You are on page 1of 11

Revoluções no Brasil no século XX

Mudança e Transformação Social

Colégio Estadual da Bahia - Central

Trabalho de Sociologia

Professora Cremilda

Natasha Falcão Santos

2° ano - 2M02

29 de dezembro de 2012/Salvador-BA
1

Sumário
Introdução ................................................................................................................................................. 3 Êxodo e transformação ............................................................................................................................ 4 República Velha (1889 – 1930) ................................................................................................................. 4 A Sociedade durante a República Velha ................................................................................................ 5 Revolução de 1930..................................................................................................................................... 6 Fatos que marcaram o processo da Revolução de 1930 ........................................................................ 7 O desfecho da Revolução de 1930 ........................................................................................................... 8 Revolução de 1964 .................................................................................................................................... 8 O Golpe Militar ......................................................................................................................................... 9 Conclusão .................................................................................................................................................. 9 Referências Bibliográficas ...................................................................................................................... 10

2

Introdução

A evolução científica e tecnológica marcou o Século XX. Foi a época das guerras mundiais e da bomba atômica, e também do automóvel, do avião, das viagens espaciais, da eletrônica, dos transplantes, da clonagem e da Internet. Uma época marcada pelo do fim dos impérios colonialistas, pela internacionalização da economia, pela indústria cultural, pelo resgate dos direitos da mulher e das minorias. A história do século pode ser entendida como a de um conflito entre a democracia liberal e a ditadura totalitária. No Brasil, a Revolução de 30 instaurou um novo modelo de desenvolvimento industrial e urbano, abrindo a chamada Era Vargas, caracterizada pelo populismo, nacionalismo, trabalhismo e forte incentivo à industrialização. O País viveu vinte anos sob o regime militar e foi regido por seis constituições. Este trabalho irá mostrar às revoluções vividas no Brasil no século XX a mudança e a transformação social e como isso influenciou na modernização do nosso país.

3

Êxodo e transformação
No Brasil, o Século XX foi um período de transformação. O País passou por um dos mais velozes processos de urbanização da história moderna. Em 1950, a zona rural abrigava quase 70% dos habitantes. Hoje, possui pouco mais de 20%. Esse êxodo rural acelerado, que perdurou até o início dos anos 1990, foi quase estancado a partir de 1995. O País registrou uma das mais altas taxas de crescimento do planeta. Entre 1901 e 2000, a população passou de 17,4 milhões para 169,6 milhões; o Produto Interno Bruto se multiplicou por cem; e a expectativa de vida saltou de 33,4 anos em 1910 para 64,8 anos no final do século. Continuamos, porém, com o desafio de promover uma distribuição de renda mais justa, reduzindo a pobreza e a exclusão social.

República Velha (1889 – 1930)
De 1889 a 1930 tivemos no Brasil o período conhecido como República Velha, caracterizado pela política do Café com Leite, na qual representantes de Minas Gerais e São Paulo se alternavam no comando do poder do Brasil. Tivemos nessa época um modelo agrário exportador e uma política contra a industrialização. Depois de Deodoro da Fonseca tivemos como presidente, entre os anos de 1891 e 1894, Floriano Peixoto, que era conhecido como Marechal de Ferro, devido à sua atuação enérgica e ditatorial. De 1894 a 1898 tivemos como presidente Prudente de Morais, acentuando o sistema Café com Leite. Nesta época, cada Estado era dominado por uma série de proprietários rurais conhecidos como coronéis, que controlavam a política local. De 1898 a 1902 foi a vez de Campos Sales na Presidência. Com a ajuda de um grande empréstimo estrangeiro, ele começou a recuperar a economia brasileira, que estava em declínio devido aos baixos preços do café e da borracha. De 1902 a 1930 o Brasil teve mais nove presidentes de Minas ou São Paulo. Esse período também ficou conhecido como Primeira República ou República dos Bacharéis, pois grande parte dos presidentes eram bacharéis em Direito, e quase todos eles membros da maçonaria.

4

No primeiro período da República predominou o elemento militar e um grande receio por parte dos republicanos diante de uma possível restauração da monarquia. No segundo período predominou a política dos Estados, sustentada, em sua base municipal, pelo tipo carismático do coronel. Na República Velha foi criado o decreto 85A, a primeira lei de imprensa para censurar a mídia e as artes. Em 1922 tivemos a consolidação do Tenentismo, movimento que refletia a insatisfação dos militares e o desejo de participação das camadas médias. No mesmo ano, aconteceu a Semana de Arte Moderna, na qual artistas brasileiros propuseram a construção de uma nova cultura, através da renovação de linguagem, da busca pela experimentação e da ruptura com o passado. Fomos o único país da América Latina a participar na Primeira Guerra Mundial, de 1914 a 1918. Tivemos inicialmente uma posição neutra, buscando não restringir o mercado e os produtos de exportação, principalmente o café. A guerra significou um alívio para a economia brasileira, pois fez com que os preços das matérias-primas recuperassem valores mais altos. Com o esgotamento da República Velha, quando a indústria sinalizava o novo dinamismo da economia e da sociedade, foram deflagradas as primeiras greves operárias, duramente reprimidas pelo governo federal, que tratava a questão social como “caso de polícia”. A desilusão com a dominância dos poucos ricos agravou a situação do Tenentismo. Em 5 de julho de 1922, na mundialmente famosa praia Copacabana, tivemos o palco da primeira rebelião contra política café com leite.

A Sociedade durante a República Velha

O período da História brasileira conhecido como República Velha, compreendido entre os anos de 1889 e 1930, representou profundas mudanças na sociedade nacional, principalmente na composição da população, no cenário urbano, nos conflitos sociais e na produção cultural. Cabe aqui fazer uma indagação: com mudanças tão profundas, o que permaneceu delas na vida social atual?

5

Uma mudança da sociedade da República Velha ocorreu na economia. A produção agrícola ainda era o carro-chefe econômico da República Velha e o café continuava a ser o principal produto de exportação brasileiro. Mas o desenvolvimento do capitalismo e a criação de mercadorias que utilizavam em sua fabricação a borracha (como o automóvel) fizeram com que a exploração do látex na região amazônica se desenvolvesse rapidamente, chegando a competir com o café como o principal produto de exportação. Porém, o período de auge da borracha foi curto, pois os ingleses conseguiram produzir de forma mais eficiente a borracha na Ásia, desbancando a produção brasileira. Outro aspecto econômico da República Velha foi o início da industrialização no Brasil, principalmente no Rio de Janeiro e em São Paulo. O capital acumulado com a produção cafeeira possibilitou aos grandes fazendeiros investir na indústria, dando novo dinamismo à sociedade nestes locais. São Paulo e Rio de Janeiro passaram por uma profunda urbanização, criando avenidas, iluminação pública, transporte coletivo (bondes), teatros, cinemas e, principalmente, afastando as populações pobres dos centros das cidades. Mas não foi apenas nestas duas cidades que houve mudanças, já que a mesma situação se verificou em Manaus, Belém e cidades do interior paulista, como Ribeirão Preto e Campinas.

Revolução de 1930
Interpretada como a revolução que pôs fim ao predomínio das oligarquias no cenário político brasileiro, a Revolução de 30 contou com uma série de fatores conjunturais que explicam esse dado histórico. O próprio uso do termo ‘revolução’ como definidor desse fato, pode, ainda, restringir outras questões vinculadas a esse importante acontecimento. Em um primeiro momento, podemos avaliar a influência de alguns fatores internos e externos que explicam o movimento. No âmbito internacional, podemos destacar a ascensão de algumas práticas capitalistas e a própria crise do sistema capitalista. Cada vez mais, a modernização das economias nacionais, inclusive a brasileira, só era imaginada com a intervenção de um Estado preocupado em implementar um parque industrial autônomo e sustentador de sua própria economia. Em contrapartida, o capitalismo vivia um momento de crise provocado pelo colapso das especulações financeiras que, inclusive, provocaram o “crash” da Bolsa de Nova Iorque, em 1929.

6

Apático a esse conjunto de transformações, os governos oligárquicos preferiam manter a nação sob um regime econômico agroexportador. Dessa forma, a economia brasileira sofreu, principalmente nas primeiras décadas do século XX, graves oscilações em seu desempenho econômico. Em outras palavras, a economia brasileira só ia bem quando as grandes potências industriais tinham condições de consumir os produtos agrícolas brasileiros. Defendendo essa política conservadora e arcaica, as elites oligárquicas acabaram pagando um alto preço ao refrear a modernização da economia brasileira. De um lado, as camadas populares sofriam, cada vez mais, o impacto de governos que não criavam efetivas políticas sociais e, ao mesmo tempo, não dava atenção aos setores sociais emergentes (militares, classes média e operária). Por outro, as próprias oligarquias não conseguiam manter uma posição política homogênea mediante uma economia incerta e oscilante.

Fatos que marcaram o processo da Revolução de 1930
Nesse contexto, podemos compreender que a crise das oligarquias foi um passo crucial para a revolução. Com o impacto da crise de 1929, o então presidente paulista Washington Luís resolveu apoiar a candidatura de seu conterrâneo Júlio Prestes. Conhecida como “Política do Café Puro”, a candidatura de Júlio Prestes rompeu com o antigo arranjo da “Política do Café com Leite”, em que os latifundiários mineiros e paulistas se alternariam no mandato presidencial. Insatisfeitos com tal medida, um grupo de oligarquias dissidentes – principalmente de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraíba – criaram uma chapa eleitoral contra a candidatura de Júlio Prestes. Conhecida como Aliança Liberal, a chapa encabeçada pelo fazendeiro gaúcho Getúlio Dorneles Vargas prometia um conjunto de medidas reformistas. Entre outros pontos, os liberais defendiam a instituição do voto secreto, o estabelecimento de uma legislação trabalhista e o desenvolvimento da indústria nacional.

7

O desfecho da Revolução de 1930
Sob um clima de desconfiança e tensão, o candidato Júlio Prestes foi considerado vencedor das eleições daquele ano. Mesmo com a derrota dos liberais, um possível golpe armado ainda era cogitado. Com o assassinato do liberal João Pessoa, em 26 de julho de 1930, o movimento oposicionista articulou a derrubada do governo oligárquico com o auxílio de setores militares. Depois de controlar os focos de resistência nos estados, Getúlio Vargas e seus aliados chegam ao Rio de Janeiro, em novembro de 1930. Iniciando a chamada Era Vargas, Getúlio ficaria por quinze anos ininterruptos no poder (1930 – 1945) e, logo depois, seria eleito pelo voto popular voltando à presidência entre os anos de 1951 e 1954.

Revolução de 1964

Após o fracasso do Plano Trienal, da economia e dos índices de inflação altíssimos, o governo de João Goulart (Jango) ficou extremamente enfraquecido e sem apoio. Com isso, os movimentos sociais começaram a fazer pressão, exigindo transformações substanciais na sociedade. Os líderes estudantis da União Nacional dos Estudantes (UNE) entraram em cena, clamando pelo fim da exclusão social e do analfabetismo. Dentro da Igreja Católica surgiram segmentos políticos com orientação socialista que se juntaram aos estudantes nas manifestações da época. Nesse contexto ocorreu uma rebelião de sargentos em Brasília, que queriam o direito de se candidatar a cargos eletivos. Essa rebelião foi vista pelo alto escalão das Forças Armadas como uma severa ameaça à hierarquia militar. Num clima de tensão e enfraquecido politicamente, Jango realizou na Estação Central do Brasil, no Rio de Janeiro, um grande comício no dia 13 de março. Diante de mais de duzentos mil manifestantes, o presidente assinou decretos de grande impacto

8

popular, como a nacionalização das refinarias de petróleo privadas e a desapropriação de terras, para a reforma agrária, situadas às margens de ferrovias e rodovias federais.

O Golpe Militar
No dia 19 de março, em resposta ao comício do Rio, foi realizada em São Paulo a Marcha da Família com Deus pela Liberdade. Na passeata, os manifestantes pediam a Deus e aos militares que salvassem o Brasil do perigo comunista, presente na figura de Jango. O desfecho para o Golpe ocorreu quando João Goulart apoiou a manifestação dos marinheiros no Rio de Janeiro, em 30 de março. O apoio de Jango foi o estopim para o Alto Comando das Forças Armadas acusar o presidente de conivência com os atos de insubordinação que ameaçavam a hierarquia militar. O golpe militar afastou Jango da presidência da República, substituindo-o pelo comando militar do General Costa e Silva, do Brigadeiro Francisco de Assis Correia de Melo e do vice-almirante Augusto Hamann. Esses militares iniciaram o processo de cassação dos mandatos parlamentares, afastando da vida política as pessoas que não se adequassem ao novo sistema político. Nesse sentido, o Congresso Nacional foi pressionado de todas as formas pelos militares para a escolha do novo presidente da República. O marechal Humberto de Alencar Castelo Branco foi o escolhido para completar o mandato iniciado por Jânio Quadros. Através do Golpe Militar de 1964, a história da República Brasileira recomeçava com outro olhar. Era o fim da República Populista e o começo do regime militar, que se estendeu até 1985.

Conclusão
Quando fala se fala sobre transformação social no Brasil, aplica se um termo modernização por que nossa sociedade precisou passa por uma modernização para vim a transformação. Estas principais revoluções no Brasil no século XX Revolução de 1930 - na tomada do poder por Getúlio Vagas. Mesmo autoritária no encaminhamento das questões sociais e econômicas, procurou desenvolver uma infra-estrutura necessária ao processo de industrialização que se projetava. Mesmo excluindo trabalhadores implantou a legislação trabalhista podemos observar modo de vida é de uma sociedade industriada e outros, principalmente rural, a realidade é de pobreza. O processo produtivo industrial foi modificado com a modernização da indústria, criando uma maneira de produzir mais com poucos trabalhadores,

9

mesmo não criando novos empregos, foi uma globalização que nos atingiu em cheio que existe até hoje. Na Revolução de 1964 - Desencadeado por um golpe liderado pelos militares que derrubou o governo constitucional de João Goulart. Os movimentos sociais de trabalhadores do campo e da cidade ganharam muitos direitos. Este trabalho teve como objetivo demostrar a importância destas revoluções para a nossa vida atual. Os privilégios que obtemos hoje é devido graças a estas revoluções que trouxe grandes benefícios a sociedade.

Referências Bibliográficas

Por uma sociologia do século XX Autor: Josué Pereira da Silva Editora: Annablume

Sociologia Geral Autora: Noêmia Lazzareschi Editora: IESDE Brasil S.A.

Info Escola http://www.brasilescola.com

10