básico Ambiental .3 .OFÍCIO Nº 1036/2010/DPDS-FUNAI-MJ (EMITIDO EM 23/DEZ/2010) .CI .PBA 7.

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4 OFÍCIO Nº 201/2011/DPDS-FUNAI-MJ (EMITIDO EM 28/FEV/2010) .Componente Indígena Plano Básico Ambiental .PBA 7.CI .

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CI .5 .LISTA DE PRESENÇA DAS REUNIÕES REALIZADAS (EM JANEIRO E FEVEREIRO DE 2011) NAS ALDEIAS DA TERRA INDÍGENA ILHA DA COTINGA E SAMBAQUI (DETALHAMENTO DESTE PBA) .PBA 7.Componente Indígena Plano Básico Ambiental .

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26 de LlSTA DE PRESENCAS . 23 Reunizo de elabora~20 do PBA .subsea PARQUE DE CONSTRUC~ES SUBMARINAS DO PARANA.Componente lndigena de 2011-14hs Aldeia Cotinga .

subsea 7 PARQUE DE CONSTRUC~ES SUBMARINAS DO PARANA.Componente lndigena de 2011-09hs Aldeia Sambaqui .26 de FAUN ?A 0 N LlSTA D E PRESENCAS . 23 Reunizo de elaboraqzo do PBA .

CI .LP Nº 25703/ 2010 (EMITIDA PELO IAP EM 22/12/2010) .6 .PBA 7.Componente Indígena Plano Básico Ambiental .

Licenp Prbvia
NO 25703 Validade 2211212012 Protocolo 74107753
-

I
I

Seeretarla do Estado do Meio Ambin* e Recunos Wdricos

1 lnstituto Ambiental do Parand - IAP, w m base na IegislaMo ambiental e demais normas pertinentes, e tendo em vista o 0 wntido no expediente protocolado sob o no74107753, expede a presente Licenp Pr6via 9:

I

Institub Ambiental do Parand
Diretorla de Conbde do Recunorr AmMantats

I

I
I

RUA ENGENHEIRO FABlO GOULART - 155
Bairro
ntm+-+en+

Municipio

UF

C ~ P

Niterdi b2 IpEMiFICA@kioDO EMFREENDIMEMTO

RJ

20000000

I

Empreendimento

Atividade de Apoio ExtraMo de Petr6leo e Gbs Natural
Tipo de empndimentdatividade

Atividade de Apoio A extraMo de Petr6leo e Gds Natural
Endew Bairn

Fazenda Polparand-Guap

Pontal do Sul

nos t e r n da Recwlu@o CONAMA no 006/88.

- Considerando

(contestados. Considerando que a Area do empreendimento wrresponde a apenas 1,73% da drea total do im6vel. konsiderando que o empreendimento possui baixo potencial poluidor - *tadador. Considerando que a empresa apresenta como contra partida a cria@o de uma Reserva Particular do PatrimBnio Natural de 1395,43 ha que represents 52.95% da Area total do irn6vel w m vegetago nativa. Considerando que foi atendido a recomenda@o do Ministhrio P ~ b l i w Federal com a realizaMo de uma audiencia no municlpio de Pontal do Parand na localidade de Praia de Leste e ouba audiencia pihlica no municfpio de na llha do Mel e n8o foram levantadas OWEF6ES ao ernpreendimento por parte do publiw presente. fatos exposto somos favohveis a ernissao da Licenqa Pr6via. ste empreendimento pelas suas caracte8stica necessila de Limn- de InstaIatSo e OpemBo e o empreendedor Phgina: 1dea' Impressa:22/12/2010 18:58:51

Secretaria do Estado do Meio Ambiente e Recursos Hidrieos

Dm i -

lnstiMo Ambiental do Parana do Controlo do Reu~rsos Amblentab

Protocolo 74107753

deverh atender as seguintes exig6nbias.

- Apresentar todos os programas no PBA mantendws num mlnimo de cinco anos corn orpmento compativel B sua
execugo. - Esta licen~a autoriza a supress8o florestal de qualquer natureza. 0 corte deverh ser protocolado em procedimento n8o administrativo pr6prio anexando e Decreto de Utilidade pliblica e lnteresse Social para toda area de interesse do empreendimento. - Apresentar averbago da reserva legal do im6vel. - lmplementar e executar todos os programas e recornendago tknicas constantes nos estudos elaborados e propostos pela FUNAI, mantendo-os pelo tempo minimo de cinco anos corn orwmento compativel para sua execugo a partir da aprovago final por aquela fundago. - Providenciar e realizar, mediante a devida autoriza@o do IBAMA, o resgate e manejo da fauna nativa eventualmente atingida pelo empreendimento. - Firmar Termo de Compromisso de Compensa@o Ambiental com o IAP, conforme determina a Lei Federal no9985 de 18 de julho de 2000 e normativas complementares, ap6s analise pela Ciimara Tknica de Cornpensago Arnbiental do IAP, cujo valor minimo s e a de 0,5 % do investimento do empreendimento. - Apresentar ao IPHAN o programa de salvamento do patrim6nio arqueol6gico conforme Portarias 230102 e SPHAN no 07188. - Plano de Controle Ambiental, conforme Diretrizes definidas ao Anexo 3 e 4 da Resolu@o no07012009 - CEMA em 02 vias. acondicionamento, 9 - Plano de Gerenciamento de Residuos S6lidos, contemplando as atividades de gerago,final dos residuos sblidos, de armazenamento, coleta, transporte, reutilizago, reciclagem, tratamento elou destinago acordo com o previsto no Decreto Estadual no667412002 em seu Art. 16, que regulamenta a Lei Estadual no 12.493199, conforme Diretrizes definidas no Anexo 5 da Resoluflo no07012009 - CEMA. Plano de Gerenciamento de Risco Ambiental (PGRA). - Todas as interferencias necedrias devedo ser contempladas com adequado projeto e execu@o das obras corn a respectiva ResponsabilidadeTknica necesshrias para viabilidade do empreendimento . - lmplementar os programas existentes nos Estudos de forma clara e objetiva com cronograma Rsico-financeiro com data de inicio e terrnino, com as devidas Responsabilidades T h i c a s dos respondveis pela implantago e execugo e apresentago de relat6rio conclusive: - A concesslo desta licenty n l o impedih exigencias Muras, decorrentes do avanp tecnol6gico ou da modificaslo das c n i i s ambientais, conforme Decreto estadual857179 - Artigo 7" do 2". o d@e - A presente Licentp prbvia, em conformidade com o que estabelece com o que consta da Artigo 19 da resolu@o CONAMA no237/97 poder4 ser suspensa ou cancelada, na ocorrhcia de violam ou inadequago de quaisquer condicionantes ou normas legais, omissilo ou falsa descrigo de informaws relevantes que subsidiaram a sua emissiio, bem como na supervenigncia de graves riscos ambientais e de salide. - 0 n%ocumprimento A legislago ambiental vigente sujeitaa a empresa elou representantes, as sanwes previstas na Lei Federal no9.605198, regularnento pelo Decreto no6.514108. Observago importante: - De acordo com a Resolugo SEMA no031198 Art. 3" do item I,a Licenp Previa nao 6 passive1de renovaeo portanto deverA ser requerida a pr6xima licenp ambiental, conforme as exig6ncias estabelecidas no corpo da presente licenqa emitida. Caso esteja vencida a Licenp Pr6via dev& ser solicitado novamente este licenciamento, estando $wjeito este empreendimento as s a n w s previstas na Legislago Ambiental vigente. 0 s efluentes de qualquer fonte poluidora somente poderiio ser lanwos, direta ou indiretamente, nos corpos de hgua desde que obedepm as seguintes condiws: a)pH entre 5 a 9; b)temperatura: inferior a 400 C, sendo que a elevaeo da temperatura do corpo receptor n l o deverA exceder a 3 C; O c)materiais sedimenttheis: at6 1 mlllitro em teste de 1 hora em cone Imhoff. Para o l a n ~ m e n t o lagos e lagoas, cuja em velocidade de circulaflo seja praticamente nula, os materiais sedimentheis devedo estar virtualmente ausentes; d)regime de lanpmento com v d o m h m a de at6 1,5 vezes a v d o mMia do period0 de atividade disria do agente poluidor; e)6leos e graxas - 6leos minerais at6 20 mg/l - 6leos vegetais e gorduras animais at6 50 mgll; 9ausencia de materiais flutuantes; g) DBO inferior a 50 mgn e DQO inferior a 200 mgn Toxidade aguda: FTd para Daphnia magna: 8 (12.5%) FTbl para Vibrio Fischeri:8 (12,5%)

-

a

-

I~mi&o atmosf6rica deveriio atender ao estabelecido na resolu@o SEMA 054106. lmpressa: 22/12/2010 18:58:51 PAgina:2 de3

I

Licen~a Pr6via
,
DO PARANA

W 25703
Validade 22/12/2012
lnstituto Amblental do Paranh Diretorla de Controle de RecurAmblentals

Secretaria do Estado do Meio Amblente e Recursos Hidricos
-

P ~ O ~ O C74107753 O~O

0 s niveis de pressilo sonora (ruldos) decorrentes das atividades desenvolvidas no local do empreendimento deverilo estar em conforrnidade com aqueles preconizados pela Resolu@o CONAMA N." 001190.

I Local e data
Curitiba, 22 de dezembro de 2010
0 propriethrio requermte acima qualificado nFio consta nesta data, como devedor no cadastro de autuages ambientais do lnstiiuto Ambiental do ParanA.

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Phgina:3 de3

Impressa:2211212010 18:58:51

Componente Indígena Plano Básico Ambiental - CI - PBA

7.7 – ARTS

BR 7.: LOJA 30 20.CPF: 442. E D T T O R A ~ O DOCUMENTAL.I( Ass~natura Car~mbo Contratante e do - I O N C 1 / ' Ass~naturado Profiss~onal Asslnatura e Car~mbo Contratante do Data: / T Consultoria ? I CNPJ 07542946/U601-29 CERTIFICAC~~O DIGITAL % DE DOCUMENTOS NUMERO D CONTROLE: 6411.br 1 DADOS DA ATlVlDADE PROFISSIONAL 23.Inicio: JAN/2Oll 135.Cidade: FLORIANOPOLIS 13.- ~ata:lI~? /.Norne: AAT .830-49 15.~0mpl.~-mail:MARCOPEROlTO@YAHOO.542.CEP: 83327-070 18.~6rmino:MAR/2011 32. 25.: AMBROSIO JOAO SILVEIRA 690 9. GEOGRAFO. ~ PR: ~ I 27.End.End.Registi-o Profissional: --1 1 5 . da ~AGRONOMOE BO O O ILG) 29. Data: L .Cidade: PINHAIS 122.~egistr-o CRBio: 028578/03-D no 16.Anotag2o de Responsabilidade Tecnica Page 1 of 9 Servicjo Publico Federal CONSELHO FEDERAL/CONSELHO REGIONAL DE BIOLOGIA 3" REGIAO ANOTACAO DE RESPONSABILIDADE TECNICA CONTRATADO .ART 18. 130. ASSINATURAS Declaro serem verdadeiras as inforrna~8es acima 37.Identificac20 : COMPONENTE INDIGENA .9863. REUNI~ES TECNICAS E CONSULTIVAS (NAS ALDEIAS) E OUTROS PROCEDIMENTOS RELACIONADOS A 0 LICENCIAMENTO AMBIENTAL.Valor: R$ 8. SUBMARINAS 24.~erfil equipe: MULTIDISCIPLINAR (ANTROPOLOGO.6453 E .: I11.Area do Conhecirnento: Botdnica.PROJETO BASICO AMBIENTAL (PEA) DO PARQUE DE CONSTRUC~ES DO PARANA (SUBSEA7).Descr1Go sumaria : ELABORAGO DE PROGRAMAS ETNOAMBIENTAIS RELACIONADOS A IMPLANTACAO E OPERAGO DO PARQUE DE CONSTRUC~ESSUBMARINAS DO PARANA.UF: PR I21.Munici~iode RealizaGo do Trabalho: PONTAL DO PARANA 1 2 6 . Atividade(s) Realizada(s) : RealizaGo de consultorias/assessorias tecnicas.Compl.~-maillsite: anne@andreoli.000.3315.eng.UF: SC 1-ART No: 2011/02021 2.andreoli.Bairro: MORRO DAS PEDRAS I10.1946/0001-29 LtuI Declararnos a conclu%o do trabalho anotado na presente ART. LOGO DO CRBio I = I Assinatura do Profissional Assinatura e Carimbo do Contratante I C.CEP: 88066-250 CONTRATANTE 13.Bairro: ALPHAVILLE GRACIOSA 119.Natureza : 1 Prestac20 de servico . 14. Ecologia.br / www. EducaGo.946/0001-29 CGC / 16.Total de horas: 450 134. SOL~C~TACAO BAIXA POR C DE - r l\tari* a C n g ~rnbiental 07 54.Tel: (54)30292216 I12.COM.Forma de participa@o: EQUIPE 128.Norne: MARC0 AURELIO PEROlTO 4.CONSULTORIA E ENGENHARIA AMBIENTAL LTDA. /~ ~ ~ CNPJ: 07.Carnpo de Atua~2o:Meio Ambiente ~ t i c a . I 38.eng.ART . 31. razz0 pela qua1 so~icitamosa devida BAD(Pi junto aos arqulvos d e ~ CRBIO. 133.00 I I 36.Zoologla.: RUA TAQUARI 81 17.867.

PONTAL DO PARANA PR Tipo de Contrato Ativ. Empresa contratada: AAT CONSULTORIA E ENGENHARIA AMBIENTAL LTDA Contratante: SUBSEA 7 DO BRASIL SERVIÇOS LTDA Endereço:R ENGENHEIRO FABIO GOULART 155 ILHA DA CONCEICAO CEP: 24050090 NITEROI RJ Fone: Local da Obra: FAZ. contratantes.Página 3 de 4 CREA-PR Conselho Regional de Engenharia. Guia B ART Nº 20111226777 Vlr Obra R$ 0.PR.: 4269 PLANO BÁSICO AMBIENTAL .asp?OPCAOPGTO=B&V1. dimensões.MOD AGRONOMIA 130 OUTROS Nº Carteira: PR-70397/D Nº Visto Crea: Nº Registro: 44399 CPF/CNPJ: 04.32 HA Dados Compl.. Arquitetura e Agronomia do Estado do Paraná Anotação de Responsabilidade Técnica Lei Fed 6496/77 Valorize sua Profissão: Mantenha os Projetos na Obra ART Nº 20111226777 Obra ou Serviço Técnico ART Principal 3ª VIA .org.br/consultas/imprimeart. RINCÃO DE NOSSA SRA DE FÁTIAM S/N PONTAL DO SUL .954.00 Vlr Serviço Base de cálculo: TABELA VALOR DO SERVIÇO 0 R$ 35.crea-pr.. Tipo Obra/Serv Serviços contratados 4 PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS 19 PROJETO E EXECUÇÃO DE OBRA OU SERVIÇO TÉCNICO 8105 ECOLOGIA 077 OUTRAS OBRAS/SERVIÇOS .SUBSEA 7.ÓRGÃOS PÚBLICOS Profissional Contratado: ANDREIA CRISTINA FERREIRA Título Formação Prof.PBA INDÍGENA DO EMPREENDIMENTO PARQUE DE CONSTRUÇÕES 25/03/2011 SUBMARINAS DO PARANÁ . 25/3/2011 .08 _____________________ Assinatura do Contratante ____________________ Assinatura do Profissional 3ª VIA .351/0001-92 Quadra: CEP: 83255000 Dimensão Lote: 2606. ARTs vinculadas.: ENGENHEIRA AGRÔNOMA. CreaWeb 1.00 Vlr Taxa Data Início 22/03/2011 Data Conclusão 28/03/2011 R$ 333. Central de Informações do CREA-PR 0800 410067 A autenticação deste documento poderá ser consultada através do site www. LOCALIZADO EM PONTAL DO PARANÁ .ÓRGÃOS PÚBLICOS Destina-se à apresentação nos órgãos de administração pública. Técnica Área de Comp.org. cartórios e outros.crea-pr.290. ARTs substituídas.br ________Autenticação Mecânica_______ http://creaweb. etc COORDENAÇÃO DO PROCESSO DE LICENÇA DE INSTALAÇÃO E COORDENAÇÃO INSTITUCIONAL DO Insp.50 Entidade de Classe 0 Outras Informações sobre a natureza dos serviços contratados.

PBA 7.Componente Indígena Plano Básico Ambiental .CI .8 – RESUMO DO DETALHAMENTO DAS ATIVIDADES DOS PROGRAMAS E PROJETOS DO COMPONENTE INDÍGENA DO PBA – SUBSEA7 .

RESUMO DO DETALHAMENTO DOS PROJETOS E PROGRAMA DO COMPONENTE INDIGENA A seguir apresenta-se um RESUMO do detalhamento dos principais itens relacionados com a gestão das atividades desenvolvidas pelos projetos e programas do Componente Indígena do PBA do Parque de Construção Submarina do Paraná – Subsea7. 1775/96. 1 . Maiores detalhamentos são encontrados no texto do referido capitulo.1. visando ampliação dos limites territoriais da TI Sambaqui. não pertencente ao limite da propriedade da SUBSEA 7. Metas e Indicadores Metas Indicadores A) Acompanhar a regularização fundiária da Ti Acompanhamento da regularização fundiária Sambaqui da TI Sambaqui. COMPENSAÇÃO POR PRESSÃO SOBRE OS RECURSOS NATURAIS NA TI SAMBAQUI Objetivos São objetivos deste projeto: • • • Promover a integridade territorial da TI Sambaqui. Adquirir uma porção territorial da Ilha do Guaraguaçu situada entre a TI Sambaqui e a RPPN Subsea7. B) Aquisição/doação da área para ampliação Aquisição de imóvel rural situado na Ilha do da Terra Indígena Sambaqui Guaraguaçú. A itemização simplificada deste documento visa favorecer o acompanhamento da gestão das ações previstas no capitulo 3 do referido PBA. PROGRAMA DE INTEGRIDADE E SEGURANÇA TERRITORIAL 1. seguindo os preceitos do artigo 231 da Constituição Federal e do Decreto Federal Nº. Acompanhar a regularização fundiária da Ti Sambaqui. 1.

para garantia da reserva de preferência das áreas.Público-Alvo O publico alvo deste projeto são os membros da comunidade indígena da TI Sambaqui. Ambientalista. IX. VI. Verificação com proprietários possibilidades de aquisição/desapropriação da área (caso a parcela da Ilha não esteja passível de venda ou com valor elevado. Reserva indígena é uma área destinada a servidor de habitat a grupo indígena. Técnico da FUNAI/Regional e representante da comunidade indígena. deverá ser contatado mercado imobiliário para busca de áreas disponíveis. Art. III. VIII. feita após visita às várias áreas. Confirmada a compra/desapropriação. V. informando à FUNAI e ao IAP o andamento das ações e grau de eficácia deste projeto. 27. Metodologia Todas as etapas deste processo serão documentadas em Relatórios técnicos. IV. Vistoria técnica da FUNAI com a comunidade indígena na área de interesse para aquisição da nova área (inserida na Ilha do Guaraguaçu). Formação de equipe técnica com anuência da FUNAI/CGGAM: Antropólogo. Assinatura de Termo de Compromisso dos membros da equipe técnica. eleição das áreas pela comunidade. visando determinar o valor de mercado do imóvel rural a ser adquirido e evitar inflação nos preços da região.001/73. com vistoria pelos técnicos e comunidade nas áreas. com os meios suficientes à sua subsistência. a saber: Pressão sobre Recursos Naturais. X. Realização dos estudos por antropólogo(a) referente à viabilidade da área para a comunidade indígena. que se enquadrem nas características previstas no Programa de Integridade e Segurança Territorial. nos termos de compensação pelos impactos causados. Acerto sobre a venda/desapropriação com os proprietários. Avaliação do imóvel por órgão público. II. 2 . Pagamento pelo empreendedor e transferência do imóvel para a União. São previstas dez (10) etapas neste projeto: I. Técnico da FUNAI/Sede para acompanhamento. conforme Lei 6. Assinatura com o proprietário da área de Termo de Compromisso de compra e venda. com sistematização periódica trimestral. caracterização jurídica para efetivação. VII.

Assessoria jurídica: acompanhamento de advogado com experiência no tema (06 meses). Cronograma das atividades* Acompanhamento da regularização fundiária da TI Sambaqui Atividades Mês1 Mês2 Mês3 Mês4 Mês5 Mês6 Mês7 Mês8 Mês9 Mês 10 Mês 11 Mês 12 Etapa I Etapa II Etapa III Etapa IV Etapa V Etapa VI Etapa VII X X X X X X X 3 . FUNAI e indígenas. Técnico da FUNAI/Regional e representante da comunidade indígena. Profissional (pessoa física ou jurídica) qualificado em avaliação de imóveis rurais. com currículo profissional comprovado pelo CREA/PR. Acompanhamento de: antropólogo. técnico da FUNAI/Sede. Aquisição da nova área. Demarcação do novo perímetro (colocação de marcos nos vértices). Recursos Materiais • • • • Deslocamento para equipe.Elementos de Custo Recursos Humanos • • • • Gerente de projeto: contratação mínima de 06 meses (perfil indicado: agrônomo ou técnico em geomensura com experiência no tema). Serviços de topografia (demarcação da nova área) com produção de cartografia básica e memorial descritivo dos limites.

e previsão de limite de 02 anos (8 trimestres – 24 meses). Elevar a vigilância nas TIs. Sinalização (Padrão FUNAI) dos limites da TI Ilha da Cotinga. PROJETO DE SEGURANÇA E TERRITORIALIDADE Objetivos São objetivos deste projeto: • • • • Promover a segurança e integridade territorial da TI Sambaqui. Instalação de cercas e portões na TI Sambaqui.2. 4 . Interação com Outros Programas Ambientais Este projeto integra-se com o projeto de segurança e territorialidade Responsáveis pela Elaboração Os custos serão desembolsados pela Subsea7.Acompanhamento da regularização fundiária da TI Sambaqui Etapa VIII Etapa IX Etapa X X X X * o cronograma é exeqüível em seis meses. podendo ser ajustado de acordo com prazos de cartório e INCRA. Articulação Institucional Este programa articula-se com a FUNAI e o Comitê Gestor. 1. TI Sambaqui e da Área Indígena adquirida pela Subsea7.

5 . Metodologia Todas as etapas deste processo serão documentadas em Relatórios técnicos. Realização de monitoramento. VI.Metas e Indicadores Metas Indicadores Instalação do cercamento da TI Sambaqui da Estrada Ecológica do Acesso próximo Guaraguaçu. V. Vigilância marítima na porção sudeste da Ilha da Cotinga. TI Sambaqui: Instalação de 10 placas terrestres. Instalação do portão (com cadeado). II. Implantação do cercamento e do portão de acesso controlado. Elaboração das Placas de sinalização e bóias de sinalização marítima. IV. Sinalização da nova “Área Indígena” adquirida pela SUBSEA 7. VII. Relatório fotográfico (e textual) das atividades deste projeto. TI Cotinga: instalação de duas placas terrestres e 20 boias aquáticas. Identificação dos locais estratégicos para fixação das placas de sinalização. rondas semanais de C) Cercamento Controlado e Portão de D) Sinalizações E) Monitoramento territorial da Ilha da Cotinga Público-Alvo O publico alvo deste projeto são os membros da comunidade indígena da TI Sambaqui. informando à FUNAI e ao IAP o andamento das ações e grau de eficácia deste projeto. III. Implantação das sinalizações (placas e bóias) nos locais identificados. São previstas 07 (sete) etapas neste projeto: I. com sistematização periódica trimestral.

Mão-de-obra para o cercamento e implantação das sinalizações (perfil indicado: nível fundamental com experiência no tema. Será consultado (junto ao cacique) a possibilidade de interesse de incluir (de forma remunerada) mão de obra indígena nestas atividades.Elementos de Custo Recursos Humanos • • Gerente de projeto: contratação mínima de 03 meses (perfil indicado: agrônomo ou administrador com experiência no tema). Cercamento. Portão de Acesso Controlado. 6 . Recursos Materiais • • • • Estruturas de sinalização. ** Esta atividade estende-se por 60 meses. Cronograma das atividades* Projeto de Segurança e Territorialidade Atividades Mês1 Mês2 Mês3 Mês4 Mês5 Mês6 Mês7 Mês8 Mês9 Mês 10 Mês 11 Mês 12 Etapa I Etapa II Etapa III Etapa IV Etapa V** Etapa VI Etapa VII X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X * O cronograma é distribuído em doze meses (dispostos em ordem crescente) abrangendo parte da fase de implantação deste empreendimento. Combustível (vigilância) 100 litros/mês x 60.

Objetivos São objetivos deste projeto: • Erradicar a presença do pinus (Pinus elliottii) na Terra Indígena Sambaqui • Evitar ao máximo futuras invasões deste vegetal sobre as áreas abertas da TI Sambaqui. Interação com Outros Programas Ambientais Este projeto integra-se com o projeto de Compensação por Pressão sobre os Recursos Naturais na TI Sambaqui Responsáveis pela Elaboração Os custos serão desembolsados pela Subsea7. • Venda da lenha e madeira gerada nas atividades de supressão. 7 . Metas e Indicadores Metas F) Identificação dos Locais de Concentração Indicadores Mapeamento dos Locais de concentração dos pinus.1.Articulação Institucional Este programa articula-se com a FUNAI e o Comitê Gestor. PROJETO DE COMBATE E CONTROLE DE PINUS NA TERRA INDÍGENA SAMBAQUI. PROGRAMA DE REVEGETAÇÃO DAS ÁREAS DE REFLORESTAMENTO DA TI SAMBAQUI. • Retirada ordenada dos espécimes de pinus (Pinus elliottii) presentes na TI Sambaqui. 2. 2.

disponibilizando-a próximo da estrada de acesso para posterior venda. III. visando o controle (e corte) do rebrote dos indivíduos suprimidos. Identificação dos locais onde ocorre a concentração destes vegetais. H) Retirada e Organização dos Materiais Organização dos materiais suprimidos em Suprimidos local de fácil acesso I) Controle do Rebrote do Pinus Campanhas de corte dos rebrotes de pinus da TI Sambaqui. Venda da lenha e madeira suprimida. Atividades de supressão.G) Supressão dos Vegetais Corte dos vegetais em idade adulta. 8 . II. IV. Elaboração de relatórios técnicos de acompanhamento e registro das atividades. V. com sistematização periódica trimestral. Metodologia Todas as etapas deste processo serão documentadas em Relatórios técnicos. Elementos de Custo Recursos Humanos • Gerente de projeto: contratação por 02 meses (perfil indicado: agrônomo ou engenheiro florestal com experiência no tema). Monitoramento nas áreas de corte. VII. informando à FUNAI e ao IAP o andamento das ações e grau de eficácia deste projeto. Público-Alvo O publico alvo deste projeto são os membros da comunidade indígena da TI Sambaqui. São previstas 06 (seis) etapas neste projeto: I. Retirada da lenha e madeira dos locais de supressão. VI.

Articulação Institucional Este programa articula-se com a FUNAI e o Comitê Gestor. Cronograma das atividades Projeto de combate e controle de Pinus na Terra Indígena Sambaqui. Contratação de 03 pessoas pelo período de 02 meses (perfil indicado: nível médio com experiência no tema) Recursos Materiais • Aluguel de uma motosserra (licenciada pelo IBAMA). 9 .• Mão-de-obra para a supressão e retirada da lenha e madeira. Responsáveis pela Elaboração Os custos serão desembolsados pela Subsea7. Atividades Mês1 Mês2 Mês3 Mês4 Mês5 Mês6 Mês7 Mês8 Mês9 Mês 10 Mês 11 Mês 12 Etapa I Etapa II Etapa III Etapa IV Etapa V* Etapa VI X X X X X X X X X X X X X * Esta atividade cuja periodicidade é semestral estende-se por mais 48 meses. • Aluguel de dois cavalos para retirada da madeira e lenha. Interação com Outros Programas Ambientais Este projeto integra-se com o Projeto de Re-vegetação da TI Sambaqui e com o Programa de Fomento à Geração de Renda e Valorização da Cultura.

Objetivos São objetivos deste projeto: • • • Recuperação ambiental das áreas ocupadas pelo pinus (Pinus elliottii). K) Aquisição das Mudas (frutíferas nativas e Compra dos espécimes a serem cultivados. Indicadores Mapeamento dos locais de plantio. de supressão para instalação do empreendimento. Geração de novas fontes de alimento para a TI Sambaqui. cultivadas).2. Plantio da flora nativa nas áreas onde houve a retirada do pinus (Pinus elliottii) e outras áreas degradadas de interesse dos indígenas. Avaliação do grau de eficiência dos plantios e eventuais replantios Público-Alvo O publico alvo deste projeto são os membros da comunidade indígena. através do plantio de espécies frutíferas nativas e cultivadas. N) Monitoramento e replantios. 10 . Conclusão dos identificados. Metas e Indicadores Metas J) Identificação dos Locais de Plantio. plantios nos locais M) Plantios.2. L) Recolhimento das Sementes e Resgate de Recolhimento de sementes e propágulos de Plântulas das Áreas de Supressão do espécimes nativos oriundas das atividades Empreendimento. PROJETO DE REVEGETAÇÃO DAS ÁREAS DEGRADADAS.

com sistematização periódica trimestral. Elementos de Custo Recursos Humanos • Gerente de projeto: contratação por 04 meses (perfil indicado: biólogo. 11 .Metodologia Todas as etapas deste processo serão documentadas em Relatórios técnicos. • Aquisição de mudas de frutíferas (300 indivíduos). • Mão-de-obra para os plantios. informando à FUNAI e ao IAP o andamento das ações e grau de eficácia deste projeto. IV. coleta de sementes de resgate de plântulas. Monitoramento e replantios. Aquisição das mudas (frutíferas nativas e cultivadas). V.000 indivíduos). agrônomo ou engenheiro florestal com experiência no tema). VI. 1 A estimativa mais precisa será possível somente no inicio do projeto quando será avaliada em campo TODOS locais de plantio. Recolhimento das sementes e resgate de plântulas das áreas de supressão do empreendimento. somando-se aos locais de retirada dos pinus os locais de interesse dos indígenas. Realização dos plantios. Identificação das áreas de plantio. • Insumos plantios (900kg de terra adubada com húmus). II. III. Elaboração de relatórios técnicos de acompanhamento e registro das atividades. Contratação de 03 pessoas pelo período de 03 meses (perfil indicado: nível médio com experiência no tema) Recursos Materiais • Aquisição de mudas de frutíferas nativas e espécies estratégicas1 (5. São previstas 06 (seis) etapas neste projeto: I.

** Os monitoramentos e replantios ocorrerão até o 18º mês sendo registrado em relatório técnico.Cronograma das atividades* Projeto Revegetação das Áreas Degradadas.1 deste PBA) e finalização das atividades de supressão da vegetação nativa na área do empreendimento (Componente “Não indígena” do PBA). Responsáveis pela Elaboração Os custos serão desembolsados pela Subsea7. com inicio a partir do encerramento da retirada do pinus da TI Sambaqui (Item 3. Atividades Mês1 Mês2 Mês3 Mês4 Mês5 Mês6 Mês7 Mês8 Mês9 Mês 10 Mês 11 Mês 12 Etapa I Etapa II Etapa III Etapa IV Etapa V** Etapa VI X X X X X X X * o cronograma é distribuído em doze meses (dispostos em ordem crescente).2. 12 . Articulação Institucional Este programa articula-se com a FUNAI e o Comitê Gestor. Interação com Outros Programas Ambientais Este projeto integra-se com o Projeto de Combate e Controle do Pinus na Terra Indígena Sambaqui e as atividades do Programa de Supressão da Vegetação do empreendimento (PBA Não indígena). A implantação deste projeto contará com a parceria da Universidade Federal do Paraná e apoio técnico da EMBRAPA na indicação de espécies e manejos para as frutíferas cultiváveis nos ambientes da TI Sambaqui.

Objetivos São objetivos deste projeto: • • A valorização da cultura Mbya-Guarani e das comunidades das TIs Ilha da Cotinga e Sambaqui. Utilização da embarcação pela comunidade Cotinga. 3. Divulgação e valorização da produção de artesanato produzido nas TIs Mbya-Guaraní Sambaqui e Cotinga.1.3. • • • Metas e Indicadores Metas A) Criação da “Casa do Artesanato Guarani”. PROJETO DE APOIO A COMERCIALIZAÇÃO DO ARTESANATO INDÍGENA. informando suas características e pontos de venda. B) Aquisição embarcação TI Ilha da Cotinga. PROGRAMA DE FOMENTO À GERAÇÃO DE RENDA E VALORIZAÇÃO DA CULTURA. Durante a implantação deste programa será avaliada a possibilidade de que parte do artesanato produzido pela Aldeia Cotinga tenha um espaço na “Casa do Artesanato Guarani” (localizado as margens da PR 407). Aquisição de embarcação (tipo canoa – movida a diesel) para escoamento do artesanato da TI Ilha da Cotinga. 2 13 . Indicadores Aquisição do imóvel. Construção da casa. Gerenciamento e divulgação do local. visando promover a valorização divulgação do modo de vida das TIs Mbya-Guaraní Sambaqui e Ilha da Cotinga. pois a voadeira existente destinar-se-á ao monitoramento e vigilância territorial. Integração com as atividades previstas no Programa de Comunicação Social e Educação Ambiental. Criação do ponto de venda para o artesanato gerado na TI Sambaqui2 (Casa do Artesanato Guarani).

VI. Metodologia Todas as etapas deste processo serão documentadas em Relatórios técnicos. II. Elementos de Custo Recursos Humanos • • • Gerente de projeto: contratação por 12 meses – 30hs/semana (perfil indicado: arquiteto com experiência em gestão de projetos urbanos). considerando os aspectos estratégicos para o qual se destina. III. Avaliação do terreno a ser adquirido. Aquisição da embarcação para TI Cotinga. Mestre de obras: contratação de duas pessoas por 08 meses – 40hs/semana (perfil indicado: técnico em edificações ou pedreiro com experiência em construção urbanas). São previstas seis (06) etapas neste programa: I. informando à FUNAI e ao IAP o andamento das ações e grau de eficácia deste projeto. IV. Atividades de comunicação social e educação ambiental para divulgação dos produtos à comunidade indígena e não indígena através dos veículos de mídia e outras estratégias.Público-Alvo O publico alvo deste projeto são os membros da comunidade indígena da TI Sambaqui e Cotinga. Profissional (pessoa física ou jurídica) qualificado em avaliação/aquisição de imóveis urbanos. com currículo profissional comprovado pelo CREA/PR. V. Elaboração do projeto e Construção da Casa do Artesanato Guarani. com acompanhamento das lideranças indígenas e FUNAI. com sistematização periódica trimestral. Aquisição do terreno e doação ao patrimônio da UNIÃO. Registros das atividades através dos periódicos Relatórios Técnicos Parciais. 14 . Nas atividades de comunicação social e educação ambiental o publico alvo inclui não indígenas residentes nos municípios de Pontal do Paraná e Paranaguá.

Aquisição de uma embarcação (tipo canoa/diesel). Manutenção da embarcação (60 meses).• Mão-de-obra para as construções para edificação de alvenaria e madeira 120m2. 15 . ** Esta atividade. Cronograma das atividades* Projeto de Apoio a Comercialização do Artesanato Indígena Atividades Mês1 Mês2 Mês3 Mês4 Mês5 Mês6 Mês7 Mês8 Mês9 Mês 10 Mês 11 Mês 12 Etapa I Etapa II Etapa III Etapa IV Etapa V** Etapa VI* X X X X X X X X X X X X X X X X X * O cronograma é distribuído em 15 meses abrangendo toda fase de implantação do empreendimento (e inicio da 1ª fase de operação). fiação elétrica e pintura externa). Aquisição de equipamentos de segurança (ao deslocamento náutico): coletes salva vidas e sinalizadores. Materiais de construção (todo material incluindo louças de banheiro. Estimativa por 60 meses. OBS: O apoio técnico na gestão contábil da “Casa do Artesanato Guarani” terá desembolso direto do empreendedor. assim como a manutenção da embarcação e acesso ao conbustível tem como limite o período de 05 (cinco) anos – 60 meses. Recursos Materiais • • • • • • Aquisição do terreno em área urbana. Fornecimento de combustível para veículos (carro + voadeira) + roçadeira. Contratação de dois (02) pedreiros/marceneiros (com experiência) e dois (02) auxiliares de construção pelo período de 08 meses.

assim como integração estrutural como o Projeto de Edificações e Veículos para Aldeia Sambaqui. Fortalecimento dos projetos existentes na TI Ilha da Cotinga. Responsáveis pela Elaboração Os custos serão desembolsados pela Subsea7. Melhorias no açude da TI Sambaqui (tanque de peixes) e fornecimento de novos alevinos (de peixes adaptados ao clima local). pois o veículo e as melhorias nas vias de acesso à Aldeia Sambaqui viabilizarão o transporte dos indígenas e do artesanato produzido nesta comunidade. Fornecimento de insumos e orientações técnicas para ampliação dos sistemas de plantio presentes nas duas TIs. 4. Programa de Comunicação Social e Programa de Educação Ambiental. Repasse aos indígenas de orientações técnicas (e insumos) produzidos por núcleos de pesquisa regional em alimentação. PROJETO DE APOIO A AGRICULTURA TRADICIONAL. PROGRAMA DE SUSTENTABILIDADE INDÍGENA. 4. Interação com Outros Programas Ambientais Este programa possui intenso relacionamento com os programas de Sustentabilidade Indígena.1.Articulação Institucional Este programa articula-se com a FUNAI e o Comitê Gestor. especialmente a EMBRAPA/PR. Objetivos São objetivos deste projeto: • • Intercâmbio de sementes e propágulos (de plantas utilizadas na alimentação indígena) entre comunidades indígenas. • • • 16 . Universidade Federal do Paraná e outros centros de pesquisa que possuem apoio da FUNAI.

Manutenção e fortalecimento dos projetos existentes. VI. comunidades guaranis. P) Orientações Técnicas (e Produzidos por Núcleos de Regional em Alimentação Q) Melhorias nos Existentes. Sistemas insumos) Acesso à orientações técnicas e insumos Pesquisa decorrentes de pesquisas agronômicas atuais. III. IV. Metodologia Todas as etapas deste processo serão documentadas em Relatórios técnicos. Relatórios técnicos de registro e acompanhamento das atividades. V. Público-Alvo O publico alvo deste projeto são os membros da comunidade indígena. 17 . com sistematização periódica trimestral.Metas e Indicadores Metas Indicadores O) Intercâmbio de Sementes e Propágulos Comunicação e troca de cultivares entre as entre Comunidades Indígenas. Avaliação das Instituições de pesquisa em agricultura sustentável (sediadas no Paraná e São Paulo) que possuem bons resultados em cultivares compatíveis com solo e clima do litoral paranaense. Visitas técnicas nas instituições de pesquisa visando o acesso às orientações técnicas e de insumos para implantação nas TIs Sambaqui e Ilha da Cotinga. informando à FUNAI e ao IAP o andamento das ações e grau de eficácia deste projeto. Produtivos Melhoria na produtividade dos sistemas existentes nas aldeias Cotinga e Sambaqui. Visitas às comunidades indígenas (com experiências exitosas em agricultura tradicional guarani) visando o intercâmbio de sementes e propágulos. São seis (06) as etapas deste programa: I. II. Avaliação (juntamente com a FUNAI) das comunidades indígenas que possuem experiências exitosas em agricultura tradicional guarani.

Despesas de deslocamento às instituições de pesquisa (Gerente do projeto). incluindo lideranças indígenas. Despesas com insumos (sementes. Despesas com deslocamento e logística pesquisador (ou técnico agrícola) com notório conhecimento em agricultura sustentável para repasse in loco de orientações técnicas aos indígenas. técnicos da FUNAI + Gerente do projeto).Elementos de Custo Recursos Humanos • Gerente de projeto: contratação por 12 meses – 20hs/semana + 12 meses 20/mês (perfil indicado: agrônomo com experiência em gestão de projetos rurais). • • • Cronograma das atividades Projeto de apoio a agricultura tradicional Atividades Mês1 Mês2 Mês3 Mês4 Mês5 Mês6 Mês7 Mês8 Mês9 Mês 10 Mês 11 Mês 12 Etapa I Etapa II Etapa III Etapa IV Etapa V* Etapa VI* X X X X X X X X X X X X X X * O cronograma é distribuído em 24 meses abrangendo toda fase de implantação do empreendimento (e parte da 1ª fase de operação). Recursos Materiais • Despesas de deslocamento (visitas às comunidades indígenas para intercâmbio de sementes e propágulos. OBS: não estão contabilizadas as diárias de deslocamento (eventual) dos técnicos da FUNAI. 18 . propágulos e outros itens pertinentes).

das comunidades Guarani. 5. Interação com Outros Programas Ambientais Este programa integra-se com os Projetos de Apoio ao Acesso à Água Potável e Energia Elétrica na Aldeia Sambaqui. universidades e pesquisadores locais.1.Articulação Institucional Este projeto articula-se com a FUNAI e o Comitê Gestor. EMBRAPA/PR (no acesso ao banco de sementes de cultivares adaptados ao clima local) e Universidade Federal do Paraná (na busca de cultivares adequados ao território indígena). Realização da manutenção preventiva dos veículos e equipamentos de roçada pelo período de 60 meses. Construção de nove (09) habitações: três (03) no local da atual sede da aldeia e seis (06) no novo núcleo a ser construído (próximo do rio Guaraguaçu). Aquisição de duas (02) roçadeiras para manutenção de áreas abertas e outras benfeitorias. Programa de Fomento à Geração de Renda. Objetivos São objetivos deste projeto: • Aquisição de veículo tracionado simples (tipo Ecoesporte ou similar) para deslocamento dos comunitários e do artesanato da aldeia até o ponto de venda do artesanato. PROGRAMA DE MELHORIA DA INFRA-ESTRUTURA DA ÁREA INDÍGENA. organizações não-governamentais (na busca de sementes de milho e outros cultivares). PROJETO DE EDIFICAÇÕES E VEÍCULOS PARA A ALDEIA SAMBAQUI. 5. Responsáveis pela Elaboração Os custos serão desembolsados pela Subsea7. Sua implantação contará com a parceria da FUNAI. Realização de treinamento para condução (e zelo) adequada dos veículos (carro e voadeira) capacitando dois indígenas da aldeia Sambaqui. Projeto de Edificações e Veículos para Aldeia Sambaqui (pois inclui a aquisição de uma roçadeira) e Projeto de Revegetação da TI Sambaqui (pois incluí plantio de árvores frutíferas presentes na alimentação indígena). 19 • • • • .

Cotação de preço e seleção das melhores opções para aquisição dos equipamentos e benfeitorias descritos nas metas deste projeto. W) Máquina de lavar roupa Aquisição de uma máquina de lavar e duas pessoas treinadas para operá-la. 20 . máquina de lavar e roçadeira. informando à FUNAI e ao IAP o andamento das ações e grau de eficácia deste projeto. Realização de treinamento para a condução e zelo adequados aos veículos e equipamentos adquiridos. com sistematização periódica trimestral. dois S) Melhorias do Acesso à TI Sambaqui Estrada Ecológica do Guaraguaçu com condições de acesso à TI. Indicadores Veículo tracionado adquirido e condutores treinados para operá-lo. V) Aquisição de Embarcação Aquisição de uma embarcação.Metas e Indicadores Metas R) Aquisição de veículo tracionado. Aquisição de veículo tracionado. Público-Alvo O publico alvo deste projeto são os membros da comunidade indígena Sambaqui. Metodologia Todas as etapas deste processo serão documentadas em Relatórios técnicos. X) Manutenção e abastecimento dos Veículos Funcionamento integral dos equipamentos e e Equipamentos veículos por 60 meses. III. São previstas oito (08) etapas neste projeto: I. II. T) Construção de Novas Habitações U) Aquisição de Roçadeira Aquisição de duas roçadeiras. Nove habitações construídas. embarcação.

OBS: como nos últimos vinte e quatro meses (5º ao 12º trimestre) deste projeto as atividades serão somente o fornecimento de combustível e manutenção dos veículos (carro e embarcação) e da roçadeira. VIII. Recursos Materiais • • • • • Aquisição de veículo tracionado de pequeno porte (tipo Ecoesporte) equipado básico Aquisição duas (02) roçadeiras (média potência – gasolina). Aquisição de máquina de lavar roupa (10kg) Aquisição de uma embarcação (tipo voadeira/gasolina) Manutenção dos veículos (carro + voadeira) + roçadeira. Construção de pequena cobertura para proteger a embarcação.IV. Melhorias no acesso principal à TI Sambaqui. Mão-de-obra para as construções de 09 (nove) edificações de alvenaria 50m2. Contratação de cinco (5) pedreiros (com experiência) e dez (10) auxiliares de pedreiro pelo período de 12 meses. • Mestre de obras: contratação de duas pessoas por 12 meses – 40hs/semana (perfil indicado: técnico em edificações ou pedreiro com experiência em construção de habitações rurais). Construções das novas habitações nos dois núcleos de aldeiamento. Treinamento de dois (02) condutores (condução e manutenção do veículo tracionado (Ecoesporte ou similar). V. priorizando as melhorias no acesso e aquisição do veículo tracionado. Relatórios técnicos de registro e acompanhamento das atividades. Manutenção periódica dos veículos e equipamentos adquiridos. Estimativa por 60 meses 21 • • . OBS: as diversas etapas deste projeto podem ocorrer de forma simultânea. VII. Elementos de Custo Recursos Humanos • Gerente de projeto: contratação por 12 meses – 30hs/semana (perfil indicado: engenheiro civil ou arquiteto com experiência em gestão de projetos rurais). VI.

• • • Construção de pequena cobertura (proteção embarcação) Fornecimento de combustível veículos (carro + voadeira) + roçadeira. 20 caçambas (5m3 cada) + 05 horas/máquina para espalhar material Materiais de construção das casas de 50m2 (tudo incluindo louças de banheiro e fiação elétrica): 09 casas X 50 (metragem casas) X valor CUB / Casas populares – fev/11 • Cronograma das atividades Projeto de Edificações e veículos para a Aldeia Sambaqui Atividades Mês1 Mês2 Mês3 Mês4 Mês5 Mês6 Mês7 Mês8 Mês9 Mês 10 Mês 11 Mês 12 Etapa I Etapa II Etapa III Etapa IV Etapa V* Etapa VI Etapa VII Etapa ** VIII X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X * O fornecimento do combustível e serviços de manutenção do carro. 22 . Articulação Institucional Este projeto articula-se com a FUNAI e o Comitê Gestor. Disposição de material de pavimentação rústica (tipo cascalho ou pó de pedra). ** os relatórios de acompanhamento são trimestrais e acompanham os 60 meses. A partir deste período tais recursos devem ser providos pelo órgão público tutelador (FUNAI) e/ou pela venda do artesanato. da embarcação e da roçadeira serão garantidos pelo empreendedor por 60 meses a partir da sua aquisição. Estimativa por 60 meses Melhorias no acesso à aldeia Sambaqui (trecho final da Estrada Ecológica do Guaraguaçu).

Objetivos São objetivos deste projeto: • • • Instalação de um módulo de geração de energia elétrica através de luz solar (equipamento fotovoltaico). assim como ao Programa de Fomento à Geração de Renda (pois o veículo e as melhorias de acesso favorecerão o transporte os artesanatos produzidos). Responsáveis pela Elaboração Os custos serão desembolsados pela Subsea7. PROJETO DE APOIO AO ACESSO À ENERGIA ELÉTRICA NA ALDEIA SAMBAQUI. Conexão da cozinha coletiva e demais habitações à rede de energia elétrica da COPEL. Metas e Indicadores Metas Y) Parceria COPEL Indicadores Implantação de 7. Viabilização de oferta freqüente de energia elétrica para equipamentos de conservação de alimentos. Interação com Outros Programas Ambientais Este programa integra-se com os Projetos de Apoio ao Acesso à Água Potável e à Energia Elétrica na Aldeia Sambaqui.A implantação deste projeto contará com a parceria da FUNAI e com a Secretaria de Obras do Município de Pontal do Paraná (melhoria no acesso principal). iluminação e outros usos indispensáveis a qualidade de vida dos indígenas da Terra Indígena Sambaqui.000 metros de rede elétrica conectando a sede da TI à PR 407.2. 5. 23 .

IV. São cinco (05) as etapas deste projeto: I. Conexão local entre a rede. AA) Instalações e conexões Elétricas nas Casas e cozinha comunitária conectadas ao Habitações e Cozinha Comunitária da sistema elétrico. 24 . Instalação da ampliação da rede de energia elétrica até os dois núcleos da sede da aldeia Sambaqui.Metas Z) Equipamento Energia Solar Indicadores Instalação de dois equipamentos de geração de energia solar. III. com sistematização periódica trimestral. V. Relatórios técnicos de registro e acompanhamento das atividades. Aldeia Público-Alvo O publico alvo deste projeto são os membros da comunidade indígena Sambaqui. II. Cozinha comunitária e as habitações. informando à FUNAI e ao IAP o andamento das ações e grau de eficácia deste projeto. Aquisição / instalação de dois módulos de energia solar. Mão-de-obra para a instalação dos painéis solares e das conexões da futura rede de energia elétrica nas instalações (perfil indicado: nível médio com formação técnica e experiência no tema). Contatos e parceria Institucional com a COPEL. Elementos de Custo Recursos Humanos • • Gerente de projeto: contratação por 06 meses – 20hs/semana (perfil indicado: engenheiro eletricista com experiência no tema). Metodologia Todas as etapas deste processo serão documentadas em Relatórios técnicos.

exceto a extensão da 25 . baterias. entre outros. caixa de distribuição. As ações propostas neste projeto são de responsabilidade do empreendedor (SUBSEA 7). etc. lâmpadas econômicas. Articulação Institucional Este programa articula-se com a FUNAI e o Comitê Gestor. tomadas.) A Linha de distribuição (materiais e instalação) – Os recursos virão do Programa do Governo Federal “Luz para Todos”.• Mão-de-obra para manutenção das instalações (dois anos de acompanhamento) (perfil indicado: nível médio com formação técnica no assunto experiência no tema). fiação. Recursos Materiais • • • Aquisição de fiação interna (200 metros) Aquisição de fiação externa (300 metros) Insumos gerais para instalação de todas habitações + cozinha comunitária (fiação interna. estabilizador. disjuntores. • • • Cronograma das atividades Projeto de apoio ao acesso à energia elétrica na aldeia Sambaqui Atividades Mês1 Mês2 Mês3 Mês4 Mês5 Mês6 Mês7 Mês8 Mês9 Mês 10 Mês 11 Mês 12 Etapa I Etapa II Etapa III Etapa IV Etapa V X X X X X X X X X X X X X X X ** A manutenção da rede será realizada anualmente durante cinco (05) anos.) Ferramentas básicas + Equipamentos de segurança Dois módulos de energia solar completo (placas.

26 . 5. PROJETO DE APOIO AO ACESSO À ÁGUA POTÁVEL NA ALDEIA SAMBAQUI. Responsáveis pela Elaboração Os custos serão desembolsados pela Subsea7 em parceria da empresa COPEL (com as ligações à rede e isenção da tarifa. pois o consumo indígena é de baixa magnitude.linha de distribuição que será construída com recursos do “Programa Luz para Todos” (MME – Governo Federal). Objetivos O objetivo central deste projeto é ofertar água tratada à Terra Indígena Sambaqui. Metas e Indicadores Metas BB) Parceria SANEPAR Indicadores Ampliação da Rede da SANEPAR até a comunidade Sambaqui Conexão das comunidades Sambaqui com a rede hidráulica da SANEPAR CC) Instalações hidráulicas Público-Alvo O publico alvo deste projeto são os membros da comunidade indígena Sambaqui. Interação com Outros Programas Ambientais Este programa integra-se com os Projetos de Edificações e Aquisição de Veículos e de Apoio ao Acesso à Água Potável na Aldeia Sambaqui. e parceria com o Governo Federal através do “Programa Luz para Todos”. promovendo saúde e saneamento básico para esta comunidade.3.

Elementos de Custo Recursos Humanos • Gerente de projeto: contratação por 03 meses – 20hs/semana (perfil indicado: engenheiro civil ou administrador de imóveis rurais com experiência no tema). conexões. III. II. Contatos e parceria Institucional com a SANEPAR. informando à FUNAI e ao IAP o andamento das ações e grau de eficácia deste projeto. • Insumos gerais (veda rosca. Recursos Materiais • Recursos materiais. logísticos e/ou financeiros. 27 .Metodologia Todas as etapas deste processo serão documentadas em Relatórios técnicos.Polipropileno). • 10 (dez) reservatórios (1. IV.). com sistematização periódica trimestral. curvas.000 metros – cano 50mm) • Aquisição da tubulação (500 metros – cano 25mm). São quatro (04) as etapas deste projeto: I. Relatórios técnicos de acompanhamento. • Aquisição da tubulação (7. etc.000 litros . Contração de 03 pessoas pelo período de 30 dias (perfil indicado: nível médio com experiência no tema). Aquisição e instalação dos dutos da rede de água potável até a sede da aldeia Sambaqui. • Ferramentas básicas + Equipamentos de segurança. e Conexão local entre a rede e os reservatórios da Cozinha comunitária e as habitações. • Mão-de-obra para as instalações dos dutos principais e conexões.

PROJETO DE MONITORAMENTO TRADICIONAL-CIENTÍFICO DA FAUNA. Responsáveis pela Elaboração Os custos serão desembolsados pela Subsea7 em parceria com a SANEPAR. PROGRAMA DE MONITORAMENTO DA FAUNA.Cronograma das atividades Projeto de apoio ao acesso à água potável na aldeia Sambaqui Atividades Mês1 Mês2 Mês3 Mês4 Mês5 Mês6 Mês7 Mês8 Mês9 Mês 10 Mês 11 Mês 12 Etapa I Etapa II Etapa III Etapa IV X X X X X X X X Articulação Institucional Este programa articula-se com a FUNAI. 6. 6.1. Comitê Gestor e a SANEPAR. Interação com Outros Programas Ambientais Este programa integra-se com os Projetos de Edificações e Aquisição de Veículos e Apoio ao Acesso à Energia Elétrica na Aldeia Sambaqui. 28 . Objetivos Os objetivos específicos deste programa são: • Estudar e acompanhar a dinâmica da fauna na Ilha dos Papagaios (porção sudeste da TI Ilha da Cotinga).

Informar as lideranças indígenas das TIs Sambaqui e Ilha da Cotinga sobre os resultados dos estudos faunísticos desta pesquisa. informando à FUNAI e ao IAP o andamento das ações e grau de eficácia deste projeto. Cruzar dados gerados nos programas de monitoramento da fauna e qualidade da água. Público-Alvo O publico alvo deste projeto são os membros da comunidade indígena das duas TIs. São sete (07) as etapas de execução deste programa: 29 . Avaliar possíveis interferências do empreendimento em análise sobre os níveis populacionais da fauna utilizada na alimentação dos indígenas (caça e pesca). FF) Integração e Divulgação Conhecimentos Gerados dos Produção de encontros e reflexões conjuntas. Metodologia Todas as etapas deste processo serão documentadas em Relatórios técnicos. bem como uma publicação resumindo os produtos da integração dos saberes indígenas e científicos sobre a fauna local. realizados na área de influência do empreendimento pelo componente “não indígena” do PBA. com sistematização periódica trimestral. indígenas. EE) Estudos Faunísticos com Metodologias de Sistematizar os levantamentos faunísticos Pesquisa Científica utilizando metodologia científica.• Avaliar a ocorrência (ou não) de interferências sobre a fauna aquática promovidas pelas embarcações que circundam diariamente a porção sudeste da TI Ilha da Cotinga. • • • Metas e Indicadores Metas Indicadores DD) Conhecimento Biológico dos Indígenas Conhecer a fauna local pelos relatos dos sobre Animais Utilizados na Alimentação.

III. IV. Sistematização do conhecimento biológico dos indígenas sobre animais utilizados na alimentação (caça e pesca). Recursos Materiais • • • Recursos materiais. Identificação dos representantes indígenas com conhecimento sobre caça e pesca e dos locais de amostragem da fauna local utilizada na alimentação destas comunidades. dedicação de 120 horas/trimestre (perfil indicado: biólogo com conhecimentos faunísticos e especialização/mestrado em etnoecologia ou etnobiologia e experiência na pesquisa deste tema).I. logísticos e/ou financeiros. Elementos de Custo Recursos Humanos • Gerente de programa: contratação por campanhas (trimestrais na instalação e semestrais na operação). VII. Divulgação dos resultados gerados nos dois itens anteriores. Participação dos indígenas nas atividades de monitoramento (um indígena por aldeia). Avaliação das possíveis interferências da implantação e operação do empreendimento em questão sobre os níveis populacionais da fauna utilizada pelos indígenas (caça e pesca). e. Realização dos estudos faunísticos. Logísticas das campanhas (aluguel de carro e barco + alimentação). utilizando as metodologias tradicionais de amostragem científica. Integração dos investigativas. VI. Apoio técnico/científico – antropólogo (coordenador geral dos programas etnoambientais) Profissionais e Relatórios dos monitoramentos ambientais. V. Elaboração de Relatórios Técnicos de acompanhamento e registro das análises. conhecimentos gerados nas diferentes abordagens II. Equipamentos de amostragem da fauna • • • 30 .

****Os relatórios são trimestrais até o final do programa. *** A integração dos conhecimentos dá-se nos meses 12. Interação com Outros Programas Ambientais Este programa possui interação com o Programa de Supervisão Ambiental e com os programas de monitoramento ambiental. Universidade Federal do Paraná. 36 e 59 (quando é produzido o relatório final). especialmente a Universidade Federal do Paraná. Articulação Institucional Este programa articula-se com a FUNAI e o Comitê Gestor. Responsáveis pela Elaboração Os custos serão desembolsados pela Subsea7. especialmente faunísticos.Cronograma das atividades* Projeto de monitoramento tradicional-científico da fauna Atividades Mês1 Mês2 Mês3 Mês4 Mês5 Mês6 Mês7 Mês8 Mês9 Mês 10 Mês 11 Mês 12 Etapa I Etapa II Etapa III Etapa IV** Etapa V*** Etapa VI Etapa VII**** X X X X X X X X X X X X X X X * O cronograma é distribuído em 60 meses. ** As avaliações repetem-se a cada seis meses. descritos no PBA “não indígena”. No período de implantação (primeiros doze meses) as campanhas de monitoramento são trimestrais e durante os primeiros 48 meses da operação as campanhas serão semestrais (totalizando 12 campanhas). que possui pesquisas de relevante valor técnico e científico na área de influência deste empreendimento. 31 .

Objetivos São objetivos deste programa: • Informar todos os envolvidos. 7. suas expectativas e possíveis insatisfações referentes à implantação do empreendimento e. receber informações das comunidades. ADAPTAÇÕES AOS PROGRAMAS DO PBA NÃO INDÍGENA. Identificar os principais anseios e dúvidas da população afetada. assim. evitando. ADAPTAÇÕES AO PROGRAMA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL. Estabelecer condições de interlocução sistemática entre o empreendedor e os diversos segmentos das comunidades envolvidas. com base nelas. Divulgar as políticas e ações do empreendedor para a mitigação e compensação dos impactos causados pelo empreendimento. Esclarecer a população da área de abrangência sobre todos os aspectos da implantação do empreendimento: etapas da construção. garantindo a emissão de informações a partir de uma única fonte. Facilitar a comunicação entre a população e o empreendedor. poder público regional e representações da sociedade civil organizada para repassar informações relevantes de forma padronizada e com caráter oficial. sobre o desenvolvimento do empreendimento e seus programas mitigatórios. Divulgação dos aspectos gerais do modo de vida das aldeias Mybia-Guaranís Sambaqui e Ilha da Cotinga.7. através de textos técnicos e científicos (com linguagem popular) visando promover seu conhecimento e valorização pelas comunidades não indígenas. • • • • • • • 32 . produzir materiais informativos. Divulgação e valorização da produção de artesanato produzido nas aldeias Mybia-Guaranís Sambaqui e Ilha da Cotinga. informando suas características e pontos de venda (após estar implantado o futuro ponto de comercialização localizado na PR 407 será incluído nesta divulgação). principais mudanças socioeconômicas decorrentes da sua construção e operação e programas a serem desenvolvidos. contribuindo assim para a adaptação da população de sua área de influência. priorizando divulgar os processos decorrentes de sua implantação e operação. direta e indiretamente pelo empreendimento.1. visões ambíguas e díspares a respeito das questões fundamentais para as comunidades indígenas (e não indígenas) e demais organizações e instituições interessadas no assunto.

Escolha estratégica das mídias disponíveis na região do empreendimento (para divulgação). II. 33 . social em conjunto com os demais programas socioambientais deste empreendimento. informando à FUNAI e ao IAP o andamento das ações e grau de eficácia deste projeto. Escolha estratégica dos meios de comunicação mais próximos do publico alvo. moradores (não indígenas) e membros dos governos municipais dos municípios de Pontal do Paraná e Paranaguá. Público-Alvo O publico alvo deste programa são os membros da comunidade indígena (Sambaqui e Cotinga). B) Escolha das mídias disponíveis na região. Observação das demandas gerais do PBA. Assinatura de convênios com as Prefeituras de Paranaguá e Pontal do Paraná e com o MAE (UFPR). C) Elaboração de convênios.Metas e Indicadores Metas Indicadores A) interação com o empreendedor e demais Construção de produtos de comunicação programas sócio e etnoambientais. D) Comunicação externa interna E) Elaboração de materiais informativos do Produção de audiovisual e materiais empreendimento e das aldeias Mybia. Metodologia Todas as etapas deste processo serão documentadas em Relatórios técnicos. que ocorrem de forma integrada (e parcialmente) simultânea: I. com sistematização periódica trimestral.informativos impressos sobre o Guarani empreendimento e sobre a cultura das aldeias Mybia-Guarani. No desenvolvimento deste programa estão previstas seis (06) etapas. com interação com o empreendedor e demais programas sócio e etnoambientais. e Comunicação Circulação de informativos e sua circulação junto ao publico alvo.

Comunicação interna e Comunicação externa. e. Recursos Materiais • • • • • • • • • • Equipamentos de registros visuais. Impressão e distribuição dos boletins informativos. Publicações (jornais locais e regionais). 34 . Assessoria em comunicação visual: apoio na elaboração dos produtos (comunicador visual com habilidade na elaboração de produtos informativos e educativos). Registros das atividades através dos periódicos Relatórios Técnicos Parciais. Produtos informativos e educativos. Audiovisual Institucional. VI. Audiovisual Comunidades Indígenas. Audio (para programas nas rádios).III. Elaboração de convênios (Prefeituras e MAE). Elaboração de materiais informativos do empreendimento e das aldeias Mybia-Guarani (cultura e artesanato). Criação e manutenção do home Page. Elementos de Custo Recursos Humanos • • Gerente do programa: assessoria mensal com dedicação de 20 horas/semana (perfil indicado: jornalista com experiência no tema). Organização de eventos. IV. Impressão dos produtos de comunicação visual. V.

Comitê Gestor. pois visa a divulgação de informações por eles geradas. ** Os relatórios são trimestrais e seguem pelos 60 meses. Interação com Outros Programas Ambientais Este programa possui intenso relacionamento com todos os programas deste PBA.Cronograma das atividades Adaptações ao Programa de Comunicação Social Atividades Mês1 Mês2 Mês3 Mês4 Mês5 Mês6 Mês7 Mês8 Mês9 Mês 10 Mês 11 Mês 12 Etapa I Etapa II Etapa III Etapa IV* Etapa V* Etapa VI** X X X X X X X X X X X X X X X X * Esta atividades seguem em periodicidade trimestral durante 60 meses. Articulação Institucional Este programa articula-se com a FUNAI. Responsáveis pela Elaboração Os custos serão desembolsados pela Subsea7. sempre antecedendo em 30 dias a emissão dos relatórios de acompanhamento. 35 . Prefeituras Municipais de Pontal do Paraná e Paranaguá e SUBSEA7.

diretamente ou indiretamente vinculados ao empreendimento.2. ADAPTAÇÕES AO PROGRAMA DE TREINAMENTO DOS COLABORADORES Objetivos São objetivos deste programa: • Instruir todos colaboradores. B) Treinamentos de Qualificação da Mão de Todos os colaboradores com certificado de Obra. sociais e ambientais do empreendimento. quanto ao respeito e valorização da cultura e modo de vida das comunidades indígenas Sambaqui e Ilha da Cotinga. Indicadores Realização de dinâmicas de grupo com TODOS os colaboradores. com ênfase especial à complexidade etnoambiental do local onde está inserido este empreendimento. diretamente ou indiretamente vinculados ao empreendimento. 36 . para o Quatro indígenas de cada aldeia (Cotinga e Sambaqui) com treinamento realizado. sobre as características físicas. Divulgação e valorização da produção de artesanato produzido nas aldeias Mybia-Guaranís Sambaqui e Ilha da Cotinga. participação. Capacitação dos indígenas na vigilância das TIs em articulação com a Coordenação Geral de Monitoramento Territorial da FUNAI. • • • • • Metas e Indicadores Metas A) Atividades de Sensibilização. informando suas características e pontos de venda (após estar implantado o futuro ponto de comercialização localizado na PR 407 será incluído nesta divulgação). Ampliar a compreensão dos colaboradores.7. Informar aos colaboradores sobre os programas sócio e etnoambientais previstos no planejamento do PBA (componente indígena e não indígena) visando a minimização e compensação das interferências (negativas e positivas) decorrentes da implantação e operação deste empreendimento. através de textos técnicos e científicos (com linguagem popular) visando promover seu conhecimento e valorização pelas comunidades não indígenas. C) Treinamento dos indígenas monitoramento territorial. Divulgação dos aspectos gerais do modo de vida das aldeias Mybia-Guaranís Sambaqui e Ilha da Cotinga.

Atividades de sensibilização. Treinamento dos indígenas no monitoramento e vigilância territorial das TIs. Metodologia Todas as etapas deste processo serão documentadas em Relatórios técnicos. informando à FUNAI e ao IAP o andamento das ações e grau de eficácia deste projeto. II. combustível e motorista) x 30 eventos 37 • – antropólogo (coordenador geral dos programas • • . São previstas cinco (05) etapas neste programa: I. Realização de palestras e treinamentos com todos os colaboradores. registros e agendamento junto aos colaboradores: dedicação de 20 horas/semana (perfil indicado: técnico em segurança no trabalho com experiência no tema). visando ampliar a percepção dos colaboradores para a diversidade socioambiental da “vizinhança” do empreendimento. Registros das atividades através de periódicos Relatórios Técnicos Parciais. Os custos de produção de audiovisual e impressão dos materiais educativos já foram previstos no Programa de Comunicação Social. com sistematização periódica trimestral. Organização das visitas orientadas (veículo. Elementos de Custo Recursos Humanos • Gerente do programa – organização da logística das atividades. V. Apoio técnico etnoambientais) Recursos Materiais • Os equipamentos e logística do funcionamento deste programa já estão previstos no Programa de Treinamento dos Colaboradores (previsto no Componente não indígena do PBA). Realização de visitas orientadas ao MAE. III. IV.Público-Alvo O publico alvo deste projeto são os membros das duas comunidades indígenas e os colaboradores do empreendedor.

ADAPTAÇÕES AO PROGRAMA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL. Responsáveis pela Elaboração Os custos serão desembolsados pela Subsea7.sediado em Paranaguá/PR.3. Interação com Outros Programas Ambientais Este programa integra-se com os programas de Comunicação Social. Comitê Gestor e os gestores de recursos humanos da SUBSEA7. Sua implantação contará com a parceria do Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE). Educação Ambiental e com o Projeto de Segurança e Territorialidade (no monitoramento territorial das TIs). 7. no agendamento e realização das visitas orientadas ao Museu. vinculado à Universidade Federal do Paraná . Objetivos São objetivos deste programa: 38 .Cronograma das atividades Adaptações ao Programa de Treinamento dos Trabalhadores Atividades Mês1 Mês2 Mês3 Mês4 Mês5 Mês6 Mês7 Mês8 Mês9 Mês 10 Mês 11 Mês 12 Etapa I Etapa II Etapa III Etapa IV Etapa V X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X Articulação Institucional Este programa articula-se com a FUNAI.

Produção de materiais educativos (impresso e audiovisual). visando promover seu conhecimento e valorização pelas comunidades não indígenas. 39 . Indicadores da local complexidade organizado e B) Elaboração de Materiais Educativos. sobre as interferências (positivas e negativas) e medidas socio e etnoambientais relacionadas com a implantação e operação do Parque de Construções Submarinas do Paraná. Sensibilizar os educadores e alunos das escolas públicas de Paranaguá e Pontal do Paraná para o desenvolvimento de projetos de educação socioambiental na área de influência do empreendimento. Participação dos indígenas na elaboração do Plano de Manejo da RPPN e nas atividades de Educação Ambiental desta UC. Estimular a reflexão da população residente do entorno do empreendimento.• • Promover processo de sensibilização ambiental da comunidade atingida pelo empreendimento. • • Metas e Indicadores Metas A) Diagnóstico Sócio e Etnoambiental. Conhecimento socioambiental sistematizado. realização de eventos de divulgação. Aquisição de materiais esportivos realização dos eventos de integração. D) RPPN da SUBSEA 7. e C) Encontros de Sensibilização/Capacitação. Integração com o Programa de Comunicação Social na elaboração e divulgação dos principais aspectos culturais das aldeias Mybia-Guaranís Sambaqui e Ilha da Cotinga. Eventos de sensibilização/capacitação realizado em todas escolas públicas e particulares de Pontal do Paraná e Paranaguá. E) Esporte de Integração. F) Apoio ao Grupo de Música e Dança (aldeia Aquisição dos equipamentos musicais e Cotinga).

agrônomo ou sociólogo com experiência no tema). V. Elaboração/sistematização do diagnóstico da conjuntura local. A participação dos indígenas nas atividades a ser realizada na RPPN da SUBSEA 7 (3ª etapa). registros e agendamento junto às escolas. IV. Elementos de Custo Recursos Humanos • Gerente do programa – organização da logística das atividades.Público-Alvo O publico alvo deste projeto são os membros da comunidade indígena (Cotinga e Sambaqui) e membros da comunidade escolar dos municípios de Pontal do Paraná e Paranaguá. São previstas cinco (05) etapas neste programa: I. Apoio técnico etnoambientais). antropólogo (coordenador geral dos programas • • • • 40 . Elaboração dos materiais educativos (em parceria com o Programa de Comunicação Social). participação na elaboração dos materiais educativos: dedicação de 20 horas/semana (perfil indicado: educador ambiental – biólogo. II. Registros das atividades através de periódicos Relatórios Técnicos Parciais. A participação das lideranças indígenas nos encontros será remunerada (R$ 100. com sistematização periódica trimestral. Encontros de Sensibilização/Capacitação. informando à FUNAI e ao IAP o andamento das ações e grau de eficácia deste projeto. Na elaboração dos materiais educativos a participação das lideranças indígenas será remunerada. Visitas orientadas na RPPN da SUBSEA 7.00 + apoio no deslocamento). Metodologia Todas as etapas deste processo serão documentadas em Relatórios técnicos. III.

Custos de transporte (ônibus) e lanche/água durante a realização dos torneios esportivos. Os custos de produção de audiovisual e impressão dos materiais educativos já foram previstos no Programa de Comunicação Social. dimensionado inicialmente em 30 meses. lideranças indígenas. Após este período recomenda-se a reavaliação deste programa. realização de ajustes metodológicos nas atividades planejadas. visando mensurar o grau de eficácia (em relação aos objetivos e metas) e. caso necessário. Cronograma das atividades Adaptações ao Programa de Educação Ambiental Atividades Mês1 Mês2 Mês3 Mês4 Mês5 Mês6 Mês7 Mês8 Mês9 Mês 10 Mês 11 Mês 12 Etapa I Etapa II Etapa III Etapa IV** Etapa V** Etapa VI X X X X X X X X X X X X X X X X X X X * Esta atividade desenvolver-se-á até envolver TODAS as escolas públicas e privadas de Pontal do Paraná e Paranaguá. 41 . Aquisição de equipamentos de musica e dança. Comitê Gestor e as Secretarias Municipais de Educação de Pontal do Paraná e Paranaguá. Obras de implantação das quadras. Aquisição dos materiais esportivos (Cotinga e Sambaqui). ** As atividades na RPPN iniciam após sua formalização e aprovação junto ao IAP ou IBAMA. Articulação Institucional Este programa articula-se com a FUNAI.Recursos Materiais • • • • • • Recursos materiais. logísticos e/ou financeiros.

sob responsabilidade da empresa SUBSEA 7. pois este último conecta-se com todos os programas. Gerenciar as atividades e procedimentos administrativos relacionados com Autorizações e/ou Licenças necessárias para a execução dos trabalhos. Responsáveis pela Elaboração Os custos serão desembolsados pela Subsea7. de acordo com os preceitos da Política Nacional de Meio Ambiente.4. avaliando regularmente a eficiência das atividades e a satisfação das comunidades indígenas e demais instituições públicas e privadas afetadas (direta e indiretamente) pela implantação do Parque de Construções Submarinas do Paraná. especialmente quanto às atividades realizadas para a melhoria ambiental local e nas informações geradas. Promover o acompanhamento sistemático das ações. 7. bem como com os demais agentes institucionais relacionados com a gestão deste PBA. Informar periodicamente ao órgão ambiental licenciador (IAP) e a Instituição tuteladora dos povos indígenas (FUNAI) sobre o andamento dos programas etnoambientais (e outros programas relacionados ao empreendimento) previstos no PBA. Destaca-se o relacionamento estratégico e permanente com os Programas de Supervisão Ambiental e Comunicação Social. Promover a integração deste empreendimento com a gestão territorial e ambiental dos municípios vizinhos. especialmente Pontal do Paraná e Paranaguá. agilizando a definição e adoção de soluções para os problemas inerentes à implantação dos programas socioambientais e etnoambientais em sintonia com o cronograma do empreendimento.Interação com Outros Programas Ambientais Devido a abordagem sistêmica adotada neste programa haverá relacionamento com todos os programas deste PBA. Objetivos São objetivos deste programa: • Gerenciar TODOS os programas e atividades etnoambientais relacionados neste PBA. 42 • • • • . ADAPTAÇÕES AO PROGRAMA DE GERENCIAMENTO AMBIENTAL.

Metodologia Todas as etapas deste processo serão documentadas em Relatórios técnicos. Reuniões de planejamento de implantação dos programas etnoambientais (1º mês . II. e Supervisão Indicadores dos Conhecimento (e supervisão) de TODOS os programas sócio e etnoambientais relacionados com este empreendimento. membros do Comitê Gestor. São previstas sete (07) etapas neste programa: I. trabalhadores da obra. informando à FUNAI e ao IAP o andamento das ações e grau de eficácia deste projeto. Comitê Gestor formado funcionamento regular e com B) Comitê Gestor C) Relatórios de Supervisão Ambiental. 43 . Reuniões periódicas (no mínimo trimestrais) do Comitê Gestor. Elaboração dos Relatórios de Supervisão e entrega semestral no IAP Público-Alvo O publico alvo deste projeto são os membros da comunidade indígena.inicio dos trabalhos). Reuniões de planejamento de implantação dos programas etnoambientais (1º mês do período de operação). agentes públicos e IAP. Acompanhamento e supervisão do desenvolvimento dos Programas e Projetos deste PBA. moradores dos municípios de Pontal do Paraná e Paranaguá. Metas e Indicadores Metas A) Acompanhamento Programas. III. FUNAI. gerentes de projetos.• Mediar as tratativas e ajustes dos possíveis conflitos (ou divergências conceituais) entre o empreendedor e as comunidades indígenas. IAP e demais instituições públicas e privadas afetadas (direta e indiretamente) pela implantação deste empreendimento. com sistematização periódica trimestral. IV.

VII. VI. florestal ou eng. telefonia. Apoio logístico e administrativo: sala de escritório localizada no canteiro de obras com equipamentos básicos (computador. Acompanhamento e supervisão do desenvolvimento dos Programas e Projetos previstos na Licença de Operação incluindo possíveis pendências da fase de instalação. Acompanhamento e supervisão do desenvolvimento dos Programas e Projetos na fase de operação. Veículo comum (com manutenção e combustível). Elementos de Custo Recursos Humanos • Coordenador Geral: preferencialmente antropólogo ou sociólogo/historiador. Editoração e impressão de documentos. com acesso a internet. bem como alguma experiência em processos de licenciamento ambiental. Auxiliar técnico: Profissional com habilitação na área ambiental (biólogo. Recursos Materiais • • Recursos materiais. com experiência profissional (comprovada) neste tema. • • • Cronograma das atividades Adaptações ao Programa de Gerenciamento Ambiental Atividades Mês1 Mês2 Mês3 Mês4 Mês5 Mês6 Mês7 Mês8 Mês9 Mês 10 Mês 11 Mês 12 Etapa I Etapa II X X X X X X X X X X X 44 .V. Elaboração dos Relatórios de Supervisão Ambiental da fase de operação (periodicidade semestral ou outra determinação presente na LAO). sanitarista) com experiência em gestão de programas socioambientais. eng. Espera-se que o profissional tenha entendimento da legislação ambiental e indigenista. impressora. agrônomo. logísticos e/ou financeiros. entre outros).

Etapa III Etapa IV Etapa V* Etapa VI Etapa VII** X X X X X X X X X X X X X X X X X * Estas atividades desenvolvem-se no período de operação do empreendimento previstas (no mínimo) para 48 meses subseqüentes a implantação do empreendimento. coordenadores dos projetos e programas sócio e etnoambientais e corpo técnico do IAP. Potencialmente podem estabelecer-se para fins específicos convênios com as Prefeituras Municipais de Paranaguá e Pontal do Paraná. gestores municipais. 45 . projetos e atividades sócio e etnoambientais relacionadas com a implantação e operação deste empreendimento. assim como o Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE). vinculado à Universidade Federal do Paraná (sediado em Paranaguá/PR). Interação com Outros Programas Ambientais Este programa integra-se com TODOS os programas. Comitê Gestor. Articulação Institucional Este programa articula-se com a FUNAI. permanece ativo durante toda existência do empreendimento. ** Os relatórios possuem periodicidade semestral e são concluídos após as reuniões periódicas do Comitê Gestor. ou seja. Responsáveis pela Elaboração Os custos serão desembolsados pela Subsea7.

Rua Taquari. 81 – Lj 30 – Alphaville Graciosa – Pinhais – PR – 83327-070 Tel: (41) 3562-3472 / 3562-2892 / 96798683 .

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