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Apostila – Ciência dos Materiais – Prof.

Carlos Alexandre dos Santos

Interstício Tetraédrico

CAPÍTULO 03 IMPERFEIÇÕES CRISTALINAS

Interstício Octaédrico

As imperfeições ou defeitos cristalinos são irregularidades na rede cristalina com uma ou mais das suas dimensões. A maioria das propriedades dos materiais é influenciada pela presença de imperfeições, sendo que estes exercem papel importante na difusão atômica, transformação de fases e deformação mecânica. Existem em todos os metais puros e ligas, monofásicas e polifásicas, brutos ou processados. As imperfeições existentes na rede cristalina são classificadas em: pontuais, lineares, planares e volumétricas.

3.1. DEFEITOS PONTUAIS

Os defeitos pontuais têm a extensão de um ou poucos átomos e são caracterizados por vazios ou lacunas (falta de átomo em uma posição na rede cristalina), átomos substitucionais (átomo estranho substituindo átomo da rede cristalina) e átomos intersticiais (átomo estranho intersticial da rede cristalina) (metal puro de 1022 a 1023 átomos de impurezas/m3). Os vazios ou lacunas exercem papel importante na difusão dos metais, e consequentemente, nas transformações de fases no sólido. Todos os materiais apresentam esse tipo de defeito, sendo considerado intrínseco ao material. Pode envolver defeitos na posição dos átomos ou no tipo de átomos. Dependem do material, do histórico do mesmo (processamento) e do ambiente. O aumento de temperatura induz ao aumento na densidade de vazios, conforme Equação 3.1:

⎛ Q ⎞ N V = N. exp .⎜ − V ⎟ ⎝ k.T ⎠
onde: N = número total de sítios atômicos; QV = energia para formação de vazio [J/K]; T = temperatura [K]; k = constante de Boltzmann [1,38.10-23 J/atom.K ou 8,62.10-5 eV/átomo.K];

(3.1)

A Figura 3.1 ilustra o comportamento da densidade de vazios (CD) com a variação da temperatura, em escala normal e em escala ln x 1/T. Para o último caso, o valor de QV pode ser determinado experimentalmente.

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Figura 3.1 – (a) Representação esquemática de um vazio, e (b) Variação do número de vazios com a temperatura [Callister, 1994].

Os vazios geralmente são formados durante a solidificação e processamento dos materiais como resultado do deslocamento dos átomos de suas posições normais (vibrações). Pode-se projetar materiais com propriedades “pré estabelecidas” através da criação e/ou controle desses defeitos. No caso de cristais iônicos, existem diversas teorias para formação e comportamento dos defeitos, como as de Frenkel: consiste em um par de defeitos: uma vacância e um átomo intersticial, e a de Schottky: consiste em um pequeno número de vacâncias de ânions e cátions, com relação estequiométrica. Os defeitos intersticiais ocorrem devido à presença de um átomo extra (do próprio cristal ou outro átomo) no interstício da rede cristalina (Figura 3.2), o que provoca uma distorção no reticulado, já que o átomo geralmente é maior que o espaço. A formação do defeito intersticial é menos provável que uma vacância. Os defeitos substitucionais ocorrem quando átomos adicionais são inseridos na rede cristalina da fase matriz, substituindo um átomo em determinada posição (Figura 3.2). Como no caso dos defeitos intersticiais, os defeitos substitucionais também causam distorção do reticulado cristalino. Ambos são considerados defeitos extrínsecos aos materiais. Poucos materiais são utilizados no estado puro ou quase puros. Nas ligas, os átomos de soluto são adicionados com intuito de obter características específicas aos materiais, como aumentar a resistência mecânica, a resistência à corrosão, a condutividade elétrica, entre outras propriedades. Como exemplo, cita-se a Prata de lei composta por 92,5% Ag + 7,5% Cu, sendo que a Prata “pura” apresenta alta resistência à corrosão, porém baixa resistência, enquanto que a Prata de lei apresenta aumento na resistência mecânica e baixa diminuição da resistência à corrosão. Neste momento, faz-se necessária a definição do termo solução sólida como sendo um sólido que consta de 2 ou mais elementos que estão dispostos atomicamente e formam a estrutura de uma única fase. A solução sólida pode ser intersticial ou substitucional. A combinação de dois ou mais elementos metálicos é chamado de liga. Quando a combinação for em escala atômica, geralmente diz-se que o elemento A está dissolvido na matriz do elemento B e o resultado é chamado de solução. Quando isso ocorre no estado líquido, a
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chamada de microestrutura. Para a discordância em cunha. cunha ou aresta (plano extra de átomos introduzido na rede cristalina). que solidificam a uma temperatura fixa. A solução sólida intersticial é aquela em que os átomos do soluto ocupam posições intersticiais no reticulado do solvente. é chamado de solução sólida. refletindo diretamente na estrutura interna do mesmo. a temperatura de fusão do metal puro. São classificadas em: discordância em linha. separando a região perfeita da região deformada do material. caso contrário pode promover distorções na rede e assim formação de nova fase ou se muito pequeno. a linha de discordância é a aresta do plano extra de átomos e para a 33 . mecânica e supersaturação de defeitos pontuais. Entre os principais fatores que influenciam na formação de soluções sólidas intersticiais ou substitucionais. discordância em hélice ou espiral (crescimento atômico de forma helicoidal em torno de um eixo) e discordâncias mistas (formada pela interação das duas anteriores). Valência: mesma ou maior que a do hospedeiro também favorecem solução sólida substitucional. Ao contrário dos metais puros. 3. A dissolução. Carlos Alexandre dos Santos solução é chamada de solução líquida. DEFEITOS DE LINHA Os defeitos lineares ou discordâncias têm a extensão de uma linha (uma dimensão) em torno da qual alguns átomos estão desalinhados. • Estrutura cristalina: se os dois elementos (solvente e soluto) apresentarem a mesma estrutura cristalina. e quando ocorre no estado sólido. cita-se a Regra de Home-Rothery que estabelece que: • Raio atômico: deve ter uma diferença de no máximo 15% para formar solução sólida substitucional. Figura 3. o que pode acarretar a não homogeneidade da composição química do produto.Apostila – Ciência dos Materiais – Prof. podendo ter origem térmica.2.2 – Representação esquemática de átomos: (a) intersticiais. solução sólida intersticial. (b) substitucionais. enquanto que a solução sólida substitucional os átomos do soluto ocupam posições dos átomos do solvente no reticulado. de um elemento soluto na rede cristalina do elemento solvente que compõe a matriz pode ser de forma intersticial ou substitucional. as soluções sólidas geralmente se solidificam em uma faixa de temperatura. maior tendência a solução sólida substitucional • • Eletronegatividade: próximas favorecem solução sólida substitucional. e solução sólida.

Espiral ou Hélice ( ⊃ ). (b) espiral. A quantidade e o movimento das discordâncias podem ser controlados pelo grau de deformação e/ou por tratamentos térmicos.Envolver um plano extra de átomos. A distorção se torna mais intensa na região limite da nova fileira de átomos (que não tem correspondência). Os símbolos utilizados para representar as discordâncias são: Aresta. A presença deste defeito é a responsável pela deformação (os metais são cerca de 10 vezes mais “moles” do que deveriam). Figura 3. Para determiná-lo é necessário construir o circuito de posições atômicas ao redor da discordância. O Vetor de Burgers ( b ) expressa a “magnitude” e a “direção” da distorção da rede cristalina.Apostila – Ciência dos Materiais – Prof. Discordância em hélice ou espiral . As discordâncias são importantes tanto na transformação de uma fase no estado sólido. considerando a situação ideal e a situação com defeito. . O vetor que faltará para completar o circuito será o vetor de Burgers (b).O vetor de Burgers é perpendicular à direção da linha de discordância. cunha ou aresta . a linha de discordância é o eixo da hélice.Envolve zonas de tração e compressão.defeito associado com a distorção criada no reticulado cristalino quando planos normalmente paralelos são unidos para formar uma “rampa helicoidal”. Linha ou Cunha ( ⊥ ). . O vetor de Burgers é paralelo à direção da linha de discordância. falha e rompimento dos materiais. e tem como características: . por constituirem regiões de alta energia e contribuirem com parcela de energia de ativação. por facilitarem o deslizamento dos planos atômicos. como nas transformações associadas à deformação.defeito associado com a distorção produzida no reticulado cristalino pela presença de um semi-plano extra de átomos. 34 . A Figura 3.3 apresenta representações esquemáticas das discordâncias em cunha e espiral.3 – Representação esquemática das discordâncias: (a) cunha. Carlos Alexandre dos Santos discordância em hélice. e corresponde à distância de deslocamento dos átomos ao redor da discordância.4. conforme pode ser visto na Figura 3. Discordância em linha.

Na superfície.3. As impurezas tendem a difundir-se e concentrar-se em torno das discordâncias formando uma “atmosfera” de impurezas. contribuindo com parcela de energia de ativação. contornos entre fases. DEFEITOS PLANARES OU DE INTERFACE Os defeitos planares. superficiais ou de interface têm a extensão de uma superfície (duas dimensões) e podem ser classificados em: contornos de grão (superfície de separação entre regiões cristalinas que apresentam direções ou estruturas diferentes). e falhas de empilhamento atômico (quando ocorre uma alteração na sequência normal de empilhamento de planos atômicos da estrutura cristalina). As discordâncias influem nos processos de difusão. (b) espiral. 3. As discordâncias contribuem para a deformação plástica. favorecendo suas combinações com a atmosfera do meio que os circundam. 35 . Superfície Externa: é o tipo de defeito planar mais óbvio no material. As discordâncias geram vacâncias. contornos de maclas (que ocorrem quando um sólido cristalino deforma-se de tal forma que se torna a imagem especular de uma região adjacente não deformada com mesma estrutura cristalina). Com o aumento da temperatura há um aumento na velocidade de deslocamento das discordâncias favorecendo o aniquilamento mútuo das mesmas e formação de discordâncias únicas. Tais defeitos formam regiões de alta energia que facilitam as transformações de fases.Apostila – Ciência dos Materiais – Prof.4 – Representação esquemática dos vetores de Burgers: (a) cunha. Carlos Alexandre dos Santos (a) (b) Figura 3. e isto implica em um estado energético maior que no interior do cristal. os átomos não estão ligados ao número máximo de vizinhos.

O contorno de grão é a superfície que separa os diferentes grãos.6 – Representação esquemática dos grãos cristalinos e seus contornos. Figura 3. 36 . Contorno de Grãos: O grão é a menor unidade cristalina dentro do qual o arranjo dos átomos é idêntico. com diferentes orientações cristalográficas. a orientação do arranjo atômico ou estrutura cristalina pode ser diferente para os diferentes grãos. presença de impurezas. alteração da estequiometria. onde existe uma simetria em “espelho” da rede cristalina. Maclas: este tipo de contorno. A macla ocorre em um plano definido e em uma direção específica. sendo relativamente estreito e devido à pequena ordenação entre os átomos. Este defeito refere-se ao contorno que separa dois pequenos grãos (ou cristais). geralmente. associado com: tensões mecânicas (maclas de deformação): ocorrência de deslocamentos atômicos produzidos por cisalhamento. Os átomos de um lado do contorno são “imagens” dos átomos do outro lado do contorno. presentes em um material policristalino. energia mais elevada. entretanto. A fronteira entre os monocristais é uma “parede”. conforme a estrutura cristalina. é um tipo especial de contorno de grão. Os contornos de grãos apresentam: empacotamento menos eficiente.Apostila – Ciência dos Materiais – Prof. O material constituído de um só grão cristalino é chamado de monocristalino e o material que apresenta vários grãos é chamado de policristalino. O aparecimento do contorno de maclas está. observadas em metais com estruturas CCC e HC. Materiais policristalinos são formados por vários “monocristais” com diferentes orientações cristalográficas. caracterizada pela célula unitária. que corresponde a um defeito bidimensional. Carlos Alexandre dos Santos Figura 3. também denominado de “Twins” (cristais gêmeos). favorecem a nucleação de novas fases (segregação) e favorecem a difusão. é uma região que apresenta alta energia. tratamento térmico de recozimento (maclas de recozimento): encontradas geralmente em metais com estrutura cristalina CFC.5 – Representação esquemática da condição dos átomos na superfície externa. No interior do grão todos os átomos estão arranjados segundo um “único modelo” e “única orientação”.

4. precipitados. Métodos de Determinação de Tamanho de Grão (TG) Norma: ASTM E 112 . São defeitos introduzidos durante o processamento do material e/ou fabricação do componente. recomenda-se a ASTM E 1181 Utilização de sistemas de aquisição e digitalização. 3. (c) linear. Precipitados: aglomerados de partículas com composição diferente da matriz. Carlos Alexandre dos Santos Figura 3.7 – Representação esquemática das maclas e seus contornos. etc.8 – Representação dos métodos de determinação de tamanho de grão por: (a) comparação. porosidades. trincas.96 Standard Test Methods for Determining Average Grain Size Aplicação: Materiais metálicos (independente da composição).Apostila – Ciência dos Materiais – Prof. Detalhando os principais tipos: Inclusões: presença de impurezas estranhas. fases. e não volumétrica) Fornece informações qualitativas e quantitativas (comparativas e estatísticas) Podem ser classificados em 3 categorias: Figura 3. 37 . norma ASTM E 1382 Análise em apenas dois planos (imagem planar. e também não-metálicos Tamanho de grãos cristalino ou células em materiais monofásicos Não dever ser utilizada para determinar tamanho de grão individual (ASTM E 930) Em materiais polifásicos ou multiconstituintes. DEFEITOS VOLUMÉTRICOS Os defeitos volumétricos têm extensão de um volume (três dimensões) e podem ser classificados em: inclusões. (b) planimétrico.

Fases: ocorre quando o limite de solubilidade é ultrapassado. Figura 3.9 – (a) Metalografias de inclusões em aços. Estrias Segregacionais: presente principalmente em materiais semicondutores dopados. Carlos Alexandre dos Santos Porosidade: origina-se devido a presença de gases durante o processamento do material. e (b) precipitados em matriz de alumínio. 38 .Apostila – Ciência dos Materiais – Prof.

(b) microestrutura de perlita.Apostila – Ciência dos Materiais – Prof. e (c) veios de grafita.11 – Representação esquemática dos defeitos cristalinos na rede.12b mostra uma representação esquemática da estrutura de um material metálico puro. A Figura 3.10 – (a) Porosidades. ilustrando aspectos como os grãos e seus contornos. enquanto a Figura 3.12a apresenta uma foto de um cristal de quartzo retirado diretamente do solo. Figura 3. A Figura 3. Também é apresentada a 39 . Carlos Alexandre dos Santos Figura 3.11 apresenta um esquema das imperfeições ou defeitos cristalinos na rede.

existirão os obstáculos presentes entre os braços dendríticos. Segunda fase Segunda fase interdendrítica intergranular Braço dendrítico secundário Braço dendrítico primário Contorno de grão Porosidade intergranular Braço dendrítico terciário Porosidade interdendrítica (a) (b) (c) Figura 3.12 – (a) Foto de um cristal. A Figura 3. também é uma região preferencial para ocorrência de porosidades e precipitação de segundas fases ou eutéticos. sendo o primeiro nível o atômico. sendo que antes da deformação os grãos são equiaxiais e após. É evidente que a interface externa dessa rede dendrítica.12c). constituída pelo contorno de grão.Apostila – Ciência dos Materiais – Prof. o segundo é o empilhamento de átomos.Vários níveis de energia de um material.13 apresenta uma representação esquemática dos vários “níveis de energia” de um material metálico. Nessas condições. o terceiro é a formação de grãos e o quarto nível é a formação de segunda fase. Inclusões não-metálicas também estarão igualmente associadas aos contornos de grão e regiões interdendríticas. mesmo se a composição nominal da liga indique a presença de uma única fase. o que pode conduzir à formação de uma segunda fase ou à um gradiente de composição química. As propriedades mecânicas de uma liga em seu estado bruto de solidificação ou após qualquer tipo de processamento dependem do arranjo microestrutural que se define no processo de solidificação e conformação. (b) Representação esquemática da estrutura de um metal e (c) Modificações na estrutura em função de processo de conformação. Elétron ao redor do núcleo E N E Empilhamento atômico Grãos 2ª Fase Raios-X Microscopia óptica Figura 3. 40 . Carlos Alexandre dos Santos estrutura de um material metálico antes e após o processo de conformação. onde se observam as modificações causadas na granulação do material em função da deformação. Adicionalmente aos obstáculos intergranulares ao escorregamento. e ricas de soluto nos interstícios das ramificações dendríticas. se apresentam alongados (Figura 3.13 . No interior de cada grão existe uma rede de ramificações dendríticas caracterizada por baixas concentrações de soluto nas ramificações propriamente ditas e determinadas pelo limite de solubilidade entre soluto e solvente.

e analisando macroscopicamente. denominadas eixos de cristalização (Figura 3. e (c) Crescimento dendrítico a partir da parede do molde. em função da rejeição de soluto para o líquido e acúmulo deste na frente da interface de solidificação. sendo somente minimizados ou diminuídos [Garcia. os defeitos formados na estrutura bruta de solidificação persistem nos produtos acabados. tamanho e espalhamento de eventuais porosidades.14b. 41 . Figura 3. A interface de solidificação passa de plana para uma interface dendrítica. pode-se considerar que a interface de solidificação líquido-sólido se desloca de maneira plana. ortogonais entre si. efetuando-se a deposição segundo direções preferenciais.Apostila – Ciência dos Materiais – Prof. a forma. formando protuberâncias sólidas que avançam em direção ao líquido. uniões. mas também naqueles produtos que serão processados por etapas posteriores. Cada eixo cresce em direção ao metal líquido. tratamentos superficiais. tratamentos térmicos ou termoquímicos. Em geral. não ocorre a segregação de soluto durante o crescimento dos núcleos sólidos.14a). Nos metais estes eixos são em número de três. passa a emitir outros eixos (ortogonais) e assim por diante até que toda a massa líquida se torne sólida. como conformação mecânica. 3. A solidificação dos metais sob taxas de resfriamento convencionais (∼101 K/s) ocorre sempre sob a forma cristalina. não somente no caso de peças de fundição. também chamados núcleos ou centros de cristalização. espaçamentos interdendríticos. OBSERVAÇÃO DA MACRO E MICROESTRUTURA A estrutura que se forma imediatamente após a solidificação determina as propriedades do produto final. Já no caso das ligas binárias.14 – (a) Formação dos primeiros sólidos. conforme mostra a Figura 3. Ao conjunto formado por cada eixo principal e seus eixos secundários ou terciários dá-se o nome de dendrita. onde o início é dado pela formação de pequenos cristais em todos os pontos do fundido que atingiram a temperatura de solidificação. Estes pequenos cristais. No caso de metais puros. Carlos Alexandre dos Santos tamanho e forma dos grãos. devem crescer no seio do metal através da solidificação de novas partículas sobre eles. (b) Estrutura dendrítica.5. ocorre a instabilidade da interface. e após certo desenvolvimento. 2001]. etc. produtos segregados e outras fases irão determinar o comportamento mecânico da liga representado por tensões e deformações.

e sem obstáculos para o seu crescimento. verifica-se na prática que os eixos orientados normalmente a parede desenvolvem-se muito mais do que os outros. Para as dendritas que se desenvolvem no interior do metal líquido.Apostila – Ciência dos Materiais – Prof. Tabela 3. Cd Direção Normal das Dendrítas <001> <001> <1010> É importante destacar que para taxas de crescimento relativamente baixas. junto às paredes do molde. O crescimento da dendrita é limitado pelo encontro de seus eixos com os das dendritas vizinhas e. conforme esboça a Figura 3. Os grãos resultantes deste processo são longos e sensivelmente perpendiculares às paredes do molde. isto devido ao fato dos ramos laterais esbarrarem rapidamente com seus vizinhos. ao passo que o ramo ou eixo normal a parede pode desenvolverse livremente.15 – (a) Crescimento dendrítico preferencial. Contudo. o desenvolvimento dendrítico ocorre na forma de grãos equiaxiais. Quando o crescimento dendrítico é contínuo em um grande volume de material. com o aumento da taxa de crescimento o efeito cristalográfico passa a exercer influência. Latão-β. e a direção da célula em crescimento desvia para uma direção de crescimento preferencial. longe das paredes do molde no qual o metal está contido. conforme mostra a Tabela 3.1 – Direções preferenciais do crescimento dendrítico [Muller. conforme mostra a Figura 3. Tem-se que o crescimento dendrítico é fortemente cristalográfico onde as ramificações primárias e laterais possuem seus braços paralelos a direções cristalográficas específicas. e (b) Espaçamento dendritico primário e secundário. 2001]. devido a semelhança com a ramificação das árvores. Estrutura CFC CCC HC Metal Ag.14c. a estrutura resultante torna-se fortemente anisotrópica causando efeitos danosos nas propriedades mecânicas finais da peça solidificada. 42 .15a. Cu Fe. Al. terminada a solidificação. cada dendrita constitui um pequeno cristal de contornos irregulares. Carlos Alexandre dos Santos O termo dendrita é de origem grega onde dendron significa árvore. Figura 3. Pd. Por outro lado.1. Si Zn. em geral dependendo da estrutura da célula primária. a solidificação se dá por células que crescem perpendiculares a interface sólido-líquido. Au. sendo indiferente a orientação cristalográfica.

peças menos heterogêneas e de características mecânicas melhoradas. Conforme a dendrita cresce e engrossa com a solidificação. O tamanho das dendritas é função principalmente da velocidade de resfriamento.6.Apostila – Ciência dos Materiais – Prof. a qual por sua vez. Na prática o tamanho das dendritas é quantificado através do espaçamento entre os braços dendríticos primários (λ1) e secundários (λ2). e consequentemente o arranjo microestrutural. conforme mostra a Figura 3.14b. o acúmulo de soluto entre os braços dendríticos pode levar a formação de uma segunda fase. da massa total de fundido no molde. a segregação. Nos casos extremos. e portanto. envolto em uma poupa com maiores concentrações (coring). Por outro lado. O espaçamento dendrítico primário é a distância entre dois troncos primários e o espaçamento secundário é a distância entre dois braços perpendiculares ao tronco primário. o resfriamento rápido conduz a formação de muitos núcleos de solidificação e deste modo as dendritas terão pequenas dimensões. depende da temperatura com que o metal líquido é vazado no interior do molde. devido a agitação causada no líquido. os que apresentam granulação mais grosseira são em geral mais quebradiços do que os de granulação fina. nos aços diretamente moldados. Carlos Alexandre dos Santos Devido ao fenômeno de segregação. 43 . da difusividade térmica da liga e das condições de resfriamento do molde. por outro lado. Devido a este fator. também deve possuir efeito destacado nas características e propriedades da peça obtida. pobre de soluto. Em particular as propriedades mecânicas têm grande dependência com o tamanho e forma dos grãos. O resfriamento lento e brando conduz a formação de dendritas grandes. e sendo assim. a concentração de soluto entre os braços dendríticos fica subdividida em parcelas ou áreas menores. resultando em uma distribuição mais uniforme do soluto. semelhante a um caroço. o líquido remanescente entre os ramos dendríticos e no encontro de dendritas contíguas terá maior concentração de soluto. Dendritas grandes originam grãos grandes e a quantidade de soluto nos contornos destes grãos será maior do que a quantidade encontrada em grãos menores. a porção de líquido que se solidifica por último. Para este último caso. Para ligas que desprendem bolhas gasosas o crescimento dendrítico é desfavorecido. As medidas de λ2 permitem correlações físicas entre estas e as condições de solidificação. resultados de diversos modos de redistribuição de soluto. tem maior concentração de soluto. Esta nova fase pode atingir quantidades significativamente maiores do que aquelas previstas pelo diagrama de equilíbrio. A conjunção de transferência de calor e massa irá impor condições que determinarão a morfologia do crescimento durante a solidificação. MACROESTRUTRAS DA SOLIDIFICAÇÃO A macroestrutura dos metais fundidos após a desmoldagem é de grande importância para a compreensão das características e propriedades das peças acabadas. 3. está distribuição de soluto produzirá gradientes de concentração do centro para a superfície da dendrita.

quanto maior a eficiência do contato térmico 44 . (b) Possíveis estruturas de fundidos. baixa taxa de nucleação com alta taxa de crescimento. gradientes térmicos e taxas de resfriamento. a macroestrutura poderá apresentar uma. além da possibilidade do controle individual da quantidade de cada zona presente. tem-se que uma estrutura de granulometria fina e equiaxial será necessária. Carlos Alexandre dos Santos Nos sólidos policristalinos dos metais fundidos. de orientação randômica (equiaxial). observam-se três zonas macroscópicas com tamanhos de grãos bastante distintos.17b. Zona coquilhada: consiste de uma camada periférica (região de contato direto com o molde) de granulometria bastante fina. Por outro lado. Por exemplo. ou mais. As propriedades mecânicas da zona equiaxial central são isotrópicas quando comparadas com as propriedades da zona colunar.Apostila – Ciência dos Materiais – Prof. Esta consiste de uma zona bastante refinada de grãos equiaxiais. Alterações na composição da liga.16 – (a) Seção transversal de uma estrutura fundida. se objetiva obter propriedades anisotrópicas. no primeiro instante de contato do metal líquido com as paredes do molde. Com a variação dos diferentes parâmetros do processo de solidificação. Zona Coquilhada: Após o vazamento. onde observam-se a zona coquilhada. das zonas descritas.16a. A grosso modo. com dimensões superiores a zona coquilhada. como velocidade de solidificação. com grãos grandes e alongados. então a zona colunar deverá ser predominante. a zona colunar e a zona equiaxial. 1. 3. poderão alterar a formação da macroestrutura conduzindo um lingote a condições completamente equiaxial para completamente colunar. ocorre a formação da zona coquilhada. parcialmente colunar e equiaxial. totalmente colunar exceto pela zona coquilhada. tendo como substrato a superfície fria do molde. quais sejam: (a) (b) Figura 3. Zona equiaxial central: consiste de uma zona de grãos equiaxiais. totalmente equiaxial. conforme pode ser visto na Figura 3. Desta forma deve-se impedir a formação da zona colunar e favorecer o crescimento da zona equiaxial. temperatura de vazamento e taxas de resfriamento. Zona colunar: consiste de uma banda que cresce de modo alinhado (em geral na direção oposta ao fluxo de calor). que nucleiam de modo evidentemente heterogêneo. além de outros fatores. se deseja-se controlar o crescimento dos grãos com o objetivo de obter uma estrutura isotrópica. conforme mostra a Figura 3. alta taxa de nucleação com baixa taxa de crescimento. 2.

conforme mostra a Figuras 3. Diversos estudos com materiais. (b) Variação da zona colunar com a temperatura de vazamento. Em outras palavras. e mostram orientação marcadamente preferencial de crescimento. deve diminuir com a distância da paredes do molde.19a. normalmente são bem maiores que os da zona coquilhada. Zona Equiaxial Central: Os grãos da zona equiaxial central.19b. coincidente com as direções cristalográficas do crescimento dendritico. O crescimento da zona colunar continua até que as condições do processo tornem favorável o surgimento da zona equiaxial central. Com o aumento do superaquecimento a tendência a formação da zona equiaxial reduz. maior a quantidade de núcleos formados e deste modo mais refinada será a granulometria desta camada. das propriedades térmicas do metal e molde. Comprimento Colunar (Percentual do raio) 100 Temperatura de Vazamento Figura 3. pode-se observar o poder seletivo do crescimento de grãos colunares a partir da zona coquilhada. O comprimento relativo (porcentual) da zona colunar depende muito do superaquecimento de vazamento e do teor de liga. A partir de um determinado número de núcleos. Deste modo. Observa-se que existe um significativo efeito de tamanho influenciando o desenvolvimento da zona equiaxial. da temperatura inicial do molde. o crescimento da zona colunar será interrompida apenas com o bloqueio de grãos da zona equiaxial central.19 – (a) Variação da quantidade de grãos a partir da periferia de uma peça fundida da liga Al-2%Ag em molde metálico. Observa-se que o número de grãos da zona coquilhada.19.Apostila – Ciência dos Materiais – Prof. mas por outro lado os grãos equiaxiais que ocorrem terão grandes dimensões. como indicado esquematicamente na Figura 3. Os cristais colunares apresentam seus principais eixos cristalográficos paralelos a direção do fluxo de calor. são válidos apenas para pequenos lingotes. 45 . Carlos Alexandre dos Santos na interface metal/molde. passa a existir efetividade de crescimento de grãos devido a reduzida interrupção do crescimento dos grãos vizinhos. Contudo o número de cristais formados dependerá também do superaquecimento do líquido. Assim. A redução do superaquecimento e o aumento de composição da liga são fatores favoráveis a zona equiaxial. conforme mostra a Figura 3. Zona Colunar: Os cristais colunares desenvolvem-se a partir dos grãos coquilhados por meio de crescimento seletivo e preferencial. a relação entre o comprimento da zona colunar e o tamanho dos grãos equiaxiais com o grau de superaquecimento. bem como do potencial nucleante da parede do molde ou partículas do líquido.

utilizamse tratamentos de deformação a frio (temperaturas abaixo de 0. as quais são arrastadas para o interior do líquido. por exemplo. possuem diferentes origens: A. resultando em uma fratura que não se propaga através do cristal. A baixas temperaturas. Fraturas desse tipo são chamadas de transgranulares.7. As variações de densidade de defeitos cristalinos ocorrem tanto dentro de um mesmo grão como entre os grãos.5 . entre outros. os contornos de grão perdem sua resistência mais rapidamente do que os cristais. quase sempre ocorre uma forte dependência entre tamanho de grão. MICROESTRUTURAS DE MATERIAIS METÁLICOS A maioria dos materiais metálicos passa por etapas de processamento posteriores ao processo de solidificação. além de tratamentos térmicos ou termoquímicos. recuperação e recristalização estática ou dinâmica. Com ausência de temperaturas muito elevadas. mas sim ao longo dos contornos de grão. falham a baixa temperatura por trincas que se desenvolvem através dos cristais e não nos contornos. os contornos de grão são em geral muito fortes e não diminuem a resistência mecânica dos metais. mas uma fração finita é armazenada no material como energia de deformação associada aos defeitos cristalinos criados pela deformação. dureza e resistência. arames.5 . tubos. B. A distribuição de defeitos cristalinos em um material deformado ou encruado é bastante heterogênea.TFusão) ou à quente (temperaturas acima de 0. em altas temperaturas e baixas velocidades de deformação. Quando um material metálico é deformado a frio.TFusão). e a maioria das ligas. são empregados para a obtenção de produtos como chapas. Assim. C. causando modificações na estrutura bruta de fusão.) Núcleos da zona coquilhada que foram arrastados pela forte convecção gerada no vazamento. a maior parte da energia gasta no trabalho a frio se dissipa na forma de calor. originando empilhamentos de discordância em seus planos de escorregamento atrás dos contornos. dependendo das condições do material e das características esperadas no produto final. 3. Carlos Alexandre dos Santos que apresentam solidificação análoga a dos metais (soluções aguosas de NH4Cl) mostraram claramente que os núcleos da zona equiaxial central. sendo que pequenos núcleos são formados e posteriormente caem por gravidade para o interior do líquido.Apostila – Ciência dos Materiais – Prof.) Da solidificação que ocorre na superfície livre do lingote. devido ao crescimento da zona colunar. Nesses processos ocorrem várias alterações microestruturais simultâneas como encruamento. Os contornos de grão desempenham um importante papel no comportamento das propriedades mecânicas de um metal. a frio ou a quente. Em geral. Fraturas deste tipo são chamadas de fraturas intergranulares. Os processos de deformação.) Quebra de pequenas pontas dos grãos colunares. em materiais com granulação fina é necessária uma tensão 46 . Contudo. metais puros muito deformados. Em geral. já que os contorno de grão atuam como obstáculos ao escorregamento das discordâncias. dependendo do tempo e da temperatura de trabalho.

extrusão. soldagem. Em relação aos diversos processos de fabricação e conformação de materiais metálicos. As características que o material especificado deve atender podem ser divididas em duas categorias: • Características de Processamento ⇒ referem-se às propriedades físicas da matéria-prima. podem-se destacar: laminação.5% Cu (200x. A Figura 3. 47 . destacando-se os grãos cristalinos na estrutura bruta de solidificação e as ramificações dendríticas formadas no interior desses grãos em função da solidificação e rejeição de soluto.20 . trefilação. nital). da temperatura de deformação e tratamento térmico. etc.5% C ferrítico (100x. nital). O comportamento mecânico de qualquer material utilizado em engenharia é função de sua estrutura interna e de sua aplicação em projeto. O tamanho final dos grãos depende da porcentagem de deformação do processo. 10g HNO3-90ml H2O). como função dos processos de fabricação envolvidos na manufatura do produto final. forjamento. (e) Estrutura dendrítica de cobre comercialmente puro no estado bruto de fusão (100x. Flick). Carlos Alexandre dos Santos aplicada muito maior para causar escorregamento através do contorno de grão do que no caso de materiais com granulação grosseira. nital).Apostila – Ciência dos Materiais – Prof. (a) (b) (c) (d) (e) (f) Figura 3. (b) Grãos de austenita em um aço SAE 1010 (325x.20 mostra micrografias de diferentes estruturas encontradas em materiais metálicos. como função direta de sua utilização e comportamento estrutural. • Características de Aplicação ⇒ referem-se às propriedades físicas desejadas no produto acabado. Palmerston). embutimento. pós solidificação. estampagem.Microestruturas: (a) Grãos de ferrita em um aço SAE 1005 (90x. (f) Estrutura dendrítica da liga Zn-4%Cu no estado bruto de fusão (64x. do tempo de tratamento e das características do material em estudo. (c) Ferro fundido nodular 3. (d) Superfície tratada a laser de um substrato de Al-4.

Justifique.) A . C . com completa solubilidade.) A . Carlos Alexandre dos Santos EXERCÍCIOS PROPOSTOS 1. Na prática. difusão.O que é contorno de pequeno ângulo? B .Como são classificadas as imperfeições estruturais? B . etc.Solução sólida substitucional. Justifique. ou seja.Quais as principais causas da formação de discordâncias? 3. dá a magnitude e a direção de distorção da rede. 2.) De acordo com a tabela abaixo responda quais dos elementos você esperaria formar com o Níquel: A . Por quê? 7.) A . Qual a orientação deste vetor para discordâncias em cunha. com solubilidade incompleta.Apostila – Ciência dos Materiais – Prof.A energia de contorno de pequeno ângulo é maior ou menor que a energia de contorno de grão de alto ângulo? Por quê? 8.) O contorno de grão favorece a nucleação de novas fases.) A .Como as soluções sólidas são classificadas? 5.) O tamanho de grão tem um papel importantíssimo nas propriedades dos materiais.Solução sólida substitucional. B . como o tamanho de grão pode ser controlado? 48 .O que é uma discordância? B .) O vetor de Burger é a distância de deslocamento dos átomos ao redor da discordância.O que é uma solução sólida? B . Justifique.Dê exemplos de imperfeições ou defeitos estruturais para cada uma das classificações. 6.Solução sólida intersticial. em hélice e mista? 4.

Qual o número de átomos de ouro por cm3 para uma liga de Ag e Au que contém 10% em peso de Au e 90% em peso de Ag? A densidade do Au é 19.) Calcule o número de vacâncias por metro cúbico para o Ferro a 850 °C. 11.) O vetor de Burger (b) para estruturas cúbicas de face centrada (CFC) e cúbica de corpo centrado (CCC) pode ser expresso como: b= a/2 x [hkl] onde [hkl] é a direção cristalográfica que tem maior densidade atômica. O peso atômico e a densidade do Alumínio (nesta temperatura) são 26. Carlos Alexandre dos Santos 9.08 eV/átomo e a densidade e o peso atômico do Ferro são 7.98 g/mol e 2.57 x10 23 m-3. 49 . A .65 g/cm3 e 55.) A concentração do Carbono numa liga de Ferro é 0.) O que é um “twin” ou macla? 10.49 g/cm3 . A energia para a formação de vacâncias é 1.Apostila – Ciência dos Materiais – Prof.32 g/cm3 e da Ag é 10. Qual é a concentração em kg de carbono por m3 no Ferro? 15.Se a magnitude do vetor de de Burges ⏐b⏐é igual a a/2 x (h2+k2+l2)1/2.) Calcule a energia para formação de vacâncias no Alumínio. 13.62 g/cm3. sabendo que o número de vacâncias no equilíbrio a 500 °C é 7.Quais são as representações para o vetor de Burgers para as estruturas CFC e CCC? B .85 g/mol. determine o valor de ⏐b⏐para o Alumínio. respectivamente.15 % em peso. 14.) Ouro forma solução sólida com Prata.

) A – mistura íntima de soluto e solvente na matriz B – intersticiais ou substitucionais 5. impurezas.2862 nm 50 . contornos de grãos e maclas.) /b/ Al = 0.) Defeito superficial ou planar. e mista B – solidificação e deformação plástica 3.10 vac/m 11.) Devido a incompleta ligação dos átomos e acúmulo de energia 7. e mista: paralelo 4. H.10 14. porosidade.) A – pontuais. Limite entre a imagem especular da estrutura 24 3 10.82 kg de C/m3 de Fe 15. hélice: paralelo.36.) 11. esperiral ou hélice. Carlos Alexandre dos Santos RESOLUÇÃO 1.Apostila – Ciência dos Materiais – Prof. lineares. O 6. discordâncias.) cunha: perpendicular. planares e volumétricos B – vazios. precipitados 2.7501 eV/át 3 21 13.) Nas solidificação.) Nv = 1. conformação plástica e tratamentos térmicos 9.) A – defeito linear: aresta ou cunha.) A – Ni – regra de Home-Rottery B – Ag.) Nát Au / cm liga = 3.) Qv = 0. Al C – C.1798.) A – direções cristalinas dos grãos envolvidos é similar B – menor 8.

William F. 1991. VAN VLACK. Campus. Materials Science and Engineering: An Introduction. GARCIA. McGraw. 3ª Edição. 1996. 1994. 9. 6. Inc. W.P. 8. New York. W. Princípios de Metalurgia Mecânica. The Science and Engineering of Materials. 51 . REED-HILL. ASKELAND.Apostila – Ciência dos Materiais – Prof.. Ed.. CALLISTER. McGraw-Hill Publ... MULLER. Chawla. 1999. 3. J. Ed. 1982. 5. Lawrence H. New Jersey. Solidificação dos Metais: Fundamentos e Aplicações. 1998. New York. Chapman and Hall.Hill. Marc A. 1989.. São Paulo. SHACKELDFORD.. 2001. 1998. Prentice-Hall. 7. Edgar Blücher. 4ª Ed. Arno.. Donald R.. John Wiley & Sons.. Krishan K. 2ª Edição. Fundamentos de Ciência e Engenharia de Materiais. SMITH. James F. UFRGS. Materials Science and Engineering. Willian D.S. R. 2ª Ed. Introduction to Materials Science for Engineers. Rio de Janeiro. SMITHS.. Análise Térmica e Solidificação dos Metais. 4. 10. Princípio de Ciências e Tecnologia dos Materiais. Co. MEYERS. Physical Metallurgy.. London. Hashemi.. 1984. Amauri. Carlos Alexandre dos Santos REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. Editora McGrall-Hill.. 4ª Edição. 2. UNICAMP. S.