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EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) FEDERAL DA MM. 03ª VARA DO TRABALHO DE FORTALEZA -CE. PROCESSO N.

º: 02176/2008-003-07-00-2 DEFESA RECLAMANTE: FERNANDO CÉSAR LEMOS DE OLIVEIRA RECLAMADAS: TRANSLOG - TRANSPORTE E LOGÍSTICA COMPANHIA DE BEBIDAS DAS AMÉRICAS - AMBEV. LTDA. +

COMPANHIA DE BEBIDAS DAS AMÉRICAS - AMBEV, pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ/MF sob o nº 02.808.708/0001-07, com sede na Capital do Estado de São Paulo, na Rua Dr. Renato Paes Barros, nº 1017, 3º e 4º andar, Conjuntos 41 e 42, do Edifício Corporate Park e com filial estabelecida nesta urbe na Rua Jerônimo Albuquerque, nº 590, Barra do Ceará, regularmente inscrita no CNPJ/MF sob o nº 60.522.0000067-00, através de seus advogados infra firmados, todos devidamente qualificados no instrumento procuratório, nos autos da reclamação trabalhista ajuizada por FERNANDO CÉSAR LEMOS DE OLIVEIRA apresentar DEFESA pelos motivos a seguir expostos. DO NOME E DO ENDEREÇO PARA AS PUBLICAÇÕES E INTIMAÇÕES (ART. 236, § 1º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL). Antes de qualquer preleção, requer a promovida, se digne Vossa Excelência ordenar que todas as intimações e publicações, sob pena de nulidade processual, face ao preceito constante no art. 236, § 1º, do CPC, sejam expedidas em nome do advogado VALMIR PONTES FILHO, inscrito na OAB/CE sob nº 2.310 bem como encaminhadas ao seu endereço profissional, na Avenida Santos Dumont, nº. 1789, 16º Andar, Aldeota, CEP 60.150-160, Fortaleza/Ceará. DAS ALEGAÇÕES DO RECLAMANTE Na peça de ingresso, o reclamante predica que foi admitido pela primeira Reclamada TRANSLOG - TRANSPORTE E LOGÍSTICA LTDA., em 20/11/2001, para exercer a função de motorista, com responsabilidade pela guarda das notas fiscais e cobrança dos valores devidos pelos clientes. Tendo seu pacto laboral interrompido em 14/09/2007, sob a alegativa de dispensa, sem justa causa e

. Prima facie. dos fatos e argumentações expendidas.00. Que trabalhava em veículo próprio. Nesta senda.2 abrupta. razão pela qual não merece prosperar a presente reclamação trabalhista. Afirma. nos últimos 12 meses. pelo que não consta e nunca constou em seus quadros de pessoal nenhum registro que se refira ao reclamante. Vale ressaltar que o reclamante diz exercer a mesma função e o mesmo trabalho dos ajudantes.897.000.TRANSPORTE E LOGÍSTICA LTDA.. no valor de R$ 50. real empregadora do reclamante. Também afirma que percebia rendimento variável. produzidos pela AMBEV.AMBEV. detalhadas na exordial. pagos quinzenalmente pela reclamada TRANSLOG. Afirma que não havia um horário determinado para intervalo de almoço e descanso. recibos de pagamento a autônomo – RPA feitos pela TRANSLOG .AMBEV. conforme evidencia a documentação acostada junto à inicial. conforme se demonstrará adiante. a reclamação trabalhista em epígrafe não resiste a uma análise. iniciando a partir das 04h00min e se encerrando por volta de 16h00min. que. O reclamante afirma que fazia a distribuição dos produtos. de segunda a sábado. que seja reconhecido o vinculo empregatício com a TRANSLOG e subsidiariamente a AMBEV no pagamento da condenação das verbas rescisórias. não recebeu corretamente as verbas rescisórias a que faz jus pelo que requer o devido pagamento das mesmas. ao final. Aduz ainda que esta foi em decorrência de uma suspeita de furto nos depósitos da AMBEV. a fim de exercer a função de motorista. era de R$ 1. juntamente com dois ajudantes. DA VERDADE DOS FATOS O reclamante é vinculado pro meio de contratação civil de prestação de serviços à empresa TRANSLOG . Requer ainda que esta seja condenada ao pagamento de indenização por danos morais. cumpre-nos esclarecer que o reclamante. que o mesmo ocorria a qualquer tempo durante a jornada. completamente falaciosas são as alegações do reclamante à inicial.09 e exercia a sua função externamente. a ilegitimidade passiva ad causam da COMPANHIA DE BEBIDAS DAS AMÉRICAS . Todavia. patente. conforme se demonstrará a seguir. conforme evidencia a referida documentação. jamais prestou serviços ou foi empregado da ora contestante COMPANHIA DE BEBIDAS DAS AMÉRICAS . ainda que perfunctória. empregados da reclamada TRANSLOG e que os mantinha sob a sua responsabilidade funcional. cuja média mensal.TRANSPORTE E LOGÍSTICA LTDA. Pede ao final. em locais previamente determinados. por ocasião de sua rescisão. de modo que. Assim.

da CLT. 267. porquanto a informalidade do processo trabalhista não dispensa a breve exposição dos fatos e formulação do Pleito (inteligência do §1º do art. AUSÊNCIA DE CAUSA DE PEDIR.” (TRT15ª R. 840. quais sejam: partes. em atenção ao §1º do art. A informalidade que rege o processo do trabalho minimiza a rigidez inerente ao processo civil. pelo menos no Direito Processual do Trabalho. TODOS DO CPC. III. Juiz Gerson Lacerda Pistori – DOESP14. conforme o art. INCISO I. o que implica no acolhimento da inépcia da inicial apenas em casos especiais. E SEU PARÁGRAFO ÚNICO.799/99-2ªT –Rel. correta a decisão que extinguiu o processo sem exame do mérito. A inicial constitui a peça mais importante do processo. articule pedido sem a correspondente fundamentação. assim.04. 5806/00 – 3ªT – Rel. vejamos: “INÉPCIA – PROCESSO DO TRABALHO. o mais grave. do título jurídico ou da causa que enseja a pretensão. A ausência de um dos requisitos torna inepta a inicial. Assim.3 para a segunda reclamada COMPANHIA DE BEBIDAS DAS AMÉRICAS . causa de pedir (fundamentação) e pedido. 43) “INÉPCIA DA INICIAL – Ausentes na petição inicial a causa de pedir e o pedido. a indicação do fundamento.840 DA CLT – É dever da parte. de pronto. do CPC. portanto. VIOLAÇÃO AO ART. 16121/98. Imprescindível. – Proc. 282. discorrer brevemente em sua peça inicial os motivos que o levaram à conclusão dos direitos pleiteados.AMBEV como se verá a seguir. – RO 15. principalmente. I. PRELIMINARMENTE: DA INÉPCIA DA INICIAL.2000 – P. Contudo essa simplicidade não se dilata a ponto de permitir formulação de pedido que dificulte a parte contrária articular sua defesa ou. sequer específica ou esclarece o fato de realizar tais . da narração dos fatos não decorrer logicamente a conclusão e o pedido for juridicamente impossível. Impõe-se.2000 – p.18). I. + ART. 295. Lopes – DJMG 12. respeitando-se o princípio da congruência entre o pedido e a decisão.02. a petição é inepta quando lhe faltar pedido ou causa de pedir. EXTINÇÃO DO PROCESSO SEM JULGAMENTO DE MÉRITO (ART. A jurisprudência pátria é uníssona no que tange à inépcia da inicial. 295. que contenha todos os elementos da ação.Ac. ART. que o autor em sua peça vestibular elenca valores que considera devidos sem sequer fundamentar seu pleito fático e juridicamente. Juiz Fernando Antônio de M. DO CPC). 840 da CLT).” (TRT 3ªR. Observa-se. §único.

primeira reclamada. às vezes. . razão pela qual deve ser excluída da lide. o que não é vedado por lei. A COMPANHIA DE BEBIDAS DAS AMÉRICAS . sem julgamento do mérito. Na realidade. 267. a questão ora examinada consiste em fenômeno através do qual são transferidos a entidades comerciais certos serviços ou atividades. impõe-se a extinção do processo. através de contrato regular para que outra – contratante – empresa desenvolva atividades que lhes são necessárias. mas cumpre destacar que essa sequer é a real empregadora do reclamante. Outrossim. o liame jurídico que justifique a presença da referida instituição financeira no pólo passivo da presente lide. até mesmo porque.4 pleitos face a segunda reclamada COMPANHIA DE BEBIDAS DAS AMÉRICAS AMBEV. ante a documentação à esta acostada... de maneira geral. por conseguinte. posto que entre esta e o reclamante jamais existiu relação de emprego. é de clareza meridiana que a reclamada. Nesse sentido. bem como. Com efeito. face a documentação acostada pelo próprio reclamante jamais se recusaria a efetuar o pagamento de verbas rescisórias devidas. Diante do exposto. contrato de PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. cumpre notar que a COMPANHIA DE BEBIDAS DAS AMÉRICAS . jamais manteve com o autor. sequer da lógica mediana que deve nortear as lides. como restará demonstrado ao final destas razões. DA ILEGITIMIDADE PASSIVA “AD CAUSAM” DA COMPANHIA DE BEBIDAS DAS AMÉRICAS –AMBEV. causa de pedir desta demanda não passa pelo crivo das normas processuais. Assim.AMBEV.TRANSPORTE E LOGÍSTICA LTDA. por força do art. ou seja. do CPC. que se põem.. digníssima Vara do Trabalho. não cabe qualquer responsabilidade por qualquer eventual inadimplência trabalhista por parte da empresa TRANSLOG . não apresentou o reclamante uma efetiva causa de pedir. qualquer relação jurídica. razão pela qual é o contestante. à COMPANHIA DE BEBIDAS DAS AMÉRICAS AMBEV.. inexistindo. de aplicação subsidiária às lides obreiras. conforme termo contratual anexo. Há de se proclamar inicialmente. nos moldes em que preceitua o art.TRANSPORTE E LOGÍSTICA LTDA. I. parte ilegítima para figurar no pólo passivo da presente demanda. 769. a ilegitimidade passiva “ad causam” da COMPANHIA DE BEBIDAS DAS AMÉRICAS – AMBEV. especializadas.AMBEV celebrou com a empresa TRANSLOG . da CLT. atividades-meio da transferente.

SÓ RESPONDE SUBSIDIARIAMENTE HAVENDO PROVA DE QUE A REAL EMPREGADORA ENCONTRA-SE EM ESTADO DE INSOLVÊNCIA OU É PESSOA ININDÔNEA. A responsabilidade subsidiária só é caracterizada para o tomador do serviço quando ocorre o inadimplemento das obrigações por parte da empresa terceirizante. O TOMADOR DOS SERVIÇOS. MEDIANTE CONTRATO DE TERCEIRIZAÇÃO.Nº 02120/2003 – RO nº 00625/2002009-07-00-0 (TRT nº 01213/2003). Para a confirmação da negativa do vínculo empregatício da ora reclamada COMPANHIA DE BEBIDAS DAS AMÉRICAS – AMBEV é de grande importância nos vincularmos ao entendimento sumulado pelo Tribunal Superior do Trabalho. A QUAL ASSINOU A CTPS DO OBREIRO E ASSUMIU AS RESPONSABILIDADES DAÍ DECORRENTES. de modo insofismável. quais sejam. no âmbito de sua especialização e idoneidade econômica. abaixo transcrito: RELAÇÃO TRIANGULAR DE TRABALHO – RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DO TOMADOR – O VÍNCULO DE EMPREGO É LEGALMENTE FORMADO ENTRE O TRABALHADOR E A EMPRESA PRESTADORA DOS SERVIÇOS.09. boa-fé na celebração do contrato. que prega a inexistência de vínculo de emprego entre o reclamante e a ora contestante: Contrato de prestação de serviços.A contratação de trabalhadores por empresa interposta é ilegal. no ato da contratação. e somente quando esta se encontra em estado de insolvência ou for pessoa inidônea. formando-se o vínculo diretamente com o tomador dos serviços. serviço ou obra especializada. inclusive do nosso Eg. A jurisprudência tem afastado. em que se insere a direção da atividade dos empregados pelo contratado prestador que há de possuir idoneidade econômica. salvo no . direção da atividade pela prestadora do serviço ou obra. 96/2000.7ª Reg. (TRT . Tribunal Regional da Sétima Região. não havendo como se imputar à reclamada a responsabilidade subsidiária objetivada. Legalidade . o que não é o caso da TRANSLOG. Presentes encontram-se os requisitos válidos à contratação entre empresas.Inciso IV alterado pela Res.2000 I . Juiz: Manoel Arízio Eduardo de Castro)”. Rel. abaixo transcrito: Súmula Nº 331. CASOS NÃO CONFIGURADOS NOS PRESENTES AUTOS.5 O que caracterizam esses contratos é a sua natureza civil stritu sensu. em casos idênticos. consoante se pode depreender dos atuais entendimentos dos nossos Tribunais. a responsabilidade subsidiária. DJ 18. Ac.

de estrito apoio logístico ao empreendimento (serviços de alimentação aos empregados do estabelecimento. e tão pouco relação de pessoalidade. indireta ou fundacional (art. II . 37. por parte do empregador.A contratação irregular de trabalhador. em que o empregado acolhe os direcionamentos objetivos do empregador.TRANSPORTE E LOGÍSTICA LTDA.1993). São ilustrativamente. LTR. limpeza e outras assemelhadas”. não gera vínculo de emprego com os órgãos da administração pública direta. de 21. das empresas públicas e das sociedades de economia mista. as atividades referidas pela Lei n.1974). portanto. de 03. nem compõem a essência dessa dinâmica ou contribuem para a definição de seu posicionamento no contexto empresarial e econômico mais amplo. com seus recibos de pagamento – RPA pagos pela TRANSLOG . proveniente do contrato de trabalho. Deste modo. custódia. etc. bem explicitada por Maurício Godinho Delgado entende-se que “são aquelas funções e tarefas empresariais e laborais que não se ajustam ao núcleo da dinâmica empresarial do tomador dos serviços. implica a responsabilidade subsidiária do tomador dos serviços. conforme evidencia a documentação anexa. a jurisprudência dos Egrégios Tribunais Regionais do Trabalho não discrepa: .102.06.Não forma vínculo de emprego com o tomador a contratação de serviços de vigilância (Lei nº 7. pois o caráter jurídico da subordinação. quanto àquelas obrigações. de 20. de 1970: “transporte. De acordo com a definição jurisprudencial de atividade-meio. Não havendo. relatando que o reclamante jamais foi empregado da COMPANHIA DE BEBIDAS DAS AMÉRICAS – AMBEV. 5.019. desde que hajam participado da relação processual e constem também do título executivo judicial (art.)” Curso de Direito do Trabalho.O inadimplemento das obrigações trabalhistas.06. da CF/1988). inclusive quanto aos órgãos da administração direta. das fundações públicas. janeiro/2007. das autarquias. bem como a de serviços especializados ligados à atividade-meio do tomador. IV . São. atividades periféricas à essência da dinâmica empresarial do tomador de serviços. Ed.645.6 caso de trabalho temporário (Lei nº 6. II. Nesse sentido. não há que se falar em relação de emprego na hipótese destes autos. mediante empresa interposta. 71 da Lei nº 8.01. operação de elevadores. III .1983) e de conservação e limpeza. 6ª edição. desde que inexistente a pessoalidade e a subordinação direta. São também outras atividades meramente instrumentais. conservação.666.

não há como admitir a pretensão. março de 2000) “É do empregado o ônus de provar a alegada relação de emprego. em sã consciência. a responsabilidade seria subsidiária. não se poderá. na pior das hipóteses. salário. de conformidade com o disposto no art. DA CONTESTAÇÃO POR NEGATIVA GERAL A segunda reclamada (AMBEV). atribuir-lhe responsabilidade alguma. deve-se reconhecer o direito de apresentar contestação por negativa geral. O fato é que. o autor. prestação pessoal e não eventualidade. requer a COMPANHIA DE BEBIDAS DAS AMÉRICAS AMBEV. DOS LIMITES DA RESPONSABILIDADE Não sendo a segunda reclamada excluída da lide. Assim..96 . seja o processo extinto sem julgamento do mérito no que tange à sua presença neste feito. se permanecer no pólo passivo.pág. não poderia esta reclamada contestar. 267. março de 2000). 95)” (Retirado da Revista do Direito Trabalhista. . terá o direito de adentrar o mérito dos pedidos.RO nº 24067/93 . 89)” (Retirado da Revista do Direito Trabalhista. diante o exposto e em face da ausência plena de um dos requisitos da ação.Rel.8ª T . confessadamente.97 – pág.1ª R . Desse ônus não se desincumbindo. do CPC. Dessa forma. jamais foi seu empregado e. (TRT – 1ª R – 2ª T – RO nº 7984/95 – Relª. (TRT . Brasília. Mas. Mas. especificamente. ponto nodal do contrato de trabalho.09. ainda que inaplicável ao particular.7 “Em matéria de relação de emprego compete ao empregado comprovar a subordinação objetiva. sem o ônus de oferecer defesa específica. Juíza Amélia Valadão Lopes – DJRJ 01. culminando com sua exclusão da lide. que requer a coexistência da subordinação. ao fazê-lo. Recurso que se nega provimento. não meramente subsidiária. Editora Consulex. e sendo rejeitadas as questões de mérito esposadas na presente defesa.02. inciso VI. o que se admite somente para argumentar. sendo esta uma imposição do princípio da eventualidade. como sustentado no tópico anterior. Juiz Mário de Medeiros DJRJ 26. vale dizer. as alegações veiculadas na inicial. face a ilegitimidade passiva de parte nesta ação. Editora Consulex. em razão disso. Brasília. porque o patrimônio da segunda reclamada só poderia ser objeto de execução após a execução do patrimônio da primeira ré e a execução do patrimônio pessoal dos sócios da primeira ré (estes responsáveis solidários) o que se sustenta à luz da teoria da despersonalização da pessoa jurídica bem aplicável aos casos em que a empregadora vem a ser constituída sob a forma de cotas por responsabilidade limitada.

pelo método supletivo da analogia. parágrafo único) devem ser consideradas. Desse modo. onde está expresso que incumbe o ônus da prova ao autor. em seu art. com segurança. mais precisamente no Código de Processo Civil. art. como já se disse anteriormente. todas as alegações postas na exordial. as mesmas razões que levaram o legislador a excluir desse ônus (da impugnação especificada) o advogado dativo. Sobre esse tema. contestando e impugnando a segunda reclamada. cujas ementas seguem em textual: “404782 – DANO MORAL – PROVA – A gravidade da lesão alegada exige prova ou a presença de outros elementos de convicção suficiente para que. bem como os documentos nela acostados. Ocorre. o autor deverá provar todos os fatos constitutivos dos direitos reivindicados. 333. quanto ao fato constitutivo de seu direito. inciso I. 0003/2007 instaurado pela AMBEV”.8 Assim. sob pena de improcedência. Exa. Logo. o reclamante utiliza fatos superficiais como “teor da ata de 14/09/2007 realizada pela AMBEV” ou “processo administrativo nº. relata também que foi submetido a interrogatório por empregados desta e que isto ocasionou a perda do seu trabalho. Diante de tudo o que foi até aqui expendido. que em nenhum momento o reclamante expõe provas concludentes de tais alegações.AMBEV. Enquanto nos apoiamos em princípios constitucionais. a jurisprudência dos Tribunais é pacífica. Apoiamo-nos na legislação para rebater o suposto dano moral. 818 da CLT. generaliza suas afirmações e não esclarece os fatos constitutivos do dano moral. sem a prova cabal de culpa da Reclamada pelo suposto dano moral. sendo também o art. razão pela qual se impugna expressamente os pedidos declinados na exordial. como o da legalidade. não há como imputar à parte ré o dever de indenizar. possa o . 302. o curador especial e o órgão do Ministério Público (Código de Processo Civil. DO DANO MORAL O reclamante alega que foi submetido a degradante humilhação ocasionada por uma suspeita de prática de furto imputada ao mesmo pela COMPANHIA DE BEBIDAS DAS AMÉRICAS . mas em nenhum momento destaca o conteúdo destes quanto a sua ilicitude. no que diz respeito a esta reclamada. é certo que os pedidos deduzidos pelo autor na inicial improcedem às inteiras. conforme se observa dos seguintes arestos. no curso desta defesa ao dano moral claramente infundado e especulatório. bastante claro ao tratar do ônus de provar do alegante. E outras não foram às razões senão a de obstaculizar o enriquecimento sem causa. como aplicáveis ao caso concreto.

e em consonância com a Constituição Federal. 5º. Com efeito. – Relª Juíza Deoclecia Amorelli Dias – DJMG 17.AMBEV não esclareceu em seu processo investigativo quem foi o real autor do suposto delito de furto. isto não configura o dano moral. impessoalidade. para a apuração de fatos imputados ao reclamante. em seu art. moralidade. que diante da insuficiência probatória da . a teor do disposto no art.1997)” O reclamante enfatiza que a COMPANHIA DE BEBIDAS DAS AMÉRICAS . na condição de sociedade de economia mista. na condição pessoa jurídica de direito privado.9 Julgador afirmar que efetivamente ocorreu a lesão.228/96 – 4ª T. "caput". As divergências quanto a pontos relevantes estreitamente ligados ao fato alegado presentes na prova oral produzida pelos autores e até mesmo em seus depoimentos pessoais afastam a procedência do pedido de indenização. sem que tenha sido imputado a alguém o delito (art. INEXISTÊNCIA. da CF/88. CPP). tem o direito de velar por sua propriedade. não respalda a alegação de assédio moral e o pedido de indenização correspondente. Processo 00485-2007-087-03-00-2 RO Data de Publicação 29/03/2008 DJMG Página: 22 Órgão Julgador Oitava Turma Relator Denise Alves Horta Revisor Márcio Ribeiro do Valle A não imputação do suposto delito a algum funcionário revelou o caráter honesto e responsável da empresa. sem excessos e respeitando o direito de ampla defesa do trabalhador. ASSÉDIO MORAL. a instauração de processo de sindicância. A reclamada. – RO 18. na legislação brasileira podemos encontrar situações semelhantes. pois está obrigada a velar pelos princípios da legalidade.05. Ora Exa. não se podendo condenar um reclamado porque a justificativa para um fato por ele admitido e que em si mesmo não configura qualquer ofensa a direito não se apresenta satisfatória. tem o dever de apurar irregularidades que possam estar ocorrendo em sua administração. quando se verifica que o processo ocorreu de modo sigiloso. (TRT 3ª R. 37. A segunda reclamada. respeitando é claro o direito à ampla defesa do trabalhador. 28. A jurisprudência de nossos tribunais corrobora com essas informações: EMENTA: INSTAURAÇÃO DE SINDICÂNCIA PELA RECLAMADA PARA APURAÇÃO DE FATOS IMPUTADOS AO TRABALHADOR. o que abrange o exercício de procedimento investigatório. publicidade e eficiência. inciso XXII. onde o procedimento investigatório é instaurado e há possibilidade do mesmo ser arquivado.

No que tange ao pedido de pagamento de horas extras. não responsabilizou ninguém pelo fato e assumiu o prejuízo sofrido. fica de logo impugnado. que improcede a pretensão. Assim. em decorrência da extinção do contrato de trabalho que mantinha com a sua real empregadora. alega. a contestante. à dor emocional ou física. de forma correta e tempestiva. REAL EMPREGADORA DO RECLAMANTE. Desse modo. haja vista a total inexistência de relação jurídica entre o demandante e a acionada. Se não havia . não há falar em acessórios. DA IMPROCEDÊNCIA DAS VERBAS PLEITEADAS De todo improcedentes os pagamentos dos títulos e cifras descritos na exordial.e nem nunca existiu . com fortes abalos na personalidade do indivíduo. enfim. não há que se falar na ocorrência de dano moral na hipótese dos autos. Demonstrado não serem devidas as verbas pretendidas. improsperam as parcelas alinhadas na exordial. por fim. Por cautela. TRABALHO EXTERNO. decorre o dano moral de ofensa que cause um mal. é evidente que a reclamada não possui e nem possuía obrigação de indenizar aquele que não é seu empregado. IMPOSSIBILIDADE DE CONTROLE DE JORNADA PELA 1ª RECLAMADA.10 autoria do delito. não existindo suposto dano sofrido pelo Autor.relação de emprego nem de trabalho entre o reclamante e o ora contestante.. o valor postulado no petitório. restando impugnada a jornada apontada na inicial. aquela dor que afeta a paz interior do ser humano. inexistindo diferenças a favor do reclamante. o autor prestou serviços à segunda reclamada (COMPANHIA DE BEBIDAS DAS AMÉRICAS - . Isto porque o dano moral é decorrente de lesão à honra. por improcedente e indevido. da imaginação fantasiosa do reclamante. A esse respeito. o qual foi lançado de forma aleatória e sem qualquer fundamentação. permissa venia. Isso porque se. Assim. o autor. haja vista que nenhum prejuízo de ordem moral sofreu o Reclamante. torna-se improcedente toda a pretensão de indenização por dano moral. Cumpre ressaltar. no que tange as Verbas Rescisórias. do reclamante. nenhuma razão assiste ao reclamante. sendo fruto. de fato. posto que indevido o principal. que laborava em jornada suplementar e que as horas extras não eram pagas pela primeira reclamada. DAS HORAS EXTRAS. TRANSLOG TRANSPORTE E LOGÍSTICA LTDA. que as mesmas foram quitadas pela real empregadora. acredita. também não são devidos os reflexos desses valores. Destarte.

pelo que não há que se falar em reflexos das horas extras. a alegação de um fato pelo autor. conforme determina Maurício Godinho Delgado. não pode sequer ser levado em consideração. tal fato deverá ser por ele provado. . como o das horas extras que diz ter laborado. mesmo porque incumbe a ele próprio a prova do fato constitutivo do direito pleiteado. tem-se que nenhuma hora extra é devida ao autor. Rio de Janeiro. c/c o art. de aplicação subsidiária às lides obreiras (art. incumbe ao reclamante prová-la. improcedendo o pedido respectivo. improcedem os acessórios. Quanto a este aspecto. Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região: “HORAS EXTRAS. Se a empresa impugna o horário descrito na peça vestibular. Com efeito. Desse modo. haja vista a inexistência de horas extras habituais. a teor do que estatui o art. da CLT). Edições Trabalhistas. deste é o ônus de provar a existência de serviço extraordinário. através da primeira ré. para tanto. Em face do exposto. inciso I do Código de Processo Civil. 769. Juiz Pedro Lopes Martins. nos termos do artigo 818. impugnada a jornada apontada na inicial. haja vista a inexistência de horas extras habituais. ÔNUS DA PROVA. Imperioso destacar que. elencado na inicial. da CLT e do artigo 333. 333. como se verifica do teor da seguinte ementa. Em face do exposto não há que se falar em incorreção no recebimento das verbas rescisórias pagas pela 1ª reclamada e recebidas pelo reclamante.). cumpre notar que a jurisprudência ampara o entendimento da reclamada. alegando que o obreiro cumpria a jornada contratual. TRT 3ª Reg. trazer aos autos quaisquer elementos comprobatórios.11 AMBEV. I do CPC. não há que se falar em incorreção no recebimento das verbas rescisórias recebidas pelo reclamante. Parece claro que improcedendo o principal. p. “a ordem jurídica reconhece que a aferição de uma efetiva jornada de trabalho cumprida pelo empregado supõe um mínimo de fiscalização e controle por parte do empregador sobre a prestação concreta dos serviços ou sobre o período de disponibilidade perante a empresa”. e as jornadas apontadas no libelo são irreais.63). DJ/MG 25/11/95” (Dicionário de Decisões Trabalhistas. 818 da CLT. 4ªT (RO 10370/95). oriunda do E. Ac. 1996. Desta feita. sem.

Assim. vendedores viajantes. caso assim queira entender o reclamante. a presunção atinge. por exercer função externa incompatível com o controle de horários. ressalte-se que o importante não é a relevância da categoria ou atividade profissional do obreiro. CLT – regra administrativa é claro). A Legislação consolidada estabelece dois casos práticos de impossibilidade de controle de jornada e conseqüentemente. Assevere-se que no caso em comento. como horários de saída e chegada dos caminhões. Cumpre destacar que. o único controle que possivelmente deveria ser feito pela primeira reclamada era o controle de rota. o Reclamante não estava sujeito a horário de trabalho. enquadrando-se na excludente do art. art. I da CLT. 62. destaque-se.” Todavia.12 Assim. devendo tal condição ser anotada na Carteira de Trabalho e Previdência Social e no registro de empregados. da Consolidação das Leis do . que desenvolvia um trabalho com controle externo na forma do art. desenvolvendo-se seu trabalho todo de modo externo. 62. por exemplo. o fato de o mesmo exercer atividade externa não submetida a controle de fiscalização e horário. dessa forma. enquanto motorista estava submetido a nenhum controle de horário e jornada. 62 – Não são abrangidos pelo regime previsto nesse capítulo: I – Os empregados que exercem atividade externa incompatível com a fixação de horário de trabalho. que diz: “Art. o reclamante. I. motoristas carreteiros e outros empregados posicionados em situação similar. de aferição de horas extraordinárias. baseando-se em referida colocação o trabalho que não possibilita uma real aferição da jornada exercida é insuscetível de possibilitar a aferição da prestação de horas extraordinárias.” Continuando o seu estudo acerca do trabalho externo. improcedentes portanto. 62. que nem de longe representa ou significa um controle de jornada de trabalho. 62. inciso I. um deles perfeitamente cabível no caso do reclamante. tão somente. o pagamento de horas extras na forma do art. assevera Maurício Godinho Delgado: “No tocante aos empregados que exercem atividade externa incompatível com a fixação de horário de trabalho (tal circunstância deve ser anotada na CTPS e no registro de empregados. inciso I. são as mesmas indevidas. mas. pelo que.

só poderiam advir controvérsias. a aplicação do art. Juiz Marcus Pina Mugnaini – J. in verbis: “A lei exclui determinadas categorias profissionais dos benefícios deste capítulo. meios materiais de exercer controle sobre eventuais horas extras. 7373/01 – (01872/2002) – Florianópolis – 3ª T. por força de exercer funções externas. controle de horário por parte do real empregador. portanto. Portanto. (TRT 12ª R. – RO-V . aos viajantes e a todos quanto trabalham em serviços externos sem horário controlável o direito a remuneração por horas extraordinárias. 14. A esse respeito. 104. 104. visto que o reclamante realizava atividade externa incompatível com a fixação de horário. 62 da CLT é cabível. ao tecer seus comentários ao art. Se assim não fosse. pág. Isso porque existe impossibilidade de se verificar o número de horas efetivamente trabalhadas e por haver obrigatoriedade de o empregado labutar mais ou menos horas. Editora Forense. 1991. a primeira Reclamada.02. vejamos: HORAS EXTRAS – MOTORISTA – São indevidas as horas extras pleiteadas quando o trabalho. além do salário fixo. em Comentários à Consolidação das Leis do Trabalho. 62 da Consolidação das Leis do Trabalho. preleciona que. (Comentários à CLT. portanto. não sofre fiscalização. cumpre destacar o magistério do Ilustre Professor Mozart Victor Russomano. – Rel. remuneração variável. sendo ele o arbitro de sua atividade. Tirou aos vendedores pracistas.) Assim sendo. que. 14a edição. Até porque ele recebia. o que caracteriza este grupo de atividades é a circunstância de estarem todos fora da permanente fiscalização e controle do empregador: há impossibilidade de conhecer-se o tempo realmente dedicado com exclusividade à empresa. não haveria meios de a primeira Reclamada exercer controle sobre as eventuais horas extras realizadas. Nesse contexto. resta totalmente improcedente o pedido respectivo.13 Trabalho. Volume I. Dessa forma. além de externo. portanto. litígios e insatisfações”. A primeira reclamada não possuía. a TRANSLOG – TRANPORTE E LOGISTICA LTDA. 1990-. não tinha como exercer qualquer tipo de fiscalização quanto à duração do trabalho do reclamante e nega qualquer tipo de controle direto ou indireto de horário. não havendo. em razão das funções exercidas. O Egrégio Tribunal Regional do Trabalho da Sétima Região já proferiu inúmeras decisões quanto ao indeferimento dos pedidos de horas extras a trabalhadores sujeitos ao regime de trabalho externo.2002) . No dizer de Valentin Carrion. sendo certo que o reclamante não as praticava. pág.

Juíza Redatora Maria Irisman Alves Cidade. (TRT . – Rel.14 HORAS EXTRAS – MOTORISTA – ENTREGADOR – TACÓGRAFO – O tacógrafo objetiva o registro da velocidade do veículo. não tem direito a hora extra.: 18/09/2003) HORAS EXTRAS. (TRT 3ª R.O. (TRT . – RO 15818/01 – 5ª T. HORAS EXTRAORDINÁRIAS.Executando o empregado serviço essencialmente externo. – RO 14432/01 – 5ª T.J.Processo 00689/2003-011-07-9. a seu critério. sem controle da jornada efetivamente trabalhada. Juiz Márcio Flávio Salem Vidigal – DJMG 09. não há que se falar em pagamento de horas extraordinárias. RECURSO ORDINÁRIO conhecido e improvi-do. não podendo ser considerado.2002 – p.Recurso Ordinário . impossível o deferimento das horas extras pleiteadas. sendo indevidas as horas extraordinárias.02.T. surge a impossibilidade material da efetiva fiscalização e controle. podendo escolher. e não o tempo despendido pelo obreiro em suas atividades e nos momentos de descanso. não se pode falar em controle da jornada. Empregado que desenvolve o trabalho. 29) HORAS EXTRAS – MOTORISTA – TRABALHADOR EXTERNO – ART. Juiz Redator Judicael Sudário De Pinho. (TRT 3ª R. como no caso.Recurso Ordinário Processo 00479/2002-007-07-0. 62 DA CLT – Não faz jus a horas extras o empregado que trabalha externamente. já que não demonstra se os períodos de parada do veículo correspondem a tempo à disposição ou de descanso do motorista.: 23/08/2004) .7a Região . Ausente esta prova robusta. externamente.J.7a Região . . sem qualquer controle do empregador sobre a sua jornada de trabalho. Assim. – Rel. Agindo o empregado como absoluto senhor do seu tempo. 2. D. Juiz Márcio Flávio Salem Vidigal – DJMG 09. INOCORRÊNCIA. isoladamente.2002 – p. cabe ao autor trazer outros elementos de convicção do trabalho em sobrejornada nos moldes declinados na peça de ingresso. as paradas para descanso e o tempo gasto em cada uma. Isso porque tais aparelhos se destinam apenas a controlar a movimentação do veículo. D. mormente quando assim dispõem as normas coletivas pactuadas. Ainda que o veículo conduzido pelo obreiro seja equipado com tacógrafo ou instrumento semelhante. como registro de controle de jornada.T.02. bem como da aferição do tempo realmente dedicado às atividades da empresa. 35) TRABALHO EXTERNO.O.

não há porque se falar no acessório. 62 inciso I da CLT que não são abrangidos pelo regime da jornada normal de trabalho os empregados que exercem atividade externa incompatível com a fixação de horário de trabalho.T. RSR e FGTS. primeiramente.J.J. não se havendo falar.15 HORAS EXTRAS.7a Região . (TRT 7a Região . do empregador. não há se falar em horas extras. no evolver diário de suas atividades funcionais. D. D.Recurso Ordinário .J.7a Região . portanto. (TRT .Sem o acompanhamento. a teor da regra emergente do Inciso I do Art.T.: 31/08/2004) HORAS EXTRAS. décimos terceiros salários. já que este segue a sorte daquele. nenhuma diferença a ser deferida ao reclamante em função da presente reclamatória.Processo 00689/2003-011-07-9. sem controle de horário. Juiz Redator Manoel Arízio Eduardo De Castro. de pagamento de horas extras.O. A improcedência de toda e qualquer postulação cogitada na inicial joga por terra a existência de diferença em favor do reclamante.: 05/02/2003) DO PAGAMENTO DOS REFLEXOS DAS HORAS EXTRAS Cumpre-nos destacar. externamente.Recurso Ordinário . pari passu. . não há que se falar no pagamento dos acessórios.Dispõe o art. consoante melhor lhe convenha. visto que. 62 da CLT. férias. em não havendo o principal. não há porque se falar em diferenças nas demais verbas. INCISO I DA CLT . fenecem os reflexos dele decorrentes. ad cautelam. TRABALHO EXTERNO. INDEVIDAS. o tempo ao correr do qual se lhe espera a desincumbência de seus cometimentos funcionais. máxime quando as percepções contraprestativas de seu labor incluam adicional de produtividade. Empregado que desenvolve o trabalho.Recurso Ordinário . . como aviso prévio.: 23/08/2004) HORAS EXTRAS. em caso tal.O. (TRT . Juíza Redatora Maria Irisman Alves Cidade. 62. Juiz Redator Antonio Marques Cavalcante Filho.ART. sobeja ao empregado a comodidade de gerir.Processo 02664/2003-008-07-7. segundo. não há pedido neste sentido. Inexistente o labor extraordinário. e.T. sem controle da jornada efetivamente trabalhada. Desta feita.O.Processo 00978/2002009-07-0. TRABALHO EXTERNO . que não há qualquer reflexo e. por se constituírem em acessórios. Não havendo o principal. Sendo o trabalho realizado pelo obreiro exclusivamente externo. não tem direito a hora extra. D. posto não ter havido labor extraordinário.

referido pleito. qualquer verba.584/70 foi recepcionada pelo artigo 133/CF.16 LIBERAÇÃO DO FGTS DEPOSITADO. FÉRIAS. não decorre pura e simplesmente da sucumbência. em textual: SÚMULA Nº 219: HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS.requisito essencial para a concessão de honorários advocatícios na esfera trabalhista . ora contestante e o reclamante.08. REPOUSO SEMANAL E DÉCIMO TERCEIRO Improcede referido pleito. principalmente sob a rubrica de FGTS. DA IMPROCEDÊNCIA DO PLEITO DE AVISO PRÉVIO. improcede. LIBERAÇÃO DOS 40% SOBRE O FGTS.Na Justiça do Trabalho.. HIPÓTESE DE CABIMENTO. 137/05 . devendo a parte estar assistida por sindicato da categoria profissional e comprovar a percepção de salário inferior ao dobro do salário mínimo ou encontrar-se em situação econômica que não lhe permita demandar sem prejuízo do próprio sustento ou da respectiva família. notório e do conhecimento do reclamante. os requisitos do art. eis que a Lei no 5. nunca superiores a 15% (quinze por cento).e tampouco comprova a percepção de salário inferior ao dobro do mínimo legal ou que se encontra em situação econômica que não lhe permite demandar sem prejuízo do próprio sustento ou de sua família.1985) . Assim. 14/1985. já que o Reclamante não está assistido pelo Sindicato . cumpre a Reclamada aduzir que os honorários advocatícios são indevidos. DJ 19. em razão disso. Portanto qualquer pagamento a tais títulos é indevido. (ex-Súmula nº 219 .584/70. cumpre-nos esclarecer que. jamais foi empregadora do autor.09. (incorporada a Orientação Jurisprudencial nº 27 da SDI-II.05) I . Tendo em vista o fato de a contestante.DJ 22. a condenação ao pagamento de honorários advocatícios. Res.Res. tornando indevido o pleito. 14 da referida Lei não foram observados. Dessa forma. E se não há o principal não há o acessório. que é fato claro. DOS HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS No que cinge à condenação no pagamento de honorários advocatícios. vez que não configurada a relação de emprego entre esta reclamada. no que se refere à verba honorária. necessário se faz afirmar que. eximida está a reclamada de indenizar o demandante. em conformidade. inclusive com as Súmulas 219 e 329 do Colendo TST. COMPANHIA DE BEBIDAS DAS AMÉRICAS – AMBEV. vez que não estão atendidos os requisitos da Lei no 5. portanto.

12. 02 de janeiro de 2009. desde logo. pelo depoimento pessoal do reclamante.00). se for admitido o princípio da sucumbência. juntada de documentos. VALMIR PONTES FILHO . Requer a juntada da presente e seus anexos aos autos. que.93)”.584/70. portanto. SÚMULA Nº 329: “HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS – ARTIGO 133 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA DE 1988 – Mesmo após a promulgação da Constituição da República de 1988. pela ausência de vínculo empregatício entre os litigantes. em especial.É incabível a condenação ao pagamento de honorários advocatícios em ação rescisória no processo trabalhista. a condenação do Reconvinte em honorários advocatícios em favor da Reconvinda. a COMPANHIA DE BEBIDAS DAS AMÉRICAS – AMBEV.inserida em 20. E no mérito que seja a presente reclamação julgada totalmente improcedente. Caberá. DA GRATUIDADE DA JUSTIÇA O Reclamante não se acha assistido pelo Sindicato de sua categoria profissional. com a condenação do reclamante nas custas e demais pronunciações legais. bem como nas custas processuais. Adm. permanece válido o entendimento consubstanciado no Enunciado nº. em respeito ao princípio constitucional. se estiverem na posse da demandante) e tudo o mais que V. no caso de improcedência da ação. CONCLUSÃO Por todo o exposto. determinar para a correta solução da lide. pede e espera. Fortaleza-CE. perícia e demais provas (inclusive. por absoluta falta de fundamento legal. 21/93.17 II . Pede e espera deferimento. há de sê-lo por inteiro. sob pena de confissão. de que “todos são iguais perante a lei”. DJU de 21. salvo se preenchidos os requisitos da Lei nº 5. preferindo contratar advogado de forma onerosa. no que pertine à responsabilidade do vencido quanto à verba honorária. Protesta pela produção de todo o gênero de provas em direito permitidas. inquirição de testemunhas.09. para todos os fins de direito. Nestes Termos. (ex-OJ nº 27 . 219 do Tribunal Superior do Trabalho (Res. pela ilegitimidade ad causam e ad processum. requer. Contudo. sua exclusão do feito.Exa. o que também demonstra dispor ele de condições para arcar com os ônus do processo.

538 RAFAEL DE ARAÚJO ALMEIDA OAB/CE nº 19.096 .18 OAB/CE nº 2.310 WILLIANE GOMES PONTES IBIAPINA OAB/CE. 12.