Novidades Sistema Solar e Documenta - Janeiro de 2013

livros

D O C U M E N TA

sistema solar
j a n e i r o | 2013

Sistema Solar
Rua Passos Manuel, 67 B | 1150-258 Lisboa

Janeiro | 2013 edição: Sistema Solar, Crl.
Rua Passos Manuel, 67 B | 1150-258 Lisboa

distribuição: Edições Documenta, Lda.
NIF: 503 506 141 Rua de Arroios, 154 B | 1150-056 Lisboa Tel.: 213 300 690; Fax: 213 300 699 vendas@documenta.pt | blogue-documenta.blogspot.pt | livrariasassirio.blogspot.pt

Judeus Errantes, Joseph Roth, tradução do alemão, prefácio, introdução cronológica e notas ao texto de Álvaro Gonçalves

Outras obras já publicadas: As Mamas de Tirésias – Drama surrealista em dois actos e um prólogo, Guillaume Apollinaire, ilustrações de Pedro Proença | Amor de Perdição, Camilo Castelo Branco, ilustrações de Ilda David’ | As Lágrimas de Eros, Georges Bataille | O Mentiroso, Henry James | As Lojas de Canela, Bruno Schulz | O Romance de Tristão e Isolda, Joseph Bédier | A Freira no Subterrâneo, Camilo Castelo Branco | Paul Cézanne, por Élie Faure, seguido de O Que Ele Me Disse…, por Joachim Gasquet | David Golder, Irene Nemirowsky | Os Manuscritos de Aspern, Henry James | No Sentido da Noite, Jean Genet | Com os Loucos, Albert Londres | Os Génios – seguido de Exemplos, Victor Hugo | O Senhor de Bougrelon, Jean Lorrain

O Cinema da Poesia, Rosa Maria Martelo Da Autonomia do Político – Entre a Idade Média e a Modernidade, coordenação e organização de José Maria Silva Rosa Estro in Watts – Poesia da idade do rock (1955-1980), antologia, tradução, introdução e notas de João de Menezes-Ferreira Roll Over – Adeus anos 70, José Paulo Ferro, textos de Margarida Medeiros e de João de Menezes-Ferreira Caricaturas do Metro Aeroporto, António Antunes, apresentação de Joaquim Vieira
Outras obras já publicadas: Cartas para a Casa de Pascoaes, Mário Cesariny, edição de António Cândido Franco | Beatles em Portugal, Luís Pinheiro de Almeida e Teresa Lage | Jorge Queiroz – Debaixo das pedras da calçada, a praia!, texto de João Miguel Fernandes Jorge | Entre o Céu e a Terra, Rui Chafes | Império, Alexandre Melo, André e. Teodósio, Vasco Araújo | Lógica do Acontecimento – Introdução à Filosofia de Deleuze, Sousa Dias | A Última Imagem – Fotografia de uma ficção, Margarida Medeiros | Cibercultura e Ficção, Jorge Martins Rosa (organização) | Introdução à Ética, José Manuel Santos | Caravana Doors – Uma viagem luso-americana, Rui Pedro Silva | Primeiras Vontades – Da liberdade política para tempos árduos, André Barata | Sistema da Arte Contemporânea, Alexandre Melo | Bem Dita Crise!, António Jorge Gonçalves | Vieira da Silva – O Espaço e Outros Enigmas, João Pinharanda, José Manuel dos Santos, Marina Bairrão Ruivo | Atelier Utopia – Miguel Palma, João Pinharanda, Miguel von Hafe Pérez, Bruno Leitão | Vítor Pomar – Uma Pátria Assim…, João Pinharanda, Paulo Borges | Gruta e Crânio – Desenho_1963-2011, José de Guimarães, organização de Nuno Faria | Éden – O filme desta terra, Tomás Maia e André Maranha, traduções de Bruno C. Duarte | Antes Que Me Lembre, Manuel Caldeira, Marcelo Costa, Jorge Nesbitt, João Miguéis, textos de Manuel Castro Caldas, Bruno Marchand, Sara Antónia Matos, João Miguel Fernandes Jorge e Maria João Mayer Branco | Cartoons do Ano 2011, António, André Carrilho, Augusto Cid, Cristina Sampaio, António Jorge Gonçalves, Maia, Henrique Monteiro, António Viana | Boligán – Espelho de tinta, Angel Boligán Corbo, apresentação de Jorge Zepeda Patterson, selecção e edição de António Antunes

Judeus Errantes
Joseph Roth Tradução do alemão, prefácio, introdução cronológica e notas ao texto de Álvaro Gonçalves
ISBN: 978-989-8566-23-2 Edição: Janeiro 2013 Preço: 13,21 euros | PVP: 14 euros Formato: 14,5×20,5 cm (brochado, com badanas) Número de páginas: 176 (com fotografias PB)

História | Ensaio
Este livro prescinde do aplauso e da aprovação, mas também do protesto e até da crítica daqueles que menosprezam, desdenham, odeiam e perseguem os judeus orientais. O livro não se dirige aos europeus ocidentais que, pelo facto de terem crescido com elevadores e sanitas, inferem o direito de contar anedotas de mau gosto sobre os piolhos romenos, percevejos galicianos e pulgas russas. Este livro prescinde dos leitores «objectivos», que, com a benevolência barata e azeda, a partir das vacilantes torres da civilização ocidental, lançam olhares de soslaio para o Próximo Oriente e os seus habitantes; que, por pura humanidade, lamentam a deficiente canalização e, por medo de contágio, encerram em barracas emigrantes pobres, onde a solução de um problema social é deixado ao critério da morte em massa. Este livro não quer ser lido por aqueles que renegam os seus próprios pais ou antepassados, que, por um simples acaso, escaparam às barracas. Este livro não foi escrito para os leitores que levariam o autor a mal por tratar o objecto da sua exposição com paixão em vez de o fazer com a «objectividade científica», que pode ser designada também por entediante. A quem é então destinado este livro? O autor nutre esperanças insensatas de que existem ainda leitores perante os quais não é necessário defender os judeus orientais; leitores que sentem respeito pela dor, pela grandeza humana e pela imundície Joseph Roth que acompanha o sofrimento em todo o lado; europeus ocidentais que não têm orgulho nos seus colchões limpos; que sentem que têm muito a receber do Leste e que talvez saibam que da Galícia, da Rússia, da Lituânia e da Roménia vêm grandes ideias; mas também ideias (na perspectiva deles) úteis, que ajudam a consolidar e ampliar a estrutura firme da civilização ocidental — e não apenas os carteiristas, a quem o mais infame produto da Europa Ocidental que é a imprensa local chama os «hóspedes do Leste». Este livro não estará em condições de tratar o problema do judaísmo oriental com a profundidade abrangente que este requer e merece. Procurará apenas descrever as pessoas que representam o problema e as circunstâncias que estão na sua origem. Fará apenas um relato sobre algumas partes do vasto tema, o qual, para ser tratado com toda a sua amplitude, exigiria do autor tantas migrações quantas aquelas a que foram sujeitas gerações inteiras de judeus orientais. Joseph Roth, «Prefácio»

O Cinema da Poesia
Rosa Maria Martelo
ISBN: 978-989-8618-19-1 Edição: Dezembro 2012 Preço: 19,81 euros | PVP: 21 euros Formato: 14,5x20,5 cm (brochado, com badanas) Número de páginas: 264 [ Em colaboração com o Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa ]

Literatura | Ensaio
Ao acentuar a visualidade e o visionarismo das imagens verbais, ou a sua tensão e rapidez, a poesia de tradição moderna apresenta-se muitas vezes como uma espécie de cinema, uma arte na qual o fluxo das imagens desempenha um papel determinante. «O cinema extrai da pintura a acção latente de deslocação, de percurso. Tome-se um poema: não há diferença», escreveu Herberto Helder. Como pensar esta similaridade, esta convergência? Em que consiste o cinematismo da poesia? Os autores estudados neste livro encaminham-nos para algumas respostas. […] Quando são tidos em conta os diálogos da poesia com o cinema, a presença temática do universo cinematográfico é normalmente destacada, pelo que ganham especial relevância os poemas dedicados a filmes, realizadores e actores, ou os poemas que funcionam por processos ecfrásticos e por transposição narrativa. […] Há um outro tipo de relação entre a poesia e o cinema que diz respeito às cumplicidades entre duas artes que partilham uma extensa e multímoda reflexão sobre os processos de fazer imagem. Herberto Helder, Carlos de Oliveira, Luiza Neto Jorge, Al Berto, Luís Miguel Nava, Fernando Guerreiro ou Manuel Gusmão desenvolvem formas de intermedialidade situáveis nesse plano, que este livro procura apreender. Rosa Maria Martelo é professora associada da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, onde se doutorou em 1996, e investigadora do Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa. Tem colaborado em diversas revistas e publicou vários livros de ensaios, entre os quais A Forma Informe — Leituras de Poesia (2010). Organizou, com Joana Matos Frias e Luís Miguel Queirós, a antologia Poemas com Cinema.

Da Autonomia do Político – Entre a Idade Média e a Modernidade
v.v.a.a Coord. e organização de José Maria Silva Rosa
ISBN: 978-989-8618-07-8 Edição: Dezembro de 2012 Preço: 20,75 euros | PVP: 22 euros Formato: 16×22 cm (brochado, com badanas) Número de páginas: 352 [ Em colaboração com o Instituto de Filosofia Prática ]

Filosofia | Política
Entre a Idade Média tardia e os alvores da Modernidade encontramos o embate mais frontal que o Ocidente conheceu entre duas ordens irredutíveis de legitimação do poder político: a doutrina do poder absoluto do papa ( plenitudo postestatis papalis) e a recusa intransigente desse poder em nome de uma nova ordem jurídica e política. O confronto entre a hierocracia pontifical e os defensores da separação de poderes foi meridiano e do progressivo triunfo da razão natural e da liberdade resultou aquilo que hoje continuamos a chamar autonomia da política. […] A ideia mestra que presidiu à organização desta obra, e outrossim ao evento que antes a possibilitou, foi justamente a de pensar a política numa época de transição e de emergência de uma nova consciência, mais concretamente no período que está entre a Idade Média e a Modernidade, época que alguns chamam «Idade Média tardia», «Outono da Idade Média», outros de pré-renascentista, protomoderna, etc. José Maria Silva Rosa, «Introdução» OS AUTORES Alexandre António da Costa Luís | Alexandre Franco de Sá | António Bento | António Campelo Amaral | Esteban Peña | Joaquim de Sousa Teixeira | José Antônio de C.R. de Souza | José Maria Silva Rosa | Manuel Lázaro Pulido | Miguel Morgado | Paula Oliveira e Silva & Patrícia Calvário | Pedro Roche Arnas | Rafael Ramón Guerrero | Roberto Hofmeister Pich Colecção Ethos e Polis 3

Estro in Watts – Poesia da idade do rock (1955-1980) ed. bilingue
Antologia, tradução, introdução e notas de João de Menezes-Ferreira
ISBN: 978-989-8618-04-7 Edição: Novembro 2012 Preço: 35,85 euros | PVP: 38 euros Formato: 17×24 cm (brochado, com badanas) Número de páginas: 816 [ Em colaboração com a Fundação EDP ]

Música | Poesia
Num percurso de 563 poesias musicadas de 170 autores, desde «Blue suede shoes» de Carl Perkins (1955) até «O superman» de Laurie Anderson (1980), esta é a crónica lírica da vida de várias gerações adolescentes num momento histórico muito preciso: o da conquista da sua autodeterminação, em marcha errante, multímoda, eléctrica, ou como sintetizou Caetano Veloso em 1966 (Alegria, alegria) «sem lenço, sem documento, eu vou». E sem recuo. «A grande poesia da nossa época é o rock. As palavras são tão importantes como o ritmo. Nunca se assistiu a um tal renascimento poético desde Homero. É o regresso dos bardos de antes da escrita, da época oral. É o reencontro planetário. Canta-se rock na China, na U.R.S.S., em todos os países do mundo. O rock é a língua universal. A língua do gesto e do grito. A língua da comunicação e da participação. É uma revolução fantástica.» Marshall McLuhan JOÃO DE MENEZES-FERREIRA. No curto período em que fez crítica de música foi autor do programa radiofónico na RDP FM Estéreo «A Idade do Rock» (1977-1980), para o qual reuniu materiais que fazem grande parte desta antologia. Tem formação jurídica (Lisboa) e post-graduação em Altos Estudos Europeus (Bruges). Entre outras actividades, foi advogado, deputado, diplomata, empresário, fundador e dirigente de uma cooperativa de animação cultural e de ONGs e professor universitário.

Roll Over – Adeus anos 70
José Paulo Ferro Textos de Margarida Medeiros e de João de Menezes-Ferreira
ISBN: 978-989-8618-27-6 Edição: Novembro 2012 Preço: 16,98 euros | PVP: 18 euros Formato: 24×17 cm (brochado) Número de páginas: 104 [ Em colaboração com a Fundação EDP ]

Fotografia
Roll Over fica como um retrato de uma época que ainda está (em certa medida estava) por fazer e que sem dúvida gerará outros que o completem; numa época em que a imagem digital faz desaparecer a importância da fotografia e do snapshot pela imensidão de imagens que se podem gerar em cada segundo, este é um arquivo valioso para a memória destes anos e que complementa qualquer história do “rock português”. Mas é-o sobretudo pelo estilo de aproximação, pela forma como sublinha a cena em detrimento do personagem individual que nela se destaca, o acto, em detrimento da pose, a dinâmica literal em detrimento do esteticismo. Margarida Medeiros Isto é certamente fotografia tribal. Havia então outras tribos, com outras marcas identitárias. Nós – o José Paulo, eu também – fazíamos parte desta tribo. Mas nunca pensámos na publicação destas fotografias «escondidas» (conhecidas de poucos e quase todas inéditas) para alimentar o mercado da nostalgia e do narcisismo. Por mim, tento vê-las na sua dupla essência: valiosos documentos sociológicos e espécimes da nobre arte da fotorreportagem. João de Menezes-Ferreira

José Paulo Ferro nasceu em Alcobaça em 1955. Vive e trabalha em Lisboa. Frequentou a Escola Superior de Belas Artes de Lisboa tendo feito o Bacharelato em Design e a Licenciatura em Artes Plásticas/ Pintura. Foi aluno e monitor do Instituto Português de Fotografia e actualmente é professor na Escola Secundária de Pedro Nunes. Expõe colectivamente desde 1975 e individualmente desde 1980.

Caricaturas do Metro Aeroporto
António Antunes Apresentação de Joaquim Vieira
ISBN: 978-989-8618-31-3 Edição: Janeiro de 2013 Preço: 20,75 euros | PVP: 22 euros Formato: 15,5×22 cm (brochado) Número de páginas: 124 (com reproduções a cores)

Caricatura | Arquitectura
O viajante do metropolitano de Lisboa, sendo mais provável que tenha nacionalidade portuguesa, sai na estação do Aeroporto da Portela e é surpreendido pelas caricaturas gigantes, a preto-e-branco sobre as paredes do cais, de quatro figuras políticas que ele bem conhece da recente história do seu país, cada uma delas de corpo inteiro, sentada numa cadeira de estilo clássico. O viajante de avião acabado de aterrar na capital, com grandes hipóteses de ser estrangeiro, desce ao comboio subterrâneo e fica do mesmo modo surpreendido, no amplo corredor de acesso à estação, pela distribuição, ao longo das paredes, de quase duas outras dezenas de caricaturas de personagens para ele desconhecidas — com a excepção, talvez, de Fernando Pessoa —, mas que adivinha, pela forte individualização fisionómica de cada uma delas, representarem gente viva, seja no passado ou no presente. […] Em finais do século XIX, Rafael Bordalo Pinheiro criou em folha de jornal o seu Álbum das Glórias, caricaturando personagens relevantes da sociedade portuguesa. Cinco gerações depois, António, em suporte mais resistente, segue-lhe os passos, actualizando a identidade das eminências portuguesas. Uma das personagens retratadas por Rafael foi o seu Zé Povinho, e mesmo esse António não deixou de fora, desenhando-o junto ao seu criador, como se fosse a 51.º personagem deste painel. É o fecho de um ciclo, e Portugal que continua. Joaquim Vieira

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