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REGIMENTO DO FORUM NACIONAL DA MÚSICA - FNM

Capítulo I - Da natureza do FNM

Art. 1. Fórum Nacional da Música (FNM), órgão colegiado, de caráter consultivo, tem por finalidade propor a formulação de políticas públicas, com vistas a promover debate e a articulação entre os diferentes níveis governamentais, com a participação democrática dos diversos segmentos sociais que integram a cadeia produtiva, criativa e formativa da música, visando desenvolvimento e o fomento das atividades culturais, sociais e educacionais ligadas à música. Parágrafo único – O Fórum Nacional da Música se fundamenta no princípio da transparência, ética e democratização da gestão cultural das práticas musicais, constituindo-se em espaço permanente de diálogo e de consulta para participação da sociedade civil na formação de políticas para a música.

Capítulo II - Dos princípios que regem o FNM

Art 2. São princípios que norteiam a causa do Fórum Nacional da Música

a. b. c. d. e. f. g. h.

posição apartidária; a interlocução entre classe musical e o poder público; a defesa dos interesses da música brasileira; a defesa da pluralidade e da diversidade da música brasileira; a luta pela dignidade do profissional da música em seu exercício; a busca da integração dos estados federados pelos fóruns permanentes de música; o respeito à diversidade e rotatividade de representação; a proposição e discussão de políticas públicas para a música brasileira.

Capítulo III - Dos objetivos do FNM Objetivo Geral Art 3. O objetivo geral do FNM é mobilizar a classe musical em todo o Brasil para participação na consulta e formatação de propostas de políticas públicas para a música brasileira, norteado pelo respeito ao músico e à classe musical nas mais diversas categorias profissionais que compõem a cadeia produtiva e criativa da música.

Objetivos Específicos Art 4. São objetivos do FNM:

a. Mobilizar a sociedade em torno defesa da música; b. Fortalecer Fóruns Permanentes de Música por todos os estados da federação; c. Contribuir para a difusão nacional de informações sobre os temas relevantes que envolvem as políticas voltadas à música e aos músicos. d. Dar conhecimento à opinião pública acerca das questões de interesse da classe musical; e. Propor diretrizes e metas para a construção e implementação de políticas públicas para a música em todos níveis de governo, tornando-as prioridade na agenda política. f. Acompanhar e analisar políticas e ações públicas nacionais e internacionais, que guardem relação direta e indireta com impacto para a classe musical; g. Estimular a formação de fóruns e/ou outras formas de articulação da sociedade civil sobre o tema em nível local, estadual e regional; h. Estimular e contribuir para a constituição de Conselhos Estaduais e Municipais de Cultura;

i. Colaborar na capacitação dos atores da sociedade civil visando otimizar a participação efetiva da sociedade nos diferentes espaços de gestão pública da música; j. Colaborar para o debate nacional sobre os temas ligados à música, músicos e todos os profissionais ligados à cadeia produtiva e criativa da música, participando e promovendo eventos, seminários, encontros, grupos de trabalhos, congressos etc; k. Contribuir para o aprimoramento da legislação concernente à música, em todas as instâncias do poder público; l. Contribuir para a defesa do patrimônio cultural e artístico, material e imaterial, da música brasileira;

m. Estimular a democratização, descentralização e disseminação de atividades de produção e difusão da música, visando a garantir cidadania no âmbito musical como direito de produção, acesso e fruição de bens musicais e de preservação da memória musical; n. Participar de comissões, reuniões, órgão colegiados, comitês, etc, para assessorar, analisar e/ou discutir projetos de caráter cultural voltados ao universo da música. o. Consolidar junto ao poder público os sistemas de participação social na gestão das políticas culturais.

Capítulo IV - DA ESTRUTURA E COMPETÊNCIAS ORGANIZACIONAIS

Da constituição do FNM Art 5. O FNM constitui-se pela articulação dos Fóruns Permanentes de Música Estaduais formados por pessoas e entidades agentes da cadeia produtiva, criativa e formativa da música, cujos escopos devem estar em sintonia com os princípios do FNM. Da estrutura do FNM

Art 6. A estrutura organizacional do FNM é composta por: a) Coordenação;

b) c) d) e)

Comissão Executiva; Interlocutor Geral; Grupos Temáticos ou Grupos de Trabalho. Conselho Consultivo

Capítulo V - DA COORDENAÇÃO Art.7. A coordenação é o órgão máximo e soberano do FNM. Parágrafo primeiro: todas as decisões da coordenação serão tomadas e validadas por maioria simples. Art. 8. A coordenação será formada por 2(dois) delegados de cada estado da federação, um titular e outro suplente, eleitos aos critérios dos respectivos Fóruns Permanentes de Música Estaduais. Art 9. Os delegados terão mandato de 1 (um) ano permitida uma única recondução. Parágrafo primeiro. Cada delegação deve ter frequência mínima de 2/3 das reuniões anuais, quer sejam ordinárias ou extraordinárias. Parágrafo segundo. As reuniões da Coordenação, presenciais ou virtuais, são abertas e tem direito a voz os delegados estaduais, Comissão Executiva, conselheiros e delegados do Colegiado Setorial de Música (CSM) e Conselho Nacional de Políticas Culturais (CNPC) que sejam ligados aos quadros do FNM, bem como a demais membros dos Fóruns Estaduais. Entretanto, somente os delegados estaduais têm direito à voto, que se dará um voto por estado. O membro da Comissão Executiva somente terá direito a voto caso os delegados de seu estado estejam ausentes na reunião, passando a representar, nesse caso, o voto do estado que representa. Art.10. Compete à Coordenação: a) Aprovar o plano de ação e diretrizes políticas do FNM; b) avaliar o desempenho das demais instâncias do FNM; c) conferir a mobilização do Fóruns Permanentes de Músicas Estaduais assegurando-lhes representatividade nacional;

d) alterar, quando necessário, o presente regimento; e) eleger a Comissão Executiva e compor o FNM. f) Eleger representantes, dentre os quadros do FNM, para compor conselhos, mesas, organismos colegiados; participar de seminários, palestras, congressos; definir as representações em eventos promovidos pelo poder público e iniciativa privada;

h) votar as deliberações a ela submetidas. i) convocar assembléia se solicitada por maioria qualificada de sua composição;

Capítulo VI - Comissão executiva Art 11. A Comissão Executiva é a instância que articula as ações, canaliza demandas, operacionaliza as estratégias do FNM, secretaria e procede encaminhamentos deliberativos e consultivos à Coordenação. Art. 12. A comissão executiva será formada por 10 (dez) membros, 5 (cinco) titulares e 5 (cinco) suplentes, a serem eleitos pela coordenação, dentre os indicados pelos Fóruns Permanentes de Música Estaduais. Cada região geográfica do país terá direito a 1 (um) titular e 1 (um) suplente, sendo obrigatoriamente de estados diferentes da mesma região.

Art.13. Compete a Comissão Executiva a. executar e implementar a política geral de atuação do FNM; b. apresentar propostas sobre definição e atualização das normas de política geral do FNM; c. garantir a execução das deliberações do FNM.

d. gerenciar os grupos de discussão Fórum Nacional da Música no âmbito virtual; e. facilitar a preparação de reuniões da Coordenação; f. convocar e secretariar as reuniões da Coordenação e Comissão Executiva, agendando horário, dia e local, reduzindo a termo as reuniões e disponibilizando seu teor; dar encaminhamento às resoluções adotadas pela Coordenação e pela própria Comissão Executiva; monitorar o encaminhamento das deliberações da Coordenação e da Comissão Executiva junto aos responsáveis pelas mesmas; representar a Coordenação em atividades e eventos consultando-a quanto a possíveis deliberações; informar semanalmente a Comissão Executiva sobre as atividades desenvolvidas; informar mensalmente a Coordenação sobre atividades desenvolvidas e em andamento; facilitar a comunicação entre as instituições do FNM;

g.

h.

i.

j. k. l.

m. consolidar e administrar mecanismos eletrônicos de comunicação do FNM; n. facilitar a circulação de documentos relevantes para Coordenação e para o conjunto de integrantes do FNM; estimular a adesão de novas instituições da sociedade civil ao FNM; facilitar a elaboração e o encaminhamento de propostas de captação de recursos.

o. p.

q. escolher o mediador para conduzir as deliberações do FNM no plano virtual e presencial; r. secretariar as reuniões virtuais, elaborando tabelas de votação, determinando prazos, colhendo votos, procedendo a contagem e divulgação do resultado; monitorar os emails e mensagens postadas no fórum virtual, garantindo o cumprimento das regras de conduta e evitando a disseminação de spans. formar Grupos Temáticos, concedendo prazos para entrega dos relatórios solicitados;

s.

t.

Parágrafo único: A Comissão Executiva distribuirá entre seus integrantes as responsabilidades pela execução das atividades do FNM. Art. 14. A Comissão Executiva deve ser instalada periodicamente para garantir representatividade nacional para decisões tomadas. Art. 15. Tanto para a Coordenação como para a Comissão Executiva, o processo decisório será pautado pela busca do consenso e não sendo este alcançado passa a pautar-se por maioria simples dos presentes, tanto no âmbito virtual como presencial. Parágrafo único. Cada delegação terá direito a um voto, sendo que titular e suplente terão direito à voz.

Art. 16. A Comissão Executiva fará reuniões periódicas, presenciais ou virtuais, de caráter informativo e decisório. Art. 17. Reuniões da Comissão Executiva do FNM constitui o foro decisório para questões de ordem cotidiana. Art. 18. A Comissão Executiva dá suporte às atividades da Coordenação e do próprio FNM operacionalizando as decisões tomadas e promovendo a interlocução entre as diversas instâncias e seus integrantes.

Capítulo VII – Do Coordenador Geral Art. 19. A Coordenação elegerá um Coordenador Geral, que poderá ser integrante dentre os delegados eleitos para a Comissão Executiva, tanto titulares quanto suplentes. Art. 20. Ao Coordenador Geral compete coordenar as ações da comissão executiva, bem como promover a interlocução e diálogo com o poder público e entidades representativas, devendo repassar periodicamente as informações e encaminhamentos aos demais coordenadores. Parágrafo único: O Coordenador Geral representa o FNM nas instâncias necessárias, conselhos, reuniões, etc, com exceção do Colegiado Setorial de Música (CSM) e Conselho Nacional de Políticas Culturais (CNPC), e pode delegar o poder de representação a membros da Comissão Executiva, de acordo com a necessidade e conveniência que o ato exigir, ou ainda a outro integrante do FNM desde que, nesse caso, aprovado pela Coordenação.

Capítulo VIII - GRUPOS TEMÁTICOS ou GRUPOS DE TRABALHO

Art. 21. Os Grupos Temáticos ou de Trabalho são formados a partir das demandas da Coordenação e da Comissão Executiva para elaboração de trabalhos que ensejem especialização e expertise. Os GT´s serão, via de regra, permanentes e sua composição será definida pela Comissão Executiva. Todos os trabalhos dos GT´s serão considerados produtos do FNM. Art. 22. Os GT´s tem por atribuições: a) proceder à análise de documentos das diferentes manifestação musicais presentes no FNM, como editais, propostas legislativas, propostas políticas, etc; propor ações de caráter específico, focando nas manifestações musicais presentes no FNM; definir metas e indicadores para acompanhamento e avaliação das ações específicas a serem implementadas; redigir documentos específicos, como pareceres, manifestos, desagravos, etc.

b) c)

d)

Parágrafo único – Os resultados dos GT´s serão encaminhados, em forma de relatório à Comissão Executiva, em prazo a ser por esta estipulado. Capítulo IX - Da relação do FNM com os Fóruns Permanentes de Música Estaduais

Dos Fóruns Permanentes de Música Estaduais Mobilizados Art 23. Os Fóruns Estaduais serão formados por pessoas, por entidades dotadas de personalidade jurídica e/ou movimentos de cunho social com existência de fato e pela sociedade civil organizada, ligadas à música.

Art 24. Serão considerados mobilizados e poderão filiar-se ao FNM os fóruns estaduais que: a) forem representativos em sua região; b) possuírem GT´s específicos com estudos realizados em pelo menos um dos seguintes temas: memória, preservação, pesquisa e documentação do patrimônio musical, incentivo, fomento e apoio à cadeia produtiva da música, produção musical, educação, formação e capacitação musical, questões de mercado de trabalho e legislação trabalhista do músico e outros entes da cadeia produtiva.

c) estiverem ativos há pelo menos 2 anos quando do pedido de filiação ao FNM, comprovados por atas, cartas, documentos, manifestos, etc.; Art. 25. Apenas os Fóruns Permanentes de Música Estaduais mobilizados poderão ter delegados representantes no FNM; Art 26. Os Fóruns Permanentes de Música Estaduais que pretenderem indicar delegados ao FNM, deverão convocar novas eleições para esse fim, ou ratificar atos de constituição de delegados anteriormente realizados, comprovando sua mobilização por documentos, atas e cartas de entidades filiadas. Parágrafo único. Uma vez eleitos seus delegados, titular e suplente, os Fóruns Permanentes de Música Estaduais deverão indicá-los em até 180 (cento e oitenta) dias da aprovação deste regimento, para que componham o quadro de Coordenação no FNM.

Capítulo X - Das normas de conduta e penalidades Art 27. Todos os coordenadores, delegados e membros dos fóruns estaduais devem guardar entre si o respeito mútuo, o tratamento ético voltado ao benefício coletivo. Art.28. Qualquer Coordenador deverá sempre se reportar à Comissão Executiva para sugerir ou proceder encaminhamentos antes de levá-los à Coordenação. Art 29. É vedado aos membros do FNM promover propaganda política e partidária em nome da instituição, bem como é proibida a veiculação no fórum virtual de propaganda congênere. Art 30. Exceto por autorização expressa da Comissão Executiva, é terminantemente proibida a veiculação de propagandas de shows, concertos, espetáculos e afins, no fórum virtual. Art. 31. Em caso de violação das regras contidas neste regimento do FNM, ou ainda por violação a regras de moral e conduta, caberá a Comissão Executiva convocar reunião para definir a punição aos infratores, as quais poderão ser: a) determinação para ajuste de conduta entre ofendido e ofensor; b) suspensão na participação das atividades por até 180 dias, considerando-se a gravidade do fato, reincidência e consequências para o FNM; c) expulsão.

Parágrafo único: em caso de a aplicação das penalidades vir a provocar vacância em algum cargo de coordenação ou executivo, caberá à Comissão Executiva, na falta de suplente, indicar substituto, devendo o nome indicado ser ratificado pela coordenação.

Capítulo XI – Do Conselho Consultivo Art. 32. Aqueles integrantes do FNM que tiverem prestado trabalhos de relevância, assumido cargos delegados por indicação do FNM, bem como participado de forma atuante e decisiva nos trabalhos

desenvolvidos CONSULTIVO.

pelo

FNM,

poderão

integrar

um

conselho

consultivo,

denominado

CONSELHO

Art. 33. O Conselho Consultivo será composto por no máximo 7 integrantes, indicados pela Comissão Executiva aprovados em assembléia pela Coordenação. Art. 34. O Conselho Consultivo prestará sua consultoria sobre quaisquer assuntos à Comissão Executiva, sempre que por ela solicitado ou por maioria dos coordenadores. Art. 35. Os conselheiros terão mandato de 1 ano, renovável vitaliciamente. Caberá à coordenação deliberar sobre a substituição e/ou exclusão de conselheiros, prevalecendo o princípio da pluralidade e rotatividade. Capítulo XII – Das disposições gerais Art. 36. Todos os casos omissos neste regimento serão definidos pela Coordenação.