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DIREITO ADMINISTRATIVO Aula 01 www.caparroz.com.

br Ato administrativo

Conceito:

É a manifestação da vontade estatal apta a produzir efeitos jurídicos e exteriorizada no exercício de função administrativa. Os particulares podem praticar atos administrativos (notários). O regime jurídico dos atos administrativos é de direito público. O Estado, neste sentido, deve ser entendido em sentido amplo (Administração Pública Direta e Indireta ou Entidades que receberem delegação de competência). No caso de particulares, nem sempre substituir a atividade estatal implica o exercício de função administrativa (Ex: ONGs) – o interesse público existe, mas o ato é privado. Para que o ato administrativo seja praticado, é necessário competência, que decorre de lei.

Validade, Eficácia e Vigência

Validade: implica a compatibilidade do ato administrativo com o modelo descrito na norma jurídica (competência, conteúdo, procedimento e divulgação). É pertinência às regras do sistema. Todos os critérios para a produção do ato foram observados. É análise da pré-produção do ato. A validade pressupõe a existência do ato, mas com ela não se confunde. Eficácia: é a aptidão para produzir efeitos jurídicos. O ato está no sistema e consegue alcançar situações concretas. Pode haver vacatio legis para atos administrativos. Vigência: é o período durante o qual o ato administrativo incide sobre a realidade, que normalmente se inicia com a respectiva publicação. Quando o ato é publicado. Está relacionado ao tempo. Segurança jurídica – a norma não deve, em regra, retroagir. É ato jurídico perfeito. Todos os atos que tem vigência produzem efeitos? Não.

Requisitos do Ato Administrativo

c) Forma. Deve considerar possíveis impedimentos (interesse nos efeitos da própria decisão – há competência. por lei em sentido estrito ou outro instrumento normativo. Os órgãos da Administração não tem personalidade jurídica (imputação volitiva – transferência de competência. Teoria Contemporânea (Celso Antônio Bandeira de Mello): a) Conteúdo. Princípio da economicidade e da eficiência. b) Forma. por impossibilidade ou por fato superveniente. Competência administrativa: é a atribuição normativa da legitimação para a prática de um ato administrativo. .Teoria clássica (Hely Lopes Meirelles): a) Competência (Sujeito) b) Finalidade: não é elemento sine qua non do ato administrativo. algo impede que se pratique o ato). Todo ato tem uma finalidade. Não pode haver ato sem motivo. É um sistema fechado que precisa de hierarquia (princípio da hierarquia). mesmo que esta não seja alcançada.: período de férias ou aposentadoria compulsória). (Ex. Princípio da organicidade da Administração Pública – Otto Giercke – esta se comporta como se fosse um organograma. Pode ser delegada. Os órgãos são centros de competência. Competência do Sujeito Exigência de norma que fixe a competência. Mas pode haver motivos sem ato. d) Motivo: é o antecedente do ato. na qual o titular do poder vai espalhando-a até que chegue aquele que manifeste a vontade estatal). mas não se deve exercê-la) ou impossibilidades funcionais (tem a competência. o ato não será nulo. mas. naquele momento. e) Objeto. Se não ocorrer.