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D. Laing EL CUESTIONAMIENTO DE LA FAMILIA ediciones PAIDOS Barcelona Buenos Aires .R.

200 01 22.. Socitra. D. Arquímedes. SAICF. Laing © de todas las ediciones en castellano. 92. S. 599. Mariano Cubí. Defensa..G. Tel. Barcelona-21. Buenos Aires. 1982 © 1969.Título original: The politics of the family and other essays. Traducción de Adolfo A. ISBN: 84-7509-007-9 Depósito legal: B-18. Editorial Paidós. © de esta edición. s/n. Negrotto Cubierta de Julio Vivas 2° reimpresión en España. S. Ediciones Paidós Ibérica. 1969.Printed in Spain .281/1982 Impreso en I.A. L'Hospitalel de Llobregat Impreso en España . A. 1971 by R. Londres. Publicado en inglés por Tavistock.

ÍNDICE Prólogo 9 Primera parte ENSAYOS La familia y la "familia" Intervención terapéutica en situaciones sociales Estudio de la familia y de los contextos sociales en relación con la "esquizofrenia" 15 34 59 Segunda parte DE LA FAMILIA EL CUESTIONAMIENTO Introducción Familia e invalidación Argumentos familiares Operaciones Reglas y metarreglas Trasposición Bibliografía 81 83 93 105 120 136 145 .

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E n t r e 1961 y 1967 mis estudios sobre familias fueron financiados p o r medio d e becas q u e m e otorgaron el Fondo de F u n d a c i o n e s p a r a Investigaciones Psiquiátricas (subsidio Nº 64-297) y el Instituto Tavistock d e Relaciones H u m a n a s . espero) y pulido el lenguaje. Londres. LAING . marzo de 1971 R. E n otros aspectos.PROLOGO Los capítulos q u e componen este libro son. E l p r i m e r capítulo h a sido p r á c t i c a m e n t e reelaborado. a excepción del p r i m e r o . versiones revisadas de conferencias q u e p r o n u n c i é en distintas oportunidades d u r a n t e el período 1967-1968. D . H e eliminado m u chas r e d u n d a n c i a s (la m a y o r í a . n o h a n sufrido cambios: su finalidad fue y es suscitar i n t e r r o g a n t e s m á s q u e proporcionar respuestas.

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. .Leyes. m e parerece q u e . con el t é r m i n o " l e y " q u e r e m o s expresar el o r d e n a m i e n t o de la m e n t e . . podemos observar q u e todas las ditaciones sobre las leyes g i r a n exclusivamente sobre el placer y el lor.. P l a t ó n . Es exacto. e x t r a n j e r o . . . p o r q u e su origen es divino. y a c u a l q u i e r a q u e diga lo c o n t r a r i o n o h a y q u e escucharlo.. y a u n q u e no h a y a s estado allí en esa época. libro IV Ateniense: . . cual u n adivino. . u n a de las mejores será la q u e prohíba a los jóvenes p r e g u n t a r cuáles de ellas son justas y cuáles n o .. d e b e m o s . o r g a n i z a r n u e s t r a s ciudades y hogares de acuerdo con la l e y . c u a n do no h a y a n i n g ú n joven presente. h a s comprendido p l e n a m e n t e el propósito del legislador. libro I Ateniense: Cleinas: .suponiendo q u e tengáis leyes bast a n t e b u e n a s . Pero u n a n c i a n o q u e advierta a l g ú n defecto en vuestras leyes podrá comunicar su observación a u n g o b e r n a n t e o a alguien q u e lo iguale en años.. mecasi dolos Ateniense: Leyes. deben convenir en cambio al unisono en q u e todas son b u e n a s . Las leyes . t a n t o e n los Estados como en individuos. . .

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PRIMERA PARTE ENSAYOS .

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La familia sobre la q u e aquí t r a t a m o s es la fami­ lia de origen t r a n s f o r m a d a por medio de la interVersión revisada de "Individual and Family Structure". incluso si dejamos de lado las diferencias q u e p r e s e n t a n las familias e n t r e sí. D a m o s el n o m b r e de tales a gru­ pos de personas q u e viven j u n t a s d u r a n t e determi­ nados períodos y se h a l l a n vinculadas e n t r e sí por el m a t r i m o n i o o el parentesco de sangre.LA FAMILIA Y LA "FAMILIA" 1 H a b l a m o s de familias como si todos nosotros su­ piéramos q u é son. en Lomas (1967). Es probable q u e la influencia de la d i n á m i c a y la estructura de la familia sobre la formación de la personalidad varíe de u n a sociedad a otra. p u e d e n m u y bien n o manifestarse e n los grupos q u e recibieron esa d e n o m i n a c i ó n en otras épocas y lugares. 1 . Otro tanto o c u r r e con la estruc­ t u r a (conjunto de p a u t a s m á s estables y d u r a d e r a s q u e las d e m á s ) : t a m b i é n e n este caso las compara­ ciones y generalizaciones deben ser en e x t r e m o cautelosas. m á s difícil nos resulta distinguir en q u é se asemeja y en q u é se diferencia de la d i n á m i c a de otros grupos q u e no reciben el n o m b r e de familias. La d i n á m i c a y las estructuras observables e n los grupos a los que n u e s t r a sociedad da el n o m b r e de familias. así como t a m b i é n d e n t r o de n u e s t r a propia sociedad. C u a n t o m á s estudiamos la d i n á m i c a de la familia.

LAING nalización. proyectada a su vez sobre la familia y otros objetivos. Los elementos p u e d e n ser personas. Sus relaciones sexuales. juntos o separados. etc. Los m i e m b r o s de la familia p u e d e n sentirse en m a y o r o m e n o r grado d e n t r o o fuera de ésta o de u n a cualquiera de sus p a r t e s . Los padres son internalizados como unidos o distanciados. La m a d r e y el p a d r e p u e d e n ser fusionados en u n a especie de m a t r i z q u e los r e p r e s e n t a a ambos o divididos en segmentos q u e n o coinciden con la h a b i t u a l diferenciación de elementos en las personas. sino las relaciones y operaciones e n t r e elementos y conjuntos de elementos. 2 La familia como fantasía Lo q u e i n t e r n a l i z a m o s . La familia. e n t r e sí o consigo m i s m a s . La relación e n t r e las estructuras observables de la familia y las estructuras q u e persisten como p a r t e de la " f a m i l i a " como u n conjunto de relaciones y operaciones e n t r e ambas. se pelean. D. 2 . cosas u objetos parciales. tal como se las r e p r e s e n t a el n i ñ o . o como " u n i d o " o "separaEmpleamos comillas para señalar que nos estamos refiriendo a la familia internalizada. como personas q u e se a m a n . ocupan u n a posición c e n t r a l en cada " f a m i l i a " interna. la división y otras operaciones. constituye el t e m a de este capitulo. N o los elementos aislados. en la " f a m i l i a " . Lo q u e se i n t e r n a l i z a como " p r ó x i m o " o " a l e j a d o " . según sientan o no q u e llevan la familia d e n t r o de ellos y q u e están incluidos e n el conjunto de relaciones q u e caracter i z a n la familia i n t e r n a de los otros m i e m b r o s . es u n sistem a témporo-espacial. en c u a n t o internalizada. próximos o alejados..16 R. es la familia como sistema.

. C u a n d o las personas son tres. u n conjunto objetivo de relaciones. n o sólo reconocemos (reconoce) su propia síntesis de la familia. . cada u n a se convierte e n u n o de nosotros. precisamente. yo. y sólo allí. Como diría Sartre. N o es. es de él (o de ella) y m í a . La familia es u n nosotros c o m ú n q u e se contrapone a ellos. nosotros los padres.EL CUESTIONAMIENTO D E LA FAMILIA 17 d o " . y cada síntesis está vinculada por interioridad recíproca con la i n t e r n a lización por cada m i e m b r o de la interiorización de rada m i e m b r o . P e r o están a d e m á s los subgrupos d e n t r o de la familia: nosotros. de los q u e resultan el nosotros y el ellos. p a r a cada u n o de éstos. ajenos a la familia. t ú y él (o ella) y yo. M i " f a m i l i a " c o m p r e n d e la de él (o de e l l a ) . nosotros los niños. compartido por sus m i e m b r o s . L a "famil i a " n o es u n objeto social simple. de esa i n t e r i o r i z a c i ó n ) de sus respectivas i n t e r n a lizaciones. C u a n d o m e identifico a m í m i s m o como u n o de nosotros. Existe e n cada u n o de los elementos q u e la f o r m a n . no son sólo relaciones espaciales: u n a sucesión en el tiempo está siempre presente. nosotros (la m a d r e y el n i ñ o ) y él (el p a d r e ) . tú. lo q u e u n e a la familia es la internalización recíproca por p a r t e de sus m i e m b r o s (cuya condición de tales depende. La u n i d a d de la familia se e n c u e n t r a en el interior de cada síntesis. E n tal familia nosotros. ellos. h a b r é realizado dos actos de síntesis. sino q u e espera q u e u n a síntesis semejante exista t a m b i é n en ti y e n él (o e l l a ) . 3 La unificación por co-inherencia se halla presente en la experiencia cristiana de ser u n o " e n " s Empleamos interiorizar e interiorización como sinónimos de internalizar e internalización. cada u n o de nosotros. y t a m b i é n en otras m á s como no u n i d a s a mí. y así sucesivamente. Si pienso en otras personas como u n i d a s a m í . esos niños. espero q u e t ú hagas otro t a n t o . .

lleva aparejado u n tipo de relación e n t r e los m i e m b r o s de la familia q u e difiere de las relaciones e n t r e quienes no h a n asumido r e c i p r o c a m e n t e en su interior esa i m a g e n . Es u n conjunto de elementos con subdivisiones d e n t r o de las cuales se e n c u e n t r a el y o . como esos objetos q u e son a la vez rostro. junto con otras personas q u e lo contienen. . agoniza o h a m u e r t o . la familia como estructura concebida por la fantasía. u n a t u m b a . sino u n conjunto de relaciones introyectado. u n a m á q u i n a . es decir. " c u e r p o m a t e r n o " . Un estudio de la co-inherencia desde el punto de vista cristiano puede verse en Williams (1950). P u e d e ser concebida como algo q u e vive. L A I N G Cristo. u n castillo. como u n a n i m a l . La co-inherencia i m p r e g n a b a la mística N a z i del País y el Partido. ¿Qué función c u m p l e la " f a m i l i a " e n lo q u e respecta a la relación e n t r e los m i e m b r o s de la familia? La " f a m i l i a " . en su condición de sistema i n t e r n o q u e nos i n c l u y e . p u e d e n o ser c l a r a m e n t e diferenciada de otros sistemas de esa especie. u n a flor.18 R. Sentimos q u e somos U n o e n la m e d i d a en q u e reconocemos en nuestro interior u n a presencia c o m ú n a todos nuestros herm a n o s y h e r m a n a s en Cristo. a m e n u d o como u n receptáculo h u m a n o protector o destructivo. La familia p u e d e ser i m a g i n a d a como u n a t r a m a . D . La " f a m i l i a " . etc. " s e n o " . casa y cuerpo q u e dibujan los niños. u n a cárcel. La " f a m i l i a " no es u n objeto introyectado. en el P a r t i d o o en la familia. a los q u e asignamos n o m b r e s t a n inadecuados como " ú t e r o " . El y o puede ser m á s consciente de u n a i m a g e n de la familia q u e de la familia m i s m a y t r a s p o n e r las imágenes a la familia. 4 * Mi propósito es únicamente realizar una comparación abstracta entre grupos basados en la co-inherencia.

mi madre sintió como si hubiera perdido un brazo. pero n o la percepción original.EL CUESTIONAMIENTO D E LA FAMILIA 19 El espacio y el tiempo son. imaginaciones. Implica la transferencia d e cierto n ú m e r o de relaciones q u e constituyen u n conjunto (con diversas operaciones e n t r e los elementos del conjunto. Internalización " I n t e r n a l i z a r " significa trasponer lo " e x t e r n o " a lo " i n t e r n o " . Mi padre nunca integra en realidad la familia en ese sentido. A l g u n a s p a u t a s de esta y otras clases de internalización r e a p a r e c e n u n a y otra vez e n nuestras ensoñaciones. recordamos el sueño. Cuando me fui de casa. los sueños. luego lo olvidamos. soñamos con algo de contenido diferente pero de e s t r u c t u r a análoga. Mi madre era el centro y nosotros los pétalos. sueños. cuyos productos p e r m a n e c e n d e n t r o del conjunto) de u n a modalidad de la experiencia a otras: o sea. lo r e c o r d a m o s ." Esa familia era representada por u n a i m a g e n de u n objeto. el cual d e s e m p e ñ a b a la función de c o m u n i c a r la sensación de f o r m a r p a r t e de u n a estructura vegetativa. Ellos (los hermanos) aún se reúnen a su alrededor en esa forma. semejantes al espacio y el tiempo míticos: t i e n d e n a ordenarse e n torno de u n centro y describen ciclos q u e se repiten. fantasías. la m e m o r i a . el centro de la familia? Según u n a descripción: "Mi familia era como una flor. La imaginación p u e d e elaborar p a u t a s opues- . de la percepción a la imaginación. dónde se encuentra. ¿Quién o q u é es. en la " f a m i l i a " . E n nuestros períodos de vigilia percibimos algo.

pues. M u c h o s son. Resumiendo. D. por ejemplo) al reaparecer bajo diferentes modalidades. pero sólo consigue r e p r e s e n t a r la p a u t a q u e h a concebido de su " f a m i l i a " . de las cuales el sujeto q u e actúa en este m u n d o se halla p r o f u n d a m e n t e disociado. Podemos t r a t a r de influir sobre los procesos imaginativos inspirados e n nuestros deseos o temores. Todos ellos implican transición o modulación de u n m o do a otro. LAING tas a las q u e se h a l l a n presentes en n u e s t r a s ensoñaciones. las fanta sías inconscientes y la imaginación de éste. Dostoievski describe a la familia de Raskolnikov valiéndose de los recuerdos. Raskolnikov p r o c u r a a s u m i r la q u e cree ser su personalidad. los procesos q u e se designan con el rótulo c o m ú n de " i n t e r n a l i z a c i ó n " . . sino p a u t a s de relación por medio de operaciones i n t e r n a s . recuerdos. los sueños. discernible en sus sueños. A r g u m e n t o s con d r a m á t i c a s secuencias de relaciones témporo-espaciales e n t r e elementos sufren transformaciones ( c u l m i n a n e n catástrofe o en u n desenlace idóneo p a r a satisfacer los propios deseos. ensoñaciones d i u r n a s y experiencias físicas. de c u y a existencia sólo nos e n t e r a m o s cuando sufrimos los efectos de esa acción.20 R. así com o t a m b i é n de sus actos en relación con otros personajes. diremos q u e lo q u e se internaliza no son objetos como tales. 5 Transformación y externalización (proyección) Este g r u p o i n t e r n o p u e d e condicionar e n m a y o r o m e n o r grado la relación de u n a persona consigo 6 Véase Laing (1969). a p a r t i r de las cuales u n a persona desarrolla u n a e s t r u c t u r a grupal personificada.

el equilibrio del terror. la g u e r r a fría. U n adulto p u e d e sentirse como u n n i ñ o m i e n t r a s trata de reconciliar dos " p a r t e s " de sí m i s m o q u e lo i m p u l s a n e n direcciones opuestas y q u e concibe q u i z á . N o hace n a d a . El. pero se siente sin esperanzas. como b u e n a y m a l a . Los elementos estructurales de sus preocupaciones — e l conflicto. Relaciones tripartitas son reducidas a relaciones del yo con el yo. Cree q u e tiene la responsabilidad de h a l l a r u n a solución. incluso. se sienten incapaces de m a n t e n e r su equilibrio. la guerra fría. U n joven e x p e r i m e n t a la sensación de q u e su vida h a llegado a u n p u n t o m u e r t o . como la m i t a d derecha y la m i t a d izquierda de su cuerpo: trata de c o m p o n e r sus ideas. sin e m b a r g o . la evidente imposibilidad de coexistencia. m a s c u l i n a y femenina o. el equilibrio del terror. Estas relaciones i n t e r n a s del yo con el y o son tan v a r i a d a s como los sistemas familiares reales. Lo p r e o c u p a n el conflicto e n t r e el Este y el Oeste. la necesidad de coexistencia. sin ellas. el divorcio emocional. Insiste en q u e su preocupación por la situación m u n - . n o advierte esa semejanza. la necesidad de coexistencia— se asemejan a los q u e caracterizan la relación e n t r e sus padres. siempre nos c a m b i a r á e n a l g u n a m e dida el hecho de t e n e r este g r u p o e n nuestro interior. Incluso si la " f a m i l i a " n o se convierte e n u n m e d i o i m p o r t a n t e de relacionarse o n o relacionarse con el propio " y o " . y así sucesivamente. pero lo a b r u m a la idea de q u e es responsable de la destrucción q u e sin duda sobrevendrá. A l g u n a s personas parecen d e p e n d e r hasta tal p u n t o de esas operaciones grupales p a r a estruct u r a r su espacio y su t i e m p o q u e . las técnicas de disuasión. respectivam e n t e .EL C U E S T I O N A M I E N T O D E LA FAMILIA 21 m i s m a . pero i n t e r v i e n e entonces u n a tercera p a r t e . la imposibilidad del divorcio. como paralizado.

sin e m b a r g o . con u n tabú familiar q u e proscribe los " m a l o s " sentimientos o las acciones i m p u l s a d a s por los celos p a r a separar las parejas q u e excluyen a todos los ajenos a ellas. La situación m u n d i a l es u n hecho y miles de personas provienen de familias como la s u y a . Sólo c u a n d o la discordancia es suficientemente grave a juicio de los d e m á s la operación se considera psicótica. U n a m u j e r casada sueña q u e su esposo hace el a m o r en su presencia a u n a rival m á s joven y q u e ella se siente aterrorizada a n t e la idea de demost r a r sus celos. sino q u e se inspira exclusivamente en ella. Es imposible e v a l u a r el alcance de esas operaciones y transformaciones i n t e r n a s r e c u r r i e n d o exclusivamente a la técnica psicoanalítica: se necesitan a d e m á s estudios sobre familias coordinados con estudios sobre "familias". Si se m u e s t r a celosa puede ser castigada. pero que. D . L A 1 N G dial no sólo está p l e n a m e n t e justificada por la realidad objetiva. Es decir q u e la operación no se considera psicótica en sí m i s m a . La re-proyección de la " f a m i l i a " no consiste simplem e n t e en la proyección de u n objeto " i n t e r n o " sobre u n a persona externa. están visiblem e n t e relacionadas con situaciones familiares. no ve q u é relación pueda haber. la visión de sus padres haciendo el a m o r o la de su m a d r e (a quien asimila a su esposo) en compañía de su h e r m a n a m e n o r .22 R. E n las personas g r a v e m e n t e p e r t u r b a d a s hallamos algo q u e puede considerarse como estructuras delirantes. P e r o no logra establecer n i n g u n a conexión e n t r e u n a experiencia m u y arcaica de destete. Vincula ese sueño con la preocupación q u e le inspira u n a infidelidad actual de su esposo. Es la superposición de u n conjunto de relaciones a otro: ambos conjuntos pueden coincidir en m a y o r o m e n o r grado. por consiguiente. .

EL

CUESTIONAMIENTO

D E LA F A M I L I A

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P e n s a r en la estructura espacial ú n i c a m e n t e , n o basta; tampoco puede separarse u n objeto interior de su contexto. Debemos buscar siempre u n a sucesión de acontecimientos e n la q u e varios elementos — n u n c a u n o solo— t e n g a n u n papel q u e desempeñar. U n h o m b r e se sintió destruido por u n a mujer. Sintió, a los 30 años, q u e ella actuaba como lo había hecho su m a d r e c u a n d o él tenía tres. N o era la p r i m e r a vez, ni sería la ú l t i m a , q u e e x p e r i m e n t a b a esa sensación. El prototipo fue descubierto m e d i a n t e u n análisis de su transferencia al presente y luego confrontado con los datos complementarios obtenidos de los padres y otras personas. Orden de los acontecimientos 1. 2. 3. 4. 5. en el prototipo

Está con la m u j e r q u e a m a (su n i ñ e r a ) . Su m a d r e regresa, despide a la n i ñ e r a , y lo m a n d a como pupilo a u n colegio, m i e n t r a s su p a d r e se abstiene de intervenir. Su m a d r e vacila e n t r e él y sus a v e n t u r a s amorosas. 6. H u y e del colegio, al q u e es devuelto por la policía. recurrente en el adulto

Argumento 1. 2. 3. 4. 5.

Se e n a m o r a de A. Deja a A por B. R o m p e con B. C no interviene. T a n t o él como B vacilan e n t r e su relación recíproca y sus a v e n t u r a s amorosas con terceros. 6. T r a t a de escapar, pero n o puede.

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R . D . LAING

La principal diferencia q u e se observa e n t r e las dos series de acontecimientos es q u e en la segunda el protagonista intenta hacer lo que le hicieron a él. Deja a A. B no se lo lleva consigo. Aleja a B. Al hacer q u e B lo a b a n d o n e , parece tener la situación bajo su control. Pero e x p e r i m e n t a cada repetición del a r g u m e n t o como si él fuera la víctima de B y , en última instancia, del a r g u m e n t o m i s m o , del cual considera responsable a su m a d r e . B lo a p a r t ó de A , luego lo a b a n d o n ó y lo condenó a la soledad. Yo m e limité al papel de espectador, como a n t e s su padre. El d r a m a , " i n t e r n a l i z a d o " y vuelto a r e p r e s e n t a r con u n a apariencia de control, es e x p e r i m e n t a d o por él como su destrucción a m a n o s de u n a mujer. Este papel de " d e s t r u c t o r a " es u n papel adjudi­ cado e n u n d r a m a . Los d r a m a s familiares son, sin e m b a r g o , varios. Si incursionamos e n su pasado, otros nos salen al e n c u e n t r o , y si a v a n z a m o s siquie­ ra u n poco, el d r a m a c a m b i a n u e v a m e n t e . Todos ellos son representados s i m u l t á n e a m e n t e en el mis­ m o teatro; la farsa y la tragedia ocupan el escena­ rio al m i s m o tiempo. El a r g u m e n t o , modificado por las reversiones, combinaciones, divisiones, inversiones, etc., p u e d e a ú n ser reconocible. H a b i t u a l m e n t e , a d e m á s , apa­ rece dotado de u n final, feliz o catastrófico. C u a n d o u n modelo i n t e r n o semejante de relacio­ nes témporo-espaciales dispuestas en serie es externalizado, parece funcionar a la vez como u n esquema q u e gobierna el modo en q u e se desean, se t e m e n , se ven suceder los acontecimientos exter­ nos y , al i n d u c i r acciones y reacciones, como fan­ tasías y profecías q u e se c u m p l e n a sí m i s m a s .

EL C U E S T I O N A M I E N T O D E L A

FAMILIA

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La transferencia de los modos grupales El n i ñ o nace e n el serio de u n a familia q u e es el producto de las operaciones de seres h u m a n o s q u e lo h a n precedido e n este m u n d o . Es u n sistema al q u e se logra acceso m e d i a n t e la vista, el oído, el gusto, el olfato, el tacto, el dolor y el placer, el calor y el frío; u n océano en el q u e el n i ñ o a p r e n d e m u y pronto a n a d a r . Pero de esta serie son las relaciones, no los simples objetos, lo q u e se internaliza y se interpreta p a r a h a l l a r l e significado. La familia q u e describimos aquí es u n modo grupal caracterizado por la co-inherencia. A l g u n a s familias son dirigidas a la m a n e r a de organizaciones comerciales; otras son instituciones. D e la m a ñ a n a a la noche el individuo se metamorfosea m i e n t r a s pasa de u n modo g r u p a l a otro: de la familia a la cola q u e espera el ó m n i b u s , al trabajo, al a l m u e r z o con los amigos, a la r e u n i ó n con los compinches, antes de regresar a la familia. La transferencia supone trasponer u n a metamorfosis —basada en estar " e n " y en llevar dentro de sí u n modo grupal de sociabilidad— a otra. La " f a m i l i a " es transferida al trabajo. O bien el fatigado trabajador proyecta el " t r a b a j o " —fruto de la proyección de la " f a m i l i a " sobre el trabajo— sobre la familia. La persona q u e se m u e v e a través de distintas pluralidades en u n a sociedad pluralista funciona de diferentes modos, incluso s i m u l t á n e a m e n t e , mientras cada u n o de los conjuntos internos de estructuras modales sufre u n a transformación q u e difiere de las d e m á s por su tipo, su fase, su tempo, etcétera.

sobre los d e m á s n i sobre el m u n d o de los demás. 1961). L A 1 N G Función defensiva de la "familia" "Nada más eficaz que otra persona para comunicar vida al mundo que nos rodea o para —con una mirada. la regresión— son intrapsíquicas." (Goffman. un gesto o una observación— agostar la realidad que nos aloja. es decir. la introyección. D . Estos m e c a n i s m o s de defensa psicoanalíticos son lo que una persona se hace a sí misma. n i sobre las técnicas a q u e se p u e d e r e c u r r i r p a r a h a c e r frente a la persecución q u e es su consecuencia. La m a y o r p a r t e de las defensas e n u m e r a d a s por el psicoanálisis — p o r ejemplo la disociación. N o son acciones q u e recaen sobre el m u n d o externo. N o existe n i n g u n a teoría psicoanalítica sistemá­ tica sobre la n a t u r a l e z a de las defensas transperso­ nales. las defensas p o r medio de las cuales el y o p r o c u r a controlar la vida interior del prójimo con el fin de preservar su propia vida interior. la negación. Nos sentimos seguros c u a n d o i m a g i n a m o s la integridad de la e s t r u c t u r a de la " f a m i l i a " en otros. Cada m i e m b r o de la familia personifica u n a estructura derivada de relaciones e n t r e los m i e m ­ bros. por ejemplo) o r d e n a n y r e o r d e n a n los objetos del m u n d o externo con idéntico fin. Es u n hecho manifiesto q u e las personas t r a t a n de a c t u a r sobre los m u n d o s " i n t e r i o r e s " de los d e m á s con el fin de p r e s e r v a r sus propios m u n d o s interiores. la pro­ yección. la represión.26 R. dependerá entonces — d a d o q u e la " f a m i l i a " es u n a e s t r u c t u r a c o m p a r t i d a — de q u e conciba a ésta como u n a e s t r u c t u r a compartida p o r otros. y q u e a l g u n a s (los llamados sujetos obse­ sivos. Esta presencia grupal compartida existe a . Si el y o depende de la integridad de la " f a m i l i a " .

Y lo q u e h a c e n los padres puede ser exper i m e n t a d o como destructivo por los hijos si acarrea la división de la " f a m i l i a " al m i s m o tiempo q u e la de la familia. M i e n t r a s se conciba a la " f a m i l i a " como algo p e r m a n e n t e . el " p e n e " . m u c h a s otras cosas p u e d e n n o serlo. p o r q u e piensan q u e ello ocasionaría la fragmentación de la familia: ¿dónde iría ésta entonces a p a r a r ? T a m b i é n p a r a los hijos la " f a m i l i a " p u e d e ser u n a e s t r u c t u r a int e r n a m á s i m p o r t a n t e q u e el " s e n o " . la " m a d r e " o el " p a d r e " . D e s t r u i r la " f a m i l i a " p u e d e ser concebido como algo peor q u e el asesinato o m á s egoísta q u e el suicidio. son p a r t e de la m i s m a familia. e n caso contrario m u y débiles. La identidad de cada individuo se apoya entonces en la presencia de u n a " f a m i l i a " compartida dentro de los d e m á s . L a " f a m i l i a " se convierte en u n elemento de unión e n t r e sus m i e m b r o s . "Sería como destruir el m u n d o de mis p a d r e s " . e n v i r t u d de ello. cuyos vínculos recíprocos p u e d e n ser. destruida o r e s t a u r a d a . Cada m i e m b r o de la familia p u e d e exigir q u e los otros m a n t e n g a n dentro de sí la m i s m a i m a g e n de la "familia". L a " f a m i l i a " p u e d e r e p r e s e n t a r p a r a la familia el m u n d o entero. sobre la familia q u e crece. Si cualquiera de los m i e m b r o s de la familia desea separarse excluyendo la " f a m i l i a " de su sistema o disolviéndola d e n t r o de sí. E n a l g u n a s familias los padres n o p u e d e n perm i t i r q u e sus hijos a n i q u i l e n la " f a m i l i a " d e n t r o de sí. Los dilemas a b u n d a n . Esta es la r a z ó n de ser de las fantasías sobre la familia a salvo. N o puedo destruir . quienes. m u e r e o es i n m o r t a l . Si no destruyo la " f a m i lia".EL CUESTIONAMIENTO DE LA FAMILIA 27 condición de que cada m i e m b r o la sienta dentro de sí. el resultado será u n a crisis. quienes no dejarían de sentirlo así. la " f a m i l i a " m e destruirá. c u a n d o ésa es su voluntad. Integrar una familia es sentir la misma "familia" dentro de sí.

Activa en la escuela. L a " f a m i l i a " llega a ser u n a defensa o b a l u a r t e contra el d e r r u m b e . La preservación. T a m b i é n p u e d e o c u r r i r q u e odiemos o t e m a m o s a la " f a m i l i a " o q u e envidiemos a otros su vida familiar feliz o satisfecha. aficionada a los deportes . Si se sienten en peligro. ¿me d e s t r u i r á n ? Actos q u e no h a n tenido tal propósito son definidos por los oíros miembros de la familia como destructivos. capaz de hacer amistades. con el fin de preservar la " f a m i l i a " . la desintegración. y la disolución de la " f a m i l i a " d e n t r o de otro es e q u i p a r a d a a la m u e r t e del y o y el d e r r u m be del m u n d o . Cualquiera q u e sea el caso. LAING la " f a m i l i a " en m í sin destruirla en ellos. la preservación de la "famil i a " es e q u i p a r a d a a la preservación del y o y del m u n d o . la sombra de la "fam i l i a " oscurece n u e s t r a visión. la desesperación. M i e n t r a s n o h a y a mos visto a la " f a m i l i a " d e n t r o de nosotros n o podremos ni vernos n i v e r a familia a l g u n a con claridad. Luisa presentaba u n cuadro de esquizofrenia j u v e n i l simple. Como consecuencia.28 R. D. La pérdida de u n m i e m b r o p u e d e resultar m e n o s peligrosa q u e la incorporación de u n e x t r a ñ o si éste introduce otra " f a m i l i a " d e n t r o de la " f a m i l i a " . e n consecuencia. Un partido de tenis A los 17 años. la futilidad. el m u n d o se h u n d i r á entonces si la " f a m i l i a " no es asesinada. persecutorios o malsanos p o r q u e determ i n a n la fragmentación de la "familia". Cada cual debe sacrificarse. modificación o disolución de la " f a m i l i a " n o puede ser u n a s u n t o m e r a m e n t e privado c u a n d o todos sus m i e m b r o s sienten q u e debe ser preservada. la culpa y otras calamidades.

A u n q u e elástica. iba y venía. voleada. Estaba absorta e n u n desvarío relacionado con u n i n t e r m i n a b l e partido de tenis. Podría convertirse en u n a g r a n a d a de m a n o y h a c e r volar por los aires a los jugadores- . los jugadores y la pelota. en lo esencial. q u e iba y venía. Librada a sí m i s m a n o m o s t r a b a iniciativa y n o desarrollaba n i n g u n a actividad. la red. t a n pasiva. Se dejaba. N o le tiei en compasión. E s el i n s t r u m e n t o de la relación e n t r e los jugadores. Esa pelota — t a n p e q u e ñ a . Todas las m i r a d a s están fijas e n ella. o n o a c t u a r de acuerdo con el impulso q u e se le da.E L C U E S T I O N A M I E N T O D E LA FAMILIA 29 — e n especial el t e n i s — . C u a n d o la vi. A u n q u e es t a n i m p o r t a n t e . L a e m p l e a n o la q u i e r e n sólo p a r a vencer al rival. indiferente y absorta e n sus pensamientos. iba y venía. N a d i e se preocupa por ella. Lo i m p o r t a n t e es el partido: quizás. n o obstante. sino prolongarlo indefinidamente. vestir. A veces la t r a t a n con suavidad. Supongamos q u e la pelota sufriera u n a transformación. enviada a veces fuera de la c a n c h a : el elem e n t o principal del partido y el espectáculo. Si quisiera protestar o rebelarse. a elegir el modo de rebotar o el l u g a r de destino. L a m u l t i t u d . a n a d i e le interesa r e a l m e n te. Ella era todos esos elem e n t o s . comía lo q u e le p o n í a n en la boca y obedecía p a s i v a m e n t e las órdenes i m p a r t i d a s con energía. W i m b l e d o n . la u s a n p a r a sus t r a m p a s y a r t i m a ñ a s . en especial la pelota. desde hacía varios meses se mostraba inactiva. y sin e m b a r g o t a n s a l t a r i n a — era servida. si aspirara a seguir su iniciativa. la cancha. Cancha principal. su resistencia no es ilimitada. pero sólo p a r a g a n a r . Dobles mixtos. lo q u e interesa n o es g a n a r l o . E m p e z ó llena de brío. sería puesta a u n lado. Estos la i m p u l s a n con efecto. su m u t i s m o e inmovilidad e r a n casi totales. pero puede cansarse. golpeada.

su m a d r e . Quizá deba aceptar la situación porque ése es su destino: r e n u n c i a r a u n a vida feliz en expiación de u n a falta olvidada. abrasada. m a n t e n i e n d o la comunicación por i n t e r m e d i o de Luisa. raída. quizá sea eso lo q u e ella es." " D i c e q u e la vayas a buscar"." Luisa se volvía a su p a d r e : " M a m á quiere q u e le alcances la sal.30 R. su m a d r e tuvo u n "episodio psicótico". La pelota era Luisa. o u n ejemplo. Podría ser u n a bomba de tiempo. p r e p a r a d a para explotar en u n m o m e n t o critico. ¡Qué v e n g a n z a ! ¡Qué cambio! P e r o . Todo el m u n d o tenía q u e sentarse alrededor de . Dio en decir q u e faltaba unión en la familia. P o r q u e es u n sacrificio. Quizá sea ése su karma. su abuela p a t e r n a y su abuelo m a t e r n o . P a d r e y abuela se e n f r e n t a b a n con m a d r e y abuelo: dobles mixtos. L A I N G Podría incluso volverse u n a bomba atómica y hacer volar la c a n c h a principal. D u r a n t e las comidas no se dirigían la palabra. La m a d r e pedía por ejemplo a Luisa: " D i l e a tu p a d r e q u e m e alcance la sal. U n ejemplo p o n d r á en claro la exactitud de la metáfora: de c u a n d o en c u a n d o ambos bandos pasaban varias s e m a n a s sin hablarse. los espectadores y la m i t a d de Londres. o p o r q u e se lo dicta u n misterioso impulso de amor. Quizás incluso la intolerable existencia de u n a pelota de tenis. sea mejor q u e nada." El padre respondía: " D i l e q u e venga ella a buscarla. A d e m á s . golpeada. Luisa vivía con su padre. si explota. D . será la p r i m e r a e n ser destruida. contemplada con indiferencia por los espectadores. C u a n d o Luisa era p e q u e ñ a . cubierta por el polvo caliente y seco del h o r n o en q u e se convierte la cancha principal bajo el implacable resplandor del sol. T a l vez sea u n a princesa apresada en u n maleficio. sin q u e ella m i s m a supiera c u á n d o o cómo. t r a n s m i t í a Luisa.

tocando cada u n o con la e x t r e m i d a d del p u l g a r el m e ñ i q u e de su vecino. de p a u t a s de secuencias témporo-espaciales q u e representar. La " f a m i l i a " n o es el único rollo q u e llevan dentro de sí las personas. sino m á s bien u n a m a t r i z de dramas. 6 La " f a m i l i a " traspuesta a la familia (o transferida a otras situaciones) n o es u n simple conjunto de objetos introyectados. dispuestos de modo q u e e n t r e n en escena unos a continuación de otros. las p a l m a s hacia abajo. T a r d ó tres meses e n descubrir la relación. como en u n a proyección cinematográfica. Dos años después se separó de su familia y h a estado llevando u n a vida activa d u r a n t e los 10 años subsiguientes. pero no lo t o m a b a n e n serio. ¡Qué idea descabellada! Lo h a c í a n p a r a complacerla. Ese vínculo era la "familia". La " f a m i l i a " sufre m o d u laciones y otras transformaciones en el proceso de internalización y en su posterior historia como fantasía. U n a corriente de a m o r circularía así por la familia y a y u d a r í a a paliar su desgracia. El rollo es la familia interna. con las m a n o s extendidas. Los elementos de ese modelo d r a m á t i c o q u e es la " f a m i l i a " a s o m a n en la conciencia bajo la forma de diferentes imágenes. ¿Daría resultado? Luisa no tenia conciencia de q u e existiera u n vínculo e n t r e su desvarío sobre el partido de tenis y su familia. sin h a b l a r y sin moverse. Lo m i s m o q u e en u n rollo de película. La " f a m i l i a " como fantasía puede ser "inconsciente". todos los elementos están presentes s i m u l t á n e a m e n t e . U n a de las cosas q u e no se le p u e d e pedir a u n a pelota de tenis es q u e sepa q u e es u n a pelota de tenis. listo p a r a desplegarse c u a n d o Sobre la fenomenología de la "fantasía inconsciente". 6 .EL CUESTIONAMIENTO D E LA F A M I L I A 31 u n a mesa. véase Laing (1970).

L a internalización de u n conjunto de relaciones por cada u n o de los elementos de ese conjunto t r a n s f o r m a la n a t u r a l e z a de los elementos. fantasías. Exige la internalización. La creación de la " f a m i l i a " tiene l u g a r d u r a n t e los primeros años de vida. 136 y sigs. puede convertirse en a r g u m e n t o s q u e envuelven nuestros actos y ser traspuesto a c u a l q u i e r aspecto del cosmos. y ocupa i n n u m e r a b l e s posiciones en esos conjuntos i n n u m e r a b l e s . véanse págs. Esas familias nexificadas p u e d e n convertirse en sistemas r e l a t i v a m e n t e cerrados. LAING se dan las circunstancias adecuadas. U n o es atravesado por u n o y atraviesa i n n u m e r a b l e s conjuntos de subsistemas dentro de la totalidad infinita de todos los conjuntos q u e sumados componen el u n i verso. advertimos su presencia u n a y otra vez c u a n d o estudiamos 7 8 No pretendo afirmar que estas observaciones sean aplicables a algo más que apariencias. tampoco es n e c e s a r i a m e n t e el m á s i m p o r t a n t e . concebida aquí como modulación e x p e r i m e n t a l y transformación e s t r u c t u r a l . sus relaciones y el conjunto. p e n s a m i e n t o s . Para la explicación de estos términos. e n u n g r u p o de u n a clase m u y especial. D. Este conjunto de relaciones de la " f a m i l i a " puede ser traspuesto a nuestro cuerpo. L a coinherencia r e s u l t a n t e de la superposición recíproca de la " f a m i l i a " de cada u n o a la familia c o m ú n conduce a lo q u e h e l l a m a d o la nexificación de la familia. sin dejar de ser el dominio desde el cual las proyecciones son proyectadas. sueños. El cosmos en su totalidad p u e d e recibir la proyección de u n a r g u m e n t o familiar a p a r t i r del cual será posible reconstruir el conjunto original de relaciones y operaciones constitutivas de la " f a m i l i a " .32 R. 8 7 . Este prototipo g r u p a l de la " f a m i l i a " es transferido o trasladado (Übertragung: traslado) de u n " e s t r a t o " (range) a otro. sentimientos. percepciones.

Hay mucha distancia entre lo que acabamos de expresar y la afirmación de que esas familias causan esquizofrenia. 9 " Véase el prefacio a la segunda edición de Laing y Esterson: Sanity. Madness. Al h a b l a r de la familia o de la " f a m i l i a " sólo estamos c o m e n z a n d o a v i s l u m b r a r lo q u e quizá podemos suponer q u e hemos estado t r a t a n d o de describir. . and the Family (1970).EL C U E S T I O N A M 1 E N T O D E LA FAMILIA 33 las familias de personas a quienes se h a diagnosti­ cado esquizofrenia.

sin e m b a r g o . Conferencia pronunciada en la Associaüon of Family Caseworkcrs en mayo de 1968.INTERVENCIÓN TERAPEUTICA EN SITUACIONES SOCIALES 1 Estudiar situaciones sociales e i n t e r v e n i r en ellas son actividades q u e desarrollan por igual asistentes sociales y psiquiatras. pero sí algo q u e hacemos c o n s t a n t e m e n t e . cualesquiera q u e sean n u e s t r a s d e m á s actividades. a c t u a n d o estrictamente e n calidad de tal. diagnostica amigdalitis a u n n i ñ o o cáncer a u n adulto y dispone q u e al p r i m e r o se le practique la ablación de las a m í g d a l a s o q u e al seg u n d o se lo i n t e r n e en u n hospital p a r a q u e se investigue su enfermedad y se lo opere. está interviniendo en u n a situación social a la q u e quizá n o pueda dedicar. 1 . C u a n do sobreviene u n a enfermedad. y las repercusiones sociales de aquélla y de la intervención del médico son a m e n u d o descuidadas. la salud física — l a vida. C u a n d o u n médico. N o son las únicas q u e e n c u a d r a n en n u e s t r o m i nisterio. A l e n t a m o s la esperanza de q u e los médicos consultados por familias a d v i e r t a n —cosa q u e a m e n u d o así o c u r r e — q u e las decisiones " e s t r i c t a m e n t e " profesionales r e p e r c u t e n intens a m e n t e en todo el g r u p o familiar y afectan a m u c h a s otras personas a d e m á s del paciente. a veces— del paciente es antepuesta a todo lo d e m á s . por falta de tiempo o interés. sino u n a atención pasajera.

D u r a n t e varios años m i tarea h a estado vinculada ron el estudio de gente en situaciones. t r a t a r a d e c u a d a m e n t e al enfermo y curarlo (a condición de q u e esa crisis no h a y a originado otra. M u y pocos asistentes sociales y casi n i n g ú n psiquiatra tienen conciencia cabal del grado en q u e la gente se resiste a a d m i t i r esas repercusiones. C u a n d o u n a situación social d e t e r m i n a d a es definida como crisis social provocada por u n a enfermedad. como caracterizada por el hecho de q u e "algo le p a s a " a uno de los partícipes. P o r lo general se m e consulta respecto de u n a " s i t u a c i ó n " q u e ya ha sido definida por las personas q u e participan en ella y . Es difícil captar p l e n a m e n t e las consecuencias individuales — p a r a no h a b l a r de las sociales— de tan grave acontecimiento. e n g e n d r a d a por. asimismo. H a y m u c h o s tipos de crisis social: c u a n d o la crisis es definida como enfermedad. es decir. por otros agentes de la sociedad. ocasionada por. q u e si la persona en cuestión estuviera bien. M e refiero especialmente a lo q u e o c u r r e en G r a n Bretaña. a veces. N o son los investigadores quienes nos ilust r a r á n sobre las profundas repercusiones q u e produce e n la familia la hospitalización de u n n i ñ o o u n progenitor. como ser u n a crisis económ i c a ) . Los d e m á s no saben q u é h a c e r con esa persona. esa definición está r e c l a m a n d o u n tipo de acción d e t e r m i n a d o : es u n a prescripción inequívoca de q u e u n a persona debe ser curada por medio de un " t r a t a m i e n t o " y de q u e —si ello fuera considerado necesario— debe suministrarse a y u d a comple- . la situación se enderezaría por sí sola. Es decir. provocada por) u n a enfermedad. la opinión corriente es q u e p a r a solucionarla es necesario h a b é r selas con ésta.EL CUESTIONAMIENTO D E LA FAMILIA 35 El n i ñ o ingresa en el hospital. d a n por sentado. se m e consulta sobre u n a crisis social a la q u e se define r o m o (se considera causada por.

podemos volvernos dogmáticos en los aspectos teóricos y r u tinarios en c u a n t o a la práctica. C u a n d o lo q u e pensamos q u e hacemos n o coincide con lo . U n a ventaja de ello es q u e nos lleva a a d o p t a r u n enfoq u e p r a g m á t i c o y empírico. N u e s t r a labor n o es reposada: a m e n u d o reflexionamos m i e n t r a s a c t u a m o s . L a desventaja es que. La estrategia racional correcta de la intervención es prescripta por la definición de la situación. Veamos a h o r a a l g u n a s de las consecuencias prácticas q u e trae a p a r e a d a s la adopción por los asistentes sociales de ese modelo médico de situación social. Buena p a r t e de la zona de convergencia de la asistencia social.36 R. Con frecuencia descubrimos lo q u e h e m o s estado haciendo después q u e lo h e m o s hecho. D . en nuestros ratos libres. o bien. está representada p o r las situaciones de ese tipo: familias q u e c u e n t a n en su seno con u n niño r e t a r d a d o o u n m i e m b r o afectado por u n a incapacidad física. Podemos incluso r e i t e r a r explicaciones sobre lo q u e realizamos q u e ni siquiera c o n c u e r d a n con lo q u e hacemos: e n especial si no disponemos del tiempo necesario p a r a a n a l i z a r a fondo lo q u e r e a l m e n t e hacemos. L A I N G m e n t a r í a a los otros partícipes en la situación para q u e p u e d a n h a c e r frente a la enfermedad y a las consecuencias sociales secundarias q u e ésta acarrea. Los asistentes sociales y los psiquiatras tien e n q u e ser prácticos. E n m u c h o s casos h a b l a m o s de incapacidad mental (excluida la s u b n o r m a l i d a d y otros estados m a n i fiestamente orgánicos) aguda o crónica. sin tiempo p a r a reflexionar críticamente. si la fatiga nos lo p e r m i t e . la medicina y la psiquiatría. La definición de la situación y el r e q u e r i m i e n t o de acción son las dos caras de u n a m i s m a m o n e d a . i n t e r p r e tamos la situación en función del e s q u e m a señalado p r e c e d e n t e m e n t e y la abordamos guiándonos por éste.

Este modelo. La situación r e s u l t a n t e es por d e m á s peligrosa. m e h e visto obligado a c o m p e n d i a r y esque­ m a t i z a r los hechos. g r a n p a r t e de los lineamientos teóricos con q u e se m a n e j a n los asistentes sociales son fruto (o h a n sufrido la influencia) de u n mo­ delo médico derivado de la psiquiatría. Como compren­ d e r á n . tomado a su vez por ésta de la m e d i c i n a general. con frecuencia t a m b i é n a l g ú n " e x p e r t o " h a b í a comen­ zado a sospechar q u e algo " m e n t a l " le ocurría a esa persona. sino q u e piensa q u e está en condiciones de teorizar sobre ella. de gente q u e e n realidad n o a s u m e p e r s o n a l m e n t e la labor práctica. por lo general existía y a opinión formada en el sentido de q u e "algo le p a s a b a " a a l g u i e n .EL CUESTIONAMIENTO D E LA FAMILIA 37 q u e en verdad hacemos. aplicado a u n a situación social. Otro peligro es q u e dejamos q u e sean otros los q u e hacen el análisis. . era aceptado sin análisis por los mismos psiquiatras. Les d a r é u n ejemplo. modelo q u e . es decir. N i n g u n o de nosotros puede p e r m i t i r s e el lujo de aceptar sin m á s las afirmaciones de gente que cree q u e p u e d e decir­ nos q u é es lo q u e estamos haciendo o lo q u e deberiamos hacer. p e r lo m e n o s hasta h a c e m u y poco tiempo. E n los casos e n q u e h e sido consultado sobre u n a situación. m i e n t r a s nosotros hacemos el trabajo. E n m i opinión. nos presta t a n t a a y u d a p a r a ver q u é ocurre como la q u e prestaría u n p a r de anteojos oscuros p a r a ver q u é ocurre en u n a habitación sin luz. caemos en suposiciones q u e i n f l u y e n sobre n u e s t r a s actitudes y podemos llegar a e n c o n t r a r n o s (si es q u e volvemos a e n c o n t r a r algo a l g u n a vez) lo bastante confundidos como p a r a no advertir e n q u é consisten n u e s t r a s suposi­ ciones o el hecho de q u e estamos p e r p e t u a n d o p r á c ­ ticas q u e n o comprendemos.

y a q u e la m a y o r p a r t e del tiempo n o conseguía ni siquiera hacerlo h a b l a r . C u a n d o recibo u n pedido de esta n a t u r a l e z a . M i actitud es legítima. El m u c h a c h o no denotaba m e j o r í a . Se m e solicitó u n diagnóstico. de las punciones l u m b a r e s y otras pruebas q u e se practicaron no surgió q u e existiera " e n f e r m e d a d o r g á n i c a " . N u e s tros clientes no p l a n t e a n siempre las cosas como nosotros quisiéramos. como ser i n t e r n a r l o en u n a u n i d a d psiquiátrica p a r a niños. tengo q u e decidir no solamente cómo a b o r d a r a la persona a q u i e n se h a adjudicado y a el papel de paciente. pero tampoco estamos obligados a adoptarlo. Yo h e asignado otro alcance a m i tarea. el psiquiatra ignoraba la causa. Esto n o fue lo q u e se m e pidió. en la q u e m e invitan a d a r m i opinión sobre u n m u c h a c h i t o de n u e v e años al q u e se le ha diagnosticado esquizofrenia incipiente ( ? ) . N o debemos i g n o r a r su planteo. P o r espacio de tres meses el m u c h a c h o había concurrido s e m a n a l m e n t e al hospital. llevado al hospital. Si esta hipótesis se viera confirm a d a . podría hacerse algo en su favor. pensaba q u e quizás estuviera evolucionando hacia u n a esquizofrenia. sino t a m b i é n cómo investigar con eficacia y e n el m e n o r tiempo posible q u é es lo q u e realm e n t e sucede. donde era entrevistado por u n psiquiatra. A causa de la p e r m a n e n t e i n t r a n q u i l i d a d q u e mostraba en el a u l a . acudia allí m i s m o s e m a n a por medio p a r a m a n t e n e r conversaciones con u n asistente social versado e n psiquiatría. y a e n otra ocasión h a b í a sido enviado a u n hospital de niños. ni siquiera c u a n d o n u e s t r o cliente es u n psiquiatra . q u e era q u i e n lo había. Su m a d r e . su conducta en el hogar y e n la escuela e m p e o r a b a . LAING Los Clark De u n hospital p a r a niños con problemas de conducta m e e n v í a n u n a carta. D .38 R.

en prim e r t é r m i n o . Estuvimos reunidos cerca de dos h o r a s y m e d i a con los familiares m á s cercanos del m u c h a c h o : su m a dre. al señor y la señora Clark solos. T a m b i é n podría h a b e r concurrido al hospital p a r a entrevistar a l n i ñ o a solas o p a r a celebrar consulta con el psiquiatra. e n las p r i m e r a s h o r a s de la t a r d e . Nos r e u n i m o s . se aleja de la casa. M e m o s t r a r o n la casa y m e i n f o r m a r o n sobre las costumbres de la familia e n lo tocante a la alim e n t a c i ó n . el h e r m a n o de 13 años. Eso forma p a r t e del problema: está e m p e z a n d o a parecerse a D a v i d . E n det e r m i n a d o m o m e n t o . el h e r m a n o de 11 años. Lo q u e hice fue escribir a la m a d r e pidiéndole q u e m e h a b l a r a por teléfono. su h e r m a n a m e n o r (de 7 años) y su p a d r e . le p r e g u n t é a la señora Clark: " ¿ A q u i é n se parecen sus hijos?" "Este es la i m a g e n de su p a d r e " . en u n m o m e n t o e n q u e p u d i e r a n estar presentes la m a y o r í a de los m i e m b r o s de la familia. es decir. D a r é unos pocos detalles. E n ese lapso entrevistamos al señor y la señora Clark j u n t o a sus hijos. a David solo. no hace lo q u e le o r d e n a n . no dice a q u é h o r a va n . " " ¿ A q u i é n se parece D a v i d ? " "David se parece a mí. el padre. El segundo no se parecía a nadie. sus dos h e r m a n o s m a y o r e s (de 13 y 11 a ñ o s ) . señalando al m a y o r . contestó. E n la conversación telefónica q u e d ó convenido q u e la visitaría a c o m p a ñ a d o por dos asistentes sociales.EL CUESTIONAMIENTO D E LA FAMILIA 39 Yo podría haber citado a la m a d r e p a r a que m e viniera a ver con el niño. no t e r m i n a de comprenderlo. el sueño y otros aspectos. " M i hija se parece a David. Podría h a b e r hecho m u c h a s cosas." " ¿ Y q u é es lo q u e ocurre con D a v i d ? " Lo q u e ocurre con David (la señora Clark recito la lista de u n tirón) es q u e no se lo p u e d e controlar. en la sala de estar: la m a d r e . David (de 9) y la h e r m a n a (de 7 ) .

le contestaron. ¡Vías t a r d e la m a d r e m e mostró toda la casa: el lugar en q u e d o r m í a n los varones. y desde entonces h a c e y a tres meses q u e c o n c u r r e s e m a n a l m e n t e con el n i ñ o al hospital. se negaba a obedecerme: m e desafiaba. Todo ello ocurrió e n los p r i m e r o s veinte m i n u t o s . etc. m e contesto.' 'Hazlo. le dije: ' T i e n e s q u e estar en casa a la h o r a de las comidas y vas a h a c e r lo q u e y o te diga. por último. el lugar e n q u e d o r m í a n ella y el esposo. y le dieron la dirección. " " E s p e r e u n m i n u t o " . D . le p r e g u n t é : " ¿ C ó m o e m p e z a r o n en realidad las cosas?" " D a v i d se lo pasaba fuera de la casa. parados ambos j u n t o a la vent a n a de su dormitorio. LAING volver. Casi sin saber lo q u e hacía telefoneó a la policía y dijo del a n t e del n i ñ o : " T e n g o u n hijo al q u e no puedo controlar. F u e u n a conversación de h o m b r e a h o m b r e . Si n o m e obedeces.40 R.'" La m a d r e n o sabía q u é actitud t o m a r . Esperó y esperó ( d u r a n t e dos m i n u t o s ) y al fin volvieron al teléfono y le dijeron q u e lo llevara al hospital local p a r a niños con problemas de conducta. pero lo.cierto es q u e D a v i d sigue negándose a obedecerla y n o parece preocupado en absoluto. N o sé q u é h a c e r con é l . no se interesa por la lectura ni la escritura y. n o m e decía a q u é hora iba a volver. el lugar en q u e dormía su hija. te m a n d a r é bien lejos. Lo hizo así. U n día en q u e debía volver a la u n a p a r a a l m o r z a r . 'Sí q u e lo h a r á s . A c t u a l m e n t e l a m e n t a h a b e r tomado esa iniciativa. m i e n t r a s el resto de la familia aguardaba abajo. y el p a d r e había salido. e n cuyo transcurso m e explicó lo que hacía fuera de la casa: a y u d a b a a los obre- . y n o lo hizo hasta después de las dos. " n o está preocupado". Después de estar con la señora Clark t u v e u n a charla con David. C u a n d o nos h a l l á b a m o s en el descanso de la escalera.' ' N o ' .

La señora Clark h a b í a dicho q u e David se parecía a ella en ciertos aspectos en apariencia vinculados con el problema. y a q u e al día siguiente tuvo q u e r e c u p e r a r lo perdido. El abuelo m a t e r n o de David m u r i ó poco antes de q u e éste fuera concebido. El principal motivo q u e había tenido para q u e r e r ir al hospital no era m u y loable: faltar a la escuela esa tarde. El m a t r i monio Clark tuvo otro hijo. Ello resultó satisfactorio p a r a la señora Clark. Le p r e g u n t é si había algo q u e p u d i e r a h a c e r por él. E n ese caso. pero no p a r a su suegra. M e pidió q u e t r a t a r a de conseguir q u e lo e x i m i e r a n de ir al hospital. Su esposo. perdió a su p a d r e (el abuelo p a t e r n o de D a v i d ) cuando era n i ñ o . contestó sin vacilar. pero después de u n a breve pausa exclamó: "Sí. pero en cambio le gustaba m u c h o t r a b a j a r con objetos. L e dije q u e vería q u é podía hacer. Los últimos c u a r e n t a m i n u t o s de las dos h o r a s y media los destinamos a conversar con el señor y la señora Clark. . su m a dre vive a ú n . D e lo q u e hacía e n el hospital. q u e es el m e n o r de dos h e r m a n o s . N o sentía un interés especial por la lectura o la escritura. P e r o no le dio resultado." La señora Clark es hija única. " La señ o r a Clark n o había establecido c l a r a m e n t e hasta entonces la relación. E n t r e el p a d r e de D a v i d y su p r i m e r hijo se desarrolló desde el comienzo u n a estrecha vinculación. " E n t o n c e s D a v i d se parece a su a b u e l o . Es lo que siempre dice m i madre. sin q u e estuvieran presentes los niños.EL CUESTIONAMIENTO D E LA FAMILIA 41 ros en u n a obra en construcción. lo único q u e le agradaba era el dibujo: había dado autorización p a r a q u e sus obras fueran incluidas en u n a exposición de a r t e infantil ( ¿ u n a m u e s t r a m á s d e arte psicótico?). por supuesto. ¿a q u i é n se parecía ella? " A m i p a d r e " .

ni q u é era lo q u e le impedía regresar t e m p r a n o . esta vez nació u n a n i ñ a . Su m a d r e n o cesa de repetirle q u e debió h a b e r l a s combatido. y ahora ocurría otro t a n t o con su hijo m e n o r . inquieto (cali- . N u n c a le explicaba a ésta e n q u é ocupaba su tiempo ni con quiénes se a c o m p a ñ a b a .42 R. Este era u n individuo despreocupado q u e pasaba la m a y o r p a r t e del t i e m p o fuera de su casa. al poco tiempo de m o r i r su p a d r e . la señora Clark se parecía a su padre. La forma e n q u e se m a n e jan los hechos y el hábil empleo de u n a adecuada esquizofrenización psiquiátrica p u e d e n favorecer la aparición de u n a "esquizofrenia". P e r o la señora Clark no p u d o decidirse a hacerlo c u a n d o estaba a tiempo y a h o r a es demasiado tarde. a u n q u e g a n a b a bastante. q u e d ó n u e v a m e n t e e m b a r a z a d a p a r a b r i n d a r a su suegra el obsequio de u n a nieta. irritable. La señora Clark quería m u c h o a su p a d r e y se le parecía. Lo expuesto no nos a y u d a m u c h o a c o m p r e n d e r por q u é t e n d r á q u e haberse visto en D a v i d a u n posible esquizofrénico. y n u n c a a p r e n d i ó a leer y escribir. Ella quería u n a nieta. A h o r a advierte q u e " r e a p a r e c e n " en David. gracias a Dios. D. E n clase D a vid se mostraba distraído. H u b o u n n u e v o intento y . Recuerda lo q u e ella sentía c u a n d o tenía esa edad. a quien se dio el n o m b r e de su abuelo m a t e r n o . haciendo — s e g ú n su esposa— lo q u e no debía. Así la señora Clark. El resultado fue D a v i d . C u a n d o tenía la edad de D a v i d . como ella en su m o m e n t o las combatió en su hija. A veces piensa q u e D a v i d le gusta m u c h o y q u e quizá n o h a y a n a d a de m a l o en su m a n e r a de ser. No estaba m u y interesado en h a c e r dinero. pero su m a d r e consiguió d e s t e r r a r esas tendencias e hizo d e ella u n a m u c h a c h a form a l . que fue i n m e d i a t a m e n t e a n e x a d a por la m a d r e del señor Clark. LAING Esta había tenido dos hijos: su hijo m a y o r t a m b i é n tuvo dos hijos.

invita a p e n s a r e n el " n e g a t i v i s m o " . Es éste u n juego de grave futilidad. C u a n d o el p a d r e m u e r e . q u i e n a su vez se casará con su abuelo p a t e r n o y reproducirá a su p a d r e en su hijo? ¿Quién fue su abuelo? ¿Su propio abuelo. la hija y el p a d r e en u n p r i m e r m o m e n t o . Lo i m p o r t a n t e es el d r a m a . estaba alegre c u a n d o todos se sentían preocupados ( " p e r t u r b a ción a f e c t i v a " ) : otros tantos t é r m i n o s vinculados con la esquizofrenia. D a v i d representa el papel q u e su abuelo representó en otro tiempo. El diagnóstico referente a D a v i d era u n a complicada m a n e r a de eludir el* verdadero problem a : diagnosticar ( l i t e r a l m e n t e . la representación continúa. Es u n a m a n e r a sintética . pero el relato de su m a d r e de q u e era u n m u c h a c h o imposible. Podemos v i s l u m b r a r e n esa familia u n d r a m a q u e se p e r p e t ú a a través de tres generaciones. sujeta a transformaciones cuyas leyes a ú n n o h e m o s form u l a d o y c u y a existencia sólo r e c i e n t e m e n t e hemos podido v i s l u m b r a r . C u a n d o m u e r e n . ver a través de) la situación social. D a v i d n o h a blaba al psiquiatra ( " m u t i s m o " ) .EL CUESTIONAMIENTO D E LA F A M I L I A 43 ficativos q u e se aplican a los " h i p o m a n i a c o s " ) . la hija y el hijo de ésta m á s t a r d e . Los actores son dos m u j e r e s y u n h o m b r e : la m a d r e . P o r consiguiente. La e s t r u c t u r a d r a m á t i c a p e r d u r a . que reprodujo a su nieto e n sí mismo? H a b l a r de identificaciones es engañoso. ¿Qué o c u r r i r á c u a n d o se case? ¿Se casará con su abuela y reproducirá a su m a d r e en su hija. El sistema se p e r p e t ú a a sí m i s m o a través de las generaciones. otros son engendrados. y la m a d r e . los jóvenes son familiarizados con los papeles q u e e n su m o m e n t o d e s e m p e ñ a r o n los muertos. Los actores vienen y v a n . de q u e n o podía lograr n a d a d e él. El q u e acaba de nacer se hace cargo del papel dejado v a c a n t e por el q u e acaba de m o rir. la hija concibe u n hijo p a r a reemplazar a aquél.

pero su reproducción resulta en la actualidad m e n o s sencilla q u e la de las palabras. Los actores no son nunca los personajes q u e r e p r e s e n t a n (en este s e n t i d o ) . pero n o al n i ñ o n i a otros familiares. P o r eso h e prescindido de ellos. u n asistente social versado en psiquiatría había visto a la m a d r e . n o dejaremos de percibir q u e es u n a e x t r a ñ a m a n e r a de proceder. P u e d e ser grabado. L A I N G de decir q u e b desempeña el papel q u e e n otro tiempo desempeñó a. Si u n equipo de hockey requiriese nuestra i n t e r v e n ción p o r q u e su zaguero izquierdo tiene bajos des- . Lo q u e antecede. los movimientos de las personas ( c i n é t i c a ) . A m e n o s q u e estemos embotados por el hábito hasta el p u n t o de considerar todo esto como u n a práctica n o r m a l . P e r o es evidente q u e n o serán advertidos por quien estudie u n a situación de m a n e r a fragmentaria. q u e h e presentado en u n a forma m u y esquemática y abstracta. su escuela. N a d i e había reconstruido la situación. mejor dicho. El caso es típico: u n psiquiatra había visto al niño. q u e el nieto desempeña el papel q u e su abuelo desempeñó u n a vez.44 R. U n ámbito m u y i m p o r t a n t e del estudio de las situaciones sociales es todo lo q u e se s u m a a las palabras: la forma de p r o n u n c i a r l a s ( p a r a l i n g ü í s t i c a ) . trabajaba. N a d i e había visto a nadie m á s ni e x a m i n a d o el escenario: nadie había visto el hogar de D a v i d . el asistente social y el psiquiatra se h a b í a n r e u n i d o p a r a discutir el caso. pero n o a los otros m i e m b r o s de la familia. Estos datos son i g u a l m e n t e objetivos. D . reproducido y estudiado e n form a totalmente objetiva. Se basa e n lo q u e señalan p ú b l i c a m e n t e u n a s personas respecto de otras. se basa en u n tipo de información cotidiana a la q u e tienen acceso los asistentes sociales y m u c h a s otras personas. las calles en q u e jugaba o. a u n q u e p u e d a n a veces "identificarse" confusamente con ellos.

r e d a c t a r u n a historia clínica y a d m i n i s t r a r l e u n Rorschach. Cada u n o d e los elementos de la situación es u n relato n a r r a d o por algunos m i e m b r o s de la situación sobre la situación.EL C U E S T I O N A M I E N T O D E LA FAMILIA 45 empeños. Le pase o no algo al principio a la persona elegida como chivo emisario. epilepsia. C u a n d o todos los m i e m b r o s de u n a situación comienzan a definir la situación como: Lo que nos pasa a todos es q u e tenemos q u e h a cer frente a lo q u e le pasa a él (o e l l a ) . N o llegaríamos a n i n g u n a p a r t e si no supiéramos n a d a sobre el hockey ni sobre el tipo d e j u g a d a s q u e son corrientes en él. Quizás alguien tenga n e u m o n í a . no pensaríamos sólo en citar al zaguero a n u e s t r a oficina. O quizá se equivoq u e n . Es u n o de los procesos sociales m á s antiguos de q u e se tenga m e m o r i a . Corresponde al médico diagnosticar y t r a t a r la e n f e r m e d a d . si los vieran. poner esa m a n i o b r a e n t r e paréntesis. su modelo médico-clínico h a r í a que fuera m á s difícil p a r a ellos q u e para u n lego inteligente c o m p r e n d e r lo q u e ocurre. M u c h o s psiquiatras son a ú n m u y ingenuos con respecto a lo social. u n t u m o r cerebral. a n t e todo. pero q u e no tardaría e n pasarle (pobre. etc. Así lo espero. E n el caso considerado. ello configura y a u n a situación engañosa q u e m e r e c e ser c u i d a d o s a m e n t e investigada. por lo m e n o s . en la situación tal como nosotros la vemos. Casi todos ellos n u n c a h a n visto reunidos a todos los m i e m b r o s de u n a familia. Quizá t e n g a n razón.predicción) por cuanto si todos seguían tratándolo como hasta entonces. T e n e m o s q u e descubrirlo. m i dictamen fue q u e por el m o m e n t o al m u c h a c h o no le pasaba n a d a serio. se . no t a r d a r á en pasarle si el proceso sigue su curso. T a m b i é n iríamos a ver j u g a r al equipo. en el sentido de q u e "algo le p a s a " a alguien en la situación. E n nuestro trabajo n a d i e sabe por adelantado en q u é consiste la situación. debemos.

q u e él h a visto a la m u c h a c h a y q u e . e n su opinión. frecuenta m a l a s c o m p a ñ í a s y n o habla con ellos. El psiquiatra c o m p r u e b a q u e su m a n e r a de c o m u n i carse con él es deficiente. C o n c u r r e con u n a h o r a de retraso. La gente habla como si supiera q u é es lo q u e está ocurriendo: no lo saben en absoluto. U n a asistente social versada e n psiquiatría confecciona u n a historia clínica sobre la base de lo q u e exponen los padres. como en m u c h a s otras. la cual engloba sin e m b a r g o a b u e n n ú m e r o de ellas. Consulta al psiquiatra. D : L A I N G volvería "esquizofrénico" e n el plazo de seis meses. pero q u e alguien tendría q u e m a n t e n e r charlas con su m a d r e y su abuela.46 R. Sugerí q u e el m u c h a c h o n o debía ser entrevistado si no lo deseaba en forma expresa. la m u c h a c h a es citada a la oficina del psiquiatra. la asist e n t e social. como tampoco nosotros. es dable observar la siguiente característica: ninguno de los que están en la situación sabe en que consiste la situación. desorientados. F a l t a a la cita. E n esa situación. Les dice q u e su colega. Se le fija otra. Dispone una entrevista con ambos padres. lo h a consultado. V e a m o s otro caso: Los padres de u n a m u c h a c h a de 16 años se sienten preocupados p o r q u e creen q u e ésta h a empezado a c o n s u m i r drogas. confusos. Si p e r m a n e c e m o s e n u n a situación tal |K»r u n breve lapso — d i g a m o s noventa m i n u t o s — nos sentimos cada vez m á s perdidos. N o . N o todas las situaciones son de esta clase. c u a n d o en realidad nadie entiende a nadie. A c t ú a n como si se comprendieran recíprocamente. El ejemplo q u e di puede ser considerado u n subtipo d e n t r o de esa categoría: u n a situación presentada como la inexistencia de u n a situación. C o n c u r r e n a u n hospital. E n vista de lo q u e resulta de la historia clínica. está e n f e r m a de cuidado: p r o b a b l e m e n t e se volverá psicótica en el plazo de seis meses si no a b a n d o n a las drogas.

P a r a sus años e r a n en realidad "conservadores": o b r a b a n de acuerdo con sus convicciones. La asist e n t e social no vio a la m u c h a c h a . Esta no se enteró de q u e sus padres h a b í a n concurrido a u n hospital hasta q u e recibió la carta del psiquiatra " d á n d o l e " u n a cita. antes de iniciar u n tratam i e n t o psicoterapéutico ( q u e en ciertas circunstancias es u n a forma de violencia apenas m á s sutil q u e h a c e r i n t e r v e n i r a la policía) ? N o puedo d a r detalles sobre esta situación. Su recomendación (considerando que la m u c h a c h a n o advierte el peligro. La situación debe ser descubierta N i n g u n a de las personas incluidas e n la situación puede saber en q u é consiste ésta. A nadie se le ocurrió la idea de h a b l a r con el novio. descubrimos q u e existía u n problema " r e a l " e n t r e el p a d r e y el novio. n o m u e s t r a deseos de librarse de las drogas. ¿No h u b i e r a sido m á s civilizado h a b l a r el asunto con todos los afectados. P u e d o decir. como e n sus tiempos lo hicieron sus padres respecto de otras cuestiones. de recibir psicoterapia ni de r e n u n c i a r a las m a l a s compañías) es q u e r e c u r r a n a las autoridades competentes p a r a q u e la h a g a n comparecer a n t e u n a corte juvenil por estar m á s allá de sus cuidados. protección y control. N a d i e vio juntos a todos los m i e m b r o s de la familia. Nunca hemos de p r e s u m i r q u e las personas incluidas e n la sitúa- . q u e c u a n d o en su oportunidad la estudiamos como situación. incluso el novio. El psiquiatra no vio a los padres a c o m p a ñ a d o s por su hija.EL CUESTIONAMIENTO D E LA FAMILIA 47 tiene noción del daño que se está causando a si m i s m a . no coopera. en cambio. q u e la visitaba en su casa con frecuencia. T a n t o la m u c h a cha como su novio " f u m a b a n " m e n o s q u e el c o m ú n d e sus condiscípulos.

T a m p o c o las fechas son esenciales p a r a la historia. Esos relatos f o r m a n p a r t e de la situación. psiq u i a t r a s . tampoco h a y n i n g u n a r a z ó n a priori p a r a desconfiar de u n relato por el hecho de q u e q u i e n lo hace es tal o cual persona. N o h a y n i n g u n a razón a priori p a r a " c r e e r " e n u n relato por el hecho de q u e q u i e n lo hace es tal o cual persona. Ese modo de definir la situación puede ser u n a p a r t e i m p o r t a n t e de la situación q u e nosotros estamos t r a t a n d o de descubrir. Los relatos q u e h a c e la gente (la p a l a b r a " g e n t e " designa a q u í a toda clase de personas: padres. Pero esa "historia clínica" de la situación es una muestra de la situación. LAING (ion sepan en q u é consiste ésta. Esto es t a m b i é n aplicable a las "historias clínic a s " redactadas por profesionales. descubrir la historia. U n corolario de lo q u e antecede es el siguiente: la situación debe ser descubierta. nosotros m i s m o s ) n o nos r e v e l a n simple e i n e q u í v o c a m e n t e e n q u é consiste la situación. es decir. D . D u r a n t e n u e s t r a . Podemos t e n e r b u e n a s razones p a r a creer — d e s p u é s de haberlos sometido a p r u e b a — e n los relatos de ciertas personas. del m o d o en q u e u n a persona define la situación. Nos i m p o n e m o s de u n relato. Los relatos q u e nos h a c e n y q u e hacemos son siempre p a r t e i m p o r t a n t e de la situación por descubrir. hijos. Las fechas son señales discontinuas q u e la historia deja tras de sí: son producto de la historia. f u n d a m e n t a l m e n t e .48 R. Lo q u e hacemos c u a n d o "confeccion a m o s u n a historia c l í n i c a " no es. I m a g i n e el lector lo q u e sería u n a "historia clínica" psiquiátrica de Jesús. El lector p u e d e p e n s a r q u e se t r a t a de u n a proposición trivial: lo invitamos a t o m a r en cuenta sus implicaciones. asistentes sociales. Es i n g e n u o s u p o n e r q u e llegaremos a descubrir u n a situación recopilando los antecedentes suministrados p o r u n o o dos de sus m i e m b r o s . pero su aporte al conocimiento de la verdad es a m e n u d o desdeñable.

A m e n u d o las versiones conc u e r d a n . e n n u e s t r a opinión. N o h a y u n a relación necesaria o constante e n t r e lo q u e las personas h a c e n . q u e no estamos " e n " la situación del mismo modo. sin q u e a u m e n t e por ello la probabilidad de q u e sean exactas. Caer en cuenta de ello puede resultarles a t e r r a d o r en sumo grado. Cualquier formulación de este tipo nos invita a desarrollar una teoría sobre la ignorancia y la superchería sociales.EL CUESTIONAMIENTO DE LA FAMILIA 49 intervención inicial puede ser m u y instructivo oír los relatos de la gente. ello nos perm i t e a veces a l e n t a r esperanzas de q u e s e r á n m á s capaces de hacerle frente por sí mismos. puede o c u r r i r q u e todos o p a r t e de sus m i e m b r o s n o sólo no c o m p r e n d a n en q u é consiste la situación. sin embargo. Son expertos en interp r e t a r situaciones e n función de u n o s pocos mitos psiquiátricos corrientes. C u a n d o la situación se deteriora hasta el p u n t o de d a r lugar a la intervención de u n e x t r a ñ o . El ámbito de nuestra competencia es el estudio y la intervención en situaciones sociales relativamente p e q u e ñ a s (microsituaciones): e n n i n g u n a situación social podemos presumir q u e los participantes sepan en q u é consiste la situación. Pocos psiquiatras son expertos en sonsacar esos relatos. Con frecuencia. sino q u e n o comprendan que no la comprenden. Si pueden c o m p r e n d e r q u e n o la comp r e n d e n y e m p i e z a n a comprenderla. lo q u e creen q u e hacen y lo que dicen q u e están o h a n estado haciendo. Todo el m u n d o tiene su versión sobre lo q u e ocurre y sus causas. Quizás algunos . u n a de las causas q u e contrib u y e n al deterioro de la situación — a l m i s m o tiempo q u e es efecto. t a m b i é n es bastante a t e r r a d o r p a r a nosotros. de ese deterioro— es el hecho de q u e la situación no puede ser vista por n i n g u n o de sus m i e m b r o s e n la forma en que nosotros creemos q u e podemos ver q u e es.

pero todo a n d a m a l . N o contamos. los m i e m b r o s de la situación q u e h a provocado i n q u i e t u d o quejas dicen: . Consideramos necesario llegar a u n a formulación de las estrategias posibles y adecuadas de la inter­ vención en situaciones. N a d a le pasa a n a d i e . U n a m a n e r a obvia (y sin e m b a r g o dejada de lado con frecuencia) de descubrir e n q u é consiste u n a situación es r e u n i r en u n l u g a r y ocasión determinados a todas las per­ sonas de quienes suponemos e n u n comienzo. N o podemos dar a su defini­ ción de la situación otro alcance q u e el de u n relato que ellos nos c o m u n i c a n y q u e es p a r t e i n t e g r a n t e de la situación q u e debemos descubrir. en p r i m e r l u g a r . q u e son elementos clave d e la situación. 2. m u c h o m e n o r es el c a m i n o recorrido en la t a r e a de investigar cuá­ les se a d a p t a n mejor a cada tipo de situación. E n otros casos e n q u e somos llamados a interve­ nir. Algo le pasa a alguien. D. LAING lo sepan. Cada u n o opina q u e al otro o a los otros les pasa algo. H e m o s de descubrir en q u é consiste la situación en el curso de n u e s t r a intervención en ella. definidas por sus m i e m b r o s en a l g u n a de las si­ guientes formas: 1. o quizá no. m e n o s a ú n con u n a cla­ sificación de las m a n e r a s e n q u e podemos inter­ venir. con u n a tipología siste­ m á t i c a de las situaciones.50 R. E m p l e a r psicoterapia con u n a persona es u n a estrategia de intervención en la situación de la q u e esa persona es m i e m b r o . P o r ejemplo: las situaciones nos son presentadas. A p e n a s si h e m o s comenzado a catalogar y clasi­ ficar las estrategias de intervención. 3. con fundadas razones.

pertenece a G r e g o r y Bateson y se refiere a u n a situación en H a w a i . n i con nosotros n i con la situación. q u e m e n c i o n a r de paso la i m p o r t a n t e tarea cuyo objetivo es h a l l a r m a n e r a s adecuadas de f o r m u l a r ios problemas implícitos en lo q u e antecede. debo l i m i t a r m e a a l u d i r al t e m a de las estrategias prácticas de i n t e r v e n c i ó n q u e ten e m o s a nuestro alcance. tenia copiosos antecedentes delictivos. todo m a r c h a bien. Y lo m i s m o en los d e m á s casos. El relato. q u e algo les pasa a u n o o dos m i e m bros de la situación o q u e n a d a les pasa a ellos. La entidad cuenta con los servicios de un psiquiatra occidental y de un joven asistente social. A u n q u e quizá no todo m a r c h e bien desde el p u n t o de vista de la policía o de los vecinos. hasta h o y inédito. N o puedo h a c e r otra cosa.EL CUESTIONAMIENTO D E LA FAMILIA 51 4. El ejemplo q u e sigue sirve p a r a d e m o s t r a r q u e las técnicas de intervención posibles son m á s v a r i a d a s de lo q u e m u c h o s de nosotros podríamos h a b e r i m a g i n a d o . hasta que finalmente fue derivado a una entidad particular de asistencia psiquiátrica (el Lilinokalani Trust) integrado por hawaianos. Dice así: "Un niño. a q u í y a h o r a . Este hizo una visita . No salía de un establecimiento correccional sino para entrar en otro. la cosa cambia p a r a nosotros según q u e los m i e m b r o s de la situación digan q u e n a d a pasa con ellos n i con la situación. el quinto o sexto de una familia con diez hijos. A n á l o g a m e n t e . N a d a pasa. N o nos molesten. ¿Quién debe decidir — y sobre la base de q u é criterios— cuál es la opinión "correcta"? ¿Es ésta u n a p r e g u n t a i n a d e c u a d a ? C u a n d o nos e m b a r c a m o s e n la arriesgada empresa de i n t e r v e n i r e n algo. ¿Por q u é se e n t r o m e t e n ? P a r a nosotros. pero que la situación está embrollada.

Una vez que el interpelado ha detallado todas las quejas que acudieron a su pensamiento.52 R . Los alucinados esquizofrénicos son una cosa. que era huérfano de padre. s e ñ a l a Bateson. tuvo diez hijos. y uno de ellos era ahora el paciente. La conducta del niño parecía 'psiquiátrica'. y ella exigió a su hija que prometiera no hacer lo mismo. Ni bien se enteró de eso. . Descubrió que el problema estaba vinculado con la ruptura de una promesa que había hecho en otro tiempo la madre. D . p e r o n o la n a t u r a l e z a de los viejos r e m e d i o s c u l t u r a l e s . Y a n o somos capaces n i siquiera de " d i a g n o s t i c a r " q u é es lo q u e o c u r r e . La abuela murió. que incluye a los miembros casados con sus cónyuges y descendencia. q u e esta c u l t u r a e n decadencia r e c u e r d e p o r lo g e n e r a l q u é es lo incorrecto y lo q u e a t r a e dificultades de o r d e n religioso o s o b r e n a t u r a l . su hija se casó con un divorciado. Se trata de una reunión de la familia completa. decidió abandonar el caso. y en el viejo Hawai nadie hacía promesas. y todo el mundo sabe que son de incumbencia de la psiquiatría. Algo puede sucederle a uno. había prometido a su madre (la abuela del niño) que nunca se casaría con un divorciado: la abuela se había casado con un divorciado y las cosas habían marchado mal. La madre. pero la promesa rota tenía ya un aspecto diferente. ya que toda promesa contiene una maldición. pero cuando nos enfrentamos con una promesa r o t a . sin embargo. Quizá nosotros h a y a m o s ido a u n m á s lejos. . En esa reunión se pide a cada uno de los concurrentes que exprese todos los cargos que tenga contra los demás. Las promesas rotas se manejan en Hawai con precauciones rituales." Es i n t e r e s a n t e . "En el viejo Hawai. el presidente de la asamblea (por lo general un sacerdote o el jefe de la familia) le pregunta: '¿Lo desenredas?' . Esa es la razón por la cual no se puede conseguir que un hawaiano prometa venir un sábado a arreglarnos el jardín. LAING a la madre del niño. lo adecuado en esas circunstancias era celebrar un 'Ho'o Pono Pono'.

EL CUESTIONAMIENTO DE LA FAMILIA 53 A lo que debe contestar: 'Sí. Véase Speck (1966). Después de varios meses sus familiares celebraron un Ho'o Pono Pono al que conceptuaron frustrado. El procedimiento iguala —o tal vez supera— en complejidad a cualquiera de los que nosotros somos capaces de poner en práctica. 2 . en dos o tres años más. No pudieron conseguir que todo el mundo hablara con franqueza. obtiene buenas notas y se ha mantenido alejado de los establecimientos correccionales por espacio de dos años. y esa sinceridad en las respuestas es necesaria." 2 Los trabajos que realiza Speck en Filadelfia con grupos son los de mayor complejidad de cuantos conozco. Hoy cursa con provecho la escuela secundaria. La respuesta correcta es: 'Dios. podrán realizar el verdadero Ho'o Pono Pono. por consiguiente." "Es evidente que no podemos reunir a veinte o treinta personas en una semana y conseguir que respondan con convicción a las preguntas. La asamblea final es hasta cierto punto una confirmación ritual de lo que tuvo lugar en el transcurso de este período de seis meses o de tres o cuatro años. En el caso a que nos referimos se decidió organizar un Ho'o Pono Pono y los miembros de la familia empezaron a comunicarse entre sí para preparar el terreno. Desde el mismo momento en que iniciaron sus gestiones el muchacho comenzó a andar por el buen camino.' Luego se le pregunta: '¿Quién te desenreda a ti?' Porque el enredo es mutuo. " p u e d e h a b e r sido añadido al ritual después de la conversión al cristianismo. pero siguen empeñados en su intento y piensan que. observa Bateson. Es ineludible. destinar entre seis meses y tres años a preparar a los miembros del grupo con el fin de que estén en condiciones de asistir a la reunión y actuar con convicción.' " " E s t o " .

E n lo esencial. U n a situación nos sale al e n c u e n t r o . D. U n médico n o e x p e r i m e n t a la sensación de estar interviniendo en. diagnóstico.54 R. E n todos los casos d e t e r m i n a el tratam i e n t o : n i n g u n a terapia racional p u e d e preceder al diagnóstico. lo q u e r a m o s o no. L a m e n t a c i o n e s . e x a m e n e investigaciones. a u n diagnóstico provisional q u e sirva de base al tratamiento. por poco q u e sea. al cabo de todo eso. definida en p r i m e r l u g a r por sus m i e m b r o s y / o por agentes q u e p a r t i c i p a n en otras situaciones. llegamos a u n diagnóstico. historia clínica. la situación cambia u n tanto. por lo m e n o s . A m e n u d o implica el pronóstico. lo e x a m i n a m o s . indicamos u n t r a t a m i e n t o . El diagnóstico i n c l u y e la etiología si ella es conocida. LAING Diferencias entre el diagnóstico social y el médico Consignaremos a q u í u n a s pocas observaciones finales sobre la relación e n t r e las situaciones sociales y el modelo médico. formulamos u n pronóstico c u a n d o ello es posible y. t r a t a m i e n t o . por consiguiente. consiste en lo siguiente. El diagnóstico médico cobra sentido en el contexto de u n conjunto de procedimientos q u e son enseñados a todos los médicos y c u y a influencia se ejerce a lo largo de toda la vida de quienes los h a n aprendido. pronóstico. T a n p r o n t o como i n t e r v e n i m o s . T a n pronto como nos hacemos presentes en u n a situación i n t e r a c t u a m o s con algunos de sus elementos. Es t e m e r a r i o e irresponsable t r a t a r a u n e n f e r m o sin h a b e r a r r i b a d o antes. intervenimos de u n modo u otro. confeccionamos u n a historia clínica. prescribimos las investigaciones comp l e m e n t a r i a s q u e a n u e s t r o juicio h a c e n falta. C u a n d o abordamos a alguien en calidad de paciente escuchamos sus l a m e n taciones. E x a m i n e m o s este modelo en relación con el diagnóstico de u n a situación social. u n a cardiopatía o u n a tuberculosis por el hecho de escu- . por ejemplo.

" s a c a r l o s " de la situación y " a d m i n i s t r a r l e s " psicoterapia in­ dividual. A d e m á s . después se formula u n diagnóstico provisional o. a continuación se prescribe la " t e r a p i a " . u n a p r e t ó n de m a n o s . a través de. u n a tos. T a n pronto como dejamos traslucir de c u a l q u i e r modo (con u n gesto. Los médicos y t a m b i é n los psiquiatras f r u y a orien­ tación es a ú n p r e d o m i n a n t e m e n t e médica t utilizan u n modelo estático n o recíproco: la historia clínica se confecciona después d e h a b e r escuchado al pa­ ciente. Podría parecer q u e la m a n e r a m á s r á p i d a . después de h a b e r hecho todo lo necesario p a r a llegar a u n diagnóstico. incluso la m á s rígida. y gnosis. Diagnóstico proviene de día. u n a inflexión de voz) lo q u e vemos o lo q u e creemos ver. N u e s ­ tro modo de ver a través de u n a situación cambia la situación. redactar u n a historia clínica o practicar u n e x a m e n . definitivo. conocimiento. N o comienza a in­ tervenir con el propósito de cambiar algo hasta que inicia el t r a t a m i e n t o . si es posible. u n a sonrisa. E n nues­ tro caso. Diagnosticar es u n t é r m i n o apro­ piado p a r a las situaciones sociales si por él enten­ demos ver a través del escenario social. algo cambia en la situación. Practicamos " t e r a p i a " a u n m a t r i m o n i o p a r a conseguir q u e nos digan cómo ven la situación . el e x a m e n se practica después de h a b e r con­ feccionado la historia clínica. radi­ cal y apropiada de modificar u n a situación consiste en t o m a r a u n o o dos de sus m i e m b r o s . y n o concluye j a m á s . lo q u e r a ­ mos o no. Una relación recíproca ha comenzado.EL CUESTIONAMIENTO D E LA F A M I L I A 55 char las quejas del paciente. n u e s t r a intervención h a comen­ zado a c a m b i a r n o s a nosotros. El diagnós­ tico comienza t a n p r o n t o como tropezamos con u n a situación d e t e r m i n a d a . estamos i n t e r v i n i e n d o en la situación y modificándola tan pronto como e m p e z a m o s a actuar. t a n t o como a la situación. T a n pronto como i n t e r a c t u a m o s con la si­ tuación h e m o s comenzado a intervenir.

Esto redefine la situación como c a m b i a d a por n u e s t r a definición. N i n g u n a de las versiones es n e c e s a r i a m e n t e verídica ni falsa. N o es u n elemento de u n conjunto ordenado de acontecimientos q u e se suceden en el tiempo. diagnóstico. Quizá n o es u n a desventaja el q u e las cosas no sean t a n fáciles. Después de u n año. la capacitaremos p a r a q u e deje de hacerlo. e x a m e n . Es u n relato diferente. historia clínica. teniendo en c u e n t a la forma e n q u e orig i n a r i a m e n t e se mostró a n t e nosotros. o quizá nosotros oímos u n relato diferente.56 R. N u e s t r a defi- . El diagnóstico social es u n proceso. n o u n m o m e n to aislado. Así como el r e lato se t r a n s f o r m a con el correr del tiempo. E n u n m o m e n t o d e t e r m i n a d o nos sentimos inclinados a definir la situación de u n modo d e t e r m i n a d o . t a m bién lo q u e vemos sufre transformaciones. e n la esperanza de que ese i n t e r c a m b i o a y u d a r á a modificar la situación. el relato h a b r á sufrido diversas transformaciones: a m e n u d o será m u y distinto del q u e oímos u n a ñ o antes. c u a n d o h a y a m o s logrado conocer u n t a n t o a las personas y su situación. La intervención en situaciones sociales puede t e n e r diferentes fases: éstas se s u p e r p o n e n . Las personas r e c u e r d a n cosas distintas y las c o m b i n a n de m a n e r a distinta. LAING y para decirles q u é creemos h a b e r descubierto. al decirle a u n a persona lo q u e creemos distinguir q u e hace. t r a tamiento. E n el modelo médico esa sucesión es u n ideal al q u e t r a t a m o s de a p r o x i m a r n o s e n la práctica: quejas. Es i n g e n u o confiar e n q u e . N u e s tra definición de la situación puede d a r origen a diferentes relatos. c o n t r a p u n t í s l i c a m e n t e . Lo q u e vemos c u a n d o e x a m i n a m o s u n a situación cambia c u a n d o escuchamos lo q u e nos c u e n t a n de ella. N o se les puede fijar u n orden de sucesión temporal. D . a su vez esa definición cambia la situación de u n m o d o q u e quizá n u n c a seamos capaces de definir.

E n el aspecto médico. lo m i s m o si están de acuerdo conmigo q u e si n ó . de u n simple diagnóstico médico. significa introducir u n factor nuevo. no cabe duda de q u e u n diagnóstico médico semejante t a m b i é n define y cambia la situación. Debemos p r o c u r a r n o ser ingenuos. sujeta a revisión de a c u e r d o con las t r a n s formaciones q u e esa m i s m a definición provoca. En m i opinión. de diagnosticar. en este caso. etc. Las situaciones sociales son el á m b i t o adecuado p a r a las profecías q u e favorecen la aparición de los efectos a q u e se refieren. N o se t r a t a .EL CUESTIONAMIENTO D E LA F A M I L I A 57 nición es un acto de intervención q u e cambia la situación. prospectiva y retrospectivamente. es u n a interpretación errónea de la situación. ¿Quiénes son los expertos en la m a t e r i a ? N o los psiquiatras. Esa definición puede ser u n "factor etiológico" q u e contrib u y e a crear la situación q u e h e m o s definido e incluso a originar la " e n f e r m e d a d " q u e pretendemos combatir. N o podemos t r a n s f o r m a r u n a tuberculosis en u n a cardiopatia por el hecho de decir q u e se t r a t a de u n a cardiopatía. la cual requiere entonces q u e se la defina n u e v a m e n t e . P e r o supongamos q u e n u e s t r o diagnóstico es el siguiente: Esto es u n a crisis social que obedece al hecho de q u e este m u c h a c h o sufre de esquizofrenia. U n diagnóstico de esta especie tiende a provocar u n a situación como la que define. como ustedes saben. Se t r a t a de u n a prescripción social. en el proceso continuo de m i r a r a través. nuestro diagnóstico no influye sobre el hecho de q u e u n a persona padece de tuberculosis. Debemos t r a t a r la "esquizofrenia" del m u c h a c h o y el asistente social debe a y u d a r a los parientes a h a c e r frente a la terrible tragedia q u e significa tener u n e n f e r m o m e n t a l en la familia. E n todo caso. A cada instante. la vemos de u n m o d o d e t e r m i n a d o que nos lleva a u n a definición n o definitiva. o al . N u e s t r o diagnóstico no modifica la e n f e r m e d a d .

38 R. en la actualidad. LAING m e n o s n o m u c h o s de ellos. E n su m a y o r í a no h a n realizado n i n g ú n aprendizaje al respecto y con frecuencia h a n recibido u n a preparación q u e los vuelve incompetentes e n ese terreno. D. Todos deberíamos dedicarnos sin pausa a a p r e n der a d e s a p r e n d e r g r a n p a r t e de lo q u e h e m o s a p r e n d i d o y a a p r e n d e r a a p r e n d e r lo q u e n o se nos h a enseñado. Sólo así nos perfeccionaremos y se perfeccionará nuestra disciplina. .

q u e la "es­ quizofrenia" es u n a e n f e r m e d a d q u e aflige a las personas a quienes los psiquiatras a t r i b u y e n la con­ dición de esquizofrénicas. marzo de 1967. sin e m b a r g o . Excerpta Medica International Congress Series N 151. tácito o explícito. La m a y o r í a o quizá todos los oradores p a r e c e n d a r su asentimiento. a lo q u e para mi es sólo u n a hipótesis: a saber. P e r o . E l hecho m i s m o de t e n e r q u e u s a r el t é r m i n o esquizofrenia m e causa contrariedad. u n e x a m e n de los trabajos presentados en este congreso nos h a c e d u d a r de q u e exista tal a c u e r d o sobre lo q u e es aquello cuyos orígenes estamos t r a t a n d o de descubrir.ESTUDIO DE LA FAMILIA Y DE LOS CONTEXTOS SOCIALES EN RELACIÓN C O N LA "ESQUIZOFRENIA" 1 I Dispuestos como nos hallamos a dedicar nuestra a t e n c i ó n al problema de los orígenes de la esquizo­ frenia. Su opinión parece ser q u e a ciertas personas se les a t r i b u y e la condición de esquizofrénicas porque sufren de esquizofrenia. caprichoso e l i m i n a r l o de m i vocabulario. puesto q u e son tantos los q u e lo e m p l e a n . sin ir m á s lejos. sería m u y útil q u e nos pusiéramos previa­ m e n t e de acuerdo sobre q u é es la esquizofrenia. Seria. v 1 . Versión revisada de un trabajo publicado en "The Origins of Schizophrenia: Proceedings of the First Rochester International Congress".

L A I N G El problema de los orígenes de la esquizofrenia se­ ría. Esta adscripción. propongo q u e demos u n paso a t r á s y adoptemos el siguiente p u n t o de p a r t i d a : Esquizofrenia es el nombre dado a un estado que la mayoría de los psiquiatras ads­ criben a los pacientes a quienes llaman esquizofré­ nicos. p r e d o m i n a n t e m e n t e des­ tructiva. D. desde las hereditario-orgánicas hasta las socio-funcionales. químico-molecular o psicobiológico-social. psicológica. asi como también todas las combinaciones imaginables e n t r e ellas. P a r a caracterizarla se h a n propuesto todos los tipos imaginables de perturbaciones. Con frecuencia es el resultado de u n a mezcla de psiquiatrización clinico-médico-biológico-psicoanalítica q u e rivaliza en confusión con la esquizofrenización en su confusión profunda a p a r e n t e . social. Esta posición m e r e c e serios reparos. creo q u e es bastante exacto a f i r m a r que. Ya sea q u e se considere a la enfermedad q u e sufren los es­ quizofrénicos como orgánica.60 R. están recu­ rriendo a u n a explicación q u e n o halla sustento fuera de si m i s m a . las opiniones difieren c u a n d o se t r a t a de establecer en q u é consiste esa enfermedad. si bien casi todo el m u n d o concuerda e n q u e existe u n a enfer­ m e d a d llamada esquizofrenia q u e afecta a los es­ quizofrénicos. descubrir por q u é a l g u n a s personas sufren de esa e n f e r m e d a d y otras no. Si los q u e e m p l e a n el t é r m i n o esquizofrenia pa­ ra designar u n estado morboso q u e afecta a ciertas personas t r a t a n de justificar su empleo a r g u m e n ­ tando q u e lo aplican al estado morboso q u e sufre el paciente porque es obvio q u e el paciente sufre u n estado morboso (sea cual f u e r e ) . pues. T e n i e n d o en cuenta lo q u e antecede. El estado morboso es o bien . genética. es u n sistema de atribuciones dotado de u n a coherencia i n t e r n a variable.

e n f e r m e r a s psiquiátricas. ¿En q u é circunstancias aparece e n escena la adscripción de esquizofrenia? ¿Cómo y p o r q u é se p e r p e t ú a ? ¿Por p a r t e de quién y con respecto a q u i é n ? ¿ E n q u é condiciones? ¿Cuáles son las funciones interpersonales y grupales a las q u e presta utilidad? ¿Qué ocurriría si ese conjunto d e atribuciones fuera dejado de lado? 2 U n a especie p a r t i c u l a r de d e s a r m o n í a e n t r e dos seres h u m a n o s . psiquiatra el u n o y paciente el otro. Foucault (1965) sitúa el desarrollo de la noción de enfermedad mental en la perspectiva de la historia socioeconómica y cultural europea. asistentes sociales. y e n las q u e se ve con frecuencia u n a confirmación del diagnóstico inicial. familiares y otras personas es lo q u e induce — e n m a y o r m e d i d a de lo q u e m u c h o s de nosotros s u p o n e m o s — b u e n a p a r t e de las formas de conducta ulteriores a las q u e se considera típicas. N o se puede. por lo general. es la causa decisiva — a u n q u e no o r i g i n a r i a — de la atribución de esquizofrenia. o bien u n a hipótesis. Los antecedentes de la sociología de la desviación en relación con la adscripción de enfermedad mental pueden verse en Scheff (1967). de la esquizofrenia. 3 Véase Laing y Esterson (1964). ) D e esto se deduce q u e investigar los orígenes de la esquizofrenia es como perseguir u n a liebre cuyos rastros están en la m e n t e de los cazadores. También en Goffman (1961). Yo n o comparto esa p r e sunción n i m e baso e n esa hipótesis. La institucionalización de esa atribución e n u n conjunto de conductas organizadas observadas por psiquiatras. t a n t o a g u d a como crónica.EL CUESTIONAMIENTO DE LA FAMILIA 61 u n a presunción. 3 2 . a f i r m a r q u e sea u n a realidad. ( N o puedo decir que niego los hechos p o r q u e n o h a y hasta ahora n i n g ú n hecho q u e n e g a r . También puede consultarse la obra de Szasz (1961). por supuesto. hoy por hoy. p o r q u e nadie lo h a comprobado.

u n termómetro en la boca y el a n o de otro ser h u m a n o para obtener datos q u e p e r m i t a n explicar la conducta a n o r m a l de este último. A p e n a s si h e m o s comenzado a e s c u d r i ñ a r los orígenes de este p a r t i c u l a r sistema de atribuciones de e n f e r m e d a d a u n m i e m b r o de u n sistema social. El psicólogo ve en esta m a n e r a de expresarse del paciente u n a confirmación del diagnóstico formulado con a n t e rioridad por los psiquiatras. es u n o de los m u c h o s factores etinlógicos presentes en la génesis de la esquizofrenia. H a sido necesario q u e se sucedieran m u c h a s generaciones p a r a llegar a u n a situación como la descripta por el doctor Shakow en esta conferencia: u n h o m b r e le pide a otro q u e reste siete de 100. Esa conducta es u n a de las " c a u s a s " de la . P o d r í a m o s decir q u e esa conducta. sino también f o r m u l a r la siguiente p r e g u n t a : ¿Hasta q u é p u n t o se vuelve m á s inteligible la conducta diagnosticada como esquizofrenia c u a n d o se la ubica en el contexto de la situación social originaria a la q u e pertenece? Esto no significa q u e la conducta de la persona a quien se está por diagnosticar la enfermedad no tenga n a d a q u e ver con la etiología de la esquizofrenia. y el interpelado contesta: " N o soy partidario de h a c e r cosas hacia a t r á s " . No sólo debemos interrogarnos sobre cómo y por q u é en ciertas circunstancias sociales es conveniente —inevitable.62 R. llegado el caso. D . en a p a r i e n c i a — considerar a u n m i e m b r o de u n g r u p o social como afectado por u n a e n f e r m e d a d l l a m a d a esquizofrenia. incluso. L A I N G P a r a investigar los orígenes de la esquizofrenia debemos c o m e n z a r por el principio: debemos poner todas las presuposiciones e n t r e paréntesis y reflexion a r sobre la n a t u r a l e z a de esa dilatada espiral de múltiples y progresivas desarmonías y creciente y recíproca alienación como consecuencia de la cual un ser h u m a n o pone. q u e provoca la a t r i b u c i ó n .

Abordamos la curva siguiente de la espiral c u a n do formulamos esta p r e g u n t a : ¿Hasta q u é p u n t o " d e t e r m i n a " la "esquizofrenia" la conducta posterior de esa persona? O si ustedes prefieren: ¿Hasta q u é p u n t o es iatrogénica la conducta considerada en general como esencialmente esquizofrénica? Hipótesis: El a t r i b u i r la e n f e r m e d a d a u n a persona y el inducirla a d e s e m p e ñ a r el papel correspondiente g e n e r a n b u e n a p a r t e de las formas de c o m p o r t a m i e n t o q u e se consideran " s i n t o m á t i c a s " de la esquizofrenia. según criterios corrientes.EL CUESTIONAMIENTO D E LA FAMILIA "esquizofrenia". caracteriza a los esquizofrénicos M u c h o s de los i n t e g r a n t e s del grupo X c o m e n z a r á n a observar el comp o r t a m i e n t o q u e es tenido por norm a l según criterios corrientes Tómese u n g r u p o de esquizofrénicos "incipientes" I ) Tráteselos como a dementes I I ) Tráteselos como a personas normales Predicción: Experimento: . Experimento: T ó m e s e u n g r u p o de individuos de los considerados n o r m a l e s según criterios corrientes ( g r u p o N ) Tráteselos como esquizofrénicos T ó m e s e u n grupo de individuos de los considerados esquizofrénicos " i n c i p i e n t e s " según criterios corrientes (grupo X ) Tráteselos como individuos n o r m a l e s M u c h o s de los i n t e g r a n t e s del grupo N c o m e n z a r á n a observar el comp o r t a m i e n t o q u e . Pero la i n t e r m i n a b l e espiral de transacciones sociales no h a comenzado ni t e r m i n a allí.

E n lo q u e sigue. contexto y método. ser tratado e n detalle. logradas t a m b i é n por muchos otros. q u e y o sepa. por lo menos. D. por derecho propio. q u e son fund a m e n t a l e s : m u e s t r e o . |Qué e x t r a o r d i n a r i o ! Sin e m b a r g o . LAING Predicción: En I) la "sintomatología" de la esquizofrenia se h a l l a r á presente en m a y o r proporción E n I I ) la sintomatologia de la esquizofrenia d i s m i n u i r á considerablemente U n e x p e r i m e n t o de esta clase es factible. n u n c a h a sido llevado a cabo. El estudio d e los orígenes de la esquizofrenia resultará difícil si n u e s t r a investigación se limita a las situaciones e n q u e la atribución de la esquizofrenia y las consecuencias q u e ello a c a r r e a y a h a n tenido lugar. las "predicciones" consignadas no son otra cosa q u e las comprobaciones a q u e h e llegado a lo largo de m i s 2 0 años de experiencia e n este t e r r e n o .64 R. 4 . pero. t a m bién e x p o n d r é dos fragmentos de teoría destinados a facilitar la comprensión de lo q u e ocurre. a u n q u e lo h a r é a la luz de nuestros estudios sobre contextos sociales. Un experimento de esta clase ha sido descrípto por Zarlock (1966). q u e es u n e x a m e n de los principales r u m b o s q u e t o m a r o n n u e s t r a s investigaciones e n Londres. Cada u n o de ellos merecería. E n la p a r t e final volveré a o c u p a r m e del individuo. 4 II H a y tres problemas. m e l i m i t a r é a h a c e r alusión a a l g u n a s cuestiones.

Esto parece bastante irracional. el sistema total del mundo. a u n método de fenomenología social. r e c u r r i m o s . como racional e n el contexto familiar originario. Todos los que h a n realizado estudios detenidos sobre las familias de los esquizofrénicos concuerd a n e n q u e la conducta a p a r e n t e m e n t e irracional del individuo se p r e s e n t a . con intervención. . ¿se t r a n s f o r m a r á su irracionalidad en racionalidad? Podemos seguir así. hasta llegar al contexto de todos los contextos sociales. Esterson (1970).m e t a . por lo m e n o s e n p a r t e . . n o t a n t o e n elaborar u n a tipología de estructuras familiares. Amplificación de los estudios sobre familias P r o c u r a m o s c o m p r o b a r hasta q u é p u n t o la persona diagnosticada como esquizofrénica es u n a p a r t e t a n inteligible del contexto familiar como las otras personas q u e lo c o m p o n e n . 1. contextos. Laing (1965). C o n c e n t r a m o s nuestros esfuerzos. s u p e r a n d o los límites de la famiVéanse Laing y Esterson (1964). presumiblem e n t e . de m e t a . pero puede h a l l a r su razonabilidad en u n meta-contexto adicional del cual sólo tenemos u n a vaga intuición.m e t a . C o m p a r a m o s esas situaciones con lo q u e sucede e n las familias " n o r m a l e s " . La familia en conjunto es entonces lo q u e aparece como irracional.EL CUESTIONAMIENTO DE LA FAMILIA 65 H e m o s tratado de obtener m u e s t r a s de conducta por m e d i o de un estudio de múltiples contextos sociales. U b i c a d a la familia e n su contexto. 5 . como e n a c l a r a r lo q u e siempre verificamos q u e e r a n situaciones sum a m e n t e confusas. sino t a m b i é n las relaciones zrcterfamiliares y la interacción que. hemos llegado a a b a r c a r en nuestros estudios no sólo las operaciones ¿nírafamiliares. 9 Sea como fuere. p a r a ello.

66 R. E s u n c a m p o i n t e r m e d i o e n t r e la biografía individual y la historia e n escala m á s a m p l i a . Cooper « Véase Speck (1966). falto de h e r m a nos o h e r m a n a s ) . H e c h o curioso. El "anti hospital" Se debió al doctor D a v i d Cooper la iniciativa de instalar. q u e se produjo c u a n d o ambos establecieron. 0 2. especialmente en las familias. L A I N G lia. es q u i e n h a s t a ahora. por p r i m e r a vez e n 2 0 años. U n o de sus informes describe la prolongada simbiosis e n t r e u n a m a d r e y su hijo (éste de 2 0 años. relaciones con otros familiares. este ámbito no h a merecido hasta a h o r a la atención de sociólogos. e n u n pabellón del Hospital S h e n l e y q u e alojaba a u n o s veinte esquizofrénicos de sexo m a s culino. La estrategia de Speck consistió e n convocar al g r u p o del q u e se había m a n t e n i d o a p a r t a d a la m a d r e d u r a n t e 20 años: logró r e u n i r algo m á s de 35 personas q u e i n t e g r a b a n n o m e n o s de siete núcleos familiares. Speck. h u é r f a n o de p a d r e al poco tiempo de n a c e r . sino al g r u p o en su totalidad. . h a llevado m á s lejos esta t a r e a . lo q u e él llamó u n "anti-hospital". e n la q u e u n a y otro n o t e n í a n casi contactos con terceras personas. E n el g r u p o se o p e r a r o n cambios amplios e intensos. de Filadelfia. según m i conocim i e n t o . antropólogos e historiadores. entre ellos la r u p t u r a de la simbiosis e n t r e la m a d r e y el hijo. T a m b i é n e m p r e n d i m o s el estudio de lo q u e podríamos l l a m a r la microhistoria de las transformaciones q u e se p r o d u c e n a lo largo de varias generaciones en pequeños grupos sociales. N o " t r a t ó " al hijo o a la m a d r e i n d i v i d u a l m e n t e ni en pareja. D. i n c l u y e a los grupos extrafamiliares.

8 0 . que concluyó e n 1966. Estudio de autobiografías y vidas M á s personas quizá de las q u e i m a g i n a m o s p a s a n por experiencias c u y o curso espontáneo sería inter­ ferido por los psiquiatras e n caso de q u e se los con­ sultara sobre ellas. el Pabellón 21 adquirió semejanza con u n hogar. Hogares 9 Desde 1964 h a n estado funcionando e n L o n d r e s hogares dirigidos por los huéspedes a quienes están destinados. P a r a decirlo b r e v e m e n t e . etc. y a q u e n o se podía distinguir — n i a nadie p r e o c u p a b a — q u i é n estaba cuerdo y quién loco. Véase el apéndice de este capítulo. h a s t a a h o r a inéditos. no h a y psiquiatras n i esquizofrénicos. E l experi­ m e n t o ( a c t u a l m e n t e e n curso) h a demostrado sin lugar a dudas q u e m u c h a s personas q u e se com­ portan como esquizofrénicos típicos en ciertos lu* Cooper (1967). n i p o r qué enfermedad. li­ bre de " m i e m b r o s del p e r s o n a l " q u e hicieran acos­ tar a los "pacientes". 3.EL CUESTIONAMIENTO D E LA 7 FAMILIA 67 publicó u n informe p a r c i a l del e x p e r i m e n t o . N o resultaba cla­ ro quiénes i m p a r t í a n y quiénes recibian " t r a t a ­ m i e n t o " . Bateson h a dedicado su atención a ese problema e n u n i n f o r m e de especial interés teórico. Véase Bateson (1961). H e m o s registrado u n g r a n n ú m e r o de re­ latos. les a d m i n i s t r a r a n m e d i c a m e n t o s . N o h a y allí personal n i pacientes. a l bo­ r r a r s e e n esa subcultura las distinciones e n t r e los roles de " m i e m b r o s del p e r s o n a l " y " p a c i e n t e s " . 8 4. de personas q u e logra­ ron completar las transformaciones m á s diversas sin ser obstaculizadas. M á s de 150 personas h a n c u m p l i d o es­ tadías e n ellos. los h i c i e r a n l e v a n t a r .

incluso los m á s liberales. El m á s ilícito es. criados e n sistemas familiares en los q u e i m p e r a b a n las n o r m a s m á s ext r a ñ a s . E n esos hogares h a y reglas. D e todos estos movimientos. en ciertos aspectos. no h a y n i n g u n a regla contra las reglas. pero h a y la regla de q u e las reglas p u e d e n ser e x a m i n a d a s y revisadas. u n a etapa i n t e r m e d i a y u n fin. e x t r a ñ o y novedoso. Lo q u e sucede en ellos es m á s prosaico de lo q u e m u c h o s esperaban. Sin e m b a r g o . moverse e n círculo. III U n o p u e d e estar alegre o desanimado. p a r a evitar las connotaciones patológicas de términos como "colapso esquizofrénico a g u d o " . r e s t r i n g e n la "posibilidad de imprevistos" abierta t a n t o p a r a el personal como p a r a los pacientes. e n t r a r . es a ú n . Algunos de sus huéspedes. salir. son especialmente los dos últimos los q u e tienden a provocar la atribución de esquizofrenia. el de retroceder ( r e g r e s i ó n ) . retroceder o p e r m a n e c e r inmóvil. a c t ú a n de u n m o d o diferente en esos establecimientos. Si se le p e r m i t e c o n t i n u a r . o fuera de sí. o a v a n z a r .68 R. E n el Pabellón 21 de Cooper y en nuestros hogares ese m o v i m i e n t o n o fue obstaculizado. y a la vez. E n ambos sentidos los hospitales psiquiátricos. pese a todo lo q u e se h a escrito sobre él. en m i opinión. L A I N G gares. con u n principio. las personas q u e h a n pasado por la experiencia X la describen a m e n u d o como . A ese curso p l a n t e a d o como hipótesis lo designaré X por el m o m e n t o . son expertos e n descubrir m e t a r r e g l a s ocultas c u a n d o c o m p r u e b a n q u e están en u n l u g a r en q u e esa actividad es apreciada. m a l comprendido. Al r e m e m o r a r l a . D. se desarrolla u n proceso q u e parece ser u n curso n o r m a l . quizás.

y durar desde unas pocas horas hasta m á s de u n año de incursión a través de formas arquetípicas. El comienzo del proceso X puede inspirar temor a todo el m u n do. Rara vez en un hospital psiquiátrico. las personas regresan al m u n d o sintiéndose renacidas. Parece ser u n proceso de muerte y resurrección del cual. sin medicamentos. incluido el paciente. Están inmovilizadas por un complejo nudo. Sus familias. electroshocks ni psicoterapia formal. !2 Véase Haley (1965). 10 11 Paradójicamente. de atribuciones e interdicciones contradictorias y paradójicas. tanto interno como externo. si es felizmente cumplido. 1 1 . sin que ocurra cambio existencial a l g u n o . A menudo esas personas son trasladadas del lastimoso y desconcertante contexto de sus familias al igualmente lastimoso y no menos desconcertante contexto del hospital psiquiátrico. con muchas vicisitudes. A menudo es considerado 13 1 0 Véase Laing (1970). renovadas y reintegradas e n u n nivel de funcionamiento más alto que antes.EL CUESTIONAMIENTO D E LA FAMILIA 69 un movimiento hacia adentro. he visto que ese curso X avanzara más allá de la etapa inicial. Véase Laing (1967). hacia abajo. y también el hospital. les impiden encontrar en la ruta X u n medio para salir de la intrincada situación en que se hallan. y nunca en el seno de una familia. ya sea porque se lo impide el tratamiento o porque se encuentran atascadas. M e he referido a ese viaje en otro l u g a r . muchas personas a quienes se diagnostica esquizofrenia son incapaces de hacer tal viaje. En nuestros hogares lo he visto desarrollarse hasta terminar en lo que los psiquiatras llamarían una curación. aunque hasta ahora sólo en forma esquemática. que al llegar al nadir cambia su dirección y sube y los reintegra al m u n d o . hacia atrás.

etc. es decir. electroshocks. El joven se percibe a sí m i s m o en esta forma: L a d o derecho: masculino. ambos decían la verdad. envoltura en s á b a n a s h ú m e d a s . q u e se trata de u n recurso por medio del cual podrían a l c a n z a r la curación a l g u n a s de las personas sometidas a u n t r a t a m i e n t o c u y o propósito es. D . estaríamos entonces a n t e u n equívoco trágico e irónico. Lado izquierdo: femenino. Su p a d r e decía que su m a d r e n o era u n a verdadera mujer. Si otros investigadores confirman lo q u e yo sospecho sobre el proceso X . c a m i n o de u n a m u e r t e prematura. A continuación describiré b r e v e m e n t e algunos aspectos del nudo q u e aprisionaba a u n joven d e 2 3 años c u a n d o lo vi por p r i m e r a vez. P r e s e n t a r é los hechos e s q u e m á t i c a m e n t e . semejante a las q u e h e observado e n v a r i a s personas. Su m a d r e decía q u e su p a d r e n o era u n verdadero h o m b r e . precisamente. M i propósito es ofrecer u n ejemplo de la internalización de u n a situación familiar m u l t i g e n e r a c i o n a l . y él j u n t o con ellos. Su p a d r e le dijo q u e él " s a l í a " a su m a d r e . El lado izquierdo es m á s joven q u e el derecho. P a r a Pablo. . Por medio del psicoanálisis y utilizando otras fuentes de información se estableció q u e : Sus padres se separaron c u a n d o él tenía cinco años. LAING el comienzo de la afección esquizofrénica. y q u e puede conducir a u n diagnóstico de esquizofrenia. Los dos lados n o se j u n t a n . Su m a d r e le dijo q u e él " s a l í a " a su padre. Se lo trata con t r a n q u i l i z a n t e s .70 R. A m b o s se h a l l a n en estado de putrefacción. impedirles pasar por él. pese a que es el posible comienzo de la curación.

nieta. Pablo pensaba q u e el p a d r e de ésta se identificaba con la identificación de su m a d r e (la bisabuela de Pablo) con la esposa ideal de su p a d r e (el t a t a r a b u e l o de P a b l o ) . las alteraciones de la identidad en la familia son formidables. por ejemplo. el caso de u n h o m b r e y u n a m u j e r : P e d r o y Ester. hija. A través de su p a d r e . Ester será.EL CUESTIONAMIENTO DE LA FAMILIA 71 E n consecuencia. Ester es esposa. m a d r e . 1 3 Alteración: proceso por el cual el yo se convierte en otro-para-otro. A través de su m a d r e . Veamos. 1 3 . Su abuelo m a t e r n o (Ao M ) m u r i ó a poco de n a c e r él. y por la otra (en su lado izquierdo) u n a lesbiana masculina. C u a n d o realizamos u n serio esfuerzo p a r a anali­ zar por dentro u n g r u p o familiar q u e c o m p r e n d e tres generaciones. p o r u n a p a r t e (o. Si tienen u n hijo y éste se casa y tiene u n a hija. su abuelo m a t e r n o ( A o M ) consideraba a esposa ( A a M ) u n a v e r d a d e r a m u j e r . P e r o la cuestión referente a lo q u e era verdadero y lo q u e no era verdadero había estado en d a n z a en la familia d u r a n t e varias generaciones. Su m a d r e decía q u e salía al abuelo m a t e r n o . como lo h u ­ biera expresado él. Pablo pensaba q u e el pa­ dre de ésta (el abuelo de Pablo) se identificaba con la identificación de su m a d r e (la bisabuela de P a ­ blo) con la relación de su p a d r e (el t a t a r a b u e l o de Pablo) con su esposa (la t a t a r a b u e l a de P a b l o ) . Pedro es esposo. abuelo. e n su lado derecho) era u n homosexual femenino. abuela. Su su Ni su abuela m a t e r n a (Aa M ) n o consideraba a esposo (Ao M ) u n verdadero h o m b r e . la situación a d q u i e r e u n a com­ plejidad casi insoportable. p a d r e . hijo. según el caso. Por sí solas.

m a d r e . e n cierto sentido. -* -* -> Padre (T) — » H M Aa Ao (Guillermito) (madre) P (abuela p a t e r n a ) P (abuelo p a t e r n o ) Hijo ( G ) -> ( A a P r * Ao P) . está relacionado n o sólo con la relación de T o m á s con G u i l l e r m i t o . etcétera. sino t a m b i é n con m u c h a s otras relaciones. m a d r e . o p a r a si m i s m a .» etcétera A d e m á s . yo. Guillermito está relacionado como hijo con su padre. Pero. esas alteraciones deben constituir u n conjunto cuyos elementos p u e d a n coexistir. esposa.. es él m i s m o u n conjunto de relaciones. como Ester. U n a persona es. sobrina. Esas alteraciones familiares son las otras personas q u e Ester es p a r a éste o a q u é l o aquellos otros. esposa. abuela. como ella. al estar relacionado con T o m á s (su pad r e ) . E n u n a familia las personas p u e d e n ser designadas por u n n o m b r e . D e m o d o q u e G u i l l e r m i t o fel h i j o ) . P a r a q u e su existencia familiar total sea viable. D. tú. o de alteraciones familiares. LAING hija. u n conjunto de relaciones. a q u i e n l l a m a su p a d r e . como hija. . por m e d i o de alteraciones p r o n o m i n a l e s . h e r m a n a . suegra. P o r ejemplo: a G u i llermito p u e d e hacérsele c o m p r e n d e r m u y bien cómo se relaciona el p a d r e ( T o m á s ) con la relación de Guillermito (el hijo) con la relación del p a d r e ( T o m á s ) con Luisa ( m a d r e de Guillermito. prim a . ¿quién o q u é es su padre? Ese h o m b r e . abuela. T o m á s . Guillermito (el hijo) está relacionado con la relación de T o m á s (su p a d r e ) con sus relaciones (las de G u i l l e r m i t o ) . y de relaciones de y con relaciones. esposa de T o m á s ) . etc.72 R.

e n t r e otras cosas. n o está de acuerdo con la forma e n q u e P se relaciona con la relación de H con P M o M P .» ( P ^ M ) . Veamos ahora la relación de A consigo m i s m o . La relación de A con la relación de su m a 1 4 En que significa "no equivalente a". Está la relación de A consigo m i s m o como hijo y la relación de A consigo m i s m o como padre. H-»P-»H->(P^M) Si M ( L u i s a ) . T e n e m o s la relación de A con su p a d r e y la relación de A con su m a d r e . Piénsese e n la relación e n t r e la relación de A consigo m i s m o en relación con su p a d r e y la relación de su p a d r e con él.» ( P .» P .» ( H . u para m e n c i o n a r sólo u n fragmento m u y simplificado de u n ejemplo sencillo.> H . La relación de A con la relación de su p a d r e con él.EL CUESTIONAMIENTO D E LA FAMILIA 73 Es decir: la relación de H con la relación de P con la relación de H con la relación d e P con M . H puede q u e d a r implicado e n H .* H . P o r ejemplo: H -> ( M (P ( H -> ( P « .> ( P ^ M ) Y la disolución familiar puede.» M ) ) ) ) ^ M ( M . y la relación de A consigo m i s m o en relación con su relación con su hijo y la relación de su hijo con él.» M . La relación de A con la relación de su m a d r e con él. Avancemos u n paso m á s . g i r a r e n t o r n o de las diferentes opiniones q u e H . pongamos por caso.> ( P -> ( H -> ( P r * M ) ) ) ) T ¿ P -> ( M .» ( P ^ M)))). E n la relación de cada persona consigo m i s m a se i n t e r p o n e n las relaciones e n t r e las relaciones q u e a b a r c a n el conjunto de relaciones q u e tiene con los demás.» P . . P y M tienen de M .

D. h o m b r e fingido y seudomujer. se relaciona con la m a n e r a e n q u e A se relacionó con la m a n e r a en q u e su p a d r e se relacionó con la relación d e A con la relación de su p a d r e con la m a d r e de A. m u j e r fingida y s e u d o h o m b r e . la relación de A con la relación de su p a d r e con su relación con la relación e n t r e su p a d r e y su m a d r e . se e n c u e n t r a aprisionado por u n n u d o . a d e m á s . Su m a d r e pensaba q u e podía ser mejor esposo y p a d r e q u e su esposo. sobre la opinión de su p a d r e respecto de su m a d r e y sobre la opinión de su p a d r e respecto de la opinión de su abuelo p a t e r n o respecto de su abuela p a t e r n a . se identifica con la identificación q u e su m a d r e hacía de él con lo que h u b i e r a sido u n esposo y p a d r e ideal p a r a su abuela . sobre la opinión de su m a d r e respecto de la opinión de su abuela m a t e r n a respecto de su abuelo m a t e r n o . D e acuerdo con lo q u e opinaba sobre la opinión de su m a d r e respecto de su padre. con su opinión sobre su m a d r e . E n r e s u m e n : Pablo percibe su lado derecho e n consonancia con la opinión de su p a d r e de q u e él salía a su m a d r e .74 R. La m a ­ n e r a en q u e A se relaciona con la relación de su hijo con la relación de A con su esposa. E n su lado derecho. con su opinión sobre su p a d r e . LAING dre con su p a d r e . y en su lado izquierdo. La relación de A con la relación de su p a d r e con su m a d r e . e n su lado derecho. Pablo. Volvamos a Pablo. q u e lo inmoviliza eficazmente. y su lado izquierdo e n consonancia con la opinión de su m a d r e de q u e él salía a su padre. e n la familia n o h a b í a habido u n verdadero h o m b r e n i u n a v e r d a d e r a m u j e r a lo largo de cuatro genera­ ciones. P e r o t a m b i é n se identifica. Y su p a d r e pensaba q u e podía ser mejor esposa y m a d r e q u e su esposa. Asimismo. a causa de su i n t e m a l i z a c i ó n de ese em­ brollado conjunto de relaciones de relaciones de relaciones.

Lo q u e a n t e ­ cede es u n esquema m u y simplificado del complejo proceso de t o r t u r a d a y tortuosa confusión sexual q u e se había desarrollado dentro de la e s t r u c t u r a familiar. con la identifica­ ción que su p a d r e hacía de él con lo q u e h u b i e r a sido u n a esposa y m a d r e ideal p a r a su abuelo pa­ terno. casi sin excepción. seres h u m a n o s sometidos a u n a doble o incluso triple cautividad. lo q u e psiquiatras y psicólogos h a n estudiado p a r a t r a z a r el c u a d r o c o m ú n m e n t e aceptado de la esqui­ zofrenia son. p a r a formarlo fueron necesarias cuatro o quizá cinco o m á s generaciones. Su cuerpo era u n a especie de mausoleo. Sin e m b a r g o .EL CUESTIONAMIENTO DE LA FAMILIA 75 m a t e r n a . Los hospitales psiquiátricos a b r e n h o y sus p u e r t a s cada vez m á s . N u e s t r a civilización actual e n su totalidad puede ser u n a forma de cautiverio. Conclusiones El concepto de esquizofrenia es u n chaleco de fuerza q u e ahoga a psiquiatras y pacientes. a m e d i d a q u e el con­ trol por medios químicos se hace m á s efectivo. Ese joven estaba aprisionado p o r u n n u d o . T a m b i é n las ideas p u e d e n ser jaulas. Se h a demostrado e n el c a m p o de la etología q u e el estudio de los a n i m a l e s en cautiverio no puede ser aceptado sin reservas como m e d i o p a r a conocer su c o m p o r t a m i e n t o e n su a m b i e n t e n a t u ­ ral. Las . u n ce­ m e n t e r i o q u e los f a n t a s m a s de varias generaciones visitaban m i e n t r a s sus despojos t e r m i n a b a n de corromperse. El h o m b r e n o siempre necesita u t i l i z a r barrotes p a r a construir jaulas. el que n o podemos profundizar aquí. Desha­ ciéndonos de él podremos ver lo q u e o c u r r e real­ m e n t e . Los m i e m b r o s de esa familia h a b í a n e n t e r r a d o sus m u e r t o s unos en otros. y en su lado izquierdo.

D. tiene la piel oscura e n toda circunstancia. Realizamos tareas de adiestramiento e investigación. E n toda circunstancia u n h o m b r e p u e d e q u e d a r atascado. El Kingsley H a l l tiene capacidad p a r a 14 personas. liberarse y verse obligado a volver la espalda y a retroceder u n largo trecho p a r a e n c o n t r a r s e a sí m i s m o n u e v a m e n t e . crítica de la perspectiva clínica. el señor M u r i e l Lester. teorías del doble v í n c u l o y del parentesco. APÉNDICE Kingsley Hall (1965-1970) La P h i l a d e l p h i a Association (Asociación Filadelfia) fue fundada e n abril de 1965. como surge de los cuadros insertos e n las p á g i n a s q u e siguen. E n t r e los t e m a s estaban incluidos estudios sobre la desviación. fenomenología de la psicosis e historia de la psiquiatría. pero sólo e n ciertas condiciones socioeconómicas será esclavo. Estados Unidos y otros países t o m a r o n p a r t e e n seminarios y labores de supervisión individual. Sólo en ciertas condiciones socioeconómicas sufrirá de esquizofrenia. U n n e g r o . dijo M a r x .76 R. La Asociación organizó allí seminarios y grupos. E n t r e el 1 de j u n i o de 1965 y el 31 de agosto de 1969 se alojaron e n él 113 personas. le cedieron el uso dé este antiguo centro social del Este de Londres. por i n t e r m e d i o de su fundador. E n junio del m i s m o a ñ o los administradores del Kingsley H a l l . LAING puertas de n u e s t r a m e n t e son las m á s difíciles de abrir. estudios sobre la familia. Médicos y trabajadores no médicos procedentes de G r a n B r e t a ñ a . .

1 mes 1-3 meses 3-6 meses 6-12 meses 1-2 años 2-3 años 3-4 años 4-5 años Total Hombres 5 22 25 6 10 4 5 2 Mujeres ta 9 4 8 7 7 2 Total 7 31 29 14 17 11 7 2 1 119 — 79 Hombres — 1 40 PERSPECTIVA MEDICA Mujeres 21 (14) (7) 19 40 3 3 Total 75 (41) (34) 44 119 4 8 12 Clasificados como pacientes por los psiquiatras 54 Con estadía previa en un hospital (27) Sin estadía previa en un hospital (27) No clasificados como pacientes 25 Total 79 Derivados a un hospital 4 Ingresados en un hospital después de su estadía en Kingsley Hall 5 Total 9 . desde el 1 de junio de 1965 hasta el 31 de mayo de 1970 inclusive EDAD A L INGRESAR EN KINGSLEY HALL Edad 16-19 20-29 30-39 40-49 50 y más Total Hombres 4 47 20 6 2 79 Mujeres 1 28 8 1 2 4« Total 5 76 28 7 4 119 DURACIÓN DE LA ESTADÍA Periodo 3-6 dias 1 semana .EL CUESTIONAMIENTO DE LA FAMILIA 77 Cifras correspondientes al Kingsley Hall.

etc. teatro. D. psiquiatría. películas y conferencias sobre antropología. PERSPECTIVA MEDICA Hombres 98 Clasificados como pacientes Con estadia previa en un (57) hospital Sin estadía previa en un hospital No clasificados como pacientes 32 Total 130 Derivados a un hospital 6 Ingresados en un hospital después de su estadía en los hogares 12 Total 18 Mujeres 39 (24) (15) 25 64 2 3 5 Total 137 (81) (56) 57 194 8 15 23 No se incluyen las cifras correspondientes a los hogares actualmente en funcionamiento (marzo de 1971). C o n c u r r i e r o n m u c h o s visitantes. L A I N G Las actividades desarrolladas incluían dibujo. exposiciones. N a d i e q u e no h u b i e r a estado antes e n u n hospital psiquiátrico ingresó en u n o después de c u m p l i r u n a estadía e n nuestros hogares. Las ins­ talaciones del Kingsley H a l l fueron utilizadas por diversos grupos de la c o m u n i d a d local. 1 5 . L a s personas alojadas e n el i n m u e b l e decidían a quién q u e r í a n ver. con el concurso de la Aso­ ciación Filadelfia. E n los tres establecimientos (incluido el Kingsley H a l l ) residieron en total 194 personas. 1966-1968). Cifras correspondientes a todos los hogares 1 5 Otros dos hogares fueron instalados en Londres (1964-1968. tejeduría. yoga. danzas sagradas de la I n d i a .78 R. recitales poéticos.

SEGUNDA PARTE EL CUESTIONAMIENTO DE LA FAMILIA .

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a través de la vinculación personal y la a m i s t a d . etc. en 1969.INTRODUCCIÓN E n estas c h a r l a s h e p r o c u r a d o caracterizar de modo provisional algunos componentes d e u n a teoría prospectiva sistemática q u e a ú n n o existe. U n a lista de las personas q u e se h a n destacado en este campo. por su influencia sobre otras personas. Algunos h a n influido sobre mi p r i n c i p a l m e n t e por medio de sus escritos. otros. i n d i r e c t a m e n t e . investigación. teoría) d u r a n t e los últimos 25 años. de ser completa. M e n c i o n a r a los pocos q u e h a n ejercido sobre m í u n a influencia p r e p o n d e r a n t e . Este capítulo y los que lo siguen son versiones revisadas de cinco charlas radiales difundidas en noviembre y diciembre de 1968 por la Corporación Canadiense de Radiodifusión. las charlas integraron el octavo ciclo anual de las Conferencias Massey. otros a u n . Con el título de The Politics of the Family fueron publicadas por primera vez en forma de libro por la CCR. conduciría a conclusiones erróneas. e n c o n t r a r á u n a orientación en las referencias bibliográficas contenidas e n las notas de pie de página. en especial e n los Estados Unidos. El lector q u e n o esté familiarizado con este c a m p o y desee conocer m á s sobre los estudios del tipo de los q u e h a n servido de base a estas charlas. 1 1 . ocuparía excesivo espacio. H e dado por supuesto que el o y e n t e o lector n o conoce la labor desarrollada con familias (terapia.

L A I N G Espero q u e mis colegas. P e r o . proporcionar a la terapia p a u t a s útiles y eficaces. desearía q u e se m e contara e n t r e los q u e persisten e n buscarla. sistemas de parentesco. Comoquiera q u e sea. N o pocas incomodidades ocasioné a la C a n a d i a n Broadcasting Corporation (Corporación C a n a d i e n se de Radiodifusión) d u r a n t e la p r e p a r a c i ó n de estas charlas. Podría tratarse de u n traicionero callejón sin salida. La teoría de los conjuntos y la trasposición está siendo aplicada con éxito en lingüística. D . LAING Londres. Pero.82 R. ¿Podemos aplicar este m o d o de p e n s a r al "interior psicosocial" de las familias en n u e s t r a propia sociedad? P o r cierto q u e sí. R. q u e e n t r e lo imposible y lo trivial h a y a l u g a r p a r a u n a senda a la vez practicable y valiosa. ver m á s c l a r a m e n t e . M i agradecimiento a los señores Phyllis W e b b y Jeff A n d e r s o n . en especial. Cabe. e n e r o de 1969 .útil f o r m u l a r p r e g u n t a s c u a n d o n o disponemos de u n a metodología q u e nos p e r m i t a contestarlas. sin e m b a r g o . definir con m á s exactitud los objetivos de nuestra investigación? A ú n n o lo sabemos. c o m p r e n d e r m e jor. D . a l g u n a s de las investigaciones t é c n i c a m e n t e m á s perfectas q u e se r e a l i z a n en este c a m p o . de esa corporación. vale la p e n a correr el riesgo. los "profesionales". en m i opinión. h a llen algo q u e les interese en estas charlas. ¿con q u é resultado? ¿Será fructífero. meticulosas. E s m e r a d a s . nos p e r m i t i r á realizar nuevos descubrimientos. mitología y otros ámbitos de las ciencias sociales. quienes facilitaron m i labor en todo m o m e n t o . H e m o s a p r e n d i d o por experiencia q u e es in. esas investigaciones conducen a veces a u n tipo de análisis de las interacciones familiares del q u e se d e r i v a n descubrimientos q u e n o p o d r á n n u n c a contestar las p r e g u n t a s q u e en realidad desearíamos ver contestadas. Quizá represente la salida del callejón e n q u e p o d r í a n atascarse.

A los niños m e n o s q u e a n a d i e se les explica lo q u e ocurrió " r e a l m e n t e " a n t e s de q u e llegaran al m u n d o . N o debemos ignorarlas. etcétera. Es típico. c u á n t o g a n a b a .FAMILIA E INVALIDACIÓN La p r i m e r a familia q u e m e interesó fue la m í a . P e d r o y L e o n o r se casaron en 1960. puesto q u e esa est r u c t u r a d r a m á t i c a . A la boda asistieron m á s de 100 invitados. las fechas de los acontecimientos familiares públicos n o nos sirven de m u c h o . e n especial si su curiosidad n o se limita a u n o s pocos p u n t o s discontinuos e n el tiempo — l a s l l a m a d a s " f e c h a s " — y a otros hechos e n apariencia "concretos". q u é hijos tuvo. A u n h o y sé m e n o s sobre ella q u e sobre m u c h a s otras. Sin e m b a r g o . como c u á n d o nació cada cual. con q u i é n se casó. P e d r o n u n c a se sintió esposo de Leonor y L e o n o r comenzó a sentir q u e era " r e a l - . es por lo general desconocida p a r a las m i s m a s personas q u e la g e n e r a n y la perpetúan. p e r o tampoco dejarnos e n g a ñ a r por ellas. q u é trabajo hacía. ¿Cuál es la t e x t u r a de la v e r d a d e r a experiencia vivida de la vida familiar? ¿Cómo es la t e x t u r a de esa experiencia v i n c u l a d a con la e s t r u c t u r a d r a mática. c u á n d o y dónde m u r i ó . el producto social del e n t r e l a z a m i e n t o de m u c h a s vidas a lo largo de m u c h a s generaciones? P r e g u n t a s difíciles de contestar. a u n q u e producto d e la conducta y la experiencia. E n este tipo de inquisición.

pasamos por locos. cuidada por Leonor. U n a n o c h e comenzó a decir d e l a n t e de los niños q u e él no era r e a l m e n t e su esposo. P e r o Leonor no está satisfecha. LAING m e n t e " la esposa de P e d r o sólo algunos meses después de la boda. C u a n a m e n u d o esto ocurre. y al hospital. pero él n o estaba casado con ella. N o quiere la apariencia de u n m a t r i m o n i o . h a s t a que m u r i ó dos años después. N o reconocía a su m a d r e e n la persona a quien cuidó d u r a n t e dos años. c u a n d o persiste e n a f i r m a r cosas com o ésas. C u a n d o su m a d r e m u r i ó " o f i c i a l m e n t e " e n 1965.84 R. A m b o s c o n t r a y e n t e s q u e d a n casados en todo sentido y de u n a vez. Se r e c u p e r ó y siguió viviendo. Las fechas oficiales de los acontecimientos p ú blicos p u e d e n así n o g u a r d a r correspondencia con la e s t r u c t u r a de la experiencia. la fachada de u n a familia. Si n e g a m o s las definiciones oficiales de los acontecimientos públicos. L l a m e m o s A a la e s t r u c t u r a de experiencia y B al acontecimiento público. Leonor decía q u e su m a d r e había m u e r t o e n 1963. es considerada psicótica. el cascarón de u n esposo. no sabría decirlo. D. en u n a ceremonia m a t r i m o n i a l . Que ella estaba casada con él. Pedro " s a b e " q u e está casado p o r q u e recuerda u n a ceremonia l l a m a d a " m a t r i m o n i o " y tiene m á s de 100 testigos p a r a probarlo. A veces el producto de A y B. La m a d r e de Leonor sufrió u n a t a q u e cerebral en 1963. El se a l a r m ó y al día siguiente por la m a ñ a n a llamó al médico. sino alivio. . U n a m u j e r q u e dice (al parecer con convicción) q u e su m a d r e h a m u e r t o c u a n d o todavía vive y q u e su esposo n o es su esposo. L a gente es enviada al psiquiatra. Leonor no sintió p e n a . es u n M a trimonio.

querida. . o que vive cuando ha sido enterrada. Espera a tener u n hijo. probablemente. etc. Cuando A y B no concuerdan. Más grave aún es experimentar la ceremonia nup­ cial como una representación: ello significa traspo­ ner A a B de un modo prohibido. con el propósito de preservar las convenciones. Si la novia par­ ticipa en la ceremonia nupcial pero no la siente como "real". N o han surgido otros nuevos. si la ceremonia no "prende". Es impropio decir que una persona está muerta cuando vive. desvinculados. Cualquiera que rompa esta regla se expone a la invalidación. debemos. como por ejemplo el del nacimiento. el conjunto de elementos que incluye la estructura de los acontecimientos tal como se han experimentado no sólo debe ser repu­ diado en privado. Las convenciones son útiles. de modo que es di­ fícil percibir cuáles son las leyes que rigen su rela­ ción. E n nues­ tra sociedad muchos de los antiguos ritos han per­ dido gran parte de su poder. Como consecuen­ cia nos sentiremos quizás asustados o culpables y desearemos. Recíprocamente. sigue en su sitio. sino también excomulgado.L C U E S T I O N A M I E N T O D É LA FAMILIA 85 Una de las funciones del ritual es trasponer A a B en los momentos críticos. todo el mundo se confabula para repudiar a A . .F. A y B notan. donde todo es como todos dicen. bajo pena de . la muerte. yo sentí lo mismo. se supone que debemos sentirnos casados si lo "estamos". Se supone que no debemos sentirnos casados si no nos hemos casado. el matrimonio. Entonces te sentirás madre". repudiar a A y refu­ giarnos en B. como todos pueden ver. o que el mundo se está desmoronando cuando. no fal­ tarán parientes y amigas que le digan: "No te preocupes. En este último caso. Si todo A que no se adapta a B es ipso facto descalificado.

n o m e n c i o n a d a s y n o confesadas. Cuando vi por primera vez al muchacho. M á s a d e l a n t e m e referiré a a l g u n a s operaciones q u e realizamos e n n u e s t r a experiencia p a r a legit i m a r l a . q u e vio la l u z en 1860. reducir A a In forma y el t a m a ñ o adecuados. A continuación transcribiré el relato q u e hizo u n psiquiatra francés. pág. . P a r a M o r e l la demencia precoz era u n a enferm e d a d insidiosa de n a t u r a l e z a constitucional. 565). . E n u n capítulo dedicado a la predisposición morbosa y la degeneración h e r e dadas. hereditaria. Recuerdo con pena una enfermedad mental hereditaria de carácter progresivo que se manifestó en una familia con cuyos miembros compartí mis años de juventud. según u n a estrategia desarrollada en E u r o p a y Estados Unidos en los últimos 150 años. El relato tiene interés histórico p o r q u e e n él se e m p l e a por prim e r a vez el t é r m i n o dementia praecox. me im2 Morel (1860. el profesor M o r e l . cuya cabeza estaba bien formada y cuyas facultades intelectuales sobrepasaban a las de muchos de sus condiscípulos. C u a n d o este sistema se d e r r u m b a es probable que sea l l a m a d o a i n t e r v e n i r u n p s i q u i a t r a . de su intervención e n u n a familia. todavía en uso. a r t e p a r a el cual n o todos están i g u a l m e n t e dotados. p a r a a d a p t a r l a a " l e y e s " con frecuencia no escritas. LAINC sufrir graves trastornos. q u e se abatía sobre algunos jóvenes y epilogaba en demencia. en quien un violento odio hacia su progenitor había reemplazado de pronto a los más tiernos sentimientos. . Un padre desdichado me consultó un día sobre el estado mental de su hijo de 13 ó 14 años. e s c r i b i ó : 2 .86 R. t o m a d o de su m a n u a l de psiquiatría. a u n q u e e n general h a sido desplazado por la noción de "esquizofrenia".D.

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presionó el hecho de que su crecimiento hablo quedado (Jo alguna manera detenido. Sus principales padecimientos guardaban relación con esa causa en apariencia insignificante, que nada tenía que ver con las particulares anomalías de sus sentimientos. El hecho de ser el más pequeño de su clase lo llenaba de desesperación, pese a que siempre ocupaba el primer lugar en "composición", sin esforzarse y sin trabajar casi para lograrlo. Era, por asi decir, por intuición que comprendía las cosas y que todo se ordenaba por si mismo en su memoria y en su intelecto. Gradualmente perdió la alegría y se volvió sombrío, taciturno y apegado a la soledad. Podría pensarse que se sentía inclinado al onanismo, pero no era así. Sus manifestaciones de depresión melancólica y su odio hacia el padre, que le inspiraba incluso la idea de darle muerte, reconocían otra causa. Su madre estaba trastornada, alienada, y su abuela era excéntrica en grado sumo. Aconsejé que al muchacho se lo hiciera interrumpir sus estudios y se lo internara en un establecimiento de hidroterapia. Los ejercicios gimnásticos, los baños y el trabajo manual debían pasar a integrar los requerimientos sanitarios de su existencia. Esos métodos fueron aplicados con inteligencia y perseverancia por un médico de gran cultura y versación (el doctor Guillebert dTfercourt) y se logró una promisoria modificación en el estado orgánico del niño. Su estatura aumentó considerablemente, pero la situación pasó a ser dominada por otro fenómeno, tan inquietante como los ya mencionados. El joven enfermo olvidó progresivamente todo lo que había aprendido; sus brillantes facultades mentales sufrieron un retroceso intranquilizador. Un aturdimiento cercano al estupor reemplazó su antigua actividad. Cuando lo volví a ver llegué a la conclusión de que la fatal transición al estado de demencia precoz había comenzado. Este desolador pronóstico está por lo general muy lejos de haber sido previsto por los padres e incluso por los médicos que atienden a esos niños. Tal es, sin embargo, en muchos casos, el triste fin de la locura hereditaria. Una súbita parálisis de todas las facul-

R. D. LAING

hieles, una demencia precoz, indica que el joven sujeto hn llegado ni fin de la vida intelectual que le estaba deparada.

Esta descripción clínica concisa y elegante es el prototipo de u n a cantidad p r o b a b l e m e n t e millonaria de diagnósticos semejantes formulados e n circunstancias semejantes e n los últimos 100 años. La estructura de esa presentación, modificada en algunos aspectos n o esenciales, es a ú n el paradigma de la m a y o r í a de los e x á m e n e s , diagnósticos y tramientos clínico-psiquiátricos relacionados* con u n "caso". El p r e s e n t a n t e es u n " p a d r e desdichado" a q u i e n M o r e l conocía bien. L a queja es q u e su hijo (de 13 ó 14 años) h a demostrado " d e p r o n t o " u n "odio violento" hacia él. A n t e s , el p a d r e tenia la i m p r e sión de q u e el hijo abrigaba "los m á s tiernos sentim i e n t o s " a su respecto. E n su p r i m e r c o m e n t a r i o sobre la situación, M o r e l se refiere e x c l u s i v a m e n t e al niño. M á s a ú n , sólo r e p a r a e n algunos aspectos de su personalidad: dice q u e tiene la cabeza bien formada y q u e su capacidad intelectual es superior al promedio. Sin e m b a r g o , su t a m a ñ o es m e n o r q u e lo n o r m a l . T a l es el conjuro q u e p r o n u n c i a M o r e l ; podemos ver e n la información u n principio de confirmación del diagnóstico al q u e el g r a n clínico nos conducirá paso a paso m e d i a n t e u n proceso de exclusión, del m i s m o modo q u e u n detective nos conduce a u n c r i m i n a l . Está claro q u e n a d a le o c u r r e al p a d r e . Eso n i es necesario decirlo. Si el p a d r e afirma q u e el m u c h a c h o lo odia, algo debe ocurrirle al m u c h a c h o . Su cabeza tiene b u e n aspecto y su desempeño escolar es sobresaliente. P e r o es m á s bien bajo. ¡Aja!. . . u n a detención en el crecimiento, de n a t u r a l e z a constitucional hereditaria. L a causa principal de sus padecimientos parece ser su pequenez. ¡Aja! Esto no tiene que ver con lo q u e

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realmente le o c u r r e , es decir, con el hecho de que odia a su p a d r e . H a perdido su alegría y se h a vuelto sombrío, t a c i t u r n o y apegado a la soledad: el c u a d r o comienza a t o m a r forma. U n n u e v o sínd r o m e psiquiátrico está a p u n t o de ser i n v e n t a d o . Comienzo brusco; deterioro de la afectividad como p r i m e r s í n t o m a ; evidente detención del crecimiento, de n a t u r a l e z a c o n s t i t u c i o n a l . . . debe ser h e r e dado. P e r o si hiciera falta u n a confirmación, la causa n o es, en apariencia, el o n a n i s m o ( m a s t u r bación) . Y su m a d r e y su abuela m o s t r a r o n signos de perturbación m e n t a l . N o cabe d u d a . Necesita tratamiento. Ya. U n o alienta esperanzas, p e r o t e m e lo peor. Es necesario alejarlo de la escuela e i n t e r n a r l o e n u n "establecimiento de h i d r o t e r a p i a " . Con ello lograremos, s e g u r a m e n t e , q u e deje de odiar a su p a d r e . El m u c h a c h o crece u n t a n t o . P e r o , l a m e n t a b l e m e n te, n o " r e s p o n d e " al t r a t a m i e n t o con otros sentidos. Pese a todo, podemos decir al p a d r e q u e hicimos c u a n t o era posible p a r a conseguir q u e su hijo lo a m a r a . Este h a perdido todo interés p o r sus estudios y y a n o h a b l a con n a d i e . P e r o piénsese e n su m a d r e y en su abuela. E n estos casos, c u a n d o se trata de algo heredado, estamos l i b r a n d o u n a batalla perdida de a n t e m a n o . Nos vemos obligados a i n f o r m a r a usted q u e las posibilidades de curación son escasas. Esta historia es a ú n demasiado c o m ú n . D o n d e dice demencia precoz, léase proceso esquizofrénico. Sustituyase el "establecimiento de h i d r o t e r a p i a " por u n o de nuestros " m e j o r e s " hospitales o sanatorios. E n l u g a r de "ejercicios gimnásticos, etc.", léase terapia de grupo, terapia ocupacional, terapia a m b i e n t a l . Agregúese u n a p e q u e ñ a dosis de psicoterapia, u n a pizca de electroshocks p a r a la depresión,- u n ápice de h o r m o n a s p a r a t r a t a r la deten-

90 R. hace 100 años. de modo que n o quede sin a p r o v e c h a r n i n g u n a de las posibilidades q u e ofrecen los recientes adelantos de la p s i q u i a t r í a . u n a incidencia m á s baja de recaídas. con a y u d a de tranquilizantes y unos pocos electroshocks de " m a n t e n i m i e n t o " administrados dur a n t e años. Algunos se sienten inclinados a e x a m i n a r cabezas. E n u n a m i n o r í a de casos ese t r a t a m i e n t o producía. . que e x a m i n a r su cabeza o su psiquis. ción del crecimiento y a l g u n a s vitaminas y medicamentos. Unos pocos a p r e n d í a n incluso a mostrarse agradecidos. ¿Cómo resolver la contradicción e n t r e la imagen pública del p a d r e y la experiencia q u e su hijo atestiguaba? Para Morel. los resultados deseados. su hijo. ¿Por q u é odia a su padre y por q u é ha llegado incluso a p e n s a r en m a t a r l o ? N u n c a lo sabremos. El padre del m u c h a c h o es conocido por Morel como u n buen h o m b r e . n o m o s t r a r los "signos" de la " e n f e r m e d a d " por la q u e recibían tal " t r a t a m i e n t o " . H a b í a . e m p r e s a q u e recibe el n o m b r e de t r a t a m i e n t o . la orina o la supuesta psicopatología de esos m u c h a chos y m u c h a c h a s desde el comienzo de Jos tiempos. LAING. un buen m u c h a cho q u e no se m a s t u r b a b a . sangre y o r i n a : otros prefieren buscar lo . es decir. en cambio. el medio adecuado de lograrlo n o era investigar la estructura familiar en la q u e los sentimientos del niño h u b i e r a n encontrado. decía odiarlo. la s a n g r e . un contexto inteligible. El efecto — y el propósito— preciso de la intervención psiquiátrica es convertir a ese joven en u n "joven i n v á l i d o " : invalidar su odio por su padre. La gente se ha dedicado a e x a m i n a r la cabeza. Los jóvenes decidían no odiar a sus padres. Quizá la psiquiatría sea hoy m á s eficiente. es mayor. El porcentaje de casos en q u e proclama h a b e r logrado la remisión de los síntomas y. . D . según presumo.

sin e m b a r g o . Siguen entrevistas e investigaciones. los policías de la m e n t e (los psiquiatras) son llamados a intervenir. especialista e n la m a t e r i a . temores. sueñ o s . es hallado culpable. percepción. Se practica u n arresto y se p o n e al paciente bajo custodia (hospitalización). Si el " p a c i e n t e " r e h u s a aceptar la definición pública de la situación. Si A y B n o c o n c u e r d a n . A l g u n a s personas son refractarias a esos métodos: tales casos se consideran de m a l pronóstico. transformaciones secundarias. Diagnostican u n delito ( e n f e r m e d a d ) . P u e d e o c u r r i r q u e se obtenga u n a confesión (el paciente a d m i t e q u e está e n f e r m o . n o se ajustan a la ley. . sabe c u á n d o tiene e n t r e m a n o s u n o de esos casos. m e m o r i a . Se dicta sentencia (se prescribe u n t r a t a m i e n t o ) . a cargo t a n t o d e los q u e se o c u p a n de la psicopatología como d e los q u e se o c u p a n de la fisiopatología. E n el ú l t i m o párrafo h e n a r r a d o la historia oficial de u n a consulta. e x a m e n .EL CUESTIONAMIENTO D E LA F A M I L I A «) | patológico " e n " la "psiquis". imaginación. pronóstico y t r a t a m i e n t o psiquiátricos en función de la m a n e r a e n q u e a m e n u d o son experimentados. n o por eso dejan de existir. esperanzas. La búsqueda de la "patología" y la etiología de la " e n f e r m e d a d " prosigue. sale e n libertad y en lo sucesivo obedece las leyes. da m u e s t r a s de d i s c e r n i m i e n t o ) . ¿No es posible q u e la causa de que ese joven odiara a su p a d r e n o fuera u n a e n f e r m e dad. . Lo m i s m o si lo h a c e q u e si no. e n cambio. son proscriptos y excomulgados. y q u e . El p s i q u i a t r a . C u m p l e su condena. Sufren. diagnóstico. . Excomulgados y proscriptos. h a y a sido convertido e n u n inválido a causa d e q u e su odio por su padre fue invalidado? Si nuestros deseos. sentimientos. ello demuestra q u e sufre el delirio p a r a noide de q u e es perseguido por nuestro intento de a y u d a r l o a c o m p r e n d e r q u e no os perseguido.

r 3 (1965). la m a y o r í a h a sacado e n conclusión q u e g r a n p a r t e de la práctica psiquiátrica es hoy t a n i n g e n u a como e n tiempos de Morel. LAING D e los r e l a t i v a m e n t e pocos psiquiatras q u e h a n realizado el estudio directo de familias. Fleck y Cornelison (196 )). D." ¿Quién define la situación? ¿Cuál es la situación? ¿Cuál es e n realidad el caso y cuál n o lo es? Véanse Boszormenyi-Nagy y Framo (comps. .) Cooper (1967). Handel (comp. (1968).92 R.) Lidz.

. n a d a p u e d e ver. y 3) su respuesta a esa proyección y esa inducción. h a y algo q u e u n e x t r a ñ o puede con frecuencia percibir sin dificultad: q u e los m i e m b r o s de la familia opon e n u n a resistencia concertada tendiente a i m p e d i r q u e se descubra lo q u e ocurre.ARGUMENTOS FAMILIARES La situación m á s c o m ú n q u e m e h a sido dado e n c o n t r a r en u n a familia es aquella en la q u e lo q u e yo pienso q u e ocurre no g u a r d a casi n i n g ú n parecido con lo q u e cada u n o de los m i e m b r o s de la familia siente o piensa q u e ocurre. E n t r e verdad y m e n t i r a se e n c u e n t r a n imágenes e ideas q u e i m a g i n a m o s y pensamos como reales. 2) inducido en ella por generaciones anteriores. las que p a r a l i z a n n u e s t r a imaginación y n u e s t r o pensamiento a causa de los esfuerzos q u e hacemos por conservarlas. y q u e e m p l e a n complicadas estratagemas c u y o fin es m a n t e n e r a todo el m u n d o en la oscuridad. Sabríamos algo m á s sobre lo q u e ocurre si ello no nos estuviera prohibido. Es posible q u e nadie sepa lo q u e ocurre. D e c u a l q u i e r modo. y si n o nos estuviera vedado darnos cuenta de ello. Cada generación proyecta en la siguiente elementos derivados del producto de por lo m e n o s Ires factores: lo q u e fue 1) proyectado e n ella por generaciones anteriores. sea ello coincidente con el sentido c o m ú n o no. como es obvio. Y quien se halla e n la oscuridad.

94 R. con­ seguir q u e e n c a r n e n u e s t r a s pro) ecciones. L o q u e se proyecta o traspone es siempre u n conjunto de relaciones en otro conjunto de relacio­ nes. C o m o lo expresa u n a frase h a b i t u a l . sin tener conciencia de ello. m u ­ cho m á s poderosas q u e las órdenes ( u otras formas de coerción o p e r s u a s i ó n ) . . Conseguir q u e alguien sea lo q u e q u e r e m o s q u e sea. i n d u c i m o s . y somos inducidos nosotros mis­ mos. Como i m á g e n e s de relaciones fantasmales bajo la operación de proyec­ ción. La proyección (al igual q u e otras operaciones de q u e h a b l a r e m o s m á s adelante) es por lo general ignorada por las personas q u e i n t e r v i e n e n e n ella. E n este tipo de proyección o trasposición el orden temporal puede ser m a n t e n i d o o alterado. sino lo q u e es. o lo q u e t e m e m o s q u e sea (esto último lo m i s m o si lo deseamos q u e si n o ) . y llamo ^ a la operación de proyección o trasposición. es y a otra cuestión. La p u r a proyección n o basta. . U n a m a n e r a de conseguir q u e u n a persona haga lo q u e q u e r e m o s es darle u n a orden. Diferentes trasposiciones se c u m p l e n simultánea­ mente. LAING Si proyecto el elemento z del conjunto A e n el e l e m e n t o y del conjunto B. Luisito es la " i m a g e n " de su abuelo. e n tal contexto. o lo q u e supo­ nemos q u e es. D. de los m u e r t o s . q u i e n e s a su vez e n c a r n a r o n y r e p r e s e n t a r o n esos d r a m a s proyectados e n ellos e inducidos en ellos por los q u e los precedieron. Esas atribuciones son. Son relaciones en el tiempo t a n t o como rela­ ciones en el espacio. a e n c a r n a r l a s : a r e p r e s e n t a r u n a pieza de sombras. t e n d r e m o s q u e y es la i m a g e n de x bajo </>. es decir. U n a orden n o necesita r . como imáge­ nes de imágenes de i m á g e n e s . E n u n contexto hipnótico (o similar) no le decimos a esa persona lo q u e debe ser.

. Quizá la hipnosis sea el modelo e x p e r i m e n t a l d e u n fenóm e n o q u e se produce n a t u r a l m e n t e e n m u c h a s familias. los hipnotizadores (los padres) h a n sido a su vez hipnotizados (por sus padres) y c u m p l e n las órdenes de éstos c u a n d o e d u c a n a sus hijos para q u e eduq u e n a sus h i j o s . el sujeto así lo siente y no sabe q u e ha sido hipnotizado para q u e lo sienta. Creo. m e j o r a ú n . O. El medio m á s i m p o r t a n t e que utilizamos p a r a esta clase d e comunicación es quizás el lenguaje n o verbal. E n u n a situación familiar. . pero si somos (esto o a q u e l l o ) . q u e la m a y o r p a r t e de las órdenes m á s tempranas y perdurables que recibimos nos son i m p a r t i d a s en form a de atribuciones. C u a n d o las atribuciones c u m p l e n la función de m a n d a t o s o prohibiciones. Bajo hipnosis. por ejemplo. s i m p l e m e n t e . decirle q u e es así como siente. e n presencia de ese alguien. T a l estado p u e d e ser inducido fácilmente bajo hipnosis. sin e m b a r g o . Se nos dice. ¿En q u é medida lo q u e sentimos o r d i n a r i a m e n t e n o es lo q u e se nos ha hecho sentir por medio de la h i p - . Es posible q u e nos digan a m b a s cosas. p e r s o n a l m e n t e . de ese modo.EL CUESTIONAMIENTO D E LA FAMILIA 95 ser definida como tal. y a q u e u n a de las instrucciones es n o pensar q u e a u n o se le h a ordenado o b r a r así. q u e i n c l u y e no darse cuenta de q u e u n o está c u m p l i e n d o instrucciones. lo q u e da origen a u n tipo de perplejidad semejante o idéntica a la q u e provoca la sugestión hipnótica. Se nos dice: las cosas son así y así. decir a u n tercero. n o es necesario q u e nos digan q u e seamos lo q u e y a nos lian " d a d o a ent e n d e r " q u e somos. Podemos decir a alguien q u e sienta algo y q u e no recuerde q u e se le h a dicho. q u e somos u n b u e n m u c h a c h o o u n a b u e n a chica y n o s i m p l e m e n t e q u e debemos ser u n b u e n m u c h a c h o o u n a b u e n a chica. O. q u e éste siente de esa m a n e r a . esa función puede ser n e g a d a .

olfativa. Es probable q u e descubramos q u e las frases como " E r e s desobediente" son lo m e n o s i m p o r t a n t e . D. U n a a t r i bución.. puede ser cinética. LAING nosis? ¿En q u é medida lo q u e somos no es lo q u e se nos h a llevado a ser por medio de la hipnosis? Lo q u e usted diga es u n a orden p a r a m í . creo. u n a orden sobre cómo r e p r e s e n t a r u n d r a m a . Así. siente frío. con u n a m i r a d a . A los niños les indicamos cómo son las cosas y ellos adoptan posiciones e n el espacio definido p o r nosotros. m e nos i m p o r t a n t e . por m e d i o de la atribución " E r e s desobediente". Ser n i ñ o desobediente. T a l atribución equivale a u n a orden q u e debe ser obedecida "ciegamente". con el tacto. Creo q u e m u c h o s n i ñ o s comienzan en u n estado semejante. un argumento.R. estoy asum i e n d o q u e es. en el sentido q u e le doy aquí al t é r m i n o . en realidad. Así. E s decir. Luego p u e d e n optar por convertirse e n u n fragmento de ese fragmento de sus posibilidades q u e nosotros les indicamos q u e son. no digo: " L e ordeno sentir frío". N o necesito decir n a d a . Usted. Lo q u e les indicamos q u e son es. si yo lo hipnotizo a usted. La relación e n t r e dos personas puede ser tan poderosa como para q u e usted se convierta en lo q u e y o . le están diciendo en realidad q u e no haga lo q u e ostensiblemente le dicen q u e haga. i n m e d i a t a m e n t e . Lo q u e le dicen q u e es es u n a inducción q u e obra con m u c h o m a y o r fuerza q u e lo q u e le dicen q u e haga. Lo que les decimos explícitamente es. es u n papel en u n d r a m a familiar d e t e r m i n a d o . visual. Es posible q u e descubramos q u e lo q u e i n d u c e al . con u n a tos. Los padres le dicen al n i ñ o q u e es desobediente p o r q u e n o h a c e lo q u e se le ordena. Indico q u e h a c e frío. d r a m a q u e se representa sin interrupción. por ejemplo. táctil.

EL CUESTIONAMIENTO D E LA FAMILIA 97 niño a comportarse en la forma en q u e lo hace son señales táctiles. éste se entera de q u e es desobediente y de la manera e n q u e se p u e d e ser desobediente e n el contexto p a r t i c u l a r de su familia: se trata de u n a habilidad aprendida. Así: No: H a z lo q u e te digo q u e debes h a c e r Sino: H a r á s lo q u e señalo q u e estás haciendo Ves lo q u e digo q u e ves No: Sé lo q u e te digo q u e debes ser Sino: Eres lo q u e señalo q u e eres El h i p n o t i z a d o r médico sabe lo q u e está haciendo. pero es m u y negligente. el familiar hipnotizador casi s i e m p r e lo ignora. " S i e m p r e estoy t r a t a n d o de conseguir q u e h a g a nuevos amigos. olfativas y visuales. pero sin duda es u n o de ellos. E n tal forma. Esas señales n o le dicen q u e sea desobediente: definen como desobediencia lo q u e el n i ñ o hace. N o quiero decir q u e sea éste el único m o d o en q u e u n n i ñ o pueda volverse "desobediente". ¿ V e r d a d q u e lo eres?" . N u n c a h a c e lo q u e le o r d e n a n . Son pocas las veces e n q u e u n p a d r e m e h a hablado de esa técnica presentándola como u n a estratagema deliberada. ¿Lo haces. Lo c o m ú n es q u e los padres se sientan confundidos a n t e u n n i ñ o q u e h a c e x c u a n d o se le dice q u e haga y y se le indica q u e es x. querido?" " E s muy desobediente. acaso?" " N o m e canso de repetirle q u e debe ser cuidadoso. Algunos n i ñ o s tienen u n a aptitud especial p a r a este aprendizaje. y q u e esas señales f o r m a n p a r t e de u n a red "secreta" de comunicaciones q u e n o g u a r d a relación con los comunicados verbales oficiales. cinéticas. pero es m u y tímido. ¿ N o es verdad.

Y el tacto. lo p r o b a b l e es q u e a n a d i e le interese conocer el m e c a n i s m o q u e h a c e q u e las cosas m a r c h e n b i e n : " E l solo sabe q u é está bien y q u é está m a l : n u n c a tuve q u e decirle q u e n o hiciera esas cosas. 1968). del New York Medical College. La forma en que se dicen las cosas (paralingüística) más que el "contenido" del discurso (lingüística). ha divulgado una serie de especulaciones muy su gerentes sobre el papel que presumiblemente desempeñan ciertos mensajeros químicos externos (MQE) o ectohormonas en la regulación. A y B. " " S a b e por sí m i s m o c u á n d o es b a s t a n t e . pero hasta ahora no ha extendido su investigación a las familias. de nuestra conducta social. del Eastern Pennsylvanian Psychiatric Institute (Instituto Psiquiátrico de Pennsylvania Este). 1967. " El sistema f a m i l i a r q u e funciona sin c o n t r a t i e m pos es m u c h o m á s difícil de e s t u d i a r q u e el q u e tropieza con dificultades. Sabemos que algunos insectos logran por este medio una coordinación social compleja. 4 . al menos parcial. y sus colaboradores. P o r lo g e n e r a l . que yo sepa. La cinética ha sido estudiada en forma sistemática y muy completa durante varios años por el profesor Birdwhistell. la e s t r u c t u r a es m e n o s e v i d e n t e . 1966. c u a l e s q u i e r a q u e sean las circ u n s t a n c i a s . C u a n d o todo m a r c h a con s u a v i d a d e n u n a situación " n o r m a l " . los dos sistemas. El doctor Harry Wiener. D. a d e m á s . datos en forma sistemática. los i n t e n t o s p o r t r a e r a la superficie el proceso de trasposición del p a s a d o al f u t u r o son Todos los medios de comunicación son aptos para transmitir esas indicaciones (atribuciones) casi hipnóticas. Sobre el gusto y el olfato no se han reunido. En la Universidad de Florida el profesor Jourard ha iniciado un estudio sobre nuestros hábitos táctiles (Jourard. E n este caso." " L o h a c e sin necesidad d e q u e y o se lo p i d a . Los movimientos que empleamos (cinética y paracinética). LAING 4 C u a n d o las indicaciones o a t r i b u c i o n e s y las ó r d e n e s son c o n t r a d i c t o r i a s . se p o n e n de manifiesto. 1968). el olfato. a u n q u e no p r e s e n t a diferencias esenciales.98 R. el gusto. se ha abierto así un vasto y hasta ahora casi inexplorado campo de estudios: el de la relación que existe entre las ectohormonas y la conducta social humana (Wiener.

la a y u d a e n realidad a volverse loca. Son m u y pocas. Opino q u e m u c h o s adultos (yo e n t r e ellos) están o h a n estado sumidos. benditos sean. L a s personas m á s despiertas q u e h e conocido tienen plena conciencia de todo esto. U n psiquiatra q u e declara ser médico de a l m a s pero q u e m a n t i e n e a la gente d o r m i d a . Los intentos por despertar antes de t i e m p o son a m e n u d o castigados.EL CUESTIONAMIENTO D E LA F A M I L I A 99 resistidos e n é r g i c a m e n t e . se está volviendo loca. a m e d i d a q u e este á m b i t o de la tecnología perfecciona sus arm a s ) . r e p e n t i n a m e n t e despiertos (como hace decir Ibsen a u n o de sus p e r s o n a j e s ) . en m a y o r o m e n o r grado. La persona q u e advierte q u e "todo esto es u n a pesadilla" t e m e volverse loca. D a r s e cuenta de esas cosas n o es " n o r m a l " . H a y diversos calificativos psiquiátricos y u n a variedad no m e n o r de t r a t a m i e n t o s aplicables a quienes inc u r r e n e n ello. la somete a t r a t a m i e n t o por el hecho d e haberse despertado y la vuelve a d o r m i r con m e d i c a m e n t o s (en forma cada vez m á s eficiente. a ú n dormida. Si u n m i e m b r o cualquiera de u n a familia comienza a darse c u e n t a de q u e es la sombra de u n a m a r i o n e t a . sería u n a m u e s t r a de b u e n criterio de su p a r t e el q u e t o m a r a toda clase de precauciones a n t e s d e decidir a q u i é n p a r t i c i p a r su descubrimiento. descubrimos q u e n u n c a hemos vivido. S e ñ a l a r esa confusión como u n signo de enfermedad es u n a m a n e r a rápida de o r i g i n a r u n a psicosis. en u n t r a n c e hipnótico q u e se r e m o n t a a su p r i m e r a infancia: p e r m a n e c e m o s e n ese estado h a s t a q u e . P o r q u e ellos. están dormidos. e n especial p o r quienes m á s nos a m a n . N o son n e c e s a r i a m e n t e psicóticos n i intelec- . c o m p r e n d e q u e lo q u e se tiene por verdadero es u n " s u e ñ o " . Piensan que la persona q u e se despierta o q u e . Cualquiera q u e se e n c u e n t r e e n ese estado de transición es probable q u e se sienta confuso.

F r e u d e x p o n e de este modo u n a visión n a r r a d a por u n a m u j e r de 4 0 años: 5 Una mañana abrió los ojos y vio en la habitación a su hermano. Su pequeño hijo dormía en la cama. se hallaba intimamente vinculada con todo el material inconsciente de su mente. y. aunque. c u a n d o y a había escrito la m a y o r p a r t e de las obras q u e le dieron fama. U n conocido filósofo m e dijo q u e . después de lo cual la aparición se desvaneció.IDO R. LAING tuales de r e n o m b r e . aunque consciente. cuando mi paciente tenía sólo 18 meses) sufría de 5 Freud (1958. A continuación p r e s e n t a r é u n ejemplo relativam e n t e simple de proyección o trasposición. 545). pág. a su lado. le cubrió el rostro con la sábana. Para evitar que el niño se sintiera aterrorizado y sufriera convulsiones a la vista de su tío. c u y a función p r i n c i p a l es. t. como bien lo sabia. volvernos conscientes. La Interpretación de los sueños de F r e u d es en p a r t e u n relato autobiográfico en el q u e describe su lucha por librarse de ese envolvente estado de sueño en el c u a l soñamos nuestros sueños. Su niñera le había contado que su madre (que murió muy joven. éste se hallaba internado en un manicomio. pero q u e p u e d e n ser t a m b i é n la llave maestra q u e nos p e r m i t a p e n e t r a r e n el inconsciente: es decir. D. p r e s e r v a r el sueño. sino t a m b i é n e n función de los posibles efectos sufridos por la persona en quien se proyecta. a su juicio. Invito al lector a q u e considere la proyección en función no sólo de la persona que proyecta (como es h a b i tual) . n o había salido de ese estado h i p nótico inducido e n su infancia hasta pasados los c i n c u e n t a . Esa visión era una versión modificada de un recuerdo infantil de la dama. V. . en su opinión. somos nosotros. ¿Qué p u e d e n inducir las proyecciones en las personas e n quienes se proyecta algo? N a d i e conoce la respuesta: respuesla y p r e g u n t a .

La visión. (La bastardilla es de Freud. el terror y sus consecuencias. ?) el h e r m a n o de su m a d r e se había aparecido (disfrazado de fantasm a ) a ésta. . como (¿según su n i ñ e r a . la sábana. Pero los elementos habían sido dispuestos en un contexto diferente y transferidos a otras figuras. por consiguiente. . hay dos conjuntos de relaciones: Conjunto A su n i ñ e r a su m a d r e y su tío. Protege entonces a su hijo(<f>m a d r e ) de su herm a n o (<t> t í o ) . el tío de su hijo Bajo la operación de <f> (véase página 94) su h e r m a n o se le aparece en relación con su hijo.EL CUESTIONAMIENTO DE LA FAMILIA 101 convulsiones epilépticas o histéricas y que comenzó a experimentarlas a causa del terror que sintió cuando su hermano (el lio de mi paciente) se presentó en ana oportunidad anta ella disfrazado de fantasma. contenia los mismos elementos que el recuerdo: la aparición del hermano. s e g ú n . Conjunto A <j> — > -> Conjunto B madre el h e r m a n o de su m a d r e (su tío) hijo su h e r m a n o (el tío de su hijo) . con la cabeza cubierta por una sábana.) E n u n nivel superficial. el h e r m a n o de su m a d r e Conjunto B la m u j e r m i s m a su hijo y su h e r m a n o .

y m u e r e . La sábana con q u e cubría su cabeza u n n i ñ o q u e quería asustar a su h e r m a n a es deslizada sobre la cabeza del hijo de la hija de su h e r m a n a por u n a sobrina a quien quizá n u n c a conoció. U n fantasma de u n a historia de la infancia de su m a d r e n a r r a d a a u n a c r i a t u r a por su n i ñ e r a aparece en la vida de u n n i ñ o que tiene a ú n q u e descubrir su pesadilla. P a r a evitar el terror. La sábana aparta . La posibilidad de q u e su hijo salga al tío la atemoriza. D. la de su m a d r e tal como la conoció a través de su n i ñ e r a . I . ¿Qué valor de < podemos inferir q u e ella puede ¡ > h a b e r asumido. U n d r a m a con fantasmas. tiene u n hijo y u n a hija. considerando las transformaciones q u e se h a n mencionado? F r e u d c o m e n t a : " E v i d e n t e m e n t e . Como protección. q u e t e m e q u e éste se parezca a su tío d e m e n t e y q u e a esa proyección superpone otra. U n n i ñ o cubre su cabeza con u n a sábana p a r a disfrazarse de fantasma y a t e m o r i z a r a su h e r m a n a . cubre la cabeza de éste con u n a sábana. la causa d e la visión. F r e u d ve q u e su paciente ve a su h e r m a n o en su hijo. M á s t a r d e se casa. con quien tenía u n g r a n parecido físico. Esta no se " r e c o b r a " del susto.R. la paciente de F r e u d lo causa al colocar el m a n t o del fantasma sobre la cabeza de su hijo dormido. A I N C " S u " " m a d r e " es la i m a g e n de la i m a g e n q u e se había formado su n i ñ e r a de su m a d r e ." F r e u d piensa q u e la m u j e r " v e " a su h e r m a n o " e n " su hijo. era el t e m o r d e q u e su peq u e ñ o hijo siguiera los pasos de su tío. C u a n d o la hija es adulta y m a d r e de u n hijo v e a p a r e c e r a su h e r m a n o ( q u e está i n t e r n a d o en u n hospital psiquiátrico) en la pieza donde d u e r m e su pequeño. o de los pensamientos que ella reemplazaba (la bastardilla es m í a ) . a saber.

¿Qué p a u t a s podemos aspir a r a descubrir.EL CUESTIONAMIENTO DE LA F A M I L I A 103 de su vista una visión q u e a ú n no h a a p r e n d i d o a ver. P e r o hay d r a m a s d e n t r o de otros d r a m a s .000 años. son m u y pocos los q u e podemos utilizar p a r a el estudio de las familias. en nosotros. desde nosotros. La visión de la paciente de F r e u d h a c e visible p a r a nosotros u n p e q u e ñ o fragmento de u n velo c u y o tejido es la proyección p o r nosotros. Incluso los estudios que a b a r c a n tres generaciones son raros. c u a n d o la suerte nos favorece. Podemos i n v e n t a r u n reloj o a p r e n d e r a fabricarlo. P r i m e r o . C u a n d o estudiamos familias debemos e n f r e n t a r dos dificultades intrínsecas. la escala t e m poral. Dibujemos algo en él. Podemos d e s a r m a r u n reloj y volverlo a a r m a r . F a m i l i a s (de u n a clase u otra. Sólo podemos estudiar d i r e c t a m e n t e u n pequeño sector de la cadena de las familias: tres generaciones. Y así sucesivamente. d u r a n t e 100. De los métodos q u e se e m p l e a n e n ciencias n a t u rales p a r a estudiar lo q u e es propio de ellas. c u a n d o sólo podemos investigar tres de u n total de por lo m e n o s 4000 generaciones? La segunda dificultad consiste en q u e c u a n t o m á s armonioso es el funcionamiento de u n a familia. menos accesible resulta ésta p a r a el investigador. digamos. N o podemos a s p i r a r a ver cómo se alza o se baja el telón de u n d r a m a d e n t r o del cual nacemos. T o m e m o s u n pedazo cualquiera de papel. a u n q u e por cierto muy diferentes de las n u e s t r a s ) h a n existido. e n especial de aquellos aspectos de las familias q u e h e abordado en m i exposición. de nosotros. M a t e m á t i c a m e n t e es posible expresar con precisión de q u é m a n e r a . Podemos descubrir m u c h a s cosas sobre él interfiriendo en su funcionamiento. A r r u g u é m o s l o . Nosotros somos el velo q u e nos impide ver n u e s t r o yo.

LAING se asemejan y se diferencian las p a u t a s lisas y arrugadas. Nosotros mismos. c u y o a r g u m e n t o n o conocemos. somos los elementos de la p a u t a q u e estamos t r a t a n d o de discernir. Notas dotadas de u n a comprensión q u e sólo les p e r m i t e e n t r e v e r la existencia del acorde del q u e son elementos. N a d i e . m á s evidente resulta el hecho de q u e las p a u t a s trascienden las generaciones. Las p a u t a s familiares n o están dispuestas a n t e nosotros como las estrellas e n el cielo. . todos nosotros. y la música desdeña ser oída por las notas q u e la f o r m a n . Es comprensible. C u a n t o m á s a fondo se estudian las familias. h a descubierto si esas p a u t a s y sus transformaciones pueden ser expresadas e n lo q u e se conoce hoy por t é r m i n o s matemáticos. c o m e n z a r a inferir algo e n y m á s allá de sí m i s m a s . c u y a existencia podemos e n t r e v e r . i n t e r p r e t a n d o sus vibraciones.101 R. q u e yo sepa. A esto l l a m a m o s m ú s i c a . pero del q u e el comienzo y el fin están m á s allá de n u e s t r a s posibilidades actuales de i m a g i n a c i ó n y concepción. Representamos papeles e n u n d r a m a q u e n u n c a h e m o s visto n i leído. Quizá p u e d a n . Se t r a n s f o r m a n . D.

t a n t o n a t u r a l e s como sociales. Podemos decir con certeza q u e los niños n o n a c e n e x p e r i m e n t a n d o el m u n d o del mism o modo e n q u e lo h a c e n los adultos e n u n a cultura d e t e r m i n a d a . Es difícil d e t e r m i n a r q u é es lo " d a d o " y cuáles n u e s t r a s " i n t e r p r e t a c i o n e s " . Las leyes q u e g o b i e r n a n n u e s t r a experiencia son. los adultos.OPERACIONES El m u n d o . I n t e r p r e t a n lo " d a d o " original e n la m i s m a form a e n q u e nosotros. U n modo de lograrlo es c o m p a r a r las m a n e r a s en q u e los h o m b r e s e x p e r i m e n t a n el m u n d o e n diferentes épocas y lugares. n o podemos recordar. comprobamos lo a m p l i a s q u e son las diferencias q u e s e p a r a n esas m a n e r a s de e x p e r i m e n t a r l o . . N u e s t r a experiencia de adultos es el producto m u y complejo de m u c h o s procedimientos. E n u n cierto nivel de comprensión. Todos h e m o s sentido sorpresa y hasta incredulidad c u a n d o . es " u n a u n i d a d de lo dado y lo i n t e r p r e t a d o " . o incluso e n u n a m i s m a época y lugar. según Hegel. a u n q u e lo h a y a m o s olvidado. N o conocemos e n detalle la forma e n q u e se llega a ese resultado. El estudio de las experiencias de la p r i m e r a infancia es m u y difícil: los niños no p u e d e n decirnos e n n u e s t r o lenguaje q u é e x p e r i m e n t a n y nosotros. distinguimos e n t r e leyes n a turales y sociales. lo hicimos a l g u n a vez. con frecuencia. al t e n e r a n u e s t r o alcance por p r i m e r a vez los datos de la antropología. creo.

asen­ tado en la autoridad." « C u a n t o m á s " p r o f u n d a m e n t e " i m p l a n t a d a s están las leyes sociales. nos sentimos inclinados a calificar de " a n t i n a t u r a l " su conducta. además. (1962. citado en Hooke pág. pero esas distinciones n o están y a formuladas y a n u e s t r a disposición c u a n d o nacemos. Sometemos n u e s t r a experiencia a operaciones. obedecían vo­ luntaría y automáticamente órdenes que los hacían actuar como debían. c u a n t o m á s " d u r a m e n t e progra­ m a d a s " o " e n c u r t i d a s " están e n nosotros. esa experiencia " o r i g i n a l " • Profesor Thorkild Jacobsen. se e n g e n d r a u n producto. . I n t e r p r e t a m o s lo dado en función de distinciones.106 R. Por medio de esas operaciones. Posteriormente ese pro­ ducto parece ser dado. conforme a reglas. de acuerdo con las reglas. A continuación m e n c i o n a r é algunos rasgos apa­ r e n t e m e n t e " n a t u r a l e s " de la experiencia contem­ poránea. Llamamos a esas órdenes leyes de la natura­ leza. t a n t o m á s " n a t u r a l e s " llegan a p a r e c e m o s . H a c e m o s distinciones. q u e a d q u i r i m o s a m u y corta edad. en función de las distinciones. con el propósito de a c a t a r las reglas. si alguien viola u n a de esas leyes " p r o f u n d a m e n t e " i m p l a n t a d a s . sus miembros. todo objeto concebible era un ser con voluntad y carácter propios. 78). E n realidad. D. . Supongo q u e h a y u n conjunto de distinciones primitivas en función de las cuales i n t e r p r e t a m o s lo q u e se presenta a n t e nosotros. . y q u e n u e s t r a s p r i m e r a s experiencias diferenciadas son el p r i m e r producto de n u e s t r a s interpretaciones m á s primiti­ vas y de lo dado virgen. LAING "El Universo mesopotámico no consistía en materia inerte: toda piedra. C o m p a r a d a con n u e s t r a experiencia de adultos. a causa de ello estaba. todo árbol.

Supongo q u e esas distinciones son a d q u i r i d a s . 4. con u n conjunto de reglas sobre q u é distinciones debemos hacer. e n u n m o m e n t o u otro: esas distinciones n o existían a n t e r i o r m e n t e . no es inocente n i dada. dónde. Toda experiencia m e diante la cual lo dado es objeto de a l g ú n tipo de distinción. e n t r e otras. Somos libres de aplicar nuestros calificativos de distintos modos. incluso. y a d q u i r i d a s a u n a edad t e m p r a n a . a u n q u e pueda parecerlo. 5. pero n u e s t r o conjunto de calificativos está t a n d e t e r m i n a d o p a r a nosotros como los fonemas (unidades de sonido) de n u e s t r o lenguaje. La formación de ese conjunto y las operaciones a q u e se lo somete son gobernadas por reglas. P a r a nuestros fines carece de i m p o r t a n c i a determ i n a r a q u é edad se d o m i n a n esas distinciones o. N u e s t r a experiencia es u n producto formado de acuerdo con u n a receta. dentro y fuera placer y dolor. de acuerdo con reglas adicionales. respecto de qué. si las distinciones son ésas u otras. . de u n modo u otro. Continuam e n t e llevamos a cabo operaciones e n t r e distinciones y a establecidas. Con esas distinciones operamos en la materia prima de lo dado.EL CUESTIONAMIENTO DE LA F A M I L I A 107 es " v i r g i n a l " o inocente. agradable-desagradable real y n o real bueno y malo y o y no y o a q u í y allá entonces y ahora. U n conjunto de distinciones primitivas son formadas. 2. 3. 7. 6. c u á n d o . Las reglas m i s m a s son distinciones e n acción. Ciertas distinciones llegan a ser hechas. las distinciones siguientes: 1. Creo q u e al a ñ o del n a c i m i e n t o h a n llegado a formarse.

a q u í y allá. realirreal. sórbala de nuevo y tragúela. sí. M u y r a r a s veces la dejo de lado. e n especial. u n a " i d e n t i ­ d a d " q u e es a l t a m e n t e valorada e n n u e s t r a c u l t u r a . le r e s u l t a n r e p u g n a n t e s . LAING Divido m i experiencia e n dentro-fuera. n i q u e por estar y o aquí-ahora. U n a de las distinciones f u n d a m e n t a l e s es la q u e expresan los términos a d e n t r o y afuera. La distinción e n t r e adentroy-afuera se aplica a casi todas las facetas de la expe­ riencia.b u e n o real-agradable se aplican al m i s m o sector. pero h a y m u c h a gente q u e no puede hacerlo por c u a n t o la tercera y la c u a r t a . D. Sentimos q u e h a y u n a diferencia e n t r e la saliva q u e se e n c u e n t r a dentro de n u e s t r a boca y esa mis- . Es imposi­ ble pensarla d u r a n t e largo tiempo independiente­ m e n t e de las otras distinciones q u e hacemos: es­ ta distinción (al igual q u e las d e m á s ) opera con otras distinciones de acuerdo con las reglas q u e ri­ gen sus combinaciones. Quizás el lector p u e d a c u m p l i r sin incomodarse las cuatro operaciones.108 R.a h o r a . ahora y entonces. todo lo q u e es r e a l sea y o . b u e n o y m a l o . Sugiero al lector las siguientes acciones: I) t r a g u e la saliva q u e h a y e n su boca II) sorba a g u a de u n vaso y tragúela III) escupa e n el vaso y t r a g u e la escupida j u n t o con el a g u a IV) sorba u n poco de agua. P u e d e n p e n s a r q u e soy afortunado. lo e n c u e n t r o a g r a d a b l e o penoso. P e r o tengo. M e es casi imposible no h a c e r esa distin­ ción.a q u í . n o p u e d a h a b e r estado allá-entonces. y o y n o y o . vuélvala al vaso. Yo-irreal-malo-aquí-dentro-ahora-dolor no es infre­ cuente.y o . Eso n o significa q u e si todo lo q u e soy y o es b u e n o . Supongamos q u e d e n t r o .

pero puedo e x p e r i m e n t a r como e x t e r n o lo q u e está dentro de m í y todo lo q u e y o n o soy p o r dentro. pero pocos. " Y o " estoy d e n t r o de m i piel. E n circunstancias n o r m a l e s la distinción e n t r e lo interno y lo externo es u n a de las q u e . E n m o m e n t o s de éxtasis (cópula. Pertenece al orden sociofamiliar. N o yo-afuera.EL CUESTIONAMIENTO D E I. Yoa d e n t r o . la sintaxis del sentido c o m ú n es t a n oscura como obvia. Nosotros nos sentimos d e n t r o de u n saco de piel: lo q u e se halla fuera del saco es no-nosotros. los q u e la h a n e x p e r i m e n t a d o a m e n u d o o por largo tiempo. inanición. fiebre alta) la distinción se a n u l a . entonces? ¿No del todo dentro de algo? ¿No del todo fuera de algo? ¿ D e n t r o de q u é quiero estar? ¿ F u e r a de q u é quiero estar? ¿Qué quiero q u e h a y a d e n t r o de m í ? ¿Qué quiero q u e h a y a fuera de m í ? ¿Quiero q u e lo q u e está dentro de m í esté dentro? ¿Quiero q u e lo q u e está fuera de m í esté dentro? ¿Siento dentro de m í lo q u e está fuera? ¿Es lo q u e está d e n t r o de m í lo q u e y o desearía q u e estuviera fuera? ¿Es lo q u e está fuera de m í lo q u e y o desearía q u e estuviera dentro? Quizá pueda hacer u n cambio. c o m b i n a d a s con otras distinciones según reglas de u n a sintaxis de la experiencia. Pocos son los q u e n o h a n e x p e r i m e n t a d o esa a n u l a ción. t a m b i é n . e n m i concepto. audición de m ú s i c a . Sin e m b a r g o . ¿Dónde estoy. L a diferencia se a c e n t ú a c u a n d o lo q u e se ubica d e n t r o o fuera son excrementos. n o al o r d e n n a t u r a l . P e r o s u r g e n dificultades.A F A M I L I A 109 m a saliva c u a n d o ha sido a r r o j a d a fuera u n o s pocos centímetros. y q u e t ú estás d e n t r o de tu piel y fuera de la m í a . Esos m o m e n t o s son excepciones privilegiadas. c o n t r i b u y e n a d a r n o s la sensación de q u e n u e s t r a experiencia tiene sentido. P o r medio de la proyec- . E n u n a ciudad m o d e r n a quizá prefiramos d a r por sentado q u e yo estoy d e n t r o de m i piel y fuera de la t u y a .

verdadero y falso. d e n t r o de m í . entonces. Entonces . pero si estoy dentro de la realidad. Debo evitar ser irreal. Asi m e h e dado vuelta a m í m i s m o de a d e n t r o p a r a afuera y de afuera p a r a dentro. I n t r o d u z c a m o s ahora la distinción e n t r e b u e n o y m a l o . Supongamos q u e m i interior era m a l o y que. llevar fuera lo q u e está d e n t r o de m í . LAING ción. O sino supongamos q u e quiero sacar fuera lo q u e yo soy por dentro. Si las pongo fuera. ahora afuera. S u p o n g a m o s q u e añadimos las distinciones e n t r e real e irreal. Si estoy lleno de cosas b u e n a s e n m i interior. T r a t e m o s . pueden s e r m e robadas por los q u e carecen de ellas. P o r medio de la introyección. m e persigue. Sin e m b a r g o . puedo hallarm e en peligro de ser vacío. llevar d e n t r o lo q u e está fuera d e m í . h a g a m o s real a lo interno. vacío por d e n t r o y por fuera. lo h e puesto fuera. yo-no y o p u e d e i n s u m i r u n a g r a n cantidad de energía y ello m e h a r á sentir exhausto. irreal. Lo externo. D. a pesar de ese cambio. es irreal. por medio de la proyección. sin descubrir q u e tengo lo q u e yo era por dentro. Dudosa mejora. de poner dentro lo externo n u e v a m e n t e . y si estoy y a vacío por dentro. La tentativa d e e n c o n t r a r u n a combinación estable y satisfactoria e n t r e bueno-malo. S u p o n g a m o s q u e ser real es estar dentro de la realidad. a ú n puedo e x p e r i m e n t a r lo i n t e r n o como externo y lo e x t e r n o como i n t e r n o . I n m e d i a t a m e n t e son Ellos los que son falsos. a esta d a n z a infernal: ser real es ser a u t é n tico y ser irreal es ser falso. por c u a n t o h e puesto la realidad dentro de m í . H a g a m o s otro cambio. vacíos y malos. Difícil. Pero no todos p u e d e n h a l l a r sosiego r e c u r r i e n d o a ese procedimiento.R. verdadero y bueno. dentro-fuera. vacio-lleno. ésta puede estar fuera. y o quiero ser a c a b a d a m e n t e r e a l . pleno a lo real y verdadera a la plenitud. M i interior m a l o . Pero. sin e m b a r go. falso y m a l o . quedo vacío de cosas b u e n a s y p a r a a p r o v i s i o n a r m e de ellas deberé r e c u r r i r al exterior.

Y verdaderos. Podemos confiar en ellos y ellos e n nosotros.A F A M I L I A 111 seré bueno p o r q u e estoy lleno de algo. Ellos Son Reales. P o r lo tanto. entonces. platos y vitrinas y n u e s t r a tía Josefina son reales. Defender lo real de lo irreal. ¿de q u é nos estamos defendiendo? ¿De n a d a ? ¡Oh. de lo q u e n o es. Nosotros. Y aquellos p a r a quienes nosotros n o existimos. P e r o . Y si debemos destruirlos. N o deseamos el m a l a nadie. son m u y reales. p o r q u e son. M i e n t r a s sean. debemos destruirlos. P o r q u e debemos defender la realidad contra el vacío. ¿Dónde está. Son peligrosos. nuestra familia. el enemigo. debemos r e c o m e n z a r .ELCUESTIONAMIENTODEI. p e r o también m a l o p o r q u e n o estoy lleno d e m í m i s m o . lo q u e m e hace irreal. n u e s t r o país. n o existirán. la vida plena de la vida vacía. n u e s t r a provincia. estaremos en peligro. lo verdadero de lo falso. Ese es el objetivo de n u e s t r a lucha. y nosotros debemos destruirlos antes a ellos para evitar q u e nos d e s t r u y a n antes de q u e los h a y a m o s destruido p a r a n o d a r l u g a r a q u e nos . n o existen. ¿no podemos distribuir las cosas e n forma m á s pareja? ¿No h a y acaso realidad bastante p a r a todos? Veamos: lo q u e está d e n t r o de m í es real y lo q u e está dentro de ellos es real. Ellos. P o r consiguiente. Somos. El m u n d o se asoma a n u e s t r a ciudad. no! El peligro. lo bueno d e lo m a l o . n u e s t r a s tazas. hacemos c u a n t o podemos. el e n g a ñ o y la m a l d a d de la Irrealidad. entonces. . la a m e n a z a . . nuestra escuela. N u e s t r a vida es plena. la irrealidad? La irrealidad n o existe y n o merece existir. Lo q u e es. Pero. las familias q u e incluye n u e s t r a familia. y en cuanto de nosotros d e p e n d a . nuestra ciudad. n u e s t r a iglesia. n u e s t r o televisor. ellos deben destruirnos a nosotros p a r a i m p e d i r q u e los destruyamos. y si a veces obramos m a l . L o externo es real y y o estoy dentro de la realidad y la realidad está dentro de mí.

n o se pro­ duce n i n g ú n intercambio e n t r e los subconjun­ tos. Ellos p u e d e n parecer irreales e inexistentes. y eso es lo q u e esta­ mos t r a t a n d o de h a c e r . " L a s cosas son a s i " se t r a n s f o r m a en " L a s cosas no son así". . P o r ejemplo: "Estoy celoso" se t r a n s f o r m a en "No estoy celoso". o existir y parecer irreales. o existir y parecer reales. Disociación U n conjunto es dividido e n dos subconjuntos.R D. Negación Es u n a de las m á s sencillas. Existen p a r a ser des­ truidos y son destruidos p a r a ser reinventados. tenemos q u e trabajar p a r a n o r m a l i z a r n u e s t r a ex­ periencia. Escotomización No veo lo q u e n o quiero ver. N u n c a lo lograríamos si n o fuéramos capaces de someterla a u n conjunto adicional d e operaciones. C u a n d o la disociación es completa. . Vuelvo a casa y la " e m p r e n d o " con m i esposa a causa de lo q u e siento por el jefe. . en lugar de sentirlo contra Ricardo. Desplazamiento P o r ejemplo: Siento enojo contra T o m á s . No debemos preocuparnos si n u e s t r a lucha con­ tra Ellos produce bajas m u y elevadas. S i e m p r e ha­ brá m á s en el l u g a r de donde provienen: nuestro interior. o n o existir y parecer reales. El psicoanálisis engloba a la m a y o r í a bajo la denominación de " m e c a n i s m o s de defensa". LAING d e s t r u y a n antes a n o s o t r o s . de las cuales y a h e m o s m e n c i o n a d o algunas. D a d a s n u e s t r a s distinciones y n u e s t r a s reglas.

el volverse contra sí m i s m o . Sobre este t e m a no se h a escrito a ú n u n a obra definitiva. Reversión " L o odio" se revierte e n " E l m e odia". Introyección T r a s p o n g o lo e x t e r n o a lo i n t e r n o . E n las obras de psicoanálisis se describen m u c h a s otras. la reduplicación. Tergiversación Definición errónea de los problemas. Racionalización M e doy u n pretexto. el aislamiento. la formación reac­ tiva. Represión Es olvidar algo y olvidarse de q u e se lo h a olvidado.EL CUESTIONAMIENTO D E LA FAMILIA 113 Sustitución Veo otra cosa e n su l u g a r . Proyección Traspongo lo i n t e r n o a lo externo. Identificación Dos subconjuntos diferentes son considerados como u n o solo. e n t r e ellas la inversión. la idealización y la desrealización. La lista actual n o se h a l l a bien clasifi­ cada. y a q u e a l g u n a s de esas " d e f e n s a s " son sim­ ples y otras compuestas por dos o m á s operaciones . la anulación. Regresión Retroceder.

Sólo c u a n d o conseguimos n e u t r a l i z a r esas operaciones q u e se c u m p l e n respecto de otras operaciones logramos q u e las operaciones q u e i m p o n e m o s a E se conviertan en elementos de E susceptibles d e ser examinados. como t a m b i é n c u a n d o la experiencia debería ser agradable. por lo general. las obras están redactadas en tres idiomas principales: alem á n . es sometida a u n a operación c u y a finalidad es hacerla m á s agradable en apariencia. el " p l a c e r " es entonces sacrificado a otros valores q u e o c u p a n u n l u g a r m á s alto en la j e r a r q u í a . Es t a n poco frecuente q u e ello o c u r r a q u e . D. como se dice c o m ú n m e n t e . Las teorías de F r e u d sobre esta y otras cuestiones evolucionaron y se modificaron a lo largo de m á s de 4 0 años. Esa inferencia acerca de su existencia puede ser también bloqueada por operaciones como la negación y la escotomización.R. " B o r r a n " y s u s t i t u y e n lo q u e se halla de a c u e r d o con las reglas. C u a n d o ello n o es posible. si no m e h u b i e r a acontecido sorprenderlas en . c u a n d o el placer está prohibido o es desdeñado. C u a n d o n o h a y inconveniente en q u e la experiencia ( E ) sea agradable. inglés y francés. P e r o c u a n d o las reglas n o lo p e r m i t e n o no lo exigen. lo q u e da l u g a r a p r o b l e m a s de traducción. laing simples. "inconscientes". y lo h a c e n conform e a reglas q u e las gobiernan a ellas m i s m a s . los autores d a n a veces distinto significado a u n m i s m o t é r m i n o . Las operaciones impuestas a la experiencia d e las q u e venimos h a b l a n d o no son. Las operaciones i m p o n e n restricciones adicionales al producto. exper i m e n t a d a s . debemos inferirlos. La m a y o r í a de las operaciones a q u e se somete a E son a su vez sometidas a operaciones p a r a volverlas. L a forma en q u e el tenia h a sido t r a t a d o en las obras especializadas no contribuye a facilitar su estudio: h a y superposición e n las connotaciones de diversos t é r m i n o s .

C u á n tas veces había hecho lo m i s m o a n t e r i o r m e n t e . Olvidamos algo. y en lo q u e a nosotros concierne. n i tampoco la ú l t i m a . p o r q u e n o puedo recordar m u c h a s experiencias embarazosas anteriores a ésa y no g u a r d o m e moria de n i n g ú n acto de olvidar q u e estaba olvid a n d o cumplido antes de los 13 años. No voy a molestarlos explicando e n detalle en q u é consistió. de modo t a l q u e : . estaba e n c a m i n o de p o n e r p u n t o final a la operación olvidando q u e la había olvidado. t a n eficientemente reprimidos. según creo. no son elementos de la experiencia. n o sabría decirlo. E n eso consiste la represión. Es r e l a t i v a m e n t e fácil c o m p r o b a r en otros el proceso.EL CUESTIONAMIENTO DE LA FAMILIA 115 acción a l g u n a s veces y e n t e r a r m e de q u e a otros les h a ocurrido lo m i s m o . n o h a y n a d a q u e h a y a m o s olvidado. Y olvidamos q u e lo h e m o s olvidado. P a r a ser m á s exacto. Quizá m e h a y a ocurrido m u c h a s veces. Después de eso. A los 13 años t u v e u n a experiencia m u y molesta. Ya la había olvidado en g r a n p a r t e . Esto es p a r t i c u l a r m e n t e claro e n el caso d e la represión.lgún modo sobre la experiencia q u e tenemos de ellas. T a l e s operaciones a c t ú a n de a. e n q u e r e c u r r í a semejante a r t i m a ñ a . Estoy seguro de q u e ésa n o fue la p r i m e r a vez. q u e h e olvidado incluso haberlos olvidado. Dos m i n u t o s después m e sorprendí a m í m i s m o e n el proceso d e excluirla de m i m e n t e . Ello m e i n d u c e a sostener q u e h a y u n a operación o u n a clase d e operaciones que actúan sobre nuestra experiencia de nuestras operaciones con el fin de excluirlas de n u e s t r a experiencia. m e sentiría inclinado a pensar que. pero la m a y o r í a de esos acontecimientos están a ú n . en forma tal q u e n o e x p e r i m e n t a m o s ni n u e s t r a s p r i m e r a s operaciones ni las operaciones q u e e x c l u y e n a éstas de n u e s t r a experiencia. N o es u n a operación simple. U n a operación de represión c l a r a m e n t e definida lleva a cabo u n a intercepción. en su esencia.

Ello era de prever. Las h a c e n las personas p a r a si m i s m a s . Las operaciones de negación y desplaza­ m i e n t o d a n l u g a r a u n producto c o m ú n . Soy desdichado. P e r o serían innecesarias si las reglas de la familia n o las . No estoy n e g a n d o q u e soy desdichado (negación de la n e g a c i ó n ) . descubrimos q u e es casi imposi­ ble h a l l a r u n ejemplo p u r o de u n a operación sin­ g u l a r aislada. El hecho de q u e u n a c r i a t u r a m u e v a todos los dedos de u n a m a n o al m i s m o tiempo. junto con la aniquilación de la experiencia de la operación. T o d a proyección i n c l u y e cierto grado d e negación de la a m p l i t u d (range) de E. Si consideramos u n ejemplo r e a l c u a l q u i e r a de a l g u n a operación. Las operaciones q u e h e m e n c i o n a d o son opera­ ciones q u e i m p o n e m o s a n u e s t r a propia experien­ cia. en especial p o r p a r t e de la familia. Considero q u e la función principal de todas esas operaciones es lograr la producción y subsistencia de la E q u e se desea. n o sólo desde el recuerdo. " L a negación y el desplaza­ m i e n t o p u e d e n ser el equivalente de la proyección. Es t u y a . La represión es la aniquilación. o al m e n o s se tolera. No soy desdichado ( n e g a c i ó n ) . n o significa q u e n o tenga cinco dedos. LAING a ) olvidamos X b) no tenemos conciencia de q u e h a y u n X q u e hemos olvidado c) n o tenemos conciencia de q u e h e m o s olvi­ dado X d ) no tenemos conciencia de q u e n o tenemos conciencia de q u e hemos olvidado q u e h e m o s olvidado X . D. en la familia. " L a culpa n o es mía.116 R. Es el producto de por lo m e n o s tres operaciones. sino t a m b i é n del recuerdo de u n a p a r t e de E . La satisfacción de deseos y la idealización son operaciones q u e implican proyección y negación.

por ejemplo. e n general. de q u e u n n i ñ o b u e n o . soy desdichado. . el acto de la represión es negado. es m a n t e n e r esos conjuntos de 1 Para un mayor desarrollo del tema. el pecho femen i n o con los genitales d e u n amigo. es e n general preferible n o relacionar el pecho de la m a d r e con el de u n a amiga o. y la represión. luego u n a d u l t o n o r m a l . Lo m á s p r u d e n t e . no sería posible si n o h u b i e r a colusión. 7 La represión de g r a n p a r t e de la sexualidad infantil es aprobada. y ellos deben hacerse cómplices d e las m í a s . " N o sé de q u é m e h a b l a . véase Laing (1970).EL C U E S T I O N A M I E N T O DE LA FAMILIA 11 7 exigieran. N a d a h a ocurrido. L a negación es exigida p o r los d e m á s : es p a r t e de u n sistema transpersonal de colusión por el cual obramos d e acuerdo con los d e m á s y éstos con nosotros. por ejemplo. e ineficaces sin la cooperación de los d e m á s . " ¿Quién oyó h a b l a r j a m á s . Debo h a c e r m e cómplice de su negación y complicidad. Niego a mi mismo y a los d e m á s q u e esté n e g a n d o algo. como somos una familia feliz. Lo niego a mi mismo. su aprobación y la negación de la represión son negadas. R e p r e s e n t a r la "familia feliz". h a y a deseado en circunstancia alguna chup a r el p e n e de su p a d r e ? E s p e r f e c t a m e n t e n o r m a l que a d e t e r m i n a d a edad u n o h a y a deseado c h u p a r el pecho de su m a d r e . p a r a u n a m u j e r . De modo que somos una familia fejiz y no tenemos secretos entre nosotros. I n d i v i d u a l m e n t e . Si somos desdichados/debemos mantenerlo en secreto/ y somos desdichados por tener que mantenerlo en secreto y desdichados por tener que mantener en secreto/el hecho/ de que tenemos que guardarlo como un secreto y porque estamos manteniendo todo eso en secreto. comprenderán ustedes que el problema no se plantea. Sin e m b a r g o . Los d e m á s deben proceder igual. Pero.

Y si nos h a l l a m o s recargados de trabajo. demasiado tensos. pero n o q u e la h a y a expe­ r i m e n t a d o e n exceso ( m e n o s a u n . etcétera. no se h a n producido o son otra cosa. sin las cuales n o podría surgir o subsistir. o con la envidia q u e nos provoca el éxito económico. narcóticos. podemos refugiarnos e n líneas de defensa adicionales incues­ tionablemente lícitas: podemos degustar m i x t u r a s . y negar la existencia de tales operaciones. A d m i t i r las reglas. es probable q u e nos sintamos algo vacíos. artículos de consumo. q u e se h a y a de­ jado a r r a s t r a r por ella) m u c h o tiempo antes. LAING relaciones en c o m p a r t i m i e n t o s separados (disocia­ ción) y reprimir. y n e g a r a d e m á s esa negación. profesional o social de nuestros colegas. p a r a asegurarse u n m a r g e n ma­ y o r de seguridad. Si esto es demasiado difícil. sedantes o t r a n q u i l i z a n t e s q u e nos d e p r i m a n a u n m á s . sería a d m i t i r lo q u e las reglas y operaciones t r a t a n de volver inexistente. u n o debe fingir p r i m e r o q u e n o siente la pasión q u e r e a l m e n t e siente y a l a r d e a r luego de u n a pasión q u e e n realidad no siente y s i m u l a r q u e ciertos m o v i m i e n t o s apasio­ nados d e resentimiento. Después de este holo­ causto casi total de la experiencia e n el altar de la conformidad. respeto. todos los deseos infantiles cuando éstos sean demasiado "perversos". puesto q u e son anteriores a la c o m p a r t i m e n t a c i ó n y la represión. Todo eso. desrealizaciones falsas y u n pretexto (racionalización). posición. Se espera de u n o q u e sea capaz de e x p e r i m e n t a r pasión después de casado. Ello r e q u i e r e realizaciones falsas. odio o envidia son irreales. El producto al q u e se llega es el resultado de m u c h a s reglas. P e r o podemos t r a t a r de l l e n a r ese vacío con dinero. hasta el p u n t o de im­ pedirnos c o m p r e n d e r lo deprimidos q u e estamos. D . estimulantes.118 R. sirve p a r a distraernos de n u e s t r a propia distracción. m á s u n repertorio de distraccio­ nes p e r m i t i d a s u obligatorias. y . a d m i r a c i ó n . sin e m b a r g o .

EL

CUESTIONAMIENTO

D E LA FAMILIA

119

nos a y u d e n a excedernos en la comida y el sueño. Y m á s allá de eso h a y todavía otras líneas de defensa, q u e llegan hasta los electroshocks, hasta la solución final (o casi) q u e consiste p u r a y s i m p l e m e n t e en remover partes del cuerpo culpable, en especial del sisti'ina nervioso central. Esta ú l t i m a solución, sin e m b a r g o , sólo es necesaria cuando la lobotomía social normal n o da resultado y la lobotomía química fracasa i g u a l m e n t e . N o puedo i m a g i n a r otro modo de obtener u n producto " n o r m a l " a p a r t i r de la sustancia de nuestro y o originario q u e no sea ése: u n a vez q u e llegamos a nuestra m a t r i z de distinciones, tenemos reglas para combinarlas y dividirlas en conjuntos y subconjuntos. El producto " n o r m a l " requiere q u e esas operaciones sean negadas. Nos gusta la comida presentada con elegancia a n t e nosotros, pero no q u e r e mos oír h a b l a r de las fábricas en q u e se procesa a los animales, de los m a t a d e r o s , n i de lo q u e ocurre en la cocina. N u e s t r a s ciudades son n u e s t r a s fábricas; familias, escuelas e iglesias, los m a t a d e r o s ; universidades y otros lugares, las cocinas. E n nuestra vida de adultos, e n el m a t r i m o n i o y los negocios, consumimos el producto.

REGLAS Y METARREGLAS

P o r lo general t e n e m o s plena conciencia de n u e s t r a s distinciones, pero n o , en el m i s m o grado, de q u e las hacemos. Las operaciones a q u e sometemos a E no son por lo c o m ú n e x p e r i m e n t a d a s . Sin e m b a r g o , es con su a y u d a q u e la m a y o r í a de nosotros da cuerpo a todo u n m u n d o de elecciones. Con g r a n trabajo, u n deseo es: I ) negado I I ) r e e m p l a z a d o por u n t e m o r q u e provoca u n a pesadilla que es I I I ) negada y I V ) disimulada tras u n a fachada. (Negación, r e e m p l a z o , negación, r e e m p l a z o : proceso r e l a t i v a m e n t e simple e n cuatro etapas.) Tales operaciones p u e d e n ser exigidas. L a proyección y su negación son exigidas. Es obligatorio proyectar lo m a l o en el E n e m i g o , sea q u i e n sea; y es obligatorio n e g a r q u e se t r a t a de u n a proyección. Podemos t r a z a r u n m a p a de proyecciones que a b a r q u e el cosmos en su totalidad y señalar en él con sombreado o con color q u é debe y q u é n o debe proyectarse en cada región: u n m a p a frente a otro mapa. Consideremos el ejemplo m á s sencillo. Supongamos q u e en cada región rige u n a n o r m a sobre lo bueno y lo m a l o . Supongamos q u e los valores asignados a las distintas regiones son: b u e n o ( + ) ,

F.L C U E S T I O N A M J E N T O D E LA

FAMILIA

121

m a l o ( — ) , optativo ( + o — ) y n e u t r a l ( 0 , n i + ni—). Se dice que h a y u n tiempo y l u g a r apropiados para cada cosa. E n el hogar: 1. No debemos e c h a r e n el inodoro el collar de perlas de n u e s t r a m a d r e . 2. H a y algo q u e debemos e c h a r e n el inodoro, y solamente allí. 3. No debemos acostarnos con los zapatos pues­ tos. 4. Debemos cepillarnos los dientes antes de ir a dormir. 5. No debemos despedir gases c u a n d o estamos e n la mesa, etc. Tales reglas tienden a ser precisas y estrictas. Las reglas q u e rigen los valores con q u e dotar al cosmos p u e d e n t a m b i é n ser estrictas. H a y tiempos, lugares y personas p a r a 1. valor + ( b u e n o ) . 2. valor — ( m a l o ) . 3. valor -f- o — (optativo). 4. valor n i + i — ( 0 ) ( n e u t r a l ) . (las estrellas n o deben ser consideradas ni bue­ nas n i m a l a s ) .
n

Cabe a g r e g a r u n a q u i n t a categoría de regiones q u e p u e d e n ser vistas como b u e n a s ( + ) , m a l a s ( — ) , optativas ( + o — ) o n e u t r a l e s ( 0 ) . Son m u y pocas. Si h a y perfecta coincidencia e n t r e los valores proyectados en y asignados a u n estrato (range) todo está en el tiempo y l u g a r q u e le corresponde. En ese conjunto de problemas n o h a y violación de las reglas y n o cabe sentir culpa o ansiedad por tal causa. C u a n d o los valores positivos son traspuestos a u n estrato positivo, pensamos bien de aquellos de quie-

Con valores n e u t r a l e s en el estrato n e u t r a l . D a r n o s c u e n t a de cómo gobiernan " n u e s t r a s " reglas los valores q u e trasponemos al ámbito social. Nos es difícil. D. U n o es b u e n o si tiene buenos pensamientos sobre aquello de q u e se supone q u e debe p e n s a r bien y malos p e n s a m i e n ­ tos sobre aquello de q u e se supone q u e debe pen­ sar m a l . la investigación en el ámbito de las ciencias sociales resulta p a r t i c u l a r m e n t e difícil: al investigador m i e m b r o de u n a sociedad d e t e r m i n a d a su condición de tal no le da el poder de h a c e r q u e las reglas se desvanezcan. nos es ya m u c h o m á s difícil. nues­ tro país es bueno. C u a n d o los valores negativos son traspues­ tos al estrato positivo. no pensamos bien ni m a l de aquello de q u e se supone q u e debemos p e n s a r q u e no es b u e n o ni malo. no pensamos bien de aquellos de quienes se supone q u e debemos p e n s a r bien. para n o mencio­ n a r n u e s t r a dificultad p a r a e n t r e v e r las reglas en . incluso. A " n o s o t r o s " nos resulta fácil adver­ tir q u e en Rusia o en C h i n a la sociología tiene u n campo de acción m u y limitado. LAING nes se supone q u e debemos p e n s a r bien. Dios es b u e n o . p e n s a m o s bien de aquellos de quienes se supone q u e debemos pensar m a l . Esas reglas gobiernan por entero el c a m p o social. los negros son admirables. C u a n d o los valores negativos son aplicados al es­ trato negativo. Y así sucesivamente.122 R. Si n o somos capaces de comprenderlas. Si somos patriotas. pensamos m a l de aquellos de quie­ nes se supone que debemos p e n s a r m a l . Si somos partidarios del Poder Negro. Si somos cristianos. condicio­ n a r á n de continuo nuestra visión. Con valores positivos o negativos en el estrato optativo. Con valores positivos en el estrato negativo. A causa de ello. pensamos m a l o bien de aquello o aquellos a c u y o respecto somos libres de t o m a r par­ tido. darnos cuenta de q u e tenemos valores q u e trasponemos.

Los malos pensamientos son u n a relación. E n n u e s t r a sociedad sabemos. y o . Lo q u e corresponde tener en c u e n t a n o es q u é pensamos. gentiles.. Analicemos ahora los malos pensamientos e n relación con las reglas de las q u e d e p e n d e la asig­ nación de valores a las distintas regiones del m u n ­ do. m a d r e . sentimos. q u é atribuciones debemos hacer. esposa. respecto de qué o quién. a m a r i ­ llos. E s m a l o mostrarnos frivolos respecto de lo q u e se supone q u e debemos t o m a r e n serio (afectividad inadecua­ d a ) . U n b u e n p e n s a m i e n t o es malo si se aplica a u n objeto malo. Es m a l o p e n s a r bien de aquello de q u e se s u p o n e q u e debemos p e n s a r m a l . digno de confianza-indigno de confianza. Es m a l o p e n s a r m a l d e aquello de q u e se supone q u e debemos p e n s a r bien. blancos. etc. es­ poso. U n p e n s a m i e n t o " b u e n o " o " m a l o " sólo se convierte e n Bueno o M a l o al ser relacionado con la persona o cosa a las cuales se aplica: lo q u e impor­ ta es qué pensamos acerca de qué. hija. e n relación con n u e s t r o m a p a de pro­ yecciones. a cada u n o : p a d r e . bondadoso-cruel..EL C U E S T I O N A M T E N T O D E LA F A M I L I A 123 función de las cuales llevamos a cabo esas proyec­ ciones. judios. etc. seguropeligroso. nos proponemos. a cada u n a de las partes del sistema social universal: . c u á n d o y dónde. rojos. sin necesidad de conocer al destinatario. bueno-malo. y cuáles n o . Es b u e n o pensar mal de aquello de q u e se supone q u e debemos p e n s a r mal. Es poco sensato t o m a r en serio lo que se s u p o n e q u e n o es serio. U n m a l pensa­ m i e n t o es bueno si se aplica a u n objeto m a l o . U n a vez q u e u n a p a r t e cualquiera del sistema social u n i v e r s a l llega a ser gobernada por esas r e ­ glas. sino qué pensamos. nos i m a g i n a m o s . negros. es decir. hijo. etcétera. vemos.

124 R. depravado. Referirse a la posibilidad de referirse a reglas que se refieren a reglas referidas a su vez a reglas . sino t a m b i é n I V ) u n a regla q u e prohiba percibir I I ) V ) u n a regla q u e prohiba percibir I I I ) y V I ) u n a regla q u e prohiba percibir I V ) y V ) y VI). Con el objeto de i m p e d i r cualquier q u e b r a n t a ­ m i e n t o del sistema. contradi­ cho. cuestionado o siquiera percibido. p r i m e r o . D. herejía. felonía. La violación directa de las reglas básicas de pri­ m e r grado p u e d e ser castigada con la m u e r t e . percibir todos los pro­ blemas q u e se originan en su c u m p l i m i e n t o y en su violación. en segundo t é r m i n o . y a q u e u n a defi­ nición semejante sería u n a infraección a las reglas q u e prohiben percibir las r e g l a s . El culpable se hace acreedor a atribuciones de trai­ ción. por medio de la disuasión. degenerado. p r o b a b l e m e n t e se p e n s a r á que él es m a l v a d o . y . es en­ frentada. por e j e m p l o ) . I I I ) P u e d e h a b e r n o sólo u n a regla q u e prohiba percibir q u e existe tal valor y q u e existe u n a regla I ) . I I ) P u e d e h a b e r u n a regla q u e disponga q u e ese valor n o debe ser sustituido. por lo t a n t o . El culpable es malo y de­ m e n t e (Ezra P o u n d . H a y reglas xjue prohiben percibir las reglas y q u e prohiben. por medio de castigos. . LAING I) se le asigna u n valor por el hecho de q u e h a y u n a regla q u e la gobierna. . la violación de las reglas. P e r o ni la disuasión ni el castigo p u e d e n ser de­ finidos como tales con palabras. lo m i s m o que la de las reglas q u e p r o h i b e n percibir las reglas y la de las reglas q u e prohiben percibir las reglas q u e prohiben percibir las reglas. L a gen­ te considera por lo c o m ú n q u e n i n g ú n castigo es suficiente: debería ser azotado y sometido al t r a ­ t a m i e n t o m á s adecuado.

se nos exhorta a depositar n u e s t r a poco confiable confianza en aquellos q u e nos dicen que confiemos e n ellos c u a n d o nos dicen q u e n o somos dignos de confianza: por lo t a n t o . Quizá sea necesario a d a p t a r l a s . P e r o se nos o r d e n a a c t u a r sobre n u e s t r a experiencia e n u n a forma q u e sólo puede ser calificada de deshonesta.L CUESTIONAMIENTO D E LA FAMILIA 125 (como y o lo estoy haciendo) es posible. n u e s t r a confianza es indigna de confianza. y m á s a u n c u a n d o existen reglas q u e prohiben advertir q u e existen tales reglas. . quie­ nes nos dicen q u e n o podemos confiar en nosotros mismos. P e r o se produce u n a situación especial c u a n d o existe u n a regla q u e prohíbe e x a m i n a r o cuestionar las reglas. lle­ v a r a cabo p a r a formarnos u n a i m a g e n permitida de nosotros mismos y de los d e m á s en el m u n d o . nos h a l l a r e m o s e n dificultades. debo ser m á s abstracto. P a ­ ra ir m á s allá sin riesgos. q u é operaciones debemos. incluida la ú l t i m a m e n c i o n a d a e n p r i m e r t é r m i n o . Las reglas r i g e n todos los aspectos de la expe­ riencia: q u é debemos y q u é no debemos experi­ m e n t a r . s i e m p r e q u e n o se lleven las cosas demasiado lejos y n o se aborde el t e m a en forma demasiado directa. y cuáles n o . O sea. q u e nos d a n instrucciones q u e fatalmente c o n d u c i r á n a q u e el m o t o r se haga pe­ dazos y q u e hemos sido condicionados p a r a q u e nos sintamos mal si no podemos volver a p o n e r cada cosa en su sitio. Si aquello q u e se nos ordena r e a l i z a r n o p u e d e ser realizado a causa del modo en q u e se nos or­ dena realizarlo.F. N u e s ­ tras instrucciones p u e d e n ser erróneas. Y asi sucesiva­ mente. Se nos ordena ser honestos. modificarlas o dejarlas de la­ do. Se nos induce a confiar en ciertas personas. Supongamos que nos o r d e n a n r e p a r a r el m o t o r de u n automóvil. P u e d e habérsenos instruido p a r a q u e analicemos n u e s t r a s instrucciones si las cosas a n d a n m a l .

que debemos cepillarnos los dientes ( q u é h a c e r ) .D. P o r ejemplo: se nos indica q u e debemos m a n t e n e r nuestros dientes y encías en b u e n estado. la culpa será n u e s t r a o n o según q u e se nos h a y a dicho o n o que e n tal caso seremos los responsables. p a r a m a n t e n e r tras­ puestas al cosmos social. Se nos dice. q u e comamos ciertos alimentos q u e benefician la d e n t a d u r a y q u e no comamos otros q u e la perjudican. P u e d e o c u r r i r q u e ni siquiera sea posible disociar o dividir el m u n d o en dos. Y se nos dice cómo debemos hacerlo. con d e t e r m i n a d o tipo de cepillo y d e t e r m i n a d a clase de pasta dental. E instrucciones q u e nos dicen q u é debemos e x p e r i m e n t a r y cómo debemos hacer­ lo. Si nuestros dientes se deterioran.126 R. distinciones p r i m a r i a s casi idénti­ cas (en n u e s t r a c u l t u r a ) . por ejemplo. T a l es el caso de las q u e están dirigidas a gober­ n a r n u e s t r a conducta. I. y q u e respete­ mos otras recomendaciones y prohibiciones especí- . Sin e m b a r g o . v a r i a n t a m b i é n los m u n d o s de experiencia q u e ellas originan y m a n t i e n e n . tres o m á s pedazos de m a n e r a tal q u e cada subconjunto esté integrado por elementos compatibles. Si las instrucciones son contradictorias o paradójicas p u e ­ den t r a e r como consecuencia q u e las distinciones se combinen en conjuntos simultáneos e incompati­ bles. regidas por diferentes n o r m a s . si se nos indica q u e limpiemos nuestros dientes de determi­ nado modo. Al v a r i a r el objeto al q u e son aplicadas esas distinciones y la forma en q u e son aplicadas. H a y instrucciones q u e se refieren al objeto de nuestra experiencia. P u e d e o c u r r i r q u e se dejen a n u e s ­ tra elección los medios p a r a lograrlo. estrictamente de acuerdo con las n o r m a s .AING La gente lleva a cabo diferentes operaciones. Las instrucciones nos i m p o n e n deberes m á s o m e n o s estrictos y nos dejan u n a libertad de acción q u e es t a m b i é n variable.

T a l vez nuestros dientes se caigan porq u e .EL C U E S T I O N A M I E N T O DE LA FAMILIA 127 Ticas. debemos repasar m i n u c i o s a m e n t e u n a y otra vez n u e s t r a s instrucciones. A nosotros nos inc u m b e descubrir a q u é falta corresponde. P e r o este constante a u t o e x a m e n . egotismo. ¿no será en sí m i s m o u n a falta. Está claro q u e n o nos serviría d e n a d a ser p r u d e n t e s después de ocurrida la desgracia. Si las cosas salen m a l — p u e d e n decir las instrucciones— ello debe i n t e r p r e t a r s e como u n castigo. a quienes se exige ser fuertes? Debemos orar. si se nos caen los dientes. orgullo. v a n i d a d ? ¿Qué otra cosa podemos hacer nosotros. q u e esa m i s m a ignorancia es signo de q u e hemos alcanzado las mayores. Pero. u n a forma de autoindulgencia. nuestro fracaso t a m b i é n es u n a falta. si n o de la letra. del espíritu de las instrucciones. c r i a t u r a s débiles por n a t u r a l e z a . profundidades del pecado: de q u e estamos t a n hundidos en la depravación q u e ni siquiera . P e r o debemos indagarnos a nosotros mismos p a r a descubrir en qué nos hemos equivocado. p a r a e n c o n t r a r a l g u n a falta q u e pueda ser castigada con la pérdida de nuestros dientes o con algo peor. Y si no descubrimos la falta. de narcisismo. m i e n t r a s las llevábamos a cabo. la culpa no será nuestra. P o r lo tanto. deseábamos comer m á s o comer otra cosa. t a n t o p a r a evitar q u e se nos caigan como p a r a castigar a nuest r a c a r n e por su sibaritismo y a n u e s t r o espíritu por sus pecados contra la carne? P o r q u e hemos sido instruidos p a r a c o m p r e n d e r . en especial si n o somos capaces de descubrir cuál es n u e s t r a falta. Sólo sirve p a r a demostrar lo culpables q u e somos. ¿no sería sensato hacernos sacar todos los dientes. Quizá sea castigo a nuestra gula. y si nosotros hacemos lo q u e se nos ha orden a d o y nos abstenemos de hacer lo q u e se nos ha prohibido — e s decir. si cumplimos las instrucciones al pie de la l e t r a — entonces. si bien comimos e x a c t a m e n t e lo q u e debíamos y n o m á s de lo q u e debíamos. e n q u é nos h e m o s a p a r t a d o .

c u a n d o le dice a u n n i ñ o cómo y con q u é frecuencia debe lavarse los dientes. Dos o m á s instrucciones p u e d e n ser incompatibles. 8 Watzlawirk. . P u e d o decirle a esa persona q u e h a g a algo y estar dispuesto a p e r m i t i r l e q u e se diga a si m i s m a (si es su deseo. q u e esas indicaciones. una persona puede q u e r e r hacer algo y darse cuenta de q u e a m í m e a g r a d a p e n s a r q u e ella q u i e r e q u e y o le diga lo q u e debe hacer. y q u e si se porta m a l se le c a e r á n .128 R. Podemos vernos aprisionados por nudos m u c h o m á s complejos. producirán 4 5 años m á s t a r d e u n cuadro típico de obsesión y depresión involutivas. Si le digo a u n a persona q u e h a g a algo. si eso la h a c e sentirse m e j o r ) q u e lo está haciendo p o r q u e quiere y no p o r q u e se lo dije. logrará q u e yo le diga q u e haga lo q u e ella quiere hacer. L e digo a u n a persona q u e haga a la vez A y B . y e n esta forma h a r á a la vez lo q u e quiere y lo q u e y o le dije q u e hiciera. esa falla en ver nuestra depravación es u n a depravación m á s depravada q u e todas las d e m á s depravaciones. en consecuencia. . Si no conocemos n u e s t r a depravación. al m e n o s si se lo juzga por su e s t r u c t u r a . s u m a d a s a la escuela dominical y presbiteriana y a todo lo d e m á s . A causa de ello se origina u n tipo de conflicto que. P o r otra p a r t e . Beavin y Jackson . laing tenemos conciencia de n u e s t r a depravación. Sólo m e es posible indicar algunos aspectos de este t e m a . N a d i e supone. pero si h a c e A n o podrá h a c e r B y viceversa. Este s í n d r o m e es u n a de las especialidades de Escocia. D. es r e l a t i v a m e n t e simple. 8 Véase especialmente (1PC7). no le estoy d a n d o u n a indicación explícita de q u e debe decirse a sí m i s m a q u e lo está haciendo p o r q u e yo se lo dije. q u e recién comienza a ser estudiado por u n a s pocas p e r s o n a s .

U n a orden es paradójica c u a n d o . N u n c a h e encontrado a n a d i e ( y en esto m e i n c l u y o ) q u e no fijara u n límite a lo que puede expresarse con palabras y a las palabras a que es lícito recurrir para expresar algo. que no son lo q u e ella quiere sino lo q u e yo quiero. las órdenes n o sólo p u e d e n ser contradictorias. N o m e creas. u n a vez q u e comenzamos a violar las reglas q u e prohiben percibir las reglas. P o r lo tanto. al h a c e r lo que yo quiero. sino q u e está haciendo lo q u e ella quiere. N o hagas lo q u e te digo. H e podido observar e n la vida r e a l situaciones familiares e n las q u e se d a n todas las posibilidades hasta a h o r a m e n c i o n a d a s y a l g u n a s m á s . no piense que está haciendo lo q u e y o quiero. Sé espontáneo. se la desobedece. le o r d e n a r é I) que h a g a lo q u e yo quiero. sin embargo. al c u m p l i r m i s instrucciones. sin e m b a r g o . Pero. Si lo q u e pienso es correcto. p u e d e resultar obvio. Por a ñ a d i d u r a . I I ) u n a de las cosas q u e quiero es q u e . . Subsisten obstáculos q u e h a c e n difícil expresar con palabras todo eso q u e hemos visto o creído ver. incompatibles o encubiertas. en este m o m e n t o . puede r e s u l t a r m e molesto. podemos n o saber que existen reglas que prohiben saber que existen ciertas reglas. sino también paradójicas. y al desobedecerla. La situación es compleja. por el contrario. al cumplirla c o r r e c t a m e n t e . E n consecuencia. es lo q u e y o no quiero. se la obedece. lejos de ser lo q u e yo q u i e r o . se diga a sí m i s m a q u e . está haciendo lo q u e ella quiere y n o lo q u e y o quiero. e incluso q u e piense q u e eso q u e está haciendo. si esos i m p e d i m e n tos son eliminados. nos d a m o s c u e n t a de q u e g r a n p a r t e de n u e s t r a s dificultades n o se deben a la complejidad intrínseca del asunto sino a nuestros i m p e d i m e n t o s p a r a v e r lo q u e . nosotros. le o r d e n a r é q u e .EL C U E S T I O N A M I E N T O D E LA FAMILIA 129 Eso.

h e r m a n o s y h e r m a n a s . P o d e m o s h a b l a r sobre el homicidio y sobre la ley q u e reprim e el homicidio. H a y u n a ley q u e r e p r i m e el homicidio. y a l g u n a s sin duda lo creen todavía. pero quizá n u n c a p e n s a r o n en ello en tales términos. Deseo h a b l a r acerca de las reglas sobre las q u e n o se puede h a b l a r . si es q u e puedo hacerlo. la gente h a r í a lo q u e está prohibido. p o d r í a n querer m a n t e n e r relaciones sexuales e n t r e sí. M u c h a s personas solían escandalizarse a n t e esta opinión p o r q u e ella parece i m p l i c a r q u e . M u c h o s consideran hoy i g u a l m e n t e evidente q u e si n o o c u r r e con m á s frecuencia es p o r q u e h a y reglas que lo prohiben. M u c h a s personas creían. espec i a l m e n t e delante dé los niños. t a n t o como sea necesario p a r a convencer a quienes n o saben con certeza sobre q u é estoy h a b l a n d o . h a s t a a h o r a . Solía parecer evidente a m u c h a s personas ( e n t r e ellas L é v y . pero n o u n a regla absoluta q u e prohiba h a b l a r sobre si existe o n o u n a ley contra el incesto. T e n d r á n q u e tener paciencia conmigo. hasta q u e les dé a l c a n c e .B r u h l ) q u e si el incesto n o se producía. P o d e m o s h a b l a r m u c h o m á s l i b r e m e n t e sobre la ley contra el incesto q u e sobre el incesto. ¿Por q u é debería existir u n a regla contra lo q u e n a d i e desea " n a t u r a l m e n t e " hacer? F r e u d opinaba q u e lo q u e la . si no existieran esas reglas. LAING Algunos e n t r e ustedes sienten q u e h a y reglas q u e se refieren a reglas. Otros lo ven claro. H a y u n a ley q u e r e p r i m e el incesto. q u e a d m i t i r q u e existen reglas contra el incesto sería a d m i t i r q u e padres e hijos. D.130 R. de q u e es ésta u n a cuestión m u y i m p o r t a n t e a la q u e no puedo r e f e r i r m e e n forma m á s directa. P o r lo c o m ú n existe u n a regla q u e prohíbe h a b l a r sobre el incesto. era p o r q u e existía u n a aversión " n a t u r a l " hacia él. por u n rato.

El deseo. " N o hagas eso" implica q u e tenderíamos a hacerlo si no estuviera prohibido. q u e a l g u n a s órdenes negativas producen u n efecto paradójico: nos incitan a h a c e r lo q u e se nos h a dicho q u e n o h a g a m o s .EL CUESTIONAMIENTO D E LA F A M I L I A 131 gente cree q u e " p o r n a t u r a l e z a " n o se siente incli­ n a d a a h a c e r puede ser u n producto de la represión y otras operaciones c u m p l i d a s bajo la influencia de reglas q u e prohiben hacerlo e incluso pensar en ello. Las probabilidades de q u e y o n o piense en algo en lo q u e n o h e pensado hasta ahora serán m a y o r e s si no m e dicen q u e no lo haga. E n el m o m e n t o e n q u e lo hagas. M i propósito. " Las reglas negativas p u e d e n d a r origen a las acciones q u e prohiben. Si n o q u e r e m o s q u e la gente haga cosas q u e n o está haciendo. Nos sentimos inclinados a p e n s a r q u e toda regla negativa (como la q u e se refiere al incesto) supone u n deseo. instinto o tendencia a h a c e r lo q u e ella prohibe. H a y u n tesoro e n t r e las raíces del árbol. o a u n el p e n s a m i e n t o . (Relato fa­ vorito de F r a n c i s H u x l e y . n o debemos pro­ hibírselo. no h a sido i n d a g a r si la prohibición contra el incesto ema­ na de reglas sociales. propensión. en estos últimos párrafos. " N u n c a h u b i e r a pensado e n ello si n o m e hubie­ r a n dicho q u e n o debo h a c e r l o . impulso. p e r d e r á s el tesoro p a r a siempre. por medio de u n e x p e r i m e n t o directo. Sólo quise demostrar . Recuerda solamente q u e no debes p e n s a r en u n m o n o blanco. de u n a ley n a t u r a l o de ésta y aquéllas s i m u l t á n e a m e n t e . ) Podemos verificar. D e esta m a n e r a . Lo des­ cubrirás. el resultado de esas operaciones es u n estado de conciencia " n o r m a l " que ignora el deseo. y la regla q u e de n u e s t r a conciencia. e n especial si no deseábamos n i deseamos hacerlo. y las operaciones. el p e n s a m i e n t o y las reglas.

en cambio. LAING que no h a y n i n g u n a regla q u e prohíba h a b l a r sobre si existen o n o esas reglas o esa ley n a t u r a l . p a d r e o cualquier otra persona. i r r e l e v a n t e e incluso v a g a m e n t e sucio. n o sabremos q u e existen. Por lo t a n t o .132 R. D. h e r m a n a . Quizá n a d i e ajeno a tal sistema de reglas familiar podría adoptarlo conscientemente: Regla A : N o lo hagas. hay. dado q u e n o existen pensamientos sucios n i u n a regla q u e los prohiba. A d e m á s . no existe n i n g u n a regla que prohiba los pensamientos sucios. N i n g u n a regla nos prohíbe hablar de m e t e r el dedo en u n flan. Este tipo de disposición se aplica sólo a a l g u n a s reglas. U n a familia tiene u n a regla en el sentido de q u e Pedrito n o debe p e n s a r en cosas sucias. u n a regla que nos prohíbe hacerlo. Podemos h a b l a r de ciertas reglas ( c u a n d o hemos conseguido c r u z a r a la vereda de e n f r e n t e ) . Si obedecemos a esas reglas. N u n c a lo hizo. N u n c a se le enseñó a no p e n s a r en cosas sucias. m a d r e . según la familia. Pero h a y otras de las q u e n o podemos h a b l a r sin q u e b r a n t a r la regla de q u e n o podemos h a b l a r sobre ellas. abstracto. y a q u e n o es necesario t e n e r u n a regla contra algo q u e n u n c a ocurre. en la familia n o se habla de u n a regla contra los pensamientos sucios puesto que. Regla A 2: La regla A 1 n o existe. N i n g u n a regla se . ni regla a l g u n a q u e prohiba h a b l a r sobre conversaciones inexistentes acerca de u n a regla inexistente sobre algo q u e n o existe. e incluso según Pedrito. o e n la de nuestro h e r m a n o . Regla A 1: La regla A no existe. N o h a y n i n g u n a regla q u e prohiba h a b l a r de poner u n dedo en nuestra boca. Pedrito es un b u e n chico: no es necesario decirle q u e n o debe p e n s a r en cosas sucias. N o h a y n i n g u n a regla q u e prohiba h a b l a r sobre u n a regla inexistente sobre pensamientos sucios inexistentes. no es necesario h a b l a r sobre u n t e m a sin duda triste.

P e t o . ¿Por qué? C u a n d o no podemos h a b l a r sobre u n a regla acerca de lo que no podemos mencionar. q u e d a r e m o s c o n t a m i n a dos. ¿Por q u é no? P o r q u e podemos q u e m a r n o s . excepto la de " p e n s a r " de u n modo especial e n q u é n o debemos pensar. . ensoñaciones. es necesario estar c o n s t a n t e m e n t e alerta. . P a r a t e n e r recuerdos. debemos m a n t e n e r n o s alejados d e la suciedad y proteger a todos nuestros sentidos contra la contaminación. " P o r s u p u e s t o " q u e a u n a persona en quien se ha c u m p l i d o u n impecable lavado d e cerebro j a m á s se le o c u r r i r á p e n s a r e n ciertas cosas sucias q u e n o se p u e d e n m e n c i o n a r . deseos. y o n u n c a h e metido el dedo e n . Deberemos acordarnos d e seguir olviNo se pueden mencionar sólo en relación con lo que no puede ser relacionado con ellos (mi dedo) en este contexto particular. N i n g u n a regla se opone a q u e hablemos sobre esa prohibición y expliquemos sus fundamentos. sin e m b a r g o . ¿Alerta contra q u é ? L a respuesta es estrict a m e n t e impensable. 9 H e reflexionado sobre el problema de cómo n o p e n s a r u n p e n s a m i e n t o q u e se supone q u e n o debemos pensar. Si alcanzamos a oír p o r casualidad a u n a persona q u e habla de cosas sucias. puedo decir. N o se m e o c u r r e n i n g u n a m a n e r a de hacerlo. Incluso si podemos olvidarnos i n m e d i a t a m e n t e de q u e oímos. ciertos lugares ( q u e n o puedo m e n c i o n a r ) ¿Qué lugares? N o los puedo m e n c i o n a r . P a r a m a n t e n e r esa p u r e z a . 0 . con el fin de asegurarnos de q u e n o pensamos e n ello.EL CUESTIONAMIENTO D E LA F A M I L I A 133 opone a q u e a d m i t a m o s la existencia de esta regla: no h a y q u e m e t e r el dedo en el fuego. hemos llegado al límite en cuanto a las cosas de que no podemos hablar. sueños e imaginación limpios.

D . ¿Cuáles son los extraños lugares e n q u e se producen las sensaciones extrañas? ¿De dónde vienen? ¿A dónde v a n ? T r a t a m o s de evitar las sensaciones penosas. y de quiénes. y si u n o de los pensamientos q u e no p u e d e n ser pensados es el p e n s a m i e n t o de que h a y pensamientos q u e no p u e d e n ser pensados. así como les está prohibido de u n modo absoluto h a b l a r sobre el hecho de q u e les está prohibido h a b l a r sobre ellas. L A I N G d a n d o y acordarnos de acordarnos de evitar a esa persona en el futuro. podemos experimentar. i m a g i n a r . soñar. y e n q u é p a r t e de nuestro cuerpo. y u n a regla q u e prohibe p e n s a r q u e existe u n a regla q u e prohibe p e n s a r q u e no debemos p e n s a r en no p e n s a r e n ciertas cosas.134 R. no t e n d r á conciencia de X ni de q u e no . podemos " p e n s a r " . Llegamos entonces a u n a posición en q u e no podemos p e n s a r que no podemos p e n s a r sobre aquello en q u e no podemos p e n s a r a causa de q u e existe u n a regla q u e prohibe p e n s a r en X . y p a r a relacionarlas con quiénes. la persona q u e obra de acuerdo con este cálculo de antipensamientos no sabrá q u e no sabe q u e está obedeciendo u n a regla q u e le prohibe p e n s a r que está obedeciendo u n a regla que le prohibe p e n s a r en X. pero h a y m u c h a s sensaciones agradables q u e a m u c h a s personas les está prohibido e x p e r i m e n t a r . e n t r e ellos el pensamiento m e n c i o n a d o p r e c e d e n t e m e n t e . T a m b i é n h a y reglas q u e d e t e r m i n a n q u é tipos de sensación. P o r lo tanto. Si algunos pensamientos no p u e d e n ser pensados. recordar. en q u é m o m e n t o y en relación con quiénes. M u c h a s de esas reglas d e t e r m i n a n e n q u é partes del cuerpo. Lograrlo n o es difícil c u a n d o u n o h a obedecido p r e v i a m e n t e la orden de n o " p e n s a r " siquiera e n las cosas que estoy t r a t a n d o de explicar.

n e g a r á estar obedecien­ do regla alguna. A u n si no vamos m á s allá d e a n a l i z a r superfi­ cialmente la e s t r u c t u r a de a l g u n a d e las variedades de la "conciencia" occidental. no podríamos impedir q u e u n a p a r t e de nuestro yo siguiera consciente de lo q u e se supone q u e n o debemos saber si queremos a s e g u r a r la continuidad de esos estados paradójicos d e m ú l t i p l e ignorancia. no dejaremos d e sen­ tirnos maravillados a n t e su ingeniosidad.El C U E S T I O N A M I F N T O DE LA FAMILIA 135 tiene conciencia de q u e no tiene conciencia de la regla q u e le prohíbe tener conciencia d e X. P a r a obedecer las reglas. lanzados e n la paradójica espiral por la cual. debemos violarlas. Incluso si pudiéramos lavar nuestro cere­ bro tres veces por día. U n o de sus muchos rasgos característicos es q u e . . Es sin duda u n o de los nudos m á s g r a n d e s con q u e el h o m b r e se h a y a a m a r r a d o a si m i s m o a l g u n a vez. c u a n t o m á s obedecemos la ley. c u a n t o m á s virtuosos. C u a l q u i e r persona a t r a p a d a en u n anticálculo de esta índole n o puede evitar ser m a l a c u a n d o se propone ser b u e n a . m á s la q u e b r a n t a m o s . Al obe­ decer la regla q u e le prohíbe d a r s e c u e n t a de q u e está obedeciendo u n a regla. c u a n t o m á s nos inmoviliza. m e n o s nos d a m o s cuenta de q u e estamos aprisionados por él. m á s nos h u n d i m o s en el pecado: nuestra virtud es u n h a r a p o sucio.

formando u n producto q u e es a su vez proyectado * Mapping. y también. P u e d e h a b e r m u c h a s trasposiciones diferentes de un conjunto a otro.l . A m b a s son operaciones de trasposición. diremos q u e el conjunto A es el territorio de < y p q u e el conjunto B es el estrato de </>. y la introyección es u n a tras­ posición de lo externo a lo interno. y son el territorio de introyerciones hacia los individuos q u e las componen. m á s q u e n i n g ú n otro conjunto social. La proyección es u n a trasposición de lo i n t e r n o a (o e n ) lo externo. P u e d e h a b e r trasposiciones de u n conjunto a si m i s m o .TRASPOSICIÓN* 1A operación contraria de la proyección es la ín• royección. Lo q u e en la familia proyectan sus m i e m b r o s se combina con lo que introyectan en sí mismos desde el exterior. Las familias tienen p a r t i c u l a r importancia porque son. por me­ dio de las cuales los elementos y las relaciones e n t r e los elementos de u n conjunto — l l a m a d o "territo­ r i o " (domain)— son traspuestos a elementos y relaciones e n t r e elementos q u e reciben la denomi­ nación de "estratos". el estrato de proyecciones hacia ellas desde los m i e m b r o s de la familia m i s m a . Recordemos: si <f> es u n a trasposición de A a B. f T. territorio y estrato a la vez de proyecciones hacia lo externo e introyecciones desde lo externo.

El propio cuerpo tiene u n a i m p o r t a n c i a singular porque es el estrato de trasposiciones "introyectiv a s " desde todos los territorios. de F -» F . y esos conjuntos introyectivos proporcionan u n "fondo c o m ú n " p a r a proyecciones q u e . La nexificación de la familia es la trasposición intensiva. como sabemos. La familia es t a m b i é n el estrato de trasposiciones introyectivas desde territorios externos a la familia. . desde u n a relación m a r i t a l . son bastante limitadas. el estrato terminal común en el q u e todas las introyecciones convergen y se i n t e r c a m b i a n . El n i ñ o p e q u e ñ o es. desde el cual p u e d e n proseguir — y p r o s i g u e n — sin cesar las re-introyecciones y re-proyecciones y las re-re-proyecciones y re-reintroyecciones. . e n la práctica. las posibilidades e n c u a n t o a qué p u e d e trasponerse y hacia qué p u e d e c u m p l i r s e la trasposición.» F . en u n proceso sin fin. n u e v o territorio del cual saldrán otras proyecciones (de acuerdo con u n curioso cronómetro c u y a n a t u r a l e z a a ú n resta d e t e r m i n a r ) en busca de su estrato. E x a m i n a r e m o s éste p u n t o m á s adelante. repetida u n a y otra vez. a su vez. La familia aporta el p r i n c i p a l territorio a p a r t i r del cual se hacen las trasposiciones <f> introyectivas. Sin e m b a r g o .EL C U E S T I O N A M I E N T O D E L A F A M I L I A 137 e introyectado. d e n t r o de los conjuntos y subconjuntos de la red de relaciones familiares f o r m a d a p o r personas y objetos parciales a lo largo d e v a r i a s generaciones. q u e p u e d e ser cualquiera. p u e d e n dirigirse hacia c u a l q u i e r territorio. u n núcleo . Las n u e v a s proyecciones e i n t r o yecciones vuelven a ser proyectadas e introyectadas. p o r así decir. Esas introyecciones familiares son el territorio en el que se originan fantasías sobre el bebé y el n i ñ o pequeño. son m a n c o m u n a d a s y a l m a c e n a d a s p a r a convertirse en u n a especie de banco de <f>.

R. ) . Existen hoy no m e n o s q u e a y e r . En modo a l g u n o debemos p e r m i t i r q u e la dife­ rencia de m a g n i t u d e n t r e territorio y estrato nos provoque desaliento. sin em­ bargo. el universo social. P a r a desarrollar en forma m á s completa este lema necesitaríamos i n c u r s i o n a r en la teoría m a t e ­ mática de la trasposición. C u a n d o las estudiamos. trasposiciones introyectivas q u e h a n de ser reproyectadas una vez m á s . . con sus subconjuntos traspuestos ya m u c h a s veces por medio de proyecciones. sociólogos y antropólogos se torna inadecuado c u a n d o deben dejar de lado las sociedades " p r i m i ­ tivas" y p e n s a r en t é r m i n o s de " n o s o t r o s " . pero no advierte q u e es tal: cree en cambio q u e es a l g ú n tipo de realidad p r i m a r i a . hasta la totalidad del cosmos. el microcosmos como " i m a g e n " del macrocosmos: posible analogía con los hologramas. la q u i r o m a n c i a . D. u n i m p e d i m e n t o (cf. La gente describe lo q u e es u n a i m a g e n de u n a i m a g e n de u n a i m a g e n . 10 La operación por medio de la cual se c u m p l e la trasposición es por lo general "inconsciente". U n territorio d i m i n u t o p u e d e ser proyectado en u n estrato m u y vasto y u n vasto territorio puede ser proyectado en u n estrato dimi­ nuto. . P e r o el estudio "científico" que hacen de ellas los psicólo­ gos. e t c . la medicina a l q u í m i c a . . E n cuanto estrato. la astrología. La escala no constituye. en la práctica. La cuestión n o es el grado de verdad "científica" o el valor q u e p u e d a n t e n e r esas trasposiciones. por mediación de la familia. nos h a l l a m o s e n el verdadero ámbito de la ciencia. incluso. lo q u e nos vemos obliga­ dos a dejar p a r a otra oportunidad. LAING familiar o una red social hasta la totalidad del sis­ tema social universal o. 10 VéaseWillis (1967). el h o m b r e . se convierte a su vez e n el territo­ rio desde el cual se c o n c e n t r a n .

La proyección es hecha por u n a persona como su propia experiencia de otra.1!) Supongamos q u e proyecto a m i m a d r e en mi esposa. n o sería suficiente decir q u e ha introyectado a ésta. no contamos con u n a palabra q u e designe la transformación sufrida por la experiencia de la otra persona bajo la influencia de la inducción. M i padre perdió a su m a d r e c u a n d o era niño y fue criado por su h e r m a n a m a y o r . comienza a a c t u a r e incluso a sentir como m i m a d r e . D a r é a h o r a u n ejemplo imaginario. de la q u e se distingue sólo por las diferentes localizaciones de la transferencia: procede desde u n a zona cualquiera de lo q u e considero como n o yo. La operación por medio d e la cual la induzco a personificar a m i m a dre es lo q u e yo llamo inducción. p u e d e o c u r r i r — t a n t o como q u e n o — q u e y o la induzca a personificar a m i m a d r e . hacia lo q u e considero como " y o " . N o tuvo hijas. C u a n d o m e casé. La inducción es hecha p o r u n a persona hacia la experiencia de otra. T a l es el efecto de la proyección. idéntica en principio a la proyección.EL CUESTIONAMIENTO D E LA F A M I L I A 1. expresándome en p r i m e r a persona p a r a h a c e r m á s simple la n a r r a c i ó n . E n realidad. por e j e m p l o ) . como n o aquello con lo cual m e identifico ( m i familia. Sin e m b a r g o (véase lo dicho sobre los Clark a n t e r i o r m e n t e ) . E n realidad. encontró en . como aquello con lo cual m e identifico. M i esposa p u e d e c o m e n z a r a a c t u a r y a sentir como m i m a d r e a u n q u e n o la h a y a conocido n u n c a . por mis proyecciones e inducciones. y sé q u e h u b i e r a deseado tener u n a . Su esposa fue m á s bien u n a combinación de m a d r e y h e r m a n a p a r a él. Esta adquiere el valor £ d e m i m a d r e p a r a mí. influida por m í . Si m i esposa. m i s acciones p u e d e n m u y bien inducir a otra persona a a c t u a r y sentir como alguien a quien y o m i s m o n o h a y a conocido n u n c a . La introyección es u n a operación c u m p l i d a por mí e n mi experiencia.

induce en forma m á s o m e n o s a p r e m i a n t e u n gesto comp l e m e n t a r i o en la persona a quien fue dirigido. sentirnos satisfechos o frustrados. H a c e m o s u n gesto. Al ser inducida m i esposa a convertirse en la m a d r e de mi p a d r e . este ú l t i m o gesto. nos induce a su vez a h a c e r u n gesto del q u e deriva u n a n u e v a i n d u c c i ó n . a su vez. llenos de esperanza o de desesperación. H e tratado de describir u n estado q u e es m á s o menos a c e n t u a d o según el grado de ignorancia en que nos m a n t e n e m o s con respecto a él. Todas n u e s t r a s acciones y reacciones hacia los demás incluyen u n coeficiente de inducción. e n sí m i s m o u n a corporización inducida de la i m a g e n q u e se h a form a d o otra persona de otra persona proyectada en nosotros por otra persona. mi esposa fue f i n a l m e n t e inducida a ser algo m á s q u e u n a m e r a i m a g e n p a r a esas proyecciones: se convirtió en la e n c a r n a c i ó n de u n a persona (o de u n a a m a l g a m a de personas) desconocida p a r a ella y de quien a p e n a s si había oído h a b l a r . En m i opinión. . y ello coincidió con la i m a g e n q u e se había formado m i esposa de sí m i s m a p o r influencia de sus padres. a c t u a r con . esas inducciones se desarrollan sin cesar. . Y pocas veces. A causa d e las proyecciones q u e convergían sobre ella. Es u n estado difícil de vivir. inducido por nuestro gesto inducido. con lo que la r e p r e sentación sigue su curso. tenemos a nuestro alcance alguien a quien sea posible proporcionarla. Pocas veces proporcionamos a los d e m á s u n a información totalmente exacta. D . ese gesto. en realidad. ¿en quién seré yo inducido a convertirm e ? ¿En m i hijo? ¿En m i hija? Y así sucesivamente. LAING mi esposa a la m a d r e q u e había perdido.140 R. Aceptamos ser felices o desdichados.

sirviéndome de ellas p a r a i n t e r p r e t a r la " n o r m a l i d a d " . . libretos. . siempre q u e sepamos dónde estamos: siempre q u e nos sintamos orientados. N o somos aquello a lo q u e p a r e cemos a f e r r a m o s . Creemos saber dónde estamos. repertorios de operaciones. identidades. definiciones. Lo q u e sigue es u n a conversación e n t r e u n a m a d r e y su hija de 14 años. papeles que desempeñar. . La familia en c u y o seno nacimos hizo por nosotros todo cuanto estaba a su alcance. quiénes. q u e desempeñamos esos papeles y adoptamos esas posiciones. q u e i n c l u y o con el propósito de demostrar que la brecha e n t r e lo q u e en apariencia es a n o r m a l . atribuciones. opciones. de hijas obedientes: a distintas atribuciones. N o . roles. desviado o patológico. incluso las desagradables. Podemos aferramos a nuestra condición de cristianos. N o es tan i m p o r t a n t e el lugar e n q u e estamos como el hecho de q u e estemos en a l g ú n lugar. debo dejar q u e sean ellos los q u e decidan si h a n de aceptar o r e c h a z a r lo q u e de interesante o significativo h a y a n encontrado en ellas. Como los lectores u oyentes de estas charlas m e son en su m a y o r í a desconocidos. c u á n d o . P e r o no nos dijo quiénes somos "nosotros". instrucciones. r e glas. y lo n o r m a l . D a r é u n último ejemplo. M H: (a su hija de 14 a ñ o s ) : Eres m a l a . Algunos de ustedes p e n s a r á n q u e h e generalizado t e m e r a r i a m e n t e observaciones basadas en el estudio de casos "patológicos". no lo soy. de a m a s de casa. qué. de personas casadas. incluso cómo y por q u é somos. Nos dio sus distinciones. N o es t a n i m p o r t a n t e la personalidad q u e tenemos como el hecho de q u e tengamos u n a personalidad. es m á s superficial de lo q u e podría parecer a p r i m e r a vista. lugares.EL C U E S T I O N A M I E N T O D E LA F A M I L I A 141 bondad o con m a l d a d .

y sólo quien te q u i e r a t a n t o como y o te dirá la verdad. no lo soy. H : M i tío J u a n no piensa lo m i s m o . Este ejemplo puede parecer algo i n q u i e t a n t e . b u e n a . la estructura es idéntica. M i tío J u a n n o piensa lo m i s m o . Veamos ahora lo q u e o c u r r e si cambiamos u n a p a l a b r a . tenía r a z ó n . 1 1 La hija lo hizo y vio q u e su m a d r e . Todos utilizamos a l g u n a versión similar de esa técnica. Sugiero q u e reflexionemos sobre la 1 1 Cf. y quizás estemos dispuestos a justificarla. Sólo u n a m a d r e sabe la v e r d a d acerca de su hija. Sí. sea cual fuere. sea cual fuere. N o . había e La técnica es la m i s m a . fea. y sólo q u i e n te q u i e r a t a n t o como y o te dirá la verdad. Winnicott (1967) y Lncan (1966). lo eres. . a m e n o s q u e la atribu­ ción desentone. bella. incluso siniestro. Si no m e crees. después de todo. M: H: M: H: M: Eres bonita. m a l a ) . La e s t r u c t u r a es tan c o m ú n que pasa p r á c t i c a m e n t e inadvertida. A u n q u e varíe la atribu­ ción (bonita. Si n o m e crees. y c o m p r e n d i ó c u a n equivocada u n a m a d r e q u e la a m a b a t a n t o q u e estaba dispuesta a decirle la verdad. m í r a t e a t e n t a m e n t e e n el espejo y verás q u e estoy di­ ciendo la verdad. D . lo eres. M : N o te quiere t a n t o como yo. N o te q u i e r e t a n t o como yo. F u e r a la q u e fuese. pon­ gamos " b o n i t a " . D o n d e dice " m a l a " . Sólo u n a m a d r e sabe la v e r d a d acerca de su hija. m í r a t e aten­ t a m e n t e en el espejo y verás q u e estoy diciendo la verdad. LAING M : Sí.142 R .

EL CUESTIONAMIENTO D E LA FAMILIA 143 estructura de la inducción y no sólo sobre su contenido. antisemitismo. Consideremos el racismo: semitismo. Blancos antinegros. sean m á s degenerados q u e nosotros los negros. a nuestros niños. Hitler. No obstante. Negros antiblancos. " C u a l q u i e r a q u e piense de ese modo es peor q u e ellos. tampoco e x p e r i m e n t a r í a m o s . Negros y blancos. Lo que para mí es la causa más directa de que nos sintamos turbados por el ejemplo. antes de que p u e d a n decidirlo por sí mismos con conocimiento de las " p r u e b a s " . posiblemente n o nos sentiríamos turbados. P e r o cualquiera q u e h a b l e despectivamente de los negros es una basura b l a n c a . e n lo f u n d a m e n t a l . antiantisemitismo. Podemos p e n s a r de alguien q u e es decididamente m a l o si no piensa que H i t l e r era m a l o . sean superiores a los negros. " . podría ser expresado en términos generales en esta forma: la otra persona induce al yo a t r a s p o n e r a la imagen del y o cpie tiene el yo u n valor que — n o s p a r e c e — no debería ser traspuesto al y o . creo. M á s a u n : si se e n s e ñ a r a a u n n i ñ o a trasponer el m i s m o valor ( " m a l o " ) a u n a zona considerada como el estrato adecuado p a r a éste. y m u c h a s otras cosas semejantes. " "Yo no creo q u e los blancos. turbación. en lo f u n d a m e n t a l . el sistema del yo es un estrato q u e no debería ser traspuesto de ese modo en n i n g u n a circunstancia o sólo e n circunstancias excepcionales. Incluso los q u e creen q u e n o e m p l e a n esos valores tienden a usarlos. Basura blanca y malditos negros." Negros antiantiblancos. "Yo n o creo q u e los blancos. era malo. si se t r a t a r a de u n valor p a r a nosotros m á s " a p r o p i a d o " . E n s e ñ a m o s esto. Pero los negros q u e incitan a la violencia y l l a m a n 'monos' a los blancos no son sino m o n o s ellos m i s m o s . por ejemplo. pero reservándolos p a r a quienes los e m p l e a n . Blancos antiantinegros.

en apariencia. y en su opinión. La única a l t e r n a t i v a es q u e los buenos e x t e r m i n e n a los malos y los malos a los buenos. y m u c h a s m á s — e n t r e las q u e . ellos son los buenos y nosotros los malos. de la g a r g a n t a de la h u m a n i d a d entera. por así decir. pero muy ajustado e n torno. pero se halla muy. Millones de personas h a n m u e r t o en este siglo. P e r o . La empresa no parece demasiado difícil ni impro­ bable si se considera q u e .144 R . D . en n u e s t r a opinión. la situación seguirá como hasta ahora. estranguladas por ese n u d o que. somos incapaces de desatar. . e n t r e buenos y malos. LAING Mientras no podamos elevar nuestro pensamien­ to hasta s u p e r a r la oposición e n t r e Ellos y Nosotros. estaremos incluidos muchos de nosotros y de nuestros hijos— m o r i r á n . El nudo parece r e l a t i v a m e n t e simple. nos­ otros somos los buenos y ellos los malos. según todo p e r m i t e suponerlo. no lo c r e a n p o r q u e y o lo digo: m í r e n s e en el espejo y compruébenlo.

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R. Su rechazo de las ideas establecidas sobre la enfermedad mental (y especialmente sobre la esquizofrenia: "no acepto que la esquizofrenia sea un 'hecho' bioquímico. Laing presenta la familia como un sistema altamente complejo de relaciones y analiza la estructura de la familia como nexo dinámico de las interacciones que moldean la personalidad de cada uno de sus miembros y sus eventuales psicopatologías. neurofisiológico ni psicológico") evoluciona con los años hacia una crítica radical de los fundamentos de nuestra civilización. D . la familia. constituyen uno de los principales puntos de partida del movimiento antipsiquiátrico que se desarrolla en los últimos años. PAIDOS . este libro va dirigido no sólo al especialista sino al público lector interesado en la problemática contemporánea de esta institución central de nuestra civilización. Cooper y A. Su trabajo en el Tavistock Jnstitute for Human Relations y su colaboración con D. Una de las instituciones básicas de ésta. Escrito en un lenguaje directo. Esterson. que ha degenerado en un juego de poder. es el objeto de este libro. Laing es uno de los pensadores de nuestro tiempo que más ha contribuido al cuestionamiento radical de los presupuestos básicos sobre los que se apoyaba la psiquiatría tradicional.

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