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17º CBECIMat - Congresso Brasileiro de Engenharia e Ciência dos Materiais, 15 a 19 de Novembro de 2006, Foz do Iguaçu, PR, Brasil.

VIABILIDADE TÉCNICA DE CONVERSÃO DE CERÂMICAS DO RIO GRANDE DO NORTE PARA GÁS NATURAL

(P. C. A. Gondim) ¹ (U. U. Gomes) ¹ (E. C. da Silva) ¹ (W. B. N. de Souza) ¹ Av. Antônio Basílio, 3660 apt. 202 B, Lagoa Nova. CEP: 59.056-500. Natal/RN. prilla@digi.com.br 1 Programa de Pós-Graduação em Ciência e Engenharia dos Materiais, UFRN, s/n CEP: 59.072-970, Natal, RN

RESUMO O segmento da cerâmica vermelha é considerado o mais tradicional do setor cerâmico e utiliza processos mais rudimentares. Nos últimos anos, as inovações tecnológicas resultaram em uma diversificação de produtos, ampliação de mercados e a utilização de um novo combustível: o gás natural, que possui uma versatilidade e baixo custo como fonte de energia limpa e ecologicamente correta. Este trabalho apresenta resultados da comparação entre amostras de tijolos cerâmicos com oito furos queimados a gás natural e queimados a lenha, onde foram realizados os seguintes ensaios: características visuais, características geométricas, desvio em relação ao esquadro, determinação da planeza das faces, determinação da absorção de água e teste de resistência à compressão, utilizando-se como referências as Normas Brasileiras, trançando através dos resultados um perfil das vantagens e desvantagens de cada combustível. Palavras-chave: Tijolo cerâmico, ensaios, gás natural.

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É considerado o mais tradicional do setor cerâmico brasileiro. A cerâmica vermelha produzida atualmente no Estado utiliza processos tradicionais. Essas cerâmicas em atividade consomem mensalmente 173.925 mil toneladas de argila. aumentando o desmatamento e contribuindo para o processo de degradação ambiental da região. 15 a 19 de Novembro de 2006. as inovações tecnológicas resultaram em uma diversificação de produtos.000 mil quilowatts de energia elétrica. A indústria cerâmica é uma das mais importantes para economia do Rio Grande do Norte. Nos últimos anos. ampliação de seus mercados e uma inovação dos conceitos da possível utilização de um novo combustível1. PR.799 milhões de peças1. vem ao encontro dessa legítima preocupação ambiental. A substituição da lenha por um combustível alternativo. Foz do Iguaçu.497 metros cúbicos de lenha e 2. 1835 . foi traçado um perfil da indústria ceramista do Rio Grande do Norte. 106. limpo de baixo impacto ambiental e abundante no estado como nova fonte energética para a indústria cerâmica.4.500. Os resultados são avaliados através dos ensaios características visuais e geométricas.3. existem atualmente no estado duzentas e seis empresas. determinação da absorção de água e teste de resistência à compressão. tendo a queima da lenha como a principal fonte de calor. Neste sentido o presente trabalho desenvolve um estudo sobre a viabilidade técnica de conversão de cerâmicas do Rio Grande do Norte para gás natural como substituto da lenha. trazendo como benefícios adicionais uma redução dos custos e uma melhoria da qualidade do produto final2. telhas e lajotas. INTRODUÇÃO A indústria da cerâmica vermelha fabrica tijolos. blocos. A produção gira em torno de 82.Congresso Brasileiro de Engenharia e Ciência dos Materiais. e emprega os processos mais rudimentares. MATERIAIS E MÉTODOS Através de questionários enviados via fax para trinta cerâmicas cadastradas no sindicato dos ceramistas. Brasil. desvio em relação ao esquadro. onde cento e cinqüenta e quatro estão em atividade. distribuídas em cinqüenta e três municípios.17º CBECIMat . determinação da planeza das faces.

UnP foram realizados os seguintes ensaios: Características visuais – Norma ABNT NBR 7171. A lenha mais utilizada é do tipo Algaroba ou Jurema (também conhecida como Nativa) escassa na região. Determinação da absorção de água – Norma ABNT NBR 8947 e Teste de Resistência à compressão – Norma ABNT NBR 6461. como também uma análise dos custos de implantação do gás natural. desconhecendo as normas técnicas e os poucos que as conhecem não as utilizam. nem especialização. Brasil. Com informações conseguidas na Potigás foi descoberto que já existem algumas cerâmicas utilizando gás natural no nosso Estado. estando no mercado entre cinco e dez anos. Foz do Iguaçu. PR. sendo a maioria comprada em outras localidades por não existir mais nas redondezas devido ao excessivo desmatamento. A partir desses resultados foram realizadas comparações qualitativas entre as amostras queimadas a lenha e a gás natural.Congresso Brasileiro de Engenharia e Ciência dos Materiais. Características geométricas – Norma ABNT NBR 7171. onde nela são fabricados produtos cerâmicos queimados a lenha em forno modelo Hoffmann e a gás natural utilizando o forno tipo Túnel. seus empregados são formados de pessoas que moram perto da localidade da cerâmica (trabalhadores rurais) e já são conhecidas dos proprietários. e com base nesta informação foi escolhida para a visita técnica a cerâmica localizada no 1836 . No laboratório de Engenharia Civil da Universidade Potiguar . Desvio em relação ao esquadro – Norma ABNT NBR 7171. não tendo nenhuma qualificação. A amostragem de trabalho foi obtida através da retirada de vinte e quatro amostras de tijolos cerâmicos de oito furos medindo 10cmx20cmx20cm queimados a gás natural e vinte amostras de tijolos cerâmicos de oito furos medindo 8cmx18cmx18cm queimados no modo tradicional (forno a lenha) em uma empresa de cerâmica localizada no município de Ielmo Marinho/RN. RESULTADOS E DISCUSSÃO Foi observado que as empresas do Estado do Rio Grande do Norte são formadas por entes familiares. Determinação da planeza das faces – Norma ABNT NBR 7171. 15 a 19 de Novembro de 2006.17º CBECIMat .

pois a mesma trabalha com os dois tipos de combustíveis: lenha e gás natural. e uma maior quantidade de deformações. tanto o gás natural como a lenha apresentou características visuais semelhantes. 15 a 19 de Novembro de 2006. As deformações encontradas tanto na queima a gás natural como a lenha. Tabela I: Comparativo das características visuais dos corpos-de-prova queimados a lenha e a gás natural CARACTERÍSTICAS VISUAIS UNIFORMIDADE DA COR TRINCAS FISSURAS DEFORMAÇÕES COMBUSTÍVEL (%) LENHA 45% 35% 65% 80% GÁS NATURAL 58. apresenta os resultados das características visuais das amostras analisadas. município de Ielmo Marinho-RN.33% 50% 50% 91.17º CBECIMat . PR. são devido a uma não linearidade na queima a lenha.67% Pelos valores obtidos na tabela I. A seguir são descritos os resultados dos ensaios comparativos entre lenha e gás natural. Portando do ponto de vista desses parâmetros. ocorreram devido as operações manuais inadequadas. Foz do Iguaçu. Brasil. 1837 . pois a mesma é realizada sem controle térmico apenas a olho nu pelo funcionário que possui maior tempo na empresa. o gás natural apresentou melhores resultados para os parâmetros de uniformidade da cor. Nesta empresa para a implantação do ramal de gás natural foi realizado um estudo prévio de viabilidade técnico-econômica. Características Visuais A tabela I. As trincas e fissuras encontradas.Congresso Brasileiro de Engenharia e Ciência dos Materiais. Para a realização do fornecimento elaborou-se uma prévia aprovação do projeto pela Potigás. a lenha obteve maior percentual de trincas e fissuras.

PR. é mostrado o comparativo da relação ao desvio ao esquadro nas amostras queimadas a lenha e a gás natural. Tabela III: Comparativo da relação do desvio ao esquadro entre corpos-deprova queimados a lenha e a gás natural NORMA MÉDIA LENHA MÉDIA GÁS NATURAL 3. Brasil.00 193.96 mm De acordo com os resultados da tabela III. Foz do Iguaçu. enquanto o gás natural ultrapassou o valor limite da norma que é de três milímetros.00 193.Congresso Brasileiro de Engenharia e Ciência dos Materiais. Tendo portando a lenha uma melhor característica geométrica que o gás natural.17º CBECIMat . 1838 . Tabela II: Comparativo das características geométricas entre a lenha e o gás natural CARACTERÍSTICAS GEOMÉTRICAS LARGURA (L) ALTURA (H) COMPRIMENTO (C) COMBUSTÍVEL (mm) TOLERÂNCIA 01 TOLERÂNCIA 02 LENHA GÁS NATURAL 89.50 87. enquanto a lenha se encontra dentro do limites de tolerância nas três dimensões (largura.00 Neste ensaio o gás natural se encontrou dentro dos limites da tolerância somente em uma dimensão (largura). devido a não linearidade dos tijolos. Características geométricas A tabela II apresenta os resultados comparativos das características geométricas entre a lenha e o gás natural. Determinação da relação ao esquadro Na tabela III.04 mm 4. pode-se observar que a lenha se encontra dentro do limite da norma.67 189.30 183.00 187. altura e comprimentos).00 187.00 93.20 91. 15 a 19 de Novembro de 2006.00 mm 2.69 187.80 183.

1839 . mostra os resultados do comparativo da absorção d’água entre amostras queimadas a lenha e a gás natural. Verificação da resistência à compressão A tabela VI.17º CBECIMat .71 mm Os valores obtidos acima demonstram que os dois combustíveis atendem o valor estabelecido nessa norma. Tabela IV: Comparativo da planeza das faces entre a lenha e o gás natural NORMA MÉDIA LENHA MÉDIA GAS NATURAL 3.28 % Esses valores apesar de estar um pouco acima do valor da norma (13%). 15 a 19 de Novembro de 2006.14 % 13. é demonstrado o comparativo da planeza das faces entre amostras queimadas a lenha e a gás natural. Determinação da absorção d’água Na tabela V. não apresentaram diferenças significativas entre um tipo e outro de combustível. demonstra a análise comparativa do teste de Resistência à compressão entre tijolos queimados a lenha e a gás natural.00 mm 0. a lenha e o gás natural dentro da norma. Estando então. Determinação da planeza das faces Na tabela IV. Foz do Iguaçu.00 % 13. Brasil.Congresso Brasileiro de Engenharia e Ciência dos Materiais.31 mm 1. PR. Tabela V: Comparativo da absorção d’água entre corpos-de-prova queimados a lenha e a gás natural NORMA MÉDIA LENHA MÉDIA GAS NATURAL 13.

PR. 15 a 19 de Novembro de 2006. etc tem-se aproximadamente os mesmos custos. 1840 .2775/m³ x 2.00 (quatrocentos e oitenta reais) Fornos a gás natural – Tipo Túnel Gasto diário com GN para produção de 16. COMPARATIVO DE CUSTOS ENTRE A LENHA E O GÁS NATURAL Fornos a lenha – Tipo Hoffmann Gasto diário com lenha para produção de 16.000 metros cúbicos/dia R$ 0.000 tijolos Para um consumo de lenha igual a 48 metros cúbicos R$ 10. incluindose no cálculo do forno a lenha. Tabela VI: Comparativo da resistência à compressão dos corpos-de-prova queimados a lenha e a gás natural TIPO A TIPO B MÉDIA LENHA MÉDIA GÁS NATURAL 1. Então.00 x 48 m³ = R$ 480.56 MPa Os resultados mostram que a média dos tijolos queimados a lenha ultrapassaram somente a compressão mínima (tipo A) estabelecida pela norma. com um limite de distância relativamente alto.5 MPa 2. Foz do Iguaçu. limpeza e licença do IBAMA.000 tijolos Para um consumo igual a 2. enquanto o gás natural conseguiu ultrapassar as duas resistências (tipo A e B) estabelecidas pela norma. Isto se deve a um controle melhor da queima no forno a gás.97 MPa 4.5 MPa 1. Brasil.17º CBECIMat . os gastos com mão-de-obra operacional.00 (quinhentos e cinquenta e cinco reais). com isso pode-se observar que a diferença de gasto entre o combustível lenha e o gás natural é de setenta e cinco reais.Congresso Brasileiro de Engenharia e Ciência dos Materiais. Porém. gerando um produto de melhor resistência. abastecimento.000 m³ = R$ 555.

527.50 kcal/kg produto Forno a gás natural – Tipo Túnel Poder calorífico do gás natural: 9.400 kcal/m³ (20º C e 1atm) Consumo de energia por fornada: 2.600 kg produto = 1227.600 kg produto = 559. Brasil.000 tijolos Peso médio do tijolo: 2.243.000 kcal/ 33.20 kcal/kg lenha Consumo médio de lenha para produção de 16.10 kg (após a queima) Peso aproximadamente da carga (tijolo): 16.Congresso Brasileiro de Engenharia e Ciência dos Materiais.600 kg Consumo médio de lenha: 48. observa-se que o consumo energético foi cerca de 55% mais baixo por kg de produto no forno a gás natural.000 m³ Forno a lenha – Tipo Hofmann 1m³ lenha = 340 kg Poder calorífico (médio) da lenha = 2.320 kg lenha Consumo de energia por fornada: 16. PR.243.17º CBECIMat . 1841 . Foz do Iguaçu.527.00 m³ Consumo médio de gás natural: 2. Isso deve se a um melhor controle de combustão (possibilitando uma queima completa).904 kcal/ 33.400 kcal/m³ = 18.52 kcal/kg produto Comparando-se os valores entre os dois tipos de fornos.800.320 kg lenha x 2.20 kcal/kg lenha = 41.000 tijolos: 48.10 = 33.000 m³ x 9.800.0 m³ x 340 kg lenha/m³ = 16.000 kcal gás natural Consumo de energia por kg de produto: 18.000 x 2. 15 a 19 de Novembro de 2006.904 kcal Consumo de energia por kg de produto: 41. ANÁLISE DO GASTO DE ENERGIA EM FORNOS A LENHA E A GÁS NATURAL Dados dos fornos Capacidade média por fornada: 16.

PR. ou queimados demais é muito inferior no forno a gás natural. Foz do Iguaçu. 1842 . devido a uma combustão eficiente e controlada. devido a sua queima inconstante e sem controle. pois se tem a aprovação do projeto do gasoduto Assú-Seridó que irá beneficiar todas as indústrias do vale do Assú e da região do Seridó. COMCLUSÕES A partir desses resultados. atraindo assim. como também uma conseqüente otimização no consumo de gás natural. mas ainda estando longe de atingir o esperado. mal queimados. 15 a 19 de Novembro de 2006. além de causar fonte impacto ambiental na região da caatinga. A exploração do gás natural no Rio Grande do Norte certamente marcou uma nova fase na economia. Mesmo longe estamos em avanço. No gasto energético a lenha obteve um percentual de 45% de desperdício comparando-se ao gás natural. Baseado nisso. Em relação aos gastos com cada tipo de combustível.Congresso Brasileiro de Engenharia e Ciência dos Materiais. é sugerido que as cerâmicas possuam um pequeno laboratório de campo para acompanhamento e análise da argila. estas são devidas às operações manuais quando o produto sai do moldador ainda mole. que podem ajudar no desenvolvimento de processos de conversão de fornos. Apesar do gás natural não ter se sobressaído em relação a lenha foi notória que o desperdício nesse tipo de forno gerando produtos defeituosos. nas características visuais o problema mais encontrado foi nas deformações. conseguiu-se validar um grande número de vantagens da utilização do sistema a gás natural. o que permitirá uma melhor avaliação da curva de queima. novas indústrias bem como desenvolvendo as existentes. Foi observado que nos tijolos queimados a gás natural houve uma melhor uniformidade da cor.17º CBECIMat . Brasil. Com relação aos ensaios laboratoriais foi visto que. foi observado que os dois tipos de combustíveis possuem praticamente os mesmos valores levando-se em consideração todos os processamentos realizados com a lenha.

PR. permitindo na maioria das vezes um melhor produto final. menor investimento em armazenamento. Redução acentuada nos custos de manutenção. Cor do material queimado mais consistente. PONTOS NEGATIVOS DA UTILIZAÇÃO DO GÁS NATURAL Para a implantação do gás natural em vários setores é preciso que existam políticas públicas direcionadas para ampliar a infra-estrutura e o subsídio a setores como o de padarias. 1843 . supermercados. Com isso pode-se destacar os seguintes pontos negativos: Falta de incentivo por parte dos governantes na criação de infraestrutura e apoio financeiro para implantação do gás natural. Melhores condições no controle da queima. o uso pleno do gás natural no estado trará uma melhor qualidade de vida para a população. No caso das cerâmicas tradicionais. Pagamento após consumo.Congresso Brasileiro de Engenharia e Ciência dos Materiais. fazendo com que se gerem mais empregos e distribua melhor a renda. hotéis. Combustível sempre a disposição e com a mesma qualidade. Produto final com maior resistência mecânica. Combustão mais limpa (não emissão de cinzas). restaurantes.17º CBECIMat . shopping centers. Certamente. Menor uso de espaço. Brasil. exige dos governantes municipais e estaduais políticas que apóiem esses setores no sentido de criar infra-estrutura para receber combustível. Foz do Iguaçu. hospitais e outros inúmeros prestadores de serviços essenciais. treinamento de recursos humanos especializado para gás natural. Rápida dispersão em caso de vazamentos (densidade menor que o ar) e Redução da desertificação. como a construção de gasodutos. bem como programas de incentivo permitindo então que o gás natural chegue a se concretizar como um combustível alternativo. VANTAGENS DA UTILIZAÇÃO DO GÁS NATURAL Ressalta-se os seguintes pontos: Redução da mão-de-obra empregada na queima. 15 a 19 de Novembro de 2006.

Falta de fiscalização dos órgãos competentes na parte de segurança nas indústrias convertidas. Porto Alegre: 1999. São Paulo: 2002. FAFÁ. Edmilson Montino dos. SANTOS. Gilson G. SANTOS. Sindicato dos ceramistas (2005): http:/www. Gás natural: combustível do novo milênio. 1844 .br 2.17º CBECIMat . Pode-se concluir então que incentivos adequados por parte dos órgãos responsáveis. MARTINEZ. além de ser economicamente viável estaria reduzindo o impacto ambiental. da.com. dando subsídios para a conversão das cerâmicas tradicionais que utilizam lenha para gás natural. Gás Natural: Estratégias para uma energia nova no Brasil. Não cumprimento das normas por parte dos convertedores. Gerido Dondero. pelo financiamento e cooperação para a realização desta pesquisa. Judas Tadeu da C. Falta de órgãos que capacitem profissionais para o mercado de trabalho do gás natural. Foz do Iguaçu.Congresso Brasileiro de Engenharia e Ciência dos Materiais. dos. Murilo Tadeu Werneck. S. ZAMALOA. pois trabalharia com um combustível limpo.. Estaria também avançando na modernização do setor ceramista. PR. Zanoni T. devido à falta de conhecimento e instrução no assunto e. 4. ao Programa de Pós-Graduação em Ciência e Engenharia dos Materiais – PPGCEM e UnP – Universidade Potiguar do Rio Grande do Norte. Wellington P. SILVA. de. por falta de conhecimento. F. Natal: 2000. NÉRI. José Antonio. Brasil. Conversão de fornos cerâmicos para gás natural: A experiência do CTGás no Rio Grande do Norte. produtos cerâmicos de melhor qualidade e aproveitamento de um recurso natural disponível e mais barato. 15 a 19 de Novembro de 2006. abundante no Estado e ecologicamente correto. 3.ABREU. REFERÊNCIAS 1.sindiceramica. Percy Louzada. AGRADECIMENTOS Ao CNPq. MEDEIROS. através da capacitação de funcionários.

assays. where the following assays had been carried through: visual. the technological innovations had resulted in a diversification of products. and with the processes most rudimentary. trancing through the results a profile of the advantages and disadvantages of each fuel. VIABILITY TECHNIQUE OF CERAMICS CONVERSION OF THE GREAT RIVER OF THE NORTH FOR NATURAL GAS ABSTRACT The segment of red ceramics is considered most traditional of the Brazilian ceramic sector. PR. In recent years. shunting line in relation to esquadro determination of the plan of the faces. characteristic characteristics geometric. Foz do Iguaçu. magnifying of its markets and an innovation of the concepts of the possible use of a new fuel: the natural gas that possesss a versatility and low cost as clean and ecological correct power plant. determination of the water absorption and verification of compressive strength using themselves as references the Brazilian Norms. Brasil.17º CBECIMat . This work presents resulted of the comparison between samples of ceramic bricks with eight burnt punctures the natural gas and samples of bricks eight punctures with burnt dimensions the firewood. natural gas.Congresso Brasileiro de Engenharia e Ciência dos Materiais. 1845 . Key-words: Ceramic brick. 15 a 19 de Novembro de 2006.