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Luminotécnica Março 2004

Prof..Márcio Rubens. Baumer

HIGIENE DO TRABALHO LUMINOTÉCNICA

ÍNDICE

I – A iluminação no trabalho I.1 – A aplicação norma regulamentadora NR 17 do Ministério do Trabalho I.2 – Iluminação de Interiores NBR 5413 da ABNT I.3 – Como selecionar a iluminância desejada I.4 – O desempenho do trabalhador com relação ao conforto visual II – Conceitos Básicos de Luminotécnica II.1 - Grandezas Luminotécnias II.2 - Características das lâmpadas II.3 - Características das luminárias II.4 – Aplicações III – Fundamentos do projeto de iluminação interna III.1 – Fatores de influência na qualidade da iluminação III.2 – Projeto luminotécnico III.3 – Alguns softwares de cálculo luminotécnico III.4 – Medição e avaliação dos níveis de iluminação IV – Novas tecnologias de iluminação IV.1 – Lâmpadas IV.2 – Luminárias V – Desenvolvimento de projetos luminotécnicos V.1 – Exemplos V.2 – Exercícios ANEXOS Anexo 1 – NBR 5413 Anexo 2 – NBR 5382

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BIBLIOGRAFIA( GERAL) OU DE USO DA DISCIPLINA: • • • • • • • • • CREDER, Hélio Instalações Elétricas – 14a Edição - 2000 MAMEDE FILHO, João Instalações Elétricas Industriais – 6a Edição – 2001 COTRIM, Ademaro – Instalações Elétricas - 4a Edição – 2002 NISKIER/ MACINTYRE , Júlio / A.J. – Instalações Elétricas – 3a Edição – 1996 SILVA, Mauri Luiz da – Luz Lâmpadas & Iluminação -1ª Edição – 2002 ABNT- Norma Técnica NBR 5410/04 ABNT – Norma TécnicaNBR 5413/92 ABNT – Norma Técnica NBR 5382/84 MINISTÉRIO DO TRABALHO- NR 17

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Recomenda-se que a Iluminância em qualquer ponto do campo de trabalho não seja inferior a 70% da Iluminância média determinada de acordo com a NBR 5382 Universidade do Estado de Santa Catarina Departamento de Engenharia Elétrica – DEE E-mail baumer@joinville. Quando este não for definido. está regulamentada pela norma brasileira da ABNT a NBR 5413/92. apropriada à natureza da atividade..Luminotécnica Março 2004 Prof. evidentemente a norma está se referindo a luz solar. que a princípio. resolverá os problemas de conforto ambiental nas mais diversas atividades de trabalho. segurança e desempenho eficiente. Esta iluminação adequada.2 – A iluminação de interiores – NBR 5413/92 da ABNT Esta norma tem por objetivo: “Estabelecer os valores de iluminâncias médias mínimas em serviço para iluminação artificial.br 3 . nos valemos da utilização de iluminação artificial. esporte e outras”. A Iluminância restante do ambiente não deve ser inferior a 1/10 da adotada. pdse-se usar iluminação suplementar. natural ou artificial.3 : “Em todos os locais de trabalho deve haver iluminação adequada. Condições gerais • A Iluminância deve ser medida no campo de trabalho. indústria. Iluminância deve ser medida com o luximetro.udesc. se puder ser utilizada. ensino.75 m do piso. I.Márcio Rubens.” Quanto à iluminação natural.1 – A aplicação da NR 17 do Ministério do Trabalho A NR 17 que trata da Ergonomia visa a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores. segundo a norma NBR 5283/84 Campo de trabalho é a região onde. Quanto às condições ambientais de trabalho a norma cita em seu artigo 17. • • No caso de ser necessário elevar a iluminancia em determinado campo de trabalho. entende-se como tal nível referente a um plano horizontal à 0. que é uma razão entre o fluxo luminoso recebido pela superfície e a área considerada. exigem-se condições de Iluminância apropriadas ao trabalho visual a ser realizado. para qualquer superfície nela situada. A Iluminância é a grandeza utilizada para a avaliação do conforto visual. de modo a proporcionar um máximo de conforto. onde se realizem atividades de comércio. Como a maioria dos casos esta solução fica difícil de ser implementada. geral ou suplementar. Baumer I – ILUMINAÇÃO NO TRABALHO I.5.

montagem de microeletrônica Tarefas visuais muito especiais.Márcio Rubens. trabalho bruto de maquinaria.udesc.Luminotécnica Março 2004 Prof. trabalho médio de maquinaria. Baumer Tabela 1 – Iluminâncias por classe de tarefas visuais –NBR 5413/92 Classe Iluminância (lux) 20 – 30 – 50 50 – 75 – 100 100 – 150 – 200 Tipo de atividade Áreas públicas com arredores escuros Orientação simples para permanência curta Recintos não usados para trabalhos contínuo. inspeção. auditórios Tarefas com requisitos visuais normais. ficando a critério do projetista avançar ou não nos valores das classes/tipos de atividade adjacentes. eletrônicas de tamanho pequeno Tarefas visuais muito exatas. gravação manual. cirurgia A Iluminação geral para áreas usadas interruptamente ou com tarefas visuais simples 200 – 300 . indústria de roupas Tarefa visuais exatas e prolongadas. depósitos Tarefas com requisitos visuais limitados.br 4 .. dependendo das características do local/tarefa Tabela 2 – Fatores determinantes da iluminância adequada – NBR 5413/92 Características da tarefa e do observador Idade Velocidade e precisão Refletância do fundo da tarefa -1 Inferior a 40 anos Sem importância Superior a 70% Peso 0 40 a 55 anos Importante 30 a 70% +1 Superior a 55 anos Crítica Inferior a 30% Universidade do Estado de Santa Catarina Departamento de Engenharia Elétrica – DEE E-mail baumer@joinville. bem como os tipos de atividades não são rígidas quanto às iluminâncias limites recomendas.500 B Iluminação geral para área de trabalho 500 – 750 – 1000 1000 – 1500 – 2000 C 2000 – 3000 – 5000 Iluminação adicional para tarefas visuais difíceis 5000 – 7500 – 10000 10000 – 15000 – 20000 Nota: As classes. escritórios Tarefas com requisitos especiais.

e A iluminância média nos outros casos I.4 – O desempenho do trabalhador com relação ao conforto visual Pesquisas realizadas comprovaram que: • • • Existe uma relação direta entre a iluminação e a produtividade Devemos individualizar o sistema de iluminação Quando maior a idade mais luz ele precisa para executar as tarefas Idade Velocidade e precisão Refletância do fundo da tarefa Estudo de um caso: Caso realizado em dois escritórios similares. a produtividade baixou significativamente e.br 5 . com as mesmas características de trabalho. determinada pesos conforme tabela 2 b) Somar os três valores encontrados. Após um determinado período o primeiro escritório voltou a ser iluminado como o segundo.3 – Como selecionar a iluminância desejada Para determinarmos a iluminância desejada deveremos nos valer das tabelas 1 e 2 e adotar o procedimento abaixo: Fazer uso da tabela 1 de acordo com a atividade levando em conta três fatores da tabela 2. Este tipo de pesquisa e outras observações feitas por especialistas da área.. algebricamente. resultaram em conclusões quanto a definição do ambiente ideal de trabalho. No primeiro o sistema de iluminação foi reduzido à metade. quando o valor total for igual a –2 ou –3. estabilizando-se em níveis inferiores ao do segundo escritório. Constatou-se que com a redução da luminosidade pela metade. Quando a iluminação voltou ao nível inicial.Luminotécnica Março 2004 Prof. dentre elas podemos destacar: Universidade do Estado de Santa Catarina Departamento de Engenharia Elétrica – DEE E-mail baumer@joinville. permanecendo alto por um período de adaptação e então.Márcio Rubens. notou-se um aumento da produtividade acima do verificado no segundo escritório. Baumer I. que são: • • • Procedimento: a) Analisar cada característica acima. A iluminância superior quando a soma for +2 ou +3.udesc. após um período de adaptação. voltando ao mesmo nível do segundo escritório A figuras 1 retrata o desempenho em função das pessoas provocado pelo processo em análise. aumentou gradativamente. enquanto o segundo permaneceu com os níveis normais. considerando o sinal c) Usar : A iluminância inferior do grupo.

Márcio Rubens.br 6 .. Baumer Proporcionar conforto visual Ser eficiente para a tarefa Reproduzir bem as cores Ter a aparência da cor correta Evitar ofuscamentos diretos Evitar ofuscamento indireto/refletido Ser flexível Não produzir ruído Ser individualizada Figura 1 –Índice de produtividade em escritório e em função do nível de iluminação Figura 2 – Conforto visual em relação a iluminância e a temperatura de cor Universidade do Estado de Santa Catarina Departamento de Engenharia Elétrica – DEE E-mail baumer@joinville.udesc.Luminotécnica Março 2004 Prof.

Veja o espectro eletromagnético mostrado na figura 3. A sensibilidade visual para a luz varia não só de acordo com o comprimento de onda da radiação. enquanto as radiações de maior comprimento de onda ( laranja e vermelho ) se comportam ao contrário.udesc. Baumer II –CONCEITOS BÁSICOS DE LUMINOTÉCNICA II.Luminotécnica Março 2004 Prof.br 7 .1 – Grandezas Luminotécnicas Luz: Radiação eletromagnética que acarreta uma sensação de claridade ou seja uma sensação visual.Márcio Rubens.. entre os limites de comprimento de onda (380 a 780 nm). conforme mostra a figura 4. Símbolo: ϕ Unidade: Lumen (lm) Figura 4 Universidade do Estado de Santa Catarina Departamento de Engenharia Elétrica – DEE E-mail baumer@joinville. Figura 3 – Espectro Eletromagnético Fluxo Luminoso: É a radiação total da fonte luminosa. mas também com a luminosidade. A curva de sensibilidade do olho humano demonstra que radiações de menor comprimento de onda ( violeta e azul ) geram maior intensidade de sensação luminosa quando a pouca luz.

.br 8 . cujo comprimento indica a intensidade luminosa. Símbolo: I Unidade: Candela (cd) Figura 5 Iluminância: É a relação da razão entre o fluxo luminoso incidente por unidade de área. Vide figura 6.Luminotécnica Março 2004 Prof. Símbolo: E Unidade: lux (lx) E=ϕ/ Figura 6 Universidade do Estado de Santa Catarina Departamento de Engenharia Elétrica – DEE E-mail baumer@joinville.Márcio Rubens. Vide figura 5. Baumer Intensidade Luminosa: É o fluxo luminoso irradiado na direção de um determinado ponto. Como o fluxo luminoso não é distribuído uniformemente. a iluminância não será a mesma em todos os pontos da área. Para isto se considera a iluminância média (Em).udesc. Esta direção é representada por vetores.

Baumer Curva de Distribuição Luminosa: É a representação da intensidade luminosa em todos os ângulos em que é direcionada num plano.udesc. quanto das características de reflexão das superfícies. A figura 7 apresenta uma CDL típica de um conjunto lâmpada e luminária.br 9 . Para efeito de cálculos é necessário multiplicar-se o valor encontrado na CDL pelo fluxo luminoso da lâmpada e dividir por 1000 lm.. A luminância depende tanto do nível iluminação ou iluminância.Luminotécnica Março 2004 Prof. Vide figura 8 Símbolo: L Unidade: candela/ m2 (cd/m2) L= I A. Visando a uniformização destas curvas. pela sua superfície aparente. cos α onde: L = Luminância em cd/ m2 I = Intensidade luminosa em cd A = área projetada em m2 α = ângulo considerado em graus Figura 8 – Conceito de Luminância Universidade do Estado de Santa Catarina Departamento de Engenharia Elétrica – DEE E-mail baumer@joinville. Símbolo: CDL Unidade: candela (cd/1000 lm) Figura 7 – Curva de Distribuição Luminosa Luminância: É a intensidade luminosa que emana de uma superfície.Márcio Rubens. geralmente são referidas ao valor de 1000 lm.

Luminotécnica Março 2004 Prof. conforme mostra a tabela 3.Márcio Rubens. Baumer Como é difícil medir-se a intensidade luminosa que provem de um corpo não radiante (através de reflexão) pode-se recorrer a seguinte fórmula: ρ .br 10 .E L= π ρ = Refletância ou coeficiente de reflexão E = Iluminância sobre essa superfície em Lux Cabe lembrar que o coeficiente de reflexão é a relação entre o Fluxo luminoso refletido e o incidente em uma superfície.2 – Características das lâmpadas onde: a) Eficiência energética: É a relação entre o fluxo luminoso em lumens fornecido pela lâmpada e o seu consumo em Watts.udesc. Lumens/Watts (lm/W) Universidade do Estado de Santa Catarina Departamento de Engenharia Elétrica – DEE E-mail baumer@joinville. Tabela 3 COEFICIENTES DE REFLEXÃO DE ALGUNS MATERIAIS E CORES Materiais Rocha 60% Tijolos 5 a 25% Cimento 15 a 40% Madeira Cara 40% Esmalte branco 65 a 75% Vidro transparente 6 a 8% Madeira aglomerada 50 a 60% Azulejos brancos 65 a 75% Madeira escura 15 a 20% Gesso 80% Cores Branco 70 a 80% Creme claro 70 a 80% Amarelo claro 55 a 65% Rosa 45 a 50% Verde claro 45 a 50% Azul celeste 40 a 45% Cinza claro 40 a 45% Bege 25 a 35% Verde escuro 10 a 15% Vermelho 20 a 25% Preto 5 a 10% Laranja 20 a 25% II.. Esse coeficiente e dado geralmente em tabelas.

Para estipular um parâmetro foi definido o critério de temperatura de cor (Kelvin) para classificar a luz. mais calor. a barra começara a ficar num vermelho mais claro. teremos então a temperatura de cor. ela chegará a ponto de fusão e então terá uma cor branca azulada.br 11 .Luminotécnica Março 2004 Prof. que passa desde a cor avermelhada e. até que depois de passar por cores como laranja.Deduzindose com lógica que quanto mais alta for a temperatura de de cor mais branca será a luz. com o fogo e calor aumentando.Márcio Rubens. amarelo.. colocando-se mais fogo. Entende-se então que quanto mais calor em graus Celsius a barra receber. conforme mostra a figura 10. Figura 10 Universidade do Estado de Santa Catarina Departamento de Engenharia Elétrica – DEE E-mail baumer@joinville. mais branca ficará. Baumer Figura 9 b) Temperatura de cor (Kelvin): É difícil avaliar a sensação de tonalidades de cor de diversas lâmpadas. em graus Kelvin.udesc. O conceito baseia-se em comparar com um corpo metálico em aquecimento( Radiador de Plank).

Desta forma.. O IRC serve para medir o quanto de luz artificial consegue imitar a luz natural. O IRC de 100% seria como um dia claro de sol no verão por volta do meio dia.Luminotécnica Março 2004 Prof. quanto mais próximo de 100% for o IRC de uma fonte de luz artificial. ou seja reproduzirá mais fielmente as cores e.Márcio Rubens. Baumer c) Índice de reprodução de cores:. Universidade do Estado de Santa Catarina Departamento de Engenharia Elétrica – DEE E-mail baumer@joinville.2.IRC . que irradia sob forma de luz parte da radiação térmica gerada. também comparada com o metal sólido em aquecimento até irradiar luz. Este parâmetro é dado pelo IRC ou – Índice de reprodução de cores. quanto menor for este índice pior será a reprodução de cores.Tipos de Lâmpadas As lâmpadas são divididas em dois grandes grupos: As lâmpadas incandescentes e as lâmpadas de descarga 1 – Lâmpadas incandescentes • Incandescentes • Halógenas Princípio de funcionamento: baseia-se na emissão de luz através do aquecimento de um filamento de tungstênio. mais próxima da luz natural estará.udesc.1 .As variações de cor dos objetos iluminados sob fontes de luz diferentes podem ser identificadas através do conceito de reprodução de cores. Veja detalhes na figura 12 e 13. Figura 11 II. Sua escala é de 0 a 100%.br 12 .

figura 16 • Vapor de Sódio.udesc. da natureza do gás ou de partículas de vapores metálicos. A radiação emitida se estende da faixa do ultra-violeta até o infra-vermelho. sob pressão e tensão elétrica aplicada em eletrodos. figura 18 Princípio de funcionamento: baseia-se na excitação de gases ou vapores metálicos.. passando pelo espectro luminoso. no interior de um bulbo. figura 17 • Vapores Metálicos. da pressão interna no bulbo da lâmpada. figura 14 • Mistas. Baumer Figura 12 – Lâmpada incandescente Figura 13 – Lâmpada halógena 2 – Lâmpadas de descarga • Fluorescentes. figura 15 • Vapor de mercúrio.Márcio Rubens. Universidade do Estado de Santa Catarina Departamento de Engenharia Elétrica – DEE E-mail baumer@joinville. depende.Luminotécnica Março 2004 Prof. entre outros fatores.br 13 .

Baumer Figura 14 Figura 15 Universidade do Estado de Santa Catarina Departamento de Engenharia Elétrica – DEE E-mail baumer@joinville.br 14 .Luminotécnica Março 2004 Prof.Márcio Rubens.udesc..

Baumer Figura 16 Figura 17 Figura 18 Universidade do Estado de Santa Catarina Departamento de Engenharia Elétrica – DEE E-mail baumer@joinville.udesc.Márcio Rubens..br 15 .Luminotécnica Março 2004 Prof.

br 16 . Baumer Abaixo na tabela 4.Luminotécnica Março 2004 Prof.Márcio Rubens. estão apresentadas as principais características das lâmpadas. Tabela 4 Tipo de lâmpada Rendimeno lm/W Vida útil horas IRC Índice de reprodução de cores (%) 100 100 70 a 95 85 Temperatura de cor Kelvin Incandescente Halógena Dicróica Fluorescente comum Fluorescente compacta Mercúrio Vapor de Sódio Mista Vapores Metálicos 10 a 15 15 a 25 55 a 90 50 a 80 45 a 55 80 a 140 20 a 35 65 a 90 1000 3500 12000 7500 24000 24000 8000 9000 2700 3000 4100 a 6000 2700 a 4100 3500 a 4100 2000 3600 4000 a 6000 40 20 60 85 a 93 3 – As novas tecnologias do século XXI TECNOLOGIA DO LED Figura 19 Universidade do Estado de Santa Catarina Departamento de Engenharia Elétrica – DEE E-mail baumer@joinville..udesc.

Baumer TECNOLOGIA DE INDUÇÃO ELTROMAGNÉTICA Figura 20 TECNOLOGIA DA ELETRONICA DIGITAL Figura 21 Universidade do Estado de Santa Catarina Departamento de Engenharia Elétrica – DEE E-mail baumer@joinville.Márcio Rubens.udesc.Luminotécnica Março 2004 Prof..br 17 .

devido a reflexão.3 – Características das Luminárias Deve-se avaliar o desempenho da eficiência do conjunto lâmpada mais luminária. Esta avaliação é feita através da Eficiência da Luminária.. Como a lâmpada é instalada dentro da luminária.udesc. o fluxo luminoso total aproveitável é menor que o irradiado pela lâmpada. absorção e transmissão da luz pelo materiais componentes da luminárias. Baumer II. Na figura 22.Márcio Rubens. apresentamos as variáveis de desempenho do conjunto. 23 e 24. Vide figura 25 Figura 22 Figura 23 Figura 24 Universidade do Estado de Santa Catarina Departamento de Engenharia Elétrica – DEE E-mail baumer@joinville.Luminotécnica Março 2004 Prof. Este valor é indicado pelos próprios fabricantes de luminárias. Face a isto precisamos avaliar o fluxo luminoso útil emitido pelo conjunto (luminária e lâmpada).br 18 .

Luminotécnica Março 2004 Prof. que representa a Intensidade Luminosa em um plano que passa através da fonte (lâmpada ou luminária). pode-se usar valores aproximados conforme tabela 5. Baumer Figura 25 Não havendo disponibilidade destas informações.7 0. Seus valores são expressos em candelas por 1000 lumens do fluxo luminoso da lâmpada.br 19 . Tabela 5 Tipos de Luminária Luminárias abertas com lâmpadas nuas Luminárias com refletor ou embutidas abertas Luminárias com refletor e lamelas de alta eficiência Luminárias tipo “palfon” com acrílico antiofucante Luminárias de embutir com acrílico antiofuscante Eficiência 0. em função do ângulo medido a partir de uma direção determinada” Universidade do Estado de Santa Catarina Departamento de Engenharia Elétrica – DEE E-mail baumer@joinville. Esta CDL é apresentada através de uma curva polar.6 0.udesc.. Vide detalhes na figura 7. onde representamos a distribuição da luz direta em diversos ângulos.6 0. Curva de Distribuição Luminosa: Curva. geralmente em coordenadas polares. nos planos transversal e longitudinal.5 Para avaliar melhor a eficiência da luminária os fabricantes fornecem a Curva de Distribuição Luminosa – CDL.9 0.Márcio Rubens.

Dos materiais refletores largamente utilizados hoje se sobressai o alumínio anodizado e polido.udesc.. Universidade do Estado de Santa Catarina Departamento de Engenharia Elétrica – DEE E-mail baumer@joinville. III – FUNDAMENTOS DO PROJETO DE LUMINAÇÃO INTERNA Os recintos onde se desenvolvem tarefas relativas ao trabalho devem ser suficientemente iluminados para se obter o melhor rendimento possível nas tarefas a executar.Luminotécnica Março 2004 Prof.Márcio Rubens. Um dos princípios básicos é o da reflexão que afirma que uma superfície lisa e brilhante refletirá a luz no ângulo em que atingiu esta superfície.br 20 .2 – O projeto luminotécnico • • • Método das eficiências ou lumens Método das cavidade zonais Método ponto a ponto O primeiro método possui uma resolução simplificada.1 – Fatores de influência na qualidade da iluminação Os fatores que influenciam a qualidade da iluminação podem ser definidos como: Nível de iluminação adequada Limitação no ofuscamento Proporção harmoniosa entre luminâncias Efeito de luz e sombra Reprodução de cores Tonalidade de cor e luz III. O desenvolvimento do projeto luminotécnico consiste basicamente em: • • • • Escolha da lâmpada e da luminária mais adequada Cálculo da quantidade de luminárias Disposição das luminárias no recinto Cálculo da viabilidade econômica III. Isto é o ângulo de incidência é igual ao ânulo de reflexão. O sistema ótico da luminária é a parte crucial do controle da luz. Para termos um melhor desempenho do conjunto. Baumer Sistema de reflexão das luminárias. já o segundo mostra-se mais trabalhoso e o método do ponto a ponto o de melhor resolução. os fabricantes de luminárias apresentam como solução: material refletor e sua geometria.