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CURSOS ON-LINE – DIREITO CONSTITUCIONAL EM EXERCÍCIOS PROFESSOR VICENTE PAULO AULA Nº 12: CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE – PARTE 2 Continuaremos, hoje, com

os comentários aos exercícios sobre controle de constitucionalidade. 22) (ESAF/PROCURADOR/DF/2004) Com relação ao papel constitucional do recurso extraordinário como instrumento do controle de constitucionalidade, assinale a única proposição incorreta. a) É possível em recurso extraordinário julgado na vigência da Constituição de 1988 declarar a inconstitucionalidade de lei anterior a essa Carta por incompatibilidade material ou formal com a Constituição pretérita. b) Nas causas relativas a direitos subjetivos, a decisão definitiva em recurso extraordinário comunicada ao Senado Federal gera para essa Casa legislativa a faculdade de suspender a execução, no todo ou em parte, de lei declarada inconstitucional pela maioria absoluta dos membros do Supremo Tribunal Federal no julgamento daquele recurso, exceto se essa lei for municipal ou distrital, quando aprovada, neste último caso, pelo Distrito Federal no exercício de competência municipal. c) A decisão definitiva em recurso extraordinário que modifica a conclusão de acórdão proferido por Tribunal de Justiça em ação direta de inconstitucionalidade julgada improcedente pela Corte estadual para julga-la procedente, com a declaração de inconstitucionalidade da lei, no Plenário do Supremo Tribunal Federal, goza de eficácia contra todos (erga omnes), sendo dispensada a sua comunicação ao Senado Federal. d) O Supremo Tribunal Federal poderá atribuir efeito retroativo (ex tunc) às decisões proferidas em recurso extraordinário. e) O Supremo Tribunal Federal poderá atribuir efeito prospectivo (ex nunc) às decisões proferidas em recurso extraordinário. Gabarito: “B” Questão de altíssimo nível! Só acertou quem conhece muito de controle de constitucionalidade! Nem acredito que seja cobrada uma questão desse nível num concurso da área fiscal, mas, na dúvida, vamos lá! O primeiro ponto a chamar a atenção é que o enunciado pede a identificação da assertiva incorreta, e não da correta. A assertiva “A” está correta porque é possível que o STF aprecie, hoje, em recurso extraordinário (controle concreto), a validade de uma lei antiga em confronto com a Constituição de sua época. Vimos em aula pretérita que a validade do direito pré-constitucional pode ser examinada em confronto com a Constituição de sua época, ou em confronto com a Constituição futura. Enfim, a validade de uma lei de www.pontodosconcursos.com.br 1

CURSOS ON-LINE – DIREITO CONSTITUCIONAL EM EXERCÍCIOS PROFESSOR VICENTE PAULO 1980 pode ser examinada pelo Poder Judiciário, hoje, tanto em confronto com a Constituição de sua época (CF/1969), quanto em confronto com a Constituição futura (CF/1988). No confronto com a Constituição de sua época (CF/1969), o Poder Judiciário examinará as compatibilidades material e formal, decidindo pela constitucionalidade ou pela inconstitucionalidade da lei. Esse controle judicial só ocorre na via difusa, diante de casos concretos, podendo a controvérsia chegar ao STF mediante recurso extraordinário. No confronto com a Constituição futura (CF/1988), o Poder Judiciário examinará somente a compatibilidade material, decidindo se a lei foi recepcionada ou se foi revogada pelo novo texto constitucional. Esse controle pode se dar pela via difusa, diante de casos concretos, ou pela via concentrada, diretamente perante o STF, mediante argüição de descumprimento de preceito fundamental. O enunciado está correto porque fala da possibilidade de, hoje, na vigência da CF/88, ser declarada a inconstitucionalidade de uma lei, em recurso extraordinário, por incompatibilidade material ou formal com a CF/69, o que, conforme vimos no penúltimo parágrafo destes comentários, ser plenamente possível. A assertiva “B” está errada. O seu enunciado trata da comunicação ao Senado Federal das decisões definitivas do STF em recurso extraordinário, para o fim de suspensão da execução da lei, nos termos do art. 52, X, da Constituição. A parte inicial do enunciado está perfeita, até o momento em que fala sobre a faculdade de que dispõe o Senado Federal para suspender a execução da lei declarada definitivamente inconstitucional pelo STF em recurso extraordinário. Onde está o erro, então? O erro está na parte final, quando o enunciado afirma que não haverá comunicação ao Senado Federal se a lei declarada inconstitucional pelo STF em recurso extraordinário for municipal ou distrital, neste último caso, aprovada no exercício de competência municipal. Ora, a competência do Senado Federal para suspender a execução de lei declarada definitivamente inconstitucional pelo STF alcança lei federal, estadual, distrital e municipal. Enfim, o Senado Federal também suspende a execução de lei municipal e do Distrito Federal, não importando se aprovada no exercício de competência estadual ou municipal. Quem não admite lei municipal e distrital, neste caso editada no exercício de competência municipal, é a ADIN perante o STF! Portanto, essa assertiva “B” é a que responde ao enunciado da questão, pois nele se requer a identificação da incorreta.

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CURSOS ON-LINE – DIREITO CONSTITUCIONAL EM EXERCÍCIOS PROFESSOR VICENTE PAULO A assertiva “C” está certa porque a decisão do STF em recurso extraordinário interposto contra decisão do TJ em ADIN é dotada de eficácia geral (erga omnes), sendo, por isso, dispensada a sua comunicação do Senado Federal. Vimos em aula pretérita que as decisões do TJ no controle abstrato são, em regra, irrecorríveis frente a outros tribunais do Poder Judiciário. Isso porque o controle abstrato realizado pelo TJ é sempre em face da Constituição Estadual (CF, art. 125, § 2º). Ora, se o controle abstrato é realizado em face da Constituição Estadual, e se o TJ é o órgão máximo da justiça estadual, obviamente a regra é a palavra do TJ ser a última, sem possibilidade de recurso frente a outros tribunais do Poder Judiciário. Entretanto, vimos que há uma situação excepcional na qual caberá recurso extraordinário contra a decisão do TJ no controle abstrato: quando o dispositivo da Constituição Estadual eleito como parâmetro de controle é norma de reprodução obrigatória da Constituição Federal. E daí, como nessa hipótese o recurso extraordinário é utilizado no âmbito do controle abstrato, a decisão do STF nele firmada é dotada de eficácia contra todos (erga omnes), sendo dispensada, por isso, a sua comunicação ao Senado Federal.´ As assertivas “D” e “E” estão certas porque a decisão do STF que declarara a inconstitucionalidade em recurso extraordinário é dotada, em regra, de efeito retroativo (ex tunc). Entretanto, poderá o STF, desde que o faça expressamente, outorgar efeito meramente prospectivo (ex nunc) à sua decisão. Aliás, diga-se de passagem, essa orientação não é válida somente para as decisões que declaram a inconstitucionalidade no controle concreto, em recurso extraordinário. As decisões do controle abstrato também podem ser retroativas (ex tunc) ou meramente prospectivas (ex nunc). Em resumo: as decisões do STF que proclamam a inconstitucionalidade das leis – tanto no controle concreto, quanto no controle abstrato – produzem, em regra, efeitos retroativos (ex tunc); porém, excepcionalmente, poderão produzir efeitos meramente prospectivos (ex nunc). 23) (ESAF/AFRE/RN/2005) Sobre controle de constitucionalidade das leis e dos atos normativos, no direito brasileiro, julgue os itens a seguir e assinale a opção correta. a) O controle concentrado pelo Supremo Tribunal da constitucionalidade de leis federais foi introduzido no ordenamento jurídico brasileiro, em sede de direito constitucional, a partir da Constituição Federal de 1988.

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CURSOS ON-LINE – DIREITO CONSTITUCIONAL EM EXERCÍCIOS PROFESSOR VICENTE PAULO b) A medida cautelar, em sede de ação direta de inconstitucionalidade, tem eficácia erga omnes e, regra geral, será concedida com efeito ex tunc. c) Ao declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo, em sede de ação direta de inconstitucionalidade, poderá o Supremo Tribunal Federal, por maioria qualificada de seus membros, restringir os efeitos daquela declaração ou fixar data para que a declaração tenha eficácia. d) A decisão que julga procedente ou improcedente a ação direta de inconstitucionalidade é irrecorrível, não cabendo contra ela nenhum recurso ou mesmo a propositura de ação rescisória. e) Por ser uma ação objetiva, a declaração de constitucionalidade, em sede de ação declaratória de constitucionalidade, tem eficácia contra todos e efeito vinculante em relação aos Poderes Legislativo e Judiciário e à Administração Pública federal, estadual e municipal. Gabarito: “C” A assertiva “A” está errada porque afirma que o controle concentrado de constitucionalidade de leis federais pelo STF só foi introduzido no Brasil a partir da Constituição de 1988. Na verdade, o controle concentrado de constitucionalidade foi introduzido no Brasil no ano de 1965, com a criação da ADIN, por meio de emenda constitucional à Constituição de 1946 (EC nº 16, de 26/11/1965). Como o histórico do controle de constitucionalidade no Brasil tem sido muito cobrado em recentes concursos, memorize esse breve resumo: I) Constituição de 1824: não consagrava nenhuma espécie de controle de constitucionalidade; II) Constituição de 1891: criou o controle difuso de constitucionalidade, exercido incidentalmente diante de casos concretos; III) Constituição de 1934: manteve o controle difuso e criou a representação interventiva, a reserva de plenário e a competência do Senado Federal para suspender a execução da lei definitivamente declarada inconstitucional pelo STF no controle difuso; IV) Constituição de 1937: significou um retrocesso em termos de controle de constitucionalidade, pois embora tenha mantido o controle difuso de constitucionalidade, criou a possibilidade de o Presidente da República submeter ao reexame do Parlamento a decisão do Poder Judiciário que havia declarado a inconstitucionalidade da lei; com isso, o Legislativo poderia, por deliberação de dois terços dos seus membros, tornar sem efeito a decisão do Poder Judiciário que havia declarado a inconstitucionalidade da lei;

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fazer o quê. que tem sido muito cobrado pela Esaf nos recentes concursos! A assertiva “B” está errada porque a concessão de medida cautelar nas ações do controle abstrato pelo STF produz. § 2º). VII) Constituição de 1988: manteve os controles concreto e abstrato. LXXI) e a ADIN por omissão (art. efeitos prospectivos (ex nunc). I ao IX). 125. 52. § 1º). para fins de intervenção do Estado em Município. I ao IX). exceto no tocante à supressão da possibilidade de controle concentrado nos Estadosmembros e criação da representação interventiva estadual. VIII) Lei nº 9. Pois é. VI) Constituições de 1967/1969: não trouxeram modificações significativas no controle de constitucionalidade. criou a ADECON (art. igualando-a à legitimação em ADIN (art. criou a figura da súmula vinculante para as decisões do STF no controle concreto (art. Procurador-Geral da República e Mesas da Câmara dos Deputados e Senado Federal. § 2º). a competência do Senado Federal para suspender a execução de lei declarada definitivamente inconstitucional pelo STF no controle difuso (art. X) e a necessidade de observância da reserva de plenário para a declaração da inconstitucionalidade pelos tribunais (art. por meio da EC nº 3/1993. I. em 2004. 97). 103. por meio da EC nº 45/2004. desde que o STF o faça www. antes exclusivo do Procurador-Geral da República (art. 102. a ser proposta exclusivamente pelo Procurador-Geral da República perante o STF (EC nº 16. isto é. manteve a possibilidade de controle abstrato nos Estados-membros (art. 103. 5º. de 26/11/1965) e estabeleceu a possibilidade de controle concentrado nos Estadosmembros.pontodosconcursos. de o STF declarar a inconstitucionalidade com efeitos prospectivos (ex nunc) ou com efeitos a partir de outro momento por ele fixado.com.868/1999: ao regular o processo e julgamento da ADIN e ADECON. deixe a preguiça de lado e estude esse histórico. criou a figura da inconstitucionalidade por omissão.br 5 . em regra. criou a ADPF (art. 102.CURSOS ON-LINE – DIREITO CONSTITUCIONAL EM EXERCÍCIOS PROFESSOR VICENTE PAULO V) Constituição de 1946: manteve o controle difuso e criou a ADIN de leis federais e estaduais. 103-A) e ampliou a legitimação ativa da ADECON. estabelecendo duas ações para a sua repressão. se uma informação dessas pode ser a diferença fatal na hora da prova! Então. os efeitos da medida cautelar poderão ser retroativos (ex tunc). em 1993. criou a possibilidade da chamada declaração de inconstitucionalidade pro futuro. eu também concordo que são muitas informações para um pobre cérebro estressado de concursando! Mas. a). o mandado de injunção (art. com legitimação restrita ao Presidente da República. 103. Excepcionalmente. ampliando significativamente a legitimação ativa deste último.

br 6 .pontodosconcursos. Por meio da interposição dos embargos declaratórios. nas esferas federal. § 2º).com. Não há vedação a que o Poder Judiciário proclame a inconstitucionalidade de apenas uma ou algumas palavras do caput de um artigo de lei. a decisão transita em julgado. daí por diante (ex nunc). A vedação constitucional nesse sentido diz respeito ao veto do chefe do Executivo. caso sejam interpostos os embargos declaratórios. nas duas hipóteses.CURSOS ON-LINE – DIREITO CONSTITUCIONAL EM EXERCÍCIOS PROFESSOR VICENTE PAULO expressamente. Temos. o seguinte: proferida a decisão de mérito na ADIN. com o seu julgamento pelo STF. art. julgando uma ação direta de inconstitucionalidade. considerados procedentes ou não. 24) (ESAF/GESTOR/MPOG/2002) O Supremo Tribunal Federal. 25) (ESAF/PROCURADOR/DF/2004) Em virtude de sua subordinação ao princípio da legalidade da administração. a decisão transita em julgado. A assertiva “C” está certa porque. Item CERTO. repita-se. conceder eficácia prospectiva à sua decisão (ex nunc) ou fixar um outro momento para que a sua decisão tenha eficácia. ao declarar a inconstitucionalidade em ADIN. O pedido será dirigido ao Ministro relator. restringir os efeitos da sua decisão. a regra geral é a produção de efeitos prospectivos. parágrafo. nem mesmo ação rescisória. contra ela não cabe mais nenhum outro recurso. desde que por deliberação de dois terços dos seus membros. pede-se ao Ministro Relator da ADIN que esclareça um ponto da decisão do STF considerado obscuro. o chefe do Poder Executivo não www. que só poderá abranger texto integral de artigo. como vimos em aula pretérita. contraditório. poderá o STF. Mas. A assertiva “D” está errada porque contra a decisão do STF em ADIN é cabível uma espécie de recurso: embargos declaratórios. 66. 102. omisso ou duvidoso. A assertiva “E” está errada porque o efeito vinculante das decisões do STF em ADIN e ADECON não alcança o Poder Legislativo. inciso ou alínea (art. com o trânsito em julgado da decisão. então. O prazo para interpor esse tipo de recurso é de cinco dias. estadual e municipal (CF. mas somente os demais órgãos do Poder Judiciário e a Administração Pública direta e indireta. é possível a interposição de embargos declaratórios no prazo de cinco dias. pode declarar inconstitucionais apenas algumas expressões do caput de um artigo de lei. § 2º). caso haja a expiração desse prazo sem a interposição dos embargos declaratórios. que o levará para julgamento na primeira sessão do plenário.

Significa dizer que o chefe do Executivo não precisa. arts. www. Entendendo que a lei é inconstitucional. VI. Também é bom que fique claro que o chefe do Executivo não poderá determinar o afastamento da aplicação de determinada lei se já existe decisão definitiva do Poder Judiciário reconhecendo a sua constitucionalidade. firmará posição sobre a validade ou não da lei. Item ERRADO. federal ou estadual. outras leis de sua autoria. ele poderá baixar um decreto determinando aos seus órgãos e entidades que afastem a sua aplicação e. a parte prejudicada por essa decisão é que poderá recorrer ao Poder Judiciário. Item ERRADO. IV). daí por diante (ex nunc). por serem inconstitucionais. o chefe do Executivo – Presidente da República. declarar a inconstitucionalidade de lei pretérita de sua autoria.CURSOS ON-LINE – DIREITO CONSTITUCIONAL EM EXERCÍCIOS PROFESSOR VICENTE PAULO está autorizado a determinar que seus subordinados deixem de aplicar leis. poderá baixar ato determinando a seus órgãos e entidades subordinados que afastem a sua aplicação. mesmo as que entender flagrantemente inconstitucionais. previamente. Se o chefe do Executivo entende que a lei – federal. recorrer ao Poder Judiciário para afastar a aplicação de uma lei por ele considerada inconstitucional. sob pena de sujeitar-se o respectivo ente federado à intervenção. A parte que se sentir prejudicada com o afastamento da aplicação da lei poderá recorrer ao Poder Judiciário que. o Poder Legislativo não dispõe de competência para. Eventual texto de lei nesse sentido há que ser entendido como mera revogação. 27) (ESAF/FISCAL/PA/2002) Assinale a opção correta. 26) (ESAF/PROCURADOR/DF/2004) O Poder Legislativo está autorizado a aprovar lei em cujos dispositivos se declarem nulas e de nenhuma eficácia. estadual ou municipal – é inconstitucional. mediante lei.pontodosconcursos. Segundo a jurisprudência do STF.com. mantendo ou anulando o decreto suspensivo do chefe do Executivo. então. Se já existir decisão do Poder Judiciário reconhecendo a validade da lei. Veja que a decisão do chefe do Executivo não é definitiva. e 35. da lei pretérita.br 7 . se for o caso. os governadores e prefeitos não poderão negar-lhe aplicação. Segundo a jurisprudência do STF. 34. conforme o caso (CF. Governadores e Prefeitos – não está obrigado a dar aplicação à lei por ele considerada inconstitucional.

com. VIII). O STF não aprecia o direito municipal na ADIN (que só admite como objeto leis e atos normativos federais e estaduais. instauradas nos juízos inferiores. mas também atos do Executivo e do Judiciário podem ser objeto de ADIN perante o STF. essa perda não prejudicará o julgamento da ação. chegam ao Tribunal mediante recurso extraordinário. A assertiva “B” está errada porque somente os partidos políticos com representação no Congresso Nacional poderão propor ADIN perante o STF (art. Não se esqueça de que atualmente o STF também pode declarar a inconstitucionalidade do direito municipal no controle abstrato.pontodosconcursos.CURSOS ON-LINE – DIREITO CONSTITUCIONAL EM EXERCÍCIOS PROFESSOR VICENTE PAULO a) Não somente leis estaduais. d) Lei estadual declarada inconstitucional pelo STF em ação direta de inconstitucionalidade somente perde eficácia depois de revogada por ato da Assembléia Legislativa estadual. A assertiva “C” está errada porque o Supremo Tribunal Federal pode declarar a inconstitucionalidade do direito municipal no controle concreto de constitucionalidade. A assertiva “D” está errada porque o Senado Federal só dispõe de competência para suspender a execução de lei declarada www. b) Todo partido político tem legitimidade constitucional para ajuizar ação direta de inconstitucionalidade perante o STF. 103.br 8 . Vale lembrar que a representação no Congresso Nacional deverá ser comprovada no momento do ajuizamento da ação. quando controvérsias concretas. c) O STF não pode declarar a inconstitucionalidade de lei municipal em sede de controle de constitucionalidade em concreto. e do DF no uso de competência estadual) e ADECON (que só admite como objeto leis e atos normativos federais). mas também certos atos do Executivo e do Judiciário estaduais podem ser objeto de ação direta de inconstitucionalidade perante o Supremo Tribunal Federal. desde que na argüição de descumprimento fundamental – ADPF. Por exemplo: decreto do Governador (desde que não seja regulamentar) e norma regimental do Tribunal de Justiça podem ser objeto de ADIN perante o STF. e) Leis federais e estaduais podem ser objeto de ação declaratória de constitucionalidade perante o Supremo Tribunal Federal. Caso o partido político perca a representação no Congresso Nacional antes do julgamento da ADIN. Gabarito: “A” A assertiva “A” está certa porque não só leis estaduais.

“C” e “E” apresentam as ações típicas do controle abstrato perante o STF. para se levar ao conhecimento do STF controvérsia constitucional concreta instaurada nos tribunais inferiores (art. art. A assertiva “E” está errada porque leis estaduais não podem ser objeto de ADECON perante o STF. § 2º). IX). como tal. há uma hipótese em que o recurso extraordinário é utilizado no controle abstrato perante o STF: quando uma lei municipal ou estadual é impugnada no controle abstrato perante o Tribunal de Justiça em face de dispositivo da Constituição Estadual que é norma de www.CURSOS ON-LINE – DIREITO CONSTITUCIONAL EM EXERCÍCIOS PROFESSOR VICENTE PAULO definitivamente inconstitucional pelo STF no controle concreto (CF. Porém. 102. 103. e todas podem ser propostas por confederação sindical (art. 125. art. 28) (ESAF/PROCURADOR/FORTALEZA/2002) A lei orgânica do Município. mas que exige um bom conhecimento sobre controle de constitucionalidade. 102. por si. A assertiva “A” apresenta o recurso extraordinário. Item ERRADO. não pode ser objeto de representação por inconstitucionalidade perante o Tribunal de Justiça do Estado em que situado o Município. 52.com. O Senado Federal não atua no controle abstrato. 29) (ESAF/PFN/2004) Assinale qual dos instrumentos abaixo não pode ser meio de controle de constitucionalidade em abstrato no Supremo Tribunal Federal: a) Recurso extraordinário b) Ação declaratória de constitucionalidade c) Argüição de descumprimento de preceito fundamental d) Ação rescisória e) Ação direta de inconstitucionalidade proposta por Confederação Sindical Gabarito: “D” Questão aparentemente fácil. Essa ação só admite como objeto leis e atos normativos federais (CF. I.br 9 . a). de eficácia geral (erga omnes). As assertivas “B”. A lei orgânica do Município é norma municipal que deve obediência à Constituição do Estado e. que é o recurso típico do controle concreto. haja vista que neste controle a própria decisão do STF já é dotada. III). X). por ter natureza constitucional. pode ser objeto de ADIN perante o Tribunal de Justiça do Estado em que situado o Município (CF. art.pontodosconcursos.

a declaração de inconstitucionalidade pelo órgão jurisdicional competente depende necessariamente de provocação específica de qualquer das partes ou do Ministério Público. § 2º). 30) (ESAF/PROCURADOR/FORTALEZA/2002) correta. em face da Constituição Estadual (CF. art. art. 102. vir a ser declarada inconstitucional. podemos ter o seguinte: (a) num primeiro momento. um dos legitimados perante o Tribunal de Justiça propõe uma ADIN contra a lei. e perante o STF. Sabe-se que a ação rescisória é uma ação que tem por fim o desfazimento de uma decisão judicial transitada em julgado. e) A declaração. porque não cabe ação rescisória contra as decisões do STF no controle abstrato. Entretanto. produz eficácia contra todos e efeito vinculante para os demais órgãos do Judiciário Estadual. não cabe ação rescisória contra as decisões do STF no controle abstrato. I. a mesma lei pode. 125. da inconstitucionalidade de uma lei municipal em face da Constituição Estadual. mais tarde.pontodosconcursos.br 10 . Logo. www.com. c) Órgãos jurisdicionais de primeiro grau não têm legitimidade para exercer o controle incidental de constitucionalidade de leis e atos normativos. declarou constitucional certa lei estadual. d) No controle incidental. no exercício do controle incidental. situação em que será cabível recurso extraordinário contra a decisão do Tribunal de Justiça. A assertiva “B” está certa porque uma lei estadual pode ser objeto de ADIN perante o Tribunal de Justiça. pelo Supremo Tribunal Federal. 125. em controle abstrato.CURSOS ON-LINE – DIREITO CONSTITUCIONAL EM EXERCÍCIOS PROFESSOR VICENTE PAULO reprodução obrigatória da Constituição Federal. b) Mesmo já tendo transitado em julgado a decisão do Tribunal de Justiça que. A assertiva “D” é a que responde a questão. em face da Constituição Federal (CF. Assinale a assertiva a) O Tribunal de Justiça é competente para efetuar o controle abstrato de constitucionalidade de lei municipal em face da Constituição Federal. Gabarito: “B” A assertiva “A” está errada porque os tribunais de justiça somente dispõem de competência para realizar controle abstrato de normas estaduais e municipais em face da Constituição Estadual (CF. § 2º). a). pelo Tribunal de Justiça. em ação direta de inconstitucionalidade. art.

Evidentemente. declarar a inconstitucionalidade da lei. nos casos concretos submetidos à sua apreciação. A assertiva “E” está errada porque a decisão do Poder Judiciário que reconhece incidentalmente a inconstitucionalidade das leis (controle concreto) produz eficácia somente para as partes do processo (inter partes). Sabe-se que a ação civil pública é ação quem tem o Ministério Público como principal legitimado.CURSOS ON-LINE – DIREITO CONSTITUCIONAL EM EXERCÍCIOS PROFESSOR VICENTE PAULO e esse tribunal declarara a sua constitucionalidade em face da Constituição Estadual. para a proteção do patrimônio público e www. o juiz poderá. Gabarito: “D” A assertiva “A” está errada porque é possível a declaração de inconstitucionalidade das leis e atos normativos em ação civil pública. de ofício. distritais ou municipais. b) Uma emenda à Constituição Federal não pode ser objeto de ação direta de inconstitucionalidade. (b) ulteriormente. a) Não é possível a declaração de inconstitucionalidade de lei em sede de ação civil pública. objeto da ação. 31) (ESAF/PROCURADOR/FORTALEZA/2002) Assinale a opção correta. A assertiva “D” está errada porque no controle incidental. seja qual for o juízo ou tribunal prolator dessa decisão.com. em casos concretos submetidos à apreciação do Poder Judiciário.pontodosconcursos. sejam esses atos federais. c) Qualquer lei federal pode ser argüida de inconstitucional em sede de ação direta de inconstitucionalidade perante o STF. 103 da Constituição Federal propõe uma ADIN perante o STF contra a mesma lei. desde que incidentalmente. a declaração da inconstitucionalidade da lei não depende necessariamente de provocação. que é dotada de eficácia geral (erga omnes) e retira a lei do ordenamento jurídico. e) Uma súmula de jurisprudência de tribunal superior pode ser objeto de ação direta de inconstitucionalidade no STF. afastando a sua aplicação ao caso concreto. um dos legitimados do art. nessa situação prevalecerá a decisão do STF. A assertiva “C” está errada porque os juízos de primeiro grau têm competência para exercer controle de constitucionalidade das leis. d) O julgamento de mérito dando pela improcedência da ação direta de inconstitucionalidade equivale a uma declaração de constitucionalidade da lei. estaduais. Ainda que não haja provocação das partes ou do Ministério Público.br 11 . e este tribunal declara a sua inconstitucionalidade em face da Constituição Federal.

Assim. art. Assim. não é qualquer lei federal que pode ser impugnada em ADIN perante o STF. Por que? Porque leis federais pré-constitucionais. III). proclamar-se-á a inconstitucionalidade da lei. 60 da Constituição Federal. Em resumo: (a) a ação civil pública pode ser utilizada como meio de controle de constitucionalidade das leis. Por que não? Porque segundo a jurisprudência do STF. por suposta ofensa ao regramento e limitações estabelecidos no art. pois isso representaria usurpação da competência do STF pelos juízos e tribunais inferiores.pontodosconcursos. quanto na improcedência. diante de um caso concreto submetido à apreciação do Poder Judiciário. O que a jurisprudência do STF não admite é a utilização da ação civil pública como sucedâneo da ADIN. do meio ambiente e de outros interesses difusos e coletivos (CF. as súmulas não possuem conteúdo normativo. tanto na procedência. A assertiva “B” está errada porque emenda à Constituição Federal pode ser objeto de ADIN perante o STF. pois isso implicaria usurpação da competência do STF para realizar o controle de constitucionalidade abstrato. Nada impede seja realizado o controle de constitucionalidade difuso em ação civil pública. www. isto é. se a ADIN é julgada procedente. A assertiva “E” está errada porque as súmulas dos tribunais não podem ser objeto de ADIN perante o STF. proclamar-se-á a constitucionalidade da lei. o que não se admite é a obtenção de eficácia erga omnes nas declarações de inconstitucionalidade em ação civil pública. pois a ADIN é ação de natureza dúplice ou ambivalente. com eficácia restrita à controvérsia submetida à apreciação do Poder Judiciário. 129. ou que não possuam conteúdo normativo. (b) o que não se admite é a utilização da ação civil pública como sucedâneo da ADIN. visando à anulação de uma licitação pública realizada com base nessa lei. se a ADIN for julgada improcedente. com eficácia erga omnes. cuja decisão produz eficácia nos dois sentidos.CURSOS ON-LINE – DIREITO CONSTITUCIONAL EM EXERCÍCIOS PROFESSOR VICENTE PAULO social. possua conteúdo normativo e esteja em vigor. ou do DF no desempenho de atribuição estadual) tenha sido editada na vigência da Constituição Federal de 1988. Por exemplo: poderá ser declarada a inconstitucionalidade de uma lei em uma ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público na defesa do patrimônio público. A assertiva “C” está errada porque não é toda lei federal que pode ser impugnada em ADIN perante o STF. ou que tenham sido revogadas não podem ser objeto de ADIN perante o STF.br 12 . desde que no controle difuso. Logo. A assertiva “D” está certa.com. É necessário que a lei federal (ou estadual. de forma a outorgar eficácia geral (erga omnes) à decisão.

assinale a opção em que se formula afirmação incorreta. V).br 13 . art.CURSOS ON-LINE – DIREITO CONSTITUCIONAL EM EXERCÍCIOS PROFESSOR VICENTE PAULO não possuem força obrigatória.com. a decisão do STF em ADECON é dotada de efeito vinculante relativamente aos demais órgãos do Poder Judiciário e à Administração Pública direta e indireta nas esferas federal. c) Nenhum outro tribunal no país poderá declarar a inconstitucionalidade da mesma lei.pontodosconcursos. mas sim a sua inconveniência ou inoportunidade. a). A assertiva “C” está certa porque se a ADECON foi julgada procedente significa que a lei foi declarada constitucional. 32) (ESAF/PROCURADOR/FORTALEZA/ADAPTADA) Suponha que o Supremo Tribunal Federal tenha julgado. como se sabe. a revogação de uma norma não tem por pressuposto a sua invalidade. I. Como se sabe. que tinha por objeto uma certa lei. b) A ação pode ter sido proposta por governador de Estado. procedente uma ação declaratória de constitucionalidade. 103-A da Constituição). 103. as súmulas dos tribunais do Poder Judiciário não são dotadas de força obrigatória (vinculante). Gabarito: “E” A assertiva “A” está certa porque a ADECON só admite como objeto leis e atos normativos federais (CF. A assertiva “D” está certa porque não cabe ação rescisória contra as decisões do STF no controle abstrato. A partir desses dados. d) Não será possível a propositura de ação rescisória contra tal julgado. certamente a lei não era municipal. na forma do art. mas tão-somente de caráter informativo (o único tribunal do país que dispõe de competência para a aprovação de súmula vinculante é o próprio STF. www. estadual e municipal (CF. no mérito. A assertiva “B” está certa porque o Governador de Estado é legitimado para a propositura de todas as ações do controle abstrato (CF. art. a) A lei. 102. 102. A assertiva “E” está errada porque o fato de o STF declarar a constitucionalidade de uma lei não significa que essa lei não possa ser ulteriormente revogada pelo Poder Legislativo que a editou. haja vista que o pedido nessa ação é a declaração da constitucionalidade da norma. objeto da ação. Como se sabe. art. e) Essa lei não poderá ser revogada por lei posterior de mesma hierarquia. não era municipal. E. § 2º). Portanto.

O Senado Federal só suspende a execução de lei declarada inconstitucional definitivamente pelo STF no controle concreto (CF. neste último caso quando editadas no desempenho de atribuição estadual (CF. 102. ação direta de inconstitucionalidade contra lei estadual. em princípio.br 14 . apenas. a). mas não pode ajuizar uma ação declaratória de constitucionalidade perante o mesmo tribunal tendo por objeto a mesma lei.com.pontodosconcursos. A assertiva “C” está errada porque a decisão do STF em ADIN é dotada. assinale a opção correta. mas somente leis federais. X).CURSOS ON-LINE – DIREITO CONSTITUCIONAL EM EXERCÍCIOS PROFESSOR VICENTE PAULO 33) (ESAF/TCE/RN/2000) A respeito do controle de constitucionalidade de atos normativos. A assertiva “B” está errada porque o Presidente da República pode impugnar lei estadual em ADIN perante o STF. de comprovar pertinência temática. 52. perante o Supremo Tribunal Federal. por si só. A assertiva “E” está certa porque o Governador pode propor ADIN contra lei estadual perante o STF. haja vista ser ele legitimado especial. ajuizar. estaduais e federais podem ser objeto de ação direta de inconstitucionalidade perante o Supremo Tribunal Federal. sequer. a) O Presidente do Tribunal de Contas da União tem legitimidade ativa para propor ação direta de inconstitucionalidade perante o Supremo Tribunal Federal contra leis que afetem a competência constitucionalmente estabelecida da Corte de Contas. Os legitimados estão enumerados taxativamente no art. Gabarito: “E” A assertiva “A” está errada porque o Presidente do Tribunal de Contas da União não é legitimado para propor ADIN perante o STF. a comprovação www. atacando lei estadual. exigindo-se. de eficácia contra todos (erga omnes). art. d) Leis municipais. I. 103. b) O Presidente da República não pode propor ação direta de inconstitucionalidade perante o Supremo Tribunal Federal. art. da Constituição Federal. A assertiva “D” está errada porque leis municipais não podem ser objeto de ADIN perante o STF. sem necessidade. e) Um Governador de Estado pode. c) A decisão que proclama a invalidade de uma lei federal em sede de ação direta de inconstitucionalidade somente produz efeitos erga omnes (para todos) depois de suspensa a mesma lei pelo Senado Federal. estaduais ou do DF. I ao IX.

que será admitida se a Corte entender relevante a discussão para a ordem jurídica em geral. no caso de impugnação de lei de outro Estado (CF. c) A argüição de descumprimento de preceito fundamental somente pode ser ajuizada na hipótese em que. art. nas esferas federal. e) Somente pode ser objeto de ação declaratória de constitucionalidade perante o STF lei ou ato normativo federal ou estadual. Então. haja vista que esta ação só admite como objeto leis e atos normativos federais (CF. quem não é alcançado pelo efeito vinculante das decisões do STF? Resposta: o próprio STF (que. em tese. V). a). Gabarito: “A” A assertiva “A” está certa porque o efeito vinculante das decisões do STF não alcança o Poder Legislativo. § 2º). art. Entretanto. O efeito vinculante alcança somente os demais órgãos do Poder Judiciário e a Administração Pública direta e indireta. estadual ou municipal. jamais ato normativo municipal.br 15 . dada a natureza subsidiária da ação. poderá mudar de orientação no futuro) e o Poder Legislativo (que. incluídos os anteriores à Constituição Federal de 1988. estadual e municipal (CF. sendo imprópria para questionar atos municipais. 103. não caiba mandado de segurança. I. em tese. b) A argüição de descumprimento de preceito fundamental somente pode ser empregada para questionar atos federais ou estaduais. d) Todo indivíduo que tenha um direito previsto em preceito fundamental da Constituição violado por ato de poder público. mesmo depois do trânsito em julgado da decisão da Suprema Corte. 102. 102. www. a) A decisão de invalidade de uma lei. no tocante ao desempenho de sua função legislativa. contra o ato lesivo. não poderá o Governador propor ADECON contra a mesma lei estadual.com.CURSOS ON-LINE – DIREITO CONSTITUCIONAL EM EXERCÍCIOS PROFESSOR VICENTE PAULO de pertinência temática. poderá ulteriormente editar lei de conteúdo idêntico à que foi declarada inconstitucional pelo STF). 34) (ESAF/PFN/2004) Assinale a opção correta. não impede que o Congresso Nacional edite outra lei idêntica. A assertiva “B” está errada porque a ADPF poderá ser proposta quando for relevante o fundamento da controvérsia constitucional sobre lei ou ato normativo federal. Cuidado! Vale lembrar que o efeito vinculante não alcança também o próprio STF.pontodosconcursos. proferida em ação direta de inconstitucionalidade pelo Supremo Tribunal Federal. tem legitimidade para propor a argüição de descumprimento de preceito fundamental perante o Supremo Tribunal Federal. art.

não será admitida ADPF. 103. pois se trata de novíssima mudança na jurisprudência do STF.CURSOS ON-LINE – DIREITO CONSTITUCIONAL EM EXERCÍCIOS PROFESSOR VICENTE PAULO Cuidado! Este ponto tem sido muito cobrado em concurso: o fato de a ADPF admitir como objeto leis e atos normativos federais.com. ADIN por omissão e ADECON. capaz de sanar a lesividade.pontodosconcursos. Portanto. abstrata ou concreta. mas também as ações do controle concreto. A assertiva “C” está errada porque o entendimento atual do STF é no sentido de que o cabimento de mandado de segurança não impede a propositura de ADPF para o mesmo fim. o entendimento acima exposto não prevalece mais hoje no Tribunal. o caráter de subsidiariedade diz respeito somente às demais ações do controle abstrato. Vamos entender bem essa nova orientação do STF. Esse caráter de subsidiariedade está previsto na própria lei. por ação popular etc. não seria cabível ADPF enquanto houvesse qualquer outra ação. www. inclusive pré-constitucionais. Com fundamento nessa jurisprudência inicial.não impede a propositura de ADPF. art. ação popular etc. § 1º). subsidiária. é ação de natureza supletiva. I ao IX. O último entendimento do STF é de que a expressão “qualquer outro meio” deve ser entendida como alcançando somente as ações do controle abstrato. Inicialmente. Significa dizer que a existência de ação concreta capaz de sanar a lesividade – mandado de segurança. . editados em data anterior à promulgação da Constituição Federal de 1988. a saber: ADIN.882/1999. nos parágrafos seguintes. mas essa prerrogativa foi vetada pelo Presidente da República. Cuidado! Valorize esse ponto. coisa que as bancas examinadoras gostam de cobrar em prova! A assertiva “D” está errada porque a ADPF não pode ser proposta por qualquer indivíduo. o STF deixou de conhecer várias ADPF propostas por entender que a lesão poderia ser reparada por mandado de segurança. houve mudança na jurisprudência do STF. A ADPF. Entretanto.br 16 . De fato. nestes termos: “Não será admitida argüição de descumprimento de preceito fundamental quando houver qualquer outro meio eficaz de sanar a lesividade” (Lei nº 9. Enfim. se a lesão puder ser sanada por uma dessas ações abstratas. da Constituição. o projeto de lei aprovado pelo Legislativo outorgava legitimação a qualquer cidadão para a propositura da ADPF perante o STF. de fato. estaduais e municipais. isto é. mas somente pelos legitimados do art. a jurisprudência do STF firmou-se no sentido de que esse “qualquer outro meio” englobava não só as ações do controle abstrato. Assim. 4º.

com. desde que comprove que o ato normativo federal tem repercussão nos interesses do Estado que ele representa. mediante ADECON (leis e atos normativos federais). para aferição de leis e atos normativos estaduais e municipais. d) A lei que houver sido editada antes de 1988. será uma vergonha nacional você fazer confusão e errar o objeto das diferentes ações do controle abstrato. os Estados poderão também instituir as outras ações do controle abstrato). isto é. ADIN por omissão (omissões federais e estaduais. www.pontodosconcursos. pelo Supremo Tribunal Federal. ação direta de b) Em matéria tributária de interesse nacional. a) Governador de Estado não pode ajuizar inconstitucionalidade contra ato normativo federal. o controle abstrato é sempre em face da Constituição Estadual. ou do DF. Para você não pagar esse mico. 35) (ESAF/PFN/2004) Assinale a assertiva correta. vamos fazer uma última revisão: i) no STF. desde que comprove pertinência temática (haja vista ser ele legitimado especial). em relação ao desempenho de atribuição estadual) e ADPF (leis e atos normativos federais. o controle abstrato é sempre em face da Constituição Federal. Olha. estaduais e municipais. perante o Supremo Tribunal Federal. o Procurador-Geral da Fazenda Nacional tem legitimidade para propor argüição de descumprimento de preceito fundamental. e) Nenhuma associação de classe que tenha entre os seus membros outras associações possui legitimidade para propor ação direta de inconstitucionalidade perante o Supremo Tribunal Federal. ADIN (leis e atos normativos federais e estaduais. no desempenho de atribuição estadual). a).CURSOS ON-LINE – DIREITO CONSTITUCIONAL EM EXERCÍCIOS PROFESSOR VICENTE PAULO A assertiva “E” está errada porque a ADECON só admite como objeto leis e atos normativos federais (CF. não é objeto passível de controle abstrato no âmbito do Supremo Tribunal Federal. c) A suspensão liminar da eficácia de lei ou de ato normativo. ii) no TJ. I.br 17 . em ação direta de inconstitucionalidade. art. mediante as ações abstratas que o Estado instituir (embora só exista autorização expressa para a instituição de ADIN. ou do DF. acarreta a suspensão dos julgamentos que envolvam a aplicação da disposição que teve sua vigência suspensa. 102. inclusive anteriores à Constituição Federal de 1988). Gabarito: “C” A assertiva “A” está errada porque o Governador de Estado pode ajuizar ADIN perante o STF contra ato normativo federal.

Entretanto. estadual e municipal. Em resumo. e o entendimento atual é de que elas também podem propor as ações do www. III) em regra. pois elas são muito cobradas! A assertiva “D” está errada porque o direito pré-constitucional (editado na vigência de Constituições pretéritas) pode ser objeto de controle abstrato perante o STF.br 18 . IV) suspende a eficácia da norma impugnada até o julgamento do mérito da ação. VI) torna aplicável a legislação anterior acaso manifestação expressa do STF em sentido contrário. estadual e municipal. Os legitimados para a propositura de todas as ações abstratas perante o STF estão enumerados taxativamente no art. nas esferas federal. V) suspende o julgamento de todos os processos que envolvam a aplicação da norma até o julgamento do mérito da ação. existente.com. Essas associações – que têm como membros outras pessoas jurídicas – são chamadas pelo STF de “associações de associações”. A assertiva “E” está errada porque as associações de classe que têm como membros outras associações possuem legitimidade para propor ADIN perante o STF. A jurisprudência do STF era no sentido de que as “associações de associações” não possuíam legitimidade para instaurar o controle abstrato.pontodosconcursos.CURSOS ON-LINE – DIREITO CONSTITUCIONAL EM EXERCÍCIOS PROFESSOR VICENTE PAULO A assertiva “B” está errada porque o Procurador-Geral da Fazenda Nacional não é legitimado para propor nenhuma ação do controle abstrato perante o STF. 103. da Constituição. salvo Cuidado! Leve para a prova. I ao IX. desde que em argüição de descumprimento de preceito fundamental – ADPF. a medida cautelar produz efeitos ex nunc (daí por diante). são os seguintes os efeitos da concessão de medida cautelar em ADIN: I) eficácia erga omnes. II) efeito vinculante relativamente aos demais órgãos do Poder Judiciário e à Administração Pública direta e indireta. desde que o STF o faça expressamente. na ponta da língua. nas esferas federal. essa jurisprudência foi modificada. mas poderão ser concedidos efeitos ex tunc (retroativos). essas cinco informações sobre a concessão de medida cautelar. A assertiva “C” está certa porque a concessão de medida liminar (medida cautelar) em ADIN pelo STF produz eficácia contra todos (erga omnes) e efeito vinculante relativamente aos demais órgãos do Poder Judiciário e à Administração Pública direta e indireta.

declarada a nulidade de uma lei numa ação direta de inconstitucionalidade. art. art. repita-se. por si sós. A assertiva “B” está errada porque as decisões do STF no controle abstrato produzem. outorgar eficácia ex nunc à sua decisão. o diploma deixa de produzir efeitos a partir da data do julgamento da ação. 103. excepcionalmente. trata-se de medida excepcional. poderá o STF. com fundamento no art. a decisão em ADIN produz efeitos retroativos. É verdade que.CURSOS ON-LINE – DIREITO CONSTITUCIONAL EM EXERCÍCIOS PROFESSOR VICENTE PAULO controle abstrato perante o STF. d) No exame de constitucionalidade de uma lei. 36) (ESAF/AFRF/2000) A respeito do controle constitucionalidade de atos normativos é correto afirmar: abstrato de a) Os Tribunais de Justiça dos Estados têm legitimidade para declarar. por razões de segurança jurídica ou diante de relevante interesse social. Gabarito: “E” A assertiva “A” está errada porque os tribunais de justiça só dispõem de competência para realizar controle abstrato de leis e atos normativos estaduais e municipais em face da Constituição Estadual (CF. A regra continua sendo a decisão produzir efeitos retroativos (ex tunc). não é dado ao Supremo Tribunal Federal formular juízo sobre a razoabilidade do diploma. somente produz efeitos para todos depois de suspensa a execução do diploma legal pelo Senado Federal. em regra. eficácia contra todos (erga omnes). em sede de ação direta de inconstitucionalidade.com. IX. Cabe a ele suspender a execução de lei declarada definitivamente inconstitucional pelo STF no controle concreto (CF.br 19 . 52. c) Como regra geral. b) A declaração de inconstitucionalidade de uma lei federal pelo STF. da Constituição. por meio do controle abstrato. § 2º). X). A assertiva “C” está errada porque. a nulidade de leis e atos normativos estaduais e municipais. retirando a lei do ordenamento jurídico desde o seu nascimento (ex tunc). Mas.pontodosconcursos. ou mesmo fixar outro momento para o início da eficácia da sua decisão. por afronta à Constituição Federal. desde que por decisão de dois terços dos seus membros. www. 125. e) A decisão de mérito do Supremo Tribunal Federal julgando improcedente uma ação direta de inconstitucionalidade equivale a declarar constitucional o ato impugnado. O Senado Federal não atua no controle abstrato.

Qual a relevância do princípio da razoabilidade no controle de constitucionalidade das leis? Bem. (b) adequação e (c) medida certa (proporcionalidade estrita). Logo. devendo ser declarada inconstitucional pelo Poder Judiciário. Gabarito: “A” pode declarar a inconstitucionalidade de leis www. por via de ação direta de inconstitucionalidade. tida como inválida apenas a partir do julgamento. d) A declaração de inconstitucionalidade num recurso extraordinário produz sempre os mesmos efeitos da declaração de inconstitucionalidade em ação direta de inconstitucionalidade.com. proclama-se a constitucionalidade da norma impugnada. exigindo das leis restritivas de direito a observância dos requisitos (a) necessidade. quanto na improcedência. c) A lei declarada inconstitucional pelo STF em ação direta de inconstitucionalidade é. o princípio da razoabilidade (ou da proporcionalidade) atua como limite à imposição de restrição a direito constitucional. a) A lei declarada inconstitucional em ação direta de inconstitucionalidade não precisa ser suspensa pelo Senado Federal para produzir efeitos contra todos (efeitos erga omnes). A assertiva “E” está certa porque a ADIN é ação de natureza dúplice ou ambivalente. proclama-se a inconstitucionalidade da norma impugnada. para o fim de declarar a inconstitucionalidade daquelas desarrazoadas. (ii) quando a ADIN é julgada improcedente. cuja decisão produz eficácia jurídica tanto na procedência.br 20 . e) O STF somente federais. isto é. em princípio. temos o seguinte: (i) quando a ADIN é julgada procedente. Significa dizer que se a lei restritiva de direito desatender a um desses requisitos. Significa dizer que na realização do controle de constitucionalidade o Poder Judiciário examina sim a razoabilidade das leis.pontodosconcursos. assinale a opção correta. b) Qualquer cidadão brasileiro pode provocar o STF a declarar a inconstitucionalidade de uma lei.CURSOS ON-LINE – DIREITO CONSTITUCIONAL EM EXERCÍCIOS PROFESSOR VICENTE PAULO A assertiva “D” está errada porque o princípio da razoabilidade é parâmetro para a declaração da inconstitucionalidade das leis pelo Supremo Tribunal Federal. 37) (ESAF/MPOG/GESTOR/2000) A respeito do controle de constitucionalidade das leis pelo Supremo Tribunal Federal . será ela desarrazoada.STF.

A assertiva “B” está errada porque somente os legitimados pela Constituição Federal (CF. 52. sempre com a eficácia da decisão restrita às partes do processo (eficácia inter partes). A assertiva “E” está errada porque o STF pode declarar a inconstitucionalidade de leis federais. eficácia contra todos (erga omnes). o recurso extraordinário é utilizado na via difusa. O Senado Federal não atua no controle abstrato. 103. não é qualquer brasileiro que pode provocar o STF para declarar a inconstitucionalidade de uma lei no controle abstrato. Cuidado! Vale lembrar que existe uma hipótese em que a decisão do STF em recurso extraordinário é dotada de eficácia erga omnes: no recurso extraordinário contra decisão do Tribunal de Justiça no controle abstrato. Portanto. (2) em ADIN o STF aprecia a constitucionalidade de normas federais. distritais e municipais. A assertiva “D” está errada porque a declaração da inconstitucionalidade em recurso extraordinário somente produz efeitos para as partes do processo (eficácia inter partes). Mas. X).br 21 . sem necessidade de suspensão da execução da lei pelo Senado Federal. por si.CURSOS ON-LINE – DIREITO CONSTITUCIONAL EM EXERCÍCIOS PROFESSOR VICENTE PAULO A assertiva “A” está certa porque a decisão do STF em ADIN produz. art. I ao IX) podem dar início ao controle abstrato perante o STF. art. suspendendo a execução das leis declaradas definitivamente inconstitucionais pelo STF na via difusa (CF. distritais e municipais. ao passo que a decisão em ação direta de inconstitucionalidade produz eficácia geral (contra todos). quando a lei municipal ou estadual é impugnada perante o Tribunal de Justiça em face de dispositivo da Constituição Estadual que é norma de reprodução obrigatória da Constituição Federal. ressalvada essa situação excepcional. A assertiva “C” está errada porque. em regra. a lei declarada inconstitucional pelo STF em ADIN é tida como inválida desde o seu nascimento. www. retroativamente (ex tunc). neste caso desde que expedidas no exercício de atribuições estadual. em casos concretos submetidos à apreciação do Poder Judiciário. estaduais. Vejamos a competência do STF para examinar a validade das leis nas diferentes ações do controle de constitucionalidade: (1) em ADECON o STF só aprecia a constitucionalidade de normas federais. estaduais. e não somente a partir da data do julgamento (ex nunc).com. mas somente no controle concreto.pontodosconcursos. (3) em ADPF o STF aprecia a constitucionalidade de normas federais. estaduais ou do DF.

ao decidir questão de inconstitucionalidade por meio do controle de constitucionalidade em tese. 52. c) Uma lei de um Município. d) A decisão do Supremo Tribunal Federal numa ação declaratória de constitucionalidade somente produz eficácia contra todos e efeito vinculante. § 2º). art. entretanto. mesmo que claramente contrária à Constituição Federal. e) Um tribunal de justiça estadual inconstitucionalidade de uma lei federal. a). produzir também efeitos contra todos (erga omnes). 102.CURSOS ON-LINE – DIREITO CONSTITUCIONAL EM EXERCÍCIOS PROFESSOR VICENTE PAULO (4) nas ações do controle concreto. estaduais. quando julgada procedente no seu mérito. assinale a opção correta. haja vista que o Senado Federal só suspende a execução das leis declaradas definitivamente inconstitucionais no controle concreto (CF. pois essa ação só admite como objeto leis e atos normativos federais (CF. 125. não pode declarar a www. I. 38) (ESAF/AFC/STN/2000) Sobre o controle de constitucionalidade no Brasil.br 22 .com. art. podendo. Não há participação do Senado Federal nesse controle. I ao IX). produz efeitos apenas entre as partes. art. 103. Ademais. a) O controle abstrato de constitucionalidade é realizado no Brasil apenas pelo Supremo Tribunal Federal. não é qualquer cidadão que pode provocar o STF para dar início ao controle abstrato. o STF aprecia a constitucionalidade de normas federais. mediante a provocação de cidadão que tenha um direito fundamental seu violado pelos poderes públicos. mas somente os legitimados pela Constituição (CF.pontodosconcursos. Gabarito: “C” A assertiva “A” está errada porque o controle de constitucionalidade abstrato não é realizado apenas pelo Supremo Tribunal Federal. não pode ser declarada inválida pelo Supremo Tribunal Federal numa ação direta de inconstitucionalidade. b) A decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal. haja vista que os tribunais de justiça também realizam controle abstrato de normas estaduais e municipais em face da Constituição Estadual (CF. se a lei invalidada vier a ser suspensa pelo Senado Federal. art. A assertiva “B” está errada porque a decisão que declara a inconstitucionalidade em tese (controle abstrato) produz eficácia geral (erga omnes) por si só. X). distritais e municipais Atenção! A única ação em que o STF somente pode declarar a inconstitucionalidade de normas federais é a ação declaratória de constitucionalidade – ADECON.

§ 2º). a decisão nela proferida produz eficácia jurídica tanto na procedência. Uma certa lei parece afrontar esse mesmo dispositivo. art. Os tribunais de justiça só não têm competência para declarar a inconstitucionalidade de leis e atos normativos federais no controle abstrato. e se tiver sido objeto tanto de ação direta de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal como de www. A assertiva “D” está errada porque a ação declaratória de constitucionalidade – ADECON é ação de natureza dúplice ou ambivalente. 125. 102. desde que diante de casos concretos. art. Vale lembrar que o direito municipal pode ser objeto de ADIN perante o Tribunal de Justiça. estadual e municipal (CF. isto é. ou no controle abstrato por meio de argüição de descumprimento de preceito fundamental – ADPF. A partir desses dados. não poderá ser objeto de controle abstrato de constitucionalidade perante o Tribunal de Justiça. art. será declarada a inconstitucionalidade da norma. art. em face da Constituição Estadual (CF. b) Se a lei suspeita for municipal. mas apenas perante o Supremo Tribunal Federal. § 2º). 102. 125. somente poderá ser objeto de ação direta de inconstitucionalidade perante o Supremo Tribunal Federal. § 2º). 39) (ESAF/PROCURADOR/FORTALEZA/2002) Suponha que um dispositivo de uma Constituição Estadual reproduza. temos o seguinte: (i) se a ADECON for julgada procedente.br 23 . pois leis e atos normativos municipais não podem ser objeto de ADIN perante o STF.CURSOS ON-LINE – DIREITO CONSTITUCIONAL EM EXERCÍCIOS PROFESSOR VICENTE PAULO A assertiva “C” está certa.com. haja vista que essa ação só admite a aferição de leis e atos normativos federais. será declarada a constitucionalidade da norma. nas esferas federal. a decisão do STF será dotada de eficácia contra todos (erga omnes) e efeito vinculante relativamente aos demais órgãos do Poder Judiciário e à Administração Pública Federal direta e indireta. Num ou noutro sentido. a) Se a lei suspeita for estadual. haja vista que o objeto deste só poderá ser leis e atos normativos estaduais e municipais (CF. a). quanto na improcedência do pedido. estaduais ou do Distrito Federal. literalmente. Assim. assinale a opção correta. A assertiva “E” está errada porque os tribunais de justiça têm competência para declarar a inconstitucionalidade de leis e atos normativos federais. na via difusa. um outro dispositivo da Constituição Federal. neste último caso se editados no uso de competência estadual (CF. c) Se a lei suspeita for estadual. I. O STF só aprecia a validade do direito municipal no controle concreto de constitucionalidade. comum às duas constituições.pontodosconcursos. (ii) se a ADECON for julgada improcedente.

A assertiva “D” está errada porque se a lei estadual for julgada inconstitucional em ADIN pelo TJ.br 24 . § 2º). art. pelo Tribunal de Justiça. haverá a conexão e o Supremo Tribunal Federal deverá julgar ambas as ações. haja vista que essa ação só admite a aferição de leis e atos normativos federais. em face da Constituição Estadual (CF. A assertiva “B” está errada porque lei municipal não pode ser objeto de ADIN perante o STF. a lei será retirada do ordenamento jurídico.pontodosconcursos. uma ADIN no STF e outra no TJ). I. não fazendo sentido falar-se em ulterior controle abstrato da mesma lei perante o STF. mas contra a sua decisão será cabível recurso extraordinário para o STF. neste último caso quando editados no uso de competência estadual (CF.com. retirando a lei do ordenamento jurídico. A assertiva “E” está certa porque se lei municipal ou estadual for impugnada no controle abstrato perante o Tribunal de Justiça por ofensa a dispositivo da Constituição Estadual que seja reprodução da Constituição Federal. (ii) se a ADIN for julgada improcedente. quando são propostas simultaneamente duas ações diretas contra a mesma lei estadual. A assertiva “C” está errada porque quando há simultaneidade de ações diretas contra a mesma lei (isto é. em sede de controle abstrato. poderá haver recurso extraordinário dessa decisão para o Supremo Tribunal Federal. restando prejudicada a ADIN perante o TJ. quando a ADIN for julgada pelo STF. pode acontecer de o TJ decidir que a lei desrespeita a Constituição Estadual). o Tribunal de Justiça apreciará a ação. d) Se a lei suspeita for estadual e tiver sido julgada. Gabarito: “E” A assertiva “A” está errada porque lei estadual também pode ser objeto de controle abstrato perante o Tribunal de Justiça. www. Ao final. estaduais ou do Distrito Federal. prossegue-se no julgamento da ADIN perante o TJ (porque. a decisão do TJ será dotada de eficácia contra todos (erga omnes). em decisão transitada em julgado. e) Se a lei suspeita for julgada inconstitucional pelo Tribunal de Justiça. ainda assim poderá ser objeto de controle abstrato perante o Supremo Tribunal Federal. suspende-se o julgamento da ADIN perante o TJ e aguarda-se o julgamento da ADIN perante o STF. como inconstitucional. 102. 125. teremos o seguinte: (i) se a ADIN for julgada procedente. a). por ofensa à Constituição Estadual. embora o STF tenha decidido que a lei não contraria a Constituição Federal. art.CURSOS ON-LINE – DIREITO CONSTITUCIONAL EM EXERCÍCIOS PROFESSOR VICENTE PAULO representação por inconstitucionalidade no Tribunal de Justiça.

A assertiva “B” está errada porque os tribunais de justiça podem declarar. 125. § 2º). 125. afastando a sua aplicação ao caso concreto. § 2º). a inconstitucionalidade de leis em face da Constituição do Estado. art. incidentalmente. aí sim. b) Os Tribunais de Justiça podem declarar. pois somente o STF dispõe de competência para realizar controle abstrato em face da Constituição Federal. eleitoral ou militar .CURSOS ON-LINE – DIREITO CONSTITUCIONAL EM EXERCÍCIOS PROFESSOR VICENTE PAULO 40) (ESAF/AFRE/MG/2005) Sobre o controle de constitucionalidade no Brasil. d) Somente juízes federais têm autorização constitucional para declarar. a inconstitucionalidade de leis federais. é correto afirmar: a) Somente o Supremo Tribunal Federal pode exercer o controle abstrato da legitimidade de leis em face da Constituição Federal. No controle abstrato. deve suspender o processo e submeter a questão ao Plenário ou ao órgão especial do Tribunal de Justiça a que se vincula. art. A restrição que existe. somente o STF tem competência para declarar a inconstitucionalidade de uma lei em face da Constituição Federal. haja vista que os tribunais de justiça só realizam controle abstrato em face da Constituição Estadual (CF. confrontado com uma questão de inconstitucionalidade de lei estadual. a inconstitucionalidade de leis em face da Constituição Federal. no controle concreto qualquer juiz ou tribunal do Poder Judiciário tem competência para declarar a inconstitucionalidade em face da Constituição Federal.pontodosconcursos. incidentalmente.pode declarar a inconstitucionalidade de uma lei. e) O Congresso Nacional está expressamente autorizado pela Constituição a declarar a inconstitucionalidade de leis que ele próprio editou. acima. desde que diante de casos concretos. A assertiva “C” está errada porque os juízos de primeiro grau têm competência para declarar a inconstitucionalidade das leis. Gabarito: “A” A assertiva “A” está certa. na via difusa. comentada na assertiva “A”. mas não em face da Constituição Federal. sem necessidade de submissão da questão ao tribunal a que se vincula. Em verdade. mas somente em face da Constituição Estadual (CF.br 25 . desde www. federal. incidentalmente. A assertiva “D” está errada porque juízes estaduais também têm competência para declarar a inconstitucionalidade de leis federais. diz respeito ao controle abstrato. c) Um juiz estadual. Qualquer juiz de primeiro grau – da justiça estadual.com. Os tribunais de justiça também realizam controle abstrato. trabalhista.

Logo.envolvendo a aplicação de leis federais sobre direito civil. declarar a inconstitucionalidade de lei pretérita de sua autoria. Afinal. 41) (ESAF/GESTOR/MPOG/2002) A respeito constitucionalidade. d) Declarada a inconstitucionalidade de lei pelo STF. para que a decisão da Suprema Corte produza efeitos erga omnes. penal etc. medida provisória é espécie normativa primária. por ele anteriormente editada. c) Pelo voto da maioria absoluta dos membros do STF. ramos do Direito em que somente a União pode legislar (CF. adotada pelo chefe do Executivo. mediante lei. Enfim.pontodosconcursos. www. a inconstitucionalidade de lei orgânica de município. ao julgarem esses processos . mas não pode editar uma Lei 2 declarando a inconstitucionalidade de uma Lei 1. poderão declarar a inconstitucionalidade dessas leis federais. assinale a opção correta. Eventual texto de lei nesse sentido há que ser entendido como mera revogação. da lei pretérita. em sede de controle abstrato.CURSOS ON-LINE – DIREITO CONSTITUCIONAL EM EXERCÍCIOS PROFESSOR VICENTE PAULO que diante de casos concretos submetidos à sua apreciação. o Poder Legislativo pode revogar lei por ele anteriormente editada. art. I. I).br 26 . do controle de a) Medidas provisórias não podem ser objeto de ação direta de inconstitucionalidade perante o Supremo Tribunal Federal. em sede de ação direta de inconstitucionalidade. segundo a jurisprudência do STF. Gabarito: “B” A assertiva “A” está errada porque medidas provisórias – federais ou estaduais – podem ser objeto de ADIN perante o STF. que examinam a maioria de processos cíveis. a). são os juízes estaduais. o Poder Legislativo não dispõe de competência para. e) Não cabe medida liminar em ação declaratória de constitucionalidade. b) Leis estaduais não podem ser objeto de ação declaratória de constitucionalidade. na via difusa. pode ser declarada. 22. daí por diante (ex nunc). -. o Senado deverá suspender a execução da mesma lei. com força de lei desde a sua edição. criminais etc. 102. Ora. A assertiva “B” está certa porque a ação declaratória de constitucionalidade – ADECON só admite como objeto leis e atos normativos federais (CF. afastando a sua aplicação aos casos concretos.com. art. A assertiva “E” está errada porque. da chamada justiça estadual comum.. mesmo antes de sua conversão em lei.

pontodosconcursos. 42) (ESAF/AFCE/TCU/2000) Com relação ao controle de constitucionalidade de ato normativo pelo Supremo Tribunal Federal STF. A decisão que concede a medida cautelar em ADECON é dotada de eficácia erga omnes e efeito vinculante relativamente aos demais órgãos do Poder Judiciário e à Administração Pública direta e indireta. a lei deve ser considerada inconstitucional e esta decisão terá eficácia contra todos e efeito vinculante para os demais órgãos do Poder Judiciário e para a Administração Pública direta e indireta. estadual e municipal. somente ocorre no controle concreto. apreciando o mérito de uma ação declaratória de constitucionalidade. devendo o STF apreciar o mérito da ação nesse período. sob pena da perda da eficácia da medida cautelar concedida. começa a produzir www. A assertiva “E” está errada porque é cabível a concessão de medida cautelar em ADECON. tão logo o acórdão transite em julgado. com a finalidade de suspender a execução de lei declarada definitivamente inconstitucional pelo STF. é correto afirmar: a) Se o STF. nas esferas federal. por via de ação direta de inconstitucionalidade ou de ação declaratória de constitucionalidade. A atuação do Senado Federal. julga a demanda improcedente. mas o STF poderá conceder-lhe efeitos ex tunc (retroativos). desde que o faça expressamente. por si. Vale lembrar que a medida cautelar em ADECON tem uma eficácia máxima de 180 (cento e oitenta) dias.br 27 . de eficácia contra todos (erga omnes). a medida cautelar é concedida com efeitos ex nunc (não retroativos). consistindo numa determinação para que os juízes e tribunais suspendam o julgamento de processos que envolvam a aplicação da lei até o julgamento de mérito da ação. não havendo participação do Senado Federal nesse tipo de controle. A assertiva “D” está errada porque as decisões do STF no controle abstrato são dotadas.CURSOS ON-LINE – DIREITO CONSTITUCIONAL EM EXERCÍCIOS PROFESSOR VICENTE PAULO A assertiva “C” está errada porque lei orgânica de Município é norma municipal.com. e leis e atos normativos municipais não podem ser objeto de ADIN perante o STF. b) A declaração de inconstitucionalidade feita em um recurso extraordinário terá sempre eficácia contra todos e produzirá efeito vinculante. quando proferida em sede de controle abstrato. Em regra. d) A decisão do STF pela inconstitucionalidade de uma lei federal. c) O STF tem competência para apreciar a constitucionalidade de leis editadas em qualquer Estado da Federação.

cuja decisão produz eficácia jurídica tanto na procedência. 102. Gabarito: “A” A assertiva “A” está certa porque a ADECON é ação de natureza dúplice ou ambivalente. não havendo atuação do Senado Federal nesse tipo de controle. I. em regra. nas hipóteses permitidas pela Constituição Federal (art. por si. Por que? Porque o recurso extraordinário é utilizado em casos concretos. Há alguma hipótese em que a decisão do STF em recurso extraordinário é dotada de eficácia erga omnes? Sim. art. se a demanda foi julgada improcedente significa dizer que o STF declarou a inconstitucionalidade da norma. 102. III). há uma hipótese: a decisão do STF no recurso extraordinário contra decisão do Tribunal de Justiça no controle abstrato. com alegação de ofensa a dispositivo desta que seja reprodução da Constituição Federal. como meio de. de eficácia contra todos (erga omnes).br 28 . A parte final do enunciado apenas afirma a eficácia contra todos (erga omnes) e o efeito vinculante da decisão do STF em ADECON relativamente aos demais órgãos do Poder Judiciário e à Administração Pública direta e indireta.com. quanto na improcedência. a). em algumas questões diferentes! Se não lembrou. e) Uma lei municipal pode ser declarada inconstitucional pelo STF. A assertiva “B” está errada porque a decisão do STF em recurso extraordinário produz. A assertiva “D” está errada porque as decisões do STF no controle abstrato são dotadas. 102. estadual e municipal (CF. art. quando uma lei estadual ou municipal é impugnada em face da Constituição Estadual. eficácia restrita às partes do processo (inter partes). § 2º). como o pedido na ADECON é a declaração da constitucionalidade da norma. nas esferas federal. levar ao conhecimento do STF essas controvérsias instauradas nos juízos inferiores. mas somente de leis e atos normativos federais (CF.pontodosconcursos. na via difusa. Lembra-se dessa hipótese? Já vimos isso neste curso. quer por meio de ação direta de inconstitucionalidade. quer por recurso extraordinário. Logo. O Senado Federal só dispõe de competência para suspender a execução de lei www.CURSOS ON-LINE – DIREITO CONSTITUCIONAL EM EXERCÍCIOS PROFESSOR VICENTE PAULO eficácia contra todos depois de o Senado Federal suspender a execução da lei. está na hora de começar a revisão! A assertiva “C” está errada porque a ADECON perante o STF não admite a aferição da constitucionalidade de leis estaduais.

neste caso se editadas no uso da competência estadual (CF. 102. por se tratar de norma de natureza constitucional. ainda que formalmente elaborados pelo Legislativo na forma de lei. é necessário que a lei possua destinatários indeterminados. apesar de contrariar princípios e dispositivos constantes da Constituição da República.br 29 . Entenda-se. se tem destinatário certo e determinado. As emendas à Constituição Federal podem ser objeto de ADIN perante o STF. A ADIN perante o STF só admite como objeto normas federais. Item ERRADO.pontodosconcursos.CURSOS ON-LINE – DIREITO CONSTITUCIONAL EM EXERCÍCIOS PROFESSOR VICENTE PAULO declarada definitivamente inconstitucional pelo STF no controle concreto (CF. Então. por meio de ação direta. Item ERRADO. X). abstração e generalidade não se sujeitam à ADIN perante o STF. não poderá ser impugnada em ADIN perante o STF. estaduais ou do Distrito Federal. 52. www. consistentes na imunidade a prisão cautelar e na imunidade a qualquer processo penal por delitos estranhos à função governamental. 43) (CESPE/TJDFT/2002) Determinado estado da Federação editou emenda à constituição estadual. pode. não está sujeita ao controle de constitucionalidade perante o Supremo Tribunal Federal. 44) (CESPE/PROCURADOR/TCPE/2004) Tempos atrás. se versa situação concreta. em tese. ser objeto válido de ação direta de inconstitucionalidade perante o Supremo Tribunal Federal. a). Exemplos: leis que dão nome a pontes e aeroportos. haja vista que essas espécies poderão. decreto do Presidente da República que nomeia. em princípio. Para que uma lei possa ser impugnada em ADIN perante o STF é necessário que ela seja dotada de caráter normativo. desrespeitar as regras e limitações estabelecidas pelo art. Nessa situação. como resultado do processo legislativo. Essa lei. A assertiva “E” está errada porque leis e atos normativos municipais não podem ser objeto de ADIN perante o STF. o presidente da República promulgou lei federal que alterou o nome do Aeroporto do Recife para Aeroporto Internacional dos Guararapes/Gilberto Freyre. a emenda constitucional estadual mencionada. atingindo a sociedade como um todo. por meio da qual outorgou prerrogativas de caráter processual penal ao governador de estado. art. se a norma não tem caráter normativo. art. isto é. I. Leis e atos normativos desprovidos de caráter normativo. que possua os atributos da generalidade e abstração.com. 60 da Constituição.

a Constituição Federal não enumerou taxativamente os legitimados para dar início a esse controle no âmbito estadual. Entretanto. se ao apreciar determinado processo de sua competência o tribunal de contas entender que certa lei a ele aplicável é inconstitucional.br de as de na de 30 . art. pode apreciar a constitucionalidade das leis e dos atos do poder público. nestes termos: “O tribunal de contas. Item CERTO.pontodosconcursos. § 2º). que é “vedada a atribuição para agir a um único órgão” (CF. para que este reexamine a decisão da Corte de Contas. 103. Significa dizer que será a Constituição Estadual que enumerará os legitimados à propositura das ações do controle abstrato perante o Tribunal de Justiça. no exercício de suas atribuições.CURSOS ON-LINE – DIREITO CONSTITUCIONAL EM EXERCÍCIOS PROFESSOR VICENTE PAULO exonera ou destitui Ministro de Estado. 45) (CESPE/PROCURADOR/TCPE/2004) Embora se reconheça aos tribunais de contas o poder de apreciar a constitucionalidade das normas que hajam de aplicar em seus julgamentos. Porém. a doutrina majoritária entende que isso não impede o reexame dessa questão por parte do Poder Judiciário. decreto do Presidente da República que demite servidor público etc. A competência dos tribunais de contas para apreciar a constitucionalidade das leis está consagrada na Súmula nº 347 do STF. Por que? Porque a Constituição Federal veda a www.” Entretanto. reconhecendo a inconstitucionalidade da lei. poderá o tribunal afastar essa aplicação. Item CERTO. ao prever a possibilidade de os estados-membros instituírem o controle abstrato. Os estados são absolutamente livres para eleger esses legitimados? Não. apenas. A Constituição Federal dispôs. a própria Constituição Federal enumerou os legitimados para dar início a esse controle no art. 125. essa competência dos tribunais de contas não afasta a possibilidade de ulterior submissão da matéria à apreciação do Poder Judiciário. Ao prever o controle abstrato perante o STF. Assim. 46) (CESPE/ANALISTA/TST/2003) Ao prever o controle abstrato constitucionalidade perante os respectivos tribunais de justiça.com. do seu texto. a parte prejudicada por essa decisão poderá recorrer ao Poder Judiciário. I ao IX. constituições estaduais podem considerar legitimados à propositura representação de inconstitucionalidade outros entes não-arrolados Constituição da República como aptos a ajuizarem a ação direta inconstitucionalidade perante o Supremo Tribunal Federal.

Em relação à ADIN por omissão. pois a ação é proposta exatamente em face da existência de uma norma regulamentadora de direito constitucional (CF. 103 da Constituição Federal. Entretanto. art.br 31 . nessas ações. as constituições estaduais certamente considerarão legitimados para a instauração do controle abstrato perante o Tribunal de Justiça outros entes não-enumerados no art. No tocante à ADECON. e fez questão de deixar expressa a vedação ao estabelecimento do monopólio no controle abstrato perante o Tribunal de Justiça.pontodosconcursos. para impugnar uma lei estadual ou municipal em face da Constituição Estadual! Um breve histórico. a questão não é tão simples assim. da inconstitucionalidade da lei ou do ato normativo federal. isto é. a princípio. A Constituição Federal de 1988 quebrou esse monopólio no controle abstrato perante o STF. isto é. 103. só o Procurador-Geral da República podia propor ADIN perante o STF. Por que essa preocupação da Constituição Federal em vedar o monopólio no controle abstrato estadual? Porque até a vigência da Constituição Federal pretérita (CF/69) havia um monopólio no controle abstrato perante o STF em favor do Procurador-Geral da República. não podemos esquecer que a ADECON é ação de www. Portanto. 103. I ao IX). 47) (CESPE/AGU/2004) Deve haver a manifestação do Advogado-Geral da União nas ações declaratórias de constitucionalidade. não haveria motivo para a defesa do Advogado-Geral da União. ampliando significativamente a legitimação (CF. Afinal. Imaginem a Mesa da Câmara dos Deputados (legitimado perante o STF) propondo uma ADIN perante o Tribunal de Justiça de Santa Catarina.com. portanto. 103 para a propositura das ações abstratas perante o Tribunal de Justiça. a Constituição Estadual não poderá estabelecer um monopólio. art. não faria o menor sentido a Constituição Estadual repetir os mesmos legitimados do art.CURSOS ON-LINE – DIREITO CONSTITUCIONAL EM EXERCÍCIOS PROFESSOR VICENTE PAULO atribuição da legitimação para agir a um único órgão. em virtude da possibilidade de declaração. Segundo a jurisprudência do STF. art. o Advogado-Geral da União não atua no processo de ADIN por omissão e ADECON. § 3º) e nessa ação não há norma a ser defendida. haja vista que a função do Advogado-Geral da União é defender a norma impugnada (CF. 103. Item ERRADO. não poderá estabelecer um só legitimado para dar início ao controle abstrato perante o Tribunal de Justiça. É certo que o pedido nessa ação é pela constitucionalidade da norma e. a questão não apresenta maiores controvérsias. § 2º). que apresenta os legitimados para dar início ao controle abstrato perante o STF.

que os órgãos fracionários dos tribunais – Seções – não podem declarar a leis e atos normativos do Poder Público. Item CERTO. por si. tendo em vista razões de segurança jurídica ou de excepcional interesse social. quando a controvérsia chega a um tribunal (a partir do segundo grau. 48) (CESPE/TJMT/2005) A reserva de plenário para declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo é imperativa tanto no controle concentrado como no controle difuso de constitucionalidade. exige maioria absoluta dos membros do tribunal (tribunal pleno) ou do órgão especial (art. a posição firmada pelo STF foi de que o Advogado-Geral da União não atuará em ação declaratória de constitucionalidade – ADECON e ADIN por omissão. um juiz.br 32 . Essa exigência da reserva de plenário – exigência de maioria absoluta dos membros do Plenário ou do órgão especial – aplica-se à declaração www. prevista no art. ou do Supremo Tribunal Federal reconhecendo a inconstitucionalidade da lei ou ato normativo. A reserva de plenário. portanto). do Plenário ou do órgão especial poderá fazê- Só há uma hipótese em que os órgãos fracionários poderão declarar a inconstitucionalidade: se já houver decisão precedente do Tribunal Pleno ou do órgão especial do próprio tribunal. 93. Mas é certo que. pois. um juiz isoladamente não poderá mais declarar a inconstitucionalidade. também. Por isso.CURSOS ON-LINE – DIREITO CONSTITUCIONAL EM EXERCÍCIOS PROFESSOR VICENTE PAULO natureza dúplice ou ambivalente. defendem alguns constitucionalistas que o Advogado-Geral da União deveria atuar também nessa ação. a inconstitucionalidade da norma poderá ser proclamada pelo STF.com.pontodosconcursos. pois a Constituição reservou essa competência à maioria absoluta do Plenário ou do órgão especial. Mas. Entretanto. são necessários oito votos para o STF restringir os efeitos da declaração de inconstitucionalidade ou decidir que ela só tenha eficácia a partir de seu trânsito em julgado ou de outro momento que venha a ser fixado. Câmaras. XI) para a declaração da inconstitucionalidade das leis e atos normativos do Poder Público. 97 da Constituição. e nessa hipótese a declaração de inconstitucionalidade estaria ocorrendo sem a defesa da norma. em sede de controle abstrato. sendo ela dotada de caráter dúplice ou ambivalente. Turmas e inconstitucionalidade das Somente maioria absoluta lo. Significa dizer. na qual será declarada a inconstitucionalidade da norma quando a ação é julgada improcedente. Significa dizer que no primeiro grau. dispõe de competência para declarar a inconstitucionalidade das leis e atos normativos do Poder Público.

” Vale lembrar que essa exigência de dois terços será aplicável. nestes termos: “Art. e tendo em vista razões de segurança jurídica ou de excepcional interesse social. VI). ou para outorgar efeitos ex nunc à sua decisão. devendo ainda ser previamente ouvido nessas ações e em todos os processos de competência do Supremo Tribunal Federal. 27. 49) (Cespe/STM/Analista/2004) O procurador-geral da República é legitimado para a propositura tanto da ação declaratória de constitucionalidade (ADC) quanto da ação direta de inconstitucionalidade (ADIN). quanto no controle abstrato.com. tendo em vista razões de segurança jurídica ou de excepcional interesse social. para restringir os efeitos da sua decisão.br 33 .868. Entretanto. O Procurador-Geral da República é legitimado para propor todas as ações do controle abstrato perante o STF (CF. 103. art. 27 da Lei nº 9. 50) (CESPE/AGU/2004) A ação direta de inconstitucionalidade proposta por um partido político será extinta por perda de legitimidade ativa para a sua propositura. Item ERRADO. para que o STF possa manipular os efeitos da sua decisão no controle abstrato. por maioria de dois terços de seus membros. A atual jurisprudência do STF é no sentido de que a aferição da representação no Congresso Nacional há que ser feita na data da www. após iniciado o seu julgamento. por exemplo). Item CERTO. exige-se deliberação qualificada de dois terços dos membros do STF (oito Ministros). o referido partido perder sua representação parlamentar no Congresso Nacional. poderá o Supremo Tribunal Federal. Essa exigência de deliberação qualificada de dois terços está presente no art.CURSOS ON-LINE – DIREITO CONSTITUCIONAL EM EXERCÍCIOS PROFESSOR VICENTE PAULO de inconstitucionalidade por todo tribunal do País.pontodosconcursos. também. restringir os efeitos daquela declaração ou decidir que ela só tenha eficácia a partir de seu trânsito em julgado ou de outro momento que venha a ser fixado. se. isto é. quando. Ao declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo. ou para fixar um outro momento para o início da eficácia da sua decisão. de 1999. § 1º). o STF resolver manipular os efeitos da sua decisão em recurso extraordinário (resolver outorgar efeitos ex nunc à sua decisão. 103. determina a Constituição que ele deverá ser previamente ouvido nas ações de inconstitucionalidade e em todos os processos de competência do Supremo Tribunal Federal (art. Além disso. tanto no controle concreto. às decisões do controle concreto. como bem afirma o enunciado.

Isso porque. comunicando seu julgamento ao Senado Federal.pontodosconcursos. levando em conta as outras assertivas. com efeitos erga omnes. vale lembrar que essa controvérsia não mais existe em se tratando da Administração Pública Federal. em que a Esaf cobrou o seguinte enunciado: “No âmbito da Administração Pública Federal. na prova de Auditor-Fiscal do Trabalho.br 34 . Entretanto. da execução de lei declarada inconstitucional por decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal tem efeitos ex tunc. o que fazer? Não faço a menor idéia! Sério mesmo. esta resolução produzirá efeitos ex nunc. diga-se de passagem. a suspensão. Essa é uma das questões em Direito Constitucional em que não há entendimento unânime. a tese da retroatividade da resolução do Senado Federal (efeitos ex tunc). essa questão não tem sido muito cobrada em prova (veja o enunciado da questão. art.346/1997).” www. 51) (CESPE/PROCURADOR/INSS/98) Se o STF apreciar questão de constitucionalidade posta no âmbito do controle difuso e decidir pela inconstitucionalidade. Mas. e devido a essa real controvérsia. se o partido político possui representação no Congresso Nacional na data da propositura da ação. adotando a posição da corrente doutrinária que defende os efeitos ex nunc. o Cespe considerou a afirmação certa. Item CERTO. expedindo decreto nesse sentido (Decreto nº 2. Portanto. para nossa sorte. a ulterior perda dessa representação – antes do início ou durante o julgamento . diante da controvérsia. 52.CURSOS ON-LINE – DIREITO CONSTITUCIONAL EM EXERCÍCIOS PROFESSOR VICENTE PAULO propositura da ação. não conheço uma só prova desde então que tenha cobrado isso!). e não mais na data do julgamento. Nessa questão. e que me parece ser a posição dominante na doutrina (embora. essa expressão “posição dominante” seja um tanto quanto imperfeita e subjetiva!). pelo Senado Federal. E na próxima prova.com. no âmbito da Administração Pública Federal. não sei qual a posição dele! Em se tratando de prova de múltipla escolha a saída é mais fácil. X). o Presidente da República resolveu adotar.não prejudica o julgamento da ação. aí não há mais dúvida: os efeitos serão retroativos (ex tunc). e este editar resolução suspendendo a execução da norma. se o enunciado se restringir à Administração Pública Federal. é de 1998. eu não tenho conhecimento de quem será o examinador. e há autores consagrados que sustentam os efeitos ex tunc para a resolução do Senado Federal que suspende a execução da lei declarada definitivamente inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (CF. porque normalmente conseguimos resolver a questão por eliminação. Foi o que aconteceu em 2003. Então. Há autores de renome que defendem os efeitos ex nunc.

c) o Senado não está obrigado a suspender a execução da lei ou ato normativo (trata-se de decisão discricionária da Casa Legislativa. Item ERRADO. poderá o Senado Federal suspender o ato normativo impugnado. b) o Senado dispõe de competência para suspender a execução de leis federais. brevemente. perfeito. restringir ou suspender a execução de apenas alguns dispositivos declarados inconstitucionais e manter a execução dos demais. que não admite desistência). ou não suspende a execução de nada! Aproveito essa assertiva para revisarmos. Ou o Senado Federal suspende a execução nos exatos termos da decisão do STF. modificar ou ampliar os termos da decisão do STF (terá que suspender nos exatos termos da decisão do STF). e) caso o Senado decida pela suspensão. d) caso o Senado decida pela suspensão. por força de decreto do Presidente da República). o enunciado da Esaf está certo. porque o examinador restringiu a sua afirmação ao âmbito da “Administração Pública Federal”.pontodosconcursos. www. haja vista que as decisões do STF no controle abstrato já são dotadas. os aspectos relevantes sobre a atuação do Senado Federal na suspensão da execução da lei declarada inconstitucional pelo STF: a) a competência do Senado só alcança as leis e atos normativos declarados inconstitucionais pelo STF no controle concreto (o Senado não atua no controle abstrato. não poderá restringir. no tempo que entender conveniente). h) sobre os efeitos da resolução do Senado (ex tunc ou ex nunc). por si. não poderá dela desistir (a suspensão da execução é ato irretratável. distritais e municipais. o ato de suspensão será uma resolução do Senado Federal. não há unanimidade doutrinária ou jurisprudencial sobre o assunto (entretanto. não pode ampliar. os efeitos são ex tunc. o Senado Federal não pode modificar os termos da decisão do STF. admitindo-se inclusive que se suspenda apenas uma ou algumas das disposições declaradas inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal.br 35 . de eficácia erga omnes). isto é.com. f) caso o Senado decida pela suspensão. Ao suspender a execução da lei declarada definitivamente inconstitucional pelo STF. no âmbito da Administração Pública Federal. g) a decisão do Senado produz eficácia contra todos (erga omnes).CURSOS ON-LINE – DIREITO CONSTITUCIONAL EM EXERCÍCIOS PROFESSOR VICENTE PAULO Conforme comentado antes. 52) (ESAF/AFTN/1996) No caso de suspensão de execução da lei ou ato normativo declarado inconstitucional. estaduais.

55) (ESAF/ANALISTA COMÉRCIO EXTERIOR/1998) Os atos tipicamente regulamentares são passíveis de impugnação em ação direta de inconstitucionalidade perante o Supremo Tribunal Federal. poderão também ser outros atos administrativos regulamentares. não poderá ele ser objeto de ação direta de inconstitucionalidade perante o STF. IV. a ação direta por omissão e ação declaratória de constitucionalidade.com. § 2º. Portanto. expedido pelo chefe do Executivo com fundamento no art. conflito esse que não poderá ser resolvido mediante ação direta de inconstitucionalidade. instruções normativas etc. pois se trata de mera questão de ilegalidade (o ato é meramente ilegal. ainda que o ato regulamentar supostamente tenha contrariado a lei em função da qual foi expedido. É firme a jurisprudência do STF no sentido de que o conflito entre ato regulamentar e lei regulamentada não se cuida de inconstitucionalidade. Item ERRADO. 125. 56) (CESPE/FISCAL/INSS/1998) Os decretos do Presidente da República podem ser objeto de ação direta de inconstitucionalidade.CURSOS ON-LINE – DIREITO CONSTITUCIONAL EM EXERCÍCIOS PROFESSOR VICENTE PAULO 53) (ESAF/ASSISTENTE JURÍDICO/AGU/1999) A Constituição autoriza expressamente que o constituinte estadual institua. pois ao regulamentar a lei extrapolou os limites desta). refere-se somente à instituição de “representação de inconstitucionalidade”). www. Item ERRADO. A Constituição Federal só autoriza expressamente os estadosmembros a instituir a ação direta de inconstitucionalidade – ADIN (veja que o art. Mas. que não admite desistência. tais como portarias. mas de mera ilegalidade. 54) (ESAF/AGU/1998) O Senado Federal. no intuito de facilitar a fiel execução das leis.pontodosconcursos. Item ERRADO. após a suspensão da execução da lei inconstitucional. se for de seu interesse. Entretanto. 84. não está impedido de revogar ou modificar o referido ato de suspensão. no seu âmbito. O ato regulamentar típico é o decreto.br 36 . O ato (resolução) do Senado Federal que suspende a execução de lei declarada definitivamente inconstitucional pelo STF é ato irretratável. firmou-se o entendimento de que os estados poderão também instituir as demais ações do controle abstrato existentes perante o STF (ADIN por omissão. ADECON e ADPF). da Constituição Federal. Os atos regulamentares são aqueles expedidos no uso do chamado poder regulamentar.

os governadores desses estados supostamente prejudicados poderão impugnar em ADIN perante o STF a lei paranaense.com. trabalho o dia todo na Receita Federal.br 37 . em ação direta de inconstitucionalidade. desde que não sejam regulamentares. eu já estava fazendo as minhas seleções de questões de provas. O Governador de um Estado pode impugnar em ADIN perante o STF lei ou ato normativo editado por outro Estado da Federação. Os decretos do Presidente da República (e dos governadores também!) poderão ser impugnados em ADIN perante o STF.CURSOS ON-LINE – DIREITO CONSTITUCIONAL EM EXERCÍCIOS PROFESSOR VICENTE PAULO Item CERTO. foram doze aulas.. isto é. Essa seleção de assuntos é resultado da minha experiência na preparação de candidatos nos últimos sete anos. para trabalhar em sala de aula (nossa. Tomara que Deus tenha me iluminado nessa tarefa. e ainda ministro aulas presenciais em duas noites semanais em Brasília. Quando a maioria de vocês nem pensava em prestar concurso público. nas quais acredito ter tratado dos pontos mais exigidos em concursos públicos. Isso sem falar na atualização dos meus livros publicados. Santa Catarina. Nessa situação. www. em muito. Enfim. São Paulo etc. pois muitas vezes uma lei sobre ICMS do Estado do Paraná pode prejudicar. 57) (ESAF/AGU/1996) Segundo a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. desde que comprove interesse do Estado que ele representa na matéria disciplinada pela lei do outro Estado.pontodosconcursos. o Governador de um Estado não pode impugnar. Essa situação ocorre muito com leis estaduais que tratam de ICMS. mas também exigiu de mim muita dedicação. atividade que me consome muito tempo. estou ficando velho!). encerramos aqui as aulas deste nosso curso on-line de Exercícios de Direito Constitucional. Pois é. vendo à sua frente os assuntos por nós aqui estudados! Sei que foi cansativo para vocês. devido às mudanças legislativas constantes. que deprê falar sobre isso. desde que comprove pertinência temática.. os interesses dos Estados do Rio Grande do Sul. lei ou ato normativo de outro Estado. Acho que todos sabem que eu sou servidor ativo. Item ERRADO. os decretos do Presidente da República e dos governadores poderão ser objeto de ADIN perante o STF se possuírem conteúdo autônomo (se forem decretos regulamentares não poderão ser impugnados em ADIN perante o STF). em noites e mais noites de trabalho. e que na sua próxima prova você se sinta em casa. Conforme divulgado.

honesto! Em 1996. não mais do que isso. Qualquer pessoa pode – e deve – tomar a iniciativa de trabalhar honestamente. inciso IV). ético. uma das maiores realizações da minha vida. é óbvio que eu ganho dinheiro com o meu trabalho. Há também aquelas em que eu quebro a cara feio! Ora.pontodosconcursos. levá-la para o mundo real. e não vejo mal nenhum nisso. dos grandes doutrinadores. eu era um candidato como você.br 38 . certamente está pronto para uma boa prova de Direito Constitucional. Trabalhar honestamente não é crime. sou apaixonado pelo meu trabalho.com. indicado logo no art. só mesmo nas madrugadas e nos finais de semana para trabalhar nos cursos on-line. então. à criação e à inquietude! Sou inquieto por natureza. produzindo algo de útil para a sociedade. É uma alegria imensa sentar-me frente ao computador e começar a “falar” com candidatos das mais diferentes regiões. Sem demagogia. outras não. transformar esse pensamento em idéia e. 1º da Constituição Federal de 1988 (art. porque ainda escrever mais algumas páginas de abobrinhas. 1º. acho que valeu a pena o esforço! Se você conseguiu acompanhar todas as explicações. Onde eu encontro energia para tudo isso? O me faz ficar à frente de um computador por mais de quinze horas para fazer uma aula on-line como esta? E agora. a livre iniciativa constitui um dos fundamentos do nosso Estado.CURSOS ON-LINE – DIREITO CONSTITUCIONAL EM EXERCÍCIOS PROFESSOR VICENTE PAULO Diante dessa realidade. e considero esse contato com vocês. se possível. se o curso on-line já acabou? Isso tudo é falta do que fazer? (risos) Engana-se quem pensa que eu sou movido a dinheiro. E o mais interessante: tudo isso é legal. lícito. Para mim. estudando por apostilas capengas (as únicas que existiam na época). de norte a sul do país. que nada tinham a ver com concurso público (estudei Direito Administrativo pelo livro do www. Aliás. nem se fala. gosto de pensar em algo. Comecei do zero. ou por livros acadêmicos. Se você hoje tem esse pensamento sobre a minha pessoa. não sabe nada do Vicente! Quem me conhece sabe que eu sou movido à paixão. um economista preparandose para o concurso de Auditor da Receita Federal (antigo AFTN). identifica-se como cozinheiro e ele manifesta interesse em contratá-lo para trabalhar no restaurante. Por isso só tenho condições de oferecer cursos on-line uma vez por ano. Mas. certamente terá que pagar por esse serviço. mesmo à distância. Só quem não me conhece para falar e repetir isso por aí. Não sabia quase nada de Direito. Se na sua próxima visita ao restaurante você conhece o proprietário. Algumas idéias dão certo. certame em que na minha área de especialização 80% dos pontos era em Direito. certamente você exigirá uma remuneração pelo seu trabalho. Se você vai até um bom restaurante jantar. concretizá-la.

com. É o caso do Marcelo Alexandrino. com a Editora Impetus etc. mas como colega de trabalho na RFB! Até 2006. Fábio Zambitte. os seus projetos de vida. se outros candidatos tiverem acesso a eles. pagaria caro por eles. No site do Ponto. ótima obra. no Programa de Formação (estarei por lá. bem mais concisos e objetivos do que os materiais pelos quais eu estudei. e eu ainda poderei ser remunerado honestamente por esse meu trabalho”! Pronto! Foi assim que começou toda essa história de preparação de candidatos. com um trabalho de qualidade e honesto.br 39 . mas que não foi elaborada pensando em concurso. que reclamou do edital etc.. tive a tal da “iniciativa”. Você poderá ter essa mesma iniciativa. Contei essa breve história porque sempre a conto ao término das minhas aulas presenciais. foram aprovados e decidiram dedicar-se à preparação de outros candidatos. que xingou algum professor um dia. Todo mundo gente como a gente. Flávia Ribeiro.CURSOS ON-LINE – DIREITO CONSTITUCIONAL EM EXERCÍCIOS PROFESSOR VICENTE PAULO Prof. Não por arrogância. história que foi crescendo com a chegada do meu Amigo Marcelo Alexandrino. pois eu tinha a mania de acrescentar comentários e mais comentários ao conteúdo do livro!). meio brega (já me falaram isso!). A história funciona como uma introdução à minha frase de encerramento do curso. Leandro Cadenas etc. que passou pelas mesmas ansiedades. esses meus resumos estão bem melhores. a mudarem de vida. fica aqui o meu último abraço como professor. mas no intuito de passar um estímulo aos candidatos.pontodosconcursos. a maioria dos professores que ali está hoje fez isso um dia. mas que tem seu valor: não seja imediatista. Hely Lopes.não mais como professor. se eles preexistissem. como Coordenador de algumas disciplinas)! Vicente Paulo www. se algum dia você decidir seguir por esse caminho. logo. certamente irão gostar.. o saudoso Hely foi-se em 1989!). logo depois da sua aprovação. e a vontade de dar o próximo abraço . nessa grande paixão que é auxiliar as pessoas a saírem do comodismo. um concurso público mudou a minha vida. e certamente mudará a sua! Aos candidatos que farão os concursos da Receita Federal. não deixe os pessimistas atrapalharem os seus sonhos. minha preparação teria sido muito mais tranqüila. será uma imensa satisfação ajudá-lo por aí. quando pensei: “puxa vida. com a idéia da criação do site. Depois de sofrer estudando por esses materiais e fazendo centenas de resumos (alguns resumos maiores do que o livro original. Pois é. Eram candidatos. que ralou. Gustavo Barchet. não desanime.

sendo dispensada a sua comunicação ao Senado Federal. pelo Distrito Federal no exercício de competência municipal. a decisão definitiva em recurso extraordinário comunicada ao Senado Federal gera para essa Casa legislativa a faculdade de suspender a execução. com a declaração de inconstitucionalidade da lei. por maioria qualificada de seus membros. poderá o Supremo Tribunal Federal. exceto se essa lei for municipal ou distrital. neste último caso. c) Ao declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo. regra geral. a) O controle concentrado pelo Supremo Tribunal da constitucionalidade de leis federais foi introduzido no ordenamento jurídico brasileiro. b) A medida cautelar. b) Nas causas relativas a direitos subjetivos. em sede de direito constitucional. tem eficácia erga omnes e. no todo ou em parte. em sede de ação direta de inconstitucionalidade.br 40 . a) É possível em recurso extraordinário julgado na vigência da Constituição de 1988 declarar a inconstitucionalidade de lei anterior a essa Carta por incompatibilidade material ou formal com a Constituição pretérita. assinale a única proposição incorreta. c) A decisão definitiva em recurso extraordinário que modifica a conclusão de acórdão proferido por Tribunal de Justiça em ação direta de inconstitucionalidade julgada improcedente pela Corte estadual para julga-la procedente. e) O Supremo Tribunal Federal poderá atribuir efeito prospectivo (ex nunc) às decisões proferidas em recurso extraordinário.pontodosconcursos. será concedida com efeito ex tunc. quando aprovada. no Plenário do Supremo Tribunal Federal. goza de eficácia contra todos (erga omnes). www. no direito brasileiro. restringir os efeitos daquela declaração ou fixar data para que a declaração tenha eficácia. d) O Supremo Tribunal Federal poderá atribuir efeito retroativo (ex tunc) às decisões proferidas em recurso extraordinário. julgue os itens a seguir e assinale a opção correta. de lei declarada inconstitucional pela maioria absoluta dos membros do Supremo Tribunal Federal no julgamento daquele recurso.com. 23) (ESAF/AFRE/RN/2005) Sobre controle de constitucionalidade das leis e dos atos normativos.CURSOS ON-LINE – DIREITO CONSTITUCIONAL EM EXERCÍCIOS PROFESSOR VICENTE PAULO LISTA DOS EXERCÍCIOS COMENTADOS NESTA AULA 22) (ESAF/PROCURADOR/DF/2004) Com relação ao papel constitucional do recurso extraordinário como instrumento do controle de constitucionalidade. em sede de ação direta de inconstitucionalidade. a partir da Constituição Federal de 1988.

por ter natureza constitucional. e) Leis federais e estaduais podem ser objeto de ação declaratória de constitucionalidade perante o Supremo Tribunal Federal. outras leis de sua autoria.pontodosconcursos.com. 28) (ESAF/PROCURADOR/FORTALEZA/2002) A lei orgânica do Município. julgando uma ação direta de inconstitucionalidade. 29) (ESAF/PFN/2004) Assinale qual dos instrumentos abaixo não pode ser meio de controle de constitucionalidade em abstrato no Supremo Tribunal Federal: a) Recurso extraordinário www. 24) (ESAF/GESTOR/MPOG/2002) O Supremo Tribunal Federal. a declaração de constitucionalidade. em sede de ação declaratória de constitucionalidade. tem eficácia contra todos e efeito vinculante em relação aos Poderes Legislativo e Judiciário e à Administração Pública federal. não pode ser objeto de representação por inconstitucionalidade perante o Tribunal de Justiça do Estado em que situado o Município. c) O STF não pode declarar a inconstitucionalidade de lei municipal em sede de controle de constitucionalidade em concreto.CURSOS ON-LINE – DIREITO CONSTITUCIONAL EM EXERCÍCIOS PROFESSOR VICENTE PAULO d) A decisão que julga procedente ou improcedente a ação direta de inconstitucionalidade é irrecorrível. b) Todo partido político tem legitimidade constitucional para ajuizar ação direta de inconstitucionalidade perante o STF. 25) (ESAF/PROCURADOR/DF/2004) Em virtude de sua subordinação ao princípio da legalidade da administração. e) Por ser uma ação objetiva. não cabendo contra ela nenhum recurso ou mesmo a propositura de ação rescisória. pode declarar inconstitucionais apenas algumas expressões do caput de um artigo de lei. d) Lei estadual declarada inconstitucional pelo STF em ação direta de inconstitucionalidade somente perde eficácia depois de revogada por ato da Assembléia Legislativa estadual. a) Não somente leis estaduais. mas também certos atos do Executivo e do Judiciário estaduais podem ser objeto de ação direta de inconstitucionalidade perante o Supremo Tribunal Federal. mesmo as que entender flagrantemente inconstitucionais. o chefe do Poder Executivo não está autorizado a determinar que seus subordinados deixem de aplicar leis. estadual e municipal.br 41 . por serem inconstitucionais. 27) (ESAF/FISCAL/PA/2002) Assinale a opção correta. 26) (ESAF/PROCURADOR/DF/2004) O Poder Legislativo está autorizado a aprovar lei em cujos dispositivos se declarem nulas e de nenhuma eficácia.

produz eficácia contra todos e efeito vinculante para os demais órgãos do Judiciário Estadual. mais tarde. em ação direta de inconstitucionalidade. pelo Tribunal de Justiça. Assinale a assertiva a) O Tribunal de Justiça é competente para efetuar o controle abstrato de constitucionalidade de lei municipal em face da Constituição Federal. e) A declaração. vir a ser declarada inconstitucional. a declaração de inconstitucionalidade pelo órgão jurisdicional competente depende necessariamente de provocação específica de qualquer das partes ou do Ministério Público. b) Uma emenda à Constituição Federal não pode ser objeto de ação direta de inconstitucionalidade. declarou constitucional certa lei estadual. d) O julgamento de mérito dando pela improcedência da ação direta de inconstitucionalidade equivale a uma declaração de constitucionalidade da lei. www. objeto da ação. da inconstitucionalidade de uma lei municipal em face da Constituição Estadual. no exercício do controle incidental.com. c) Qualquer lei federal pode ser argüida de inconstitucional em sede de ação direta de inconstitucionalidade perante o STF. d) No controle incidental. e) Uma súmula de jurisprudência de tribunal superior pode ser objeto de ação direta de inconstitucionalidade no STF. b) Mesmo já tendo transitado em julgado a decisão do Tribunal de Justiça que. em controle abstrato. c) Órgãos jurisdicionais de primeiro grau não têm legitimidade para exercer o controle incidental de constitucionalidade de leis e atos normativos. a mesma lei pode. 31) (ESAF/PROCURADOR/FORTALEZA/2002) Assinale a opção correta. a) Não é possível a declaração de inconstitucionalidade de lei em sede de ação civil pública.pontodosconcursos.CURSOS ON-LINE – DIREITO CONSTITUCIONAL EM EXERCÍCIOS PROFESSOR VICENTE PAULO b) Ação declaratória de constitucionalidade c) Argüição de descumprimento de preceito fundamental d) Ação rescisória e) Ação direta de inconstitucionalidade proposta por Confederação Sindical 30) (ESAF/PROCURADOR/FORTALEZA/2002) correta. pelo Supremo Tribunal Federal.br 42 .

mas não pode ajuizar uma ação declaratória de constitucionalidade perante o mesmo tribunal tendo por objeto a mesma lei. b) O Presidente da República não pode propor ação direta de inconstitucionalidade perante o Supremo Tribunal Federal. mesmo depois do trânsito em julgado da decisão da Suprema Corte. não impede que o Congresso Nacional edite outra lei idêntica. e) Essa lei não poderá ser revogada por lei posterior de mesma hierarquia. c) Nenhum outro tribunal no país poderá declarar a inconstitucionalidade da mesma lei. assinale a opção correta. que tinha por objeto uma certa lei. d) Leis municipais. não era municipal. www.br 43 . ação direta de inconstitucionalidade contra lei estadual. b) A ação pode ter sido proposta por governador de Estado. no mérito. estaduais e federais podem ser objeto de ação direta de inconstitucionalidade perante o Supremo Tribunal Federal.CURSOS ON-LINE – DIREITO CONSTITUCIONAL EM EXERCÍCIOS PROFESSOR VICENTE PAULO 32) (ESAF/PROCURADOR/FORTALEZA/ADAPTADA) Suponha que o Supremo Tribunal Federal tenha julgado. a) A lei. a) A decisão de invalidade de uma lei. ajuizar. 34) (ESAF/PFN/2004) Assinale a opção correta. A partir desses dados. c) A decisão que proclama a invalidade de uma lei federal em sede de ação direta de inconstitucionalidade somente produz efeitos erga omnes (para todos) depois de suspensa a mesma lei pelo Senado Federal. proferida em ação direta de inconstitucionalidade pelo Supremo Tribunal Federal. perante o Supremo Tribunal Federal. assinale a opção em que se formula afirmação incorreta. a) O Presidente do Tribunal de Contas da União tem legitimidade ativa para propor ação direta de inconstitucionalidade perante o Supremo Tribunal Federal contra leis que afetem a competência constitucionalmente estabelecida da Corte de Contas.com. procedente uma ação declaratória de constitucionalidade. d) Não será possível a propositura de ação rescisória contra tal julgado. e) Um Governador de Estado pode. objeto da ação. em princípio.pontodosconcursos. 33) (ESAF/TCE/RN/2000) A respeito do controle de constitucionalidade de atos normativos. atacando lei estadual.

35) (ESAF/PFN/2004) Assinale a assertiva correta.CURSOS ON-LINE – DIREITO CONSTITUCIONAL EM EXERCÍCIOS PROFESSOR VICENTE PAULO b) A argüição de descumprimento de preceito fundamental somente pode ser empregada para questionar atos federais ou estaduais. por afronta à Constituição Federal. não caiba mandado de segurança. em ação direta de inconstitucionalidade. em sede de ação direta de inconstitucionalidade. somente produz efeitos para todos depois de suspensa a execução do diploma legal pelo Senado Federal. dada a natureza subsidiária da ação. não é objeto passível de controle abstrato no âmbito do Supremo Tribunal Federal. acarreta a suspensão dos julgamentos que envolvam a aplicação da disposição que teve sua vigência suspensa. a) Governador de Estado não pode ajuizar inconstitucionalidade contra ato normativo federal. 36) (ESAF/AFRF/2000) A respeito do controle constitucionalidade de atos normativos é correto afirmar: abstrato de a) Os Tribunais de Justiça dos Estados têm legitimidade para declarar. perante o Supremo Tribunal Federal. c) A suspensão liminar da eficácia de lei ou de ato normativo. sendo imprópria para questionar atos municipais. que será admitida se a Corte entender relevante a discussão para a ordem jurídica em geral. www. a nulidade de leis e atos normativos estaduais e municipais. e) Nenhuma associação de classe que tenha entre os seus membros outras associações possui legitimidade para propor ação direta de inconstitucionalidade perante o Supremo Tribunal Federal. d) Todo indivíduo que tenha um direito previsto em preceito fundamental da Constituição violado por ato de poder público. d) A lei que houver sido editada antes de 1988. b) A declaração de inconstitucionalidade de uma lei federal pelo STF. jamais ato normativo municipal. contra o ato lesivo. e) Somente pode ser objeto de ação declaratória de constitucionalidade perante o STF lei ou ato normativo federal ou estadual. o Procurador-Geral da Fazenda Nacional tem legitimidade para propor argüição de descumprimento de preceito fundamental. tem legitimidade para propor a argüição de descumprimento de preceito fundamental perante o Supremo Tribunal Federal. pelo Supremo Tribunal Federal. por meio do controle abstrato. c) A argüição de descumprimento de preceito fundamental somente pode ser ajuizada na hipótese em que.pontodosconcursos.br 44 .com. ação direta de b) Em matéria tributária de interesse nacional.

www. b) Qualquer cidadão brasileiro pode provocar o STF a declarar a inconstitucionalidade de uma lei. declarada a nulidade de uma lei numa ação direta de inconstitucionalidade. se a lei invalidada vier a ser suspensa pelo Senado Federal. d) A declaração de inconstitucionalidade num recurso extraordinário produz sempre os mesmos efeitos da declaração de inconstitucionalidade em ação direta de inconstitucionalidade. assinale a opção correta. produzir também efeitos contra todos (erga omnes). assinale a opção correta. a) O controle abstrato de constitucionalidade é realizado no Brasil apenas pelo Supremo Tribunal Federal.pontodosconcursos. b) A decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal. 37) (ESAF/MPOG/GESTOR/2000) A respeito do controle de constitucionalidade das leis pelo Supremo Tribunal Federal . por via de ação direta de inconstitucionalidade. pode declarar a inconstitucionalidade de leis 38) (ESAF/AFC/STN/2000) Sobre o controle de constitucionalidade no Brasil.CURSOS ON-LINE – DIREITO CONSTITUCIONAL EM EXERCÍCIOS PROFESSOR VICENTE PAULO c) Como regra geral. mediante a provocação de cidadão que tenha um direito fundamental seu violado pelos poderes públicos. podendo. não é dado ao Supremo Tribunal Federal formular juízo sobre a razoabilidade do diploma. a) A lei declarada inconstitucional em ação direta de inconstitucionalidade não precisa ser suspensa pelo Senado Federal para produzir efeitos contra todos (efeitos erga omnes). e) A decisão de mérito do Supremo Tribunal Federal julgando improcedente uma ação direta de inconstitucionalidade equivale a declarar constitucional o ato impugnado.com.br 45 . tida como inválida apenas a partir do julgamento. o diploma deixa de produzir efeitos a partir da data do julgamento da ação. d) No exame de constitucionalidade de uma lei. em princípio. entretanto. ao decidir questão de inconstitucionalidade por meio do controle de constitucionalidade em tese.STF. e) O STF somente federais. c) A lei declarada inconstitucional pelo STF em ação direta de inconstitucionalidade é. produz efeitos apenas entre as partes.

poderá haver recurso extraordinário dessa decisão para o Supremo Tribunal Federal. b) Os Tribunais de Justiça podem declarar. e se tiver sido objeto tanto de ação direta de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal como de representação por inconstitucionalidade no Tribunal de Justiça. a inconstitucionalidade de leis em face da Constituição do Estado. um outro dispositivo da Constituição Federal. incidentalmente. confrontado com uma questão de inconstitucionalidade de lei estadual. b) Se a lei suspeita for municipal. c) Um juiz estadual. em sede de controle abstrato. mas apenas perante o Supremo Tribunal Federal. c) Se a lei suspeita for estadual.com. é correto afirmar: a) Somente o Supremo Tribunal Federal pode exercer o controle abstrato da legitimidade de leis em face da Constituição Federal. haverá a conexão e o Supremo Tribunal Federal deverá julgar ambas as ações. d) A decisão do Supremo Tribunal Federal numa ação declaratória de constitucionalidade somente produz eficácia contra todos e efeito vinculante. mas não em face da Constituição Federal. assinale a opção correta.CURSOS ON-LINE – DIREITO CONSTITUCIONAL EM EXERCÍCIOS PROFESSOR VICENTE PAULO c) Uma lei de um Município. e) Um tribunal de justiça estadual inconstitucionalidade de uma lei federal. comum às duas constituições. 40) (ESAF/AFRE/MG/2005) Sobre o controle de constitucionalidade no Brasil. Uma certa lei parece afrontar esse mesmo dispositivo. d) Se a lei suspeita for estadual e tiver sido julgada. somente poderá ser objeto de ação direta de inconstitucionalidade perante o Supremo Tribunal Federal. pelo Tribunal de Justiça. não pode declarar a 39) (ESAF/PROCURADOR/FORTALEZA/2002) Suponha que um dispositivo de uma Constituição Estadual reproduza. mesmo que claramente contrária à Constituição Federal.br 46 . ainda assim poderá ser objeto de controle abstrato perante o Supremo Tribunal Federal. não poderá ser objeto de controle abstrato de constitucionalidade perante o Tribunal de Justiça. em decisão transitada em julgado. como inconstitucional. não pode ser declarada inválida pelo Supremo Tribunal Federal numa ação direta de inconstitucionalidade. literalmente. deve suspender o processo e www. quando julgada procedente no seu mérito. e) Se a lei suspeita for julgada inconstitucional pelo Tribunal de Justiça.pontodosconcursos. A partir desses dados. a) Se a lei suspeita for estadual.

apreciando o mérito de uma ação declaratória de constitucionalidade. do controle de a) Medidas provisórias não podem ser objeto de ação direta de inconstitucionalidade perante o Supremo Tribunal Federal. e) O Congresso Nacional está expressamente autorizado pela Constituição a declarar a inconstitucionalidade de leis que ele próprio editou. incidentalmente. a inconstitucionalidade de lei orgânica de município. pode ser declarada. www. em sede de ação direta de inconstitucionalidade. d) A decisão do STF pela inconstitucionalidade de uma lei federal. é correto afirmar: a) Se o STF. para que a decisão da Suprema Corte produza efeitos erga omnes. assinale a opção correta.pontodosconcursos. e) Não cabe medida liminar em ação declaratória de constitucionalidade. b) Leis estaduais não podem ser objeto de ação declaratória de constitucionalidade. 42) (ESAF/AFCE/TCU/2000) Com relação ao controle de constitucionalidade de ato normativo pelo Supremo Tribunal Federal STF. tão logo o acórdão transite em julgado. a lei deve ser considerada inconstitucional e esta decisão terá eficácia contra todos e efeito vinculante para os demais órgãos do Poder Judiciário e para a Administração Pública direta e indireta.br 47 .CURSOS ON-LINE – DIREITO CONSTITUCIONAL EM EXERCÍCIOS PROFESSOR VICENTE PAULO submeter a questão ao Plenário ou ao órgão especial do Tribunal de Justiça a que se vincula. o Senado deverá suspender a execução da mesma lei. começa a produzir eficácia contra todos depois de o Senado Federal suspender a execução da lei. d) Somente juízes federais têm autorização constitucional para declarar. 41) (ESAF/GESTOR/MPOG/2002) A respeito constitucionalidade. d) Declarada a inconstitucionalidade de lei pelo STF. c) Pelo voto da maioria absoluta dos membros do STF. em sede de controle abstrato. quando proferida em sede de controle abstrato. por via de ação direta de inconstitucionalidade ou de ação declaratória de constitucionalidade. b) A declaração de inconstitucionalidade feita em um recurso extraordinário terá sempre eficácia contra todos e produzirá efeito vinculante. a inconstitucionalidade de leis federais. julga a demanda improcedente. c) O STF tem competência para apreciar a constitucionalidade de leis editadas em qualquer Estado da Federação.com.

a doutrina majoritária entende que isso não impede o reexame dessa questão por parte do Poder Judiciário. nessas ações. por se tratar de norma de natureza constitucional. tendo em vista razões de segurança jurídica ou de excepcional interesse social. não está sujeita ao controle de constitucionalidade perante o Supremo Tribunal Federal.br 48 . a emenda constitucional estadual mencionada. em virtude da possibilidade de declaração. constituições estaduais podem considerar legitimados à propositura representação de inconstitucionalidade outros entes não-arrolados Constituição da República como aptos a ajuizarem a ação direta inconstitucionalidade perante o Supremo Tribunal Federal.com. www. em sede de controle abstrato. são necessários oito votos para o STF restringir os efeitos da declaração de inconstitucionalidade ou decidir que ela só tenha eficácia a partir de seu trânsito em julgado ou de outro momento que venha a ser fixado. pode. o presidente da República promulgou lei federal que alterou o nome do Aeroporto do Recife para Aeroporto Internacional dos Guararapes/Gilberto Freyre. 45) (CESPE/PROCURADOR/TCPE/2004) Embora se reconheça aos tribunais de contas o poder de apreciar a constitucionalidade das normas que hajam de aplicar em seus julgamentos. Essa lei. como resultado do processo legislativo. Nessa situação.pontodosconcursos. 43) (CESPE/TJDFT/2002) Determinado estado da Federação editou emenda à constituição estadual. 44) (CESPE/PROCURADOR/TCPE/2004) Tempos atrás. consistentes na imunidade a prisão cautelar e na imunidade a qualquer processo penal por delitos estranhos à função governamental. 48) (CESPE/TJMT/2005) A reserva de plenário para declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo é imperativa tanto no controle concentrado como no controle difuso de constitucionalidade. quer por meio de ação direta de inconstitucionalidade.CURSOS ON-LINE – DIREITO CONSTITUCIONAL EM EXERCÍCIOS PROFESSOR VICENTE PAULO e) Uma lei municipal pode ser declarada inconstitucional pelo STF. quer por recurso extraordinário. da inconstitucionalidade da lei ou do ato normativo federal. 46) (CESPE/ANALISTA/TST/2003) Ao prever o controle abstrato constitucionalidade perante os respectivos tribunais de justiça. apesar de contrariar princípios e dispositivos constantes da Constituição da República. por meio da qual outorgou prerrogativas de caráter processual penal ao governador de estado. Mas é certo que. ser objeto válido de ação direta de inconstitucionalidade perante o Supremo Tribunal Federal. por meio de ação direta. em princípio. de as de na de 47) (CESPE/AGU/2004) Deve haver a manifestação do Advogado-Geral da União nas ações declaratórias de constitucionalidade.

comunicando seu julgamento ao Senado Federal. www. esta resolução produzirá efeitos ex nunc. 51) (CESPE/PROCURADOR/INSS/98) Se o STF apreciar questão de constitucionalidade posta no âmbito do controle difuso e decidir pela inconstitucionalidade. 56) (CESPE/FISCAL/INSS/1998) Os decretos do Presidente da República podem ser objeto de ação direta de inconstitucionalidade. lei ou ato normativo de outro Estado. poderá o Senado Federal suspender o ato normativo impugnado.com. 54) (ESAF/AGU/1998) O Senado Federal. 50) (CESPE/AGU/2004) A ação direta de inconstitucionalidade proposta por um partido político será extinta por perda de legitimidade ativa para a sua propositura. devendo ainda ser previamente ouvido nessas ações e em todos os processos de competência do Supremo Tribunal Federal. com efeitos erga omnes.CURSOS ON-LINE – DIREITO CONSTITUCIONAL EM EXERCÍCIOS PROFESSOR VICENTE PAULO 49) (Cespe/STM/Analista/2004) O procurador-geral da República é legitimado para a propositura tanto da ação declaratória de constitucionalidade (ADC) quanto da ação direta de inconstitucionalidade (ADIN). 55) (ESAF/ANALISTA COMÉRCIO EXTERIOR/1998) Os atos tipicamente regulamentares são passíveis de impugnação em ação direta de inconstitucionalidade perante o Supremo Tribunal Federal. em ação direta de inconstitucionalidade. 53) (ESAF/ASSISTENTE JURÍDICO/AGU/1999) A Constituição autoriza expressamente que o constituinte estadual institua. após iniciado o seu julgamento. se. o Governador de um Estado não pode impugnar. admitindo-se inclusive que se suspenda apenas uma ou algumas das disposições declaradas inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal. não está impedido de revogar ou modificar o referido ato de suspensão. após a suspensão da execução da lei inconstitucional. 57) (ESAF/AGU/1996) Segundo a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. o referido partido perder sua representação parlamentar no Congresso Nacional. a ação direta por omissão e ação declaratória de constitucionalidade.pontodosconcursos.br 49 . e este editar resolução suspendendo a execução da norma. 52) (ESAF/AFTN/1996) No caso de suspensão de execução da lei ou ato normativo declarado inconstitucional. no seu âmbito.