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Apostila – Ciência dos Materiais – Prof.

Carlos Alexandre dos Santos

CAPÍTULO 02 MATERIAIS CRISTALINOS

Os processos de fabricação que se encarregam de dar forma à matéria-prima, entre outras coisas, modificam a estrutura interna da mesma em cada etapa do processamento, implicando na alteração de várias propriedades físicas, químicas e mecânicas. Isto é, no final do processo de fabricação, o componente fabricado terá um conjunto de propriedades decorrentes das características originais da matéria-prima, e que devem coincidir com as especificações finais do projeto proposto. Nos metais, o tipo de ligação atômica é chamado de ligação metálica, consistindo da formação de uma nuvem de elétrons ao redor de todos os átomos que formam o material, não existindo uma posição fixa para esses elétrons em movimento. Típica para elementos que apresentam baixa eletronegatividade, formando uma ligação não-direcional, geralmente forte, conferindo aos metais boas características de condução de calor e eletricidade, boa capacidade de deformação, e outras.

2.1. ESTRUTURA CRISTALINA: CONCEITOS FUNDAMENTAIS, CÉLULA UNITÁRIA

Todo metal que se encontra no estado líquido, apresenta uma estrutura desordenada, ou seja, os átomos se encontrarão em posições aleatórias. Metais solidificam-se através de duas formas distintas: amorfa ou cristalina. A diferença fundamental entre um e outro, é que nos sólidos amorfos, os átomos se encontram dispostos de forma caótica, sem ordenação na estrutura sólida, enquanto que nos sólidos cristalinos, existe a formação de uma estrutura interna ordenada (ou com ordenação de longo alcance), que se repete nas três dimensões do espaço (Figura 2.1). Na solidificação, em função da velocidade de resfriamento, existirá uma ou outra organização.

Líquido

Sólido Amorfo

Sólido Cristalino

Figura 2.1 – Representação dos átomos nos estados líquido e sólido, mostrando o ordenamento de curto alcance dos sólidos amorfos e o ordenamento de longo alcance dos sólidos cristalinos.
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(a) Cúbica de corpo centrado – CCC. Todos os metais e suas ligas solidificados em condições normais de temperatura e pressão apresentarão estruturas sólidas cristalinas.3 ilustra as três formas de célula unitária encontrada para a maioria dos metais. 14 . entre outros fatores. hexagonal. A estrutura cristalina. tetragonal.2. Figura 2. SISTEMAS CRISTALINOS A estrutura cristalina deverá se repetir no espaço tridimensional. 1994). ortorrômbico. o qual propôs sete sistemas cristalinos (cúbico. conforme ilustrado na Figura 2. Nos sólidos cristalinos. Carlos Alexandre dos Santos 2. e consequentemente células unitárias (a menor estrutura na organização dos átomos que representa o material como um todo). A Figura 2.2. observa-se um empilhamento de células unitárias. chamado de reticulado cristalino. romboédrico. determina as propriedades físicas e químicas do material. Nos metais observam-se fundamentalmente três tipos: estrutura Cúbica de Corpo Centrado (CCC). As diferentes configurações cristalinas que os materiais metálicos apresentam foram primeiramente definidas por Bravais. monoclínico e triclínico). (c) Hexagonal compacta.3 – Células unitárias encontradas nos metais.2 – Sistemas cristalinos segundo a definição de Bravais (Callister. Cúbica de Face Centrada (CFC) e a Hexagonal Compacta (HC).Apostila – Ciência dos Materiais – Prof. Figura 2. (b) Cúbica de face centrada – CFC.

π.E. efetivamente ocupado por átomos.5 apresenta uma compilação das principais características das células unitárias CCC.) podem ser caracterizadas por: Parâmetro de Rede (a): determina o comprimento dos lados do cubo ou distância entre vértices adjacentes (Figura 2. A Figura 2.R 3 3 VC.): determina qual o volume da C. = na .4).U. Figura 2. (b) CFC.5 – Principais características das C. Figura 2. Vcélula unitária Vátomo = 4 . = a 3 Número de Coordenação (Nc): determina o número de vizinhos de um átomo na rede. Carlos Alexandre dos Santos As Células Unitárias (C.4 – Distâncias característica na C. cúbica. sendo dado por: F.U.: (a) CCC. Vátomos na C.U. Número de Átomos (Na): átomos efetivamente dentro da C. 15 .E.U.Apostila – Ciência dos Materiais – Prof. CFC e HC.U.U.U. Fator de Empacotamento (F. (c) HC.

sendo as forças de união entre os planos muito fracas.74. Esse fenômeno é conhecido como alotropia ou polimorfismo.3. número de coordenação igual a 12. ALOTROPÍA OU POLIMORFISMO Chama-se a atenção para os metais que alteram sua estrutura cristalina em função da temperatura e da pressão. A estrutura hexagonal compacta tem 6 átomos por célula unitária (1/6 em cada vértice.R. e Fator de Empacotamento (FE) = 0. com suas respectivas formas alotrópicas. 2. A estrutura cúbica de face centrada (CFC) tem 4 átomos por célula unitária (1/8 de cada átomo em cada vértice do cubo e 1/2 em cada face do cubo).6 – Esquemas das estruturas cristalinas do: (a) diamante. Grafita: os átomos de carbono são unidos fortemente através de ligações covalentes. 16 . que pode dar origem a dois materiais distintos (Figura 2. o que confere a maior dureza entre os materiais na natureza. mas só dentro de um plano. e por isto a grafita é importante lubrificante mineral seco . número de coordenação (número de átomos vizinhos para cada átomo) igual a 8. Os planos de átomos de carbono podem então deslizar facilmente uns sobre os outros. e parâmetro de rede igual a a = = 4. Carlos Alexandre dos Santos A estrutura cúbica de corpo centrado (CCC) tem 2 átomos por célula unitária (1 no centro do cubo e 1/8 de cada átomo em cada vértice do cubo).666.1 mostra um resumo dos metais que apresentam alotropia.Apostila – Ciência dos Materiais – Prof.R / 3 . A Tabela 2. (b) grafite.R / 2 ou 2. sendo R o raio atômico do átomo.6): Diamante: apresenta uma estrutura de um tetraedro regular com ligações totalmente covalente. 1/2 em cada face hexagonal do prisma e 3 entre a face inferior e a face superior). e parâmetro de rede igual a a = 2. e Fator de Empacotamento (FE) = 0.68. e parâmetro de rede (distância entre os núcleos de dois átomos vizinhos das laterais da célula) igual a a = 4. 2 . e Fator de Empacotamento (FE) = 0. Estes planos de átomos de carbono simplesmente empilham-se uns sobre os outros.74. e um exemplo típico de metal que apresenta esse fenômeno é o Carbono. número de coordenação igual a 12. Figura 2.a.R e c = 1. temperaturas de estabilidade e estruturas cristalinas.

z entre colchetes [xyz]. Para as famílias de direções emprega-se a simbologia <x y z>. Como exemplo.Apostila – Ciência dos Materiais – Prof. Uma maneira prática de indexar as componentes das direções na base do hexágono é por meio da divisão dessa base em triângulos equiláteros. Se uma direção é perpendicular a um dos eixos do sistema de referência.a3) e um relativo ao eixo z.1 – Alotropia nos metais.4.a3.z) reduzidos ao menor conjunto de números inteiros. sendo as negativas identificadas através de uma barra colocada sobre a mesma. a direção cristalina é representada pelas coordenadas do vetor que a descreve em um sistema de eixos ortogonais (x. sendo representada da seguinte forma: [1 1 1]. uma combinação de índices nos três eixos (que é única) que satisfaça a relação a1 + a2 = . pode-se citar a diagonal do cubo.232 < 700 700 – 1079 1079 – 1143 1143 – 1244 < 450 450 – 1480 < 867 867 – 1860 < 668 668 – 720 720 – 1132 Estrutura Cristalina CCC – Cúbica de Corpo Centrado CFC – Cúbica de Face Centrada CCC – Cúbica de Corpo Centrado HC – Hexagonal Compacta CCC – Cúbica de Corpo Centrado Rede de Diamante Tetragonal de Corpo Centrado Cúbica Complexa Cúbica Complexa Tetragonal CCC – Cúbica de Corpo Centrado HC – Hexagonal Compacta CFC – Cúbica de Face Centrada HC – Hexagonal Compacta CCC – Cúbica de Corpo Centrado Ortorrômbica Tetragonal CCC – Cúbica de Corpo Centrado 2. No sistema hexagonal as direções são representadas por quatro números correpondentes às coordenadas do vetor que caracteriza a direção. Como exemplo. A representação é feita colocando-se as coordenadas x.a3. Metal Forma Alotrópica α Ferro (Fe) γ δ Titânio (Ti) Estanho (Sn) α β α β α Manganês (Mn) β γ δ Cobalto (Co) Zircônio (Zr) α β α β α Urânio (U) β γ Intervalo de Temperatura de Estabilidade (oC) < 911 911 – 1392 1392 – 1538 < 882 882 – 1660 < 18 18 .y. DIREÇÕES E PLANOS CRISTALINOS Nos sistemas cristalinos cúbicos. Procura-se então. para uma dada direção. Cada lado do triângulo representa uma unidade em cada um dos eixos do sistema de referência.y. Os planos cristalinos nos sitemas cúbicos são indexados por meio dos índices de Miller (h k l) que representam os inversos das intersecções do plano considerado com os eixos x. Três relativos à projeção do vetor na base (a1. As diagonais da base devem obedecer a relação a1 + a2 = .a2. Considera-se como unidade de medida em cada eixo o parâmetro de rede correspondente. a direção na base do prisma perpendicular ao eixo a1 é representada por [1 1 0 0]. Carlos Alexandre dos Santos Tabela 2.z do 17 .y. a coordenada nesse eixo é zero.

Mo. Ta. Ag. Nb. considerando os parâmetros de rede como unidade. reduzidos ao menor conjunto de números inteiros. Mg.1) 18 . Be.7 mostra alguns exemplos de direções e planos cristalinos para os sistemas cúbico de corpo centrado. Como apenas três pontos são necessários para representar um plano. a3 e a4 do sistema de coordenadas. Zn e Cd estruturas HC. observa-se a formação de estruturas CCC. Sr. Nos metais alcalinos. Os planos no sistema hexagonal são indexados por meio dos índices de Miller-Bravais (h k i l) que representam os inversos das intersecções do plano considerado com os eixos a1. e o Ti. Au. O Cu.Na (2. Para os materiais é possível determinar teoricamente as densidades: linear (ρL). planar (ρP) e volumétrica (ρV). a2.7 – Direções e planos cristalinos dos principais sistemas cúbicos.Apostila – Ciência dos Materiais – Prof. W e Fe.U. A L C. Por exemplo. reduzidos ao menor valor inteiro. Figura 2. a face do cubo que corta o eixo x (paralela a y e z) é representada por (1 0 0). Para as famílias de direções emprega-se a simbologia {h k l}. Carlos Alexandre dos Santos sistema de coordenadas. Cr. A Figura 2.i . Ca. Os planos são representados pelos índices colocados entre parênteses (hkl). dadas por: ρL = na . os quatro índices não podem ser independentes e devem satisfazer a relação h + k = . cúbico de face centrada e hexagonal compacta. Como exemplo. os planos da base do prisma são representados por (0 0 0 1). Direções e planos que podem ser transformados uns nos outros por meio de rotações e translações do sistema de referência são equivalentes. Al e Pb apresentam estruturas CFC. sendo os índices negativos representados com uma barra colocada sobre os mesmos. V. . Ni. considerando os parâmetros de rede como unidades.

= comprimento linear da C. A A C..2) (2. . 2. Figura 2. Carlos Alexandre dos Santos ρP = ρV = na . configurando várias regiões com diferentes direções cristalográficas é chamado de policristalino. A VC. 19 .023.. um único núcleo de solidificação que cresce em uma única direção cristalográfica ocupando todo o volume do material é chamado de monocristal. destacando a formação dos contornos de grãos.U. principalmente em monocristais.3) onde: na = número de átomos na linha.Na na . VC. Já o material que apresenta vários núcleos de solidificação.U. este é chamado isotrópico. A = peso atômico. = volume da C.U.U.U. AC.1023 átomos/mol)..U. Se o material apresenta valores iguais em todas as direções. ANISOTROPIA Os materiais que apresentam um único grão cristalino.U.Na (2. ou seja. = área do plano da C. enquanto que aqueles que apresentam diferenças de propriedades nas diversas direções são chamados anisotrópicos.8 – Ilustração do mecanismo de formação de vários núcleos de solidificação [Callister. . 1994].. depende da direção cristalográfica de determinação das mesmas.5.U. A Figura 2.U. A maioria das propriedades termofísicas dos materiais.Apostila – Ciência dos Materiais – Prof. A região de interface entre os vários grãos com diferentes direções cristalográficas caracteriza um contorno de grão. LC.8 ilustra o mecanismo de formação de vários núcleos de solidificação para um material policristalino. Na = número de avogadro (6. área ou no volume em cada C.

como nas estruturas hexagonal. Isotrópico transversal longitudinal Anisotrópico Figura 2. apresentando certa direcionalidade na estrutura cristalina dos diferentes grãos. Já no caso de ondas com mesmo comprimento de onda mas com fases opostas. Neste caso diz-se que a estrutura apresenta uma textura.9 . já que cada grão contribui com uma parcela da propriedade em cada direção.6. Difração é uma conseqüência da interação das ondas com os obstáculos (Figura 2. Já para materiais policristalinos com grãos direcionados preferencialmente.10 .Apostila – Ciência dos Materiais – Prof.10). como os do sistema cúbico. (b) material anisotrópico. o comportamento global do material pode ser considerado isotrópico.9).Exemplo de cortes na seção longitudinal e transversal em barra para obtenção de amostras para observação: (a) material isotrópico. Carlos Alexandre dos Santos O grau de anisotropia é maior nos monocristais que são menos simétricos. capazes de espalharem ou dispersarem as ondas. Para as ondas 1 e 2 que apresentam o mesmo comprimento de onda (λ) e estão em fase no ponto O. continuam a apresentar o mesmo comportamento. pode ser encontrando um comportamento anisotrópico (Figura 2. Figura 2. A difração ocorre quando ondas de raios-X encontram uma série de obstáculos regularmente espaçados. entre outras. após sofrerem dispersão. DETERMINAÇÃO DE ESTRUTURAS CRISTALINAS POR DIFRAÇÃO DE RAIOS-X As técnicas de difração de raios-X vêm contribuindo significativamente no estudo e compreensão das estruturas dos materiais. Para materiais policristalinos equiaxiais.Exemplo da interação entre ondas. sendo mutuamente reforçadas com interferência construtiva e aumentando sua amplitude. e menor nos cristais simétricos. após interação as ondas se anulam devido à interferência destrutiva. 2. com orientação aleatória entre cada grão cristalino. 20 . triclínica.

1994].senθ (2.λ = dhkl ..12) posicionada em um porta-amostra rotativo. k. l) e do parâmetro de rede (a) segundo a Equação (2.. 2. A magnitude da distância entre dois planos adjacentes e eqüidistantes (por exemplo dhkl) é função dos índices de Miller (h.4) onde: n é a ordem de reflexão.11 – Difração de raios-X por planos de átomos (A–A e B–B) [Callister. uma porção desse feixe irá sofrer dispersão em todas as direções devido às diferentes posições dos átomos superficiais. incidir com um determinado ângulo (θ) em relação ao plano da superfície.Apostila – Ciência dos Materiais – Prof.senθ = 2. por meio da Equação (2. monocromático e coerente (em fase).5) O difratômetro é um equipamento empregado para determinar os ângulos no qual ocorre difração em amostras de pó do material (Figura 2.dhkl .11). deve-se considerar dois planos paralelos de átomos A-A e B-B (Figura 2. tendo um detector que interpretará os dados. gerando um difratograma (Figura 2.) consistente com o seno. .4): n. k. l) e separados por uma distância interplanar (dhkl). Se o feixe de raios-X for paralelo. 21 .13).5): dhkl = a h + k 2 + l2 2 (2.senθ + dhkl . não ocorre interferência construtiva. Para o caso de ocorrer difração. Quando um feixe controlado de raios-X incide em uma superfície sólida. A conhecida Lei de Bragg pode ser empregada para determinação da distância interplanar considerando várias ondas. os quais apresentam os mesmos índices de Miller (h. Carlos Alexandre dos Santos Os raios-X são radiações eletromagnéticas com alta energia e pequenos comprimentos de onda (da ordem das distâncias interatômicas nos sólidos). Figura 2. uma interferência construtiva pode ser obtida quando o ângulo de difração for igual. Se a Lei de Bragg não é atendida. a qual deve ser um inteiro (1. e considerando dois feixes 1 e 2 dispersados pelos átomos P e Q. 3.

Apostila – Ciência dos Materiais – Prof.amostra. Carlos Alexandre dos Santos Figura 2. C – detector. S .Representação esquemática de um difratômetro de raios-X: T – fonte de raios-X. O – eixo de rotação amostra-detector. 22 . 1994].12 .13 – Difratograma para o ferro policristalino [Callister. Figura 2.

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Carlos Alexandre dos Santos 25 .Apostila – Ciência dos Materiais – Prof.

34 g/cm3 6.) O que é polimorfismo ou alotropia? Quais as conseqüências deste fenômeno nas propriedades dos materiais? Cite 2 exemplos de materiais que exibem polimorfismo.O ferro tem estrutura cúbica de corpo centrado (CCC) e raio atômico de 1.) Diferencie materiais cristalinos de materiais não-cristalinos em termos de arranjo atômico. qual das seguintes direções corta os vértices das faces do cubo: <110>. 2. Dados: A = 207 g/mol.) Quais são as estruturas cristalinas mais comuns encontradas nos materiais metálicos? 3. C .) O que você entende como “fator de empacotamento atômico” e de que depende? 4. Carlos Alexandre dos Santos EXERCÍCIOS PROPOSTOS 1. D .Como são representadas uma única direção e uma família de direções cristalográficas? B .No sistema cúbico.) O que você entende por anisotropia? 9. ρ = 11.) A . na passagem da estrutura CCC para CFC ? Em caso afirmativo calcule o % de variação de volume considerando a Célula Unitária e considerando o Material.) A .Calcule a densidade volumétrica para o ferro CCC e para o ferro CFC. <111> ou <100> ? B .A 910 °C o ferro passa de estrutura cúbica de corpo centrado (CCC) para estrutura cúbica de face centrada (CFC) e raio atômico de 1.Apostila – Ciência dos Materiais – Prof.) A .Como são representados um único plano e uma família de planos cristalográficos? 8.) Sabendo que o Pb cristaliza no sistema CFC calcule o parâmetro de rede para o Pb e o seu raio atômico. ou seja. <111> ou <100> ? 26 . qual das seguintes direções corta as diagonais das faces do cubo: <110>. <111> ou <100> ? C .8 g/mol.Há variação de volume quando o ferro é aquecido. B . Calcule o parâmetro de rede e o fator de empacotamento atômico para o ferro nestas condições.No sistema cúbico. Dados: AFe= 55. 5.No sistema cúbico. qual das seguintes direções corta a diagonal do cubo: <110>.241 Å a temperatura ambiente.292 Å. 7. Calcule o parâmetro de rede e o fator de empacotamento atômico para o ferro nestas condições.

Carlos Alexandre dos Santos 10.Qual o plano cristalino perpendicular à direção [110] ? C . 13.Qual o plano cristalino perpendicular à direção [111] ? B .) Identifique a família de planos representadas abaixo: 14.) Identifique os planos representados abaixo: 27 .Qual a direção e o plano cristalográfico de maior empacotamento atômico para a estrutura CFC ? 11.) A .Qual o plano cristalino perpendicular à direção [100] ? 12.Qual a direção e o plano cristalográfico de maior empacotamento atômico para a estrutura CCC ? B .) A .Apostila – Ciência dos Materiais – Prof.) Represente a direção [111] e os planos (111) e (222) na figura abaixo.

) Capacidade de certos materiais de apresentar mais de uma estrutura cristalina em função de variações de temperatura e/ou pressão.6.R CFC 2 = 4. 207 4 .R 2 )3 . A VC.65 A ou 50% o ⎛ Vinicial − Vfinal ⎜ ⎜ Vinicial ⎝ Para o Material: ⎞ ⎟.π.R 3 ⎟ = =a =⎜ ⎜ ⎟ 3.34 = 23 (a ).23 x10 (2.R CFC 2 3 = 4.Na 11.89 A a CFC = 3 4. Dependo do arranjo cristalino 4.R 3 ⎟ = 3 ⎝3 ⎠ 3 16.R CCC 3 = 4. enxofre.) A a: Amorfos: não ordenados a CCC = 4.86 A 3 o ou 3 2.1.292 2 = 3. 2 n.51x10 −8 cm FE: 3 3 ⎛4 ⎞ 16.U.51A o ou 3.Vátomo FE = Vcélula FE = B- Vcélula ⎛ 4.6.π.) Percentual da C.R / 3 FE = = 0. .100% = 0.Vátomo = 2.74 16.U.R Vcélula = a3 = 2.R 3 / 3 64.R.) VCU = (2. fósforo 7. efetivamente ocupado pelos átomos. Ex.R 3 ⎟ = 3 ⎠ ⎝3 FE: n.8 ρV = 3 a .34 = 4 .⎜ π.23 x10 23 ρV = 3 o a CCC = 4.) CCC.1. 3 ⎝ 3⎠ 8.1.241 3 = 2.um único plano (xyz) família de direções [xyz] família de planos {xyz} 28 .Vátomo = 4.6.⎜ π.89) 3 ⎜ ⎢ ⎝2 ⎣ ⎞⎤ ⎟⎥ ⎟⎥.R 3 . CFC e HC 3.R ⎞ 64. 3 = 0.Na CCC: CFC: D– Para a Célula Unitária: 2 .) Cristalinos: ordenados 2.uma única [xyz] B . 2 Vátomos = 4.) A .292 2 = 3.R 2 ) 3 VCU = (2. carbono. 2 = 16. 3 = 2.50 ⎟ ⎠ ⎛ Vinicial − Vfinal ⎜ ⎜ Vinicial ⎝ 2 CCC para 1 CFC: ⎡ ⎛N 3 ⎢ ⎜ 4 (3. ferro.73% ⎟⎥ ⎟ ⎠⎥ ⎦ 5.R 3 / 3.23 x10 23 3 R = ?? 6. .100% = 0. 55.100% ⎟ ⎠ ⎞ ⎟.68 a: a CFC = FE = 4.Vátomo Vcélula ( ) C- ρV = na .R3 .π. A VC.Apostila – Ciência dos Materiais – Prof.1 258 . Carlos Alexandre dos Santos RESOLUÇÃO 1.π.U. titânio.86 x10 −8 cm 3 ⎛4 ⎞ 8.100% ⎟ ⎠ 1 CCC para 1 CFC: ⎛ (a CCC ) − (a CFC ) ⎜ ⎜ (a CCC ) 3 ⎝ ⎞ ⎟.65) ⎢1 − ⎜ ⎢ ⎜ N (2.6. 55.R Vátomos = 2.23 x10 23 4 .R CCC 3 = 4.R 2 )3 ρV = na . 207 11.8 a .

) A .<110> .) Represente a direção [111] e os planos (111) e (222) na figura abaixo. <101> e <011> e {100} .) Identifique os planos representados abaixo: (101) (1-11) 29 . Carlos Alexandre dos Santos 8.{111} B . {010} e {001} 11.<111> e {110}.{100} 12.{110} C . {101} e {011} B .<100>* B .<110> C -<111> 10.) A .Apostila – Ciência dos Materiais – Prof.) Diferenças na estrutura e/ou propriedades em relação a aos eixos cartesianos 9.) A . 13.) Identifique a família de planos representadas abaixo: (011) (11-1) 14.

Materials Science and Engineering. Physical Metallurgy.Hill. New York. J.. Chapman and Hall. New Jersey. CALLISTER. MEYERS. ASKELAND. New York. Inc.. Princípio de Ciências e Tecnologia dos Materiais. 4. W. Chawla. 30 .. W. 4ª Ed. Editora McGrall-Hill.. Rio de Janeiro.. Prentice-Hall. 6.. Princípios de Metalurgia Mecânica. 2ª Edição. REED-HILL. 7. London.. Krishan K. Edgar Blücher. McGraw-Hill Publ.. SMITH. Co. 2.. 1991. 2ª Ed. The Science and Engineering of Materials.. Carlos Alexandre dos Santos REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. James F. 4ª Edição.. 1989. 1984. 1982. 5. 8. 1996. 1994. Willian D. Lawrence H. 1998. William F. 3. São Paulo. Donald R. John Wiley & Sons. Hashemi. 3ª Edição. VAN VLACK. SHACKELDFORD. 1998. Campus. McGraw. SMITHS. Materials Science and Engineering: An Introduction. Marc A. Introduction to Materials Science for Engineers. Fundamentos de Ciência e Engenharia de Materiais.Apostila – Ciência dos Materiais – Prof.