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DO DANO MORAL Com efeito, ao submeter o Rte a constrangimento ilegal tratando-o com desrespeito perante a clientela da barraca, a Rda

causou prejuízo de ordem moral ao Rte, a merecer o justo ressarcimento como determinam a Constituição Federal, o Código Civil, a doutrina e a jurisprudência pertinentes. DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL Art. 5°: V – é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral e a imagem; X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, asseguradas o direito à indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação. DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS – RESOLUÇÃO Nº 27 – ONU Art. XII. Ninguém será sujeito à interferência na sua vida privada, na sua família, no seu lar ou na sua correspondência, nem ataques à sua honra e reputação. Todo homem tem direito à proteção da lei contra tais interferências ou ataques. DO CÓDIGO CIVIL Art. 186 – Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito.

DJ/97). que asseguram o direito à indenização por dano material ou moral. Limongi França. tal disposição é aplicável subsidiariamente ao direito do trabalho por força do art. no art. figura o dano moral passível de reparação. 1988). deve ser indenizado. 8º da CLT. 5º. ao exercê-lo. A autorização para arbitrar tal indenização. de tal obrigação não se excluindo o mais importante deles. O art. em face do contrato de trabalho. 159 do CCB dispõe que todo aquele que. 2ª Edição.Art. 187 – Também comete ato ilícito o titular de um direito que. V e X. R. insta observar que no ato ímprobo cometido pela Rda. Rel.” (TRT 3ª Reg. está prevista na Constituição Federal. RT. Carmo.” . por culpa ou dolo causar lesão ao direito alheio deverá indenizar os prejuízos causados. DA JURISPRUDÊNCIA “O empregador responde pela indenização do dano moral causado ao empregado. Assim. que é o dano moral.” “Todo e qualquer dano causado a alguém. 4ª T. Esta disposição assume maior relevo no âmbito do contrato laboral porque o empregado depende de sua força para sobreviver. Juiz: Júlio B. que deve automaticamente ser levado em conta” (V. excede manifestamente os limites impostos pelo seu fim econômico ou social. Jurisprudência da Responsabilidade Civil. Processo RO 2787/97. pela boafé ou pelos bons costumes. ou ao seu patrimônio. porquanto a honra e a imagem de qualquer pessoa são invioláveis.

cumpre observar CARRION. observar o que bem salienta o Professor CLAYTON REIS. pois na verdade. sem valor econômico. compensar o dano sofrido pela vítima. As hipóteses mais evidentes poderiam ocorrer na pré – contratação (divulgação de fatos negativos pessoais do candidato). DO QUANTUM INDENIZATÓRIO “Quando se cuida de dano moral. ferindo-lhe gravemente os valores fundamentais inerentes à sua personalidade ou reconhecidos pela sociedade em que está integrado”. é mister considerar que ‘o direito não é feito para os anjos e sim para o homem. se veja castigado pela . pelo fato da condenação. não se pretende avaliar o PREÇO DA DOR. Pertinente. dano moral é "tudo aquilo que molesta gravemente a alma humana. por oportuno. Além disso. Independe das indenizações previstas pelas leis trabalhistas e se caracteriza pelos abusos cometidos pelos sujeitos da relação de emprego. com sua grandeza e suas mesquinharias’. Ademais. no desenvolvimento da relação e no despedimento por tratamento humilhante”.DA DOUTRINA No escólio de YUSSEF SAID CAHALI. segundo o qual do legado de VALENTIN “dano moral é o que atinge os direitos da personalidade. o fulcro do conceito ressarcitório acha-se deslocado para a convergência de duas forças: ‘Caráter punitivo’ para que o causador do dano. tal como a dor mental psíquica ou física. mas sim.

. traduzindo o pensamento da doutrina e da jurisprudência.) “O interesse em restabelecer o equilíbrio moral e patrimonial violado pelo dano é a fonte geradora da responsabilidade civil. Na responsabilidade civil são a perda ou a diminuição verificadas no patrimônio do lesado e o dano moral que geram a reação legal.. a seu turno. INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL). que à satisfação compensatória soma-se. também. o sentido punitivo da indenização.ofensa que praticou. ao contrário do que ocorre com a indenização por dano material. dor. porém. pois é impossível repor o estado anterior à lesão. tem-se que a reparação deve ser proporcional à intensidade da dor. (grifo nosso) (. não se funda na restitutio in integrum. em certa medida. que. ensina: "a reparação em dinheiro viria neutralizar os sentimentos negativos de mágoa. tristeza. satisfação. Maria Helena Diniz. pois possibilitaria ao ofendido algum prazer que. angústia. (MARIA HELENA DINIZ. apud. movida pela ilicitude da ação do autor ou pelo risco”. (Caio Mário da Silva Pereira) A indenização por dano moral. não se pode ignorar. Nessa ordem de idéias. poderia atenuar o seu sofrimento". tem caráter compensatório. de maneira que . que receberá uma soma que lhe proporcione prazeres como contrapartida do mal sofrido”. pela superveniência de sensações positivas de alegria. diz com a importância da lesão para quem a sofreu. e o ‘Caráter Compensatório’ para a vítima. consoante assevera Windscheid: “visa a compensar a sensação de dor da vítima com uma sensação agradável em contrário”.

não só danos de ordem patrimonial. seu poder de apreciação. portanto. principalmente. Só o Magistrado pode fazer a atribuição do valor para esse dano. por si. bem como COMPENSAR a vítima pelo dano sofrido. Dessa forma. o critério mais razoável para avaliar o quantum devido é o arbítrio judicial. de modo a desestimular a repetição da prática lesiva. imenso desequilíbrio na vida profissional e pessoal do obreiro. o transtorno sofrido e a situação a que ficaram reduzidas as vítimas. que. no uso das suas atribuições.assume especial relevo na fixação do quantum indenizatório. o qual não pode ser ressarcido. devendo o magistrado atender à dupla finalidade da indenização pretendida: PUNIR o ofensor. e permitindo-o exercitar de maneira plena e eficaz. O critério razoável adotado pela doutrina e jurisprudência pátrias para fixar o quantum indenizatório tem sido o arbítrio do magistrado. aí. mas também de ordem moral. a repercussão negativa em suas atividades e atentar-se. o único critério razoável para avaliar o quantum é o arbítrio judicial. unanimemente. e vem causando ao Rte. E. em matéria de dano moral. a situação econômica do causador do dano. eis que se trata de dano extra patrimonial. Vê-se que a doutrina e a jurisprudência pátrias reconhecem. atendendo adequadamente aos princípios e finalidades da indenização pretendida. de maneira plena. pois a Rda provocou ao Rte. em atendimento ao princípio do livre convencimento do juiz. levar em conta a posição social e econômica de cada uma das partes. de forma que se permita ao Juiz exercitar. a Rda. Restou evidenciado nesta inicial que a Rda causou. contrariamente à ordem legal. o juiz poderia. em se tratando de reparação por danos morais. seu poder de apreciação. o que. à necessidade de . impondo-lhe o dever de indenizar os imensos prejuízos causados ao autor. Agiu. compromete-a.

resta caracterizado o dever de indenizar. converteu a condenação em moeda corrente. Correção monetária. 14a Câmara Cível. causam prejuízos a terceiros. Indevida negativação do nome do autor o qual não é devedor da administradora de cartões de crédito a qual jamais emitiu em nome daquele qualquer cartão de crédito. Recurso Especial. Quanto ao valor da indenização. Danos morais. Rever tais conclusões demandaria reexame de fatos e provas.2. apresentou contrato escrito ou documentos aludidos na peça de defesa. 4ª turma. Verificado o evento danoso. Logo. Acidente de consumo. observa-se que a instituição bancária. decorrentes da abertura de conta por falsário usando documentos do autor o próprio banco ITAÚ s/a confessa que autorizou a abertura de conta bancária solicitada por terceira pessoa que apresentou os documentos clonados do apelado. visando apenas atualizar o conteúdo dispositivo à orientação do STJ. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. Já que a culpa resta excluída. 1. (RESP 808688 / e s.02. ao menos..03. analisando a lide posta à apreciação do poder judiciário. Abertura de conta corrente por falsário com uso de. 2 . bem como o nexo de causalidade entre as duas primeiras. é fato que a pessoa jurídica deverá se responsabilizar pelos prejuízos causados a terceiros em razão da sua atividade: Este é o risco do negócio. A responsabilidade decorre do simples fato de dispor-se alguém a realizar atividade de produzir. Desprovimento do recurso. fixando-a em R$ 10. Negligência. J. ou forma de agir. por sua vez. considerando os efetivos danos causados ao autor. documentos do autor. J.. que firmou contrato de abertura de crédito em benefício de falsário e promoveu a inscrição indevida do nome da autora nos cadastros de restrição ao credito. V. Frise-se que a opção por meios vulneráveis de contratação por parte das empresas acaba por atribuir às mesmas o risco de ficarem mais suscetíveis a ações fraudulentas dos estelionatários. nestes casos. não se trata de um ato ilícito doloso. inciso II do CDC. ser suportado por quem assim decide contratar.98. necessariamente. Pela teoria do risco do empreendimento todo aquele que se disponha a exercer alguma atividade no campo do fornecimento de bens e serviços tem o dever de responder pelos fatos e vícios resultantes do empreendimento. lógico. Dever de reparação do dano moral. A responsabilidade por defeitos no fornecimento de serviços está estatuída no artigo 14 do CDC. DANO MORAL CONFIGURADO. só é afastada quando não se fazem presentes os requisitos: Dano e nexo causal.) in casu. (apel. Todavia. FALHA NA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO. que. CIVIL E CONSUMIDOR. Termo inicial. 4. 4.) civil. não havendo cogitar-se da prova do prejuízo. Incidência da Súmula 07/STJ. e que deve. em que pese a alegada perfeição dos documentos falsificados. (. Artigo 14 do Código de Defesa do Consumidor. posto que. 248) 7. independentemente de culpa. porquanto inexiste o elemento vontade. V. Fato de serviço.. Min. com base nos fatos e provas trazidos aos autos.2007. quando da celebração do contrato.) comprovada a conduta negligente do apelante.. decorrentes do indevido apontamento negativo de seu nome. Redução. distribuir e comercializar produtos ou executar determinados serviços. assumindo os riscos do negócio. como não declarar procedentes os pleitos autorais. 6. Não importando se houve ou não boa-fé da empresa ré ao prestar o serviço. QUANTUM CORRETAMENTE ARBITRADO. U. Processual civil. pelo que não vejo. 195/197). O tribunal. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO. CARTÃO DE CRÉDITO FIRMADO POR TERCEIRO USANDO O NOME DA RECORRIDA. 5. 3 . como aconteceu com o apelado.3. A responsabilidade. (. assume todo o risco de sujeitar-se a fraudes como a presente. assemelhando-se à excludente de responsabilidade contida no artigo 14. que permite a ocorrência deste tipo de acontecimento. está patenteada nos autos. Nesse diapasão: Responsabilidade civil. existe um agir. Rei. FRAUDE DE TERCEIRO NA CONTRATAÇÃO.. 1 .se dar um caráter punitivo e premonitório à leviandade e à malícia da requerida.a responsabilidade do agente causador do dano moral opera-se por força do simples fato da violação. No pleito em questão.Ainda que se entenda que há evidente concorrência da atuação de terceiro à ocorrência da contratação fraudulenta. 8 - . Inscrição posterior no SERASA.. Prestação de serviço. Cível 1248/98. a conduta negligente do banco-recorrente e os prejuízos morais causados ao recorrido. Ação de indenização. as instâncias ordinárias reconheceram.2007 p. . DEVER DE INDENIZAR.00 (dez mil e oitocentos reais). surge a necessidade da reparação.Ocorrendo dano decorrente de falha administrativa da instituição financeira itaucard s/a. U. 26.800.A falta de cautela mínima do recorrente. fls. Fixação do valor indenizatório. correta a sentença de primeiro grau que condenou o banco ITAÚ s/a ao pagamento de indenização por danos morais (acórdão. O que se imputa à demandada. Pub.. a sentença havia fixado em 45 salários mínimos. 13. Rela desa Maria henriqueta lobo. DJ 12.05. o dano causado ao apelado que teve o seu nome inscrito no SPC e SERASA. § 3º. Jorge Scartezzini.

impondo-se. (TJSE.00 (sete mil reais). proporcionalidade e razoabilidade na decisão.Recurso conhecido e improvido. mediante criteriosa consideração das circunstâncias que envolveram o fato. 10. prova que lhe competia. 1. DÉBITO INEXISTENTE. a fim de que seja a recorrente compelida a pagar à recorrida a importância de r$7. AMBAS AS APELAÇÕES DESPROVIDAS. AC 70022109128. neste particular. Porto Alegre. das circunstâncias pessoais e econômico-financeiras dos envolvidos e da extensão e da extensão do dano. Pág. APELO DA SERASA PROVIDO. DJSE 04/08/2009. pois o autor juntou ao processo a conta de seu celular a fim de comprovar as ligações telefônicas efetuadas para a agência do Banco ITAÚ e Itaucard na busca de solucionar o impasse. 2. 30/10/2008. 41) . Rel. notadamente quando sabido o elevado índice de contratações fraudulentas decorrente da falsificação de documentos. Porto Alegre. que não se desincumbiu de tal ônus. APELOS DA CDL E DO BANCO ITAUCARD IMPROVIDOS. Julg. da culpa da recorrida. INSCRIÇÃO INDEVIDA. a extensão do dano e a participação culposa do ofensor. Ratifico ainda. (TJRS. AÇÃO DECLARATÓRIA E CONDENATÓRIA. Os danos patrimoniais também restaram demonstrados. Razoável e justo que seja mantido o montante indenizatório fixado na sentença. CONTRATOS DE CARTÃO DE CRÉDITO. previsível. 9. Tendo a CDL e a SERASA disponibilizado informações concernentes à autora em seus Bancos de dados. a eqüidade. 11.000. com observância aos princípios da razoabilidade e proporcionalidade. num remate. qualquer documento apresentado pelo suposto falsário por ocasião da contratação. porque proporcional ao caso concreto. 516) APELAÇÕES CÍVEIS. A inscrição negativa procedida com base em tal dívida acarreta danos morais que merecem ser reparados. RIn 2009800686. deve ser ele arbitrado com cautela e moderação. portanto. mantenho a sentença exarada com proficiência e zelo pela douta julgadora. DANO MORAL CARATERIZADO. não demonstrando a empresa ter se cercado dos cuidados exigidos em suas negociações. Sexta Câmara Cível.Frise-se. pois ausente negócio jurídico a justificá-lo. VIOLAÇÃO DO ARTIGO 43. razão pela qual não merece qualquer reparo. Pág. ao contrário da CDL. DOERS 26/11/2008. DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. mostrando-se consentâneo com os valores fixados por esta turma. fato. § 2º. a exclusão do nome da recorrida do cadastro de maus pagadores. AC 70024189318. Mantida a decisão que reconheceu a ilegitimidade ativa da coautora. LEGITIMIDADE PASSIVA. não deve responder pela reparação aos danos causados. Relª Desª Liége Puricelli Pires. Julg. Relª Desª Ana Bernadete Leite de Carvalho Andrade.o valor da indenização atendeu sobejamente ao seu caráter pedagógico e punitivo. 844/2009. A responsabilidade do fornecedor do serviço é objetiva. Cláudio Baldino Maciel. têm legitimidade para figurarem no pólo passivo da demanda. bem como os critérios objetivos recomendados pela doutrina e pela jurisprudência tais como a condição econômica das partes. uma vez que foram observados os parâmetros adotados por esta Câmara. Décima Segunda Câmara Cível. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS. Valor indenizatório mantido. MÉRITO. bem com a declaração de inexistência do negócio jurídico entre a instituição requerida e a autora. Comprovando a SERASA o envio de prévio comunicado à autora. IN RE IPSA. 4. Restou demonstrado o erro da demandada o negar o crédito de que efetivamente dispunha o autor da demanda. (TJRS. com os acréscimos legais. tendo em vista que não é titular do cartão de crédito que gerou a demanda. O débito cobrado pela Instituição financeira demandada deve ser declarado inexistente. CARTÃO DE CRÉDITO. Ac. conforme disposição do artigo 14 do Código de Defesa do Consumidor. AUSÊNCIA DE COMUNICAÇÃO. redobrada cautela por parte das empresas contratantes. 28/02/2008. DOERS 10/03/2008. prescindindo a identificação do dever indenizatório da aferição de culpa na prestação do serviço. 12 . Des. Pág. sem que sua concessão enseje enriquecimento ilícito ao ofendido e insignificância para seu ofensor.diante do exposto. 24) APELAÇÃO CÍVEL. 3. que a recorrente sequer apresentou nos autos.no que concerne ao quantum indenizatório fixado. PRELIMINARES.