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Projeto Politíco Pedagógico

Revisado em 2007.

DADOS DE IDENTIFICAÇÃO

* ESCOLA: EMEF. Dr. Guilherme Alfredo Oscar Hildebrand * ENDEREÇO: Avenida Euclides Kliemann, nº 5315 * BAIRRO: Santo Antônio do Sul. * CIDADE: Santa Crus do Sul / RS. * ANO: 2007

Equipe Direção

* DIRETORA: Guiomar I. Rossini Machado * VICE-DIRETORA: Mara Cristina Lopes zanette * SUPERVISOR: José Gaspar Hermes * ORIENTADORA: Lisandra Faccin

A ESCOLA

“ Escola é... o lugar onde se faz amigos não se trata só de prédios, salas, quadros, programas, horários, conceitos... Escola é, sobretudo, gente que trabalha, que estuda, que se alegra, se

conhece, se estima. O diretor é gente, o coordenador é gente, o professor é gente, o aluno é gente, cada funcionário é gente. E a escola será cada vez melhor na medida em que cada um se comporte como colega, amigo, irmão. Nada de “ilha cercada de gente por todos os lados”. Nada de conviver com as pessoas e depois descobrir que não tem amizade a ninguém, nada de ser como tijolo que forma a parede, indiferente, frio, só. Importante na escola não é só estudar, não é só trabalhar, é também criar laços de amizade,é criar ambiente de camaradagem, é conviver, é se “amarrar nela” ! Ora, é lógico...Numa escola assim vai ser fácil estudar, trabalhar, crescer, fazer amigos, educar-se, ser feliz”

( Paulo Freire)

APRESENTAÇÃO

A proposta Político Pedagógica é a tradução dos anseios de toda comunidade escolar. A participação de pais, alunos, professores e funcionários para sua construção foi muito importante.

Através de leituras, discussão, trabalho participativo, reflexões, questionamos a sociedade e a escola que temos e o que queremos daqui pra frente.

A busca por objetivos para nosso trabalho nos permitiu que juntos fôssemos aprendendo, dialogando e trabalhando de forma coletiva para construir novas práticas. Através da fundamentação teórica estabelecemos princípios que orientarão e darão coerência as nossas ações.

JUSTIFICATIVA

Esta Proposta Político Pedagógica tem por objetivo buscar uma escola que construa conhecimento, que seja baseada na integração e reflexão de sujeitos que aprendem e ensinam.

Uma escola que ofereça um espaço de construção e vivência de um currículo com idéias de ética, justiça, respeito, amor. Um currículo de lutas pelo direito a uma vida digna em que todos possam questionar e superar a exclusão social e toda a forma de preconceito.

Uma escola onde educadores e educandos possam construir a esperança num projeto de vida, em que a alegria seja a tônica do viver.

A proposta político pedagógica de uma escola é apenas um ponto de partida para que aconteçam novas reflexões, tomada de consciência dos principais problemas da escola, das possibilidades de solução e definição das responsabilidades coletivas e pessoais para eliminar ou atenuar as falhas detectadas. É muito importante que se privilegie a liberdade de expressão, a igualdade e trabalho participativo. Isso gera satisfação e constantes melhorias no trabalho.

O envolvimento de toda comunidade escolar é essencial para que sejam atingidos os objetivos propostos, é necessário o engajamento para que haja qualidade. Pretendemos que este projeto estabeleça, com clareza, as diretrizes filosóficas que nortearão o processo ensino – aprendizagem na Escola.

OBJETIVOS

* Tornar o educando consciente. alunos e profissionais da educação. * Desenvolver conteúdos derivados do cotidiano do educando. num processo cooperativo de formação de indivíduos plenos e aptos a construir a sua própria autonomia e cidadania. * Desenvolver princípios de valores e ética. mas também coletivo. discutindo e informando através dos temas transversais. * Resgatar a unidade do saber e do fazer através de uma prática interdisciplinar que percorra um caminho oposto à fragmentação do conhecimento. propiciando o respeito mútuo e a solidariedade. * Oportunizar a liberdade de expressão garantindo a autonomia com responsabilidade diante dos fatos cotidianos com sabedoria e comprometimento. Objetivos Específicos * Valorizar as múltiplas inteligências. participativo e condutor de idéias capazes de surtir um efeito prático diante do desenvolvimento sustentável. proporcionando uma educação de qualidade através de um trabalho de parceria entre pais.Objetivo Geral da Proposta Valorizar a educação como um instrumento de humanização e de interação social. dando oportunidades do educador desenvolver suas potencialidades. como ser único. dentro de um ambiente de interação. * Proporcionar condições favoráveis para a construção consciente de valores cívicos e sociais. reconhecendo-se. utilizando situações que apareçam em sala de aula. PRESSUPOSTOS FILOSÓFICOS .

no que preconiza o Estatuto da Criança e do Adolescente. o homem pode e poderá. criativo e capaz de solucionar problemas. modificar a realidade em prol de uma vida mais tranqüila. construindo este conhecimento. no contexto educativo escolar. A escola busca salientar o papel do professor e do aluno na consolidação do conhecimento. sistematização. enquanto sujeito inserido em um determinado contexto. bem como os programas e os planos de ensino. Cabe a cada ser manter o equilíbrio emocional. dentro de uma concepção sócio-interacionista. trabalhando a interdisciplinaridade e transversalidade. serão considerados como ponto de partida de criação. partilhando idéias. Ser diferenciado pelas suas idéias. tomando consciência de vivência. move e remove situações de acordo com sua vivência. buscando o conhecimento do mundo. produção e recriação do saber. Agente transformador. cidadania. cumulativas. Para tanto. buscando a construção de um universo mais harmonioso. que.O momento histórico vivenciado. CONCEPÇÕES Homem Ser provido de qualidades físicas e psíquicas. apropriação. Dotado de grande bagagem cultural e sentimentos enraizados desde sua origem. as concepções primordiais ligadas ao saber e ao desenvolvimento psico-intelectual. De acordo com as necessidades impostas pelo meio. A escola hoje é conhecida como parte inseparável da totalidade social. Mundo . para que o seu próprio mundo seja preservado e sua espécie não seja extinta. o currículo escolar. aponta para uma Filosofia de Educação que possa contemplar as múltiplas dimensões do homem. garantindo. formam a sociedade na qual vivemos.

Quanto mais pudermos trazer este laboratório para a sala de aula. por esta manifestação ele se estrutura como particular e cria sua identidade. preceitos e interdições. o qual direciona sua convivência em sociedade.O mundo é um grande laboratório capaz de proporcionar infinitas descobertas que podem contribuir de maneira significativa para o desenvolvimento das nossas potencialidades. é fundamental reconhecê-lo como laboratório onde o que conta é o descobrir e o descobrir-se nele. o que faz do Professor um político e um artista e não uma pessoa neutra. convivência que é permeada por um senso comum. pedagógica. Mais importante que pôr escolas no mundo é saber pôr o mundo dentro das escolas. O ser social é regido pelos seus próprios dogmas. na verdade. Sociedade Pensar sociedade é estabelecer que o homem demanda uma convivência em grupo. que determina a solidificação no momento em que o grupo a elege como tal. tanto mais poderemos estar em sintonia com tudo o que nos cerca. Desde o milagre de seu nascimento o indivíduo percebe o seu funcionamento e procedimento. Portanto. intenções colhidas por um todo que servem a um único propósito. Essa opção não é. são postas para o surgimento de uma cultura única. a sobrevivência do homem. As regras. regras comuns. os preceitos que emanam de pensar coletivo. Professor As diferenças entre o professor e o aluno se dão numa relação em que a liberdade do aluno não é proibida de exercer-se. . mas política.

Neste processo. agindo como uma ponte. somente o . Na verdade. interagindo com todo o conhecimento pedagógico. O verdadeiro professor é aquele que desenvolve cuidadosamente os elementos positivos que se encontram nos alunos. não ensinamos nada a ninguém. A postura do Professor para tanto. acima de tudo. Que valores poderemos passar a nossos alunos? Nas mãos do professor. lapidado. Não garantirá a retidão do aprendizado do assunto em pauta. vendo-o como um todo e atuante no processo de Ensino . é muito importante.O "modelo" de Professor que hoje se aplica na escola faz parte de toda uma indumentária passada. melhorado e. harmonizando-os com os negativos e construindo assim a maravilha da individualidade cósmica do homem integrado. alunos e professores estão abertos a aprender. dando-lhe oportunidade de ter uma visão do todo que está à sua volta. nenhum Mestrado ou Doutorado fará a realidade de um trabalho árduo e necessário. educar é um ato de amor. que venha a modificar toda a sua vida. O professor passa a ser um instrumento "pronto" para ser usado. Finalizando. os alunos aprendem se tiverem sua mente e seu coração abertos. encontra-se a decisão que um aluno pode tomar. que deixa seu aluno caminhar por ela. Sua paixão pelo ensino é que tornará concreta essa ponte de vidro. que pode ou não deixar um rio transponível. científico e psíquico que o professor tem hoje em referência a seus alunos.Aprendizagem. O professor é um canal de comunicação através do qual vai fluir conhecimento. muitas vezes. Educar é mais do que simplesmente passar o conhecimento.

que transforma e adquire meios. vivência que prepara o indivíduo a interagir com o meio em que vive. através da educação de refazer o que já está feito.aprendizagem. É o agente modificador da trajetória da educação e do mundo. tão prazeroso e vital. dinâmico e sustentador da vida humana. seja o saber racional. Escola É o local de estímulo e construção do saber. Aluno É o sujeito ativo no processo de ensino . O aluno deve ser um questionador do mundo. trará à luz o compromisso. que capacita o indivíduo para o mercado de trabalho. do homem. com o objetivo de compreender. Este sim. interpreta-os. da sociedade e de si mesmo. trabalhar e perpetuar a cultura a qual está inserido. onde todos precisam de todos.abandono da ilusão de ensinar e a visão de que somos um grande corpo. adequa-os à sua realidade e desenvolve seu senso crítico através das relações professor/aluno e aluno/professor. Cultivador de meios que levam a um progresso ativo. O aluno apropria-se de conhecimentos científicos. Sujeito que inova. de forma mais ampla e útil. seja ele o saber técnico. de pai para filho. É um ser em formação que está buscando seu espaço na sociedade e precisa de mediação e auxílio para a construção de seus conhecimentos. . quanto um amplexo de amigo para amigo.

. pronto. poderá ou não.A Escola não se limita somente ao espaço físico. Cabe à Escola proporcionar o questionamento de seu papel conscientizador e libertador de suas ações. através de seu dinamismo em renovar. possibilitando um crescimento individual e coletivo. da origem do próprio saber à sua elaboração. descobrindo e direcionando o ser humano às finalidades de caráter social e renovador. e. oferecendo condições para que haja a exploração do ambiente. É através da Escola que se envolve e estimula a educação transformadora. É o instrumento mediador entre o senso comum e o conhecimento científico. O papel da Escola como agente de transformação é ampliar a liberdade e a compreensão do mundo de cada cidadão.Família.Sociedade . É através da Educação que ele constrói a sua cidadania e interage com o meio. inovar e experienciar o saber. crítico e pensante. Educação A Educação é o meio que permite ao homem formar-se e construir-se num ser digno e consciente de suas ações. com o outro. integrando-os. que não deve ser estático. das relações da tríade Escola . mais atuante também no sentido de despertar a sensibilidade e a criatividade a fim de construir um ser completo. transformar a sua vida e sociedade. mas age e transforma em conjunto com a família e as instituições sociais que colaboram na construção do saber. inventando.

Não podemos ter uma consciência ingênua de que a Educação está desprovida de um caráter ideológico. a Educação voltou-se para o tecnicismo. estimulando um conhecimento fragmentado e acrítico. No momento. buscar novos caminhos para a Educação. Durante o período colonizador prevaleceu a concepção educacional. Nas fases ditatoriais da história. como durante o governo de Getúlio Vargas. referendando valores da classe dirigente. neste momento. com a busca da qualidade total na Educação. dos jesuítas que impunham as "verdades" do cristianismo. temos que ter consciência do caráter empresarial que aí se encontra presente. com toda uma carga ideológica voltada para a segurança nacional. desmistificando e desvendando a ideologia presente para torná-la um instrumento real de construção e transformação do indivíduo e da sociedade. Cabe aos educadores. Tendências pedagógicas . predominou um culto a um nacionalismo exacerbado. No momento em que se implantou o regime militar. A ideologia encontra-se presente no meio educacional.

a EMEF Dr. a teoria dialética do conhecimento. ao educando. sujeito . Para Paulo Freire "o homem é o sujeito da educação e. Objetivando suscitar no educando a consciência de si e do mundo. refletindo a prática e retornando a ela para transformá-la.mundo. comprometido a intervir na realidade para mudá-la (MIZUKAMI: 86. mais se torna progressivo e gradualmente consciente. 1986). evidencia-se uma tendência interacionista. Guilherme Alfredo Oscar Hildebrand busca referências em algumas tendências existentes no sistema pedagógico. reorienta esta teoria. apesar de uma grande ênfase no sujeito. Educador e Educando aprendem juntos numa relação dinâmica na qual a prática. do ambiente social em que está inserido e do senso crítico. orientada pela teoria. sobre sua própria situação concreta. . que se refere ao processo pelo qual o indivíduo desenvolve sua própria inteligência adaptativa e seu próprio conhecimento. É refletindo sobre seu ambiente concreto que o homem chegará a ser sujeito. a escola busca na pedagogia progressista (baseada nos estudos de Paulo Freire). Quanto mais ele reflete sobre a realidade. num processo de constante aperfeiçoamento.Levando em conta que a educação é ao mesmo tempo um processo individual e um processo social que acontece através das inter-relações. possibilitando que se torne um agente de transformação social.objeto é imprescindível para que o ser humano se desenvolva e se torne sujeito de sua práxis". o desenvolvimento da consciência de si mesmo. Em muitas atividades a Escola propõe. já que a interação homem . Outra tendência pedagógica da Escola é o construtivismo.

etc. sabendo que a aprendizagem é um processo social e não só individual a escola busca nos estudos de Vygotsky embasamento teórico para sua prática pedagógica. atua sobre as condições objetivas da sociedade. jornais. cada um de acordo com seu talento e com seu potencial. Desenvolver nos alunos a capacidade de produzir ou de criar. Para Vygotsky a interação com o meio e com o outro acontece nas relações cotidianas e histórico . receitas. livros de histórias.Para Piaget a noção de desenvolvimento do ser humano se dá por fases que se relacionam e se sucedem. revistas." (FREITAS: 41. que estimule e desafie o aluno. se constitui e se desenvolve enquanto sujeito. . partindo de sua inteligência. bilhetes. é uma forte tendência da escola."O ser humano constrói o seu conhecimento interagindo com o meio. Enfim a tendência pedagógica da EMEF Dr. e não apenas de repetir."Para dar condições ao educando de construir seu próprio conhecimento a Escola confere especial destaque à pesquisa espontânea da criança e do adolescente. que se confronte com o que a humanidade produziu. proporcionando condições para que toda verdade a ser adquirida seja reinventada pelo aluno. até que se atinjam estágios da inteligência caracterizados por maior mobilidade e estabilidade (MIZUKAMI: 60. dicionários. que propicie o espírito crítico. poesias. propagandas. de diferentes suportes portadores da escrita. desenvolvendo suas estruturas cognitivas até atingir um nível de maturidade que permita elaborar o aprendido e novamente recomeçar o processo. 1995) A escola entende que a criança aprende com maior facilidade se for ajudada por um colega que adquiriu antes dela a compreensão de determinado conhecimento. transformando-as. por parte do aluno. Um caminho em que o homem. A Escola proporciona situações de exploração. reconstruída e não simplesmente transmitida. e crie situações para que os alunos aprendam igualmente. tais como.sociais onde "o homem é um ser essencialmente social e histórico que. em uma atividade prática comum intermediado pela linguagem. Por fim. Guilherme Alfredo Oscar Hildebrand é a constante busca de um ensino de qualidade. na relação com o outro. pelo menos. ou.1986). à medida que constrói sua singularidade.

existia muito mato e ali havia macacos habitando a mata. A maioria dos entrevistados não sabia. 1 Outra versão relatada. Surgiu ainda uma terceira hipótese: antes da chegada das fábricas. o fato da comunidade desconhecer fatos relevantes da história do bairro. foi a de que existindo uma mata fechada. mas associam ao fato de que no bairro. por serem também pobres. e desta forma. Santa Cruz do Sul foi colonizada pelos imigrantes germânicos. os demais não conseguiram precisar o que realmente levou o bairro a ser conhecido por este nome. mas com base nos dados coletados na entrevista. que tinham uma condição de vida estável. os bandidos vinham esconder-se da polícia. Em contrapartida. neste canto da cidade ficaram os pobres e negros: alguém incapaz de prosperar . subindo nos galhos das árvores como macacos. eram chamados de macacos. ela torna-se verdadeira. entendemos o porquê: a maioria das pessoas que aqui vive chegou há pouco tempo. num primeiro momento.os macacos. Tínhamos a curiosidade de saber por que o bairro era chamado de Vila Macaco. . junto às empresas e indústrias que se instalaram nestes últimos anos. o bairro ficou conhecida como Vila Macaco.No entendimento das pessoas que aqui vivem hoje (que desconhecem a história) esta é a hipótese mais provável. a maioria das pessoas era de cor negra e por preconceito.2 1 -Se analisarmos esta informação partindo de uma visão antropológica. 2 .CONHECENDO A REALIDADE O que a comunidade sabe sobre a história do bairro? Pareceu-nos até curioso.

Família Cidadã e as crianças se alimentam do Prato Forte (refeição comunitária). depois de uma análise mais profunda dos gráficos elaborados com base na entrevista. são constituídas de mãe e filhos. 3 O que sabemos com certeza é que antes de virem as indústrias. Premiun e Kanemberg e uma das maiores metalúrgicas do estado. do estado e até do próprio país. As famílias. Kátia Monteiro do Nascimento (falecida).ensino fundamental incompleto. através da exportação do tabaco. na sua maioria. A escolaridade é mínima . não tem saneamento básico. as ruas não são calçadas. Augusto. ao procurarem emprego são discriminados por morarem neste bairro. nem um bom salário porque não tiveram oportunidades de estudar. não tem área de lazer. os faz aceitar esta situação. Porém. Hoje. nem o ano em que estas pessoas para cá vieram. o Vale-Gás. ATC. A primeira impressão que tivemos foi a de que as pessoas que aqui vivem são acomodadas. Citaram-nos os seguintes nomes: Genésio Borges (80 anos) e esposa Dora Monteiro do Nascimento. por exemplo. José Romaldino Rodrigues (60 anos). no entanto. Ema.Quanto aos primeiros moradores do bairro. em relação às condições de vida das famílias que aqui vivem. . instalados em casebres. nos damos conta de que a mudança está em nossas mãos. Algumas destas famílias são beneficiadas por programas assistenciais do governo. pois aceitam esta desigualdade social com muita normalidade. Hoje. estão instaladas neste complexo chamado Distrito Industrial. A maioria trabalha apenas no período de safra nas fumageiras. Foram-nos citados vários nomes. as pessoas que aqui vivem não têm um trabalho decente. e o mais lamentável. Profissão. Nas proximidades da escola estão a Souza Cruz. Teresa do Nascimento Borges (76 anos). não sabiam o sobrenome. posto de saúde e policial e mesmo assim. aquilo que de certa forma já sabíamos. O bairro. o asfalto da rodovia que corta o bairro não é sinalizado. nem canalizadas. a Metalúrgica Mor. para a maioria. São famílias de classe social baixa. que sobrevivem com pouco mais de um salário mínimo. Henrique. Confirmamos através da entrevista. Dimon. Eva. Ilda e Ofélia. o bairro não tem problemas. poucos têm. As primeiras fábricas a se instalarem aqui foram a Dimon (1994) e a Souza Cruz (1996). Ana Júlia Correia (76 anos). E esta falta de conhecimento. esta última com mais de 3. também encontramos dificuldades. Maria Odila do Couto (85 anos).000 funcionários. inclusive o conhecimento de seus direitos enquanto cidadãos. já existiam moradores no bairro. tais como o Bolsa-Escola. grandes indústrias com destaque para as fumageiras que movimentam de forma significativa a economia do município. de no máximo três cômodos. além de Irena.

* Dados analisados (1/2) na opinião das pessoas entrevistadas no bairro. . . . . tem uma ótima escola e uma creche (EMEI). as pessoas são amigas e as crianças da vizinhança brincam juntas. que fazem deste bairro um lugar bom para se viver: aqui está instalada a maioria das fábricas do município. . transborda alagando ruas e casas. Além disso.Ofélia (de Jesus) avó do aluno Roberto Carlos de Jesus (já falecida).Kátia Monteiro do Nascimento era esposa de Genésio Borges que hoje vive com Dora Monteiro do Nascimento. A concentração maior das casas está às margens da Avenida Euclides Kliemann. o fato dos terrenos serem baratos e a proximidade de indústrias tem atraído mais e mais pessoas para morarem aqui.Ana Júlia Correia é bisavó da aluna Jéssica Taís. Faz limite com os bairros: Esmeralda.José Romaldino Rodrigues é avô das alunas Sigieli e Linda Inês.Mas também há vários aspectos que merecem ser destacados. que o perpassa em toda a sua extensão. próximo ao cruzamento com a BR 471 no quilômetro 132. corre o Arroio do Almoço que também atravessa o bairro em sua extensão. O arroio. No sentido vertical. Localização do bairro: limites O bairro Santo Antônio do Sul localiza-se na parte sul do município de Santa Cruz do Sul. 3 . Capão da Cruz. Rauber e Capão da Cruz Oeste. em época de inverno e chuvas intensas. É cortado pela BR 471 em sentido horizontal.Maria Odila do Couto é avó do aluno Alanderson do Couto. irmã de Kátia.

as quais continuam até hoje com a família. No ano de 1988. família. abrindo-se novas turmas de Pré-escola a 4ªsérie. a escola ficava muito longe da comunidade. a Escola Municipal São Francisco foi trazida para a vila. para juntos conseguirmos preservar esta riqueza da natureza e também para garantir uma melhor qualidade de vida para as pessoas que aqui vivem.o que é conseqüência dos lixos e detritos que são jogados pela comunidade em seu leito. através do decreto n° 3594. Somente em 1991. Antigamente. junto ao prédio do GAC (Grupo de Ação Comunitária) onde funcionavam os Jardins de Infância nível A e B. no dia 17 de junho. Hildebrand em homenagem ao ilustre médico com o mesmo nome. a escola foi criada. para que pudessem deixar seus filhos enquanto trabalhavam. e a maioria dos pais não tinha como levar seus filhos. a escola passou a oferecer a 5ª série e em 1996 teve a conclusão da primeira turma de 8ªsérie. no bairro hoje denominado Capão da Cruz. O. associações e entidades juntamente com os órgãos competentes. A escola já tentou fazer uma limpeza nas margens do arroio. O Dr. escola. Em 1993. Recebeu o nome de Escola Municipal de Ensino Fundamental Dr. então encaminharam um pedido à Secretaria de Educação para que fosse instalada aqui no bairro uma escola e uma creche. já no prédio novo. mas a solução do problema requer bem mais do que isso: é preciso um engajamento de toda a comunidade. A importância da EMEF e da EMEI para o bairro A idéia de criar uma escola e uma creche surgiu com a vinda de mais moradores para o bairro. Guilherme Alfredo Oscar Hildebrand dedicou . que possuía terras próximas à escola. através da Patrulha Ambiental e de outras ações educativas que visavam incutir nos alunos uma consciência ecológica e de preservação do meio ambiente. Guilherme A. funcionando no prédio antigo até o final do ano seguinte. onde passou a funcionar como escola anexa.

Dr. Está envolvida em vários projetos. É um referencial importante na vida das pessoas que vivem ou viveram aqui. Guilherme faleceu aos 94 anos. político ou simplesmente como amigo.Dimon . cidadão. longe das ruas e da criminalidade.Souza Cruz * Casas comerciais. fazendo com que a maioria dos alunos fique na escola praticamente em turno integral. restaurantes.O bar do Jorge (hoje é da Simoni) * 1° indústria a se instalar no bairro: . seja como médico. * 1° comércio a se instalar no bairro: . A escola vem desempenhando o seu papel social tentando contribuir na formação de adolescentes e adultos conscientes de suas práticas sociais e das mudanças que estas podem provocar em suas vidas. Antonio Ferreira .Armazém do Sr. dia 1° de fevereiro de 1985. nesta cidade. bares e postos de combustíveis: Lancheria Gringo Churrascaria Reis .sua vida à atuações comunitárias e à prestação de serviços à comunidade. Outros dados relevantes sobre o bairro Número de famílias: aproximadamente 170 famílias.

.. tomaram posse da área de terra do governo estadual utilizada pela ferrovia.Fruteira Colonial Mini Mercado Chega Mais Oficina Santo Antônio Bar do Graxa Oficina do Toco Bar e Armazém Kist Distribuidor de Gás Bar e Armazém Navegantes (Vilma..5 metros de cada lado dos trilhos do trem.) Mini Mercado Rodrigues Comércio de Combustíveis Nevoeiro Cachorrão Industrial (Íris. com cerca de 12..) * Templos Religiosos: Igreja Evangélica Assembléia de Deus Comunidade São Francisco de Assis Histórico do Bairro Santo Antônio do Sul O bairro Santo Antônio do Sul surgiu a partir da desativação da linha férrea. segundo moradores do local.. Sem condições financeiras de adquirirem terrenos onde pudessem se instalar. por famílias na maioria vindas do interior ou de municípios vizinhos em busca de trabalho. que ligava os municípios de Santa Cruz do Sul e Rio Pardo.

Esta é uma área favorável para migrantes à procura de trabalho. A origem do nome deste arroio vem dos tempos em que os colonos do interior do município transportavam a sua produção à Rio Pardo em carroças pela estrada. principalmente nas indústrias fumageiras localizadas no Distrito Industrial e que oferece trabalho temporário. hoje Avenida Euclides Kliemann. já que a CORSAN não abastecia este lugar há anos atrás. que mora próximo ao poço artesiano instalado para fornecer água potável. Este nome tem diversas explicações entre os antigos moradores. Atualmente o Arroio acumula lixo nas suas águas e nos barrancos que se misturam ao esgoto. Dos tempos de ferrovia preservou-se somente os pilares da ponte sobre o Arroio do Almoço e parte dos fundamentos dos trilhos do trem. dos quais se destacam algumas: * Havia uma família de negros com muitos filhos que brincavam pendurados nas árvores como macacos. Até poucos anos atrás este arroio fazia divisa entre Santa Cruz do Sul e Rio Pardo. O nome do bairro Santo Antônio surgiu em homenagem a este santo devido à existência de uma gruta com uma imagem deste no bairro. * Bairro onde se escondiam os ladrões (em cima das árvores). * Existia um macaco que às vezes aparecia na Vila. * Devido a um acidente na estrada com um caminhão carregado de bananas que capotou e os moradores recolheram as frutas da estrada. utilizado como pilares de algumas casas. canalizado ou não. * Porque a maioria das casas eram cobertas por lonas de plástico preto. . Alguns dos primeiros moradores foram: Adolfo Kenning e seu Genésio ( Manoel Olívio dos Santos). Contam os moradores que o Arroio do Almoço era muito limpo. Antes de o bairro ser denominado Santo Antônio era conhecido por “Vila dos Macacos”. das casas próximas ao seu leito. * Por preconceito às pessoas negras que eram maioria entre os moradores do bairro.

Origem do Nome da Escola .A partir dos anos 90 surge uma nova realidade com a centralização das indústrias fumageiras. com Associação de Bairro e professores solicitou uma escola nova. * De 2001 até hoje está na direção da escola a professora Guiomar Isabel Rossini Machado. devido à distância. a aquisição de novos equipamentos e a informatização dos setores destas empresas que se refletem no aumento do desemprego de safristas e efetivos que trabalham neste ramo. já no prédio novo. Quando o anexo começou a funcionar havia turmas de Pré-escola a 4ª série. que ainda era anexo. localizada em Capão da Cruz. teve a conclusão da 1ª turma da 8ª série. A Escola foi criada através do Decreto Nº 3594 de 17 de junho de 1991. pois na época havia poucos alunos na comunidade e que antes se deslocavam até esta outra localidade para estudar. onde passou a funcionar como escola anexa. Em 1993. sendo a maioria dos moradores. foi trazida para o bairro Santo Antônio. Histórico da Escola No ano de 1988. Como a população foi aumentando. * Em 1990. a Escola Municipal São Francisco. O GAC era mantido e administrado pela Srª. a comunidade através dos pais. sempre com apoio da Prefeitura Municipal. a escola. onde funcionavam os jardins de infância nível A e B no bairro Santo Antônio do Sul. * De 1991 a 2000 esteve na Direção a professora Márcia Helena Fredrich de Freitas. Flora Dornelles e seu grupo. tinha na direção a professora Mariza Souza. A comunidade escolar foi aumentando e. mas continuou funcionando no prédio antigo até final de 1992. a escola passou a oferecer a 5ª série e. em 1996. resolveu-se abrir um anexo juntamente ao prédio do GAC (Grupo de Ação Comunitária).

Guilherme Alfredo Oscar Hildebrand nasceu em Santa Cruz do Sul. cidadão. atuou junto a várias entidades. nesta cidade. 1º de fevereiro de 1985. A entrevista destacou alguns pontos como: * processo ensinar e aprender. para saber a opinião destes em relação à escola que temos. além do atendimento a seus pacientes. que queremos e o que fazemos para termos uma escola melhor. Guilherme Alfredo Oscar Hildebrand recebeu este nome em homenagem ao ilustre médico com o mesmo nome. * limpeza. * biblioteca. as quais continuam com a família até hoje. * merenda. vereador. Também foi questionado o que a escola e a comunidade poderiam fazer para que estas melhorias acontecessem. . Sua vida foi um elenco de serviços prestados à comunidade. Presidente da Câmara de Vereadores e Deputado Estadual. atuou também como presidente do Hospital Santa Cruz. Na sua atuação comunitária. * avaliação realizada na escola. que possuía terras próximas à escola. seja como médico. no dia 21 de agosto de 1890. O Dr. aos 94 anos.A Escola Municipal de Ensino Fundamental Dr. Ouvindo a Comunidade Escolar Foi realizado um trabalho de pesquisa com os pais e alunos da escola. * espaço físico. político ou simplesmente como amigo. Guilherme faleceu em. Aos 23 anos formou-se em Oftalmologia. Dr.

* os brechós. interagir positivamente com os colegas. Os pais citaram que gostariam que tivessem esportes diversos na escola como: danças. no que diz respeito ao processo de ensinar e aprender. como colocar o lixo nas lixeiras e. colaborarem com os professores. balé. Os alunos destacaram que para tornar as aulas e a escola melhor é necessário a colaboração. Também destacaram que apreciam muito o trabalho realizado pela equipe diretiva. * o atendimento dos dentistas da secretaria da saúde. o respeito. Também a questão da limpeza da escola. dando prioridade aos projetos e eventos realizados como: * a horta escolar.Quanto ao primeiro item relacionado ao andamento das aulas. Os pais destacaram que gostam muito do ensino que a escola oferece. a forma como são dadas as aulas e aos conteúdos trabalhados foi destacado pela maioria dos alunos que as aulas estão boas ou ótimas e que para serem melhores os alunos deveriam conversar menos. não sujar as paredes. melhorar o comportamento. . * o programa Proerd. * o Nosso Bairro Limpo. foi salientada. * passeios e festas. * a alimentação. atenção. mais salas de aula e EJA à noite. prestarem mais atenção nas explicações e realização das tarefas. professores e funcionários.

* materiais diversos para Ed. caratê.Quanto ao item sobre o que os alunos gostariam que tivessem na escola. * aquecedores. orientação. a escola discute e explicita de forma clara os valores coletivos assumidos. música. os alunos destacaram que gostariam que tivesse: * mais segurança. ESCOLA: UMA CONSTRUÇÃO COLETIVA E PERMANENTE Ao elaborar seu projeto educativo. * professor para as aulas de informática. * quadra de areia. Os pais esperam da escola um bom ensino para os alunos. define os resultados desejados e incorpora a auto-avaliação ao trabalho do professor. * campo sete. ginástica. Assim. porque não sabem como agir frente aos problemas que surgem. reúne-se a equipe . Grande parte dos pais ressaltou que para ocorrerem melhorias é importante que a comunidade trabalhe junto com a escola e que junto se busque a solução para os problemas que vão surgindo. Delimita suas prioridades. que passe bons ensinamentos e educação para os filhos. * pracinha. muitas vezes eles vêm a escola pedir ajuda. * professor de teatro. Física. * televisores nas salas. Uma grande preocupação que os pais têm refere-se à educação que dão aos filhos. judô. organiza-se o planejamento. dança. * sala de multi-atividades para vídeo.

* Integradora. dando sentido às ações cotidianas. * Acompanhamento do desenvolvimento científico e tecnológico. * Aliada à pedagogia de projetos. muitas vezes. reduzindo a improvisação e as condutas estereotipadas e rotineiras que. Nesse processo evidencia-se a necessidade da participação da comunidade. O resultado que se espera é a possibilidade de os alunos terem uma experiência escolar coerente e bem-sucedida. promovendo desafios para efetiva participação e engajamento de todos envolvidos com o processo de aprendizagem para seu fim único. são contraditórias com os objetivos educacionais compartilhados. tornando conhecimento e interferindo nas propostas da escola e em suas estratégias. Desencadeadora de valores que operacionaliza através de projetos socializantes. * Formação de um novo homem. * Valorizadora de habilidades científicas. participativa e ética. * Preparadora para encaminhar os educandos para os desafios do mundo.de trabalho. provoca-se o estudo e a reflexão contínuos. a valorização pessoal. . MARCO SITUACIONAL A Escola que buscamos A escola como um pólo irradiador de cultura baseia-se em princípios de construção de uma cidadania. em especial dos pais. sendo base de diálogo e reflexão para toda a equipe escolar. A busca de uma escola ideal implica: * Vivência de valores permanentes. com novos valores. A contínua realização do projeto educativo possibilita o conhecimento das ações desenvolvidas pelos diferentes professores.

* Priorizadora de ações participativas e autônomas com criatividade e criticidade.* Consciente da responsabilidade de preparar para o mercado de trabalho. MARCO OPERACIONAL A partir dos referenciais conceptistas de Sociedade. * Relacionada com a prática de princípios cidadãos. propomos: Metas Operacionalização Promover a interdisciplinaridade . * Ser participante. inserido num contexto de múltiplas e constantes mudanças. * Ser consciente dos princípios e relações norteadores da formação de performances definidas por habilidades e competências adequadas ao mundo globalizado. * O aluno que queremos para uma nova escola O aluno contemporâneo. Escola e Homem. deve ser preparado com uma visão de perfil que implica: * Ser agente construtor do conhecimento em perfeita harmonia com seus semelhantes. * Ser livre e autônomo para criar e recriar os projetos de vida que realmente contemplam a sua expectativa. ativo de um processo de aprendizagem com valores emancipatórios. expressos no marco situacional e doutrinal.

Realizar reuniões dos professores por série. Vivenciar valores Organizar e realizar palestras. painéis e projetos com a participação dos pais. para serem trabalhadas nas diversas disciplinas e séries. Educação de Jovens e Adultos e ensino noturno . Desenvolver uma proposta educacional de qualidade Construir de forma participativa o conhecimento. professores e comunidade. visando qualidade de ensino para os alunos. Incentivar constantes atualizações e Formação de professores Participar em eventos educativos com estudos e operacionalização dos referencias de educação. alunos. metas e estratégias de ação. Compatibilizar teoria e prática Operacionalizar as diversas teorias de aprendizagem em forma de oficinas e produções. definindo objetivos.

Superar o analfabetismo. para que se atinja o “todo” do aluno. que trabalhe valores como liberdade. que a valorize e a si como integrante desta . buscando o auxílio da família e todos os segmentos da comunidade. Para atingir esses ideais. proporcionando condições para que os alunos aprendam a ler e escrever. honesto e comprometido com a comunidade. que prepare para a vida e para o trabalho. com um professor comprometido com o seu trabalho. que atenda as necessidades e diferenças de seus alunos. aberta e participativa. Aumentar o nível de escolaridade dos alunos. sujeito de sua história. precisamos de uma escola que se abra para uma nova visão de mundo. Se a escola for um espaço de discussão e busca de soluções. Neste sentido precisa-se de metodologia construtiva. justiça e que faça os alunos se apropriarem deles no dia a dia. . mentais e sociais de modo integrado. Um ser humano participativo. ela estará atendendo o principal objetivo da escola: construir conhecimento em grupo. solidariedade. onde todos tenham participação nas construções e decisões e onde haja espaço para o desenvolvimento de uma consciência comunitária. que respeite o ser humano como sujeito fundamental no processo de construção da sociedade. proporcionando condições para que concluam o ensino fundamental. Procura-se o desenvolvimento das potencialidades físicas. A escola que queremos deve ser democrática. MARCO DOUTRINAL A sociedade desejada pela comunidade escolar é aquela onde haja uma educação humanizadora. voltada à realidade do aluno. voltado para o educando e suas necessidades. Busca-se a formação de um sujeito crítico e responsável. Isto também requer uma avaliação contínua e cumulativa que valorize a construção do conhecimento por parte do aluno e no grupo.

ausência dos pais ou responsáveis para orientá-los. * Quadra para a prática de esporte. Muitas vezes. as decisões quando tomadas por todo grupo geram um maior comprometimento e tornam a escola mais democrática e dessa maneira está-se incentivando a solidariedade e construindo a auto estima de todo o grupo. portanto. * Laboratório de informática. culturais e de lazer. festa junina. A Escola é. dificuldades materiais. a construção coletiva . artísticas. A proposta pedagógica da escola visa buscar novas alternativas de aprender. . um espaço privilegiado nesta comunidade por contar com ambientes e recursos destinados especificamente a determinados fins pedagógicos. * Atividades artísticas com destaque para a música. etc. * Atividades extra-classe: olimpíadas. feira de cultura. excursões. de conseguir a participação de toda a comunidade escolar em todos os momentos do planejamento escolar. por isso possui pouco acesso às atividades esportivas. os alunos desenvolvem seus trabalhos extra-classe sem nenhum recurso ou até mesmo deixam de fazê-lo por razões diversas: falta de incentivo. CARACTERIZAÇÃO DA REALIDADE Necessidades Nossa escola atende a uma clientela diversificada. * Educação ambiental e sexual. A maioria dos nossos alunos pertence à classe menos favorecida da sociedade. tais como: * Uso da biblioteca.A integração de todos os setores da escola influi muito para atingir esses objetivos.

Recursos Materiais * Copiadora e mimeografo * Televisões * Aparelhos de Dvd`s * Maquinas fotográficas * Videocassetes * Aparelhos de CD`s * Livros informativos. recreativos e didáticos * Jogos interativos para computador * Mapas históricos e geográficos * Atlas * Fitas de vídeo * Computadores * Impressoras * Retro projetor Recursos Financeiros . corpo docente. funcionários. alunos e elementos da comunidade. especialistas.Recursos Humanos Direção.

entre outros. CONCLUSÃO Segundo GADOTTI ( cit por Veiga. 2001. deverá apenas direcionar a tematização dos projetos de intervenção pedagógica a serem desenvolvidos em cada ano de formação.” O Projeto Político-pedagógico da EMEF Dr. p. * Arrecadações através de eventos. . atravessar um período de instabilidade e buscar uma estabilidade em função de promessa que cada projeto contém de estado melhor do que o presente. impedindo o desenvolvimento da criatividade do corpo docente e também do corpo discente. “Todo projeto supõe ruptura com o presente e promessas para o futuro. e em conformidade com as possibilidades e necessidades do seu contexto de ação prática. Lions Club. Guilherme Alfredo Oscar Hildebrand pretende estabelecer um norteamento para os trabalhos pedagógicos que se desenvolverão na Escola. é mister ressaltar que o mesmo não pode servir como camisa de força. No entanto.De acordo com a necessidade e na medida em que se fizerem necessários. Projetar significa tentar quebrar um estado confortável para ariscar-se. comprometendo seus atores e autores. os recursos financeiros serão provenientes de: * Verbas repassadas bimestralmente pela mantenedora. Um projeto educativo pode ser tomado como promessa frente determinadas rupturas. As promessas tornam visíveis os campos de ação possível. * Doações de empresas locais. * Doações de grupos como Rotary Club.18). * FUNDEF.

Jussara. Porto Alegre. Pensamento Pedagógico Brasileiro. M. Petrópolis: Vozes. Mercado Aberto. 2 ed. Lei n 11. Sara.114 de 16 de maio de 2005. MORETTO. GANDIN. 1994. SUKIENNIK Paulo Berél.P Summus.1995. Outubro 1997 BRASIL Congresso Nacional. Avaliação Pedagógica . Artes Médicas 1985. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Pedagogia do Oprimido. Danilo.1996. 1970. Vasco. alternativas teóricas e práticas. Parecer n 752 / 2005 FREIRE. Mediação. Ed. Educação: do senso comum à consciência filosófica. Lei n 9394 de 20 de dezembro de 1996. Lei Federal n 806990 CEED. Erro e Fracasso na escola. BRASIL. Porto Alegre.BIBLIOGRAFIA AQUINO. Repensando a prática pedagógica. . BRASIL. Diagnóstico e Tratamento dos Problemas de Aprendizagem. São Paulo. MELCHIOR. Artes Médicas 1992. Avaliação Mito & Desafio. 1997. A Pratica do planejamento. Porto Alegre. SAVIANI. L Psicopedagogia Clinica: Uma visão Diagnostica. Júlio. Constituição. Ática. 1994. Constituição da Republica Federativa do Brasil: promulgada em 5 de outubro de 1988. HOFFMANN. Estatuto da Criança e do Adolescente. Dimerval. WEISS. Moacir. São Paulo. Uma perspectiva construtiva. Paulo. Parecer n 1400 / 2002 CEED. Porto Alegre. Paz e Terra. GADOTTI. S. O Aluno Problema: Transtornos emocionais de crianças e adolescentes. 1995. Groppa. MEC/SEF Parâmetros Curriculares Nacionais. 16 ed São Paulo: Saraiva 1997 BRASIL. Gráfica Opet Ltda. PAIN. Porto Alegre: Mercado Aberto. Brasília. Maria Celina.Função e Necessidade.

Rossini Machado e José Gaspar Hermes .Elaboração: Adriana Andraschko e Lisandra Faccin Revisão: Guiomar I.