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Centrais elétricas

Qual a adequada?

Centrais elétricas Qual a adequada?

Em uma “roda de amigos”, surgiu a pergunta: “Você apoia a construção de uma usina nuclear”?

A discussão foi intensa, com diversas opiniões contraditórias e muitas infundadas. Mas, para este assunto, é preciso ponderar; Há que se ter bom senso!

Para que um país cresça é necessária a disponibilidade de energia, mas que tipo de central deverá ser implantada?

Portanto, vou colocar três números importantes para a decisão de qual das opções energéticas, será a mais indicada:

1- Custo de construção e segurança em R$ 1.000 / MW; 2- Preço da energia em R$ /MW; 3- Área específica de ocupação em km 2 /Mw.

Estes números são dados médios das centrais existentes em nosso país e referem-se à produção de “grandes pacotes” de energia.

Centrais

Solar

Eólica

Térmica

Nuclear

Hídrica

1 (R$ 1.000/MW)

3.538,11

2.789,91

2.189,47

137.808,24

2.296,80

2 (R$/MWh)

500,00

135,00

129,00

90,00

70,00

3 (km2/Mw)

0,87

3,04

desprezível

desprezível

0,17

A tabela acima, nos dá uma melhor noção para nossa discussão. Vamos comentar cada opção em particular:

Energia solar:

Como se vê, a utilização da energia solar é excessivamente cara e que provavelmente nunca passará de um papel de “energia auxiliar”, complementar.

Mas não quer dizer que não possa ou não deva ser utilizada em locais propícios e com carência de outros recursos.

Mas, como anteriormente dito, toda ela já é muito bem utilizada pelo planeta e se tentarmos utilizá-la sistematicamente, com certeza causaremos um desequilíbrio que impactará nosso clima tanto

e se tentarmos utilizá-la sistematicamente, com certeza causaremos um desequilíbrio que impactará nosso clima tanto

quanto ou mais que a utilização de combustíveis fósseis ou renováveis.

Precisa de uma área de terras devastadas muito maior que as centrais hídricas (atrelada à constante solar), roubando o calor que deveria ser reemitido à atmosfera, criando zonas indevidas de condensação, o que diminuiria seu fator de geração, tornando-a cada vez mais deficiente. Ou ainda roubando a energia luminosa que a fotossíntese transformaria em carboidratos (alimentos).

Portanto, sua utilização deverá ser com sabedoria e parcimônia.

Como já disse diversas vezes, a utilização de energia em grandes blocos, terá sempre um impacto ambiental equivalente, não importa sua origem.

Leia:

Eólica:

É o segundo maior preço de energia elétrica e também o segundo maior custo de construção, com o agravante de “precisar” de mais de 3 km 2 de área livre por MW.

A

potência gerada por uma turbina eólica é expressa por:

P

= ½ . . r 2 . V1 3 . C p

Onde:

= Densidade do ar (kg/m 3 );

r

= Raio das pás (m);

V

1 = Velocidade inicial do ar (m/s);

C

p = Eficiência de geração.

Porém, para uma mesma turbina, em qualquer momento,

temos:

½ . . r 2 = k = cte.

Portanto, potência gerada = P = k . V1 3 . C p

em qualquer momento, temos: ½ .  . r 2 = k = cte. Portanto, potência

Pelo limite de Betz, C p máximo = 0,59.

Porém para chegarmos à energia total retirada do vento, devem ser acrescentadas:

Eficiência mecânica do sistema = 0,75;

Perdas devido à turbulência gerada pelas pás =0,8.

O que nos dá:

C p = 0,59/(0,75 . 0,8) = 0,983

Portanto, potência restante no vento:

k . V2 3 = k . V1 3 k . V1 3 . 0,983

V2 3 = V1 3 - V1 3 . 0,983 ou ainda: V2 3 = V1 3 . (1 - 0,983) ou

V2 = (V1 3 . 0,017) (1/3) V2 = V1 . 0,257.

Ora, se a velocidade do vento após passar pelas turbinas eólicas é apenas 25,7 % de sua velocidade natural, é claro que não levará chuvas, aragens, afinal o clima em sí, até onde normalmente levaria.

Ou seja, produz um gritante impacto ao clima, portanto não é de forma alguma uma “energia limpa”, e muito menos uma energia barata.

Térmica:

O custo de construção é o melhor deles e o preço atual da energia começa a ficar atrativo.

Porém, cuidado! Este preço depende fundamentalmente do preço do energético primário (petróleo e gás natural) dos quais não somos autossuficientes, apenas temos um potencial discutível de um petróleo de difícil extração e cuja tecnologia de exploração, a preço viável, ainda não existe (o pré sal).

Para quem usa biomassa (grátis), tudo bem, é uma excelente opção.

a preço viável, ainda não existe (o pré sal). Para quem usa biomassa (grátis), tudo bem,

Quanto às suas emissões atmosféricas (santo Graal dos ecologistas) recomendo que leiam:

Pois as emissões de CO 2 de um só dia de respiração da macrovida (animais, vegetais e fungos), equivalem à toda emissão anual por queima de combustíveis fósseis pela humanidade.

Nuclear:

O custo da construção é bastante alto, devido às exigências de segurança, mas, com um preço de energia muito atrativo e o potencial de geração do energético primário, chega a ser tentador.

Esta tecnologia tem que ser dominada, porque, queiram ou não, em um futuro muito breve será a única fonte economicamente viável que restará à humanidade.

Todavia, em um país onde campeia a corrupção, de mãos dadas com as benesses da impunidade, e o povo que se dane, seria extrema irresponsabilidade autorizar tal construção.

Hídrica:

É a mais viável de todas e a com melhor fator custo benefício. As nações só optam por outras soluções quando já se esgotaram seus recursos hídricos.

Argumenta-se que a barragem e a criação do consequente lago causam “impactos socioambientais”, porém vejamos:

1- A área ocupada é menor que as exigidas pelas centrais eólica e solar; 2- Num país de dimensões continentais e com governo honesto, com credibilidade e organizado, a relocação dos ribeirinhos não seria problema, ou seja, não existiriam problemas sociais; 3- Com o lago, amplia-se o habitat aquático, o que é benéfico para fauna e flora do rio;

existiriam problemas sociais; 3- Com o lago, amplia-se o habitat aquático, o que é benéfico para

4- A vida terrestre depende do acesso à água e o lago amplia a faixa “litorânea”, aumentando este acesso, portanto beneficiando todo o ambiente; 5- Além disto, o lago otimiza as condições para a pesca e é uma grande atração turística.

A meu ver, um grande e muito positivo impacto ambiental.

PFCP

para a pesca e é uma grande atração turística. A meu ver, um grande e muito