Jugo leve CRISTO CONSOLADOR, (Jugo leve) 1JÁ.

07/ 12/ 2004
Tema: (Jugo leve – O Consolador prometido) Fonte: E.S.E., cap. VI, itens 1 a 4. Mateus, XI, 28-30 + João, XIV, 15 a 26.

SINTESES: Item, 1: O jugo leve: (Mat., 28 a 30), “Vinde a mim todos os que andais em sofrimento e vos achais carregados, eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que eu sou manso e humilde de coração, e achareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”. Item, 2: Todos os sofrimentos, misérias, decepções, dores físicas, perdas de seres queridos, encontram sua consolação na fé no futuro, e na confiança na justiça de Deus, que o Cristo veio ensinar aos homens. Sobre aquele que, pelo contrário, nada espera após esta vida, ou que simplesmente duvida, as aflições pesam com todo o seu peso, e nenhuma esperança vem abrandar sua amargura. Eis o que levou Jesus a dizer: “Vinde a mim, vós todos que estais fatigados, e eu vos aliviarei”. Jesus, entretanto, impõe uma condição para a sua assistência e para a felicidade que promete aos aflitos. Essa condição é a da própria lei que ele ensina: Seu jugo é a observação dessa lei. Mas esse jugo é leve e essa lei é suave, pois que impõem como dever o amor e a caridade. Item, 3: Consolador prometido: (João, XIV, 15 a 26) “Se me amais, guardai os meus mandamentos, e eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Consolador, para que fique eternamente convosco, o Espírito da Verdade, a quem o mundo não pode receber,porque não o vê, nem o conhece. Mas vós o conhecereis, porque ele ficará convosco e estará em vós. – o Consolador que é o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito”. Item, 4: Jesus promete outro Consolador: É o Espírito da Verdade, que o mundo ainda não conhece, pois que não está suficientemente maduro para conhece-lo, e que o Pai enviará para ensinar todas as coisas e para fazer lembrar o que o Cristo disse. Se, pois, o Espírito da Verdade deve vir mais tarde, ensinar todas as coisas, é que o Cristo não pode dizer tudo. Se ele vem fazer lembrar o que cristo disse, é que o seu ensino foi esquecido ou mal compreendido. O Espiritismo vem no tempo assinalado, cumprir a promessa do Cristo: o Espírito da Verdade preside ao seu estabelecimento. Ele chama os homens à observância da lei; ensina todas as coisas, fazendo compreender o que cristo só disse em parábolas. O Cristo disse: “que ouçam os que têm ouvidos para ouvir”.O Espiritismo vem abrir os olhos e os ouvidos, porque ele fala em figuras e alegorias. Levanta o véu propositadamente lançado sobre certos mistérios, e vem, por fim, trazer uma suprema consolação aos deserdados da Terra e a todos os que sofrem, ao dar uma causa justa e um objetivo útil a todas as dores. Disse o Cristo: “Bem-aventurados os aflitos, porque eles serão consolados”. Mas como se pode ser feliz por sofrer, se não se sabe por que se sofre? O Espiritismo revela que a causa está nas existências anteriores e na própria destinação da Terra, onde o homem expia o seu passado. Revela também o objetivo, mostrando que os sofrimentos são como crises salutares que levam à cura, são a purificação que assegura a felicidade nas existências futuras. O homem compreende que mereceu sofrer, e acha justo o sofrimento. Sabe que esse sofrimento auxilia o seu adiantamento, e o aceita sem queixas, como o trabalhador aceita o serviço que lhe assegura o salário. O Espiritismo lhe dá uma fé inabalável no futuro, e a dúvida pungente não tem mais lugar na sua alma. Fazendo-o ver as coisas do alto, a importância das vicissitudes terrenas se perde no vasto e esplendido horizonte que ele abarca, e a perspectiva da felicidade que o espera lhe dá a paciência, a resignação e a coragem, para ir até o fim do caminho. Assim realiza o Espiritismo o que Jesus disse do Consolador prometido: conhecimento das coisas, que faz o homem saber de onde vem para onde vai e por que está na Terra, lembrança dos verdadeiros princípios da lei de Deus, e consolação pela fé e pela esperança. PONDERAÇÕES: Todas as religiões cristãs inexplicavelmente fecharam a fé religiosa no tempo, isto é, dizendo que a Bíblia é suficiente e que Deus falou tudo o que tinha a falar ao encerrar a Bíblia há dois mil anos. No entanto a própria Bíblia no novo Testamento, ensina que Jesus disse que não falou tudo ou ensinou tudo o que era necessário, mas prometeu mandar o Consolador, o Espírito de Verdade que iria completar a sua Messianidade.
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Estudo dado no CE. Joana d’Arc a 07/12/2004.

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O Consolador hoje em dia é interpretado por todas as Igrejas cristãs como a 3ª pessoa de Deus, “Espírito Santo”, certo que é Espírito ou Espíritos santificados, e não como dogmatizaram de ser Deus na terceira pessoa; o Espiritismo interpreta sim como 3ª revelação. J.H. Pires disse: “Admitir o absolutismo seria frustrar a evolução do cristianismo, nos rumos da própria espiritualidade, que constitui ao mesmo tempo a sua essência e o seu destino, seu objetivo”. (O Espírito e o tempo,
introdução antropológica ao Espiritismo, 2ª parte cap. II n° 4 Edicel 7ª ed. 1995).

O Espiritismo ensina que há evolução e progresso e que Jesus desenvolveu as leis ensinadas por Moisés, e, que não podia nos adiantar mais por falta da compreensão do homem. Ora, o homem mais tarde no tempo e mais evoluído e desenvolvido, aceitando Deus por lógica, fé e conhecimento ao chegar-lhe a sede das verdades que Jesus ensinou por parábolas, coube a Deus abrir as portas a nosso acesso às verdades eternas, nos concedendo a 3ª Revelação ou a promessa de Jesus de o Consolador que viria a seu devido tempo nos auxiliar, nos revelar muito de o que não tínhamos condição de entender por nós próprios, ou seja, os verdadeiros princípios da lei de Deus. Com esta compreensão que os Espíritos nos trazem, Deus é maior para nós do que antes desse conhecimento. Antes estávamos cheios de dúvidas sobre os atributos de Deus, mas com os conhecimentos que os Espíritos nos trazem temos uma fé e esperança em Deus maior do que a que teríamos antes. Antes pensávamos por nossos mesquinhos pecados que seriamos condenados possivelmente a um inferno eterno, e tanto nos falavam que Deus criou o “inferno”, conjuntamente a ter criado o Céu, e, com tantos dogmas a nos puxar para o pensamento de condenação, o homem só podia viver oprimido pelo poder da Igreja ou das Igrejas e subjugado a elas; sob sua misericórdia e alguns fiascos de luz que as Igrejas podessem dar, e considerando-se o amontoado de dogmas a seu dispor, é quase o caso de que Jesus falou: “Se um cego guiar outro cego ambos cairão no abismo” (Mat, XV: 14). Ora, os protetores de fé cega só podiam propagar sua própria fé, e, dos Espíritas eles dizem com uma certa convicção afirmativa na interpretação de alguns textos bíblicos que a 3ª revelação não existe, e insistem do mesmo jeito, que a Bíblia de Deus já foi escrita, mas estamos em dúvida quanto a isso, pois, isso seria nos condenar a nós todos, pois que assim não haveria evolução e progresso e estagiaríamos para sempre numa época passada condenada aos mesmos pensamentos de estagnação. Com a 2ª Revelação a de Jesus, sem nossa compreensão como a tivéssemos nos dias de então, não entenderíamos nunca as razões de nossos sofrimentos e não teríamos a explicação do significado de Jesus ter dito: “Bem-aventurados os aflitos, porque eles serão consolados”, também, não entenderíamos porque o jugo de Jesus seria leve, quando por parábolas e máximas difundiu uma nova religião, ao menos assim parece, porém, Jesus não trouxe religião, mas, “a Doutrina do Pai que o enviou”, doutrina de Amor, e nessa doutrina de amor está contido o conteúdo, “a Doutrina do Pai” (João, VII: 16-29). Jesus, ao ensinar que Deus é nosso Pai, acabou com as rivalidades religiosas dos que se consideravam privilegiados. Jesus, ao ensinar a caridade por exemplos e máximas, acabou com o orgulho da Igreja Católica dizer que: “fora da Igreja não há salvação”. Jesus, ao enunciar que: “em casa do Pai há muitas moradas” (João, XIV: 2), acabou com os ideais dos homens que defendem a idéia de Deus ter criado dois lugares circunscritos, ou seja, “Céu e Inferno”. Porém, o homem não entendeu os ensinos de Jesus, consequentemente amontoaram dogmas sobre dogmas, e, o homem nisso entrou em confusão espiritual ou estagnação preconceituosa. Então, agora que foram chegados os tempos designados pelo Altíssimo, vem o Espírito Consolador, não para nos condenar, mas para nos consolar, nos ensinar, nos advertir, nos abrir os olhos à compreensão espiritual, nos endireitar as veredas de nossos enganos quanto à verdadeira vida espiritual, nos ajudar e o que é mais óbvio nos acompanhar na escalada ascencial para Deus. Falam as Igrejas em geral que a promessa se Jesus aconteceu no Dia de Pentecostes, pois sim e não, o Espírito Consolador poderia ter dado início, mas não pode ensinar nada ou se ensinou foi coisa pouca, pois Jesus dias antes teria dito, “vós não podeis compreender”, mas como o Consolador é para que: “fique convosco para sempre”, é natural que chegado os tempos do homem ter mais compreensão, o “Consolador” se revela e traz à lembrança o que Jesus ensinou e desenvolve o que Jesus teria ensinado por parábolas; levantando assim a tampa da “Doutrina do Pai”, que obviamente em dias de hoje estava em confusão com dogmas de homens. Qual a função do Espiritismo? Pois bem não é como muitos pensam! A função do Espiritismo ou do Consolador é a de nos espiritualizar, a de colocar a lei de Deus no interior do homem, no coração do homem, para que conheçam o Senhor, e não precisarem de alguém que diga: “conhece o Senhor”, pois, todos O conhecerão, (Jeremias; 31:29-34).

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A função é a de ajudar o homem para a sua transformação interior e a do bem da humanidade. A função do Consolador, não é a de fazer por nós o que cabe a nós fazer. A função do Consolador, não é a de se responsabilizar por nossos delitos ou nossas faltas, assim como: “o pai não pagará pelos pecados do filho nem o filho pelos pecados do pai” (Deuteronômio, XXIV: 16). O Consolador ajuda-nos sim, mas, não é nosso escravo, para que digamos: faz isto ou faz aquilo. O Consolador, não veio para obedecer nossos pedidos tais como: senhor! Queima! Senhor Consolador ou Espírito Santo destrói meus inimigos! Tira-os do meu caminho! O Consolador, não veio para satisfazer nossos caprichos ou leviandades. O Consolador, não é nada disso! Ora, o que foi que Jesus disse a respeito do Consolador: (João, XIV: 15-18) “Se me amais, observai os meus mandamentos. E eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará um outro Paráclito, para que fique eternamente convosco. O Espírito de Verdade, a quem o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conhecereis, porque habitará convosco, e estará em vós. Não vos deixarei órfãos; voltarei a vós”. (João, XIV: 25-26) “Tenho vos dito isto. Estando convosco. Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito”. Allan Kardec, na “A Gênese”, cap. I, item 28, deduz: “se o Cristo não conseguiu desenvolver seus ensinamentos de modo completo, é porque faltava aos homens conhecimentos que eles só viriam a adquirir com o tempo, e sem os quais não poderiam compreende-los...”. O Evangelho de Jesus nos vem explicar, que somos irmãos: Todos somos Filhos de Deus. Todos somos obra de Deus. Todos somos de Deus. Não há privilegiado. O evangelho nos ensina isso. Não há nação de Deus. Não há povo privilegiado de Deus. Jesus tentou ensinar isso. Não há povo exclusivo de Deus. O Espiritismo vem nos lembrar, complementar e desenvolver esses ideais morais e espirituais lançados e semeados por Jesus, - a verdade é uma só, a compreensão é que vem aos poucos. Deus é Deus! Ele não se subdivide, pois, Deus não pode ser dividido. Deus não pode se dividir em partes, pois uma parte pode contrair a vontade de outra, facilmente se pode deduzir essa verdade. Deus é incontestavelmente uno e indivisível. Deus é imensurável. Deus é imponderável. Deus é incontestavelmente insubstituível; essa questão nem se pergunta. Todos são sujeitos à Sua vontade. Todos são sujeitos ao Seu poder. Todos são sujeitos ao Seu dispor. O mais Supremo ou mais avançado Espírito Puro que haja ou possa haver, está sujeito ao Seu dispor, à Sua Vontade e ao Seu Poder. Não há nem pode haver um Espírito que por mais poderoso que seja, que possa contrair a Vontade de Deus ou se atreva a se opor à Sua Vontade; pois Sua vontade é incontestavelmente justa. Com Deus há união Universal. Com Deus há harmonia Universal. Com Deus há evolução justificada. Com Deus há o progresso progressivo. Com Deus não há saltos imerecedores. Com Deus não há saltos evolutivos. Com Deus não há castigos, mas encadeamento, apromamentos, disciplina, correção. Com Deus todos têm que passar pelos graus de ascensão. Com Deus, todos pagam até o último ceitil a evolução de sua alma. Com Deus todos passam pelas fieiras do conhecimento. Com Deus todos passam pelos elos da moralidade. Não seria nestes contextos que Jesus ensinou: “toda a lei e profetas se resume: em amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos” (Mat., XXII: 37-40) Todos os profetas e leis estão sujeitos à Vontade de Deus.

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Todos estão subjugados a Deus. Todos Lhe pedem luz, direção, inspiração, Seu Amor, Seu carinho, Sua sabedoria. Todos estamos de carona nos braços de Deus. Todos a Ele estamos agradecidos, por tudo em nossa vida, nosso ser, nossos impulsos, nossa vontade, nossos desejos, nossas emoções, agradecer sim, só isso podemos fazer, isto é, agradecer, agradecer e agradecer constantemente ou pelo menos quando nos sentimos impulsionados a isso, e, certo que é quando Ele nos toca. Allan Kardec, na “Gênese, cap. I: item 30 deduz:...” Pelo Espiritismo o homem sabe de onde vem, para onde vai, por que está na Terra, por que aqui sofre temporariamente, e vê em tudo a justiça de Deus. Sabe que a alma progride sem cessar, atravez de uma série de existências sucessivas, até que atinja o grau de perfeição que permite aproxima-la de Deus...”“. (...) Que, portanto não há múltiplas criações, nem diferentes categorias, entre os seres inteligentes, mas que toda a criação resulta da grande lei de unidade, que rege o Universo, e que todos os seres gravitam com uma finalidade comum, a perfeição, não sendo nenhum favorecido às expensas do outro, tudo devendo a si mesmos de acordo com suas obras “. Deus está unido com toda a Sua Criação, Deus está em todo o lugar, ligado pelo Seu Espírito; já S.Paulo entendeu isso, quando disse: “Deus está no âmago de todas as coisas” (Atos, XVII: 28) e Jesus disse: “se uma folha de árvore cai, Deus sabe” (Mat, X: 29), e, ainda mais Jesus nos adiantou: “o reino de Deus está dentro de vós” (Lucas, XVII: 20-21). Então, é simbólico quando se diz: oh, Espírito Santo, vem viver no meu coração, pois Deus já o habita. É simbólico quando se diz ao morrer: Deus veio o buscar, pois Deus já está com ele, Deus habita todo o Universo. É simbólico quando se diz: Deus o levou para o Céu ou Deus o levou para Si. É uma ilusão ou simbólico dizer-se que deixando este mundo é ir para Deus; pois, Deus está também neste mundo e com o que vai embora para mundos espirituais. Deus está nos dois lados da vida. Os homens sobrecarregam seu semelhante com dogmas, cultos e sacramentos. Do tempo de Jesus não era diferente; havia o lavar as mãos, etc., havia a santificação aparente, que era a de não se misturar com impuros, etc., havia a moral aparente, indiferente e intolerável, etc... Jesus falou toda a verdade quando convidou: “vinde a mim... meu jugo é leve”, pois é religião pura e simples sem complexidade, pois é simplesmente, amar! Quem ama não mata. Quem ama não rouba. Quem ama não destrói a vida de outrem. Quem ama não corrupta nem corroi. Quem ama ajuda, contribui e compartilha. Quem ama disse Jesus que se resume: “fazer ao próximo o que se deseja para nós mesmos”. Oh, diz-nos alguém: disseram-me que para se ser salvo, o bom seria pertencer a uma Igreja evangélica! Que salvação devemos perguntar? Qual profeta, qual lei? Não disse Jesus: “todas as leis e profetas se resume em amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos” (Mat., XXII: 37-40). Então, porque a exigência de esta ou aquela Igreja. Por conveniência, tradição ou pelo social, acho que é bom todos estarem associados ou pertencentes a alguma Igreja ou instituição espiritual, só que entendo que, não pode haver monopolismo espiritual, pois Deus é de todos. Não pode haver mais a idéia de Deus no Céu e o sacerdote na Terra; a guerra santa já acabou, não há mais inquisição, nem perseguição, queira Deus; a ordem espiritual atual é: Amai-vos uns aos outros. Amar é ter tolerância. Amar é abandonar preconceitos. Amar é procurar entender os outros. Amar é procurar viver em paz. Amar é viver com sinceridade. Amar é viver dignamente. Pois bem, melhor ainda, a recomendação atual é: (“Amai-vos e instrui-vos” (E.S.E., VI: 5).

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Ponderemos o que é instrução? Instrução é o conhecimento de causa; com conhecimento de causa se pode discernir pelo uso da razão e da lógica nossa fé e nossa esperança no futuro e podemos procurar os melhores rumos para nossa vida; quem anda na luz dificilmente tropeça, quem tem uma idéia dos caminhos a serem tomados aceita com resignação os obstáculos das vicissitudes da vida. A meta do Espírito é a perfeição, na Academia de Deus, só que para se chegar lá, não é por saltos nem por mão beijada, isto é, “a cada um segundo suas obras” (Marcos, XIII: 34). Uns, andam depressa outros devagar, outros param muito pelo caminho, mas, chegarão ao termo, se Deus quiser, isto é, é da Vontade de Deus e de Seus desígnios que isso aconteça (LE. - Q. 129). Nossa submissão à vontade de Deus nos adianta à meta final. Nossa rebelião nos atrasa e nos traz sofrimento. Nossa ignorância nos impulsiona à procura do conhecimento e da verdade. Para finalizar diz-nos Allan Kardec, no seu livro: “A Gênese” cap. XVII, item 39, o seguinte em referencia ao Consolador: “Qual deve ser este enviado? Jesus ao dizer: ”Rogarei a meu Pai, e Ele vos enviará um outro Consolador”, indica claramente que não será ele próprio, caso contrário teria dito: “voltarei para completar o que vos ensinei”. Depois ele acrescenta: a fim de que ele fique convosco eternamente, e estará em vós. Não se poderia entender com isso que se tratasse de alguma individualidade encarnada, que não poderia ficar eternamente conosco e muito menos estar em nós, mas percebe-se muito bem que se referia a uma doutrina, a qual efetivamente, quando assimilada, poderia conosco estar eternamente. O Consolador é, pois, no pensamento de Jesus, a personificação de uma doutrina soberanamente consoladora, cujo inspirador deve ser o Espírito de Verdade”. Bem, ainda para finalizar, vejamos que Jesus disse: “Meu jugo é leve”, daí fica difícil para o Espírita entender as dificuldades que o dogmatismo chegue a impor a seus fieis. Os Espíritas não sabem tudo e procuram estudar com seriedade, e os Espíritos sabem disso, por isso é que recomendam: “amai-vos instrui-vos” (E.S.E., VI: 5) O Espiritismo codificado por Kardec já está conosco há uns 140 anos. Se, os Espiritas, já sabem alguma coisa de valor espiritual, é porque os Espíritos incentivaram o “amai-vos e instrui-vos”, como necessidade básica ao progresso espiritual; já muitos no mundo estão seguindo essa máxima, que faz acordar o cristão para a realidade espiritual do conhecimento, aprendendo por que está no mundo e para onde vai, não sendo a morte mais um enigma ou desconhecido suas razões de ser, pois o Espiritismo ensina que na realidade não há morte, considerando-se que o Espírito não morre, mas sabemos que há a passagem, isto é, passagem ou mudança para outra dimensão espiritual; pois seja! Estamos aprendendo. Bem, que esteja conosco assim como outrora, hoje e sempre.

Extrato do meu livro ‘Algumas Chaves do Espiritismo’, do estudo feito por mim no Centro Espirita, Joana d’Arc a 07/ 12/ 2004

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